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Nordeste recebe R$ 128 bilhões em projetos para novos investimentos na Região

Paulo Câmara fala da Chamada Nordeste durante a COP Nordeste, em Fortaleza, nesta quarta-feira (Foto: Fernando Cavalcante)

Empresas e grupos de investidores demonstraram interesse em investir R$ 127,8 bilhões em novos negócios na região Nordeste. Os valores contabilizam propostas de 246 projetos submetidos à Chamada Nordeste, iniciativa conjunta de instituições financeiras de fomento para impulsionar a industrialização da região em linha com as diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB).

As iniciativas contemplam cinco áreas estratégicas: transição energética com foco em armazenamento (54), bioeconomia com foco em fármacos (44), hidrogênio verde (32), data center verde (35) e setor automotivo, incluindo máquinas agrícolas, com 40 projetos. Outras 41 propostas foram inscritas em mais de um tema.

As propostas serão analisadas e selecionadas para recebimento de crédito. O resultado tem divulgação prevista para 28 de novembro, e a estruturação dos Planos de Suporte Conjunto (PSC) deve ser concluída até 15 de janeiro do próximo ano.

A Chamada Nordeste oferece R$ 10 bilhões em crédito para estimular novos investimentos na região. Os recursos estão sendo disponibilizados pelo Banco do Nordeste (BNB), BNDES, Caixa, Banco do Brasil e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), entidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A ação também conta com assessoramento técnico do Consórcio Nordeste e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR).

“O valor global dos projetos submetidos representa quase 13 vezes o crédito inicialmente previsto na Chamada Nordeste para alavancar novos investimentos. Esse volume de demanda mostra como a região Nordeste desperta grande interesse das empresas, pois temos mercado consumidor, infraestrutura de energia limpa, força de trabalho e estamos crescendo mais que o restante do País”, afirma o diretor de Planejamento do BNB, Aldemir Freire.

O presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, também destacou a relevância do movimento: “A Chamada Nordeste mostra a força da nossa região e a confiança dos investidores no papel estratégico que o Nordeste terá na Nova Indústria Brasil. É um passo importante e concreto para avançarmos em setores de futuro, como hidrogênio verde, energias renováveis e bioeconomia. Contamos com o apoio fundamental do presidente Lula, que tem priorizado o desenvolvimento da indústria nacional e regional, criando as condições necessárias para que o Nordeste lidere essa agenda de inovação e sustentabilidade.”

Chamada Nordeste – Quem pôde participar
Puderam participar empresas brasileiras, cooperativas e consórcios com planos de investimento nos estados do Nordeste. A chamada focou em cinco temáticas consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional e nacional:
• Energias Renováveis (com foco em Armazenamento): soluções para armazenamento de energia, visando dar estabilidade à geração intermitente (solar e eólica).
• Bioeconomia (com foco em Fármacos): desenvolvimento de fármacos sustentáveis a partir de recursos biológicos renováveis.
• Descarbonização (com foco em Hidrogênio Verde – H2V): projetos para produção, distribuição e aplicação de H2V em escala.
• Data Center Verde: implantação de data centers com alta eficiência energética e uso de fontes renováveis.
• Automotiva (incluindo máquinas agrícolas): soluções para eficiência energética, combustíveis sustentáveis e P&D no setor.

BYD conquista certificação internacional e garante energia 100% renovável em sua fábrica na Bahia

Vista aérea do complexo industrial da BYD em Camaçari, na Bahia

Complexo industrial em Camaçari recebe selo I-REC, reforçando o compromisso da empresa com a sustentabilidade e evitando a emissão de 470 toneladas de CO₂

 O complexo industrial da BYD Auto em Camaçari, na Bahia, alcançou um novo marco na sua jornada de sustentabilidade ao obter a certificação internacional I-REC (International REC Standard). O selo atesta que 100% da energia elétrica consumida na unidade industrial é proveniente de fontes eólicas, ou seja, de origem limpa e renovável.
 

