Amigos do clã Bolsonaro sempre disseram que “o Jair” não liga para dinheiro nem luxos. Desde que era deputado, a fama do ex-capitão é de um homem de hábitos espartanos e “mão fechada” a ponto de, nas viagens de campanha, preferir dormir dentro do carro para não ter de pagar hotel.
Quanto aos filhos, costumam ser assim descritos (as palavras são um pouco menos amenas): Eduardo teria, digamos, espírito e cabeça de surfista, mais preocupado em se divertir do que enriquecer; Carlos seria tão ensimesmado, desconfiado e focado em problemas reais e imaginários que não teria espaço mental para almejar riquezas.
Já quanto a Flávio Bolsonaro, a opinião é unânime.
Esse sempre gostou de conforto.
A revelação feita ontem pelo site O Antagonista e confirmada pelo UOL comprova a impressão. O primogênito do presidente adquiriu por 5, 97 milhões de reais uma mansão com 1.100 metros de área construída em um terreno de 2.500 metros quadrados num dos bairros mais nobres do Distrito Federal, o Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul.
Como protagonista do escândalo da rachadinha, Flávio foi uma pedra no sapato do pai desde o primeiro dia do seu governo. O senador pelo Republicanos é acusado na Justiça por lavar dinheiro justamente por meio da compra de imóveis (adquiriu 19 propriedades nos últimos 16 anos).
Por tudo isso, militares do governo receberam a notícia da compra da mansão com incredulidade — incredulidade que rapidamente se transformou em revolta e depois numa convicção: o governo tem de ficar “fora disso e o Flávio que se explique”.
Um grupo de assessores presidenciais chegou a defender que Bolsonaro condenasse em público a atitude do filho. Algo parecido com o que fez em janeiro de 2019. Na época, em entrevista dada em Davos, na Suíça, pouco depois do estouro do escândalo da rachadinha, o presidente disse a respeito de seu filho mais velho:
“Se, por acaso, ele errou e isso ficar provado, eu lamento como pai, mas ele vai ter que pagar o preço por essas ações que não podemos aceitar”.
O presidente seria capaz de repetir o gesto hoje?
“Duvideodó”, responde um militar do governo. O Bolsonaro de 2019 não existe mais — ou talvez só tenha existido na cabeça de quem acreditou em mitos.
Cerca de 12 milhões de doses da Oxford/AstraZeneca devem ser distribuídas pelo Ministério da Saúde aos Estados nos próximos dias. Governador informa que participa, nesta terça-feira (02/03), de reunião com embaixador russo no Brasil, Sergey Pogóssovitch, na União Química, em Brasília, para saber da capacidade de oferta da Sputnik V para o país. Ele defende união entre entes federativos para fortalecer poder de compra do Brasil”
O governador Ronaldo Caiado anunciou, nesta segunda-feira (1º/03), a chegada de novas doses de vacina contra Covid-19 em Goiás. Segundo ele, a parcela de imunizantes deve estar em território goiano até o final desta semana. “Um lote pequeno, mas com a previsão de mais 12 milhões de vacinas [da Oxford/AstraZeneca] no mês de março, sendo distribuídas entre todos os Estados”, explicou. A declaração foi feita em evento que marcou o lançamento de edital de seleção da Agência Goiana de Habitação (Agehab) para sorteio de 83 apartamentos do Residencial Agenor Modesto, em Aparecida de Goiânia.
Caiado também destacou o esforço do Governo de Goiás em contribuir com as ações do Ministério da Saúde para a compra de mais doses para o Brasil. Ele lembrou que participa, nesta terça-feira (02/03), de uma reunião com o embaixador russo no Brasil, Sergey Pogóssovitch, na União Química, em Brasília, para saber da capacidade de oferta do imunobiológico para o país. De acordo com ele, o laboratório responsável pela Sputnik V no Brasil já vendeu cerca de 10 milhões de doses ao governo brasileiro. “Queremos ampliar contatos”, sublinhou.
O governador ressaltou que o recurso para compra de imunizantes pelo Governo de Goiás é oriundo da União. “Toda a aquisição de vacina será paga com dinheiro federal”, disse. “Cada Estado vai ficar com sua parcela relativa ao percentual que tem de população. Não vamos tirar nenhum real do Tesouro do Estado de Goiás”, acrescentou.
