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GDF Mais Perto do Cidadão leva serviços e lazer a mais de 4 mil pessoas em Ceilândia

Mais de 4 mil pessoas participaram da 63ª edição do GDF Mais Perto do Cidadão, realizada nesta sexta (31) e sábado (1º) no estacionamento da CEPI Ipê Branco, atrás da Praça dos Direitos, em Ceilândia. Promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF), o evento levou dois dias de serviços gratuitos de cidadania, saúde, capacitação e lazer à comunidade, marcando a quinta vez que o programa retorna à região administrativa.

Somando as cinco edições em Ceilândia, o programa já mobilizou mais de 40 mil pessoas, reflexo do grande engajamento da comunidade com as ações do GDF. Desde o início do projeto, em fevereiro de 2023, mais de meio milhão de pessoas foram atendidas em todo o Distrito Federal.

A programação reuniu dezenas de serviços públicos e atividades culturais, oficinas, atendimentos de beleza e espaços de convivência, além de uma área especial voltada às crianças, com brinquedos, jogos e atrações educativas. Entre os serviços mais procurados estiveram os atendimentos de saúde, a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), orientações jurídicas e ações do Na Hora.

A autônoma Ana Paula Negri Santos aproveitou a oportunidade para resolver pendências e garantir lazer para os filhos. “Consegui tirar a nova identidade dos meus três filhos, medir a pressão, fazer exames e ainda ver eles se divertirem muito com os brinquedos e pipoca. Foi um dia completamente especial, de lazer, cuidado e de resolver problemas”, contou.

A dona de casa Joana Silveira, 59 anos, moradora de Ceilândia, também celebrou a chegada do evento à sua região. “Medi a pressão, atualizei o cartão de vacinação e fiz a nova identidade no Na Hora. Ainda conheci as artesãs do Banco de Talentos e fiquei encantada com os produtos. Tudo muito organizado e acolhedor”, relatou.

Futebol e integração comunitária

Um dos pontos altos da programação foi a final do campeonato de futebol society, com a participação de meninos e meninas alunos da Praça dos Direitos da QNM 13, equipamento público também gerido pela Sejus. As partidas, realizadas na manhã de sábado (1º) ao lado do evento, na Praça dos Direitos, mobilizaram mais de 100 jovens atletas nas categorias Sub-13 (masculino) e Sub-15 (feminino).

Os times campeões receberam medalhas e troféus entregues pela vice-governadora Celina Leão e pela secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, que destacaram o papel social e transformador da iniciativa. “O GDF Mais Perto do Cidadão é um programa fundamental para aproximar o governo da população. Ao levar serviços e atendimentos para diversas regiões, a iniciativa reforça o compromisso do Governo do Distrito Federal com a inclusão, a cidadania e o bem-estar das pessoas”, afirmou Celina Leão.

“A cada edição, reafirmamos nosso propósito de levar dignidade, oportunidades e acolhimento. É muito mais do que prestação de serviços — é transformação social acontecendo de forma concreta”, ressaltou Marcela Passamani.

Diversão garantida para as crianças

As crianças tiveram um espaço exclusivo, com games, brincadeiras e brinquedos de madeira produzidos por reeducandos da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), órgão vinculado à Sejus. Carrinhos, ioiôs e jogos de dama foram distribuídos gratuitamente, todos confeccionados nas oficinas de marcenaria do sistema prisional. A programação infantil contou ainda com cama elástica, corrida de quadriciclo, teatrinho do Detran-DF, além de pipoca e algodão-doce — tudo para garantir alegria e descontração às famílias.

Na sexta-feira (31), o evento também recebeu a 21ª edição do programa Nasce uma Estrela, que reuniu mais de 100 participantes, entre doulas, técnicas de enfermagem, bombeiros e gestantes. O curso teve a participação especial do Dr. Ricardo Fonseca, o “superpediatra”, com palestras sobre amamentação, recuperação pós-parto e primeiros socorros com bebês. Ao final, as participantes receberam bolsas com roupas, mantas e itens essenciais para o bebê — todas confeccionadas por pessoas privadas de liberdade capacitadas pela Funap-DF.

A gestante Jane da Cunha Silva, 34 anos, no quinto mês de gravidez, saiu encantada com o aprendizado. “Foi um curso maravilhoso, que me deixou mais segura para a gestação, o parto e a chegada da minha filha Aurora”, contou. Animada, ela também se inscreveu para o Casamento Comunitário, programa da Sejus que será realizado no dia 7 de dezembro, reunindo mais de 100 casais em uma cerimônia especial.

