Novas regras ampliam exigências de autorização dos clientes e reforçam a responsabilidade das instituições financeiras.
O Conselho Monetário Nacional e o Banco Central aprovaram, em 22 de outubro, mudanças nas regras do Open Finance. O sistema permite que clientes autorizem o compartilhamento de informações financeiras entre instituições participantes.
Uma das alterações exige consentimento específico para cada entidade parceira envolvida no compartilhamento. A regulamentação também reforça o acompanhamento dessas parcerias e prevê mecanismos para interromper o envio de dados em situações de risco.
As instituições deverão oferecer informações mais claras sobre quem recebe os dados e sobre as responsabilidades de cada participante. Diretorias e conselhos de administração também terão atribuições mais definidas na supervisão do sistema.
Para empresas, as mudanças preparam processos de autorização mais flexíveis, inclusive quando a aprovação depende de representantes diferentes. O compartilhamento continuará condicionado ao consentimento e às exigências de segurança.
Resultado divulgado em 22 de outubro mostra crescimento de 5,62% acima da inflação na comparação com setembro de 2025.
A arrecadação federal somou R$ 239,384 bilhões em setembro de 2026. Os dados foram divulgados pela Receita Federal em 22 de outubro e mostram crescimento real de 5,62% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Sem descontar a inflação, o avanço foi de 10,45%. Em setembro de 2025, o recolhimento de impostos, contribuições e demais receitas federais havia totalizado R$ 216,727 bilhões.
No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação alcançou R$ 2,351 trilhões. O resultado representa aumento de 6,97% acima da inflação em relação aos primeiros nove meses de 2025.
Entre os componentes de setembro, o Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido somaram R$ 29,820 bilhões. A Receita também registrou R$ 2,943 bilhões de Imposto de Exportação sobre petróleo bruto, considerado um fator não recorrente.
Dario Durigan diz que medidas anunciadas pelo Executivo cabem nas regras fiscais e serão incorporadas ao planejamento orçamentário.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou em 22 de outubro que o governo mantém a previsão de superávit primário no Orçamento de 2027. Segundo ele, as medidas anunciadas recentemente pelo Executivo foram planejadas dentro das regras fiscais vigentes.
Durigan sustentou que o governo identificou espaço no Orçamento e definiu prioridades para acomodar as iniciativas. Entre elas estão ações relacionadas ao Bolsa Família, aos combustíveis e à renegociação de dívidas pelo Desenrola.
Para incorporar parte dos custos, o Ministério do Planejamento pretende encaminhar ao Congresso uma alteração no projeto orçamentário de 2027. A estratégia prevê remanejar aproximadamente R$ 20 bilhões, sem aumentar o limite total de despesas.
A declaração representa a projeção defendida pelo governo. A execução do resultado dependerá do comportamento das receitas, das despesas e das decisões sobre o Orçamento ao longo de 2027.
Por Christian Jauch, estrategista político e eleitoral
Série Raio-X do Eleitor | Artigo 2
Mais do que um indicador eleitoral, a abstenção apresenta um desafio estratégico: compreender por que parte da sociedade não transforma interesse, preferência ou insatisfação em participação. Investigar esse comportamento exige escuta e cuidado para não atribuir a milhões de pessoas uma única motivação.
A abstenção nas eleições de 2026 merece atenção para além da disputa entre os candidatos: aproximadamente um em cada cinco eleitores aptos não compareceu às urnas. Foram cerca de 33,4 milhões de ausentes no primeiro turno, segundo dados do TSE reproduzidos pela Rádio Senado. No balanço publicado pelo TRE-PI, a taxa nacional aparece como 21,08%.
Esse contingente representa um público amplo, diverso e ainda pouco compreendido. Sua ausência merece espaço na análise eleitoral e no planejamento de quem pretende construir uma relação com a sociedade.
A primeira questão estratégica é reconhecer que o número, sozinho, não explica o comportamento.
Os ausentes não formam necessariamente um bloco de rejeição ou um grupo ideológico. A falta pode resultar de desinteresse, frustração, obstáculos práticos, baixa percepção de diferença entre candidaturas ou de uma situação circunstancial.
