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Por que campanhas “caras” muitas vezes perdem

O dinheiro amplifica a estratégia que existe. Quando não existe nenhuma, ele amplifica o vazio.

Todo mundo que acompanha política conhece essa cena. A campanha tinha o maior fundo eleitoral. Mais santinhos, mais carros adesivados, mais impulsionamento, mais cabos eleitorais, mais tempo de rádio/tv. O comitê era o maior, a estrutura era a mais profissional, os eventos eram os mais cheios. E perdeu.

No dia seguinte, a explicação da equipe derrotada nunca é “erramos a estratégia”. É sempre outra coisa: faltou tempo, a máquina jogou contra, o eleitor não entendeu, a pesquisa enganou, foi falha do marketing. A derrota tem mil pais diferentes, talvez menos o verdadeiro.

O dado que incomoda

Se dinheiro garantisse eleição, 2024 não teria acontecido do jeito que aconteceu.

Em São Paulo, Guilherme Boulos comandou a campanha mais cara da disputa, com R$ 46,1 milhões em gastos declarados ao TSE, contra R$ 29,6 milhões de Ricardo Nunes. Foi também o candidato que mais investiu em impulsionamento de redes sociais no Brasil inteiro, R$ 8,8 milhões. Perdeu. Na mesma cidade, Pablo Marçal gastou R$ 4,9 milhões, praticamente sem acesso ao fundo eleitoral, e ficou a cerca de um ponto percentual de seguir para o segundo turno.

No Rio de Janeiro, Alexandre Ramagem foi, entre os deputados federais derrotados, o que mais gastou no país: R$ 21,8 milhões. Não chegou perto. Tabata Amaral investiu R$ 14,3 milhões em São Paulo e terminou fora do segundo turno. Beto Pereira gastou R$ 8,9 milhões em Campo Grande e não levou. Em Fortaleza, o prefeito José Sarto foi um dos maiores gastadores em impulsionamento digital do país e perdeu a reeleição.

Alguém pode objetar que Nunes também gastou muito, e é verdade. Dinheiro importa. A questão é outra: se o orçamento fosse a variável decisiva, essa lista de derrotas milionárias não existiria, alguma outra coisa decide, e essa outra coisa tem nome.

O erro de origem: confundir combustível com direção

Estratégia responde três perguntas: quem é meu eleitor, o que ele precisa ouvir, e por que de mim e não do outro.

Orçamento responde uma pergunta diferente: como e com que intensidade eu entrego essa resposta.

São planos distintos: O dinheiro é o combustível da campanha. A estratégia é a direção. Combustível determina até onde você vai. Direção determina se você chega a algum lugar. Uma campanha com tanque cheio e sem direção não fica parada: ela anda muito, gasta muito e roda em círculos, com a sensação interna de movimento constante e o resultado externo de lugar nenhum.

E há um agravante que as planilhas não mostram. Quando a campanha não tem resposta para as três perguntas, o dinheiro passa a financiar volume sem mensagem. E volume sem mensagem pode ter um efeito perverso: acabar aumentando a rejeição. O eleitor de hoje, saturado de propaganda e desconfiado da política, não interpreta onipresença como força. Interpreta como desespero, ou pior, como abuso. Cada real gasto para repetir um slogan que não responde nada trabalha ativamente contra o candidato.

Os três jeitos clássicos de perder gastando muito

Nas campanhas caras que fracassam, quase sempre aparece pelo menos um destes três erros. Em geral, os três juntos.

1. Comprar presença em vez de significado. Wind banner em todas as entradas da cidade, redes sociais impulsionadas, inserção de rádio de hora em hora. E, em todos esses espaços, a mesma frase genérica que serviria para qualquer candidato de qualquer partido em qualquer cidade do Brasil. Presença sem significado é papel de parede: depois de uma semana, ninguém mais vê. A campanha paga caro para se tornar invisível de tanto aparecer.

2. Financiar a própria bolha. O impulsionamento mira quem já segue o candidato. Os eventos lotam de quem já votaria nele. Os grupos de WhatsApp vibram entre convertidos. Os números internos parecem excelentes: alcance alto, engajamento alto, comitê animado. A campanha inteira conversa consigo mesma, com verba de sobra para tornar essa conversa cada vez mais barulhenta. A derrota surpreende todo mundo dentro do comitê e absolutamente ninguém fora dele.

