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Pesquisas da UEG fortalecem a preservação do Cerrado

Pesquisadores da UEG estudam a genética das jabuticabeiras e frutos nativos: busca por um futuro sustentável para Goiás (Foto: UEG)

As pesquisas conduzidas pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) tiveram papel fundamental para o avanço do conhecimento sobre o bioma Cerrado goiano, apontando soluções para conservação ambiental, valorização da biodiversidade e estímulo à economia regional.

As ações desenvolvidas pela universidade pública estadual, em parceria com instituições como Emater Goiás e agentes de fomento do governo, reforçam o compromisso com a sustentabilidade, a inovação científica e o desenvolvimento socioeconômico do estado.

Uma das contribuições científicas mais importantes realizadas foi a descoberta de uma nova espécie de planta nativa do cerrado, a Jacquemontia verae, registrada oficialmente pela comunidade científica em 2025.

A pesquisa foi conduzida pela professora Isa Lucia de Morais, docente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia e do curso de Ciências Biológicas da UEG, com colaboração de pesquisadores de instituições nacionais.

Sobre a importância da descoberta, a pesquisadora destacou:

“Descobrir novas espécies é fundamental para compreendermos a biodiversidade e conservarmos a natureza. Ao identificar e descrever uma nova espécie, a ciência amplia nosso entendimento sobre os ecossistemas e como os seres vivos se adaptam aos mais diversos ambientes.”

Jacquemontia verae foi encontrada em uma área de Cerrado rupestre que enfrenta fortes pressões ambientais, o que ressalta a urgência de políticas de conservação ambiental e gestão territorial.

Jabuticabeiras

Em outra frente de pesquisa, docentes da UEG, em parceria com a Emater Goiás, intensificaram o mapeamento genético e morfológico das jabuticabeiras em Hidrolândia, município que responde por cerca de 98,5% da produção estadual da fruta.

Os pesquisadores Plauto Simão de Carvalho e Sabrina do Couto de Miranda relatam que o projeto está atualmente na fase de coleta de material botânico para análise detalhada.

Ao comentar os avanços da pesquisa, a equipe explicou:

“Estamos na fase de coleta de material botânico em diversas propriedades e desenvolvendo um banco de dados detalhado com características morfológicas e genéticas, que facilitará futuras pesquisas e o manejo das plantações”.

Esse mapeamento contribui diretamente para práticas agrícolas mais sustentáveis, certificação da produção local e fortalecimento da cadeia produtiva da jabuticaba, com impactos positivos para a economia rural e a biodiversidade goiana.

Outros estudos apoiados por chamadas públicas e parcerias também avançaram em 2025, como o projeto que estuda a conservação e o potencial econômico de frutíferas nativas do Cerrado, como cagaiteiras e gabirobeiras, com foco na geração de renda para agricultores familiares na região do Vale do São Patrício em Goiás.

Goiás consolida política de habitação social com investimento de quase R$ 1 bilhão em 2025

Governo de Goiás investe quase R$ 1 bilhão, em 2025, para garantir moradias e escrituras às famílias goianas (Foto: Edgard Soares e Octacílio Queiroz)

A Agência Goiana de Habitação (Agehab) e o Goiás Social encerram 2025 com resultado expressivo das ações de habitação social realizadas pelo programa Pra Ter Onde Morar. Ao longo do ano, os investimentos ficaram próximos da marca de R$ 1 bilhão (somaram R$ 995,55 milhões), com entregas em diversas modalidades e alcance em municípios de todas as regiões do estado.

“Vocês precisam ver o padrão das casas que entregamos em Goiás a custo zero: com grama esmeralda, cerâmica no piso, azulejo. Entregamos a casa, a chave e o documento. São casas que, em qualquer lugar, custam mais de R$ 250 mil o preço de mercado. Uma casa que dá dignidade para qualquer pessoa viver dignamente no Estado”, destaca o governador Ronaldo Caiado.

Coordenadora do Goiás Social, a primeira-dama Gracinha Caiado ressalta que garantir um lar digno sempre esteve no centro das ações do programa desde a sua criação.

“A casa representa muito mais do que um teto. Ela é segurança, proteção, estabilidade e a base para que as famílias possam reconstruir suas vidas com dignidade. Desde o início do Goiás Social, nosso compromisso é cuidar das pessoas, especialmente de quem mais precisa, assegurando condições reais para uma vida melhor. Investir em moradia é investir em cidadania, em futuro e em justiça social para os goianos”, afirmou.

Para o vice-governador Daniel Vilela, a política habitacional do Estado se consolidou pela consistência, continuidade e capacidade de chegar a municípios do interior historicamente carentes de investimentos.

“Goiás se tornou referência nacional em habitação porque trata moradia como política pública com resultado e responsabilidade. Esse volume de recursos só é possível porque o Estado mantém equilíbrio fiscal e capacidade de investimento, com gestão eficiente e parceria com as prefeituras. Vamos seguir ampliando entregas e avançando nas metas do Pra Ter Onde Morar, mantendo a continuidade desse trabalho, que transforma a vida de milhares de goianos”, ressaltou Daniel Vilela.

Habitação social

A modalidade Casas a Custo Zero entregou 1.600 moradias em 35 municípios, com investimento de R$ 209,8 milhões em 2025. O programa atende famílias em situação de extrema vulnerabilidade social, garantindo moradia totalmente gratuita.

Já o Aluguel Social alcançou 140 municípios, com a entrega de mais de 11 mil cartões — sendo 10.674 benefícios ativos atualmente — e investimento de R$ 451,4 milhões. A iniciativa assegura apoio financeiro temporário às famílias enquanto a moradia definitiva não é viabilizada.

Outro destaque foi o Aluguel Nunca Mais, que subsidia parte do financiamento habitacional para famílias de baixa renda. Em 2025, foram entregues mais de 4.600 unidades habitacionais, com subsídios que somaram R$ 332,8 milhões. O programa também avançou na construção de equipamentos comunitários, com cinco novos espaços concluídos em quatro municípios, totalizando R$ 1,55 milhão em investimentos.