Para o marketing político, compreender essas diferenças é fundamental. Antes de definir uma mensagem, precisamos investigar quais problemas, percepções e barreiras participam da decisão de cada pessoa.
A pergunta, portanto, é mais ampla do que “por que essas pessoas não votaram?”. Precisamos perguntar também o que impediu que a participação fosse possível ou parecesse relevante para elas.
Abstenção não é uma mensagem única
Abster-se significa não comparecer. Votar em branco ou anular o voto pressupõe participação na votação. Embora esses comportamentos possam expressar insatisfação, não devemos interpretá-los como manifestações equivalentes.
Uma pessoa pode faltar porque nenhum candidato a convenceu. Outra pode ter preferência definida e não conseguir chegar à seção por motivo de saúde, deslocamento ou emergência familiar. Uma terceira pode apoiar uma candidatura, mas considerar sua presença dispensável.
São possibilidades que produzem o mesmo registro de ausência, mas exigem explicações diferentes.
Por isso, afirmar que nenhum candidato conseguiu se conectar com os ausentes vai além do que a apuração demonstra. A conexão pode ter faltado em parte dos casos. Em outros, pode ter existido sem resultar em comparecimento.
Uma campanha que classifica todos como “despolitizados” ou “decepcionados” corre o risco de substituir investigação por uma interpretação conveniente.
O ponto de partida deveria ser conhecer essas pessoas: o que acompanhavam, se pretendiam votar, quais dúvidas tinham e o que aconteceu no dia da eleição. A comunicação ganha uma base mais consistente quando essas respostas orientam o diagnóstico.
O que mudou por trás de uma taxa quase estável?
No primeiro turno de 2022, o TSE registrou 20,95% de ausentes. Comparado aos 21,08% informados no balanço de 2026, o aumento foi de 0,13 ponto percentual.
A diferença é pequena e não sustenta, sozinha, a ideia de uma ruptura no comportamento eleitoral. O dado mais relevante talvez seja a persistência de um nível elevado de ausência.
Taxas semelhantes, porém, não significam que as mesmas pessoas deixaram de votar.
O percentual agregado pode esconder movimentos diferentes: eleitores que participaram em 2022 e faltaram em 2026, pessoas que fizeram o percurso inverso e mudanças relacionadas a circunstâncias pessoais ou ao contexto da disputa.
Essa é uma questão importante para a estratégia eleitoral. Trabalhar apenas com médias pode deixar de fora justamente as mudanças que merecem atenção.
Além de perguntar qual é o tamanho da abstenção, precisamos investigar quem deixou de comparecer, quais obstáculos encontrou e se sua relação com a política mudou. Sem essas respostas, a tentativa de aproximação tende a partir de suposições.
Quem são os eleitores que não compareceram?
Até a análise realizada em 6 de outubro, as fontes consultadas não ofereciam um retrato nacional consolidado dos ausentes de 2026 por idade, escolaridade e sexo. Não seria correto preencher essa lacuna com dados de quatro anos antes.
A pesquisa histórica ajuda a formular perguntas. No estudo “Afinal, quem foi votar em 2022”, Jairo Nicolau analisou dados da Justiça Eleitoral e identificou menor comparecimento entre pessoas com menos escolaridade.
Entre as faixas sujeitas ao voto obrigatório, os eleitores de 18 a 29 anos apresentaram a menor participação. Entre aqueles com 70 anos ou mais, menos da metade compareceu nos dois turnos. Esses achados dizem respeito a 2022.
O estudo também aponta limitações, como a possibilidade de desatualização da escolaridade registrada no cadastro eleitoral.
Características demográficas ajudam a descrever padrões, mas não explicam sozinhas as motivações. Conhecer a idade de alguém não revela o que essa pessoa espera da política nem por que deixou de votar.
Na comunicação, reconhecer diferenças deve servir para melhorar as perguntas, sem transformar pessoas em estereótipos.
São Paulo e Minas: o território precisa entrar na análise
Em São Paulo, o TRE-SP informou abstenção de 22,5%, aproximadamente 7,6 milhões de eleitores. Na capital, o índice chegou a 23,4%. Em Minas Gerais, o TRE-MG registrou 22,82%, ante 22,29% no primeiro turno de 2022.
