Rodada diplomática mediada por Washington tenta abrir caminho para cessar-fogo e redefinir rumos da guerra no leste europeu.
A cidade de Abu Dhabi voltou a ocupar lugar central no noticiário internacional ao sediar uma nova rodada de negociações envolvendo Estados Unidos, Ucrânia e Rússia. O encontro, realizado em meio a um dos conflitos mais prolongados da atualidade, reacende expectativas de avanços diplomáticos e reposiciona as principais potências no esforço de construção de uma saída política para a guerra.
O movimento é interpretado como uma tentativa clara de Washington de retomar protagonismo direto na mediação, assumindo papel mais ativo na busca por mecanismos de redução das hostilidades. Ao mesmo tempo, Kiev aposta na pressão diplomática como instrumento complementar à resistência militar, enquanto Moscou tenta preservar margem de negociação sem sinalizar recuo estratégico.
Nos bastidores, a prioridade tem sido a construção de bases mínimas de confiança, com foco em temas como corredores humanitários, troca de prisioneiros e possíveis parâmetros para um cessar-fogo gradual. Ainda que não se espere um acordo definitivo no curto prazo, diplomatas avaliam que a manutenção do canal aberto já representa um ganho político relevante.
A rodada em Abu Dhabi também reflete a fadiga internacional com os efeitos colaterais da guerra, que seguem impactando mercados, cadeias de suprimentos e a estabilidade energética global. Esse cenário amplia a pressão sobre as lideranças envolvidas para apresentar sinais concretos de disposição ao diálogo.
Para o portal Mirante Social, o encontro simboliza uma virada de fase: sai de cena a lógica exclusiva da confrontação e entra, ainda que timidamente, a lógica da negociação estruturada. O desfecho permanece incerto, mas o tabuleiro internacional começa a ser reorganizado.
Renovação da frota amplia presença do órgão nas vias e melhora condições de trabalho dos servidores
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) ganhou reforço nesta semana com a chegada de 167 novas viaturas, das quais 109 são destinadas especificamente à fiscalização de trânsito. A medida tem como objetivo ampliar a atuação do órgão nas ruas, garantindo mais segurança viária e agilidade no atendimento às ocorrências.
A renovação da frota representa um investimento direto na melhoria das condições de trabalho dos servidores e no fortalecimento das ações de prevenção de acidentes. Integrado ao sistema de Segurança Pública do DF, o Detran desempenha papel essencial na organização do tráfego e na preservação de vidas.
Segundo o Governo do Distrito Federal (GDF), a entrega das novas viaturas faz parte de um planejamento estratégico baseado na integração entre as forças públicas e na busca por resultados concretos. “Com planejamento, integração entre as forças e foco em resultado, o GDF segue avançando em entregas que impactam positivamente o dia a dia da população”, afirmou a gestão em comunicado.
A presença mais efetiva do Detran nas vias deve contribuir para a fluidez do trânsito e para a redução de infrações, promovendo um ambiente mais seguro para motoristas, ciclistas e pedestres.
A iniciativa reforça o compromisso do governo com a modernização dos serviços públicos e o aprimoramento da mobilidade urbana no Distrito Federal.
Mudanças constantes em cargos públicos elevam riscos reputacionais; empresas buscam infraestrutura de decisão para evitar multas de até 20% do faturamento
Com a proximidade das eleições de 2026, o cenário corporativo brasileiro se prepara para um dos períodos de maior volatilidade na gestão de riscos. O dinamismo das listas de Pessoas Expostas Politicamente (PEPs) atinge seu pico em anos eleitorais, transformando o monitoramento de terceiros em um verdadeiro ‘alvo móvel’. Nesse contexto, parceiros ou fornecedores aprovados em processos de onboarding hoje podem se tornar riscos jurídicos graves em questão de dias devido a novas nomeações e trocas de cargos.
Para Gustavo Tremel, cofundador e CEO da startup catarinense VAAS, o maior perigo para as organizações é confiar no que ele define como ‘foto estática’. “O onboarding que você fez hoje pode ignorar que seu fornecedor se tornou um PEP amanhã”, analisa o executivo. Tremel alerta que, sob a Lei Anticorrupção (12.846/13), a responsabilidade das empresas é objetiva: “Se um parceiro cometer um ilícito em seu interesse, sua empresa responde junto, com multas de até 20% do faturamento”.
