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Silvio Costa Filho e DP World anunciam investimentos de R$ 1,6 bilhão para o porto de Santos

MPor e DP World anunciam investimento bilionário no porto de Santos - Imagem: Assessoria de comunicação DP World

Anúncio aconteceu em Dubai, durante missão oficial do ministro de Portos e Aeroportos aos Emirados Árabes. Aporte vai elevar capacidade de movimentação para 2,1 milhões de TEUs até 2028

O maior complexo portuário do hemisfério sul, o Porto de Santos, terá investimento de R$ 1,6 bilhão para ampliar a capacidade de movimentação de cargas. O anúncio foi feito no final desta manhã pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em Dubai, durante missão oficial aos Emirados Árabes.
 

A ampliação do aporte para o Porto de Santos se deu após reunião realizada entre Costa Filho e representantes da DP World. A empresa opera um dos maiores e mais modernos terminais portuários privados multipropósito do país. O investimento total se soma aos R$ 450 milhões já anunciados, e tem por objetivo elevar a capacidade para 2,1 milhão de TEUs até 2028, incluindo obras de ampliação do cais em 190 metros.
 

“Esses investimentos reforçam a modernização do setor portuário, ampliam a eficiência do porto e demostram a confiança dos investidores no Brasil”, afirmou o ministro após reunião com representantes da DP World, nesta quinta-feira (20), em Dubai, onde realiza missão oficial nos Emirados Árabes. Também nesta quinta-feira, o ministro visitou o Porto de Jebel Ali.
 

A segunda fase dos investimentos, recém-aprovada, contempla a construção de um novo píer de atracação, a ampliação da retroárea com a implementação de uma laje sobre estacas, além de melhorias no gate de acesso, nas áreas de inspeção, na infraestrutura para cargas refrigeradas, bem como outras estruturas de apoio operacional.
 

No conjunto das duas fases, o programa contempla a aquisição de 4 novos portêineres, essenciais para a operação de navios de grande porte; 15 RTGs, que aumentarão a capacidade e velocidade de movimentação de contêineres no pátio; e 40 ITVs, que reforçarão a frota responsável pelo transporte interno de cargas. Esses equipamentos atendem padrões modernos de eficiência energética e sustentabilidade, alinhados à estratégia global da DP World de reduzir emissões e adotar tecnologias de menor impacto ambiental.
 

O cais ganhará mais 190 metros lineares, passando de 1.100 para 1.290 metros, o que vai ampliar as áreas de exportação de celulose e de operação de contêineres. A previsão é de que a obra seja concluída em agosto do próximo ano.
 

Com a expansão, segundo a empresa, o cais poderá receber navios porta-contêineres da classe New Panamax, com até 150.000 TPB (366m) simultaneamente. Também de acordo com a DP World, os equipamentos adquiridos possuem tecnologia de redução de consumo e emissões de gases poluentes, dentro da estratégia de descarbonização da matriz energética, instituída pelo Governo Federal.
 

Em agosto, em visita técnica ao terminal, o ministro participou da cerimônia de lançamento da pedra fundamental das obras de expansão do cais. O ministro conheceu o local onde foram cravadas as primeiras estacas e conversou com trabalhadores portuários.
 

Expertise internacional
 

O ministro visitou as instalações da DP World no Porto, e viu de perto o funcionamento da infraestrutura, especialmente os modelos de gestão, tecnologia e produtividade. “Se tem um lugar que impressiona quem trabalha com logística é o Porto de Jebel Ali. É um dos complexos mais modernos do mundo e pude ver tecnologias que podem transformar a operação de cargas no Brasil”, afirmou o ministro, citando o sistema Boxbay, que multiplica a capacidade de movimentação de cargas com mais segurança e eficiência.


“Vim entender como essas inovações podem ampliar a capacidade do Brasil e atrair mais investimentos, alinhando o país às melhores práticas globais”, acrescentou Costa Filho.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

FITS 2025: Fórum Debate Transição Energética, Mobilidade Urbana e Saneamento 

Evento gratuito reunirá 26 especialistas nos dias 24 e 25 de novembro, na sede da Fecomércio, no Rio de Janeiro  

A 16ª edição do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade – FITS, nos dias 24 e 25 de novembro, terá a infraestrutura como tema. O evento gratuito, na sede da Fecomércio, no Flamengo, Rio de Janeiro, reunirá 26 especialistas de áreas como transição energética, transportes públicos e saneamento. As inscrições devem ser feitas no site do evento.

“Esta será a 16ª edição do FITS, reconhecido como um ambiente de incentivo à inovação e à tecnologia, com foco no processo produtivo, na competitividade e no desenvolvimento sustentável. O FITS Infraestrutura será realizado em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), 6 (Água Potável e Saneamento), 7 (Energia Limpa e Acessível), 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), 13 (Ação contra a Mudança Global do Clima) e 17 (Parcerias e Meios de Implementação). Durante o evento, serão avaliados os cenários de cada segmento, seus desafios, perspectivas e a construção de caminhos a partir da interação entre os diversos atores que pensam e atuam em infraestrutura, sempre com foco na sustentabilidade ambiental, econômica e social”, destaca Lucia Martins, diretora executiva do FITS.

O FITS Infraestrutura conta com patrocínio da Light, Águas do Rio, Naturgy, MetrôRio e RJ Postos.

PROGRAMAÇÃO 

Dia 1 – 24 de novembro  

A mesa de abertura, às 14h, terá a participação de Adolpho Konder (conselheiro presidente da AGETRANSP), Antonio Carlos Vilela (vice-presidente da FIRJAN), Francis Bogossian (presidente do Clube de Engenharia do Brasil), Josier Vilar (presidente da ACRJ), Lucia Martins (diretora executiva do FITS), Miguel Fernandéz (presidente do CREA-RJ), Sydnei Menezes (presidente do CAU/RJ) e Vladimir Paschoal (conselheiro da AGENERSA). O credenciamento será iniciado às 12h, em meio a um brunch oferecido pela direção do FITS aos participantes.

