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Chegada do inverno reprime economia brasileira em R$ 50 milhões, enquanto inflação global mantém preços estáveis

Empresária Cynthia Paixão, fundadora da Afrocentrados Conceito, aponta como a chegada do inverno agrava desigualdades estruturais no varejo e reforça os impactos da falta de acesso ao crédito para negócios liderados por pessoas pretas

Banco Central Europeu acaba de divulgar o 2º relatório de ‘Projeções Macroeconômicas do mês de junho. Apesar das tensões comerciais internacionais, impulsionadas pelos conflitos na EuropaOriente Médio e o ‘tarifaço’ de Donald Trump, a inflação global – medida pelo Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC) da zona euro – deve permanecer abaixo de 2% no curto prazo. 

Em virtude da baixa projeção na inflação, os consumidores poderão aproveitar os ânimos do mercado internacional, se beneficiando de preços estáveis e, consequentemente, maior poder de compra. Em contrapartida, a mudança de estação no Hemisfério Sul à partir desta sexta, 20, deve provocar uma retração econômica inesperada no varejo brasileiro, avaliada negativamente em R$ 50 milhões, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

As estimativas da CNC levam em consideração a elevação de até 2ºC acima da média histórica no Brasil, impactando diretamente o segmento de vestuário, calçados e acessórios. Embora as expectativas internacionais, relacionadas à economia, estejam positivas, o comércio nacional pode não ver os frutos da inflação por agora. Ainda segundo a CNC, o endividamento familiar figura acima dos 50% da renda em 2025, sendo mais um agravante para os comerciantes. 

O fim das expectativas para o aquecimento das vendas no inverno impacta microempreendedores de todo Brasil, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste. De acordo com a empresária e fundadora da Afrocentrados ConceitoCynthia Paixão, a estagnação dos comércios acompanha o endividamento familiar, que embora tenha oscilado desde o ano passado, voltou à subir exponencialmente no primeiro trimestre de 2025

“A chegada do inverno geralmente marca um ponto de atenção tênue. Ou teremos um aquecimento varejista ou uma retração, e a oscilação econômica varia de acordo com a região brasileira que o comerciante estará inserido. Apesar das projeções do BCE terem animado os mercados, a chegada da nova estação deixou as marcas em dúvida, sobretudo as marcas geridas por pessoas negras no Brasil. Isso porquê os empreendedores negros tem mais dificuldade de acesso ao crédito e financiamento. Atrelado à isso também temos o endividamento familiar e a queda de vendas no inverno, que impactará o fluxo de caixa”, explica a empresária. 

Os insights da especialista levam em consideração o percentual de 35% dos empresários negros que possuem dívidas e empréstimos atrasados, enquanto a estimativa ronda em 27% entre ‘brancos’, segundo levantamento do Sebrae e FGV. Instalados em setores mais suscetíveis à sazonalidadeCynthia explica que o empreendedorismo negro sofre diretamente com as projeções setoriais, a exemplo do setor de vestuário, que já vem de alta inflacionária de 2024 para 2025. 

E não para por aí. À frente de empresas majoritariamente de micro e pequeno porte, Cynthia relata que a informalidade dos comércios negros e a alocação dos espaços em áreas com baixa infraestrutura contribuem como agravantes na chegada do inverno. Ocupando a 3º posição entre as dez principais indústrias do afroempreendedorismo, segundo a pesquisa ‘Afroempreendedorismo Brasil’, o setor varejista negro deve sofrer com a chegada do inverno pela marcante atuação voltada ao B2C – Business to Consumer (da empresa para o consumidor). 

“A pesquisa do Movimento Black Money encabeçou insights da década que se perpetuam até hoje. Não é atoa que o varejista negro, hoje, sofra mais com as projeções mercadológicas, visto que 52% deles atuam com vendas da empresa para o consumidor (B2C). Como o inverno estabelece uma nova dinâmica entre consumidores finais e empresas, precisamos voltar às estratégias para não depender da sazonalidade. É preciso preparar o negócio para atravessar o período de retração com planejamento, criatividade e entendimento profundo do seu público”, aconselha. 

