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Obras de ampliação da escola Elízia da Conceição avançam no Vale do Pedregal

As obras de reforma e ampliação da Escola Elízia da Conceição, no Vale do Pedregal, avançam e já começam a transformar a estrutura da unidade. As novas salas de aula foram construídas, os telhados estão instalados e alguns setores já começaram a receber pintura de proteção e revestimentos, etapa que marca a fase de acabamento das intervenções.

O projeto contempla ainda uma série de melhorias estruturais, como por exemplo, a reforma completa dos banheiros, a pintura geral de todas as áreas e a substituição de toda a mobília. As intervenções visam entregar um espaço mais moderno, seguro e acolhedor para alunos, professores e toda a comunidade escolar.

Com espaços revitalizados e melhor estruturados, a expectativa é garantir mais conforto no dia a dia e favorecer práticas pedagógicas de qualidade para toda a comunidade escolar.

Renova-DF, Qualifica-DF e Fábrica Social são homenageados na Câmara Legislativa

Robério Negreiros e Celina Leão (Foto: Luã Fontenele/Gab. Robério Negreiros)

Com mais de 34 mil empregos formais criados no Distrito Federal no primeiro semestre de 2025, os programas de qualificação profissional Renova-DF, Qualifica-DF e Fábrica Social foram homenageados no plenário da Câmara Legislativa na noite de quarta-feira (19). A cerimônia, presidida pelo deputado Robério Negreiros (PSD), reuniu autoridades governamentais, representantes empresariais e beneficiários dos projetos que destacaram a importância da continuidade e expansão das iniciativas de capacitação.

Durante discurso inicial, Negreiros ressaltou que os programas representam o compromisso do Governo do Distrito Federal com a formação profissional, a inclusão social e a criação de oportunidades de trabalho. “Programas como Renova-DF, Qualifica-DF e Fábrica Social mostram que qualificar é incluir e transformar. Eles não apenas ensinam oficios, mas devolvem esperança, autoestima e perspectiva de futuro a milhares de pessoas”, enfatizou. 

Em meio às homenagens, o secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), Ivan Alves dos Santos, anunciou a realização da primeira edição do Feirão do Emprego, evento que oferece mais de 4 mil vagas de trabalho para a população do DF. O encontro acontece entre 24 a 28 de novembro, na área central de Brasília, ao lado da Biblioteca Nacional e próximo à Rodoviária do Plano Piloto.

Segundo o secretário-adjunto, a feira de empregos marcada para novembro é um projeto-piloto que ajudará a estruturar uma feira anual de grande porte, que ampliará as oportunidades de emprego e capacitação no DF. “O Feirão é mais um projeto que queremos implementar no Distrito Federal. Queremos testá-lo agora para poder lançar, entre abril e maio [de 2026], uma grade feira do trabalhador comemorando o mês do trabalho”, disse Santos.

Renova-DF

Ao longo da sessão solene, os presentes destacaram os impactos econômicos e sociais do Renova-DF, programa que combina capacitação técnica na área da construção civil com a recuperação de espaços públicos. Desde que foi criado, a iniciativa já formou mais de 27 mil pessoas e revitalizou mais de 2 mil espaços no Distrito Federal, sendo reconhecida como um dos maiores programas de qualificação profissional e social do país.

Parte do sucesso alcançado pelo projeto é resultado da Lei 7.728/2025, de autoria de Negreiros, que determina que pelo menos 5% dos profissionais contratados em obras do GDF sejam formados pelo Renova-DF. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Adalberto Cleber Valadão Júnior, lembrou que a aplicação da norma enfrentou dificuldades iniciais no setor da construção.
 

Mesa da sessão solene (Foto: Luã Fontenele/Gab. Robério Negreiros)


Segundo Valadão Júnior, a versão inicial do Renova-DF disponibiliza uma formação ampla, voltada para diferentes atividades da construção civil, mas sem foco direto em necessidades específicas das empresas do setor. A partir de uma reunião com os secretários de Estado de Governo e da Sedet-DF, foi criada uma segunda etapa do programa, chamado Renova-DF 2, em parceria com a Federação das Indústrias (Fibra-DF) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-DF), que oferece ensino complementar à capacitação inicial de três meses. 

O presidente do Sinduscon-DF ressaltou que ajustes no programa são fundamentais para ampliar seus resultados. Ele também frisou o orgulho da associação em contribuir para melhorias do Renova-DF. “Dá muito orgulho para o Sindicato da Indústria da Construção Civil fazer uma pequena parte desse processo todo que vai trazer muita dignidade, no final do dia, para muitas pessoas”, enfatizou Valadão Júnior.
 

Qualifica-DF e Fábrica Social

Iniciado em 2021, o Qualifica-DF oferta 70 cursos gratuitos, com 25 mil vagas, em diversas áreas, incluindo tecnologia, indústria, comércio, saúde e agronegócio. Em 2022, foi lançada a versão móvel do programa, que leva cursos de qualificação rápida e gratuita para diferentes regiões administrativas do Distrito Federal, especialmente, onde há maior demanda social. Juntos, os dois projetos contabilizam mais de 90 mil formações.

