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Vinicius Jr. marca, Real Madrid sofre, mas empata com Leipzig e avança às quartas da Champions League

Real Madrid está nas quartas de final da Champions League! Nesta quarta-feira (6), o time merengue empatou em 1 a 1 com o RB Leipzig, no Santiago Bernabéu, no dia em que completa 122 anos.

Vinicius Jr. balançou as redes para a equipe comandada por Ancelotti, que avançou no mata-mata com 2 a 1 no agregado. Orbán descontou para os alemães.

O próximo adversário do Real será definido por sorteio no dia 15 de março.

As quartas da Champions serão disputadas entre 9 e 17 de abril.

A decisão será no dia 1º de junho, no estádio de Wembley, em Londres.

O jogo

Depois de vencer por 1 a 0 na Alemanha com um golaço de Brahim Díaz, o time espanhol entrou em campo nesta quarta com a vantagem do empate.

No 1º tempo, o Real entrou em campo com o regulamento nas mãos e pouco criou. O Leipzig, por sua vez, teve mais posse de bola e desperdiçou boas chances de marcar, principalmente com Openda. Na reta final, os alemães pressionaram e só não balançaram as redes, porque Lunin catou um chute de Xavi Simons.

Para o 2º tempo, Ancelotti tirou Camavinga para a entrada de Rodrygo. A substituição fez efeito nos primeiros minutos e mudou o clima no Bernabéu.

Com o apoio da torcida, o Real foi entrando no jogo. Kroos poderia ter marcado aos 14, mas parou em uma grande defesa de Gulácsi. Na sequência, Rodrygo também botou o goleiro do Leipzig para trabalhar.

Até que aos 19, Vinicius Jr. recebeu um passe açucarado de Bellingham e finalizou no contrapé de Gulácsi para fazer 1 a 0.

Só que a alegria dos espanhóis durou pouco. O Leipzig não sentiu o golpe, foi para cima e deixou tudo igual com Orbán três minutos depois.

O gol colocou fogo na partida, e o time alemão seguiu pressionando para ao menos levar o duelo para a prorrogação.

Nos acréscimos, o Leipzig foi para o tudo ou nada, mas Dani Olmo carimbou a trave.

Eleições 2026: O Imposto do Muro

Toda campanha morna paga uma tarifa invisível e a leitura errada de uma pesquisa está prestes a produzir uma nova safra de pagadores nas eleições de 2026.

Em toda campanha existe uma reunião que se repete. Alguém abre a pesquisa de rejeição, aponta os números dos polos e diz, com voz de prudência: “não vamos comprar essa briga”. A frase soa sensata. Foi dita em 2018 nas salas da maior coligação daquela eleição. Foi dita em 2022 nos comitês da “terceira via”. E está sendo dita agora, em 2026, com um argumento novo sobre a mesa: os 32% de eleitores que se declaram independentes na Genial/Quaest de maio. Essa frase sensata já enterrou mais candidaturas do que qualquer escândalo. Ela é o momento exato em que a campanha pode começar a pagar o imposto do muro.

O “Imposto do Muro” é o preço que o eleitorado cobra de quem não tem posição ou troca de posição por cálculo e pura conveniência. Ele não aparece em planilha nenhuma, não tem boleto, não dá aviso prévio, ele é cobrado em parcela única, na urna.

A pesquisa certa, a conclusão errada

O número que está financiando a nova safra de muros é real, mas precisa ser lido em duas partes. A primeira: o eleitor transferível entre os polos acabou. Quem está de um lado dificilmente atravessa para o outro, e a campanha que gastar energia tentando converter adversários vai queimar dinheiro em concreto armado. A segunda: um terço do eleitorado se declara independente, sem alinhamento com polo nenhum. É desse terço que a eleição de 2026 vai sair, e é sobre ele que parte do mercado tirou a conclusão errada: “há um terço esperando um moderado, então suavize tudo, não tome partido, não se indisponha”. Em resumo, faça uma campanha morna.

O erro nasce de uma confusão de categorias. “Independente” descreve a relação do eleitor com a briga, não o lugar dele no espectro. Quando responde à pesquisa, ele está dizendo “não sou de nenhuma torcida”, e o estrategista escuta “estou no meio do caminho entre as duas”. São informações diferentes. Esse eleitor raramente é alguém sem opinião: na maioria das vezes tem valores e um lado para o qual pende, só não aguenta mais o barulho. Ele não quer o meio do caminho. Quer descer do ringue.

