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Passagem de ônibus do Entorno do DF aumentam no domingo

Reajuste é de 4,147% e foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres. Novos preços valem para todas as linhas.

A passagem de ônibus entre as cidades do Entorno e o Distrito Federal aumentam neste domingo (28). O reajuste de 4,147%, autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, afeta todas as linhas.

A passagem de Brasília para Águas Lindas de Goiás, por exemplo, que custa R$ 7,45 passa para R$ 7,80. Segundo a ANTT, a correção no preço da tarifa “repõe o valor do coeficiente tarifário conforme a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) com o preço relativo ao óleo diesel para distribuidora”.

“Algumas tarifas foram arredondas para baixo para facilitar o troco aos passageiros”, explicam as empresas. É o caso da passagem entre Valparaíso (GO) e Taguatinga (DF), que deveria custar R$ 6,35 e vai sair por R$ 6,25.

Veja o novo preço das passagens entre algumas cidades:

  • Cidade Ocidental (GO) – Brasília (DF): R$ 6
  • Valparaíso (GO) – Brasília (DF): R$ 5,40
  • Valparaíso/ Céu Azul (GO) – Taguatinga (DF): R$ 6,25
  • Águas Lindas (GO) – Brasília (DF): R$ 7,80

GDF apresenta ao governo federal ações na área social

Mayara Rocha foi a primeira secretária de Estado a se reunir com o novo ministro da Cidadania, que tomou posse nesta semana

A secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha, reuniu-se nesta sexta-feira (26) com o novo ministro da Cidadania, João Roma Neto, para apresentar as ações que estão sendo conduzidas na área social no Distrito Federal, como também os novos projetos.

Mayara Rocha foi a primeira secretária de Estado a se reunir com o titular da pasta, que tomou posse nesta semana, sendo o responsável nacionalmente pela gestão do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Durante a visita, a secretária destacou as medidas voltadas à população em vulnerabilidade social do DF que estão sendo adotadas em meio à crise gerada pela pandemia. Entre essas medidas, estão o Cartão Prato Cheio e a instalação dos abrigos provisórios do Autódromo, no Plano Piloto, e o do Abadião, em Ceilândia, para proteger a população em situação de rua.

“Nossa equipe se reinventou para manter todos os serviços e unidades socioassistenciais funcionando, mesmo com as medidas necessárias de isolamento social”Mayara Noronha Rocha, secretária de Desenvolvimento Social

“A demanda por benefícios sociais aumentou durante a pandemia”, atestou a secretária. “Nossa equipe se reinventou para manter todos os serviços e unidades socioassistenciais funcionando, mesmo com as medidas necessárias de isolamento social para evitar disseminação do vírus. E temos nos empenhado para pensar em novas formas de aumentar esse suporte para a população em risco social”, acrescentou.

Crianças

Na reunião, outro tema discutido foi o programa voltado para desenvolvimento infantil na primeira infância no DF, o Criança Feliz Brasiliense. Segundo a gestora, a ideia é ampliar o atendimento para mais de 3 mil vagas ainda neste semestre.

Mayara também colocou a pasta à disposição do Ministério da Cidadania para futuros projetos em comum. “É muito importante o trabalho em parceria do governo federal com os estados e com o Distrito Federal mais ainda por ser a capital federal”, enfatizou Roma.

Mayara com a secretária Mariana Neris, do Ministério da Mulher / Foto: Renato Raphael / Sedes

Com uma agenda voltada para a troca de experiências com o governo federal e para avaliar projetos futuros na área de proteção social pública, a secretária também se reuniu nesta sexta com a secretária nacional de Proteção Global do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Mariana Neris.

“Temos como meta colocar o Distrito Federal como modelo de gestão na política pública social, de forma que os atendimentos aos cidadãos sejam referência para todo o país”, reiterou.

Moradores de rua

Um dos projetos para este ano é a ampliação em mais 600 vagas de acolhimento para pessoas em situação de rua. Mas a ideia não é só aumentar a oferta de vagas. A expectativa é qualificar o atendimento que já é oferecido nas unidades de execução direta pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e nas geridas pelos parceiros, a exemplo do que que foi desenvolvido nos alojamentos provisórios durante a pandemia.

“Brasília pode nos ajudar a ser modelo de metodologias na área de proteção social, unindo a Assistência Social e os Direitos Humanos, para que futuramente possamos replicar para todo o país”Mariana Neris, secretária nacional de Proteção Global do Ministério da Mulher

“Foi nítida a transformação dos acolhidos nos alojamentos. Eles passaram a andar bem vestidos, com a higienização em dia, de roupa lavada, barba feita, tiveram cursos de profissionalização à disposição”, pontuou a gestora. “O Estado disponibilizou uma demanda que era necessária. E isso despertou neles a vontade de sair das ruas. Quando o Alojamento do Autódromo foi desativado, grande parte deles voltaram para suas famílias. Eles se afastaram por problemas diversos e retornaram para suas famílias de forma digna”, observou.