A integração tarifária no transporte público é um dos principais desafios e oportunidades para melhorar a mobilidade urbana e promover a sustentabilidade nas cidades brasileiras. O tema será abordado no primeiro painel do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade – FITS, às 15h15, reunindo especialistas do setor, como Adolpho Konder (conselheiro presidente da AGETRANSP), Ana Patrizia Lira (diretora presidente da ANPTrilhos), Edmar Luiz Fagundes de Almeida (professor e pesquisador do Instituto de Energia da PUC-Rio e presidente da IAEE), Guilherme Ramalho (presidente do MetrôRio) e Priscila Sakalem (Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade do RJ).

No contexto do FITS, os especialistas debaterão modelos de integração, desafios regulatórios, experiências de sucesso e perspectivas para o futuro, destacando a importância da colaboração entre órgãos públicos, operadores e sociedade civil para avançar na implementação de sistemas integrados e sustentáveis.

A nova modelagem de concessões no setor de transportes é um tema central para o desenvolvimento da infraestrutura e para a promoção de serviços mais eficientes e sustentáveis. No painel Transportes e a Nova Modelagem de Concessões, às 16h30, especialistas como Gilson Santos (presidente da AMEP), Pedro Bruno Barros de Souza (secretário de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias de Minas Gerais), Glaydston Mattos Ribeiro (diretor executivo da Fundação COPPETEC), Isaque Ouverney (gerente de infraestrutura da FIRJAN), Luciana Parpinelli (diretora na VIALAGOS e VIARIO) e Vicente Loureiro (conselheiro da AGETRANSP) estarão reunidos no segundo painel do primeiro dia de programação. Os debatedores vão tratar dos desafios e oportunidades dessa nova abordagem. A modelagem de concessões busca criar contratos mais flexíveis, transparentes e alinhados às necessidades atuais das cidades e dos usuários.

Dia 2 – 25 de novembro  

O segundo dia do FITS Infraestrutura terá quatro mesas de debates: Panorama do Saneamento, Desafios da Regulação do Saneamento, o Panorama da Transição Energética no Brasil e o Desafio da Regulação do Gás no Brasil.

O saneamento básico é um dos grandes desafios para o desenvolvimento sustentável no Brasil. O painel de abertura do segundo dia do FITS Infraestrutura vai reunir, às 10h, especialistas renomados para debater o tema, como Alexandre Bianchini (vice-presidente da AEGEA Saneamento), Carlos Roberto de Oliveira (diretor da ARES PCJ), Luis Paulo do Nascimento (presidente do CERHI) e Luiz Firmino (pesquisador sênior da FGV CERI).

Os principais desafios da regulação do saneamento no Brasil envolvem questões técnicas, institucionais e sociais e vão da complexidade regulatória, universalização do acesso, atração de investimentos, novas tecnologias e controle de qualidade. Esses e outros pontos estarão no debate que, a partir das 11h15, vai reunir Carlos Martins (presidente da EPAL); Carmen Petraglia (presidente da ABEA Nacional), Daniela Miranda (representante do estado do Paraná); Samuel Alves Barbi Costa (diretor da ARSAE MG) e Wanderson Santos (secretário municipal de infraestrutura do Rio de Janeiro).

O terceiro painel do dia, às 14h, vai reunir especialistas em transição energética. Os debates envolverão desde os desafios regulatórios, passando pelas oportunidades de mercado e chegando à importância de adoção de políticas públicas integradas para acelerar esse processo. Confirmadas as participações de Felipe Tenório (superintendente de regulamentação na Light); Heloísa Borges (diretora da EPE); Renata Isfer (presidente da ABIOGÀS) e Wagner Victer ( gerente executivo de programas da Petrobras).

A regulação do gás natural no Brasil é um tema central para o desenvolvimento do setor energético e para a promoção de serviços mais eficientes e sustentáveis. Esses e outros desafios estarão em discussão no quarto e último painel do segundo dia do FITS Estrutura e do evento como um todo, às 15h15. Cristina Sayão (gerente de regulação da TAG), Fernando Montera (gerente executivo de regulação de gás natural do IBP); Guilherme Souza (especialista em regulação na FIRJAN); Rogerio Manso (presidente da ATGÁS), Symone Araújo (diretora da ANP) e Vladimir Paschoal (conselheiro da AGERNESA).

Serviço

16ª edição do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade – FITS

Datas: 24 de novembro, a partir das 14h, e 25 de novembro, a partir das 10h

Local: Sede da Fecomércio (Rua Marquês de Abrantes, 99 – Térreo, no Flamengo)

Site oficial

Inscrições

Caiado prevê aprovação do Projeto Antifacção no Senado com ampla maioria

O governador Ronaldo Caiado dedicou a terça-feira (18) para articular a favor da aprovação do Projeto Antifacção na Câmara dos Deputados - Fotos: Hegon Corrêa

Após grande articulação em Brasília, governador comemora aprovação na Câmara dos Deputados e defende que o texto deve avançar sem mudanças

O governador Ronaldo Caiado comemorou a aprovação expressiva do Projeto Antifacção, pela Câmara dos Deputados, ocorrida na noite desta terça-feira (18/11). Com 370 votos favoráveis e apenas 110 contrários, a proposta cria um novo marco legal para o enfrentamento de organizações criminosas. Agora, a expectativa do governador é que o projeto seja aprovado pelo Senado sem dificuldades, nem alterações significativas no texto, uma vez que o tema já está bem alinhado com o entendimento das lideranças e responde ao clamor da sociedade por medidas mais duras no combate às facções criminosas.
 

“Acho que vai para o Senado mais ou menos acordado. Aquilo ali já vai ser aprovado. Não vejo nenhuma retirada. Não tem mais condições, nem clima, no momento em que a maior prioridade da população brasileira é o combate à criminalidade”, frisou. “Acho que quem vai tirar uma parte do texto lá vai ser o Lula no veto”, observou.
 

O governador destacou ainda a importância do debate e da seriedade na discussão do tema. “Acho que precisa ser tratado com mais seriedade, porque o avanço do crime no Brasil faz com que 60 milhões de brasileiros estejam hoje vivendo sob o comando, a tutela das facções criminosas’, argumentou o governador. O projeto foi enviado pelo governo federal em outubro, tendo como relator o deputado Guilherme Derrite, secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo.