3. Terceirizar a estratégia para os fornecedores. Onde há muito dinheiro, aparecem muitos vendedores: de mídia, de pesquisa, de disparo, de “metodologia que nunca falha”. Cada contrato traz embutida uma tese sobre como se ganha eleição, e as teses raramente conversam entre si. A campanha vira um somatório de fornecedores executando dez estratégias incompatíveis ao mesmo tempo. O problema não está em contratar quem executa, toda campanha profissional precisa disso. O problema é esperar que a direção nasça da soma dos contratos, quando ela precisa vir antes deles e acima deles. Gasta-se fortuna em atividade e nada em coerência. No fim, a pergunta que ninguém respondeu segue aberta: afinal, qual era a mensagem central?

Em 2026, esses erros custam mais caro

Se esses três erros derrubam campanhas majoritárias municipais, onde o candidato disputa contra dois ou três adversários num território que ele conhece de cor, imagine o que fazem numa eleição proporcional estadual.

O candidato a deputado disputa atenção contra centenas de concorrentes, num território que pode ter dezenas de regiões com realidades distintas, atrás de um eleitor que, na maioria dos casos, decide o voto proporcional nas últimas semanas e esquece o nome antes do fim do ano. Nesse ambiente, comprar presença sem significado é rasgar dinheiro em velocidade recorde: a mensagem genérica que já não iria funcionar numa cidade se dissolve completamente num estado. Financiar a própria bolha é ainda mais traiçoeiro, porque a bolha de um candidato a deputado parece um estado inteiro nas redes e muitas vezes cabe num ginásio na vida real.

E a majoritária estadual não escapa. Governador (e também senador) disputam contra a mesma exaustão do eleitor, com orçamentos maiores, mais fornecedores oferecendo milagres e mais pressão. Quanto maior o tanque, mais longe a campanha sem direção consegue rodar em círculos.

Enquanto isso, o outro lado da moeda confirma a tese: campanhas enxutas que vencem não vencem por serem baratas. Vencem porque a escassez os obrigou a escolher. Escolher em quais territórios estar e quais deixar de lado, definir os públicos que realmente importam em vez de correr atrás de todos, e dar a cada um deles uma mensagem que faça sentido, em vez de uma frase genérica que não diz nada a ninguém. A restrição forçou exatamente a disciplina que a abundância dispensa. Quem não escolhe, não tem estratégia, e tem um grande catálogo de despesas.

A pergunta antes do orçamento

E é aqui que mora a lição prática para quem está montando campanha agora. Antes de perguntar “quanto temos”, a campanha precisa responder “o que somos e para quem”. Orçamento é uma das últimas decisões estratégicas de uma campanha séria, não a primeira.

Essas respostas, porém, não surgem espontaneamente. Elas exigem uma função que muitas campanhas caras simplesmente não têm: alguém cuja responsabilidade seja pensar a campanha antes de executá-la. Não a agência ou designer que produz peças, não o coordenador que organiza agenda, não o irmão ou o primo que conhece o candidato, não os fornecedores que vendem alcance. A função de estrategista: quem define os públicos que importam, a mensagem certa para cada um e o motivo pelo qual o eleitor deveria escolher aquele nome, e depois submete cada real gasto a esse filtro.

As campanhas milionárias que perderam em 2024 tinham quase tudo. Tinham verba, equipe, material, estrutura e presença. Provavelmente pecaram em quem estava respondendo pela direção. E direção não se compra por quilo nem se contrata na véspera: se constrói antes, com método, leitura de território e disposição para dizer não à maioria das ideias que aparecem.

Em outubro, a história vai se repetir. Campanhas estaduais e federais com orçamentos enormes vão terminar a apuração procurando culpados, e a resposta vai estar na primeira reunião que fizeram: aquela em que discutiram quanto tinham antes de saber quem eram. O dinheiro continua sendo o combustível, e campanha sem combustível não sai do comitê. Mas combustível, sozinho, nunca levou ninguém a lugar algum. A diferença entre a campanha que chega e a que roda em círculos gastando fortunas é ter alguém no comando que sabe para onde ir antes de pisar no acelerador.

