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Nos Emirados Árabes, ministro Silvio Costa Filho se reúne com autoridades e setor produtivo sobre logística integrada

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, se reuniu nesta quarta-feira com o secretário de Infraestrutura e Transportes dos Emirados Árabes, Xeique Mohammed Al Mansouri

Ampliação da conectividade aérea e modernização portuária também constou da agenda do segundo dia de missão oficial em Dubai


O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, se reuniu nesta quarta-feira com o secretário de Infraestrutura e Transportes dos Emirados Árabes, Xeique Mohammed Al Mansouri, em seu segundo dia de agenda oficial em Dubai. Entre os principais temas da missão, o ministro busca reforçar e estabelecer parcerias sobre logística integrada, ampliação da conectividade aérea e diversificação de rotas entre Emirados Árabes e Brasil, além de atrair investimentos para a carteira de projetos do Ministério, que inclui arrendamentos e concessões de portos, aeroportos e hidrovias.
 

“Foi uma reunião muito produtiva. Conversamos sobre logística integrada, descarbonização e modelos de modernização portuária, que fazem dos Emirados uma referência mundial”, afirmou o ministro. “Essa troca é fundamental para aproximar o Brasil de tecnologias avançadas, atrair investimentos e fortalecer o trabalho que estamos conduzindo no governo do presidente Lula para modernizar nossos portos e corredores logísticos”, acrescentou.
 

Entre outros objetivos da agenda, que prevê reuniões com o setor público e privado dos Emirados Árabes, estão temas para estreitar a cooperação técnica e a parceria tecnológica entre os dois países e dialogar sobre a agenda da sustentabilidade, descarbonização do transporte marítimo e expansão dos biocombustíveis. No primeiro dia de missão, na terça-feira (18), o ministro percorreu a Dubai Airshow, feira comercial global da indústria aerospacial, com mais de 1.500 expositores e 148 mil participantes.
 

Também na manhã desta quarta-feira, Costa Filho se reuniu CEO da Dnata, Steve Allen, que opera em vários aeroportos do Brasil, para debater parcerias que fortaleçam a aviação brasileira. “A Dnata tem uma importância institucional significativa para nosso país e demonstra a confiança que que cada vez mais o mercado internacional tem no Brasil e na aviação brasileira”, afirmou o ministro. “Queremos cada vez mais estreitar as nossas relações e, por orientação do presidente Lula, ampliar a agenda internacional, que é fundamental para o desenvolvimento do Brasil, e a Dnata faz parte dessa construção coletiva”, acrescentou.
 

Ampliação da malha aérea

Com o objetivo de aumentar a conectividade aérea e diversificar as rotas de voos internacionais para o Brasil, Costa Filho se reuniu com Tim Clark, presidente da Emirates Airlines, uma das maiores companhias aéreas do mundo. Entre os assuntos acordados na reunião está a possibilidade da empresa ampliar, a partir dos próximos anos, o número de voos para o país, com foco no Nordeste. “Nós tivemos uma reunião muito produtiva e otimista com representantes da Emirates e tenho certeza que teremos novas operações aéreas para o nosso país. Estou trabalhando fortemente para levar um voo de Dubai, da Emirates, para o Nordeste”, assegurou.
 

Com uma frota estimada em 260 aeronaves das fabricantes Airbus e Boeing, a Emirates Airlines possui operações aéreas em 148 destinos espalhados em todos os continentes. No Brasil, a companhia possui conexões nos aeroportos de São Paulo/Guarulhos e Rio de Janeiro/Galeão, além de contar com acordo de codeshare – parceria comercial entre companhias aéreas para vender assentos em voos que são operados por uma empresa associada – com Azul, Gol e Latam.
 

IBP debate cooperação internacional e descarbonização do setor de transporte

Presidente do IBP participa de discussão sobre cooperação internacional e ações para reduzir emissões no setor de transporte

 Acelerar a descarbonização, com base na realidade atual da sociedade para a construção de um processo de transição energética justo e a redução de emissões no setor de transporte foram discutidos pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) nesta terça-feira, 18/11, na COP30, em Belém.

O painel “Assumindo Nossa Responsabilidade Compartilhada: Forjando um Futuro Verde e de Baixo Carbono”, realizado na EY House, reuniu especialistas do Brasil e da China para debater caminhos concretos para acelerar a descarbonização, com foco em tecnologia, cooperação internacional e responsabilidade climática no setor de energia.

