Queda é mais acentuada na região Metropolitana de São Paulo; supermercados e atacarejos registram impacto menor
O consumo de bebidas destiladas tem mostrado retração nas últimas semanas, após o registro de casos de contaminação por metanol em produtos vendidos irregularmente. Desde o fim de setembro, quando as primeiras notificações foram divulgadas por órgãos de saúde, o episódio acendeu um alerta sobre a procedência das bebidas e provocou uma resposta imediata no comportamento do consumidor, sobretudo na região Metropolitana de São Paulo.
De acordo com dados da Scanntech, empresa de inteligência de dados para o varejo e indústria de bens de consumo, as vendas de garrafas de destilados caíram -11% no país desde o dia 28 de setembro até 07/10, em comparação com o mesmo período do ano passado. Na Grande São Paulo, o recuo é mais expressivo, chegando a -15%. As categorias de Gin, Vodka e Uísque foram as mais afetadas, com retração de vendas em -23% no Brasil e -26% em São Paulo.
O movimento, no entanto, é mais concentrado em bares e adegas, locais de onde se originam a maior parte das notificações, enquanto o canal alimentar, que inclui supermercados e atacarejos, apresenta um impacto mais moderado. Segundo o levantamento, as unidades vendidas na região metropolitana recuaram -16% na primeira semana (28/09 a 04/10) após a divulgação dos casos e -12% nos três primeiros dias da semana seguinte.
A APAS (Associação Paulista de Supermercados) reforçou que a compra de bebidas alcoólicas em supermercados segue sendo segura. A entidade destacou que o setor mantém processos de rastreabilidade e controle de qualidade que garantem a origem e autenticidade dos produtos disponíveis nas gôndolas.
A análise diária da Scanntech mostra oscilações pontuais no comportamento de compra, o que indica que o consumidor segue cauteloso, mas o mercado ainda está se ajustando ao noticiário e às novas percepções momentâneas de risco. “Em momentos como este, os dados são fundamentais para entender rapidamente o que está acontecendo no mercado e onde estão os principais impactos. Eles nos mostram a realidade de forma precisa e ajudam varejistas e indústrias a reagirem com agilidade, buscando soluções e retomando a confiança do consumidor”, finaliza Thomaz Machado, CEO da Scanntech Brasil.
Sobre a Scanntech A Scanntech é líder em inteligência de dados para o varejo e a indústria de bens de consumo na América Latina. Com base em mais de 13,5 bilhões de tickets de compra e leitura de mais de R$ 1 Trilhão de vendas ao consumidor, a empresa fornece análises em tempo real que ajudam o mercado a compreender tendências, otimizar estratégias e antecipar movimentos de consumo.
A carga transportada entre janeiro e agosto também foi recorde, atingindo 914,8 milhões no acumulado do ano, um crescimento de 2,8% em relação aos números de 2024- Foto: Vosmar Rosa/Mpor
Volume transportado em agosto foi 7,8% maior que no ano passado e já ultrapassa 900 milhões de toneladas em 2025
A movimentação portuária em agosto, primeiro mês após a entrada em vigor das novas tarifas impostas pelo governo americano, foi 7,8% superior à registrada no mesmo período do ano passado. A carga transportada entre janeiro e agosto também foi recorde, atingindo 914,8 milhões no acumulado do ano, um crescimento de 2,8% em relação aos números de 2024.
As informações do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) confirmam a alteração de rotas provocada pelas restrições impostas pelos Estados Unidos e mostram que o país soube se ajustar ao tarifaço. As exportações cresceram 3,2% no mês em relação a agosto de 2024. Houve crescimento acentuado de exportações para a Índia (volume 348% maior), México (97%), Argentina (50%) e China (12%), nosso maior parceiro comercial, e queda de 17% no volume exportado para os Estados Unidos.
“O recorde na movimentação de carga nos portos do país, aliado ao aumento da exportação de produtos, reforça o interesse do Brasil frente a outros mercados internacionais. Nós estamos trabalhando para expandir ainda mais o volume de carga no modal aquaviário, pois isso se reflete no aumento de emprego e da renda do povo brasileiro”, destacou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
De acordo com os dados da Agência Reguladora, o crescimento de agosto foi maior nos terminais privados (11%), mas o porto público que teve maior alta no mês foi Itajaí, em Santa Catarina (412%), em decorrência da retomada das atividades pelo Governo Federal. No acumulado de 2025, Itajaí já dobrou a movimentação de todo o ano passado, chegando a 2,5 milhões de toneladas.