Beleza, cuidados e atenção aos pets

Além dos atendimentos de saúde, cidadania e beleza, o programa incluiu ações voltadas ao bem-estar animal. A dona de casa Cleide Freitas, 43 anos, levou o filho Lucas, de 13, para jogar a final do campeonato e aproveitou o dia para vacinar a cachorrinha Meg. “Aproveitei o dia todo. Meu filho jogou, vacinei a Meg e ainda levei meu marido para cortar o cabelo de graça. Foi uma ação completa”, contou.

Durante o evento, mais de 600 animais foram cadastrados para castração e vacinados, em parceria com a Secretaria de Proteção Animal (Sepan), que instalou um trailer com atendimentos veterinários. Com 63 edições realizadas desde 2023, o GDF Mais Perto do Cidadão se consolidou como uma das maiores ações itinerantes do Governo do Distrito Federal.

Adasa sedia conferência internacional sobre o papel dos Museus da Água na adaptação às mudanças climáticas

De 4 a 7 de novembro, Brasília será palco da 6ª Conferência Internacional da Rede Global de Museus da Água (WAMU+NET), que reunirá especialistas de mais de 40 países para discutir o papel dos museus e instituições culturais na promoção de novos usos da água e na construção de futuros mais resilientes. Sob o tema “Adapting to Climate Change: The Role of Museums in Promoting New Water Uses for Resilient Futures”, o encontro será realizado no Espaço Cultural Caesb, com organização da Adasa, em parceria com a UNESCO, a Caesb e a Global Network of Water Museums  (WAMU+NET).

A conferência faz parte da agenda internacional da UNESCO-IHP (Programa Hidrológico Internacional) e chega ao Brasil em um momento estratégico, às vésperas da COP 30, que ocorrerá em Belém (PA). O evento propõe integrar ações culturais, educacionais e científicas na resposta global à crise climática, com foco em governança participativa da água, educação ambiental e valorização do conhecimento tradicional e indígena.

Para isso, contará com sessões plenárias, mesas-redondas, exposições de pôsteres e atividades culturais, abordando temas como educação para a sustentabilidade, patrimônio hídrico, tecnologias hídricas ancestrais e resiliência comunitária. Entre os participantes confirmados estão pesquisadores e representantes de instituições da UNESCO, da Águas e Energia do Porto (Portugal), do Living Waters Museum (Índia), da Universidade de Tocantins (Brasil) e do IHE Delft Institute for Water Education (Holanda).

Um dos destaques do encontro será a apresentação do Memorial Internacional da Água (MINA), concebido pelo arquiteto Oscar Niemeyer e atualmente em fase de implantação sob coordenação da Adasa. O memorial, que será construído em Brasília, foi idealizado para se tornar um espaço simbólico e educativo dedicado à valorização da água como patrimônio da humanidade, servindo também como referência internacional para a rede de museus da água das Nações Unidas. O projeto será apresentado em sessão especial pelos diretores da Adasa Rogério Rosso, Félix Palazzo e Apolinário Rebêlo, com participação do presidente da WAMU+NET, Eddy Moors.

A cerimônia de abertura oficial ocorrerá no dia 5 de novembro, às 10h, reunindo autoridades nacionais e internacionais, entre elas o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, a vice-governadora, Celina Leão, o diretor da Divisão de Ciências da Água da UNESCO, Abou Amani, o presidente da Comissão Nacional Brasileira para a UNESCO, embaixador Santiago Irazabal Mourão, além do diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, do presidente da Caesb, Luis Antonio Reis, do diretor da Adasa e coordenador do projeto MINA, Rogério Rosso, e do presidente da WAMU+NET, Eddy Moors.

Para a Adasa, anfitriã do encontro, a conferência representa uma oportunidade de destacar o protagonismo do Brasil e do Distrito Federal na educação para o uso responsável da água, fortalecendo parcerias internacionais e consolidando Brasília como referência no debate sobre patrimônio hídrico e adaptação climática. O evento reforça ainda o compromisso da Agência com a governança participativa e a integração entre ciência, cultura e sociedade, pilares essenciais para enfrentar os desafios das mudanças climáticas e promover uma nova cultura da água.

