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Além de capacitação profissional, RenovaDF promove mudança de vida

Participantes revelam como transformaram a própria realidade com o conhecimento obtido no programa

Uma parceria das secretarias de Trabalho e de Governo, o programa RenovaDF já formou 4,6 mil pessoas desde 2021 em cursos de iniciação profissional na área de construção civil | Fotos: Renato Araújo / Agência Brasília

O sonho de ser professor ficou adormecido por muito tempo na vida do instrutor Castro Alves, 65 anos. Ele só conseguiu realizar a meta de passar conhecimento a outras pessoas após se formar no primeiro ciclo do programa RenovaDF, como aluno destaque. “Sempre digo que o RenovaDF mudou a minha vida. O programa foi meu pai e o Senai-DF, a minha mãe. Quem é que dá emprego pra alguém na minha idade?”, indaga.

Castro é uma das 4,6 mil pessoas formadas pelo programa desde maio de 2021, quando foi lançado, em parceria das secretarias de Trabalho (Setrab) e de Governo(Segov). O RenovaDF oferece cursos de iniciação profissional na área de construção civil ministrados pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF).

Piauiense, Castro veio para o DF em 1998 para tentar a sorte no mercado de trabalho. No mesmo ano, conseguiu um emprego como ajudante de obra e, aos poucos, foi galgando novas funções. Depois de quase duas décadas trabalhando na capital federal, decidiu voltar a estudar, em 2017. Até então, só tinha feito até a quarta série do ensino fundamental; atualmente, já está no sétimo semestre da graduação de engenharia civil.

Hoje, além de estudante, é professor de 52 alunos, divididos em duas turmas no período da manhã e noite. “Não é fácil, mas a gente cria uma harmonia. Todo mundo aprende. Só tenho dois alunos homens, o restante é tudo mulher. E são muito dedicadas, viu? Sem medo de perguntar, sem medo de botar a mão na massa”, revela Castro, que chefiou restaurações em parquinhos infantis e quadras poliesportivas no Plano Piloto, além de ser pastor evangélico e empresário da área de construção civil.

Uma de suas alunas, Maiara da Silva, 37 anos, também mudou de vida após o RenovaDF. Depois de quase dois meses de ensino teórico e prático, ela tem o conhecimento sobre manutenção de equipamentos, jardinagem e serralheria na ponta da língua. Não é para menos, já que é considerada uma aluna prodígio. “Foi a primeira vez que mexi com essas coisas, mas acho que até aprendi rápido”, reconhece Maiara, que se divide entre o programa e um emprego de meio período como auxiliar de serviços gerais.

Questionada sobre o maior fruto alcançado com as aulas, ela não esconde o sorriso: “Meu objetivo é um emprego melhor, né? Agora, tenho mais esperança, mais conhecimento. E fé de que vou conseguir”.

Pertencimento

“O RenovaDF nos deu oportunidade de voltar a sonhar, de mudar de vida. Hoje, eu e todos os outros alunos estamos preparados para entrar no mercado de trabalho e enfrentar o que vem por aí”, declara Itamar Marinho Nunes, 52 anos, um dos contemplados no quinto ciclo B do programa, que abriu turmas para 98 pessoas em situação de rua.

Natural de Manaus, capital do Amazonas, Itamar veio para o Distrito Federal há oito anos para tratar de um câncer no cérebro pela rede pública. Na bagagem, trazia esperança de dias melhores, mas também a súplica por tratamento para a doença. Sem condições financeiras nem oportunidades de trabalho, teve que alternar moradia entre a rua e unidades de acolhimento.

Em 2021, após sessões de quimioterapia e radioterapia, conseguiu se livrar do câncer e, quando soube do programa RenovaDF, avistou uma nova possibilidade de mudança. “Depois que fiz a inscrição [no RenovaDF], fiz de tudo para engajar. Tive uns problemas de saúde, mas, graças a Deus, superei e estou aqui”, conta ele, também participante do programa QualificaDF, que oferece cursos profissionalizantes de curta duração.