E a biografia dele explica a exigência. É o eleitor que votou com raiva em 2018 e 2022, quase sempre contra alguém, escolhendo um nome para derrotar o outro. Saiu das duas eleições exausto e com a régua trocada: a rejeição ao adversário deixou de bastar como argumento, e o que ele cobra agora é entrega. Por isso a mornidão não o conquista. O que falta a ele não é um candidato sem posição. É um candidato em quem confiar, e ninguém confia em quem não se sabe onde está.

Mesmo o tamanho do terço merece desconto, e o desconto reforça o ponto. Wilson Gomes, da UFBA, estima que dos 32% declarados, talvez só 10% a 15% virem voto disputável de fato. Numa eleição empatada, dez pontos são a eleição inteira, e fração pequena se conquista com precisão, não com diluição. Quem dilui para agradar a todos vira a segunda opção de todos e a primeira de quase ninguém.

O placar do muro

Quem acha que isso é opinião pode conferir o placar. O Brasil testou o centro morno em condições de laboratório, com toda a estrutura que dinheiro, coligação e televisão podem comprar:

EleiçãoA apostaA estruturaO resultado
2018Geraldo AlckminColigação de 9 partidos com o Centrão; metade de todo o horário eleitoral (5min32s por bloco, 434 inserções)4,8% – 4º lugar
2018Henrique MeirellesPartido do presidente em exercício; quase 2 minutos de TV por bloco1,3%
2022“Terceira via” (Doria e Moro)Governador do maior estado do país; o ex-juiz mais famoso do BrasilDesistiram antes da urna
2022TebetPartidos histórico e com estrutura nacionalMeses  nos ~1%

Na mesma eleição de 2018, o candidato com 8 segundos de bloco venceu o primeiro turno com 46%. A leitura apressada atribui isso só à posição, e estaria errada. Ele tinha uma operação digital sem precedentes, surfou a onda antipolítica e ganhou semanas de mídia espontânea após o atentado. Só que cada um desses fatores depende do mesmo insumo. Engajamento digital se alimenta de definição: algoritmo não distribui mornidão, ninguém compartilha equidistância, a mesma máquina a serviço de um candidato morno não viraliza nada. E o voto antipolítico é, ele próprio, uma posição: “contra o sistema” talvez tenha sido o lado mais nítido daquela eleição.

O que os 8 segundos provam não é que posição vence sozinha, é que a estrutura tradicional (coligação e televisão) deixou de compensar a falta dela: 5 minutos e meio sem posição não compraram nem 5% do eleitorado.

E a nota de rodapé mais importante do placar é a exceção. Simone Tebet passou a campanha inteira rondando 1% e só cresceu na reta final, exatamente quando abandonou a equidistância e começou a cravar posição nos debates. O placar não diz que o centro perde. Diz que o morno perde.

Por que o imposto existe

O problema de não se posicionar não é parecer indeciso, é parecer calculista. Quando o candidato não tem posicionamento definido e parece sempre querer agradar a todos, o eleitor não pensa “que pessoa equilibrada”. Ele pensa “esse aí está esperando para ver quem ganha antes de se comprometer”. E cálculo é o que esse eleitor aprendeu a desprezar: ele se fartou da esperteza disfarçada de prudência e do silêncio estratégico quando se esperava uma palavra. O muro não soa como neutralidade, soa como oportunismo calculado.

Quando tudo parece areia movediça: economia incerta, instituições em tensão, informação contaminada, o posicionamento vira chão firme. O eleitor médio procura alguém em quem se apoiar, e ninguém se apoia em quem não se sabe onde está.

O Brasil já assistiu a esse filme: em 2018, o candidato com o maior tempo de televisão e a maior coligação da disputa terminou o primeiro turno com menos de 5% dos votos. Não faltou estrutura, faltou um lugar reconhecível onde estar.

Firmeza, porém, não é fúria, nem fanatismo. O candidato que confunde convicção com agressão alimenta a guerra da qual o eleitor quer fugir e racha a própria base em vez de ampliá-la. O que esse eleitorado procura é a combinação rara: posição definida e cabeça “no lugar”.