Na solenidade, Danielle Carvalho Alves Amaral, subsecretária de Qualificação Profissional, destacou a responsabilidade do órgão de planejar, acompanhar e fiscalizar todas as etapas do programa. “Nós temos pessoas preocupadas que cuidam dos procedimentos licitatórios, das fiscalizações das parcerias, dos contratos e das revitalizações. O corpo técnico da Subsecretária de Qualificação Profissional é feito de pessoas humanas, que entendem a importância desses projetos”, salientou.
 

Plenário da Câmara Legislativa (Foto: Luã Fontenele/Gab. Robério Negreiros)


Já o Subsecretário de Integração das Ações Sociais, Ricardo Lustosa, enalteceu a reestruturação do Fábrica Social. Criado pelo GDF em 2013, o programa oferece educação profissional gratuita a pessoas em situação de vulnerabilidade social, especialmente as inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). Desde que foi reorganizado, o programa já capacitou mais de 3 mil pessoas. “Fizemos uma obra de reparo na Fábrica Social, para viver um novo tempo e uma nova fase. A Fábrica Social conseguiu alavancar e sair de um estado na qual ela era apenas um coadjuvante para um protagonista de resultados”, ressaltou Lustrosa.

“Quando entrei no programa, não acreditava mais em mim. Meu foco era apenas meu filho, o trabalho e os desafios da maternidade atípica. Eu já não me via mais como mulher, como profissional, mas o Renova foi um divisor de águas. Ele me deu a oportunidade de me redescobrir, de me ver capaz novamente.” — Nayara Cristina Caetano, mãe de criança autista e participante do Renova-DF.

Testemunhos

Presente na solenidade, a vice-governadora Celina Leão (PP) enalteceu os programas de qualificação profissional e compartilhou os testemunhos diários que escuta de beneficiários que encontraram emprego, conseguem gerar renda e desejam continuar aprendendo. A vice-governadora salientou que os cursos de qualificação não apenas possibilitam que os participantes aprendam uma formação, mas também permitem que eles superem barreiras sociais e pessoais.
 

Robério Negreiros e Celina Leão (Foto: Luã Fontenele/Gab. Robério Negreiros)


“Às vezes, a única coisa que uma pessoa precisa é de uma oportunidade. Só deles estarem ali, eles já deram muitos passos. Imagina o quanto é difícil para uma mãe deixar um filho. Para uma mulher que nunca saiu de casa, convencer que tem que sair, porque vivemos ainda um machismo muito grande no nosso país”, frisou Celina Leão.

Itamar Marinho Nunes, ex-morador de rua que participou do Renova-DF, compartilhou sua trajetória desde o período em que enfrentou a vulnerabilidade social até a transformação que vivenciou após ingressar no programa. “Eu passei 10 anos na rua. Não vendia drogas, não comprava. Mas eu tinha um tumor no cérebro que me fazia surtar. Era suficiente para ser tratado como lixo. Bem no começo do Renova-DF, tive a oportunidade de entrar como morador de rua e, hoje, o resultado é maravilhoso”, relatou Nunes.

Ao fim da cerimônia, mais de cem homenageados foram agraciados com moções de louvor. O evento também contou com a presença do presidente da Fibra-DF, Jamal Jorge Bittar, e do diretor regional do Senai-DF, Marco Antonio Secco. A solenidade foi transmitida pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e está disponível no canal da CLDF no YouTube.

Governo do Brasil lança na COP30 plataforma digital que oferece crédito verde com juros reduzidos para pequenos negócios

Pelo Empreender Clima, o empreendedor cria o perfil do negócio, acessa cursos e conteúdos personalizados e gera, em menos de dez minutos e sem custos, um pré-enquadramento no Fundo Clima, principal mecanismo federal de financiamento climático. Foto: EmpreenderClima.org.br

Objetivo é impulsionar empreendedorismo climático no Brasil com ferramenta que reúne informações e recursos para que comerciantes possam transformar desafios ambientais em oportunidades de negócios

O Governo do Brasil lançou na última segunda-feira, 17 de novembro, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), o Empreender Clima, plataforma inédita criada para apoiar micro e pequenos empreendedores na transição para uma economia verde e de baixo carbono. A ferramenta digital reúne informações, conteúdos de capacitação e condições facilitadas de crédito verde com juros reduzidos, impulsionando o empreendedorismo climático no Brasil.
 

O Empreender Clima chega como uma entrega concreta de crédito acessível: para os pequenos negócios, as taxas começam em 4,4% ao ano, com financiamento de até 100% para projetos sustentáveis. Pela plataforma, o empreendedor cria o perfil do negócio, acessa cursos e conteúdos personalizados e gera, em menos de dez minutos e sem custos, um pré-enquadramento no Fundo Clima, principal mecanismo federal de financiamento climático.
 

“Durante muito tempo, o crédito verde foi uma promessa distante da realidade dos pequenos. Agora, o governo criou uma alternativa com juros acessíveis e prazos reais de pagamento. É o pequeno empreendedor no centro da transição ecológica — com crédito barato, capacitação e tecnologia a favor do seu negócio”

Márcio França, ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte
 

Para o ministro Márcio França (Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte – Memp), a iniciativa marca uma nova etapa da política de crédito produtivo no país. “Durante muito tempo, o crédito verde foi uma promessa distante da realidade dos pequenos. Agora, mesmo com a Selic alta, o governo criou uma alternativa com juros acessíveis e prazos reais de pagamento. É o pequeno empreendedor no centro da transição ecológica — com crédito barato, capacitação e tecnologia a favor do seu negócio”, afirmou.
 