Pré-conferência traz festival internacional de curtas ao Cine Brasília

Nesta terça-feira (4/11), às 19h, o Cine Brasília será palco do Festival Internacional de Curtas-Metragens “Vamos Falar Sobre Água”. Realizado pela Adasa em parceria com a organização Let’s Talk About Water (LTAW) e a Rede Global de Museus da Água (UNESCO/IHP), o festival une arte, ciência e sustentabilidade para estimular a reflexão sobre os desafios hídricos globais. 

A noite contará com a cerimônia de apresentação e premiação dos curtas-metragens finalistas do concurso internacional “De volta para o Nosso Futuro”, com a temática “Terras Áridas e Antigas Hidrotecnologias”, além da apresentação do clássico documentário brasileiro “Amazonas, o Maior Rio do Mundo” (1918), de Silvino Santos, com trilha sonora de Allison Michelle Henriquez.

O festival de curtas é gratuito e aberto ao público

As Patroas vencem Unisul e conquistam o 2º Campeonato dos Veteranos em Novo Gama

Final emocionante no Complexo de Quadras da Parada 7 celebra o esporte como ferramenta de integração e qualidade de vida

Em uma noite marcada por emoção e celebração no Complexo de Quadras da Parada 7, no bairro Pedregal, o time As Patroas venceu o Unisul por 2 a 1 e conquistou o título do 2º Campeonato dos Veteranos de Novo Gama, no último sábado (1º). A final, disputada até os minutos finais, atraiu moradores, autoridades locais e amantes do futebol.

Os gols da equipe campeã foram marcados por Cléber e Ceará, em uma partida equilibrada e vibrante, que coroou a campanha sólida do time ao longo da competição.

O torneio, que já se consolida como tradição no calendário esportivo da cidade, reuniu equipes veteranas da região e movimentou a comunidade com jogos disputados e grande participação popular. Mais do que um evento esportivo, o campeonato foi uma demonstração do papel transformador do esporte como ferramenta de integração social.

A Prefeitura de Novo Gama, responsável pela organização do campeonato, destacou a importância de investir em eventos esportivos como forma de promover saúde, lazer e cidadania. “Iniciativas como essa fortalecem os laços comunitários e incentivam a prática esportiva entre todas as faixas etárias”, ressaltou a gestão municipal em nota.

Com o sucesso da segunda edição, a expectativa é de que o Campeonato dos Veteranos cresça ainda mais nos próximos anos, reafirmando o compromisso da cidade com o esporte e o bem-estar da população.

Comércio irregular de celulares deve gerar evasão fiscal de R$ 4 bilhões em 2025, alerta

ABRIQ reforça a importância da homologação da Anatel para garantir segurança e confiabilidade dos dispositivos

O chamado “comércio cinza” de celulares – aparelhos vendidos sem o selo de homologação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) – deve causar, em 2025, uma evasão fiscal de R$ 4 bilhões ao Brasil, segundo estimativas da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Mesmo com a redução do percentual de aparelhos irregulares comercializados, que deve cair de 20% para 15% do total de vendas, o prejuízo aumentará devido ao crescimento do valor médio gasto nessas compras, que passou de R$ 1 mil para R$ 2 mil em apenas um ano.

A Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ) reforça que, além do impacto econômico e da concorrência desleal com empresas regulares, a comercialização de celulares sem homologação representa riscos diretos aos consumidores.

“A homologação pela Anatel é a garantia de que o celular passou por uma série de testes técnicos e de segurança. São avaliados aspectos como desempenho, segurança elétrica, compatibilidade eletromagnética e limites de radiação. Um produto sem essa certificação pode oferecer riscos de superaquecimento, falhas de funcionamento, choques elétricos e até explosões”, explica Kim Rieffel, vice-presidente de Telecomunicações da ABRIQ.

A homologação é um processo obrigatório no Brasil e tem como objetivo certificar que os produtos de telecomunicações atendem aos requisitos técnicos e regulatórios exigidos para operar nas redes nacionais.

“O que muitas vezes atrai o consumidor é o preço mais baixo, mas o custo real pode vir em forma de prejuízo, insegurança e falta de garantia. Além disso, o mercado irregular prejudica toda a cadeia produtiva e reduz a arrecadação de impostos que poderiam ser revertidos em políticas públicas”, complementa Rieffel.

A Anatel mantém um banco de dados público para que consumidores possam verificar se o aparelho é homologado antes da compra. A ABRIQ recomenda sempre consultar o selo de certificação e desconfiar de preços muito abaixo da média de mercado.

