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Presidente Lula assina pacote de medidas para ampliar proteção às mulheres e reforçar segurança digital no Brasil

Os atos foram assinados durante a cerimônia de 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto - Foto: Ricardo Stuckert / PR

Atos anunciados em evento dos 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio ampliam a rede de acolhimento, fortalecem o combate à violência de gênero e endurecem a resposta a crimes no ambiente digital

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira, 20 de maio, um conjunto de Projetos de Lei e decretos voltados à ampliação da proteção das mulheres, ao fortalecimento dos mecanismos de responsabilização de agressores e ao reforço da segurança digital no Brasil. Os atos foram assinados durante a cerimônia de 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto.
 

As medidas fortalecem a resposta do Estado à violência contra as mulheres tanto no ambiente físico quanto no digital. Entre os atos assinados estão projetos de lei que criam o Cadastro Nacional de Agressores; ampliam hipóteses de afastamento imediato do agressor do convívio com a vítima; endurecem medidas contra criminosos que continuam ameaçando mulheres mesmo após a prisão; e reduzem burocracias para acelerar a efetivação de medidas protetivas e decisões judiciais.
 

Também foram assinados dois decretos voltados à proteção de direitos no ambiente digital: um para ampliar a proteção de mulheres na internet e detalhar deveres das plataformas digitais diante de crimes de violência contra mulheres online; e outro para atualizar a regulamentação do Marco Civil da Internet à luz da Constituição Federal, conforme entendimento do STF sobre a responsabilidade das plataformas.
 

As medidas reforçam o princípio de que direitos garantidos pela Constituição e pelas leis brasileiras também precisam valer na internet. O objetivo é assegurar maior proteção para mulheres, consumidores e famílias brasileiras diante do crescimento de fraudes, golpes, violência digital e circulação de conteúdos criminosos.
 

PROTEÇÃO DAS MULHERES NO AMBIENTE DIGITAL – O decreto de proteção das mulheres no ambiente digital cria mecanismos de acompanhamento do dever das plataformas digitais de prevenir e agir com celeridade para conter situações de violência contra mulheres em seus serviços. As empresas deverão atuar para coibir a disseminação de crimes, fraudes e violências em seus ecossistemas e reduzir eventuais danos causados às vítimas, especialmente em situações de exposição de imagem de nudez não consentida, ainda que criada por IA, de nudez de meninas e mulheres, ameaça, perseguição e assédio coordenado.
 

O decreto determina que plataformas digitais mantenham canal específico, permanente e de fácil acesso para denúncia de conteúdos íntimos divulgados sem consentimento, com previsão de retirada do material em até duas horas após a notificação. As plataformas também deverão preservar provas e informações necessárias para investigação e responsabilização dos autores.
 

Os canais de denúncia também deverão informar, de maneira clara e acessível, sobre o serviço Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher.
 

A vedação ao uso de inteligência artificial para produção de imagens íntimas falsas ou sexualizadas de mulheres também passa a integrar o escopo das medidas preventivas exigidas das plataformas. O objetivo é enfrentar o crescimento de deepfakes sexuais, cuja criação foi tornada crime pelo Congresso Nacional.
 

ENFRENTAMENTO A GOLPES, FRAUDES E CRIMES DIGITAIS – O segundo decreto assinado pelo presidente atualiza o Decreto nº 8.771, de 2016, que regulamenta o Marco Civil da Internet, a partir de entendimentos fixados pelo STF sobre a inconstitucionalidade parcial e progressiva do regime de responsabilidade de plataformas digitais.
 

O texto reforça que empresas que operam no Brasil precisam cumprir a legislação brasileira e atuar de forma proativa e proporcional para impedir a circulação massiva de conteúdos criminosos.
 

O decreto estabelece medidas para enfrentamento de fraudes digitais, anúncios enganosos e redes artificiais utilizadas para disseminação de golpes. Uma das mudanças é a obrigação de empresas que comercializam anúncios guardarem dados que permitam eventual responsabilização dos autores e reparação de danos às vítimas.
 

As plataformas também deverão agir preventivamente para impedir a circulação de conteúdos relacionados a crimes graves, como terrorismo, exploração sexual de crianças e adolescentes, tráfico de pessoas, incentivo à automutilação e violência contra mulheres, conforme o entendimento firmado pelo STF em relação ao Marco Civil da Internet.
 