CONDIÇÕES FLEXÍVEIS — Os financiamentos do Fundo Clima oferecem prazos longos e condições flexíveis, variando conforme o tipo de projeto. Iniciativas de transporte coletivo e mobilidade verde podem ter até 25 anos de prazo, com carência de até 5 anos. Projetos de florestas nativas e recursos hídricos chegam ao mesmo prazo, com até 8 anos de carência.
 

O Empreender Clima é uma parceria entre o Memp, a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), o Sebrae e o BNDES, que se unem para ampliar o acesso ao crédito climático, fortalecer a capacitação e difundir tecnologias sustentáveis.
 

PRAZOS — Nas setores de transição energética e indústria verde, os prazos variam conforme o foco da iniciativa. Projetos de energia eólica podem chegar a 24 anos, com 6 anos de carência. Outras ações de transição energética têm prazos de até 16 anos, com carência de até 6 anos. Já projetos de desenvolvimento urbano resiliente e sustentável contam com até 16 anos e 5 anos de carência. As condições ampliadas dão fôlego para que empreendedores e gestores públicos invistam em soluções sustentáveis e aumentem a competitividade no país.
 

ACESSO — O chefe da Assessoria Especial do Memp, Renato Ferreira, explicou que iniciativas como coleta seletiva e gestão de resíduos, projetos ligados a florestas e uso sustentável do solo, ações de preservação da biodiversidade, soluções para cidades resilientes ou investimentos em energia limpa já eram financiáveis pelo Fundo Clima. Na prática, porém, muitos pequenos empreendedores esbarravam em barreiras técnicas para estruturar seus projetos e atender às exigências de apresentação — justamente o tipo de obstáculo que o Empreender Clima foi criado para superar.
 

“O que a plataforma traz de novidade é facilitar o acesso para o pequeno empreendedor, porque na prática o pequeno sabia que podia acessar o Fundo Clima, mas se deparava com a dificuldade de não ter um projeto bem montado e não ter recursos para contratar uma consultoria, como as grandes empresas fazem”, detalhou. “A plataforma é uma grande vantagem para o empreendedor, que pode acessar um financiamento muito barato em relação ao que o pequeno empreendedor tem disponível no Brasil”, explicou Peres.
 

AMBIENTE DIGITAL — O Empreender Clima reúne, em um único ambiente digital:

  • Cursos de formação em empreendedorismo climático
  • Mapa do ecossistema de negócios verdes no Brasil
  • Catálogo de instrumentos financeiros
  • Serviço de pré-enquadramento no Fundo Clima

A plataforma contempla oito setores estratégicos, como energia, agricultura, logística, construção civil e gestão de resíduos, estruturados em quatro etapas: mapeamento de oportunidades, capacitação em tecnologias limpas, conexão a instrumentos de crédito verde e apoio técnico a projetos financiáveis.
 

CRÉDITO CLIMÁTICO À BASE — Com a ferramenta, micro e pequenos empresários poderão criar seus pré-projetos nos moldes exigidos pelo Fundo Clima, sem custos e de maneira rápida. O objetivo é reduzir barreiras históricas e garantir que o crédito climático não fique restrito a grandes corporações, mas alcance a base produtiva que move o país.
 

MEMP NA COP30 — Além do Empreender Clima, o Memp participa da COP30 com uma agenda dedicada à valorização das economias sustentáveis e regionais. No Espaço da Biodiversidade – Produtos Sustentáveis do Brasil, na Green Zone, a pasta exibe produtos de cooperativas de mulheres e de artesanato, em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), destacando iniciativas de inclusão produtiva e preservação ambiental.

O Memp também integra painéis e encontros técnicos sobre bioeconomia, financiamento climático e transição verde de micro e pequenas empresas, promovidos com a OEI, a OCDE e o Sistema OCB. Nessas agendas, o ministério reforça o papel do empreendedorismo como vetor de sustentabilidade e desenvolvimento.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Nos Emirados Árabes, ministro Silvio Costa Filho se reúne com autoridades e setor produtivo sobre logística integrada

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, se reuniu nesta quarta-feira com o secretário de Infraestrutura e Transportes dos Emirados Árabes, Xeique Mohammed Al Mansouri

Ampliação da conectividade aérea e modernização portuária também constou da agenda do segundo dia de missão oficial em Dubai


O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, se reuniu nesta quarta-feira com o secretário de Infraestrutura e Transportes dos Emirados Árabes, Xeique Mohammed Al Mansouri, em seu segundo dia de agenda oficial em Dubai. Entre os principais temas da missão, o ministro busca reforçar e estabelecer parcerias sobre logística integrada, ampliação da conectividade aérea e diversificação de rotas entre Emirados Árabes e Brasil, além de atrair investimentos para a carteira de projetos do Ministério, que inclui arrendamentos e concessões de portos, aeroportos e hidrovias.
 