O que o imposto não cobra

A alíquota não incide sobre moderação de tom. Incide sobre a ausência de posição, e confundir as duas é o erro que sustenta o muro. Centro é um lugar no espectro, o muro não é lugar nenhum. Um candidato de centro com convicção assumida não paga imposto algum, e um candidato de polo que calcula em vez de ter uma posição consolidada paga a alíquota cheia.

Pelo mesmo motivo, ajustar o tom não é virar a casaca. Virar a casaca é mudar o que se defende conforme a plateia. Ajustar o tom é defender a mesma coisa de um jeito que o ouvinte canse menos de ouvir, falar de geração de emprego para uns e de responsabilidade fiscal para outros sem dizer uma frase em que não acredite, porque ambas saem do mesmo conjunto de princípios. A convicção fica fixa, a porta de entrada varia. Quem está no muro nunca chega a esse refinamento, porque sequer definiu o que defender.

O teste do muro

Para quem está numa campanha agora, ou prestes a vender uma estratégia de “não comprar briga”, três perguntas medem a alíquota que o candidato vai pagar:

1. Ele tem alguma posição que custa voto? Se todas as posições só somam, não há posição: há pesquisa recitada, ou seja, há discurso de conveniência. Posição de verdade desagrada alguém, e é justamente por isso que gera confiança em todos os demais.

2. Ele mantém a mesma posição quando muda a plateia ou quando a pergunta aperta? A ênfase pode variar; a substância, não. O muro costuma aparecer aí: na entrevista difícil, no auditório hostil, no tema que divide. Quem só tem posição quando ela não custa nada está apenas administrando conveniência.

3. Pergunte a um eleitor qualquer: “esse candidato defende o quê?” Se a resposta demora mais de três segundos, ou sai vaga, genérica, daquelas que serviriam para qualquer outro nome da disputa, o imposto já começou a ser cobrado.

Quem passa nas três pode ajustar tom, pauta e palco à vontade. Quem reprova precisa decidir o que defende antes de decidir como comunicar. Marketing não conserta o que o posicionamento não definiu, no máximo, vai disfarçar a indefinição.

Em 2026, depois de uma sequência de pesquisas apertadas, com os polos travados praticamente empatados, o imposto do muro estará na alíquota máxima da década. O espaço que existe não é para quem se equilibra entre os polos: é para quem crava posição sem necessariamente precisar de inimigo ou transformar cada divergência em guerra. Esse espaço vale a eleição, e a próxima reunião em que alguém disser “não vamos comprar essa briga”, possivelmente, é o momento exato de abrir o placar.

E o imposto não é tributo exclusivo de eleição presidencial. A escala muda, a alíquota não: prefeito, deputado ou vereador, todos passam pelo mesmo teste das três perguntas, e na cidade pequena, onde o eleitor conhece o candidato pelo nome, o cálculo é percebido ainda mais de perto. Onde houver urna, há cobrança.

Michel Lenz: Apaixonado por estratégia, inovação, ideias e projetos, pelos tatames e a filosofia do jiu-jitsu, sua vida é a família (Papai de Alice). Estrategista de Marketing Político e Comunicação Governamental, Secretário de Gestão Estratégica e Inovação em Três de Maio-RS, Fundador e Ex-CEO da IntMark – Inteligência de Marketing, Cofundador da Alcateia Política, Sócio/CMO da #Ninjas! Contabilidade, Professor de Jiu-Jitsu na Union Team. Possui MBA em Marketing Político e Comunicação Governamental, MBA em Gestão de Marketing e Comunicação, Bacharel em Sistemas de Informação. Atua com marketing político desde 2016 com campanhas eleitorais e mandato, como estrategista de campanha, estrategista de marketing e comunicação e coordenador de equipe, além de realizar diagnósticos de presença digital.

OBRAS DE PAVIMENTAÇÃO DA AVENIDA PECUÁRIA SÃO RETOMADAS

A Prefeitura de Novo Gama retomou as obras de pavimentação asfáltica da avenida Pecuária, importante via que liga o setor de Chácaras Araguaia ao início do Vale das Andorinhas. Os serviços seguem em andamento e avançam com novas etapas de execução.