Nos casos de conteúdos criminosos impulsionados por publicidade paga, as plataformas poderão ser responsabilizadas quando houver falhas recorrentes na adoção de medidas para prevenir fraudes, golpes e crimes. Para os demais casos, a remoção de conteúdo pode ocorrer após notificação, com espaço para análise pelas empresas, garantia de informação ao usuário notificante e dono do perfil ou conteúdo, e possibilidade de contestação da decisão.
 

As plataformas também deverão guardar informações sobre anúncios, incluindo dados dos responsáveis pelas publicações, que poderão ser solicitados pelas autoridades competentes. A medida busca facilitar investigações e ampliar a capacidade de identificação e responsabilização de criminosos.
 

A fiscalização do cumprimento das obrigações de atuação proativa caberá à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O decreto estabelece que a avaliação considerará a atuação sistêmica e diligente das plataformas, e não decisões isoladas sobre conteúdos específicos. A obrigação das empresas é demonstrar adoção efetiva de medidas técnicas, preventivas e proporcionais para reduzir riscos e impedir a circulação massiva de conteúdos criminosos. À ANPD está vedado o envio de notificação para plataformas solicitando qualquer ação relacionada a um conteúdo ou perfil isolado.
 

Serviços de mensageria privada, e-mail e videoconferência não estão enquadrados nas novas regras relacionadas à circulação de conteúdos ilícitos, uma vez que a Constituição preserva o direito ao sigilo das comunicações.
 

O Decreto resguarda o direito à expressão, à informação, a críticas, paródias, manifestações religiosas e a liberdade de crença.
 

CADASTRO NACIONAL DE AGRESSORES – Entre os Projetos de Lei assinados está o PL 1099/2024, de autoria da deputada federal Silvye Alves (UNIÃO/GO), que cria o Cadastro Nacional de Agressores (CNVM). A medida institui um banco de dados nacional com informações estaduais e federais sobre condenados por crimes de violência contra a mulher.
 

O cadastro reunirá informações sobre condenados por feminicídio, estupro, estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude, importunação sexual, assédio sexual, registro (foto ou vídeo) não autorizado de intimidade sexual, lesão corporal contra mulheres, perseguição e violência psicológica contra a mulher. A identidade das vítimas permanecerá protegida sob sigilo judicial.
 

A proposta permitirá integração em tempo real entre forças policiais de diferentes estados, facilitando a localização de criminosos foragidos, reduzindo riscos de reincidência em outras unidades da federação e evitando que agressores permaneçam impunes ao mudar de estado.
 

REFORÇO À PROTEÇÃO DAS VÍTIMAS E ENDURECIMENTO CONTRA AGRESSORES – Também será assinado o PL 2083/2022, de autoria da senadora Soraya Thronicke (UNIÃO/MS), que estabelece medidas para reforçar a proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, especialmente em casos de ameaças realizadas por agressores mesmo após prisão provisória ou condenação.
 

Inspirada no caso de Bárara Penna, a proposta endurece medidas contra presos que continuem ameaçando vítimas ou familiares de dentro do sistema prisional. O texto prevê possibilidade de inclusão no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), com isolamento em cela individual, restrição de visitas e fiscalização de correspondências por até dois anos.
 

O projeto também permite a transferência do agressor para presídios em outros estados, prevê que o descumprimento de restrições durante saídas temporárias seja tratado como falta grave e estabelece punições mais rigorosas para casos de sofrimento físico ou mental reiterado contra mulheres e seus familiares.
 

MEDIDAS PROTETIVAS MAIS RÁPIDAS E AMPLIAÇÃO DAS HIPÓTESES DE AFASTAMENTO DO AGRESSOR – O presidente também assinará o PL 3257/2019, de autoria da senadora Daniella Ribeiro (PP/PB), que amplia as hipóteses de afastamento imediato do agressor do convívio com a vítima.
 

A proposta permite atuação mais rápida da Justiça também em situações de violência moral, patrimonial e sexual. O objetivo é assegurar proteção imediata para mulheres e dependentes mesmo em casos que não envolvam agressão física direta, incluindo situações de destruição de bens, retenção de documentos, controle financeiro, humilhações e disseminação de mentiras para constranger a vítima.
 

Também será assinado o PL 5609/2019, de autoria do ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB/PE), que reduz burocracias para garantir maior rapidez no cumprimento de decisões judiciais relacionadas à proteção das mulheres.
 