Compliance reativo é falho
O modelo tradicional de checagens esporádicas tem se mostrado insuficiente diante da velocidade das mudanças no setor público. Segundo Tremel, o compliance reativo é o maior inimigo da operação de uma empresa. “A dependência de verificações manuais em um ano de renovação massiva de cargos expõe as companhias a pontos cegos que podem comprometer a marca e a saúde financeira do negócio”, explica o CEO da VAAS.
A resposta para essa volatilidade reside na tecnologia de monitoramento contínuo: em vez de apenas checar a entrada, a ideia é vigiar o risco durante todo o ciclo de vida do parceiro ou cliente. Essa abordagem permite que as empresas mantenham conformidade rigorosa não apenas com a Lei Anticorrupção, mas também com diretrizes setoriais específicas, como a Circular BACEN 3.978/20, que rege políticas de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD).
Tecnologia atua como infraestrutura de decisão
A orquestração de dados, proposta pela VAAS, surge como ferramenta para garantir que o rigor do compliance não se torne um gargalo para o crescimento das empresas. Gustavo Tremel conta que a integração de diferentes fontes de dados e aplicações em um único hub permite uma visão total da exposição ao risco.
“Os benefícios são diversos. Destaco o mapeamento de UBO (beneficiário final), que identifica os reais controladores de empresas em segundos; o monitoramento ativo de mudanças de status de PEPs, varredura de mídias negativas e critérios ESG; e a geração de dossiê probatório com apenas um clique, assegurando segurança jurídica”, pontua o executivo.
Tremel conclui que ao adotar inovação no compliance, o empreendedor se protege em cenários turbulentos como o eleitoral. “Para as empresas que buscam navegar a instabilidade de 2026, a mensagem é clara: a reputação não pode ser deixada ao acaso”, finaliza o cofundador da VAAS.
O Pacto Nacional - Brasil contra o Feminicídio é uma resposta dos Três Poderes – Governo do Brasil, Congresso Nacional e Poder Judiciário – à escalada da violência de gênero, traduzida na alarmante estatística de quatro vítimas de feminicídio a cada 24 horas no país. Foto: Ricardo Stuckert/Secom-PR
Em iniciativa inédita, líderes dos Três Poderes se uniram nesta quarta (4/2) numa ação conjunta de combate ao feminicídio, crime responsável por quatro mortes diárias no país
Num evento que congregou os Três Poderes em uma ação inédita de prevenção e combate ao feminicídio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a mensagem de que o tema exige engajamento de todos, mas em especial dos homens. “Lutar contra o feminicídio e todas as formas de violência contra as mulheres deve ser responsabilidade de toda a sociedade. Mas, principalmente e especialmente, dos homens”, afirmou, em um salão lotado de autoridades e representantes da sociedade civil no Palácio do Planalto.
O Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio tem como objetivos acelerar o cumprimento de medidas protetivas, fortalecer redes de enfrentamento à violência em todo o território nacional, ampliar ações educativas e responsabilizar os agressores. Ele representa uma resposta dos Três Poderes – Governo do Brasil, Congresso Nacional e Poder Judiciário – à escalada da violência de gênero, traduzida em uma alarmante estatística de quatro vítimas de feminicídio a cada 24 horas no país.
“É inadmissível que enquanto fortalecemos os instrumentos de proteção, a exemplo da Lei Maria da Penha e da Lei do Feminicídio, homens continuem agredindo e assassinando mulheres. A segurança de meninas e mulheres é condição necessária para a nossa evolução enquanto sociedade e para o exercício pleno da democracia. Hoje, começamos uma nova era na relação entre homens e mulheres. O que queremos é ser parceiros para que a gente possa fazer a sociedade brasileira, e possivelmente a humanidade, melhorar. Esse gesto ultrapassa a fronteira do Brasil”, afirmou Lula.
