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Rafinha é o novo executivo de futebol do São Paulo | CNN Brasil

Rafinha é o novo executivo de futebol do São Paulo | CNN Brasil

O São Paulo anunciou nesta quinta-feira (16) a efetivação de Rafinha como seu novo executivo de futebol. O ex-lateral já vinha exercendo a função interinamente desde a saída de Rui Costa, ocorrida há pouco menos de um mês.

Rafinha chegou ao tricolor em janeiro de 2026 para atuar como gerente esportivo e braço direito de Rui Costa, a convite do presidente Harry Massis. Sua missão era fazer a interlocução entre elenco e diretoria, além de trabalhar no centro de treinamento.

A mudança ocorreu em 20 de junho de 2026, quando Rui Costa foi demitido do clube. Na ocasião, Rafinha assumiu provisoriamente a posição de executivo de futebol, aguardando a decisão final da diretoria sobre o cargo.

Conciliação de funções e formação

Durante o período de transição, Rafinha precisou conciliar a nova posição no São Paulo com seu trabalho como comentarista na TV Globo, durante a Copa do Mundo de 2026. Ele vem se dedicando à formação na área de gestão esportiva.

O novo executivo iniciou seus estudos na DFB Akademie, a Federação Alemã de Futebol, e possui também o curso de gestão de clubes da FIFA, o que demonstra sua preparação para as novas responsabilidades.

Para auxiliar nas questões legais da nova função, Rafinha contará com o suporte de Felipe Carvalho. Advogado do São Paulo desde 2020, Carvalho assume agora a posição de gerente jurídico esportivo do clube.

Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

Flamengo aciona CBF por veto à operação da SAF do Vasco com Lamacchia | CNN Brasil

Flamengo aciona CBF por veto à operação da SAF do Vasco com Lamacchia | CNN Brasil

A diretoria do Flamengo acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para tentar vetar a venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Vasco da Gama ao empresário Marcos Lamacchia. O órgão regulador, agora, avaliará a denúncia do clube carioca.

A informação foi inicialmente publicada pelo “ge” e confirmada pelo Itatiaia Esporte. Nos últimos meses, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, já havia alertado que levaria o caso à Justiça caso as negociações avançassem.

Marcos Lamacchia é filho de José Lamacchia e enteado de Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras.

O Flamengo entende que a compra da SAF do Vasco por Lamacchia infringiria o artigo 86 do Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF), que estabelece que “qualquer pessoa, física ou jurídica, detenha, direta ou indiretamente, controle ou influência significativa sobre mais de um clube”.

Entenda o caso

Diante da denúncia, a ANRESF já solicitou informações ao Vasco sobre a negociação e os moldes da possível venda da SAF ao empresário Marcos Lamacchia. A operação é estimada em R$ 2 bilhões.

A medida de acionamento do órgão já havia sido anunciada pelo presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, que se posiciona como crítico ferrenho da operação.

Nos últimos meses, outros dirigentes, como Pedrinho, do Vasco, e Leila Pereira, do Palmeiras, também se manifestaram sobre o caso e as declarações dadas por Baptista.

O empresário José Lamacchia, pai de Marcos Lamacchia, também se pronunciou em resposta às declarações do presidente do Flamengo, conforme divulgado anteriormente.

Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

Barboza brinca sobre possível ida de Danilo ao Palmeiras: "Chega, chega" | CNN Brasil

Alexander Barboza, novo zagueiro do Palmeiras • Divulgação/Palmeiras

Alexander Barboza, novo zagueiro do Palmeiras, comentou a possível chegada de Danilo ao clube.

Em sua apresentação, nesta quinta-feira (16), o argentino revelou boa relação com o volante do Botafogo. Ele, porém, despistou sobre qualquer acerto.

“Danilo, eu amo ele também. Sempre brinco com ele: ‘Chega, chega, chega'”, disse Barboza. O zagueiro afirmou que a negociação é particular do volante.

“Prefiro só olhar e não acreditar no que se fala, todo dia é uma notícia diferente”, completou o defensor.

O zagueiro e o volante dividiam vestiário no Botafogo até junho. Naquele mês, Barboza encerrou seu vínculo com o clube carioca. Ele assinou com o Alviverde. Danilo, por sua vez, viajou para os Estados Unidos para a preparação da Copa do Mundo.

