Anúncio foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin
Por Andreia Verdélio
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, antecipou, neste domingo (3), que a Toyota anunciará investimentos de R$ 11 bilhões no Brasil nos próximos anos, com previsão de lançamento de novos modelos de automóveis. O anúncio deve ocorrer na próxima terça-feira (5), em Sorocaba, no interior de São Paulo, onde a Toyota tem fábrica.
“A Toyota está no Brasil há 66 anos e vem contribuindo enormemente para o adensamento das nossas cadeias produtivas. Seu anúncio é uma demonstração clara da confiança dessa grande empresa japonesa em nossa economia”, escreveu em publicação nas redes sociais.
Alckmin citou os programas Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e Combustível do Futuro. Segundo o vice-presidente, com eles, o Brasil está promovendo “grandes investimentos para descarbonizar sua mobilidade, tornando ainda mais sustentável nossa matriz energética”.
O Mover amplia as exigências de sustentabilidade da frota automotiva e, por meio de incentivos fiscais, estimula a produção de novas tecnologias nas áreas de mobilidade e logística.
Já o programa Combustível do Futuro tem um conjunto de iniciativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e estimular o uso e produção de biocombustíveis no Brasil.
No mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também esteve com o presidente global do Grupo Hyundai Motor, Eui-Sun Chung. No encontro, o executivo da empresa sul-coreana anunciou US$ 1,1 bilhão em investimentos no Brasil até 2032, enquanto Lula destacou a importância do setor automotivo para a política de reindustrialização do país.
Iniciativa está presente nos hospitais de Base, Cidade do Sol e Santa Maria, assim como nas 13 UPAs do DF. Objetivo é acolher pacientes e oferecer escuta ativa e empatia em todas as etapas de atendimento
O acolhimento e a empatia do Projeto Humanizar conquistaram o coração da dona de casa Maria das Graças da Silva, 74 anos. Ela é orientada pela equipe desde a primeira vez que procurou atendimento urológico no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), em 2021. “Meu filho não está aqui para andar comigo, porque ele mora em Goiânia. Então, Deus preparou anjos para me ajudarem. Me passam informações, me levam às salas e até marcam exames para mim”, conta.
O Projeto Humanizar é realizado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) e está presente nas unidades geridas pela entidade | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília
Idealizado pela primeira-dama Mayara Noronha Rocha, o Projeto Humanizar é realizado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) e está presente nas unidades geridas pela entidade. Ao todo, são 95 auxiliares distribuídos no Hospital de Base, Hospital Regional de Santa Maria, Hospital Cidade do Sol e nas 13 unidades de pronto atendimento (UPA). Em 2023, foram registrados 841.306 atendimentos e, neste ano, apenas em janeiro e fevereiro, houve mais de 101 mil acolhimentos.
Para Maria, o projeto ajuda a amenizar as dores de quem procura o serviço de saúde e facilita o acesso aos serviços. “Muita gente tem dificuldade em entender algumas coisas, e eu sou uma delas. Já estou idosa, às vezes fico estressada e ansiosa. Sem alguém para me ajudar, fica muito difícil”, pontua ela, que mora em Planaltina.
A ideia de humanizar o atendimento nas unidades de saúde surgiu em 2019 e, em 2021, passou a ser executada pelo Núcleo de Humanização da Gerência de Gestão do Conhecimento e Humanização do IgesDF
O braço direito da idosa no HBDF é o auxiliar de humanização Thyago Moura, 20. Ele criou um laço de amizade com Maria das Graças e a acompanha em consultas e exames, além de acalmá-la quando preciso. “Nós fazemos o acolhimento, prestamos informações, acolhemos o paciente, tentando entender a necessidade dele antes de encaminhar para o devido serviço”, explica Thyago, que é estudante de psicologia. “É gratificante se colocar no lugar do outro de forma empática, não tem preço. Eles nos devolvem esse cuidado com carinho e feedbacks positivos”, salienta.
A ideia de humanizar o atendimento nas unidades de saúde surgiu em 2019 e, em 2021, passou a ser executada pelo Núcleo de Humanização da Gerência de Gestão do Conhecimento e Humanização do IgesDF. O impacto na experiência dos pacientes pode ser verificado em números. Em 2023, a ouvidoria recebeu 71 avaliações positivas do serviço. Em janeiro deste ano, mais 21 foram registradas.