“Optar por um celular homologado é investir em segurança, qualidade e na economia formal do país. É um ato de responsabilidade com o próprio consumidor e com o Brasil”, conclui o vice-presidente.

Sobre a ABRIQ

Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade (ABRIQ) foi criada para transformar ciência, normas e dados confiáveis em valor público — elevando segurança do consumidor, reduzindo custos de conformidade, acelerando inovação e abertura de mercados, e promovendo práticas responsáveis por meio da integração entre metrologia, normalização, avaliação da conformidade, acreditação, certificação e vigilância de mercado, em parceria com governo, reguladores, setor produtivo, academia e defesa do consumidor.

PAGO RUN une corrida de rua, música e celebração no Parque Villa-Lobos

Primeira edição da corrida mistura esporte, show exclusivo do Pagode de Chuvisco e experiências ao ar livre no coração de São Paulo


São Paulo vai ganhar uma nova forma de celebrar o domingo: correndo e sambando. No dia 2 de novembro, o Parque Villa-Lobos recebe a PAGO RUN, a primeira corrida do Brasil que une esporte, pagode e experiência, com percursos de 5 km e 10 km, ativações pós-prova e um show exclusivo do Pagode de Chuvisco, em uma arena montada dentro do parque.

A PAGO RUN é um evento inédito que mistura atividade física com música ao vivo, criando um momento de celebração, bem-estar e cultura brasileira. Mais do que uma corrida, o evento transforma o pós-prova em uma verdadeira festa ao ar livre, reunindo corredores, amigos e famílias em um mesmo ritmo — o da celebração. A expectativa é de 5 mil pessoas participando da primeira edição.

Corrida com alma brasileira

A PAGO RUN contará com duas modalidades:

  • FAST RUN 10K: uma prova competitiva e cronometrada para quem busca performance, com largada às 7h;
  • RUN FOR FUN 5K: um percurso leve e divertido, também cronometrado, ideal para quem quer correr e curtir, com largada às 8h.

Antes da saída, o público poderá participar de um aquecimento coletivo na arena do evento, com música, alongamento e energia de sobra para começar o dia no melhor astral.

A retirada dos kits — que incluem número de peito, chip descartável, camiseta, sacochila, meia personalizada e copo do evento — acontecerá nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, na Decathlon Morumbi, durante o horário de funcionamento da loja.

Premiação, experiências e celebração

Os três primeiros colocados de cada categoria (masculino e feminino) receberão troféus especiais, e todos os participantes que completarem o percurso ganham medalha de participação.

Após cruzar a linha de chegada, o público será convidado a ficar: o parque se transforma em um grande ponto de encontro, com atividades interativas e ativações de marcas das 9h30 às 11h30, seguidas do show do Pagode de Chuvisco a partir das 12h, celebrando o fim da corrida com a trilha sonora mais brasileira possível.

Fenômeno da atualidade, o Pagode de Chuvisco já dividiu os palcos com Anitta, Thiaguinho e Jorge & Mateus e participou de grandes eventos nacionais. Com repertório que mistura clássicos do pagode com hits autorais e energia contagiante, o grupo promete transformar a arena da PAGO RUN em uma grande roda de samba ao ar livre.

Durante o evento, o público ainda poderá curtir uma seleção de parceiros gastronômicos como Pizza Crek, Quintal do Espeto, Burger Cabana e Let’s Poke, garantindo energia e sabor na celebração.

Inscrições e valores

As inscrições são feitas exclusivamente pela Sympla, por meio da página oficial da PAGO RUN: sympla.com.br/evento/pagorun-villa-lobos/3092145

A idade mínima é de 14 anos para os 5K e 18 anos para os 10K. Pessoas com 60 anos ou mais têm direito a 50% de desconto sobre o valor vigente do lote.

Serviço — PAGO RUN 2025

Local: Parque Villa-Lobos – Espaço VL14, São Paulo/SP

Data: Domingo, 2 de novembro de 2025

Largadas: 7h (10K) e 8h (5K)

Ativações: 9h30 às 11h30

Show: Pagode de Chuvisco, a partir das 12h

Retirada de kits: 31/10 e 01/11, na Decathlon Morumbi, no horário de funcionamento da loja

Inscrições: Sympla – PAGO RUN Villa-Lobos

sympla.com.br/evento/pagorun-villa-lobos/3092145

Sobre a PAGO RUN

A PAGO RUN é a primeira corrida do Brasil que une esporte, pagode e experiência, celebrando o equilíbrio entre performance e prazer. Nascida em São Paulo, a prova busca inspirar novos corredores e transformar o esporte em um momento de conexão, alegria e cultura, ideal também para marcas que querem estar onde o público vibra correndo e sambando.

