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Pan-americano: Brasil domina prova dos 110 metros com barreiras

Foto: Alexandre Loureiro

Eduardo de Deus é ouro e Rafael Pereira bronze

O Brasil garantiu a dobradinha na prova dos 110 metros com barreiras dos Jogos Pan-Americanos de Santiago (Chile), com o ouro de Eduardo de Deus e o bronze de Rafael Pereira nesta quarta-feira (1). O dia também foi de garantir o lugar mais alto no pódio na prova dos 400 metros com Lucas Conceição.

“É muito gratificante sair com essa medalha. Confesso que fiquei um pouco preocupado ali depois da última barreira, pois perdi um pouco de força. Vi que o americano estava vindo, então fechei o olho, joguei o peito e esperei no placar um pouco. É muito emocionante ver o seu nome lá em cima. Fico muito feliz. Esperava ter corrido um pouco melhor, estava treinando bem, na minha última competição fiquei abaixo um centésimo do índice olímpico, corri 13s28, o índice é 13s27, mas fico muito contente de ter finalizado o ano bem, com uma medalha de ouro. Agora é descansar uns dez dias e depois retomar os treinos”, analisou Eduardo, que triunfou nos 110 metros com barreiras com o tempo de 13s67.

Quem também celebrou demais um ouro conquistado nesta quarta foi Lucas Conceição, que correu os 400 metros em 45s77: “Estava muito concentrado na minha prova, na minha corrida e isso que me trouxe o mérito de ser campeão pan-americano […]. É muito gratificante sair com essa medalha de ouro, de conseguir terminar bem e ver que conseguimos o que tanto almejamos. Estou muito feliz por isso”.

Além das três medalhas conquistas nesta quarta, o Brasil já faturou outras oito medalhas no atletismo. Logo no primeiro dia de disputas no Estádio Nacional, Izabela Rodrigues (ouro) e Andressa Morais (prata) fizeram a dobradinha no lançamento do disco. Já Eliane Martins, no salto em distância, e o revezamento 4×400 metros misto (formado por Douglas Mendes, Letícia Nonato, Lucas Vilar e Tiffani Marinho) conquistaram a prata.

Na última terça (31) vieram pratas nos 100 metros com Felipe Bardi e no decatlo com José Fernando Fernandes, além do bronze nos 5 mil metros com Altobeli da Silva. Nas provas de rua, Caio Bonfim conquistou a prata nos 20 quilômetros da marcha atlética no último domingo (29).

Edição: Fábio Lisboa

Equatorial Goiás apresenta cronograma de obras para todo Estado 

Companhia detalha planejamento de trabalho na rede goiana até 2024  

  

Goiânia, 1º de novembro de 2023 – “O foco das ações é para trazer mais segurança e estabilidade ao sistema que está sobrecarregado e que vem sendo atingido fortemente por chuva e vento no Estado”, afirma o presidente da Equatorial Goiás, Lener Jayme, que tem trabalhado para a recuperação da rede de distribuição de energia muito degradada na área de concessão. A companhia acredita que a transparência é fundamental para que os goianos possam acompanhar o trabalho que está sendo desenvolvido ao longo dos últimos 10 meses e daqui para frente.   

  

Por isso, compartilha um extenso cronograma com centenas de obras que já estão sendo feitas e que ainda serão executadas em todas as regiões do Estado. Até dezembro deste ano, o Norte, Nordeste, Sudoeste, Sul e Centro de Goiás vão receber ampliações de subestações, podas de árvores, novas ligações e manutenções nos equipamentos, entre outros serviços. 

  

A partir de janeiro de 2024 estão previstas novas inspeções na rede, automação e modernização de subestações. As ações vão trazer mais capacidade energética aos municípios e redução das interrupções no fornecimento de energia. A expectativa da companhia é que, gradativamente, os goianos possam sentir os efeitos desse trabalho.   

  

Desde que a Equatorial assumiu a transmissão de energia, em Goiás, foram investidos mais de R$1,38 bilhões. O recurso foi empregado na substituição de equipamentos, reconstrução da rede e entrega de importantes obras como novas subestações e linhas de transmissão. Até setembro de 2023, só em Goiânia e Região Metropolitana, a Equatorial ampliou e modernizou subestações, investiu na troca de transformadores e reforçou o atendimento aos clientes.  

  

O desafio é grande, na mesma dimensão do trabalho que está sendo executado. A companhia tem convicção da sua capacidade na transformação da realidade da energia em Goiás. Por isso, conta com cada um dos seus clientes no acompanhamento do trabalho que está sendo desenvolvido. Os esforços são ininterruptos para a recuperação da rede de energia que está sucateada há mais de duas décadas.   