Na área de regularização fundiária, o Pra Ter Onde Morar – Escritura alcançou 48 municípios, com a entrega de 2.134 escrituras e o registro de 5.333 documentos em cartório. A ação garante segurança jurídica a famílias que já residem em imóveis doados pelo Estado.

O presidente da Agehab ressalta que “o Governo de Goiás tem se empenhado de forma incansável para levar à população goiana, especialmente às famílias mais vulneráveis, condições dignas de moradia”. Segundo ele, “a Agehab, com sua expertise e trabalho em conjunto com os municípios, garante que a política habitacional do estado seja cada vez mais inclusiva e transformadora”.

Resumo das ações em 2025

Pra Ter Onde Morar – Casas a Custo Zero

  • 1.600 casas entregues;
  • 35 municípios;
  • R$ 209,8 milhões em investimentos.

Pra Ter Onde Morar – Aluguel Social

  • Mais de 11 mil cartões entregues;
  • 140 municípios atendidos;
  • 10.674 benefícios ativos;
  • R$ 451,4 milhões em investimentos.

Pra Ter Onde Morar – Aluguel Nunca Mais

  • Mais de 4.600 apartamentos entregues em sete municípios;
  • R$ 332,8 milhões em subsídios;
  • Cinco equipamentos comunitários concluídos em quatro municípios;
  • R$ 1,55 milhão em investimentos

Pra Ter Onde Morar – Escritura

  • 2.134 escrituras entregues;
  • 48 municípios atendidos;
  • 5.333 documentos registrados em cartório.

Desmamados que levaram Goiás à maior dívida e escândalos querem voltar”, afirma Caiado

Caiado diz que Goiás não aceita mais retrocesso, associa gestões tucanas ao colapso do estado e defende Daniel Vilela como seu sucessor natural

“Os desmamados que levaram Goiás à maior dívida e a escândalos em todos os espaços querem voltar.” A declaração é do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e expressa, segundo ele, um alerta direto à população sobre o risco de retrocesso administrativo no Estado. A fala faz referência explícita às gestões do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), período que Caiado associa a desequilíbrio fiscal, denúncias e colapso de serviços públicos essenciais como saúde, educação e assistência social. A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Jackson Abrão, em transmissão ao vivo no canal do YouTube do jornal O Popular.

Ao comparar passado e presente, Caiado sustenta que a tentativa de reabilitar aquele modelo de gestão não encontra respaldo na sociedade goiana. Na avaliação do governador, a experiência vivida pela população nos anos de crise funciona hoje como um fator de resistência política. “Aquilo lá ninguém quer mais hoje”, ressaltou, ao destacar que grupos ligados a esse período buscam retornar ao poder apesar do histórico negativo deixado em Goiás.

Na sequência, o governador fundamenta sua posição nos índices de aprovação da atual gestão. “A consciência da população, ao dar a Goiás a maior aprovação do Brasil, é porque o cidadão está consciente que é Goiás com equilíbrio, com segurança, com educação, com programas sociais, com saúde regionalizada”, afirmou. O governador também afirmou que esse cenário elevou o nível de exigência do eleitor. “É isso que o cidadão quer cada vez mais, não quer abrir mão disso”, disse, ao reforçar que a população não aceita retrocessos nem projetos que coloquem em risco os avanços consolidados a partir de 2019.

Caiado ressaltou que, pela oitava vez, seu governo lidera o ranking nacional de aprovação, alcançando 80%, conforme levantamento do instituto AtlasIntel, divulgado em 17 de dezembro. Para o governador, esse reconhecimento popular é resultado direto da reorganização das contas públicas, do controle fiscal e da retomada consistente da capacidade de investimento do Estado.

Sucessor natural

É a partir dessa leitura que Caiado defende o vice-governador Daniel Vilela (MDB) como sucessor natural. Segundo o governador, Daniel acompanhou de perto as decisões estratégicas do governo, participou dos debates orçamentários e conhece a fundo as prioridades administrativas do Estado.

Ao reforçar essa confiança, Caiado afirmou: “Então, por isso que eu posso dizer, Daniel está ao meu lado no meu governo, governando junto. Sabendo de tudo, discutindo orçamento, prioridade. Eu não estou aqui apresentando um candidato, eu o escolhi para ser o meu vice, com um ano de antecedência. Ele tem capacidade e vai dar andamento à nossa gestão”, encerrou.

SESCTV estreia “Esporte é coisa de mulher”, série que traz o potencial esportivo como força de transformação social

Série Esporte é Coisa de Mulher estreia com episódio “Que minhas únicas cicatrizes sejam de SK8”, dia 6/1, às 22h, no SescTV. Foto: Marina S. Alves. Materiais de divulgação: esporte é coisa de mulher

Produção documental acompanha mulheres da periferia do Rio de Janeiro que movimentam
o corpo, ocupam a cidade e vislumbram o futuro por meio da prática esportiva

A série documental Esporte é Coisa de Mulher, dirigida por Angela Donini, estreia no SescTV no dia 6 de janeiro de 2026, terça-feira, às 22h, com reapresentações ao longo da semana. Em quatro episódios, a produção acompanha mulheres que vivem nas periferias do Rio de Janeiro e encontram no esporte uma forma de ocupar espaços, fortalecer vínculos comunitários e confrontar normas historicamente impostas aos seus corpos.
 

A estreia integra a programação do Sesc Verão 2026, projeto que articula esporte, cultura, lazer e cidadania, ao compreender as práticas corporais como ferramentas de transformação social e de promoção da saúde, presentes nas 43 unidades do Sesc no Estado de São Paulo.
 

Entre pistas de skate, tatames, piscinas, quadras e rodas de capoeira, Esporte é Coisa de Mulher constrói um retrato atento das relações entre gênero, território, identidade e resistência. Ao longo dos episódios, o público conhece as trajetórias de Rayane Proença de AssisGabriele PascoalLiane BarcellosGeovana Laysa e Laura Ribeiro, mulheres que transformam o esporte em campo de afirmação pessoal e coletiva. Mais do que registrar práticas esportivas, a série revela como essas experiências atravessam temas como racismo, misoginia, lesbofobia, pertencimento, ancestralidade e projeção de futuro.
 