A conquista representa um passo concreto e auditável no compromisso da BYD com as práticas sustentáveis, indo além do discurso para a efetividade de ações verificáveis. Com esta iniciativa, a empresa evitou a emissão de aproximadamente 470 toneladas de CO₂ entre outubro do ano passado a agosto deste ano, o que equivale ao plantio de 3.300 árvores.
 

A certificação I-REC é um sistema global que permite rastrear a origem da energia, assegurando que a sua fonte é renovável. No Brasil, o órgão emissor acreditado pela I-REC, sediada nos Países Baixos, é o Instituto Totum, de São Paulo.


Para a BYD, a certificação confere uma importante diferenciação competitiva no mercado de produção de automóveis híbridos e elétricos, posicionando a greentech como líder em sustentabilidade e transparência.
 


“Temos um compromisso firme com a sustentabilidade que vai muito além das palavras e alcança todo o nosso processo produtivo”, afirma Tyler Li, presidente da BYD Auto do Brasil. “É um reflexo do nosso compromisso com a mobilidade elétrica e um passo decisivo em nossa missão de reduzir a temperatura da Terra em 1°C.”
 

O processo para obter o certificado I-REC envolveu um rigoroso mapeamento do consumo energético da fábrica que está sendo implantada em Camaçari, seguido da seleção de um fornecedor que pudesse garantir a origem renovável da energia. Agora, toda a eletricidade consumida no complexo é rastreável e certificada, consolidando o pioneirismo da BYD em produção industrial sustentável no país.
 

 SOBRE A BYD

A BYD é líder global em carros movidos a nova energia – elétricos e híbridos plug-in. Há mais de 10 anos no Brasil, também se destaca pela produção de componentes eletrônicos, painéis solares e soluções de armazenamento de energia. A empresa opera fábricas em Campinas (SP) e Manaus (AM) e, em 2024, deu início à construção do Complexo de Camaçari, na Bahia, que irá abrigar o maior complexo fabril da companhia fora da Ásia. A BYD ainda é responsável pelo projeto do monotrilho da Linha 17 – Ouro do Metrô de São Paulo (Skyrail). Ainda em 2024, a greentech vendeu 7 em cada 10 veículos elétricos e 1 em cada 4 híbridos no Brasil, conquistando a 10ª posição no ranking geral de vendas de carros de passeio no País. Com a missão de diminuir a temperatura da Terra em 1ºC, a BYD é pioneira na transição para uma economia de baixo carbono, alinhando suas operações ao Pacto Global da ONU e liderando a revolução sustentável no setor automotivo.

Táxi verde BRB tem condições especiais para taxistas

Carro elétrico carregando. (Foto: Geison Guedes/DP).

 Banco BRB anunciou condições especiais de financiamento para taxistas do Distrito Federal por meio do produto Táxi Verde BRB, iniciativa que reforça o compromisso da instituição com a mobilidade urbana sustentável e o apoio aos profissionais do setor.

O financiamento de veículos é voltado à aquisição de táxis novos elétricos. As condições incluem financiamento de até 80% do valor do veículo, limitado a R$ 200 mil. Os prazos serão entre 24 e 96 meses, com carência de até 3 meses.

A iniciativa busca facilitar a modernização da frota dos taxistas, promovendo ganhos em economia, conforto e sustentabilidade, além de contribuir para a redução de emissões e ruídos nas cidades. Para contratar o financiamento, o taxista deve abrir conta no BRB e apresentar comprovação de renda.

Para ter acesso ao novo produto, basta procurar uma das agências de Taguatinga Norte, Samambaia, Águas Claras, W3 Sul, Gama, Central, 504 Norte, Sobradinho, São Sebastião e Candangolândia. A concessão do crédito se dará exclusivamente nessas unidades.

Mais informações podem ser obtidas pelo Telebanco (61) 3322-1515 ou no hot site novo.brb.com.br/para-voce/emprestimos-e-financiamentos/taxiverdebrb.

Progressistas promovem encontro sobre empreendedorismo em Santa Maria

Comprometido com o desenvolvimento e a inclusão social, o Partido Progressistas (PP) realiza a palestra “Empreendedorismo como instrumento de desenvolvimento econômico e sustentável”, nesta quinta-feira (18), em Santa Maria (DF). O evento, que é aberto à comunidade, acontecerá no Colégio Santa Maria, a partir das 19h.