Articulação


Caiado dedicou sua agenda para estar presente na Câmara dos Deputados, em Brasília, e articular pessoalmente o apoio dos parlamentares à aprovação do projeto, dialogando com governadores e lideranças partidárias, entre elas o deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. “Cheguei aqui mais ou menos às 15h30 e estou saindo agora (às 22h). Passei o dia inteiro hoje matando a saudade. 24 anos que eu vivi aqui. É muita saudade. Tinha a hora que tinha vontade de ir para a tribuna e ir para o microfone”, comentou em tom descontraído.
 

O texto aprovado na Câmara dos Deputados tipifica o crime de facção criminosa e agrava penas, visando fortalecer as investigações e o combate ao crime organizado. Também cria e integra os Bancos Nacional e Estaduais de Dados sobre as Organizações Criminosas, bem como impede o uso de empresas como instrumentos de lavagem de dinheiro, entre outras medidas.
 


PEC
Caiado deve repetir o mesmo empenho no Congresso em prol da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, prevista para ser votada no dia 13 de dezembro. O relatório será apresentado no dia 4, conforme data definida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. “Estamos iniciando uma etapa importante dessa luta que precisa ser vencida por nós. Temos certeza absoluta que, para recuperarmos nossas fronteiras, a Amazônia brasileira e todas regiões tomadas, precisamos implantar a lei que equipara o narcotraficante como sendo um terrorista no país. Aí sim, nós teremos também, além das nossas forças policiais, a presença das Forças Armadas para podermos ter um grande combate para devolver a Amazônia e tantos outros territórios que estão ocupados por eles”, afirmou Caiado.
 

O governador observou que a Amazônia, mesmo não produzindo cocaína, é responsável por 40% de toda a exportação da droga para o mundo, comercializando o produto proveniente de países como Colômbia, Peru e Bolívia. “Você não tem como atuar na Amazônia brasileira e nas grandes extensões territoriais de fronteira, seca e fronteira do litoral, se você não tiver também junto às polícias a presença das Forças Armadas. Você não tem ali blindado, helicópteros, aviões, navios, corvetas, você não tem esses satélites para esse aprimoramento”, pontuou, reforçando a importância da equiparação de faccionados à condição de terroristas.
 

“Aí sim você tem um combate real ao faccionado. Quando você caracteriza terrorismo, em todo o país do mundo, as Forças Armadas também entram em direito concorrente com os demais. Nós mostramos que a necessidade, a luta pela pelo combate à facção, não pode se isolar nem à Polícia Militar, nem à Polícia Civil ou Federal”. Quanto mais abrangente o combate, segundo o governador, mais efetivo o resultado. “Além daquelas polícias que nós temos, precisamos trazer para as Forças Armadas – Exército, Aeronáutica e Marinha – com toda a inteligência e com todo o aparato para nós podermos recuperar”.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Obras de ampliação da escola Elízia da Conceição avançam no Vale do Pedregal

As obras de reforma e ampliação da Escola Elízia da Conceição, no Vale do Pedregal, avançam e já começam a transformar a estrutura da unidade. As novas salas de aula foram construídas, os telhados estão instalados e alguns setores já começaram a receber pintura de proteção e revestimentos, etapa que marca a fase de acabamento das intervenções.

O projeto contempla ainda uma série de melhorias estruturais, como por exemplo, a reforma completa dos banheiros, a pintura geral de todas as áreas e a substituição de toda a mobília. As intervenções visam entregar um espaço mais moderno, seguro e acolhedor para alunos, professores e toda a comunidade escolar.

Com espaços revitalizados e melhor estruturados, a expectativa é garantir mais conforto no dia a dia e favorecer práticas pedagógicas de qualidade para toda a comunidade escolar.

Renova-DF, Qualifica-DF e Fábrica Social são homenageados na Câmara Legislativa

Robério Negreiros e Celina Leão (Foto: Luã Fontenele/Gab. Robério Negreiros)

Com mais de 34 mil empregos formais criados no Distrito Federal no primeiro semestre de 2025, os programas de qualificação profissional Renova-DF, Qualifica-DF e Fábrica Social foram homenageados no plenário da Câmara Legislativa na noite de quarta-feira (19). A cerimônia, presidida pelo deputado Robério Negreiros (PSD), reuniu autoridades governamentais, representantes empresariais e beneficiários dos projetos que destacaram a importância da continuidade e expansão das iniciativas de capacitação.

Durante discurso inicial, Negreiros ressaltou que os programas representam o compromisso do Governo do Distrito Federal com a formação profissional, a inclusão social e a criação de oportunidades de trabalho. “Programas como Renova-DF, Qualifica-DF e Fábrica Social mostram que qualificar é incluir e transformar. Eles não apenas ensinam oficios, mas devolvem esperança, autoestima e perspectiva de futuro a milhares de pessoas”, enfatizou. 

Em meio às homenagens, o secretário-adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), Ivan Alves dos Santos, anunciou a realização da primeira edição do Feirão do Emprego, evento que oferece mais de 4 mil vagas de trabalho para a população do DF. O encontro acontece entre 24 a 28 de novembro, na área central de Brasília, ao lado da Biblioteca Nacional e próximo à Rodoviária do Plano Piloto.

Segundo o secretário-adjunto, a feira de empregos marcada para novembro é um projeto-piloto que ajudará a estruturar uma feira anual de grande porte, que ampliará as oportunidades de emprego e capacitação no DF. “O Feirão é mais um projeto que queremos implementar no Distrito Federal. Queremos testá-lo agora para poder lançar, entre abril e maio [de 2026], uma grade feira do trabalhador comemorando o mês do trabalho”, disse Santos.

Renova-DF

Ao longo da sessão solene, os presentes destacaram os impactos econômicos e sociais do Renova-DF, programa que combina capacitação técnica na área da construção civil com a recuperação de espaços públicos. Desde que foi criado, a iniciativa já formou mais de 27 mil pessoas e revitalizou mais de 2 mil espaços no Distrito Federal, sendo reconhecida como um dos maiores programas de qualificação profissional e social do país.