O Palmeiras anunciou a contratação de Alexander Barboza em maio de 2026. Aos 31 anos, o zagueiro argentino veio do Botafogo. Seu contrato com o Verdão vai até dezembro de 2028, com possibilidade de prorrogação por mais uma temporada.


Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

"Queriam me vender", diz Barboza sobre saída do Botafogo para o Palmeiras | CNN Brasil

"Queriam me vender", diz Barboza sobre saída do Botafogo para o Palmeiras | CNN Brasil

O zagueiro Alexander Barboza, apresentado oficialmente como novo reforço do Palmeiras nesta quinta-feira (16) em São Paulo, revelou detalhes da negociação que o trouxe ao clube alviverde.

Segundo o defensor, o Botafogo buscava uma venda para custear o salário dos jogadores, e o Verdão demonstrou forte interesse em sua contratação, destravando a transferência.

Barboza descreveu a negociação como difícil, com o Botafogo e o Palmeiras precisando “lutar pela contratação”. Ele ressaltou que a necessidade do Botafogo em vendê-lo, visando o pagamento de salários, facilitou o desfecho. “A única maneira de conseguir esse dinheiro era com a venda”, explicou o jogador.

“Gosto de me sentir valorizado, e foi por isso que estou aqui. Vi a vontade do Palmeiras de me contratar”, completou Barboza, destacando a importância de se sentir desejado pelo novo clube.

Antes da concretização da transferência, Barboza afirmou ter mantido total foco no Botafogo. “Fui claro quando estava no Botafogo: estava 100% focado no campo. Não sabia o que acontecia fora”, disse. Ele pediu ao empresário que só o contatasse na decisão final e informou o técnico do Botafogo sobre o desejo de continuar jogando durante as negociações.

O zagueiro ainda explicou que, após o fim das negociações, o Botafogo o afastou do elenco. “Eu já tinha atingido o objetivo, que era deixar o clube na próxima fase da Sul-Americana”, pontuou.

Reencontro com Marlon Freitas

No Palmeiras, Barboza reencontrou o volante Marlon Freitas, seu ex-companheiro de Botafogo, com quem construiu uma forte amizade. “Cheguei a São Paulo para assistir ao jogo [contra o Junior Barranquilla]. Falei com o Marlon, e ele me ligou quando a negociação estava acontecendo para me contar mais sobre o clube, a cidade”, relatou.

Ele descreveu a relação com Marlon como duradoura, passando por vitórias e derrotas. “Conhecemos mais um companheiro na derrota do que na vitória. Ele era o capitão, e eu era um dos capitães. Criamos uma boa relação dentro e fora de campo”, acrescentou Barboza.

Alexander Barboza, de 31 anos, foi anunciado pelo Palmeiras em maio de 2026. O zagueiro argentino, comprado do Botafogo, assinou contrato com o Verdão até dezembro de 2028, com possibilidade de prorrogação por mais uma temporada.

Devido ao fechamento da janela de transferências até o fim da Copa do Mundo, Barboza ainda não pôde estrear. No entanto, ele estará à disposição do técnico Abel Ferreira para o retorno do time aos jogos, na próxima quarta-feira (22), contra o Coritiba.

Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.

Trump estará presente na final da Copa do Mundo da Fifa | CNN Brasil

Trump estará presente na final da Copa do Mundo da Fifa | CNN Brasil

O presidente Donald Trump assistirá à final da Copa do Mundo da Fifa no domingo (19), anunciou a Casa Branca nesta quinta-feira (16), encerrando um fim de semana de eventos relacionados ao torneio.

O presidente viajará primeiro para a cidade de Nova York na sexta-feira (17) para participar de uma recepção da Fifa na Trump Tower, antes de assistir à partida final do campeonato entre Espanha e Argentina no MetLife Stadium no domingo (19).

“Na sexta-feira, o presidente viajará para Nova York para participar de uma recepção da FIFA na Trump Tower, seguida de sua presença no domingo na Copa do Mundo da Fifa entre Espanha e Argentina”, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante sua primeira coletiva de imprensa desde que retornou da licença-maternidade.

“Sua presença coroará aquela que foi a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história americana”, acrescentou ela.

A Argentina avançou para sua segunda final consecutiva da Copa do Mundo após marcar dois gols nos minutos finais e derrotar a Inglaterra por 2 a 1. A Espanha garantiu sua vaga na final com uma vitória por 2 a 0 sobre a França, marcando a decisão para domingo.