A proposta facilita a execução imediata de medidas relacionadas à pensão alimentícia e outras determinações definidas em medidas protetivas, evitando que vítimas permaneçam sem proteção financeira enquanto aguardam o andamento do processo judicial.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

Projeto da Universidade Católica apoiado pela FAPDF é apresentado em conferência na França

Nesse cenário, a participação do projeto apoiado pela FAPDF insere a produção científica do Distrito Federal em uma discussão internacional sobre os caminhos éticos, sociais e culturais das novas tecnologias. A apresentação da professora Florence Dravet integra a programação da conferência com o tema From the Forest to the Metaverse: Immersive Experiences and Co-Creation with Indigenous Peoples, em tradução livre, “Da floresta ao metaverso: experiências imersivas e cocriação com povos indígenas”. Da floresta ao metaverso O Lab Metaverse UCB é um laboratório dedicado ao desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica, pedagógica e cultural. A iniciativa integra recursos como realidade virtual, ambientes interativos no metaverso e inteligência artificial generativa para criar experiências voltadas à preservação da cultura, da linguagem e das formas tradicionais de narrar o mundo. Um dos eixos do projeto é inspirado no Manifesto do Futuro Ancestral, da professora Florence Dravet, e busca desenvolver vivências digitais dedicadas às etnias Pataxó, Yawanawá e Tukano. Nos ambientes virtuais, os visitantes podem entrar em contato com elementos como oralidade, mitos, grafismos, cantos, narrativas e cosmologias desses povos. Entre as ações já desenvolvidas está um filme imersivo em realidade virtual 360º, realizado em parceria com lideranças da Aldeia Mutum, do povo Yawanawá, localizada no Acre. A produção narra um mito ancestral da Floresta Amazônica e conduz o espectador por uma experiência sensorial e simbólica que conecta tecnologia, espiritualidade e memória. Inovação com responsabilidade cultural Professora Florence Dravet, coordenadora do projeto, em demonstrações práticas de realidade virtual integraram a programação da conferência internacional realizada no Conselho da Europa, em Estrasburgo Ao propor experiências imersivas construídas em diálogo com povos indígenas, o projeto mostra que ambientes virtuais também podem ser espaços de educação, preservação cultural, reconhecimento de identidades e valorização de narrativas tradicionais. A proposta se diferencia por tratar a tecnologia não como substituta das tradições, mas como ferramenta de escuta, registro e compartilhamento de saberes. Dessa forma, o metaverso e a realidade virtual passam a ser discutidos também como meios de aproximação entre diferentes formas de conhecimento, ampliando o debate sobre diversidade cultural no ambiente digital. A presença do Lab Metaverse UCB na França fortalece a internacionalização da ciência produzida no Distrito Federal. Ao ser apresentado em uma conferência do Conselho da Europa, o projeto passa a dialogar com pesquisadores, formuladores de políticas públicas e especialistas de diferentes países sobre o uso responsável das tecnologias imersivas. *Com informações do FAPDF

Com apoio da FAPDF, iniciativa da UCB apresenta experiências que conectam metaverso, inteligência artificial e saberes ancestrais indígenas

Selecionado pelo edital FAPDF Tech Learning (2023), o projeto “Lab Metaverse UCB: o futuro é ancestral” é apresentado na conferência Human Rights in Immersive Realities (XR): Freedom of Expression, Justice, Children’s Rights and Well-Being, realizada nos dias 18 e 19 de maio de 2026, em Estrasburgo, na França. 

Coordenada pela professora e pesquisadora Florence Dravet, da Universidade Católica de Brasília (UCB), a iniciativa conta com investimento de R$ 1 milhão da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e propõe o uso de realidades imersivas, metaverso e inteligência artificial (IA) para valorizar e difundir saberes ancestrais de povos indígenas brasileiros.

Para a FAPDF, o apoio à iniciativa está alinhado ao fomento de pesquisas interdisciplinares, inclusivas e capazes de gerar impacto científico, tecnológico, social e cultural. “Por meio de seus editais, a Fundação apoia projetos que aproximam educação, inovação e novas linguagens tecnológicas, ampliando as possibilidades de aplicação do conhecimento científico em diferentes áreas da sociedade”, afirma Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF.

Promovida pelo Conselho da Europa, a conferência reúne representantes de Estados-membros, pesquisadores, especialistas em tecnologia, integrantes da sociedade civil e instituições ligadas à defesa dos direitos humanos. O encontro discute como as tecnologias imersivas, conhecidas pela sigla XR — que inclui realidade virtual, realidade aumentada e ambientes digitais interativos —, estão transformando temas como liberdade de expressão, justiça, direitos das crianças, saúde mental, bem-estar, democracia e Estado de Direito.