Michel Lenz: Apaixonado por estratégia, inovação, ideias e projetos, pelos tatames e a filosofia do jiu-jitsu, sua vida é a família (Papai de Alice). Estrategista de Marketing Político e Comunicação Governamental, Secretário de Gestão Estratégica e Inovação em Três de Maio-RS, Fundador e Ex-CEO da IntMark – Inteligência de Marketing, Cofundador da Alcateia Política, Sócio/CMO da #Ninjas! Contabilidade, Professor de Jiu-Jitsu na Union Team. Possui MBA em Marketing Político e Comunicação Governamental, MBA em Gestão de Marketing e Comunicação, Bacharel em Sistemas de Informação. Atua com marketing político desde 2016 com campanhas eleitorais e mandato, como estrategista de campanha, estrategista de marketing e comunicação e coordenador de equipe, além de realizar diagnósticos de presença digital.

Ipasgo Saúde orienta beneficiários durante férias e temporada do Araguaia

Telemedicina funciona 24 horas por dia; especialistas reforçam medidas para prevenir doenças respiratórias e outros problemas comuns no período

Com o aumento das viagens durante as férias de julho e a temporada do Rio Araguaia, o Ipasgo Saúde orienta os beneficiários a adotarem medidas de prevenção para reduzir riscos à saúde neste período. Em caso de necessidade, os usuários podem contar com o serviço de telemedicina, disponível 24 horas por dia, com atendimento por clínico geral e profissionais de diversas especialidades, permitindo orientação médica mesmo fora do município de residência.

Nesta época do ano, a estiagem, o tempo seco, a poeira das estradas, a fumaça das queimadas e a maior exposição ao sol favorecem o agravamento de doenças respiratórias e aumentam o risco de outros problemas de saúde. Entre as recomendações estão manter boa hidratação, utilizar protetor solar e repelente, consumir água tratada, manter a vacinação em dia e adotar cuidados para prevenir doenças transmitidas por mosquitos e alimentos contaminados.

O alergista e imunologista Mário Victor de Faria, que atua no Ipasgo Saúde Clínicas (IClin) Universitário, explica que o clima característico do período exige atenção especial das pessoas com doenças respiratórias. “O tempo seco não provoca alergias diretamente, mas pode agravar quadros como rinite, asma, conjuntivite alérgica e dermatite atópica. O ar ressecado irrita as vias respiratórias e favorece o acúmulo de poeira, fumaça e poluentes, aumentando a ocorrência de crises.”

Segundo o especialista, a baixa umidade do ar reduz a capacidade de proteção das vias respiratórias, o que pode intensificar sintomas como espirros, coriza, congestão nasal, tosse, coceira nos olhos, chiado no peito e falta de ar. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias crônicas estão entre os grupos que exigem maior atenção.

Durante as viagens, recomenda-se manter boa hidratação, realizar lavagem nasal com soro fisiológico quando necessário, utilizar corretamente os medicamentos prescritos e evitar exposição à poeira, fumaça de queimadas, cigarro e odores fortes. Também é importante verificar a limpeza de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado nos locais de hospedagem.

Além dos problemas respiratórios, o período exige cuidados para prevenir doenças diarreicas agudas. As orientações incluem consumir água potável, higienizar as mãos com frequência, optar por alimentos bem preparados e manter a vacinação contra a febre amarela atualizada antes de visitar áreas de mata. O uso de repelente também é recomendado para reduzir o risco de doenças transmitidas por mosquitos.

O médico Frederico Costa, da Atenção Primária à Saúde (APS) do Ipasgo Saúde, ressalta que reconhecer os primeiros sinais de uma reação alérgica pode evitar complicações. Segundo ele, “inchaço, coceira intensa e dificuldade para respirar são sintomas que merecem atenção. Em algumas situações, as reações alérgicas podem evoluir rapidamente, por isso é importante buscar orientação médica logo nos primeiros sintomas”.