Com investimento superior a R$ 3 milhões, a obra tem como objetivo melhorar a mobilidade urbana, oferecer mais segurança aos moradores e garantir melhores condições de tráfego para motoristas e pedestres que utilizam a região diariamente.

A avenida Pecuária é uma ligação estratégica entre bairros do município e recebe um fluxo constante de veículos. A pavimentação representa um avanço na infraestrutura local, contribuindo para o desenvolvimento dos setores atendidos e valorização da região.

A retomada dos trabalhos faz parte do conjunto de ações voltadas à melhoria da infraestrutura de Novo Gama, com investimentos em obras que impactam diretamente a qualidade de vida da população.

ATLETA DE VALPARAÍSO CONQUISTA OITAVO TÍTULO BRASILEIRO DE KICKBOXING 

Augusto Sérgio celebra a conquista do título e a classificação para a Seleção Brasileira da modalidade. 

O esporte de Valparaíso de Goiás segue alcançando destaque em âmbito nacional. O atleta Augusto Sérgio, morador do município, conquistou o título do 35º Campeonato Brasileiro de Kickboxing, realizado entre os dias 4 e 7 de junho, em Curitiba (PR), garantindo também uma vaga na Seleção Brasileira da modalidade. 

Competindo na categoria K-1 Style, Augusto alcançou seu oitavo título brasileiro após uma campanha de destaque na competição. A conquista dá continuidade a uma sequência de bons resultados obtidos pelo atleta em 2026, incluindo o título da Panamerican Cup, torneio internacional realizado em Foz do Iguaçu (PR), e a vitória na terceira etapa do Brasília Open Boxe, disputada no fim de maio.

Agora, com a vaga assegurada na Seleção Brasileira, o lutador se prepara para novos desafios como a Copa Goiás, a Copa Brasil e o Campeonato Pan-Americano. A conquista representa mais um importante resultado para o esporte valparaisense e contribui para levar o nome de Valparaíso de Goiás a competições de destaque no cenário nacional e internacional.

A Prefeitura de Valparaíso de Goiás parabeniza o atleta pelo desempenho e pela dedicação ao esporte, desejando sucesso nas próximas competições.

Ao negar extradição de Zambelli, Justiça italiana cita Moraes

© Lula Marques/ Agência Brasil

Corte afirmou que magistrado brasileiro foi “vítima e juiz”


A Corte de Cassação de Roma, instância máxima de apelação da Justiça italiana, publicou a íntegra da decisão em que negou a extradição ao Brasil da ex-deputada Carla Zambelli, condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

A decisão italiana diz respeito ao pedido de extradição feito pelo Brasil relativo ao caso de invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime pelo qual foi considerada culpada pela Primeira Turma do Supremo, no ano passado. 

Para a Justiça italiana, há “diversos elementos” que trazem dúvida sobre a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo. Isso porque ele ocupou diferentes papéis ao longo do processo, sendo, além de juiz, o prejudicado pelo ato considerado criminoso. 

A decisão italiana afirma haver “insuficiência e ilogicidade da fundamentação em relação ao acúmulo das funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução na pessoa de M.A.D.M. [Ministro Alexandre de Moraes]”.

A Corte de Cassação concluiu que Moraes atuou, nesse caso específico, “em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz”. 

Pouco antes da condenação se tornar definitiva, Zambelli fugiu, em julho do ano passado, para os Estados Unidos e em seguida para a Itália, país do qual possui cidadania. Ela foi presa no país europeu para aguardar o julgamento do pedido de extradição feito pelo Brasil, mas acabou solta em maio deste ano, depois da decisão que rejeitou o procedimento. 

Há ainda, contudo, um segundo pedido de extradição em tramitação na Justiça italiana, ao aguardo de uma decisão da Corte de Cassação italiana. 

Esse caso diz respeito a uma condenação da ex-deputada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal no episódio em que ela sacou um revólver e perseguiu um jornalista pelas ruas de São Paulo, em 2022. 

Acionados, o Supremo Tribunal Federal ou o gabinete do ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestaram sobre a decisão da Justiça italiana. 