Para garantir a efetividade das ações, o pacto institui uma estrutura formal de governança, com a criação do Comitê Interinstitucional de Gestão, coordenado pela Presidência da República. O decreto que cria o colegiado foi assinado durante o evento. O colegiado reunirá representantes dos três Poderes, com participação permanente de Ministérios Públicos e Defensorias Públicas, assegurando acompanhamento contínuo, articulação federativa e transparência. Pelo Executivo, integram o comitê Casa Civil, Secretaria de Relações Institucionais e os ministérios das Mulheres e da Justiça e Segurança Pública.
Ao reforçar o chamado à ação, Lula alertou para o papel da omissão social na perpetuação da violência. “É inaceitável que mulheres continuem sendo espancadas e assassinadas todos os dias sob o olhar de uma sociedade que peca por omissão. Que se cala diante de cenas cotidianas de abuso e violência. É preciso deixar bem claro: qualquer sinal de maus tratos na rua, gritos na vizinhança, abusos e intolerância no ambiente de trabalho, cada gesto de violência, é um feminicídio anunciado. Não podemos nos calar. Não podemos mais nos omitir e fingir que não temos nada a ver com isso”.
RESPEITO – Uma das responsáveis pela mobilização em torno do combate ao feminicídio que culminou no pacto assinado no Planalto, a primeira-dama Janja Lula da Silva discursou representando as mulheres do país. “O ciclo de violência contra as mulheres e o feminicídio viraram regra. A banalização do corpo feminino, ensanguentado, mutilado, arrastado pelo asfalto, queimado e jogado do alto de um prédio é inaceitável para um país que vive em pleno desenvolvimento e é reconhecido internacionalmente por suas políticas públicas”, afirmou Janja. “Estamos exaustas, mas não estamos desistindo e jamais desistiremos da vida de nenhuma de nós. Por isso pedimos que vocês, homens, estejam ao nosso lado. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas e queremos vocês, homens, nessa luta ao nosso lado. Todos por todas”, prosseguiu.
DIA PARA A HISTÓRIA – Para a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), a assinatura do Pacto é um marco. “Hoje é um dia para entrar na história. A violência contra meninas e mulheres não pode e não deve ser vista com naturalidade, embora esteja enraizada na formação histórica machista, patriarcal e injusta da sociedade. Usaremos de toda a nossa estrutura para atingir esse objetivo. Cabe a cada um e a cada uma de nós trabalhar cada vez mais para transformar este pacto em realidade pelos direitos, pela igualdade e pela vida das meninas e das mulheres”.
AGILIDADE – Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin declarou que a Justiça nos casos de feminicídio será cada vez mais célere. “Não podemos normalizar esse estado de coisas. O feminicídio é uma violação de direitos humanos que deve ser repudiada, punida e erradicada da vida social”, frisou. “Não haverá igualdade e liberdade de fato para todas as pessoas enquanto as meninas e mulheres brasileiras precisarem conviver todos os dias com a perspectiva de serem vítimas dessa violência. É preciso prevenir, responsabilizar e proteger. Com este pacto de hoje vamos avançar. A Justiça será cada vez mais rápida no julgamento. A verdadeira paz não nasce do medo e do silêncio, mas floresce quando há proteção, liberdade e dignidade”, disse Fachin.
URGÊNCIA – Os dados do sistema de Justiça evidenciam a dimensão e a urgência do enfrentamento ao feminicídio. Em 2025, a Justiça brasileira julgou, em média, 42 casos de feminicídio por dia, totalizando 15.453 julgamentos, um aumento de 17% em relação ao ano anterior. No mesmo período, foram concedidas 621.202 medidas protetivas, o equivalente a 70 por hora, segundo o Conselho Nacional de Justiça. Já o Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, coordenado pelo Ministério das Mulheres, registrou, em média, 425 denúncias por dia em 2025.
INADMISSÍVEIS – Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta classificou essas estatísticas como inadmissíveis. “Infelizmente, nosso Brasil fechou o ano de 2025 com uma média de quatro mulheres assassinadas por dia. É inconcebível que permitamos que esses números continuem a acontecer. Mais do que assinar um documento, temos que ter a capacidade de agir e de enfrentar uma agenda que passa pelo endurecimento das leis, pela ação do Estado. Governo Federal, estados e municípios coibindo, através das nossas forças de segurança e respondendo de forma imediata a quem agir dessa forma, seja na violência contra a mulher, seja cometendo qualquer outro tipo de crime”, ressaltou.