Fotos: Ipasgo Saúde

Legenda: Ipasgo Saúde alerta para cuidados com saúde durante viagens no período de férias

Ipasgo Saúde – Governo de Goiás

Governo de Goiás abre inscrições para o 3º Prêmio de Inovação do Setor Público

Instituições públicas goianas podem inscrever, até de 31 de agosto, projetos em três categorias previstas no regulamento da premiação

Estão abertas as inscrições para o 3º Prêmio de Inovação do Setor Público de Goiás, iniciativa do governo estadual, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com a Secretaria de Estado da Administração (Sead). A premiação reconhece iniciativas que promovam a transformação digital, a melhoria dos serviços públicos e a geração de valor para a sociedade.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo portal da premiação: https://goias.gov.br/observatoriodeinovacao/premios/. Podem participar instituições públicas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário com atuação em Goiás, incluindo órgãos estaduais, municipais e representantes de outros entes federativos instalados no Estado.

O prêmio contempla três categorias: Melhor Solução de Inovação Municipal, Melhor Solução de Inovação Estadual e Melhor Solução de Inovação em Outras Instituições Públicas. Serão premiadas as três melhores soluções de cada categoria. Os integrantes das equipes vencedoras receberão medalhas, enquanto as instituições serão contempladas com troféus.

As equipes classificadas em primeiro lugar também poderão receber uma premiação adicional. Em 2025, foram 147 soluções inscritas no prêmio, sendo: 23 na categoria Inovação Municipal, 98 na categoria Inovação Estadual e 26 na categoria Inovação em outras Instituições Públicas.

Serviço
Assunto: 3º Prêmio de Inovação do Setor Público de Goiás
Inscrições: até 31 de agosto de 2026 pelo site https://goias.gov.br/observatoriodeinovacao/premios/
Quem pode participar: instituições públicas com atuação em Goiás

Foto: Secti

Legenda: Inscrições para o 3º Prêmio de Inovação do Setor Público de Goiás estão abertas até 31 de agosto e podem participar instituições públicas com atuação no Estado

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação – Governo de Goiás

Delegacias Especializadas em Proteção à Pessoa Idosa serão instituídas no DF

Unidades terão o objetivo de prevenir, investigar e reprimir crimes e infrações administrativas cometidas contra pessoas com idade igual ou superior a 60 anos

A nova Lei nº 7.887/2026 estabelece diretrizes para a criação e o funcionamento das Delegacias Especializadas em Proteção à Pessoa Idosa no Distrito Federal (Depi), que terão o objetivo de prevenir, investigar e reprimir crimes e infrações administrativas cometidas contra pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. 

A legislação segue os exemplos dos estados de São Paulo, Espírito Santo, Pará e Ceará, que já observam resultados expressivos na redução dos índices de violência e abuso contra idosos após a implementação das delegacias especializadas. Atualmente, o Congresso Nacional discute a alteração do Estatuto do Idoso para tornar essas delegacias uma política obrigatória em nível nacional.

Segundo o texto de justificativa do projeto de lei, da deputada Jaqueline Silva (MDB), as Depi são fundamentais para materializar as disposições do Estatuto do Idoso, que prevê a garantia da segurança física, psicológica e financeira dos idosos como dever do Estado. “Essas unidades especializadas são fundamentais para proporcionar um atendimento prioritário, qualificado às vítimas e desenvolver ações de prevenção e conscientização social sobre os direitos das pessoas idosas”, defendeu a distrital.

Cabe às Depi a proteção integral do idoso, instaurar inquéritos policiais específicos, ações preventivas, capacitação profissional humanizada, campanhas de conscientização e monitoramento contínuo dos serviços prestados nas delegacias.
 

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

Uma final para a história: Espanha vence a Argentina e levanta a taça de 2026

Foto: David Ramos/Getty Images/AFP

Da Redação

Seleção espanhola supera os atuais campeões por 1 a 0 na prorrogação e conquista o segundo título mundial de sua história

A Espanha voltou ao topo do futebol mundial. Em uma decisão marcada pelo equilíbrio, pela tensão e pela resistência das duas equipes, a seleção espanhola venceu a Argentina por 1 a 0, após a prorrogação, e conquistou a Copa do Mundo de 2026.

A grande final foi disputada no Estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, nos Estados Unidos. Durante os 90 minutos regulamentares, as duas seleções protagonizaram um confronto de forte intensidade, mas não conseguiram movimentar o placar.