Trump chamou a atenção ao longo do torneio por seu envolvimento em histórias da Copa do Mundo, como quando disse que pediu pessoalmente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que revisasse a decisão de dar um cartão vermelho e uma suspensão de um jogo ao atacante americano Folarin Balogun.

Mais de 7,7 mil detentos fazem inscrição para obter certificação escolar em Goiás

Exame permite a conclusão dos ensinos Fundamental e Médio para jovens e adultos; número de inscritos é maior da série histórica no Estado

A Polícia Penal de Goiás registrou 7.734 inscrições de detentos no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade (Encceja PPL) 2026. O número representa um crescimento de 35,2% em relação ao ano anterior, quando 5.719 custodiados participaram do exame, e corresponde ao maior quantitativo de inscritos da série histórica no estado.

O exame possibilita a certificação dos ensinos Fundamental e Médio para jovens e adultos que não concluíram essas etapas na idade prevista. A participação é voluntária e gratuita, permitindo que pessoas privadas de liberdade tenham acesso à certificação da educação básica.

Desde 2017, o número de inscritos no Encceja PPL em Goiás apresenta crescimento, passando de 541 para 7.734 participantes em 2026, o que representa um aumento de 1.329% no período.

Aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Encceja PPL será realizado entre os dias 23 e 27 de novembro. A divulgação dos resultados está prevista para 10 de fevereiro de 2027.

Competências
Realizado pelo Inep desde 2002, o Encceja avalia competências, habilidades e conhecimentos adquiridos tanto no ambiente escolar quanto por meio de experiências de vida e de trabalho. Na modalidade destinada às pessoas privadas de liberdade, o exame é aplicado em unidades prisionais e socioeducativas indicadas pelos órgãos responsáveis pela administração penal e pela educação.

Fotos: Polícia Penal

Legenda: Mais de 7,7 mil detentos se inscreveram no Encceja, em busca de certificação nos ensinos Fundamental e Médio em Goiás

Polícia Penal – Governo de Goiás

Tarcísio abre vantagem, e Haddad tenta transformar eleição paulista em disputa nacional

Da Redação

Governador lidera pesquisa para a reeleição, enquanto candidatura petista aposta no apoio de Lula e nos investimentos federais realizados em São Paulo

A eleição para o Governo de São Paulo caminha para um confronto entre dois projetos com forte projeção nacional. De um lado, o governador Tarcísio de Freitas tenta conquistar a reeleição apresentando obras, concessões, investimentos em infraestrutura e resultados de sua administração. Do outro, Fernando Haddad procura reconstruir a presença do PT no maior colégio eleitoral do país.

Pesquisa Datafolha divulgada em julho mostrou Tarcísio com 46% das intenções de voto, contra 30% de Haddad. A vantagem coloca o governador em uma posição confortável no início da campanha, mas não elimina a possibilidade de crescimento do candidato petista durante o período eleitoral.

Tarcísio deverá utilizar a máquina estadual para divulgar entregas e defender seu modelo de gestão. A proximidade com o bolsonarismo também garante apoio entre eleitores conservadores, embora o governador procure manter uma imagem administrativa mais ampla, capaz de dialogar com empresários, prefeitos e setores moderados.

Haddad, que deixou o Ministério da Fazenda para concorrer, aposta em uma campanha nacionalizada. O presidente Lula deverá participar diretamente dos atos em São Paulo, destacando programas federais, obras do Novo PAC, investimentos na saúde, expansão das universidades e políticas sociais executadas nos municípios paulistas.

A estratégia petista consiste em demonstrar que uma parte significativa dos investimentos que chegam ao estado tem origem no Governo Federal. Esse argumento deverá aparecer principalmente em regiões metropolitanas, no interior e em municípios que receberam unidades de saúde, moradias, obras de infraestrutura e recursos para transporte.

O governo estadual, por sua vez, tentará mostrar autonomia e capacidade própria de investimento. A disputa pela autoria das entregas públicas será um dos principais elementos da campanha. Em diferentes municípios, obras possuem recursos federais, estaduais e municipais, permitindo que diferentes grupos políticos reivindiquem os resultados.

Outro desafio de Haddad será reduzir a rejeição construída ao longo de disputas anteriores. Ex-prefeito da capital, ex-candidato à Presidência e derrotado por Tarcísio em 2022, ele é amplamente conhecido pelo eleitorado. Sua campanha precisará apresentar novidades e impedir que a eleição seja vista apenas como uma repetição do confronto anterior.