Houve recorde também no transporte de longo curso (exportação e importação), atingindo 95,4 milhões de toneladas, no transporte de cabotagem (entre portos brasileiros), com 28,2 milhões de toneladas, e também no transporte interior (entre portos fluviais), chegando a 8,1 milhões de toneladas.
Por tipo de carga, o maior crescimento registrado em agosto foi em granel líquido (25%), volume recorde para o mês (32,5 milhões de toneladas). Somente em petróleo e derivados, passaram pelos portos brasileiros 22,5 milhões de toneladas em agosto, um crescimento de 33,4% em relação ao mesmo mês do ano passado.O relatório também aponta crescimento de 11,3% na exportação de minério de ferro em agosto (42,2 milhões de toneladas), e de 3,4% na exportação de milho (10,7 milhões de toneladas).
Em menos de dois anos e meio, incentivos fiscais para projetos de infraestrutura ultrapassam R$ 28 bilhões, mais que o dobro do período anterior - Foto: Jonilton Lima/MPor
Os projetos incentivados com REIDI no governo Lula somaram R$ 28 bilhões, o dobro do total de projetos do período de 2019 a 2022. Em debêntures foram R$23 bilhões
O governo federal dobrou os valores de projetos de infraestrutura com incentivo fiscal, no setor portuário, beneficiados pelo Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI) e pelas debêntures incentivadas e de infraestrutura. O valor total de projetos do setor portuário incentivados por REIDI de 2023 a agosto de 2025 foi de R$ 28 bilhões, acima do valor total dos projetos do período de 2019 a 2023, que somou R$ 14 bilhões. No caso das debêntures, o valor desde 2023 chegou a R$23 bilhões, contra R$ 17 bilhões.
“Em menos de dois anos e meio do governo Lula, já ultrapassamos R$ 28 bilhões, mais que o dobro do período anterior”, disse o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ao fazer um balanço dos incentivos em evento realizado nesta quarta-feira (15), no Ministério. “Queremos acelerar cada vez mais os projetos aqui do ministério, porque isso dialoga com o fôlego fiscal das empresas e com a política pública de incentivo a novos investimentos”, complementou.
Na ocasião, o ministro entregou a empresários do setor certificados de participação nesses programas, que são ferramentas estratégicas do governo para atrair capital privado e acelerar a modernização e expansão dos portos em todo o Brasil. “Nosso objetivo é que essa política de crédito se torne uma política de Estado, garantindo previsibilidade ao setor produtivo”, reforçou Costa Filho.
O REIDI, criado pela Lei 11.488, de 2007, é um pilar na estratégia de fomento do governo. O programa concede incentivos fiscais com a suspensão da cobrança de PIS/Pasep e Cofins na aquisição de bens e serviços para obras de infraestrutura.
Já as Debêntures Incentivadas, regulamentadas pela Lei 12.431, de 2011, são títulos de dívida emitidos por empresas para financiar projetos de longo prazo. O mecanismo oferece incentivos fiscais aos investidores, tornando os projetos mais atrativos.
Presente no evento, Tomé Franca, secretário-executivo da pasta, destacou a importância dos projetos desenvolvidos pela pasta. “Estamos reforçando políticas que estimulam novos investimentos privados, tanto nos arrendamentos quanto nos terminais portuários. Essas iniciativas geram emprego, renda e fortalecem quem acredita no país e no setor portuário brasileiro”.
O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, falou sobre a melhoria da infraestrutura brasileira a partir de incentivos fiscais. “Esses avanços estão associados a políticas públicas consistentes e sólidas, que oferecem ao mercado segurança e instrumentos para investir, como o fortalecimento do Fundo da Marinha Mercante e os mecanismos de incentivos fiscais, como REIDI e debêntures. Nosso foco é permitir que o setor privado invista com confiança e solidez, ampliando a infraestrutura e o nível de serviço dos portos brasileiros”.