A Espanha teve maior controle da posse de bola e procurou construir suas jogadas por meio da troca de passes e da movimentação dos jogadores ofensivos. Do outro lado, a Argentina apostou na organização defensiva, na experiência de seus principais atletas e nas transições rápidas para tentar surpreender.

O momento que alterou o cenário da partida aconteceu no fim do tempo regulamentar. Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso, deixando a Argentina com dez jogadores para a disputa da prorrogação. Com superioridade numérica, a Espanha aumentou a pressão e conseguiu marcar o gol que definiu o título.

Mesmo em desvantagem no placar e com um jogador a menos, os argentinos ainda tentaram uma reação nos minutos finais. A equipe avançou suas linhas e buscou pressionar a defesa espanhola, mas não conseguiu evitar a derrota.

O resultado garantiu à Espanha o segundo título mundial de sua história. A primeira conquista havia ocorrido em 2010, na África do Sul. A seleção chegou à decisão de 2026 defendendo também uma longa sequência de invencibilidade e confirmando o favoritismo construído após a conquista da Eurocopa.

A Argentina, campeã em 2022, buscava o segundo título consecutivo e a quarta taça de sua história. A equipe comandada por Lionel Scaloni havia chegado à final depois de vencer a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal, mas não conseguiu repetir a eficiência ofensiva das fases anteriores.

A decisão também encerrou uma edição histórica do torneio. Disputada nos Estados Unidos, no México e no Canadá, a Copa do Mundo de 2026 foi a primeira realizada com 48 seleções e teve 104 partidas. Ao fim da maior edição já organizada, a Espanha levantou a taça e escreveu mais um capítulo de destaque em sua história no futebol.

Lei garante padrão mínimo de infraestrutura nas escolas públicas do DF

Lei prevê a disponibilização de itens obrigatórios nas escolas como biblioteca escolar, laboratórios de ciências e informática equipados, entre outros
Regra determina que sejam assegurados uma série de equipamentos e espaços considerados essenciais para o funcionamento das escolas e efetivação do direito à educação

Já está valendo a Lei nº 7.878/2026, promulgada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, que estabelece condições mínimas de estrutura para todas as unidades escolares da rede pública de educação básica do Distrito Federal. A norma, de autoria do deputado Gabriel Magno (PT), determina que o GDF assegure uma série de equipamentos e espaços considerados essenciais para o funcionamento das escolas e para a garantia do direito à educação. 

Entre os itens obrigatórios estão biblioteca escolar, laboratórios de ciências e informática equipados, internet de alta velocidade, quadra poliesportiva coberta, cozinha, refeitório, salas destinadas a serviços pedagógicos e de apoio especializado, além de estruturas de acessibilidade. A lei também prevê que as unidades escolares tenham abastecimento de água tratada, energia elétrica, esgotamento sanitário e sistema adequado de segregação de resíduos sólidos. Outro ponto previsto é a manutenção de um número adequado de estudantes por turma.

Gabriel Magno afirma que a legislação estabelece parâmetros para reduzir desigualdades entre as unidades de ensino e garantir melhores condições para o desenvolvimento da aprendizagem. Segundo o parlamentar, “as condições mínimas de estrutura das unidades escolares devem ser consideradas requisitos indispensáveis para assegurar a garantia constitucional do direito à educação”.

A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) não estabelece de forma detalhada quais estruturas físicas e tecnológicas devem estar presentes nas escolas públicas, deixando essa definição a cargo dos sistemas de ensino locais. A norma também incorpora princípios de sustentabilidade para a construção e adequação das unidades escolares. Entre as diretrizes estão eficiência hídrica, gestão de águas pluviais, uso de fontes de energia sustentáveis, conforto térmico, lumínico e acústico, ampliação de áreas verdes, utilização de espécies nativas e implantação de espaços destinados a hortas escolares e coleta seletiva.

Transparência

Outro aspecto da legislação é a ampliação da transparência sobre as condições das escolas. O GDF terá prazo de 120 dias para publicar um relatório detalhado sobre a situação estrutural de cada unidade escolar. Além disso, a Secretaria de Educação deverá disponibilizar anualmente, no mês de março, informações atualizadas sobre as estruturas existentes e suas condições de uso.