O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, destacou que a transição energética precisa ser construída com base na realidade atual e não em expectativas simplificadas. Para Ardenghy “o grande equívoco que podemos cometer é acreditar em soluções simples para problemas complexos”. O presidente do IBP destacou também avanços recentes do setor no Brasil “reduzimos as emissões no setor de óleo e gás em 5,8 por cento de 2022 para 2023, ao mesmo tempo em que aumentamos a produção em 13 por cento”. Esse dado comprova que é possível avançar na oferta de energia enquanto se reduz a pegada de carbono, desde que se invista em soluções tecnológicas como CCS, florestas costeiras, manejo de manguezais e otimização operacional.

O painel contou também com a participação de Yeuhua Huang, presidente Brasil da CNOOC, que destacou o compromisso chinês com o pico de carbono antes de 2030 e a neutralidade até 2060, além de apresentar projetos que combinam captura de carbono, gás natural e energias renováveis. Para Huang, “o Brasil tem imenso potencial para eólicas offshore e a China está comprometida em cooperar com sua experiência para apoiar as metas nacionais”.

O consultor sênior da Transpetro, Newton Sobrinho, ressaltou que a transição energética deve preservar a infraestrutura construída nos últimos 170 anos e garantir empregos e crescimento econômico. “Precisamos preparar pessoas e empresas para a transição, sem destruir o que sustentou nossa economia por décadas”.

Já Rafael Tello, presidente global da Ambipar e moderador do debate, reforçou que “a confiança pública e a clareza das ações empresariais são fundamentais para consolidar avanços”.

Gerard Gallagher, líder de sustentabilidade da EY para a Europa, Oriente Médio, Índia e África, destacou o estudo do IBP sobre descarbonização, além da necessidade da “construção de um road map pragmático que coloque em prática todas as ideias já debatidas e mencionou que a integração tecnológica entre países é um pilar fundamental e que nesse sentido, publicações como a do IBP que reúne mais de 50 tecnologias para transição energética e descarbonização são fundamentais em um cenário que precisa considerar a mitigação completa das emissões de metano”.

Conexão Brasil x Itália

Já Brasil e Itália possuem grande potencial para impulsionar ações para a descarbonização do setor de transporte a partir dos biocombustíveis. No painel “The Brazil and Italy Connection through Biofuels for the Descarbonization of Hard-to-Abate Transport Sector”, no Pavilhão Italiano da COP 30, o presidente do IBP destacou a oportunidade de alinhar capacidades tecnológicas, produtivas e logísticas entre os dois países. “O que discutimos aqui é a questão dos biocombustíveis e o papel que Itália e Brasil podem ter nesse setor. O Brasil é um grande produtor. A Itália apoia essa ideia de aumentar a produção de biocombustíveis para descarbonizarmos, especialmente nossa matriz de transporte”, afirmou Roberto Ardenghy.

Representante do governo italiano, Alberto Pella, do Ministério de Meio Ambiente e Segurança Energética, reforçou o compromisso da Itália com o avanço global dos biocombustíveis sustentáveis. “Para nós, o papel do sistema de biofuels é claro e pragmático. Eles têm função estratégica na aviação, no transporte marítimo e no rodoviário”, destacou.

Já David Chiaramonti, chair da Biofuture Platform, lembrou que a cooperação mostra resultados concretos por meio de estudos recentes da Agência Internacional de Energia (IEA) indicando que a cadeia global dos biocombustíveis está avançando para emissões negativas, com benefícios adicionais ao solo e ao uso da terra. “Os biocombustíveis sustentáveis são uma solução disponível agora, aplicável na infraestrutura atual, enquanto tecnologias como hidrogênio e amônia avançam no longo prazo. E o Brasil é o país mais importante do mundo nessa área”, afirmou.

A moderadora Helena Gressler, chefe da divisão de energia e mineração do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, destacou que o tema da sustentabilidade precisa ser entendido de forma integrada, considerando economia, meio ambiente e impacto social. “O biofuel não será solução para todos, mas é uma oportunidade concreta para muitos países. Nosso papel é compartilhar experiências e tornar visíveis os benefícios potenciais dessa agenda”, afirmou.