O líder do executivo goiano defendeu que o momento é de união de forças para que o maior número de doses seja adquirido para o país. Ele citou uma conversa com a senadora Kátia Abreu, presidente da Comissão de Relações Exteriores no Senado Federal. Caiado informou que a parlamentar tocantinense está convocando reuniões com embaixadores e presidentes das maiores empresas e laboratórios do mundo no sentido de buscar alternativas para ampliar a capacidade de compra do imunizante. “Vamos todos ombrear essa luta”, disse.
Conscientização Sobre a capacidade de atendimento da rede pública de saúde de Goiás, o governador alertou que, apesar do aumento no número de leitos de tratamento para pacientes com Covid-19, é preciso conscientização das pessoas. “O pedido que faço é que não tenhamos aglomerações e que compartilhemos ações junto com os governos municipais para ofertarmos o melhor tratamento à população”, frisou.
Goiás saiu de 269 leitos, no início de 2019, para 742 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na atual gestão. “Ninguém conseguiu, em curto espaço de tempo, abrir tantas UTIs, como nós, neste período de um ano”, garantiu Caiado. O governador lembrou que será inaugurado, na próxima segunda-feira (08/03), o Hospital de enfrentamento à Covid-19 do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu. A unidade terá capacidade para cerca de 200 leitos, sendo 68 de UTIs e 118 de enfermarias.
Fotos: Wesley Costa
Legenda: Governador Ronaldo Caiado terá reunião, nesta terça-feira (02/03), com embaixador russo na União Química, em Brasília, para saber da capacidade de oferta de doses de vacinas para o país: “Queremos ampliar contatos”, afirma
Processo será conduzido com total transparência e responsabilidade, afirma governador. “Temos mais de 4 mil casas inacabadas em Goiás. Isso não se repetirá no nosso governo. Vamos nos comprometer com o que damos conta de fazer, de pagar e de entregar”, destaca. Investimentos dos governos federal e estadual ultrapassam R$ 18 milhões. Inscrições vão até 15 de março e podem ser feitas pelo site www.agehab.go.gov.br
O governador Ronaldo Caiado lançou, nesta segunda-feira (1º/03), o edital de seleção da Agência Goiana de Habitação (Agehab) para sorteio de 83 apartamentos do Residencial Agenor Modesto, em Aparecida de Goiânia. As unidades estão em fase final de construção, com execução de mais de 95% da obra e previsão de entrega para maio deste ano. “Trabalhamos no governo com meta única: melhorar a condição de vida da pessoa, para que ela possa sentir a presença do Estado”, afirmou.
O empreendimento teve um custo de R$ 18,8 milhões: R$ 16,1 milhões de investimento da União, enquanto R$ 2,7 milhões são do tesouro estadual. Os moradores pagarão parcelas acessíveis, que vão de R$ 80 a R$ 270, em financiamento feito pela Caixa Econômica Federal (CEF) com duração de 10 anos. Os apartamentos fazem parte do programa Casa Verde e Amarela, que substituiu o Minha Casa, Minha Vida.
Durante a solenidade, realizada no Palácio das Esmeraldas, Caiado também destacou que a seleção dos futuros mutuários será conduzida com total transparência. Ele frisou que a casa própria não só dá dignidade ao cidadão, que passa a ter um teto seguro para sua família, mas também permite que o Estado estenda o leque de abrangência de suas ações sociais.
“A Agehab, trabalhando fortemente em sintonia com todas as outras secretarias de governo, vai implementar uma política que teremos condições de avançar e atender, principalmente, aos municípios mais carentes e em situação de maior vulnerabilidade”, ressaltou o governador, que apontou a forma leviana com que gestões anteriores conduziram a política habitacional no Estado, ao criar projetos que não foram finalizados. “Temos mais de 4 mil casas inacabadas em Goiás. Isso não se repetirá no nosso governo. Vamos nos comprometer com o que damos conta de fazer, de pagar e de entregar”, assegurou.
Ao se lembrar do primeiro dia de mandato, quando Caiado deixou a posse de Jair Bolsonaro em Brasília, para socorrer o Hospital Materno-Infantil (HMI), o vice-governador Lincoln Tejota reforçou que, desde o início, o tom do governo é de dar respostas aos problemas que precisam ser respondidos. “Temos uma parcela grande de pessoas que está vulnerável. Desde o começo, temos qualificado os gastos e economizado, para que cada recurso, cada real possa ser investido na melhoria da qualidade de vida das pessoas”, disse. “Não existe politicagem em cima destas casas”, acrescentou.