Mexicanização Brasileira: facções ocupam espaços do Estado e avançam sobre serviços públicos e negócios legais

O poderio do crime que motivou a ação policial no Rio de Janeiro não é um caso isolado. É a tradução de uma doença metastática que consome o Brasil. O que se vê no Rio hoje é apenas o ensaio geral, a prévia mais avançada do que todo o país experimentará amanhã se não acordarmos para a realidade brutal: o crime não mais opera à margem do Estado; ele se infiltrou em suas veias e diversificou seus negócios em escala industrial.

O conceito de crime organizado transcende em muito aquele já conhecido como ilícito comum. Estamos falando de um conglomerado infiltrado nas instituições públicas, com gestão corporativa, que sistematicamente corrompe e coopta o Estado para garantir a impunidade e expandir seus impérios. Esta não é uma teoria conspiratória. É a prática documentada de facções como o PCC e o Comando Vermelho, que hoje controlam cadeias inteiras do poder público. A infiltração é a nova arma, agora eficaz e silenciosa. As fraudes em concursos públicos, criminosos eleitos para parlamentos e um judiciário leniente são as provas cabais de êxito desta estratégia.

Além disso, é um erro reduzir o poder do crime apenas ao tráfico de drogas. Atualmente uma vasta e complexa teia econômica lava seus recursos e financia sua expansão. Facções dominam o contrabando de cigarros, comercialização de vapes, adulteração de combustíveis em escala nacional e, de forma mais visível, parcelas do lucrativo mundo das apostas que envolvem influenciadores. Segundo a Receita Federal, apenas 27 das 134 empresas do setor possuem registro regular, criando um ambiente fértil para lavagem de dinheiro.

Enquanto o Rio de Janeiro chama a atenção pela visibilidade, vastas regiões do Norte e Nordeste do país já vivem sob um silencioso e férreo controle das facções. Inúmeras cidades têm seu comércio, transporte e até a vida social ditados pelo crime. Prefeitos governam sob a tutela de grupos criminosos ou fazem parte deles, enquanto a população vive sob a lei do silêncio, sabendo que o Estado, quando aparece, é muitas vezes apenas uma extensão do poder do tráfico e das milícias. Segundo o Monitor da Violência, 15% dos municípios brasileiros relataram episódios de guerra entre facções em 2023, um aumento de 40% em relação a 2020. São batalhas pelo domínio territorial.

Este cenário é a materialização do que especialistas chamam de “mexicanização”. Não se trata de uma simples importação cultural, mas da adoção de um modus operandi onde os cartéis não apenas disputam mercados ilícitos, mas contestam o monopólio estatal da força e controlam porções significativas do território e da economia formal e informal. O destino lógico e aterrador deste caminho é o nascimento de um modelo de narcoestado, onde as decisões de política pública, as nomeações para cargos-chave e a agenda econômica são influenciadas pelos interesses escusos que, além do crime, controlam parcelas do comércio, política, entretenimento, energia e outros setores.

A ação no Rio é um sintoma de uma guerra civil assimétrica, um conflito armado onde o Estado reage à superfície do problema, mas perde a guerra silenciosa nos corredores do poder e no campo econômico. Enquanto não houver uma estratégia nacional, unindo inteligência, investigação financeira, combate implacável à lavagem de dinheiro e, sobretudo, a desinfecção da máquina pública cooptada por essas milícias e facções, estaremos apenas enxugando gelo. O Brasil está caminhando a passos largos para se tornar o que o Rio já é: a tradução de um Estado falido.

Em busca de boas práticas mundiais, comissão que analisa PL 733 visita portos asiáticos

Diretor-presidente da ABTP, Jesualdo Silva, defende defende uma análise criteriosa e célere do PL 733/25


ABTP reforça que o novo marco regulatório trará segurança jurídica, estímulo a investimentos e mais competitividade ao País


Ampliar oportunidades de investimentos privados com segurança jurídica, reduzir entraves e burocracias e modernizar as relações laborais. Essas são algumas das transformações que o Projeto de Lei 733/2025, em tramitação na Câmara dos Deputados, trará para o setor portuário brasileiro e, consequentemente, para o desenvolvimento do País. A Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) ressalta a relevância da proposta e defende uma análise criteriosa e célere do texto, diante da urgência de atualização do marco regulatório portuário nacional.
 

