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Setor Hospitalar Sul tem 90% das obras executadas

Por Ana Luiza Vinhote

Mercado das Flores também foi contemplado com a ação. Local, totalmente revitalizado, deve ser entregue na primeira quinzena do próximo mês

Em fase final, as obras do Setor Hospitalar Sul (SHS) vão garantir acessibilidade para pessoas com dificuldade de locomoção, pavimentação das calçadas, estacionamentos regulares, quiosques legalizados, troca de iluminação, paisagismo, sinalização, drenagens de águas pluviais entre várias outras melhorias para a região. A previsão de entrega do local, totalmente reformado, é na primeira quinzena de agosto. 

“É preciso uma fiscalização maior para impedir que os carros voltem estacionar em cima das calçadas reformadas”, alerta o comerciante. Foto: Paulo H Carvalho / Agência Brasília

Leonardo Sardinha, 28 anos, tem um quiosque de lanches há 30 anos no SHC. Ele afirma que a região precisava passar por revitalização. “Esse projeto é muito importante para Brasília e pode servir como modelo para outros estados”, comenta.

“Agradecemos as melhorias, como a questão do estacionamento, por exemplo, que é complicada. É preciso uma fiscalização maior para impedir que os carros voltem estacionar em cima das calçadas reformadas”, alerta o comerciante. 

A proposta é uma ideia da Secretaria de Projetos Especiais. O secretário-executivo da pasta, Roberto Andrade, explica que o projeto foi financiado pela iniciativa privada, ao custo de cerca de R$ 6 milhões. “É um trabalho em equipe, que envolve vários órgãos do governo local, em parceria com empresários da região”, destaca.   

A obra do setor está 90% pronta. Foto: Paulo H Carvalho/Agência Brasília

O projeto de requalificação do local foi elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) e envolve as pastas de Obras e Infraestrutura (SO) e de proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), a Administração do Plano Piloto, o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF), além das companhias de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), da Energética de Brasília (CEB) e da Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) . 

Anamaria de Aragão, coordenadora de projetos da Seduh, ressalta que a obra faz parte da requalificação de setores centrais da cidade. “Foram escolhidos locais prioritários.

Com relação ao Setor Hospitalar Sul, o objetivo é melhorar a acessibilidade e proporcionar mais segurança para pedestres e ciclistas que tinham dificuldade de transitar na região”, reforça. “Os estacionamentos também foram organizados e regularizados, além dos quiosques de alimentação”. 

Mercado das Flores 

“Tinha motorista que quase colocava o carro dentro da loja, mas agora será diferente. Estou muito feliz com a obra”, comemora a comerciante. Foto: Paulo H Carvalho / Agência Brasília

O Mercado das Flores também foi contemplado na reforma. O local recebeu passeios novos e estacionamento. “No Plano Piloto temos apenas duas feiras, o Mercado das Flores e a da Torre [de TV]. São pontos icônicos e turísticos que precisavam passar por reforma para continuar gerando economia para a cidade”, comenta a administradora, Ilka Teodoro. 

Há 30 anos Áurea Dantas, 54 anos, tem uma loja de flores no local. A expectativa dela é que, com a revitalização, as vendas aumentem. “Será mais atrativo para os clientes. Tinha motorista que quase colocava o carro dentro da loja, mas agora será diferente. Estou muito feliz com a obra”, comemora a comerciante. 

Adote uma praça 

Administrado pela Sepe (Secretaria de Projetos Especiais), o programa Adote uma praça tem como objetivo firmar parcerias com empresários e moradores da capital para a manutenção e recuperação de locais públicos, como praças, jardins, rotatórias e canteiros de avenidas, assim como monumentos, pontos turísticos, entre outros.

Desde que foi instituído, em 2019, o programa já recebeu 57 pedidos de adoção de moradores de várias regiões do DF. 33 foram assinados, 12 projetos entregues, 14 em fase de finalização e 15 administrações participando da proposta. O primeiro termo assinado foi o do estacionamento do Hospital Brasília.    

Para ajudar o governo a melhorar e manter áreas públicas adotando algum espaço, entre em contato com a administração regional da cidade. O órgão pode informar a documentação necessária para o procedimento. Em caso de dúvidas, a Secretaria de Projetos Especiais também pode ajudar. Basta ligar, gratuitamente, para o número 3961-1538.

Fonte: Agência Brasília

Em dois anos, todo o DF será iluminado por LED

Por Ian Ferraz

Desde 2019 foram trocadas quase 19 mil lâmpadas no Distrito Federal, com investimentos que superam os R$ 17 milhões

A ousada meta de iluminar por LED todo o Distrito Federal faz parte de ações e programas do Governo do Distrito Federal (GDF) voltados para a eficiência energética e expansão da área de iluminação pública.

Em linhas práticas, a opção pelo LED – as chamadas lâmpada brancas – se dá pela melhora na luminosidade das ruas, pelo aumento da segurança da população e na redução do gasto com energia, com uma economia que pode chegar a 50%.

Atualmente, o DF é iluminado majoritariamente por lâmpadas amarelas, de vapor de sódio. Elas consomem mais e geram custos maiores, além de não colaborarem com o meio ambiente. Mas esse cenário está mudando. Desde 2019 foram investidos mais de R$ 17 milhões com iluminação pública e 18.704 luminárias de LED foram instaladas em mais de 80 endereços em todo o DF.

Basta andar pelas ruas para notar a clara mudança. As áreas revitalizadas vão desde o Plano Piloto a Taguatinga, passando por Samambaia, Santa Maria, Gama e outras regiões administrativas (RAs). Todas elas, pouco a pouco, estão ficando mais iluminadas.