Projetos da Apta são destaque no maior evento científico de aquicultura do país

Instituto de Pesca e Apta Regional apresentam pesquisas no Aquaciência 2025

Durante a 11ª edição do Congresso Brasileiro de Aquicultura e Biologia Aquática – Aquaciência, que aconteceu concomitantemente com o IV Encontro Latino-americano de Patologistas de Organismos Aquáticos (Elapoa), encerrado no último dia 14, em Campos do Jordão, pesquisadores e técnicos do Instituto de Pesca (IP-Apta) e da Apta Regional tiveram a oportunidade de apresentar um pouco do trabalho de ponta feito pelas instituições na área. Os dois institutos concentram as ações de pesquisa ligadas ao tema no âmbito da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP e sua atuação têm impacto direto sobre a cadeia produtiva do pescado no estado.

Com 32 trabalhos apresentados nessa edição, o IP se consolida como instituição referência quando se fala em pesquisa para a aquicultura paulista. Entre os destaques, cabe citar as ações voltadas à promoção da sanidade e o combate a doenças emergentes na piscicultura. A pesquisadora do IP Cláudia Maris Ferreira trouxe resultados preliminares de um projeto com apoio da Fapesp que pesquisou durante 3 anos o ISKNV [Vírus da Necrose Infecciosa do Baço e Rim], que acomete tilápias e é um patógeno emergente. “Fizemos um rastreamento para ver onde ele estava presente no estado de SP e também tivemos a oportunidade de mapear o genoma completo desse vírus”, diz Cláudia. De acordo com ela, os dados genéticos já estão disponíveis nos bancos moleculares e podem ser utilizados, por exemplo, como subsídio para fabricação de vacinas por outros grupos de pesquisa.

Outra descoberta que a pesquisadora levou para o Congresso foi que o ISKNV não tem sofrido mutações. “Encontramos que esse vírus, que foi oficialmente notificado no país em 2020, não se modificou nos últimos 5 anos. Isso significa que vai ser mais fácil fabricar uma vacina contra ele”, anima-se a especialista. Por outro lado, as pesquisas mostraram que, devido às mudanças climáticas, o vírus passou a surgir em períodos do ano que antes registravam poucos casos, deixando de apresentar caráter sazonal. “Outro resultado importante se refere ao isolamento desse vírus em cultivo celular. Com os recursos desse projeto Fapesp, pudemos montar no Instituto de Pesca um laboratório de cultivo celular que trabalha exclusivamente com células de organismos aquáticos, sendo um dos poucos do país com esse viés”, informa Cláudia.

Já Cibele Silva, técnica de apoio à pesquisa do IP e estudante do Programa de Pós-graduação do Instituto, apresentou no evento resultados preliminares de seu projeto de mestrado, que visou identificar algumas das principais dificuldades enfrentadas pelos aquicultores paulistas. “Fizemos um levantamento dos desafios dos produtores que se apresentaram nas maiores feiras nacionais e internacionais da área de pescado no estado de SP, a Seafood Show e a Aquishow Brasil, nos anos de 2022 a 2024”, detalha Cibele. Dentro desses eventos, a técnica de pesquisa realizou entrevistas diretas com os produtores participantes e chegou a questões como transporte, logística, marketing, capacitação e treinamento e sanidade. A partir daí, agrupou os problemas em função do tipo de solução que demandariam, divididas em inovações tecnológicas e não-tecnológicas. “Fizemos essa classificação, aplicamos análises estatísticas e descobrimos que os desafios predominantes são de caráter não-tecnológico, como burocracia e legislação, por exemplo”, comenta a pós-graduanda. Segundo ela, um possível caminho passaria pela aproximação com atores da cadeiaque desenvolvem soluções aplicadas. “Observa-se que, mesmo no universo dos grandes produtores, existe um espaço significativo para startups spin-offs estabelecerem conexões comerciais entre a indústria, o setor produtivo e as instituições de P&D, promovendo novas oportunidades de negócio e parcerias estratégicas”, avalia Cibele.

Mercado do pescado

Com foco em oferecer soluções tecnológicas que atendam as demandas produtivas de cada região do estado, a Apta Regional esteve presente no evento com trabalhos realizados em suas unidades de Presidente Prudente, Pariquera-Açu, Pindamonhangaba e Monte Alegre do Sul. No total foram 11 trabalhos voltados a diferentes aspectos da cadeia do pescado.