O episódio de estreia, “Que minhas únicas cicatrizes sejam de SK8”, apresenta Rayane Proença de Assis, jovem skatista negra da periferia que circula entre o asfalto, a música e a poesia. Violoncelista, grafiteira e artista de rua, Rayane sonha em disputar campeonatos internacionais enquanto percorre a cidade em meio a manifestações contra o racismo e a violência de gênero. Em meio a manobras e acordes, o episódio delineia o retrato de uma juventude que recusa limites pré-estabelecidos.
 

Na semana seguinte, “Desconstruindo Padrões” acompanha Gabriele Pascoal, que encontra na natação, no boxe e no futebol espaços de equilíbrio e autonomia. Ao questionar expectativas sociais sobre comportamento, corpo e futuro, Gabriele afirma o esporte como território de cuidado e saúde mental, projetando seus desejos acadêmicos e pessoais sem abrir mão de sua identidade.
 

O terceiro episódio, “Lutas”, traz a história de Liane Barcellos, praticante de jiu-jitsu que enfrenta preconceitos relacionados à sua orientação sexual dentro e fora dos tatames. A partir de memórias familiares, ativismo e treinos marcados por tensões, Liane reflete sobre como o esporte se tornou uma fonte de força diante de violências estruturais, sem deixar de expor contradições ainda presentes nesses espaços.
 

Encerrando a temporada, “Gingas” acompanha Geovana Laysa e Laura Ribeiro, jovens que encontram na capoeira e em outras práticas corporais caminhos de pertencimento e disciplina. O episódio destaca a capoeira como herança cultural afro-brasileira e gesto de resistência, conectando corpo, ancestralidade e futuro, especialmente para meninas que aprendem, desde cedo, que também podem ocupar o centro da roda.
 

Com escuta atenta e abordagem que articula esporte, cultura e direitos, Esporte é Coisa de Mulher reafirma o compromisso do SescTV com narrativas diversas e com a valorização das práticas esportivas como instrumentos de inclusão, em sintonia com os princípios do Sesc.

SERVIÇO
 

ESPORTE É COISA DE MULHER 
Série documental – 4 episódios inéditos
Direção: Angela Donini
Produção: Couro de Rato
Duração: 26 minutos cada
Classificação indicativa: Livre

Estreia: 06/01/2026, terça-feira, às 22h
Reapresentações: quarta, 2h; sexta, 11h30; sábado, 13h
 

Episódios:
06/01 – Que minhas únicas cicatrizes sejam de SK8 
13/01 – Desconstruindo Padrões 
20/01 – Lutas 
27/01 – Gingas 
 
Para sintonizar o SescTV: consulte sua operadora ou acesse sesctv.org.br/noar
Sob demanda: episódios disponíveis em sesctv.org.br e no app Sesc Digital, gratuito nas lojas Google Play e App Store.
 

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Equatorial Goiás alerta para riscos de fogos de artifício próximos à rede elétrica na virada do ano

Ação pode causar curtos-circuitos, danos à rede, incêndios e interrupção do fornecimento; companhia reforça cuidados essenciais à população

Com a proximidade das celebrações de fim de ano, o uso de fogos de artifício se torna um dos principais atrativos. Porém, quando manuseados de forma inadequada, esses itens podem causar transtornos e representar riscos à vida. Diante disso, a Equatorial Goiás reforça um alerta importante: queima de fogos próximo à rede elétrica podem provocar acidentes graves, gerar curtos-circuitos, danificar a infraestrutura e ocasionar interrupções no fornecimento de energia.

De acordo com o superintendente Thiago Nunes, responsável pela região de Pirenópolis e Uruaçu, cidades tradicionalmente movimentadas nas festas de fim de ano, é essencial que a população redobre os cuidados neste período. “Muitas vezes, as pessoas não percebem que um fogo lançado na direção errada pode atingir a fiação, danificar cabos e até colocar vidas em risco. Nosso objetivo é orientar para que todos comemorem com segurança, sem expor ninguém a situações de perigo ou transtornos”, afirma.

Os estilhaços quentes também representam risco: ao caírem sobre transformadores, postes ou vegetação, podem iniciar incêndios que exigem atuação emergencial das equipes e se espalham rapidamente. Esses incidentes, além de comprometerem a segurança de quem está no local, podem provocar interrupções de energia em larga escala, afetando residências, comércios e serviços públicos.

Para o superintendente, a prevenção começa com atitudes simples: “O ideal é sempre escolher locais amplos, abertos e afastados de postes, transformadores e cabos. São cuidados básicos, mas que evitam acidentes graves e garantem que todos aproveitem as festas sem transtornos”, reforça.

Cuidados essenciais

Para aqueles que forem brindar a chegada de 2026 com fogos de artifício, a executiva de Segurança do Trabalho da Equatorial Goiás, Suzane Caires, orienta alguns cuidados para evitar acidentes e ocorrências na rede:

* Nunca acenda fogos sob a rede elétrica ou próximo a postes, transformadores e cabos energizados;

* Mantenha distância mínima de 30 metros de qualquer estrutura elétrica ao lançar fogos;

* Evite direcionar os artefatos para o alto em áreas com fiação próxima;

* Não solte fogos em locais com vegetação próxima aos cabos, prevenindo incêndios;

* Utilize apenas fogos autorizados, em áreas abertas e longe de circulação de veículos;

* Jamais tente retirar um artefato que atingiu a rede elétrica, acione imediatamente a concessionária em caso de ocorrências;

* Observe a direção do vento, que pode alterar a trajetória dos fogos.

A Equatorial Goiás mantém equipes em operação 24 horas por dia e monitora todas as ocorrências por meio do Centro de Operações Integradas (COI). A companhia reforça que os clientes devem utilizar os canais oficiais de atendimento para registrar qualquer chamado envolvendo a rede elétrica:

. Atendente virtual Clara pelo WhatsApp: 62 3243-2020;

. Aplicativo Equatorial Energia, disponível para download no Android e iOS;

. Call Center 0800 062 0196;

. Agência virtual no site www.equatorialenergia.com.br;

. Via SMS: envie uma mensagem para o número 27949 com o texto Faltadeenergia XXXXXXX, informando no “XXXXXXX” sua Unidade Consumidora (UC).