Os dois estados ficaram acima dos cerca de 21% nacionais. No Piauí, o tribunal regional registrou 17,15%.
Essas diferenças mostram que o comparecimento varia entre os territórios. Suas causas, contudo, precisam ser investigadas.
Uma média estadual reúne regiões metropolitanas, cidades pequenas e áreas rurais. Condições de transporte, distância até a seção, vínculos comunitários e características das disputas locais podem participar dessa explicação.
Para a comunicação política, o lugar onde o cidadão vive também merece atenção. É ali que ele encontra serviços públicos, conversa com outras pessoas e acumula experiências com instituições e representantes.
Ainda assim, seria um erro atribuir preferência política aos ausentes porque determinado candidato venceu onde eles vivem. O resultado do município descreve os votos registrados. Não revela como votariam aqueles que ficaram de fora.
Uma mensagem pode chegar sem fazer sentido
Uma hipótese importante para compreender parte da abstenção é a falta de relevância percebida.
Uma campanha pode apresentar propostas, ocupar espaços de mídia e alcançar muitas pessoas sem que elas reconheçam uma relação com suas próprias preocupações. Ter contato com uma mensagem não significa necessariamente compreendê-la, confiar nela ou agir a partir dela.
Dizer que saúde é prioridade não esclarece como a fila de atendimento será reduzida. Defender emprego não responde, por si só, à insegurança de quem não sabe como fechar as contas. Falar em mudança também exige explicar o que mudará e com quais consequências.
Para avaliar uma comunicação, vale perguntar se a mensagem foi percebida, compreendida e considerada relevante. São questões diferentes, que não podem ser respondidas apenas pelo número de visualizações.
O desafio estratégico está em tornar os compromissos suficientemente claros para que o cidadão consiga examiná-los. Isso inclui explicar o que depende do cargo disputado, quais são os limites da proposta e como acompanhar seus resultados.
Essa orientação não comprova que a falta de clareza tenha causado a abstenção de 2026. Ela oferece um caminho para investigar a qualidade da relação entre campanhas e sociedade.
Entre ter preferência e comparecer existe uma distância
Uma pessoa pode acompanhar a disputa e não votar. Pode ter preferência e enfrentar um impedimento. Pode concordar com uma proposta e não considerar sua participação relevante.
Por isso, interesse, preferência e comparecimento precisam aparecer como questões distintas na análise.
Uma pesquisa sobre esse comportamento deveria perguntar se a pessoa pretendia votar, se tinha uma escolha definida e o que ocorreu entre essa intenção e o dia da eleição. Sem essa sequência, é fácil atribuir à comunicação um problema que pode ter outra origem.
Também é possível que diferentes fatores se acumulem. Uma dificuldade de deslocamento pode coexistir com pouco interesse. Uma pessoa pode confiar em um candidato e, ao mesmo tempo, estar desanimada com o funcionamento das instituições.
A aproximação com esse público exige reconhecer essa complexidade. Não há fundamento para presumir que um anúncio de última hora resolveria todas essas situações.
Como ouvir quem se afastou
Uma investigação séria começaria com perguntas abertas:
O que aconteceu no dia da eleição?
A pessoa pretendia votar?
Tinha preferência por alguma candidatura?
Encontrou algum obstáculo?
Acompanhou a campanha?
O que esperava dos candidatos?
Que dúvidas permaneceram?
Perguntar apenas “por que você desistiu da política?” já pressupõe desistência. A pergunta pode induzir a resposta e esconder situações diferentes.
Também é insuficiente ouvir somente apoiadores, participantes de eventos e seguidores ativos. Esses interlocutores são importantes, mas não representam necessariamente quem mantém distância das campanhas.
A escuta precisa admitir dúvidas e críticas que contrariem a interpretação da equipe. Se todas as respostas servem apenas para confirmar a mensagem que já estava pronta, pouco se aprendeu.
Para a comunicação política, ouvir tem consequência quando permite revisar uma explicação, reconhecer um problema negligenciado ou perceber que uma promessa parece pouco crível. O resultado pode exigir mudanças mais profundas do que a troca de palavras numa publicação.
Ampliar o diálogo sem abandonar a base
Uma preocupação recorrente entre candidaturas é que conversar com pessoas mais distantes possa afastar quem já apoia.