“Trouxemos para o Aquaciência alguns trabalhos relacionados a um projeto financiado pela Fapesp para estudar a cadeia produtiva de carne de peixe no Brasil, além de fazer uma avaliação estadual e também regional da oferta de produtos comercializados no varejo e da demanda dos consumidores”, coloca o pesquisador da Apta Regional de Presidente Prudente Ricardo Firetti. Dentre esses, o pesquisador destaca dois, relacionados à oferta de produtos de pescado em supermercados e à preferência dos consumidores por esses produtos. “No trabalho sobre a oferta de produtos de pescado no varejo, a gente levantou informações em 140 pontos de venda, situados em 23 cidades de 10 regiões de SP, e foram catalogados 5200 produtos”, conta Firetti. Na parte de demanda, a equipe entrevistou presencialmente 2600 pessoas para entender comportamento e preferências de consumo no estado todo, com um foco maior na região metropolitana de São Paulo. “Encontramos que, embora apenas 30% das pessoas hoje tenham um consumo semanal de pescado, cerca de 70% disseram que gostariam de poder consumir toda semana”, pontua o pesquisador, enfatizando que o preço de venda dos produtos é o maior entrave para o aumento do consumo.

Firetti aponta que a tilápia chamou atenção em ambos os levantamentos, sendo muito conhecida das pessoas e também muito encontrada no varejo, a ponto de estar presente em cerca de 20% dos produtos identificados na pesquisa de oferta. “Uma outra coisa muito interessante na parte da demanda é que, embora as pessoas comprem muito peixe congelado, a preferência ainda é por peixe resfriado e cortado no próprio local, compreendendo mais da metade dos entrevistados”, enfatiza o especialista.

Com a presença de pesquisadores de diversas unidades, o Aquaciência é também uma oportunidade para discutir parcerias e os rumos da pesquisa em aquicultura na Apta Regional. Além de Firetti, a equipe contou com Eder Pinatti, Eidi Yoshihara, Patrícia Turco, Sergio Schalch, Tatiana Ueno, Camila Corrêa e Célia Scorvo. “A participação no evento é uma forma de fortalecer a área de aquicultura dentro da Apta Regional”, conclui a pesquisadora Patrícia.

Sobre o Aquaciência

O Congresso Brasileiro de Aquicultura e Biologia Aquática – Aquaciência é o maior evento científico de aquicultura e biologia aquática do país. Promovido pela Aquabio desde 2004, reúne os principais expoentes da aquicultura nacional. Ao longo das onze edições realizadas, atrai um número cada vez maior de pesquisadores, estudantes, produtores e empresários do Brasil e do exterior que estão na vanguarda do conhecimento científico, com o propósito de inovar e fomentar o desenvolvimento da aquicultura sustentável e o conhecimento sobre a biologia aquática. A edição de 2025 aconteceu de 11 a 14 de novembro em Campos do Jordão-SP.

iugu lança episódio especial do podcast Resenha B2B com balanço do primeiro ano do iGaming e projeções para 2026

Conversa reúne líderes do setor para discutir conquistas, desafios e próximos passos após o primeiro ano de regulamentação do mercado de apostas no Brasil

A iugu, empresa de tecnologia especializada em infraestrutura financeira, lança o quinto episódio da temporada especial do podcast Resenha B2B, dedicado ao universo do iGaming. O novo programa faz um balanço do primeiro ano da regulamentação do setor e projeta as perspectivas para 2026, em um momento decisivo para a consolidação da indústria no Brasil.

Com o título “Balanço do 1° Ano e Perspectivas do Setor para 2026”, o episódio reúne Monara Shainny, CEO da PlayerCore; Valter Junior, Diretor de Assuntos Regulatórios da Oddsgate; e Rodrigo Martinez, CRO da Lucky Gaming, em uma conversa mediada por Ricardo Destaole, Head de Bets da iugu.

No programa, os convidados analisam os avanços alcançados em 2025, como o fortalecimento da confiança do público, a profissionalização das operações e a consolidação da regulamentação, e os desafios que ainda permanecem, como o combate ao mercado ilegal e a necessidade de ampliar a educação do setor.

“O primeiro ano de mercado regulado foi um divisor de águas. Consolidamos um ecossistema mais seguro, com práticas mais responsáveis e sustentáveis. Agora, o desafio é manter o ritmo de profissionalização e aprimorar compliance, tecnologia e governança para sustentar o crescimento”, avalia Ricardo Destaole, Head de Bets da iugu.

Para Monara Shainny, o momento é de amadurecimento e oportunidades. “A regulamentação separou quem realmente está comprometido em operar de forma correta e eficiente. As empresas que entenderam isso estão preparadas para crescer em 2026 com mais planejamento e diferenciação”, afirma.

