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Governo testa apetite do mercado para repactuação do Aeroporto de Brasília | Blogs
Parte da área econômica do governo federal inicial a semana buscando apresentar as vantagens competitivas da repactuação do Aeroporto de Brasília, considerado o “último filé” das concessões aéreas deste ano.
O Ministério dos Portos e Aeropotos realizará dois eventos de sondagem de mercado, junto com com a Seppi (Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos) e Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).O primeiro encontro, nesta segunda-feira (27), será presencialmente em Brasília, enquanto o segundo será realizado de modo virtual.
A ideia é mostrar o potencial da concessão a possíveis investidores, nacionais e internacionais. Representantes dos três órgãos vão apresentar detalhes do projeto e responder questionamentos dos operadores aeroportuários.
A CNN apurou que grandes players não veem com bons olhos o desenho inicial do modelo, que inclui outros dez aeroportos regionais no Centro-Oeste, além do Aeroporto de Brasília.Outro ponto visto com ressalva é o período considerado curto de concessão, que vai até 2037.
Em junho, o TCU (Tribunal de Contas da União) aprovou a solução consensual para o contrato e autorizou a realização do procedimento competitivo simplificado, que definirá o futuro operador do aeroporto.
Vencerá o leilão a empresa ou consórcio que oferecer a maior alíquota variável. O certame terá lance mínimo correspondente a 5,9% das receitas brutas da concessão e participação obrigatória da Inframerica, que administra atualmente o Aeroporto de Brasília.
Entre os pontos definidos no acordo, quem vencer o leilão terá que:
- assumir 10 outros aeroportos regionais;
- administrar os aeroportos até 2037;
- R$ 1,2 bi de investimentos durante a concessão;
- construir um novo terminal internacional;
- implantar um edifício garagem e uma nova via de acesso ao aeroporto;
- adquirir equipamentos de segurança e inspeção de passageiros e bagagens.
Também ficou acordada a saída da Infraero da concessão, que será remunerada pela concessionária por sua participação societária de 49% na composição atual.
A inclusão de dez outros aeroportos ao contrato de concessão faz parte do Programa AmpliAR, elaborado pelo MPor, com o aval do próprio TCU. Eles estão localizados nos seguintes municípios:
- Juína (MT);
- Cáceres (MT);
- Tangará da Serra (MT);
- Alto Paraiso (GO);
- São Miguel do Araguaia (GO);
- Bonito (MS);
- Dourados (MS);
- Três Lagoas (MS);
- Ponta Grossa (PR);
- Barreiras (BA).
Pirlo na Itália: Maldini ameaça sair se contratação for vetada
Atualmente, Pirlo é treinador do United FC, dos Emirados Árabes Unidos, que tem como proprietário o russo Sergey Lomakin, empresário também ligado à mesma casa de apostas. A “Gazzetta” informa que Malagò quer avaliar as condições do contrato de Pirlo com a casa de apostas antes de tomar sua decisão sobre a escolha do próximo treinador da Itália.
Portos do Sul e Sudeste devem ser os mais afetados pelo tarifaço | Blogs
Portos localizados nas regiões Sul e Sudeste devem ser os mais impactados pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. A avaliação foi feita pelo Observatório de Infraestrutura de Transportes do IBI (Instituto Brasileiro de Infraestrutura).
À CNN, o presidente da entidade, Mario Povia, apontou que o maior impacto deve recair sobre o Porto de Santos (SP) e os terminais localizados nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo.
Segundo o IBI, esse movimento se dá pois esses portos contemplam os principais terminais de embarque de mercadorias atingidas pela medida, como madeira de pinus, móveis, máquinas, plásticos, têxteis, calçados, papel acabado, açúcar, tabaco e rochas ornamentais.
Levantamento do MIDC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) mostra que aproximadamente 23% dos produtos exportados pelo Brasil ao Estados Unidos foram afetados com as duas novas taxas aplicadas pelo país norte-americano.
A pasta também aponta no mesmo levantamento que mais da metade (52,7%) das cargas brasileiras destinadas aos Estados Unidos não foram afetadas pelas sobretaxas aplicadas.
Alívio com isenções
Mario Povia explicou que a maior parte das cargas conteinerizadas que são exportadas aos Estados Unidos foi preservada pelas isenções anunciadas por Washington. O transporte em contêineres ganhou protagonismo nos últimos anos no Brasil, registrando recordes seguidos.
Produtos isentos como carnes, café, pastas químicas de celulose, pescado e frutas são comumente movimentados em contêineres e costumam ter um alto valor agregado.
Justamente nesse cenário, a leitura do IBI é de que as isenções tendem a diminuir os impactos nas exportações e, consequentemente, manter a movimentação portuária preservada.
O levantamento aponta ainda que os impactos tendem a ser concentrados em determinadas cadeias produtivas e regiões, sem comprometer o desempenho geral do sistema portuário.
Atrasos e perda de fluxo
A gerente executiva da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Fernanda Schwantes, também afirmou que os efeitos da nova política tarifária serão concentrados em produtos manufaturados e semimanufaturados.
Além disso, ela confirmou que a lista de exceções pode amenizar os impactos para o agronegócio e segmentos relevantes da indústria.
