Deputado do PL conclui trajeto iniciado em Paracatu (MG), reúne apoiadores na Praça do Cruzeiro e amplia pressão política com presença de aliados na capital federal.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou neste domingo (25) à Praça do Cruzeiro, no Eixo Monumental, após concluir uma caminhada iniciada em Paracatu (MG). O trajeto, que mobilizou apoiadores ao longo do caminho e ganhou tração nas redes sociais, terminou com concentração em um dos pontos mais simbólicos de Brasília, consolidando o movimento como uma demonstração de força política em pleno centro do poder.
Batizada por aliados como uma “caminhada pela liberdade”, a mobilização foi construída com um objetivo claro: transformar o deslocamento físico em um ato político. Durante os dias de percurso, Nikolas apostou em uma narrativa de enfrentamento institucional, com discursos voltados ao eleitorado conservador e críticas a decisões e ações que, segundo o grupo, representam excessos e desequilíbrios no cenário nacional. O resultado foi uma jornada que deixou de ser apenas simbólica e passou a operar como ferramenta de mobilização.
Na chegada à capital, o ato assumiu um caráter ainda mais estratégico. Brasília é, por definição, o palco da disputa institucional, e a escolha do Eixo Monumental reforçou o recado de que a caminhada tinha destino e alvo: o debate nacional. A presença de manifestantes, parlamentares aliados e lideranças políticas alinhadas ao deputado deu o tom de um evento organizado para produzir repercussão, pressionar o ambiente político e manter a base engajada em um período de alta temperatura entre oposição e governo.
Ao longo do percurso e na reta final em Brasília, a caminhada contou com a participação de apoiadores e de figuras públicas do campo conservador, que se somaram ao movimento em diferentes momentos e reforçaram a convocação para o ato final. Nos bastidores, o evento também elevou o nível de atenção sobre segurança e controle do espaço público, diante do potencial de crescimento da mobilização na Esplanada e no entorno de prédios estratégicos.
Diante da multidão, Nikolas discursou e reforçou a leitura de que a caminhada representa mais do que um protesto: seria um gesto de resistência política. “A gente não veio até aqui por aventura. Viemos porque o Brasil precisa ouvir quem está sendo calado. Essa caminhada é a prova de que o povo não vai se curvar”, afirmou o deputado, em declaração registrada durante a chegada na Praça do Cruzeiro.
Com o encerramento do trajeto em Brasília, a caminhada entra para o repertório de mobilizações que ultrapassam o formato tradicional de manifestação e passam a funcionar como instrumento político contínuo. O movimento amplia o capital simbólico de Nikolas Ferreira, reforça seu protagonismo nacional e evidencia uma estratégia cada vez mais usada por lideranças políticas: ocupar as ruas, dominar a narrativa digital e transformar atos públicos em pressão direta sobre o jogo institucional.
Filho da cidade, criado entre ruas de chão batido, referência no esporte, na cultura popular e no trabalho social, Marcelo Rodrigues — concorre pela primeira vez ao cargo com o objetivo de fortalecer os projetos e a identidade cultural de Ceilândia
Ceilândia tem nome, história e sentimento quando o assunto é cultura. E esse sentimento ganha ainda mais força com a habilitação de Marcelo Rodrigues – Marcelinho – no processo seletivo para o cargo de Gerente de Cultura de Ceilândia. Pela primeira vez concorrendo à função, Marcelinho entra na disputa trazendo não apenas um currículo consistente, mas uma trajetória profundamente enraizada na cidade que o formou.
Filho de pais nordestinos, Marcelinho cresceu na região da Ceilândia em um período em que as ruas ainda eram de terra e a cidade se construía dia após dia com o esforço coletivo de seu povo. Foi nesse cenário que ele aprendeu, desde cedo, o valor da coletividade, da cultura popular e da resistência que marcam a identidade ceilandense. As quadrilhas juninas, o teatro, a dança, o esporte e os movimentos culturais sempre fizeram parte do seu cotidiano — não apenas como vivência, mas como prática, militância e construção social.
Reconhecido como presidente do Instituto Ceilândia, entidade que celebrou 21 anos de atuação em outubro de 2025 Marcelinho também é Cidadão Honorário do Distrito Federal, título que simboliza o reconhecimento público pelo impacto de seu trabalho social, cultural, esportivo e de Infraestrutura.
Paralelamente, atua como coordenador da base profissional do Ceilândia Esporte Clube, onde gerencia anualmente mais de 9 mil jovens atletas em 17 núcleos espalhados em todo Distrito Federal e Águas lindas de Goiás com idades entre 11 e 20 anos. Mais do que formar jogadores, utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social, cidadania e transformação de vidas.