Edison Garcia, presidente da CEB: “Essa troca de LED vai reduzir em cerca de 50% o que se consome hoje. Com essa redução, a gente vai ter sobra de caixa na contribuição pública para fazer os investimentos necessários” | Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

“Essa troca de LED vai reduzir em cerca de 50% o que se consome hoje. Com essa redução, a gente vai ter sobra de caixa na contribuição pública para fazer os investimentos necessários. É importante acelerar esse processo para economizar com gastos de energia”, aponta o presidente da Companhia Energética de Brasília (CEB), Edison Garcia.

A iluminação pública está prevista na Constituição Federal e é paga a partir da Contribuição de Iluminação Pública (CIP), arrecadada nas contas de energia elétrica dos contribuintes. A taxa cobrada na conta de luz é calculada com base no consumo de cada endereço – unidades com consumo inferior a 80 kWh são isentas.

“Temos investido os recursos da CIP, aquela contribuição paga por cada cidadão na conta de luz, na melhoria da iluminação da cidade. Além de mais moderna e econômica, as lâmpadas de LED clareiam melhor e dão aquela sensação de segurança à população”, afirma o secretário de obras, Luciano Carvalho, titular da pasta responsável pela gestão da CIP.

“Nesses 18 meses de governo melhoramos a iluminação de várias cidades, tais como Cruzeiro, Gama, Santa Maria, Recanto das Emas, Águas Claras e plano piloto”, acrescenta.

Até então os recursos da CIP eram geridos pela Secretaria de Obras. Em breve, a CEB ficará responsável tanto pela gestão do orçamento como pelos serviços de iluminação pública. Um decreto publicado pelo GDF regulamentou essa outorga à CEB pelo prazo de 30 anos.

No ano passado, foram gastos R$ 181 milhões com iluminação pública, além de R$ 16 milhões apenas para manter lâmpadas acesas, totalizando R$ 197 milhões. Por outro lado, foram arrecadados R$ 212 milhões. Esses R$ 15 milhões de sobra foram investidos na iluminação pública pela CEB.

R$ 197 milhõesTotal gasto, no ano passado, com iluminação pública no DF

Há outros investimentos, como os originários de emendas parlamentares, mas o montante não alcança o necessário para a revolução na iluminação do DF. “Quando se calcula o que se gasta de energia e manutenção, pouco sobra para fazer um programa eficiente de troca de lâmpadas no DF”, acrescenta Edison Garcia.

Alternativas e soluções 

Diferença entre os tipos de iluminação: vapor de sódio (E) e LED (D) – Riacho Fundo

Cada real investido é útil para a população, assim como cada nova lâmpada de LED que substitui uma de vapor de sódio, mas o GDF quer acelerar esse processo e concluí-lo em dois anos. Para isso, gestores da CEB têm buscado soluções nesse sentido.

Duas alternativas estão sendo trabalhadas: a primeira é buscar crédito em bancos de desenvolvimento. A segunda, estabelecer parcerias com o setor privado. Ambas estão bem desenhadas e assim deve ser, uma vez que a troca total das lâmpadas no DF demanda investimento na ordem dos R$ 300 milhões.

A primeira opção estudada seria feita em parceria com o Novo Banco de Desenvolvimento do Brics, chamado de Banco do Brics, com uma operação de crédito para financiamento. O projeto feito pela CEB foi bem aceito pelo banco e deve ser apresentado em agosto.

A outra alternativa gira em torno de um chamamento público para atrair um parceiro do setor privado que possa fazer o investimento da troca das lâmpadas. Como contrapartida, o parceiro da CEB assume a manutenção da rede junto à CEB pelo período de 12 anos, numa espécie de joint venture [união de empresas por um período predeterminado].

Cálculos da CEB apontam para uma economia anual de R$ 90 milhões com as lâmpadas de LED, um retorno que viria rápido para a companhia e a população, com investimentos em novas frentes.

Segurança e pertencimento 

Além da economia, a sensação de segurança gerada pela lâmpada de LED é senso comum. Mas há uma explicação técnica por trás disso. Para explicar a importância de uma boa iluminação, a sensação de pertencimento e zelo comunitário, o subsecretário de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública (SSP), coronel Marcio Cavalcante de Vasconcelos, recorreu à teoria norte-americana das janelas quebradas.

“A iluminação é um dos fatores que têm impacto na sensação de segurança, mas não é só isso. Na teoria das janelas quebradas diz que o ambiente tem uma influência na questão do cometimento e prevenção do crime. Se você tem um prédio com uma janela quebrada e não a conserta, a tendência é que as pessoas quebrem as outras janelas e criem um ambiente de desordem. Quando você repara um espaço e dá atenção a ele, tudo colabora para a criação de um ambiente mais agradável”, aponta.

“E não é só visualmente, gera a sensação de pertencimento de que aquele local é ocupado. É uma prevenção indireta e essa troca é um gol de letra. A gente sabe que a lâmpada de LED tem acendimento imediato e é mais econômica para o Estado”, acrescenta o subsecretário de Operações Integradas.

Fala, comunidade

Avenina no Taquari. Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

Aprovadas por autoridades, especialistas e também pelos maiores beneficiados – a população –, as lâmpadas de LED caem facilmente no gosto do povo. No Riacho Fundo, a cabeleireira Elenir Sousa notou de imediato a transformação na Avenida Central.

“Depois que a iluminação na Avenida Principal da QN 01 foi trocada, ficou bem melhor. Muita gente chega tarde do trabalho e aquela iluminação antiga dava muito medo. Agora está excelente”, comemora Elenir, residente na cidade há 30 anos.

Por lá, além desse endereço, também foram instaladas lâmpadas no viaduto do Pistão Sul até o início da BR-066, nas vias próximas à Feira Permanente, no Canteiro Central da Avenida Cedros e na Avenida Sucupira, endereço que Cirlene Sousa, moradora da região conhece bem.