Nesse cenário, a participação do projeto apoiado pela FAPDF insere a produção científica do Distrito Federal em uma discussão internacional sobre os caminhos éticos, sociais e culturais das novas tecnologias. A apresentação da professora Florence Dravet integra a programação da conferência com o tema From the Forest to the Metaverse: Immersive Experiences and Co-Creation with Indigenous Peoples, em tradução livre, “Da floresta ao metaverso: experiências imersivas e cocriação com povos indígenas”.

Da floresta ao metaverso

O Lab Metaverse UCB é um laboratório dedicado ao desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica, pedagógica e cultural. A iniciativa integra recursos como realidade virtual, ambientes interativos no metaverso e inteligência artificial generativa para criar experiências voltadas à preservação da cultura, da linguagem e das formas tradicionais de narrar o mundo.

Um dos eixos do projeto é inspirado no Manifesto do Futuro Ancestral, da professora Florence Dravet, e busca desenvolver vivências digitais dedicadas às etnias Pataxó, Yawanawá e Tukano. Nos ambientes virtuais, os visitantes podem entrar em contato com elementos como oralidade, mitos, grafismos, cantos, narrativas e cosmologias desses povos.

Entre as ações já desenvolvidas está um filme imersivo em realidade virtual 360º, realizado em parceria com lideranças da Aldeia Mutum, do povo Yawanawá, localizada no Acre. A produção narra um mito ancestral da Floresta Amazônica e conduz o espectador por uma experiência sensorial e simbólica que conecta tecnologia, espiritualidade e memória.

Inovação com responsabilidade cultural

Professora Florence Dravet, coordenadora do projeto, em demonstrações práticas de realidade virtual integraram a programação da conferência internacional realizada no Conselho da Europa, em Estrasburgo

Ao propor experiências imersivas construídas em diálogo com povos indígenas, o projeto mostra que ambientes virtuais também podem ser espaços de educação, preservação cultural, reconhecimento de identidades e valorização de narrativas tradicionais. 

A proposta se diferencia por tratar a tecnologia não como substituta das tradições, mas como ferramenta de escuta, registro e compartilhamento de saberes. Dessa forma, o metaverso e a realidade virtual passam a ser discutidos também como meios de aproximação entre diferentes formas de conhecimento, ampliando o debate sobre diversidade cultural no ambiente digital.

A presença do Lab Metaverse UCB na França fortalece a internacionalização da ciência produzida no Distrito Federal. Ao ser apresentado em uma conferência do Conselho da Europa, o projeto passa a dialogar com pesquisadores, formuladores de políticas públicas e especialistas de diferentes países sobre o uso responsável das tecnologias imersivas.

*Com informações do FAPDF

Bolsa recua, Banco Central vai ao Senado e economia volta ao centro das preocupações

Da Redação

Cenário externo, tensão política e debate sobre juros pressionam o mercado financeiro e aumentam a atenção sobre a política monetária brasileira.

A economia voltou a ocupar espaço central no noticiário desta terça-feira. Em um dia marcado por incertezas no cenário externo e ruídos políticos internos, a Bolsa brasileira atingiu o menor nível desde janeiro, segundo registro da Agência Brasil. O movimento reforçou a sensibilidade do mercado diante de fatores políticos, fiscais e internacionais.

Ao mesmo tempo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, era aguardado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para falar sobre política monetária. A presença do comandante do BC no Congresso ocorre em um momento de forte atenção sobre juros, inflação, crédito, atividade econômica e expectativas do mercado.

Para o cidadão comum, esses debates podem parecer distantes, mas seus efeitos chegam ao cotidiano. Juros mais altos ou mais baixos impactam financiamentos, cartões de crédito, empréstimos, investimentos, consumo das famílias e decisões das empresas. Quando a Bolsa cai e o Banco Central é chamado ao Senado, o que está em jogo também é a confiança sobre os rumos da economia.

O dia mostrou que a economia brasileira segue atravessada por múltiplas pressões. De um lado, o governo busca sustentar crescimento, geração de emprego e investimentos. De outro, o mercado acompanha com cautela os sinais fiscais, as tensões políticas e os movimentos internacionais. Nesse cenário, a política monetária continua sendo uma das principais bússolas da economia nacional.