Cultura e esporte como instrumentos de transformação
No esporte, Marcelinho construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o futuro da juventude. No Ceilândia Esporte Clube, sua atuação vai além das quatro linhas, conectando disciplina, educação e oportunidade. Já na cultura, seu nome é sinônimo de militância, articulação e defesa das tradições locais.
Com formação e certificação pelo CEAC (Certificado nº 7613), possui ampla experiência em artes cênicas, dança, cultura popular e comunicação educativa. Atuou como Conselheiro de Cultura de Ceilândia, Conselheiro de Cultura do Sol Nascente/Pôr do Sol, integrou o Conselhão e foi representante do Distrito Federal na área de teatro junto à Secretaria de Cultura do DF, participando ativamente da construção de políticas públicas culturais.
Na cultura popular, sua história se confunde com a da Quadrilha Junina Mala Véia, da qual foi presidente. O grupo, com 46 anos de existência, é o campeão brasileiro e tricampeão do Distrito Federal oriundo de Ceilândia, um feito inédito que projetou a cidade em nível nacional. São mais de 25 anos de dedicação direta à valorização das tradições nordestinas e da identidade cultural ceilandense.
Primeira candidatura, movida pelo compromisso com a cidade
Mesmo com uma trajetória consolidada, Marcelinho ressalta que a decisão de concorrer ao cargo nasce de um chamado coletivo e de uma leitura atenta das necessidades atuais da cidade.
“Eu sou fruto de Ceilândia. Cresci vendo essa cidade nascer, se expandir e se reinventar. Tudo o que sou hoje foi construído aqui: nas ruas de Ceilândia , nos campos de futebol, nos ensaios de quadrilha e nos movimentos culturais. Concorrer a esse cargo é uma forma de devolver à cidade tudo o que ela me deu”, afirma.
De forma técnica e objetiva, ele reforça que sua experiência o credencia para o desafio da gestão cultural. “Tenho vivência prática na cultura, no esporte e no social, além de experiência em gestão, conselhos e articulação institucional. Conheço a realidade dos fazedores de cultura e sei como funcionam as políticas públicas culturais. Quero contribuir para fortalecer a identidade de Ceilândia e ampliar as oportunidades para quem vive da cultura”, destaca Marcelinho.
Marcelinho Rodrigues: patrimônio cultural vivo de Ceilândia
🎙️ Apresentação dos candidatos
🗓 4 de fevereiro ⏰ 19h 📌 Centro Cultural de Ceilândia
🗳️ Votação e credenciamento
🗓 5 de fevereiro ⏰ 13h às 18h 📌 Centro Cultural de Ceilândia 📍 Ao lado da Estação do Metrô Ceilândia Norte e da Biblioteca Pública de Ceilândia
📜 Documentação necessária
• RG • Título de eleitor • Comprovante de residência • Portfólio artístico-cultural
📊 Apuração dos votos
🗓 5 de fevereiro, a partir das 18h
Os três candidatos mais votados seguirão para a lista tríplice, que será apresentada ao Administrador Regional de Ceilândia.
Mais do que técnica, o Civebra reafirmou a função social da EMB na democratização do acesso da cultura, do ensino e da produção musica l Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Com apresentações diárias, edição do Civebra contribuiu para a formação de músicos e promoção da cultura
A música tomou conta do Teatro Levino de Alcântara da Escola de Música de Brasília (EMB) na noite desta sexta-feira (23). Com a casa cheia e uma atmosfera de entusiasmo, a unidade escolar da rede pública de ensino do Distrito Federal celebrou o encerramento da 47ª edição do Curso Internacional de Verão de Brasília (Civebra). O evento, que continua neste sábado (24), às 19h, reuniu apresentações da Banda Sinfônica e um Recital de Canto Erudito, consolidando semanas de intenso aprendizado e troca de experiências.
Ao longo de todo o mês de janeiro, a EMB se transformou em um canteiro de obras artísticas, com cursos realizados nos turnos matutino, vespertino e noturno. As atividades foram realizada diariamente, ocupando inclusive os fins de semana, o que reforçou o papel da escola como um polo de efervescência cultural para todo o Distrito Federal.
Mais do que técnica, o Civebra reafirmou a função social da EMB na democratização do acesso da cultura, do ensino e da produção musical. Como unidade da rede pública de ensino, a escola cumpre o papel de oferecer à comunidade não apenas o consumo de cultura, mas a capacidade de produzi-la. Esse movimento é fundamental para o desenvolvimento da economia local, oportunizando que novos talentos se destaquem e se profissionalizem.