“Aqui as interrupções no fornecimento de energia elétrica eram frequentes. Agora, com as novas lâmpadas de LED, nosso Riacho Fundo ficou ainda mais está mais belo e seguro”, comenta Cirlene Sousa.

A administradora da cidade, Ana Lúcia Melo, viu as contas baixarem rapidamente. Em junho de 2019, o valor era de aproximadamente R$ 420 mil. No mês mesmo mês, em 2020, o valor caiu para R$ 267 mil. “Essa expressiva redução de dinheiro público é um dos principais benefícios da iluminação por LED, além da melhoria na sensação de segurança pública”, ressalta. “Contamos com o apoio dos deputados distritais para a destinação de recursos. Pretendemos fazer a troca de 100% da iluminação em nossa cidade ainda este ano”, acrescenta Ana Lúcia.

Em Santa Maria não é diferente. Houve troca na Avenida Alagados, nas áreas comerciais das quadras 202/203 e 216/316 e na DF 483, via de ligação entre Santa Maria e o Gama. Motorista e morador da cidade, Alessandro Nascimento sabe bem como uma iluminação faz diferença na hora de conduzir um automóvel. “Ficou perfeito, algo que realmente não imaginava. Sou morador da Central 1 e noto como ficou melhor por aqui, seja para dirigir ou para caminhar de noite”, aponta.

Visão que é compartilhada pela administradora de Santa Maria, Marileide Romão. “Quando a gente chega à cidade, já vê a diferença em comparação ao que era antes. Essa substituição era um pedido antigo da comunidade”, reforça.

Numa das maiores cidades do DF, Taguatinga, o LED já chegou a todo o Setor CSG, toda a Avenida Comercial e será feito da C1 à C12, entre outros pontos. “Temos procurado iluminar toda a cidade e em regiões com mais casos de violência. É clarear a cidade e fazer um trabalho para inibir o vandalismo”, destaca o administrador da cidade, Geraldo Cesar de Araújo.

O Guará também passou por grandes mudanças na iluminação, lembra a administradora Luciane Quintana. “Elas [lâmpadas] atendem uma demanda importante da comunidade por mais segurança. Sabemos que um local mais iluminado inibe a ação criminosa. Essas melhorias contribuem significativamente para que a população possa usufruir melhor desses espaços públicos, promovendo o convívio social, a qualidade de vida e o bem-estar do guaraense.”

Fonte: Agência Brasília

Plataforma de entrega local é lançada em live para um milhão de pessoas

O cantor de hip hop Hungria aproveitou sua live no último dia 17, para lançar uma plataforma local de entrega de alimentos e bebidas, da qual é embaixador.

A live teve acesso de cerca de um milhão de pessoas e terminou com o delivery deixando um lanche para o cantor. O entregador, na verdade, era Arthur Reis, idealizador do projeto.

Com a premissa de ter a menor taxa do mercado, a Ofertar Delivery, como é chamada, cobra somente 5% referente ao faturamento do delivery e ainda promete reinvestir o valor em marketing e publicidade de volta para o restaurante. Além disso, vai dar 2 meses de mensalidade grátis para os clientes que fecharem negócio até o último dia desse mês.

Atendimento Personalizado

Uma das principais queixas dos restaurantes do DF, é a falta de um atendimento direcionado aos serviços de entrega. Com o atendimento personalizado da plataforma via whatsapp, os deliverys podem entrar em contato direto com responsáveis, que ficam a disposição 24 horas por dia. Desta forma, diminuem-se os riscos de erros durante a operação, pois os clientes não serão direcionados a nenhum robô de atendimento.

Crescimento

Com o crescimento nos serviços de entrega, a Ofertar Delivery pretende atingir mil restaurantes até 2022 no Distrito Federal, cidade onde startup foi criada. A meta é do Grupo WBA, gestor desse projeto, que também querem reinvestir um valor aproximado de 5 milhões em públicidade para restaurantes da cidade.

Iniciativas como esta valorizaram o comércio local e incentivam pequenas e médias empresas a crescerem de forma independente.

Como Cadastrar meu Delivery

Para fazer cadastro o delivery deverá entrar em contra através do whatsapp: (61) 98447-5667.

O tempo de cadastro para cada Restaurante é de 7 dias. Até a entrega da plataforma para o delivery do Restaurante.

Trânsito no centro de Taguatinga terá desvio a partir de quinta (23)

Por Ian Ferraz 

Intervenções são necessárias para garantir a fluidez do tráfego durante a construção do túnel na área central da cidade. 

Os desvios de trânsito construídos para a execução das obras do Túnel de Taguatinga entram em funcionamento a partir desta quinta-feira (23). A principal alteração será a interdição da Avenida Central para os carros que circulam no sentido Sol Nascente/Pôr do Sol – Plano Piloto. O fluxo no sentido contrário não sofrerá qualquer interdição.

Então, motorista, o tráfego no local ficará assim:

Trajeto sentido Plano Piloto: interditado para condutores que vêm do sentido Sol Nascente/Pôr do Sol. Eles precisarão usar rotas alternativas nas Avenidas Samdu e das Palmeiras, além do Pistão Norte, antes de retomarem a Estrada Parque Taguatinga.

Trajeto sentido Ceilândia: permanece como está.

A Avenida Central será liberada gradualmente de acordo com a conclusão dos serviços de escavação.

Ônibus

Os usuários do transporte público coletivo devem ficar atentos. Quem costuma embarcar no trecho que será interditado, no sentido Plano Piloto, deverá se dirigir às paradas que a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) instalou na Avenida das Palmeiras. No sentido de volta, em direção a Ceilândia, não haverá alteração.