Sobre a Equatorial Goiás

A Equatorial Goiás é uma empresa pertencente ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do País, com sete concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás, são cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras atendidas, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².

Brasil intensifica ações para proteção de crianças e adolescentes na saúde, educação e direitos humanos

Políticas de garantia dos direitos humanos, acesso aos serviços públicos e prevenção da violência contra crianças e adolescentes são exemplos dos avanços do Governo do Brasil na promoção do cuidado integral para este grupo

Desde o início do seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem ressaltado que, para ele, governar é cuidar. Nessa perspectiva, não há desenvolvimento sustentável possível sem que o cuidado com crianças e adolescentes esteja no centro das políticas públicas. Desde 2023, essa prioridade se traduz em avanços na educação, na saúde e no fortalecimento da rede de proteção, com resultados concretos e a adoção de novos instrumentos legais, como a sanção do ECA Digital, que atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente para garantir direitos, segurança e proteção no ambiente virtual.
 

No campo da educação, os programas Pé-de-Meia e Escola em Tempo Integral, implantados nesta gestão, abriram novas e importantes frentes. O primeiro permite que milhões de estudantes do ensino médio de baixa renda possam se manter na escola. O segundo, assegura a ampliação de matrículas em tempo integral (igual ou superior a 7h diárias ou 35h semanais) em todas as etapas e modalidades da educação básica. Os números revelam os avanços do país nesses temas:
 

O Pé-de-Meia foi criado para promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público


PÉ-DE-MEIA – De acordo com o Censo Escolar de 2024, 480 mil jovens deixam o ensino médio da escola pública todos os anos e 68 milhões de brasileiros não terminaram a educação básica. Lançado em novembro de 2023, o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional, na modalidade de poupança, destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público.


Desde o lançamento da medida, 5,7 milhões de adolescentes já foram beneficiados com bolsas de R$ 200 por mês para estudar. Esses estudantes também recebem R$ 1.000 a cada ano concluído do ensino médio; R$ 200, quando se inscrevem para realizar Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de isenção na taxa de inscrição da prova.


PRIMEIRA CONTA – Vítor Monteiro, então estudante do 3º ano do ensino médio em Goiânia, não escondeu a satisfação quando, há um ano, recebeu a primeira parcela do Pé-de-Meia. “Eu nunca tive conta bancária. Nenhuma na minha vida”, ressaltou. A felicidade ao abrir a conta e realizar o primeiro saque de R$ 200 do programa foi contagiante. “Com esse dinheiro aqui eu vou poder ajudar em casa, né? Eu estava pensando em juntar para fazer um concurso público e espero que ajude muito. Valeu, Pé-de-Meia!”, comemorou.


ESCOLA EM TEMPO INTEGRAL – O Programa Escola em Tempo Integral proporciona a ampliação da jornada de tempo na educação integral, com prioridade às escolas que atendem estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. O Governo do Brasil fornece assistência técnica e financeira para as instituições, considerando propostas pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A política já contabiliza 1,8 milhão de novas matrículas em todas as etapas de ensino. Isso equivale a mais de 46 mil salas de aula, com aumento de matrículas em todas as etapas, com destaque para o Ensino Fundamental, que aumentou 29% de 2022 para 2024.


“Este é um ato de coragem, de cidadania e de respeito ao futuro deste país. O ser humano nasceu para viver em comunidade. A gente precisa voltar a permitir que o humanismo não seja trocado por algoritmo”

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Presidente da República


SEM CELULAR – Ainda no campo educacional, outra medida importantíssima foi a Lei Nº 15.100, sancionada pelo presidente Lula em janeiro deste ano, que restringe o uso de celulares nas escolas. A legislação surgiu em resposta ao debate sobre o uso dos aparelhos no ambiente escolar e os possíveis impactos negativos no aprendizado, na concentração e na saúde mental dos jovens, o que gera preocupação para especialistas, país e à população em geral.


“Este é um ato de coragem, de cidadania e de respeito ao futuro deste país. O ser humano nasceu para viver em comunidade. A gente precisa voltar a permitir que o humanismo não seja trocado por algoritmo”, ressaltou Lula, ao parabenizar, em janeiro, o Congresso Nacional pela aprovação da Lei.


Uma pesquisa realizada pela Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com o Equidade.info, iniciativa do Lemann Center da Stanford Graduate School of Education, publicada em novembro, apontou que mais de 80% dos estudantes brasileiros afirmaram que têm prestado mais atenção nas aulas depois da restrição ao uso de celulares.


O estudo mostra, também, que 77% dos gestores e 65% dos professores relataram diminuição do bullying virtual dentro das escolas. O estudo ouviu 2.840 alunos, 348 professores e 201 gestores em escolas públicas municipais, estaduais e privadas de todas as regiões do país, entre maio e julho de 2025.


GUIA DE TELAS – Outra ação fundamental para a proteção deste grupo foi o lançamento, em março de 2025, do Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais. Trata-se de um protocolo de saúde pública para orientar famílias e escolas sobre os riscos do excesso de exposição digital para o desenvolvimento cognitivo e emocional. O Guia é um documento oficial com análises e recomendações sobre o tema, baseado em evidências científicas e nas melhores práticas internacionais, comprometido com a construção de um ambiente digital mais saudável. Traz, ainda, orientações e ferramentas para lidar com a complexa relação das infâncias e adolescências com o mundo digital. Além disso, o Guia serve de base às políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social e proteção.


O trabalho foi coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), com participação de outros seis ministérios — Casa Civil da Presidência, ministérios da Educação, da Saúde, da Justiça e Segurança Pública, dos Direitos Humanos e da Cidadania, e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
 

Sanção do ECA Digital, em setembro de 2025: regras inéditas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online


“É um equívoco acreditar que as big techs tomarão a iniciativa de se autorregular. Esse equívoco já custou a vida de várias crianças e adolescentes. Vários países avançaram na criação de dispositivos legais para a proteção de crianças e adolescentes no meio digital. O Brasil tem a honra de se juntar a este grupo de países”

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


ECA DIGITAL – Em outra importante frente, o presidente Lula sancionou, em setembro deste ano, a Lei nº 15.211/2025, que cria o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), com regras inéditas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. “Passados 35 anos desde a sanção do Estatuto da Criança e Adolescente original, o mundo mudou muito. Era preciso modernizar os marcos legais e regulatórios no que diz respeito à proteção de crianças e adolescentes. É inegável a importância das redes digitais. Mas não estão e não podem estar acima da lei”, afirmou o presidente na ocasião.