Para Jean Figueiredo, servidor da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), o evento já é parte da identidade da cidade. “O Civebra já faz parte do que podemos chamar de patrimônio imaterial de Brasília, sendo o momento em que consolidamos todo o aprendizado desenvolvido pela Escola de Música e reafirmamos sua relevância para a capital. A Secretaria de Educação tem investido profundamente nesse incentivo à musicalização, fruto de um trabalho conjunto entre a equipe gestora, professores e estudantes para oferecer esse fomento à cultura para a sociedade de Brasília em geral”, destacou Jean.
Intercâmbio e vivência prática
Para quem esteve nos palcos, a experiência foi definida como “transformadora”. Luís Mário, músico amador que participou do curso de Big Band, focado em orquestração e arranjos de jazz, ressaltou a ambiente colaborativo e a conexão entre os participantes. “Foi incrível estar em contato com músicos de excelência. Geralmente, o patamar de qualidade eleva todo mundo: todos se ajudam, criando uma conexão muito forte entre os alunos”, relatou o estudante.
A importância da EMB como unidade singular no Distrito Federal também foi destacada por Sandra Cristina de Brito, da coordenadora da Regional de Ensino do Plano Piloto. “É um orgulho para nossa rede. A coordenação procura estar sempre junta, pois sabemos da relevância que a musicalização tem na vida de todo cidadão. Não existe outra escola com esse perfil na nossa região”, afirmou.
O despertar de novos sonhos
Para as famílias, o Civebra é um espaço de inspiração e resgate de esperanças. Wilton César de Santos Moreira acompanhou orgulhoso a apresentação de seu filho, Caio César, estudante regular de percussão erudita na EMB. “É uma satisfação enorme ver meu filho conseguindo alcançar o que ele quer, que é seguir na música. Eu sempre o acompanhei e incentivei desde que ele nasceu”, contou.
Wilton, que toca cavaquinho de forma amadora e vem de uma família com veia musical, revelou que estar na escola como para a vivência musical despertou um desejo antigo: “Sempre quis estudar na Escola de Música de Brasília, mas pela correria do trabalho nunca consegui. Hoje, pela primeira vez, estou aqui dentro para ver meu filho. Quem sabe isso não abre a minha mente? Ainda estou novo, quem sabe eu não consiga entrar aqui também”, comentou Wilton.
Plateia diversa
O evento também atraiu quem nunca havia tido contato próximo com uma orquestra. Luiz Eduardo Ribeiro Guerra, espectador que prestigiava o evento pela primeira vez, destacou a importância do apoio governamental. “Gosto de música clássica, bossa nova e blues, mas nunca tinha assistido a uma orquestra presencialmente. No Brasil, o estudo da música ainda é muito desvalorizado, por isso é essencial que existam escolas públicas que ensinem todas as modalidades”, defendeu.
O encerramento do 47º Civebra reafirma o compromisso da SEEDF em investir na cultura como ferramenta de formação integral, provando que a educação musical é uma chave poderosa para transformar trajetórias de vida e fortalecer o patrimônio cultural de Brasília.
*Com informaçôes da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
Projeto cria diretrizes para combater o etarismo e fortalecer a autonomia econômica de mulheres com mais de 50 anos no Distrito Federal
O deputado Pepa (PP) apresentou o Projeto de Lei nº 224/2023, que estabelece diretrizes para incentivar a inserção e a permanência de mulheres com mais de 50 anos no mercado de trabalho do Distrito Federal. A iniciativa busca enfrentar uma realidade que ainda afeta milhares de profissionais: o fechamento de portas e a redução de oportunidades a partir da idade, mesmo diante de ampla experiência e qualificação.
A proposta reconhece que o etarismo, somado a desigualdades históricas de gênero, gera barreiras adicionais para mulheres maduras que desejam retomar a carreira, mudar de área ou continuar ativas profissionalmente. Ao criar parâmetros para ações de incentivo, o projeto pretende promover mais equidade e garantir que a experiência acumulada por essas mulheres seja valorizada como um ativo para empresas, instituições e para a economia local.
Entre os objetivos do PL 224/2023 estão o fortalecimento da autonomia econômica, a valorização da trajetória profissional e a ampliação da inclusão produtiva. A iniciativa também reforça a importância de políticas públicas que contribuam para reduzir a vulnerabilidade social, oferecendo mais segurança e estabilidade financeira para mulheres que muitas vezes são responsáveis pelo sustento da família.