Ao todo, são 95 auxiliares distribuídos no Hospital de Base, Hospital Regional de Santa Maria, Hospital Cidade do Sol e nas 13 unidades de pronto atendimento (UPA)
O acolhimento humanizado começa nas portas de entrada dos estabelecimentos, em que a equipe oferece escuta e orientação aos pacientes, e se estende a outras etapas do atendimento, como consultas e internação. O projeto segue as diretrizes da Política Nacional de Humanização, estabelecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O auxiliar de humanização do Hospital de Base Carlos Henrique Fernandes conta que a equipe recebe capacitação para oferecer o melhor possível para a população. “Cada pessoa desenvolve a melhor forma de abordagem. Mas alinhamos o fato de que precisamos ter empatia, que é você se colocar no lugar daquele paciente para que ele seja atendido da melhor maneira”, pontua.
Para Carlos, a experiência de trocar conhecimento com pessoas diversas e poder oferecer acolhimento e ajuda é terapéutica. “Quando você verifica que, de fato, fez algo bom para a sociedade, que é o mínimo que o ser humano hoje em dia deve fazer, isso é totalmente gratificante. Então, deixa de se tornar um trabalho, você faz por amor”, descreve.
Acolhimento e respeito à individualidade
Qual seu estilo musical preferido? O que gosta de fazer para se divertir? Qual seu maior sonho? Quem são os amores da sua vida? Essas são as perguntas presentes no Prontuário Afetivo, iniciativa do Projeto Humanizar que foi instaurada no Hospital Cidade do Sol na última segunda-feira (26). O objetivo é a aproximação da equipe de saúde com o paciente, para que haja mais empatia dos dois lados e o respeito à individualidade daquele que está sendo atendido. O prontuário é fixado na parede junto à ficha da pessoa atendida.
O acolhimento humanizado começa nas portas de entrada dos estabelecimentos, em que a equipe oferece escuta e orientação aos pacientes, e se estende a outras etapas do atendimento
“O intuito é quebrar o gelo. É fazer com que o paciente sinta que está sendo visto como uma pessoa e não só como uma patologia. E também é uma ferramenta para fazer com que os próprios colaboradores enxerguem esse paciente também como um ser humano, que tem amores e pessoas que estão esperando por ele”, explica a gerente de Humanização e Experiência do Paciente do Iges-DF, Stephanie Sakayo.
O professor Rogério Câmara, 58, foi enfático na hora de responder às perguntas. Os amores da vida dele são a família, que, devido a compromissos profissionais, não puderam acompanhá-lo na internação por dengue. Mas, segundo o docente de biologia, isso não foi problema, já que encontrou assuntos em comum com a equipe do hospital. Ele também contou que ama pescar e que sonha em se livrar de dívidas financeiras. No fone de ouvido, gosta de todos os tipos de música, exceto funk e rap. “Você se sente acolhido, se sente em casa, fica mais à vontade. É muito positivo porque muita gente fica aqui sozinho, sem ninguém”, pontua.
No Hospital Cidade do Sol, a equipe do Humanizar também aposta no uso da música para acolher os pacientes internados. Após estudos sobre quais os sons mais apropriados para o ambiente hospitalar, a escolha foi pela frequência 432 Hz, conhecido como áudio binaural. Artigos apontam que esta é a frequência da cura e ajuda os ouvintes a se acalmarem. “É uma ambientação musical que transmite serenidade e calma, no intuito de auxiliarem no atendimento prestado aos pacientes”, explica Sakayo.
Na admissão e na alta, os pacientes respondem um questionário sobre os serviços acessados. São feitas perguntas sobre alimentação, atendimento médico, assistência de enfermagem e tratamento, entre outros temas. A iniciativa do Iges-DF busca mensurar como está sendo o atendimento prestado para ajustar falhas e solucionar demandas.
Narcóticos Anônimos (NA) é uma irmandade mundial de homens e mulheres que se ajudam mutuamente a superar o vício em drogas. Fundado na década de 1950 nos Estados Unidos, o NA se baseia nos Doze Passos e Doze Tradições adaptados dos Alcoólicos Anônimos (AA). O programa oferece um ambiente seguro e acolhedor onde os membros compartilham suas experiências, forças e esperanças, sem julgamentos ou discriminações.
As reuniões anônimas do Narcóticos Anônimos são um pilar fundamental para aqueles que buscam ajuda para superar a dependência de drogas. Esses encontros fornecem um espaço onde os participantes podem se sentir compreendidos e apoiados por indivíduos que enfrentam desafios semelhantes. A atmosfera de camaradagem e solidariedade cria um ambiente propício para a recuperação.