“Foi um passo muito importante. A partir daquele momento, toda a equipe ficou debruçada, não só em ampliar as nossas vagas de acolhimento, mas, principalmente, trazer para as nossas unidades de acolhimento o caráter de lar, para que eles entendam essa necessidade de ter um elo, de ter um lar, de ser protagonista da sua vida, de criar um vínculo”, detalhou.

Mayara recebeu da secretária nacional de Proteção Global o comentário de que é preciso valorizar essa transversalidade da política de Assistência Social com a política de Direitos Humanos. “Brasília pode nos ajudar a ser modelo de metodologias na área de proteção social, unindo a Assistência Social e os Direitos Humanos, para que futuramente possamos replicar para todo o país. E essa intersetorialidade dos governos federal com os estaduais ajuda a fortalecer a política pública”, concluiu.

*Com informações da Sedes

Novacap leva 10 km de asfalto novo a Taguatinga Norte

Por Rafael Secunho

Recapeamento contempla vias importantes com pelo menos cinco anos de durabilidade. Serviço já utilizou cerca de 12 toneladas de massa asfáltica

Quem circula pelas principais ruas de Taguatinga Norte já observou que o asfalto novo chegou ao movimentado bairro. As vias que levam até a Praça do Bicalho, próximas ao Pistão Norte, estão sendo recapeadas pelo Governo do Distrito Federal. O investimento inicial é de R$ 500 mil.

Serão, ao todo, 10 km de pista revitalizados ao longo dos próximos meses envolvendo vias importantes. O serviço é executado pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), que já concluiu mais de 2 km. Diversas ruas dos Setores D, E e F Norte também foram beneficiadas. Seja nos conjuntos residenciais ou na área comercial.

“Dessa forma, as ruas ficam, no mínimo, cinco anos sem precisar de qualquer manutenção”Sérgio Lemos, de Urbanização da Novacap

“Fazer o recapeamento é o ideal, até mesmo pela durabilidade”, explica o diretor de Urbanização da Novacap, Sérgio Lemos. “Dessa forma, as ruas ficam, no mínimo, cinco anos sem precisar de qualquer manutenção”, reforça.

Décadas 

Sandra: 30 anos sem asfalto novo / Foto: Acacio Pinheiro / Agência Brasília

Uma rua nova e lisinha é novidade para a servidora pública Sandra Rocha, 55 anos. Criada em Taguatinga, a moradora da QNF 20 conta que a última vez que viu asfalto novo por ali foi há 30 anos.

“Demorou, mas, enfim, chegou. Havia muitos buracos na pista, a rua desnivelada. A gente sempre vinha pedindo isso para a Administração”, rememora, ao revelar que foi parabenizada pela conquista por sua mãe e seu irmão, residente em Samambaia.

Dono de vários imóveis alugados na QND e há mais de três décadas em Taguatinga, o empresário Celmo Machado, 55 anos, relata que já tinha perdido a esperança.

“Os lojistas estavam indo embora. Quem quer ficar num local onde não tem estacionamento? Onde os carros caem no buraco?”Celmo Machado, empresário

“Tem mais de 20 anos que a gente pede esse asfalto, e nenhum gestor nos atendeu. Agradeço ao governo pela iniciativa”, elogia. “Os lojistas estavam indo embora. Quem quer ficar num local onde não tem estacionamento? Onde os carros caem no buraco?”, avalia.

Celmo Machado: anos de solicitações não atendidas / Foto: Acacio Pinheiro / Agência Brasília

Novos empregos

Segundo a Novacap, as avenidas são avaliadas pela equipe técnica e por um laboratório do órgão e assim é definido o roteiro das obras. A Administração de Taguatinga auxilia no mapeamento do serviço. Cerca de 150 empregos foram gerados na empreitada. Já foram mais de 12 mil toneladas de massa asfáltica usadas.

Para o administrador regional, Bispo Renato Andrade, a região de grande potencial econômico precisava de nova roupagem.

“O tapa-buraco já não estava aguentando mais. Algumas ruas estavam intransitáveis. Agora, se retira todo o asfalto estragado e coloca um novo”, compara Andrade. “Além de toda a comunidade, temos mais de 12 mil empresas em Taguatinga. Ali está a Praça do Bicalho, local tradicional de compras em nossa cidade. Vai beneficiar todo mundo”, projeta.

Fonte: Agência Brasília

Governo unido para enfrentar atual momento da pandemia de Covid-19

Por Ian Ferraz

Ibaneis Rocha reuniu todo o secretariado e presidentes de empresas públicas para anunciar novas medidas de combate à doença

O governador Ibaneis Rocha reuniu todo o secretariado, presidentes de empresas públicas e dirigentes de órgãos para a tomada de decisões no enfrentamento ao atual momento da pandemia de Coronavírus (Covid-19). O encontro deste sábado (27) ocorreu no Palácio do Buriti e serviu para o alinhamento de decisões e reforçar uma característica dessa gestão: a integração.