Para o deputado Pepa, o projeto representa um passo importante para transformar a realidade de quem ainda enfrenta preconceito no momento de buscar uma oportunidade. “Não se trata apenas de abrir uma vaga, mas de garantir dignidade, reconhecimento e condições reais para que essas mulheres possam continuar contribuindo com o seu talento e sua experiência”, destaca o parlamentar.
Com o avanço do debate sobre empregabilidade e envelhecimento ativo, a proposta reforça o compromisso do mandato com a inclusão e o desenvolvimento social no DF. A expectativa é que, ao consolidar diretrizes claras, o projeto contribua para ampliar oportunidades e fortalecer uma cultura de respeito e valorização das mulheres 50+, promovendo um mercado de trabalho mais justo e mais humano.
Já está em vigor no Distrito Federal a Lei Distrital 7.792/25, uma iniciativa de autoria do deputado Pepa (PP) que estabelece medidas integradas de prevenção e enfrentamento às queimadas anuais. A proposta tem como foco reduzir a incidência dos incêndios e minimizar os impactos ambientais, sociais e econômicos provocados, especialmente durante os períodos de seca.
A legislação prevê uma atuação ampla e coordenada, com ações de educação e conscientização voltadas a comunidades rurais, escolas, empresas e entidades civis. A ideia é reforçar a cultura de prevenção, estimulando práticas responsáveis e alertando sobre os riscos e consequências das queimadas, tanto em áreas urbanas quanto em regiões de vegetação nativa.
Outro ponto central da norma é a criação de um sistema de monitoramento e alerta precoce, que deve utilizar tecnologias como satélites e drones para identificar focos de incêndio com maior rapidez. Com esse mecanismo, o DF passa a contar com uma estratégia mais moderna para antecipar riscos e acelerar a resposta dos órgãos competentes.
A lei também estabelece a necessidade de investimentos em equipamentos e veículos adequados para o combate a incêndios florestais e urbanos, além da formação de brigadas especializadas, com capacitação técnica e fornecimento de equipamentos de proteção individual. Conforme o texto legal, os custos para execução das medidas deverão ser cobertos por dotações orçamentárias próprias da Secretaria de Meio Ambiente, previstas no orçamento vigente.
Para o deputado Pepa, a estruturação de políticas públicas permanentes é essencial para enfrentar um problema que se repete ano após ano no Distrito Federal. “Considerando que as queimadas têm se mostrado um problema recorrente, especialmente em períodos de seca, este programa busca criar uma abordagem proativa e coordenada para enfrentar a questão de maneira eficaz, respeitando as legislações vigentes e aproveitando as boas práticas já estabelecidas. Sua implementação proporcionará um avanço significativo na gestão dos riscos associados às queimadas, promovendo um ambiente mais seguro e saudável para todos os habitantes do Distrito Federal”, destacou o parlamentar.
O novo empório rural terá área de 747 m² e poderá abrigar 20 boxes de produtores locais | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Com investimento de mais de R$ 1,4 milhão e composto por 20 boxes, espaço vai ampliar a comercialização da agricultura familiar; projeto segue modelo do Empório do Colorado
Com o objetivo de ampliar os canais de comercialização e gerar novas oportunidades para os produtores da agricultura familiar, o Governo do Distrito Federal (GDF) implantará mais um empório rural, desta vez no Jardim Botânico. Com investimento superior a R$ 1,4 milhão, as obras estão atualmente na fase de preparo do terreno. O novo equipamento será construído na Rodovia DF-463, no Setor Habitacional Jardins Mangueiral.
A expectativa, segundo o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, é que o novo empório também cumpra o papel de beneficiar produtores das regiões de São Sebastião, Jardim Botânico, Santa Bárbara e Tororó, ao permitir a comercialização direta ao consumidor e reduzir a atuação de intermediários. “Como o espaço será exclusivo para produtores rurais, a iniciativa contribui para aumentar a rentabilidade no campo”, afirma.
A área de 747 m² cedida pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) à Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) segue o mesmo sistema construtivo do Empório Rural do Colorado, na DF-150, que combina madeira tratada e alvenaria, com uso de telhas de material reciclado e estética rural, para preservar a identidade do campo e valorizar os produtos vindos diretamente de homens e mulheres do meio rural.
O espaço será composto por 20 boxes, sendo 18 destinados à exposição e venda de produtos, como queijarias artesanais premiadas, ovos, frutas, legumes, verduras, charcutaria, vinhos, mel e doces, e dois para lanchonetes, o que criará um ambiente adequado para a comercialização de produtos locais.
A gestão do local será feita por associação ou cooperativa, a ser definida por chamamento público, com critérios como quantidade de produtores familiares, prioridade para organizações com maior participação de mulheres e preferência para grupos da própria região.