“Já estive na calçada e me levantei. Sou muito ligado aos direitos humanos e quero que mais pessoas se levantem comigo, que tenham o direito de sonhar. Tenho muita gratidão ao que estou vivendo e fé que o futuro será ainda melhor”, analisa Itamar.

A remuneração oferecida pelos dois programas de qualificação profissional possibilitou que Itamar voltasse a Manaus para visitar a mãe, de 86 anos. “Foi emocionante voltar pro colo dela. Perdi o meu pai para a covid no ano passado e, desde então, prometi para mim mesmo que voltaria lá”, relata, emocionado.

Amigo de Itamar, o mineiro Nilson Henrique Menezes, 54 anos, também visualizou no RenovaDF uma chance para se reerguer. Natural de Montes Claros,  ele veio para Brasília há oito anos e, devido a problemas na coluna, não conseguiu se manter no emprego de zelador.

“Muitas das coisas que eles ensinam nas aulas do curso eu já sabia, mas tem outras que foi a primeira vez que vi. Então, para mim foi excelente, como se renovasse tudo né? Porque o que a gente sabe ainda é pouco. A gente vê que as novidades vão chegando e aperfeiçoando mais o conhecimento”, diz.

A participação no programa mudou a relação de Nilson com a rua: “A gente vê com mais esperança, uma perspectiva boa, porque tem a expectativa de ser aproveitado por um trabalho, onde a gente possa recomeçar. Novos caminhos vão se abrir, tenho esperança de que isso vai acontecer”.

As ruas do DF como sala de aula

Quem também aproveitou o RenovaDF foi o estudante de design gráfico Eduardo Martins, 20 anos, morador de Ceilândia. “Eu, que nunca tinha pegado numa enxada, menino de computador, agora já aprendi um monte de coisas”, diz.

Apesar da diferença entre a área de formação acadêmica e os conhecimentos repassados pelo programa, o jovem afirma que o curso foi um divisor de águas. “A experiência do trabalho me ajudou muito. São conhecimentos que não se anulam, é muito legal saber fazer as coisas. Os professores são ótimos, não nos deixam com dúvida nenhuma”, frisa ele, que atuou na reforma do Shopping Popular de Ceilândia.

“Como mulher, é muito difícil; a gente não tem muitas oportunidades e eu não conseguia trabalhar no ramo. Até os alunos se surpreendem por eu ser mulher e pela minha idade também. Traz representatividade, é um incentivo pra mim e pros alunos”Janaína da Silva Martins, instrutora

Já a instrutora Janaína da Silva Moreira, 30 anos, viu no RenovaDF uma forma de aprofundar os conhecimentos na construção civil, área com a qual já tinha proximidade. “Aprendi a construir, rebocar e pintar paredes com meu pai, ainda criança. Depois, fiz um curso técnico de mestre de obras e jardinagem e me profissionalizei, mas nunca consegui um emprego no ramo”, conta.

Desempregada há quatro anos, ela fazia bicos como maquiadora para sustentar a casa e a filha de sete anos, junto ao marido. Até que, em maio de 2021, foi contratada como instrutora do RenovaDF, no primeiro ciclo do projeto. “Como mulher, é muito difícil, a gente não tem muitas oportunidades e eu não conseguia trabalhar no ramo. Até os alunos se surpreendem por eu ser mulher e pela minha idade também. Traz representatividade, é um incentivo pra mim e pros alunos”, conta a moradora de Samambaia.

Papel institucional

Os ciclos do RenovaDF têm duração de 240 horas, o equivalente a três meses, sendo quatro horas diárias de segunda a sexta-feira. Os alunos ganham uniforme, lanche diário, auxílio-transporte, remuneração no valor de um salário mínimo e seguro contra acidentes pessoais.

“Dentro do processo de qualificação profissional, preparamos o aluno para que possa, de fato, participar das vagas do mercado de trabalho, com uma experiência pedagógica completa. É um programa estratégico do Governo do Distrito Federal, porque, além de qualificar a população, recupera os espaços públicos e transforma uma aula que poderia ser teórica, em ambiente controlado, em uma experiência aberta, focada na realidade das pessoas”, pondera o secretário de Trabalho, Thales Mendes Ferreira.

A secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha, acrescenta que, especialmente para as pessoas em situação de vulnerabilidade, o programa resgata a autoestima e a autonomia dos alunos. “Essas pessoas se propuseram e se dispuseram a buscar um novo caminho para suas vidas e isso apenas reforça que as capacitações, por meio dessa parceria com a Setrab, estão sendo fundamentais”, afirma.

Até junho deste ano, foram recuperados 621 equipamentos públicos e há 102 em andamento. O trabalho dos alunos já contemplou 15 cidades: Ceilândia, Samambaia, Guará, Riacho Fundo, Estrutural, Águas Claras, São Sebastião, Itapoã, Vargem Bonita, Arniqueira, Varjão, Planaltina, Gama, Sobradinho e Plano Piloto.

Fonte: Agência Brasil

GDF inaugura agência bancária na Feira do Guará

População terá acesso a todos os tipos de serviços disponíveis na cartela da instituição

Durante a inauguração da agência, governador Ibaneis Rocha ressaltou: “Essa feira é o maior shopping center que temos na região” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília

Os donos de bancas e frequentadores da Feira do Guará, situada na QI 25 da região administrativa, terão agora mais facilidade para realizar transações bancárias. O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, neste domingo (26), no local, uma agência de conveniência do Banco BRB. É a primeira instalação do tipo em feiras da capital federal.

“Nós queremos colocar o BRB nas principais feiras da nossa cidade”Governador Ibaneis Rocha

Serão oferecidos todos os tipos de serviços bancários disponíveis na cartela da instituição, como pagamentos de contas, saques, extratos e transferências, além da possibilidade de solicitação de empréstimos consignados e abertura de contas correntes. O espaço da agência mede cerca de 30 m² e conta com cabines para pagamento de contas e saques, além de estações para relacionamento direto com o cliente.

“Essa feira é o maior shopping center que temos na região”, ressaltou o governador Ibaneis Rocha, presente à inauguração. “É onde as famílias, não só do Guará, mas de outras regiões, visitam e compram. Nós queremos colocar o BRB nas principais feiras da nossa cidade.”

O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, avaliou que a inauguração confirma o compromisso com a comunidade: “O nosso objetivo é que estejamos mais próximos aos clientes, para facilitar a vida dos que trabalham e usam as feiras permanentes do DF. Faz parte do processo de expansão do BRB e de aproximação com a população. O BRB já tem 4,5 milhões de clientes e está em 91% do território nacional”.

50 milpessoas circulam semanalmente pela Feira do Guará, que registra movimento maior aos fins de semana e feriados

Mais agências

A novidade terá bons desdobramentos, antecipou Paulo Henrique: “Nós esperamos abrir cinco lojas de conveniência nos próximos quatro meses. Dependemos da concessão de cada feira e do espaço disponível para o BRB”.

Segundo estimativa do presidente da Feira do Guará, Cristiano Jales, as 646 bancas reunidas no espaço recebem, aproximadamente, 50 mil pessoas por semana. Sábados, domingos e feriados são os dias mais movimentados. Com a agência bancária, o fluxo deve alcançar patamares ainda mais altos.

“Teremos uma agência de negócios, que pode emprestar dinheiro aos feirantes e fomentar a atividade financeira”, lembrou. “Para a gente, é um sonho realizado, uma conquista. Sempre buscamos isso em governos anteriores, mas não conseguimos alcançar. O governador teve esse olhar para as feiras do Distrito Federal, e a gente recebe com muita alegria.”

Quem também se manifestou animado foi o feirante Humberto Pimentel da Rocha, 89 anos, proprietário de uma banca em frente ao local em que a nova agência está instalada. Agora, ele espera ter mais facilidade para quitar débitos e maior fluxo de clientes na área.

“A partir de segunda-feira vai melhorar, que é quando o pessoal recebe”, disse. “Vai ter muito movimento, gente pagando e comprando. Eu mesmo tenho um absurdo de contas para pagar e vou pagar tudo nessa agência.”