À frente das iniciativas ‘Ayô Circuito AfroColab’, ‘Afrodonas’ e a mais recente ‘VilaAfroJunina’, Cynthia figura entre as empresárias que estão ressignificando a cena empresarial negra no Brasil. Auxiliando no desenvolvimento de outras 100 empreendedoras negras, com mentorias, marketing digital e design de produtos, a empresária aconselha que esses comércios reforcem parcerias comunitáriasotimizem canais digitais e mapeiem produtos com maior saída no frio e adaptem ofertas rápidas com base na pesquisa de mercado. Além disso, Cynthia sugere trabalhar com pré-vendas e pagamentos antecipados com benefícios, aliviando a pressão do fluxo de caixa

“Não dá pra investir em estoque alto esperando que o cliente apareça. O caminho é trabalhar com pré-venda, escuta ativa e oferta segmentada. Venda o que o seu público precisa agora, atento às especificações das microrregiões. Use o WhatsApp como canal principal, com atendimento que seja pessoal e direto. E mais do que isso, junte forças com outros negócios, crie ações em collab, compartilhe espaços criativos, logística e até audiência. A resposta para a crise está na inteligência coletiva e na adaptação rápida, não em esperar o mercado melhorar sozinho”, conclui. 

Ju do PT defende prorrogação do PAC Saúde em Brejo Alegre e elogia parceria com Lula

“Decisão mostra sensibilidade com os municípios pequenos”, afirma vereadora sobre ação do governo federal para garantir obras do SUS

A vereadora Ju do PT, de Brejo Alegre, celebrou a prorrogação do prazo para execução da fase preparatória das obras do Novo PAC Saúde, anunciada pelo governo Lula. “Essa prorrogação mostra que o governo Lula entende a realidade dos municípios menores, que precisam de tempo para cumprir todas as exigências. É uma medida que protege investimentos fundamentais para a população”, afirmou.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que o objetivo é evitar que obras sejam perdidas por entraves burocráticos. “São obras fundamentais para fortalecer o SUS e atender melhor a população. O governo federal está ao lado dos gestores locais para garantir a execução desses projetos”, declarou. A vereadora também destacou o papel de Humberto Tobé, assessor especial que atua na orientação aos municípios. “Agradeço ao companheiro Tobé, que tem sido fundamental nessa ponte entre o Ministério da Saúde e os municípios paulistas”, completou.

Com a decisão, estados e municípios ganham até 15 de agosto para concluir etapas como publicação de editais, assinatura de contratos e instalação de placas, necessárias para iniciar a construção de equipamentos como UBSs, CAPS, CERs, Centros de Parto Normal, Oficinas Ortopédicas e Centrais do SAMU.

Em Brejo Alegre, o apoio do governo federal garante a manutenção de duas Unidades Básicas de Saúde com custeio regular, operando com uma equipe de Saúde da Família e uma do programa Brasil Sorridente. A cidade também conta com seis Agentes Comunitários de Saúde e dois Agentes de Combate às Endemias, com repasse federal de R$ 22,59 mil até o fim de 2024.

Na atenção à saúde da mulher, 23 gestantes foram acompanhadas em 2024, sendo que 60,87% realizaram ao menos seis consultas de pré-natal. O município também participa do Programa Saúde na Escola, com 680 estudantes atendidos em três unidades pactuadas. Mesmo sem cobertura do Mais Médicos, Farmácia Popular ou SAMU, Brejo Alegre segue contando com o apoio do governo federal para fortalecer o SUS e reduzir desigualdades no acesso à saúde.

Novo Gama se prepara para inaugurar Casa Lar Esperança com estrutura moderna e acolhedora

Unidade contará com suítes, área de lazer e espaços educativos para crianças e adolescentes de até 15 anos

A cidade de Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, está prestes a receber uma nova estrutura voltada à proteção da infância: a Casa Lar Esperança. Com obras em fase final, o espaço deve ser entregue à população nos próximos meses e promete oferecer um acolhimento digno, seguro e humanizado para crianças e adolescentes de 0 a 15 anos.

Localizada próxima ao Batalhão da Polícia Militar, a unidade é fruto de uma emenda parlamentar da deputada federal Magda Moffato. O projeto contempla mais de 2 mil metros quadrados de área construída e 36 ambientes internos, incluindo dormitórios do tipo suíte, quadra esportiva, piscina, playground, salas de TV, estudos, convivência e pátio de jogos.

A proposta da Casa Lar é garantir não apenas abrigo, mas também condições para o desenvolvimento integral dos acolhidos. “Trata-se de um espaço planejado para proporcionar conforto, privacidade e oportunidades reais de crescimento às nossas crianças e adolescentes”, destaca a Prefeitura de Novo Gama.

Com a entrega do novo equipamento social, o município reforça seu compromisso com a proteção da infância e o fortalecimento da rede de assistência, promovendo dignidade para quem mais precisa.

Vereador Cezar Digoias e procurador Marcos Rogério discutem propostas do PAC 2025 em agenda no Ministério da Saúde

Da Redação

Representantes de Adolfo (SP) foram recebidos na Aspar para tratar de ações colaborativas na área da saúde

O vereador Rubens Cezar Avelino (Cezar Digoias) e o procurador jurídico Marcos Rogério, ambos do município de Adolfo (SP), estiveram no Ministério da Saúde para uma agenda institucional. Eles foram recebidos por Humberto Tobé, que representou o ministro Alexandre Padilha em mais esse momento de aproximação interinstitucional.