Rafael Bueno: “Como o espaço será exclusivo para produtores rurais, a iniciativa contribui para aumentar a rentabilidade no campo”
O secretário também afirmou que o GDF já tem recursos garantidos para a construção de mais dois empórios em 2026: um em Brazlândia, em frente à Associação Rural e Cultural Alexandre Gusmão (Arcag-DF), com foco no morango, produto símbolo da região; e outro no Gama, seguindo o mesmo modelo de diversidade e valorização da produção local.
Impacto
A iniciativa do novo empório atende diretamente às demandas dos produtores rurais das regiões administrativas do Jardim Botânico e de São Sebastião, áreas reconhecidas pela diversidade e qualidade da produção agrícola. A região de São Sebastião é atualmente a maior produtora de orgânicos do Distrito Federal, com 67 produtores certificados, responsáveis pelo cultivo de frutas, hortaliças e ovos orgânicos.
Destacam-se produções consolidadas, como morango orgânico, além do crescimento recente da produção de ovos, cafés especiais e queijos artesanais, integrados à Rota do Queijo. Parte dos produtores da região já participa de programas de compras institucionais, como o Programa Alimenta Brasil (PAB), o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Além disso, os produtos também são comercializados em feiras e por meio de cooperativas locais. Atualmente, a região administrativa de São Sebastião está localizada a cerca de 33 quilômetros da Ceasa-DF, principal centro de comercialização do DF. Essa distância dificulta o escoamento da produção e eleva os custos logísticos, especialmente com transporte e frete, o que impacta diretamente a renda dos agricultores familiares.
Empório do Colorado
Pedro Sena destaca que a abertura do Empório Rural do Grande Colorado consegue atender ao público de Sobradinho, Sobradinho II e Setor de Mansões
O Empório Rural do Colorado, na DF-150, que se consolidou como um sucesso e se tornou um ponto de encontro da região, foi inaugurado pelo governador Ibaneis Rocha em outubro de 2024. Ele beneficia mais de 40 produtores do Grande Colorado, Sobradinho e região do Lago Oeste, além da população em geral que frequenta a região.
Os produtores antes ocupavam um espaço improvisado e foram despejados por decisão judicial, por estarem em área particular. No empório construído pelo GDF, atendem o público às sextas-feiras, e aos sábados e domingos. Segundo o vice-presidente da Associação dos Permissionários do Empório Colorado (Apec) e produtor rural, Pedro Sena, o novo projeto trouxe melhorias significativas, como boxes maiores, corredores mais largos e melhor circulação, além de um ganho importante em visibilidade.
“O espaço anterior ficava entre o Posto Flamingo e o Atacadão, onde se imaginava que haveria boa visibilidade, mas muitas pessoas do Taquari nem conheciam o local. Aqui, graças a Deus, o movimento é muito bom”, relata. Ele também destaca que a divulgação ajudou a atrair público de regiões como Grande Colorado, Sobradinho, Sobradinho II e Setor de Mansões, que antes não frequentavam o espaço. A abertura às sextas-feiras também contribuiu para aumentar o fluxo de clientes, especialmente aqueles que não conseguiam ir aos sábados.
Com mais conforto, visibilidade e movimento, as vendas aumentaram para todos. “Não foi algo como dez vezes mais, mas todo mundo que trabalha sério aqui teve aumento nas vendas. Foi muito bem recebido pela população, que avalia o espaço como ótimo.”
Investimento completo
O Governo do Distrito Federal tem feito um investimento completo na agricultura familiar, desde o apoio inicial ao produtor, com máquinas, adubo e sementes, passando pela assistência técnica e pelo financiamento por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), com juros de apenas 3% ao ano. Além disso, o GDF compra parte da produção para a merenda escolar e cria canais para a comercialização, como os empórios e galpões.
Na prática, o governo acompanha o produtor desde o momento em que ele planta até a venda do produto final. Esse modelo integrado tem fortalecido o setor e explica por que a gestão é hoje bem avaliada na área rural. Segundo o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, produtores relatam que se sentem representados pelo governo, justamente porque as políticas públicas conectam o campo à cidade e criam oportunidades reais de renda e desenvolvimento.
O BRB concluiu ontem (21/1) a entrega de 152.868 cartões do Programa Cartão Uniforme Escolar aos estudantes da rede pública do Distrito Federal. O benefício, que garante crédito anual de R$ 282,99 por aluno para compra de uniformes em malharias credenciadas, promove igualdade de acesso, autonomia às famílias e estímulo direto à economia local.