Fonte: Agência Brasília

“Entregas no DF são compromissos desde o começo”, diz secretário de agricultura sobre trabalho de Ibaneis

Da redação

O governador Ibaneis Rocha (MDB) desde o começo de sua gestão se compromete em entregar o melhor para a população e vem cumprindo com suas promessas, como ter criado a Administração Regional do Sol Nascente, uma das cidades mais carentes do DF, que hoje tem passado por obras

É uma gestão que conforme visto em pesquisas a população tem aprovado, já que em última pesquisa divulgada pelo Instituto Ideia em parceria com o portal Metrópoles é apontado que o governador, em um cenário estimulado, soma 34,5% e em contexto espontâneo 25,5%.

Assim, é entendido que Ibaneis possivelmente está no caminho certo, já que esses números são consideráveis, com folga na frente de outros nomes, com grandes chances de reeleição. O secretário de agricultura, Cândido Teles, é uma das pessoas que reforça a responsabilidade de Ibaneis com a sociedade.  “Ibaneis é apoio e desde o começo, entregas no DF são compromissos”, disse.

Na última sexta-feira (24), foi lançado o Plano de Desenvolvimento Rural Sustentável e Cândido reforça, ainda, que era uma das palavras dadas. “Essa entrega foi compromisso de campanha do governador e é uma alegria, vamos avançar muito”, afirmou.

Agaciel Maia afirma que Ibaneis é o caminho certo

Da redação

Trabalho positivo do governador é observado não somente em obras e programas, mas também em falas e pesquisas eleitorais.

A população do Distrito Federal parece se agradar com a gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB) e isso é possível perceber por meio de comentários nas redes sociais, como “Ibaneis fala e faz”, “o governador faz a diferença”, “há tempos não via um governador tão trabalhador como esse” e “é um governador que está em contato direto com a população”, por exemplo.

Contudo, muito além de comentários, a boa gestão colocada é refletida em pesquisas eleitorais, como a última divulgada pelo Instituto Ideia em parceria com o portal Metrópoles, que em um contexto estimulado aponta Ibaneis com 34,5% e em um cenário espontâneo com 25,5%, saindo na frente de outros nomes com folga.

Com o trabalho do emedesbista, muitas obras foram colocadas em execução por todas as partes da cidade, algumas esperadas há anos, como o Túnel de Taguatinga, além dos diversos programas sociais, que já beneficiaram mais de 700 mil famílias, garantindo futuro melhor de vida, tendo o que comer, com o Cartão Prato Cheio, por exemplo.

Esses positivos serviços para a sociedade trazem o entendimento de que Ibaneis é mesmo o melhor nome, como pontua o deputado distrital Agaciel Maia (PL). “A gente deve continuar no caminho certo, com quem está desenvolvendo e valorizando, que é Ibaneis Rocha”, afirmou.

Ibaneis destaca feitos em Samambaia

Da redação

Com Ibaneis Rocha (MDB) no Governo do Distrito Federal (GDF), a cidade tem avançado como um todo, de ponta a ponta, sem exceção, são obras em todos os setores e regiões, que beneficiam todos os cidadãos.

Na Samambaia, assim como em outras cidades, há desenvolvimento, que cada vez mais se expande. Na última quarta-feira (22), o governador esteve visitando a cidade. “Eu me reuni com funcionários do Supermercado Primor, um dos empreendimentos muito importantes que movimentam a economia e geram empregos para a população. Também caminhei pelo comércio de Samambaia para ouvir a população e comerciantes”, explicou.

Na ocasião, o governador aproveitou para fazer um balanço de sua atuação em Samambaia. “Na saúde inauguramos o Hospital Modular anexo ao Hospital Regional de Samambaia, além de uma UBS. Reformamos grande parte das escolas da região. Investimos em iluminação de LED nas principais avenidas. Recuperamos os equipamentos públicos da região a partir do Renova-DF”, disse.

O emedebista reforçou, ainda, que continuará melhorando a cidade. “O trabalho não vai parar. Samambaia pode continuar contando com nosso cuidado”, afirmou.

Vamos fazer o melhor pelo DF

A transparência em nossa gestão na presidência da Câmara Legislativa do DF, tem sido o principal pilar de nosso trabalho, e com ela, realizaremos mais pela nossa cidade.