Já Valter Junior destacou o ganho de credibilidade do mercado e a importância do novo ciclo regulatório. “A regulamentação trouxe confiança e previsibilidade. É natural que ajustes ocorram, mas o fato de o Brasil adotar uma das estruturas mais criteriosas do mundo mostra o quanto estamos no caminho certo”, reforçou.

Rodrigo Martinez também enfatizou o papel da informação e da transparência na consolidação do setor. “Profissionalização, retenção de talentos e combate à desinformação são pontos-chave para que o iGaming continue crescendo com solidez e responsabilidade”, disse.

O episódio encerra a temporada regular do Resenha B2B – Especial iGaming, que ao longo de 2025 abordou temas como regulamentação, protagonismo feminino, mercado de trabalho, jogo responsável e balanço do setor. Os episódios estão disponíveis no site da iugu e no canal oficial da empresa no YouTube.

Sobre a iugu 

A iugu é uma empresa brasileira de tecnologia que oferece um ecossistema completo de infraestrutura financeira. Fundada em 2012, conta com cerca de 200 colaboradores e atende mais de 100 mil contas ativas de diversos setores econômicos, como educação, empresas de SaaS, saúde e igaming. A companhia tem entre seus investidores o Grupo Goldman Sachs e é a 25ª licenciada pelo Banco Central como Instituição de Pagamento regulamentada.

Prefeito de Itaju/SP cumpre agenda no Ministério da Saúde para fortalecer ações na Atenção Primária

Gestores municipais discutem programas federais e apresentam demandas prioritárias ao governo

“Estar em Brasília é fundamental para garantir que a nossa cidade seja ouvida e tenha acesso direto às políticas públicas.”
— prefeito Jerri da Fátima

O prefeito de Itaju/SP, Jerri da Fátima, acompanhado do vice-prefeito Welligton Luis Pegorin, esteve em Brasília nesta terça-feira (data) para uma agenda institucional no Ministério da Saúde. A visita teve como objetivo apresentar as principais demandas do município, discutir projetos em andamento e aprofundar o diálogo sobre iniciativas federais voltadas para a Atenção Primária.

Durante o encontro, os gestores foram recebidos pela equipe da assessoria do ministro Alexandre Padilha, que apresentou os principais programas do governo federal destinados ao fortalecimento da rede municipal de saúde. Entre os temas abordados, ganharam destaque o programa Agora Tem Especialistas, novos investimentos para estruturação dos serviços locais e estratégias de ampliação do acesso da população a atendimento qualificado.

O prefeito Jerri ressaltou a importância da viagem e da interlocução direta com o Ministério da Saúde.
“Vir pessoalmente a Brasília faz toda a diferença. Aqui conseguimos explicar nossas realidades, apresentar nossos projetos e buscar soluções que realmente chegam à ponta. Fomos muito bem recebidos, tivemos espaço para mostrar as necessidades de Itaju e voltamos para casa com perspectivas positivas para avançar na saúde do nosso município”, afirmou.

A visita foi conduzida pela equipe da assessoria ministerial e finalizada em reunião com o assessor Humberto Tobé, responsável pela interlocução com gestores municipais paulistas.

Governo Federal anuncia criação de programas de descarbonização da navegação durante a COP30

Iniciativas visam reduzir emissões de gases, promover eficiência energética e modernizar portos e hidrovias - Foto: Eduardo Oliveira/MPor

Iniciativas lançadas pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) visam reduzir emissões de gases, promover eficiência energética e modernizar infraestruturas portuárias e hidroviárias, alinhando o setor à agenda climática global


O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou nesta terça (18), em Belém (PA), a criação do Programa Nacional de Descarbonização de Portos (PND-Portos) e do Programa Nacional de Descarbonização da Navegação (PND-Navegação). A portaria que institui as iniciativas foi assinada pelo ministro em exercício, Tomé Franca, durante um ato oficial, como parte da programação do MPor na COP30.
 

A medida representa um marco na agenda climática do ministério e consolida o compromisso do Brasil com a Política Nacional sobre Mudança do Clima e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
 

Também participaram do ato Thayrine Oliveira, secretária-executiva adjunta; Otto Luiz Burlier, secretário nacional substituto de Hidrovias e Navegação; e Bruno Neri, diretor de Novas Outorgas e Políticas Regulatórias Portuárias.
 

Os programas são instrumentos centrais para a implementação da Política de Sustentabilidade do Ministério, instituída pela Portaria 58, de 2025 e visam reduzir progressivamente as emissões de gases de efeito estufa (GEE), incentivar a eficiência energética e modernizar as infraestruturas portuárias e da navegação nacional. A iniciativa alinha o Brasil à agenda global de transição energética e inovação tecnológica.
 