Parte do sucesso alcançado pelo projeto é resultado da Lei 7.728/2025, de autoria de Negreiros, que determina que pelo menos 5% dos profissionais contratados em obras do GDF sejam formados pelo Renova-DF. O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Adalberto Cleber Valadão Júnior, lembrou que a aplicação da norma enfrentou dificuldades iniciais no setor da construção.
 

Mesa da sessão solene (Foto: Luã Fontenele/Gab. Robério Negreiros)


Segundo Valadão Júnior, a versão inicial do Renova-DF disponibiliza uma formação ampla, voltada para diferentes atividades da construção civil, mas sem foco direto em necessidades específicas das empresas do setor. A partir de uma reunião com os secretários de Estado de Governo e da Sedet-DF, foi criada uma segunda etapa do programa, chamado Renova-DF 2, em parceria com a Federação das Indústrias (Fibra-DF) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-DF), que oferece ensino complementar à capacitação inicial de três meses. 

O presidente do Sinduscon-DF ressaltou que ajustes no programa são fundamentais para ampliar seus resultados. Ele também frisou o orgulho da associação em contribuir para melhorias do Renova-DF. “Dá muito orgulho para o Sindicato da Indústria da Construção Civil fazer uma pequena parte desse processo todo que vai trazer muita dignidade, no final do dia, para muitas pessoas”, enfatizou Valadão Júnior.
 

Qualifica-DF e Fábrica Social

Iniciado em 2021, o Qualifica-DF oferta 70 cursos gratuitos, com 25 mil vagas, em diversas áreas, incluindo tecnologia, indústria, comércio, saúde e agronegócio. Em 2022, foi lançada a versão móvel do programa, que leva cursos de qualificação rápida e gratuita para diferentes regiões administrativas do Distrito Federal, especialmente, onde há maior demanda social. Juntos, os dois projetos contabilizam mais de 90 mil formações.

Na solenidade, Danielle Carvalho Alves Amaral, subsecretária de Qualificação Profissional, destacou a responsabilidade do órgão de planejar, acompanhar e fiscalizar todas as etapas do programa. “Nós temos pessoas preocupadas que cuidam dos procedimentos licitatórios, das fiscalizações das parcerias, dos contratos e das revitalizações. O corpo técnico da Subsecretária de Qualificação Profissional é feito de pessoas humanas, que entendem a importância desses projetos”, salientou.
 

Plenário da Câmara Legislativa (Foto: Luã Fontenele/Gab. Robério Negreiros)


Já o Subsecretário de Integração das Ações Sociais, Ricardo Lustosa, enalteceu a reestruturação do Fábrica Social. Criado pelo GDF em 2013, o programa oferece educação profissional gratuita a pessoas em situação de vulnerabilidade social, especialmente as inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). Desde que foi reorganizado, o programa já capacitou mais de 3 mil pessoas. “Fizemos uma obra de reparo na Fábrica Social, para viver um novo tempo e uma nova fase. A Fábrica Social conseguiu alavancar e sair de um estado na qual ela era apenas um coadjuvante para um protagonista de resultados”, ressaltou Lustrosa.

“Quando entrei no programa, não acreditava mais em mim. Meu foco era apenas meu filho, o trabalho e os desafios da maternidade atípica. Eu já não me via mais como mulher, como profissional, mas o Renova foi um divisor de águas. Ele me deu a oportunidade de me redescobrir, de me ver capaz novamente.” — Nayara Cristina Caetano, mãe de criança autista e participante do Renova-DF.

Testemunhos

Presente na solenidade, a vice-governadora Celina Leão (PP) enalteceu os programas de qualificação profissional e compartilhou os testemunhos diários que escuta de beneficiários que encontraram emprego, conseguem gerar renda e desejam continuar aprendendo. A vice-governadora salientou que os cursos de qualificação não apenas possibilitam que os participantes aprendam uma formação, mas também permitem que eles superem barreiras sociais e pessoais.
 

Robério Negreiros e Celina Leão (Foto: Luã Fontenele/Gab. Robério Negreiros)


“Às vezes, a única coisa que uma pessoa precisa é de uma oportunidade. Só deles estarem ali, eles já deram muitos passos. Imagina o quanto é difícil para uma mãe deixar um filho. Para uma mulher que nunca saiu de casa, convencer que tem que sair, porque vivemos ainda um machismo muito grande no nosso país”, frisou Celina Leão.

Itamar Marinho Nunes, ex-morador de rua que participou do Renova-DF, compartilhou sua trajetória desde o período em que enfrentou a vulnerabilidade social até a transformação que vivenciou após ingressar no programa. “Eu passei 10 anos na rua. Não vendia drogas, não comprava. Mas eu tinha um tumor no cérebro que me fazia surtar. Era suficiente para ser tratado como lixo. Bem no começo do Renova-DF, tive a oportunidade de entrar como morador de rua e, hoje, o resultado é maravilhoso”, relatou Nunes.

Ao fim da cerimônia, mais de cem homenageados foram agraciados com moções de louvor. O evento também contou com a presença do presidente da Fibra-DF, Jamal Jorge Bittar, e do diretor regional do Senai-DF, Marco Antonio Secco. A solenidade foi transmitida pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 09 da Vivo, e está disponível no canal da CLDF no YouTube.

Governo do Brasil lança na COP30 plataforma digital que oferece crédito verde com juros reduzidos para pequenos negócios

Pelo Empreender Clima, o empreendedor cria o perfil do negócio, acessa cursos e conteúdos personalizados e gera, em menos de dez minutos e sem custos, um pré-enquadramento no Fundo Clima, principal mecanismo federal de financiamento climático. Foto: EmpreenderClima.org.br

Objetivo é impulsionar empreendedorismo climático no Brasil com ferramenta que reúne informações e recursos para que comerciantes possam transformar desafios ambientais em oportunidades de negócios

O Governo do Brasil lançou na última segunda-feira, 17 de novembro, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA), o Empreender Clima, plataforma inédita criada para apoiar micro e pequenos empreendedores na transição para uma economia verde e de baixo carbono. A ferramenta digital reúne informações, conteúdos de capacitação e condições facilitadas de crédito verde com juros reduzidos, impulsionando o empreendedorismo climático no Brasil.
 

