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GDF entra em rota de cobrança por educação e concursos e amplia pressão social

(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Medidas administrativas, ajustes em programas e expectativa por vagas públicas movimentam a agenda política de Brasília.

A agenda do Governo do Distrito Federal voltou a ser pautada por temas de forte apelo social: educação e concursos públicos. Entre ajustes de programas, demandas por ampliação de serviços e expectativa por novas seleções, o debate se intensifica nas redes e nas discussões políticas, refletindo uma cobrança permanente por respostas concretas.

No campo educacional, a pressão envolve desde estrutura escolar até políticas de acesso e permanência, com impacto direto na rotina de estudantes e famílias. O tema ganha força porque educação é uma das áreas mais sensíveis da administração pública, onde qualquer falha vira repercussão imediata e pode se transformar em desgaste institucional.

Já a pauta de concursos se mantém como uma das mais mobilizadoras no DF, onde há grande concentração de servidores e candidatos. A abertura de novas vagas, reestruturações de carreiras e recomposição de quadros são assuntos que mexem com o planejamento do governo e com expectativas de milhares de pessoas que dependem do serviço público como horizonte profissional.

Politicamente, o GDF precisa equilibrar duas pressões: a necessidade de manter responsabilidade fiscal e, ao mesmo tempo, responder à demanda por ampliação de serviços. A equação passa por planejamento, transparência e comunicação institucional eficiente, evitando ruídos que aumentem a insatisfação social.

No cenário atual, educação e concursos se tornam termômetros do governo local. A forma como essas agendas avançarem — com prazos, anúncios e entregas — pode definir o clima político em Brasília nos próximos meses, especialmente em um período de alta cobrança e vigilância pública.

Caso das UTIs no DF pressiona gestão da saúde e acelera apuração policial

Investigação sobre mortes em unidades de terapia intensiva vira tema político e cobra respostas rápidas do sistema público.

A saúde pública do Distrito Federal entrou no radar político com o avanço de investigações sobre mortes em UTIs, tema que ganhou repercussão e ampliou cobranças por transparência e responsabilização. O caso passou a mobilizar autoridades, parlamentares e órgãos de controle, elevando a pressão sobre a gestão e o funcionamento da rede assistencial.

A apuração se tornou um ponto sensível porque envolve a confiança da população no atendimento de alta complexidade. Em Brasília, qualquer crise na saúde rapidamente se transforma em debate institucional, com reflexos diretos na avaliação do governo local e na cobrança por medidas de fiscalização, protocolos mais rígidos e revisão de processos.

Além do aspecto policial, a crise traz um alerta para gargalos estruturais: falta de leitos, sobrecarga de equipes, risco de falhas operacionais e necessidade de gestão integrada entre unidades públicas e privadas conveniadas. O debate não se limita ao caso em si, mas ao modelo de atendimento e às condições de segurança do paciente.

A Secretaria de Saúde do DF, nesse contexto, enfrenta um duplo desafio: assegurar continuidade do atendimento e responder com clareza às demandas de investigação. Em momentos como este, o tempo de resposta institucional se torna determinante para reduzir ruídos, conter desinformação e garantir que a população não fique refém de versões conflitantes.

O episódio reforça que saúde pública é, também, um tema político central no DF. O desfecho da investigação e as providências adotadas podem definir não apenas a responsabilização, mas o rumo de mudanças estruturais que impactam diretamente o cotidiano de milhares de brasilienses.

Governo recompõe orçamento de educação e ciência e mira reconstrução do setor

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Redação

Reforço de verbas para universidades e institutos federais reabre discussão sobre prioridades do Estado e impacto na formação de mão de obra.

O governo federal anunciou a recomposição de recursos destinados à educação e à ciência, com foco em universidades e institutos federais. A medida chega como resposta a pressões históricas do setor acadêmico e a uma demanda crescente por estabilidade orçamentária, especialmente diante do desafio de manter serviços essenciais, pesquisas e projetos de extensão.