Investimento
Em 2024, o governo federal aprimorou o instrumento com a sanção da Lei 14.801, que criou as novas debêntures de infraestrutura, ampliando o potencial de atração de investimentos. Apenas no último ano (agosto de 2024 a outubro de 2025), R$ 3,7 bilhões em projetos portuários foram viabilizados por meio do programa.
A política de incentivos do Governo Federal reforça o papel do Estado como indutor do desenvolvimento, criando um ambiente de negócios seguro e atrativo para que a iniciativa privada invista na modernização da infraestrutura logística do país.
Atendimento acontece nos dias 14 e 15 de outubro, das 9h às 16h, no Setor Habitacional Nova Colina
Moradores de Sobradinho terão acesso facilitado a serviços do Detran-DF neste início de semana. A unidade móvel do programa Na Hora estará no Estacionamento da Paróquia Divino Espírito Santo, no Setor Habitacional Nova Colina, nos dias 14 e 15 de outubro, oferecendo atendimentos gratuitos à população das 9h às 16h.
A ação leva serviços públicos essenciais diretamente às comunidades, promovendo mais comodidade e inclusão. O Departamento de Trânsito do Distrito Federal participará da iniciativa com atendimentos voltados à área de habilitação e veículos. Entre os serviços disponíveis, estão consultas, orientações e procedimentos administrativos relacionados à CNH e documentação veicular.
O ponto de atendimento está localizado no Condomínio Bela Vista Serrana Mod. 09 – Nova Colina II. A expectativa é de que centenas de moradores da região sejam atendidos durante os dois dias de ação.
A iniciativa integra a política de descentralização dos serviços públicos do GDF, levando estruturas móveis para regiões administrativas e áreas mais afastadas dos centros urbanos. O objetivo é ampliar o acesso da população aos serviços básicos de forma ágil e acessível.
Atividade sustentou 627,6 mil postos de trabalho, adicionou R$ 55,8 bilhões ao PIB e gerou R$ 8 bilhões em tributos diretos
Quando um imóvel de temporada é alugado, a economia do entorno também se movimenta. O gasto do viajante sai da acomodação e chega ao restaurante da esquina, ao transporte local, ao comércio e ao lazer. Para medir o tamanho desse impacto, o Airbnb encomendou um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) a partir de dados de 2024. De acordo com o trabalho, divulgado hoje, a locação por temporada movimentou R$ 99,8 bilhões no Brasil em um ano, sustentando 627,6 mil empregos e gerando R$ 8 bilhões em tributos diretos1.
Somados efeitos diretos e indiretos, a atividade adicionou R$ 55,8 bilhões ao PIB do país em 2024. Os resultados foram calculados pela metodologia de insumo-produto, partindo dos gastos efetivos de hóspedes e anfitriões e estimando como esse dinheiro circula entre os demais setores da economia.
“Os números do estudo da FGV mostram uma realidade que já vínhamos percebendo nas cidades: quando uma reserva acontece, a economia do entorno também se move. É renda para famílias, vitalidade para destinos que querem receber mais e melhor e benefício para a economia local”, disse Fiamma Zarife, Diretora Geral do Airbnb para a América do Sul.
Da reserva ao bairro: como o dinheiro circula
A reserva de um imóvel aciona uma cadeia no dia a dia da cidade e a FGV quantificou esse efeito: cada R$ 10 gastos na acomodação puxam outros R$ 52 gastos em outros setores da economia. Em 2024, isso ajudou a gerar R$ 28,3 bilhões em renda para profissionais de diferentes áreas e pequenos negócios. Quem mais sente essa movimentação são os serviços (57,9%) e o comércio (24,8%). É uma engrenagem capilar, que se move com o fluxo de hóspedes e faz o dinheiro circular.
Brasil inteiro na rota: desenvolvimento que se espalha
O estudo ainda confirma que o Airbnb descentraliza o desenvolvimento, levando oportunidades para além dos grandes polos tradicionais brasileiros.
No mapa regional, o Sudeste puxa a fila com R$ 54,9 bilhões movimentados pela atividade em 2024, seguido do Sul (R$ 22,1 bilhões) e do Nordeste (R$ 16,9 bilhões). Centro-Oeste (R$ 4,7 bilhões) e Norte (R$ 1,2 bilhão) avançam no mesmo rumo.
