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Ministério de Portos e Aeroportos anuncia campanha nos aeroportos contra o feminicídio no Brasil

Campanha faz parte da segunda fase da campanha "Assédio Não Decola", iniciada em maio deste ano, voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra as mulheres - Foto: Jonilton Lima

Ministro Silvio Costa Filho apresentou a iniciativa no Aeroporto de Congonhas e afirmou que ação vai transformar os terminais em espaços de conscientização e quebra do silêncio

O Ministério de Portos e Aeroportos iniciou, nesta segunda-feira (22), a campanha “Assédio Não Decola, Feminicídio Também Não”, nos aeroportos do país, para somar às ações do Governo Federal de combate à violência contra as mulheres e reforçar a proteção no setor aéreo. A apresentação ocorreu no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e contou com a presença do ministro Silvio Costa Filho. A iniciativa marca o início da veiculação de peças de conscientização, prevenção, orientação e informação, envolvendo profissionais da aviação e o público em geral.

A iniciativa faz parte da segunda fase da campanha “Assédio Não Decola”, iniciada em maio deste ano, voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra as mulheres. A ação, desenvolvida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a Associação Brasileira das Concessionárias de Aeroportos (ABR), orienta trabalhadores, empresas, passageiros e usuários sobre prevenção, enfrentamento ao assédio e os canais adequados de denúncia e apoio.

“Estamos lançando, a partir de hoje, essa grande campanha em defesa das mulheres em nosso país. Essa campanha estará nos nossos aeroportos, nos aviões, nas mãos dos profissionais. Todos os dias, infelizmente, mulheres são vítimas do feminicídio no Brasil. Por isso, decidimos fazer uma ampla campanha de sensibilização da sociedade brasileira, para que toda a população tenha uma atenção especial para essa pauta.

Durante o evento, o ministro explicou a importância de usar os aeroportos para ampliar a campanha de combate ao feminicídio, por serem locais com grande movimentação de pessoas. “São locais de grande concentração de sociedade, com passageiros indo e vindo. E é por isso que estamos fazendo esse chamado para que as pessoas denunciem.”

Silvio Costa Filho afirmou ainda que todo o Governo Federal está comprometido com a pauta de proteção às mulheres e que o trabalho será feito de maneira integrada. “Nos aeroportos, contaremos com a fiscalização por meio de câmeras com o trabalho da Polícia Federal para evitar todo tipo de violência e assédio. E conto com as concessionárias para se envolverem na divulgação da campanha, para que possamos, de maneira coletiva, atuar a favor das mulheres do Brasil.”

Feminicídio não Decola

Para a gerente do Programa Mulheres na Aviação, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ana Mota, a campanha do MPor reforça a importância de usar todos os locais para reforçar o combate à violência contra as mulheres. “Nenhuma forma de violência pode ser naturalizada e nem tolerada em nenhum ambiente. Nós da Anac apoiamos essas iniciativas, que dialogam com ações dos nossos programas “Asas para Todos” e “Mulheres na Aviação”, e contribuem para que a aviação seja um espaço que promove respeito, espaço e dignidade.

Ana Mota destacou ainda que a campanha precisa envolver o poder público, companhias aéreas, concessionárias, profissionais do setor e também dos passageiros. “Porque enfrentar a violência contra a mulher é uma responsabilidade de todos nós. Que essa campanha ajude a salvar vidas, fortaleça redes de apoio e deixe claro que a violência contra a mulher não pode seguir adiante.”

A campanha do MPor vai divulgar vídeos e cartazes pelos terminais reforçando canais de denúncia do Governo Federal, como o Ligue 180, e incentivando à população a procurar os serviços de segurança dos aeroportos, os balcões de informações e os comissários de bordo.

Em 2024, o Brasil atingiu o maior número de feminicídios desde o início da tipificação do crime, em 2015. É o que aponta o novo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em julho deste ano. Ao todo, 1.492 mulheres foram vítimas, o que representa uma média de quatro mortes por dia. De acordo com os dados mais recentes, a taxa de feminicídios no país aumentou em 0,7% de 2023 para 2024. Os autores dos crimes são, majoritariamente, companheiros (60,7%) e ex-companheiros (19,1%), que, juntos, somam quase 80% dos casos. Em 97% dos feminicídios com autoria identificada, o agressor era do sexo masculino.