Instituído por lei em outubro de 2025, o programa teve sua primeira etapa executada em 22 pontos de distribuição definidos pela Secretaria de Educação, com apoio da BRB Serviços.
“O Cartão Uniforme Escolar é uma política de dignidade que alivia o orçamento das famílias, fortalece o comércio local e cria um ciclo virtuoso de desenvolvimento. Cada cartão entregue representa uma criança com uniforme completo, mais autoestima e mais permanência na escola. Ao mesmo tempo, representa renda e previsibilidade para costureiras, malharias e pequenos lojistas do DF. Como banco público, nosso compromisso é transformar eficiência operacional em valor social”, afirma Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB.
O crédito é concedido de forma universal, sem critério de renda, e reúne em um único cartão o valor destinado a todos os estudantes sob responsabilidade de uma mesma família. As compras podem ser realizadas em mais de 90 malharias credenciadas, em processo contínuo conduzido pela Sedes-DF. A logística de entrega segue modelo simplificado, com retirada presencial em postos espalhados pelo DF e consulta dos locais no portal GDF Social.
A primeira fase de distribuição iniciou em 22 de dezembro e, embora tenha alcançado a maior parte dos beneficiários, aproximadamente 28% do total de cartões permanece pendente de retirada. Para assegurar que todas as famílias recebam o benefício, está sendo avaliada a prorrogação do calendário, com previsão de retomada das entregas em 2 de fevereiro, por um período estimado de duas semanas. O novo cronograma será divulgado nos canais oficiais da Secretaria de Educação.
O novo modelo substitui a antiga distribuição centralizada de uniformes, aumenta a autonomia das famílias, desburocratiza processos e fortalece fornecedores locais. A iniciativa integra a rede de proteção social do DF e se soma a outros benefícios operados pelo BRB, como o Cartão Material Escolar e diversos programas de transferência de renda.
Desde 2019, o BRB já operacionalizou mais de 30 programas sociais, beneficiando centenas de milhares de famílias e movimentando quase R$ 3 bilhões em pagamentos, sendo R$ 722 milhões apenas em 2025, em 2,89 milhões de transações, consolidando-se como o principal agente financeiro das políticas sociais do Distrito Federal.
A transição para o novo modelo exige mais que ajustes contábeis; demanda governança robusta e atualização tecnológica para mitigar riscos e capturar eficiências
A regulamentação da Reforma Tributária é um marco para mudanças na forma como inúmeros setores serão tributados no Brasil. Na Saúde não será diferente. A substituição de cinco tributos — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — pelo modelo de IVA Dual, composto por Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), simplifica o sistema e altera a lógica fiscal que sustenta a operação de hospitais, clínicas, operadoras e fornecedores de insumos e equipamentos médicos.
Reconhecido como um setor essencial, a saúde passa a ter tratamento diferenciado na nova estrutura, com redução de 60% nas alíquotas aplicadas aos serviços e isenções integrais para uma lista extensa de medicamentos, dispositivos médicos e equipamentos considerados estratégicos. Na prática, a mudança tende a reduzir distorções dessa cadeia, que hoje convive com sobreposição de tributos, regimes distintos e elevada complexidade operacional, fatores que pressionam custos e impactam o acesso da população aos serviços.
Mas o efeito mais profundo da reforma não está apenas nas alíquotas. A introdução da não cumulatividade plena do IVA, prevista na Lei Complementar 214/2025, muda a forma como os créditos tributários poderão ser apropriados e compensados pelas instituições de saúde. Os hospitais passarão a utilizar créditos gerados na aquisição de bens e serviços para abater o IBS e a CBS devidos, exigindo controle rigoroso das operações, atenção às exceções previstas em lei e capacidade de rastreabilidade fiscal ao longo de toda a cadeia.
“Estamos falando de uma mudança que vai muito além do fiscal. A reforma altera a lógica operacional da saúde, porque obriga as instituições a terem domínio preciso sobre suas operações, seus fluxos e seus dados. Sem isso, os benefícios previstos em lei simplesmente não se materializam”, afirma Ramon Martins Maia, Diretor de Produto e Performance da MV.
Outro ponto sensível é a adoção do princípio do destino, que redefine o local de incidência do tributo com base na prestação ou fruição do serviço, e não mais na origem. Em um setor marcado por atendimentos presenciais, serviços realizados fora do estabelecimento e por modalidades remotas, a correta identificação do local da operação, do adquirente e do destinatário passa a ser determinante para evitar erros de apuração e riscos fiscais.