PRIORIDADE – Ao unir os Três Poderes em uma ação coordenada e permanente, o pacto reforça a prioridade do tema na agenda nacional e convoca estados, municípios e a sociedade a atuarem de forma conjunta no enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. A iniciativa estabelece uma atuação inédita, coordenada e permanente entre os três Poderes para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país. O Pacto parte do reconhecimento de que a violência contra as mulheres e meninas no país é uma crise estrutural que não pode ser enfrentada por ações isoladas.
RESPOSTA FIRME – Presidente do Congresso Nacional e do Senado Federal, Davi Alcolumbre classificou o feminicídio como uma ferida do país e disse que o Estado não se omitirá. “O feminicídio não é uma estatística. É o lado mais cruel de uma violência que atravessa todos os dias a vida de milhares de mulheres brasileiras. É uma chaga aberta na sociedade brasileira e, como tal, deve ser tratado como problema de Estado e não de governo. Esse é um aviso claro de que o Estado brasileiro não está omisso. Enquanto houver violência contra as mulheres, haverá resposta firme das instituições”
O que muda com o Pacto Nacional – Brasil contra o Feminicídio
Medidas protetivas mais rápidas e que funcionem de verdade
Menos tempo entre a denúncia e a proteção efetiva da mulher. A ideia é que decisões judiciais, polícia, assistência social e rede de acolhimento passem a agir de forma coordenada, sem “empurra-empurra”.
Estado inteiro olhando para o mesmo caso
Executivo, Legislativo e Judiciário e órgãos de controle compartilham informações e acompanham os casos de forma integrada, do pedido de ajuda até o desfecho, reduzindo falhas que hoje colocam mulheres em risco.
Mais do que assinar um documento, temos que ter a capacidade de agir e de enfrentar uma agenda que passa pelo endurecimento das leis, pela ação do Estado. Governo Federal, estados e municípios coibindo, através das nossas forças de segurança e respondendo de forma imediata a quem agir dessa forma, seja na violência contra a mulher, seja cometendo qualquer outro tipo de crime” Hugo Motta Presidente da Câmara dos Deputados
Mais prevenção antes da violência virar morte
Campanhas permanentes, educação para direitos, capacitação de agentes públicos e ações para mudar a cultura de violência — inclusive envolvendo homens como parte da solução.
Agressores responsabilizados com mais rapidez
Processos mais céleres, menos impunidade e respostas mais firmes a quem descumpre medidas protetivas ou comete violência.
Atenção especial a quem corre mais risco
Foco em mulheres negras, indígenas, quilombolas, periféricas, do campo, com deficiência, jovens, idosas e moradoras de áreas remotas ou em maior vulnerabilidade.
Resposta a novas formas de violência
Enfrentamento da violência digital, como perseguição, ameaças e exposição online, que muitas vezes antecedem agressões físicas.
Cobrança pública de resultados
Relatórios periódicos, metas e prestação de contas: o pacto não fica só no anúncio — ele cria obrigação de mostrar o que está funcionando e o que precisa mudar.
Hoje é um dia para entrar na história. A violência contra meninas e mulheres não pode e não deve ser vista com naturalidade. Cabe a cada um e a cada uma de nós trabalhar cada vez mais para transformar este pacto em realidade pelos direitos, pela igualdade e pela vida das meninas e das mulheres” Gleisi Hoffmann Ministra da Secretaria de Relações Institucionais
TODOS POR TODAS – O lançamento do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio foi acompanhado pelo início de uma estratégia de comunicação de alcance nacional, orientada pelo conceito “Todos juntos por todas”. O objetivo é ampliar o combate ao feminicídio para além de mulheres e meninas e convocar toda a sociedade, especialmente os homens, a assumir um papel ativo como aliado no enfrentamento à violência.
ILUMINAÇÃO – Como ação simbólica, os edifícios do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal receberão iluminação com as cores do pacto. O Congresso Nacional realizará uma projeção mapeada com dados sobre o feminicídio no Brasil, evidenciando a união dos três Poderes no enfrentamento à violência contra as mulheres.