Ibaneis Rocha abriu a reunião citando os esforços de cada secretaria e empresas e autarquias para a cidade não parar, assim como não parou em 2020. Também foram anunciados novos leitos para o DF, assim como o reforço de que o transporte público não sofrerá alterações em seu funcionamento, bem como a zeladoria das cidades.

“Não podemos deixar o governo parar, assim como não deixamos o DF parar em momento nenhum. Vamos ter que nos organizar muito, cada um dentro da sua secretaria, porque agora vai ser muito mais desafiador do que no ano passado. A força que vamos ter que empreender esse ano é muito superior à que empreendemos no ano passado”, aposta o chefe do Executivo.

Aos gestores, Ibaneis Rocha afirmou que o decreto publicado na sexta-feira (26), que determina o lockdown em todo o DF, vai passar por ajustes e uma nova publicação será feita neste sábado (27) em edição extra do Diário Oficial, com a flexibilização de algumas medidas em áreas de menor impacto.

“Nós, como governo, não podemos parar. Nós temos que nos manter firmes e trabalhar e gerar confiança”Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal

“A gente precisa de um prazo de 15 dias para atender a população. Depois disso vamos para a segunda fase, que é a do fechamento das 20h às 5h, e aí até o mês de junho, julho, a gente deve sair de qualquer tipo de restrição”, disse o governador ao fazer uma previsão para os próximos meses, caso a redução de casos se confirme. “Nós, como governo, não podemos parar. Nós temos que nos manter firmes e trabalhar e gerar confiança”, reforça Ibaneis Rocha. “Não tomo essa medida com nenhum tipo de prazer. É um sofrimento muito grande, mas, infelizmente, as medidas precisam ser tomadas”.

Ao longo de toda a reunião os gestores se manifestaram e apontaram as peculiaridades de cada pasta e empresas públicas. Da reunião, novos encontros foram definidos, como um promovido pelas pastas de Economia, Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo para alinhar medidas e socorro ao setor.

Mais leitos

A reunião também trouxe anúncios importantes na mobilização de novos leitos e outras medidas. O DF vai ganhar 100 novos leitos de UTI na próxima semana.

“Além dos leitos que nós estamos abrindo hoje pela manhã, que são 20, nós teremos um investimento de R$ 59 milhões para a abertura de 100 leitos nos próximos dias”, explica Osnei Okumoto. Atualmente, o DF dispõe de 329 leitos, somando os de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e os de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI).

Além destes 100 novos leitos, o governo trabalha para abrir mais 60 leitos nos hospitais de Base e de Santa Maria num futuro próximo.

Também na linha de saúde, o vice-governador Paco Britto afirmou, na condição de presidente do Comitê Todos Contra a Covid-19, a doação de 400 mil unidades de álcool gel e 400 mil máscaras a todo o DF e Entorno para reforçar o enfrentamento ao vírus. “Estou aberto a todos para, juntos, encontrarmos a solução, porque os problemas vão sempre existir”, pontuou Paco Britto.

R$ 2,5 bilhõesé valor da nova linha de crédito que será liberada para a população, com taxas reduzidas, dentro de um novo programa intitulado Acredita DF, do BRB

Socorro à economia

Presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa anunciou uma nova linha de crédito de R$ 2,5 bilhões para a população, com taxas reduzidas, dentro de um novo programa intitulado Acredita DF, que será amplamente divulgado pelo banco.

Cuidado das Cidades

Nomes à frente da zeladoria das administrações regionais, o secretário de Governo, José Humberto Pires, e o diretor-presidente da Novacap, Fernando Leite, destacaram que, mais do que nunca, o trabalho será integrado e não vai parar.

“Precisamos equilibrar as coisas entre o econômico e o social e entre as nossas vidas e nossa sobrevivência. Vou me reunir à tarde neste sábado com todos os administradores e a mensagem é que nós precisamos manter a cidade em funcionamento”, avisa José Humberto Pires.

“O DF não pode parar e as empresas que têm o compromisso de cuidar da zeladoria da cidade vão continuar em funcionamento. Vivemos um período de chuvas torrenciais e uma preocupação é cuidar disso. Nós vamos manter os órgãos em funcionamento”, acrescenta Fernando Leite.

Fonte: Agência Brasília

“O Fascal saiu de um deficit R$ 13 milhões no final de 2018, para um superávit de R$ 1,7 milhões já em 2020” disse Delmasso

Por Jair Costa

Delmasso fala sobre as mudanças no CLDF Saúde, antigo Fascal

Na tarde dessa sexta-feira(26) o Vice-presidente da Câmara Legislativa do
Distrito Federal Delmasso (Republicanos) concedeu uma entrevista ao
portal Doa a Quem Doer.