O sorteio das moradias será realizado no dia 26 de março, por meio de processo eletrônico auditável, com acompanhamento do Ministério Público e transmissão ao vivo pelas redes sociais. “Isso vai garantir plena transparência e que o sorteio se dará de maneira igual para todos, sem apadrinhamento qualquer”, apontou o presidente da Agehab, Lucas Fernandes. Ainda conforme ele, a partir do dia 30 de março, a agência entrará em contato, para que os contemplados apresentem documentação pertinente.
Critérios “Em virtude do momento da pandemia [de Covid-19], o processo será totalmente eletrônico, mas estamos cuidando para que todos possam ter ampla participação”, registrou Lucas, ao dar detalhes da seleção. O período de inscrição vai de 1º a 15 de março por meio do site www.agehab.go.gov.br. Somente para quem não tiver nenhum tipo de acesso à internet, a agência vai permitir que os interessados possam fazer o cadastramento por telefone; os números são 3096-5000, 3096-5005 e 3096-5063.
Podem participar famílias com renda de até R$ 1,8 mil, que moram há pelo menos cinco anos em Aparecida de Goiânia, que estejam inscritas no Cadastro Único do Governo Federal e que atendam aos demais requisitos do edital. Cinco por cento das unidades estão reservadas para grupos de idosos e deficientes. Ficam dispensadas do sorteio famílias que possuírem algum membro com microcefalia, desde que atendam aos outros critérios estabelecidos.
Ao todo, são 208 apartamentos. Eles têm 46 metros quadrados, com dois quartos, banheiro, sala e cozinha integrada, área de serviço, varanda e uma vaga no estacionamento. As famílias vão ter à disposição também quadra poliesportiva, salão de festas, churrasqueira e playground. Só em Aparecida de Goiânia, está prevista a construção de mais 1.108 unidades habitacionais.
Também estiveram presentes no evento o vice-presidente da Agehab, Luiz Sampaio, e o secretário de Estado de Comunicação, Tony Carlo.
Fotos: Wesley Costa
Legenda: Governo de Goiás investe, em parceria com União, mais de R$ 18 milhões em apartamentos em Aparecida de Goiânia e moradores pagarão parcelas acessíveis, que podem variar de R$ 80 a R$ 270: “Vamos avançar e atender aos municípios em maior situação de vulnerabilidade”, diz governador Ronaldo Caiado
As 15 unidades permanecerão abertas durante o período de lockdown. Secretaria de Trabalho orienta, porém, para o uso dos serviços remotos
Abertas, inclusive durante o período de lockdown no Distrito Federal, as 15 agências do trabalhador oferecem, nesta segunda-feira (1º/3), 279 vagas de emprego. Apesar do atendimento presencial, a Secretaria de Trabalho orienta que as pessoas acessem as vagas pelo app Sine Fácil, no qual é possível se candidatar para qualquer uma das oportunidades.
O salário de R$ 4 mil é o maior oferecido entre as oportunidades de trabalho disponíveis. Ele será pago, mensalmente, para quem for contratado como supervisor de contas a pagar. Para concorrer, não precisa experiência na área, mas é necessário ter ensino médio completo.
A segunda melhor remuneração, no valor de R$ 3 mil, é oferecida para supervisor de vendas comercial. Nesse caso, além do ensino médio, é preciso que o candidato tenha experiência. E com salário próximo, de R$ 2,5 mil, há uma oportunidade para padeiro, com experiência.
As outras vagas oferecem salários entre R$ 26 ao dia, em quatro oportunidades para técnico em secretariado, e R$ 2.474,80 mensais, pagos a um contratado para trabalhar como operador de guindaste.
Quatro profissões aparecem como novidade na tabela desta segunda-feira: cobrador de transportes coletivos (5), com salário de R$ 1,1 mil, mais benefícios; controlador de serviços de máquinas e veículos (4), com remuneração de R$ 1,4 mil; fibradores para fabricação de fibra de vidro (2), que poderão receber R$ 1.556,03; e operador de câmera de vídeo (2), com salário de R$ 1.401,07.
Os interessados em concorrer em qualquer uma das vagas ofertadas podem ir a uma das 15 agências do trabalhador em funcionamento no DF, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Uma delas, a unidade de Santa Maria, foi entregue, na última quinta-feira (25/2), após reforma.
Empreendedores que desejam buscar profissionais também podem utilizar os serviços das agências do trabalhador. Além do cadastro de vagas, é possível usar os espaços físicos para seleção dos candidatos encaminhados. Para isso, basta acessar o site da Secretaria do Trabalho e preencher o formulário na aba “Empregador”.
