(Brasília – DF, 09/11/2020) Lançamento da Aliança pelo Voluntariado e Premiação Amigos da Pátria.
Foto: Isac Nóbrega/PR
Depois de indicar um novo nome para o comando da Petrobras e avisar que na próxima semana fará novas trocas no governo, o presidente da República, Jair Bolsonaro, sinalizou no período da tarde deste sábado, 20, que a outra mudança citada por ele durante o dia a ser anunciada será de peso e envolverá o seu primeiro escalão. “A gente vai fazendo as coisas, vai mudando, vai melhorando. Eu não tenho medo de mudar, não. Semana que vem deve ter mais mudança aí para… E mudança comigo não é de bagrinho, não, é tubarão”, disse a apoiadores após participar de evento militar em Campinas (SP).
Bolsonaro não disse qual “peixe grande” do governo pode deixar o cargo. No vídeo com a fala do presidente, divulgado por um canal do Youtube, ele é questionado se algum ministro cairá. Ele desconversou e só disse que o questionamento “não foi inteligente”.
Pela manhã, o presidente já havia prometido mudanças para a próxima semana, sem entrar em detalhes. “Se a imprensa está preocupada com a troca de ontem (na Petrobras), semana que vem teremos mais”, disse em sua fala durante uma cerimônia militar.
Em outra parte do discurso, disse que não lhe falta “coragem para decidir” e que não deixará passar oportunidade.
Como o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostrou mais cedo, foi só o presidente falar em novas mudanças no governo que os celulares de Brasília começaram a apitar sem parar por causa de trocas de mensagens.
Fontes contaram ao Broadcast que foi a deixa para que as especulações começassem a surgir e que o foco mais forte recai agora sobre o Banco do Brasil.
No início do ano, Bolsonaro se irritou com o presidente do banco, André Brandão, por medidas para reduzir agências e cortar funcionários por meio de uma plano de demissão incentivada. O presidente chegou a pedir a demissão de Brandão, o que teria sido revertido pela equipe econômica.
A ameaça de trocas no governo ocorre após o chefe do Executivo indicar o general Joaquim Silva e Luna para a presidência da Petrobras, no lugar de Roberto Castello Branco, a quem tem criticado. Os reajustes no preço dos combustíveis anunciados pela estatal pesaram para a decisão do presidente.
Bolsonaro, contudo, nega ter interferido na petrolífera, que teve ações afetadas na sexta-feira, 19, depois de declarações do presidente.
“A Petrobras é uma empresa mista, se cair ou subir as ações, o mercado decide. Eu não interferi na Petrobras”, disse ele.
Bolsonaro afirmou esperar mais transparência caso Silva e Luna seja confirmado como novo presidente da companhia. “Pode ter certeza, o general Silva e Luna que está indo agora para a Petrobras, ele vai mostrar tudo isso para nós. Não tínhamos previsibilidade e é um corporativismo enorme que existe nas estatais”, ressaltou.
O presidente reforçou ainda que é preciso uma atuação mais incisiva de órgãos do governo para fiscalização da qualidade e preço dos combustíveis.
Para ele, os combustíveis poderiam ser 15% mais baratos no País. A fala também foi dita durante uma live neste sábado com um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). “Há uma indústria bilionária, clandestina dos combustíveis no Brasil”, opinou.
Bolsonaro já retornou para Brasília. Ele chegou ao Palácio da Alvorada por volta de 17h20.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que vai “meter o dedo na energia elétrica” e prometeu mais mudanças na próxima semana, um dia depois de ter anunciado a troca de presidência na Petrobras.
“Assim como eu dizia que queriam me derrubar na pandemia pela economia fechando tudo, agora resolveram me atacar na energia”, disse Bolsonaro a apoiadores em Brasília. “Vamos meter o dedo na energia elétrica que é outro problema também.”
Na sexta-feira, Bolsonaro usou sua conta no Facebook para divulgar uma nota assinada pelo Ministério de Minas e Energia indicando o nome do general Joaquim Silva e Luna para assumir os cargos de conselheiro e presidente da Petrobras após o encerramento do mandato do atual CEO da companhia, Roberto Castello Branco.
“Semana que vem deve ter mais mudança aí… E mudança comigo não é de bagrinho não, é tubarão”, afirmou o presidente.
Mais cedo, durante evento em escola militar em Campinas (SP), o presidente já havia antecipado que na próxima semana deve vir uma nova substituição de autoridade.
Aos apoiadores em Brasília, Bolsonaro disse ainda que “parecia um exorcismo” quando anunciou que não prorrogaria o mandato de Castello Branco. Ao reafirmar que não estaria interferindo na Petrobras, disse que “estavam abusando” nos aumentos de preços dos combustíveis.
“Compromisso zero com o Brasil. Nunca ajudaram em nada… não é aumentando o preço de acordo com o petróleo lá fora ou o dólar aqui dentro, é mais do que isso. A preocupação é ganhar dinheiro em cima do povo”, afirmou, acrescentando que não se justificaria um reajuste de 32% do óleo diesel neste ano.
“Se não me engano o reajuste do diesel no ano está em 32%. Não justifica, não justifica. Vou interferir? Não vou interferir, mas não justifica, disse.”
“Ninguém esperava essa covardia desse reajuste agora”, acrescentou, sobre a alta mais recente na sexta-feira, de 15% sobre o diesel.
“Ninguém quer interferir, nem está interferindo na Petrobras, mas eles estão abusando”, disse.
Bolsonaro argumentou que a Petrobras é uma empresa mista, “se cair ou subir as ações, o mercado decide”.
No pregão da bolsa na sexta-feira, antes mesmo do anúncio da troca do comando da Petrobras, as ações PN da estatal desabaram 6,6%, enquanto os papéis ON perderam 7,9%.
Em entrevista ao InfoMoney, Ricardo Oliva, ex-diretor da Anvisa, compara vacinação contra a Covid a campanhas de imunização anteriores
O Brasil completou nesta quarta-feira (17) um mês do início da campanha de imunização contra a Covid-19. Nesse período, 5,5 milhões de pessoas foram vacinadas ou 2,6% da população, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde.
A ferramenta Our World In Data (Universidade de Oxford) mostra que a média é de apenas 2,64 doses aplicadas a cada 100 habitantes, ante 12,43 doses no Chile, 16,51 doses nos Estados Unidos e 78,09 doses em Israel, o país mais avançado da lista.
O que explica essa discrepância entre a campanha de vacinação no Brasil e no restante do mundo? Quais são os entraves que a vacinação no país enfrenta, apesar de o Programa Nacional de Imunização (PNI) brasileiro ser considerado referência por organizações internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS)?