“Na saúde, é comum que o pagador não seja exatamente quem recebe o serviço, especialmente em operações envolvendo SUS, planos de saúde e atendimentos fora do estabelecimento. A reforma exige um nível de controle muito maior sobre essas distinções, o que traz desafios importantes para hospitais e clínicas”, explica o executivo.
Nesse cenário, os sistemas de gestão hospitalar deixam de ser ferramentas administrativas e assumem papel estratégico na adaptação à nova lógica tributária. Serão eles os responsáveis por integrar regras fiscais, operacionais e assistenciais, garantindo o correto enquadramento de serviços, a aplicação dos benefícios previstos nos diversos anexos da legislação e a conformidade com normas que ainda estão em fase de regulamentação.
“A tecnologia passa a ser a espinha dorsal dessa transição. É por meio dos sistemas de gestão que as instituições conseguirão acompanhar as regulamentações, aplicar corretamente as regras do IVA Dual e manter segurança jurídica durante o período de transição”, diz Ramon.
Hospitais filantrópicos, por exemplo, poderão se beneficiar de alíquotas reduzidas ou zeradas na aquisição de medicamentos e dispositivos médicos, desde que cumpram requisitos específicos, como a manutenção da Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) e a vinculação das compras às atividades relacionadas ao SUS. Sem processos e sistemas preparados, esses benefícios podem não se concretizar na prática.
Para o setor, a Reforma Tributária representa um avanço relevante ao reconhecer a importância social da saúde e buscar maior racionalidade no sistema fiscal. “O grande desafio agora é transformar uma boa arquitetura legal em ganhos reais para as instituições e, consequentemente, para o paciente. Isso passa por planejamento, informação qualificada e decisões corretas ao longo de toda a transição”, explica Maia.
Babyanny De Souza Barreto, coordenadora de Facilities do Sicoob UniCentro Br – Crédito: Arquivo pessoal/Divulgação
No mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, Sicoob UniCentro Br reforça o cuidado com seus colaboradores ao oferecer atendimento psicológico por meio da plataforma Orienteme e promover palestra online com psicóloga especializada
O debate sobre saúde mental no ambiente de trabalho tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil e no mundo, especialmente em setores marcados por pressão, metas e alta responsabilidade, como o financeiro. Segundo a pesquisa Check-up de Bem-estar 2025, desenvolvida pela Vidalink, o estresse relacionado ao trabalho faz com que 63% dos profissionais sintam ansiedade ou angústia na maior parte dos dias. Já dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho apontam aumento de 134% nos benefícios concedidos no último biênio associados à saúde mental. Inserido nesse contexto, o Sicoob UniCentro Br tem fortalecido iniciativas voltadas ao bem-estar emocional de seus colaboradores, combinando acesso contínuo a atendimento psicológico com ações de conscientização.
No âmbito do Janeiro Branco – campanha nacional dedicada à promoção da saúde mental e emocional –, a cooperativa financeira promoveu uma palestra virtual com a psicóloga da Plataforma de Psicologia Organizacional Orienteme Cleide Fernandes, voltada a ampliar a compreensão dos colaboradores sobre saúde mental e recursos disponíveis. “Nosso objetivo é oferecer aos colaboradores ferramentas práticas para fortalecer foco, presença e autoconsciência, além de habilidades essenciais para quem atua no setor financeiro. Além disso, a palestra integra o calendário contínuo de ações conduzidas pela cooperativa para reforçar que o bem-estar não é uma ação pontual, mas uma cultura que estamos construindo e fortalecendo todos os dias”, ressalta o diretor operacional do Sicoob UniCentro Br, Charles Campanha.
Para a coordenadora de Facilities da cooperativa financeira, Babyanny De Souza Barreto, a ação empreendida pela instituição em virtude do Janeiro Branco, por meio da palestra, é uma forma de desmistificar o preconceito que muitas pessoas carregam em relação ao acompanhamento psicológico e seus benefícios. “É importante que os colaboradores entendam que cuidar da saúde mental é tão essencial quanto cuidar da saúde física. Temos o hábito de realizar check-ups anuais, mas ainda não estamos acostumados a buscar terapia, algo que precisa ser revisto. Vivemos em uma sociedade cada vez mais ansiosa e imediatista, e é fundamental acompanhar esse cenário, compreendendo que o cuidado com a saúde mental exige tempo, constância e entendimento de que tudo faz parte de um processo”, analisa.