Trabalho e benefícios
O Seguro Desemprego (inclusive o doméstico) poderá ser solicitado pelo aplicativo da CTPS Digital e pelo APP do Sine Fácil, ou pela internet, no site. As vagas de emprego poderão ser acessadas pelo APP do Sine Fácil. A Carteira de Trabalho é digital e deve ser obrigatoriamente acessada pelo Portal.
Ao empregador, o atendimento é feito pelo e-mail gcv@setrab.df.gov.br.
Desde o início de seu mandato em 2019, o parlamentar emplacou 8 Leis voltadas ao tema
O deputado distrital Hermeto (MDB) é subtenente reformado da Polícia Militar do Distrito Federal, Corporação em que atuou por 30 anos, motivo pelo qual seu mandato tem uma atenção especial aos temas relativos à Segurança Pública.
Desde o início de seu mandato Hermeto emplacou 8 Leis voltadas à Segurança Pública. Além de realizar várias outras ações que contribuem para aumentar a sensação de segurança da população como destinação de emendar parlamentar para a troca da iluminação comum por luzes de LED e instalação de câmeras de monitoramento em vários pontos das regiões administrativas do Núcleo Bandeirante e Candangolândia.
“Meus objetivos quanto à segurança Pública do DF são valorizar os agentes de segurança para que continuem realizando um excelente trabalho, aumentar o efetivo, garantindo mais policiais nas ruas além de modernizar as ferramentas tecnológicas que eles utilizam, garantindo às nossas forças policiais tecnologias de ponta. A soma das forças das policias com as facilidades das tecnologias darão um grande prejuízo às mentes criminosas.” Afirmou Hermeto.
Leis voltadas à Segurança Pública
Lei n° 6456– Institui a Política Distrital de Segurança Pública e Defesa Social.
Lei n° 6517– Integração dos Sistemas e Bancos de dados dos Órgãos de Segurança Pública do DF.
Lei N°6648 – Obriga as Escolas Públicas a comunicarem aos pais e responsáveis a entrada e saída dos alunos, por meio de ferramenta online.
Lei n° 6712– Dispões sobre o uso de Tecnologia de Reconhecimento Facial (TRF)
Lei n°6285– Institui o dia da polícia militar feminina
Lei nº 6788 – Dispõe sobre a Publicização de informação de fugitivos e foragidos da Justiça e dá outras providências.
Lei nº 6803– Dispõe sobre a utilização de militares da reserva da PMDF e do Corpo de Bombeiros do DF nas escolas de gestão compartilhada e dá outras providências.
Está em tramitação ainda Projeto de Lei n° 1651/2020 que disciplina o uso de drones pelas unidades operacionais da Polícia Militar e nos demais órgãos de segurança pública no Distrito Federal. O projeto visa facilitar o trabalho da polícia em apreensões e perseguições, afirmou o parlamentar.
As medidas são impostas devido ao aumento dos casos da COVID-19 e a falta de leitos de UTI no estado de Goiás
O prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão, publicou nesta segunda-feira (01) um decreto que limita o horário de funcionamento dos serviços comerciais e do trânsito de pessoas. O decreto se fez necessário devido ao aumento do contágio pela COVID-19 e pela falta de leitos de UTI no estado de Goiás. Com base nas informações passadas pela secretaria de saúde e o estado de calamidade ao qual se encontram os municípios, os prefeitos do entorno de Brasília se reuniram e em conjunto decidiram adotar medidas mais restritivas no combate ao Coronavírus, as mesmas começam a vigorar a partir de hoje 01 de março.
O horário de funcionamento das atividades econômicas e dos estabelecimentos comerciais de forma presencial será limitado das 5h às 20h, com excessão dos serviços essenciais (farmácias, clínicas de vacinação, unidades de saúde, publicas ou privadas, exceto de cunho exclusivamente estético; cemitérios e serviços funerários; distribuidores e revendedores de gás e postos de combustíveis; supermercados e congêneres, ficando expressamente vedado o consumo de gêneros alimentícios e bebidas no local; padarias, panificadoras e congêneres; hospitais veterinários e clínicas veterinárias; empresas do sistema de transporte coletivo e privado, incluindo as empresas de aplicativo; empresas de saneamento, energia elétrica e telecomunicações; borracharias; estabelecimentos que estejam produzindo, exclusivamente, equipamentos e insumos para auxílio no combate à pandemia da COVID-19; atividades de suporte e fornecimento de insumos necessários à continuidade dos serviços públicos e das demais atividades excepcionais de restrição de funcionamento; restaurantes e lanchonetes instalados em postos de combustíveis, desde que situados às margens de rodovia, devendo ser respeitada a distância mínima de 2 (dois) metros entre os usuários; bancos, casas lotérica e correspondentes bancários, desde que observada a lotação máxima de 30% (trinta por cento) de sua capacidade de acomodação; hotéis e correlatos, para abrigar aqueles que atuam na prestação de serviços públicos ou privados considerados essenciais ou para fins de tratamento de saúde, devendo ser respeitado o limite de 50% (cinquenta por cento) da capacidade de acomodação, ficando autorizado o uso de restaurante exclusivamente para os hóspedes, devendo ser observados os protocolos estabelecidos pela Secretaria de Estado da Saúde).