O InfoMoney conversou com Ricardo Oliva, ex-diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para responder as perguntas. Para ele, a falta de planejamento, que levou o país a buscar e distribuir doses “a conta-gotas” torna a campanha de vacinação brasileira uma das mais caras do mundo.
Oliva, que é médico-sanitarista e consultor de serviços em vigilância sanitária, também critica a forma de distribuição das doses. “Estamos distribuindo por população, primeiro os profissionais da saúde, depois pessoas mais idosas. E também com base na população de cada município. Mas isso não tem sentido algum. Temos mais profissionais da saúde e idosos em São Paulo do que em Boa Vista, por exemplo”, afirma. “Temos municípios que receberam dez doses de vacina, e isso não tem nenhum sentido. Era melhor esperar e mandar 100 doses de uma só vez. […] Cada uma dessas entregas custa, e custa caro. Nenhuma empresa de logística está fazendo o trabalho de graça.”
Confira os principais trechos da entrevista abaixo:
InfoMoney: Países com campanha de vacinação mais avançada garantiram grandes quantidades de doses com antecedência. O que o ritmo lento da campanha nacional reflete sobre o planejamento feito no Brasil?
Por que o Brasil não fez isso? Há três razões fundamentais. Primeiro, o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro. O segundo está no Ministério da Saúde e no ministro Eduardo Pazuello, que montou uma equipe ineficiente, substituindo profissionais da casa, que sabiam o que fazer há anos. E o terceiro motivo foi a briga entre João Doria, governador do estado de São Paulo, e o próprio presidente, que colocaram a vacina como um ponto central em uma disputa política que vai ocorrer daqui a quase dois anos.
A vacina como objeto de discussão político-eleitoral atrapalhou a capacidade do governo federal e dos estados em promover uma ação conjunta, na busca de um planejamento estratégico para a vacinação e para o combate da doença.
Em uma doença infecciosa, temos três pilares de atuação: o controle da doença, o tratamento precoce e as medidas de controle. É o padrão para qualquer nova doença infecciosa que aparece. Desde que o mundo é mundo existe quarentena para evitar doenças infecciosas que não nasceram no seu local.
Como foi a pandemia de Covid-19 por aqui? O estado brasileiro não fez controle. A vigilância epidemiológica falhou completamente, porque não bloqueou aeroportos precocemente, não fez controle de contaminados e contaminantes precocemente e não fez testes em massa. O controle da doença foi terrível.
Já sobre o tratamento precoce, não existe no caso da Covid-19. É fato. O governo ficou pregando o tratamento precoce sem base nenhuma. Por fim, quando chegamos no controle por vacinas, o governo disse que era bobagem. O controle social, pelo distanciamento e pela quarentena, não foi incentivado.
IM: Um fato marcante na pandemia foi a celeridade das agências internacionais para aprovar imunizantes. De que forma o senhor, como ex-diretor da Anvisa, avalia o trabalho da agência nacional?
RO: Parece-me que, em algum momento, houve um entendimento de que a agência não seguiria pressões políticas. O Antônio Barra Torres [diretor-presidente da Anvisa] tem sido absolutamente claro nas suas falas de que a agência está se baseando na ciência.
A Anvisa agiu nos limites das suas competências legais, com uma qualidade igual à de qualquer outra agência regulatória no mundo, fazendo coisas que ainda não tinham sido feitas antes na história do país. Não existiam no Brasil regras sobre o registro para uso emergencial de vacinas. A Anvisa fez uma regulamentação boa. Ela fez o registro do uso emergencial muito próximo do tempo que outras agências levaram para avaliar as vacinas. Inclusive na questão da Sputnik V [vacina russa contra a Covid-19], estão claras as exigências da agência. A Anvisa quer informações completas, coerentes e validadas por órgãos e cientistas independentes.
Eu avalio o trabalho da Anvisa como bom e a agência tem técnicos competentes. Mas pode piorar, assim como o Ministério da Saúde e o PNI. É preciso ficar de olho nas decisões tomadas pelo Poder Legislativo sobre a atuação da agência.PUBLICIDADE
IM: Além da demora na imunização, também houve prejuízos econômicos?
RO: No consórcio de vacinas contra a Covid-19, da Organização Mundial da Saúde [Covax Facility], teríamos preços mais acessíveis do que estamos pagando agora caso tivéssemos aderido antes. O mercado está bem diferente do que no cenário pré-aprovação das vacinas. A partir do momento em que compramos as vacinas “a conta-gotas”, em pequenas quantidades, com grandes intervalos, nós vamos buscá-las também a conta-gotas.
A falta de planejamento fez com que o governo federal fretasse um avião da Azul, deixasse-o parado três dias e só então fosse buscar 2 milhões de doses de vacinas Oxford/AstraZeneca na Índia. O pior: a ação falhou. O Brasil gastou para isso e não realizou. Quando a Índia decidiu depois mandar as doses, as vacinas foram enviadas em um avião de carga normal, até pelo menor preço envolvido. Quando você não planeja algo ou planeja errado, você acaba gastando mais.
No caso do planejamento específico para distribuição de doses: estamos distribuindo por população, primeiro os profissionais da saúde, depois pessoas mais idosas. E também com base na população de cada município. Mas isso não tem sentido algum. Temos mais profissionais da saúde e idosos em São Paulo do que em Boa Vista [Roraima], por exemplo.
Eu não tenho que distribuir analisando a população do município, porque vão sobrar vacinas em um lugar e faltar para outro. Temos municípios que receberam dez doses de vacina, e isso não tem nenhum sentido. Era melhor esperar e mandar 100 doses de uma só vez. Mas o governo prefere enviar em remessas diferentes. Primeiro manda dez doses, depois mais dez, depois mais 12. Cada uma dessas entregas custa, e custa caro. Nenhuma empresa de logística está fazendo o trabalho de graça.
Outro ponto importante nessa estratégia de mandar as doses a conta-gotas é que, quanto mais fracionada é a distribuição, maior é a perda. O controle de qualidade em escala é muito melhor do que o controle de qualidade fracionado. A cada transporte de 50 doses, você arrisca essas doses na sua totalidade. Quando você carrega 5 mil doses, por exemplo, elas vão em um contêiner refrigerado, com controle de qualidade e temperatura muito melhor. Eu não tenho dúvida de que a perda será maior por conta da forma pela qual estamos distribuindo as vacinas.
Do ponto de vista econômico, nós temos uma das campanhas mais caras do mundo. Fruto direto da falta de planejamento e organização. Em outras campanhas de vacinação, distribuíamos milhões de doses em um único dia. Nas campanhas de vacinação contra gripe, especificamente, milhões de doses saem do Instituto Butantan em um só dia para chegar aos centros regionais de uma vez e, de lá, partir para os municípios, também de forma coordenada. Isso ajuda, inclusive, na comunicação sobre a campanha de vacinação.