A nova lei estabelece obrigações claras para aplicativos, jogos eletrônicos, redes sociais e serviços digitais, como a adoção de medidas de prevenção por desenho, verificação de idade confiável, ferramentas de supervisão familiar, resposta ágil a conteúdos ilícitos e regras específicas para o tratamento de dados e publicidade dirigida a menores. O descumprimento dessas exigências poderá gerar penalidades às plataformas. “É um equívoco acreditar que as big techs tomarão a iniciativa de se autorregular. Esse equívoco já custou a vida de várias crianças e adolescentes. Vários países avançaram na criação de dispositivos legais para a proteção de crianças e adolescentes no meio digital. O Brasil tem a honra de se juntar a este grupo de países”, ressaltou Lula.


POLÍTICA NACIONAL DA PRIMEIRA INFÂNCIA – O Governo do Brasil lançou, em setembro, a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI). Uma das principais medidas estruturantes para a defesa das crianças, a iniciativa coordena ações intersetoriais na saúde, educação e direitos humanos para crianças de 0 a 6 anos, com vistas a garantir a proteção, o desenvolvimento integral e o pleno exercício dos direitos das crianças.


VIVER COM SAÚDE – O “Viver com Saúde” é um dos eixos da PNIPI, voltado para assegurar a saúde integral das crianças desde a gestação até os nove anos de idade, com foco na nutrição, desenvolvimento e redução da mortalidade, através do SUS (Sistema Único de Saúde). A meta inclui monitoramento da segurança alimentar, vacinação, pré-natal e integração com o Sistema Único de Assistência Social (SUAS).


O Plano de Ação Estratégico da PNIPI para 2025-2026 busca, entre seus principais objetivos, garantir políticas públicas integradas e inclusivas que assegurem o pleno desenvolvimento da primeira infância; além de ampliar e qualificar a oferta de serviços essenciais, com foco nos grupos em situação de vulnerabilidade. O Plano visa, ainda, estruturar sistemas de coleta e análise de informações sobre a infância, respeitando a diversidade e as especificidades regionais; apoiar estados e municípios na execução das políticas, fortalecendo a gestão local; e promover a articulação entre diferentes setores para a proteção integral das crianças.


CRESCER EM PAZ – Outra ação importante foi o lançamento, em abril, do Plano Crescer em Paz, que conta com 45 ações capitaneadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, voltadas à prevenção da violência e à promoção da paz nas escolas e comunidades, unificando protocolos de segurança pública e direitos humanos. As ações têm como finalidade garantir que crianças e adolescentes tenham acesso a direitos e sejam protegidos da violência, do crime e do uso de drogas nos ambientes em que vivem e interagem, inclusive os digitais. Outro objetivo da estratégia é o acolhimento e a recuperação de vítimas, de modo que possam contar com processos de recuperação e reinserção.
 

“Com o novo Pacto, o Governo do Brasil olha com atenção redobrada para esse grupo vulnerável”

Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública


ESCUTA PROTEGIDA – Em outubro de 2025, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, assinou a atualização do Pacto Nacional pela Escuta Protegida. O objetivo da atualização é intensificar as medidas para prevenir a revitimização de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência e consolidar uma rede integrada de proteção. “Com o novo Pacto, o Governo do Brasil olha com atenção redobrada para esse grupo vulnerável”, destacou o ministro.


PROGRAMA CIDADANIA MARAJÓ – As ações implantadas no campo dos direitos humanos em 2025 somam-se a outras, como Programa Cidadania Marajó, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Instituída em maio de 2023, a iniciativa tem como objetivo desenvolver ações para o enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, a promoção de direitos humanos e o acesso a políticas públicas no Arquipélago de Marajó, no estado do Pará.
 

O programa é uma cooperação do Governo do Brasil, com o Governo do Estado do Pará e as prefeituras dos municípios do Arquipélago. Opera de forma integrada com órgãos do Sistema de Justiça, Conselhos Tutelares e Conselhos de Direitos para fortalecer a rede de proteção.
 

PROTEÇÃO INTEGRAL EM DESASTRES – Em novembro deste ano, o Governo do Brasil lançou a versão revisada do Protocolo Nacional para a Proteção Integral a Crianças e Adolescentes em Situação de Riscos e Desastres. O anúncio foi feito durante evento realizado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), na COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), em Belém (PA).
 

O documento, atualizado com apoio técnico do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), amplia as diretrizes estabelecidas desde sua primeira publicação, em 2012, incorporando aprendizados de emergências recentes e alinhando o Brasil aos compromissos internacionais, como a Declaração Intergovernamental sobre Crianças, Adolescentes, Jovens e Mudanças Climáticas (2025).
 

O Protocolo apresenta diretrizes atualizadas de atendimento prioritário a crianças em situações de emergência climática (chuvas, secas e ondas de calor), com foco em resiliência e promoção da saúde mental. Para a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, a atualização do documento reforça o compromisso do Brasil com a proteção integral de crianças e adolescentes: “Porque responde à prioridade absoluta que a nossa Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente colocam para o nosso país. É nossa responsabilidade, sobre quaisquer circunstâncias, garantir a primazia, a prioridade para as crianças e adolescentes”.
 

Campanha nacional de vacinação para proteção de crianças e adolescentes de até 15 anos de idade, em outubro: mais de 6,8 milhões de doses distribuídas


VACINAÇÃO – O amparo e o zelo às crianças e adolescentes passa, impreterivelmente, pelo fortalecimento das ações de vacinação. Em outubro, o Governo do Brasil, por meio do Ministério da Saúde, lançou a campanha nacional de vacinação para proteção de crianças e adolescentes de até 15 anos de idade. Mais de 6,8 milhões de doses foram distribuídas para a ação, realizada entre os dias 6 e 31 de outubro.


Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, pais e responsáveis podem acompanhar a situação vacinal de crianças e adolescentes, com a previsão de próximas doses, receber e alertas e lembretes, além de atualizar informações em tempo real pela Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). “Queremos consolidar de vez o Brasil como o país da vacinação que protege as suas crianças e que as pessoas da sua família, profissionais de saúde e escola, assumam o compromisso de proteger nossas crianças”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.


BOLSA FAMÍLIA – O amparo às crianças e adolescentes também se reflete no Bolsa Família, que nesta gestão ganhou mecanismos de proteção aos mais jovens. O Benefício Primeira Infância assegura adicional de R$ 150 mensais às famílias para cada criança de zero a 6 anos. Já o Benefício Variável Familiar garante um adicional de R$ 50 mensais para cada criança ou adolescente entre 7 e 18 anos incompletos. O programa também assegura um adicional de R$ 50 para gestantes e nutrizes (mães que amamentam), o que reforça o compromisso com o amparo de crianças e adolescentes junto às camadas mais vulneráveis.


Em dezembro, 8,4 milhões de crianças de zero a seis anos receberam o Benefício Primeira Infância no país, a partir de um investimento de R$ 1,19 bilhão do Governo do Brasil. Já o Benefício Variável Familiar chegou a 14,4 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 626 mil gestantes e 459 mil mil nutrizes. Para esses pagamentos, o investimento superou R$ 717 milhões.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

KPMG: custos, regulação e ESG podem mobilizar seguradoras em 2026 

Entre as seguradoras brasileiras, 78% pretendem reduzir custos, em pelo menos, 10% até 2030, segundo estudo realizado pela KPMG. De acordo com o sócio-líder do segmento de seguros da KPMG no Brasil, André Rocha, a contenção de despesas segue como uma tendência para o próximo ano.

“O setor de seguros continuará buscando alternativas para driblar a alta das taxas de juros e da inflação. Estes desafios impactam os negócios de diversas regiões do país, porém, os obstáculos servem como um incentivo para que as seguradoras inovem. Elas estão transformando os modelos atuais com base no aperfeiçoamento da experiência do cliente, produtos e serviços personalizados e estratégias de crescimento sustentável e lucrativo para ter destaque em 2026”, analisa.

De acordo com o sócio, outros temas podem movimentar o setor no próximo ano, entre eles, estão os seguintes: a agenda da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, destacando os requerimentos ESG a serem observados pelas companhias e a lei 15.040 que estabelece o novo marco legal dos contratos de seguro no Brasil.

“Além do marco regulatório para o setor de seguros, que terá o objetivo de clarificar as obrigações e as relações do cliente com fornecedor no contrato, mirando a competitividade, transparência e fomento dos negócios, é importante que as empresas fiquem atentas ao Open Insurance que pode gerar novos negócios no futuro. Esse ecossistema permitirá que os consumidores de produtos e serviços de seguros, previdência complementar aberta e capitalização compartilhem dados entre as instituições credenciadas, o que fomenta o mercado”, explica.

Outro segmento que poderá movimentar o mercado de seguros no país, de acordo com Rocha, são Associações de Proteção Patrimonial Mutualista, objeto de consulta pública recente. Com mais de três mil associações no Brasil, esse mercado ao migrar ao mercado formal de seguros poderá contribuir significativamente com o aumento da participação do mercado segurador no Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Seguros e ESG:

O sócio também comenta sobre os aspectos ambientais, sociais e de governança (ESG), que podem direcionar as estratégias do setor de seguros devido às mudanças climáticas.

“Durante a COP30, as grandes seguradoras globais debateram sobre como trazer o tema impacto climático para o setor de seguros com o objetivo de prover mais proteção e gerar estratégias de negócio mais sustentáveis. Após o evento, o assunto segue no radar das empresas. Dos danos ambientais que ocorreram na região Sul do país nos últimos anos, estimasse que menos de 10% dos imóveis estivessem protegidos por seguros. Há uma grande parte do mercado para ser atendida, e quem conseguir criar produtos coerentes com a realidade da sociedade poderá ter resultados diferenciados nos próximos anos”, conclui.
Sobre a KPMG

A KPMG é uma rede global de firmas independentes que presta serviços profissionais de auditoria, tributos e consultoria. Está presente em 142 países e territórios, com 275 mil profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. No Brasil, são mais de cinco mil profissionais, distribuídos em 15 cidades de 10 estados e do Distrito Federal.

Orientada pelo seu propósito de empoderar a mudança, a KPMG é uma empresa referência no segmento em que atua. Compartilha valor e inspira confiança no mercado e nas comunidades há mais de 100 anos, transformando pessoas e empresas e gerando impactos positivos que contribuem para a realização de transições sustentáveis em clientes, governos e sociedade civil.

Férias de fim de ano: apesar de essencial, o seguro-viagem ainda é deixado de lado

Mesmo com alta de 6,73% em setembro, o seguro-viagem segue fora do planejamento de muitos viajantes – entenda benefícios

Com a chegada das férias de fim de ano, aeroportos e rodovias entram em ritmo acelerado. Passagens compradas, hospedagem reservada e roteiros definidos costumam dominar o planejamento. A mala também ganha atenção especial, com itens essenciais cuidadosamente separados — mas um detalhe importante ainda é esquecido por muitos viajantes: o seguro-viagem.
 

Mesmo em viagens curtas ou dentro do próprio país, imprevistos podem transformar momentos de lazer em dor de cabeça. Cancelamentos de passeios, atrasos em transfers, problemas com hospedagem, contratempos com documentação ou pequenas emergências de saúde são exemplos de situações que podem atrapalhar a experiência do viajante — especialmente durante a alta temporada, quando destinos turísticos ficam mais cheios e disputados.
 