O perfil das vítimas de feminicídio em 2024 é composto, em maioria, por mulheres negras (63,6%), e vítimas entre 18 e 44 anos (70,5%). Houve um aumento significativo de 30,7% nos feminicídios de adolescentes (12 a 17 anos) e um crescimento de 20,7% entre mulheres com 60 anos ou mais. A maior parte dos crimes (64,3%) ocorreu na residência da vítima, sendo a arma branca o principal instrumento utilizado (48,4%).
 

Atividade dos pequenos negócios cresce em novembro, aponta ISM

Índice SumUp do Microempreendedor aponta alta de 0,96% ante outubro; aquecimento reflete vendas da Black Friday e transição para o Natal

São Paulo, 22 de dezembro – A atividade econômica dos micro e pequenos negócios no Brasil cresceu 0,96% em novembro na comparação com outubro, de acordo com dados do Índice SumUp do Microempreendedor (ISM). No período, o indicador da empresa global de tecnologia e soluções financeiras atingiu 106,36 pontos. O resultado indica um leve aquecimento nas vendas, causado pela Black Friday e pelo começo das vendas do Natal.

“O estudo mostra que, mesmo com um ritmo mais moderado, os microempreendedores mantêm a atividade em crescimento na transição para o Natal, um dos períodos mais aquecidos do comércio. Esse é um momento em que muitos empreendedores ajustam estoques, renegociam com fornecedores e intensificam ações de venda”, analisa Lilian Parola, economista e diretora de Mercado de Capitais e Tesouraria da SumUp para a América Latina.

Por outro lado, na comparação com o mesmo período do ano passado, o ISM apresentou queda de 6,33%, indicando que o ambiente de negócios ainda exige cautela. “A variação anual negativa reflete um cenário ainda desafiador, com crédito mais restrito e impacto persistente dos juros elevados sobre o consumo. Apesar dos sinais de reação no curto prazo, o crescimento estrutural segue limitado”, avalia a economista.

Recorte por unidades federativas

 

O ISM do estado de São Paulo registrou 104,86 pontos em novembro, com crescimento de 1,38% em relação ao mês anterior. Na análise anual, o índice apresentou queda de 5,95% frente a novembro de 2024.

 

No estado do Rio de Janeiro, o indicador alcançou 131,29 pontos, com alta de 3,26% em comparação a outubro. No acumulado de doze meses, o ISM no estado apresentou um crescimento expressivo de 16,77%, reforçando o bom momento da atividade local.

O ISM de Minas Gerais chegou a 111,83 pontos, registrando estabilidade praticamente neutra, com leve avanço de 0,04% frente a outubro. Na comparação anual, o estado segue apresentando um desempenho positivo, com alta de 8,45%.

Na Bahia, o índice atingiu 124,04 pontos. Diferentemente da maioria dos estados analisados, houve recuo de 1,45% em relação ao mês anterior, indicando um movimento pontual de acomodação. Em contrapartida, o desempenho anual segue bastante robusto, com crescimento de 22,04%.

Por fim, o ISM do Ceará voltou a se destacar, alcançando 146,52 pontos em novembro, uma variação positiva de 0,25% em relação a outubro. No período de um ano, o estado registrou uma expansão expressiva de 32,66%, liderando o crescimento entre as unidades federativas analisadas.

Sobre o ISM 

O ISM é calculado a partir de um método econométrico que considera fatores como sazonalidade, diferenças demográficas do país e participação de cada estado no PIB, assim como o volume de vendas processadas pelos produtos da SumUp. O índice avalia o comportamento dos empreendedores atendidos pela empresa, mas a ampla distribuição geográfica destes clientes permite a mensuração da atividade econômica dos micro e pequenos empreendedores do Brasil como um todo.

A divulgação do Índice SumUp do Microempreendedor (ISM) é uma contribuição da fintech para o país, com o intuito de ampliar o acesso às informações sobre a economia brasileira da base da pirâmide.

Sobre a SumUp 

A SumUp é uma companhia global de serviços financeiros que oferece um ecossistema de soluções para microempreendedores, como maquininhas de cartão, conta digital pelo SumUp Bank, empréstimos e links de pagamento, entre outros produtos. Há 13 anos empoderando empreendedores ao redor do mundo, a SumUp atende mais de 4 milhões de micro e pequenos negócios em 37 mercados na Europa, nos Estados Unidos, na Oceania e na América Latina.