IM: O Brasil precisa realmente de mais vacinas? Ou os acordos já assinados suprem a demanda?
RO: Temos poucas vacinas e a distribuição não está sendo feita de forma a evitar desperdícios. Ao mesmo tempo, o crescimento de contágio pela Sars-Cov-2 nas regiões Sul e Sudeste acontece entre o início do outono até o fim do inverno [final de março até final de setembro]. Então, existe ainda a possibilidade de expansão acentuada da pandemia.
Estamos começando a vacinação muito tarde para diminuir essa tendência no Sul/Sudeste. O Brasil precisa de mais vacinas e não vai conseguir produzir e disponibilizar tantas doses rapidamente, mesmo que o Butantan tenha matéria-prima e faça 1 milhão de doses por dia. Teremos que trazer mais imunizantes e, ao mesmo tempo, lidar com o aumento da pandemia.
Vejo períodos nebulosos pela frente, independentemente das variantes do novo coronavírus. A preocupação sobre as mutações apenas se soma. No momento, não são o principal problema do Brasil. Precisamos recuperar lideranças, planejar melhor, olhar para o futuro objetivamente e envolver a sociedade na busca de soluções melhores do que as que temos agora.
IM: No Brasil, empresas privadas têm se movimentado para garantir doses. Qual sua opinião sobre o movimento?
RO: O Brasil é um país onde a iniciativa privada na saúde é livre, mas apenas em caráter suplementar ao Estado. Existem clínicas de vacinação privada que importam imunizantes e as pessoas pagam por vacinas. Ter vacina na rede privada é uma realidade, mas uma campanha de vacinação é outra coisa, é bem diferente.
Fizemos campanha contra o sarampo até o começo dos anos 2000 e erradicamos o sarampo. A rede privada nunca comprou uma dose dessa vacina. Um grupo de risco para febre amarela no Brasil são os caminhoneiros. Nunca vi um empresário comprar vacinas para eles. É impossível realizar um controle no nível de “vou comprar vacinas para meus funcionários”. O dono da empresa pode comprar imunizantes, vacinar sua família e ficar por isso.
Quando qualquer um tem acesso às vacinas, perde-se o sentido de imunizar os mais necessitados primeiro. É aprofundar o abismo social que existe no país. Então é um absurdo do ponto de vista ético, social e econômico, dado o valor pelas doses que as empresas se propunham a pagar.
A iniciativa privada quer comprar vacinas? Compre as doses sem benefício fiscal e ceda 100% dos imunizantes para colocarmos na campanha de vacinação. O capital pode exercer sua função social mostrando sua insatisfação com a forma pela qual o setor político vem conduzindo a vacinação. Tem todo o direito, e deve fazer isso.
IM: O Brasil é reconhecido internacionalmente como referência em saúde pública e vacinação. Ainda somos referência?
RO: A Carla Domingues, responsável pelo PNI no ministério, estava lá há 15 anos. Sabia tudo sobre o programa. Se você perguntasse para a Carla quantas doses seriam necessárias para vacinar os idosos em Porto Alegre, ela falaria de cabeça. Aí essa gestão a tira do cargo.O sucateamento do Ministério da Saúde é absurdo.
O PNI sempre foi uma política uniforme e apoiada pelo Ministério. A liderança na Saúde fazia com que os estados percebessem falhas e melhorassem. Não há mais isso. Rompemos um elo da cadeia lá em cima, e a cadeia desmoronou por completo.
É possível recuperar o PNI? Sim, se formos rápidos. Precisa acontecer uma mudança drástica na forma de colocar pessoas que entendam do negócio no Ministério da Saúde. A pasta deixou o barco correr, e a epidemia saiu de controle. Vemos o Amazonas do jeito que está, sem oxigênio e mortes desnecessárias, porque a administração não sabe o que está fazendo. Essas mortes seriam evitadas com um mínimo de planejamento. Todos os detalhes sobre a situação critica que Manaus enfrentou deveriam ter sido vistos em dezembro, não depois que o caos aconteceu. Claro que era possível.
Após semana com muita chuva, o final de semana do Brasiliense não poderia ser diferente.
Em todo o Distrito Federal as chuvas são intensas e com isso a atenção fica redobrada para aquele que está dirigindo, no início da pandemia a quantidade de veículos nas ruas era pouco, mas com a volta de algumas atividades, as pessoas estão voltando ao “normal”, e o cada dia vemos mais carros nas ruas.
Com as fortes chuvas a velocidade dos ventos podem variar entre 60km/h e 100km/h, com isso é importante tanto a atenção quanto a manutenção no veículo, isso faz com que a possibilidade de ficar “no prego” diminua. Há anos que a malha viária do DF não sofria nenhum tipo de concerto.
O Governador Ibaneis Rocha(MDB) em menos de 2 anos de mandato resolveu o problema de alguma locais que sofriam com buracos na via como:
Entrada do Recanto das Emas
Pista do frente a PCDF e entrada do parque da cidade
Via de ligação ao aeroporto
Trecho entre a DF-430 e DF-220, em Brazlândia
Candangolândia, tapa-buracos na QR 1-A
Núcleo Bandeirante, recapeamento da ponte da Avenida Metropolitana
Epig
Entre outros locais
O Governo do Distrito Federal está cada vez mais empenhado em solucionar o problema da malha viária da capital, além das obras acima citada, podemos destacar a construção do túnel de Taguatinga que está em obras e a construção dos viadutos do Recanto da Emas e Riacho Fundo I que logo mais começaram a ser erguidos.
O que fazer para se proteger em caso de chuvas fortes
Em casa
Ao primeiro sinal de chuva forte, deixe móveis e eletrodomésticos fora do alcance da água.
Desligue equipamentos elétricos e eletrônicos, feche o registro do gás e da água;
Guarde os produtos de limpeza e alimentos fora do alcance das águas e não os utilize caso tenham sido atingido;
Mantenha um membro da família atento e vigilante ao nível de subida das águas, mesmo à noite;
Tenha sempre lanternas e pilhas em condições de uso. Não use velas, lamparinas a álcool ou similares;
Acompanhe o noticiário local pelo rádio e fique atento às mensagens de esclarecimento ou alarmes;
Feche portas e janelas da casa ainda que seja necessário o abandono para evitar a entrada de escombros e de animais peçonhentos;
Se houver muita infiltração na casa e acontecer rachaduras nas paredes ou escutar algum barulho estranho, abandone sua residência;
Transmita alarme aos vizinhos em caso de súbita elevação das águas;
Não use telefone (o sem fio pode ser usado);
Não fique próximo a tomadas, canos, janelas e portas metálicas;
Não toque em equipamentos elétricos que estejam ligados à rede elétrica;
E o mais importante: mantenha a CALMA para que possa tomar as providências necessárias. O pânico só piora a sua situação e de quem está a sua volta.