Anvisa suspende lotes de medicamentos e acende alerta para consumidores em todo o país

© Cimed/Divulgação

Da Redação

Medida envolve corticoide e remédios para controle do colesterol; população deve observar lotes e buscar orientação de profissionais de saúde.

Uma notícia da área da saúde ganhou forte repercussão nesta terça-feira e acendeu o alerta entre consumidores, farmácias e profissionais de saúde. A Anvisa suspendeu a venda, distribuição e uso de lotes específicos de medicamentos, incluindo um corticoide e remédios utilizados no controle do colesterol.

Segundo as informações divulgadas, a Hypofarma comunicou o recolhimento voluntário do lote 25091566 após identificar escurecimento da solução quando o produto era diluído em associação com determinados medicamentos. Já a Cimed informou o recolhimento voluntário do lote 2424299 de Atorvastatina cálcica 40mg e Rosuvastatina 20mg, ambos usados no tratamento do colesterol.

A situação chama atenção porque envolve medicamentos amplamente utilizados pela população brasileira. Para muitos pacientes, remédios de uso contínuo fazem parte da rotina diária e são fundamentais para o controle de doenças crônicas. Por isso, qualquer alteração em lote, embalagem ou qualidade exige atenção imediata das autoridades sanitárias e dos consumidores.

A orientação principal é que a população verifique os lotes dos produtos, evite o uso dos medicamentos suspensos e procure orientação de farmacêuticos, médicos ou canais oficiais de atendimento. A decisão da Anvisa reforça a importância da vigilância sanitária como instrumento de proteção da saúde pública e de segurança no uso de medicamentos.

Debate sobre o fim da escala 6×1 ganha força e coloca trabalho no centro da política nacional

Da Redação

Discussão sobre jornada, descanso e remuneração mobiliza governo, oposição, trabalhadores e empresários em um dos temas mais sensíveis do país.

A rotina de quem trabalha seis dias para descansar apenas um voltou ao centro do debate político nacional. A escala 6×1, comum em diferentes setores da economia, deixou de ser apenas uma questão trabalhista e passou a ocupar espaço nas redes sociais, no Congresso Nacional e nas conversas sobre qualidade de vida, renda e produtividade.

Nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, o senador Flávio Bolsonaro defendeu uma alternativa à proposta de fim da escala 6×1, sugerindo a possibilidade de pagamento por hora trabalhada. Segundo ele, a discussão deveria considerar as mudanças tecnológicas e preservar direitos trabalhistas, ao mesmo tempo em que evitaria aumento de custos para empresas.

Do outro lado, a defesa da redução da jornada tem ganhado força entre setores que apontam a necessidade de garantir mais tempo de descanso, convivência familiar e saúde mental aos trabalhadores. A proposta em debate no campo governista prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso e sem redução salarial, tema que também vem sendo acompanhado pelo Palácio do Planalto.

O assunto mexe com a vida real de milhões de brasileiros. Para quem acorda cedo, enfrenta transporte público lotado e retorna para casa à noite, a discussão vai além da legislação: trata de tempo, dignidade e equilíbrio. Por isso, a escala 6×1 se tornou uma das principais pautas sociais e políticas do momento, com potencial de influenciar o debate eleitoral, o comportamento das empresas e a agenda do Congresso.

Neymar volta ao centro das atenções e convocação da Seleção movimenta o país

Pedro Vilela/Getty Images

Da Redação

Com Carlo Ancelotti no comando, lista para a Copa do Mundo de 2026 reacende a esperança pelo hexa e coloca Neymar novamente no centro do debate nacional.

A tarde de convocação da Seleção Brasileira sempre carrega um sentimento diferente no país. Das conversas nos bares aos grupos de família, dos programas esportivos às redes sociais, o anúncio da lista final costuma transformar nomes em debate nacional. Nesta semana, o futebol voltou a ocupar o centro das atenções com a divulgação dos 26 jogadores chamados por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.

O nome que mais movimentou a repercussão foi Neymar. Após longo período afastado da Seleção por lesões e incertezas sobre sua condição física, o atacante voltou a aparecer entre os convocados, reacendendo a expectativa de parte da torcida brasileira por uma última grande participação do camisa 10 em Copas do Mundo. A volta de Neymar foi tratada por veículos internacionais como uma das grandes histórias da convocação brasileira.