Trabalhamos para que você, Brasiliense, tenha acesso a segurança, educação e saúde de qualidade.

Trabalho pelo DF, trabalho por você!

Deputado Rafael Prudente

Mais um suspeito do assassinato de Bruno e Dom é preso em São Paulo

Gabriel Pereira Dantas se entregou à Polícia Civil

A Polícia Civil de São Paulo anunciou a prisão de mais um suspeito de envolvimento no assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Philips. Trata-se de Gabriel Pereira Dantas, que se apresentou espontaneamente a policiais no centro da capital paulista, por volta das 6h desta quinta-feira (23).

“A versão desta pessoa tem fundamento. Ele realmente é de Manaus. Relata com muita riqueza de detalhes o que fez durante o período em Atalaia do Norte. E ele relata que acompanhou esse indivíduo, chamado Pelado, e participou dos atos que culminaram na morte dessas duas pessoas”, declarou o delegado Roberto Monteiro, da Delegacia Seccional do Centro. 

Pelado é o apelido de Amarildo da Costa Oliveira, que está preso desde o dia 7 de junho por envolvimento no duplo homicídio. Ele confessou participação no caso e levou os policiais até o local onde os corpos de Bruno e Dom foram enterrados. Além de Pelado, estão presos no Amazonas Jefferson da Silva Lima e Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos.

Ainda segundo o delegado, o suspeito que se entregou à Polícia havia fugido do Amazonas e passado pelo estado do Pará e Mato Grosso, até finalmente chegar a São Paulo. A prisão foi informada à Polícia Federal (PF), que está à frente das investigações. O suspeito permanecerá detido e um pedido de prisão já foi formulado à Justiça. A PF ainda não atualizou novas informações sobre o caso, incluindo a detenção deste outro suspeito. Ao todo, os investigadores apuram a participação de oito pessoas no crime.

Ontem (22), a PF informou que os exames periciais realizados nos remanescentes humanos de Bruno e Dom foram concluídos, com a confirmação da identificação de ambos. O trabalho foi feito no Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília. À tarde, os corpos foram enviados de avião da capital federal para serem entregues às famílias.

Ainda segundo a PF, o trabalhos dos peritos do Instituto Nacional de Criminalística continuarão nos próximos dias concentrados na análise de vestígios diversos do caso.

Vale do Javari

Na tarde de hoje (23), o procurador jurídico da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Eliesio Marubo, esteve em Brasília e conversou com jornalistas sobre a situação na região onde ocorreram os assassinatos. O Vale do Javari está localizado no extremo oeste do Amazonas.

Marubo defendeu a federalização das investigações sobre a morte de Bruno e Dom, criticou a atuação da Funai e acrescentou que a Univaja não está veiculada a questões político-ideológicas. “Na medida em que a Funai restringe a utilização de território, persegue as pessoas que ajudam os povos indígenas, servidores, ela é inimiga”, disse Marubo.

Na terça-feira (21), outro líder da Unijava, Beto Marubo, se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso e relatou ameaças recebidas por ele e outros indigenistas. Ele afirmou que deixou a área por recomendação das autoridades locais de segurança.

Após o desaparecimento de Bruno e Dom, a Funai destacou que realiza ações permanentes de fiscalização no Vale do Javari com órgãos ambientais e de segurança.

No início do mês, em entrevista à Voz do Brasil, o presidente da Funai, Marcelo Xavier, disse que, nos últimos 3 anos, foram R$ 82,5 milhões aplicados e mais de 1,2 mil ações fiscalizatórias em terras indígenas.

“Só para se ter uma ideia no [território] Yanomami, no ano passado, nós apreendemos mais de cem aeronaves, apreendemos também mais de 80 mil litros de combustível e mais de 30 mil quilos de minérios. Inúmeras prisões, busca e apreensões, lacração de postos de combustível que davam suporte para essa atividade ilegal”, disse Xavier.

Matéria alterada às 22h24 para acréscimo de informações sobre a Univaja.