No Brasil, está presente desde 2013 empregando 950 pessoas, sendo 49% mulheres e 26% LGBTQIAP+, com uma liderança 44% feminina. Realizando pesquisas constantes com seus clientes e com foco em educação financeira, a SumUp acompanha as tendências do mercado e dos micro e pequenos negócios.

Consumo sustentável no Natal: por que queremos fazer diferente, mas repetimos velhos padrões?

Sibele Aquino, Doutora em Psicologia Social pela PUC Rio, Professora da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio, Pesquisadora em Psicologia do Consumidor e Comportamentos pró-ambientais

Entra ano, sai ano e você está lendo um outro texto sobre “todo ano”. Sim, repetimos os mesmos rituais. Rituais são importantes, mas quando engessam nossos comportamentos comprometendo a saúde do planeta, merecem ser repensados.

Pense nas notícias que apontam o aumento das compras de Natal, enquanto as redes sociais exibem discursos apaixonados pela ideia de sustentabilidade. Há intenções bonitas por toda parte: consumir menos, reciclar mais, trocar presentes artesanais. Mas, quando chega dezembro, o fluxo arrasta todo mundo para o mesmo lugar; e quem planejou um Natal minimalista sai do shopping com três sacolas e uma boa desculpa.

Se isso parece familiar, é porque é mesmo! O Natal é um terreno emocional poderoso, em que a gente caminha entre presentes que funcionam como gestos simbólicos importantes – e qualquer tentativa de reduzir consumo parece, no fundo, uma declaração afetiva arriscada. “Se eu não der um presente, será que a pessoa vai achar que não me importo?” A mente interpreta essa dúvida como ameaça social e empurra a decisão para o lado que garante nosso pertencimento, não nossa sustentabilidade.

Talvez seja por isso que muitas famílias até mencionam a ideia da troca simbólica, mas na hora H alguém aparece com lembrancinhas extras “só para não ficar chato”. É a velha lógica do comportamento automático, em que o esperado pela tradição pesa mais do que aquilo que a pessoa acredita ser o ideal. E a conveniência completa o ciclo. Quando a alternativa sustentável exige mais esforço, tempo ou coordenação, a mente escolhe o caminho fácil. Afinal, dezembro já é cheio demais!

Não é só isso. Existe o fenômeno da compensação emocional. A pessoa recicla embalagens e, com isso, sente que ganhou “créditos” para consumir sem culpa. É o famoso “eu fiz minha parte, agora mereço”. A consciência alivia, mas o padrão permanece intocado. Ao mesmo tempo, cresce o mercado do “Natal sustentável” vendendo novos objetos para diminuir o excesso de objetos. É um paradoxo quase poético: compramos ferramentas para reduzir compras. Uma engenharia emocional sofisticada, e bem pouco eficiente.

Influenciadores minimalistas ganham espaço, mas ainda disputam atenção com campanhas natalinas que ativam nostalgia, pertencimento e emoção forte. A mensagem implícita é que amor se mede em quantidade de caixas, e não em qualidade das trocas (já sabemos disso também, mas afinal estamos revivendo o ritual reflexivo do fim do ano). Existe saída? Certamente que sim, mas ela não começa na prateleira. Começa na negociação afetiva. Sustentabilidade natalina depende de redefinir simbolismos, conversar com a família sobre
combinações possíveis e estabelecer limites antes do gatilho emocional dos últimos dias do ano. Presentes podem mudar de forma sem perder significado. Quando todo mundo entender que o afeto não está no objeto – e sim na intenção e na história que o acompanha -, a rigidez do ritual é que precisa ser revisada.

Memória de Brasília é preservada em parcerias inéditas e ações de valorização da história

Em 2025, o Arquivo Público comemorou 40 anos de fundação, com a inauguração de um novo mural assinado por Fernando Elom | Foto: Divulgação/Arquivo Público

Arquivo Público do DF encerra 2025 comemorando expansão de acervo, conquistas institucionais e mais proximidade com a população

O Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) encerra 2025 com um balanço marcado por conquistas institucionais, expansão de acervos, cooperações inéditas e iniciativas que aproximaram a população da história de Brasília.

Em fevereiro, o destaque ficou para a assinatura de um acordo de cooperação com a Casa da Arquitectura, em Portugal para o recebimento da doação do espólio de Lucio Costa. Plantas, esboços e fotografias do arquiteto passaram a ser preservados pelo Arquivo Público.