Acompanhe de perto o trabalho  

Planejamento realizado até Setembro de 2023 

https://go.equatorialenergia.com.br//wp-content/uploads/2023/10/EQTL-GO-Planejamento_Realizado_ate-Set-2023_final-1.pdf

Planejamento do 4º Trimestre 2023 

https://go.equatorialenergia.com.br//wp-content/uploads/2023/10/EQTL-GO-Planejamento_4-Trimestre_2023_final-1.pdf

Planejamento Anual de 2024 

https://go.equatorialenergia.com.br//wp-content/uploads/2023/10/EQTL-GO-Planejamento_Anual-2024_final.pdf

  

Sobre a Equatorial Goiás    

  

A Equatorial Goiás é uma empresa que pertence à holding Equatorial Energia, 3º maior grupo de distribuição de energia do País, com 7 concessionárias que atendem cerca de 13 milhões de clientes. Somente em Goiás são 3,3 milhões de clientes, localizados em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².  

Parquinho da praça central do bairro Céu Azul é revitalizado

O espaço agora conta com brinquedos novos e permite a integração e diversão de crianças até 10 anos.

O Governo de Valparaíso de Goiás, em parceria com as Secretarias de Cultura e Esporte, Finanças e Planejamento e de Infraestrutura, Habitação e Serviços Urbanos, concedeu ao Bairro Céu Azul a revitalização do parquinho da Praça Central, dando continuidade no destaque na área de cultura e lazer.

O espaço agora conta com brinquedos novos e permite a integração e diversão de crianças até 10 anos. A revitalização de pracinhas é crucial, pois oferece um espaço seguro e atraente para as crianças brincarem, estimulando seu desenvolvimento físico, social e cognitivo.

O chefe da pasta de Infraestrutura, Habitação e Serviços Urbanos, Dr. Marcus Vinícius, falou a respeito da quantidade de parquinhos e de obras que seguem no planejamento.

“Já são mais de 30 parquinhos implementados nas praças da nossa cidade e as obras não param, ainda estamos finalizando uma obra para uma pista de skate no espaço do Bairro Céu Azul”, pontou.

O secretário de Cultura e Esporte deixou seu agradecimento e falou um pouco do novo espaço.

“É um grande momento para esta praça e para esses pequenos cidadãos, até porque foi totalmente reformado com brinquedos novos e pedimos à comunidade para preservar o local e colaborar para que Valparaíso continue sendo destaque”, diz.

Esta renovação contribui para o fortalecimento da comunidade, promovendo interações sociais e um senso de pertencimento local. O Governo Municipal alerta à comunidade para a preservação do ambiente.

Moradores de Nova Aurora e Anhanguera recebem casas a custo zero

Em Nova Aurora, Moacir José da Costa, 71, recebe a visita do vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, e do presidente da Agehab, Alexandre Baldy (Foto: Jota Eurípedes e Edgar Soares)

O vice-governador Daniel Vilela entregou a famílias de baixa renda da região Sudeste do estado 65 casas construídas a custo zero pelo Governo de Goiás, por meio do programa “Pra Ter Onde Morar”, executado pela Agência Goiana de Habitação (Agehab) e Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra).

Na manhã desta terça-feira (30/10), Daniel esteve em Nova Aurora e em Anhanguera, municípios onde foram repassadas as chaves aos beneficiários previamente sorteados: 35, na primeira cidade; e 30 na segunda.

Em seu discurso direcionado aos beneficiários do programa, o vice-governador deu ênfase à ação inédita do governo goiano.

“Nenhum outro estado constrói casas e as repassa às pessoas consideradas de maior vulnerabilidade social sem que haja alguma contrapartida financeira daqueles que foram contemplados”, disse.

E lembrou que os recursos para a construção das casas em Nova Aurora e em Anhanguera são exclusivamente do Tesouro Estadual, totalizando investimentos de R$ 7,5 milhões.

“Que a partir de agora a vida de vocês possa ser cada vez melhor. Com a segurança e a tranquilidade que a casa própria nos dá”, ressaltou Daniel que, em seguida, enumerou os programas sociais capitaneados pelo Executivo goiano. “Temos hoje a maior rede de proteção social do país, que ampara todos os goianos e não deixa nenhum cidadão para trás”, acrescentou.

Em Anhanguera, o vice-governador lançou mão do fato de o município ser o menor do estado de Goiás, com cerca de 950 habitantes, segundo o último Censo – e o terceiro menor do Brasil – para ilustrar a prioridade que o governador Ronaldo Caiado dá, na execução das políticas habitacionais, às pequenas e médias cidades, não privilegiando somente os grandes centros urbanos.

“Estamos diante de um projeto inovador, único no Brasil. É muito simbólica nossa presença aqui, hoje, em Anhanguera. Mostra que o Governo de Goiás garante investimentos nas grandes cidades, mas também nos menores municípios”, pontuou.