Na pauta, estavam as propostas cadastradas por Adolfo no PAC 2025. O encontro também abordou a atual conjuntura da saúde no Brasil, discutindo a necessidade de articulação de esforços entre a sociedade civil, municípios e o governo federal para o enfrentamento de doenças crônicas e a ampliação dos programas de educação em saúde.

O vereador Cezar Digoias enalteceu o papel do ministro Padilha e sua equipe em ações pioneiras junto às populações mais vulneráveis. “Tais experiências tornam o sistema de saúde mais justo e humanitário. A escuta ativa aos municípios é essencial para garantir políticas públicas eficazes e adaptadas à realidade de cada região”, afirmou.

Ficou estabelecido que o mapeamento conjunto de desafios regionais será prioridade para a construção de projetos colaborativos, com impacto direto na região de Adolfo e municípios vizinhos.

Governo Lula em Adolfo

O município de Adolfo, no interior de São Paulo, tem recebido uma série de investimentos do Governo Federal na área da saúde por meio de programas coordenados pelo Ministério da Saúde. Entre os destaques está a atuação do programa Mais Médicos, com um profissional posicionado no município desde maio de 2025. A cidade também conta com uma Unidade Básica de Saúde (UBS) custeada com recursos federais e duas equipes de Saúde da Família atuando com apoio do governo. No atendimento odontológico, uma equipe do Brasil Sorridente está em atividade, embora ainda não haja Centro de Especialidades Odontológicas na localidade.

A assistência emergencial é garantida por meio da Central de Regulação do SAMU, com sede em São José do Rio Preto. No campo da saúde preventiva, 39 gestantes realizaram pré-natal em unidades do SUS no município ao longo de 2024, com 84,62% delas completando pelo menos seis consultas. Entretanto, ainda não foram registrados exames de mamografia ou de colo de útero em 2025, o que indica desafios na ampliação do cuidado à saúde da mulher.

Outros programas federais também têm impacto direto na qualidade de vida da população local. A Farmácia Popular atendeu 673 moradores, com distribuição gratuita de medicamentos para doenças crônicas e contraceptivos — 32 beneficiários do Bolsa Família receberam todos os medicamentos sem custo. O município também recebeu R$ 187,26 mil para complementar o piso salarial dos profissionais de enfermagem e conta com oito agentes comunitários de saúde e três agentes de combate às endemias. No eixo de prevenção, o Programa Saúde na Escola atendeu 925 alunos em cinco escolas locais no ciclo 2023/2024.

Detran-DF promove ações educativas e alcança mais de 3 mil pessoas no fim de semana

Atividades celebraram os 17 anos da Lei Seca com teatro, esporte, música e orientação sobre segurança no trânsito

Em comemoração aos 17 anos da Lei Seca, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou uma série de ações educativas que alcançaram cerca de 3,1 mil pessoas em diferentes regiões do DF durante o último fim de semana. As atividades reforçaram a importância de um trânsito mais seguro e consciente.

Entre os destaques, o projeto Rolê Consciente levou arte e informação a bares da Asa Norte e de Águas Claras, conscientizando frequentadores sobre os riscos de dirigir sob efeito de álcool. No Gama Shopping, a iniciativa Detran nos Shoppings reuniu teatro, música e orientações de segurança viária em uma programação voltada para toda a família.

Já a corrida de rua Tá no Sangue uniu esporte, incentivo à doação de sangue e educação no trânsito, integrando saúde e cidadania em uma única proposta.

“A mensagem é clara: dirigir sob efeito de álcool não combina com vida no trânsito”, reforça o Detran-DF. As ações integram o esforço contínuo do órgão para reduzir acidentes e salvar vidas, fortalecendo a cultura de responsabilidade entre motoristas e pedestres.

Nova ofensiva fiscal pressiona o Custo Brasil, alerta nota técnica do Movimento Brasil Competitivo

Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Fonte: Agência Câmara de Notícias


Documento assinado com a Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo aponta que a MP 1.303 compromete o financiamento da economia real e reforça distorções que travam o investimento no país. Crédito no país já custa R$ 199 bilhões a mais do que a média da OCDE

São Paulo, 24 de junho de 2025. O Custo Brasil, estimado em R$ 1,7 trilhão, tende a crescer com a Medida Provisória (MP) 1.303/2025, que inaugura uma nova ofensiva arrecadatória sobre instrumentos essenciais ao financiamento da economia real. 