O ministro em exercício do MPor, Tomé Franca, destacou a relevância desta iniciativa como um passo concreto para a transição energética no setor. “Assinar esta portaria aqui, em Belém, no coração da COP30, é um passo concreto e decisivo do MPor. O PND-Portos e o PND-Navegação são instrumentos que vão guiar a transição energética do setor aquaviário, alinhando o Brasil às melhores práticas globais. Estamos criando os incentivos para reduzir emissões de gases de efeito estufa, modernizar a frota com combustíveis sustentáveis e tornar nossos portos mais eficientes”, disse.
 

Bruno Neri representou o MPor em mesa-redonda sobre o tema, ocasião em que destacou o compromisso do ministério. “É motivo de alegria assinarmos esta portaria num evento tão especial, como é a COP30, pois isso é uma confirmação do compromisso que nós, como ministério, através do ministro Silvio Costa Filho, temos assumido em relação à política de sustentabilidade”, disse.


Ações estratégicas

Os programas serão estruturados em cooperação com outros atores públicos e privados. O PND-Portos, sob responsabilidade da Secretaria Nacional de Portos (SNP), estará focado na gestão de emissões diretas e indiretas, na adoção de energia limpa, na eletrificação de equipamentos e na inclusão de critérios de sustentabilidade nos contratos de concessão portuária.
 

Já o PND-Navegação, liderado pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), irá contemplar o incentivo a combustíveis sustentáveis, o aprimoramento da eficiência operacional, a modernização da frota e o fortalecimento da infraestrutura de abastecimento.
 

A estruturação técnica dos programas conta com o apoio do Laboratório de Transportes e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina (LabTrans/UFSC). Este apoio técnico inclui o planejamento da transição energética no transporte aquaviário e a criação de uma solução integrada para registrar, monitorar e divulgar os indicadores climáticos do setor.
 

A portaria fortalece a governança climática do MPor e traduz em ações concretas os compromissos internacionais assumidos pelo país, tornando-se uma referência para a construção de uma matriz logística de baixo carbono e resiliente.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Grupo mexicano anuncia a compra das operações da Motiva nos aeroportos do Brasil

Grupo mexicano vai ampliar relações comerciais entre Brasil e México e fortalecer turismo de negócios e de lazer - Foto: Aeroporto Confins/Divulgação

O anúncio foi feito hoje ao ministro do MPor, Silvio Costa Filho, que ressaltou o fortalecimento do mercado da aviação brasileira
 


O grupo mexicano Aeropuerto de Cancún, subsidiária do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), anunciou nesta terça-feira (18) ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a aquisição da operação da Motiva (ex-CCR) no Brasil, que administra 17 aeroportos no país, em nove estados, incluindo o aeroporto de Confins (MG) e o aeroporto de São Luís (MA). A operação tem valor total de R$ 5 bilhões e envolve ativos em outros países da América Latina. A empresa mexicana possui ampla experiência em gestão aeroportuária. O grupo, atualmente, opera nove aeroportos no México e outros sete na América Latina.


“A vinda de um player mexicano vai ampliar as relações comerciais entre Brasil e México e fortalecer o turismo de negócios e de lazer entre os dois países. Nós estamos falando da maior transação aeroportuária em curso no mundo”, afirmou o ministro. “O investimento de R$ 5 bilhões por uma operadora internacional no Brasil é uma demonstração de confiança no crescimento da aviação no país”, acrescentou.


“Esses novos investimentos dialogam com a agenda do Ministério de Portos e Aeroportos de buscar a ampliação de novas concessões no Brasil. Nós estamos vivenciando o maior volume de investimentos da história em infraestrutura do setor aeroportuário. Nesses últimos dois anos e meio do governo Lula, já incluímos quase 30 milhões de passageiros a mais na aviação brasileira, o que é fruto do crescimento econômico e do turismo no Brasil”, acrescentou o ministro.


O ministro evidenciou a possibilidade de ampliação dos voos entre os dois países e de incremento do turismo de lazer e de negócios. Pela posição geográfica estratégica dos dois países da América Latina, ao sul e ao norte, Brasil e México podem ser hubs aeroportuários, com conexão entre Estados Unidos e os países sul-americanos.