Casas a custo zero

O presidente da Agehab, Alexandre Baldy, destacou a parceria do governo estadual com as prefeituras municipais e as câmaras de vereadores para a viabilização do programa “Para Ter Onde Morar” – os prefeitos cedem os terrenos para a construção dos condomínios horizontais e os vereadores aprovam o projeto de lei enviado pelo Executivo local que oficializa a doação da área ao estado.

“Há um esforço conjunto para transformar a vida das pessoas”.

Escolhido para representar os beneficiários de Nova Aurora, o agricultor Moacir José da Costa, 71, acompanhado pela filha Cristina da Costa, 14, foi às lágrimas quando recebeu, no palco, a chave de sua nova casa das mãos do vice-governador.

Ele contou que morava “de favor” na fazenda onde trabalha e que “não tinha palavras para agradecer” ao Governo do Estado. Na sequência, ele recebeu a visita de Daniel e Baldy em sua residência.

Em Anhanguera, foi a dona de casa Simone Pereira Sales, 30, que fez questão que o vice-governador e o presidente da Agehab conhecessem a casa cuja chave ela havia pegado das mãos de ambos minutos antes.

Simone é mãe de cinco filhos, com idades entre quatro e 14 anos, e disse que queria fazer sua mudança para o loteamento Morada do Lago, onde as moradias foram construídas, o “mais rápido possível”.

Vice-governadoria – Governo de Goiás

Missão oficial à China

Presidente da Alego, Bruno Peixoto, integra missão internacional no país asiático visa estabelecer acordos comerciais e fomentar tratados de cooperação técnica para o crescimento da economia goiana.

Buscando contribuir cada vez mais para o fortalecimento econômico dos municípios goianos, o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Bruno Peixoto (UB), cumpre, entre os dias 1º e 14 de novembro, missão internacional na China. De acordo com o líder do Poder Legislativo, a agenda internacional, liderada pelo governador Ronaldo Caiado (UB), trará bons frutos para o Estado, principalmente no que tange à atração de investimentos para programas estratégicos e para a consolidação de novos convênios. Para Peixoto, um momento de apresentar aos chineses a força e as potencialidades dos nossos municípios, além de demonstrar ainda a unidade entre o Legislativo e o Executivo.

“Sob o comando e liderança do nosso governador Ronaldo Caiado, vamos trabalhar, durante essa importante missão internacional, para construir uma relação comercial ainda mais forte entre o nosso Estado e a China, especialmente, no sentido de atrairmos novos investimentos, instalação de novas indústrias em nossas cidades e promover, assim, a geração de emprego e renda para os goianos. Nosso objetivo principal é contribuir para o progresso do Estado e mostrar também aos chineses que, em Goiás, o Legislativo e o Executivo caminham juntos”, explicou Bruno Peixoto. 

A missão no país asiático visa, principalmente, consolidar a instalação de duas empresas chinesas no Estado: a Chint Power, uma das maiores do ramo de soluções em energia do mundo; e a Weichai Group, indústria líder no mercado mundial que fabrica motores elétricos para caminhões. Ambas devem se instalar na cidade de Itumbiara, no Sul de Goiás.

Visita técnica aos Emirados Árabes

Antes de iniciar os compromissos oficiais na China, o presidente da Alego, juntamente com o secretário de Indústria e Comércio de Goiás, Joel Sant’Anna Braga e demais membros da comitiva do Governo estadual, realizam visita técnica aos Emirados Árabes. A agenda institucional, que começou nessa segunda-feira, 30, e que segue até a próxima quinta-feira, 02, tem como objetivo prospectar a atração de novos negócios para regiões estratégicas de Goiás, especialmente, para a cidade de Anápolis.

Estão previstas na programação oficial reuniões com o Grupo Kezad, que oferece soluções empresariais para atividades como manufatura, logística, comércio e distribuição; com o Grupo Emirates, uma das maiores companhias aéreas do mundo e com a Dubai Economic Development Corporation (DEDC), organização criada para defender e auxiliar a exportação, além de promover o desenvolvimento econômico da região.Agência Assembleia de Notícias

Sesc e Senac de todo o Brasil trarão diversidade cultural para o Salão Nacional do Turismo

Sesc e Senac estarão presentes em Brasília, entre os dias 15 e 17 de dezembro, para mostrar o potencial turístico e a diversidade cultural brasileira durante o Salão Nacional do Turismo. Organizado pelo Ministério do Turismo (MTur), o evento conta com o apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que mobilizou federações de 26 estados e do Distrito Federal para divulgar os atrativos de cada região do país ao público interno e externo.

As unidades do Sesc ficarão responsáveis pela programação cultural e trarão para Brasília artistas que traduzam a identidade de cada povo. Já as unidades do Senac montarão seus estandes com oficinas gastronômicas de pratos típicos de cada região.