Foi perguntado ao Deputado Delmasso como estava o andamento das melhorias O
CLDF Saúde, antigo Fascal, que é o plano de Saúde dos deputados e
servidores da Câmara Legislativa.

“A principal mudança no Plano é a não permanência de Ex deputados e Ex
servidores da casa no CLDF Saúde. O servidor que for desligado é
automaticamente também desligado do plano de saúde’, concluiu o deputado.

No mês de janeiro deste ano a CLDF assinou um termo de credenciamento com o
Hospital Sírio-Libanês Para o vice-presidente da CLDF, deputado Rodrigo
Delmasso (Republicanos), responsável pela gestão do Fascal, a assinatura
foi um trabalho de responsabilidade, “a confiabilidade no plano fez com que
assinássemos esse convenio, recuperamos a capacidade financeira, onde saímos de
uma dívida de R$ 13 milhões no final de 2018, para um superávit de R$ 1,7
milhões já em 2020”, disse Delmasso.

2022

O Deputado também foi perguntado sobre seus planos para a próxima eleição.

“Trabalho para ser reeleito, o partido já tem seus candidatos a federal que
é o Gilson Máximo e também o Júlio Cezar, para distrital tem eu e o deputado
Martins Machado     que iremos tentar a reeleição” finalizou
Delmasso.

“O Fascal saiu de um deficit R$ 13 milhões no final de 2018, para um superávit de R$ 1,7 milhões já em 2020” disse Delmasso

Por Jair Costa

Delmasso fala sobre as mudanças no CLDF Saúde, antigo Fascal

Na tarde dessa sexta-feira(26) o Vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal Rodrigo Delmasso (Republicanos) concedeu uma entrevista ao portal Doa a Quem Doer.

Foi perguntado ao Deputado Delmasso como estava o andamento das melhorias O CLDF Saúde, antigo Fascal, que é o plano de Saúde dos deputados e servidores da Câmara Legislativa.

“A principal mudança no Plano é a não permanência de Ex deputados e Ex servidores da casa no CLDF Saúde. O servidor que for desligado é automaticamente também desligado do plano de saúde’, concluiu o deputado.

No mês de janeiro deste ano a CLDF assinou um termo de credenciamento com o Hospital Sírio-Libanês Para o vice-presidente da CLDF, deputado Rodrigo Delmasso (Republicanos), responsável pela gestão do Fascal, a assinatura foi um trabalho de responsabilidade, “a confiabilidade no plano fez com que assinássemos esse convenio, recuperamos a capacidade financeira, onde saímos de uma dívida de R$ 13 milhões no final de 2018, para um superávit de R$ 1,7 milhões já em 2020”, disse Delmasso.

2022

O Deputado também foi perguntado sobre seus planos para a próxima eleição.

“Trabalho para ser reeleito, o partido já tem seus candidatos a federal que é o Gilson Máximo e também o Júlio Cezar, para distrital tem eu e o deputado Martins Machado     que iremos tentar a reeleição” finalizou Delmasso.

Bolsonaro tem melhor momento no Congresso, mas ambiente para reformas segue difícil, dizem analistas

Cresce percepção sobre base de apoio e capacidade do governo em aprovar proposições, mas agenda econômica inspira cautela após interferência na Petrobras

Quase um mês após a eleição de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), melhorou a percepção de analistas políticos sobre a base de sustentação do governo e sua capacidade de aprovar proposições no Congresso Nacional.

As mudanças, no entanto, não são acompanhadas por uma virada nas apostas sobre o andamento da agenda de reformas econômicas no parlamento ‒ ainda visto com ceticismo por quem acompanha de perto a agenda legislativa.

Na verdade, a decisão de Bolsonaro de zerar impostos federais sobre o diesel por dois meses e a troca no comando da Petrobras geraram desconfiança quanto a uma possível mudança na postura do governo na economia a mais de um ano das eleições presidenciais.

É o que mostra nova edição do Barômetro do Poder, iniciativa do InfoMoney que compila mensalmente as avaliações e expectativas de consultorias de análise de risco político e analistas independentes sobre alguns dos assuntos em destaque na política nacional. Clique aqui para acessar a íntegra.

O levantamento, realizado entre os dias 22 e 24 de fevereiro, mostra que Bolsonaro vive seu melhor momento na relação com o Congresso Nacional, segundo os especialistas consultados.

Em um mês, a percepção positiva sobre o diálogo entre Executivo e Legislativo saltou de 7% para 50%, ocupando o espaço deixado pelas avaliações negativas, que foram de 50% para 6% no mesmo período. Apenas 31% acreditam que o clima deve piorar nos próximos seis meses.

Considerando uma escala de 1 (muito baixa) a 5 (muito alta), a média das avaliações dos analistas políticos consultados sobre a capacidade de o governo aprovar proposições no Congresso Nacional foi de 2,64 em janeiro para atuais 3,06.