O Empreender Clima chega como uma entrega concreta de crédito acessível: para os pequenos negócios, as taxas começam em 4,4% ao ano, com financiamento de até 100% para projetos sustentáveis. Pela plataforma, o empreendedor cria o perfil do negócio, acessa cursos e conteúdos personalizados e gera, em menos de dez minutos e sem custos, um pré-enquadramento no Fundo Clima, principal mecanismo federal de financiamento climático.
 

“Durante muito tempo, o crédito verde foi uma promessa distante da realidade dos pequenos. Agora, o governo criou uma alternativa com juros acessíveis e prazos reais de pagamento. É o pequeno empreendedor no centro da transição ecológica — com crédito barato, capacitação e tecnologia a favor do seu negócio”

Márcio França, ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte
 

Para o ministro Márcio França (Empreendedorismo, Microempresa e Empresa de Pequeno Porte – Memp), a iniciativa marca uma nova etapa da política de crédito produtivo no país. “Durante muito tempo, o crédito verde foi uma promessa distante da realidade dos pequenos. Agora, mesmo com a Selic alta, o governo criou uma alternativa com juros acessíveis e prazos reais de pagamento. É o pequeno empreendedor no centro da transição ecológica — com crédito barato, capacitação e tecnologia a favor do seu negócio”, afirmou.
 

CONDIÇÕES FLEXÍVEIS — Os financiamentos do Fundo Clima oferecem prazos longos e condições flexíveis, variando conforme o tipo de projeto. Iniciativas de transporte coletivo e mobilidade verde podem ter até 25 anos de prazo, com carência de até 5 anos. Projetos de florestas nativas e recursos hídricos chegam ao mesmo prazo, com até 8 anos de carência.
 

O Empreender Clima é uma parceria entre o Memp, a Organização de Estados Ibero-Americanos (OEI), o Sebrae e o BNDES, que se unem para ampliar o acesso ao crédito climático, fortalecer a capacitação e difundir tecnologias sustentáveis.
 

PRAZOS — Nas setores de transição energética e indústria verde, os prazos variam conforme o foco da iniciativa. Projetos de energia eólica podem chegar a 24 anos, com 6 anos de carência. Outras ações de transição energética têm prazos de até 16 anos, com carência de até 6 anos. Já projetos de desenvolvimento urbano resiliente e sustentável contam com até 16 anos e 5 anos de carência. As condições ampliadas dão fôlego para que empreendedores e gestores públicos invistam em soluções sustentáveis e aumentem a competitividade no país.
 

ACESSO — O chefe da Assessoria Especial do Memp, Renato Ferreira, explicou que iniciativas como coleta seletiva e gestão de resíduos, projetos ligados a florestas e uso sustentável do solo, ações de preservação da biodiversidade, soluções para cidades resilientes ou investimentos em energia limpa já eram financiáveis pelo Fundo Clima. Na prática, porém, muitos pequenos empreendedores esbarravam em barreiras técnicas para estruturar seus projetos e atender às exigências de apresentação — justamente o tipo de obstáculo que o Empreender Clima foi criado para superar.
 

“O que a plataforma traz de novidade é facilitar o acesso para o pequeno empreendedor, porque na prática o pequeno sabia que podia acessar o Fundo Clima, mas se deparava com a dificuldade de não ter um projeto bem montado e não ter recursos para contratar uma consultoria, como as grandes empresas fazem”, detalhou. “A plataforma é uma grande vantagem para o empreendedor, que pode acessar um financiamento muito barato em relação ao que o pequeno empreendedor tem disponível no Brasil”, explicou Peres.
 

AMBIENTE DIGITAL — O Empreender Clima reúne, em um único ambiente digital:

  • Cursos de formação em empreendedorismo climático
  • Mapa do ecossistema de negócios verdes no Brasil
  • Catálogo de instrumentos financeiros
  • Serviço de pré-enquadramento no Fundo Clima

A plataforma contempla oito setores estratégicos, como energia, agricultura, logística, construção civil e gestão de resíduos, estruturados em quatro etapas: mapeamento de oportunidades, capacitação em tecnologias limpas, conexão a instrumentos de crédito verde e apoio técnico a projetos financiáveis.
 

CRÉDITO CLIMÁTICO À BASE — Com a ferramenta, micro e pequenos empresários poderão criar seus pré-projetos nos moldes exigidos pelo Fundo Clima, sem custos e de maneira rápida. O objetivo é reduzir barreiras históricas e garantir que o crédito climático não fique restrito a grandes corporações, mas alcance a base produtiva que move o país.
 

MEMP NA COP30 — Além do Empreender Clima, o Memp participa da COP30 com uma agenda dedicada à valorização das economias sustentáveis e regionais. No Espaço da Biodiversidade – Produtos Sustentáveis do Brasil, na Green Zone, a pasta exibe produtos de cooperativas de mulheres e de artesanato, em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), destacando iniciativas de inclusão produtiva e preservação ambiental.

O Memp também integra painéis e encontros técnicos sobre bioeconomia, financiamento climático e transição verde de micro e pequenas empresas, promovidos com a OEI, a OCDE e o Sistema OCB. Nessas agendas, o ministério reforça o papel do empreendedorismo como vetor de sustentabilidade e desenvolvimento.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Nos Emirados Árabes, ministro Silvio Costa Filho se reúne com autoridades e setor produtivo sobre logística integrada

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, se reuniu nesta quarta-feira com o secretário de Infraestrutura e Transportes dos Emirados Árabes, Xeique Mohammed Al Mansouri

Ampliação da conectividade aérea e modernização portuária também constou da agenda do segundo dia de missão oficial em Dubai


O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, se reuniu nesta quarta-feira com o secretário de Infraestrutura e Transportes dos Emirados Árabes, Xeique Mohammed Al Mansouri, em seu segundo dia de agenda oficial em Dubai. Entre os principais temas da missão, o ministro busca reforçar e estabelecer parcerias sobre logística integrada, ampliação da conectividade aérea e diversificação de rotas entre Emirados Árabes e Brasil, além de atrair investimentos para a carteira de projetos do Ministério, que inclui arrendamentos e concessões de portos, aeroportos e hidrovias.
 