Esse risco existe. Não há fórmula capaz de garantir novos apoios e preservar integralmente os anteriores. A política envolve escolhas, prioridades e conflitos reais.
Ainda assim, ampliar a conversa pode significar explicar melhor compromissos já assumidos. Uma candidatura pode manter suas posições e ouvir perguntas de quem não compartilha todas as suas referências.
Imagine uma proposta para reduzir a espera por consultas médicas. Apoiadores e cidadãos sem vínculo partidário podem avaliá-la por perspectivas diferentes. Ambos, porém, têm o direito de conhecer os critérios, os recursos necessários, o prazo e os mecanismos de acompanhamento.
A explicação precisa ser compreensível e manter o mesmo compromisso diante de todos.
Adaptar exemplos e linguagem não deveria produzir versões incompatíveis da candidatura. Se uma posição muda, a mudança precisa de justificativa pública. Se permanece, deve suportar perguntas que venham de fora do grupo de apoiadores.
A coerência oferece um critério para conduzir esse diálogo: quem já confia e quem está se aproximando precisam saber o que a candidatura defende e quais escolhas decorrem dessa posição.
A relação continua depois da eleição
Uma reflexão sobre conexão política ficaria incompleta se terminasse na propaganda.
Durante o mandato, o cidadão pode comparar o que ouviu com aquilo que aconteceu. Prestar contas inclui explicar uma entrega, mas também um atraso, uma limitação ou uma promessa que não avançou.
A comunicação de mandato precisa oferecer informação e possibilidade de acompanhamento. Mostrar atividades não esclarece, automaticamente, seus resultados.
Imagine alguém que apresenta uma demanda a um representante. Receber uma resposta clara, mesmo quando a solução não é imediata, oferece uma experiência diferente de encontrar silêncio até a eleição seguinte. É um exemplo hipotético, mas ajuda a pensar sobre a relação institucional.
Sentir-se representado talvez envolva perceber que sua presença importa mesmo quando você não está oferecendo um voto, um elogio ou um compartilhamento.
Essa continuidade merece fazer parte da reflexão sobre confiança. Não sabemos, com os dados aqui examinados, quanto ela explica a participação eleitoral. Mas podemos perguntar que tipo de relação a política oferece nos intervalos entre as campanhas.
O que a abstenção exige da comunicação política?
O primeiro cuidado é distinguir ausência de rejeição. O segundo é reconhecer que pessoas com o mesmo comportamento registrado podem ter chegado a ele por caminhos diferentes.
Também precisamos avaliar a comunicação além do alcance. Uma mensagem pode circular, ser lembrada e ainda deixar dúvidas sobre a proposta ou sobre quem a apresenta.
Para o planejamento, isso significa combinar pesquisa, clareza de compromissos e acompanhamento da relação com o cidadão. Significa também reconhecer quando o problema exige uma resposta institucional, e não apenas uma peça de comunicação.
Se alguém enfrentou uma barreira de acesso, é necessário compreender essa dificuldade. Se relata desconfiança, cabe investigar suas experiências. Se não percebe diferença entre as candidaturas, é preciso ouvir o que recebeu e como interpretou as mensagens.
São caminhos de investigação. Não constituem receitas comprovadas para transformar os ausentes em eleitores de determinado candidato.
O silêncio das urnas ainda precisa ser ouvido
Quem faltou em um turno não deve receber um rótulo permanente de eleitor ausente. Em 2022, a abstenção nacional caiu de 20,95% no primeiro turno para 20,59% no segundo. Essa variação mostra que o comparecimento pode mudar, embora não identifique, sozinha, quem voltou ou por quê.
No caso de 2026, ainda precisamos compreender quanto da ausência decorreu de impedimentos, quanto expressou afastamento e quanto reuniu motivos sobrepostos.
Tratar todos esses cidadãos como indiferentes seria tão precipitado quanto declarar que todos rejeitaram a política.
No artigo anterior, propus a reflexão de que, em alguma medida, o eleitor vota em si mesmo: no que acredita, no que precisa e no futuro que deseja. A ausência acrescenta uma pergunta: quem não votou deixou de se reconhecer nas opções ou encontrou dificuldades para transformar sua preferência em participação?
