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PT aciona STF por vídeo de IA de Bolsonaro exibido em convenção do PL

PT aciona STF por vídeo de IA de Bolsonaro exibido em convenção do PL

O PT acionou neste domingo (26) o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e afirmou que o vídeo de Jair Bolsonaro (PL) produzido com inteligência artificial e exibido na convenção nacional do PL pode ter descumprido as restrições impostas pela Corte ao ex-presidente, que está em prisão domiciliar.

A gravação foi apresentada no sábado (25), durante o evento que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. No vídeo, um avatar com a imagem e a voz de Bolsonaro declara apoio ao filho e afirma que está “preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária”.

Segundo o PT, o conteúdo se enquadra na proibição determinada por Moraes em 17 de julho. Na decisão, o ministro proibiu Bolsonaro de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por meio de terceiros e independentemente do meio utilizado.

Para o partido, o fato de o vídeo ter sido feito com inteligência artificial não afasta a restrição. A petição afirma que a mensagem foi divulgada em um ato eleitoral, transmitida ao vivo e publicada nas páginas do PL e de Flávio na internet.

O PT também sustenta que o vídeo teve conteúdo político e eleitoral. A fala sobre uma suposta perseguição judicial, segundo a legenda, buscou mobilizar apoiadores. Já o pedido de apoio a Flávio representou um endosso direto à candidatura do senador.

“Já na perspectiva eleitoral, a finalidade eleitoreira do conteúdo é inequívoca, eis que a mensagem de ‘recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir’ representa um endosso eleitoral explícito e transferência de capital político ao seu filho candidato. Além disso, ‘o futuro é Flávio Bolsonaro Presidente’ é palavra de ordem de campanha, com nome e cargo pretendido”, diz o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Paralelamente, a Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PV e PCdoB, apresentou uma representação ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Nessa ação, o foco deixa de ser o descumprimento das cautelares e passa a ser a legislação eleitoral.

A federação sustenta que o vídeo configura propaganda eleitoral antecipada por pedido explícito de voto, além de violar as regras do TSE sobre o uso de deepfakes em campanhas eleitorais.

Na ação eleitoral, além de multa, a federação pede a retirada do trecho da divulgação do vídeo gerado por IA das transmissões no YouTube.

Restrições são questionadas pela defesa

A decisão de 17 de julho foi tomada depois de Moraes concluir que Bolsonaro havia descumprido as medidas cautelares com a divulgação da chamada “Carta aos Brasileiros”, lida por Flávio nas redes sociais.

Além de restringir manifestações político-eleitorais, o ministro suspendeu por 30 dias as visitas ao ex-presidente e proibiu encontros com finalidade eleitoral até o fim do pleito de 2026, bem como a divulgação de manifestos político-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado.

A defesa apresentou um agravo regimental e pediu que Moraes reconsidere a decisão ou envie o caso para julgamento da Primeira Turma do STF.

Os advogados afirmam que as medidas são desproporcionais e defendem que Bolsonaro possa manter contatos familiares e profissionais. Também alegam que Flávio Bolsonaro deve ter autorização para visitar o pai na condição de advogado.

Na petição apresentada neste domingo, o PT compara o vídeo de inteligência artificial ao episódio da carta. Para o partido, o novo caso seria mais grave porque ocorreu durante uma convenção partidária, alcançou um público amplo e utilizou a imagem e a voz sintéticas de Bolsonaro para pedir votos ao filho.

Ao final, a legenda pede que Moraes receba a notícia sobre o possível descumprimento e envie cópia do documento à PGR (Procuradoria-Geral da República) e à Procuradoria-Geral Eleitoral para análise e adoção das medidas cabíveis.

Análise: Caiado aposta em biografia para evitar segundo turno antecipado | Blogs | CNN Brasil

Análise: Caiado aposta em biografia para evitar segundo turno antecipado | Blogs | CNN Brasil

O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, confirmado neste domingo (26) como candidato à Presidência na convenção nacional do PSD, em São Paulo, aposta na própria biografia para tentar evitar um segundo turno antecipado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que lideram a corrida eleitoral.