“Foi uma reunião muito produtiva. Conversamos sobre logística integrada, descarbonização e modelos de modernização portuária, que fazem dos Emirados uma referência mundial”, afirmou o ministro. “Essa troca é fundamental para aproximar o Brasil de tecnologias avançadas, atrair investimentos e fortalecer o trabalho que estamos conduzindo no governo do presidente Lula para modernizar nossos portos e corredores logísticos”, acrescentou.
 

Entre outros objetivos da agenda, que prevê reuniões com o setor público e privado dos Emirados Árabes, estão temas para estreitar a cooperação técnica e a parceria tecnológica entre os dois países e dialogar sobre a agenda da sustentabilidade, descarbonização do transporte marítimo e expansão dos biocombustíveis. No primeiro dia de missão, na terça-feira (18), o ministro percorreu a Dubai Airshow, feira comercial global da indústria aerospacial, com mais de 1.500 expositores e 148 mil participantes.
 

Também na manhã desta quarta-feira, Costa Filho se reuniu CEO da Dnata, Steve Allen, que opera em vários aeroportos do Brasil, para debater parcerias que fortaleçam a aviação brasileira. “A Dnata tem uma importância institucional significativa para nosso país e demonstra a confiança que que cada vez mais o mercado internacional tem no Brasil e na aviação brasileira”, afirmou o ministro. “Queremos cada vez mais estreitar as nossas relações e, por orientação do presidente Lula, ampliar a agenda internacional, que é fundamental para o desenvolvimento do Brasil, e a Dnata faz parte dessa construção coletiva”, acrescentou.
 

Ampliação da malha aérea

Com o objetivo de aumentar a conectividade aérea e diversificar as rotas de voos internacionais para o Brasil, Costa Filho se reuniu com Tim Clark, presidente da Emirates Airlines, uma das maiores companhias aéreas do mundo. Entre os assuntos acordados na reunião está a possibilidade da empresa ampliar, a partir dos próximos anos, o número de voos para o país, com foco no Nordeste. “Nós tivemos uma reunião muito produtiva e otimista com representantes da Emirates e tenho certeza que teremos novas operações aéreas para o nosso país. Estou trabalhando fortemente para levar um voo de Dubai, da Emirates, para o Nordeste”, assegurou.
 

Com uma frota estimada em 260 aeronaves das fabricantes Airbus e Boeing, a Emirates Airlines possui operações aéreas em 148 destinos espalhados em todos os continentes. No Brasil, a companhia possui conexões nos aeroportos de São Paulo/Guarulhos e Rio de Janeiro/Galeão, além de contar com acordo de codeshare – parceria comercial entre companhias aéreas para vender assentos em voos que são operados por uma empresa associada – com Azul, Gol e Latam.
 

IBP debate cooperação internacional e descarbonização do setor de transporte

Presidente do IBP participa de discussão sobre cooperação internacional e ações para reduzir emissões no setor de transporte

 Acelerar a descarbonização, com base na realidade atual da sociedade para a construção de um processo de transição energética justo e a redução de emissões no setor de transporte foram discutidos pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) nesta terça-feira, 18/11, na COP30, em Belém.

O painel “Assumindo Nossa Responsabilidade Compartilhada: Forjando um Futuro Verde e de Baixo Carbono”, realizado na EY House, reuniu especialistas do Brasil e da China para debater caminhos concretos para acelerar a descarbonização, com foco em tecnologia, cooperação internacional e responsabilidade climática no setor de energia.

O presidente do IBP, Roberto Ardenghy, destacou que a transição energética precisa ser construída com base na realidade atual e não em expectativas simplificadas. Para Ardenghy “o grande equívoco que podemos cometer é acreditar em soluções simples para problemas complexos”. O presidente do IBP destacou também avanços recentes do setor no Brasil “reduzimos as emissões no setor de óleo e gás em 5,8 por cento de 2022 para 2023, ao mesmo tempo em que aumentamos a produção em 13 por cento”. Esse dado comprova que é possível avançar na oferta de energia enquanto se reduz a pegada de carbono, desde que se invista em soluções tecnológicas como CCS, florestas costeiras, manejo de manguezais e otimização operacional.

O painel contou também com a participação de Yeuhua Huang, presidente Brasil da CNOOC, que destacou o compromisso chinês com o pico de carbono antes de 2030 e a neutralidade até 2060, além de apresentar projetos que combinam captura de carbono, gás natural e energias renováveis. Para Huang, “o Brasil tem imenso potencial para eólicas offshore e a China está comprometida em cooperar com sua experiência para apoiar as metas nacionais”.

O consultor sênior da Transpetro, Newton Sobrinho, ressaltou que a transição energética deve preservar a infraestrutura construída nos últimos 170 anos e garantir empregos e crescimento econômico. “Precisamos preparar pessoas e empresas para a transição, sem destruir o que sustentou nossa economia por décadas”.

Já Rafael Tello, presidente global da Ambipar e moderador do debate, reforçou que “a confiança pública e a clareza das ações empresariais são fundamentais para consolidar avanços”.

Gerard Gallagher, líder de sustentabilidade da EY para a Europa, Oriente Médio, Índia e África, destacou o estudo do IBP sobre descarbonização, além da necessidade da “construção de um road map pragmático que coloque em prática todas as ideias já debatidas e mencionou que a integração tecnológica entre países é um pilar fundamental e que nesse sentido, publicações como a do IBP que reúne mais de 50 tecnologias para transição energética e descarbonização são fundamentais em um cenário que precisa considerar a mitigação completa das emissões de metano”.