A lista de Ancelotti, no entanto, também trouxe ausências sentidas e gerou discussões sobre renovação, experiência e momento técnico. Nomes conhecidos do futebol europeu ficaram fora, enquanto outros atletas ganharam espaço em um elenco que tenta equilibrar juventude, talento e liderança. Em uma Copa marcada por grande expectativa, cada escolha passa a ser observada como parte de uma estratégia maior para recolocar o Brasil no topo do futebol mundial.

Mais do que uma convocação, o anúncio marcou o início simbólico da contagem regressiva para o Mundial. A Seleção, que carrega a responsabilidade histórica de buscar o sexto título, chega à Copa cercada por esperança, cobrança e emoção. Para milhões de brasileiros, a lista divulgada por Ancelotti não é apenas uma relação de jogadores: é o começo de uma nova narrativa em busca do hexa.

Governo Lula amplia presença do SUS na região de Campinas com novos veículos da saúde

Entrega realizada pelo Ministério da Saúde levou ambulâncias, micro-ônibus e unidades odontológicas móveis para fortalecer o atendimento público em 32 municípios da região.

Campinas foi escolhida pelo Governo Federal como ponto estratégico para mais uma etapa de fortalecimento do Sistema Único de Saúde no interior paulista. No sábado, 9 de maio, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou no município da entrega de novos veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, ação vinculada ao Novo PAC Saúde e voltada a ampliar o acesso da população a consultas, exames, tratamentos e serviços especializados.

A entrega reuniu 12 micro-ônibus para o Tratamento Fora de Domicílio, 20 ambulâncias do SAMU 192 e três Unidades Odontológicas Móveis. Ao todo, 32 municípios da região de Campinas serão beneficiados com os equipamentos, em um investimento federal de R$ 14,4 milhões. A medida representa mais uma resposta concreta do Governo Lula às demandas apresentadas por gestores municipais que enfrentam, diariamente, o desafio de garantir transporte, atendimento e cuidado para quem depende do SUS.

Mais do que renovar a frota da saúde, a ação busca aproximar o atendimento da população. Os micro-ônibus vão auxiliar pacientes que precisam se deslocar para realizar tratamentos fora de seus municípios. As ambulâncias reforçam a rede de urgência e emergência do SAMU, enquanto as unidades odontológicas móveis ampliam a capacidade de atendimento em áreas mais distantes, comunidades, escolas, distritos e regiões com maior dificuldade de acesso aos serviços públicos.

Integrante da equipe do ministro Alexandre Padilha, Humberto Tobé acompanha de perto as pautas e demandas da saúde dos municípios paulistas junto ao Ministério da Saúde. Para ele, a entrega em Campinas demonstra a importância da escuta ativa dos gestores locais e da articulação federativa para transformar necessidades reais em políticas públicas.

“Quando um prefeito, uma secretária de saúde ou uma liderança municipal traz uma demanda, ela vem carregada da realidade de uma cidade e da vida das pessoas. O papel do Ministério da Saúde é acolher, acompanhar e buscar caminhos para que o SUS chegue com mais força na ponta. Essa entrega em Campinas mostra o compromisso do presidente Lula e do ministro Alexandre Padilha com os municípios paulistas”, destacou Humberto Tobé.

A escolha de Campinas também reforça o peso político e regional do município na organização das políticas públicas de saúde. Pela sua localização, estrutura e capacidade de articulação com cidades vizinhas, Campinas se consolida como polo importante para a distribuição de ações federais que beneficiam não apenas a população local, mas toda uma rede regional de atendimento.

Segundo o Ministério da Saúde, esta foi a quinta entrega de veículos do Caminhos da Saúde realizada pela pasta na atual gestão. No estado de São Paulo, o Governo Federal já soma 145 veículos destinados à ampliação da assistência, dentro de uma estratégia nacional que prevê 3,3 mil veículos em todo o país, com investimento de R$ 1,4 bilhão.

Com a nova etapa em Campinas, o Governo Lula reforça uma política pública voltada a enfrentar um dos principais gargalos da saúde: garantir que o cidadão consiga chegar ao atendimento. A entrega dos veículos representa mais mobilidade, mais estrutura para os municípios e mais presença do SUS na vida de quem precisa do serviço público para cuidar da saúde

SugesValparaíso reforça infraestrutura com novos equipamentos e prevê economia de R$ 1 milhãotão de título

Valparaíso reforça infraestrutura com novos equipamentos e prevê economia de R$ 1 milhão

Aquisição de dois rolos compactadores com recursos próprios amplia a autonomia da Prefeitura na execução de obras de recomposição asfáltica e manutenção urbana.