Nesta quinta-feira (26), o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, e o ministro do Turismo, Celso Sabino, fizeram uma visita para conhecer as instalações do evento – a Arena BRB, no Estádio Nacional Mané Garrincha, cedido pelo Governo do Distrito Federal (GDF). No local será montada uma estrutura de 25 mil m², que contará com diversos expositores e parceiros de diferentes áreas, como também agricultura familiar e artesanato.

Representando o presidente da CNC, José Roberto Tadros, Aparecido destacou a importância do Salão Nacional do Turismo. ‘Trabalhar pelo desenvolvimento do turismo é também trabalhar pelo crescimento do nosso país. E é isso que os departamentos nacionais e regionais do Sesc e do Senac fazem em todo o Brasil. Temos certeza de que essa parceria com o MTur trará grandes resultados ao concentrar e conectar todos as unidades da Federação na capital federal”, disse o presidente do Sistema Fecomércio-DF.

O ministro ressaltou que o evento será uma vitrine dos atrativos do Brasil. “Será uma ótima oportunidade para mostrar todo o potencial turístico do nosso país, tanto para os turistas internos, quanto para os que vêm de fora conhecer nossas belezas naturais, culturais, gastronômicas, históricas”. Sabino ainda lembrou do potencial do turismo em movimentar a economia local com geração de emprego e renda. “Serão diferentes segmentos turísticos presentes em nossa Feira, o que garante uma movimentação econômica para cidade e para o Brasil”, concluiu.

O diretor geral do Departamento Nacional do Sesc, José Carlos Cirilo, enfatizou a importância para as duas instituições estarem presentes: “O Sesc é pioneiro no turismo social, que democratiza o acesso aos comerciários e desenvolve regiões; o Senac é a força da educação profissional neste setor importante da economia.”

Participaram da visita os diretores regionais do Sesc-DF e Senac-DF, Valcides Araújo e Vítor Corrêa, a chefe de gabinete da Fecomércio-DF, Caetana Franarin, o secretário de Planejamento, Sustentabilidade e Competitividade do MTur, Milton Zuanazzi, e o CEO da Arena BSB, Richard Dubois.

Copom reduz juros básicos da economia para 12,25% ao ano

Queda de 0,5 ponto era esperada pelo mercado financeiro

O comportamento dos preços fez o Banco Central (BC) cortar os juros pela terceira vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 12,25% ao ano. A decisão, anunciada na tarde desta quarta-feira (1º), era esperada pelos analistas financeiros.

Em comunicado, o Copom informou que a economia internacional exige maior atenção e cautela de países emergentes na redução de juros. “O ambiente externo mostra-se adverso, em função da elevação das taxas de juros de prazos mais longos nos Estados Unidos, da resiliência dos núcleos de inflação em níveis ainda elevados em diversos países e de novas tensões geopolíticas”, destacou o comunicado.

Apesar das dificuldades, o texto informou que o Copom continuará a fazer novos cortes de 0,5 ponto nas próximas reuniões. O Copom, no entanto, indicou que poderá mudar o tempo do período de cortes, caso as condições tornem mais difícil reduzir juros.

“A magnitude total do ciclo de flexibilização ao longo do tempo dependerá da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular daquelas de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, ressaltou o texto.

A taxa está no menor nível desde maio do ano passado, quando estava em 11,75% ao ano. De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em setembro, o indicador ficou em 0,26% e acumula 5,19% em 12 meses . Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada pelos economistas.

O índice fechou o ano passado acima do teto da meta de inflação. Para 2023, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,75% nem ficar abaixo de 1,75% neste ano.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a estimativa de que o IPCA fecharia 2023 em 5% no cenário base. A projeção, no entanto, pode ser revista para baixo na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de dezembro.

As previsões do mercado estão mais otimistas que as oficiais. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,63%, abaixo portanto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,86%.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic ajuda a estimular a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais baixas dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Inflação, o Banco Central aumentou para 2,9% a projeção de crescimento para a economia em 2023.

O mercado projeta crescimento semelhante, principalmente após a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) cresceu 0,9% no segundo trimestre . Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,89% do PIB em 2023.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

infografia_selic

infografia_selic – ArteDJOR

Edição: Marcelo Brandão

Novembro Azul destaca importância de diagnóstico precoce na saúde do homem

Campanha mundial de prevenção às doenças urológicas masculinas alerta para cuidados antecipados no sucesso de tratamentos

A campanha Novembro Azul destaca a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças que atingem a população masculina. Numa sociedade ainda marcada pelo machismo e por vários tabus, a detecção antecipada do câncer de próstata segue sendo um desafio, uma vez que a doença não apresenta tantos sintomas. Em alusão à prevenção do câncer, o Palácio do Buriti ficará o mês iluminado de azul.

Quando detectado no início, as chances de cura são de 90%. É preciso, contudo, que os homens estejam atentos aos sinais. Dificuldade de urinar, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes e sangue na urina são alertas que devem ser investigados.