No mês seguinte, o ArPDF celebrou 40 anos de história, data marcada pela inauguração de um novo mural artístico, assinado por Fernando Elom. A obra revitalizou a entrada da instituição e simbolizou uma nova fase na trajetória do Arquivo.

Outro aniversário, ainda mais importante, foi celebrado pelo ArPDF em 21 de abril: os 65 anos de Brasília. O ArPDF levou para a Esplanada dos Ministérios a exposição Alma e Concreto, que homenageou os operários responsáveis por erguer a capital.

Junho foi um dos meses mais movimentados para o ArPDF. A instituição recebeu o acervo do Jornal de Brasília, recebeu o senador paraguaio Édgar López Ruíz e o ator Edson Celulari em visitas guiadas. Mas o ponto mais marcante ficou por conta da estreia do documentário Brasília 65 anos – Do Sonho ao Concreto, exibido na Praça dos Três Poderes, em parceria com a Casa de Chá. O livro Goyaz — Guia de Cartografia Histórica foi entregue ao TJDFT. A parceria com os alunos do curso de arquitetura do Ceub resultou no lançamento do catálogo da série temática.

Em agosto, o ArPDF participou da inauguração da escultura de Roberto Burle Marx no Palácio da Justiça e apoiou pesquisas para o livro Histórias de Sobradinho. O Arquivo também doou quadros raros com projetos de Lúcio Costa à Fazendinha JK.

Outubro foi movimentado por ações de valorização cultural. O ArPDF, em parceria com o Arquivo Central da UnB, promoveu a 1ª Jornada Arquivística do Planalto, que reuniu especialistas para debater os desafios e conquistas da área. O mês marcou, ainda, a adesão da instituição à Rede Nacional de Arquivos Audiovisuais do Ministério da Cultura — tornando-se o primeiro arquivo estadual a integrar a iniciativa. A entrega da pesquisa completa sobre Israel Pinheiro, uma das figuras centrais da construção de Brasília, encerrou o ciclo de ações do mês.

No mês de reinauguração do Autódromo Internacional de Brasília, Novembro, o ArPDF resgatou documentos e imagens que ajudam a compreender a evolução.

O último mês de 2025 foi marcado pelo recebimento do acervo de fotografias de Stellio Seabra, autor do jardim de infância da 308 Sul | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Para fechar 2025, o ArPDF foi agraciado com o recebimento do acervo inédito de fotografias do arquiteto Stellio Seabra, autor do jardim de infância da 308 Sul. O órgão também foi presenteado com exemplares do livro História de Sobradinho.

“O ano 2025 foi de reafirmação do papel do Arquivo Público do Distrito Federal como guardião da memória da nossa capital. Cada nova parceria, acervo ou ação realizada reforça o compromisso de preservar a história de Brasília e garantir que ela permaneça acessível para as próximas gerações”, afirmou o superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano.

*Com informações do Arquivo Público

Iporá recebe última edição do Goiás Social neste ano

A cidade de Iporá recebe nesta sexta-feira (19) e sábado (20) a última edição do ano do programa Goiás Social. A caravana de benefícios sociais do governo está montada em área do Lago Pôr do Sol, no centro, e prestará diversos atendimentos ao público até o meio dia deste sábado.

Coordenadora do Goiás Social, a primeira-dama Gracinha Caiado fez a abertura do evento, que ofertará serviços como vacinação, exames oftalmológicos, emissão de documentos, assistência jurídica, entrega de cartões dos programas sociais, entre outros. Equipe de reportagem do Jornal Brasil Central acompanhou a solenidade, entrevistando a primeira-dama. Gracinha reafirmou o compromisso do programa de levar dignidade a todos os municípios goianos.   

Acordo de cooperação técnica amplia oportunidades de trabalho para mulheres vítimas de violência doméstica no Distrito Federal

Mais de 300 mulheres estão inseridas no mercado de trabalho por meio de 13 acordos firmados pela Secretaria da Mulher | Foto: Divulgação/TRF1

A garantia de renda e a inserção no mercado de trabalho têm se consolidado entre as principais estratégias para romper o ciclo da violência doméstica. No Distrito Federal, essa política avança por meio de parcerias institucionais que unem acolhimento, inclusão social e oportunidade de recomeço para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Nesta segunda-feira (15), a Secretaria da Mulher (SMDF) e o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) assinaram um acordo de cooperação técnica que reserva vagas de emprego para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