Tarcísio também terá de administrar sua relação com a família Bolsonaro. O apoio do ex-presidente é importante para conservar a base conservadora, mas uma aproximação excessiva pode dificultar o diálogo com eleitores de centro. O governador tentará equilibrar lealdade política e imagem de gestor.

Mais do que definir o comando do Palácio dos Bandeirantes, a eleição paulista poderá influenciar o futuro da política nacional. Uma vitória de Tarcísio o manteria como liderança central da direita brasileira. Um bom desempenho de Haddad, mesmo diante de uma disputa difícil, poderia fortalecer seu nome como possível sucessor de Lula dentro do campo progressista.

Desistência de Ibaneis muda corrida pelo Senado e reorganiza forças políticas no DF

Da Redação

Saída do ex-governador da disputa abre espaço para novos candidatos e obriga Celina Leão a redesenhar composição de sua chapa

A desistência de Ibaneis Rocha de disputar uma vaga no Senado alterou profundamente o cenário eleitoral do Distrito Federal. O projeto vinha sendo construído desde a reeleição de 2022 e era considerado uma das peças centrais da composição política do grupo que comanda o Governo do Distrito Federal.

Ibaneis deixou o Palácio do Buriti para atender ao prazo de desincompatibilização previsto na legislação eleitoral. A expectativa era de que ele concorresse ao Senado enquanto Celina Leão assumiria definitivamente o governo e disputaria a reeleição. A retirada da candidatura, portanto, cria uma vaga importante na chapa governista.

A decisão ocorre em um ambiente de desgaste provocado pela crise envolvendo o Banco de Brasília e o Banco Master. Mesmo sem uma definição eleitoral sobre os efeitos do episódio, a repercussão política aumentou a pressão sobre o antigo governador e ofereceu novos argumentos para os adversários do grupo.

Para Celina Leão, a desistência exige uma reorganização imediata. A governadora precisa encontrar um nome capaz de preservar a unidade da base, dialogar com o eleitorado conservador e ampliar o alcance da chapa. A escolha também deverá considerar os interesses dos partidos que apoiam o governo e reivindicam participação na composição majoritária.

A disputa pelo Senado tende a se tornar uma das mais competitivas da história recente do Distrito Federal. Como serão preenchidas duas vagas, diferentes correntes políticas enxergam uma oportunidade de representação. Parlamentares federais, ex-governadores, integrantes da Câmara Legislativa e lideranças nacionais deverão participar das articulações.

A oposição tentará transformar a saída de Ibaneis em símbolo de enfraquecimento do governo. O grupo governista, por outro lado, deverá apresentar a decisão como uma escolha pessoal e defender que a estrutura política construída nos últimos anos permanece sólida. O sucesso dessa narrativa dependerá da capacidade de Celina de manter aliados e evitar divisões internas.

A eleição no DF também terá forte influência da disputa presidencial. A capital concentra servidores públicos, integrantes das forças de segurança, eleitores conservadores e uma parcela expressiva de trabalhadores ligados à administração federal. A presença dos candidatos presidenciais poderá modificar o desempenho das chapas locais.

Até as convenções, a corrida será marcada por negociações intensas. A vaga antes reservada a Ibaneis tornou-se um dos espaços políticos mais valiosos do Distrito Federal. Quem for escolhido poderá herdar parte da estrutura governista, mas também precisará enfrentar os questionamentos que acompanharão o grupo durante toda a campanha.

Daniel Vilela lidera em Goiás, mas eleição testa força do grupo de Ronaldo Caiado

Da Redação

Governador tenta transformar estrutura municipal e legado administrativo em votos, enquanto oposição busca impedir consolidação antecipada da disputa

A eleição para o Governo de Goiás começa a ganhar contornos mais definidos com Daniel Vilela aparecendo na liderança dos levantamentos de intenção de voto. O governador chega à fase decisiva da pré-campanha apoiado por uma ampla estrutura política, formada por prefeitos, parlamentares e lideranças vinculadas ao grupo do ex-governador Ronaldo Caiado.

O principal patrimônio eleitoral de Daniel é a continuidade administrativa. Sua campanha deverá destacar obras, programas sociais, indicadores de segurança e investimentos executados durante os governos de Caiado. A estratégia é convencer o eleitor de que a permanência do mesmo grupo no Palácio das Esmeraldas representa estabilidade e continuidade dos projetos em andamento.