Obra do desvio

Todo o trabalho para a viabilização do túnel começou em maio na alça de acesso à EPTG pelo Pistão Norte, que foi alargada e ganhou mais uma faixa. Depois foi realizado o alargamento de alguns trechos da EPTG. A etapa seguinte se concentrou na Avenida das Palmeiras, que passa a ter sentido único (Sol Nascente/Pôr do Sol-Plano Piloto) durante toda a construção do túnel – este com previsão de conclusão para 2022.

A obra dos desvios incluiu também terraplanagem, pavimentação, instalação de sinalização de trânsito horizontal e vertical, limpeza de camada vegetal e supressão arbórea em trechos do Pistão Norte, da Avenida das Palmeiras e no acesso à Avenida Samdu Norte.

“Queremos garantir a fluidez do tráfego e a segurança de todos durante a execução dos serviços do túnel. São mais de 135 mil veículos que circulam pela região”, afirma o secretário de Obras, Luciano Carvalho.

O túnel

O consórcio Novo Túnel é responsável por executar as obras. Os recursos são oriundos de contrato de financiamento firmado pelo GDF com a Caixa Econômica Federal.

Com investimento de R$ 275,7 milhões e previsão de entrega para fevereiro de 2022, o túnel fará uma ligação subterrânea para quem segue para Sol Nascente/Pôr do Sol, pela via Elmo Serejo, além de oferecer uma via alternativa pela superfície para o Centro de Taguatinga.

Isso evitará a retenção de veículos nos semáforos do centro de Taguatinga. “Com a conclusão da obra, os carros que estiverem na Avenida Elmo Serejo, sentido Plano Piloto, vão mergulhar pelo túnel e sair na Estrada Parque Taguatinga (EPTG)”, explica o engenheiro Ricardo Terenzi, subsecretário de acompanhamento e fiscalização de obras da secretaria.

Do outro lado, aqueles que chegarem a Taguatinga pela EPTG também passarão por ele até o início da Via Estádio, saindo logo após o viaduto da Avenida Samdu. Vias marginais darão acesso às Avenidas Comerciais e Samdu Sul e Norte.

A grandiosidade da obra 

⇒ Valor: R$ 275,7 milhões (R$ 275.744.558,87)

⇒ Extensão do túnel: 1.010 metros, dos quais 180 metros no trecho de emboque e 830 metros cobertos

⇒ Volume de concreto que será utilizado: 90 mil metros cúbicos

⇒ Quantidade de aço que será utilizado: 8 milhões de quilos

⇒ Contenções em parede diafragma: 65 mil metros quadrados

⇒ Escavação subterrânea: 160 mil metros cúbicos

Se por um lado o túnel irá desafogar o trânsito para os mais de 135 mil veículos que circulam pela região, por outro a atual Avenida Central se transformará em um boulevard arborizado que oferecerá uma paisagem inteiramente diferente para a população, com foco nas pessoas e no comércio da região. Além do paisagismo, as calçadas e estacionamentos serão revitalizados.

O fluxo de veículos concentrará transporte público (como o BRT) de moradores e frequentadores da região central da cidade. A previsão é de que Taguatinga ganhe um centro ainda mais vibrante e moderno, com consequente valorização imobiliária e comercial.

O Túnel de Taguatinga faz parte do Corredor Eixo-Oeste, que terá 38,7 quilômetros de extensão e ligará o Sol Nascente/Pôr do Sol ao Plano Piloto (Eixo Monumental e Estação Asa Sul), passando por Taguatinga.

No projeto do Corredor Eixo-Oeste, está previsto o alargamento de pistas e a construção de faixas exclusivas nas principais vias de ligação do Sol Nascente com o Plano Piloto, como a Hélio Prates, Estrada Parque Indústrias Gráficas (EPIG), chegando ao Eixo Monumental; e a Via Setor Policial Militar (ESPM), para acesso ao Terminal da Asa Sul.

Os 38,7 quilômetros de extensão vão ligar Sol Nascente/Pôr do Sol ao Plano Piloto, passando por Taguatinga. O Eixo Oeste beneficiará diretamente a população do Plano Piloto e regiões administrativas de Sol Nascente/Pôr do Sol, Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Águas Claras, Vicente Pires e Guará. Também serão contempladas, indiretamente, as regiões de Brazlândia e de Águas Lindas (GO).

* Com informações da Secretaria de Obras e Semob/Agência Brasília

Cruzada contra o tráfico: 81 toneladas de drogas são retiradas de circulação em Goiás, em 18 meses

Com média de apreensão de 150 quilos de drogas por dia – mais de 6 quilos por hora –, as ações policiais estão desmantelando o tráfico e contribuindo diretamente no controle da criminalidade

Em um ano e meio de gestão, o Governo de Goiás apresenta um saldo de 81 toneladas de drogas apreendidas. O número é o resultado da soma das apreensões de todo o ano de 2019 e dos seis primeiros meses de 2020. No primeiro semestre deste ano, as forças policiais apreenderam mais de 24 toneladas de entorpecentes, o que, somados às 57 toneladas de 2019, dá um total de 81 toneladas de drogas retiradas de circulação em Goiás. Isso significa que, todos os dias, a bandidagem perde uma média de 150 quilos de entorpecentes para a polícia. A cada hora, mais de seis quilos de drogas estão indo para um depósito policial.