Após as 20h, os estabelecimentos só poderão atender por delivery até as 0h, sendo proibido o atendimento ao público no estabelecimento.
A locomoção noturna também está restrita, após as 20h, todos os moradores deverão estar em suas casas. A restrição não se aplica aos servidores, funcionários e colaboradores que atuam na rede pública ou privada nas áreas da saúde e segurança, aos moradores que estejam se deslocando do seu trabalho no DF ou em outra cidade do entorno, aos funcionários e colaboradores que atuem no transporte público de passageiros e aos moradores que precisarem ir a uma unidade de saúde ou a uma farmácia por motivo de urgência.
O descumprimento das normas estabelecidas no decreto acarretará a aplicação de penalidades previstas no Código de Posturas e demais normas de regência, em especial multa, interdição do estabelecimento e cancelamento do alvará sanitário.
Cabe ressaltar que, as medidas são válidas por 14 (quatorze) dias e serão reavaliadas após 7 (sete) dias, em caso de piora na saúde e avanço da COVID-19, serão adotadas medidas ainda mais restritivas, e em caso de melhora e redução nos casos, as medidas tendem a ser menos restritivas. Tendo sempre a orientação das autoridades sanitárias.
Mesmo sem o Mané Garrincha, que não tinha UTI, número de leitos é maior. Hospital de Campanha de Ceilândia atende somente Covid-19
A rede de saúde do Distrito Federal conta hoje com mais leitos do que em agosto do ano passado. Eram 959 leitos hospitalares, entre UTI geral, cuidados intermediários e UTI Covid-19, enquanto neste mês de março serão alcançados 1.045 leitos.
Em 2020, muitos leitos destinados a outras doenças foram convertidos para enfrentar a Covid-19, mas com a diminuição dos casos eles voltaram para as cirurgias eletivas, atendendo a pessoas que esperavam por cirurgias de todo tipo. O mesmo movimento está sendo feito agora, quando ocorre um novo surto da doença, que superlota o sistema de saúde.
Em meados do ano passado o Hospital de Campanha do Mané Garrincha (HCMG) fazia parte do sistema com cerca de 200 leitos de cuidados intermediários (enfermaria e com suporte de ventilação mecânica). Mas o Ministério Público do DF determinou que a estrutura fosse desativada depois de seis meses de funcionamento, durante o primeiro pico da Covid-19. Todo o mobiliário e equipamentos foram redirecionados, conforme estava previsto em contrato, para unidades da rede pública e estão sendo usados em Hospitais e UPAs.
Hospital de Campanha Mané Garrincha
Erguido para atender exclusivamente pacientes com Covid-19 no Distrito Federal, o Hospital de Campanha do Estádio Mané Garrincha recebeu mais de 1,8 mil pessoas com Covid-19, dos quais 1.787 voltaram recuperados para suas famílias e 32 não resistiram à doença. Após o período mais crítico da pandemia no ano de 2020, entre os meses de junho, julho e agosto, quando ocorreu o maior registro de novos casos e óbitos por Covid-19, a ocupação dos leitos do HCMG caiu significativamente, o que tornou inviável seu funcionamento com baixa demanda para atendimento.
O Hospital de Campanha de Ceilândia recebeu vários equipamentos do HCMG e hoje está em plena atividade recebendo exclusivamente pacientes com Covid-19 | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde
A Secretaria de Saúde esclarece que, naquele momento, os hospitais da rede já conseguiam absorver a demanda por internações e a opção da pasta, a qual teve a ciência do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios, foi desativá-lo para não gerar gastos extras aos cofres públicos com uma unidade aberta e sem demanda para atender.