A FGV também analisou o impacto em algumas capitais. No Rio de Janeiro, a atividade do Airbnb movimentou R$ 9,9 bilhões em 2024, sustentando 61,6 mil empregos e adicionando R$ 5,6 bilhões ao PIB local. Em Belém, que nos últimos anos vem se mobilizando para receber turistas da COP-30, a atividade do Airbnb movimentou R$ 300,3 milhões em 2024, gerando 1.800 postos de trabalho, R$ 82,5 milhões em renda adicional e R$ 166,2 milhões incorporados ao PIB municipal.
A análise também mostra que o aluguel por temporada democratiza o turismo. Em dez anos, o número de anúncios ativos no Airbnb no Brasil passou de 23 mil para 500 mil, o que significa mais oferta e mais diversidade para quem viaja, com mais pessoas participando da economia do turismo. A FGV identifica ainda que os rendimentos dos anfitriões vêm crescendo de forma consistente, podendo alcançar aproximadamente R$ 1.500 por mês, em média, por anúncio de imóvel inteiro. Para muitas casas, essa renda é a diferença entre atravessar períodos desafiadores ou não.
“A metodologia que usamos nos permite seguir o caminho do dinheiro. Partimos dos gastos efetivos de hóspedes e anfitriões e estimamos como eles se propagam na cadeia, somando impactos diretos e indiretos em nível nacional e regional. Com esse método, também foi possível calcular a contribuição fiscal da atividade. No final das contas, tributos diretos associados às estadias ajudam a financiar serviços públicos nas cidades”, explica Luiz Gustavo Barbosa, Gerente Executivo da FGV Projetos.
Em 2024, a atividade de aluguel por temporada contribuiu com R$ 8 bilhões em tributos diretos no Brasil. A FGV também indica os lugares onde isso aparece com mais força. No estado de São Paulo, ao longo de um único ano, foram arrecadados R$ 2,5 bilhões. Capitais com forte vocação turística, como Rio de Janeiro e Florianópolis, receberam R$ 1,5 bilhão e R$ 389,8 milhões em impostos, respectivamente.
1 Todos os dados neste comunicado de imprensa, se não explícito de forma diferente, são com base em análise de insumo-produto da Fundação Getulio Vargas a partir de dados internos do Airbnb e referentes ao ano de 2024.
“Airbnb: Impactos e Benefícios Econômicos no Brasil” foi elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com a metodologia de insumo-produto, que mede como um gasto em um setor puxa outros setores da economia. Na prática, a FGV soma impactos diretos (gastos efetivos de hóspedes e de anfitriões) e impactos indiretos, que são as compras geradas na cadeia produtiva por causa desses gastos, usando matrizes específicas por estado e por cidade para refletir as particularidades locais. Para analisar rendimentos, a FGV combinou dados do Airbnb e da PNAD Contínua/IBGE, fez a conversão de moeda e manteve as séries em valores nominais em reais (sem correção por inflação).
Sobre a Fundação Getulio Vargas Criada em 1944, a FGV é uma entidade sem fins lucrativos que apresenta uma extensa folha de serviços prestados à comunidade técnico-científica-empresarial e à sociedade como um todo. A tradição, aliada à eficácia e à eficiência de sua atuação, constitui a marca registrada desta Instituição.
No campo dos projetos, a FGV se diferencia por agregar aos seus trabalhos o seu maior patrimônio: a credibilidade, estabelecida ao longo do tempo pela segurança e competência em tudo o que faz. As rápidas e eficientes formulações de grupos multidisciplinares de altíssima qualificação técnica permitem a prestação de serviços em suas diversas áreas de conhecimento.
A rica vivência prática, nos setores público e privado, de seus especialistas detentores de sólida formação acadêmica e os valores fundamentais que caracterizam e distinguem a instituição garantem resultados que só uma organização como a Fundação Getulio Vargas pode atingir.
Investidor na área de Tecnologia e Inteligência Artificial, Lucas Reis explica qual o melhor modelo de aporte à seguir, quando o assunto são ‘empresas emergentes’ (startups).