Atualmente, cerca de 362 mulheres já estão inseridas no mercado de trabalho por meio de 13 acordos firmados pela Secretaria da Mulher. Todas recebem acompanhamento contínuo de equipes multidisciplinares da pasta, formadas por psicólogos, pedagogos e assistentes sociais. Os acordos estabelecem que contratos de serviços contínuos, com dedicação exclusiva de mão de obra, reservem entre 5% e 8% das vagas para mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

“Essa ação promove autonomia econômica, fortalecimento emocional e o resgate da autoestima. Muitas vezes, a dependência financeira impede a mulher de denunciar as agressões, pelo medo do futuro e da falta de condições para se manter. Com esse acordo, essas mulheres passam a ser protagonistas da própria história”, afirma a vice-governadora Celina Leão.

O acordo foi assinado pela secretária da Mulher, Giselle Ferreira, pela presidente da Comissão TRF1 Mulheres, Rosimayre Gonçalves, e pela vice-presidente do TRF1, Gilda Sigmaringa. O acordo garante a reserva mínima de 5% das vagas dos contratos de terceirização do tribunal para mulheres atendidas pela SMDF.

“O trabalho da Secretaria da Mulher não se limita à oferta de emprego. Ele envolve acolhimento, proteção e reconstrução de trajetórias interrompidas pela violência. Essa assinatura representa um compromisso real com a vida, ajudando a salvar famílias e a devolver dignidade e esperança às mulheres”, destacou a secretária da Mulher, Giselle Ferreira.

Os acordos também asseguram a inclusão de mulheres trans, travestis, quilombolas, indígenas, refugiadas e de todas as demais identidades no gênero feminino, reforçando o caráter inclusivo da política pública.

Para a desembargadora Rosimayre Gonçalves, a iniciativa representa uma porta concreta de saída para situações de violência: “Muitas mulheres enfrentam inúmeras barreiras para recomeçar. Ao reservar vagas de trabalho para vítimas de violência doméstica, o TRF transforma sua capacidade administrativa em uma ferramenta de inclusão, acolhimento, respeito e segurança.”

Chamamento Público seleciona OSCs que atuarão nos centros olímpicos e paralímpicos do DF

As atividades executadas pela OSC contemplam o desporto educacional, de participação e de rendimento | Foto: Divulgação/SEL-DF

Edital vai escolher entidades responsáveis por ações pedagógicas, metodológicas e técnicas nos COPs em parceria com o GDF

A Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF) publicou, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (19), o Edital de Chamamento Público nº 05/2025, destinado à seleção de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) interessadas em firmar parceria com o Governo do Distrito Federal para atuar nos centros olímpicos e paralímpicos (COPs).

O edital prevê a escolha de OSCs sediadas no Distrito Federal para executar ações de gestão pedagógica, metodológica, acompanhamento técnico e apoio à implementação do projeto esportivo e educacional desenvolvido nos COPs. As atividades contemplam o desporto educacional, de participação e de rendimento, sem caracterizar terceirização de serviços ou delegação de funções típicas do Estado.

A seleção está organizada por dois lotes. O lote 1 abrange Brazlândia, Estrutural e Recanto das Emas; e o lote 2 atende ao Setor O, Sobradinho e Parque da Vaquejada.

Para o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira, o chamamento fortalece a política pública esportiva do DF e amplia a qualidade do atendimento oferecido à população. “Os Centros Olímpicos e Paralímpicos são uma referência nacional em inclusão e formação esportiva. Com esse chamamento, reforçamos o compromisso de garantir gestão qualificada, metodologia atualizada e acompanhamento técnico contínuo para milhares de alunos atendidos em todas as regiões”, afirmou.

O edital e todos os seus anexos já estão disponíveis no site oficial da SEL, garantindo transparência ao processo e amplo acesso às entidades interessadas. O chamamento segue as diretrizes do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) e estabelece regras para apresentação de propostas, critérios de julgamento, habilitação das entidades e formalização das parcerias. As OSCs interessadas devem observar os prazos, requisitos e etapas descritos no edital para participação no processo.

*Com informações da SEL-DF

Prefeitura entrega CMEI Aquarela das Letras reformado e amplia investimentos na educação infantil

Unidade no bairro Cruzeiro do Sul recebeu melhorias estruturais e passa a atender mais de 300 crianças em ambiente moderno e acolhedor

A Prefeitura de Valparaíso inaugurou, na manhã desta quinta-feira (18), o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Aquarela das Letras, após a conclusão de uma ampla reforma e ampliação da unidade. O espaço, localizado no bairro Cruzeiro do Sul, foi totalmente revitalizado para oferecer mais segurança, conforto e qualidade no atendimento às crianças da educação infantil.