Para aprimorar a análise do projeto, que propõe um novo marco legal para o setor, entre os dias 2 e 7 de novembro, representantes da comissão especial que analisa o texto embarcam em missão internacional para conhecer modelos de excelência nos portos de Busan, na Coreia do Sul, e Hong Kong, na China, referências globais em eficiência e inovação. De autoria do deputado Leur Lomanto Júnior (União/BA), o PL 733/2025 avança em temas como exploração dos portos organizados, operações portuárias e sobre regulação do trabalho no setor. A proposta busca modernizar o ambiente de negócios, tornando os portos brasileiros mais atrativos e estimulando novos investimentos privados.
 

“A experiência internacional é fundamental para embasar a formatação de uma legislação moderna e adequada à importância dos portos brasileiros. Conhecer as melhores práticas operacionais e regulatórias desses grandes hubs logísticos permitirá construir um marco legal capaz de atrair investimentos, gerar empregos e impulsionar a competitividade nacional. O Brasil tem pressa em modernizar seu setor portuário para acompanhar as demandas globais e o crescimento projetado do comércio exterior”, afirma o diretor-presidente da ABTP, Jesualdo Silva.
 

O executivo se refere às projeções otimistas para os próximos anos: entre 2026 e 2033, as exportações brasileiras devem crescer, em média, 3,5% ao ano, ritmo superior ao do comércio mundial, estimado em 2,9%. Se o País estiver preparado para atender a essa expansão, poderá movimentar trilhões em novas receitas, fortalecendo a economia, gerando empregos e promovendo o desenvolvimento regional. Considerando que mais de 95% do comércio exterior brasileiro em volume passa pelos portos, a infraestrutura e a regulação do setor são fatores decisivos para o futuro do Brasil.
 

“O PL 733 representa um passo decisivo rumo à modernização do setor portuário brasileiro, à medida que a proposta aprimora as relações laborais, amplia a liberdade para investimentos privados e cria oportunidades de crescimento econômico sustentável. É preciso que todos reconheçam o papel estratégico dos portos no desenvolvimento do Brasil para que avancemos de forma efetiva na construção desse novo marco”, reforça Silva.

A ABTP reafirma seu compromisso permanente com o desenvolvimento sustentável e competitivo do setor portuário brasileiro, atuando de forma técnica e colaborativa. A entidade acredita que o avanço de um novo marco regulatório deve ocorrer com equilíbrio, previsibilidade e diálogo amplo entre o poder público, a iniciativa privada, os trabalhadores e toda a cadeia logística. Somente com um ambiente institucional estável, pautado pela segurança jurídica e pela convergência de interesses, será possível consolidar um setor portuário moderno, produtivo e capaz de impulsionar o crescimento econômico do Brasil nas próximas décadas.

Maratona do Rio 2026 retorna ao percurso com saída da Praia da Reserva e promete edição histórica 

Maratona do Rio retorna ao percurso com saída da Praia da Reserva (Divulgação/Maratona do Rio)

Trajeto passará por toda a orla carioca e pelos principais cartões-postais da cidade

até a chegada na Marina da Glória


Maratona do Rio anuncia uma grande novidade para 2026: a prova de 42km voltará ao percurso similar ao original, retomando o trajeto icônico que consagrou o evento como uma das corridas mais belas do mundo. A largada será novamente na Praia da Reserva, na Zona Sudoeste, com chegada na Marina da Glória, percorrendo toda a orla carioca e passando por cartões-postais como Leblon, Copacabana, Aterro do Flamengo e Centro Histórico, até a chegada na Marina da Glória.


A alteração marca um novo capítulo na história da maior plataforma de corridas de rua da América Latina. Desde 2019, o percurso havia sido ajustado com largada e chegada no Aterro do Flamengo por conta do deslizamento na Avenida Niemeyer – via que fazia parte do trajeto antigo da maratona e precisou ser interditada. Agora, com as condições restabelecidas, o evento volta a abraçar o Rio de ponta a ponta, sempre com atenção às demais atividades e provas que já acontecem nos locais do percurso, garantindo segurança, logística e mínima interferência à cidade.