Com menos de 5% nas pesquisas de intenção de voto, o ex-governador sabe que precisa ir para o tudo ou nada para conseguir atrair a atenção do eleitorado de direita. Após uma pré-campanha discreta nas críticas a Flávio, o candidato do PSD subiu o tom contra o adversário do PL, de olho no desgaste do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro diante das sucessivas crises enfrentadas nas últimas semanas.

Antes de sonhar em subir a rampa do Palácio do Planalto, Caiado sabe que seu principal desafio é se descolar do pelotão de candidatos que aparecem na parte de baixo das pesquisas e convencer o eleitor de centro-direita de que tem fôlego para crescer fora da polarização.

Na entrevista coletiva deste domingo, Caiado apresentou o que deve ser um dos principais mantras da campanha: ele tem mais condições de derrotar Lula em um eventual segundo turno, enquanto votar em Flávio seria, na prática, facilitar a reeleição do petista.

O ex-governador aposta na fragilidade dos votos do senador e na desconfiança de parte do eleitorado bolsonarista diante das crises enfrentadas pelo primogênito do clã Bolsonaro. Sem citar o nome de Flávio, Caiado afirmou que o país não precisa de um candidato “Kinder Ovo”, com uma “surpresinha” a cada dia.

Não é à toa que o ex-governador fez um discurso calibrado para atacar tanto Lula quanto Flávio. O objetivo é convencer o eleitorado de que ele representa a alternativa antipetista capaz de impedir um quarto mandato do atual presidente.

“Podem ter certeza de que, para governar um país, é preciso independência moral e coragem pessoal. Coragem para amanhã liberar e libertar o país do sequestro do PT e das facções, de não ter candidato que seja um Kinder Ovo, com uma surpresinha todo dia”, disse.

Caiado busca marcar diferença em relação a Lula e a Flávio ao citar sucessivos escândalos de corrupção e apresentar a própria biografia como um contraponto aos adversários. O ex-governador afirmou ainda que a oposição precisa de um candidato preparado para representá-la no segundo turno.

“Precisa de um candidato que tenha vida pregressa, que nunca se envolveu em Rachadinha, em Mensalão, em Petrolão, em escândalo do Master, em assalto a aposentados e em tantos outros escândalos que aconteceram em todos esses anos em que governam o país”, completou.

No discurso, Caiado criticou a polarização e afirmou que as “brigas inúteis” servem apenas para que Lula e Flávio se retroalimentem. Em outro momento, disse que a “polarização é o máximo da estupidez”.

Na entrevista, o ex-governador também explorou a aprovação de sua gestão em Goiás e reforçou o discurso de linha dura na segurança pública.

“Não é possível que o Brasil vá querer optar por aqueles que são os maiores rejeitados da política nacional. A eleição não é uma eleição de rejeitados, é de quem traz resultados para a população brasileira. Foi isso que demonstramos. Chegamos ao governo com 52% dos votos e saímos com 88% de aprovação, mostrando que, quando se tem capacidade para governar, a população reconhece”, afirmou.

“O Brasil precisa, nesta hora, de alguém que tenha coragem de comprar a briga pelo cidadão. Não é a briga inútil, a briga pelo poder ou pela vaidade. Um se retroalimenta na vaidade do outro. Cada um faz uma fala agressiva para tentar desviar o foco da campanha eleitoral. Eles não têm propostas”, completou.

A ofensiva de Caiado tem um cálculo político: ser notado pelo eleitorado e encerrar agosto, após o início do horário eleitoral na televisão, com cerca de 10% das intenções de voto. A meta é ganhar tração na reta final da campanha e ameaçar o roteiro de um duelo entre PT e PL no segundo turno.

Caiado divide foco entre Lula e Flávio e mira terceira via em convenção | Blogs | CNN Brasil

Caiado divide foco entre Lula e Flávio e mira terceira via em convenção | Blogs | CNN Brasil

Em uma tentativa de consolidar uma alternativa à polarização na disputa presidencial, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) dividiu suas críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) durante a convenção que oficializou sua candidatura, neste domingo (26), em São Paulo.