A Prefeitura de Valparaíso de Goiás segue ampliando os investimentos em infraestrutura urbana e modernização da frota municipal. A gestão adquiriu dois novos rolos compactadores, equipamentos que passam a reforçar diretamente os serviços executados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura em diferentes regiões da cidade.

A compra foi realizada com recursos próprios do município e representa um avanço importante para dar mais autonomia às equipes responsáveis por obras de recomposição asfáltica, manutenção de vias e recuperação urbana. Com os novos maquinários, a Prefeitura passa a depender menos da locação de equipamentos, garantindo mais agilidade no atendimento às demandas da população.

Além de fortalecer a estrutura operacional, a aquisição também gera economia aos cofres públicos. Segundo estimativa da administração municipal, caso os dois rolos compactadores fossem alugados, o custo anual seria de aproximadamente R$ 382 mil. Com a compra definitiva, a economia projetada pode chegar a cerca de R$ 1 milhão nos próximos anos.

Os equipamentos vão permitir que os serviços de recuperação viária sejam realizados com mais rapidez, eficiência e planejamento. A medida também contribui para melhorar as condições de trafegabilidade, especialmente em áreas que demandam manutenção constante, recomposição de asfalto e intervenções estruturais.

A iniciativa faz parte do esforço da Prefeitura de Valparaíso de Goiás para modernizar a frota pública, ampliar a capacidade de execução direta das obras e garantir mais qualidade de vida à população. Com mais equipamentos à disposição, o município ganha independência operacional e fortalece sua atuação na melhoria da infraestrutura urbana.

Corredores aprovam treino no Autódromo de Brasília, mas pedem pontos de hidratação e banheiros

Por Jair Henderson

A liberação do Autódromo de Brasília para corredores de rua, realizada na manhã desta sexta-feira (15), foi recebida com entusiasmo pelos praticantes da modalidade. Durante a cobertura do Portal Mirante Social, atletas destacaram a qualidade do percurso, o novo ambiente para treinos e a estrutura do asfalto recém-reformado. Ao mesmo tempo, alguns participantes apontaram melhorias que ainda podem ser implementadas no espaço.

Um dos corredores ouvidos pela reportagem foi Afonso Globo, que participou do primeiro treino no local. Segundo ele, a abertura do autódromo representa uma nova alternativa para os atletas de Brasília, acostumados a treinar em parques e vias públicas da capital.

“Cara, local muito legal. Eu acho que é mais uma opção aí pra galera da corrida, né? Não ficar muito na rua ou no parque, tem mais outra opção”, afirmou.

Apesar da avaliação positiva, Afonso destacou que a estrutura ainda pode receber alguns ajustes importantes para atender melhor os corredores, principalmente em relação à hidratação e apoio durante os treinos.

“Uma coisa que eu acho que merece ajuste é colocar uns pontos de água pra galera se hidratar. É um local muito seco, não tem sombra. E banheiros também espalhados aqui pelo autódromo. Acho que isso seria um diferencial”, completou.

Outro corredor entrevistado foi Paulo Caxido, que também participou do primeiro dia de atividades no autódromo. Ele afirmou que a expectativa era positiva justamente pela mudança de ambiente e pelas características mais desafiadoras do percurso.

“A expectativa é bem legal de mudar o ambiente de corrida. A gente treina muito no Parque da Cidade e às vezes acaba ficando enjoado do percurso. Isso aqui traz um novo estímulo corporal e eu acho isso muito legal. É uma bela iniciativa”, destacou.

Os corredores também compararam o percurso do autódromo com outros pontos tradicionais de treino em Brasília. Segundo eles, diferente do Parque da Cidade, que possui trajetos mais planos, o circuito do autódromo apresenta mais elevações e subidas, simulando melhor as dificuldades encontradas nas provas de rua realizadas no Distrito Federal.

“Aqui tem mais subida, é um percurso mais difícil. Mas para a galera que está acostumada a treinar em Brasília, isso aqui é moleza, tira de letra”, brincou Afonso.

A iniciativa do Governo do Distrito Federal liberou oficialmente o espaço para corredores às sextas-feiras, das 5h às 9h da manhã. O autódromo já vinha sendo utilizado por ciclistas às terças, quartas e quintas-feiras, também no período matutino.