Os avanços na área da segurança pública são respostas dadas à população pela atual gestão do Governo de Goiás. A ordem é expressa: onde tiver indícios de criminalidade terá a mão forte do Estado. O governador Ronaldo Caiado garante que as forças policiais possuem um único limite: a lei. “Não tem nenhuma quadrilha acobertada que possa enfrentar o governo, enquanto estivermos à frente de Goiás. Podem ter a tranquilidade em agir. Não tenham receios. Bandido não tem padrinho capaz de ser maior do que a força do Estado. Este é o nosso compromisso”, garante Caiado. O secretário titular da pasta, Rodney Miranda, comenta que os números comprovam que o trabalho no combate à criminalidade está no caminho certo. “Nossas tropas trabalham com base nos eixos de integração, inteligência e integridade. Tudo isso resulta em ações mais eficientes na proteção da nossa população”, avalia.

Delegado titular da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil de Goiás (PCGO), Fernando Augusto Lima Gama ressalta que a integração entre as forças policiais e a busca incessante pelos grupos criminosos são dois dos vários destaques que contribuíram com o crescimento das apreensões. “Temos trabalhado juntos de forma contínua e buscando não só realizar as operações que prendem as pessoas que transportam as drogas, como também identificar o comando desses grupos, o que acaba demandando um serviço de inteligência mais elaborado”, afirmou, completando que “a expectativa é de que, dessa forma, haja cada vez mais apreensões de drogas e prisões de líderes do tráfico e cada vez menos grupos criminosos”.

Quem também comenta sobre os bons resultados que envolvem as apreensões de drogas é o tenente-coronel Vanderlan Rodrigues, comandante do Comando de Operação de Divisas (COD), tropa especializada que integra o Comando de Policiamento Rodoviário (CPR) da Polícia Militar de Goiás (PMGO). O tenente-coronel Vanderlan reforça a opinião do delegado Fernando sobre o quesito integração das forças policiais como fundamental para as grandes apreensões que têm sido realizadas. “Isso [integração das forças policiais] faz com que tenhamos mais êxito nas nossas operações, aliado a um sistema de informação focado na inteligência das ações. Com isso, estamos intensificando cada vez mais o cerco contra a criminalidade, trabalhando em todas as regiões extremas do Estado”, reforçou.

Durante todo primeiro semestre de 2020, notícias de apreensões de drogas protagonizaram muitos canais de informação do Estado. Em fevereiro, por exemplo, foi apreendida uma tonelada e 300 quilos de maconha na Região Sudoeste do Estado, próximo ao município de Quirinópolis. Outro exemplo foi uma operação de março, quando cerca de meia tonelada de maconha foi apreendida no bairro Parque Paineira, região Oeste Goiânia. Além da grande quantidade de maconha, os policiais localizaram uma arma de fogo com três carregadores completamente cheios, 117 munições, acessórios de armas, balanças de precisão, máquina de contar dinheiro e até um colete balístico.

Já em abril, um dos casos de destaque foi a ação em que dois homens foram presos em flagrante, no Parque Santa Rita, região Oeste de Goiânia, com uma tonelada de maconha. De acordo com investigações, a droga, avaliada em R$ 2 milhões, foi adquirida no Paraguai e seria comercializada em Goiás. Ainda em abril, um dia depois e em duas ações distintas, foram apreendidas mais duas toneladas de maconha, somando três toneladas em três dias. O destaque do mês de maio foi para apreensão de duas toneladas de drogas em uma única noite. As ocorrências foram realizadas na região do Entorno do Distrito Federal, Alexânia e em Aparecida de Goiânia. Também em maio, uma tonelada de maconha foi apreendida no município de Iporá, Oeste goiano.

Em 2019, Operação Ícarus recebe destaque nacional
Vale lembrar também que, dentro dos 18 meses de governo da atual gestão, as forças policiais de Goiás deflagraram a Operacão Icarus, uma das mais relevantes do país em 2019. A ação foi responsável por uma complexa investigação policial que durou cerca de seis meses. A operação desarticulou uma grande organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas e lavagem de capitais.

Entre as formas de tráfico, estavam a de esconder as drogas em meio a produtos destinados à exportação, como granito, mármore e também em cargas de gêneros alimentícios. No caso de cargas menores, a organização também se utilizava de “mulas” que levavam o entorpecente em bagagens de voos regulares para a Europa. Parte da quadrilha era especializada na lavagem do dinheiro oriundo da atividade criminosa, utilizando empresas para dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido com o crime.

Já os membros da organização, comandada por um holandês radicado no Brasil, viviam uma vida de luxo, ostentando viagens para Dubai, Ilhas Maldivas, passeando em carros de luxo, vivendo em condomínios fechados. No final, foram apreendidos dois jatos de propriedade dos chefes da organização (jatos Dassault Falcon e Cessna Citation) e um helicóptero (Eurocopter EC 130) utilizado com frequência e também de propriedade dos chefes. Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão. Seis pessoas foram presas nos Estados de Goiás, São Paulo e Pará. Foram apreendidos 11 veículos – cinco em São Paulo, cinco em Goiânia e um no Pará.

A polícia também apreendeu R$ 571 mil, dentre os quais 77 mil dólares, dois jatos executivos e um helicóptero, além de um jetski. Uma das aeronaves foi apreendida em Sorocaba, interior paulista, já outro jato e o helicóptero foram apreendidos em Goiânia. As forças policiais também apreenderam oito relógios Rolex e cinco Hublot durante as buscas.

Secretaria de Segurança Pública – Governo de Goiás

Jardim Botânico de Brasília se organiza para reabertura

Equipes trabalham no isolamento e na higienização de áreas do JBB, a fim de garantir a segurança do público

Este fim de semana é de trabalho intenso no Jardim Botânico de Brasília (JBB), que se organiza para receber os visitantes em breve, cumprindo todos os protocolos necessários para manter a proteção contra o coronavírus. A unidade está entre os 16 parques do DF autorizados a retomar as atividades, conforme publicado na edição extra de sexta-feira (17) do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

Durante sábado e domingo (18 e 19), as equipes do JBB atuarão na higienização dos espaços, garantindo a eliminação de riscos à saúde dos visitantes e servidores. Serão isoladas as áreas comuns, como banheiros, orquidário, Espaço Ciência e parquinho infantil. Certificadas todas as condições de segurança, o espaço poderá reabrir para visitação.