Sem citar nominalmente Flávio, Caiado mencionou o caso das “rachadinhas” e a investigação sobre o suposto desvio de salários de assessores quando o senador era deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). O processo foi posteriormente arquivado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Em outro momento, fez nova referência ao senador ao falar em “candidato Kinder Ovo, aquele que tem sempre uma surpresa”.

Ao atacar Lula e o PT, Caiado citou o escândalo do mensalão e afirmou que pretende “libertar o Brasil” do Partido dos Trabalhadores.

A convenção reuniu os governadores Ratinho Júnior (PSD-PR), Eduardo Leite (PSD-RS) e Daniel Vilela (MDB-GO), mas não contou com a presença de lideranças nacionais de outras siglas.

O principal nome aguardado era o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que não compareceu ao evento.

Apesar da ausência, Tarcísio foi citado como “aliado” pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. A imagem do governador paulista ao lado de Caiado aparecia em faixas, bandeiras e camisetas espalhadas pela convenção.

No discurso, Caiado também criticou a polarização política e classificou seus adversários como “os maiores rejeitados da política”, reforçando a estratégia de se apresentar como uma opção de terceira via para a eleição presidencial.

Brasil chama embaixador na Argentina após críticas de Milei a Lula e Moraes | Blogs | CNN Brasil

Brasil chama embaixador na Argentina após críticas de Milei a Lula e Moraes | Blogs | CNN Brasil

O Brasil convocou, neste domingo (26), o embaixador em Buenos Aires, Julio Bitelli, para consultas, após Javier Milei criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes em discurso na Convenção Nacional do Partido Liberal.

A medida foi confirmada à CNN Brasil pelo Ministério das Relações Exteriores, que considera que as falas foram uma “afronta”, que desrespeitaram o presidente, o Poder Judiciário e a população brasileira.

A chamada para consultas de um embaixador significa, na diplomacia, um forte protesto contra as ações de outro Estado. Bitelli deve chegar a Brasília nesta segunda-feira (27) e se reunir com o chanceler Mauro Vieira.

Em discurso no sábado, ao lado do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro, o presidente argentino chamou Lula de “presidiário” e Moraes de “lixo careca”.

Na fala de cerca de 30 minutos, Milei afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro está “injustamente” preso, e que a negativa a autorização para visitá-lo na prisão domiciliar é uma “demonstração da injustiça de sua prisão e do caráter vingativo de seus responsáveis”.

Ele também afirmou que o Brasil está no caminho de uma crise de dívida provocada pelo petista e que espera que o presidente brasileiro “pague” por isso, “perdendo nas urnas em outubro”.

Milei disse ainda que Lula “voltou ao poder radicalizado” e que representa um “risco”.

Milei já havia se reunido com opositores na Conferência de Ação Política Conservadora em Balneário Camboriú, mas, na ocasião, as falas foram menos hostis a Lula.

Segundo fontes diplomáticas, a situação é a crise mais grave entre o Brasil e a Argentina das últimas décadas, e o embaixador argentino no Brasil, Daniel Raimondi, também poderá ser convocado pelo ministro Mauro Vieira para prestar esclarecimentos sobre as falas de Milei.

Campanha de Flávio descarta punição por IA de Bolsonaro em convenção | Blogs | CNN Brasil

Campanha de Flávio descarta punição por IA de Bolsonaro em convenção | Blogs | CNN Brasil

A equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, discutiu os riscos de uso do vídeo gerado por inteligência artificial de Jair Bolsonaro (PL) durante a convenção do partido, realizada neste sábado (25), em São Paulo, e concluiu que não há risco de penalização.

A avaliação dos advogados é que a imagem do ex-presidente, criada por IA para pedir votos ao filho mais velho, não descumpre nem as regras eleitorais nem a medida cautelar imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que proibiu Bolsonaro de fazer manifestações políticas.

O entendimento da equipe jurídica é que a primeira frase do vídeo criado por inteligência artificial oferece segurança jurídica para evitar punições tanto à campanha quanto ao ex-presidente.