A avaliação é do Movimento Brasil Competitivo (MBC) e da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo (FPBC), que assinam nota técnica conjunta alertando para os impactos da medida sobre o crédito produtivo, os investimentos de longo prazo e o ambiente de negócios no país.

Editada pelo governo federal em 11 de junho, a MP propõe a tributação de ativos até então isentos, como LCI, LCA, CRI, CRA e novas debêntures incentivadas, e altera regras de aplicação de Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. A proposta é uma tentativa de compensar a frustração de receita com o recuo na alta do IOF, prevista no Decreto 12.466/2025, e integra uma estratégia mais ampla de aumento de arrecadação.

A nota técnica ressalta que a MP compromete mecanismos que foram concebidos como estímulo à formação de poupança e ao financiamento de longo prazo em setores estratégicos como o agronegócio, a construção civil, a infraestrutura e a indústria. A perda desses incentivos deve reduzir ainda mais a oferta de crédito nesses segmentos, em um país onde o custo de financiamento já é historicamente elevado.
 

Segundo o Observatório do Custo Brasil, o crédito no país custa R$ 199 bilhões a mais para quem produz, em relação à média dos países da OCDE. A tributação de instrumentos produtivos como LCI e LCA — essenciais ao crédito imobiliário e ao agro — tende a encarecer ainda mais essas operações e comprometer programas estruturantes, como o Plano Safra e o financiamento habitacional. No agro, por exemplo, a participação das LCAs caiu de 43% no ciclo 2023/2024 para 29% na Safra 2024/2025, e a tendência é de retração ainda maior com a tributação prevista.
 

“O crédito no Brasil já é um dos principais gargalos da competitividade. Medidas como a MP 1.303, adotadas sem diálogo com o setor produtivo e com foco exclusivo em arrecadação, reforçam um modelo que penaliza quem investe e produz no país”, afirma Tatiana Ribeiro, diretora-executiva do MBC e mestre em gestão e políticas públicas.
 

A MP também unifica as alíquotas do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre aplicações financeiras em 17,5%, eliminando a tabela regressiva vigente. Segundo o MBC e a FPBC, a mudança retira um dos poucos mecanismos que ainda incentivavam a formação de poupança de longo prazo no país. Ao equiparar prazos curtos e longos, a nova alíquota tende a reduzir a atratividade de títulos com vencimentos mais extensos e pode pressionar inclusive as condições de rolagem da dívida pública.
 

Outra mudança é o aumento da alíquota de Imposto de Renda sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP), que passa de 15% para 20%, com impacto tributário estimado em R$ 15,9 bilhões entre 2026 e 2028. A medida vai na contramão das diretrizes da OCDE, que recomenda regimes mais neutros na estrutura de capital e políticas fiscais que não incentivem exclusivamente o endividamento, alerta o MBC.

O Ministério da Fazenda associa as mudanças à uma tentativa de corrigir distorções no mercado financeiro, como as isenções de R$ 41 bilhões que tornam LCI e LCA mais atraentes que os títulos públicos. Para o MBC e a FPBC, no entanto, a medida falha ao não propor um redesenho do gasto público e transferir o ônus do ajuste para a economia real.
 

A nota técnica lembra que 92% das despesas primárias da União são obrigatórias, o que compromete a alocação de recursos em áreas como infraestrutura, ciência, tecnologia e inovação. O crescimento estrutural dessas despesas evidencia a rigidez orçamentária do Estado brasileiro e a urgência de reformas voltadas à qualidade do gasto.

“O Brasil precisa discutir equilíbrio fiscal com responsabilidade, mas isso exige uma agenda estruturada, com foco em previsibilidade, racionalização tributária e eficiência no uso dos recursos públicos. Soluções pontuais, sem integração com uma reforma ampla, apenas aprofundam os problemas e ampliam o Custo Brasil”, conclui Tatiana Ribeiro.
 

SOBRE O MBC

O Movimento Brasil Competitivo (MBC) é um think tank dedicado à competitividade do Brasil, que une setores público e privado para promover soluções práticas e sustentáveis em áreas chave para o desenvolvimento socioeconômico. Sua atuação se concentra em apoiar a redução do Custo Brasil, acelerar a digitalização, expandir a educação profissionalizante, promover a boa governança pública e alavancar a economia verde. Com base em dados e evidências, cada iniciativa do MBC é fundamentada por estudos técnicos com o objetivo de promover um ambiente de negócios robusto e próspero para beneficiar empresas, cidadãos e o desenvolvimento econômico do país.

