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 Copart apresenta em evento de inovação soluções para o setor de seguros enfrentar mudanças climáticas

Evento acontece entre os dias 11 e 12 de novembro e presidente da companhia participará de painel exclusivo sobre mudança climática

A Copart Brasil, referência global na compra e venda de veículos, marca presença em mais uma edição do CQCS Insurtech & Inovação, maior evento latino-americano de inovação no setor de seguros. O evento reunirá executivos, corretores, insurtechs, startups e representantes de seguradoras para discutir as principais tendências e inovações do setor, com foco em tecnologia, sustentabilidade e transformação digital.


Um dos destaques da companhia neste ano será a participação de Adiel Avelar, Presidente da Copart Brasil, no painel “Mudanças Climáticas – As oportunidades para o seguro”. A rodada de debate reunirá especialistas do setor para conversar sobre de que forma o mercado segurador pode se adaptar e inovar diante dos crescentes desafios climáticos. O debate, marcado para o dia 11 de novembro, às 13h30, colocará em pauta temas como novos modelos de precificação de risco, seguros paramétricos e o uso da tecnologia na prevenção e mitigação de danos.


O executivo compartilhará a experiência global da Copart na linha de frente de operações de resposta a catástrofes naturais, destacando os protocolos especializados que garantem agilidade, segurança e eficiência em todas as etapas do processo, desde a remoção dos veículos sinistrados até sua disponibilização em leilões. Durante o evento, a companhia também apresentará suas soluções tecnológicas voltadas à gestão de catástrofes climáticas, reforçando o compromisso em apoiar seguradoras e comunidades afetadas por situações de emergência.


“O aumento dos eventos climáticos extremos exige que o setor de seguros se reinvente, e acreditamos que a inovação é o caminho para fortalecer a resiliência da sociedade. Participar do CQCS 2025 é uma oportunidade de compartilhar como a tecnologia e a colaboração podem transformar crises em aprendizado e avanço”, destaca Adiel Avelar, Presidente da Copart Brasil.


Serviço:

Evento: CQCS Insurtech & Inovação 2025

Data: 12 e 13 de novembro de 2025

Local: Pro Magno Centro de Eventos – São Paulo (SP)

Mais informaçõescqcs.com.br


Sobre a Copart

A Copart é uma empresa multinacional norte-americana com ações na NASDAQ e presente em onze países nas Américas, Europa e Ásia. No Brasil desde 2012, a atuação da Copart é voltada para o setor automotivo com vasta experiência em organização de leilões extrajudiciais de veículos, com 25 pátios em todas as regiões no território nacional, além do recente lançamento do marketplace de compra e venda de veículos.

A companhia emprega as mais altas tecnologias e inovação para garantir rápida monetização do bem, menor tempo de giro e maior rentabilidade tanto para o cliente corporativo, pequenos frotistas, lojistas e consumidor final.

A operação da Copart possibilita ao consumidor comprar ou vender uma ampla variedade de veículos, como SUVs, automóveis de passeio, utilitários e carros clássicos, de forma ágil, online e sem grandes burocracias.

Informações para imprensa — FSB Comunicação

Danilo Fernandez – danilo.fernandez@fsb.com.br 

Giovana Bertti – giovana.bertti@fsb.com.br

OTC Brasil conecta potencial da Margem Equatorial a investimentos de R$ 4 bilhões anuais em P&D

Painéis com Petrobras, TotalEnergies, Equinor, Shell, GALP e ANP reforçam como o investimento em tecnologia é a chave para destravar com segurança novas fronteiras energéticas.
 

Rio de Janeiro, 30 de outubro de 2025 – A reta final da OTC Brasil 2025, que se encerra hoje (30) no ExpoRio, foi marcada pela conexão direta entre o futuro da produção energética e o investimento maciço em inovação. Os painéis consolidaram a visão de que o potencial de novas fronteiras, como a Margem Equatorial, só pode ser destravado com segurança e baixo carbono graças aos bilhões de reais investidos anualmente em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no país.
 

Em painel dedicado à Margem Equatorial, no fim da tarde de quarta-feira (29), a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia dos Anjos, definiu a região como a “próxima grande fronteira” do setor. “Vemos uma esperança muito grande na região”, afirmou, detalhando que o poço em perfuração possui profundidade total de 7.081 metros. Reforçando o potencial da área, Artur Nunes da Silva, country chair da TotalEnergies no Suriname, apresentou o projeto GranMourgu, que demonstra ser possível “unir eficiência, inovação, responsabilidade ambiental e impacto social” em uma reserva estimada em quase 760 milhões de barris.

Para viabilizar operações dessa complexidade, um painel com líderes de P&D de grandes operadoras (Shell, TotalEnergies, Equinor, GALP e Petrobras) e da ANP, nesta quinta-feira (30), mostrou como a tecnologia tem sido essencial para esse avanço. A cláusula de P&D da ANP, que destina 1% de recursos para inovação, foi apontada como pilar fundamental. Segundo Mariana França, superintendente adjunta da da ANP, esses recursos somaram R$ 4 bilhões em 2024 e são o “principal mecanismo de fomento à transição energética” no Brasil.


Os executivos detalharam como esse recurso é usado para enfrentar o desafio de gerar mais energia com menos emissões. A Petrobras informou que a cláusula já resultou em R$ 3 bilhões investidos pela estatal em infraestrutura e 1.400 patentes , com mais US$ 1 bilhão previsto para P&D nos próximos cinco anos. A Equinor destacou parcerias com universidades como a UFRJ em robótica e a TotalEnergies citou o uso de drones (AUSEA) para detectar e medir emissões de CO₂ e metano nas operações.


A GALP, por sua vez, possui 45 projetos ativos financiados pela cláusula de P&D , enquanto a Shell destacou iniciativas em descarbonização, energia solar e GNL. O consenso é que o investimento em P&D é o que permite à indústria avançar em direção a um futuro energético mais eficiente e sustentável.


No contexto da descarbonização, ganhou destaque em outro painel um estudo apresentado pelo professor Florian Pradelle, da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), em colaboração com a Shell Brasil, que mostrou as alternativas para o cumprimento das metas de redução de emissões em 40% até 2040, estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (IMO).


O estudo analisou quatro rotas para a descarbonização do transporte marítimo. “O objetivo foi identificar a solução mais competitiva, com o melhor prêmio em relação ao combustível fóssil”, explicou Pradelle. O estudo apontou que, embora as rotas com metanol e amônia ofereçam maior potencial de descarbonização, elas enfrentam barreiras significativas de volume e custo, tornando-as inviáveis para a maioria das operações de longa distância. A pesquisa destaca a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura, além do fortalecimento de marcos regulatórios e de incentivos financeiros.


Sobre a OTC Brasil


A OTC Brasil 2025 é realizada no ExpoRio Cidade Nova de 28 a 30 de outubro e conta com o patrocínio Master da Petrobras; patrocínio Diamond das empresas Shell e TotalEnergies; patrocínio Platinum da Equinor, ExxonMobil, Petronas, PRIO e TechnipFMC; patrocínio Ouro da Brava, Chevron e Repsol Sinopec; patrocínio Prata da bp; e patrocínio Bronze da OceanPact, PERBRAS, Vallourec e Tenaris. A EcoPetrol Brasil é patrocinadora do Club Offshore, o BTG Pactual Advisors é o Banco Oficial do evento e a Secretaria de Energia e Economia do Mar do Governo do Estado do Rio de Janeiro é Parceira Estratégica. A United Airlines é a companhia aérea oficial da OTC Brasil e a Parceira de Conhecimento é a S&P Global Commodity Insights. O B&T XP é o Corretor Oficial de Câmbio; a Ambipar é a Parceira Oficial de Compensação de Emissões; e a Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena) é Associação Convidada. O evento ainda conta com os seguintes parceiros de mídia: eixos, Petro&Química, Brasil Energia, Tn Petróleo, Upstream, Offshore e Oil & Gas Journal. O evento conta ainda com o Apoio Institucional da ABEEMAR, ABEMI, ABESPETRO, ABIMAQ, ABPIP, ABRACO, AHK Mercosul, Arpel, CESAR, EIC, Energy Workforce & Technology Council, Firjan SENAI SESI, IADC, IAPG, Rede Petro ES, SBGf, Syndarma e Abeam, e Visit Rio.

Brasilata é reconhecida pelo 5º ano consecutivo com prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar

Imagem área da fábrica da Brasilata em Jundiaí, interior de São Paulo (Crédito: Divulgação)

Certificação destaca a cultura organizacional da empresa, baseada em inclusão, inovação e valorização de seus “inventores” como protagonistas da transformação

A Brasilata, referência nacional na fabricação de embalagens inovadoras e sustentáveis, conquistou, pelo quinto ano consecutivo, o prêmio Lugares Incríveis para Trabalhar 2025, chancela concedida pela Fundação Instituto de Administração (FIA) em parceria com o Estadão. A premiação celebra empresas que se destacam pela promoção de ambientes de trabalho diversos, inclusivos e voltados para o bem-estar de seus colaboradores.
 

A Brasilata foi reconhecida por construir uma cultura organizacional orientada pelos princípios da inclusão, da inovação e da valorização da diversidade, com ênfase na escuta ativa e no desenvolvimento contínuo. A empresa se destaca em seu mercado por manter um espaço onde cada colaborador, chamado de “inventor”, é reconhecido por suas contribuições para o crescimento coletivo, sendo ativo na construção de um ambiente de trabalho equilibrado e inventivo.
 

Nesta edição de 2025, o prêmio obtido pela Brasilata reflete o êxito de iniciativas como o Projeto Simplificação, que desde 1985 fomenta a comunicação direta entre os colaboradores e a liderança, incentivando a participação ativa de todos no processo de melhoria contínua da empresa. O projeto, que já resultou em mais de um milhão de sugestões implementadas, é um exemplo da capacidade da Brasilata em manter um diálogo constante com seus “inventores” e fortalecer a cultura da inovação.
 

Imagem área da fábrica da Brasilata em Jundiaí, interior de São Paulo (Crédito: Divulgação)

“Estamos extremamente orgulhosos de sermos reconhecidos como um dos Lugares Incríveis para Trabalhar 2025. Na Brasilata, temos uma cultura sólida e nutrimos relações próximas, priorizando o bem-estar completo e colaborativo do nosso pessoal. Reconhecemos a cultura como uma força estratégica transformadora e impulsionadora da inovação. Investimos na capacitação de nossos líderes para uma gestão equilibrada, unindo determinação e sensibilidade”, afirma Tiago Forte, CEO da Brasilata.
 

Também este ano, a companhia deu um passo significativo para a valorização da experiência e bagagem de seu time de colaboradores, por meio da implementação do programa de vagas afirmativas para o público 40+. Com o projeto, a empresa reforça seu compromisso com a construção de uma equipe mais diversa, do ponto de vista etário, respeitando e valorizando a experiência e o conhecimento desse público.
 

“Para além do prêmio, o reconhecimento reflete nossa cultura cuidado e o esforço coletivo para tornar a Brasilata um lugar onde as pessoas se desenvolvem, inovam e se sentem verdadeiramente pertencentes. Temos orgulho de cultivar relações próximas, acreditar no potencial de cada Inventor. Faz parte dos nossos rituais dar voz às pessoas e cocriar espaços de convivência cada vez melhores”, diz Juliana Cordeiro, Gerente de Recursos Humanos da empresa.
 

Foto da fachada de fábrica da Brasilata (Crédito: Divulgação)

Brasilata

A Brasilata é uma das maiores fabricantes brasileiras de embalagens que, por meio de um entendimento profundo das necessidades dos clientes, é responsável pelo fornecimento de soluções inovadoras e sustentáveis para diversas aplicações como tintas, químicos e indústria alimentícia. Possui plantas em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Recife e Rio Grande do Sul e atua desde 1955. É responsável pela produção de mais de 50 mil toneladas de embalagens ao ano e reconhecida em grandes prêmios por sua cultura inovadora, gestão de pessoas, sustentabilidade e governança.

Assessoria de imprensa Brasilata  

brasilata@maquinacohnwolfe.com 

Governo do Brasil acompanha visita do CNJ à TI Uru-Eu-Wau-Wau e ao PAD Burareiro, em Rondônia

Lideranças indígenas, advogados e representantes do Governo do Brasil foram ouvidos pelos integrantes do CNJ na região da terra Uru-Eu-Wau-Wau | Foto: Freddy Charlson/Secom-PR

Representantes de mais de 20 órgãos visitaram os locais da Operação de Desintrusão da TI acompanhados da Comissão Nacional de Soluções Fundiárias do Conselho Nacional de Justiça; a partir das informações recebidas, CNJ elaborará relatório sobre o caso

O Governo do Brasil acompanhou durante a última semana, em Rondônia, visita técnica promovida pela Comissão Nacional de Soluções Fundiárias do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com moradores da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau e do Projeto de Assentamento Dirigido Burareiro (PAD Burareiro). O objetivo da visita foi encontrar uma solução consensual a respeito da sobreposição de parte do território com lotes do projeto de assentamento. As agendas contaram com a participação de representantes de 20 órgãos federais e das comissões de Soluções Fundiárias do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO) e do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1).
 

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o Governo Federal iniciou, em setembro deste ano, a Operação de Desintrusão no território. Essa é a nona desintrusão realizada desde 2023, como parte da política de proteção dos territórios tradicionais, das comunidades indígenas e dos biomas brasileiros.
“As visitas técnicas são cruciais para os integrantes do Conselho Nacional de Justiça, que buscam dialogar tanto com a comunidade indígena quanto com os agricultores ligados ao PAD Burareiro. Elas visam estabelecer uma estratégia de conciliação, sem questionar a posse da terra indígena”, explica o coordenador-geral da Operação de Desintrusão da TI Uru-Eu-Wau-Wau, Nilton Tubino.
 

DIÁLOGO E MEDIAÇÃO – A postura marcada pelo diálogo e mediação ficou clara logo na primeira reunião, com as comunidades indígenas Jupaú (Urus) e Amondawa. O encontro se estendeu durante toda a quarta-feira (22). Pela manhã, os indígenas apresentaram suas posições, seguidos por seus advogados. Na sequência, falaram os representantes do Governo do Brasil, como Instituto Nacional de Colocação e Reforma Agrária (Incra), Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Advocacia-Geral da União (AGU) e Casa Civil, entre outros. “Ficou evidente que os indígenas não abrem mão de seu território, devido à sua história e ao tempo de ocupação, anterior até mesmo à formação do assentamento. Portanto, a possibilidade de ceder suas terras foi descartada”, detalha Tubino.
 

No dia seguinte, uma nova reunião foi realizada na Associação dos Produtores Rurais da Comunidade da Linha C-05 (Asprocinco), com a participação de cerca de 400 agricultores ligados ao PAD Burareiro e outras localidades. No encontro, o desembargador Fernando Prazeres, coordenador da Comissão Nacional de Soluções Fundiárias do Conselho Nacional de Justiça, ouviu as manifestações e os argumentos dos agricultores.
 

O coordenador-geral da operação explicou que, durante a reunião, foi reconhecido um erro na instalação do assentamento na região. “A comissão iniciará seus trabalhos a partir dos dados coletados nas visitas técnicas”, disse. Dessa forma, o CNJ vai elaborar um relatório a ser encaminhado ao novo relator do caso, a ser designado após a aposentadoria do ministro Luiz Roberto Barroso.
 

VISITAS TÉCNICAS – As visitas técnicas representam o primeiro passo de uma ação mais ampla, com a qual a Comissão Nacional de Soluções Fundiárias espera, em um prazo razoável, solucionar um problema que se arrasta por mais de 30 anos, envolvendo processos judiciais e recursos pendentes. Diante desse cenário, as visitas técnicas foram de suma importância, ao contribuir para atenuar questionamentos envolvendo a região. “A área do PAD Burareiro possui mais de 300 mil hectares, mas a discussão envolve a destinação de 14 mil hectares, correspondentes a parcelas do que, na verdade, é um projeto de colonização, implementado na região nas décadas de 1970 e 1980”, contextualiza Nilton Tubino.
 

PRÓXIMOS PASSOS – Após as visitas técnicas realizadas pela Comissão, com acompanhamento do Governo do Brasil, inicia-se um período de interlocução, com a emissão do relatório. O relatório será encaminhado ao processo no STF e terá caráter público. O objetivo é relatar detalhadamente as atividades realizadas durante a visita técnica. Ao final, a Comissão irá apresentar recomendações, e não determinações judiciais. O julgador poderá ou não as acatar, convertendo-as, se for o caso, em determinações judiciais. O relatório também será enviado ao CNJ.
 

Dentre as recomendações, será incluída a data da primeira sessão de mediação. As mediações serão, em regra, virtuais, facilitando a participação de todos. As mediações costumam ser longas, seja pela complexidade do caso, seja pela quantidade de pessoas e órgãos envolvidos.
 

A expectativa é que os trabalhos da comissão resultem em soluções permanentes, que beneficiem tanto as comunidades indígenas quanto os agricultores. Além disso, busca-se cumprir as determinações, inclusive as do último despacho do ministro Barroso, de concluir o processo ainda este ano.
 

“A mediação é um processo que se baseia na participação voluntária. As partes envolvidas, bem como os demais órgãos interessados, são convidados a participar. Essa é a essência da mediação, o que denominamos voluntariedade. Somente com essa característica a mediação pode ser construída e ser produtiva”, ressalta Fernando Prazeres.
 

Agricultores do PAD Burareiro participaram de encontro na sede da Asprocinco, em Rondônia | Foto: Freddy Charlson/Secom-PR
 


BUSCA DE CONSENSO – De acordo com o desembargador Fernando Prazeres, caso não seja possível alcançar um consenso – o que seria o ideal, segundo ele, em termos de tempo, eficiência e eficácia -, o processo será devolvido ao Supremo Tribunal Federal. O STF, então, definirá as questões necessárias ao andamento ao processo.
 

“O objetivo da Comissão é abrir um canal de diálogo para que o processo de desintrusão ocorra da melhor forma possível, ouvindo todos os interessados, a fim de otimizar tempo e recursos. Nosso foco é exclusivamente o território indígena e os eventuais direitos dos ocupantes, seja por aceitação ou por colonização”, afirma.

Uma das lideranças indígenas das comunidades e morador da aldeia Jumari, o presidente da Associação do Povo Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, Bitaté Uru-Eu-Wau-Wau, de 25 anos, pede rapidez nos trabalhos da comissão. “O meu objetivo como liderança é trazer melhorias para o meu povo, trazer o bem-estar para o meu povo trabalhar, morar tranquilo em uma comunidade, proteger o que já viemos protegendo. E fazer com que os indígenas fiquem bem, dentro de suas casas sem sentir medo”, diz Bitaté, que atualmente coordena oito aldeias na região.
 

Presente na reunião na sede da Asprocinco, o agricultor Pedro Santos cobrou uma solução definitiva para o impasse. “Pedimos à Comissão do CNJ que resolva o problema do PAD Burareiro. Seja para a gente ficar na propriedade, seja para nos tirar. Confiamos muito nos senhores, nós acreditamos na Justiça brasileira. Nunca quisemos fazer justiça com as próprias mãos. Sempre aguardamos a justiça e acreditamos que ela será feita”, solicitou.
 

HISTÓRICO – A Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau foi homologada pelo Decreto Presidencial número 275, de 30 de outubro de 1991, e possui área de 1,8 milhão de hectares, distribuída em Guajará-Mirim e em outros 11 municípios de Rondônia. A área sobreposta é de 14 mil hectares. No território vivem cerca de 500 indígenas dos povos Jupaú (Uru-Eu-Wau-Wau), Amondawa, Cabixi e Oro Win, distribuídos em 12 aldeias, além de pelo menos três povos indígenas isolados já confirmados.
 

OPERAÇÃO – Até o momento, foram realizadas 276 ações que resultaram em prejuízo de R$ 6,7 milhões à estrutura ilegal instalada dentro e no entorno da terra indígena. Os esforços envolvem patrulhamentos em rodovias, reconhecimento de ramais suspeitos de cometimento de crimes, apreensão de materiais e fiscalização de atividades ilícitas como extração ilegal de madeira.
 

Iniciada no dia 8 de setembro deste ano, a operação de desintrusão cumpre determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da ADPF 709, com o objetivo de resguardar a vida, a dignidade dos povos indígenas e a proteção da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau. As ações são coordenadas pela Casa Civil da Presidência da República, com a participação de diversos órgãos e agências federais, entre eles Censipam, Ministério dos Povos Indígenas, Funai, Ibama, ICMBio, Incra, Exército Brasileiro, Polícia Federal, PRF, Abin e Força Nacional de Segurança Pública.
 

A desintrusão reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a proteção da Amazônia e dos povos indígenas, ao mesmo tempo em que respeita as determinações judiciais e instrumentos de conciliação na busca por soluções equilibradas.
 

A operação segue de forma planejada, transparente e responsável, garantindo a proteção do território e o fortalecimento da presença do Estado na região. Esta é a nona operação de desintrusão promovida desde 2023. Já foram realizadas ações nas terras indígenas Alto Rio Guamá (PA), Apyterewa (PA), Trincheira Bacajá (PA), Karipuna (RO), Munduruku (PA), Araribóia (MA) e Kayapó (Pará), além da TI Yanomami (RR), em execução.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Caravana do Empreendedorismo Feminino chega ao Sol Nascente levando capacitação e oportunidades para mulheres da região

Projeto vai oferecer cursos gratuitos de qualificação e apoio a negócios locais entre 3 e 28 de novembro

O Sol Nascente, uma das maiores comunidades do Distrito Federal, será o próximo destino da Caravana do Empreendedorismo Feminino, iniciativa que vem transformando a realidade de mulheres em situação de vulnerabilidade por meio da capacitação profissional e do incentivo à autonomia financeira. A etapa local será realizada de 3 a 28 de novembro, com aulas práticas e teóricas gratuitas em diversas áreas de atuação.

O projeto, que ao longo de um ano percorrerá o DF e cidades do entorno, deve qualificar mais de 4 mil mulheres a partir dos 16 anos, oferecendo não apenas formação técnica, mas também uma nova perspectiva de geração de renda e autoestima.

De acordo com a presidente do Instituto OMNI, Elisângela Araújo, a iniciativa busca muito mais do que qualificar profissionalmente, é um movimento de transformação social que reforça o papel das mulheres como protagonistas de suas próprias histórias.

“A Caravana do Empreendedorismo Feminino nasceu do desejo de transformar vidas por meio do conhecimento. Nosso objetivo é oferecer às mulheres a oportunidade de aprender uma profissão, conquistar autonomia financeira e enxergar novas possibilidades de futuro. Cada curso, cada história, representa um passo importante rumo à independência e à valorização da mulher empreendedora”, afirma

Formação prática e diversidade de cursos

Durante a etapa no Sol Nascente, a Caravana oferecerá 16 cursos presenciais, com duração média de cinco dias cada, distribuídos em quatro semanas de atividades. As participantes poderão se inscrever em áreas como panificação, confeitaria, cabeleireiro, barbearia, design de sobrancelhas, extensão de cílios, unhas em gel, pizzaiolo, marmitaria, maquiagem, vendas, microagulhamento, informática, construção civil, limpeza de pele e sorveteria.

As turmas acontecem nos turnos matutino e vespertino, permitindo que mulheres com diferentes rotinas possam participar. A proposta é unir teoria e prática, incentivando o empreendedorismo.

Cronograma – Sol Nascente (DF)

📍 Período: 3 a 28 de novembro de 2025

03 a 07 de novembro

  • Barbearia
  • Panificação
  • Cabeleireiro
  • Confeitaria

10 a 14 de novembro

  • Design de sobrancelhas
  • Pizzaiolo
  • Extensão de cílios
  • Marmitaria

17 a 21 de novembro

  • Limpeza de pele
  • Sorveteria
  • Maquiagem
  • Vendas

24 a 28 de novembro

  • Microagulhamento
  • Construção Civil
  • Unhas em gel
  • Informática

🕗 Horários: 8h às 12h e 13h às 17h (turnos variam conforme o curso)

Serviço
Caravana do Empreendedorismo Feminino – Sol Nascente
📅 Data: 3 a 28 de novembro de 2025
📍 Local: Administração Regional do Sol Nascente/Pôr do Sol
📝 Inscrições: https://caravanadoempreendedorismo.com.br/
🏢 Realização: Instituto OMNI

Castra Ride: Ação lança ciclo de castrações gratuitas para cães e gatos

Projeto percorre municípios da RIDE levando serviços veterinários sem custo aos tutores

O Castra está com inscrições abertas para o programa de castração gratuita de cães e gatos, voltado especialmente para atender pessoas idosas, pessoas com deficiência física, autistas e mães atípicas. A iniciativa busca promover o controle populacional de animais e contribuir para o bem-estar animal em toda a Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE).

As inscrições são realizadas online, diretamente pelo site castraride.com.br, e o agendamento das cirurgias é feito pela própria equipe do projeto. Em cada cidade, a iniciativa oferecerá 60 cirurgias. Cada tutor, identificado pelo CPF, poderá solicitar a castração de um animal.

O Castra Ride vai percorrer diversas cidades do Distrito Federal e do entorno, entre elas Águas Lindas, Cocalzinho, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás e Novo Gama. O período de inscrição segue durante os meses de outubro e novembro.

O projeto conta com o apoio de instituições parceiras, como a Federação Brasiliense de Protetores do Bem-estar Animal e Instituto Social Integrado – ISI, que juntos fortalecem ações voltadas à causa animal e à inclusão social.

Para mais informações, os interessados podem entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99373-8914 ou pelo e-mail castraride@gmail.com.

📍 Região de atendimento: Entorno
🌐 Site: http://castraride.com.br

Iprev ignora decisão do Legislativo e do Judiciário e começa a descontar da folha de aposentados e pensionistas

Em um movimento que demonstra desrespeito ao Poder Legislativo, o Instituto de Previdência Social do Distrito Federal (Iprev) começou a aplicar os descontos previdenciários em contracheques de aposentados e pensionistas, mesmo após a aprovação, por ampla maioria (17 votos), do Projeto de Lei Complementar 85/2025 de autoria do vice-presidente da Casa, deputado Ricardo Vale.

O PLC, de autoria do Vale, busca solucionar de forma definitiva a questão da cobrança indevida de contribuições previdenciárias, um problema que afeta diretamente mais de 60 mil famílias, muitos dos quais com idade média próxima aos 70 anos e com custos de saúde crescentes.

“É inadmissível que o Iprev ignore e desrespeite uma decisão do Poder Legislativo, que representa a vontade da população do Distrito Federal”, declarou o deputado Ricardo Vale. “A lei aprovada na CLDF é a solução mais adequada e definitiva para este problema. Vamos lutar para que seja sancionado ou, se necessário, derrubaremos o veto do governador.”

Apesar da aprovação do PLC, o Iprev parece ter algum respaldo legal para aplicar os descontos, resultando em uma situação em que aposentados e pensionistas se veem prejudicados por uma disputa entre os poderes.

“Não podemos permitir que o Iprev continue a penalizar os nossos aposentados e pensionistas, justamente na fase da vida em que mais precisamos de recursos para cuidar da saúde”, reforçou o deputado Ricardo Vale. “Esse problema é de responsabilidade do GDF, e vamos lutar para que seja resolvido o mais rápido possível.”

O Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro/DF) também buscou liminares para suspender os descontos, mas não obteve sucesso. A situação demonstra a complexidade da questão e a necessidade de uma solução definitiva, como a proposta pelo parlamentar.

A professora aposentada Suely Maria, cujo contracheque demonstra o desconto, é apenas uma dos milhares de aposentados e pensionistas que sofrem com essa injustiça.

O deputado Ricardo Vale reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos dos aposentados e pensionistas do DF e garante que a luta continua até que o projeto seja sancionado e o problema seja resolvido de forma definitiva.

Assessoria de Comunicação
Deputado Ricardo Vale

General Motors e Uber anunciam parceria inédita para ampliar acesso a carros elétricos no Brasil

Iniciativa oferece condições especiais para que parceiros da Uber possam adquirir o Chevrolet Spark EUV, disponível na categoria Black, por R$ 149.990,00, ou optar por planos de financiamento com taxas a partir de 0% ao mês

A General Motors e a Uber anunciam parceria estratégica para facilitar o acesso de motoristas parceiros a veículos elétricos no Brasil. O acordo marca mais um passo no compromisso das duas empresas com a mobilidade sustentável e a redução de emissões no país.
 

A iniciativa permitirá que motoristas que utilizam a plataforma da Uber adquiram o Chevrolet Spark EUV, o novo SUV compacto 100% elétrico da marca, com descontos especiais de até 10% ou financiamento com taxa a partir de 0% ao mês.

Além disso, a Uber oferecerá um cashback de até R$ 6.840,00 para os 300 primeiros compradores do Chevrolet Spark.
 

O programa integra a estratégia da GM e da Uber de democratizar o acesso à mobilidade elétrica, ampliando a presença de veículos zero emissão nas principais cidades brasileiras. Com o Spark EUV, as duas empresas esperam colocar entre 300 e 500 novos veículos elétricos em operação até o fim deste ano, com projeção de atingir aproximadamente 2,5 mil unidades ao longo de 2026.
 

“A GM completou 100 anos no Brasil reafirmando seu papel como agente de inovação e desenvolvimento. Temos investido em tecnologias que unem sustentabilidade, conectividade e acessibilidade, pilares que definem a nova era da mobilidade. Essa parceria com a Uber reflete exatamente esse propósito: ampliar o acesso às nossas soluções elétricas e acelerar a transição energética nas cidades brasileiras, unindo duas empresas comprometidas com um futuro mais limpo, eficiente e inclusivo’’, destaca Carlos Eduardo Casagrande, diretor GM Envolve América do Sul.
 

“Essa parceria reforça o compromisso da Uber em apoiar nossos parceiros no acesso a tecnologias mais limpas, econômicas e inovadoras, contribuindo para uma mobilidade cada vez mais sustentável nas cidades brasileiras. Além disso, o Chevrolet Spark EUV oferece mais conforto e tecnologia para quem escolhe dirigir com a Uber, unindo eficiência e uma melhor experiência ao volante”, afirma Silvia Penna, diretora-geral da Uber no Brasil.
 

O anúncio acontece em um momento em que o país volta os olhos para uma agenda intensa de eventos voltados à sustentabilidade, como a COP30, a Cúpula do C40 e o Earthshot Prize – prêmio do qual a Uber é patrocinadora e membro fundadora -, reforçando o papel das cidades e do setor privado na transição energética. Esta é a primeira vez que o Prêmio será realizado na América Latina, um marco histórico que reforça a proeminência do Brasil na agenda climática global, dada sua importância fundamental para soluções baseadas na natureza, por abrigar a maior parte da Amazônia e quase um quinto da biodiversidade mundial.
 

Sobre o Chevrolet Spark EUV

O Spark EUV é o novo SUV compacto 100% elétrico da marca, desenvolvido para o uso urbano e ideal para motoristas de aplicativo. Equipado com motor elétrico de 102 cv, o modelo conta com bateria de íons-lítio de 42 kWh, que proporciona autonomia de até 258 km, conforme o ciclo do Inmetro.
 

Com design moderno e proporções que privilegiam o espaço interno, o Spark EUV combina eficiência e praticidade no dia a dia. O modelo permite recarga rápida de 0 a 80% em aproximadamente 35 minutos em estações de corrente contínua (DC) e oferece o sistema de conectividade myChevrolet, que permite monitorar o veículo à distância pelo smartphone.
 

Entre os recursos de segurança e assistência à condução, o veículo traz o pacote Chevrolet Intelligent Driving, que inclui Frenagem Automática de Emergência, Alerta de Colisão Frontal, Assistente de Permanência em Faixa e Controle de Cruzeiro Adaptativo – tecnologias que reforçam o compromisso da GM com uma mobilidade mais segura e inteligente.

Para os motoristas parceiros que dirigem com a Uber, o Spark EUV estará disponível para as categorias Uber Black, Comfort, X e Electric, onde a modalidade estiver disponível.

Doutora Jane propõe criação de comitê para combater crimes cibernéticos no DF

Plenário da Câmara Legislativa do DF durante sessão ordinária. Debates políticos sobre o Distrito Federal. Carolina Curi/Agência CLDF

A deputada distrital Doutora Jane (Republicanos) apresentou à Câmara Legislativa do Distrito Federal o projeto de lei nº 1984/2025, que institui o Comitê de Diretrizes Procedimentais e Troca de Informações para o Combate aos Crimes Cibernéticos (CDTCiber/DF). O objetivo é integrar órgãos públicos e promover ações conjuntas para prevenir, investigar e reprimir os delitos virtuais que vêm crescendo em todo o país e, em especial, no Distrito Federal.

Segundo o texto do projeto, o comitê será composto por representantes da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Secretaria de Estado de Economia (SEE) e Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUS), além de colaboradores convidados, como o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) e o Tribunal de Justiça do DF (TJDFT). O grupo atuará de forma cooperativa e consultiva, sem gerar novos custos ou cargos à administração pública.

Prevenção e cooperação interinstitucional

De acordo com a justificativa apresentada pela autora, o avanço tecnológico trouxe inúmeros benefícios, mas também aumentou os riscos de crimes digitais, como golpes bancários, clonagens de contas e disseminação de informações falsas. “O Distrito Federal, por concentrar muitos órgãos públicos e instituições financeiras, tornou-se um dos alvos preferenciais dos criminosos virtuais”, aponta o texto.

A deputada Doutora Jane destacou que a proposta busca unir esforços entre as instituições para enfrentar de forma moderna e coordenada as ameaças digitais.

“O combate aos crimes cibernéticos exige integração e diálogo constante entre os órgãos públicos. O CDTCiber/DF será um espaço de cooperação, estudos e ações preventivas para proteger os cidadãos e as instituições do Distrito Federal”, afirmou a deputada Doutora Jane.

Avanço na segurança digital do DF

O projeto não cria despesas e está alinhado às diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e do Marco Civil da Internet, reforçando a governança digital no Distrito Federal. Com o CDTCiber/DF, a expectativa é de que a capital federal se torne referência nacional em segurança cibernética e cooperação institucional.

Agência CLDF

Projeto Quitanda Cultura e Saberes realiza exibição do filme “Jongo do Vale do Café” e Vivência de Jongo com Apoena Machado no sábado (01)

Atividade acontece na Casa Luz de Yorimá, na 905 Norte, a partir das 17h, com entrada gratuita

O projeto Quitanda Cultura e Saberes, que promove até novembro uma série de atividades culturais e artísticas com foco nas expressões da cultura afro-brasileira, indígena e das periferias, realiza neste sábado (01), às 17h, uma nova programação na Casa Luz de Yorimá (905 Norte). A atividade inclui a exibição do documentário “Jongo do Vale do Café”, dirigido por Marcos André Carvalho, e uma Vivência de Jongo conduzida pelo arte-educador e pesquisador Apoena Machado (Jongo do Cerrado). Toda a programação é gratuita e aberta ao público.

O documentário dirigido por Marcos André Carvalho apresenta a riqueza e a força do Jongo do Vale do Café, uma manifestação cultural afro-brasileira profundamente ligada à história da resistência negra. A obra se passa em uma antiga fazenda escravocrata em Pinheiral, no Rio de Janeiro, local marcado pela memória de mais de três mil pessoas negras escravizadas. Por meio da dança, do canto e das representações do jongo, o filme evidencia como essa expressão cultural se constituiu como um ato de resistência e preservação da ancestralidade africana diante da violência da escravidão. A obra está disponível no YouTube.

Após a exibição do filme, o público participa da Vivência de Jongo “Cachuêra!” com Apoena Machado, uma imersão prática e teórica que combina história, música, dança e poesia, resgatando a importância do Jongo como expressão de ancestralidade, resistência e identidade afro-brasileira desde os tempos da escravidão.

Durante a vivência, os participantes aprendem sobre os cantos (pontos), os toques de tambores (tambu, caxambu e candongueiro) e a dança característica das rodas de jongo, compreendendo seus significados e simbologias.

Ao fim da vivência, será realizada uma roda de conversa sobre o filme exibido, promovendo um espaço de troca e reflexão coletiva, seguida de uma roda de jongo com os participantes, celebrando a força, a alegria e a ancestralidade dessa tradição viva.

A proposta é educativa, lúdica e inclusiva, aberta a pessoas de todas as idade, diz Apoena Machado, idealizador do Jongo do Cerrado, grupo de estudo e prática sediado em Brasília, conduz a atividade há mais de dez anos, com sensibilidade e profundidade, conectando os participantes à força ancestral dessa tradição e abrindo espaço para a criação de novos pontos inspirados nas vivências do Cerrado e nas experiências contemporâneas.

A atividade integra o projeto Quitanda Cultura e Saberes, que foi idealizado por Mãe Leila – Auaracyara e acontece até o fim de novembro em diferentes datas, sempre na Casa Luz de Yorimá. A iniciativa busca conectar territórios e tradições por meio de oficinas, apresentações, exposições e sessões de filmes, fortalecendo a presença das culturas negras e periféricas no centro de Brasília.

Sobre o projeto Quitanda Cultura e Saberes – O projeto Quitanda Cultura e Saberes acontece até o final de novembro, promovendo atividades culturais e artísticas com foco nas expressões da cultura afro-brasileira e das periferias, conectando territórios e tradições por meio de oficinas, apresentações, exposições e sessões de filmes.

Idealizado por Mãe Leila – Auaracyara, o projeto busca levar manifestações culturais da periferia ao centro de Brasília — espaço historicamente inacessível às culturas negras — e vice-versa.

“Nosso projeto rompe muros invisíveis que existem entre o centro e a periferia. É uma forma de reafirmar que esses territórios têm potência, cultura e história”, ressalta Mãe Leila – Auaracyara, idealizadora do projeto e presidente da Casa Luz de Yorimá.

O nome do projeto homenageia as quitandeiras, mulheres negras que atuaram como empreendedoras e desempenharam papel crucial no comércio ambulante, especialmente nos períodos colonial e imperial. Muitas vendiam alimentos para sustentar suas famílias e libertar a si mesmas ou outras pessoas negras escravizadas.

“As quitandeiras faziam esse mesmo caminho: do centro para a periferia, acolhendo, vendendo, resistindo. Nosso projeto carrega esse espírito de luta, de cuidado e de ancestralidade”, pontua Mãe Leila – Auaracyara.

Sobre a Casa Luz de Yorimá  -A Casa Luz de Yorimá é um Ponto de Cultura e Terreiro de Umbanda que atua na valorização da diversidade religiosa e cultural. O espaço, que já sofreu derrubada, se mantém como um importante pólo de resistência no Distrito Federal.

“O espaço cultural é onde contamos e ouvimos histórias. Quando conhecemos as pessoas e suas trajetórias, a gente rompe com o preconceito e previne violências”, finaliza Mãe Leila – Auaracyara.

O projeto Quitanda Cultura e Saberes conta com o apoio da senadora Leila do Vôlei.

Cronograma de atividades do projeto Quitanda Cultura e Saberes na Casa Luz de Yorimá

DATAS/ATIVIDADES
01 de novembro
Exibição de filme e Apresentação Oficina de Jongo
08 de novembro
Apresentação Batalha de Rima Mulheres – Fugazzi
15 de novembro
Exposição: Memória Umbandista no DF e Entornos
29 de novembro
Oficina/Apresentação Sambadeiras

Serviço
Exibição do filme “Jongo do Vale do Café” e Vivência de Jongo com Apoena Machado 
📍 Sábado (01), a partir das 17h
📍 Local: Casa Luz de Yorimá (905 Norte, Brasília-DF)
🎟️ Entrada gratuita
📞 Mais informações: https://www.instagram.com/luzdeyorima