No entanto, Schwantes lembrou dos efeitos do tarifaço aos transportes rodoviário, ferroviário, às companhias de navegação e ao transporte aéreo de cargas, em razão da redução do fluxo de mercadorias destinadas ao mercado norte-americano.
A entidade alerta ainda que disputas comerciais dessa natureza costumam provocar atrasos aduaneiros, necessidade de revisão de contratos e busca por novos mercados consumidores, além de pressionarem a receita das empresas de transporte.
Embora o governo federal tenha anunciado novas linhas de crédito por meio do Programa Brasil Soberano para apoiar setores exportadores afetados, Fernanda destaca que as medidas não contemplam diretamente o setor de transporte e logística, que sofre impactos indiretos decorrentes da queda das exportações.
O plano permite a concessão de linhas de créditos para empresas que exportam ou que forneçam produtos para exportação, além das que foram afetadas pela instabilidade no Golfo Pérsico. Porém, não há menção direta aos transportadores dessas cargas.
Lula recebe presidente da Coreia do Sul de olho em acordo comercial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, em Brasília nesta segunda-feira (24) e tentará destravar as negociações de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o país asiático, segundo fontes no Palácio do Planalto.
As negociações para um acordo comercial foram lançadas em 2018 e, após anos de tratativas, voltaram a ganhar fôlego nos últimos meses. A avaliação no Planalto é de que o tarifaço global dos Estados Unidos tem incentivado países a firmar novos tratados e diversificar parceiros.
Em seu movimento mais recente, em abril, o governo federal realizou uma consulta pública para colher percepções do setor privado sobre o comércio de bens, serviços, investimentos, compras governamentais e demais aspectos de um possível tratado.
A expectativa de auxiliares de Lula é de que também sejam tratados no encontro entre os presidentes temas como minerais críticos, TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre), e exportações de carne bovina – sob a percepção de que a Coreia do Sul é uma das últimas fronteiras para o produto brasileiro.
Durante a visita de Lee Jae Myung, devem ser assinados acordos de cooperação em áreas como semicondutores, inteligência artificial, minerais críticos, transição energética, saúde, fármacos, cosméticos, cultura, educação e esportes.
A expectativa do Planalto é de que essa seja a última vez que Lula recebe chefes de Estado em Brasília até o fim das eleições de 2026. A única agenda internacional prevista é a viagem aos Estados Unidos para participação da Assembleia-Geral da ONU (Nações Unidas).
Brasileirão: Carlos Miguel falha, Neymar leva amarelo e simulações
A nova tecnologia teve papel importante na rodada, principalmente nos jogos Santos x Chapecoense, o já citado Bahia x Corinthians e em Flamengo x São Paulo. Neste último, no Maracanã, o gol de Samuel Lino, que daria vitória ao Fla nos acréscimos, foi anulado:
Análise: falha de Carlos Miguel custa caro ao Palmeiras
Até a rebatida do camisa 1 para Victor Hugo fazer o gol atleticano, o Verdão tinha o jogo sob controle. Abel Ferreira optou por manter a estrutura com três defensores, mesmo sem Bruno Fuchs, novo desfalque por uma crise de apendicite, nem Barboza, suspenso.
Prazo para partidos explicarem gestão de emendas a Dino termina esta semana
O prazo dado pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que 21 partidos com representação no Congresso esclareçam se seus dirigentes participam da definição, da distribuição ou da gestão de emendas parlamentares termina nesta semana. Até o último sábado (25), apenas seis legendas, PL, MDB, PDT, PSDB, PSD e PSOL, haviam se manifestado.
O questionamento de Dino foi motivado por uma declaração do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Em entrevista no dia 14, ele afirmou que dirigentes partidários também participam da indicação de emendas parlamentares.
No dia seguinte, o ministro determinou que todas as siglas com representação no Congresso esclarecessem se suas direções participam da definição, da distribuição ou da gestão desses recursos.
As respostas apresentadas até agora têm um ponto em comum: nenhum dos seis partidos reconhece que seu presidente nacional disponha de uma cota própria de emendas ou tenha poder formal para definir a destinação dos recursos.
PSOL, PDT, MDB, PSD e PSDB afirmaram que a indicação das emendas cabe exclusivamente aos parlamentares, de acordo com as regras constitucionais e regimentais do Congresso. As siglas também disseram não haver norma interna que atribua essa competência aos dirigentes partidários.
O PL adotou uma linha um pouco diferente. Embora tenha negado que Valdemar Costa Neto administre emendas, reservas ou cotas, o partido sustentou que a “atuação política” de um dirigente não se confunde com os atos formais de indicação previstos na legislação orçamentária.
Segundo a legenda, essas sugestões só valem se forem depois acolhidas pelos próprios parlamentares e formalizadas pelos órgãos competentes. A sigla ainda sustentou que, ao dizer que presidentes “indicam” emendas, Valdemar usou a palavra em sentido coloquial, e não técnico.
Os outros 15 partidos intimados ainda não se manifestaram. Dino deu prazo de dez dias úteis, contados a partir da intimação, para que todos os presidentes de partido com representação no Congresso prestem esclarecimentos.
Com as respostas em mãos, o ministro deve avaliar se os mecanismos atuais de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares precisam de ajustes, ou se será necessário adotar novas medidas no âmbito do inquérito que investiga o tema.