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“A eleição de Arthur Lira e Rodrigo Pacheco sugere um potencial para um maior poder de agenda do Legislativo frente ao Executivo nos próximos meses”, observa um dos participantes.

“As vitórias para as presidências das duas Casas reforçaram o governo. Dão ânimo, mas ainda não garantem maioria”, pontua outro analista.

O levantamento mostra que, dividindo os 513 deputados e os 81 senadores em três grupos (alinhados com o governo, de oposição e indefinidos), a média das estimativas dos entrevistados aponta para uma base aliada com 231 assentos na Câmara (45%) e 29 no Senado (36%).

Os números são os mais altos registrados em quase dois anos e dão continuidade ao movimento ascendente iniciado em abril de 2020 ‒ período que marcou a aproximação de Bolsonaro com o “centrão”, movimento consolidado com a eleição de Arthur Lira para o comando da Câmara.

De lá para cá, a percepção de crescimento da base aliada só foi interrompida em dezembro, após a derrota da maioria dos candidatos apoiados por Bolsonaro nas eleições municipais e a incertezas sobre a disputa pelas presidências das casas legislativas.

Esta edição contou com 16 participantes, sendo 12 casas de análise de risco político – BMJ Consultores Associados, Control Risks, Dharma Political Risk & Strategy, Empower Consultoria, Eurasia Group, MCM Consultores, Medley Global Advisors, Patri Políticas Públicas, Prospectiva Consultoria, Pulso Público, Tendências Consultoria Integrada e XP Política – e 4 analistas independentes – Antonio Lavareda (Ipespe), Carlos Melo (Insper), Claudio Couto (EAESP/FGV) e Thomas Traumann.

Conforme acordado previamente com os participantes, os resultados do levantamento são divulgados apenas de forma agregada, sendo preservado o anonimato das respostas e comentários.

“A adesão de Bolsonaro a uma coalizão no Congresso muda substancialmente o cenário com que ele lidou durante seus dois primeiros anos de mandato, especialmente o primeiro ano e meio. Agora Bolsonaro dispõe de um apoio majoritário na Câmara, embora insuficiente para a aprovação de emendas constitucionais, e de um apoio minoritário, porém significativo, no Senado”, pontua um analista.

“O grande número de congressistas independentes nas duas casas, contudo, dá ao governo a possibilidade de atingir a maioria constitucional se houver consenso em torno das propostas. Esse apoio, entretanto, é mais frágil do que aquele que o governo teria caso contasse com substancial base partidária, ou ao menos oriunda da coligação eleitoral”, pondera.

Para ele, entretanto, o quadro pode mudar “se o desgaste da popularidade governamental prosseguir e o governo cometer erros, inclusive por meio das ações destemperadas do presidente”.

Um fator que pode ajudar na governabilidade é efeito da prisão do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), membro da chamada “ala ideológica” de apoio a Bolsonaro. O presidente agiu como observador no caso e evitou mover peças para ajudar o aliado, que agora enfrenta processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados.

O Barômetro mostra que 44% dos entrevistados acreditam que o episódio marca uma diminuição no poder de influência da ala ideológica sobre a conduta do presidente. Outros 56% acreditam que o capital político do grupo não deve se alterar.

Reformas e privatizações

A despeito da percepção de melhora no diálogo entre governo e parlamento, os analistas políticos consultados seguem descrentes com a possibilidade de avanço das reformas tributária e administrativa ou de uma agenda de privatizações.

No caso da reforma tributária, a unificação de tributos federais, tal como previsto no projeto de lei encaminhado pelo governo em julho do ano passado (PL 3.3887/2020) ou com uma desidratação na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019, é vista como caminho com mais chances de aprovação até o fim do mandato de Bolsonaro.

A inclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) e do Imposto sobre Serviços (ISS) no processo de simplificação tributária tem baixas chances de prosperar, na opinião de 88% dos analistas políticos consultados.

A criação de um imposto sobre transações financeiras ou digitais, defendida pelo ministro Paulo Guedes (Economia) para viabilizar ampla desoneração da folha de pagamentos, também é alvo de ceticismo. Em uma escala de 1 a 5, a probabilidade média atribuída pelos entrevistados é de 1,94 para a primeira e de 2,13 para a segunda.

Nem mesmo medidas mais populares, como a correção da tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (1,88), a tributação sobre grandes fortunas (2,00) ou a cobrança de imposto sobre dividendos (2,63) terão vida fácil no Congresso Nacional, na avaliação dos analistas.

Do lado da reforma administrativa, apenas três dos dez pontos listados pelo levantamento são vistos com maior potencial de avanço: a aprovação de uma proposta que valha apenas para futuros entrantes no funcionalismo público, o fim da aposentadoria compulsória como punição e o fim da progressão automática de carreira, baseada exclusivamente em tempo de serviço.