SITE – A estratégia inclui ainda o site TodosPorTodas.br, que reunirá informações sobre o pacto, divulgará as ações previstas, apresentará canais de denúncia e políticas públicas de proteção às mulheres, além de estimular o engajamento de instituições públicas, empresas privadas e da sociedade civil. A plataforma disponibilizará também um guia para download, com informações sobre os diferentes tipos de violência, políticas de enfrentamento e orientações práticas para uma comunicação responsável, alinhada ao compromisso de salvar vidas.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Nova indicação amplia estratégias de prevenção cardiovascular em pacientes com obesidade, diabetes e alto risco cardíaco, explica cardiologista cooperada da Unimed Goiânia, Dra. Fabíola Siqueira
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do uso da semaglutida para auxiliar na redução do risco de eventos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). A decisão representa um avanço relevante no enfrentamento das doenças cardiovasculares, que seguem como a principal causa de morte no Brasil. A nova indicação se baseia em estudos clínicos que demonstraram benefícios além da perda de peso, especialmente na redução de eventos cardiovasculares em grupos específicos de pacientes.
Segundo a cardiologista cooperada da Unimed Goiânia, Dra. Fabíola Siqueira, a aprovação traz impactos diretos para a prática clínica, mas deve ser compreendida dentro de um contexto mais amplo de cuidado com a saúde. “A aprovação do uso ampliado da semaglutida para auxiliar na redução de eventos cardiovasculares é mais uma arma contra a principal causa de mortalidade no Brasil. Na prática clínica, essa mudança só tem valor quando associada a hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e cessação do tabagismo, independentemente da quantidade de peso perdida”, ressalta.
Para quem a nova indicação é recomendada
A ampliação da indicação da semaglutida não se destina a toda a população de forma indiscriminada. De acordo com a médica, os benefícios cardiovasculares comprovados nos estudos clínicos estão diretamente relacionados a um perfil específico de pacientes, que já apresentam risco aumentado para eventos como infarto e AVC. “Os pacientes que se beneficiam do uso das semaglutidas são aqueles com obesidade e/ou diabetes associados à doença cardiovascular estabelecida, além de indivíduos classificados como de alto ou muito alto risco cardiovascular”, explica.
Essa diferenciação é fundamental para evitar o uso inadequado do medicamento e garantir que ele seja empregado de forma segura e eficaz. A especialista destaca que a nova indicação foi embasada em evidências científicas robustas, obtidas a partir de estudos que avaliaram desfechos cardiovasculares, e não apenas a perda de peso ou o controle glicêmico isolado. Nesse contexto, a semaglutida passa a ocupar um papel estratégico dentro da cardiologia preventiva, especialmente em pacientes que já convivem com múltiplos fatores de risco.
Ainda assim, a cardiologista reforça que a prescrição deve ser individualizada, considerando o histórico clínico, o perfil metabólico e as condições gerais de saúde de cada paciente. A avaliação médica criteriosa é indispensável para definir se o medicamento é realmente indicado e se os potenciais benefícios superam eventuais riscos. A nova aprovação, portanto, não substitui a análise clínica detalhada, mas amplia o arsenal terapêutico disponível para situações bem definidas.
Medicamento como complemento, não substituição do tratamento tradicional
Apesar do avanço representado pela aprovação da Anvisa, a semaglutida não deve ser vista como uma solução isolada ou substitutiva das estratégias tradicionais de prevenção cardiovascular. Fabíola é enfática ao afirmar que o medicamento atua como um complemento ao tratamento já estabelecido. “O uso da semaglutida é um complemento ao tratamento das doenças cardiovasculares e aos hábitos saudáveis. Ele vem somar. Jamais substituir as medicações e o estilo de vida nesse combate”, pontua.
Na prática, isso significa que o controle da pressão arterial, do colesterol, da glicemia, além da adoção de hábitos saudáveis, continua sendo a base da prevenção cardiovascular. A semaglutida atua de forma integrada, auxiliando na melhora do perfil metabólico e contribuindo para a redução do risco de eventos graves, mas não elimina a necessidade de acompanhamento médico contínuo nem de mudanças no estilo de vida.