Copa do Mundo: Equatorial Goiás prepara operação especial para acompanhar aumento de consumo durante os jogos

Plano prevê monitoramento reforçado, integração das equipes operacionais e restrição de desligamentos programados

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, amanhã (13), promete reunir famílias, amigos e torcedores em frente à televisão em todo o estado. Para acompanhar o aumento da demanda por energia e garantir maior agilidade operacional durante os jogos, a Equatorial Goiás preparou uma operação especial que será adotada ao longo da participação do Brasil na competição.

O plano envolve uma série de ações preventivas e operacionais, incluindo monitoramento intensificado da rede elétrica, restrição de desligamentos programados durante os horários das partidas, mobilização de equipes técnicas de prontidão em todas as regiões do Estado e atuação integrada entre as áreas de operação, tecnologia e telecomunicações.

A estratégia será coordenada pelo Centro de Operações Integradas (COI), responsável pelo acompanhamento em tempo real do sistema elétrico goiano. Durante os jogos, a companhia ampliará o monitoramento dos principais ativos da rede e manterá protocolos específicos para agilizar a resposta em caso de ocorrências.

Segundo o gerente de Operações Integradas da Equatorial Goiás, Vinícyus Lima, o planejamento leva em consideração o comportamento típico observado durante grandes eventos esportivos, quando milhões de pessoas passam a utilizar equipamentos eletrônicos simultaneamente. “Os jogos da Seleção provocam uma mobilização coletiva muito grande. Em poucos minutos, há uma concentração significativa de consumo em residências, bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais. Por isso, realizamos um planejamento prévio para reforçar o monitoramento da rede elétrica e garantir maior agilidade operacional durante as partidas”, explica o gerente.

Além do acompanhamento em tempo real realizado pelo COI, a companhia manterá profissionais de diferentes áreas em regime de prontidão para atuação integrada sempre que necessário. “A operação vai muito além do monitoramento. Estamos mobilizando equipes técnicas em todas as regiões do Estado, reforçando o acompanhamento da rede elétrica em tempo real, restringindo desligamentos programados durante os jogos e mantendo profissionais de diversas áreas em regime de prontidão. É um trabalho preventivo que busca dar mais agilidade à operação justamente em um momento em que milhões de pessoas estarão reunidas acompanhando a Seleção”, destaca Vinícyus.

A Equatorial Goiás também orienta os clientes a adotarem cuidados simples com as instalações elétricas durante as confraternizações e encontros para assistir às partidas, evitando sobrecargas e riscos de acidentes.

Saúde mental em Ribeirão Preto a urgência de fortalecer a rede pública no pós-pandemia

Saúde mental em Ribeirão Preto a urgência de fortalecer a rede pública no pós pandemia

No município de Ribeirão Preto, o debate sobre a saúde mental deixou de ser uma pauta secundária para se tornar uma urgência de gestão que precisa pautar a rede de atenção pública.

Com uma população de 698.642 habitantes (IBGE, 2022), a cidade enfrenta um desafio de escala: embora conte com nove serviços especializados: seis CAPS, dois ambulatórios e um serviço de urgência, a rede atual ainda não atinge a cobertura necessária. De acordo com a literatura internacional, uma cidade deste porte demandaria atendimento para cerca de 70 mil pacientes, um patamar que a estrutura atual ainda busca alcançar.

A recente inauguração, em abril de 2026, do novo CAPS II Centro Sul no bairro Jardim Maria Goretti — resultado da unificação das unidades Sul e Central em uma estrutura mais moderna — é um avanço real, mas deve ser encarada como um ponto de partida, e não de chegada, para suprir os vazios assistenciais da região.

Essa necessidade local reflete um cenário global devastador. A pandemia de Covid-19 deixou uma ferida que não aparece só nas estatísticas: ela se mostra no dia a dia das famílias ribeirão-pretanas, nas crises de ansiedade, na depressão silenciosa e no esgotamento dos trabalhadores.

No primeiro ano da crise sanitária, a prevalência global de ansiedade e depressão subiu 25%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, um estudo com 45.161 adultos revelou que 40,4% relataram tristeza frequente e 52,6% ansiedade durante o período. Em 2024, o país registrou um aumento de 68% nos afastamentos do trabalho por transtornos mentais, totalizando mais de 472 mil casos.