Já a inclusão de atuais servidores nas medidas e o ingresso de militares, promotores, juízes e parlamentares nas novas regras é tratada praticamente como delírio. Nenhum dos analistas consultados atribuiu chance elevada deste tipo de iniciativa.

“A pandemia derrotou os liberais do governo. Quaisquer Reformas não surtirão efeitos em tempo hábil para fortalecer a chance de reeleição do presidente. Restou-lhe a cartilha populista. Paulo Guedes sabe disso”, avalia um dos participantes.

“A agenda principal do Congresso será tomar controle da distribuição do Orçamento, tirando da União a decisão do destino das verbas. Isso dará um poder inédito para os presidentes das Casas e para a Comissão Mista de Orçamento”, observa outro analista.

O cenário tampouco é favorável para a agenda de privatizações. O Barômetro do Poder mostra que, de oito empresas frequentemente apontadas como prioritárias pela equipe econômica para um programa de desestatizações, nenhuma é vista por qualquer entrevistado com altas chances de avançar no processo durante a atual gestão.

Em janeiro, embora minoritários em todos os casos, alguns analistas atribuíam elevada probabilidade para as privatizações de Eletrobras (14%), PPSA (15%), Correios (15%), Docas de Santos (15%), Casa da Moeda (15%) e Serviço Federal de Processamento de Dados – Serpro (8%). Apesar da eleição de aliados do governo no comando das duas casas legislativas, o pessimismo cresceu.

O aumento do pessimismo ocorre após o presidente Jair Bolsonaro informar que zeraria impostos federais sobre o diesel por dois meses sem apresentar compensações fiscais para a frustração de receitas, em meio à ameaça de uma greve de caminhoneiros, e anunciar a substituição do atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna, que comandava a usina de Itaipu.

O movimento, que ainda precisa ser referendado pelo conselho de administração da estatal, foi entendido por investidores como sinal de interferência política e culminou em forte queda das ações na B3.

“Depois da mudança na Petrobras, o liberalismo de Paulo Guedes é um enfeite do governo”, comenta um dos analistas.

Na avaliação da maioria dos consultados (76%), os dois episódios têm impacto significativos sobre o futuro da agenda econômica do governo e devem marcar uma mudança de postura da atual administração.

“O governo Bolsonaro é, afinal, o governo de… Bolsonaro. Não é possível que alguém se surpreenda com intervenções na Petrobras, pouco caso com privatizações, nenhum interesse em reformas profundas nos gastos obrigatórios, na defesa de pautas corporativas (notadamente de militares e policiais) e nos reiterados ataques às instituições”, diz um analista.

“Bolsonaro é Bolsonaro. Quem ainda está com ele, quem sempre esteve (generais, Ricardo Salles, Damares, Ernesto Araújo, Paulo Guedes) concorda com o direcionamento do governo. Cada vez mais, o mercado deve se preocupar com a reconstrução nacional a partir de 2023. Uma reflexão sobre o apoio entusiasmado a essa plataforma em 2018 seria bem-vinda, neste sentido”, complementa.

Apesar da percepção de enfraquecimento da agenda liberal, diminuíram as apostas entre os analistas para a saída de Paulo Guedes do governo. Em maio do ano passado, 70% atribuíam probabilidade alta de isso acontecer. O número caiu para 46% em setembro, 40% em outubro e agora está em 25%.

Auxílio emergencial

O Barômetro do Poder também ouviu as projeções dos analistas sobre o tamanho, o alcance e duração da nova rodada do auxílio emergencial.

A média das estimativas indica que o benefício terá duração de 6 meses – três dos 16 respondentes apostam que o programa dure até dezembro, e sete acreditam que serão mantidos os quatro meses sinalizados pelo governo e os presidentes das casas legislativas.

Os analistas esperam que sejam pagas parcelas de R$ 295 mensais a 41,4 milhões de beneficiários – cerca de 26 milhões a menos do que o grupo dos atendidos pela primeira versão do programa, que durou até dezembro do ano passado.

Quanto à PEC Emergencial, escolhida pelo governo como caminho para viabilizar a concessão de benefício – que ocorrerá via abertura de crédito extraordinário –, os especialistas consultados veem boas chances de aprovação de alguns dos “gatilhos fiscais” defendidos pela equipe econômica como contrapartida de longo prazo.

Pelo texto, os mecanismos são acionados caso as despesas de União, estados ou municípios atinjam a marca de 95% das receitas correntes líquidas.

Entre as medidas temporárias vistas com mais chances de aprovação no parlamento, estão a suspensão de admissão ou contratação de pessoal para novos cargos, a criação de emprego ou função pública que implique em aumento de despesa, a criação de despesas obrigatórias e a criação ou expansão de programas e linhas de financiamento.