Segundo o último relatório da Sling Hub, em parceria com o Itaú BBA, o investimento em startups (empresas emergentes) na América Latina registrou uma alta de 37%, com relação ao ano anterior. Com o mercado recém-aquecido, foram coletados aproximadamente US$ 8,7 bilhões em rodadas de investimentos, com o Brasil à frente de 57% do total aproximado de aportes.
Entre os segmentos que mais captaram financiamento, conforme a pesquisa, se encontram as fintechs (tecnologia financeira), atuais líderes da categoria, seguido pelas deep techs (tecnologia de ponta), healthtechs(tecnologia para saúde) e retailtechs (tecnologia para varejo).
Os investimentos nestas empresas são liderados pelos chamados fundos de capital de risco. Eles se dividem em Venture Capital (VC), Corporate Venture Capital (CVC) e Investidores-anjo.
Facilitador deste cenário, o Doutor em Comunicação e investidor na área de Tecnologia e Inteligência Artificial, Lucas Reis, explica que, apesar de o cenário macro não ser propício, segue havendo capital para empresas com potencial exponencial. “Em momentos de taxa de juros mais alta e de incerteza política, como o atual, há uma tendência de o capital migrar para investimentos mais seguros. Mas, ainda assim, segue havendo recurso para modelos de maior risco, já que estes buscam retornos muito superiores aos disponíveis em outros setores, fazendo vale a pena.”
Subdividida em três categorias principais, Lucas começa pelos casos envolvendo ‘Venture Capital’ (VC). Na visão do especialista, esse modelo utiliza de aportes ‘médio ou altos’, em projetos já com algum grau de validação, com possibilidade de crescimento rápido e escalável, porém, ainda com alto grau de incerteza. Optando por startups que já estão em um estágio ‘intermediário’ ou ‘começando a ganhar mercado’, esse fundo de investimento aposta no fomento à modelos de negócio com métricas semi-consolidadas.
Já a categoria de ‘Corporate Venture’ (CVC), segundo o especialista, permite com que empresas possam injetar capital em startups de diferentes estágios na carreira. O fundador da Zygon Adtech lembra que as Corporações investem nestas empresas buscando criar novas linhas de negócios e resolver desafios de suas operações principais.
Para finalizar, Lucas cita o formato dos investidores-anjo. Em geral, são pessoas físicas que investem, geralmente, em startups de pessoas conhecidas, nas fases muito iniciais. Este modelo apresenta o maior risco, mas também o maior retorno: é possível multiplicar por mais de mil vezes o capital investido… ou perder tudo.
“Para uma startup, ter fundos no cap table contribui para o amadurecimento da governança e da gestão. Para o investidor, se tornar um anjo depende de ter uma rede de contatos de empreendedores em que circulem essas oportunidades. Caso não tenha, é possível se tornar cotistas de fundos distribuídos no mercado”, conclui.
Sobre Lucas Reis
Lucas Reis é Doutor em Big Data aplicado à Comunicação, Pesquisador Associado do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT-DD), Fundador da Zygon Adtech e Digital IsCool. É Vice-Presidente de Operações do IAB Brasil, Presidente da Associação Baiana do Mercado Publicitário (ABMP) e Coordenador do Programa Avançado em Gestão da Comunicação Digital da Escola Aberje. Reconhecido como Líder Empresarial das Américas pelo Departamento de Estado dos EUA, Lucas também é professor na Miami Ad School, Cimatec e Sandbox Escola de Estratégia, e palestrante em eventos como RD Summit, Rio2C, Próxxima, Campus Party, Adtech & Branding, Scream Festival e Harvard Comparative Approaches on Misinformation.
Projeto inclui drenagem, sinalização e construção de bueiro para conter alagamentos em área rural do município
A Prefeitura de Novo Gama segue com as obras de pavimentação no setor de chácaras Vale das Andorinhas. Atualmente, os trabalhos estão concentrados na compactação do solo, etapa que antecede a aplicação do asfalto. O projeto prevê 5,5 quilômetros de pavimentação com Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), com quatro centímetros de espessura.
O investimento total ultrapassa R$ 6,4 milhões e é resultado da junção de recursos federais com contrapartida do município. A intervenção busca melhorar a mobilidade urbana na região, facilitando o tráfego e valorizando áreas rurais da cidade.