“Foi uma reunião muito produtiva. Conversamos sobre logística integrada, descarbonização e modelos de modernização portuária, que fazem dos Emirados uma referência mundial”, afirmou o ministro. “Essa troca é fundamental para aproximar o Brasil de tecnologias avançadas, atrair investimentos e fortalecer o trabalho que estamos conduzindo no governo do presidente Lula para modernizar nossos portos e corredores logísticos”, acrescentou.
 

Entre outros objetivos da agenda, que prevê reuniões com o setor público e privado dos Emirados Árabes, estão temas para estreitar a cooperação técnica e a parceria tecnológica entre os dois países e dialogar sobre a agenda da sustentabilidade, descarbonização do transporte marítimo e expansão dos biocombustíveis. No primeiro dia de missão, na terça-feira (18), o ministro percorreu a Dubai Airshow, feira comercial global da indústria aerospacial, com mais de 1.500 expositores e 148 mil participantes.
 

Também na manhã desta quarta-feira, Costa Filho se reuniu CEO da Dnata, Steve Allen, que opera em vários aeroportos do Brasil, para debater parcerias que fortaleçam a aviação brasileira. “A Dnata tem uma importância institucional significativa para nosso país e demonstra a confiança que que cada vez mais o mercado internacional tem no Brasil e na aviação brasileira”, afirmou o ministro. “Queremos cada vez mais estreitar as nossas relações e, por orientação do presidente Lula, ampliar a agenda internacional, que é fundamental para o desenvolvimento do Brasil, e a Dnata faz parte dessa construção coletiva”, acrescentou.
 

Ampliação da malha aérea

Com o objetivo de aumentar a conectividade aérea e diversificar as rotas de voos internacionais para o Brasil, Costa Filho se reuniu com Tim Clark, presidente da Emirates Airlines, uma das maiores companhias aéreas do mundo. Entre os assuntos acordados na reunião está a possibilidade da empresa ampliar, a partir dos próximos anos, o número de voos para o país, com foco no Nordeste. “Nós tivemos uma reunião muito produtiva e otimista com representantes da Emirates e tenho certeza que teremos novas operações aéreas para o nosso país. Estou trabalhando fortemente para levar um voo de Dubai, da Emirates, para o Nordeste”, assegurou.
 

Com uma frota estimada em 260 aeronaves das fabricantes Airbus e Boeing, a Emirates Airlines possui operações aéreas em 148 destinos espalhados em todos os continentes. No Brasil, a companhia possui conexões nos aeroportos de São Paulo/Guarulhos e Rio de Janeiro/Galeão, além de contar com acordo de codeshare – parceria comercial entre companhias aéreas para vender assentos em voos que são operados por uma empresa associada – com Azul, Gol e Latam.
 

IBP debate cooperação internacional e descarbonização do setor de transporte

Presidente do IBP participa de discussão sobre cooperação internacional e ações para reduzir emissões no setor de transporte

 Acelerar a descarbonização, com base na realidade atual da sociedade para a construção de um processo de transição energética justo e a redução de emissões no setor de transporte foram discutidos pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) nesta terça-feira, 18/11, na COP30, em Belém.

O painel “Assumindo Nossa Responsabilidade Compartilhada: Forjando um Futuro Verde e de Baixo Carbono”, realizado na EY House, reuniu especialistas do Brasil e da China para debater caminhos concretos para acelerar a descarbonização, com foco em tecnologia, cooperação internacional e responsabilidade climática no setor de energia.

O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, destacou que a transição energética precisa ser construída com base na realidade atual e não em expectativas simplificadas. Para Ardenghy “o grande equívoco que podemos cometer é acreditar em soluções simples para problemas complexos”. O presidente do IBP destacou também avanços recentes do setor no Brasil “reduzimos as emissões no setor de óleo e gás em 5,8 por cento de 2022 para 2023, ao mesmo tempo em que aumentamos a produção em 13 por cento”. Esse dado comprova que é possível avançar na oferta de energia enquanto se reduz a pegada de carbono, desde que se invista em soluções tecnológicas como CCS, florestas costeiras, manejo de manguezais e otimização operacional.

O painel contou também com a participação de Yeuhua Huang, presidente Brasil da CNOOC, que destacou o compromisso chinês com o pico de carbono antes de 2030 e a neutralidade até 2060, além de apresentar projetos que combinam captura de carbono, gás natural e energias renováveis. Para Huang, “o Brasil tem imenso potencial para eólicas offshore e a China está comprometida em cooperar com sua experiência para apoiar as metas nacionais”.

O consultor sênior da Transpetro, Newton Sobrinho, ressaltou que a transição energética deve preservar a infraestrutura construída nos últimos 170 anos e garantir empregos e crescimento econômico. “Precisamos preparar pessoas e empresas para a transição, sem destruir o que sustentou nossa economia por décadas”.

Já Rafael Tello, presidente global da Ambipar e moderador do debate, reforçou que “a confiança pública e a clareza das ações empresariais são fundamentais para consolidar avanços”.