Apesar da construção do novo programa atrelado à criação de uma cláusula de calamidade pública e o benefício ser pago por crédito extraordinário (ou seja, não sujeito ao teto de gastos), a percepção dos analistas políticos segue negativa quanto ao cumprimento das metas fiscais durante o governo Bolsonaro.

Para 75%, são altas as chances de o teto de gastos – regra que impede que as despesas do governo em um ano cresçam acima da inflação do ano anterior – ser descumprido ou fragilizado até 2022. Apenas 6% dos entrevistados atribuem probabilidade baixa de um drible ao teto ainda na atual administração. Desde o início da série histórica, os despreocupados nunca foram maioria.

Fonte: infomoney.com.br

Ano letivo terá início em 8 de março, de forma remota

Anúncio foi feito pelo secretário de Educação, Leandro Cruz, após conversa com o governador Ibaneis Rocha

O ano letivo na rede pública do Distrito Federal começa em 8 de março, de forma virtual. O anúncio foi feito em live, na noite dessa quinta-feira (25), pelo secretário de Educação, Leandro Cruz, após conversa com o governador Ibaneis Rocha. O calendário escolar aprovado em votação pública está mantido, permanecendo o planejamento já realizado pela Secretaria de Educação (SEE) para aulas mediadas por tecnologia.

“Vamos juntos, unidos, toda a rede de educação, enfrentar o desafio da pandemia”Leandro Cruz, secretário de Educação

Após 15 dias letivos, conforme autorizado pelo governador, a secretaria vai analisar a situação da pandemia e rever a forma da continuidade do ano letivo.

“Aqui se faz educação de excelência, aqui se preserva a ciência e o ensino, acima de tudo. Vamos juntos, unidos, toda a rede de educação, enfrentar o desafio da pandemia”, afirmou o secretário, que desejou aos profissionais da educação uma excelente semana pedagógica,  antecedendo o retorno das aulas remotas.

Também participou da live o secretário-executivo, Fábio Sousa.

*Com informações da Secretaria de Educação

BRB e Visa lançam Cartão Dux para clientes de alta renda

O BRB e a Visa lançam hoje o Dux. Muito mais que um cartão de crédito, o Dux se propõe a ser uma experiência única de consumo

Voltado aos clientes de alta renda, o Dux vai proporcionar experiências aos seus usuários, como serviço de concierge especializado, serviços de consultoria, planejamento de viagens, reservas de passeios e atividades de lazer no exterior, acesso aos menus diferenciados em restaurantes, uso ilimitado de sala VIP no aeroporto de Brasília e entrada em milhares de salas no Brasil e no exterior, por meio do programa Loungekey, com acessos ilimitados.

O cartão Dux também chega com vantagens especiais para o segmento, a exemplo dos benefícios do programa de relacionamento oferecidos pelo BRB: pontos que não expiram; acúmulo de 4 pontos para cada dólar gasto com compras, e de 5 pontos para cada dólar gasto nos primeiros 12 meses, a partir do lançamento do produto. Os pontos podem ser trocados em programas da Latam Pass, Smiles e InMais, ou  por cashback na fatura. Os clientes que efetuarem pagamento com cartão Dux terão, ainda, ofertas e condições exclusivas em dezenas de estabelecimentos desta categoria, como por exemplo descontos em fretamento de aeronaves e helicópteros, entre outras, todos viabilizados pelo BRB.

“Estamos felizes em anunciar a chegada do Dux aos nossos clientes premium. Com o produto, o BRB dá mais um passo importante em relação à diversificação de seu portfólio e se consolida, cada vez mais, como um Banco moderno, ágil, completo e inovador”, afirma o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

Os portadores também contam com todos os benefícios oferecidos pela Visa, como Proteção de Preço, Garantia Extendida Original, Proteção de Compras, entre outros. “Sabemos das necessidades desses consumidores e trabalhamos em um pacote de vantagens e serviços diferenciados e robustos. O DUX BRB Visa possui também a tecnologia de pagamento por aproximação, que leva ainda mais segurança e comodidade para as compras do dia a dia”, conta Eduardo Barreto, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da Visa do Brasil. Para conhecer mais sobre esses benefícios, seus termos e condições, acesse https://brbcard.com.br/dux .

Cliente Dux otimiza seu tempo e conta com o Concierge Dux Exclusivo Saiba mais o que ele pode oferecer:

– Serviços de consultoria, envio de presentes para todos os estilos;

– Reserva e confirmação de voos, locação de veículo de luxo ou itens raros;

– Assistência com entrega de documentos valiosos e mais.

– Reservas nos melhores hotéis do mundo e atividades culturais como teatro, ópera, ballet, concertos, museus;

Sobre BRB

O BRB atua como banco público sólido, ágil, moderno, eficiente e rentável, protagonista do desenvolvimento econômico, social e humano, da geração do emprego e renda e da melhoria da qualidade de vida regional, alinhado às melhores práticas de governança e gestão, e aos princípios e valores éticos.