Sobre a porta-voz

Tatiana Ribeiro, diretora-executiva do Movimento Brasil Competitivo. É mestre em Gestão e Políticas Públicas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e graduada em Comunicação Social, com especializações em Ciência Política, Gestão e Estratégia. Atua no terceiro setor há mais de quinze anos, liderando iniciativas nas áreas de competitividade, inovação, transformação digital e gestão pública.

Adasa compartilha experiências exitosas no 2º ciclo de reuniões das Câmaras Técnicas da ABAR

Nesta segunda-feira (23/06), teve início, em Fortaleza, o 2º ciclo de reuniões das Câmaras Técnicas da Associação Brasileira de Agências de Regulação (ABAR), que reunirá, ao longo da semana, representantes de agências reguladoras de todo o país para debater temas estratégicos para a regulação dos setores de saneamento, recursos hídricos, energia, transporte, entre outros. 

Sediado pela Agência Reguladora do Estado do Ceará (ARCE) e pela Agência de Regulação, Fiscalização e Controle dos Serviços Públicos de Saneamento Ambiental de Fortaleza (ACFOR), o encontro acontece em formato híbrido — presencial e online —, ampliando as possibilidades de participação e troca de experiências entre os profissionais da regulação brasileira.

Na cerimônia de abertura, o presidente da ABAR e diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Vinícius Benevides, destacou a importância do fortalecimento da regulação em um cenário de desafios crescentes. “Estamos vivendo um momento muito difícil. O Brasil precisa entender que agência reguladora é órgão de Estado. Sem autonomia, sem recursos e sem pessoal, não há como garantir segurança jurídica nem atrair investimentos. A regulação é pilar fundamental para o desenvolvimento nacional”, declarou.

Benevides também alertou para os riscos de enfraquecimento das agências, especialmente federais, frisando que as 72 agências associadas à ABAR regulam 50% da economia do país. “Isso não é pouca coisa. Precisamos que nossas instituições sejam tratadas com o devido respeito e estabilidade institucional”, ressaltou.

Em seguida, a Câmara Técnica de Saneamento e Recursos Hídricos (CTSAN) abriu a programação, reunindo debates importantes sobre resíduos sólidos, drenagem, regulação de soluções alternativas e os desafios da universalização do saneamento no Brasil.

Desta vez, o painel de resíduos trouxe reflexões sobre a logística reversa e seus impactos no sistema de coleta seletiva. Na ocasião, o diretor do Departamento de Resíduos do Ministério do Meio Ambiente, Eduardo Dias Santos, destacou os enormes desafios e oportunidades do setor. “Hoje, metade dos lixões no Brasil está concentrada em municípios com menos de 50 mil habitantes. Isso revela que precisamos de políticas específicas para esses pequenos municípios. A logística reversa é essencial não só para a sustentabilidade ambiental, mas também para destravar oportunidades econômicas e de saúde pública”, relatou.

Segundo ele, se o Brasil aproveitasse todo o potencial dos materiais recicláveis hoje enterrados em aterros, poderiam ser gerados até R$38 bilhões por ano, recurso suficiente para encerrar todos os lixões do país em apenas um ano. “É um número teórico, mas que mostra claramente o tamanho do desperdício que estamos enfrentando”, completou.

Na sequência, a superintendente de Resíduos Sólidos da Adasa, Élen Dânia Santos, apresentou dados inéditos sobre o comportamento da população do DF em relação à coleta seletiva. Segundo ela, o sucesso da política de resíduos não depende apenas de tecnologia ou estrutura, mas da compreensão de como as pessoas tomam decisões no seu cotidiano.

“Regulação é, essencialmente, sobre mudança de comportamento. Se não entendermos os fatores que influenciam as escolhas das pessoas — como contexto, influência social e limitações cognitivas —, não teremos êxito. A nossa pesquisa mostrou que quase metade do que chega às unidades de triagem no DF é rejeito, o que reflete a dificuldade da população em segregar corretamente seus resíduos”, explicou.

Élen ressaltou ainda que campanhas tradicionais, como o uso de panfletos, têm eficácia muito baixa. “O que a pesquisa mostra é que as redes sociais e os meios digitais são hoje os canais mais eficazes para engajamento. Além disso, percebemos que a influência da família tem um papel muito maior do que a mídia na formação de hábitos sustentáveis”, sublinhou.

Após o coffee break, coube ao superintendente de Recursos Hídricos da Adasa, Gustavo Carneiro, iniciar o debate sobre a necessidade de fortalecer a integração entre a política de recursos hídricos e a drenagem urbana. 

Para ele, a drenagem urbana foi tratada como tema secundário ao longo da história do saneamento, mas reforça que essa realidade precisa mudar. “Se você não tem uma coleta de resíduos adequada, isso vai para os cursos d’água. Se os cursos d’água estão poluídos e assoreados, isso compromete a qualidade da captação de água e toda a cadeia do saneamento”, afirmou. 