Outro ponto importante destacado pela especialista diz respeito à segurança no uso do medicamento. “O uso deve sempre ser orientado e prescrito pelo médico, seguindo as indicações e monitorando os efeitos colaterais”, alerta. Entre os principais efeitos adversos estão sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarreia ou constipação, além de possíveis reações locais relacionadas à aplicação subcutânea. O acompanhamento clínico é essencial para ajustar doses, avaliar tolerância e garantir a adesão adequada ao tratamento.
Impacto na prevenção cardiovascular ainda será avaliado
Embora as evidências científicas que embasaram a decisão da Anvisa sejam consideradas promissoras, a cardiologista destaca que ainda é cedo para mensurar o impacto populacional da nova indicação na redução das doenças cardiovasculares no Brasil. “Ainda é cedo para avaliarmos o impacto sobre as doenças cardiovasculares, mas as evidências são promissoras sobre essa classe de medicamentos, que vai muito além da perda de peso”, afirma.
Segundo Fabíola, os benefícios observados estão relacionados à melhora do perfil metabólico como um todo, o que inclui redução de inflamação, melhor controle glicêmico e efeitos positivos sobre fatores de risco cardiovascular. Esses mecanismos ajudam a explicar a diminuição da incidência de infarto e AVC observada nos estudos clínicos, especialmente em pacientes de maior risco.
A expectativa é que, com o uso criterioso e bem indicado da semaglutida, aliado às estratégias clássicas de prevenção, seja possível avançar no controle das doenças cardiovasculares ao longo dos próximos anos. Para a especialista, a aprovação representa mais um passo no aprimoramento da medicina preventiva, reforçando a importância de abordagens integradas e baseadas em evidências científicas. “Trata-se de uma ferramenta importante, mas que precisa ser usada com responsabilidade, sempre dentro de um plano de cuidado global para o paciente”, conclui
Investimento de R$ 3 bilhões fortalece interiorização, reduz desigualdades regionais e consolida política nacional de qualificação profissional
O fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) ganhou um novo e decisivo impulso nesta terça-feira (3), com o lançamento de um amplo conjunto de medidas voltadas à formação e ao provimento de especialistas em todo o país. O Ministério da Saúde anunciou a abertura de edital para 3 mil novas vagas de residência médica, além da seleção de 900 médicos especialistas para atuação direta na rede pública, dentro da estratégia do programa Agora Tem Especialistas.
Com a iniciativa, o governo federal passa a financiar mais de 60% de todas as bolsas de residência médica existentes no Brasil, o equivalente a cerca de 35 mil profissionais em formação. O investimento total previsto é de R$ 3 bilhões, direcionado especialmente a áreas consideradas prioritárias para o SUS e a regiões com maior carência de profissionais.
A política pública tem como eixo central a ampliação da oferta e a melhor distribuição de médicos especialistas no território nacional, enfrentando um dos gargalos históricos da saúde brasileira. Em parceria com o Ministério da Educação, já foram criados 806 novos programas de residência médica, ampliando de forma estruturante a capacidade do país de formar especialistas.
Os resultados começam a aparecer em áreas estratégicas: cirurgia oncológica e neurologia pediátrica registraram crescimento de aproximadamente 15% nas vagas, enquanto oftalmologia teve aumento de 14% e radioterapia, 10%. São especialidades diretamente relacionadas ao diagnóstico precoce, tratamento oportuno e redução da mortalidade.
Paralelamente, o edital para 900 médicos especialistas contempla 16 áreas prioritárias, como anestesiologia, cirurgia geral, radiologia, mastologia, ginecologia e oncologia clínica. Esses profissionais terão como foco principal regiões remotas, áreas de alta demanda e localidades em situação de maior vulnerabilidade social. Atualmente, 583 especialistas já atuam pelo programa, e a expectativa é alcançar 1.500 médicos em atividade, com quase metade no interior do país.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, as ações fazem parte de uma política contínua e integrada. Segundo ele, o Brasil enfrenta dois grandes desafios: ampliar a formação especializada e garantir qualificação permanente aos profissionais de saúde. A estratégia, afirmou, é estruturar um sistema capaz de formar, atualizar e valorizar quem está na linha de frente do cuidado.
Ao consolidar investimentos robustos, ampliar vagas e direcionar profissionais para onde a população mais precisa, o governo federal reforça o compromisso de transformar a formação em saúde em um pilar permanente de fortalecimento do SUS, assegurando atendimento mais rápido, especializado e de qualidade para milhões de brasileiros.