Segundo o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, “todo o mobiliário e equipamentos estão sendo utilizados nos hospitais, conforme estava previsto em contrato”. Okumoto acrescenta que “esse legado ajudou a saúde pública a atender a população em casos não relacionados à Covid-19, e está sendo importante agora no apoio ao processo de conversão de leitos de UTI para atendimento à nova onda da pandemia”.
Estrutura para outros hospitais
O HCMG foi equipado com 197 leitos, sendo 173 de enfermaria para adultos, 20 de suporte avançado e quatro de emergência. Dentre os equipamentos estavam camas hospitalares, bombas de infusão, monitores multiparamétricos, ventiladores pulmonares, respiradores, gasômetros, raios X portáteis, maca para transporte, carro de parada, geladeira para conservação de sangue, biombos, cadeiras de roda, entre outros itens.
O Hospital de Campanha de Ceilândia recebeu vários equipamentos do HCMG e hoje está em plena atividade recebendo exclusivamente pacientes com Covid-19.
O Hospital da Região Leste (HRL) recebeu dez camas que substituíram leitos quebrados, 28 bombas de infusão, dez monitores paramétricos, dez mesas para refeição, 50 biombos, dez escadas, uma maca, sete aspiradores, uma balança, quatro canos de paredes, 13 suportes de soro, um carro de curativo, quatro mesas inox, 13 mesas para cabeceira com gaveta, dois reanimadores pulmonares manuais, dez lixeiras, dez dispensadores de álcool em gel, dez comadres hospitalares em metal e dez compadres hospitalares em metal.
Também foram equipados os hospitais regionais de Taguatinga, Samambaia, Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), Hospital de Apoio de Brasília (HAB) e Hospital São Vicente de Paulo (HSVP).
Em reunião com secretariado e representantes do setor produtivo, governador anunciou leitos e prometeu reabrir atividades caso contaminações diminuam
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, se reuniu nesta segunda-feira (1º) com secretários do governo e representantes de entidades ligadas ao setor produtivo para tratar de soluções no enfrentamento ao coronavírus (Covid-19). O chefe do Executivo local afirmou que com a diminuição da taxa de transmissibilidade da doença será possível flexibilizar a abertura de atividades, como escolas e academias.
130 leitosserão abertos na UTI ainda nesta semana
O DF enfrenta um aumento de casos da doença, o que provocou a adoção de medidas restritivas, como o fechamento de parte do comércio e demais atividades por um período de 15 dias. A intenção do governo é não ultrapassar este prazo e até flexibilizá-lo para parte das atividades caso o índice de transmissão no DF sofra uma queda.
Parte da solução para a retomada segura e responsável das atividades econômicas foi anunciada pelo governador Ibaneis Rocha na reunião: a abertura de 130 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ainda nesta semana.
Ibaneis complementou que outros 200 leitos serão disponibilizados junto ao Ministério da Saúde nos próximos dias. O GDF também negocia a contratação junto à rede privada para a abertura de 150 a 200 leitos.
“A culpa não é de nenhum dos setores, mas se não interrompemos o fluxo de pessoas não conseguimos diminuir o índice de transmissibilidade da doença no DF. Quando retomarmos as condições de saúde e atendimento à população, com novos leitos de UTI, nós iremos retomar as atividades aos poucos. Não vou deixar a população morrer sem atendimento”Ibaneis Rocha, governador do DF
“A culpa não é de nenhum dos setores, mas se não interrompemos o fluxo de pessoas não conseguimos diminuir o índice de transmissibilidade da doença no DF. Quando retomarmos as condições de saúde e atendimento à população, com novos leitos de UTI, nós iremos retomar as atividades aos poucos. Não vou deixar a população morrer sem atendimento”, assegurou o governador Ibaneis Rocha.
Aos presentes, o chefe do Executivo local enumerou ações do governo e citou os hospitais de campanha abertos no DF, como o do Mané Garrincha – já encerrado -, e os da Polícia Militar e de Ceilândia, em funcionamento. Lembrou também que, em 2020, a rede pública de saúde interrompeu temporariamente as cirurgias eletivas para concentrar os esforços justamente no combate à Covid-19.
“Sei do sofrimento dos trabalhadores de todos os setores, da dificuldade pelo qual eles passam. Nós vamos retomar as atividades no menor prazo possível e por isso nós colocamos toda a nossa força de trabalho para encontrar as soluções”, acrescentou Ibaneis Rocha.