Fonte: Agência Brasil

Câmara Legislativa inaugura galeria dos distritais que escreveram a Lei Orgânica do DF

Os 24 distritais da primeira legislatua da CLDF trabalharam na elaboração da “Carta fundamental do Distrito Federal” entre agosto de 1991 e junho de 1993 | Foto: Renan Lisboa (estagiário)/CLDF

Em cerimônia realizada na tarde desta quarta-feira (22), a Câmara Legislativa inaugurou a “Galeria dos Constituintes”, composta por retratos dos primeiros 24 deputados distritais eleitos pelos brasilienses, que foram responsáveis por elaborar a Lei Orgânica do Distrito Federal (LODF). Localizadas na entrada do plenário, as fotografias dos 21 homens (três deles já falecidos) e das três mulheres “lembrarão os esforços desse grupo de parlamentares para legar ao DF sua Carta fundamental”, discursou o primeiro presidente da CLDF, Salviano Guimarães, que está entre os homenageados.

A elaboração da Lei Orgânica foi considerada o maior desafio dos deputados que integraram a primeira legislatura (1991 a 1994) da Câmara Legislativa, instalada em 1º de janeiro de 1991. Os trabalhos para a elaboração da LODF foram iniciados em 2 de agosto daquele ano e concluídos no dia 8 de junho de 1993, quando a norma foi promulgada. No evento de hoje, além do reencontro de antigos colegas, os 16 parlamentares presentes puderam relembrar o processo do qual fizeram parte.

Salviano Guimarães avaliou que “cada um procurou trazer o melhor de si para as discussões que, às vezes, eram ásperas e contundentes, mas sempre respeitosas”. O ex-presidente também destacou a participação popular e que a Lei Orgânica do DF é reputada como “uma das mais avançadas do País”.

Ao que a ex-deputada Lúcia Carvalho, que mais adiante presidiu a Casa e foi a primeira mulher a presidir um Legislativo estadual, completou: “Uma das regras que nos colocou à frente foi a inexistência da aposentadoria parlamentar. Eu mesma, após três mandatos, me aposentei como professora”.

Também presente à inauguração, a ex-deputada Maria de Lourdes Abadia comparou a ocasião a um filme. “Consigo ver o nosso trabalho, por meio do qual conseguimos escrever a certidão de nascimento da democracia do DF”, afirmou, referindo-se ao fato de que, durante três décadas, a partir de 1960, os cidadãos não podiam escolher seus representantes: a autonomia política chegou com a instalação da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

“Tenho o maior orgulho de termos participado desse momento histórico”, completou.

Impossibilitado de comparecer ao evento, o ex-deputado José Ornellas, que em novembro passado completou 100 anos de idade, enviou mensagem em que, dirigindo-se aos ex-parlamentares, falou do “trabalho harmonioso” que os levou à promulgação da Lei Orgânica do DF.

Consolidação da democracia

Em nome da atual Mesa Diretora, o deputado Robério Negreiros (PSD), segundo secretário, saudou os distritais da primeira legislatura. O parlamentar reafirmou a importância da galeria – que se soma a outras duas: dos presidentes da Casa e das mulheres parlamentares – para a preservação da história do Legislativo local. Para ele, a localização da “Galeria dos Constituintes”, na entrada do plenário, “reveste-se de simbolismo”.

Os distritais constituintes foram ainda cumprimentados pelo deputado Professor Reginaldo Veras (PV). “Como aluno da Universidade de Brasília e sempre envolvido na política, como eleitor, acompanhei aqueles momentos e, agora, como professor de história e parlamentar, estou vivenciando a história concretamente”, declarou.

Também participou da solenidade o deputado Agaciel Maia (PL), que, juntamente com Negreiros e Veras, entregou diplomas alusivos à inauguração aos ex-deputados distritais presentes ao evento. Antes, a presidente do Conselho Curador de Cultura da CLDF, responsável pela instalação da “Galeria dos Constituintes”, Jane Marrocos, lembrou fatos históricos da carreira de cada um dos homenageados na política do DF, incluindo episódios pitorescos. Ao parabenizá-los, salientou o compromisso do grupo com a consolidação da democracia no DF.