Segundo dados do Inca, o câncer de próstata é a segunda causa de morte oncológica na população masculina | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A orientação é que, nesses casos, a pessoa procure atendimento médico para aí, sim, proceder à investigação e realizar os exames necessários como o toque retal, que avalia o tamanho, o volume, a textura e a forma da próstata; e o exame de sangue que verifica a dosagem do antígeno prostático específico (PSA), uma proteína produzida pela próstata, disponível na corrente sanguínea e no sêmen.

“Fator genético, envelhecimento, sedentarismo, estresse, falta de exercícios físicos e hábitos de vida ruins são fatores que contribuem para o câncer de próstata. Por isso, buscar consulta com o urologista é de extrema importância”, afirma o coordenador do Ambulatório de Andrologia e Saúde do Homem, localizado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Wellington Alves Epaminondas.

Olhar para o todo

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença é a segunda causa de morte oncológica na população masculina. Estima-se 71.730 novos diagnósticos de câncer de próstata por ano no triênio 2023-2025 em todo o Brasil.

Quando detectado no início, as chances de cura são de 90%

Apesar dos números, Epaminondas defende que o homem deve olhar não apenas para o câncer de próstata, mas para a saúde de forma ampla. “O recomendado é que após os 40 anos, a pessoa comece a se cuidar mais e fazer exames de rotina voltados à saúde sexual como um todo”, diz. Isso porque, de acordo com o médico, a andropausa e outras disfunções sexuais têm acometido pacientes cada vez mais jovens.

“É sempre bom fazer verificar as taxas de testosterona produzida, pois a andropausa é justamente a queda desse hormônio”, complementa. Essa diminuição pode ocasionar impotência sexual, redução de libido, perda de massa muscular, dificuldade de concentração e aumento da taxa de mortalidade masculina.

Referência

Hoje, o Hran possui o Ambulatório de Andrologia e Saúde do Homem, uma referência em toda a rede pública. O local é focado no atendimento ao público masculino, e atende pacientes de todo o Distrito Federal, encaminhados via o Complexo Regulador. Mensalmente, são realizadas uma média de 140 consultas.

O ambulatório foi inaugurado em 2021 e realiza a administração de medicamentos e exames como: estudo urodinâmico, dilatação uretral, urofluxometria, retirada de cateter duplo J e biópsia prostática. Além disso, a equipe é composta por dois andrologistas, um endocrinologista e um nutricionista, tendo em vista que alguns pacientes precisam de acompanhamento de outras especialidades por conta de comorbidades como diabetes e hipertensão.

O espaço funciona todas as quartas e quintas-feiras pela manhã para o atendimento de andrologia; na sexta, também pela manhã, ocorrem as consultas de endocrinologia e nutrição. Além disso, a equipe fica disponível mais um dia no qual realizam cirurgias, a depender da disponibilidade de salas e de anestesistas.