Em sua exposição, Gustavo apresentou um modelo pioneiro de outorga para lançamento de águas pluviais, além de manuais e instrumentos que estimulam soluções baseadas na natureza, como jardins de chuva, trincheiras de infiltração e reservatórios de qualidade. Ele também destacou o avanço na implementação de sistemas de recarga artificial de aquíferos como medida compensatória para reduzir os impactos da impermeabilização urbana. “Tudo isso faz parte de um ciclo integrado que busca não só controlar inundações, mas também garantir a qualidade da água e a segurança hídrica”, acrescentou.

De acordo com o superintendente de Drenagem Urbana da Adasa, Hudson Rocha, a drenagem urbana passou a ser reconhecida como pilar essencial da infraestrutura das cidades, especialmente após a publicação da Norma de Referência nº 12/2025 da ANA. “Essa norma chega para transformar a gestão da drenagem no Brasil. Ela traz o conceito de abandonar as infraestruturas puramente cinzas, priorizando soluções baseadas na natureza, como jardins de chuva, telhados verdes e pavimentos permeáveis”, explicou.

Apesar disso, Hudson também destacou que o modelo do DF se antecipou à norma da ANA ao firmar um contrato de concessão para drenagem urbana em 2023, definindo claramente os papéis dos diferentes atores — como a Novacap, responsável pela operação dos sistemas, a Adasa, na regulação, e a CAESB, no controle das interfaces com os sistemas de esgoto. “Nosso grande desafio hoje é integrar os planos diretores de drenagem, saneamento, uso do solo e ordenamento territorial. Fazer regulação isolada não funciona. Precisamos que todos esses instrumentos conversem entre si”, afirmou. Ele destacou ainda os desafios recorrentes, como alagamentos, descarte inadequado de resíduos e a necessidade urgente de modernizar as infraestruturas existentes. “Estamos caminhando, mas é um serviço que historicamente ficou para trás e agora precisa avançar com força, na mesma velocidade dos demais componentes do saneamento básico”, arrematou.

Por fim, o moderador da mesa, Gustavo Frayha, diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), elogiou as iniciativas da Adasa e reiterou a necessidade de infraestruturas mais eficientes. “Se o próprio Distrito Federal, que é uma área planejada, já enfrenta desafios enormes, imagine o restante do país. É um esforço gigantesco, que exige uma regulação estruturada, forte, coerente, mas que também precisa contar com o apoio essencial dos governos federal, estaduais e, principalmente, municipais — que são os titulares do serviço, salvo no caso do DF”, concluiu.

Além dos painéis sobre resíduos sólidos e drenagem urbana, o dia também foi marcado por discussões sobre os desafios econômicos que afetam diretamente a sustentabilidade do setor, como os impactos da reforma tributária e da Lei 14.898/2024 sobre a estrutura tarifária. 

Diante desse cenário, o superintendente de Estudos Econômicos e Fiscalização Financeira da Adasa, Cássio Cossenzo, foi o responsável por conduzir o painel que tratou da reforma tributária e das notas fiscais de água e esgoto.

Durante a apresentação, Cossenzo alertou para os múltiplos fatores que podem pressionar a estrutura tarifária do setor de saneamento. “Estamos em 2025 e o nosso marco legal fala em universalizar até 2033; dependendo da quantidade de investimentos a serem realizados, é possível que haja um impacto tarifário”, afirmou. Ele destacou ainda que soluções alternativas mal regulamentadas, podem transferir obrigações ao prestador e gerar impactos indiretos nas tarifas dos demais usuários.

O superintendente também abordou uma mudança prática e iminente decorrente da reforma tributária: a substituição das faturas por notas fiscais de água e esgoto a partir de 2026. “Agora não teremos mais fatura de água e esgoto, teremos nota fiscal de água e esgoto, e todos os prestadores deverão se ajustar. Isso até janeiro do ano que vem”, explicou. 

Ele reforçou a importância de que os reguladores acompanhem as discussões técnicas conduzidas pelo Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (ENCAT) e compartilhem as orientações com os prestadores, de modo a garantir o alinhamento com as novas exigências fiscais.

As atividades seguem até sexta-feira, reunindo também as Câmaras Técnicas de Energia, Transporte, Mobilidade Urbana, Gás Canalizado, Comunicação, Ouvidorias, Mediação e Arbitragem, além de encontros temáticos que tratam dos desafios transversais da regulação no país.