Gerard Gallagher, líder de sustentabilidade da EY para a Europa, Oriente Médio, Índia e África, destacou o estudo do IBP sobre descarbonização, além da necessidade da “construção de um road map pragmático que coloque em prática todas as ideias já debatidas e mencionou que a integração tecnológica entre países é um pilar fundamental e que nesse sentido, publicações como a do IBP que reúne mais de 50 tecnologias para transição energética e descarbonização são fundamentais em um cenário que precisa considerar a mitigação completa das emissões de metano”.

Conexão Brasil x Itália

Já Brasil e Itália possuem grande potencial para impulsionar ações para a descarbonização do setor de transporte a partir dos biocombustíveis. No painel “The Brazil and Italy Connection through Biofuels for the Descarbonization of Hard-to-Abate Transport Sector”, no Pavilhão Italiano da COP 30, o presidente do IBP destacou a oportunidade de alinhar capacidades tecnológicas, produtivas e logísticas entre os dois países. “O que discutimos aqui é a questão dos biocombustíveis e o papel que Itália e Brasil podem ter nesse setor. O Brasil é um grande produtor. A Itália apoia essa ideia de aumentar a produção de biocombustíveis para descarbonizarmos, especialmente nossa matriz de transporte”, afirmou Roberto Ardenghy.

Representante do governo italiano, Alberto Pella, do Ministério de Meio Ambiente e Segurança Energética, reforçou o compromisso da Itália com o avanço global dos biocombustíveis sustentáveis. “Para nós, o papel do sistema de biofuels é claro e pragmático. Eles têm função estratégica na aviação, no transporte marítimo e no rodoviário”, destacou.

Já David Chiaramonti, chair da Biofuture Platform, lembrou que a cooperação mostra resultados concretos por meio de estudos recentes da Agência Internacional de Energia (IEA) indicando que a cadeia global dos biocombustíveis está avançando para emissões negativas, com benefícios adicionais ao solo e ao uso da terra. “Os biocombustíveis sustentáveis são uma solução disponível agora, aplicável na infraestrutura atual, enquanto tecnologias como hidrogênio e amônia avançam no longo prazo. E o Brasil é o país mais importante do mundo nessa área”, afirmou.

A moderadora Helena Gressler, chefe da divisão de energia e mineração do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, destacou que o tema da sustentabilidade precisa ser entendido de forma integrada, considerando economia, meio ambiente e impacto social. “O biofuel não será solução para todos, mas é uma oportunidade concreta para muitos países. Nosso papel é compartilhar experiências e tornar visíveis os benefícios potenciais dessa agenda”, afirmou.

Projetos da Apta são destaque no maior evento científico de aquicultura do país

Instituto de Pesca e Apta Regional apresentam pesquisas no Aquaciência 2025

Durante a 11ª edição do Congresso Brasileiro de Aquicultura e Biologia Aquática – Aquaciência, que aconteceu concomitantemente com o IV Encontro Latino-americano de Patologistas de Organismos Aquáticos (Elapoa), encerrado no último dia 14, em Campos do Jordão, pesquisadores e técnicos do Instituto de Pesca (IP-Apta) e da Apta Regional tiveram a oportunidade de apresentar um pouco do trabalho de ponta feito pelas instituições na área. Os dois institutos concentram as ações de pesquisa ligadas ao tema no âmbito da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP e sua atuação têm impacto direto sobre a cadeia produtiva do pescado no estado.

Com 32 trabalhos apresentados nessa edição, o IP se consolida como instituição referência quando se fala em pesquisa para a aquicultura paulista. Entre os destaques, cabe citar as ações voltadas à promoção da sanidade e o combate a doenças emergentes na piscicultura. A pesquisadora do IP Cláudia Maris Ferreira trouxe resultados preliminares de um projeto com apoio da Fapesp que pesquisou durante 3 anos o ISKNV [Vírus da Necrose Infecciosa do Baço e Rim], que acomete tilápias e é um patógeno emergente. “Fizemos um rastreamento para ver onde ele estava presente no estado de SP e também tivemos a oportunidade de mapear o genoma completo desse vírus”, diz Cláudia. De acordo com ela, os dados genéticos já estão disponíveis nos bancos moleculares e podem ser utilizados, por exemplo, como subsídio para fabricação de vacinas por outros grupos de pesquisa.

Outra descoberta que a pesquisadora levou para o Congresso foi que o ISKNV não tem sofrido mutações. “Encontramos que esse vírus, que foi oficialmente notificado no país em 2020, não se modificou nos últimos 5 anos. Isso significa que vai ser mais fácil fabricar uma vacina contra ele”, anima-se a especialista. Por outro lado, as pesquisas mostraram que, devido às mudanças climáticas, o vírus passou a surgir em períodos do ano que antes registravam poucos casos, deixando de apresentar caráter sazonal. “Outro resultado importante se refere ao isolamento desse vírus em cultivo celular. Com os recursos desse projeto Fapesp, pudemos montar no Instituto de Pesca um laboratório de cultivo celular que trabalha exclusivamente com células de organismos aquáticos, sendo um dos poucos do país com esse viés”, informa Cláudia.