A Maratona do Rio 2026 acontecerá no feriado de Corpus Christi, de 4 a 7 de junho, e contará com provas de 5km, 10km, 21km, 42km e Desafio 21km + 42km, reunindo atletas profissionais, amadores e corredores de diversos países em uma verdadeira celebração do esporte e da cidade. Chegando em sua 24ª edição, o evento tem expectativa de superar as 60 mil inscrições de 2025 e foco em elevar ainda mais a excelência técnica e a experiência do corredor, dois pilares que tornam a Maratona do Rio reconhecida globalmente.

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Créditos: Divulgação/Maratona do Rio


Segundo Pedro Pereira, gerente de produto da Maratona do Rio, o retorno ao percurso com largada na Praia da Reserva reforça a vocação da prova para estar entre as grandes do mundo. “Mais do que uma corrida, a Maratona do Rio é uma experiência. Estamos voltando ao percurso similar ao original, com pequenas mudanças, para reafirmar o que temos de mais bonito: a energia do Rio e o espírito de superação que move cada corredor. Com paisagens naturais e históricas do km 1 ao 42.195, o novo trajeto combina potencial técnico e capacidade operacional até três vezes maior que a atual, o que nos prepara para o crescimento sustentável e a internacionalização do evento.”, afirma o executivo.


Considerada por muitos como “a Major do povo”, a Maratona do Rio chega à sua próxima edição consolidada como um dos eventos esportivos mais importantes do calendário nacional e pronta para escrever mais um capítulo inesquecível em sua trajetória. “A Maratona do Rio vive um momento histórico. A prova está se consolidando no cenário mundial das corridas. E se há algo que só a Maratona do Rio tem, é o percurso mais lindo do mundo”, comenta Pedro Pereira.


Vale reforçar que as outras provas (5Km, 10Km e 21Km) seguem no atual percurso.


Mais informações sobre inscrições, detalhes do novo percurso e programação completa serão divulgadas em breve nos canais oficiais da Maratona do Rio.

InPress – Assessoria de Comunicação da Maratona do Rio

B3 avança no cronograma de implantação de duplicata escritural

Bolsa declarou prontidão após aprovação do plano de testes homologatórios pelo Banco Central
 

São Paulo, 31 de outubro de 2025 – A B3, bolsa do Brasil, anuncia que está pronta para iniciar os testes homologatórios do sistema de duplicata escritural, em alinhamento com o cronograma estabelecido pelo Banco Central, reafirmando seu compromisso com a solidez e evolução do mercado de crédito.

Nos próximos quatro meses serão realizados testes funcionais e não funcionais para avaliar os sistemas desenvolvidos pela B3, incluindo cenários de: cadastro de participantes, escrituração de duplicata – desde a sua criação até liquidação, registro de contratos de negociação e atos cambiais, capacidade, monitoramento, continuidade de negócios e outros quesitos. Também serão realizados testes integrados com as outras empresas que irão atuar no setor.

Após o período de testes e validação de um auditor independente, a B3 receberá a autorização do Banco Central para atuar como entidade escrituradora de duplicatas. Em 2026, terá início a fase de operação assistida e as empresas já poderão negociar as duplicatas na modalidade escritural.

“A B3 é líder no registro de duplicatas e conta com a maior base de dados do mercado. Estamos construindo uma plataforma completa e robusta com objetivo de oferecer um ambiente ágil, transparente e seguro para a negociação de duplicatas escriturais, incluindo soluções inteligentes agregadas, que irão trazer mais oportunidades de negócios para os nossos clientes”, afirma Humberto Costa, diretor de Produtos e Estratégia de Balcão da B3.

A duplicata escritural é a evolução da duplicata mercantil e oferece benefícios adicionais como rastreabilidade do status do título, reforço da segurança jurídica, aceite digital com presunção de validade e integração com instrumentos de pagamento como boletos e pix dinâmicos. Esses avanços tornarão a jornada de crédito mais segura e eficiente para todos os envolvidos.

A B3 atuará como escrituradora e registradora para duplicatas com benefícios como solidez operacional, atendimento facilitado, suporte técnico dedicado, conexão direta com ERPs ou plataformas, governança de dados com rastreabilidade, entre outras funcionalidades.

“O segmento de duplicatas movimenta cerca de R$ 10 trilhões por ano no Brasil e apenas 10% desses títulos emitidos são negociados. Estamos prontos para liderar essa transformação e desenvolver novas oportunidades de crédito para o mercado com as duplicatas escriturais”, diz Costa.