Os representantes dos segmentos da indústria, hotelaria, de comércio, academia, bares e restaurantes pontuaram as dificuldades enfrentadas e pediram a reabertura das atividades, o que será atendido pelo governo quando houver segurança para tal.
Presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra/DF), Jamal Bittar elogiou as medidas adotadas pelo governo local no combate à Covid-19 e se colocou à disposição para ajudar neste momento difícil. “Confiamos nas ações do governo e temos visto esse trabalho, pois o governador tem nos atendido. A indústria tem sentido equilíbrio nas ações de governo”, aponta.
Superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/DF), Valdir Oliveira pediu paciência aos diversos segmentos da economia. “Agora é um momento de serenidade e precisamos transmitir isso. Não adianta aquecer o debate porque não ajuda ninguém”, comentou.
Câmara Legislativa
O presidente da Câmara Legislativa do DF (CLDF), Rafael Prudente, também colocou a Casa como ponto de apoio para os empresários, sindicatos e associações. “Me coloco à disposição, em nome da CLDF, para prestar todo apoio. Se precisarem de uma audiência nós estamos prontos para atendermos vocês”, garantiu.
“Essa reunião nos trouxe uma luz no fim do túnel. Sem esse diálogo nós somos inflamados por uma série de ligações. Agradeço esse momento”, disse Thaís Yeleni, presidente do Sindicato das Academias do DF (Sindac).
A reunião foi conduzida pelo governador Ibaneis Rocha e contou com a presença dos secretários de Saúde, Osnei Okumoto; da Casa Civil, Gustavo Rocha; de Governo, José Humberto Pires; de Economia, André Clemente; de Segurança Pública, Anderson Torres; de Comunicação, Weligton Moraes; de Desenvolvimento Econômico, José Eduardo Pereira Filho; de Trabalho, Thales Mendes; de Turismo, Vanessa Mendonça; do consultor jurídico do DF, Rodrigo Becker; do presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa; do presidente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), Jean Lima; e do presidente da Câmara Legislativa do DF (CLDF), deputado Rafael Prudente.
O encontro também reuniu a Fibra, Fecomércio, Associação Comercial do DF, Câmara de Dirigentes Lojistas, Sindicato das Academias e Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF.
O texto fala de medidas excepcionaisrelativas à aquisição de vacinas destinadasà vacinação contra a covid-19
A pandemia de covid-19 já causou mais de duzentos e cinquenta mil óbitos no Brasil. Comoainda não há terapia absolutamente eficaz contra o vírus, diante das tecnologias disponíveis, o isolamentosocial ainda é a estratégia que se mostra mais efetiva para frear o avanço da doença. Aqui no DistritoFederal foram mais de quatro mil e oitocentos óbitos. Por isso, o deputado Delmasso (Republicanos-DF) é autor do projeto de lei 1383/2021 que dispõe sobre as medidas excepcionaisrelativas à aquisição de vacinas destinadasà vacinação contra a covid-19.
Nesse cenário de restrição, o desenvolvimento de uma vacina surge como grande prioridade doscientistas, visto que a imunização da população assume uma importância central nas políticas de saúde,pois seria capaz de evitar a rápida propagação da doença, além de permitir a volta segura das atividadescomerciais, em seu ritmo normal.Vários governos nacionais já têm negociado a compra de grandes lotes de tais imunobiológicos,pois entende-se que a oferta inicial desses insumos não conseguirá atender à grande demanda mundial, oque vem gerando concorrência para a sua aquisição.
“Pensando na demanda mundial pela aquisição de vacinas para imunização da população, osestados poderão necessitar da aquisição de vacinas que já foram autorizadas pela ANVISA.Nestas hipóteses e para que não haja uma crise de abastecimento no mercado nacional e interno, apresento este PL para garantir a possibilidade de aquisição de quaisquer materiais, medicamentos,equipamentos e insumos da área de saúde, entre eles, vacinas. Vacinas essas, comprovadamente imunizantes, que já obtiveram a respectiva autorização paracomercialização pelas agências internacionais ora relacionadas, de competência mundialmentereconhecida”, comentou o vice-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
É público e notório que a ausência de vacinas aptas à imunização têm preocupado governadoresde todos os Estados, alguns dos quais sentiram a necessidade de recorrer à justiça para assegurar o direitoà compra da vacina aprovada por outras agências reguladoras.Com a aprovação da presente lei, o Governo do Distrito Federal, havendo comprovadanecessidade e mediante certificação das autoridades sanitárias estrangeiras relacionadas, terá plenoamparo legal para a aquisição de vacinas para atender à demanda da população brasiliense imediatamente.
Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) referendou decisão liminar do ministroRicardo Lewandowski que autorizou os estados, os municípios e o Distrito Federal a importar e distribuirvacinas contra a Covid-19 registradas por pelo menos uma autoridade sanitária estrangeira e liberadas paradistribuição comercial nos respectivos países, caso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)não observe o prazo de 72 horas para a expedição da autorização.
A decisão prevê também que, caso a agência não cumpra o Plano Nacional de Operacionalizaçãoda Vacinação contra a Covid-19 apresentado pela União, ou que este não forneça cobertura imunológica atempo e em quantidades suficientes, os entes da federação poderão imunizar a população com as vacinasde que dispuserem, previamente aprovadas pela Anvisa.
Em seu voto, o ministro Ricardo Lewandowski ressalta que a magnitude da pandemia exige,“mais do que nunca”, uma atuação fortemente proativa dos agentes públicos de todos os níveisgovernamentais, sobretudo mediante a implementação de programas universais de vacinação. Ele assinalaque o Sistema Único de Saúde (SUS), ao qual compete, dentre outras atribuições, executar as ações devigilância sanitária e epidemiológica, é compatível com o “federalismo cooperativo” ou “federalismo deintegração” adotado na Constituição da República. Esse modelo se expressa na competência concorrenteentre União, estados e Distrito Federal para legislar sobre a proteção e a defesa da saúde e na competênciacomum a todos, e também aos municípios, de cuidar da saúde e assistência pública.
Para o ministro, isso inclui não somente a disponibilização de imunizantes diversos dos ofertadospela União, desde que aprovados pela Anvisa, mas também a importação e a distribuição, em caráterexcepcional e temporário, de quaisquer materiais, medicamentos e insumos da área de saúde sujeitos àvigilância sanitária sem registro na Anvisa considerados essenciais para auxiliar no combate à pandemia,conforme disposto na Lei 13.979/2020 (artigo 3°, inciso VIII, alínea ‘a’, e parágrafo 7°-A).
Por fim, conforme decisão do STF, a Lei n.º 13.979/2020, (Dispõe sobre as medidas paraenfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírusresponsável pelo surto de 2019), ao fazer referência ao termo “autoridades” — sem qualquer distinçãoexpressa entre os diversos níveis político-administrativos da federação — autoriza qualquer ente federadoa lançar mão do uso de medicamentos e insumos sem registro na Anvisa.
Não importa as 4.819 mortes, até o momento, registradas desde o começo da pandemia do novo coronavírus no Distrito Federal. Muito menos a dor de milhares de pessoas que perderam seus entes queridos sem poder se despedirem.
Quem mais protestou contra o Decreto Nº 41.849, que suspendeu a partir de hoje, até 15 de março, as atividades não essenciais no Distrito Federal, foi a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
O representante do segmento, acusa o GDF de não ter tomados as providências a tempo. Falou besteira.
Desde o primeiro caso de covid 19, registrado em março do ano passado, o GDF foi o primeiro ente da federação a tomar medidas restritivas para conter o avanço do novo coronavírus no DF.
Fechou o comércio, ajudou a população carente com auxílios emergenciais e liberou mais de R$ 1 bilhão em crédito, via o Banco de Brasília, recursos destinados a empresas de todos os portes, afetadas pelos impactos econômicos causados pela pandemia.
Foi o pedaço do Brasil que mais vacinou pessoas.
Só não avança mais por não ter imunizante cuja distribuição é de competência do governo federal.
No entanto, deste as festas de final de ano, passando pelo carnaval cancelado, até as comemorações do título do bi-campeonato do Flamengo no Brasileirão, em jogo ocorrido na última quinta-feira (25), foi exatamente o segmento de bares e restaurantes que mais contribuiu para lotar 99% das UTIS da rede pública do DF.
Isso é fato.
Nesta tarde de domingo, segundo apurou o RadarDF, ao menos dois pacientes acometidos por coronavírus, aguardam, agora, por uma vaga para ocupar um leito.
O paciente da vez, da fila que começa a crescer, tem que esperar alguém morrer no final do dia ou se recuperar para ocupar o lugar.
Uma situação pra lá de dramática. Principalmente para médicos e enfermeiros que estão sobrecarregados na luta para salvar vidas.
A situação é grave. O colapso é eminente. Fazer política da tragédia, que aumenta em todo o país, é uma sacanagem, além de ser um desrespeito à vida humana.
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