Estiveram na Câmara Legislativa, nesta tarde, os seguintes ex-parlamentares: Agnelo Queiroz, Aroldo Satake, Carlos Alberto, Claudio Monteiro, Edimar Pireneus, Geraldo Magela, Gilson Araújo, José Edmar, Lúcia Carvalho, Manoel de Andrade, Maria de Lourdes Abadia, Maurílio Silva, Pedro Celso, Peniel Pacheco, Salviano Guimarães e Wasny de Roure. O ex-deputado Jorge Cauhy, falecido em 2005, foi representado pela filha Carine Cauhy.

Confira a cobertura fotográfica completa no Flickr da Agência CLDF.

Fonte: Câmara Legislativa-DF

Núcleo Rural Córrego do Arrozal, em Planaltina, ganha novos quebra-molas

Foram utilizadas cerca de 16 toneladas para construir três lombadas no trecho recentemente asfaltado na região; objetivo é evitar acidentes na pista

Obras atendem demanda encaminhada ao GDF pela população local | Foto: GDF Presente

Para controlar a velocidade dos veículos em circulação pelo novo trecho asfaltado do Núcleo Rural Córrego do Arrozal, que dá acesso à escola classe da região pela BR-020, o GDF Presente implantou três quebra-molas no local.

“Com o asfalto pronto, os motoristas passaram a andar mais rápido”, afirma o coordenador do Polo Norte do programa, Ronaldo Alves. “Por demanda da comunidade e também para prevenir acidentes, coube ao GDF Presente construir os quebra-molas.”

Executado por dez profissionais, o serviço foi feito durante dois dias, com uso de cerca de 16 toneladas de massa asfáltica. Também foram incluídas as placas verticais que alertam sobre as lombadas. A pintura dos quebra-molas com sinalização está a cargo do Departamento de Trânsito do DF (Detran).

Asfaltar a região era um pedido da comunidade, mas, com a conclusão do serviço, veio outra demanda. “Com um bom asfalto, [o trecho] acabou se tornando uma via de grande velocidade”, avalia o administrador de Planaltina, Célio Rodrigues. “Fazer esses quebra-molas é uma forma de antecipar problemas. É muito importante o governo ter essa firmeza na hora de finalizar obras há muito tempo inacabadas, entendendo a necessidade da população”.

Nascido e criado no Arrozal, Nicodemes de Paiva Lopes, 35 anos, diz que o serviço supriu uma preocupação da comunidade. “Os moradores estavam preocupados com a questão da segurança na pista, porque os carros estavam passando correndo; com esses quebra-molas, que ficaram muito bons, o problema foi sanado”, comemora.

Fonte: Agência Brasília

Jornada Zero Violência contra Mulheres e Meninas faz caminhada em Ceilândia

No encerramento da 5ª edição do programa, integrantes e voluntários da Secretaria da Mulher distribuíram cartazes de conscientização para os comerciantes locais

Uma caminhada pelo comércio de Ceilândia encerrou, na manhã desta quinta-feira (23), a edição do programa Jornada Zero Violência Contra Mulheres e Meninas na cidade. Integrantes e voluntários da Secretaria da Mulher, pasta idealizadora do projeto, distribuíram cartazes para serem afixados nos comércios, com os endereços e telefones dos equipamentos da rede de enfrentamento à violência de gênero.

De acordo com a secretária da Mulher, Vandercy Camargos, a ação é um chamamento para que a sociedade saiba que a mulher tem condições de buscar equipamentos públicos para atendimento e acolhimento dentro da própria região administrativa. “A mulher tem que se sentir segura e amparada na sua cidade e o GDF, que inclui a Secretaria da Mulher, e parceiros trabalham em prol disso. Nosso objetivo, de fato, é zerar a violência”, destaca Vandercy Camargos.

Ceilândia é a quinta cidade a receber uma edição do programa e possui 20 equipamentos públicos que prestam atendimento à mulher: três centros de referência em assistência social (Cras), Casa da Mulher Brasileira, Administração Regional de Ceilândia, Centro de Especialidade para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav) Flor de Lótus, Pró-Vítima, Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), cinco delegacias, sendo uma especializada em atendimento à mulher, dois batalhões da PM com Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid), quatro conselhos tutelares e o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam).