Conexão Brasil x Itália

Já Brasil e Itália possuem grande potencial para impulsionar ações para a descarbonização do setor de transporte a partir dos biocombustíveis. No painel “The Brazil and Italy Connection through Biofuels for the Descarbonization of Hard-to-Abate Transport Sector”, no Pavilhão Italiano da COP 30, o presidente do IBP destacou a oportunidade de alinhar capacidades tecnológicas, produtivas e logísticas entre os dois países. “O que discutimos aqui é a questão dos biocombustíveis e o papel que Itália e Brasil podem ter nesse setor. O Brasil é um grande produtor. A Itália apoia essa ideia de aumentar a produção de biocombustíveis para descarbonizarmos, especialmente nossa matriz de transporte”, afirmou Roberto Ardenghy.

Representante do governo italiano, Alberto Pella, do Ministério de Meio Ambiente e Segurança Energética, reforçou o compromisso da Itália com o avanço global dos biocombustíveis sustentáveis. “Para nós, o papel do sistema de biofuels é claro e pragmático. Eles têm função estratégica na aviação, no transporte marítimo e no rodoviário”, destacou.

Já David Chiaramonti, chair da Biofuture Platform, lembrou que a cooperação mostra resultados concretos por meio de estudos recentes da Agência Internacional de Energia (IEA) indicando que a cadeia global dos biocombustíveis está avançando para emissões negativas, com benefícios adicionais ao solo e ao uso da terra. “Os biocombustíveis sustentáveis são uma solução disponível agora, aplicável na infraestrutura atual, enquanto tecnologias como hidrogênio e amônia avançam no longo prazo. E o Brasil é o país mais importante do mundo nessa área”, afirmou.

A moderadora Helena Gressler, chefe da divisão de energia e mineração do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, destacou que o tema da sustentabilidade precisa ser entendido de forma integrada, considerando economia, meio ambiente e impacto social. “O biofuel não será solução para todos, mas é uma oportunidade concreta para muitos países. Nosso papel é compartilhar experiências e tornar visíveis os benefícios potenciais dessa agenda”, afirmou.

Projetos da Apta são destaque no maior evento científico de aquicultura do país

Instituto de Pesca e Apta Regional apresentam pesquisas no Aquaciência 2025

Durante a 11ª edição do Congresso Brasileiro de Aquicultura e Biologia Aquática – Aquaciência, que aconteceu concomitantemente com o IV Encontro Latino-americano de Patologistas de Organismos Aquáticos (Elapoa), encerrado no último dia 14, em Campos do Jordão, pesquisadores e técnicos do Instituto de Pesca (IP-Apta) e da Apta Regional tiveram a oportunidade de apresentar um pouco do trabalho de ponta feito pelas instituições na área. Os dois institutos concentram as ações de pesquisa ligadas ao tema no âmbito da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP e sua atuação têm impacto direto sobre a cadeia produtiva do pescado no estado.

Com 32 trabalhos apresentados nessa edição, o IP se consolida como instituição referência quando se fala em pesquisa para a aquicultura paulista. Entre os destaques, cabe citar as ações voltadas à promoção da sanidade e o combate a doenças emergentes na piscicultura. A pesquisadora do IP Cláudia Maris Ferreira trouxe resultados preliminares de um projeto com apoio da Fapesp que pesquisou durante 3 anos o ISKNV [Vírus da Necrose Infecciosa do Baço e Rim], que acomete tilápias e é um patógeno emergente. “Fizemos um rastreamento para ver onde ele estava presente no estado de SP e também tivemos a oportunidade de mapear o genoma completo desse vírus”, diz Cláudia. De acordo com ela, os dados genéticos já estão disponíveis nos bancos moleculares e podem ser utilizados, por exemplo, como subsídio para fabricação de vacinas por outros grupos de pesquisa.

Outra descoberta que a pesquisadora levou para o Congresso foi que o ISKNV não tem sofrido mutações. “Encontramos que esse vírus, que foi oficialmente notificado no país em 2020, não se modificou nos últimos 5 anos. Isso significa que vai ser mais fácil fabricar uma vacina contra ele”, anima-se a especialista. Por outro lado, as pesquisas mostraram que, devido às mudanças climáticas, o vírus passou a surgir em períodos do ano que antes registravam poucos casos, deixando de apresentar caráter sazonal. “Outro resultado importante se refere ao isolamento desse vírus em cultivo celular. Com os recursos desse projeto Fapesp, pudemos montar no Instituto de Pesca um laboratório de cultivo celular que trabalha exclusivamente com células de organismos aquáticos, sendo um dos poucos do país com esse viés”, informa Cláudia.

Já Cibele Silva, técnica de apoio à pesquisa do IP e estudante do Programa de Pós-graduação do Instituto, apresentou no evento resultados preliminares de seu projeto de mestrado, que visou identificar algumas das principais dificuldades enfrentadas pelos aquicultores paulistas. “Fizemos um levantamento dos desafios dos produtores que se apresentaram nas maiores feiras nacionais e internacionais da área de pescado no estado de SP, a Seafood Show e a Aquishow Brasil, nos anos de 2022 a 2024”, detalha Cibele. Dentro desses eventos, a técnica de pesquisa realizou entrevistas diretas com os produtores participantes e chegou a questões como transporte, logística, marketing, capacitação e treinamento e sanidade. A partir daí, agrupou os problemas em função do tipo de solução que demandariam, divididas em inovações tecnológicas e não-tecnológicas. “Fizemos essa classificação, aplicamos análises estatísticas e descobrimos que os desafios predominantes são de caráter não-tecnológico, como burocracia e legislação, por exemplo”, comenta a pós-graduanda. Segundo ela, um possível caminho passaria pela aproximação com atores da cadeiaque desenvolvem soluções aplicadas. “Observa-se que, mesmo no universo dos grandes produtores, existe um espaço significativo para startups spin-offs estabelecerem conexões comerciais entre a indústria, o setor produtivo e as instituições de P&D, promovendo novas oportunidades de negócio e parcerias estratégicas”, avalia Cibele.

Mercado do pescado

Com foco em oferecer soluções tecnológicas que atendam as demandas produtivas de cada região do estado, a Apta Regional esteve presente no evento com trabalhos realizados em suas unidades de Presidente Prudente, Pariquera-Açu, Pindamonhangaba e Monte Alegre do Sul. No total foram 11 trabalhos voltados a diferentes aspectos da cadeia do pescado.