“SAÚDE DA GENTE” CHEGA À SUA 3ª EDIÇÃO COM ATENDIMENTOS GRATUITOS NOS BAIRROS SANTA RITA E MARAJÓ

Iniciativa da Prefeitura leva atendimento médico, exames e vacinas diretamente às comunidades, com foco em resolver demandas reprimidas.

A Prefeitura de Valparaíso de Goiás realiza, entre os dias 25 e 27 de junho, a 3ª edição do programa Saúde da Gente, que leva uma grande estrutura de serviços de saúde gratuitos para perto da população. Desta vez, os bairros Santa Rita e Marajó serão contemplados com diversos atendimentos médicos e exames, garantindo mais acesso à saúde e qualidade de vida para a comunidade.

A iniciativa é voltada a todos os moradores das regiões atendidas, que poderão contar com uma equipe multidisciplinar preparada para oferecer cuidados essenciais de forma rápida, acolhedora e gratuita.

Entre os serviços oferecidos, estão:

  • Consultas médicas com clínico geral e especialistas
  • Aplicação de vacinas
  • Exames como ultrassonografia, mamografia e eletrocardiograma
  • Atendimento odontológico
  • Testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites

Para ser atendido, é necessário apresentar documento de identidade (RG), CPF, Cartão do SUS e comprovante de residência. A orientação é que os moradores cheguem cedo, pois o atendimento será realizado por ordem de chegada.

O programa Saúde da Gente já é reconhecido pela sua eficiência e impacto direto na vida das pessoas. Somente nas duas edições anteriores, mais de 10 mil atendimentos foram realizados, promovendo a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso facilitado aos serviços de saúde.

Nesta nova etapa, a iniciativa traz mais uma conquista: as filas de espera para atendimentos em cardiologia, urologia e para a realização de exames de imagem foram totalmente zeradas. Esse avanço representa um marco significativo na ampliação e eficiência dos serviços de saúde no município, garantindo um atendimento mais rápido, humanizado e resolutivo para a população.

A ação faz parte da política de descentralização dos serviços de saúde e da proposta da atual gestão de levar atendimento de qualidade cada vez mais próximo das comunidades, fortalecendo a atenção básica e ampliando o acesso à saúde pública em Valparaíso.

Projeto de Lei nº 505/2023 do deputado Ricardo Vale propõe criação do Programa Uniforme Escolar no DF

O Projeto de Lei nº 505/2023, que institui o Programa Uniforme Escolar no Distrito Federal, foi aprovado na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

A iniciativa, de autoria do deputado Ricardo Vale, tem como objetivo garantir a oferta dos uniformes escolares para todos os estudantes, independente de sua condição socioeconômica. O programa também busca facilitar e agilizar o acesso aos uniformes, criando a possibilidade de compra diretamente nas empresas credenciadas através de um cartão.

Além disso, o projeto visa fortalecer a economia local, uma vez que a produção dos uniformes voltará a ser feita por malharias do Distrito Federal, gerando emprego e renda na região.

Esse Projeto de Lei reforça o compromisso do Estado com o direito à educação de qualidade e busca combater desigualdades, promovendo maior inclusão social e segurança para os estudantes.

“A implementação desse programa é um passo significativo para resolver um grande problema na confecção e entrega dos uniformes rumo a um futuro mais justo para todos os estudantes. Além disso, ele vai estimular a economia local, gerando renda e emprego no DF, e não em outro estado como vinha sendo feito”, afirmou o parlamentar.

Assessoria de Comunicação
Deputado Ricardo Vale

Novo Pdot propõe regularização para 20 mil famílias em 28 áreas

Um dos pontos mais importantes dessa atualização é a regularização fundiária, que busca dar segurança jurídica e dignidade a milhares de famílias que moram em ocupações habitacionais já consolidadas | Foto: Divulgação/Seduh-DF

Revisão do Plano Diretor buscar dar segurança jurídica e dignidade para milhares de famílias que vivem em ocupações irregulares

O Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot) está em processo de revisão para tornar o Distrito Federal mais organizado e socialmente justo. Um dos pontos mais importantes dessa atualização é a regularização fundiária, que busca dar segurança jurídica e dignidade a milhares de famílias que moram em ocupações habitacionais já consolidadas e que precisam de regras claras para terem suas moradias melhor integradas ao território.

A ideia é simples: transformar o que atualmente é informal em algo formal, com acesso a todos os serviços públicos e direitos garantidos, como infraestrutura urbana e título de propriedade. Nesse sentido, depois de discussões com vários setores da sociedade civil e do governo, 28 áreas são propostas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) para serem incluídas no Plano Diretor. Dessa forma, seriam passíveis de regularização, o que beneficiaria cerca de 20 mil famílias nesses locais.