A importância das reuniões anônimas do NA reside na oportunidade que oferecem para os membros compartilharem suas lutas e sucessos, sem medo de serem estigmatizados. Através dessas interações, os participantes encontram inspiração, esperança e motivação para seguir em frente no caminho da recuperação. Além disso, as reuniões proporcionam um senso de pertencimento e comunidade, elementos essenciais para a construção de uma rede de apoio durante o processo de recuperação.
Para aqueles que enfrentam o desafio da dependência de drogas, as reuniões anônimas do NA são um refúgio onde podem se sentir compreendidos e aceitos. O compartilhamento de experiências pessoais e a escuta ativa dos outros membros ajudam a promover a autoaceitação e a compreensão das causas subjacentes ao vício. Ao se abrir para o grupo, os participantes aprendem a reconhecer e enfrentar os padrões de comportamento destrutivos, dando os primeiros passos em direção a uma vida livre das amarras da dependência.
Em Brasília, as reuniões do Narcóticos Anônimos são realizadas em diversos locais, conforme listado no site oficial do NA Brasil (na.org.br). Alguns endereços em Brasília incluem:
Esses encontros são vitais para a comunidade local, oferecendo um ambiente seguro e acolhedor onde os participantes podem compartilhar suas experiências e buscar apoio mútuo. As reuniões do NA em Brasília proporcionam uma oportunidade única para os indivíduos em recuperação se conectarem e fortalecerem uns aos outros em sua jornada para uma vida livre de drogas.
Em resumo, as reuniões anônimas do Narcóticos Anônimos desempenham um papel crucial na recuperação e no apoio às pessoas que lutam contra a dependência de drogas. Esses encontros oferecem um espaço de compreensão, aceitação e apoio mútuo, fundamentais para o processo de recuperação. Por meio das reuniões do NA, os participantes encontram esperança, inspiração e força para superar os desafios e construir uma vida saudável e significativa.
O Banco de Brasília (BRB) e a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) anunciaram uma parceria inovadora para lançar um cartão de crédito ultra-exclusivo destinado aos entusiastas do esporte da raquete. O Cartão CBT BRB CARD, com bandeira Mastercard, promete oferecer uma experiência única para os apaixonados pelo tênis nacional.
Com um design exclusivo e distintivo, o Cartão CBT foi desenvolvido com foco nas necessidades dos praticantes e admiradores do esporte. Um dos destaques é o marketplace especializado em produtos relacionados ao tênis, que oferece acesso a uma ampla gama de itens essenciais para atletas profissionais e amadores, além de condições financeiras vantajosas.
Os benefícios do Cartão CBT vão além do mundo do tênis. Os usuários têm acesso a um programa de relacionamento exclusivo da CBT, com mais de 450 parceiros, além de cashback e uma seleção impressionante de cerca de 400 mil produtos. Com isenção de anuidade no primeiro ano e descontos progressivos com base na utilização nos anos seguintes, o cartão oferece pontuação diferenciada e a opção de solicitar até quatro cartões adicionais.
Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, destaca o compromisso do banco com o esporte e sua importância para a transformação social. “O BRB acredita no poder transformador do esporte. Por isso, apoia diversas modalidades, e o tênis é uma delas”, afirma.
Além disso, o Cartão de Crédito CBT BRBCARD oferece acesso privilegiado à sala VIP Club do Aeroporto Internacional de Brasília e a milhares de salas VIP em todo o mundo por meio da LoungeKey. Com vantagens financeiras e experiências exclusivas, o Cartão BRB CBT é uma escolha ideal para os amantes do tênis que buscam uma nova dimensão de benefícios e conveniência.
Seleção aguarda por México ou Paraguai na próxima fase
Por Igor Santos
A seleção brasileira feminina de futebol não deixou dúvidas sobre quem era melhor e atropelou a Argentina por 5 a 1, na madrugada deste domingo (3), pelas quartas de final da Copa Ouro, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Bia Zaneratto (2), Yaya, Yasmin e Gabi Nunes marcaram para o Brasil. Celeste dos Santos descontou para as argentinas. Com o resultado, o Brasil espera por México ou Paraguai nas semifinais. As duas seleções se enfrentam às 19h deste domingo.