Na Rua
Evite, ao máximo, estar em áreas alagadas. Terrenos acidentados, buracos e bueiros abertos, assim como fiação elétrica exposta podem causar acidentes graves. Se não houver alternativa, sigas as orientações;
Ao encontrar-se em ruas alagadas, procure se proteger o máximo possível para evitar o contato com a água. Use calçados ou improvise, com sacos plásticos, proteção para as pernas;
Ande junto a muros e paredes, preferencialmente seguro por cordas ou sendo auxiliado por outras pessoas. A força das águas em locais inclinados é incontrolável;
As águas de enchentes são pesadas e violentas e oferecem grande risco de contaminação.
Mesmo que você saiba nadar bem, não se arrisque em travessias ou brincadeiras;
Evite cruzar pontes onde o nível do rio subiu;
Não se abrigue embaixo de árvores e se mantenha distante de postes;
Não se aproxime de cercas de arame, varais metálicos, linhas aéreas e trilhos;
Não se abrigue debaixo de árvores isoladas;
Não tome água ou coma alimentos que estavam em contato com as águas da inundação;
Dentro de carros
Ao primeiro sinal de chuva forte, evite sair de casa. Não corra riscos desnecessários. No entanto, se já estiver no trânsito, fique atento;
Aos primeiros sinais de alagamento procure áreas elevadas para estacionar e aguarde o nível da água baixar;
Ande devagar, aumente a distância do veículo da frente e não feche os cruzamentos;
Sintonize seu rádio no noticiário local e procure informações sobre as áreas alagadas;
Não pare o carro próximo a árvores ou postes;
Evite áreas alagadas. As poças podem esconder crateras. Se for inevitável, ao atravessá-las, mantenha aceleração contínua em primeira. Em hipótese alguma a água pode entrar pelo cano de descarga;
Aguarde que o carro que esteja a sua frente transponha a área alagada para, em seguida, proceder a sua travessia;
Não fique próximo a caminhões ou ônibus. Veículos de grande porte provocam marolas que podem alagar o seu carro e fazer com que perca o controle da direção;
Se o nível da água atingir o batente inferior da porta é hora de abandonar o veículo. Com água acima das rodas, o carro começa a boiar e fica sem controle. Se alcançar as janelas, ocorre o bloqueio das portas, impedindo a saída e, pior, dificultando o resgate;
Com atualização de equipamento usado em sessões de radioterapia, unidade passará a atender 45 pessoas por dia
O Hospital de Base (HB) vai reduzir, ainda neste mês, o tempo de espera para o início de tratamento de câncer e, com isso, aumentar de 35 para 45 o número de pacientes atendidos por dia. Isso foi possível graças à conclusão dos serviços de atualização do acelerador linear, aparelho usado em sessões de radioterapia para pacientes com câncer.
Um colimador de múltiplas lâminas, conhecido pela sigla em inglês MLC, foi doado pelo Hospital Sírio-Libanês e instalado no acelerador neste mês por empresas contratadas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), que administra o HB.
Cerca de 70% dos pacientes que tratam cânceres no Hospital de Base precisam de radioterapia. A atualização desse equipamento representa um ganho enormeEronides Batalha Filho, chefe do Núcleo de Radioterapia do HB
O acelerador linear combate as células cancerígenas ao emitir radiação ionizante direcionada à área do corpo onde está o tumor. E isso é feito por meio de uma colimação — processo que torna paralelas trajetórias dos raios de um feixe de luz. Para o funcionamento do aparelho no Hospital de Base, eram confeccionados blocos de colimação de uma liga metálica específica, composta de metais pesados.
Esses blocos eram feitos para cada um dos pacientes. Ou seja, o trabalho demandava mão de obra e insumos caros. “Com as múltiplas lâminas, não há mais necessidade dos blocos de colimação”, resume o chefe do Núcleo de Radioterapia do HB, Eronides Batalha Filho.
Além disso, antes, era preciso que um técnico entrasse na sala de radioterapia de quatro a seis vezes por sessão para que os blocos fossem trocados, o que impactava na duração do atendimento. Agora, com o MLC, essa troca não é feita e isso agiliza a sessão, segundo Batalha Filho. “Cerca de 70% dos pacientes que tratam cânceres no Hospital de Base precisam de radioterapia”, informa o médico. “Portanto, a atualização desse equipamento representa um ganho enorme.”
Ainda segundo o especialista, o novo acessório é capaz de configurar a radiação emitida de acordo com o formato e a localização do tumor a ser tratado, o que resulta em mais segurança no processo. “E deixamos de expor os profissionais ao risco de trabalhar na confecção dos blocos de colimação”, acrescenta Batalha Filho.
A atualização do aparelho aumentou o escopo das patologias atendidas | Foto: Davidyson Damasceno/Iges-DF
Mais tipos de tumores tratados
A tecnologia com blocos colimadores limitava o tratamento radioterápico de determinados tipos de câncer no Hospital de Base, enquanto as múltiplas lâminas, por serem mais precisas na radiação, aumentam o escopo das patologias atendidas.
“Poderemos tratar, com finalidade curativa, pacientes com câncer de cabeça e pescoço, próstata e pulmão, além de tumores no sistema nervoso central”, informa Batalha Filho. Segundo o chefe do Núcleo de Radioterapia, antes da atualização do acelerador linear, esses pacientes eram encaminhados a outros hospitais da rede pública.
As empresas Invita e RTCON, que prestam serviços de manutenção para o Iges-DF, foram responsáveis pelo transporte, pela instalação e pela calibração do colimador de múltiplas lâminas. “Foi um trabalho delicado e complexo”, destaca Batalha Filho.
Ação rápida da Segurança Pública e pandemia influenciaram nos índices. Entre 2019 e 2020, mais de 84% das ocorrências registradas foram solucionadas
Por Flavio Botelho
O número de pessoas desaparecidas no Distrito Federal diminuiu de 2.971 para 2.052 entre 2019 e 2020, o que representa uma redução de 30,9%. Os dados estão no relatório anual sobre este tipo de ocorrência, preparado pela Secretaria de Segurança Pública, que revelou também uma melhora no número de casos solucionados: de 84,8% para 86,7%, no número de pessoas encontradas.