“Isso que vocês estão vendo aqui não sou eu. Isso é uma simulação da minha imagem e da minha voz feita com inteligência artificial”, começa o discurso de Bolsonaro gerado por IA.

Como mostrou a CNN, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já trabalha com a expectativa de que o vídeo produzido com inteligência artificial para simular um pronunciamento do ex-presidente seja alvo de questionamentos na Corte, segundo fontes ouvidas pela CNN.

A avaliação é que o episódio deve provocar discussões sobre a aplicação das regras eleitorais para o uso de inteligência artificial e também sobre o alcance das restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-presidente.

Advogados eleitorais consultados pela CNN disseram que, em princípio, não veem qualquer infração eleitoral ou criminal no vídeo gerado por IA. A avaliação é que a identificação do uso de inteligência artificial atende às regras estabelecidas pelo TSE, além de não haver, no conteúdo do vídeo, qualquer informação falsa.

Já o advogado Marco Aurélio de Carvalho, especializado em Direito Público e coordenador da campanha do PT em São Paulo, afirmou à CNN que vai sugerir que o partido entre com uma medida no TSE para pedir esclarecimentos sobre o vídeo.

“Houve uma tentativa clara de burlar uma decisão judicial que impede a participação do Bolsonaro no processo eleitoral de 2026. É um desrespeito. Um tapa na cara do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal”, afirmou o advogado.

No vídeo gerado por IA, a imagem do ex-presidente afirma que a prisão não irá “calar milhões de brasileiros”. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar por questões de saúde.

“Como todos aqui sabem, eu estou preso e calado por uma decisão injusta e arbitrária, baseada em algo que eu nunca fiz. Mas eu garanto: nenhuma prisão vai calar o sentimento de esperança que carregamos. Nenhuma prisão vai calar milhões de brasileiros que acreditam em nosso país.”

O vídeo exibido na convenção do PL também traz a imagem de IA de Bolsonaro pedindo apoio ao filho mais velho.

“Por isso, peço que vocês recebam de braços abertos a pessoa que escolhi para me substituir, sangue do meu sangue, meu filho Flávio. Vem com fé. O Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro presidente.”

Em 11 de julho passado, durante uma transmissão ao vivo, Flávio Bolsonaro leu uma carta redigida pelo ex-presidente na qual empodera o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano. Após a divulgação, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, entendeu que houve uma violação das medidas que orientam as regras da prisão domiciliar do dirigente da direita.

Uma semana antes da convenção do PL, uma nova decisão do ministrou ampliou restrições ao ex-presidente, incluindo uma proibição à “divulgação de manifestos políticos-eleitorais, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado”.

Análise: Retaliação a tarifaço não é o mais apropriado | Blogs | CNN Brasil

Análise: Retaliação a tarifaço não é o mais apropriado | Blogs | CNN Brasil

A comentarista de economia Rita Mundim avaliou que, diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, a retaliação não é a resposta mais adequada neste momento. Para ela, o cenário exige, “mais do que nunca”, disposição para negociar e construir soluções diplomáticas.

Ao CNN Money, Mundim afirmou que o Brasil está longe de ser um caso isolado. Ela destacou que cerca de 60 países foram atingidos pelas novas tarifas americanas e que, juntos, respondem por 99,4% das importações dos Estados Unidos. “Não é um privilégio do Brasil”, afirmou.

“Esses 60 países são aqueles que mais negociam com os Estados Unidos e representam 99,4% das importações dos americanos.”

Na avaliação da comentarista, o alcance das medidas abre espaço para uma articulação conjunta entre as nações afetadas. Para ela, uma atuação coordenada fortaleceria o poder de barganha desses países nas negociações com o governo americano.

“Como são 60 países envolvidos, é possível, inclusive, criar uma corrente desses países em conjunto, fazer um tipo de defesa, porque realmente você vê a importância desses países em fornecer produtos aos Estados Unidos”, disse.