Câmara recebe SEPLAD para discutir orçamento de 2024

Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (01), a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) recebeu representantes da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do DF (SEPLAD) para discutir com a pasta o orçamento para 2024 apresentado pelo Executivo. O titular da comissão, deputado Martins Machado (União Brasil), ouviu dos representantes do governo os principais pontos do novo orçamento, em especial a previsão de recursos para as áreas de saúde, educação e segurança pública. O Projeto de Lei Orçamentária 2024 (PLOA), PL nº 613/2023, foi apresentado pelo Executivo à Casa em setembro e deverá ser votado devolvido para sanção pelo governador até 15 de dezembro. O texto apresenta um orçamento total de R$ 61 bi, o que representa um acréscimo de 6,6% com relação ao orçamento de 2023. Desse valor, R$ 37,8 bi são oriundos do tesouro distrital e R$ 23,2 bi virão do fundo constitucional. Destaque para a área de segurança pública, que teve um acréscimo de 5,38% em seu orçamento com relação ao ano anterior, passando de R$ 10,1 para R$ 10,7 bi, lembrando que os recursos para essa área são oriundos integralmente do fundo constitucional. Já a educação, somando-se recursos do tesouro do DF e do fundo constitucional, sofreu um acréscimo de 2,73% em seu orçamento. Em 2023 o valor foi de R$ 12,9 bi e em 2024 passará a ser R$ 13,3 bi. Na saúde, haverá queda de 2,91% dos valores, pois, este ano, foram destinados R$ 11,9 bi para a área e para 2024 estão previstos R$ 11,6 bi. Distritais questionam recursos para saúde e educação O deputado Jorge Vianna (PSD), que também é membro da CEOF, questionou os representantes da SEPLAD sobre os possíveis impactos relacionados à queda de arrecadação para saúde e o modesto acréscimo na educação. O distrital demonstrou preocupação com relação à prestação dos serviços nessas áreas para o ano que vem, alegando que há uma previsão de que a rede pública de ensino receba um grande acréscimo no número de matrículas para 2024 e que o orçamento previsto pode não suportar esse aumento. “Muitos alunos da rede privada estão entrando na rede pública, por vários motivos. Hoje, as pessoas que têm recursos já não veem a escola pública com maus olhos e não têm medo de colocar seus filhos nas escolas do GDF. Vamos ter mais alunos, vamos ter que investir em construção de escolas e em contratação de professores. Se continuar nesse orçamento, talvez tenhamos um colapso já no início do ano que vem”, declarou Vianna. A deputada Paula Belmonte (Cidadania), também integrante da CEOF, foi outra que demonstrou receio com relação ao orçamento, em especial sobre a fatia destinada à educação. A distrital lembrou os efeitos, já para 2024, da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 188 (ADPF 188/STF), julgada pela corte suprema recentemente, que, em linhas gerais, altera a distribuição de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) sobre as cotas destinadas aos estados, DF e municípios. Com a decisão, o DF perderá R$ 855 milhões que seriam destinados à educação distrital. Belmonte cobrou que a proposta apresentada pelo executivo ainda seja esmiuçada pela casa para que se estude ajustes possíveis que garantam a plena efetivação das políticas públicas para 2024. “Nosso gabinete está estudando essa proposta (PLOA) e vamos estar muito atentos para que possamos melhorar cada vez mais o orçamento, em especial no tocante à educação e saúde”, pontuou a distrital. Também demonstrou preocupação com o orçamento da educação o diretor do Sindicato dos Professores (SINPRO), Cleber Soares, que alegou que o governo não tem cumprido os termos pactuados no acordo que suspendeu a greve da categoria este ano. Segundo ele, no orçamento previsto não consta a previsão dos itens acordados entre o GDF e o sindicado. Além disso, ele afirmou que a educação tem uma carência de mais de 8 mil profissionais do magistério, e o orçamento não seria suficiente para suprir essa demanda. O subsecretário de orçamento público da SEPLAD, Luiz Paulo de Carvalho Moraes, explicou que alguns fatores explicam a redução no orçamento da saúde e a leve majoração dos valores previstos para a educação. Ele argumentou que o Fundo Constitucional ficou praticamente estagnado, o que impossibilitou uma previsão mais robusta para essas áreas, uma vez que essa fonte de receita é significativamente importante para custear tanto saúde como educação. O fundo disponível para execução em 2023 foi de R$ 22,9 bi, e a previsão para 2024 é de R$ 23,2 bi, o que representa um acréscimo de 1,31%. Outra variável que impacta no orçamento previsto, segundo a pasta, é a queda de arrecadação proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ligado à venda de combustíveis. Dados Secretaria de Fazenda do Distrito Federal (Sefaz-DF) mostram que este ano o DF arrecadou 11,3% a menos em ICMS com relação a 2022. Martins Machado afirmou que o PLOA continuará sendo debatido no âmbito da CLDF e que a Casa vai discutir os ajustes necessários até a sua votação final, em especial sobre as áreas mais sensíveis, como educação e saúde. “É fundamental que a gente trabalhe o orçamento da saúde. Não adianta a gente construir hospitais, ampliar a estrutura física e não ter pessoal dentro trabalhando. É importante que a gente tenha recursos para que esses profissionais possam desempenhar seu trabalho da melhor maneira possível”, declarou o deputado. A audiência pública teve transmissão pela TV Distrital – canal aberto 9.3 e canais 9 (Vivo) e 11 (Net), além do perfil da YouTube da CLDF. A apresentação realizada pela SEPLAD consta no portal da Casa, na página da CEOF. Christopher Gama - Agência CLDF de Notícias

Distritais debateram com membros da pasta os principais pontos da proposta

Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (01), a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) recebeu representantes da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do DF (SEPLAD) para discutir com a pasta o orçamento para 2024 apresentado pelo Executivo. O titular da comissão, deputado Martins Machado (União Brasil), ouviu dos representantes do governo os principais pontos do novo orçamento, em especial a previsão de recursos para as áreas de saúde, educação e segurança pública.

O Projeto de Lei Orçamentária 2024 (PLOA), PL nº 613/2023, foi apresentado pelo Executivo à Casa em setembro e deverá ser votado devolvido para sanção pelo governador até 15 de dezembro. O texto apresenta um orçamento total de R$ 61 bi, o que representa um acréscimo de 6,6% com relação ao orçamento de 2023. Desse valor, R$ 37,8 bi são oriundos do tesouro distrital e R$ 23,2 bi virão do fundo constitucional.

Destaque para a área de segurança pública, que teve um acréscimo de 5,38% em seu orçamento com relação ao ano anterior, passando de R$ 10,1 para R$ 10,7 bi, lembrando que os recursos para essa área são oriundos integralmente do fundo constitucional.

Já a educação, somando-se recursos do tesouro do DF e do fundo constitucional, sofreu um acréscimo de 2,73% em seu orçamento. Em 2023 o valor foi de R$ 12,9 bi e em 2024 passará a ser R$ 13,3 bi. Na saúde, haverá queda de 2,91% dos valores, pois, este ano, foram destinados R$ 11,9 bi para a área e para 2024 estão previstos R$ 11,6 bi.

Distritais questionam recursos para saúde e educação

O deputado Jorge Vianna (PSD), que também é membro da CEOF, questionou os representantes da SEPLAD sobre os possíveis impactos relacionados à queda de arrecadação para saúde e o modesto acréscimo na educação. O distrital demonstrou preocupação com relação à prestação dos serviços nessas áreas para o ano que vem, alegando que há uma previsão de que a rede pública de ensino receba um grande acréscimo no número de matrículas para 2024 e que o orçamento previsto pode não suportar esse aumento.

“Muitos alunos da rede privada estão entrando na rede pública, por vários motivos. Hoje, as pessoas que têm recursos já não veem a escola pública com maus olhos e não têm medo de colocar seus filhos nas escolas do GDF. Vamos ter mais alunos, vamos ter que investir em construção de escolas e em contratação de professores. Se continuar nesse orçamento, talvez tenhamos um colapso já no início do ano que vem”, declarou Vianna.

A deputada Paula Belmonte (Cidadania), também integrante da CEOF, foi outra que demonstrou receio com relação ao orçamento, em especial sobre a fatia destinada à educação. A distrital lembrou os efeitos, já para 2024, da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 188 (ADPF 188/STF), julgada pela corte suprema recentemente, que, em linhas gerais, altera a distribuição de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) sobre as cotas destinadas aos estados, DF e municípios. Com a decisão, o DF perderá R$ 855 milhões que seriam destinados à educação distrital.

Belmonte cobrou que a proposta apresentada pelo executivo ainda seja esmiuçada pela casa para que se estude ajustes possíveis que garantam a plena efetivação das políticas públicas para 2024. “Nosso gabinete está estudando essa proposta (PLOA) e vamos estar muito atentos para que possamos melhorar cada vez mais o orçamento, em especial no tocante à educação e saúde”, pontuou a distrital.

Também demonstrou preocupação com o orçamento da educação o diretor do Sindicato dos Professores (SINPRO), Cleber Soares, que alegou que o governo não tem cumprido os termos pactuados no acordo que suspendeu a greve da categoria este ano. Segundo ele, no orçamento previsto não consta a previsão dos itens acordados entre o GDF e o sindicado. Além disso, ele afirmou que a educação tem uma carência de mais de 8 mil profissionais do magistério, e o orçamento não seria suficiente para suprir essa demanda.

O subsecretário de orçamento público da SEPLAD, Luiz Paulo de Carvalho Moraes, explicou que alguns fatores explicam a redução no orçamento da saúde e a leve majoração dos valores previstos para a educação. Ele argumentou que o Fundo Constitucional ficou praticamente estagnado, o que impossibilitou uma previsão mais robusta para essas áreas, uma vez que essa fonte de receita é significativamente importante para custear tanto saúde como educação. O fundo disponível para execução em 2023 foi de R$ 22,9 bi, e a previsão para 2024 é de R$ 23,2 bi, o que representa um acréscimo de 1,31%.

Outra variável que impacta no orçamento previsto, segundo a pasta, é a queda de arrecadação proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ligado à venda de combustíveis. Dados Secretaria de Fazenda do Distrito Federal (Sefaz-DF) mostram que este ano o DF arrecadou 11,3% a menos em ICMS com relação a 2022.

Martins Machado afirmou que o PLOA continuará sendo debatido no âmbito da CLDF e que a Casa vai discutir os ajustes necessários até a sua votação final, em especial sobre as áreas mais sensíveis, como educação e saúde. “É fundamental que a gente trabalhe o orçamento da saúde. Não adianta a gente construir hospitais, ampliar a estrutura física e não ter pessoal dentro trabalhando. É importante que a gente tenha recursos para que esses profissionais possam desempenhar seu trabalho da melhor maneira possível”, declarou o deputado.

A audiência pública teve transmissão pela TV Distrital – canal aberto 9.3 e canais 9 (Vivo) e 11 (Net), além do perfil da YouTube da CLDF. A apresentação realizada pela SEPLAD consta no portal da Casa, na página da CEOF. 
 

Christopher Gama – Agência CLDF de Notícias

Manzoni promove solenidade em comemoração dos 90 anos da profissão de Engenheiro Agrônomo

Encontro reuniu profissionais e líderes para celebrar a história e planejar o futuro da agricultura no DF e no Brasil
O auditório da Câmara Legislativa recebeu engenheiros agrônomos em uma sessão solene em comemoração dos 90 anos da profissão. Na última segunda-feira (31), profissionais do setor, empresários e legisladores celebraram o aniversário da regulamentação da profissão em cerimônia presidida pelo deputado Thiago Manzoni.