A lei estabelece ainda que, em até 360 dias, o Executivo distrital deverá apresentar um plano de adequação das unidades escolares para cumprimento das exigências previstas. Todas as escolas que vierem a ser construídas a partir da vigência da norma deverão já contemplar a estrutura mínima definida pela legislação.

Bruno Sodré – Agência CLDF

Brasil encerra participação na Copa de 2026 com prêmio de US$ 16,5 milhões

Eliminada pela Noruega nas oitavas de final, Seleção Brasileira terminou a competição na 11ª colocação e recebeu cerca de R$ 84 milhões

A Seleção Brasileira encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 com uma premiação de US$ 16,5 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 84 milhões. O montante foi destinado pela FIFA às equipes eliminadas nas oitavas de final da competição.

O Brasil deixou o torneio após ser derrotado pela Noruega por 2 a 1. Com o resultado, a equipe brasileira terminou a campanha na 11ª posição geral, ficando fora das quartas de final e adiando novamente o sonho da conquista do hexacampeonato mundial.

A mesma premiação foi destinada às demais seleções eliminadas na fase, entre elas Paraguai, Egito, Canadá, Portugal, Estados Unidos, Colômbia e México. Os valores distribuídos pela FIFA aumentaram de acordo com o avanço de cada equipe no torneio.

As seleções eliminadas ainda na fase de grupos receberam US$ 10,5 milhões, aproximadamente R$ 54 milhões. As equipes que deixaram a competição nos 16 avos de final ficaram com US$ 12,5 milhões, cerca de R$ 64 milhões. Já os países que chegaram às quartas de final garantiram US$ 20,5 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 105 milhões.

Noruega, Bélgica, Marrocos e Suíça estão entre as seleções que alcançaram as quartas de final e asseguraram a premiação de US$ 20,5 milhões. Holanda, Alemanha, Croácia, Japão, Austrália, Gana, Equador, África do Sul, Suécia, Áustria, Argélia, Senegal e Cabo Verde ficaram entre as equipes contempladas com US$ 12,5 milhões.

A maior premiação da Copa será destinada à campeã da decisão entre Argentina e Espanha. A seleção vencedora receberá US$ 51,5 milhões, aproximadamente R$ 263,5 milhões. A vice-campeã ficará com US$ 34,5 milhões, cerca de R$ 176,5 milhões.

França e Inglaterra, que disputam o terceiro lugar, também garantirão valores expressivos. A terceira colocada receberá US$ 30,5 milhões, enquanto a equipe que terminar na quarta posição ficará com US$ 28,5 milhões.

Lei cria estúdios sociais gratuitos para músicos no DF – CLDF

Lei cria estúdios sociais gratuitos para músicos no DF - CLDF

Lei cria estúdios sociais gratuitos para músicos no DF

Norma prevê a implantação de estúdios musicais públicos, equipados para atender artistas locais e fortalecer a produção cultural no DF

Foto: Estúdio Escola Casa Viva

Em vigor desde maio, lei sobre estúdios sociais gratuitos ainda precisa ser regulamentada pelo Poder Executivo

Inspirada na experiência bem-sucedida do Estúdio Social da Candangolândia, a Lei 7.874/2026 visa expandir o modelo de estúdio musical público para as demais regiões administrativas do Distrito Federal.

A norma estabelece a criação de “estúdios sociais de gravações gratuitos para músicos locais nas regiões administrativas do DF”. Os espaços poderão conter sala de ensaio equipada com instrumentos musicais e amplificadores; sala de gravação com equipamentos de gravação, mixagem e masterização; sala de aula para oficinas e workshops de música; e local para apresentações e eventos culturais.

A administração dos estúdios será de responsabilidade de cada região administrativa, em colaboração com entidades culturais e a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec). A lei também autoriza que os recursos para instalação e manutenção dos estúdios poderão vir de emendas parlamentares diretamente para as administrações regionais ou para a Secec.

De acordo com o autor da legislação, deputado distrital Hermeto (MDB), a medida representa um avanço importante para ampliar as oportunidades dos artistas locais. “A criação dos estúdios sociais representa um avanço significativo para a democratização do acesso à cultura no Distrito Federal. Estamos oferecendo estrutura, oportunidade e dignidade para que artistas locais possam desenvolver seu talento, fortalecer a identidade cultural das nossas regiões e gerar impacto social e econômico”, afirma o parlamentar.