Alumínio e Piedade entram no mapa de ações federais com reforço na saúde, assistência social e desenvolvimento regional

Municípios do interior paulista são alcançados por investimentos do Governo Federal em UBS, equipamentos, Bolsa Família, Farmácia Popular e, no caso de Alumínio, modernização produtiva com apoio do BNDES

O Governo Federal tem ampliado sua presença em municípios do interior paulista por meio de ações que chegam diretamente à vida da população. Em Alumínio e Piedade, esse movimento aparece em diferentes frentes: fortalecimento da rede pública de saúde, apoio às famílias em situação de vulnerabilidade, acesso gratuito a medicamentos e investimentos voltados ao desenvolvimento econômico.

Em Piedade, o principal destaque está na saúde. O município foi contemplado com a construção de uma nova Unidade Básica de Saúde no bairro Liberdade, dentro do Novo PAC. A obra representa um reforço importante para a atenção primária, que é a porta de entrada da população no SUS. Além da nova unidade, Piedade também aparece entre os municípios contemplados com combo de equipamentos para UBS, ampliando a estrutura de atendimento e melhorando as condições de trabalho das equipes de saúde.

Para Humberto Tobé, que faz parte da equipe do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e acompanha de perto as demandas dos municípios paulistas junto ao Ministério da Saúde, esse tipo de investimento mostra a importância da articulação entre Brasília e as prefeituras. “Quando uma cidade recebe uma nova UBS ou equipamentos para melhorar o atendimento, não estamos falando apenas de obra ou de estrutura física. Estamos falando de mais dignidade para a população, de um atendimento mais perto de casa e de um SUS mais forte no dia a dia das pessoas”, afirmou Tobé.

Em Alumínio, o levantamento também mostra presença federal na saúde, com a seleção do município para receber combo de equipamentos para Unidade Básica de Saúde pelo Novo PAC Saúde. A ação busca qualificar a rede municipal e fortalecer os serviços prestados na atenção básica. Para municípios menores, esse tipo de apoio tem peso importante, porque ajuda a modernizar a estrutura local sem depender exclusivamente do orçamento municipal.

Outro ponto relevante em Alumínio está no campo do desenvolvimento econômico. O BNDES aprovou financiamento de R$ 715,9 milhões para modernização da produção da Companhia Brasileira de Alumínio, com ações ligadas à Fábrica Alumínio, instalada no município. Os recursos envolvem melhoria de equipamentos, eficiência operacional, reutilização de água e redução de impactos ambientais. Embora seja uma ação voltada ao setor produtivo, o impacto local pode refletir na economia, na manutenção de empregos e no fortalecimento da atividade industrial da cidade.

Na área social, os dois municípios também são alcançados pelo Bolsa Família. Em janeiro de 2026, Alumínio registrou 484 famílias atendidas, com repasse de R$ 357.990,00. Em Piedade, foram 4.705 famílias beneficiadas, com transferência de R$ 3.295.326,00 no mês. Os números mostram a importância do programa como política de proteção social, especialmente em cidades que possuem famílias em situação de vulnerabilidade e regiões mais afastadas do centro urbano.

Além disso, Alumínio e Piedade também são beneficiadas pelo Farmácia Popular, programa que passou a ofertar gratuitamente todos os medicamentos e insumos do seu elenco. A medida garante acesso a tratamentos para hipertensão, diabetes, asma, colesterol alto, osteoporose, rinite, Parkinson, glaucoma, além de anticoncepcionais, fraldas geriátricas e absorventes pelo Programa Dignidade Menstrual.

Segundo Humberto Tobé, o papel do Governo Federal é justamente assegurar que os programas nacionais cheguem aos municípios de forma concreta. “O Ministério da Saúde tem trabalhado para ouvir prefeitos, secretários e lideranças locais, porque cada cidade tem uma realidade. Em Piedade, a nova UBS fortalece a rede de atendimento. Em Alumínio, os equipamentos ajudam a melhorar a estrutura da atenção básica. O importante é que essas ações saiam do papel e cheguem onde a população mais precisa”, destacou.

No conjunto, Alumínio e Piedade mostram como a presença federal pode assumir formatos diferentes em cada município. Em Piedade, o eixo mais forte está na ampliação do SUS, com nova UBS e equipamentos. Em Alumínio, além da saúde e da assistência social, há também uma frente ligada ao desenvolvimento produtivo. Em comum, os dois municípios reforçam a importância de manter diálogo permanente com o Governo Federal para transformar programas públicos em entregas reais para a população paulista.