Já Cibele Silva, técnica de apoio à pesquisa do IP e estudante do Programa de Pós-graduação do Instituto, apresentou no evento resultados preliminares de seu projeto de mestrado, que visou identificar algumas das principais dificuldades enfrentadas pelos aquicultores paulistas. “Fizemos um levantamento dos desafios dos produtores que se apresentaram nas maiores feiras nacionais e internacionais da área de pescado no estado de SP, a Seafood Show e a Aquishow Brasil, nos anos de 2022 a 2024”, detalha Cibele. Dentro desses eventos, a técnica de pesquisa realizou entrevistas diretas com os produtores participantes e chegou a questões como transporte, logística, marketing, capacitação e treinamento e sanidade. A partir daí, agrupou os problemas em função do tipo de solução que demandariam, divididas em inovações tecnológicas e não-tecnológicas. “Fizemos essa classificação, aplicamos análises estatísticas e descobrimos que os desafios predominantes são de caráter não-tecnológico, como burocracia e legislação, por exemplo”, comenta a pós-graduanda. Segundo ela, um possível caminho passaria pela aproximação com atores da cadeiaque desenvolvem soluções aplicadas. “Observa-se que, mesmo no universo dos grandes produtores, existe um espaço significativo para startups spin-offs estabelecerem conexões comerciais entre a indústria, o setor produtivo e as instituições de P&D, promovendo novas oportunidades de negócio e parcerias estratégicas”, avalia Cibele.

Mercado do pescado

Com foco em oferecer soluções tecnológicas que atendam as demandas produtivas de cada região do estado, a Apta Regional esteve presente no evento com trabalhos realizados em suas unidades de Presidente Prudente, Pariquera-Açu, Pindamonhangaba e Monte Alegre do Sul. No total foram 11 trabalhos voltados a diferentes aspectos da cadeia do pescado.

“Trouxemos para o Aquaciência alguns trabalhos relacionados a um projeto financiado pela Fapesp para estudar a cadeia produtiva de carne de peixe no Brasil, além de fazer uma avaliação estadual e também regional da oferta de produtos comercializados no varejo e da demanda dos consumidores”, coloca o pesquisador da Apta Regional de Presidente Prudente Ricardo Firetti. Dentre esses, o pesquisador destaca dois, relacionados à oferta de produtos de pescado em supermercados e à preferência dos consumidores por esses produtos. “No trabalho sobre a oferta de produtos de pescado no varejo, a gente levantou informações em 140 pontos de venda, situados em 23 cidades de 10 regiões de SP, e foram catalogados 5200 produtos”, conta Firetti. Na parte de demanda, a equipe entrevistou presencialmente 2600 pessoas para entender comportamento e preferências de consumo no estado todo, com um foco maior na região metropolitana de São Paulo. “Encontramos que, embora apenas 30% das pessoas hoje tenham um consumo semanal de pescado, cerca de 70% disseram que gostariam de poder consumir toda semana”, pontua o pesquisador, enfatizando que o preço de venda dos produtos é o maior entrave para o aumento do consumo.

Firetti aponta que a tilápia chamou atenção em ambos os levantamentos, sendo muito conhecida das pessoas e também muito encontrada no varejo, a ponto de estar presente em cerca de 20% dos produtos identificados na pesquisa de oferta. “Uma outra coisa muito interessante na parte da demanda é que, embora as pessoas comprem muito peixe congelado, a preferência ainda é por peixe resfriado e cortado no próprio local, compreendendo mais da metade dos entrevistados”, enfatiza o especialista.

Com a presença de pesquisadores de diversas unidades, o Aquaciência é também uma oportunidade para discutir parcerias e os rumos da pesquisa em aquicultura na Apta Regional. Além de Firetti, a equipe contou com Eder Pinatti, Eidi Yoshihara, Patrícia Turco, Sergio Schalch, Tatiana Ueno, Camila Corrêa e Célia Scorvo. “A participação no evento é uma forma de fortalecer a área de aquicultura dentro da Apta Regional”, conclui a pesquisadora Patrícia.

Sobre o Aquaciência

O Congresso Brasileiro de Aquicultura e Biologia Aquática – Aquaciência é o maior evento científico de aquicultura e biologia aquática do país. Promovido pela Aquabio desde 2004, reúne os principais expoentes da aquicultura nacional. Ao longo das onze edições realizadas, atrai um número cada vez maior de pesquisadores, estudantes, produtores e empresários do Brasil e do exterior que estão na vanguarda do conhecimento científico, com o propósito de inovar e fomentar o desenvolvimento da aquicultura sustentável e o conhecimento sobre a biologia aquática. A edição de 2025 aconteceu de 11 a 14 de novembro em Campos do Jordão-SP.

iugu lança episódio especial do podcast Resenha B2B com balanço do primeiro ano do iGaming e projeções para 2026

Conversa reúne líderes do setor para discutir conquistas, desafios e próximos passos após o primeiro ano de regulamentação do mercado de apostas no Brasil

A iugu, empresa de tecnologia especializada em infraestrutura financeira, lança o quinto episódio da temporada especial do podcast Resenha B2B, dedicado ao universo do iGaming. O novo programa faz um balanço do primeiro ano da regulamentação do setor e projeta as perspectivas para 2026, em um momento decisivo para a consolidação da indústria no Brasil.

Com o título “Balanço do 1° Ano e Perspectivas do Setor para 2026”, o episódio reúne Monara Shainny, CEO da PlayerCore; Valter Junior, Diretor de Assuntos Regulatórios da Oddsgate; e Rodrigo Martinez, CRO da Lucky Gaming, em uma conversa mediada por Ricardo Destaole, Head de Bets da iugu.