A proposta teve como referência o Estúdio Social da Candangolândia, que funciona no salão comunitário da região administrativa. O espaço foi criado em 2020 para auxiliar artistas prejudicados durante a pandemia de Covid-19. A iniciativa foi um sucesso: o local passou a receber músicos de diferentes regiões administrativas, desde artistas consagrados até novos talentos da cena brasiliense.

Anova lei entrou em vigor em maio de 2026 e precisa ser regulamentada pelo governo do Distrito Federal.

Foto de Messi e Yamal é 12 milhões de vezes menos provável que a Mega-Sena | CNN Brasil

Foto de Messi e Yamal é 12 milhões de vezes menos provável que a Mega-Sena | CNN Brasil

A foto de Lionel Messi dando banho no bebê Lamine Yamal voltou a viralizar após Argentina e Espanha garantirem vaga na final da Copa do Mundo de 2026. O registro, feito em dezembro de 2007 durante uma campanha beneficente da Unicef, ganhou um novo significado com a possibilidade de os dois se enfrentarem na decisão do torneio, neste domingo (19).

Além da coincidência, outro detalhe chamou atenção nas redes sociais: a probabilidade de uma sequência de acontecimentos como essa. Segundo um cálculo compartilhado por um internauta, a chance de um bebê fotografado ao lado de Messi anos depois enfrentar o argentino em uma final de Copa do Mundo é de 1 em 625 trilhões.

O número impressiona ainda mais quando comparado às chances de acertar as seis dezenas da Mega-Sena. A principal loteria do Brasil tem probabilidade de 1 em 50.063.860 para uma aposta simples conquistar o prêmio máximo.

Na prática, isso significa que ganhar na Mega-Sena é cerca de 12,5 milhões de vezes mais provável do que a sequência de eventos que ligou Messi e Yamal desde a sessão de fotos promovida pela Unicef até a decisão do Mundial de 2026.

A imagem foi produzida quando Messi, então com 20 anos e já despontando como promessa do Barcelona, participou de uma ação beneficente da entidade. Yamal tinha apenas cinco meses de vida e foi escolhido, junto da mãe, Sheila Ebana, para a campanha.

Nesta quinta-feira (16), a própria Unicef relembrou o episódio nas redes sociais. A organização destacou que, quase duas décadas depois, os dois protagonistas da foto também atuam como Embaixadores da Boa Vontade da entidade e utilizam a visibilidade conquistada no futebol para defender os direitos das crianças.

Espanha x Argentina: horário e onde assistir à final da Copa do Mundo | CNN Brasil

Espanha x Argentina: horário e onde assistir à final da Copa do Mundo | CNN Brasil

Espanha e Argentina disputam a final da Copa do Mundo de 2026 neste domingo (19), às 16h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

A partida terá transmissão ao vivo pela Globo, Sportv, SBT, N Sports, CazéTV e ge tv. O CNN Esportes também acompanha lance a lance em TEMPO REAL.

A seleção espanhola garantiu a classificação ao vencer a França por 2 a 0 na semifinal, com gols de Mikel Oyarzabal e Pedro Porro. A equipe dominou a partida do início ao fim.

Já a Argentina avançou após derrotar a Inglaterra por 2 a 1, de virada. Em um confronto dramático, Antony Gordon abriu o placar para os ingleses, Enzo Fernández empatou e Lautaro Martínez garantiu a vitória argentina nos acréscimos.

Os argentinos buscam o quarto título mundial e o segundo consecutivo, após a conquista da edição anterior. A Espanha, por sua vez, tenta levantar a taça pela segunda vez e encerrar um jejum de 16 anos sem o troféu.

Onde assistir a Espanha x Argentina

  • TV: Globo, Sportv, N Sports e SBT
  • Streaming: CazéTV (Youtube) e ge tv (Globoplay)
  • CNN Esportes: TEMPO REAL

Ficha técnica de Espanha x Argentina

  • Data: 19/07/2026 (domingo)
  • Horário: 16h (de Brasília)
  • Local: MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos EUA
  • Fase: final