A decisão tem forte peso político, porque coloca a educação no centro do discurso institucional do governo. Ao reposicionar o orçamento como ferramenta de reconstrução, o Planalto busca consolidar uma agenda que combina valorização da rede federal, fortalecimento da produção científica e incentivo à inovação, com reflexos diretos na competitividade do país.

Na prática, o reforço financeiro pode destravar despesas de funcionamento, bolsas, manutenção predial e continuidade de projetos que dependem de planejamento anual. Para reitores e gestores, o problema não é apenas o tamanho do orçamento, mas a previsibilidade, que define a capacidade de execução e o ritmo de investimentos em áreas estratégicas.

No Congresso, o tema também movimenta bastidores, já que a recomposição exige articulação política e disputa por espaço dentro das prioridades do Estado. O debate se intensifica em um cenário de restrição fiscal e cobrança por resultados, em que cada rubrica do orçamento vira palco de embates entre diferentes setores.

Com o anúncio, o governo tenta dar um sinal claro: educação e ciência voltam a ser tratadas como política pública estruturante. O desafio, agora, é transformar a recomposição em impacto real na ponta — garantindo que o investimento se converta em formação, pesquisa aplicada e desenvolvimento para a população.

Brasileiros estão mais otimistas com as finanças para 2026, revela TransUnion

  • O estudo mais recente do Consumer Pulse revela a Geração Z como a mais confiante quanto ao futuro financeiro e ao uso do crédito
  • Apesar do otimismo, 64% dos consumidores citam a inflação como sua maior preocupação
  • O acesso ao crédito continua essencial para que as pessoas alcancem uma melhor qualidade de vida

Com a chegada de um novo ano, os brasileiros entram em 2026 com confiança em suas perspectivas financeiras. De acordo com o mais recente Estudo Consumer Pulse conduzido pela TransUnion, empresa global de informação e insights que atua como DataTech, esse otimismo abrange todas as gerações: a Geração Z lidera a tendência, com 76% relatando que suas finanças estavam melhores ou conforme planejado no último ano e 84% estavam otimistas de que melhorariam nos próximos 12 meses. Millennials (70%) e Geração X (65%) também compartilham essa sensação de estabilidade em relação às finanças familiares atuais.

Olhando para frente, 73% de todos os consumidores entrevistados estavam otimistas quanto às finanças familiares nos próximos 12 meses. Esse sentimento positivo é reforçado pelos ganhos recentes – 39% dos entrevistados relataram crescimento de renda nos últimos três meses, e 76% esperam aumentos adicionais no próximo ano.

Apesar do otimismo, principais preocupações financeiras continuam pressionando o planejamento financeiro das famílias. A inflação dos produtos de consumo diário é a maior preocupação (64%), seguida pelas taxas de juros (52%) e pelo emprego (47%). A preocupação com a inflação é consistente entre gerações, mas os Baby Boomers (67%) e pessoas de alta renda (66%) demonstram maior apreensão. Essa preocupação se reflete na percepção do poder de compra: apenas 39% de todos os entrevistados acreditam que sua renda conseguirá acompanhar o aumento da inflação.

Diante dos desafios, os consumidores estão implementando ajustes orçamentários significativos. Quase metade de todos os entrevistados (47%) cortou despesas opcionais nos últimos três meses, reduzindo gastos com jantares fora (66%), entrega de comida (56%) e viagens (54%). Além disso, 21% dos entrevistados também cancelaram ou reduziram gastos com serviços digitais (como TV a cabo e internet).

“Embora o otimismo do consumidor aponte para uma recuperação gradual da confiança, ele vem acompanhado de uma postura mais cautelosa. Os consumidores estão esperançosos, mas atentos aos seus orçamentos, planejando com mais prudência e priorizando escolhas de consumo mais conscientes”, comenta Helena Leite, especialista de mercado do setor bancário da TransUnion Brasil.