“Em resumo, as 28 áreas foram escolhidas através de um mapeamento rigoroso da informalidade, considerando o porte, o grau de consolidação e a viabilidade legal e ambiental de cada área, buscando dar prioridade para a formalização e a urbanização de quem já vive nesses locais”, afirma o coordenador de Planejamento Territorial e Urbano da Seduh, Mário Pacheco.

Para isso, a revisão do Pdot traz uma nova forma de identificar e trabalhar essas áreas. Primeiro, se baseou na Lei Federal nº 13.465/2017 e na Lei Complementar nº 986/2021 do DF para definir esses 28 locais, tecnicamente chamados de Núcleos Urbanos Informais (NUIs) – basicamente, são o ponto de partida das estratégias de regularização, pois são as áreas que surgiram sem planejamento formal, de forma irregular, e que o Pdot busca transformar em bairros formais e integrados à cidade.

“No Pdot passado, por exemplo, não tinha a Lei Federal nº 13.465/2017. Por isso, o Plano Diretor atual teve que se atualizar com relação as normas mais recentes de regularização fundiária”, pontua Mário Pacheco. “Dessa forma, a equipe desenvolveu parâmetros para poder analisar cada uma das áreas que foram identificadas, tanto de forma técnica quanto por meio de todas as contribuições recepcionadas durante a revisão do Pdot. Considerando tudo isso, que foram propostas essas 28 áreas”, explica.

Classificações

Depois que foram definidos os Núcleos Urbanos Informais, a principal lógica para a escolha de cada uma dessas áreas é a sua classificação dentro das modalidades de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), que refletem a situação social e econômica dos moradores e a necessidade de intervenção do poder público.

Assim, o Pdot divide os locais de regularização em duas categorias: as Áreas de Regularização de Interesse Social (Aris), que são ocupadas pela população de baixa renda, onde o governo oferece mais apoio e subsídios; e as Áreas de Regularização de Interesse Específico (Arine), ocupadas predominantemente pela população que não é de baixa renda que tem condições de arcar com os custos da regularização.

Dentre as 28 áreas de regularização propostas pelo Pdot, 17 são definidas como Aris, como Santa Luzia, na SCIA/Estrutural, ou a Expansão Capão Comprido II, em São Sebastião. As 11 restantes são Arine, como Ponte Alta, no Gama, e a Colônia Agrícola 26 de Setembro, em Vicente Pires.

Conheça as 28 áreas passíveis de regularização:

As 28 áreas foram analisadas conforme os seguintes critérios:

– Porte e Compacidade: Isso significa que os técnicos olharam para o tamanho da ocupação e para o quão “juntas” as construções estão, e o quão próximo estão da área urbana já consolidada. Áreas mais consolidadas e densas tendem a ter prioridade por já apresentarem um certo nível de urbanização e ocupação social.

– Cenário da informalidade: O objetivo foi mapear e entender a dimensão da informalidade no DF, para que as ações de regularização fossem direcionadas para onde a necessidade é maior.

– Condições de regularização: Foram considerados fatores como riscos ambientais (áreas de preservação permanente, declives acentuados), restrições legais (incidência em faixas de domínio de rodovias, linhas de alta tensão) para verificar a viabilidade da regularização.

– Áreas já existentes e novos crescimentos: Além de identificar novos NUIs, a metodologia também incluiu ajustes em áreas já previstas no Pdot vigente, para considerar a inclusão de novos crescimentos de assentamentos já existentes, e a categoria de algumas áreas que seriam regularizadas também foi atualizada.

Arcabouço legal

O Plano Diretor estabelece um arcabouço legal claro para a regularização. Uma das principais iniciativas é oferecer orientações para os projetos de regularização que detalharão as 28 áreas e suas regras.

“Como a regularização é um processo complexo, após a publicação do Pdot ainda cabe a execução de outros procedimentos para a completa regularização das áreas, seguindo as regras urbanísticas aplicáveis a cada local. Isso dará segurança jurídica e transparência ao processo”, destaca Mário Pacheco.

O Novo Pdot também prevê instrumentos para financiar as obras e ações de regularização, como construção de asfalto e praças, além de garantir que a Lei Complementar de Regularização (n° 986/2021 e suas alterações) seja aplicada em conformidade com as outras normas, facilitando a execução dos processos. “O objetivo é integrar as áreas informais à cidade, com infraestrutura e segurança jurídica”, conclui o coordenador.

Tudo isso junto forma um caminho mais transparente e eficiente para que milhares de famílias no Distrito Federal possam, finalmente, terem seus imóveis regularizados e viverem em locais com toda a infraestrutura e dignidade que merecem.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh-DF)