Mundim argumentou ainda que, em diversos setores, os Estados Unidos dependem de fornecedores distribuídos entre vários desses países. Nesse contexto, uma negociação coletiva poderia exercer pressão significativa sobre Washington.

“A gente sabe que quando há uma ameaça de inflação lá, o Trump recua”, pontuou a comentarista, sugerindo que esse fator pode ser utilizado como instrumento de negociação.

Ao concluir sua análise, Mundim reforçou que o momento exige cautela e diálogo, e não uma resposta imediata por meio de retaliações comerciais. “A retaliação nesse momento, eu continuo achando que não é o momento mais apropriado. É necessário, inclusive, buscar uma parceria global para entender e negociar”, afirmou.

Para a comentarista, o cenário ainda é cercado de incertezas, o que torna prudente aguardar os próximos desdobramentos antes de qualquer reação mais contundente. “Vamos deixar a poeira baixar e ver o que acontece”, concluiu.

iCAUR prepara estreia no Brasil e convoca concessionários; saiba mais | Blogs | CNN Brasil

iCAUR prepara estreia no Brasil e convoca concessionários; saiba mais | Blogs | CNN Brasil

O mercado brasileiro ganhará mais uma marca chinesa do grupo Chery. A iCAUR, divisão global de veículos eletrificados do fabricante, realiza no dia 6 de agosto a apresentação oficial de seu plano de negócios para o Brasil.

O evento terá o comando de Hu Peng, CEO da operação no país, e do vice-executivo, Roger Corassa, que guardam sigilo sobre o portfólio que será comercializado. A expectativa é que a operação brasileira seja baseada na linha global da iCAUR.

Por que iCAUR e não iCar?

A mudança de nome para iCAUR fora da China pode estar ligada aos possíveis conflitos com marcas já registradas, como o sonhado projeto automotivo da Apple, que trabalha com o conceito “iCar”. A decisão da Chery foi internacionalizar a montadora dessa forma. A empresa tem foco em SUVs eletrificados de arquitetura boxy e visual aventureiro.

Mas não pense que será chamada como se escreve, porque o mesmo já acontece com a picape Poer, da GWM, que é tratada como Power. A iCAUR será chamada de iCar.

Conheça os modelos dos carros

iCAUR 03

É um dos candidatos para abrir a operação brasileira. O SUV elétrico de 4,41 metros e 2,75 m de entre-eixos tem porte médio, desenho quadrado, proposta off-road e versões de tração traseira ou integral, com autonomia de até 500 km no ciclo chinês (CLTC). A bateria poderá ser de 69,8 kWh.

iCAUR V23

O SUV V23 tem uma proposta retrô e foi um dos destaques do Salão de Pequim. O carro, de 4,2 metros e 2,73 m de distância entre eixos, vai para aprovação e opinião dos futuros concessionários na clínica do próximo dia 6. A autonomia é semelhante à do 03. A presença dele é garantida.

iCAUR V27

É um modelo maior, com 5,045 metros de comprimento e entre-eixos de 2,9 m, híbrido e com sistema elétrico de autonomia estendida (EREV). Esse está no portfólio. O modelo combina o motor a combustão, utilizado apenas como gerador de energia, com o motor elétrico. Mecânica que já conhecemos no REEV da Leapmotor, com o C10.

A chegada da iCAUR amplia a participação do grupo Chery no país, que terá fábrica no Rio de Janeiro, na cidade de Itatiaia, no local que pertenceu à Jaguar Land Rover.

A CAOA Chery, a Omoda & Jaecoo e a Jetour ocupam nichos específicos. A iCAUR pretende explorar um espaço voltado para SUVs eletrificados e vai ser desse jeito. A Lepas é outra marca que deve chegar antes dela.

Emendas parlamentares de comissão revivem orçamento secreto; entenda | CNN Brasil

Emendas parlamentares de comissão revivem orçamento secreto; entenda | CNN Brasil

As emendas parlamentares de comissão ganharam maior volume nos últimos anos. O motivo, no entanto, remete à perpetuação de um mecanismo semelhante ao chamado orçamento secreto – que escondia os reais autores das indicações e foi considerado inconstitucional pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

No formato atual, algumas comissões permanentes da Câmara dos Deputados têm indicado parte dos recursos sem detalhar os autores reais, ou seja, os “padrinhos” de cada emenda. Para isso, a autoria de emendas tem sido assinada, de forma genérica, por líderes partidários.