O foco, neste momento, é seguir rigorosamente as normas previstas no decreto e as recomendações das autoridades sanitárias para evitar a proliferação da Covid-19. A liberação para a reabertura do JBB e outros parques está no Decreto nº 40.997, que incluiu os locais na listagem original publicada no Decreto nº 40.846, de 30 de maio.

Nesta etapa, continuam em vigor as principais medidas de segurança. Os bebedouros serão interditados, e será proibido qualquer tipo de comércio dentro do Jardim Botânico. A exemplo dos servidores, todos os frequentadores, por sua vez, só poderão circular com máscaras de proteção facial.

Com informações do JBB

Há um ano, famílias temporárias acolhem crianças, com apoio do GDF

Por Hédio Ferreira

Serviço solidário dá novo sentido à vida de meninas e meninos de até seis anos vítimas de abandono ou violência

Elas têm em comum o desejo de ajudar. E exercitar o que parece ser um desafio: amar com desapego. Mulheres sozinhas ou acompanhadas dos parceiros se dispuseram a acolher em casa, provisoriamente, crianças em situação de risco ou vítimas de violência doméstica. Desde 2019 no Distrito Federal, 18 famílias foram habilitadas a dar a meninos e meninas na primeira infância a oportunidade de se manterem em um núcleo familiar até a reintegração aos seus pais ou parentes próximos.

Por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), o GDF desenvolve o serviço Família Acolhedora, um projeto inovador e pioneiro elaborado em parceria com a Promotoria de Justiça do DF, a Vara de Proteção da Infância e da Juventude e o Grupo Aconchego – organização da sociedade civil (OSC) responsável pela execução do programa. Neste mês, a ação comemora um ano desde que a primeira criança recebeu acolhimento – foram 22 até agora.

“Os estímulos que esses meninos e meninas recebem dos pais acolhedores na primeira infância vão refletir na sua fase adulta, contribuir para que tenham qualidade de vida e um futuro melhor”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha.

“Os estímulos que esses meninos e meninas recebem dos pais acolhedores na primeira infância vão refletir na sua fase adulta, contribuir para que tenham qualidade de vida e um futuro melhor”Mayara Noronha Rocha, secretária de Desenvolvimento Social

Lar provisório

A medida é prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – que em julho completou 30 anos – e difere da adoção por se tratar de um acolhimento temporário. Aliás, esse é o critério primordial para que um cuidador seja habilitado: não estar cadastrado no Sistema Nacional de Adoção à espera de um filho – até porque não há “fura-fila” nesse processo.

 A opinião de todas as pessoas ouvidas pela Agência Brasília se mostra unânime: o desenvolvimento infantil em um lar provisório é incomparavelmente maior do que em uma instituição infantil, diante da redução de impacto causado pelo afastamento repentino dos pais.

“As famílias acolhedoras são capacitadas, e tanto elas quanto as da criança afastada seguem permanentemente monitoradas por uma equipe técnica envolvendo psicólogos e assistentes sociais até que essa reintegração seja alcançada”, explica a promotora de Justiça Luísa de Marillac, da Vara da Infância e da Juventude.

Primeiro atendimento do DF

Após 12 meses acompanhando o desenvolvimento da pequena Bia (nome fictício, em respeito à sua história e identidade), a servidora Keila Faria Ferreira, 47 anos, está se preparando para uma despedida. A menina, hoje com 2 anos e meio de idade, recebeu um lar provisório depois de ter passado por uma situação de abandono dos pais – dependentes químicos em situação de rua.

Grande parte do desenvolvimento psíquico e motor de Bia foi acompanhada de perto por Keila, pelo marido, Jonesmar Queiroz, 64 anos, e pelos três filhos do casal, já adultos. Com o tratamento de “tias” e “tios”, a família deu a ela os cuidados de filha e a agora está prestes a deixá-la de vez com o pai e a mãe – já reabilitados, com acompanhamento psicológico e lar em reestruturação. “Cada partida é única”, pontua Keila. “Há um sofrimento, mas um misto de alegria e dever cumprido.”

Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília

No momento em que a equipe de fotografia da Agência Brasília esteve na casa de Keila, no Lago Norte, a menina – que agora só fica de sexta a domingo no lar provisório, até ser totalmente reintegrada aos novos pais – pediu para calçar os sapatos da “tia” a fim de seguir caminhando ao lado dela. A permanência dos laços afetivos é estimulada mesmo depois de encerrado o processo, caso as duas famílias tenham interesse nessa relação. De todos os 22 casos trabalhados, somente um, em que a criança foi colocada para adoção, não contemplou essa possibilidade.

Amor sem egoísmo

Vânia Darc Borges ainda trabalhava nos Correios quando, pelo programa de rádio A Voz do Brasil, ouviu falar pela primeira vez das ações de acolhimento do governo federal – até então ainda não implementadas em Brasília. Tão logo isso aconteceu, ela se inscreveu e já acolheu duas crianças – um menino e uma menina.

Vânia, entre os filhos Vanessa e Valdir: “Tenho aprendido a não ter um amor egoísta, a saber que é possível amar sem se prender ao apego” | Foto: Acácio Pinheiro / Agência Brasília

Aos 55 anos e com filhos adultos, Vânia diz que a sensação de espera para a chegada dos bebês foi quase como um parto, tamanha a expectativa. Vânia já fazia trabalhos voluntários com adultos e adolescentes, mas focar suas atividades na primeira infância depois de 27 anos sem cuidar de um bebê foi muita novidade. “Eu não tinha nem um brinquedo em casa”, lembra.