O encontro faz parte do projeto ‘A Cidade que a Gente Quer’ e busca criar um espaço de diálogo e troca de ideias para a construção coletiva do futuro do DF.

A palestrante será a vice-governadora do Distrito Federal e presidente do Progressistas-DF, Celina Leão, que destaca a importância de aproximar a população de eventos como este. “O empreendedorismo abre caminhos para a inserção no mercado de trabalho, contribui para a autonomia financeira, desenvolve potencialidades e ajuda a alavancar a economia da cidade”, ressalta.

O evento também contará com a presença de lideranças do partido e um bate-papo com os participantes.

Serviço

Evento: Palestra “Empreendedorismo como instrumento de desenvolvimento econômico e sustentável”
Data: 18 de setembro.
Hora: 19h.
Local: Colégio Santa Maria.

Deputado Pepa propõe critério de ancianidade na regularização de terras rurais do DF

Foto: Carolina Curi/Agência CLDF

Parlamentar quer garantir desconto no valor da terra para famílias que ocupam áreas públicas há décadas

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quarta-feira (18), às 15h, uma Comissão Geral para discutir o Projeto de Lei nº 1.787/2025, que propõe a atualização da Política Pública de Regularização de Terras Públicas Rurais. O debate será conduzido pela Comissão de Produção Rural e Abastecimento (CPRA), presidida pelo deputado Pepa (PP), que tem se destacado na defesa dos produtores rurais históricos da região.

O parlamentar apresentou uma emenda ao projeto para incluir a ancianidade da ocupação como critério de desconto no valor da terra nua. Para ele, a medida é uma forma de reconhecer o papel social e econômico das famílias que vivem e produzem em áreas públicas rurais há décadas.

“Esse projeto é um marco para a política de regularização do Distrito Federal. Com a emenda que apresentamos, buscamos garantir justiça social, reconhecendo o direito das famílias que ocupam e produzem nessas áreas há décadas. Não se trata apenas de regularizar terras, mas de assegurar dignidade, segurança jurídica e a continuidade da produção rural que alimenta nossa cidade”, afirmou Pepa.

O PL nº 1.787/2025 atualiza a Lei nº 5.803/2017, buscando adequá-la às novas demandas fundiárias, principalmente em áreas urbanas com características rurais. Segundo a CPRA, a proposta tem relevância social, econômica e jurídica ao ampliar a segurança fundiária e fomentar a produção agrícola no DF.

A Comissão Geral deve contar com a presença de deputados, representantes do governo, produtores rurais e entidades da sociedade civil, com o objetivo de aprimorar o texto e ampliar os instrumentos de regularização fundiária no Distrito Federal.

Caiado destaca força do setor supermercadista na abertura da SuperAgos 2025

Caiado participa da abertura da SuperAgos 2025 e destaca a importância do setor para a economia do Estado - Foto: Hegon Correa

Governador exalta impacto do segmento na geração de empregos e no crescimento econômico de Goiás durante maior feira de varejo alimentar do Centro-Oeste

O governador Ronaldo Caiado destacou a parceria e a pujança do setor de supermercados em Goiás como parte importante para o crescimento da economia e da oferta de empregos no estado, durante a abertura da 22ª edição da SuperAgos, na tarde desta terça-feira (16/09), em Goiânia. Considerado o maior evento anual do setor no Centro-Oeste, e um dos mais importantes do Brasil, a feira reúne empresários, fornecedores, profissionais e lideranças do varejo alimentar de todo o país, no Centro de Convenções da capital.

“Sem dúvida nenhuma, é um dos segmentos mais importantes da economia de Goiás. Fatura bilhões de reais e cresce a cada momento. Mostra competitividade e qualidade na oferta e produção do que é produzido em Goiás, tornando o segmento extremamente competitivo e referência para outros estados”, assegurou Caiado, ao destacar que o setor é o maior aliado do governo estadual na geração de empregos no Estado.