Em Ribeirão Preto, os números confirmam essa pressão: o atendimento em Saúde Mental saltou de 75 mil em 2020 para 209.806 em 2024. Embora expressivo, esse volume se distribui entre pacientes que exigem acompanhamento contínuo, gerando dezenas de consultas e oficinas anuais para cada indivíduo.

O problema central é que o sistema público, já fragilizado, saiu da pandemia sobrecarregado. No estado de São Paulo, os procedimentos clínicos ambulatoriais no SUS saltaram de 2,1 milhões em 2020 para 3,8 milhões em 2024, enquanto as internações subiram de 48 mil para 56 mil. Em Ribeirão Preto, apenas em 2024, foram realizadas cerca de 300 internações psiquiátricas.

É neste contexto que a expansão dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) se torna vital. O Novo PAC Seleções, do Governo Federal, prevê a construção de 130 novos CAPS para responder a esses vazios assistenciais com uma abordagem humanizada.

Defender essa expansão nos territórios não é apenas construir prédios, mas garantir a capacidade pública de oferecer atenção especializada onde o cidadão vive.

Para compreender a eficácia dessa política, é preciso olhar para quem está na ponta. O pesquisador Michael Lipsky conceitua a “burocracia de nível de rua” para explicar que o Estado real se manifesta nas decisões cotidianas dos profissionais da linha de frente: psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e médicos.

Em Ribeirão Preto e no Brasil, o pós-pandemia tornou esse trabalho ainda mais duro, com equipes sobrecarregadas e limites no atendimento remoto. Quando há estrutura, a discricionariedade do servidor se transforma em cuidado qualificado; sem ela, vira improviso.

Mas onde instalar esses serviços importa tanto quanto instalá-los: refletir sobre o território também é de suma importância. Como defende o geógrafo Milton Santos, o território não é apenas um endereço burocrático, mas o espaço real da vida onde se acumulam desigualdades de renda, mobilidade, moradia, violência e acesso ao Estado.

Na saúde mental, esses elementos influenciam diretamente o quadro clínico. Por isso, levar CAPS para as áreas mais vulneráveis de Ribeirão Preto significa enfrentar a desigualdade socioespacial e aproximar o direito à saúde de quem mais precisa.

Portanto, embora a modernização da rede em Ribeirão Preto seja um passo louvável, prefeitos e gestores da região devem assumir um compromisso que vai além da placa de inauguração.

Não basta abrir portas; é preciso garantir a continuidade do cuidado, a manutenção das equipes, a articulação com a atenção básica e o funcionamento efetivo em rede.

Só assim garantiremos que o cidadão que acessa o SUS encontre uma resposta real ao seu sofrimento, evitando que o atraso no atendimento se transforme em um agravamento irreversível da crise.

Humberto Tobé
Pós-graduado em Gestão da Saúde Pública, é Analista de Gestão no Ministério da Saúde atuando na interlocução com municípios paulistas.

Fatima Christine
Graduada em Economia e Pedagogia, com pós-graduação em Educação Parental e Socioemocional; servidora pública federal da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde.

México x África do Sul tem recorde de vermelhos em abertura de Copa | Ge

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O jogo México 2 x 0 África do Sul, realizado nesta quinta-feira, quebrou o recorde de expulsões em uma partida de abertura de Copa do Mundo. Foram três cartões vermelhos mostrados pelo árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio, no estádio Azteca, na Cidade do México: Sithole (África do Sul), Zwane (África do Sul) e Montes (México) foram para o vestiário antes do apito final.

Raúl Jiménez: por que o atacante do México usa proteção na cabeça? | Ge

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Quem assistiu com atenção ao gol de cabeça de Raúl Jiménez, o segundo do México na vitória sobre a África do Sul na abertura da Copa do Mundo, nesta quinta-feira, percebeu que o atacante mexicano usava uma espécie de faixa na testa.

Jogadores não entendem instrução do árbitro Wilton Pereira em inglês, e torcida brasileira se diverte | Ge

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Representante brasileiro na abertura da Copa do Mundo 2026, na partida entre México e África do Sul, o árbitro Wilton Pereira Sampaio causou confusão ao comunicar uma decisão em inglês no Estádio Azteca. Os jogadores sul-africanos fizeram cara de quem não entendeu muita coisa e provocaram mais um meme na internet.