Essa tem sido, na prática, uma forma de ocultar os reais autores da indicação dos recursos e dos beneficiários finais. A prática se assemelha ao que ocorria anteriormente com o orçamento secreto, que consistia em um conjunto de emendas assinadas pelo relator-geral do Orçamento de cada ano.

Em 2025, como a CNN mostrou, um relatório da organização Transparência Brasil identificou que R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão foram indicados pela Câmara em nome de líderes partidários, sem identificar o parlamentar que efetivamente sugeriu os recursos e seus beneficiários.

“Os reais parlamentares autores não são identificados e vinculados à execução dos recursos. A pulverização dessas emendas em beneficiários de diversos estados, diferentemente das indicações individuais dos líderes partidários, reforça a existência de autores ocultos”, conclui o estudo da Transparência Brasil.

Nos últimos anos, as emendas de comissão passaram a representar uma fatia maior do montante de emendas. A mudança ocorreu depois de 2022, ano em que uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) classificou como inconstitucional o chamado “orçamento secreto” e determinou o fim das emendas de relator.

Conforme o estudo da Transparência Brasil, em 2022, foram pagos apenas R$ 136,1 milhões, em valores correntes, de emendas de comissão. Já em 2024 e 2025, respectivamente, houve crescimento para a casa dos bilhões e os montantes foram de R$ 8,3 bilhões e R$ 9,3 bilhões, incluindo restos a pagar de exercícios anteriores.

STF cobra

O ministro do STF Flávio Dino tem apurado, desde 2024, a destinação das emendas parlamentares. Ele é o relator de ações sobre o tema na Corte. Na última semana, o magistrado pediu explicações aos 21 partidos com representação no Congresso sobre a alocação desses recursos.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), respondeu ao pedido. De acordo com ele, o processo de indicação de emendas parlamentares de comissão feito pela Casa seguiu regras de transparência. Em nota, a Advocacia da Câmara disse ter enviado as informações pedidas pela Corte sobre a tramitação interna de cada indicação das emendas deste tipo.

A Casa legislativa disse também que a função do Legislativo é indicar e aprovar as emendas, cabendo ao Executivo pagá-las. A Câmara diz ter enviado todos os documentos necessários para demonstrar que cada indicação de emenda foi “regularmente deliberada e aprovada”.

O texto diz ainda que os beneficiários indicados coincidem com os que efetivamente receberam os recursos para afastar a tese de configuração de “peculato-desvio”, analisada por Dino.

Regras para emendas

As emendas passaram a seguir novas regras de indicação a partir do ano passado. A mudança ocorreu após Dino determinar bloqueios de recursos e iniciar uma articulação com o Legislativo e o Executivo para mudar processos e garantir maior transparência.

O ministro herdou a relatoria das ações sobre emendas que pertenciam ao acervo de Rosa Weber, aposentada em 2023.

Como novo relator do tema na Corte, Dino conduziu as negociações que levaram a adoção de um novo regramento O acordo foi formalizado em uma lei, sancionada ainda em 2024 por Lula; em um plano de trabalho conjunto, homologado pelo STF no ano passado; e uma resolução aprovada pelo Congresso.

No Congresso, no entanto, parlamentares fizeram alertas de brechas para um novo “orçamento secreto”. Em março de 2025, em sessão conjunta, a bancada do PSOL alertou para a possibilidade de perpetuação da indicação de recursos sem autoria clara.

“As emendas de comissão são uma incorporação daquilo que era o orçamento secreto”, disse Sâmia Bomfim (PSOL-SP), na tribuna, durante a sessão de 13 de março do ano passado. “Agora, é o líder da bancada que vai indicar o recurso dessa comissão, não importando se essa pessoa é ou não daquele estado”, acrescentou.