“O Estado de Goiás reconhece a eficiência do setor em atender os 246 municípios goianos, sendo também o maior gerador de empregos de demanda para o nosso mercado”, destacou. “Damos condições para que os supermercadistas possam manter seus empreendimentos. Diminuímos o chamado Custo Brasil sobre os ombros dos empresários, facilitando as atividades, sem a angústia de serem assaltados diariamente”, pontuou.

O vice-governador Daniel Vilela apontou a importância do encontro para o momento econômico brasileiro. “No momento em que o mundo vive, com mudanças bruscas, repentinas e imprevisíveis no comércio e nas relações internacionais, é essencial essa troca de experiência e informações”, sublinhou. Já o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, salientou o crescimento da feira. “Goiânia fica satisfeita ao receber o evento, que cada dia mais cresce. Vamos fazer com que venham mais supermercadistas de outros lugares”, projetou.

Com o tema “Mais que negócios: inovação, liderança e sustentabilidade”, A SuperAgos 2025 ocorre entre os dias 16 e 18 de setembro e deve reunir mais de 20 mil participantes. Promovida pela Associação Goiana de Supermercados (Agos), a feira de negócios é voltada aos segmentos de supermercados, padarias, confeitarias, restaurantes e hotéis. O presidente da Agos, Sirlei Antônio do Couto, comentou que o evento “celebra a força de um segmento que não apenas abastece lares, mas que move a economia, gera empregos e transforma vidas. E Goiás mostra ao Brasil que não fica para trás e lidera, inova e impulsiona a economia lado a lado com o agronegócio”.

Números
Considerada uma plataforma estratégica de negócios, relacionamento e inovação para empresas do setor varejista e atacadista alimentar, A SuperAgos 2025 deve superar os números da edição anterior. Em 2024, foram mais de 150 empresas expositoras e mais de 5 mil CNJPs de todo o Brasil, com participantes de 246 cidades goianas e de outros 22 estados. Foram movimentados mais de R$ 200 milhões em negócios, alçando o evento ao posto de maior feira do setor supermercadista e de varejo alimentar do Centro-Oeste.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Repasses de setembro do Bolsa Família têm início nesta quarta (17) e chegam a 19 milhões de lares

O programa de transferência de renda do Governo do Brasil alcança os 5.570 municípios do país

Valor médio do benefício é de de R$ 682, a partir de um investimento de R$ 12,96 bilhões do Governo do Brasil. Cronograma segue até o dia 30

Governo do Brasil inicia nesta quarta-feira, 17 de setembro, o cronograma de pagamento do Bolsa Família, que neste mês chega a 19,07 milhões de famílias em todos os 5.570 municípios do país, com impacto direto em 49,75 milhões de pessoas. Os repasses levam em conta o final do Número de Identificação dos Beneficiários (NIS) e seguem de forma escalonada até o dia 30 (confira abaixo). O valor médio de repasse em setembro é de R$ 682,22, a partir de um investimento federal de R$ 12,96 bilhões.
 

UNIFICADO – Em 505 municípios de Rio Grande do Sul, Paraná, Piauí e Sergipe, o pagamento será unificado nesta quarta-feira (17), primeiro dia do cronograma. São cidades e regiões incluídas nas ações de enfrentamento a desastres, como enchentes, inundações e períodos longos de seca e estiagem. A iniciativa beneficia diretamente 599,86 mil famílias, com repasses que somam R$ 391,83 milhões. Nesse grupo estão todos os 497 municípios do Rio Grande do Sul, quatro de Sergipe, dois do Piauí e dois do Paraná.
 

Cronograma de pagamentos do Bolsa Família em setembro de 2025

PRIMEIRA INFÂNCIA – Cerca de 8,4 milhões de crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância neste mês. O adicional de R$ 150 é repassado a cada integrante do núcleo familiar dos beneficiários nessa faixa etária, a partir de um investimento de R$ 1,19 bilhão.
 

R$ 50 – Outros três benefícios, todos de R$ 50 adicionais, chegam a 623 mil gestantes, 302 mil nutrizes (em fase de amamentação) e 14,48 milhões de crianças e adolescentes entre sete e 18 anos em setembro. O valor somado para saldar todos esses benefícios é de R$ 711,3 milhões.
 