A Ordem de Serviço para a obra foi assinada em abril de 2025. Com investimento de R$ 1,5 milhão, a intervenção contemplou melhorias significativas na infraestrutura e a ampliação da escola, beneficiando diretamente mais de 300 alunos da região.

Investimento e novas salas

Durante a solenidade de inauguração, o prefeito Marcus Vinicius destacou a importância da entrega e adiantou que os investimentos terão continuidade. “Eu tenho muito orgulho de poder estar entregando essa escola, dessa forma como nós estamos entregando agora, e a ampliação, a obra já começou, da ampliação das novas salas”, afirmou.

Reconhecimento ao trabalho da educação

A secretária municipal de Educação, Maria Rita, ressaltou o empenho coletivo das equipes envolvidas no processo. “Queria aqui não nominar, mas agradecer de coração a toda minha equipe da educação que abraça a causa, acredita, porque só faz educação quem realmente acredita”, declarou.

Gratidão da comunidade escolar

Representando a comunidade escolar, o diretor do CMEI, Jales Renan, destacou o sentimento que marcou o evento. “A nossa palavra hoje é palavra de gratidão”, disse, ao agradecer o investimento e o cuidado com a unidade.

Além da entrega do espaço reformado, as crianças também receberam brinquedos do Natal do Bem, ação promovida pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), reforçando o caráter social do evento.

Com a conclusão da obra, o CMEI Aquarela das Letras passa a oferecer um ambiente mais adequado ao desenvolvimento infantil, reafirmando o compromisso da gestão municipal com a educação e com o futuro das crianças de Valparaíso.

Margareth Menezes ressalta caráter inovador e moderno do Plano Nacional de Cultura

A ministra Margareth Menezes durante a última edição do Bom Dia, Ministra de 2025: 'Fizemos uma escuta importante com os setores da música, do teatro, da sociedade civil. Abrimos consulta pública. Tudo para entregar um plano adequado aos anseios da população'. Foto: Diego Campos / Secom / PR

Entrevistada nesta sexta no Bom Dia, Ministra, titular da Cultura enfatiza a importância do plano, em tramitação no Congresso, que orienta políticas culturais do país pelos próximos dez anos

Convidada desta sexta-feira (19/12) do Bom Dia, Ministra, a titular da pasta da Cultura, Margareth Menezes, destacou a importância do novo Plano Nacional de Cultura (PNC 2025–2035), enviado para análise do Congresso Nacional em novembro. O PNC é uma peça determinante para orientar as políticas culturais do Brasil pelos próximos dez anos. Materializa direitos previstos na Constituição Federal, garante acesso, produção, liberdade de expressão e remuneração justa aos trabalhadores do setor.


O plano é importante porque traça responsabilidades, metas e a maneira como podemos concretizar as ações de cultura no país. Hoje, o fomento chega a todas as cidades, a todos os municípios, a todos os estados. Existe a necessidade de organizarmos as responsabilidades”

Margareth Menezes, ministra da Cultura


“O plano é importante porque traça responsabilidades, metas e a maneira como podemos concretizar as ações de cultura no país”, ressaltou a ministra. “Estamos em um momento novo em relação ao investimento, a essa visão de nacionalização do fomento. Hoje, o fomento chega a todas as cidades, a todos os municípios, a todos os estados. Então, existe a necessidade de organizarmos as responsabilidades”, continuou Margareth Menezes, no programa que encerrou a temporada 2025.
 

AMPLO E DEMOCRÁTICO – Outro ponto destacado pela ministra foi o caráter democrático e a participação popular na construção do PNC. O processo envolveu ampla participação social, metodologias inovadoras, articulação institucional e sistematização técnica. O início foi na 4ª Conferência Nacional de Cultura, em março de 2024. O evento teve mais de 3 mil delegados e 30 propostas priorizadas. Depois disso, as discussões foram aprofundadas com oficinas nos 26 estados e no Distrito Federal, além de uma etapa digital pela plataforma Brasil Participativo, com mais de 85 mil acessos.