 A aposentada, que mora com o marido e os filhos em Vicente Pires, revela que o exercício do amor com desapego é o que a faz forte, ainda que sofra quando as crianças são reinseridas nos seus núcleos familiares de origem.

Uma vez, conta, os avós de uma das crianças de quem ela cuidou mandaram uma mensagem dizendo que o neto estava inquieto. Vânia, então, gravou um áudio orientando-os a cantar uma música de que a criança gostava. Recebeu de volta um vídeo mostrando a alegria do bebê ao ouvir e reconhecer a sua voz – o que foi suficiente para ela se emocionar muito.

“Tenho aprendido a não ter um amor egoísta, a saber que é possível amar sem se prender ao apego”, resume. “Se eu pensar só no meu sofrimento, deixo de ajudar quem precisa. E, vou te dizer: é muito melhor sofrer por aprender a amar mais uma pessoa do que o contrário.”

Fonte: Agência Brasília

Chegada do período de seca eleva preocupação do Corpo de Bombeiros com incêndios florestais, em Goiás

Os meses de maio e junho deste ano, quando comparado com igual período do ano passado, registraram aumento em 99% as ocorrências de queimada em todo Estado. Segundo a corporação, grande parte dos focos de incêndio é de origem criminosa.

Goiás registrou, de janeiro até o início da última semana, 2.769 ocorrências de incêndios em vegetação, segundo dados do Corpo de Bombeiros. Desse total, 1.530 foram caracterizados como incêndio florestal e 1.239 em lotes baldios. Nesse mesmo período de 2019, foram registrados 4.323 focos no estado.

Embora os dados apontem uma redução de aproximadamente 13% no número de focos em 6 meses e meio de 2020, com relação ao igual período do ano passado, os dois últimos meses deste ano deixaram a corporação em alerta. Os registros de incêndios em maio e junho desse ano mostram um aumento de quase 99% na quantidade de queimadas no Estado. Foram 587 a mais que no mesmo período de 2019, incluindo incêndios em vegetações e em culturas agrícolas.

Esses números chamam atenção e geram preocupação, com a entrada no período de estiagem. De acordo com o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado (Cimehgo), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), na última sexta-feira (17/07), Goiás completou 50 dias sem chuvas. Segundo o gerente do Cimehgo, André Amorim, a umidade relativa do ar em Goiás está em estado de atenção e não há previsão de chuva para os próximos dias.

De acordo com o Major Daniel Freire Pereira Batista, subcoordenador geral da Operação Cerrado Vivo do Corpo de Bombeiros, com a redução da umidade relativa do ar, a elevação das temperaturas, associadas ao vento e à vegetação seca, as condições se tornam favoráveis à propagação do fogo. “É o que denominamos fator 30, 30, 30, ou seja, temperaturas acima de 30º, umidade relativa do ar abaixo de 30% e ventos com velocidades acima de 30 km/h. São fatores que tornam os incêndios florestais mais perigosos, danosos e de difícil controle”, pontuou.

Ação humana
O major do Corpo de Bombeiros lembrou que a maioria dos incêndios registrados hoje no Estado e em todo país é de origem criminosa. “Estudos no Brasil apontam que 99% dos incêndios florestais são provocados por ação humana, sendo que cerca de 60% são intencionais, provocados por ação de incendiários”, afirmou.

No ano passado, o governador Ronaldo Caiado e o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, lançaram uma força-tarefa para investigar e combater incêndios, principalmente na região Sudoeste do Estado, que concentrou grande parte das ocorrências. O governador alertou sobre a gravidade de provocar incêndio em vegetação. “Aqueles que provocarem incêndios e acharem que ficarão impunes estão enganados. Vamos identificar os culpados, que serão enquadrados na Lei de Segurança Nacional”, garantiu.

O chefe da pasta de Segurança Pública também determinou que as forças policiais atuem com o máximo de empenho em cada um dos casos. “A orientação é agir com muito rigor com quem está praticando crimes. É tolerância zero com os incendiários, uma vez que, por um motivo ou outro, tem gente colocando fogo intencionalmente”, destacou Rodney Miranda.

O major dos Bombeiros, Daniel Freire Pereira Batista, lembrou ainda que, segundo a Lei Federal 9.605/98, provocar incêndio em mata ou floresta é crime e pode resultar em pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa. “Atear fogo em lote baldio também pode configurar crime ambiental de poluição, pois a fumaça desses incêndios resultam em danos à saúde humana e se o fogo expuser a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outra pessoa, o responsável pode ser enquadrado por crime de incêndio, tipificado no Código Penal, cuja pena é de 3 a 6 anos de reclusão, acrescida de multa”, ressaltou.

Na última quinta-feira (16/07), o Governo Federal anunciou a edição de um decreto, que proíbe, por 120 dias, o emprego de fogo em áreas rurais. A medida vale para todo o território nacional e tem o objetivo de impedir as queimadas, no período de seca.

Operação Cerrado Vivo
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado desenvolve, todos os anos, a Operação Cerrado Vivo, que tem o objetivo de prevenir e combater incêndios em vegetações goianas. Durante as ações, são utilizados sistemas de detecção de focos de calor por satélites e com o emprego de aeronaves remotamente pilotadas, os drones. Os equipamentos auxiliam na definição das estratégias, táticas de combate e ainda nas investigações de incêndios florestais, principalmente nas unidades de conservação do Estado.