ESPECÍFICOS — Neste mês, o Bolsa Família alcança, em seu grupo prioritário e específico, 241 mil famílias com pessoas indígenas, 280 mil famílias com quilombolas, 384 mil famílias com catadores de material reciclável, 248 mil com pessoas em situação de rua, além de 613 mil famílias indicadas como em situação de risco para insegurança alimentar.
 

PERFIL — Como costuma ocorrer no Bolsa Família, em setembro 83,9% dos responsáveis familiares são mulheres: 16 milhões. Do total das quase 50 milhões de pessoas nas famílias que recebem os benefícios neste mês, 29,12 milhões são do sexo feminino (58,54%). As pessoas de cor preta/parda representam a predominância entre os beneficiários: 36,47 milhões (73,31%).
 

PROTEÇÃO — Outra criação da nova versão do Bolsa Família, a Regra de Proteção permite aos beneficiários permanecerem no programa por até um ano, mesmo depois de conseguirem emprego com carteira assinada ou aumento de renda. Nesse caso, a família recebe 50% do valor. Esse parâmetro atinge, em setembro, 2,60 milhões de famílias.
 

REGIÕES — No recorte por regiões, o Nordeste reúne o maior número de contemplados em setembro. São 8,89 milhões de beneficiários, a partir de um investimento de R$ 6 bilhões. Na sequência aparece a região Sudeste (5,37 milhões de famílias e R$ 3,61 bilhões em repasses), seguida por Norte (2,48 milhões de famílias e R$ 1,76 bilhão), Sul (1,31 milhão de beneficiários e R$ 868,61 milhões) e Centro-Oeste (1 milhão de contemplados e R$ 686,42 milhões).
 

ESTADOS — Na divisão por unidades federativas, o maior número de contemplados em setembro está na Bahia. São 2,34 milhões de famílias no estado, a partir de um aporte de R$ 1,57 bilhão. São Paulo aparece na sequência, com 2,22 milhões de contemplados. Em outros seis há mais de um milhão de integrantes: Pernambuco (1,48 milhão), Rio de Janeiro (1,43 milhão), Minas Gerais (1,43 milhão), Ceará (1,37 milhão), Pará (1,26 milhão) e Maranhão (1,16 milhão).
 

VALOR MÉDIO — Roraima é o estado com maior valor médio de repasse para os beneficiários em setembro: R$ 740,15. O Amapá, com R$ 731,53; o Acre, com R$ 730,31, e o Amazonas, com R$ 724,13, completam a lista das quatro maiores médias nos estados. O Pará (R$ 708,44) e o Maranhão (R$ 705,45) completam a lista dos estados onde o valor médio do benefício supera os R$ 700.
 

MUNICÍPIOS — Quando o recorte leva em conta os 5.570 municípios brasileiros, o maior valor médio está em Uiramutã, município de 13,7 mil habitantes em Roraima, com 2.214 famílias atendidas pelo programa e tíquete médio de R$ 1.047,29. Trata-se do único município do país a superar os mil reais de valor médio. Na sequência aparecem Campinápolis (MT), com R$ 917,60; Santa Rosa do Purus (AC), com R$ 898,65, e Jordão (AC), com R$ 889,95.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Desemprego cai a 5,6% no trimestre encerrado em julho, menor da série histórica iniciada em 2012

Número de empregados celetistas do setor privado, ou seja, aqueles com carteira de trabalho assinada, foi recorde (39,1 milhões), mostrando estabilidade no trimestre e crescendo 3,5% (mais 1,3 milhão de pessoas) no ano. Foto: GettyImages

População ocupada bate novo recorde, com 102,4 milhões de pessoas. Número de profissionais atuando com carteira assinada também tem patamar inédito, com 39,1 milhões. Dados são da Pnad Contínua, divulgada pelo IBGE