É justamente para lidar com essas situações que o seguro-viagem se torna um aliado estratégico, embora ainda seja subestimado por parte dos viajantes. Dados do último boletim da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que o produto registrou crescimento nominal de 6,73% em setembro e avanço real de 1,71%, na comparação com o mesmo período de 2024. Entre as principais coberturas estão a assistência médica e hospitalar, atendimento 24 horas, extravio ou danos a bagagem e suporte em casos de necessidade de retorno antecipado. Em viagens ao exterior, a proteção ganha ainda mais relevância, já que os custos com saúde podem ser elevados e, em alguns destinos, a apresentação do seguro é exigida para entrada no país.
 

Segundo Alessandra Monteiro, Diretora Técnica da Corretora de Seguros Bancorbrás, o seguro-viagem deve ser considerado parte do planejamento básico da viagem, assim como passagens e hospedagem. “Ter acesso a uma apólice protege a família de questões muito corriqueiras durante as férias. Entre elas atrasos ou cancelamentos de voos, extravio ou danos a bagagens, e até mesmo funciona como uma mão na roda para emergências médicas ou odontológicas”, descreve a especialista.
 

Muitos viajantes revisam a mala para garantir que nenhum item essencial ficou para trás; o seguro-viagem ainda costuma ser lembrado apenas quando algo sai do planejado — momento em que sua ausência pesa mais do que qualquer item esquecido. Monteiro destaca que, em determinados destinos, o seguro-viagem não é apenas recomendado, mas obrigatório. “Em países da Europa que fazem parte do Espaço Schengen, como Itália e França, a apresentação de seguro é uma exigência para a entrada do viajante. Já em destinos como os Estados Unidos, embora não haja obrigatoriedade formal, os altos custos médicos tornam a contratação indispensável”, alerta a especialista.
 

A escolha da cobertura adequada depende do destino, da duração da viagem e do perfil do viajante, incluindo idade e tipo de atividade prevista. Por isso, Monteiro sugere avaliar as opções com antecedência e contratar o seguro antes do embarque.
 

Para mais informações acesse o site ou entre em contato pelo 0800 7070 020.

Policlínica do Gama registra 120 mil atendimentos em dez meses e amplia acesso à saúde especializada

Entre janeiro e outubro deste ano, a Policlínica do Gama alcançou 120 mil atendimentos | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Unidade alcança média de 12 mil atendimentos mensais em 2025, crescimento de 50% em relação aos anos anteriores

Entre janeiro e outubro deste ano, a Policlínica do Gama alcançou 120 mil atendimentos, reunindo todas as especialidades. São cerca de 12 mil pacientes por mês, um aumento de 50% em comparação aos anos anteriores, quando a média mensal girava em torno de oito mil pessoas. A maioria dos serviços foi realizada por técnicos de enfermagem (26,86%), seguidos por profissionais das áreas de fisioterapia (18,93%), enfermagem (12,79%) e fonoaudiologia (7,80%).

A gerente da Atenção Secundária da Policlínica do Gama, Raquel Carneiro, atribui o resultado satisfatório a um conjunto de fatores e ao empenho das equipes. “Abrimos mais serviços, a própria mudança de local, menos faltas dos pacientes, menos absenteísmo dos nossos servidores, tudo reforçou para esse resultado. Para diminuir as faltas dos pacientes, por exemplo, agora conversamos mais por mensagens, com diversas confirmações. Com isso, temos uma comunicação melhor”, comentou.

As melhorias também são sentidas pelos pacientes, como Luiza Lima, 73 anos, que frequenta a unidade há três meses para troca de curativo por conta de uma queimadura na perna. “Aqui, trabalham muito bem. Marquei muitas consultas. Para qualquer coisa que preciso, todos são bem prestativos. O tratamento está sendo muito bom”, elogiou.

Policlínica

A policlínica é uma unidade de saúde especializada, ou seja, os pacientes são encaminhados por meio do Complexo Regulador. O local oferece atendimentos de cardiologia, neurologia, pediatria (geral, reumatologia, pneumologia, alergia, endocrinologia), endocrinologia, dermatologia, geriatria, neurologia, nefrologia, feridas complexas, pé diabético, otorrinolaringologia, ginecologia e reumatologia.

A filha da Tatiane Silva, 36, por exemplo, foi encaminhada para o atendimento com pneumologista após um quadro severo de pneumonia. Na unidade, além da consulta, a pequena Mariana também realizou o teste de alergia. “Todo o atendimento foi feito na policlínica e eu gostei muito. Aqui é rápido, no sentido de chegar e esperar ser chamada, é muito rápido”, comentou a mãe.

Reforma

Inaugurada em dezembro de 2024, a Policlínica do Gama representa um marco na região por ampliar a assistência à população. São 24 consultórios e mais de 13 especialidades atendidas.

O edifício tem três pavimentos, com mais de 2,7 mil m² de área construída. A entrada principal conta com rampa de acessibilidade e os atendimentos ocorrem no primeiro andar, com cada área de especialidade contando com recepção e enfermagem.

Foram aprimorados ainda os banheiros adulto e infantil e um banheiro da família com fraldário. Todo o espaço passou por pintura, troca de piso, iluminação, cadeiras e placas de indicação novas. Outro diferencial é o espaço infantil com bonecas, carrinhos e peças pedagógicas onde as crianças brincam e se entretêm enquanto aguardam consulta.

Além disso, o local inovou com a criação do Ambulatório da Dor. Um espaço dedicado a pessoas que sofrem com dores crônicas, persistentes e debilitantes. A equipe oferece uma abordagem multidisciplinar, com foco em terapias alternativas e não medicamentosas, priorizando a qualidade de vida dos pacientes.

*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Retrospectiva Cripto 2025: marcos regulatórios, avanços em stablecoins e tokenização reforçam a evolução dos ativos digitais 

Retrospectiva Cripto 2025: marcos regulatórios, avanços em stablecoins e tokenização reforçam a evolução dos ativos digitais 

MB | Mercado Bitcoin destaca os principais momentos do ano, entre eles o avanço das stablecoins, crescimento da tokenização e a chegada das Bitcoin Treasury Companies ao país
 

São Paulo, 26 de dezembro de 2025 – O ano em que o bitcoin voltou a renovar recordes começou com força: logo em janeiro, no dia da posse de Donald Trump, a criptomoeda atingiu US$109 mil. O salto refletiu o clima de euforia que marcou o início de 2025, impulsionado pela aderência do presidente ao universo de ativos digitais. Mas os grandes momentos do setor não pararam por aí. Ao longo do ano, pautas regulatórias avançaram, a adoção de stablecoins e tokenização acelerou, as empresas de tesouraria em Bitcoin ganharam força e o avanço da adoção institucional foi potencializado.
 