Acesso ao crédito e qualidade de vida

O acesso e a importância do crédito na vida das pessoas continuam sendo um pilar central no orçamento de curto e longo prazo das famílias. A maioria dos entrevistados (59%) considera o acesso ao crédito muito importante para alcançar seus objetivos financeiros. Para os mais jovens, que ainda estão começando a construir um patrimônio, esse percentual aumenta para 64% na Geração Z e 61% entre os Millennials. Além disso, 65% de todos os consumidores entrevistados concordam que o crédito lhes proporcionaria novas oportunidades para uma melhor qualidade de vida – como iniciar um negócio, comprar uma casa ou financiar estudos – demonstrando que o crédito é visto como um motor do avanço socioeconômico e da inclusão financeira.

Em sinal de recuperação e maior estabilidade, o estudo da Consumer Pulse também mostra que a confiança no acesso ao crédito aumentou significativamente. Mais da metade (58%) dos entrevistados relatou ter acesso suficiente a produtos de crédito, um aumento em relação aos 51% registrados no quarto trimestre de 2024. No entanto, há variação conforme o nível de renda: 71% das pessoas de alta renda se sentem bem atendidas, em comparação com apenas 47% dos de renda média. Em geral, 63% dos consumidores acreditam que teriam aprovação de crédito se solicitassem.

“É muito positivo ver que a confiança no acesso ao crédito aumentou. No entanto, a diferença de acesso entre consumidores de alta e média renda mostra que ainda há demanda reprimida por crédito no mercado. Para fechar essa lacuna e promover uma inclusão financeira real é essencial que as instituições utilizem cada vez mais análises de dados positivos e alternativos”, diz Leite, que acrescenta: “Essas informações adicionais, que vão além do histórico de crédito tradicional, são cruciais para oferecer uma avaliação de risco mais precisa e justa, permitindo que mais consumidores das classes média e baixa tenham acesso aos produtos de crédito necessários para alcançar seus objetivos de qualidade de vida”.

Essa confiança e a percepção da importância do crédito se traduzem em expectativas de alta atividade de crédito em 2026. Cerca de 38% das pessoas pretendem solicitar ou refinanciar algum tipo de crédito nos próximos 12 meses. Entre eles, os produtos mais procurados são novos cartões de crédito (38% dos entrevistados), empréstimos pessoais (36%) e aumentos no limite de crédito (30%).

“Os dados são importantes para instituições que oferecem crédito, pois indicam quais produtos estão mais em demanda entre os clientes. Especialmente em relação ao aumento do limite de crédito, as instituições podem avaliar os limites regularmente e fazer ofertas que atendam às necessidades dos clientes antes de recorrerem a outras instituições, garantindo assim a fidelidade dos clientes”, comenta Leite.

Metodologia

A pesquisa Consumer Pulse da TransUnion com 999 adultos foi realizada entre 25 de setembro e 7 de outubro de 2025 pela TransUnion em parceria com o provedor terceirizado de pesquisa Dynata. Adultos com 18 anos ou mais residindo no Brasil foram entrevistados usando um método de pesquisa em painel online em uma combinação de computador, celular e tablet. As perguntas da pesquisa foram aplicadas em inglês e português.
 

Para aumentar a representatividade nos dados demográficos dos moradores, a pesquisa incluiu cotas para equilibrar as respostas de acordo com as dimensões estatísticas do censo de idade, gênero, renda familiar e região. As gerações são descritas nesta pesquisa da seguinte forma: Geração Z (18–28 anos); Millennials (29–44 anos); Geração X (45–60 anos); Baby Boomers (61 anos ou mais).
 

Os resultados desta pesquisa são não ponderados e estatisticamente significativos, com um nível de confiança de 95% dentro de ±3,1 pontos percentuais, com base em uma margem de erro calculada. Note que algumas porcentagens nos gráficos podem não chegar a 100% devido ao arredondamento ou à variedade de respostas aceitas. Para saber mais, acesse o estudo completo aqui.