A operação representa ainda maior dinamismo e diversidade para o setor aeroportuário brasileiro, que passará a ter outro operador estrangeiro. A aquisição reflete também, na opinião do ministro, a atratividade do setor de transporte aéreo nacional, valorizando os ativos brasileiros e criando novas oportunidades de negócio para outros aeroportos no país.


Neste ano, de janeiro a setembro, foram registrados 1.375 voos entre os dois países, uma alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado, e 253 mil passageiros transportados, com crescimento de 15,4% frente a 2024.


Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Governador entrega Cartão Material de Construção a 45 famílias de Santa Luzia, na Estrutural

Governador entrega Cartão Material de Construção a 45 famílias de Santa Luzia, na Estrutural | Foto: George Gianni/VGDF

O governador Ibaneis Rocha entregou, neste sábado (15), 45 cartões Material de Construção, um auxílio financeiro no valor de R$ 15 mil para construção e reforma de casas, a famílias do bairro Santa Luzia, na Estrutural. O programa, gerido pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab), é destinado a pessoas desalojadas, desabrigadas em situação de emergência ou que estejam passando por estado de calamidade.

Na mesma cerimônia — que contou ainda com as presenças de autoridades como a vice-governadora Celina Leão e o secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha —, o governador também assinou a ordem de serviço para a implantação de saneamento integrado no bairro, com investimento de R$ 92 milhões, e promoveu a entrega das primeiras casas com fornecimento de energia elétrica regular na área, em parceria com a Neoenergia. 

“Quando o projeto [de saneamento] me foi apresentado, que nós conseguimos os recursos através do financiamento da Caesb, nós não sabíamos o que faríamos, porque íamos deixar a rua arrumada com água e energia, mas, dentro da casa, as pessoas ainda com dificuldades, muitas sem ter um banheiro, muitas sem ter dignidade na sua cozinha. Então, eu pedi para cadastrar todas as famílias dessa primeira rua, depois vamos fazer rua por rua, e cada um deles, além dos benefícios que vão ter, água encanada, energia colocada dentro de casa, estão recebendo também um Cartão Material de Construção no valor de R$ 15 mil para que possam reformar as suas moradias e ter dignidade nas suas vidas”, destacou o chefe do Executivo. “E o Marcelo [Fagundes, presidente da Codhab] está encarregado, depois da infraestrutura pronta, de trabalhar para entregar a escritura de cada um imóvel para que essas famílias tenham paz e sossego para criar os seus filhos”, acrescentou.

Só nestes 45 cartões, foram investidos R$ 675 mil, beneficiando cerca de 200 pessoas. Desde o lançamento do programa, 198 famílias receberam o auxílio. Todas elas viviam em áreas de risco e, além do valor, receberam também um lote gratuito no Residencial Tamanduá, no Recanto das Emas.

O presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, destacou o impacto social do Cartão Material de Construção e das obras que começam pelo setor. Segundo ele, a entrega marca o início de uma transformação profunda em Santa Luzia. “Gosto de pensar nele como um cartão dignidade, um cartão de transformação, porque ele vai mudar a vida dessas pessoas”, afirmou. 

Fagundes lembrou que as famílias da região vivem há décadas em condições precárias e insalubres, e que agora o governo chega “trazendo asfalto, saneamento, água, energia e permitindo a reforma das moradias para que as pessoas possam viver com a dignidade que merecem”. Para ele, o conjunto das ações representa “uma grande transformação em uma área historicamente crítica, que a partir de hoje começa a mudar a vida de milhares de pessoas”. 

Vida nova 

A cuidadora Luzia Melo, 56 anos, mora há 11 anos na Estrutural e é uma das beneficiárias do Cartão Material de Construção. Ela recordou que, ainda em 2018, durante a primeira campanha ao governo, Ibaneis Rocha visitou o bairro e prometeu que Santa Luzia não seria removido, mas, sim, urbanizado. “A gente escolheu um lugar para morar e ele disse que mudava a lei, mas não mudava o Santa Luzia de lugar”, contou. 

Para ela, receber o cartão e ver o início da infraestrutura é como realizar um sonho aguardado há anos. “A gente viveu muito tempo na precariedade, começou a construir um tijolinho de cada vez. Agora, esse tijolo espera virar uma casa bonita, com rua asfaltada, água, luz e endereço oficial”, disse Luzia, que ainda afirmou estar especialmente feliz porque, com a regularização e a chegada da energia, poderá receber correspondências em casa pela primeira vez.

Critérios 

Entre as emergências atendidas pelo projeto estão incêndios, eventos climáticos e geo-hidrológicos, chuvas intensas, alagamentos, inundações, enxurradas, vendavais, deslizamentos e realocações de área de risco. Todas elas devem ser devidamente confirmadas pela Defesa Civil em colaboração com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

Para receber o auxílio, além de estar enquadrado nessas situações emergenciais, é preciso ganhar até cinco salários mínimos e ter morado no Distrito Federal ao longo dos últimos cinco anos. Cumpridos os requisitos, a família atendida recebe um cartão magnético emitido pelo Banco de Brasília (BRB) com o valor, que fica disponível para uso por até 90 dias.

Cisamu recebe equipe do Ministério da Saúde e debate melhorias no atendimento pré-hospitalar

Visita em Taubaté reforça integração entre município e governo federal para qualificar o serviço prestado à população.

O Cisamu Vale do Paraíba e Região Serrana recebeu na quinta-feira, 13 de novembro de 2025, na Base Central do Samu em Taubaté-SP, a visita do assessor do Ministério da Saúde, Humberto Tobé, que representou o ministro Alexandre Padilha. O encontro reuniu autoridades municipais, entre elas o prefeito de Taubaté, Sérgio Victor, o vereador Isaac do Carmo, o secretário de Saúde, Dr. Carlo Guilherme Silveira, e o diretor de Saúde, Dr. Marcelo Gash.

Durante a visita, foram apresentados dados de atendimentos, a estrutura operacional do serviço e as principais demandas para o fortalecimento do atendimento pré-hospitalar na região. As lideranças locais detalharam desafios do cotidiano e destacaram a necessidade de investimentos contínuos para ampliar a eficiência do Samu.

Segundo o Cisamu, o diálogo reforçou a importância da integração entre municípios e governo federal. A instituição destacou que a parceria é essencial para aprimorar a qualidade da assistência oferecida à população, garantindo um serviço “cada vez mais resolutivo, ágil e humanizado”.

Humberto Tobé afirmou que a troca de informações e o alinhamento conjunto ajudam a direcionar ações, fortalecer políticas públicas e assegurar que as necessidades regionais cheguem à esfera nacional. O Cisamu ressaltou ainda que “trabalhar em rede é unir forças por uma saúde pública mais eficiente e acessível para todos”.

A visita foi concluída com o compromisso de continuidade da cooperação entre as esferas municipal e federal, com foco na melhoria constante do atendimento pré-hospitalar na região

Prefeito Juliano, de Mendonça (SP), reforça parceria com o Ministério da Saúde em agenda oficial em Brasília

Gestor apresentou demandas municipais e conheceu novos programas federais voltados ao fortalecimento da saúde pública

O prefeito Juliano, do município de Mendonça (SP), esteve em Brasília para uma série de reuniões no Ministério da Saúde, em uma agenda dedicada ao fortalecimento da interlocução entre o governo federal e os municípios paulistas. A visita teve como foco principal apresentar as prioridades locais, alinhar investimentos e conhecer de perto as novas iniciativas estruturantes que o ministério vem implementando em todo o país.

Durante o encontro, o prefeito foi recebido por equipes técnicas e por representações da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares (ASPAR), que detalharam projetos essenciais para os municípios, como o Agora Tem Especialistas — voltado à ampliação da oferta de consultas e procedimentos especializados — e o Parque da Saúde 2025, que reúne ações de modernização da rede e expansão da infraestrutura de atendimento. A agenda reforça o compromisso do governo federal, sob liderança do ministro Alexandre Padilha, em construir soluções compartilhadas com gestores municipais.

O prefeito Juliano também destacou a importância da atuação do articulador Humberto Tobé, que vem estreitando o diálogo entre os prefeitos paulistas e o Ministério da Saúde, garantindo que as demandas de cidades pequenas e médias tenham voz ativa nas decisões federais. Segundo ele, essa aproximação tem sido fundamental para acelerar projetos, facilitar o acesso a programas e assegurar mais equilíbrio no repasse de recursos.

“Nossa vinda ao Ministério da Saúde foi extremamente positiva. Tivemos a oportunidade de apresentar as necessidades de Mendonça e, ao mesmo tempo, conhecer projetos que vão fortalecer o atendimento à população. A interlocução feita pelo Humberto Tobé tem sido essencial para que municípios como o nosso mantenham uma parceria sólida com o governo federal e com o ministro Alexandre Padilha”, afirmou o prefeito Juliano.