Nsse contexto, o MB | Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais líder na América Latina, destaca os acontecimentos que marcaram o ano para o segmento:
 

Um ano em que a regulação saiu do discurso e entrou em jogo
 

No campo regulatório, tanto os Estados Unidos quanto no Brasil importantes avanços ocorreram, impulsionando o mercado rumo a uma maior maturidade. Nos EUA foi aprovado o Genius Act, primeira estrutura legal clara e de grande porte voltada para as stablecoins na história do país. Através dela, o mercado norte-americano passou a contar com um padrão claro para as stablecoins, fomentando esse mercado e acabando com as incertezas jurídicas que afastavam players institucionais.
 

No Brasil, o Banco Central também anunciou sua regulamentação para o setor, um passo aguardado, já que o país é o quinto em adoção de criptoativos no mundo, segundo a Chainalysis. Além de atrair novos investimentos, a medida aumenta a segurança para o investidor e ajuda na integração de cripto ao mercado tradicional. “A proposta estabelece regras e processos definidos, incluindo quem pode operar, como deve fazê-lo e quais os padrões de governança a serem seguidos. São pontos que o Mercado Bitcoin seguia desde sua fundação, mas que nem todos os outros players aderiam”, destaca Rony Szuster, Head de Research do MB | Mercado Bitcoin.
 

Tokenização de ativos: do piloto à escala
 

Muito além das criptomoedas, a digitalização de ativos, que cresce ano após ano, mostrou definitivamente que deixou para trás a fase experimental e já está integrada ao sistema financeiro brasileiro. Segundo o Brazil Tokenization Report 2025, 70% das pessoas entrevistadas afirmam que o setor evoluiu em relação a 2024, impulsionado por casos reais e por uma infraestrutura mais sólida.
 

Na prática, é possível observar essa ascensão em novos entrantes: No Raio-X do Investidor de Ativos Digitais de 2025, o MB identificou um aumento de 12% no número de investidores que aplicavam em ativos tokenizados via Renda Fixa Digital, categoria que ao longo do ano entregou na plataforma uma média de 132% do CDI.
 

Stablecoins ultrapassam Visa e Mastercard enquanto o Brasil acompanha
 

Por outro lado, as stablecoins, já consolidadas no universo dos criptoativos, reforçaram sua relevância diante do mercado tradicional. Os tokens lastreados em moedas fiduciárias ultrapassaram US$311 bilhões em valor de mercado e processaram mais de US$28 trilhões em transações, um volume superior ao movimentado, somados, por Visa e Mastercard. No Brasil, o volume total de stablecoins negociadas triplicou no último ano, segundo dados do MB.
 

O forte crescimento do volume reflete a praticidade que a categoria oferece aos investidores. O especialista faz uma analogia: “É como se elas formassem uma grande rede de PIX global – composta pela blockchain – que permite ao investidor realizar transações 24 horas por dia, sete dias por semana, em poucos segundos e sem depender de janelas bancárias. No modelo tradicional, esse processo poderia levar dias e fazer com que o investidor ainda perdesse potenciais oportunidades, sem falar na burocracia envolvida”.
 

Tesourarias de Bitcoin desembarcam no Brasil
 

As chamadas Bitcoin Treasury Companies também ganharam espaço no debate do setor ao longo do ano, impulsionadas no Brasil pela criação da OranjeBTC, a primeira empresa listada no país com foco em bitcoin como lastro. O movimento trouxe ao país um modelo de operação que vem se expandindo globalmente, especialmente nos Estados Unidos, onde a Strategy detém a maior quantidade de bitcoins em caixa no mundo.
 

E o MB | Mercado Bitcoin aproveitou o marco para utilizar a tokenização de debêntures, antecipando o acesso de investidores à oferta inicial de ações da nova companhia listada. Embora a estratégia de Tesouraria em Bitcoin ainda esteja dando seus primeiros passos no Brasil, ela já nasce com a responsabilidade de aproximar o sistema financeiro tradicional da nova economia digital.
 

O ano em que o institucional chegou
 

O avanço do setor também fez com que investidores institucionais abraçassem as criptomoedas. Grandes companhias do mercado tradicional estão cada vez mais envolvidas no universo cripto. O Morgan Stanley, por exemplo, recomendou pela primeira vez, em 2025, a inclusão de ativos digitais no portfólio de seus clientes.
 

Além disso, a expansão dos ETFs lastreados em criptoativos tem atuado como um importante catalisador da entrada de investidores institucionais no mercado. Esse formato oferece às grandes instituições uma via de acesso ao ecossistema de cripto por meio de um instrumento de investimento tradicional e amplamente familiar. Não por acaso, ao final de 2025, os Estados Unidos aprovaram em larga escala ETFs de diversos criptoativos além de Bitcoin e Ethereum, reforçando o amadurecimento e o interesse institucional no movimento.
 

BTC e ETH impulsionam o ciclo de alta em 2025

Dentro dos recordes do ano, o Bitcoin se destaca por renovar sua máxima histórica em outubro, quando encostou nos US$126 mil. O Ethereum também rompeu uma barreira importante e registrou seu maior preço em quatro anos, superando US$4,9 mil pela primeira vez.
 

Head de Research do MB | Mercado Bitcoin destaca que o segmento já apresentava maturidade e robustez, mas que 2025 serviu tanto para evidenciar essa solidez quanto para consolidar o potencial da indústria cripto, especialmente em países como o Brasil. Ele também projeta os movimentos para o próximo ano e afirma que uma das prioridades da plataforma será fortalecer um ecossistema totalmente integrado, no qual o usuário possa transitar com facilidade entre investimentos, banking e pagamentos. Na visão do especialista, esse caminho deve impulsionar a próxima grande onda de adoção cripto no país.