Cuidado contínuo
A Plataforma Orienteme é uma ferramenta contratada pelo Sicoob UniCentro Br para disponibilizar terapia online para os funcionários, sendo ofertadas a cada um quatro sessões mensais, conteúdos especializados e possibilidade de incluir dependentes. “Esse modelo não só amplia o acesso, como também atende às exigências NR-1, que reforça a necessidade de monitorar riscos psicossociais e promover ambientes saudáveis”, explica Charles Campanha. Ele avalia que trabalhar em um ambiente de alta responsabilidade aumenta a exposição a riscos psicossociais, que é exatamente o que a Norma Regulamentadora 1 (NR-1) – base da Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil – orienta que seja monitorado e prevenido.
“Na nossa cooperativa, cuidar das pessoas faz parte do nosso propósito. Sabemos que o setor financeiro exige atenção constante e decisões rápidas, o que reforça a importância de olhar para a saúde mental de forma estratégica”, pontua o diretor. Ele destaca que os impactos da iniciativa são visíveis e que a terapia tem ajudado colaboradores a lidar melhor com desafios emocionais, melhorar a consciência sobre limites e encontrar mais equilíbrio na rotina. “Muitos relatam maior clareza, mais disposição e sensação de acolhimento ao saber que têm suporte profissional à disposição. Além da Orienteme, iniciativas de bem-estar como Wellhub e ginástica laboral contribuem para o cuidado também com a saúde física, combinação que fortalece a energia, reduz tensões e cria um clima organizacional mais leve, colaborativo e humano”, afirma.
Babyanny, por exemplo, conta que faz uso do benefício há quase três anos e observa que buscar o equilíbrio mental é fundamental em todos os aspectos da vida e que ter acesso a esse tipo de apoio reforça a importância de valorizar o nosso bem-estar emocional e de enxergar a saúde mental como uma prioridade. “O acompanhamento nos proporciona uma nova e mais ampla perspectiva para interpretar e lidar com determinadas situações do dia a dia. É gratificante fazer parte de uma organização que valoriza o cuidado com as pessoas e com a saúde, oferecendo um benefício tão importante. Esse acesso demonstra o cuidado e compromisso da empresa com o bem-estar dos colaboradores, o que faz toda a diferença no dia a dia”, finaliza.
Ações educativas organizadas pelo Detran-DF estão previstas para ocorrer em diversas unidades de ensino | Foto: Divulgação/Detran-DF
Detran-DF intensifica ações educativas e de fiscalização para garantir segurança no entorno das unidades de ensino
As aulas nas escolas particulares já estão de volta, e o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) trabalha para que o ir e vir dos alunos aconteça de forma segura. Para isso, foram instalados diversos painéis de mensagens próximos às unidades de ensino, com alertas sobre a importância de escolher um transporte escolar regularizado e sobre regras básicas de circulação para veículos e pedestres.
Com a volta às aulas, o fluxo de pedestres e de veículos aumenta significativamente, principalmente nos horários de entrada e saída dos estudantes. Por isso, estão programadas atividades educativas na porta das escolas, nas quais educadores de trânsito recebem pais e alunos, entregando material informativo para reforçar as medidas de segurança tanto para quem vai às aulas quanto para quem transporta os estudantes. Travessia na faixa, uso do cinto de segurança ou de dispositivo de retenção adequado à idade da criança, não parar em fila dupla e não bloquear a via são cuidados essenciais destacados pelos educadores.
“Se todos respeitarem as regras de circulação, nossas crianças irão à escola e voltarão para casa em segurança. Para isso, nossas equipes estão trabalhando na orientação de pais, alunos e transportadores, mas também na fiscalização do cumprimento dessas regras. Não podemos permitir que descuidos ou irresponsabilidades coloquem a vida dos alunos em risco”, destaca o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini.
Fiscalização
Ações de policiamento e fiscalização de trânsito também estão programadas para as duas próximas semanas em Pontos de Demonstração (PDs) nas imediações das escolas. Os agentes de trânsito estarão atentos às travessias de pedestres, à fluidez do tráfego e ao embarque e desembarque de passageiros, além do estacionamento de veículos em locais que possam trazer riscos ao trânsito e de outras irregularidades que comprometam a segurança viária.
Além disso, haverá Blitz Escolar para coibir o transporte escolar irregular, com verificação da documentação dos veículos e dos condutores. Quem transporta escolares sem a devida autorização comete infração gravíssima, prevista no inciso XX do artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro, sujeitando-se à multa de R$ 1.467,35 e a sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além da remoção do veículo ao depósito.
Cronograma
Arte: Detran-DF
No sábado (24), das 12h às 16h, os educadores do Detran-DF também estarão no Venâncio Shopping, no Setor Comercial Sul, para orientar o público sobre comportamentos seguros na volta às aulas. Na próxima semana, a ação no local se repetirá na quinta (29) e na sexta-feira (30), das 11h às 14h.
*Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF)
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