A força da base municipal também coloca Daniel em posição privilegiada. Prefeitos possuem influência direta sobre a política local, principalmente nos municípios pequenos e médios, nos quais a relação entre eleitor, lideranças comunitárias e administração pública é mais próxima. A presença de centenas de gestores municipais ao lado do governador demonstra a dimensão dessa estrutura.

A oposição, no entanto, aposta que a eleição ainda está longe de ser decidida. O número de eleitores que não indica espontaneamente um candidato mostra que existe espaço para crescimento de outros nomes. A campanha oficial, os debates e o posicionamento das lideranças nacionais poderão alterar o cenário apresentado pelas pesquisas.

O ex-governador Marconi Perillo permanece como uma figura relevante por sua experiência, conhecimento do estado e capacidade de articulação. Outros grupos também procuram construir alternativas, especialmente entre eleitores que desejam uma candidatura independente tanto do caiadismo quanto das forças alinhadas ao governo federal.

A candidatura presidencial de Ronaldo Caiado acrescenta um componente nacional à eleição goiana. Ao disputar o Palácio do Planalto, o ex-governador tentará apresentar Goiás como vitrine de seu modelo administrativo. Ao mesmo tempo, precisará dividir esforços entre sua campanha nacional e o trabalho de transferência de votos para Daniel Vilela.

O desafio de Daniel será demonstrar identidade própria. Apesar da importância do apoio de Caiado, o eleitor também deverá avaliar a capacidade do atual governador de liderar um projeto autônomo para os próximos quatro anos. Uma campanha excessivamente dependente do antecessor poderá alimentar o argumento de que Daniel representa apenas a continuidade de outro comando político.

Além da disputa pelo governo, a eleição para o Senado promete gerar tensões dentro da própria base. Como Goiás escolherá dois senadores, diferentes partidos e lideranças buscam espaço na chapa majoritária. A definição desses nomes será decisiva para manter a unidade do grupo e evitar dissidências capazes de fortalecer a oposição.

Decisões judiciais colocam família Bolsonaro novamente no centro da campanha

Da Redação

Restrição ao contato entre Flávio e Jair Bolsonaro aumenta tensão entre Judiciário e oposição e pode transformar disputa jurídica em instrumento de mobilização eleitoral

A campanha presidencial ganhou um novo componente de tensão depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, proibiu o senador Flávio Bolsonaro de visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, pelo período de 90 dias. A medida ultrapassa a data prevista para o primeiro turno das eleições e deverá ser explorada politicamente pela oposição.

A decisão foi motivada pela divulgação de uma carta atribuída ao ex-presidente nas redes sociais. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está submetido a restrições que impedem sua comunicação por meio de terceiros. Para o ministro, a publicação do conteúdo teria violado as condições impostas pelo Supremo.

Flávio Bolsonaro classificou a medida como excessiva e politicamente motivada. O discurso reforça uma estratégia já conhecida do bolsonarismo: apresentar decisões judiciais contra integrantes da família como parte de uma perseguição política. Essa narrativa possui forte capacidade de mobilização entre os eleitores mais identificados com o ex-presidente.

Apesar das restrições judiciais, Jair Bolsonaro continua sendo uma figura central na candidatura do filho. Seu apoio representa um ativo importante para Flávio, principalmente entre eleitores conservadores, evangélicos, integrantes das forças de segurança e setores do agronegócio. A dificuldade está em transformar essa influência em apoio eleitoral sem violar as determinações da Justiça.

A situação também expõe um dilema para a campanha oposicionista. Ao mesmo tempo em que a defesa do ex-presidente mantém a base mobilizada, a concentração do debate nos processos judiciais pode afastar a discussão sobre propostas econômicas, geração de empregos, saúde, educação e segurança pública. Flávio precisará equilibrar a defesa do pai com a apresentação de um projeto próprio para o país.

Para o governo, o confronto entre o bolsonarismo e o Supremo pode reforçar o discurso de defesa das instituições democráticas. O Palácio do Planalto, entretanto, deverá evitar a impressão de que tenta obter vantagens eleitorais com decisões judiciais. Uma exploração excessiva do episódio poderia alimentar a narrativa de perseguição defendida pela oposição.

A tendência é que o tema acompanhe toda a campanha. Cada nova decisão relacionada a Jair Bolsonaro poderá provocar manifestações, discursos no Congresso e mobilização nas redes sociais. Em uma eleição polarizada, o embate entre Justiça e bolsonarismo deixa de ser apenas jurídico e passa a influenciar diretamente a definição do voto.