Ações foram protocoladas pelo Ministério Público Militar (MPM)
O Superior Tribunal Militar (STM) recebeu nesta terça-feira (3) pedido do Ministério Público Militar (MPM) para que o ex-presidente Jair Bolsonaro, três generais do Exército e um almirante da Marinha sejam expulsos das Forças Armadas em função da condenação na ação penal da trama golpista.
O MPM entrou com ações de perda do oficialato contra Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, os generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira, Braga Netto e o almirante Almir Garnier. Todos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na ação penal do núcleo crucial da trama golpista.
A medida do MPM foi tomada após o Supremo declarar, no ano passado, o trânsito em julgado das condenações, ou seja, reconhecer o fim da possibilidade de recorrer e determinar a prisão do ex-presidente e dos demais condenados.
De acordo com a Constituição, o oficial das Forças Armadas pode ser expulso no caso de condenação criminal superior a dois anos de prisão. No caso do processo da trama golpista, as penas de Bolsonaro e dos demais acusados variam entre 19 e 27 anos de prisão.
Se a perda das patentes for decretada pelo STM, o salário que Bolsonaro e os demais militares recebem será repassado para a esposa ou filhas em forma de pensão. O benefício é conhecido como “morte ficta” e está previsto na legislação das Forças Armadas desde 1960.
O tribunal militar é composto por 15 ministros, sendo cinco civis e dez militares, cujas cadeiras estão distribuídas entre quatro vagas destinadas ao Exército, três à Marinha e três à Aeronáutica.
Relatores
Após o MPM protocolar as ações, o tribunal definiu eletronicamente os relatores dos processos. A ação contra Bolsonaro será relatada por um ministro oriundo da Aeronáutica. O processo contra o general Braga será relatado por um ministro da cadeira do Exército.
Bolsonaro: ministro Carlos Vyuk Aquino (Aeronáutica);
Almirante Garnier: ministra Veronica Sterman (Civil);
General Paulo Sergio Nogueira: ministro Barroso Filho (Civil);
General Heleno: ministro Celso Luiz Nazareth (Marinha);
General Braga Netto: ministro Flavio Marcus Lancia (Exército).
Julgamento
Em coletiva de imprensa, a presidente do STM, ministra Maria Elisabeth Rocha, explicou que o tribunal não tem prazo legal para julgar as ações.
A presidente disse que vai pautar os processos para julgamento imediatamente após os relatores liberarem os casos para julgamento. De acordo com as regras internas do STM, a presidente só vota em caso de empate e sempre a favor do réu nas ações de perda do oficialato.
“Não pretendo procrastinar o julgamento de questões tão relevantes que são submetidas à apreciação dessa Corte”, afirmou.
Prefeitura abre credenciamento temporário para empresas operarem linhas urbanas e rurais enquanto modelo definitivo do serviço é estruturado.
A Prefeitura de Novo Gama publicou chamamento público emergencial para o credenciamento de empresas interessadas em operar o transporte coletivo urbano e rural do município. A medida tem caráter temporário e busca assegurar a continuidade do serviço essencial à população, após a interrupção das atividades por antigos permissionários.
A autorização concedida às empresas credenciadas terá vigência inicial de seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período. Durante esse intervalo, a administração municipal irá elaborar o modelo definitivo de concessão do transporte coletivo, garantindo maior estabilidade, planejamento e qualidade no atendimento aos usuários.
O período de credenciamento ocorre entre os dias 2 de fevereiro e 2 de março de 2026. As empresas interessadas devem apresentar a documentação exigida no protocolo da Prefeitura ou por meio eletrônico, conforme orientações detalhadas no edital publicado.
Para atender a demanda do município, o edital estabelece a disponibilização mínima de 17 veículos, sendo 14 destinados às linhas urbanas e três às rotas rurais. Os ônibus devem ter no máximo 15 anos de fabricação e atender a critérios técnicos obrigatórios, como sistema de rastreamento por GPS, acessibilidade para pessoas com deficiência, manutenção periódica e higienização regular.