A taxa de desemprego do trimestre móvel encerrado em julho de 2025 caiu para 5,6% — a menor da série histórica do indicador, iniciada em 2012. No trimestre, a população desocupada caiu para 6,118 milhões, o menor contingente desde o último trimestre de 2013 (6,1 milhões). Estes são alguns dos destaques da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira, 16 de setembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 

Já a população ocupada, definição que considera o total de trabalhadores do país, bateu novo recorde e chegou a 102,4 milhões. O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) atingiu o patamar de 58,8%, o maior já registrado. Além disso, o número de empregados com carteira assinada também foi inédito: 39,1 milhões de pessoas em empregos formalizados. “Desemprego em queda, na mínima histórica. Recorde de empregos com carteira assinada. Aumento de renda. Dados que mostram um Brasil mais forte”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em postagem nas redes sociais.
 

Desemprego em queda, na mínima histórica. Recorde de empregos com carteira assinada. Aumento de renda. Dados que mostram um Brasil mais forte. Bom dia a todos.pic.twitter.com/tRAxk4AQSv

— Lula (@LulaOficial)September 16, 2025
 

MERCADO ATIVO — De acordo com o analista da pesquisa realizada pelo IBGE, William Kratochwill, os números sustentam o bom momento do mercado de trabalho. “Temos crescimento da ocupação e redução da subutilização da mão de obra, ou seja, um mercado de trabalho mais ativo”, define. “Os indicadores demonstram que as pessoas que deixam a população desocupada não estão se retirando da força de trabalho ou caindo no desalento, estão realmente ingressando no mercado de trabalho”, analisa Kratochwill.
 

RECORDE DE CLTs — O número de empregados celetistas do setor privado, ou seja, aqueles com carteira de trabalho assinada, foi recorde (39,1 milhões), mostrando estabilidade no trimestre e crescendo 3,5% (mais 1,3 milhão de pessoas) no ano. O contingente de trabalhadores por conta própria (25,9 milhões) também foi recorde, crescendo 1,9% (mais 492 mil pessoas) no trimestre e 4,2% (mais 1 milhão) no ano. Já o número de empregados do setor privado sem carteira assinada (13,5 milhões) ficou estável.
 

Evolução da taxa de desemprego no Brasil por trimestres desde o período de maio-junho-julho de 2024: taxa de 5,6¨% registrada agora é a menor já medida na série histórica iniciada em 2012. Fonte: PNAD Contínua / IBGE

SETORES ECONÔMICOS — A alta da ocupação frente ao trimestre anterior foi puxada por três dos dez grupamentos de atividade investigados pela PNAD Contínua:

  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (2,7%, ou +206 mil pessoas)
  • Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (2,0%, ou +260 mil pessoas)
  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,8%, ou +522 mil pessoas).

Na comparação com o mesmo trimestre móvel de 2024, a ocupação aumentou em cinco grupamentos:

  • Indústria Geral (4,6%, ou +580 mil pessoas)
  • Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (2,1%, ou +398 mil pessoas)
  • Transporte, armazenagem e correio (6,5%, ou +360 mil pessoas)
  • Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,8%, ou +480 mil pessoas)
  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,7%, ou +677 mil pessoas)

INFORMALIDADE — No trimestre encerrado em julho, a taxa de informalidade chegou a 37,8%, ligeiramente menor que a do trimestre móvel anterior (38%) e inferior, também, à do mesmo período do ano passado (38,7%).


Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Copom: juros, política monetária e a interseção com o cenário político

Hugo Garbe, professor de Ciências Econômicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia, nesta semana, uma das reuniões mais aguardadas do ano. A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, atingiu um nível que pode ser qualificado como de restrição monetária severa. Esse patamar resulta de um ciclo de aperto iniciado em 2024, cujo objetivo foi reancorar as expectativas de inflação em um contexto de choques externos, volatilidade cambial e aumento das pressões sobre os preços de serviços e bens não comercializáveis.
 

Do ponto de vista estritamente econômico, o cenário que se impõe é o de manutenção da taxa de juros. A inflação corrente apresenta sinais de acomodação, mas ainda não há evidências robustas de convergência para a meta. Os núcleos de inflação seguem elevados, especialmente em serviços, o que sugere a persistência da inércia inflacionária. Além disso, o hiato do produto, embora esteja se estreitando em função da desaceleração do crédito e da atividade, ainda não oferece garantias suficientes para justificar o início de um ciclo de flexibilização.
 