Governo federal entrega obras no Porto de Outeiro (PA) e amplia infraestrutura para a COP30

Com investimentos de R$ 260 milhões, cais do porto está apto para atracação de navios e embarque e desembarque de passageiros
 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participaram neste sábado (1º) da cerimônia de entrega das obras de requalificação do Terminal Portuário de Outeiro, no Pará. Com investimentos de R$ 260 milhões, a estrutura está pronta para receber navios e movimentação de passageiros.
 

Coordenado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Secretaria Extraordinária para a COP30 (Secop), com patrocínio federal via Itaipu Binacional e execução da Companhia Docas do Pará (CDP), o empreendimento modernizou e reforçou toda a área de cais e a prancha de carga do porto. Finalizadas antes do prazo, as obras geraram cerca de 450 empregos, com prioridade para trabalhadores da região.

Para o presidente Lula, o porto é um símbolo da bioeconomia do Brasil. “Vamos poder mostrar para a parte do mundo que está preocupada com a manutenção do clima de que investir em bioeconomia é uma das coisas mais sagradas. E o Pará pode ser a porta de entrada desse novo modelo de desenvolvimento. Este porto significa isso. Quem imaginaria que um transatlântico, que carrega 6 mil pessoas, poderia parar aqui? E a gente está mostrando que isso é possível”, celebrou.
 

Costa Filho fez questão de destacar a importância das obras no porto e seus benefícios. “As melhorias no terminal de Outeiro serão um grande reforço para receber os cruzeiros que virão para a COP30. Também serão instalados equipamentos, como estações de raio X, que nos permitirão ter controle de entrada e saída de quem nos visita. Tudo isso é mais conforto e segurança às delegações que aqui estarão. Isso dialoga com a agenda ambiental, com a sustentabilidade, com a transição energética. Assim, cada vez mais o Brasil vai se transformando num grande player internacional, e a pauta de sustentabilidade dialoga com o crescimento econômico do Brasil”, celebrou.

Benefício atual e futuro
 

O terminal está apto a receber dois navios como hotéis flutuantes durante a COP30, adicionando 6 mil leitos à rede hoteleira de Belém e desafogando a demanda por hospedagem durante o evento. No futuro, a estrutura será incorporada às rotas regulares de turismo marítimo, beneficiando de forma contínua os setores de hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e a população da região Norte, com impactos em médio e longo prazos.
 

O novo terminal integra a estratégia do Governo Federal para fortalecer a matriz de exportação do estado e atrair novas rotas marítimas, consolidando o porto como alternativa competitiva no Arco Norte.
 

Iniciado em 17 de abril deste ano, o projeto do novo Porto de Outeiro está sendo concluído em seis meses, tempo recorde para uma obra portuária. Para isso, foram projetadas frentes de trabalho simultâneas, 24 horas por dia, em três turnos de trabalho com equipes diferentes, para que o cronograma seguisse o ritmo esperado. O projeto contou com a construção de 11 dolphins; instalação de 10 pontes metálicas; e ampliação do píer de 261 metros para 716 metros, com capacidade de deslocamento de 80 mil toneladas, o dobro da capacidade anterior.

Aeroporto de Belém
 

Mais cedo, Costa Filho e o presidente Lula visitaram e fizeram a entrega das obras de modernização do Aeroporto Internacional de Belém (Val-de-Cans), que recebeu R$ 450 milhões em investimentos da concessionária Norte da Amazônia Airports (NOA). A ampliação elevou a capacidade do terminal de 7,7 milhões para 13 milhões de passageiros por ano e fortalece a infraestrutura da capital para eventos internacionais como a COP30.
 

Entre as melhorias estão a requalificação das pistas, novo pátio de aeronaves, ampliação do saguão e triplicação das áreas de embarque doméstico e internacional. O terminal também passou a contar com portões eletrônicos com tecnologia biométrica, sala multissensorial voltada ao público neurodivergente e passou a operar com 100% de energia renovável.
 

Na cerimônia, o chefe do MPor celebrou as melhorias. “As obras do Aeroporto de Belém estão oficialmente entregues à população do Pará e do Brasil. Mais de R$ 450 milhões investidos. Ganha a COP30, ganha o estado do Pará e ganha o Brasil”, disse.
 

As obras foram concluídas com quase um ano de antecedência e geraram mais de 1.500 empregos diretos e indiretos.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos