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Governo destina mais de R$ 13,2 milhões para bolsas de mestrado e doutorado

Pós-graduandos recebem bolsas de incentivo à pesquisa: chamada pública se encerra em abril de 2026 (Foto: Fapeg)

O Governo de Goiás vai investir R$ 13.226.400,00 na concessão de 180 bolsas de formação em mestrado e doutorado, abrangendo todas as áreas do conhecimento.

Do total, serão ofertadas 150 bolsas de mestrado, com valor mensal de R$ 2.310,00 pelo período de até 24 meses, e 30 bolsas de doutorado, no valor mensal de R$ 3.410,00 por até 48 meses, descontados os meses já cursados a partir da primeira matrícula no programa de pós-graduação.

A iniciativa será executada por meio de edital publicado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), destinado a estudantes regularmente matriculados em programas de pós-graduação stricto sensu de instituições de ensino superior públicas ou privadas sem fins lucrativos, reconhecidas pela Capes.

A chamada integra a política estadual de fortalecimento da pós-graduação, com foco na ampliação da quantidade, diversidade e qualidade da formação acadêmica em Goiás.

O objetivo é qualificar recursos humanos para atuação em pesquisa científica, tecnológica e de inovação, contribuindo para o desenvolvimento social e econômico do Estado.

As bolsas serão distribuídas por meio de cotas proporcionais ao número de programas de pós-graduação ofertados pelas instituições de ensino superior participantes. Estudantes que já tenham cursado mais de 18 meses do mestrado ou 36 meses do doutorado não podem se candidatar.

Etapas para bolsas de mestrado e doutorado

A chamada pública será realizada em três etapas. Na primeira, as instituições de ensino superior, por meio das pró-reitorias de pós-graduação ou órgãos equivalentes, devem encaminhar à Fapeg a proposta de distribuição das cotas entre os programas elegíveis, até o dia 13 de fevereiro.

Na segunda etapa, os coordenadores dos programas de pós-graduação devem enviar, até 27 de março, o resultado do julgamento e da seleção das candidaturas às bolsas, via Plataforma Sparkx-Fapeg.

Na terceira fase, o pós-graduando selecionado deve apresentar a documentação necessária para a contratação da bolsa na Plataforma Darwin-Fapeg até o dia 13 de abril.

Concluídas obras dos centros de Atendimento Socioeducativo de Rio Verde e Porangatu

Obras dos Centros de Atendimento Socioeducativo de Rio Verde e Porangatu reforçam a rede socioeducativa de Goiás (Foto: Seinfra)

A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra) concluiu a execução de dois importantes equipamentos públicos voltados ao atendimento socioeducativo no estado: os Centros de Atendimento Socioeducativo (Cases) de Rio Verde e de Porangatu.

A construção das unidades demandou investimentos de R$ 17 milhões.

Centros de Atendimento Socioeducativo

Projetado para oferecer um ambiente moderno, seguro e funcional, integrando espaços de acolhimento, educação e acompanhamento socioeducativo daqueles que estão envolvidos na prática de ato infracional, cada Case é dotado de 52 alojamentos individuais e banheiros exclusivos, refeitório, lavandeira, recepção, coordenação, administração, bem como estacionamento, guarita coberta e alojamento para os guardas.

Além disso, os locais têm salas de aula e de informática, bibliotecas, quadras poliesportivas com vestiários e salas para atendimentos médicos, psicológicos e de assistência social.

“Segurança pública não se faz apenas nas ruas, mas também dentro das instituições que acolhem e corrigem. Os novos Cases de Rio Verde e Porangatu mostram o compromisso de Goiás com uma política completa, que combate o crime, protege as famílias e oferece caminhos de ressocialização. Estruturas assim ajudam o Estado a avançar cada vez mais, porque atacam a raiz do problema e garantem que esses jovens tenham condições reais de reconstruir suas vidas”, avalia o governador Ronaldo Caiado.

Com as obras civis concluídas, o próximo passo para que as unidades entrem efetivamente em operação é o processo de equipagem. A fase inclui aquisição e instalação de mobiliário, equipamentos pedagógicos, tecnológicos e itens de uso administrativo, além da ambientação dos espaços voltados ao atendimento dos adolescentes.

Somente após essa etapa, os Cases poderão ser inaugurados e iniciar o acolhimento dos jovens encaminhados pelo sistema de justiça.

Investimentos

Até agora, o Governo de Goiás já destinou mais de R$ 33 milhões para a construção, reforma e equipagem desse tipo de unidade, que atende ao conjunto de medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para ressocialização de menores.

Esse recurso deve elevar de 262 para 551 o número total de vagas em Case na modalidade exclusiva de regime fechado.

Para atender à política de regionalização do sistema, além de Rio Verde e Porangatu, os investimentos também chegam aos municípios de Itaberaí, Itumbiara, São Luís de Montes Belos, Goiânia e Luziânia.

Todas as intervenções seguem o padrão do Sistema Nacional Socioeducativo (Sinase), tanto em relação às instalações quanto ao modelo de assistência aos jovens infratores.

O Sinase determina que os atendimentos aos internos envolvam educação, oficinas pedagógicas, atividades esportivas, culturais e de lazer, atendimento psicossocial, vivência em grupo, qualificação profissional, dentre outros.

“Essas obras mostram que é possível transformar demandas históricas em entregas concretas. Estamos falando de espaços que vão além do aspecto físico, pois oferecem condições dignas para o atendimento socioeducativo, fortalecem a rede de proteção social e contribuem para a construção de um futuro melhor para esses jovens”, avalia o secretário de Estado da Infraestrutura, Adib Elias.

Além das unidades de internação, Goiás dispõe de duas unidades de semiliberdade e de uma estrutura que opera em regime de plantão interinstitucional. Nesses espaços, são conduzidos estudos voltados à análise do comportamento de internos que, por diferentes razões, reincidem em infrações disciplinares dentro das próprias casas.

A partir dessas pesquisas, torna-se possível identificar causas, estabelecer parâmetros de prevenção e adotar medidas que reduzam a ocorrência de problemas comportamentais e conflitos internos.

Fundo Brasil anuncia doação de R$ 3,5 milhões para organizações sociais nos temas de direitos humanos, LGBTQIAPN+ e trabalho informal

(Tomaz Silva/Agência Brasil) Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/radar/fundo-brasil-abre-editais-para-doacao-milionaria-a-organizacoes-sociais/

São três editais com inscrições abertas ao longo do mês de janeiro; Edital Geral presta homenagem à feminista Rose Marie Muraro

Neste fim de ano marcado por violência contra mulheres, pela operação mais letal da história do Rio de Janeiro e por ameaças aos direitos territoriais de povos indígenas, o Fundo Brasil encerra 2025 lançando mais três editais para apoiar organizações de base que defendem os direitos humanos no país. No total, serão doados R$3,5 milhões para cerca de 65 projetos.

As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site fundobrasil.org.br.
 

Ao reunir três editais em um mesmo período, a fundação amplia o alcance do apoio para que grupos e coletivos de base possam retomar suas atividades, em janeiro de 2026, captando novos recursos para a continuidade de seu trabalho.
 

“O Fundo Brasil aposta no fortalecimento institucional porque entende que a defesa de direitos exige continuidade, autonomia e capacidade de articulação. Portanto, fortalecer organizações é garantir que a defesa de direitos não seja interrompida”, afirma Allyne Andrade, diretora executiva adjunta do Fundo Brasil de Direitos Humanos.

Inscrições abertas

Um dos editais abertos é “Geral 2026 – Fortalecendo direitos e gestando um mundo novo” voltado a grupos e coletivos que enfrentam retrocessos no âmbito dos direitos humanos, democracia e justiça social. O nome do edital é uma homenagem ao título de um dos livros de Rose Marie Muraro, uma das instituidoras do Fundo Brasil e liderança feminista fundamental na historia do país. Em vida, escreveu mais de 40 livros e foi reconhecida pelo Congresso Brasileiro como Patrona do Feminismo Nacional.
 

Outra chamada aberta é o edital “LGBTQIAPN+: Defendendo Direitos 2026”, que vai apoiar o fortalecimento institucional de organizações que atuam no combate à discriminação e no enfrentamento de violações relacionadas à diversidade sexual e à identidade de gênero.
 

O terceiro eixo de apoio é o edital “Fortalecendo Trabalhadores Informais na Luta por Direitos 2026”, que terá dois eixos de apoio. Um é voltado a organizações de base e o outro a propostas de incidência política e fortalecimento de articulações, com foco em organizações, coletivos, grupos, sindicatos e movimentos sociais que lutam por condições dignas de trabalho e de vida para trabalhadores.

Apoio prioritário

Os editais priorizam propostas de organizações com pouco ou nenhum acesso a outras fontes de financiamento e reconhecem a importância de abordagens interseccionais que considerem raça, gênero, sexualidade, território e outras dimensões das desigualdades sociais.


Todos os projetos inscritos são avaliados por comitês de seleção formados por especialistas independentes. Os resultados serão divulgados no site e nas redes sociais da instituição.

Serviço:

Edital – “Fortalecendo Trabalhadores Informais na Luta por Direitos 2026”

Prazo: 09/02/2026 – link para inscrição.

Edital – “Edital LGBTQIAPN+: Defendendo Direitos 2026”

Prazo: 06/02/2026 – link para inscrição

Edital Geral – Fortalecendo direitos e gestando um mundo novo

Prazo: 06/03/2026 – link para inscrição

Sobre o Fundo Brasil de Direitos Humanos

O Fundo Brasil de Direitos Humanos é uma fundação independente, sem fins lucrativos, criada em 2006 por ativistas com a missão de promover o respeito aos direitos humanos no país, criando mecanismos sustentáveis, inovadores e efetivos para fortalecer organizações da sociedade civil e para desenvolver a filantropia de justiça social. A fundação faz isso captando recursos para destiná-los a organizações e comunidades que lutam por direitos fundamentais e combatem as desigualdades, a violência institucional e a discriminação em todo o país. Desta forma, atua como uma ponte, conectando doadores a projetos de transformação social.

A instituição apoia a busca por justiça racial e de gênero, a luta por direitos dos povos indígenas, de populações quilombolas e tradicionais, por justiça climática e socioambiental na Amazônia e nos demais biomas do país, por direitos de crianças e jovens, de pessoas LGBTQIA+, de trabalhadores rurais e precarizados, de comunidades impactadas por obras de infraestrutura e empreendimentos urbanos, de vítimas da violência de Estado e seus familiares, a luta contra o encarceramento em massa e a tortura no sistema prisional, entre outras.

O Fundo Brasil já apoiou mais de 1.800 projetos e doou mais de R$96 milhões. Para saber mais, acesse o site.

Pesquisas da UEG fortalecem a preservação do Cerrado

Pesquisadores da UEG estudam a genética das jabuticabeiras e frutos nativos: busca por um futuro sustentável para Goiás (Foto: UEG)

As pesquisas conduzidas pela Universidade Estadual de Goiás (UEG) tiveram papel fundamental para o avanço do conhecimento sobre o bioma Cerrado goiano, apontando soluções para conservação ambiental, valorização da biodiversidade e estímulo à economia regional.

As ações desenvolvidas pela universidade pública estadual, em parceria com instituições como Emater Goiás e agentes de fomento do governo, reforçam o compromisso com a sustentabilidade, a inovação científica e o desenvolvimento socioeconômico do estado.

Uma das contribuições científicas mais importantes realizadas foi a descoberta de uma nova espécie de planta nativa do cerrado, a Jacquemontia verae, registrada oficialmente pela comunidade científica em 2025.

A pesquisa foi conduzida pela professora Isa Lucia de Morais, docente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia e Arqueologia e do curso de Ciências Biológicas da UEG, com colaboração de pesquisadores de instituições nacionais.

Sobre a importância da descoberta, a pesquisadora destacou:

“Descobrir novas espécies é fundamental para compreendermos a biodiversidade e conservarmos a natureza. Ao identificar e descrever uma nova espécie, a ciência amplia nosso entendimento sobre os ecossistemas e como os seres vivos se adaptam aos mais diversos ambientes.”

Jacquemontia verae foi encontrada em uma área de Cerrado rupestre que enfrenta fortes pressões ambientais, o que ressalta a urgência de políticas de conservação ambiental e gestão territorial.

Jabuticabeiras

Em outra frente de pesquisa, docentes da UEG, em parceria com a Emater Goiás, intensificaram o mapeamento genético e morfológico das jabuticabeiras em Hidrolândia, município que responde por cerca de 98,5% da produção estadual da fruta.

Os pesquisadores Plauto Simão de Carvalho e Sabrina do Couto de Miranda relatam que o projeto está atualmente na fase de coleta de material botânico para análise detalhada.

Ao comentar os avanços da pesquisa, a equipe explicou:

“Estamos na fase de coleta de material botânico em diversas propriedades e desenvolvendo um banco de dados detalhado com características morfológicas e genéticas, que facilitará futuras pesquisas e o manejo das plantações”.

Esse mapeamento contribui diretamente para práticas agrícolas mais sustentáveis, certificação da produção local e fortalecimento da cadeia produtiva da jabuticaba, com impactos positivos para a economia rural e a biodiversidade goiana.

Outros estudos apoiados por chamadas públicas e parcerias também avançaram em 2025, como o projeto que estuda a conservação e o potencial econômico de frutíferas nativas do Cerrado, como cagaiteiras e gabirobeiras, com foco na geração de renda para agricultores familiares na região do Vale do São Patrício em Goiás.

Goiás consolida política de habitação social com investimento de quase R$ 1 bilhão em 2025

Governo de Goiás investe quase R$ 1 bilhão, em 2025, para garantir moradias e escrituras às famílias goianas (Foto: Edgard Soares e Octacílio Queiroz)

A Agência Goiana de Habitação (Agehab) e o Goiás Social encerram 2025 com resultado expressivo das ações de habitação social realizadas pelo programa Pra Ter Onde Morar. Ao longo do ano, os investimentos ficaram próximos da marca de R$ 1 bilhão (somaram R$ 995,55 milhões), com entregas em diversas modalidades e alcance em municípios de todas as regiões do estado.

“Vocês precisam ver o padrão das casas que entregamos em Goiás a custo zero: com grama esmeralda, cerâmica no piso, azulejo. Entregamos a casa, a chave e o documento. São casas que, em qualquer lugar, custam mais de R$ 250 mil o preço de mercado. Uma casa que dá dignidade para qualquer pessoa viver dignamente no Estado”, destaca o governador Ronaldo Caiado.

Coordenadora do Goiás Social, a primeira-dama Gracinha Caiado ressalta que garantir um lar digno sempre esteve no centro das ações do programa desde a sua criação.

“A casa representa muito mais do que um teto. Ela é segurança, proteção, estabilidade e a base para que as famílias possam reconstruir suas vidas com dignidade. Desde o início do Goiás Social, nosso compromisso é cuidar das pessoas, especialmente de quem mais precisa, assegurando condições reais para uma vida melhor. Investir em moradia é investir em cidadania, em futuro e em justiça social para os goianos”, afirmou.

Para o vice-governador Daniel Vilela, a política habitacional do Estado se consolidou pela consistência, continuidade e capacidade de chegar a municípios do interior historicamente carentes de investimentos.

“Goiás se tornou referência nacional em habitação porque trata moradia como política pública com resultado e responsabilidade. Esse volume de recursos só é possível porque o Estado mantém equilíbrio fiscal e capacidade de investimento, com gestão eficiente e parceria com as prefeituras. Vamos seguir ampliando entregas e avançando nas metas do Pra Ter Onde Morar, mantendo a continuidade desse trabalho, que transforma a vida de milhares de goianos”, ressaltou Daniel Vilela.

Habitação social

A modalidade Casas a Custo Zero entregou 1.600 moradias em 35 municípios, com investimento de R$ 209,8 milhões em 2025. O programa atende famílias em situação de extrema vulnerabilidade social, garantindo moradia totalmente gratuita.

Já o Aluguel Social alcançou 140 municípios, com a entrega de mais de 11 mil cartões — sendo 10.674 benefícios ativos atualmente — e investimento de R$ 451,4 milhões. A iniciativa assegura apoio financeiro temporário às famílias enquanto a moradia definitiva não é viabilizada.

Outro destaque foi o Aluguel Nunca Mais, que subsidia parte do financiamento habitacional para famílias de baixa renda. Em 2025, foram entregues mais de 4.600 unidades habitacionais, com subsídios que somaram R$ 332,8 milhões. O programa também avançou na construção de equipamentos comunitários, com cinco novos espaços concluídos em quatro municípios, totalizando R$ 1,55 milhão em investimentos.

Na área de regularização fundiária, o Pra Ter Onde Morar – Escritura alcançou 48 municípios, com a entrega de 2.134 escrituras e o registro de 5.333 documentos em cartório. A ação garante segurança jurídica a famílias que já residem em imóveis doados pelo Estado.

O presidente da Agehab ressalta que “o Governo de Goiás tem se empenhado de forma incansável para levar à população goiana, especialmente às famílias mais vulneráveis, condições dignas de moradia”. Segundo ele, “a Agehab, com sua expertise e trabalho em conjunto com os municípios, garante que a política habitacional do estado seja cada vez mais inclusiva e transformadora”.

Resumo das ações em 2025

Pra Ter Onde Morar – Casas a Custo Zero

  • 1.600 casas entregues;
  • 35 municípios;
  • R$ 209,8 milhões em investimentos.

Pra Ter Onde Morar – Aluguel Social

  • Mais de 11 mil cartões entregues;
  • 140 municípios atendidos;
  • 10.674 benefícios ativos;
  • R$ 451,4 milhões em investimentos.

Pra Ter Onde Morar – Aluguel Nunca Mais

  • Mais de 4.600 apartamentos entregues em sete municípios;
  • R$ 332,8 milhões em subsídios;
  • Cinco equipamentos comunitários concluídos em quatro municípios;
  • R$ 1,55 milhão em investimentos

Pra Ter Onde Morar – Escritura

  • 2.134 escrituras entregues;
  • 48 municípios atendidos;
  • 5.333 documentos registrados em cartório.

Desmamados que levaram Goiás à maior dívida e escândalos querem voltar”, afirma Caiado

Caiado diz que Goiás não aceita mais retrocesso, associa gestões tucanas ao colapso do estado e defende Daniel Vilela como seu sucessor natural

“Os desmamados que levaram Goiás à maior dívida e a escândalos em todos os espaços querem voltar.” A declaração é do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) e expressa, segundo ele, um alerta direto à população sobre o risco de retrocesso administrativo no Estado. A fala faz referência explícita às gestões do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), período que Caiado associa a desequilíbrio fiscal, denúncias e colapso de serviços públicos essenciais como saúde, educação e assistência social. A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Jackson Abrão, em transmissão ao vivo no canal do YouTube do jornal O Popular.

Ao comparar passado e presente, Caiado sustenta que a tentativa de reabilitar aquele modelo de gestão não encontra respaldo na sociedade goiana. Na avaliação do governador, a experiência vivida pela população nos anos de crise funciona hoje como um fator de resistência política. “Aquilo lá ninguém quer mais hoje”, ressaltou, ao destacar que grupos ligados a esse período buscam retornar ao poder apesar do histórico negativo deixado em Goiás.

Na sequência, o governador fundamenta sua posição nos índices de aprovação da atual gestão. “A consciência da população, ao dar a Goiás a maior aprovação do Brasil, é porque o cidadão está consciente que é Goiás com equilíbrio, com segurança, com educação, com programas sociais, com saúde regionalizada”, afirmou. O governador também afirmou que esse cenário elevou o nível de exigência do eleitor. “É isso que o cidadão quer cada vez mais, não quer abrir mão disso”, disse, ao reforçar que a população não aceita retrocessos nem projetos que coloquem em risco os avanços consolidados a partir de 2019.

Caiado ressaltou que, pela oitava vez, seu governo lidera o ranking nacional de aprovação, alcançando 80%, conforme levantamento do instituto AtlasIntel, divulgado em 17 de dezembro. Para o governador, esse reconhecimento popular é resultado direto da reorganização das contas públicas, do controle fiscal e da retomada consistente da capacidade de investimento do Estado.

Sucessor natural

É a partir dessa leitura que Caiado defende o vice-governador Daniel Vilela (MDB) como sucessor natural. Segundo o governador, Daniel acompanhou de perto as decisões estratégicas do governo, participou dos debates orçamentários e conhece a fundo as prioridades administrativas do Estado.

Ao reforçar essa confiança, Caiado afirmou: “Então, por isso que eu posso dizer, Daniel está ao meu lado no meu governo, governando junto. Sabendo de tudo, discutindo orçamento, prioridade. Eu não estou aqui apresentando um candidato, eu o escolhi para ser o meu vice, com um ano de antecedência. Ele tem capacidade e vai dar andamento à nossa gestão”, encerrou.

SESCTV estreia “Esporte é coisa de mulher”, série que traz o potencial esportivo como força de transformação social

Série Esporte é Coisa de Mulher estreia com episódio “Que minhas únicas cicatrizes sejam de SK8”, dia 6/1, às 22h, no SescTV. Foto: Marina S. Alves. Materiais de divulgação: esporte é coisa de mulher

Produção documental acompanha mulheres da periferia do Rio de Janeiro que movimentam
o corpo, ocupam a cidade e vislumbram o futuro por meio da prática esportiva

A série documental Esporte é Coisa de Mulher, dirigida por Angela Donini, estreia no SescTV no dia 6 de janeiro de 2026, terça-feira, às 22h, com reapresentações ao longo da semana. Em quatro episódios, a produção acompanha mulheres que vivem nas periferias do Rio de Janeiro e encontram no esporte uma forma de ocupar espaços, fortalecer vínculos comunitários e confrontar normas historicamente impostas aos seus corpos.
 

A estreia integra a programação do Sesc Verão 2026, projeto que articula esporte, cultura, lazer e cidadania, ao compreender as práticas corporais como ferramentas de transformação social e de promoção da saúde, presentes nas 43 unidades do Sesc no Estado de São Paulo.
 

Entre pistas de skate, tatames, piscinas, quadras e rodas de capoeira, Esporte é Coisa de Mulher constrói um retrato atento das relações entre gênero, território, identidade e resistência. Ao longo dos episódios, o público conhece as trajetórias de Rayane Proença de AssisGabriele PascoalLiane BarcellosGeovana Laysa e Laura Ribeiro, mulheres que transformam o esporte em campo de afirmação pessoal e coletiva. Mais do que registrar práticas esportivas, a série revela como essas experiências atravessam temas como racismo, misoginia, lesbofobia, pertencimento, ancestralidade e projeção de futuro.
 

O episódio de estreia, “Que minhas únicas cicatrizes sejam de SK8”, apresenta Rayane Proença de Assis, jovem skatista negra da periferia que circula entre o asfalto, a música e a poesia. Violoncelista, grafiteira e artista de rua, Rayane sonha em disputar campeonatos internacionais enquanto percorre a cidade em meio a manifestações contra o racismo e a violência de gênero. Em meio a manobras e acordes, o episódio delineia o retrato de uma juventude que recusa limites pré-estabelecidos.
 

Na semana seguinte, “Desconstruindo Padrões” acompanha Gabriele Pascoal, que encontra na natação, no boxe e no futebol espaços de equilíbrio e autonomia. Ao questionar expectativas sociais sobre comportamento, corpo e futuro, Gabriele afirma o esporte como território de cuidado e saúde mental, projetando seus desejos acadêmicos e pessoais sem abrir mão de sua identidade.
 

O terceiro episódio, “Lutas”, traz a história de Liane Barcellos, praticante de jiu-jitsu que enfrenta preconceitos relacionados à sua orientação sexual dentro e fora dos tatames. A partir de memórias familiares, ativismo e treinos marcados por tensões, Liane reflete sobre como o esporte se tornou uma fonte de força diante de violências estruturais, sem deixar de expor contradições ainda presentes nesses espaços.
 

Encerrando a temporada, “Gingas” acompanha Geovana Laysa e Laura Ribeiro, jovens que encontram na capoeira e em outras práticas corporais caminhos de pertencimento e disciplina. O episódio destaca a capoeira como herança cultural afro-brasileira e gesto de resistência, conectando corpo, ancestralidade e futuro, especialmente para meninas que aprendem, desde cedo, que também podem ocupar o centro da roda.
 

Com escuta atenta e abordagem que articula esporte, cultura e direitos, Esporte é Coisa de Mulher reafirma o compromisso do SescTV com narrativas diversas e com a valorização das práticas esportivas como instrumentos de inclusão, em sintonia com os princípios do Sesc.

SERVIÇO
 

ESPORTE É COISA DE MULHER 
Série documental – 4 episódios inéditos
Direção: Angela Donini
Produção: Couro de Rato
Duração: 26 minutos cada
Classificação indicativa: Livre

Estreia: 06/01/2026, terça-feira, às 22h
Reapresentações: quarta, 2h; sexta, 11h30; sábado, 13h
 

Episódios:
06/01 – Que minhas únicas cicatrizes sejam de SK8 
13/01 – Desconstruindo Padrões 
20/01 – Lutas 
27/01 – Gingas 
 
Para sintonizar o SescTV: consulte sua operadora ou acesse sesctv.org.br/noar
Sob demanda: episódios disponíveis em sesctv.org.br e no app Sesc Digital, gratuito nas lojas Google Play e App Store.
 

Siga o SescTV nas redes sociais: sesctv 

Equatorial Goiás alerta para riscos de fogos de artifício próximos à rede elétrica na virada do ano

Ação pode causar curtos-circuitos, danos à rede, incêndios e interrupção do fornecimento; companhia reforça cuidados essenciais à população

Com a proximidade das celebrações de fim de ano, o uso de fogos de artifício se torna um dos principais atrativos. Porém, quando manuseados de forma inadequada, esses itens podem causar transtornos e representar riscos à vida. Diante disso, a Equatorial Goiás reforça um alerta importante: queima de fogos próximo à rede elétrica podem provocar acidentes graves, gerar curtos-circuitos, danificar a infraestrutura e ocasionar interrupções no fornecimento de energia.

De acordo com o superintendente Thiago Nunes, responsável pela região de Pirenópolis e Uruaçu, cidades tradicionalmente movimentadas nas festas de fim de ano, é essencial que a população redobre os cuidados neste período. “Muitas vezes, as pessoas não percebem que um fogo lançado na direção errada pode atingir a fiação, danificar cabos e até colocar vidas em risco. Nosso objetivo é orientar para que todos comemorem com segurança, sem expor ninguém a situações de perigo ou transtornos”, afirma.

Os estilhaços quentes também representam risco: ao caírem sobre transformadores, postes ou vegetação, podem iniciar incêndios que exigem atuação emergencial das equipes e se espalham rapidamente. Esses incidentes, além de comprometerem a segurança de quem está no local, podem provocar interrupções de energia em larga escala, afetando residências, comércios e serviços públicos.

Para o superintendente, a prevenção começa com atitudes simples: “O ideal é sempre escolher locais amplos, abertos e afastados de postes, transformadores e cabos. São cuidados básicos, mas que evitam acidentes graves e garantem que todos aproveitem as festas sem transtornos”, reforça.

Cuidados essenciais

Para aqueles que forem brindar a chegada de 2026 com fogos de artifício, a executiva de Segurança do Trabalho da Equatorial Goiás, Suzane Caires, orienta alguns cuidados para evitar acidentes e ocorrências na rede:

* Nunca acenda fogos sob a rede elétrica ou próximo a postes, transformadores e cabos energizados;

* Mantenha distância mínima de 30 metros de qualquer estrutura elétrica ao lançar fogos;

* Evite direcionar os artefatos para o alto em áreas com fiação próxima;

* Não solte fogos em locais com vegetação próxima aos cabos, prevenindo incêndios;

* Utilize apenas fogos autorizados, em áreas abertas e longe de circulação de veículos;

* Jamais tente retirar um artefato que atingiu a rede elétrica, acione imediatamente a concessionária em caso de ocorrências;

* Observe a direção do vento, que pode alterar a trajetória dos fogos.

A Equatorial Goiás mantém equipes em operação 24 horas por dia e monitora todas as ocorrências por meio do Centro de Operações Integradas (COI). A companhia reforça que os clientes devem utilizar os canais oficiais de atendimento para registrar qualquer chamado envolvendo a rede elétrica:

. Atendente virtual Clara pelo WhatsApp: 62 3243-2020;

. Aplicativo Equatorial Energia, disponível para download no Android e iOS;

. Call Center 0800 062 0196;

. Agência virtual no site www.equatorialenergia.com.br;

. Via SMS: envie uma mensagem para o número 27949 com o texto Faltadeenergia XXXXXXX, informando no “XXXXXXX” sua Unidade Consumidora (UC).

Sobre a Equatorial Goiás

A Equatorial Goiás é uma empresa pertencente ao Grupo Equatorial, uma holding brasileira do setor de utilities, sendo o 3º maior grupo de distribuição de energia do País, com sete concessionárias que atendem mais de 56 milhões de pessoas. Somente em Goiás, são cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras atendidas, localizadas em 237 municípios do Estado e abrangendo 98,7% do território estadual, com cobertura de uma área de 336.871 km².

Brasil intensifica ações para proteção de crianças e adolescentes na saúde, educação e direitos humanos

Políticas de garantia dos direitos humanos, acesso aos serviços públicos e prevenção da violência contra crianças e adolescentes são exemplos dos avanços do Governo do Brasil na promoção do cuidado integral para este grupo

Desde o início do seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem ressaltado que, para ele, governar é cuidar. Nessa perspectiva, não há desenvolvimento sustentável possível sem que o cuidado com crianças e adolescentes esteja no centro das políticas públicas. Desde 2023, essa prioridade se traduz em avanços na educação, na saúde e no fortalecimento da rede de proteção, com resultados concretos e a adoção de novos instrumentos legais, como a sanção do ECA Digital, que atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente para garantir direitos, segurança e proteção no ambiente virtual.
 

No campo da educação, os programas Pé-de-Meia e Escola em Tempo Integral, implantados nesta gestão, abriram novas e importantes frentes. O primeiro permite que milhões de estudantes do ensino médio de baixa renda possam se manter na escola. O segundo, assegura a ampliação de matrículas em tempo integral (igual ou superior a 7h diárias ou 35h semanais) em todas as etapas e modalidades da educação básica. Os números revelam os avanços do país nesses temas:
 

O Pé-de-Meia foi criado para promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público


PÉ-DE-MEIA – De acordo com o Censo Escolar de 2024, 480 mil jovens deixam o ensino médio da escola pública todos os anos e 68 milhões de brasileiros não terminaram a educação básica. Lançado em novembro de 2023, o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional, na modalidade de poupança, destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público.


Desde o lançamento da medida, 5,7 milhões de adolescentes já foram beneficiados com bolsas de R$ 200 por mês para estudar. Esses estudantes também recebem R$ 1.000 a cada ano concluído do ensino médio; R$ 200, quando se inscrevem para realizar Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de isenção na taxa de inscrição da prova.


PRIMEIRA CONTA – Vítor Monteiro, então estudante do 3º ano do ensino médio em Goiânia, não escondeu a satisfação quando, há um ano, recebeu a primeira parcela do Pé-de-Meia. “Eu nunca tive conta bancária. Nenhuma na minha vida”, ressaltou. A felicidade ao abrir a conta e realizar o primeiro saque de R$ 200 do programa foi contagiante. “Com esse dinheiro aqui eu vou poder ajudar em casa, né? Eu estava pensando em juntar para fazer um concurso público e espero que ajude muito. Valeu, Pé-de-Meia!”, comemorou.


ESCOLA EM TEMPO INTEGRAL – O Programa Escola em Tempo Integral proporciona a ampliação da jornada de tempo na educação integral, com prioridade às escolas que atendem estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. O Governo do Brasil fornece assistência técnica e financeira para as instituições, considerando propostas pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A política já contabiliza 1,8 milhão de novas matrículas em todas as etapas de ensino. Isso equivale a mais de 46 mil salas de aula, com aumento de matrículas em todas as etapas, com destaque para o Ensino Fundamental, que aumentou 29% de 2022 para 2024.


“Este é um ato de coragem, de cidadania e de respeito ao futuro deste país. O ser humano nasceu para viver em comunidade. A gente precisa voltar a permitir que o humanismo não seja trocado por algoritmo”

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Presidente da República


SEM CELULAR – Ainda no campo educacional, outra medida importantíssima foi a Lei Nº 15.100, sancionada pelo presidente Lula em janeiro deste ano, que restringe o uso de celulares nas escolas. A legislação surgiu em resposta ao debate sobre o uso dos aparelhos no ambiente escolar e os possíveis impactos negativos no aprendizado, na concentração e na saúde mental dos jovens, o que gera preocupação para especialistas, país e à população em geral.


“Este é um ato de coragem, de cidadania e de respeito ao futuro deste país. O ser humano nasceu para viver em comunidade. A gente precisa voltar a permitir que o humanismo não seja trocado por algoritmo”, ressaltou Lula, ao parabenizar, em janeiro, o Congresso Nacional pela aprovação da Lei.


Uma pesquisa realizada pela Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com o Equidade.info, iniciativa do Lemann Center da Stanford Graduate School of Education, publicada em novembro, apontou que mais de 80% dos estudantes brasileiros afirmaram que têm prestado mais atenção nas aulas depois da restrição ao uso de celulares.


O estudo mostra, também, que 77% dos gestores e 65% dos professores relataram diminuição do bullying virtual dentro das escolas. O estudo ouviu 2.840 alunos, 348 professores e 201 gestores em escolas públicas municipais, estaduais e privadas de todas as regiões do país, entre maio e julho de 2025.


GUIA DE TELAS – Outra ação fundamental para a proteção deste grupo foi o lançamento, em março de 2025, do Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais. Trata-se de um protocolo de saúde pública para orientar famílias e escolas sobre os riscos do excesso de exposição digital para o desenvolvimento cognitivo e emocional. O Guia é um documento oficial com análises e recomendações sobre o tema, baseado em evidências científicas e nas melhores práticas internacionais, comprometido com a construção de um ambiente digital mais saudável. Traz, ainda, orientações e ferramentas para lidar com a complexa relação das infâncias e adolescências com o mundo digital. Além disso, o Guia serve de base às políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social e proteção.


O trabalho foi coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), com participação de outros seis ministérios — Casa Civil da Presidência, ministérios da Educação, da Saúde, da Justiça e Segurança Pública, dos Direitos Humanos e da Cidadania, e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
 

Sanção do ECA Digital, em setembro de 2025: regras inéditas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online


“É um equívoco acreditar que as big techs tomarão a iniciativa de se autorregular. Esse equívoco já custou a vida de várias crianças e adolescentes. Vários países avançaram na criação de dispositivos legais para a proteção de crianças e adolescentes no meio digital. O Brasil tem a honra de se juntar a este grupo de países”

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


ECA DIGITAL – Em outra importante frente, o presidente Lula sancionou, em setembro deste ano, a Lei nº 15.211/2025, que cria o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), com regras inéditas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. “Passados 35 anos desde a sanção do Estatuto da Criança e Adolescente original, o mundo mudou muito. Era preciso modernizar os marcos legais e regulatórios no que diz respeito à proteção de crianças e adolescentes. É inegável a importância das redes digitais. Mas não estão e não podem estar acima da lei”, afirmou o presidente na ocasião.


A nova lei estabelece obrigações claras para aplicativos, jogos eletrônicos, redes sociais e serviços digitais, como a adoção de medidas de prevenção por desenho, verificação de idade confiável, ferramentas de supervisão familiar, resposta ágil a conteúdos ilícitos e regras específicas para o tratamento de dados e publicidade dirigida a menores. O descumprimento dessas exigências poderá gerar penalidades às plataformas. “É um equívoco acreditar que as big techs tomarão a iniciativa de se autorregular. Esse equívoco já custou a vida de várias crianças e adolescentes. Vários países avançaram na criação de dispositivos legais para a proteção de crianças e adolescentes no meio digital. O Brasil tem a honra de se juntar a este grupo de países”, ressaltou Lula.


POLÍTICA NACIONAL DA PRIMEIRA INFÂNCIA – O Governo do Brasil lançou, em setembro, a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI). Uma das principais medidas estruturantes para a defesa das crianças, a iniciativa coordena ações intersetoriais na saúde, educação e direitos humanos para crianças de 0 a 6 anos, com vistas a garantir a proteção, o desenvolvimento integral e o pleno exercício dos direitos das crianças.


VIVER COM SAÚDE – O “Viver com Saúde” é um dos eixos da PNIPI, voltado para assegurar a saúde integral das crianças desde a gestação até os nove anos de idade, com foco na nutrição, desenvolvimento e redução da mortalidade, através do SUS (Sistema Único de Saúde). A meta inclui monitoramento da segurança alimentar, vacinação, pré-natal e integração com o Sistema Único de Assistência Social (SUAS).


O Plano de Ação Estratégico da PNIPI para 2025-2026 busca, entre seus principais objetivos, garantir políticas públicas integradas e inclusivas que assegurem o pleno desenvolvimento da primeira infância; além de ampliar e qualificar a oferta de serviços essenciais, com foco nos grupos em situação de vulnerabilidade. O Plano visa, ainda, estruturar sistemas de coleta e análise de informações sobre a infância, respeitando a diversidade e as especificidades regionais; apoiar estados e municípios na execução das políticas, fortalecendo a gestão local; e promover a articulação entre diferentes setores para a proteção integral das crianças.


CRESCER EM PAZ – Outra ação importante foi o lançamento, em abril, do Plano Crescer em Paz, que conta com 45 ações capitaneadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, voltadas à prevenção da violência e à promoção da paz nas escolas e comunidades, unificando protocolos de segurança pública e direitos humanos. As ações têm como finalidade garantir que crianças e adolescentes tenham acesso a direitos e sejam protegidos da violência, do crime e do uso de drogas nos ambientes em que vivem e interagem, inclusive os digitais. Outro objetivo da estratégia é o acolhimento e a recuperação de vítimas, de modo que possam contar com processos de recuperação e reinserção.
 

“Com o novo Pacto, o Governo do Brasil olha com atenção redobrada para esse grupo vulnerável”

Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública


ESCUTA PROTEGIDA – Em outubro de 2025, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, assinou a atualização do Pacto Nacional pela Escuta Protegida. O objetivo da atualização é intensificar as medidas para prevenir a revitimização de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência e consolidar uma rede integrada de proteção. “Com o novo Pacto, o Governo do Brasil olha com atenção redobrada para esse grupo vulnerável”, destacou o ministro.


PROGRAMA CIDADANIA MARAJÓ – As ações implantadas no campo dos direitos humanos em 2025 somam-se a outras, como Programa Cidadania Marajó, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Instituída em maio de 2023, a iniciativa tem como objetivo desenvolver ações para o enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, a promoção de direitos humanos e o acesso a políticas públicas no Arquipélago de Marajó, no estado do Pará.
 

O programa é uma cooperação do Governo do Brasil, com o Governo do Estado do Pará e as prefeituras dos municípios do Arquipélago. Opera de forma integrada com órgãos do Sistema de Justiça, Conselhos Tutelares e Conselhos de Direitos para fortalecer a rede de proteção.
 

PROTEÇÃO INTEGRAL EM DESASTRES – Em novembro deste ano, o Governo do Brasil lançou a versão revisada do Protocolo Nacional para a Proteção Integral a Crianças e Adolescentes em Situação de Riscos e Desastres. O anúncio foi feito durante evento realizado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), na COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), em Belém (PA).
 

O documento, atualizado com apoio técnico do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), amplia as diretrizes estabelecidas desde sua primeira publicação, em 2012, incorporando aprendizados de emergências recentes e alinhando o Brasil aos compromissos internacionais, como a Declaração Intergovernamental sobre Crianças, Adolescentes, Jovens e Mudanças Climáticas (2025).
 

O Protocolo apresenta diretrizes atualizadas de atendimento prioritário a crianças em situações de emergência climática (chuvas, secas e ondas de calor), com foco em resiliência e promoção da saúde mental. Para a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, a atualização do documento reforça o compromisso do Brasil com a proteção integral de crianças e adolescentes: “Porque responde à prioridade absoluta que a nossa Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente colocam para o nosso país. É nossa responsabilidade, sobre quaisquer circunstâncias, garantir a primazia, a prioridade para as crianças e adolescentes”.
 

Campanha nacional de vacinação para proteção de crianças e adolescentes de até 15 anos de idade, em outubro: mais de 6,8 milhões de doses distribuídas


VACINAÇÃO – O amparo e o zelo às crianças e adolescentes passa, impreterivelmente, pelo fortalecimento das ações de vacinação. Em outubro, o Governo do Brasil, por meio do Ministério da Saúde, lançou a campanha nacional de vacinação para proteção de crianças e adolescentes de até 15 anos de idade. Mais de 6,8 milhões de doses foram distribuídas para a ação, realizada entre os dias 6 e 31 de outubro.


Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, pais e responsáveis podem acompanhar a situação vacinal de crianças e adolescentes, com a previsão de próximas doses, receber e alertas e lembretes, além de atualizar informações em tempo real pela Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). “Queremos consolidar de vez o Brasil como o país da vacinação que protege as suas crianças e que as pessoas da sua família, profissionais de saúde e escola, assumam o compromisso de proteger nossas crianças”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.


BOLSA FAMÍLIA – O amparo às crianças e adolescentes também se reflete no Bolsa Família, que nesta gestão ganhou mecanismos de proteção aos mais jovens. O Benefício Primeira Infância assegura adicional de R$ 150 mensais às famílias para cada criança de zero a 6 anos. Já o Benefício Variável Familiar garante um adicional de R$ 50 mensais para cada criança ou adolescente entre 7 e 18 anos incompletos. O programa também assegura um adicional de R$ 50 para gestantes e nutrizes (mães que amamentam), o que reforça o compromisso com o amparo de crianças e adolescentes junto às camadas mais vulneráveis.


Em dezembro, 8,4 milhões de crianças de zero a seis anos receberam o Benefício Primeira Infância no país, a partir de um investimento de R$ 1,19 bilhão do Governo do Brasil. Já o Benefício Variável Familiar chegou a 14,4 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 626 mil gestantes e 459 mil mil nutrizes. Para esses pagamentos, o investimento superou R$ 717 milhões.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

KPMG: custos, regulação e ESG podem mobilizar seguradoras em 2026 

Entre as seguradoras brasileiras, 78% pretendem reduzir custos, em pelo menos, 10% até 2030, segundo estudo realizado pela KPMG. De acordo com o sócio-líder do segmento de seguros da KPMG no Brasil, André Rocha, a contenção de despesas segue como uma tendência para o próximo ano.

“O setor de seguros continuará buscando alternativas para driblar a alta das taxas de juros e da inflação. Estes desafios impactam os negócios de diversas regiões do país, porém, os obstáculos servem como um incentivo para que as seguradoras inovem. Elas estão transformando os modelos atuais com base no aperfeiçoamento da experiência do cliente, produtos e serviços personalizados e estratégias de crescimento sustentável e lucrativo para ter destaque em 2026”, analisa.

De acordo com o sócio, outros temas podem movimentar o setor no próximo ano, entre eles, estão os seguintes: a agenda da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, destacando os requerimentos ESG a serem observados pelas companhias e a lei 15.040 que estabelece o novo marco legal dos contratos de seguro no Brasil.

“Além do marco regulatório para o setor de seguros, que terá o objetivo de clarificar as obrigações e as relações do cliente com fornecedor no contrato, mirando a competitividade, transparência e fomento dos negócios, é importante que as empresas fiquem atentas ao Open Insurance que pode gerar novos negócios no futuro. Esse ecossistema permitirá que os consumidores de produtos e serviços de seguros, previdência complementar aberta e capitalização compartilhem dados entre as instituições credenciadas, o que fomenta o mercado”, explica.

Outro segmento que poderá movimentar o mercado de seguros no país, de acordo com Rocha, são Associações de Proteção Patrimonial Mutualista, objeto de consulta pública recente. Com mais de três mil associações no Brasil, esse mercado ao migrar ao mercado formal de seguros poderá contribuir significativamente com o aumento da participação do mercado segurador no Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Seguros e ESG:

O sócio também comenta sobre os aspectos ambientais, sociais e de governança (ESG), que podem direcionar as estratégias do setor de seguros devido às mudanças climáticas.

“Durante a COP30, as grandes seguradoras globais debateram sobre como trazer o tema impacto climático para o setor de seguros com o objetivo de prover mais proteção e gerar estratégias de negócio mais sustentáveis. Após o evento, o assunto segue no radar das empresas. Dos danos ambientais que ocorreram na região Sul do país nos últimos anos, estimasse que menos de 10% dos imóveis estivessem protegidos por seguros. Há uma grande parte do mercado para ser atendida, e quem conseguir criar produtos coerentes com a realidade da sociedade poderá ter resultados diferenciados nos próximos anos”, conclui.
Sobre a KPMG

A KPMG é uma rede global de firmas independentes que presta serviços profissionais de auditoria, tributos e consultoria. Está presente em 142 países e territórios, com 275 mil profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. No Brasil, são mais de cinco mil profissionais, distribuídos em 15 cidades de 10 estados e do Distrito Federal.

Orientada pelo seu propósito de empoderar a mudança, a KPMG é uma empresa referência no segmento em que atua. Compartilha valor e inspira confiança no mercado e nas comunidades há mais de 100 anos, transformando pessoas e empresas e gerando impactos positivos que contribuem para a realização de transições sustentáveis em clientes, governos e sociedade civil.