No programa, os convidados analisam os avanços alcançados em 2025, como o fortalecimento da confiança do público, a profissionalização das operações e a consolidação da regulamentação, e os desafios que ainda permanecem, como o combate ao mercado ilegal e a necessidade de ampliar a educação do setor.

“O primeiro ano de mercado regulado foi um divisor de águas. Consolidamos um ecossistema mais seguro, com práticas mais responsáveis e sustentáveis. Agora, o desafio é manter o ritmo de profissionalização e aprimorar compliance, tecnologia e governança para sustentar o crescimento”, avalia Ricardo Destaole, Head de Bets da iugu.

Para Monara Shainny, o momento é de amadurecimento e oportunidades. “A regulamentação separou quem realmente está comprometido em operar de forma correta e eficiente. As empresas que entenderam isso estão preparadas para crescer em 2026 com mais planejamento e diferenciação”, afirma.

Já Valter Junior destacou o ganho de credibilidade do mercado e a importância do novo ciclo regulatório. “A regulamentação trouxe confiança e previsibilidade. É natural que ajustes ocorram, mas o fato de o Brasil adotar uma das estruturas mais criteriosas do mundo mostra o quanto estamos no caminho certo”, reforçou.

Rodrigo Martinez também enfatizou o papel da informação e da transparência na consolidação do setor. “Profissionalização, retenção de talentos e combate à desinformação são pontos-chave para que o iGaming continue crescendo com solidez e responsabilidade”, disse.

O episódio encerra a temporada regular do Resenha B2B – Especial iGaming, que ao longo de 2025 abordou temas como regulamentação, protagonismo feminino, mercado de trabalho, jogo responsável e balanço do setor. Os episódios estão disponíveis no site da iugu e no canal oficial da empresa no YouTube.

Sobre a iugu 

A iugu é uma empresa brasileira de tecnologia que oferece um ecossistema completo de infraestrutura financeira. Fundada em 2012, conta com cerca de 200 colaboradores e atende mais de 100 mil contas ativas de diversos setores econômicos, como educação, empresas de SaaS, saúde e igaming. A companhia tem entre seus investidores o Grupo Goldman Sachs e é a 25ª licenciada pelo Banco Central como Instituição de Pagamento regulamentada.

Prefeito de Itaju/SP cumpre agenda no Ministério da Saúde para fortalecer ações na Atenção Primária

Gestores municipais discutem programas federais e apresentam demandas prioritárias ao governo

“Estar em Brasília é fundamental para garantir que a nossa cidade seja ouvida e tenha acesso direto às políticas públicas.”
— prefeito Jerri da Fátima

O prefeito de Itaju/SP, Jerri da Fátima, acompanhado do vice-prefeito Welligton Luis Pegorin, esteve em Brasília nesta terça-feira (data) para uma agenda institucional no Ministério da Saúde. A visita teve como objetivo apresentar as principais demandas do município, discutir projetos em andamento e aprofundar o diálogo sobre iniciativas federais voltadas para a Atenção Primária.

Durante o encontro, os gestores foram recebidos pela equipe da assessoria do ministro Alexandre Padilha, que apresentou os principais programas do governo federal destinados ao fortalecimento da rede municipal de saúde. Entre os temas abordados, ganharam destaque o programa Agora Tem Especialistas, novos investimentos para estruturação dos serviços locais e estratégias de ampliação do acesso da população a atendimento qualificado.

O prefeito Jerri ressaltou a importância da viagem e da interlocução direta com o Ministério da Saúde.
“Vir pessoalmente a Brasília faz toda a diferença. Aqui conseguimos explicar nossas realidades, apresentar nossos projetos e buscar soluções que realmente chegam à ponta. Fomos muito bem recebidos, tivemos espaço para mostrar as necessidades de Itaju e voltamos para casa com perspectivas positivas para avançar na saúde do nosso município”, afirmou.

A visita foi conduzida pela equipe da assessoria ministerial e finalizada em reunião com o assessor Humberto Tobé, responsável pela interlocução com gestores municipais paulistas.

Governo Federal anuncia criação de programas de descarbonização da navegação durante a COP30

Iniciativas visam reduzir emissões de gases, promover eficiência energética e modernizar portos e hidrovias - Foto: Eduardo Oliveira/MPor

Iniciativas lançadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) visam reduzir emissões de gases, promover eficiência energética e modernizar infraestruturas portuárias e hidroviárias, alinhando o setor à agenda climática global


O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou nesta terça (18), em Belém (PA), a criação do Programa Nacional de Descarbonização de Portos (PND-Portos) e do Programa Nacional de Descarbonização da Navegação (PND-Navegação). A portaria que institui as iniciativas foi assinada pelo ministro em exercício, Tomé Franca, durante um ato oficial, como parte da programação do MPor na COP30.
 

A medida representa um marco na agenda climática do ministério e consolida o compromisso do Brasil com a Política Nacional sobre Mudança do Clima e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
 

Também participaram do ato Thayrine Oliveira, secretária-executiva adjunta; Otto Luiz Burlier, secretário nacional substituto de Hidrovias e Navegação; e Bruno Neri, diretor de Novas Outorgas e Políticas Regulatórias Portuárias.
 