31%dos casos de pessoas desaparecidas em 2020 foram solucionados em até 24 horas
A grande maioria dos casos são desaparecimentos considerados voluntários. Geralmente, quando a vítima some por vontade própria, motivada na maioria das vezes, em função de conflitos familiares, episódios de violência doméstica e uso de drogas. Já os desaparecimentos involuntários, em menores vezes, são resultados de vítimas de crimes com restrição de liberdade, acidentes ou crise psiquiátrica. Esses últimos representaram cerca de 1% de todos os casos registrados.
Os dados compilados pela pasta mostram também que, quanto mais ágil a resposta, maiores as chances de encontrar a pessoa desaparecida. No ano passado, 31% dos casos foram solucionados em até 24 horas depois que o boletim de ocorrência foi registrado. Em 2019, o percentual no mesmo intervalo de tempo foi de 32%.
Quando somos acionados, imediatamente fazemos contato com a família e orientamos se é um caso de divulgar ou não nas redes sociais. Na maioria das vezes, a divulgação ajuda na eficiência das investigações e consequente localização do desaparecidoLuiz Henrique Sampaio, delegado-adjunto da Divisão de Repressão a Sequestros
A orientação da Polícia Civil é, em caso de desaparecimento, procurar a delegacia mais próxima e registrar um boletim de ocorrência. “É importante fazer uma busca e checagem de acordo com a rotina da pessoa. Verificar se ela não se encontra em locais que costuma frequentar. Se mesmo assim não se conseguir contato, é hora de procurar a polícia”, explica o delegado-adjunto da Divisão de Repressão a Sequestros (seção que investiga casos desse tipo de caso), Luiz Henrique Sampaio.
De acordo com a PCDF, um dos motivos para a redução no número de desaparecidos no DF em 2020 foi a pandemia, que forçou uma mudança no comportamento da sociedade e fez com que as pessoas não saíssem tanto de casa. Além disso, uma atuação mais próxima da polícia com a sociedade.
Outra importante ferramenta utilizada pela Polícia Civil nas investigações são as redes sociais, como explica o delegado Sampaio: “Quando somos acionados, imediatamente fazemos contato com a família e orientamos se é um caso de divulgar ou não nas redes sociais. Na maioria das vezes, a divulgação ajuda na eficiência das investigações e consequente localização do desaparecido”.
Nos casos de desaparecimentos mais prolongados, nos quais a vítima está sumida há anos, fotos das pessoas são divulgadas em diversos meios, como nas contas de eletricidade e água. Para a policia, é uma alternativa para se obter referências e informações para auxiliar a investigação.
A PCDF conta com a colaboração da população nesse trabalho de encontrar pessoas desaparecidas. Para mais informações sobre como proceder em caso de desaparecimento, ou mesmo apontar informações que possam contribuir no trabalho dos investigadores, disque 197 ou acesse o site.
* Com informações da Secretaria de Segurança Pública
Empresários, trabalhadores e força policial se unem para trazer de volta a efervescência financeira e social do SCS
Por Claudio Campos
O Setor Comercial Sul, o mais antigo centro empresarial e comercial da Capital da República que já foi uma importante área geradora de empregos, se encontra refém de um pequeno grupo, muito bem articulado, politicamente influenciado e mantido. Esse grupo para se manter com seus fins escusos, usa como escudo, moradores de rua (pessoas dependentes de drogas, que não têm nenhuma renda lícita, que para manterem seus vícios cometem vários ilícitos no local) que promovem a desordem, invadem marquises com suas barracas de lona, plástico e caixas de papelão. Pessoas que vivem em vulnerabilidade profunda.
O GDF bem que tenta, sem sucesso, acolher esses seres humanos, oferecendo local digno para moradia, com assistência social, psicológica e médica, porém essas pessoas são deliberadamente influenciadas (e até, muitas vezes, impedidas) para não aceitarem o acolhimento do Estado, por esse grupo que vem tentando hegemonia no SCS.
O último evento relevante, que foi amplamente e erroneamente repercutido pela imprensa local diz respeito à retirada de uma “horta” que ocupou o local de um jardim na quadra 05 mantido pela Novacap.
O GDF atendendo a um pedido da PMDF, através da Novacap retirou a dita “horta”, que segundo os mantenedores, servia para alimentar os ocupantes das ruas e marquises do SCS. O argumento dos agentes policiais, era de que o local servia de esconderijo e local de guarda de drogas e armas, o que ficou provado no momento de sua retirada, quando foi encontrado um grande número de arma branca no local.
Hoje o local, já recuperado pelo GDF, está limpo, com grama plantada e um pouco mais seguro.
Assim, aos poucos a comunidade de empresários e trabalhadores do Setor Comercial Sul vai lutando e vencendo batalhas para trazer de novo a vocação desse importante centro comercial plantado no coração da Capital Federal.
Segundo Aneel, valores das contas vão aumentar para cobrir prejuízo causado principalmente pela falta de arrecadação por meio de bandeira tarifária em 2020
Em 2021, as contas de luz ficarão mais caras. O consumidor brasileiro já estava enfrentando aumentos nas suas contas de energia elétrica desde dezembro – e o acréscimo vai continuar por mais alguns meses.
As cobranças maiores servirão para cobrir um déficit de R$ 3,12 bilhões na arrecadação que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) teve durante o ano de 2020. Segundo divulgou a companhia, os valores das contas de luz vão aumentar para cobrir o prejuízo causado principalmente pela falta de arrecadação por meio de bandeira tarifária durante o último ano. A Aneel já havia avisado que as tarifas de energia poderiam subir até 13% em 2021.
O InfoMoney explica abaixo o que são as bandeiras tarifárias e como elas se comportaram ao longo de 2020.
Entenda bandeiras tarifárias
É importante entender as diferenças entre as bandeiras tarifárias e as tarifas propriamente ditas. As tarifas representam a maior parte da conta de energia dos consumidores e cobrem custos envolvidos na transmissão da energia elétrica, além dos encargos setoriais.
Já as bandeiras tarifárias refletem custos variáveis da geração de energia elétrica no Brasil. Quando o país enfrenta uma condição favorável de geração de energia e há uma demanda estável no consumo, a bandeira fica verde, ou seja, não há cobrança adicional.
Mas, quando o país começa a apresentar cenários menos favoráveis para a geração da energia, o custo de produção sobe e, consequentemente, os consumidores precisam pagar um adicional. A Aneel reajusta o preço temporariamente, sinalizando uma bandeira tarifária amarela ou vermelha. Neste mês de fevereiro, a bandeira é amarela.
Normalmente, a arrecadação com essas bandeiras serve para cobrir gastos de um uso mais intenso de usinas termelétricas no país. As termelétricas têm um custo de produção de energia mais caro do que o de uma hidrelétrica, por exemplo. Um aumento de custo na geração da energia pode ocorrer se os reservatórios das usinas hidrelétricas ficarem baixos. Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética, companhia pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, usinas hidrelétricas são a principal matriz de energia elétrica no país, correspondendo a 64,9% de toda eletricidade utilizada no Brasil.