Contudo, seria ingênuo ignorar a dimensão política desta reunião. O embate entre o Executivo e a autoridade monetária elevou o custo de coordenação das expectativas. A insistência do governo em atribuir à política de juros a responsabilidade pela fragilidade do crescimento reforça a percepção de risco institucional, fragilizando o canal da credibilidade, justamente o ativo mais valioso para a eficácia da política monetária. Em outras palavras, quando a autonomia do BC é questionada, o prêmio de risco aumenta, as condições financeiras se deterioram e a política monetária se torna menos eficiente.
 

Nesse contexto, o verdadeiro impacto desta reunião não se limita ao número final da Selic, mas reside no comunicado do Copom. O tom adotado poderá indicar se a autoridade monetária seguirá priorizando o compromisso com a estabilidade de preços, mesmo diante de pressões políticas, ou se cederá espaço para uma retórica mais conciliatória em relação à atividade. Na primeira hipótese, sinalizará juros elevados por um período mais longo, em linha com o que os modelos de regras monetárias sugerem. Na segunda, poderá abrir caminho para cortes graduais, ainda que com o risco de desancoragem das expectativas.
 

A decisão, portanto, transcende a aritmética da taxa de juros: trata-se de um teste sobre a solidez institucional do país. A política monetária é, em última instância, uma política de credibilidade. E a credibilidade, uma vez erodida por tensões políticas, exige um custo de reconstrução significativamente mais elevado do que o da preservação de sua integridade. O Copom, nesta semana, decide sobre muito mais do que a Selic: tratará da confiança no arcabouço macroeconômico que sustenta o desenvolvimento de longo prazo do Brasil.

*O conteúdo dos artigos assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.
 

Sobre a Universidade Presbiteriana Mackenzie  

A Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) foi eleita como a melhor instituição de educação privada do Estado de São Paulo em 2023, de acordo com o Ranking Universitário Folha 2023 (RUF). Segundo o ranking QS Latin America & The Caribbean Ranking, o Guia da Faculdade Quero Educação e Estadão, é também reconhecida entre as melhores instituições de ensino da América do Sul. Com mais de 70 anos, a UPM possui três campi no estado de São Paulo, em Higienópolis, Alphaville e Campinas. Os cursos oferecidos pela UPM contemplam Graduação, Pós-Graduação, Mestrado e Doutorado, Extensão, EaD, Cursos In Company e Centro de Línguas Estrangeiras.

CBCENF encerrou edição com homenagens e reforço à valorização da enfermagem

Congresso reuniu profissionais de todo o Brasil e América Latina e anunciou Natal como sede da próxima edição

O 27º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF) chegou ao fim na última semana, após uma intensa programação marcada por debates, troca de experiências e reflexões sobre os rumos da enfermagem no Brasil e na América Latina. Realizado ao longo de vários dias, o evento consolidou-se mais uma vez como o maior da área na América Latina, reunindo profissionais de diversas regiões e fortalecendo a categoria por meio do conhecimento e da inovação.

Durante o congresso, foram abordados temas centrais para o avanço das práticas de enfermagem, com a apresentação de trabalhos científicos, realização de palestras, painéis temáticos e espaços de convivência e integração. O encerramento foi marcado por homenagens a palestrantes, pesquisadores, parceiros e participantes que contribuíram para o sucesso desta edição.

O presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Manoel Neri, ressaltou a importância do encontro para a coesão da categoria. “Precisamos levar a força do CBCENF para os estados, avançar nas pautas e no reconhecimento da categoria”, afirmou.

Além das celebrações e reconhecimentos, foi anunciada a próxima edição do CBCENF, que acontecerá em Natal, no Rio Grande do Norte. A expectativa é de que o congresso continue sendo um espaço estratégico para o fortalecimento da enfermagem, promovendo o intercâmbio de saberes e impulsionando políticas de valorização dos profissionais que atuam na base do sistema de saúde.