Na votação, os deputados aprovaram a resolução por 361 votos a 33. No Senado, a votação foi 64 votos a 3.

Emendas de bancada

Não são só as emendas de comissão que escondem os autores da alocação dos recursos. Os deputados e senadores também usam as emendas de bancada estadual, que são propostas de mudança coletiva no orçamento público. O objetivo delas é destinar recursos a projetos de interesse de determinado estado ou do Distrito Federal.

Por serem emendas impositivas, a execução é obrigatória pelo governo. Elas são limitadas a um percentual da receita corrente líquida e servem como um instrumento para direcionar verbas para ações estruturantes e de maior impacto em determinado estado. Em 2025, cada bancada teve, na média, cerca de R$ 530 milhões em emendas.

A aprovação dessas emendas é divulgada nas atas das reuniões de bancada. A assinatura é automática e considera todos os integrantes das bancadas, independente da presença deles nas reuniões ou não. Em alguns casos, os integrantes sequer estão em exercício, mas aparecem nas atas.

Foi o caso da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). Enquanto esteve presa na Itália, o nome da ex-congressista constava na ata de uma reunião da bancada paulista da Câmara dos Deputados realizada em 11 de novembro de 2025. O encontro definiu quais emendas seriam apresentadas na LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2026.

Após quatro vices, Brasil encara Turquia por título inédito da VLN Feminina | CNN Brasil

Após quatro vices, Brasil encara Turquia por título inédito da VLN Feminina | CNN Brasil

Depois de vencer a Itália por 3 sets a 2 na semifinal e avançar para a decisão, o Brasil encara a Turquia, às 8h30 deste domingo (26), em Macau, na Ásia, de olho no título inédito da Liga das Nações de Vôlei Feminino.

O torneio é disputado desde 2018 e substituiu o Grand Prix como grande torneio anual de seleções femininas de vôlei — no antigo formato, as brasileiras foram, disparadamente, as maiores campeãs, com 12 títulos.

Desde a mudança, porém, as sul-americanas têm tido dificuldades para conquistar a VLN — até o momento, foram sete edições realizadas, já que o torneio de 2020 foi cancelado por conta da pandemia de Covid-19.

Quase sempre, o Brasil tem feito campanhas de destaque, apesar de ainda não ter sido campeão: foi vice em 2019, 2021, 2022 e 2025 e quarto em 2018 e 2024; em 2023, caiu nas quartas de final para a China.

As turcas, por outro lado, foram campeãs em 2023, interrompendo a sequência inicial de três títulos seguidos dos Estados Unidos e se intrometendo na hegemonia recente da Itália, vencedora em 2022, 2024 e 2025.

Cabe destacar que não foi um resultado isolado. A Turquia ficou com a quarta colocação nos Jogos Olímpicos de Paris 2024 (perdendo o bronze justamente para o Brasil), finalista no Mundial de 2025 e na Liga das Nações de 2018 e foi campeã europeia de 2023.

O ranking da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) mostra o tamanho de ambas as seleções. O Brasil é vice-líder, com 413,04 pontos, enquanto a Turquia aparece logo atrás, na terceira colocação, com 378,93. A liderança pertence à Itália, com 460,64.

As campanhas

Na fase preliminar da VLN, o Brasil ficou na terceira colocação, com 26 pontos após vencer nove dos 12 jogos, mesma campanha da Turquia, que terminou na quarta posição, mas com 25 pontos. Nas quartas de final, as duas equipes ganharam por 3 a 1.

As sul-americanas passaram pelo Japão, enquanto as europeias despacharam o Canadá. Na sequência, as brasileiras eliminaram a Itália no tie-break; já as turcas atropelaram a China em três sets diretos.

Onde assistir a Turquia x Brasil

  • TV: SporTV 2
  • Site: ge.globo
  • Streaming: ge tv e VBTV

Ficha técnica de Turquia x Brasil

  • Data: 26/07/2026 (domingo)
  • Horário: 8h30 (Horário de Brasília)
  • Local: Macau, na Ásia
  • Fase: final da Liga das Nações de Vôlei Feminino