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Campanha de Flávio descarta punição por IA de Bolsonaro em convenção | Blogs | CNN Brasil

Campanha de Flávio descarta punição por IA de Bolsonaro em convenção | Blogs | CNN Brasil

A equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, discutiu os riscos de uso do vídeo gerado por inteligência artificial de Jair Bolsonaro (PL) durante a convenção do partido, realizada neste sábado (25), em São Paulo, e concluiu que não há risco de penalização.

A avaliação dos advogados é que a imagem do ex-presidente, criada por IA para pedir votos ao filho mais velho, não descumpre nem as regras eleitorais nem a medida cautelar imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que proibiu Bolsonaro de fazer manifestações políticas.

O entendimento da equipe jurídica é que a primeira frase do vídeo criado por inteligência artificial oferece segurança jurídica para evitar punições tanto à campanha quanto ao ex-presidente.

“Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial”, começa o discurso de Bolsonaro gerado por IA.

Como mostrou a CNN, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já trabalha com a expectativa de que o vídeo produzido com inteligência artificial para simular um pronunciamento do ex-presidente seja alvo de questionamentos na Corte, segundo fontes ouvidas pela CNN.

A avaliação é que o episódio deve provocar discussões sobre a aplicação das regras eleitorais para o uso de inteligência artificial e também sobre o alcance das restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-presidente.

Advogados eleitorais consultados pela CNN disseram que, em princípio, não veem qualquer infração eleitoral ou criminal no vídeo gerado por IA. A avaliação é que a identificação do uso de inteligência artificial atende às regras estabelecidas pelo TSE, além de não haver, no conteúdo do vídeo, qualquer informação falsa.

Já o advogado Marco Aurélio de Carvalho, especializado em Direito Público e coordenador da campanha do PT em São Paulo, afirmou à CNN que vai sugerir que o partido entre com uma medida no TSE para pedir esclarecimentos sobre o vídeo.

“Houve uma tentativa clara de burlar uma decisão judicial que impede a participação do Bolsonaro no processo eleitoral de 2026. É um desrespeito. Um tapa na cara do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal”, afirmou o advogado.

No vídeo gerado por IA, a imagem do ex-presidente afirma que a prisão não irá “calar milhões de brasileiros”. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar por questões de saúde.

“Como todos aqui sabem, eu estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária, baseada em algo que eu nunca fiz. Mas eu garanto: nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança que carregamos. Nenhuma prisão vai calar milhões de brasileiros que acreditam em nosso país.”

O vídeo exibido na convenção do PL também traz a imagem de IA de Bolsonaro pedindo apoio ao filho mais velho.

“Por isso, peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio. Vem com fé. O Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro presidente.”

Em 11 de julho passado, durante uma transmissão ao vivo, Flávio Bolsonaro leu uma carta redigida pelo ex-presidente na qual empodera o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano. Após a divulgação, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, entendeu que houve uma violação das medidas que orientam as regras da prisão domiciliar do dirigente da direita.

Uma semana antes da convenção do PL, uma nova decisão do ministrou ampliou restrições ao ex-presidente, incluindo uma proibição à “divulgação de manifestos políticos-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”.

Análise: Retaliação a tarifaço não é o mais apropriado | Blogs | CNN Brasil

Análise: Retaliação a tarifaço não é o mais apropriado | Blogs | CNN Brasil

A comentarista de economia Rita Mundim avaliou que, diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, a retaliação não é a resposta mais adequada neste momento. Para ela, o cenário exige, “mais do que nunca”, disposição para negociar e construir soluções diplomáticas.

Ao CNN Money, Mundim afirmou que o Brasil está longe de ser um caso isolado. Ela destacou que cerca de 60 países foram atingidos pelas novas tarifas americanas e que, juntos, respondem por 99,4% das importações dos Estados Unidos. “Não é um privilégio do Brasil”, afirmou.

“Esses 60 países são aqueles que mais negociam com os Estados Unidos e representam 99,4% das importações dos americanos.”

Na avaliação da comentarista, o alcance das medidas abre espaço para uma articulação conjunta entre as nações afetadas. Para ela, uma atuação coordenada fortaleceria o poder de barganha desses países nas negociações com o governo americano.

“Como são 60 países envolvidos, é possível, inclusive, criar uma corrente desses países em conjunto, fazer um tipo de defesa, porque realmente você vê a importância desses países em fornecer produtos aos Estados Unidos”, disse.

Mundim argumentou ainda que, em diversos setores, os Estados Unidos dependem de fornecedores distribuídos entre vários desses países. Nesse contexto, uma negociação coletiva poderia exercer pressão significativa sobre Washington.

“A gente sabe que quando há uma ameaça de inflação lá, o Trump recua”, pontuou a comentarista, sugerindo que esse fator pode ser utilizado como instrumento de negociação.

Ao concluir sua análise, Mundim reforçou que o momento exige cautela e diálogo, e não uma resposta imediata por meio de retaliações comerciais. “A retaliação nesse momento, eu continuo achando que não é o momento mais apropriado. É necessário, inclusive, buscar uma parceria global para entender e negociar”, afirmou.

Para a comentarista, o cenário ainda é cercado de incertezas, o que torna prudente aguardar os próximos desdobramentos antes de qualquer reação mais contundente. “Vamos deixar a poeira baixar e ver o que acontece”, concluiu.

iCAUR prepara estreia no Brasil e convoca concessionários; saiba mais | Blogs | CNN Brasil

iCAUR prepara estreia no Brasil e convoca concessionários; saiba mais | Blogs | CNN Brasil

O mercado brasileiro ganhará mais uma marca chinesa do grupo Chery. A iCAUR, divisão global de veículos eletrificados do fabricante, realiza no dia 6 de agosto a apresentação oficial de seu plano de negócios para o Brasil.

O evento terá o comando de Hu Peng, CEO da operação no país, e do vice-executivo, Roger Corassa, que guardam sigilo sobre o portfólio que será comercializado. A expectativa é que a operação brasileira seja baseada na linha global da iCAUR.

Por que iCAUR e não iCar?

A mudança de nome para iCAUR fora da China pode estar ligada aos possíveis conflitos com marcas já registradas, como o sonhado projeto automotivo da Apple, que trabalha com o conceito “iCar”. A decisão da Chery foi internacionalizar a montadora dessa forma. A empresa tem foco em SUVs eletrificados de arquitetura boxy e visual aventureiro.

Mas não pense que será chamada como se escreve, porque o mesmo já acontece com a picape Poer, da GWM, que é tratada como Power. A iCAUR será chamada de iCar.

Conheça os modelos dos carros

iCAUR 03

É um dos candidatos para abrir a operação brasileira. O SUV elétrico de 4,41 metros e 2,75 m de entre-eixos tem porte médio, desenho quadrado, proposta off-road e versões de tração traseira ou integral, com autonomia de até 500 km no ciclo chinês (CLTC). A bateria poderá ser de 69,8 kWh.

iCAUR V23

O SUV V23 tem uma proposta retrô e foi um dos destaques do Salão de Pequim. O carro, de 4,2 metros e 2,73 m de distância entre eixos, vai para aprovação e opinião dos futuros concessionários na clínica do próximo dia 6. A autonomia é semelhante à do 03. A presença dele é garantida.

iCAUR V27

É um modelo maior, com 5,045 metros de comprimento e entre-eixos de 2,9 m, híbrido e com sistema elétrico de autonomia estendida (EREV). Esse está no portfólio. O modelo combina o motor a combustão, utilizado apenas como gerador de energia, com o motor elétrico. Mecânica que já conhecemos no REEV da Leapmotor, com o C10.

A chegada da iCAUR amplia a participação do grupo Chery no país, que terá fábrica no Rio de Janeiro, na cidade de Itatiaia, no local que pertenceu à Jaguar Land Rover.

A CAOA Chery, a Omoda & Jaecoo e a Jetour ocupam nichos específicos. A iCAUR pretende explorar um espaço voltado para SUVs eletrificados e vai ser desse jeito. A Lepas é outra marca que deve chegar antes dela.

Emendas parlamentares de comissão revivem orçamento secreto; entenda | CNN Brasil

Emendas parlamentares de comissão revivem orçamento secreto; entenda | CNN Brasil

As emendas parlamentares de comissão ganharam maior volume nos últimos anos. O motivo, no entanto, remete à perpetuação de um mecanismo semelhante ao chamado orçamento secreto – que escondia os reais autores das indicações e foi considerado inconstitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

No formato atual, algumas comissões permanentes da Câmara dos Deputados têm indicado parte dos recursos sem detalhar os autores reais, ou seja, os “padrinhos” de cada emenda. Para isso, a autoria de emendas tem sido assinada, de forma genérica, por líderes partidários.

Essa tem sido, na prática, uma forma de ocultar os reais autores da indicação dos recursos e dos beneficiários finais. A prática se assemelha ao que ocorria anteriormente com o orçamento secreto, que consistia em um conjunto de emendas assinadas pelo relator-geral do Orçamento de cada ano.

Em 2025, como a CNN mostrou, um relatório da organização Transparência Brasil identificou que R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão foram indicados pela Câmara em nome de líderes partidários, sem identificar o parlamentar que efetivamente sugeriu os recursos e seus beneficiários.

“Os reais parlamentares autores não são identificados e vinculados à execução dos recursos. A pulverização dessas emendas em beneficiários de diversos estados, diferentemente das indicações individuais dos líderes partidários, reforça a existência de autores ocultos”, conclui o estudo da Transparência Brasil.

Nos últimos anos, as emendas de comissão passaram a representar uma fatia maior do montante de emendas. A mudança ocorreu depois de 2022, ano em que uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) classificou como inconstitucional o chamado “orçamento secreto” e determinou o fim das emendas de relator.

Conforme o estudo da Transparência Brasil, em 2022, foram pagos apenas R$ 136,1 milhões, em valores correntes, de emendas de comissão. Já em 2024 e 2025, respectivamente, houve crescimento para a casa dos bilhões e os montantes foram de R$ 8,3 bilhões e R$ 9,3 bilhões, incluindo restos a pagar de exercícios anteriores.

STF cobra

O ministro do STF Flávio Dino tem apurado, desde 2024, a destinação das emendas parlamentares. Ele é o relator de ações sobre o tema na Corte. Na última semana, o magistrado pediu explicações aos 21 partidos com representação no Congresso sobre a alocação desses recursos.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), respondeu ao pedido. De acordo com ele, o processo de indicação de emendas parlamentares de comissão feito pela Casa seguiu regras de transparência. Em nota, a Advocacia da Câmara disse ter enviado as informações pedidas pela Corte sobre a tramitação interna de cada indicação das emendas deste tipo.

A Casa legislativa disse também que a função do Legislativo é indicar e aprovar as emendas, cabendo ao Executivo pagá-las. A Câmara diz ter enviado todos os documentos necessários para demonstrar que cada indicação de emenda foi “regularmente deliberada e aprovada”.

O texto diz ainda que os beneficiários indicados coincidem com os que efetivamente receberam os recursos para afastar a tese de configuração de “peculato-desvio”, analisada por Dino.

Regras para emendas

As emendas passaram a seguir novas regras de indicação a partir do ano passado. A mudança ocorreu após Dino determinar bloqueios de recursos e iniciar uma articulação com o Legislativo e o Executivo para mudar processos e garantir maior transparência.

O ministro herdou a relatoria das ações sobre emendas que pertenciam ao acervo de Rosa Weber, aposentada em 2023.

Como novo relator do tema na Corte, Dino conduziu as negociações que levaram a adoção de um novo regramento O acordo foi formalizado em uma lei, sancionada ainda em 2024 por Lula; em um plano de trabalho conjunto, homologado pelo STF no ano passado; e uma resolução aprovada pelo Congresso.

No Congresso, no entanto, parlamentares fizeram alertas de brechas para um novo “orçamento secreto”. Em março de 2025, em sessão conjunta, a bancada do PSOL alertou para a possibilidade de perpetuação da indicação de recursos sem autoria clara.

“As emendas de comissão são uma incorporação daquilo que era o orçamento secreto”, disse Sâmia Bomfim (PSOL-SP), na tribuna, durante a sessão de 13 de março do ano passado. “Agora, é o líder da bancada que vai indicar o recurso dessa comissão, não importando se essa pessoa é ou não daquele estado”, acrescentou.

Na votação, os deputados aprovaram a resolução por 361 votos a 33. No Senado, a votação foi 64 votos a 3.

Emendas de bancada

Não são só as emendas de comissão que escondem os autores da alocação dos recursos. Os deputados e senadores também usam as emendas de bancada estadual, que são propostas de mudança coletiva no orçamento público. O objetivo delas é destinar recursos a projetos de interesse de determinado estado ou do Distrito Federal.

Por serem emendas impositivas, a execução é obrigatória pelo governo. Elas são limitadas a um percentual da receita corrente líquida e servem como um instrumento para direcionar verbas para ações estruturantes e de maior impacto em determinado estado. Em 2025, cada bancada teve, na média, cerca de R$ 530 milhões em emendas.

A aprovação dessas emendas é divulgada nas atas das reuniões de bancada. A assinatura é automática e considera todos os integrantes das bancadas, independente da presença deles nas reuniões ou não. Em alguns casos, os integrantes sequer estão em exercício, mas aparecem nas atas.

Foi o caso da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). Enquanto esteve presa na Itália, o nome da ex-congressista constava na ata de uma reunião da bancada paulista da Câmara dos Deputados realizada em 11 de novembro de 2025. O encontro definiu quais emendas seriam apresentadas na LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2026.

Após quatro vices, Brasil encara Turquia por título inédito da VLN Feminina | CNN Brasil

Após quatro vices, Brasil encara Turquia por título inédito da VLN Feminina | CNN Brasil

Depois de vencer a Itália por 3 sets a 2 na semifinal e avançar para a decisão, o Brasil encara a Turquia, às 8h30 deste domingo (26), em Macau, na Ásia, de olho no título inédito da Liga das Nações de Vôlei Feminino.

O torneio é disputado desde 2018 e substituiu o Grand Prix como grande torneio anual de seleções femininas de vôlei — no antigo formato, as brasileiras foram, disparadamente, as maiores campeãs, com 12 títulos.

Desde a mudança, porém, as sul-americanas têm tido dificuldades para conquistar a VLN — até o momento, foram sete edições realizadas, já que o torneio de 2020 foi cancelado por conta da pandemia de Covid-19.

Quase sempre, o Brasil tem feito campanhas de destaque, apesar de ainda não ter sido campeão: foi vice em 2019, 2021, 2022 e 2025 e quarto em 2018 e 2024; em 2023, caiu nas quartas de final para a China.

As turcas, por outro lado, foram campeãs em 2023, interrompendo a sequência inicial de três títulos seguidos dos Estados Unidos e se intrometendo na hegemonia recente da Itália, vencedora em 2022, 2024 e 2025.

Cabe destacar que não foi um resultado isolado. A Turquia ficou com a quarta colocação nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 (perdendo o bronze justamente para o Brasil), finalista no Mundial de 2025 e na Liga das Nações de 2018 e foi campeã europeia de 2023.

O ranking da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) mostra o tamanho de ambas as seleções. O Brasil é vice-líder, com 413,04 pontos, enquanto a Turquia aparece logo atrás, na terceira colocação, com 378,93. A liderança pertence à Itália, com 460,64.

As campanhas

Na fase preliminar da VLN, o Brasil ficou na terceira colocação, com 26 pontos após vencer nove dos 12 jogos, mesma campanha da Turquia, que terminou na quarta posição, mas com 25 pontos. Nas quartas de final, as duas equipes ganharam por 3 a 1.

As sul-americanas passaram pelo Japão, enquanto as europeias despacharam o Canadá. Na sequência, as brasileiras eliminaram a Itália no tie-break; já as turcas atropelaram a China em três sets diretos.

Onde assistir a Turquia x Brasil

  • TV: SporTV 2
  • Site: ge.globo
  • Streaming: ge tv e VBTV

Ficha técnica de Turquia x Brasil

  • Data: 26/07/2026 (domingo)
  • Horário: 8h30 (Horário de Brasília)
  • Local: Macau, na Ásia
  • Fase: final da Liga das Nações de Vôlei Feminino