Ao abrir a solenidade para a fala dos componentes de honra, o deputado Thiago Manzoni contou que foi procurado em seu gabinete pelo presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do DF (AEA-DF), Antônio Barreto, que levou a proposta do evento. “O agro brasileiro hoje alimenta pouco mais de um bilhão de pessoas ao redor do mundo e tem a possibilidade de se tornar uma das nações mais ricas por causa do agronegócio. Comemorar esses 90 anos aqui na Câmara Legislativa é muito relevante não só para o DF, mas para o Brasil”, compartilhou Manzoni.
O engenheiro agrônomo e fundador da Embrapa, doutor Eliseu Alves, com 92 anos, abrilhantou o evento com a sua fala relembrando as conquistas dos engenheiros agrônomos no DF e contou da sua constante busca pelo aprimoramento das tecnologias. “Nós tivemos cuidado ao montar a Embrapa. Todo estado tem uma Embrapa, que foi, na minha opinião, um sucesso. O sucesso também é das universidades e, sobretudo, da iniciativa particular. E a glória é a dos engenheiros agrônomos, que transformaram esse Brasil na grande potência de produção de alimentos. Nós estamos vendendo comida para 150 países e somos um dos grandes produtores de alimentos e exportadores e estamos ajudando muita gente a se livrar da fome via mercado internacional”.

Antônio Barreto saudou os presentes e os grandes feitos de profissionais que transformaram a agricultura do Brasil. “Eles transformaram o nosso país. Estamos quase no primeiro mundo. Muito em breve, nas próximas gerações, a gente terá um país onde poderemos dizer com dignidade que aqui ninguém passa fome, que aqui o alimento produzido realmente chega à casa de cada um através da tecnologia, da produção e da transformação.”

O presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Fernando Brites, parabenizou a iniciativa da solenidade que considerou de suma importância para o setor produtivo e para o agro.  “Eu gostaria de dizer que o senhor, deputado Manzoni, aqui na Câmara Legislativa, e a nossa deputada federal Bia Kicis, na Câmara Federal, orgulham o setor produtivo e a sociedade de Brasília. Vocês têm posições definidas. A gente sabe exatamente como vocês pensam, de forma coerente, a favor do desenvolvimento social e do crescimento da atividade econômica. A postura de vocês a favor da livre iniciativa ganha relevância quando a gente consegue colocar pessoas de tão expressivo valor num auditório como este. Isso nos enche de esperança”, falou Brites.

Manzoni aproveitou a menção à deputada Bia Kicis e ressaltou que ela é a parlamentar que mais destinou emendas na história para agricultura familiar e mudou a vida de centenas de famílias do Distrito Federal e Entorno. “O Brasil, infelizmente, ainda é um país que trabalha contra os seus empreendedores. Se o Brasil quer avançar, nós precisamos de liberdade econômica, de livre iniciativa, de livre mercado. E eu espero que em muito pouco tempo esse pensamento seja majoritário nas nossas casas de leis para que os nossos parlamentos deixem de atrapalhar e passem a contribuir com o avanço das nossas cidades e do nosso país”, disse Manzoni.

A deputada Bia Kicis contou que durante a primeira campanha eleitoral em que ela participou, em 2018, começou a vivenciar a realidade do agricultor, especialmente do agricultor familiar, e sentiu uma vocação para cuidar do agricultor. “Eu não tinha noção do tamanho do agro no DF e Entorno. Comecei a perceber também as dificuldades enfrentadas pelo pequeno agricultor. Costumamos dizer que o Estado deve permitir que cada um siga o seu caminho sem interferência, mas ele também deve estar presente para ajudar, prestando assistência a quem precisa, a quem está vulnerável. Na minha visão e na do Thiago, o objetivo é que essa assistência seja temporária, permitindo que a pessoa se desenvolva e se torne independente do Estado”.

Para o secretário de Agricultura do DF, Fernando Antônio Rodriguez, a solenidade trouxe muitas reflexões e, segundo ele, uma questão extremamente importante é a sustentabilidade. “Quando se fala em sustentabilidade, se fala em três pilares: o social, o econômico e o ambiental. Mas não existe sustentabilidade sem tecnologia, e não existe sustentabilidade sem apoio político institucional”.

Além dos nomes citados acima, compuseram a mesa de honra e tiveram a palavra o secretário executivo adjunto, Cleber Oliveira Soares, representando o ministro da Agricultura; o presidente da Emater, Cleison Duval; o vice-presidente da Confederação das Associações dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (CONFAEAB), Francisco das Chagas da Silva Lira; o presidente do CREA-DF, Brasil Américo Louly Campos e o diretor-geral da Mútua-DF, Antônio José Oliveira Lima.

Fotos: Jeremias Alves