Além do asfalto, a obra contempla a implantação de canaletas para drenagem superficial, sinalização viária e a construção de um bueiro celular triplo. A estrutura tem o objetivo de conter alagamentos e permitir o escoamento adequado das águas pluviais do córrego que corta a região.
De acordo com a prefeitura, o projeto integra um programa mais amplo de reestruturação viária em áreas urbanas e rurais de Novo Gama. A expectativa é de que a nova infraestrutura traga mais segurança e qualidade de vida aos moradores, além de impulsionar o desenvolvimento local com maior conectividade entre bairros e regiões produtivas.
A primeira-dama de Novo Gama, Joscilene Mangão, por meio da Secretaria Municipal de Promoção Social e Cidadania, realizou a entrega de kits gestantes no Centro do Idoso do Pedregal. A ação beneficiou mães acompanhadas pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), vinculadas ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro.
Os kits foram montados com muito carinho para oferecer apoio às gestantes durante o período de gravidez e nos primeiros cuidados com os bebês. Cada conjunto contém itens essenciais, como bolsa grande e média, banheira, kit escova de cabelo, body infantil, macacão, pacote de fraldas, jogo de toalhas, flanelas, cobertor, par de meias, sabonete e fraldas descartáveis — tudo pensado para acolher e auxiliar as futuras mamães nesse momento tão especial.
De acordo com a primeira-dama, a iniciativa busca fortalecer a política de proteção social no município, garantindo assistência às famílias em situação de vulnerabilidade e promovendo acolhimento e dignidade às gestantes. “Cuidar das famílias de Novo Gama é um compromisso que assumimos com muito amor. Cada ação como essa representa mais do que a entrega de um kit — é um gesto de cuidado, esperança e valorização da vida”, destacou Joscilene Mangão.
O acompanhamento feito pelo Cras é fundamental para assegurar que as gestantes tenham orientação, apoio emocional e acesso aos serviços da rede socioassistencial, contribuindo para um processo gestacional mais seguro e amparado.
Além da entrega dos kits, o evento também promoveu um momento de integração comunitária, aproximando as famílias dos serviços públicos e fortalecendo os laços entre comunidade e gestão. A ação é realizada periodicamente conforme novos grupos de gestantes são formados.
Com iniciativas como essa, a primeira-dama Joscilene Mangão reafirma seu compromisso com o bem-estar das famílias novogamenses, especialmente aquelas que mais precisam de atenção e cuidado.
Mercado Livre Arena Pacaembu será palco das decisões masculina e feminina
A grande final da Taça das Favelas Brasil 2025 está marcada para o dia 1º de novembro, sábado, na Mercado Livre Arena Pacaembu, com acesso ao público a partir das 13h. A decisão da competição, realizada pela CUFA e produzida pela InFavela, também conhecida como Favelão, acontecerá pelo segundo ano consecutivo em um dos palcos mais emblemáticos do futebol brasileiro, com transmissão ao vivo pela TV Globo.
A final feminina abre o espetáculo, às 15h. Vice-campeã em 2024, a seleção de Minas Gerais tem uma nova chance de subir ao lugar mais alto do pódio. Do outro lado está a Paraíba, primeira e única seleção do Nordeste a chegar à final. Ambas as equipes buscam um título inédito: o Troféu Marina Soares, homenagem in memoriam à mãe do idealizador da competição, Celso Athayde.
No masculino, o clássico do Sudeste começa às 16h30. Dona da casa, a seleção de São Paulo vai em busca do terceiro título da competição, diferente do Rio de Janeiro, que disputa a final pela primeira vez nesta categoria. Em jogo, o Troféu Jair da Matta, homenagem em vida ao padrasto de Celso.
Neste ano, a competição também reforça seu compromisso com a luta antirracista, por meio da campanha “Racismo não é falta, é crime”. A iniciativa foi destacada ao longo de toda a edição com ações de conscientização dentro e fora de campo, reafirmando o papel da Taça das Favelas como um instrumento de transformação social e combate às desigualdades. Mais do que formar atletas, o torneio forma cidadãos e cidadãs atentos aos seus direitos e à importância do respeito.