“O plano foi construído com mais de 80 mil interações por todo o Brasil. Nós retomamos a nossa Conferência Nacional de Cultura. Tinha 10 anos que não havia a Conferência. Fizemos uma escuta importante com os setores da música, do teatro e de todas as áreas”, explicou. “Fizemos também uma escuta da sociedade civil. Abrimos uma consulta pública. Tudo para que pudéssemos entregar um plano adequado aos anseios do setor e da população brasileira”, prosseguiu.


Margareth citou que esteve, em outubro, na Mondiacult, a reunião com ministros da cultura de várias partes do mundo, realizada na Espanha. “O Plano Nacional de Cultura da Espanha tem mil contribuições da sociedade civil. Nós temos 80 mil. Isso mostra a dimensão do plano. Não é pensado dentro do escritório. É feito mão a mão com a sociedade”.


COTAS – O novo Plano Nacional de Cultura prevê ações afirmativas e a consideração de cotas raciais e sociais em suas diretrizes, com foco na democratização do acesso aos recursos e na reparação histórica. “Dentro das políticas culturais, temos políticas de acessibilidade e a questão das cotas, um resultado de muita luta do povo afro-brasileiro. As cotas vêm na direção de uma reparação histórica. É muito importante para não haver retrocessos”, afirmou Margareth. Segundo a ministra, no tempo em que não havia portas abertas para acolher a diversidade, as pessoas ficavam aquém das possibilidades de se desenvolver.


TRAMITAÇÃO – O Plano Nacional será analisado no Congresso Nacional pela Câmara e pelo Senado. Margareth Menezes se mostrou otimista em relação à aprovação. “Esperamos que seja aprovado, justamente pela dimensão de responsabilidade e como nós nos debruçamos para construir, com essa interação com a sociedade civil, com esse tamanho de trocas, de possibilidades. Nós construímos isso com muita seriedade”.


IMPLEMENTAÇÃO – O passo seguinte à aprovação será a implementação. “Precisa haver esse movimento de fazer com que esse plano comece a realmente funcionar. Nós, no Ministério da Cultura, vamos fazer uma ação, que fizemos no primeiro momento, que é o Circula MINK, andando por todo o país, conversando, dialogando com os gestores. Só através desse diálogo vamos conseguir fazer com que as diretrizes sejam efetivas”.


DIRETRIZES – O novo PNC estabelece oito princípios e 21 diretrizes que orientam o conjunto das políticas culturais do país para a próxima década. Entre elas, o conceito de direitos culturais. Ele está assegurado na Constituição e agora é organizado pelo Plano, que ressalta o direito de todas as pessoas ao acesso e à produção cultural, à arte e à liberdade de criar e se expressar sem qualquer tipo de censura. O Plano ainda reforça o direito à memória e ao patrimônio, aos saberes e fazeres tradicionais, à participação e à acessibilidade, aos direitos autorais e a uma remuneração justa.
 

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram nesta sexta-feira a Rádio Jangadeiro, de Fortaleza; Rádio Nacional Brasília, Amazônia e Alto Solimões; Portal O Tempo, de Belo Horizonte; Rádio Sociedade, de Salvador; Portal Diário do Pará, de Belém; Rádio Lully, do Rio de Janeiro.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Saúde reforça campanha de combate ao mosquito da dengue

Com a chegada do período chuvoso e maior umidade em quintais, lotes baldios e locais que acumulam água, cresce também o risco do aumento do número de casos de dengue. A Secretaria Estadual da Saúde volta a reforçar as ações de combate ao mosquito, mobiliza agentes de saúde e convoca a população para contribuir no combate permanente ao mosquito. Conforme dados da Saúde, o número de casos em 2025 teve queda de 70% em Goiás se comparados com o mesmo período do ano passado. Este ano foram 96 mil casos, contra 324 mil registrados em 2024.

“Mesmo com essa redução, resultado de políticas públicas eficientes adotadas ao longo do ano, é preciso que a população esteja atenta para evitar a proliferação do vetor da dengue”, enfatizou a superintendente de Vigilância Epidemiológica e Imunizações da Secretaria de Saúde, Cristina Laval, em entrevista à TV Brasil Central. Ela argumenta ainda que os maiores problemas são os lotes vagos e quintais. “Muitas vezes os agentes não têm acesso aos quintais por impedimento dos moradores e estes também não fazem o combate. É fundamental que as pessoas tirem dez minutos do seu dia para eliminar os criadouros”, ponderou. A ação desenvolvida agora está inserida na campanha Combate ao Mosquito, Todos do Mesmo Lado, lançada pelo Ministério da Saúde.

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