O desafio de quem pretende representar mais pessoas começa por levar essas diferenças a sério. A aproximação precisa fazer sentido para quem está distante e ser coerente com os compromissos assumidos diante de quem já confia.
Antes de perguntar como conquistar os ausentes, precisamos perguntar o que os afastou. E estar dispostos a ouvir algo diferente do que esperávamos.
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Sobre o autor
Christian Jauch é publicitário e estrategista político, com atuação em estratégia política eleitoral, comunicação governamental, marketing político e branding. É autor da série O Raio X do eleitor, dedicada à análise do comportamento eleitoral e da representação política no Brasil. É cofundador da Alcateia Política e membro do CAMP.
Contratação temporária busca manter serviços da rede municipal enquanto cargos aguardam preenchimento por concurso
A Prefeitura de Mauá realiza a 7ª seleção do ano para médicos especialistas, com foco na continuidade da assistência oferecida pela rede municipal. O processo simplificado prevê contratação temporária e formação de cadastro reserva, conforme o edital nº 66/2026.
Com inscrições de 13 a 27 de outubro, a seleção abrange cardiologia, ginecologia, hematologia, infectologia, neurologia adulto e pediátrica, pneumologia na área de tisiologia, psiquiatria adulto e pediátrica e reumatologia. A jornada de trabalho será de 20 horas semanais.
A medida foi estruturada para atender necessidades temporárias de excepcional interesse público e suprir cargos vagos até o preenchimento por concurso público. Os contratos terão prazo de até 12 meses, prorrogável por igual período, e haverá reserva de 5% das vagas para pessoas com deficiência.
Os candidatos deverão preencher o formulário eletrônico em https://processoseletivo.maua.sp.gov.br/ e encaminhar a documentação para saudeah@maua.sp.gov.br. A classificação ocorrerá por análise curricular, considerando formação, residência médica, títulos, Registro de Qualificação de Especialista (RQE), cursos e experiência profissional, em avaliação eliminatória e classificatória.
A atenção especializada complementa o cuidado prestado na atenção primária e deve funcionar de maneira articulada com os demais serviços do SUS. Para a secretária de Saúde, Eliene de Paula Pinto, a nova seleção demonstra o compromisso da gestão com a manutenção dos serviços e com a qualidade da assistência oferecida à população.
Medidas incluem formação profissional, divulgação da produção nacional e propostas de financiamento
O Governo Federal regulamentou o Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos com decreto assinado em 14 de outubro. A medida define responsabilidades dos órgãos públicos e diretrizes para formação profissional, fomento e promoção dos jogos brasileiros.
Entre as iniciativas está o Game Brasil, plataforma pública e gratuita destinada a catalogar e divulgar produções nacionais. Coordenada pelo Ministério da Cultura, a ferramenta deverá informar onde os jogos estão disponíveis e reunir dados sobre desenvolvedores.
Na formação, o Ministério da Educação anunciou a criação de cursos de graduação em 5 universidades federais, distribuídas pelas regiões do país, com 230 vagas pactuadas. Também estão previstas ações de qualificação do Ministério da Cultura.
O pacote inclui proposta de reduzir o valor mínimo dos empréstimos do Fundo Setorial do Audiovisual de R$ 500 mil para R$ 150 mil. A alteração será apresentada pela Ancine ao comitê gestor do fundo.
A regulamentação também aborda propriedade intelectual, acessibilidade, privacidade e proteção dos usuários. Algumas iniciativas anunciadas ainda dependem de aprovação ou regras específicas, como as mudanças nas condições de crédito e instrumentos de apoio à inovação.
Instituições têm até 30 de outubro para informar carteiras de dívidas que poderão integrar negociação
O Ministério da Fazenda iniciou a preparação do Desenrola 3.0 e convocou instituições financeiras a informar interesse na venda de carteiras de dívidas à União. O prazo para encaminhamento dos dados termina em 30 de outubro.
O edital publicado em 22 de outubro exige informações sobre renda dos clientes, quantidade de contratos e valores em aberto. Bancos, financeiras, securitizadoras e fundos de investimento integram o público dessa etapa.