“Trouxemos para o Aquaciência alguns trabalhos relacionados a um projeto financiado pela Fapesp para estudar a cadeia produtiva de carne de peixe no Brasil, além de fazer uma avaliação estadual e também regional da oferta de produtos comercializados no varejo e da demanda dos consumidores”, coloca o pesquisador da Apta Regional de Presidente Prudente Ricardo Firetti. Dentre esses, o pesquisador destaca dois, relacionados à oferta de produtos de pescado em supermercados e à preferência dos consumidores por esses produtos. “No trabalho sobre a oferta de produtos de pescado no varejo, a gente levantou informações em 140 pontos de venda, situados em 23 cidades de 10 regiões de SP, e foram catalogados 5200 produtos”, conta Firetti. Na parte de demanda, a equipe entrevistou presencialmente 2600 pessoas para entender comportamento e preferências de consumo no estado todo, com um foco maior na região metropolitana de São Paulo. “Encontramos que, embora apenas 30% das pessoas hoje tenham um consumo semanal de pescado, cerca de 70% disseram que gostariam de poder consumir toda semana”, pontua o pesquisador, enfatizando que o preço de venda dos produtos é o maior entrave para o aumento do consumo.

Firetti aponta que a tilápia chamou atenção em ambos os levantamentos, sendo muito conhecida das pessoas e também muito encontrada no varejo, a ponto de estar presente em cerca de 20% dos produtos identificados na pesquisa de oferta. “Uma outra coisa muito interessante na parte da demanda é que, embora as pessoas comprem muito peixe congelado, a preferência ainda é por peixe resfriado e cortado no próprio local, compreendendo mais da metade dos entrevistados”, enfatiza o especialista.

Com a presença de pesquisadores de diversas unidades, o Aquaciência é também uma oportunidade para discutir parcerias e os rumos da pesquisa em aquicultura na Apta Regional. Além de Firetti, a equipe contou com Eder Pinatti, Eidi Yoshihara, Patrícia Turco, Sergio Schalch, Tatiana Ueno, Camila Corrêa e Célia Scorvo. “A participação no evento é uma forma de fortalecer a área de aquicultura dentro da Apta Regional”, conclui a pesquisadora Patrícia.

Sobre o Aquaciência

O Congresso Brasileiro de Aquicultura e Biologia Aquática – Aquaciência é o maior evento científico de aquicultura e biologia aquática do país. Promovido pela Aquabio desde 2004, reúne os principais expoentes da aquicultura nacional. Ao longo das onze edições realizadas, atrai um número cada vez maior de pesquisadores, estudantes, produtores e empresários do Brasil e do exterior que estão na vanguarda do conhecimento científico, com o propósito de inovar e fomentar o desenvolvimento da aquicultura sustentável e o conhecimento sobre a biologia aquática. A edição de 2025 aconteceu de 11 a 14 de novembro em Campos do Jordão-SP.

iugu lança episódio especial do podcast Resenha B2B com balanço do primeiro ano do iGaming e projeções para 2026

Conversa reúne líderes do setor para discutir conquistas, desafios e próximos passos após o primeiro ano de regulamentação do mercado de apostas no Brasil

A iugu, empresa de tecnologia especializada em infraestrutura financeira, lança o quinto episódio da temporada especial do podcast Resenha B2B, dedicado ao universo do iGaming. O novo programa faz um balanço do primeiro ano da regulamentação do setor e projeta as perspectivas para 2026, em um momento decisivo para a consolidação da indústria no Brasil.

Com o título “Balanço do 1° Ano e Perspectivas do Setor para 2026”, o episódio reúne Monara Shainny, CEO da PlayerCore; Valter Junior, Diretor de Assuntos Regulatórios da Oddsgate; e Rodrigo Martinez, CRO da Lucky Gaming, em uma conversa mediada por Ricardo Destaole, Head de Bets da iugu.

No programa, os convidados analisam os avanços alcançados em 2025, como o fortalecimento da confiança do público, a profissionalização das operações e a consolidação da regulamentação, e os desafios que ainda permanecem, como o combate ao mercado ilegal e a necessidade de ampliar a educação do setor.

“O primeiro ano de mercado regulado foi um divisor de águas. Consolidamos um ecossistema mais seguro, com práticas mais responsáveis e sustentáveis. Agora, o desafio é manter o ritmo de profissionalização e aprimorar compliance, tecnologia e governança para sustentar o crescimento”, avalia Ricardo Destaole, Head de Bets da iugu.

Para Monara Shainny, o momento é de amadurecimento e oportunidades. “A regulamentação separou quem realmente está comprometido em operar de forma correta e eficiente. As empresas que entenderam isso estão preparadas para crescer em 2026 com mais planejamento e diferenciação”, afirma.

Já Valter Junior destacou o ganho de credibilidade do mercado e a importância do novo ciclo regulatório. “A regulamentação trouxe confiança e previsibilidade. É natural que ajustes ocorram, mas o fato de o Brasil adotar uma das estruturas mais criteriosas do mundo mostra o quanto estamos no caminho certo”, reforçou.

Rodrigo Martinez também enfatizou o papel da informação e da transparência na consolidação do setor. “Profissionalização, retenção de talentos e combate à desinformação são pontos-chave para que o iGaming continue crescendo com solidez e responsabilidade”, disse.

O episódio encerra a temporada regular do Resenha B2B – Especial iGaming, que ao longo de 2025 abordou temas como regulamentação, protagonismo feminino, mercado de trabalho, jogo responsável e balanço do setor. Os episódios estão disponíveis no site da iugu e no canal oficial da empresa no YouTube.

Sobre a iugu 

A iugu é uma empresa brasileira de tecnologia que oferece um ecossistema completo de infraestrutura financeira. Fundada em 2012, conta com cerca de 200 colaboradores e atende mais de 100 mil contas ativas de diversos setores econômicos, como educação, empresas de SaaS, saúde e igaming. A companhia tem entre seus investidores o Grupo Goldman Sachs e é a 25ª licenciada pelo Banco Central como Instituição de Pagamento regulamentada.