Sobre a TransUnion

A TransUnion é uma empresa global de informação e insights que oferece confiança para empresas e consumidores alcançarem grandes feitos na economia moderna. Fazemos isso fornecendo uma visão multidimensional de cada pessoa, para que ela seja representada de forma confiável e simétrica no mercado, promovendo maior inclusão financeira. Chamamos isso de Informação para o Bem®.

Por quase 60 anos, a TransUnion vem oferecendo soluções que ajudam a criar oportunidades econômicas, experiências valiosas e empoderamento pessoal. Temos mais de treze mil funcionários em mais de trinta países, incluindo o Brasil. Por meio de aquisições e investimentos em tecnologia, desenvolvemos soluções inovadoras que, globalmente, vão além do nosso reconhecimento como agência de crédito.

A empresa está presente no Brasil desde 2012, com o objetivo de ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas. Em 2022, após uma década de serviços no mercado doméstico, o Banco Central do Brasil (BC) nos autorizou a operar como um registro central para informações positivas de crédito. A TransUnion cria oportunidades econômicas, empodera consumidores e apoia centenas de milhões de pessoas em segmentos como Serviços Financeiros, Seguros, Telecomunicações, Varejo, Fintechs e Indústrias, oferecendo soluções para automação de decisões, gestão de risco de crédito e prevenção de fraudes.

Goiás inicia pagamento da dívida com a União pelas regras do Propag

Goiás pagou primeira parcela da dívida com União em 15 de janeiro, em condições mais vantajosas para o Estado em relação ao RRF (Foto: Economia-GO)

Novo programa reduz em cerca de R$ 590 milhões o desembolso previsto para 2026 em relação ao RRF

O Estado de Goiás quitou, no dia 15 de janeiro, a primeira parcela da dívida refinanciada com a União após a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O pagamento inicial somou R$ 12,01 milhões e marca o início da nova fase de gestão do passivo estadual, com condições mais vantajosas em relação ao antigo Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

Além da primeira parcela do Propag, o Estado também retomou, na mesma data, o pagamento dos contratos de dívidas garantidas pela União, cinco ao todo, sendo dois com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e três com a Caixa Econômica Federal, que totalizaram R$ 86 milhões. Esses valores, até então, vinham sendo honrados pela União no âmbito do RRF e ressarcidos parcialmente pelo Estado, conforme percentual previsto na regra de progressão do RRF.


Cálculos da Secretaria da Economia, por meio da Subsecretaria do Tesouro Estadual, indicam que, em 2026, Goiás deverá desembolsar aproximadamente R$ 1,46 bilhão para pagamento do serviço total da dívida pública. O montante representa uma redução de cerca de R$ 590 milhões em relação ao que seria pago caso o Estado tivesse permanecido no RRF, cujo custo anual estimado alcançaria R$ 2,05 bilhões, uma economia de aproximadamente 30%.

A adesão ao Propag foi formalizada em 24 de dezembro de 2025, com a celebração de termo aditivo por meio do qual o Estado refinanciou R$ 20,87 bilhões em contratos de dívidas administradas pela União, previstos nas Leis nº 8.727/1993, nº 9.496/1998 e na Lei Complementar nº 159/2017.


Com o novo acordo, a dívida pública com a União foi renegociada por um prazo de 30 anos, com indexador mais favorável, IPCA acrescido de juro zero, o que reduz o custo financeiro, dá maior previsibilidade fiscal e abre espaço para ampliar investimentos. 

Secretaria da Economia – Governo de Goiás

Groenlândia entra no tabuleiro e Europa reage a pressão dos EUA

Da Redação

Declarações e movimentos estratégicos elevam tensão no Atlântico Norte e reacendem debate sobre soberania, defesa e influência global.