A tarifa do transporte coletivo permanecerá fixada em R$ 3,75, conforme decreto municipal vigente. Também estão mantidas todas as gratuidades previstas em lei, beneficiando idosos, crianças de até cinco anos, pessoas com deficiência, agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, guardas civis municipais e carteiros em serviço. Qualquer eventual reajuste tarifário dependerá de análise técnica, apresentação de planilha de custos e autorização expressa do Poder Executivo.
A fiscalização do serviço ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito, que acompanhará o cumprimento de horários, itinerários e padrões de qualidade. As empresas credenciadas deverão apresentar relatórios mensais com informações detalhadas sobre receitas, despesas e número de passageiros transportados.
O edital também prevê penalidades em caso de descumprimento das normas, incluindo advertências, multas e até a revogação da autorização. A transferência da permissão para terceiros é vedada, salvo mediante autorização formal do município.
Após a conclusão do processo de credenciamento, as empresas habilitadas deverão iniciar a operação no prazo máximo de dez dias, contados a partir da publicação do decreto de autorização. O chamamento reforça o compromisso da gestão municipal com a mobilidade urbana e o direito de ir e vir da população de Novo Gama, especialmente dos moradores de bairros mais afastados e da zona rural.
Linha fina: Em meio a tensões geopolíticas e rearranjos de poder, Teerã abre espaço para negociações com os Estados Unidos e reacende o debate sobre segurança internacional.
O mundo voltou a olhar para o Oriente Médio nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, quando o principal diplomata do Irã sinalizou disposição para retomar as negociações com os Estados Unidos em torno de um novo acordo nuclear. O anúncio, feito em tom cauteloso, foi suficiente para recolocar o tema no centro da agenda internacional e provocar reações imediatas entre governos, analistas e organismos multilaterais.
A fala ocorre em um contexto delicado, marcado por instabilidade regional, sanções econômicas e a crescente pressão da comunidade internacional por mecanismos de controle e transparência no programa nuclear iraniano. Mais do que um gesto diplomático, o aceno de Teerã representa uma tentativa de reposicionamento estratégico diante de um cenário global em transformação.
Nos bastidores da política internacional, a possível retomada do diálogo é vista como uma janela de oportunidade para reduzir riscos de escalada militar e reconstruir pontes institucionais rompidas nos últimos anos. Ao mesmo tempo, há cautela: experiências anteriores mostram que o caminho das negociações é longo, técnico e altamente sensível a fatores políticos internos de ambos os países.
Especialistas destacam que a reabertura do canal diplomático também dialoga com interesses econômicos, sobretudo diante das sanções que impactam diretamente a população iraniana. A diplomacia, nesse sentido, volta a ser apresentada como instrumento de estabilidade e desenvolvimento.
O movimento do Irã reforça uma tendência global: em tempos de incerteza, o diálogo institucional reaparece como ferramenta central da política internacional. Mais do que um acordo, o que está em jogo é a redefinição de confiança entre nações.
Em discurso político e simbólico, presidente destaca a Constituição como pilar da estabilidade democrática brasileira.
A abertura do Ano Judiciário de 2026 foi marcada por um discurso que ultrapassou o protocolo institucional. Diante das principais autoridades do Judiciário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma defesa enfática da democracia, da Constituição e do papel das instituições como garantidoras do Estado de Direito.
Em um país que viveu intensas disputas políticas nos últimos anos, a fala do presidente foi interpretada como um gesto de pacificação institucional. Lula resgatou o valor do diálogo entre os Poderes e destacou que a democracia brasileira se fortalece quando cada instituição cumpre seu papel com responsabilidade e respeito mútuo.
O discurso também trouxe um recado claro sobre os desafios contemporâneos, como a desinformação, os ataques às instituições e a necessidade de preservar a confiança da população no sistema democrático. Ao citar esses pontos, o presidente conectou o passado recente às responsabilidades do presente.
Nos corredores políticos, a avaliação é de que a manifestação do chefe do Executivo busca consolidar um ambiente de estabilidade para 2026, reforçando a previsibilidade institucional como base para o crescimento econômico e social do país.
Mais do que palavras, o pronunciamento sinaliza uma estratégia política: reafirmar valores democráticos como eixo central do governo e reposicionar o Brasil no cenário internacional como uma democracia sólida e confiável.
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