“Quando a bandeira está verde, as condições hidrológicas para geração de energia são favoráveis e não há qualquer acréscimo nas contas. Se as condições são um pouco menos favoráveis, a Bandeira passa a ser amarela e há uma cobrança adicional, proporcional ao consumo, na razão de R$ 1,50 por 100 kWh (ou suas frações). Já em condições ainda mais desfavoráveis, a Bandeira fica vermelha e o adicional cobrado passa a ser proporcional ao consumo na razão de R$ 4,00 por 100 kWh (ou suas frações), para a Bandeira vermelha – patamar 1; e na razão de R$ 6,00 por 100 kWh (ou suas frações), para a Bandeira vermelha – patamar 2. A esses valores, são acrescentados os impostos vigentes”, explica a Aneel em nota.
Cobrança de bandeiras foi retomada em dezembro
Em maio do ano passado, a Aneel informou que iria suspender a cobrança de bandeiras tarifárias na conta de luz, para mitigar os impactos econômicos de uma maior cobrança nas contas dos brasileiros durante a pandemia do novo coronavírus. “Trata-se de mais uma medida emergencial da agência para aliviar a conta de luz dos consumidores”, informou a Aneel na época.PUBLICIDADE
A cobrança foi retomada em dezembro de 2020. Após seis meses sem cobrar a tarifa, porém, a Aneel acumulou um prejuízo bilionário. O custo para gerar energia subiu, e esse acréscimo não foi repassado ao consumidor final. A agência arrecadou R$ 1,33 bilhão, mas viu despesas de R$ 4,45 bilhões no último ano. O déficit foi de R$ 3,12 bilhões.
Contas devem ficar mais caras em 2021
Segundo a Aneel, esse prejuízo bilionário precisa ser quitado ainda em 2021. Para isso, a agência irá aumentar as tarifas cobradas das distribuidoras de energia. Essas tarifas fazem parte do custo de transmissão de energia elétrica – embutido na conta de luz.
A Aneel diz que ainda não há previsão para uma nova mudança nos valores das bandeiras tarifárias ou se deve haver uma reforma nos valores já cobrados.
O InfoMoney entrou em contato com a Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) para entender qual a posição do setor perante a declaração da Aneel e se as distribuidoras já estão se preparando para um possível aumento nas tarifas. A Abradee não respondeu até o fechamento da reportagem.
Como pagar menos na conta de luz
Anteriormente, o InfoMoney realizou uma reportagem para elencar as principais dicas para economizar nas contas de energia elétrica e de água. Além do uso consciente desses recursos, há outras formas de pagar menos especificamente na conta de luz.
Todos os consumidores brasileiros têm uma opção diferenciada de cobrança do consumo de energia elétrica: a Tarifa Branca. Por meio dela, o valor da tarifa de energia varia de acordo com o horário do seu consumo. Na prática, é uma mudança na cobrança da energia que beneficia aqueles que utilizam mais aparelhos eletrônicos fora dos grandes horários de pico de demanda energética.
O preço da energia, nos dias úteis, é dividido em três faixas horárias de consumo. No horário de ponta (17:30 às 20:30), a Tarifa Branca fica mais cara do que a tarifa convencional. Nas horas que antecedem e sucedem esse horário de ponta (16:30 às 17:30 e das 20:30 às 21:30), o chamado horário intermediário, o custo também é maior. Fora do horário de ponta (21:30 até 16:30 do dia seguinte), a Tarifa Branca fica mais barata se comparada à cobrada no modelo tradicional. Sábados, domingos e feriados contam como tarifa fora de ponta nas 24 horas do dia.
Vale lembrar que as faixas horárias podem variar de uma cidade para outra. Para solicitar a mudança, é preciso entrar em contato com a distribuidora correspondente na sua cidade por meio dos canais de atendimento.
Octávio Brasil, gerente da CAS Tecnologia, empresa brasileira de tecnologia, afirmou que a mudança na cobrança pode beneficiar os consumidores que focarem seu consumo durante períodos de menor cobrança, mas pode ser prejudicial aos que mantiverem o uso durante horários de ponta. “Estima-se em média uma economia de 17% na conta (…). A Tarifa Branca pode ser muito interessante em residências e pequenos comércios”, explicou.
Já o prejuízo para quem não se atentar ao consumo pode ser bem significativo e pegar o consumidor de surpresa. Segundo dados da CAS Tecnologia, se o consumo de energia elétrica se concentrar durante o horário de ponta, a tarifa pode ficar até 83% mais cara.
Pregão foi bastante movimentado após fala do presidente sobre reajuste de preços da Petrobras e alerta para o CEO da estatal
As ações da Petrobras (PETR3, R$ 27,10, -7,92%;PETR4, R$ 27,33, -6,63%) registraram forte baixa na sessão desta sexta-feira (19), com os investidores repercutindo a fala de Jair Bolsonaro, presidente da República, na véspera, com críticas ao forte reajuste de preços de combustíveis e aumentando a percepção de risco para a estatal. Os ativos PETR3 fecharam com queda de quase 8% e os PETR4 tiveram baixa superior a 6%. Com isso, o valor de mercado da estatal passou de R$ 383 bilhões na véspera para R$ 354,8 bilhões nesta sessão, um valor R$ 28,2 bilhões menor.
Após a polêmica nos primeiros dias do mês com a notícia de que a Petrobras havia ampliado de três meses para um ano o prazo em que calcula a paridade internacional de preços dos combustíveis (veja mais clicando aqui), o anúncio da véspera de um forte reajuste dos combustíveis (alta de 15% para o diesel e de 10% para a gasolina) havia sido considerado positivo pelos analistas de mercado para a estatal.
Isso uma vez que acabava por reduzir fortemente o desconto (ainda que não eliminando) em relação aos valores internacionais (veja mais aqui) em meio à valorização do petróleo e a desvalorização do câmbio, reforçando assim a avaliação da independência da política de preços da companhia, que foi posta em xeque nos últimos dias.
Contudo, mesmo os analistas que viram a notícia como positiva para os papéis da estatal destacaram na última quinta-feira possíveis reações no radar, como foi o caso do Bradesco BBI ao apontar que o risco para a Petrobras diminuiria significativamente, mas havia a questão de uma possível forte reação por parte dos caminhoneiros.
Já a XP Investimentos destacou que um reajuste de tamanha magnitude ter que ocorrer e mesmo assim não ser suficiente para a companhia retornar à níveis de paridade de importação ilustravam os desequilíbrios recentes da política de preços de combustíveis da Petrobras após um represamento em meio a um cenário de volatilidade do câmbio e dos preços do petróleo.
Além disso, os analistas da XP reforçaram na noite de ontem que ainda não se sabia se os reajustes significativos nos preços dos combustíveis – especialmente no caso do diesel – iriam gerar repercussões futuras em termos de descontentamento da população (principalmente no que diz respeito à categoria profissional dos caminhoneiros) e reações na esfera política. Cabe lembrar que, no começo de fevereiro, em meio ao cenário mais negativo sobre a política de preços da estatal, tanto a XP quanto o BBI reduziram a recomendação das ações da Petrobras para equivalente à neutra.
Horas depois, a reação veio: o presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), Wallace Landim, conhecido como Chorão, divulgou uma nota reclamando do anúncio do novo aumento de preços de combustíveis. Chorão foi um dos articuladores da greve de caminhoneiros de 2018, e cobrou que o presidente Bolsonaro reduzisse os impostos cobrados sobre os combustíveis.
“O que nos faz questionar onde está a palavra do governo federal que na pessoa do presidente da República sinalizou a diminuição dos impostos federais dos combustíveis e vamos para o quarto aumento consecutivo em menos de 30 dias se mantendo inerte e nada fez de concreto até o presente momento”, diz a nota.
Por outro lado, em oposição à pressão dos caminhoneiros, a Associação dos Importadores de Combustíveis (Abicom) vem afirmando que os preços dos combustíveis praticados pela Petrobras estão abaixo da paridade internacional e inviabilizam a atividade de muitos importadores no país, em uma competição desleal.
Posteriormente, em sua tradicional live semanal nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que considerou o aumento anunciado pela Petrobras, o quarto do ano, “fora da curva” e “excessivo”. “Não posso interferir nem iria interferir [na estatal]. Se bem que alguma coisa vai acontecer na Petrobras nos próximos dias, tem de mudar alguma coisa”. A empresa afirmou na quinta que não comentará a fala do presidente.
A artilharia se voltou para o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. Bolsonaro apontou que “obviamente” vai ter consequência uma fala do CEO: dias atrás, o executivo havia dito que a ameaça de greve de caminhoneiros não era problema da Petrobras.
Na live, Bolsonaro reclamou dos preços dos combustíveis e anunciou medidas com o objetivo de reduzi-los. “Nós acusamos responsabilidade de todo mundo. Pessoal, ninguém dá bola pra nada. Você vai na Receita: ‘Você, da Receita, não fiscaliza por quê?’ O cara não tem resposta. Eu não posso chamar atenção da Agência Nacional de Petróleo, porque é independente, mas tem atribuição também. Não faz nada”, disse.
“Você vai em cima da Petrobras e ela fala: ‘Opa, não é obrigação minha’. Ou, como disse o presidente da Petrobras, há questão de poucos dias, né: ‘eu não tenho nada a ver com caminhoneiro. Eu aumento o preço aqui, não tenho nada a ver com caminhoneiro’. Foi o que ele falou, o presidente da Petrobras. Isso vai ter uma consequência, obviamente”, emendou.
Bolsonaro tem um forte ligação, desde a época da campanha, com os caminhoneiros e tem anunciado uma série de medidas para a categoria durante a sua gestão.
O Credit Suisse avaliou a crítica de Bolsonaro à alta de preços de combustíveis praticada pela Petrobras como negativa apontando que, na avaliação do banco, o mercado deverá precificar o aumento de risco de interferência.
Ao Broadcast, na véspera, o analista de petróleo e gás da consultoria StoneX, Thadeu Silva, apontou: “O mercado claramente deve precificar alguma coisa contra a Petrobras amanhã [hoje], com o risco de uma ingerência mais direta na política de preços”. Ele ainda complementou: “Essas declarações do Bolsonaro são fortes, mas temos de ver o resultado efetivo delas”.PUBLICIDADE
Vale destacar que, no pré-market da Bolsa de Nova York, por volta das 9h os ADRs (na prática, as ações negociadas no exterior) PBR da estatal caíam cerca de 3% (intensificando as perdas posteriormente), já indicando uma sessão negativa para os papéis na B3, o que foi confirmado com a abertura do mercado brasileiro, até mesmo com mais intensidade. A sessão, vale destacar, também foi de perdas para o petróleo, de 1,60% para o contrato futuro do brent com vencimento para abril, a US$ 62,91 o barril, e de 2,10% para o WTI com vencimento em março, a US$ 59,26 o barril.
Silva ainda apontou que o ajuste realizado pela Petrobras na véspera era necessário para a estatal não arcar sozinha com o aumento do preço do petróleo no mercado internacional, diante da disparada do preço da commodity, que voltou ao patamar dos US$ 60 o barril. Após o aumento, os players privados começaram a se movimentar para importar cargas dos combustíveis, já que a paridade com o preço internacional ficou mais favorável.
“A gente está com uma bomba armada muito séria. Conforme a Petrobras foi retrasando os aumentos, a defasagem (em relação ao mercado internacional) foi crescendo e paralisando a logística de distribuição. Havia um impasse porque o suprimento para março estava seriamente ameaçado”, apontou à agência. Para ele, ou a companhia aumentava os preços dos combustíveis ou teria de arcar com prejuízos para garantir o abastecimento.
Por enquanto, os investidores e analistas ainda monitoram os próximos atos do presidente. A equipe de análise da XP Investimentos aponta que, apesar de não ser possível avaliar impactos sobre a companhia, a reação do mercado é negativa tendo em vista a maior percepção de riscos para a autonomia da estatal e de sua política de preços de combustíveis. “Isso reforça nossa visão de maior cautela com a Petrobras, com recomendação neutra nas ações e preços-alvo de 12 meses de R$ 32 para PETR4 e PETR3”, ressaltam Gabriel Francisco e Maira Maldonado, que assinam o relatório.
A princípio, Bolsonaro anunciou na quinta que, a partir de 1º de março, a cobrança de impostos federais sobre o gás de cozinha cairá a zero “para sempre”. Além disso, o presidente prometeu zerar por dois meses, contados a partir de 1º de março, os impostos federais sobre o óleo diesel.
De acordo com Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos, a primeira estimativa aponta que zerar os impostos federais sobre o diesel, aos níveis atuais de preço e volume de vendas, representaria uma renúncia de receitas da ordem de R$ 1,5 bilhão por mês (R$ 3 bilhões no bimestre anunciado, portanto). Já para o gás de cozinha, o impacto tende a ser pequeno.