A entrega dos dados é condição para participação no futuro procedimento competitivo, mas não garante a compra dos débitos. O levantamento servirá para dimensionar o programa e orientar a definição dos recursos necessários.
Os critérios divulgados contemplam contratos de até R$ 10 mil, com atrasos entre 721 e 1.644 dias, contados a partir do fim de setembro. As operações consideradas deverão permitir desconto mínimo de 90%, conforme as regras do edital.
Entre as modalidades estão cartão de crédito, cheque especial, empréstimos pessoais e financiamentos de pequenos negócios. Para MEIs, a iniciativa considera operações no CPF e no CNPJ. A fase anunciada é dirigida aos credores e ainda não corresponde à abertura de negociação para consumidores.
Medidas preveem faturamento de até R$ 110 mil em 2027 e condições para remissão de débitos federais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, em 21 de outubro, medidas do pacote Prospera MEI. As mudanças incluem ampliação do limite anual de faturamento, possibilidade de contratar até 2 empregados e perdão de débitos federais nas condições estabelecidas.
O teto de receita passará de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. A ampliação permite que empreendedores aumentem o faturamento dentro dos novos limites do regime simplificado.
A remissão alcança débitos tributários federais de titularidade da União, inscritos ou não na Dívida Ativa até 13 de outubro de 2026. Estão incluídos valores originais, multas, juros e encargos, inclusive em dívidas parceladas ou ajuizadas.
A medida está prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027. O perdão será automático, mas sua manutenção exige pagamento em dia das guias mensais do DAS nos 6 meses seguintes.
Valores já pagos não serão devolvidos. Para quem contesta judicialmente os débitos, a baixa definitiva também exige desistência da ação, conforme as condições divulgadas pelo governo.
Mudança altera calendário do funcionalismo e aproxima a dispensa do feriado nacional de Finados
O Governo do Distrito Federal transferiu para 30 de outubro o ponto facultativo referente ao Dia do Servidor Público. A mudança consta do Decreto nº 49.585, publicado no Diário Oficial do DF de 21 de outubro.
Com a alteração, 28 de outubro, uma quarta-feira, passa a ter expediente normal no calendário do GDF. A dispensa foi deslocada para a sexta-feira seguinte, antecedendo o fim de semana e o feriado nacional de Finados, em 2 de novembro.
Para os servidores abrangidos pela dispensa e sem escala específica de trabalho, o calendário reúne 4 dias consecutivos sem expediente, com retorno na terça-feira, 3 de novembro.
O decreto modifica a relação de feriados e pontos facultativos de 2026 estabelecida anteriormente pelo Executivo distrital. A mudança trata da data de dispensa do funcionalismo, sem alterar a referência nacional do Dia do Servidor Público.
Quem precisar de atendimento em órgãos distritais deve conferir os comunicados de funcionamento de cada unidade. O ponto facultativo não representa, por si só, uma determinação de fechamento para estabelecimentos privados.
Iniciativa “A voz dos meus olhos” utiliza a leitura infantil para promover encontros e acolhimento
Um projeto desenvolvido na Rede de Bibliotecas do Sesc-DF conquistou reconhecimento no Prêmio Literário Sesc Criança 2026. A iniciativa “A voz dos meus olhos: encontro de leitura e acolhimento para famílias atípicas” venceu a categoria Práticas de Mediação.
Idealizado pela bibliotecária Laura Abreu Sales, o trabalho utiliza a literatura infantil como ponto de encontro com pais de estudantes neurodivergentes. O resultado foi divulgado pela instituição em 22 de outubro.
A proposta associa a mediação de leitura ao acolhimento das famílias. Nos encontros, os livros integram uma experiência que aproxima o trabalho das bibliotecas das vivências dos participantes.
O reconhecimento foi concedido à prática de mediação desenvolvida no Distrito Federal. A categoria premiada destaca a atuação de quem constrói a aproximação entre leitores e literatura, como ocorre na iniciativa de Laura.
Com a premiação, o projeto ganha visibilidade como experiência de leitura voltada às famílias atípicas. O trabalho evidencia uma atuação das bibliotecas que inclui o encontro com os responsáveis pelos estudantes e o acolhimento por meio da literatura infantil.
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