Por meio da operação, os Bombeiros promovem campanhas de conscientização sobre a necessidade de prevenção dos incêndios florestais e a preparação da comunidade rural para o manejo do fogo em suas propriedades. Dentre as ações em curso, estão palestras em escolas e parcerias com sindicatos rurais, desenvolvimento de cartilhas de orientação, oficinas para confecção de abafadores e treinamento de brigadas de incêndio, para atuarem em propriedades rurais e áreas de proteção ambiental.

As queimadas causam danos ao meio ambiente e provocam problemas respiratórios, principalmente em crianças e idosos. Elas também aumentam o risco de acidentes com veículos, já que muitas vezes as chamas ou a fumaça invadem as rodovias e provocam falta de visibilidade aos motoristas. Além do combate às queimadas, a Operação Cerrado Vivo 2020 também atua com ações de fiscalização de incêndios urbanos, por meio de parceria com as prefeituras

Secretaria de Segurança Pública – Governo de Goiás

“Dê uma Força Para Goiás”: Caiado sancionada lei que incentiva consumo de produtos locais

Por Jair Henderson

A política estadual sugerida pelo poder legislativo deverá vigorar enquanto durar o estado de calamidade

O governador Ronaldo Caiado sancionou e foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (16/07), a lei nº 20.809/20 que institui a política estadual “Dê uma Força Para Goiás”. O objetivo da nova lei, de autoria do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Lissauer Vieira, é criar mecanismos que incentivem a população ao consumo de produtos e serviços goianos como mais uma forma de minimizar os efeitos da crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus.

No escopo da política pública estão o estímulo ao desenvolvimento do empreendedorismo e a promoção da cooperação entre as diferentes esferas do Poder Público, setor empresarial e demais segmentos da sociedade civil para fomentar o comércio local, incluindo a divulgação dos produtos. Muitas destas são ações o Governo de Goiás já tem trabalhado, de forma ainda mais intensa desde o início da pandemia da Covid-19, a exemplo da facilitação do acesso a linhas de crédito e o estímulo à inclusão social e econômica, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) e da GoiásFomento.

A lei “Dê uma Força Para Goiás” prevê que todos os órgãos e instituições públicas estaduais vinculadas à administração pública direta e indireta devem aderir à política e utilizarem os instrumentos legais de política de fomento. Para levantar mais sugestões que fortaleçam o comércio local, a norma determina, quando necessário, a realização de audiências públicas para debater o tema, colher propostas, planejar ações e encaminhar relatórios à Assembleia Legislativa.

O projeto de lei para a criação da política estadual foi aprovado, em segunda e última votação, do dia 18 de junho de 2020. Na data, o presidente Lissauer Vieira ressaltou que se faz necessário e urgente um projeto com “fim específico de estimular a compra do comércio local”. O “Dê Uma Força Para Goiás” irá vigorar enquanto durar o estado de calamidade, também aprovado pelo poder legislativo goiano.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Construção de novas UPAs tem trabalhos intensificados

Com recursos de R$ 28,1 milhões, unidades vão contemplar sete regiões administrativas

Moradores de Ceilândia, Paranoá, Brazlândia, Riacho Fundo, Gama, Vicente Pires e Planaltina terão, em breve, o que comemorar: seguem em ritmo acelerado os trabalhos de construção das novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em cada uma dessas cidades. O investimento total nas obras, a serem concluídas até o fim deste ano, é de R$ 28,1 milhões.

“A entrega das novas UPAs está entre as principais metas do Iges-DF [Instituto de Gestão Estratégica em Saúde do DF]  para ampliar o acesso da população aos serviços de saúde, especialmente porque são portas de entrada de urgência e emergência e vão ajudar a desafogar os prontos-socorros dos hospitais no DF”, informa o diretor-presidente do instituto, Sergio Costa.

A caminho da conclusão

Nas três UPAs com obras mais avançadas – Ceilândia, com 37% de conclusão; Paranoá, com 34%; e Brazlândia, com 31% –, já foram finalizadas terraplanagem, fundação e baldrames (vigas horizontais de madeira que correm ao longo dos alicerces). Agora, caminham para conclusão a parte de alvenaria e a supraestrutura (pilares e vigas), bem como a execução de laje. No Riacho Fundo e no Gama, estão prontos terraplanagem, fundação, baldrames e parte de alvenaria e supraestrutura.

A área construída de cada unidade é de aproximadamente 1,2 mil metros quadrados. Cada UPA terá capacidade de atender 4,5 mil pessoas por mês, totalizando 31.500 mil atendimentos nas sete unidades. Ao todo, o reforço será de 42 leitos de observação, 14 de emergência e sete de isolamento.

4,5 mil Estimativa de atendimentos mensais em cada uma das sete novas UPAs

As unidades terão área para classificação de risco e primeiro atendimento, consultórios e salas de urgência, de observação (e de isolamento. Também haverá uma área destinada a nove poltronas de medicação, reidratação e inalação. Para reforçar essa estrutura, o Iges-DF vai aplicar R$ 7 milhões na compra de equipamentos médico-hospitalares.

R$ 7 milhões Verba a ser empregada pelo Iges-DF na compra de equipamentos

Confira, abaixo, os endereços das novas UPAs.

  • Brazlândia: Q 37, AE 1, posto de saúde, Vila São José.
  • Paranoá: Quadra Comercial 1 AE 4, EPC, Paranoá Parque.
  • Gama: QI 7, Área Reservada 2, Setor de Indústria.
  • Ceilândia: QNO 21, AE , Expansão do Setor O.
  • Vicente Pires: Rua 10, Chácara 136.
  • Riacho Fundo II: QN 31, Conjunto 3, Lote 1.
  • Planaltina: Quadra 22, MD 1, Lote AE1, Setor Habitacional Mestre d’Armas.

Com informações do Iges-DF