A Groenlândia, território historicamente associado a disputas estratégicas, voltou ao centro do debate internacional e se tornou um dos temas mais sensíveis do dia. A pressão política vinda dos Estados Unidos e as reações europeias elevaram o tom diplomático e trouxeram de volta a discussão sobre presença militar, soberania e controle de rotas no Ártico.

O assunto não é apenas simbólico: envolve interesses militares e econômicos, com impacto direto sobre segurança global e logística internacional. Na prática, o Ártico vem se consolidando como um corredor estratégico, em meio à corrida por influência em áreas ricas em recursos naturais e relevantes para o tráfego global.

A reação europeia mostra que o tema deixou de ser tratado como hipótese distante. O debate agora circula entre chancelerias e organismos de defesa, com atenção especial ao papel da OTAN e à necessidade de posicionamento conjunto dos aliados.

O movimento evidencia uma mudança no centro de gravidade da política internacional: territórios e regiões antes periféricos passam a ser tratados como ativos estratégicos. Isso reorganiza alianças, endurece discursos e pressiona governos a responderem com firmeza para não perderem espaço.

O reflexo chega ao Brasil de forma indireta, mas real. Quanto maior a tensão global, maior a instabilidade em cadeias de comércio e energia, o que afeta exportações, inflação e o ambiente econômico interno.

Bolsonaro e STF: decisões voltam a incendiar o debate político no Brasil

(Foto: Gustavo Moreno/STF)

Da Redação

Desdobramentos jurídicos com repercussão nacional movimentam aliados e oposição e ampliam a disputa de narrativas em Brasília.

A política brasileira amanheceu novamente sob impacto de decisões e movimentações no campo jurídico envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. O tema voltou a dominar o noticiário e reacendeu a polarização, com reações imediatas de aliados, adversários e lideranças que tentam transformar o episódio em ativo político.

O caso, que já ultrapassou o campo estritamente judicial, opera hoje como um termômetro de força e mobilização. Cada decisão é interpretada como sinal institucional — e cada reação pública vira combustível para a disputa de narrativa que marca o país desde os últimos ciclos eleitorais.

Nos bastidores, o clima é de atenção. Parlamentares monitoram os efeitos do episódio sobre a base política, sobre a opinião pública e sobre as estratégias para 2026. O impacto é direto na articulação do Congresso, que tende a se reorganizar conforme o tema ganha força ou perde espaço no noticiário.

A oposição tenta usar o momento para reforçar discursos de defesa institucional e estabilidade democrática. Já setores bolsonaristas apostam em mobilização, denúncia de perseguição e construção de vitimização política como instrumento de pressão.

No centro do poder, a leitura é clara: qualquer escalada nesse tipo de crise tensiona o ambiente político e afeta a governabilidade. Em Brasília, quando a política vira conflito permanente, o país inteiro paga o preço em atraso de agendas e travamento de decisões.

Congresso e Planalto em modo de disputa: STF, Governo e pauta política aquecem o dia

Da Redação

Movimentações entre Executivo e Legislativo indicam novo ciclo de tensão institucional e antecipam o clima de 2026.

O Brasil atravessa mais um dia de forte ebulição política, com a relação entre Congresso, governo e Judiciário ocupando o centro do debate. A pauta se intensifica com discussões sobre limites institucionais, decisões do Supremo e tentativas de reposicionamento de forças políticas no tabuleiro nacional.

No Congresso, cresce a pressão por protagonismo e por marcação de território diante do Executivo. Em ano pré-eleitoral, cada tema vira munição: há quem trabalhe para travar agendas, e há quem acelere projetos para criar vitrines políticas e garantir discurso para a próxima campanha.

O Planalto, por sua vez, tenta blindar a governabilidade e manter o controle sobre a agenda econômica e social. Mas enfrenta ruídos constantes, alimentados por crises paralelas, disputas por cargos e pela necessidade de negociar com múltiplos blocos de interesse.

O Judiciário aparece como eixo central desse tensionamento, já que decisões e julgamentos seguem impactando diretamente o jogo político. A consequência é um país onde o debate institucional vira espetáculo diário — e onde a estabilidade se torna uma disputa, não um consenso.

O efeito prático é conhecido: quanto mais energia se gasta em conflito, menos espaço sobra para entregas. E em Brasília, o que não avança hoje vira problema acumulado amanhã — com custo político e social.

Ibaneis reorganiza orçamento e DF entra em fase de arrumação política para 2026

Da Redação

Medidas administrativas e ajustes de planejamento colocam o Distrito Federal em novo ciclo de articulação e disputa por prioridades.

O Distrito Federal entrou oficialmente em um novo momento de reorganização política e administrativa, com o governo local sinalizando mudanças no planejamento e no direcionamento orçamentário para 2026. O movimento tem leitura dupla: é gestão, mas também é estratégia política em um território onde tudo vira vitrine.

A reorganização do orçamento não é apenas uma medida técnica. No DF, ela define prioridades, reposiciona secretarias, fortalece áreas estratégicas e envia recados claros ao ambiente político. Quando o orçamento muda, muda também a capacidade de execução — e isso pesa diretamente na percepção da população.

Nos bastidores, a leitura é que 2026 já começou. A capital federal vive o cruzamento entre administração e eleição, e qualquer decisão de alto impacto passa a ser analisada como parte de uma construção de narrativa: eficiência, entrega, presença nos territórios e resposta às demandas sociais.

O cenário também influencia a Câmara Legislativa e o debate público local, que tende a se intensificar à medida que alianças se redesenham. No DF, o jogo político se antecipa porque Brasília não é apenas uma cidade: é o centro do poder nacional e um palco permanente de disputa.

Com isso, a pauta do DF ganha relevância não só regional, mas nacional. O que acontece na capital se espalha como sinal — e, muitas vezes, como ensaio do que o país inteiro pode viver no próximo ciclo eleitoral.

Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Will Bank após agravamento financeiro

Da Redação

O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, instituição conhecida no mercado como Will Bank. A medida foi adotada após a avaliação de que houve agravamento da situação econômico-financeira da instituição, com comprometimento da capacidade de operação e risco de insolvência.

O Will Bank vinha atuando como banco digital e ganhou projeção nacional nos últimos anos, ampliando sua base de clientes e ofertando serviços como conta digital e cartão. A instituição passou a integrar o grupo do Banco Master, que já estava sob liquidação extrajudicial, o que intensificou o monitoramento por parte do órgão regulador diante da relação societária e dos impactos sobre a continuidade do negócio.

Antes da decisão final, o Banco Central havia colocado a instituição em Regime de Administração Especial Temporária (RAET), mecanismo que busca preservar o funcionamento enquanto se avaliam alternativas e soluções de mercado. No entanto, com a deterioração das condições financeiras e a ausência de viabilidade para recuperação, a autarquia decidiu avançar com a liquidação extrajudicial, o que implica a interrupção das atividades e a condução do processo por um liquidante nomeado.

A situação também provocou reflexos no ambiente operacional, com restrições e interrupções em serviços ligados ao uso de cartões e transações, ampliando a instabilidade para clientes e parceiros. A decisão reforça o papel do Banco Central na supervisão e na proteção do sistema financeiro, especialmente diante de instituições com atuação digital e grande alcance.

Em declaração sobre o tema, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou: “Nossa prioridade é preservar a confiança e o funcionamento ordenado do sistema financeiro nacional. A liquidação extrajudicial é uma medida técnica, adotada quando não existe perspectiva real de recuperação da instituição, garantindo estabilidade e segurança ao mercado dentro das regras vigentes.”

Com a liquidação extrajudicial, o processo passa a seguir os trâmites legais previstos, com apuração de responsabilidades, levantamento de ativos e análise das obrigações da instituição. O Banco Central reforça que medidas como essa têm o objetivo de assegurar a estabilidade do sistema, reduzir riscos e garantir que o setor financeiro continue operando com previsibilidade e segurança para a população.