A subsecretária de Enfrentamento à Violência, Irina Storni, explica que a população não tem conhecimento desses equipamentos, por isso, em parceria com o Fundo de Populações da ONU (Unfpa), foi criado o programa Jornada Zero Violência Contra Mulheres e Meninas. “Afixamos cartazes no comércio para que toda a população tenha conhecimento de onde encontrar esse apoio. Caminhamos de comércio em comércio para fazer esse trabalho de conscientização. Não queremos negociar e diminuir a violência, queremos zerar”, ressalta Irina Storni.

A feirante Fátima Ribeiro, 40 anos, trabalha em uma banca na Feira de Ceilândia há três anos e achou a iniciativa muito importante. Ela colocou o cartaz de forma bem visível em sua loja. “Muita mulher tem medo de pedir ajuda, de conversar com alguém. Então, com esse cartaz, a mulher que vem aqui e precisa de apoio pode olhar o cartaz e saber que tem um local perto dela. Na semana passada, minha filha de 15 anos presenciou uma mulher espancada aqui na feira. Ela correu e chamou uma viatura. Ela tem pouca idade e já tem essa consciência. Todos nós precisamos ter”, comenta.

Ademar de Moraes, 37 anos, é gerente de uma loja de calçados no centro de Ceilândia e recebeu a comitiva de forma acolhedora. “Violência contra a mulher é algo que nunca deveria existir. Na verdade, homem e mulher têm que entrar nessa luta. O ser humano tem que se conscientizar e acabar com a violência”, defendeu o gerente.

O exemplo arrasta

Jucemar Penha do Nascimento, 58 anos, era uma das voluntárias que estava distribuindo cartazes pelo comércio em apoio à ação organizada pela Secretaria da Mulher. A pensionista faz cursos na Casa da Mulher Brasileira, conseguiu resolver problemas pessoais e, como gratidão, é voluntária em ações que envolvam a casa. “Uma vez fui lá em busca de ajuda e consegui resolver meu problema. Eu cuido de três netos e, quando tenho curso e preciso leva-los, eles são bem cuidados e ficam na brinquedoteca. Fico tão feliz lá que tenho como minha segunda casa”, celebra Jucemar.

A doméstica Jonelice Vieira, 63 anos, também é frequentadora da Casa da Mulher Brasileira e estava entregando os cartazes pela rua com muita animação. “Minha vizinha conseguiu resolver o problema dela lá na casa e me levou para tentar me ajudar a resolver os meus. Gosto muito do trabalho que é oferecido lá. Cheguei com depressão e hoje já sou outra pessoa. Agora ajudo com muito carinho”, informa Jonelice Vieira.

Semana de ações

Nesta semana, Ceilândia recebeu diversas atividades do programa Jornada Zero. O primeiro encontro foi na segunda-feira, (20), na Casa da Mulher Brasileira, com a apresentação do projeto. Na terça-feira (21), equipe da Secretaria da Mulher caminhou pela região para apresentar os equipamentos da rede de enfrentamento à violência de gênero à comunidade.

Na quarta-feira (22), representantes da regional de ensino de Ceilândia participaram das atividades em um bate papo na Casa da Mulher Brasileira. O encontro, conduzido pela psicóloga Iêda Santana, foi feito para destacar a importância do engajamento da comunidade no combate à violência de gênero. A ideia foi de reforçar o papel das escolas e dos educadores para a identificação e para a prevenção da violência doméstica e familiar, para que sejam multiplicadores de informações sobre a rede de apoio e de enfrentamento a este tipo de crime, além de orientar a comunidade sobre onde encontrar ajuda, denunciar e buscar ajuda.

Ainda na quarta, servidores da administração regional se reuniram para falar sobre masculinidade tóxica, sobre a responsabilidade dos homens quando o assunto é violência de gênero e para discutir soluções para o machismo. Eles assistiram à palestra do psicólogo Luiz Henrique Aguiar, coordenador do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) da 102 Sul.

Fonte: Agência Brasília