“O mais relevante, contudo, é que o atual arcabouço fiscal brasileiro não permite tal medida sem compensação”, avalia, salientando a avaliação de Jorge Rachid de que o Poder Executivo, mediante decreto, pode reduzir as alíquotas das contribuições para o PIS e para a Cofins sobre combustíveis. No entanto, há necessidade de adoção de medidas compensatórias para atender a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Na mesma linha, Felipe Salto, diretor executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, ressaltou: “O anúncio mostra que falta planejamento. O valor não é tão expressivo, mas cabe lembrar que há uma série de questões não contempladas no PLOA, ao qual se soma esta novidade. A LRF exige compensações. Quanto antes o governo tiver um plano para o curtíssimo prazo e para o médio prazo, melhor.”
De acordo com Alessandra Ribeiro, sócia e diretora da Tendências Consultoria Integrada, o impacto estimado do corte de impostos em combustíveis é de R$ 3 bilhões, mas é importante observar limitações impostas pela legislação para alterações com efeito imediato. A economista reforça a visão de que não está claro ainda, por exemplo, se o governo terá de apontar compensações para a renúncia de receita devido à LRF.
Para Alessandra, a decisão é questionável também em razão da situação fiscal do governo atualmente. “Tem pressão sobre vários preços. Por que fazer algo pontual para combustível? Isso abre precedente, ainda mais para um governo dito liberal do ponto de vista econômico. É uma medida bem contra essa cartilha, pontual, favorecendo um segmento”, destaca.
As falas de Bolsonaro na véspera também têm impacto em outros setores: o presidente afirmou que o dólar está alto e tem que baixar a R$ 5,00 com reformas. Carlos Menezes, gestor da Gauss Capital, disse à Bloomberg que o mercado vai apostar em um Banco Central mais hawkish (favorável a apertos na política monetária para conter a inflação) para ajudar o real, dado que o juro baixo ajuda a enfraquecer a moeda brasileira e o dólar alto é apontado como uma das causas da alta dos combustíveis.
Eventos da próxima semana
Em meio a tantas incertezas para a Petrobras, a próxima semana será repleta de eventos para a companhia. Após a fala da última quinta, Bolsonaro reiterou nesta sexta as suas falas sobre a companhia. “Anuncio que teremos mudança sim na Petrobras”, disse o presidente durante viagem a Sertânia, em Pernambuco, para inauguração de uma obra. Bolsonaro afirmou que “jamais” vai interferir na estatal, mas reclamou que “o povo não pode ser surpreendido” com os reajustes nos combustíveis.
“Se lá fora aumenta o preço do barril de petróleo e aqui dentro o dólar está alto, sabemos suas repercussões no preço dos combustíveis, mas isso não vai continuar sendo segredo de Estado. Exijo e cobro transparência de todos aqueles que tenho responsabilidade de indicar.” O presidente não esclareceu quais são as mudanças que pretende fazer na empresa ou qual exatamente é a transparência que está cobrando.
Cabe destacar que, na próxima semana, mais precisamente na terça-feira (23), véspera da divulgação dos resultados de 2020, o Conselho de Administração da Petrobras se reúne para deliberar, entre outros assuntos, a recondução de Castello Branco para mais um mandato de dois anos para o executivo, que assumiu no começo de 2019. A reunião é ordinária e já estava marcada para ocorrer. O “timing” da fala de Bolsonaro, uma vez que é o Conselho que tem o poder de retirar o CEO da estatal, também pesou nos papéis da Petrobras nesta sessão.
De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, o Conselho defende Castello Branco, embora a maioria de seus membros seja nomeada pelo governo. Segundo a mesma agência, Castello Branco também não pretende pedir demissão da companhia.
“Não vai ceder e não pretende sair”, disse uma das fontes à agência, na condição de anonimato. “Já houve um tempo em que o conselho (de administração da empresa) era pró-governo, e agora é independente”, acrescentou a fonte, argumentando que o CEO tem apoio para continuar na empresa.
Sem vida fácil
De qualquer forma, a Levante Ideias de Investimentos destaca que a fala recente do presidente é uma das mais preocupantes em termos de política econômica desde a sua posse em 2019, sinalizando ao mercado de que as estatais não terão vida fácil caso não atendam aos interesses e lobby de grupos específicos de sua base eleitoral.
“A live de Bolsonaro gera uma incerteza grave sobre os rumos da companhia que, sob a gestão de Roberto Castello Branco (atual CEO), reduziu fortemente o endividamento que estava em níveis insustentáveis, recuperou e melhorou a rentabilidade das operações, enxugou a empresa vendendo ativos que só consumiam caixa, de modo que mesmo com preços de petróleo em patamares baixos, a companhia é capaz de gerar caixa positivo e mira até a volta de pagamento de dividendos”, aponta.
Além disso, avaliam os analistas, os impactos de uma possível intervenção na Petrobras podem ir além de simplesmente gerar prejuízos financeiros. “Pode afugentar o capital estrangeiro para investimentos, o que já vem ocorrendo no país de alguma forma. A fuga pode se espalhar não somente nos ativos em processo de venda pela companhia (refinarias principalmente), mas também em ativos nos setores de infraestrutura, energia elétrica e em todos os setores que há alguma regulamentação estatal mais firme, com consequências sobretudo no médio e longo prazo”, ressaltam.
Quem for pego em flagrante furando a fila da vacinação contra Covid 19 no Distrito Federal, será multado em R$ 100 mil, enquanto…
Quem for pego em flagrante furando a fila da vacinação contra Covid 19 no Distrito Federal, será multado em R$ 100 mil, enquanto o agente público, que aplicou ilegalmente o imunizante, pagará o dobro.
No caso do servidor infrator, além de ser afastado e multado em R$ 200 mil, corre ainda o risco de exoneração do serviço público após a conclusão do inquérito administrativo.
É o que prevê uma proposta do deputado distrital Rodrigo Delmasso que será apresentada na Câmara Legislativa na próxima semana.
Delmasso é relator da Comissão Especial de Vacinação contra a Covid-19 na CLDF.
Deste o início da campanha de vacinação contra coronavírus no DF, cerca de 60 denúncias de “fura-filas” foram registradas juntos às ouvidorias de órgãos públicos.
A prática ilegal
Ao tomar conhecimento das supostas fraudes, o secretário de saúde Osnei Okumoto exigiu dos superintendentes dos Hospitais Regionais do Distrito Federal, uma rigorosa apuração das irregularidades no processo de vacinação em algumas unidades vacinadoras.
Protocolo
Quem não estiver enquadrado nos critérios exigidos pela circular nº 1/2021 SES/SAIS/COAPS/DESF, de 19 de janeiro de 2021, que estabelece os grupos prioritários da primeira fase da vacinação, seguindo o que determina o Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, responderão administrativamente pelos seus atos.
O projeto de lei de Rodrigo Delmasso, se aprovado na CLDF na próxima semana, vai endurecer ainda mais contra quem pratica tal crime.
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