Depois de um breve período de inconstância no começo da partida, o Brasil abriu a porteira da goleada aos 18 minutos. Bia Zaneratto cruzou da esquerda e Yaya cabeceou no contrapé da goleira para marcar. Foi o primeiro gol da jogadora pela seleção brasileira principal. Após o jogo, ela classificou o gol como “uma sensação única, um momento muito maravilhoso”.
Aos 35, Yasmin pegou sobra de fora da área para ampliar.
Na segunda etapa, o Brasil fez mais dois gols, com Bia Zaneratto marcando no próprio rebote em uma jogada dentro da área e depois com Gabi Nunes recebendo cruzamento da direita e finalizando livre de marcação, de cabeça.
A Argentina diminuiu com um belo gol de Dos Santos encobrindo a goleira Luciana, mas nos acréscimos Bia Zaneratto, com um chute forte da entrada da área, marcou o segundo dela e deu números finais à partida.
Até agora, a seleção comandada por Arthur Elias tem quatro vitórias em quatro jogos na competição, com 12 gols marcados. O gol sofrido contra a Argentina foi o primeiro e único até agora na campanha. O próximo compromisso da seleção está marcado para a madrugada de quinta-feira (7), em San Diego.
Populações periféricas são mais vulneráveis à dengue
Por Luiz Claudio Ferreira e Vinicius Lisboa
“O meu homem-aranha está amuado, tristinho. É tão estranho”. A auxiliar de serviços gerais Juliana Pereira, de 28 anos de idade, está acostumada com o pequeno Vitor, de 3 anos de idade, pulando de um canto para o outro, tal como um super-herói. Ligeiro na bicicleta, correndo atrás de bola e sem parar pela casa. Mas o menino passou a semana com febre alta e dor, sem sair do colo da mãe. Tudo por causa da dengue.
Eles moram em uma casa na Cidade Estrutural, região administrativa periférica do Distrito Federal, “cercada de mato, lixo, água parada e falta de estrutura”, como diz a mãe que também teve a doença em fevereiro. “Estou sem ir para o trabalho porque preciso cuidar deles”, diz Juliana. O outro morador da casa, Jeferson Muniz, de 25 anos de idade, irmão de Juliana, também não podia ir trabalhar havia 5 dias por causa dos sintomas da doença.
Cidade Estrutural – Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
Vulnerabilidade
O médico infectologista José Davi Urbaez diz que as condições sociais são causas do avanço da dengue. “É claríssimo que, no caso da dengue e, habitualmente, todas as doenças infecciosas, são grandes marcadores dessa vulnerabilidade porque ela é construída”, avalia. As populações com menos condições de saneamento básico, de moradia digna, de emprego, de educação e de acesso à saúde, segundo o médico, estão mais vulneráveis à disseminação das doenças como a dengue.
Jeferson, o tio do pequeno Vitor, reclamou de, além das dores no corpo, de falta de ar e muito enjoo. Ele trabalha em um lava jato o dia inteiro e chegou a tentar trabalhar doente, mas não aguentou o ritmo. Cercado por profissionais de saúde pública e deitado em uma maca, em um dos atendimentos que recebeu, melhorou depois de ser medicado e receber hidratação venosa com soro.
Durante a semana, a família foi junta em uma tenda de atendimento instalada pelo governo do Distrito Federal junto à Unidade Básica de Saúde da região, para reforçar o atendimento diante da crise sanitária na capital do País, que tem o maior número de mortes causadas pela doença. Na UBS, já foram confirmados 2.391 casos da doença até sexta-feira (1º). Inclusive, os dez postos com mais notificações da doença eram todos nas áreas mais vulneráveis, que contabilizavam 27.264 casos.
Juliana Pereira, com o filho Vitor – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Capital em surto
Segundo as informações do Ministério da Saúde, até o sábado (2 de março), eram 77 óbitos confirmados no DF, o equivalente a 29,8% da quantidade de mortos no país, do total de 258, por causa da dengue até o momento. Havia outras 60 ocorrências em investigação.
Ao todo, o DF somava mais de 102.757 diagnósticos da doença, o que representava quase 10% dos casos de todo o Brasil, que superou a marca de mais de um milhão de notificações durante a semana. Os postos de atendimento nas periferias lideram as notificações da doença.
“O que mais me apavorou foi a possibilidade da dengue ficar mais grave. A gente é pobre e tem muito medo”, diz Juliana, que tem medo de todos adoecerem ao mesmo tempo. Ela viu os vizinhos ficarem mal nas últimas semanas.
O médico infectologista Hemerson Luz explica que pode acontecer de pessoas que tiveram dengue uma vez apresentarem um quadro mais grave numa segunda ocasião. “Por uma reação do sistema imunológico, pode ocorrer uma resposta inflamatória pior. O termo dengue hemorrágica não é utilizado mais”.
O médico entende que as condições sociais urbanas podem influenciar a disseminação da doença. “Sabemos que hoje realmente a dengue é uma doença que pode ser prevenida com medidas para combater o mosquito e também com a vacina que está chegando”, explica.
Responsabilidade
O especialista salienta que qualquer objeto abandonado que acumule água pode acabar sendo um criadouro do mosquito. “Lembrando que os ovos do Aedes aegypti podem ficar até 1 ano em um terreno seco, esperando cair água e acumular. Todo o combate se baseia em eliminar esses criadores, como objetos jogados, caixas d’água sem tampa, aquele vaso que tem um pratinho com água embaixo”, alerta. Hemerson Luz diz que todos esses cuidados são necessários com responsabilidade dos órgãos públicos e dos cidadãos.
A recomendação do especialista é que as pessoas devem buscar apoio de saúde a partir de sintomas como o quadro clássico que inclui dor de cabeça, febre alta, cansaço, dor atrás dos olhos. Há possibilidade de aparecimento de manchas vermelhas na pele. O médico pede especial atenção para a existência de dor abdominal, vômitos e queda da pressão.
Inclusive, foi por causa de dores abdominais que a cuidadora de idosos Joseana Rosa, de 49 anos de idade, teve que pensar em cuidar de si mesma. Ela foi também ao atendimento na Cidade Estrutural e relatou aos médicos que não dormia havia 2 dias e sentia dores pelo corpo, que teve dificuldades de explicar. “Tive muita febre e enjoo. Essa doença, para mim, foi pior do que a covid (que ela foi diagnosticada em 2022)”, comparou a paciente. Joseana também pensou em ir trabalhar e encarar uma viagem de ônibus de quase 50 minutos até o trabalho. Ela desistiu depois de dar o primeiro passo em direção à porta.
Cuidadora de idosos Joseana Rosa, moradora da Cidade Estrutural – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Angústia
A cerca de 20 km da Estrutural, uma família estava desesperada na Unidade de Pronto Atendimento da Ceilândia, a maior região administrativa do Distrito Federal. A fisioterapeuta Amanda Oliveira, de 33 anos de idade, estava agoniada com a situação da mãe Maria Luzemar, de 57 anos de idade, internada na sala vermelha para receber suporte intensivo de oxigênio e monitoramento dos sinais vitais.
“Minha mãe começou com muita febre e piorou pela madrugada. Ela teve sangue ao evacuar e estava delirando. Ela pediu que a gente ajudasse urgentemente”. Há uma semana, a mãe deixou de ir trabalhar como vendedora de churrasquinho no bairro em que mora. “Ela não aguentava mais”, disse Amanda.
Na porta da UPA, familiares de pacientes ficam à espera da possibilidade de receber notícias e a possibilidade de fazer visitas.
Encostado à UPA, o Hospital de Campanha da Aeronáutica, com a atuação de militares de outras regiões do país, inclui médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e de laboratório, com atividades 24 horas por dia. A aposentada Francisca Miranda, de 65 anos de idade, estava acompanhada da filha Taynah, de 28 anos de idade, porque mal conseguia se movimentar. Elas moram em Ceilândia, região em que as unidades de saúde pública são as que têm mais notificações, 25.250 até sexta-feira, representando um a cada quatro casos de dengue no Distrito Federal.
Crianças e idosos
Segundo o infectologista Hemerson Luz, qualquer pessoa pode ter a doença agravada. “Mas pode ser pior em crianças muito pequenas, ou mesmo em pessoas idosas, grávidas, pessoas que têm comorbidades. E um grande foco hoje da atenção é justamente crianças e adolescentes por onde estão começando os programas de vacinação”, explica.
Para combater a dengue, o médico Hemerson Luz defende que o sistema público de saúde pode contar com o uso de tecnologias para apontar qual rua ou bairro há mais casos. “O mosquito tem uma autonomia de voo muito pequena, cerca de 200 metros apenas. O uso de drones para procurar esses locais que podem estar acumulando lixo, pode ser usado pelo poder público para fazer essa busca. Esse é um dever de todos”.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, cidade que já passou por epidemias recentes da doença, como nos anos de 2002, 2008 e 2012, um polo de atendimento de dengue funciona na Policlínica Hélio Pellegrino, na Praça da Bandeira, na zona norte da cidade. Lá também chegam diferentes casos. A preocupação com as crianças faz parte da rotina do lugar.
A cabeleireira Jaqueline Souza, por exemplo, levou o filho Gabriel, de 6 anos de idade, depois que o garoto apresentou febre alta. “Ele começou a ficar caidinho. Aí logo vieram as dores. Ele se queixou bastante das dores nas costas, no olho e nas pernas também. Depois, as pintinhas”, detalhou. Quando avaliou que o menino estava um pouco melhor, levou para a escola. Mas ainda era cedo para voltar à rotina. Ela buscou o garoto na escola porque voltaram os sintomas.
No mesmo dia, no atendimento na policlínica, o autônomo Nelson Amado revela que teve sintomas por uma semana. “Uma dor muito forte no corpo e estava com febre. Eu não consegui mais ficar no trabalho e fui para casa”, disse. Depois do exame, verificou-se que havia infecção e passou a ficar mais preocupado com hidratação. “É o segundo dia que eu volto aqui na Policlínica”.
Paciente recebe atendimento médico para dengue na Policlínica Hélio Pellegrino. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Mudanças climáticas
O avanço da doença nas grandes cidades é motivo de alerta para o médico Carlos Starling, vice-presidente da Sociedade Mineira de Infectologia. “O que chama a atenção é que o número de casos aumentou muito nos últimos dias, não só de dengue, mas também de covid. Então nós estamos, no momento, convivendo com duas epidemias ao mesmo tempo”, disse.
Para o especialista, ainda será necessário que o trabalho de prevenção seja mais efetivo. Para ele, o número de casos deve seguir aumentando até final de abril, quando a temperatura deve começar a cair. “Com isso, a população de mosquito também diminui e, consequentemente, a transmissão da doença também. O período sazonal da dengue tradicionalmente vai até abril”, explica. Entretanto, o especialista alerta para o fato que as mudanças climáticas podem alterar essa lógica.
O aumento da temperatura altera o regime de chuvas, e isso poderia fazer, em tese, que esse período se estenda até junho, que tradicionalmente o número de casos cai de forma drástica. “O que deve modificar muito esse perfil epidemiológico é a maior disponibilidade de vacinas nos próximos anos. Mas para esse ano, as vacinas ainda não vão ter o impacto que nós gostaríamos que tivesse”.
Nesta sexta-feira (01/03), a Adasa participou de mais uma importante entrega do governo do Distrito Federal: a revitalização do Canal do Rodeador, em Brazlândia.
Originalmente concebido entre 1966 e 1973, com o intuito de fomentar a atividade agrícola e a vocação rural da região, o canal passou por um processo de revitalização para reduzir perdas por infiltração e evaporação inerentes aos canais a céu aberto, atendendo a uma antiga demanda dos agricultores da região.
De acordo com o secretário executivo da SEAGRI, Rafael Bueno, a inauguração do canal é motivo de muita alegria. “Hoje os produtores de Brazlândia podem comemorar, porque o principal trecho do canal está praticamente 100% fechado e vedado. Isso foi possível graças ao trabalho conjunto da Emater, Adasa, Caesb e CBH”, destacou Bueno.
Dos 32 quilômetros de extensão do canal, 24 foram convertidos em estruturas tubulares, reduzindo as perdas de água em até 45%. O Rodeador então emerge como uma fonte vital de prosperidade e sustentabilidade para os produtores locais, que poderão contar com um fluxo contínuo de água, sem desperdícios. Estima-se que o aproveitamento total da água possa suprir as necessidades de mais de 75 mil pessoas no Distrito Federal.
Segundo o presidente da Associação Bela Vista Dos Produtores Rurais de Brazlândia, Ricardo Sassa, o projeto promete economizar água, evitar perdas e diminuir a manutenção, que antes era feita manualmente pelos próprios produtores. “Essa obra é um sonho realizado para os produtores rurais da região, o impacto já é perceptível na velocidade da água, que reduziu pela metade o tempo de percurso entre a comporta principal e o final do canal”, comemora.
Desde 2017, quando foi contratado o primeiro projeto executivo de tubulação, a Adasa e os demais entes envolvidos na revitalização do canal já aspiravam a entrega da obra. Para que esse projeto, tão essencial para a segurança hídrica e alimentar para o DF, fosse executado e entregue com sucesso, foi preciso viabilizar a utilização de recursos da tarifa de contingência e realização de convênios, como o firmado com a SUDECO.
Para o presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, a entrega deste empreendimento é resultado do comprometimento e do trabalho conjunto de todas as instituições envolvidas. “Nós temos um governo que realmente se volta para resolver os problemas. O nosso governo, é o governo do trabalho. Mais do que isso, este é o governo que se integra. Nós temos uma série de órgãos competentes e que trabalham conjuntamente para que a população encontre respostas para as suas demandas”, reiterou Ribeiro.
A entrega do Canal do Rodeador não apenas simboliza a transformação física de uma infraestrutura, mas o renascimento de uma comunidade agrícola próspera e resiliente, uma vez que o aumento da eficiência no uso da água contribui para uma produção agrícola mais consistente e, consequentemente, no aumento de receita para os agricultores e a economia local.
“Com muita alegria voltamos à cidade de Brazlândia, uma cidade que temos feito grande investimento. Esse é um grupo de trabalho realmente unido. Nós fazemos uma questão muito grande de manter a união e esse é o principal norte da nossa administração, manter todos unidos para prestar serviço à população. Vamos continuar trabalhando melhorando nossos canais rurais e melhorando a captação de água para população”, arrematou o governador, Ibaneis Rocha.
Vinicius Jr comemaora após marcar para o Real Madrid contra o Valencia
Imagem: David S. Bustamante/Soccrates/Getty Images.
Vinicius Junior foi protagonista no Mestalla. No reencontro com o estádio onde sofreu racismo de torcedores em maio do ano passado, o brasileiro marcou duas vezes, protestou contra o preconceito e fez o Real Madrid arrancar o empate por 2 a 2 com o Valencia.
O Valencia abriu 2 a 0 com Hugo Duro e Yaremchuk no primeiro tempo. Os gols foram marcados aos 26 e aos 29 minutos.
Vini Jr descontou antes do intervalo e garantiu o empate na etapa final. Ele já havia marcado dois gols no último compromisso entre as equipes, no Santiago Bernabéu.
O brasileiro levantou o punho cerrado após o primeiro gol, em gesto contra o racismo. Depois de ter sido alvo de parte da torcida adversária com ofensas racistas oito meses atrás, o caso não se repetiu — embora cartazes o comparando ao Pinóquio terem sido distribuídos antes da partida.
A partida também teve uma lesão grave de Diakhaby, que deixou os jogadores abalados em campo. A perna do jogador do time da casa acabou virando após colisão com Tchouameni, e ele deixou o gramado de maca.
O Real segue na liderança da La Liga após a 27ª rodada, com 66 pontos. Já o Valencia é o nono, com 37.
Como foi o jogo
O Valencia aproveitou brechas e construiu a vantagem em três minutos. O time da casa explorou vacilos da defesa do Real para abrir 2 a 0 e deixar o adversário atônito em campo.
Vini Jr fez o Real voltar para o jogo e comandou a reação. O gol nos acréscimos mudou a dinâmica do segundo tempo, e o Real voltou pressionando para arrancar o empate. O Valencia até chegou a ter um pênalti marcado nos minutos finais, mas o árbitro foi chamado pelo VAR e reverteu a decisão.
Consolidação da segurança pública em solo goiano, conforme avaliou o governador Ronaldo Caiado, é uma referência para o país (Fotos André Saddi)
Goiás registrou, em fevereiro, o mês com o menor número de homicídios dos últimos 9 anos, desde o início da série histórica. A queda nas ocorrências deste tipo de crime foi destaque na fala do governador Ronaldo Caiado, nesta sexta-feira (1º/03), durante a celebração dos 25 anos de criação do Grupo Tático 3 (GT-3), unidade de elite da Polícia Civil do Estado de Goiás, realizada em Goiânia.“Não é sentimento de segurança, é segurança plena do cidadão no nosso Estado”, enfatizou o governador.A consolidação da segurança pública em solo goiano, conforme avaliou o governador, é uma resposta a uma preocupação de grande parte da população e uma referência para o país.“Goiás é um caso à parte, é uma situação totalmente diferente do resto do Brasil. Aqui o cidadão vive em paz, com tranquilidade; as pessoas são respeitadas”, salientou Caiado, ao lembrar que determinou combate rigoroso à criminalidade desde o início da gestão e que os resultados têm atraído a atenção de outros estados.
Atuação integrada
Também presente ao evento, o vice-governador Daniel Vilela elogiou a convergência do trabalho das forças policiais goianas.“Nunca observamos uma integração como a de hoje, não só das forças de segurança do governo, mas também com a presença da Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal”, destacou.A superintendente regional da Polícia Federal em Goiás, Marcela Rodrigues, prestigiou o evento.
Queda de 78,1% no número de homicídos
Dados compilados pelo Observatório da Segurança Pública da SSP/GO mostram que em outubro de 2016 o estado registrou um pico de 256 homicídios. Em fevereiro de 2024, foram 56.“É o menor número desde a implantação da atual metodologia de análise estatística dos indicadores criminais”, sublinhou o titular da SSP/GO, Renato Brum. Em relação ao pico de outubro/2016, a queda foi de 78,1%.
Nos últimos cinco anos, Governo de Goiás aumentou efetivo da Polícia Civil em quase um terço (Fotos: André Sadi)Efetivo
Nos últimos cinco anos, o Governo de Goiás aumentou o efetivo da Polícia Civil em quase um terço. Em 2021, convocou 100 novos delegados de polícia, após um hiato de sete anos sem nomeações para o cargo. Mais recentemente, em janeiro deste ano, foram nomeados quase 800 aprovados em concurso público.“Temos policiais civis que são determinados. Esse é o diferencial. Não existe ninguém que chegue aos resultados sem essa motivação”, pontuou o governador Ronaldo Caiado.O delegado-geral André Ganga apontou que, em 2023, a Polícia Civil registrou números recordes, com 67% de crescimento nas atividades.“Só em prisões tivemos 5.184. Em operações, foram 2.903. Tenho certeza que, em 2024, teremos muitas mais, em razão dos novos policiais que já estão mostrando resultado e foram um acréscimo de quase 30% do nosso efetivo atual”, declarou.
Expertise
O GT-3 atua em apoio a diligências contra quadrilhas do crime organizado ou na repressão a marginais de alta periculosidade e tornou-se um exemplo da expertise alcançada em Goiás, ressaltou o delegado José Antônio de Podestá Neto, que coordena a equipe.“Os bandidos estão migrando daqui, estão indo para longe. Só nós vamos buscar”, declarou ele, ao citar operações no Paraná e Rio de Janeiro para captura de foragidos.Somente no ano passado, foram 262 operações em apoio a outras divisões da Polícia Civil em ocorrências com envolvimento de artefatos explosivos, resgate de reféns, intervenção carcerária, escolta de presos, entre outros.O GT-3 foi criado em 1999 com a unificação dos grupos operacionais de Antiassalto a Banco (GAB), Antissequestro (GAS) e Tático. Desta junção surgiu a denominação de Grupo Tático 3 ou GT-3.Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás
O deputado Anderson Teodoro (Avante) é autor de projeto de lei n°3438/24, com o qual propõe instituir a Política Estadual de Prevenção ao Afogamento Infantil, a partir de medidas preventivas que orientem e conscientizem a população goiana sobre a ocorrência desse tipo de acidente.
Se aprovada, a matéria determinará alerta sobre a supervisão ininterrupta dos pais ou responsáveis, durante a permanência das crianças em meio aquático; informação sobre medidas de segurança a serem tomadas, como a instalação de câmeras, de isolamentos nos ambientes aquáticos e de ralos antissucção; realização de palestras que abordam a importância do esporte de natação e o uso de colete salva-vidas; e a inserção das crianças no esporte de natação, desde bebês, além da utilização de boias.O parlamentar explica que, de acordo com dados do Ministério da Saúde, no Brasil o afogamento é a segunda maior causa de morte acidental de crianças e de adolescentes de até 14 anos e, para as crianças de 1 a 4 anos de idade, é a causa número um de óbitos acidentais.“A proposição garante que tragédias sejam evitadas e o número de afogamentos reduzido. Não podemos esquecer que grande parte dos sobreviventes apresentam sequelas neurológicas graves ou irreversíveis. Por isso, a conscientização, a atenção, bem como a prevenção são consideradas as melhores alternativas para evitar o afogamento infantil”, conclui. O projeto foi encaminhado à Comissão de Constituição, Justiça e Redação, para designação de relatoria.
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