Os programas são instrumentos centrais para a implementação da Política de Sustentabilidade do Ministério, instituída pela Portaria 58, de 2025 e visam reduzir progressivamente as emissões de gases de efeito estufa (GEE), incentivar a eficiência energética e modernizar as infraestruturas portuárias e da navegação nacional. A iniciativa alinha o Brasil à agenda global de transição energética e inovação tecnológica.
 

O ministro em exercício do MPor, Tomé Franca, destacou a relevância desta iniciativa como um passo concreto para a transição energética no setor. “Assinar esta portaria aqui, em Belém, no coração da COP30, é um passo concreto e decisivo do MPor. O PND-Portos e o PND-Navegação são instrumentos que vão guiar a transição energética do setor aquaviário, alinhando o Brasil às melhores práticas globais. Estamos criando os incentivos para reduzir emissões de gases de efeito estufa, modernizar a frota com combustíveis sustentáveis e tornar nossos portos mais eficientes”, disse.
 

Bruno Neri representou o MPor em mesa-redonda sobre o tema, ocasião em que destacou o compromisso do ministério. “É motivo de alegria assinarmos esta portaria num evento tão especial, como é a COP30, pois isso é uma confirmação do compromisso que nós, como ministério, através do ministro Silvio Costa Filho, temos assumido em relação à política de sustentabilidade”, disse.


Ações estratégicas

Os programas serão estruturados em cooperação com outros atores públicos e privados. O PND-Portos, sob responsabilidade da Secretaria Nacional de Portos (SNP), estará focado na gestão de emissões diretas e indiretas, na adoção de energia limpa, na eletrificação de equipamentos e na inclusão de critérios de sustentabilidade nos contratos de concessão portuária.
 

Já o PND-Navegação, liderado pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), irá contemplar o incentivo a combustíveis sustentáveis, o aprimoramento da eficiência operacional, a modernização da frota e o fortalecimento da infraestrutura de abastecimento.
 

A estruturação técnica dos programas conta com o apoio do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC). Este apoio técnico inclui o planejamento da transição energética no transporte aquaviário e a criação de uma solução integrada para registrar, monitorar e divulgar os indicadores climáticos do setor.
 

A portaria fortalece a governança climática do MPor e traduz em ações concretas os compromissos internacionais assumidos pelo país, tornando-se uma referência para a construção de uma matriz logística de baixo carbono e resiliente.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Grupo mexicano anuncia a compra das operações da Motiva nos aeroportos do Brasil

Grupo mexicano vai ampliar relações comerciais entre Brasil e México e fortalecer turismo de negócios e de lazer - Foto: Aeroporto Confins/Divulgação

O anúncio foi feito hoje ao ministro do MPor, Silvio Costa Filho, que ressaltou o fortalecimento do mercado da aviação brasileira
 


O grupo mexicano Aeropuerto de Cancún, subsidiária do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), anunciou nesta terça-feira (18) ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a aquisição da operação da Motiva (ex-CCR) no Brasil, que administra 17 aeroportos no país, em nove estados, incluindo o aeroporto de Confins (MG) e o aeroporto de São Luís (MA). A operação tem valor total de R$ 5 bilhões e envolve ativos em outros países da América Latina. A empresa mexicana possui ampla experiência em gestão aeroportuária. O grupo, atualmente, opera nove aeroportos no México e outros sete na América Latina.


“A vinda de um player mexicano vai ampliar as relações comerciais entre Brasil e México e fortalecer o turismo de negócios e de lazer entre os dois países. Nós estamos falando da maior transação aeroportuária em curso no mundo”, afirmou o ministro. “O investimento de R$ 5 bilhões por uma operadora internacional no Brasil é uma demonstração de confiança no crescimento da aviação no país”, acrescentou.


“Esses novos investimentos dialogam com a agenda do Ministério de Portos e Aeroportos de buscar a ampliação de novas concessões no Brasil. Nós estamos vivenciando o maior volume de investimentos da história em infraestrutura do setor aeroportuário. Nesses últimos dois anos e meio do governo Lula, já incluímos quase 30 milhões de passageiros a mais na aviação brasileira, o que é fruto do crescimento econômico e do turismo no Brasil”, acrescentou o ministro.


O ministro evidenciou a possibilidade de ampliação dos voos entre os dois países e de incremento do turismo de lazer e de negócios. Pela posição geográfica estratégica dos dois países da América Latina, ao sul e ao norte, Brasil e México podem ser hubs aeroportuários, com conexão entre Estados Unidos e os países sul-americanos.


A operação representa ainda maior dinamismo e diversidade para o setor aeroportuário brasileiro, que passará a ter outro operador estrangeiro. A aquisição reflete também, na opinião do ministro, a atratividade do setor de transporte aéreo nacional, valorizando os ativos brasileiros e criando novas oportunidades de negócio para outros aeroportos no país.


Neste ano, de janeiro a setembro, foram registrados 1.375 voos entre os dois países, uma alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, e 253 mil passageiros transportados, com crescimento de 15,4% frente a 2024.


Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos