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A Campanha Presidencial já começou e a estratégia é essa!!!!!!!!!!!!!!

No domingo, 16 de agosto de 2026, o Brasil apertou o “play”. Foi o primeiro dia em que o calendário do TSE liberou propaganda eleitoral nas ruas e na internet — e, como quem estava esperando o sinal verde há meses, seis candidatos à Presidência subiram ao palco quase ao mesmo tempo. Faltando 49 dias para o primeiro turno (4 de outubro), Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Pablo Marçal deram a largada.

Mas aqui vai o ponto que interessa a quem faz campanha: um lançamento não é só uma festa. É o primeiro frame do eixo narrativo. É o momento em que cada equipe de marketing entrega, em estado bruto, o posicionamento que vai tentar sustentar por sete semanas. O local escolhido, o figurino, a trilha, o formato, a primeira frase — nada disso é acaso. Tudo é mensagem.

E o dia 16 foi generoso: seis candidatos, seis gramáticas de campanha completamente diferentes. Vamos ler cada uma.

Lula (PT): a nostalgia como método

Lula não escolheu um palco qualquer. Escolheu o Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, o chão das greves do ABC, o berço sindical de onde ele saiu para a política. Isso é storytelling de trajetória em estado puro: antes de falar de futuro, a campanha ancora o candidato na sua própria origem.

A leitura de marketing é clara. Como incumbente, Lula não vende ruptura, vende continuidade com emoção. O ato misturou memória sindical, defesa da democracia e mobilização popular, com a coligação ampla “O Brasil Pronto Pra Mais” (PT, PDT, PSB, PCdoB, PV, PSOL e Rede) enchendo o palanque. Enquanto adversários brigam por atenção, Lula exibe o ativo que ninguém mais tem: máquina, tempo de TV e uma frente unida.

O detalhe mais estratégico, porém, foram os acenos. Janja subiu para falar dos direitos das mulheres e homenagear Marisa Letícia e a campanha exibiu a música-tema gravada com o cantor gospel Kleber Lucas. Traduzindo: dois públicos que a esquerda perdeu terreno nos últimos ciclos mulheres e evangélicos, estão explicitamente no centro do plano. Some a isso a defesa de um Ministério da Segurança Pública, e você vê uma campanha tentando blindar flancos antes mesmo do adversário atacar.

Provável linha: experiência contra aventura, com nostalgia afetiva na superfície e reconquista cirúrgica de segmentos no subtexto.

Flávio Bolsonaro (PL): a herança e a transferência de capital

Copacabana. Trio elétrico na Avenida Atlântica. Camisa verde e amarela com “Meu partido é o Brasil”. Flávio fez o oposto de Lula: em vez de ancorar no próprio passado, ancorou no passado do pai. O Rio é o berço do bolsonarismo, e a Atlântica é o palco histórico dos atos de Jair, escolher esse cenário é dizer, sem dizer, “eu sou a continuidade”.

Esse é o desafio central da campanha, e a equipe sabe: Flávio precisa fazer a transferência do capital simbólico de um líder preso e inelegível para um herdeiro que ainda não tem carisma próprio equivalente. Daí a moldura da “missão” passada pelo pai. É legado + um toque de vitimização (a perseguição ao clã como narrativa de mobilização).

Duas jogadas de posicionamento chamaram atenção. A primeira: os discursos de abertura miraram deliberadamente o eleitorado feminino, mesmo movimento de Lula, sinal de que a mulher será o campo de batalha decisivo de 2026. A segunda foi a frase para o bolso da classe média: “a esperança virou dívida”. Aí está a tentativa de furar a bolha bolsonarista dura e disputar o eleitor de centro pelo argumento econômico.

Provável linha: herança do bolsonarismo + economia doméstica (o custo de vida), tentando ampliar a base para mulheres e classe média, sempre sob a sombra de quem o centrão preferiria ver na disputa.

Ronaldo Caiado (PSD): o vão do meio, com prova de entrega

Enquanto os outros faziam comício, Caiado fez carreata no entorno de Brasília, começando por Águas Lindas de Goiás. A escolha de formato já é estratégia: carreata é território, é proximidade, é “eu passo pela sua rua”. E a escolha do lugar é argumento: uma região que, segundo ele, já foi das mais violentas do país e virou vitrine de gestão.

Toda a construção aponta para o mesmo lugar: gestão e segurança pública como prova de entrega. O vocabulário “coragem, competência, autoridade moral” é o de quem quer se vender como executor, não como ideólogo. É “o que funcionou em Goiás pode funcionar no Brasil”.

O posicionamento de Caiado é o mais delicado de todos: ele disputa o vão do meio, tentando ser a alternativa a Lula e a Flávio sem cair na armadilha da terceira via que não decola. O recado “os Estados Unidos não mandam no Brasil; eleição nossa é no Brasil” é sofisticado, ao mesmo tempo em que sinaliza soberania para o centro, cria contraste implícito com a direita que orbita o trumpismo, sem atacar de frente.

Provável linha: posicionamento por contraste (nem Lula, nem Bolsonaro) sustentado por currículo de gestor e pela bandeira da segurança. O risco: densidade digital baixa e a briga por oxigênio com Flávio no mesmo campo.

Romeu Zema (Novo): o nativo digital por necessidade

O primeiro movimento de Zema não foi um palanque, foi um post. Um vídeo produzido com inteligência artificial em que um avião de papel cruza o país, entra no Congresso e pousa na mesa de um fantoche do Lula, com o recado: “Lugar de intocável é na cadeia! Tô chegando… Zema”. Provocação direta, formato viralizável, tom anti-establishment e anti-STF.

Isso não é excentricidade, é cálculo. Zema não tem tempo de TV e assumiu que sua campanha vive nas redes, na imprensa e nos debates. Sem o megafone tradicional, a única moeda é a viralização e o earned media (a mídia que fala de você de graça). Usar IA logo na estreia é, ao mesmo tempo, um statement de modernidade e um risco reputacional calculado, coloca o tema “IA na propaganda” no centro e faz o candidato parecer o gestor liberal do futuro contra o político tradicional.

No ato de rua, em Montes Claros, o roteiro reforçou a marca: missa, mercado, contato. E a mensagem de governo veio condensada em três palavras-chave, controle de gastos, combate à corrupção e segurança pública.

Provável linha: campanha nativa digital, provocação como conteúdo, gestor liberal contra a “velha política”. A aposta e a fragilidade são a mesma: depender de viralizar.

Renan Santos (Missão/MBL): o outsider que ataca os dois lados

Renan subiu ao palco com colete à prova de balas, no Largo de São Francisco (a Faculdade de Direito da USP, onde ele estudou), e cantou o jingle da campanha ao vivo. Cada elemento é estética disruptiva pensada para gerar ruído a baixo custo: o colete é imagem, o local é história pessoal, o jingle é engajamento.

O que diferencia o posicionamento dele é o alvo. Renan não bateu só no Lula, bateu no Lula e no Flávio, definindo os dois como “projeto de poder como fim em si mesmo”. É o clássico do outsider, recusar o tabuleiro e se colocar como o único de fora. A promessa de “enfrentar os inimigos da nação”, a chapa pura, o símbolo da onça-pintada e a militância do MBL organizada em torno de pautas de comunicação de massa (vídeos curtos, projetos como a “Lei Anti-Oruam”) mostram uma engrenagem que já pensa em construir marca e partido para o longo prazo, talvez mais do que em vencer 2026. Vale notar até o cuidado de escalar uma coordenadora de campanha para dar “toque feminino” à agenda: o mesmo eleitorado que Lula e Flávio disputam.

Provável linha: insurgência anti-sistema contra “os dois lados”, alta densidade militante e comunicação de guerrilha digital. Construção de ativo político acima do resultado imediato.

Pablo Marçal (PRTB): a economia da atenção elevada ao limite

O lançamento de Marçal foi o próprio suspense do registro: a candidatura entrou no sistema do TSE a nove minutos do prazo final, viabilizada por uma liminar, com o candidato inelegível até 2032 e a homologação ainda pendente. Some a isso o episódio do valor bilionário declarado (R$ 7,4 bilhões, atribuído pela defesa a um “erro de digitação”), e você tem o retrato exato da estratégia.

Porque nada disso é acidente narrativo é conteúdo. Marçal é nativo da economia da atenção: 12,7 milhões de seguidores, polêmica constante, judicialização como combustível. O registro de última hora mantém o nome em pauta, a própria ameaça de indeferimento vira narrativa de perseguição, o ruído é a mensagem. Ele transforma o algoritmo em palanque e o processo eleitoral em roteiro.

Provável linha: manter-se no centro da conversa a qualquer custo, monetizando atenção e provocação. A fragilidade é estrutural, a candidatura pode simplesmente não se confirmar e a campanha inteira precisa render antes disso.

O que os seis lançamentos revelam

Ler os atos lado a lado, como uma peça só, é onde a análise fica interessante:

Três temas colaram em quase todo mundo. Segurança pública apareceu em Lula, Caiado, Zema e Renan. A economia doméstica, o custo de vida, “a esperança virou dívida”, foi a ponte de Flávio para a classe média. E a disputa pelo voto feminino ficou explícita em Lula, Flávio e Renan, evidenciando que a mulher será, de novo, o eleitorado decisivo, e as três equipes já sinalizaram isso no dia um.

A guerra é de canais, não só de ideias. De um lado, Lula com palanque, coligação e tempo de TV. Do outro, Zema, Renan e Marçal fazendo campanhas digital-first, por escolha e, principalmente, por necessidade. Isso muda tudo, quem não tem TV precisa que a internet fale de graça, e por isso aposta em provocação, IA e ruído. É a diferença entre comprar audiência e conquistá-la.

O tabuleiro tem três andares. No centro do ringue, a polarização Lula x Flávio se reafirma. No vão do meio, Caiado tenta o espaço mais difícil da política brasileira. E na periferia da atenção, Zema, Renan e Marçal disputam ao mesmo tempo o eleitor de direita não-bolsonarista e algo ainda mais escasso, o clique.

O marketing político de 2026 já se declarou. Num único domingo convivem nostalgia afetiva e fantoche gerado por IA, jingle cantado ao vivo e trio elétrico, carreata de proximidade e registro de última hora feito para viralizar. A caixa de ferramentas nunca foi tão ampla e nunca esteve tão exposta.

A lição que fica para quem trabalha com campanha é direta: o lançamento é o primeiro capítulo, e ele já contou o final que cada equipe pretende escrever. Cada candidato entregou, em poucos minutos, o eixo narrativo que vai defender até outubro. Quem soube ler o dia 16 já sabe qual filme cada campanha está tentando rodar.

A campanha começou. E a estratégia, para quem observa com olhos de marqueteiro, já está toda ali à vista de todos e vc candidato e candidata aos outros cargos em disputa no Brasil, já construiu a sua?

Edson Panes de Oliveira Filho é advogado e estrategista político, especialista em Direito Eleitoral, com MBA em Direito Empresarial, MBA em Gestão de Pessoas e MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político. É proprietário da CRIA Marketing Digital e Político e cofundador da Alcateia Política.

Goiás registra 888 candidaturas para 2026 e disputa pela Alego concentra maior número de concorrentes

Da Redação

Número de pedidos caiu em relação às eleições de 2022; Assembleia Legislativa reúne 587 candidaturas e Câmara Federal tem 256 nomes na disputa

Goiás entrou oficialmente na corrida eleitoral de 2026 com 888 pedidos de registro de candidatura apresentados à Justiça Eleitoral. O número representa uma redução significativa em relação às eleições de 2022, quando o estado contabilizou 1.243 registros. Com esse volume, Goiás ocupa a oitava posição entre os estados brasileiros com maior número de pedidos de candidatura.

A maior disputa está concentrada nas vagas da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Foram apresentados 587 pedidos de candidatura para deputado estadual. Para as cadeiras goianas na Câmara dos Deputados, são 256 concorrentes. Já a corrida pelo Governo de Goiás reúne seis candidatos ao Palácio das Esmeraldas e seis candidatos a vice-governador.

Para o Senado, a Justiça Eleitoral recebeu 11 registros de candidatura, além de 11 nomes para primeira suplência e outros 11 para segunda suplência. Em comparação com 2022, houve redução principalmente nas disputas proporcionais: naquele ano, Goiás teve 391 candidatos à Câmara Federal e 800 concorrentes à Assembleia Legislativa.

O perfil das candidaturas também mostra predominância masculina. Dos 888 registros, 551 são de homens, o equivalente a 62,05%, e 337 são de mulheres, ou 37,95%. A faixa etária com maior participação é a de 45 a 49 anos, responsável por 18,58% dos registros. Mais da metade dos candidatos, 54,95%, declarou possuir ensino superior completo.

Os números ainda representam o panorama inicial da eleição. Todos os pedidos apresentados precisam passar pela análise da Justiça Eleitoral, que verificará se os candidatos atendem às exigências legais para concorrer. A partir dessa etapa, a campanha em Goiás entra em um período decisivo de busca por votos para o governo, Senado, Câmara Federal e Alego.

Haddad coloca segurança no centro da campanha e propõe agência antifacção em São Paulo

Da Redação

Plano do candidato do PT prevê inteligência artificial, placar de crimes esclarecidos e estrutura estadual para enfrentar organizações criminosas

Fernando Haddad (PT) decidiu colocar a segurança pública entre os principais eixos de sua campanha ao Governo de São Paulo. O plano registrado na Justiça Eleitoral prevê a criação de uma agência estadual antifacção, o uso de inteligência artificial no combate à criminalidade e a divulgação de indicadores sobre o esclarecimento de crimes.

A escolha representa uma tentativa do candidato petista de disputar diretamente uma pauta que ganhou grande peso na eleição paulista. Entre as propostas está a criação de um placar com indicadores de crimes esclarecidos, além de uma estrutura específica para integrar o trabalho contra facções criminosas e fortalecer a cooperação entre diferentes órgãos de segurança.

A tecnologia também ocupa espaço relevante no programa. Haddad propõe usar inteligência artificial para construir mapas de calor da criminalidade e auxiliar no planejamento das ações de segurança. O documento prevê ainda manter delegacias da mulher funcionando 24 horas e ampliar mecanismos de acompanhamento dos resultados obtidos pelas forças policiais.

O plano registrado no TSE tem 15 páginas e ainda é tratado pela campanha como um conjunto inicial de diretrizes. Embora o documento prometa transformar as propostas em objetivos concretos durante um eventual governo, ainda não apresenta metas numéricas para os principais indicadores. O texto também não trata nominalmente da Cracolândia ou estabelece uma estratégia específica para o tráfico de drogas.

Ao priorizar a segurança, Haddad tenta abrir uma frente direta de confronto com Tarcísio de Freitas (Republicanos), que busca a reeleição apoiado justamente em temas como segurança e gestão. A disputa ganha peso adicional porque o Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta coloca Tarcísio com 50% das intenções de voto e Haddad com 33,8%, aumentando a pressão sobre o petista para ampliar sua presença no eleitorado paulista.

Flávio Bolsonaro muda estratégia e só quer debate se Lula estiver presente

Da Redação

Campanha tenta concentrar confronto eleitoral entre os dois líderes das pesquisas e evitar que candidato do PL vire alvo de adversários da própria direita

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) decidiu adotar uma estratégia mais seletiva nos debates presidenciais do primeiro turno. O candidato deverá participar apenas dos confrontos em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, também estiver presente. A orientação foi confirmada pelo coordenador político da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN).

A decisão tem como objetivo reforçar a polarização entre Flávio e Lula e, ao mesmo tempo, evitar que o candidato do PL fique sozinho como principal alvo dos demais concorrentes do campo da direita. Aliados avaliam que confrontos com candidatos ideologicamente próximos poderiam provocar desgaste e dificultar uma eventual união desse eleitorado em um segundo turno.

A estratégia também responde ao planejamento do próprio presidente. Segundo integrantes da campanha petista ouvidos pela Folha, Lula deverá participar apenas do debate promovido pela TV Globo em 1º de outubro, último encontro antes do primeiro turno. Os dois candidatos também são esperados nas sabatinas da emissora.

Com isso, Flávio tende a ficar fora de debates nos quais Lula não compareça, incluindo confrontos que poderiam colocá-lo diretamente diante de nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos. A campanha bolsonarista aposta que o principal adversário a ser enfrentado publicamente deve ser o atual presidente, e não candidatos que podem se tornar aliados posteriormente.

A escolha ocorre em um cenário de disputa apertada. Pesquisa Quaest citada pela Folha aponta Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 31%. Em uma eventual disputa direta no segundo turno, os dois aparecem tecnicamente empatados, com 43% para Lula e 40% para Flávio.

Tarcísio reafirma ligação com Bolsonaro, mas marca distância em temas como vacinação

Da Redação

Governador diz compartilhar valores do bolsonarismo, defende identidade própria e aposta em Flávio Bolsonaro para aproximar São Paulo do Governo Federal

Em plena campanha pela reeleição em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) voltou a reafirmar sua ligação política com o bolsonarismo, mas fez questão de demonstrar que não pretende reproduzir automaticamente todas as posições associadas ao movimento. Durante sabatina realizada nesta quarta-feira (19), o governador citou a vacinação como exemplo de tema no qual adota uma posição própria.

Ex-ministro da Infraestrutura do governo Jair Bolsonaro, Tarcísio reconheceu a importância do ex-presidente para sua entrada na política e disse compartilhar valores defendidos pelo bolsonarismo. Ao mesmo tempo, afirmou que rejeita posições que, em sua avaliação, não fazem sentido, mencionando o esforço do governo paulista para elevar a cobertura vacinal diante da circulação do sarampo.

O governador também utilizou a entrevista para reforçar seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Segundo Tarcísio, uma eventual vitória do senador facilitaria o relacionamento institucional entre São Paulo e o Governo Federal, repetindo o alinhamento que ele diz existir atualmente entre o governo estadual e a Prefeitura de São Paulo.

Na avaliação de Tarcísio, a relação com o governo do presidente Lula é distante. Apesar das diferenças políticas, o governador citou obras realizadas em parceria com a União, como o túnel Santos-Guarujá, para defender uma postura pragmática quando projetos de interesse de São Paulo estão em discussão.

A fala também mostra uma estratégia eleitoral de Tarcísio: preservar sua identificação com o eleitorado bolsonarista sem abrir mão de uma imagem administrativa própria. O movimento ocorre no momento em que o governador aparece com 50% das intenções de voto na pesquisa Paraná Pesquisas, diante de 33,8% de Fernando Haddad.

Tarcísio chega a 50% e abre 16 pontos sobre Haddad na disputa por São Paulo

Da Redação

Paraná Pesquisas aponta governador próximo de uma vitória no primeiro turno e mostra vantagem também em eventual confronto direto

Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com ampla vantagem na corrida pelo Governo de São Paulo. Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (19) coloca o atual governador com 50% das intenções de voto, contra 33,8% de Fernando Haddad (PT), principal adversário na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

A diferença entre os dois chega a aproximadamente 16 pontos percentuais. Na sequência aparecem Vera Lúcia (PSTU), com 1,5%; Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP), com 0,8% cada; e Izadora Dias (PCO) e Policial Edjane (Agir), com 0,4% cada. Brancos e nulos representam 7,5% e outros 4,8% não souberam responder.

O desempenho coloca Tarcísio em uma posição competitiva para tentar resolver a eleição ainda no primeiro turno, embora o resultado efetivo dependa dos votos válidos apurados nas urnas. Na pesquisa espontânea, o governador também lidera, com 29,1%, enquanto Haddad soma 12%. Mais da metade dos entrevistados, 51,8%, ainda não soube apontar espontaneamente um candidato.

Em uma eventual disputa de segundo turno, Tarcísio aparece com 53%, contra 36,9% de Haddad. O levantamento também registra uma diferença importante na rejeição: 44,3% afirmam que não votariam no petista, enquanto a rejeição ao atual governador é de 27,4%.

O Paraná Pesquisas entrevistou presencialmente 1.680 eleitores em 80 municípios paulistas entre 16 e 18 de agosto. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número SP-08913/2026.

Celina Leão abre vantagem no DF e lidera todos os cenários de segundo turno

Pesquisa RealTime Big Data mostra governadora na frente de Arruda e Leandro Grass e reforça cenário de favoritismo na corrida pelo Palácio do Buriti

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), inicia a fase mais intensa da campanha eleitoral de 2026 em posição de vantagem. Pesquisa RealTime Big Data divulgada nesta quarta-feira (19) aponta Celina na liderança da disputa pelo Governo do Distrito Federal, tanto nos cenários de primeiro turno quanto nas simulações de segundo turno.

No principal cenário estimulado, Celina aparece com 34% das intenções de voto. José Roberto Arruda (PSD) ocupa a segunda colocação, com 22%, seguido por Leandro Grass (PT), com 18%. Paula Belmonte (PSDB) registra 6% e Ricardo Cappelli (PSB), 5%. Em um segundo cenário, sem Arruda, Celina amplia sua votação para 45%, enquanto Grass chega a 20%.

Os números também mostram vantagem da governadora em eventuais confrontos diretos. Contra Arruda, Celina marca 42%, diante de 30% do ex-governador. Em uma disputa com Leandro Grass, a diferença aumenta: 51% para Celina e 32% para o candidato petista. Arruda também venceria Grass em uma simulação de segundo turno, por 44% a 34%.

O levantamento revela, porém, que uma parcela significativa do eleitorado ainda não consolidou sua escolha. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Celina tem 15%, Arruda 9% e Grass 3%. Outros 55% disseram não saber ou não responderam, o que indica espaço para mudanças ao longo da campanha.

A RealTime Big Data ouviu 1.600 eleitores do Distrito Federal entre os dias 14 e 18 de agosto, por meio de abordagens telefônicas e digitais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número DF-07849/2026.

Michelle Bolsonaro inicia campanha ao Senado e aumenta peso da disputa eleitoral no DF

Da Redação

Ex-primeira-dama escolhe Ceilândia para largada da candidatura e reforça aliança com Celina Leão e lideranças conservadoras

Michelle Bolsonaro (PL) iniciou oficialmente sua campanha ao Senado pelo Distrito Federal no domingo (16), durante ato realizado em Ceilândia. Nascida na região administrativa, a ex-primeira-dama usou a primeira agenda eleitoral para reforçar sua ligação com o DF e a aliança construída em torno da candidatura à reeleição da governadora Celina Leão (PP).

Em seu discurso, Michelle afirmou que a candidatura representa uma missão atribuída a ela por Jair Bolsonaro e disse que pretende utilizar um eventual mandato para defender pautas consideradas prioritárias por sua base política. A candidata também declarou apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

O ato reuniu nomes importantes do campo conservador no Distrito Federal. Além de Celina Leão, participaram a deputada federal Bia Kicis (PL) e a senadora Damares Alves (Republicanos). Bia também disputa uma das vagas do DF no Senado, ampliando o protagonismo feminino na composição política apresentada pelo grupo.

A entrada de Michelle Bolsonaro na eleição transforma a disputa pelo Senado em uma das principais batalhas políticas do Distrito Federal. A ex-primeira-dama chega à campanha com forte exposição nacional e tenta converter em votos o capital político acumulado durante e depois do governo Bolsonaro.

O desafio agora será conciliar uma campanha com forte identidade nacional com questões diretamente ligadas ao cotidiano de Brasília. Como duas vagas estarão em disputa para o Senado em 2026, a eleição tende a estimular alianças cruzadas e uma competição intensa entre nomes conhecidos da política local.

Lula abre campanha em São Bernardo e transforma berço político em ponto de partida para reeleição

Presidente escolhe cidade onde construiu trajetória sindical para iniciar oficialmente campanha de 2026 e reforça discurso sobre segurança, indústria, educação e participação das mulheres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, para abrir oficialmente sua campanha à reeleição. O primeiro grande ato ocorreu no domingo (16), primeiro dia autorizado pela Justiça Eleitoral para a propaganda eleitoral nas ruas e na internet, e recuperou símbolos da trajetória política e sindical do petista.

No estádio da Vila Euclides, local diretamente ligado à ascensão política de Lula durante o movimento sindical, o presidente usou sua própria trajetória para apresentar ao eleitorado uma comparação entre diferentes períodos de governo. Durante o discurso, mencionou realizações anteriores nas áreas de educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico.

A segurança pública também apareceu entre os pontos centrais da largada eleitoral. Lula voltou a defender a criação de um Ministério da Segurança Pública e colocou o enfrentamento à violência contra as mulheres entre os temas que deverão ocupar espaço durante a campanha. O ato contou ainda com a participação da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de Fernando Haddad.

A escolha de São Bernardo tem peso simbólico e eleitoral. Mais do que iniciar uma agenda de rua, a campanha tenta recuperar a conexão entre a história pessoal de Lula e uma parcela do eleitorado ligada ao trabalho, à indústria e às políticas sociais.

Com a propaganda eleitoral oficialmente liberada desde 16 de agosto, a eleição presidencial entra agora em uma etapa de confronto mais direto entre candidatos, propostas e projetos de país. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

CARREATA DE APOIADORES DE JOSCILENE DO MANGÃO MOBILIZA NOVO GAMA

Movimento percorreu as principais ruas da cidade com a presença de candidatos, vereadores, secretários e lideranças políticas de Goiás

Uma carreata em apoio à candidatura de Joscilene do Mangão (AGIR) reuniu apoiadores e importantes lideranças políticas em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal. O movimento começou no bairro Lago Azul, percorreu as principais ruas da cidade e terminou no Greenville, levando para as ruas a campanha da primeira-dama e candidata a deputada estadual.

A mobilização contou com a presença de Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência da República; Daniel Vilela (MDB), candidato ao governo de Goiás; Gracinha Caiado (União Brasil) e Gustavo Mendanha (PRD), candidatos ao Senado; da deputada federal Lêda Borges (Republicanos), Carol Fleury, candidata a deputada federal (PSD); além de vereadores, secretários e lideranças políticas de várias regiões do Estado.

A participação das lideranças deu dimensão estadual à carreata, mas o principal destaque do encontro foi a demonstração de apoio à candidatura de Joscilene do Mangão, que busca uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás.

Joscilene chega à disputa eleitoral depois de ter atuado como secretária de Promoção Social de Novo Gama. A experiência na gestão municipal aproximou a candidata das demandas de famílias e comunidades do município. Agora, ela pretende levar essa experiência para uma nova etapa de sua trajetória política.

“Eu conheci de perto as necessidades da nossa população durante o período em que estive na Promoção Social. Hoje, estou colocando meu nome à disposição para continuar esse trabalho em uma nova missão, buscando ainda mais oportunidades e melhorias para Novo Gama e para toda a nossa região”, afirmou Joscilene.

O prefeito Carlinhos do Mangão (PL) acompanhou a mobilização e declarou apoio à candidatura da esposa. Para ele, a experiência acumulada por Joscilene na administração municipal é um dos pontos que sustentam a candidatura.

“Joscilene conhece a nossa cidade, conhece as pessoas e sabe quais são as necessidades de quem mais precisa. Ela já mostrou sua capacidade de trabalho na Promoção Social e agora está preparada para fazer ainda mais por Novo Gama e pela região”, afirmou o prefeito.

A presença de nomes como Caiado, Daniel Vilela, Gracinha Caiado, Gustavo Mendanha e Lêda Borges reforçou o caráter político da mobilização. Vereadores, secretários e lideranças também acompanharam o percurso, formando uma frente de apoio à candidatura de Joscilene.

A carreata terminou no Greenville, encerrando um percurso marcado pela presença de apoiadores e pela divulgação do nome de Joscilene do Mangão como candidata a deputada estadual.