Com mais de 800 mil clientes ativos, conta com 138 agências distribuídas em todas as regiões do Distrito Federal e entorno, além de presença nos estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí e Tocantins.

Ao número de agências, somam-se 141 correspondentes bancários (Conveniência BRB) e 585 ATM próprios, complementados por mais de 40 mil ATM da Rede 24 horas, garantindo ao BRB cobertura de atendimento em todo território nacional.

Por meio de seu banco digital, o Nação BRB FLA, em parceria com o Flamengo, já está presente em 23 Estados, nos cinco continentes e em mais de 60% dos municípios do País.

Sobre a Visa Inc.

Visa Inc. (NYSE:V) é a empresa líder em pagamentos digitais no mundo. Nossa missão é conectar o mundo por meio do que há de mais inovador, confiável e seguro em meios de pagamentos – permitindo que pessoas, negócios e economias prosperem. Nossa avançada rede de processamento global, a VisaNet, oferece pagamentos seguros e confiáveis em todo o mundo e é capaz de processar mais de 65.000 transações por segundo. O foco implacável da empresa em inovação é um catalisador para o rápido crescimento do comércio conectado em qualquer dispositivo e uma força motriz por trás do sonho de um futuro sem dinheiro em papel para todos, em todos os lugares. À medida que o mundo passa do analógico para o digital, a Visa insere sua marca, produtos, pessoas, rede e escala para remodelar o futuro do comércio. Para mais informações visite www.visa.com.br, ou acompanhe a nossa página no LinkedIn. Para saber mais sobre como a Visa realiza suas transações clique aqui.

O Programa Visa Concierge e Visa Digital Concierge são administrados pela Ten Serviços de Concierge do Brasil Ltda. e atenderão as solicitações conforme disponibilidade. Pedidos absurdos, inadequados ou que atentarem contra a moral, a ética ou a lei serão recusados. Estes programas são disponibilizados de forma gratuita para o portador, mas é de responsabilidade do portador dos Cartões Visa Platinum ou Visa Infinite arcar com os custos dos serviços e produtos comercializados por terceiros e buscados pelo portador por meio do Visa Concierge e Visa Digital Concierge, tais como diárias de hotel, passagens aéreas, ingressos para shows e eventos e entrega de documentos, bens e serviços.

Fonte: Repórter Brasília

DF e Goiás juntos no combate ao coronavírus

Por Hedío Ferreira Júnior

Governo local faz pacto com municípios do Entorno para conter a disseminação da Covid-19; e estuda decreto conjunto de restrição no comércio

O Distrito Federal e os municípios do Entorno decidiram unir esforços para conter a disseminação do novo coronavírus. Na tarde desta quinta-feira (25), o governador Ibaneis Rocha anunciou a criação de um pacto entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e as cidades vizinhas do estado de Goiás para traçar um plano coletivo de enfrentamento à Covid-19. Muitos desses municípios servem de dormitório para pessoas que trabalham e vêm diariamente a Brasília.

Em uma reunião com prefeitos e representantes de nove cidades no Palácio do Buriti, o governador Ibaneis Rocha sugeriu que as cidades do Entorno decretem, em coletividade, a redução do horário de funcionamento do comércio à noite, principalmente em bares e restaurantes.

A ideia é que a medida iniba a circulação e a possível aglomeração de moradores. Para que a ação tenha efeito, o GDF adotará medida semelhante em cidades limítrofes a essas regiões – evitando que as pessoas migrem de um lugar a outro.

“O que queremos com essa pactuação com o Entorno é agir em sintonia e parceria com as cidades vizinhas ao Distrito Federal”Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal

Campanhas de conscientização das medidas de prevenção da doença voltadas a essa população serão estudadas pela Secretaria de Comunicação do DF. O governador também prometeu ajudar os municípios na retomada de ações preventivas como a distribuição, nas ruas, de máscaras de proteção e ítens de higienização.

“O que queremos com essa pactuação com o Entorno é agir em sintonia e parceria com as cidades vizinhas ao Distrito Federal”, afirmou Ibaneis.

Além da Covid-19, um plano de combate à dengue em parceria com os municípios deverá ser elaborado para reduzir os focos de contágio do mosquito Aedes aegypti. A intenção do governo é regulamentar o atendimento de pacientes do estado vizinho em unidades de saúde do DF.

A Secretaria de Saúde do DF chegou a registrar, nos últimos meses, uma média de 20% de atendimento de pacientes residentes em Goiás nos hospitais e postos de saúde de Santa Maria e Gama, na região sul. Impacto semelhante vem sofrendo o processo de vacinação em Brasília, com pacientes vindos do estado vizinho buscando a imunização por aqui.

A proposta é que os atendimentos de pacientes de outros estados passem a ser registrados e os recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), do governo federal, sejam direcionados ao estado onde o serviço foi prestado e não mais onde mora o paciente.

Fonte: Agência Brasília