“A Taça das Favelas é um movimento de identidade e protagonismo que promove transformação social por meio do esporte. É isso que temos reforçado com esta campanha contra o racismo, desenvolvendo uma conduta cidadã. E a grande final do Favelão vai celebrar tudo o que foi construído nesta edição: uma mistura de culturas e talentos. No Pacaembu ou nas telinhas, o público vai acompanhar uma atmosfera vibrante. Estamos preparando uma grande festa”, exaltou Geovana Borges, vice-presidente institucional da CUFA.
Durante as partidas, será aplicada a regra dos 2 minutos, que prevê que em caso de ficar no chão e demorar a se levantar, resultando na paralisação do jogo, o atleta ficará 2 minutos fora de campo para receber o devido atendimento médico e assegurar sua integridade. Se o jogador não precisar de atendimento, também ficará de fora 2 minutos pela tentativa de ludibriar a arbitragem e atrasar o andamento da partida.
A disputa pelo título do Favelão, feminino e masculino, será transmitida ao vivo na TV Globo. Os jogos terão duração de 30 minutos por tempo e, em situação de empate, a seleção vencedora será definida nos pênaltis.
A Taça das Favelas Brasil 2025 é realizada pela CUFA (Central Única das Favelas) e produzida pela InFavela, do grupo Favela Holding, Ministério do Esporte e em cooperação com a UNESCO. Tem patrocínio máster de Agibank, Friboi e Steck; Ouro de Favela Seguros, Gol, Mag Seguros, Grupo R1 e Vai Voando; Prata de Assaí Atacadista e VR; Promoção de TV Globo, Eletromidia, Comunidade Door e Jornal Empoderado; Apoio de FSB Holding e DFM Advocacia; e Apoio Institucional de Fundação Teatro Municipal e Prefeitura de São Paulo.
Porto de Maceió deve receber R$ 3,75 milhões em investimentos para modernização e expansão. Foto: Vosmar Rosa (MPor)
Instalação está no segundo bloco da carteira de leilões do Ministério de Portos e Aeroportos; investimentos são de R$ 3,75 milhões
O Terminal Marítimo de Passageiros (TMP) de Maceió, em Alagoas, está no segundo bloco da carteira de leilões selecionada pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para 2025. Com investimentos estimados em mais de R$ 1,22 bilhão, essa fase contempla, além do porto da capital alagoana, os portos do Rio de Janeiro e de Paranaguá.
O Porto de Maceió é um dos principais pontos de recepção de cruzeiros do Nordeste e, com o leilão previsto para 22 de outubro, iniciará uma nova fase de modernização e expansão, com investimentos estimados em R$ 3,75 milhões ao longo de um contrato de 25 anos. A iniciativa tem como objetivo transformar o terminal em um polo estratégico do turismo marítimo nacional fortalecendo a economia local e melhorando a experiência dos passageiros.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a modernização do TMP Maceió faz parte de uma estratégia nacional para revitalizar os terminais de passageiros e integrar o turismo marítimo à economia local. “A iniciativa vai impulsionar a geração de empregos diretos e indiretos, movimentar os setores de hotelaria e comércio e consolidar Maceió como referência em infraestrutura portuária”, afirmou
Localizado em uma das capitais mais turísticas do país, o Porto de Maceió movimenta mais de 100 mil passageiros por temporada. Com as obras e melhorias previstas, a expectativa é de ampliação gradual da capacidade de atendimento, hoje limitada a 612 passageiros por dia, além da atração de novas rotas e companhias marítimas.
Com uma área total de 5.678,23 metros quadrados, o projeto de modernização do TMP Maceió contempla diversas melhorias estruturais e operacionais. Está prevista a construção de um novo estacionamento com 112 vagas, pavimentação e sistema de drenagem em uma área de 3.050 metros quadrados. A concessionária deverá também adquirir novos mobiliários e equipamentos de apoio, incluindo cadeiras, mesas, sofás e sistemas de controle de passageiros e bagagens. Serão ainda implantados novos equipamentos de segurança e combate a incêndio, que integrarão o conjunto de bens reversíveis ao poder público ao término da concessão, garantindo padrões de qualidade e conforto compatíveis com os principais destinos de cruzeiros internacionais.
Assessoria Especial de Comunicação Social Ministério de Portos e Aeroportos
Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento para essas tecnologias nos permitirá processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções.
Funcional
Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos.O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.