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Adesão da CLDF ao movimento “ElesPorElas”, da ONU, vai incluir solenidades e homenagens

Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF

O movimento integra esforço global para envolver a população masculina na promoção da equidade de gênero

A Câmara Legislativa do Distrito Federal aderiu, institucionalmente, ao movimento global “HeForShe” (ElesPorElas), da ONU Mulheres – entidade das Nações Unidas para a igualdade de gênero e empoderamento das mulheres –, em 2019, por meio da Resolução nº 305/19. Essa adesão foi alterada pelo Plenário da Casa na sessão desta terça-feira (4), com a aprovação do Projeto de Resolução (PR) nº 17/2023, em dois turnos e redação final.

De autoria da deputada Doutora Jane (MDB), o PR acrescenta ao texto original a previsão de realização de sessões solenes, audiências e fóruns temáticos em datas a serem definidas anualmente, conforme regulamentação da Mesa Diretora.

“Essas comemorações proporcionarão um espaço de reflexão, debate e visibilidade para as questões de gênero, promovendo o engajamento dos parlamentares, da sociedade civil e das instituições em prol da igualdade e do empoderamento feminino”, explica a parlamentar.

Além disso, o projeto autoriza a concessão de homenagens a pessoas físicas e jurídicas que, notória e publicamente, atuarem em defesa da mulher. De acordo com a proposta, os homenageados serão escolhidos por uma comissão julgadora integrada pela procuradora especial da Mulher da CLDF e pelas deputadas distritais com mandato vigente. Ademais, poderão ser convidados para a comissão representantes da ONU Mulheres, ex-deputadas, bem como pessoas com notória militância na área.

“Essas homenagens têm a orientação de confrontar e reconhecer o esforço e o trabalho daqueles que contribuíram de forma significativa para a promoção da equidade de gênero e para o enfrentamento das desigualdades que sofreram como mulheres”, aponta Doutora Jane.

Adesão institucional

A Resolução nº 305/2019, do ex-deputado Leandro Grass, já previa a realização de diversas atividades na Casa, a exemplo da organização de uma campanha de adesão individual dos servidores do sexo masculino ao movimento ElesPorElas; de debates sobre igualdade entre homens e mulheres no ambiente de trabalho; da criação de um fórum de discussão entre servidores e servidoras para pensar medidas para reduzir a desigualdade de gênero na Câmara Legislativa, entre outras ações.

Denise Caputo – Agência CLDF

CLDF arrecada 11 toneladas de doações para o RS

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

Nesta quinta, segunda parcela dos itens arrecadados foi encaminhada à FAB. Presidente da CLDF anunciou que campanha vai continuar.

Com o empenho da população do DF, a campanha CLDF Solidária arrecadou aproximadamente 11 toneladas de doações para apoiar o Rio Grande do Sul (RS), que se recupera após a catástrofe climática que assolou o estado no mês de maio. Uma segunda leva de donativos foi entregue nesta quinta-feira (6) para a Força Aérea Brasileira, na sede da casa legislativa.

O foco dessa etapa, que somou 4 toneladas, concentrou-se em cestas básicas, ração animal, roupas, bem como itens de higiene e limpeza. Na entrega, o presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), enfatizou que este é apenas o começo da campanha: nos próximos meses, a FAB vai orientar a casa sobre quais itens serão necessários para a restruturação do estado. “Não podemos deixar cair no esquecimento, agora a solidariedade precisa continuar e aumentar”, incentivou o distrital.


“A Força Aérea fez um esforço descomunal para entregar todos os bens, mas isso não teria nenhum sentido se não tivéssemos o que transportar”, enalteceu o brigadeiro do ar Pontirolli, chefe da Assessoria Parlamentar e de Relações Institucionais do Comandante da Aeronáutica (Aspaer). Pontirolli acrescenta que as doações partiram da sociedade civil e que o volume de donativos superou as expectativas.

As doações foram centralizadas em três bases aéreas, nas cidades de Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. O esquema logístico usou modais de transporte aéreo, ferroviário, rodoviário e marítimo, a depender da urgência dos itens específicos a serem distribuídos.

Vice-presidente da casa legislativa, Ricardo Vale (PT) celebrou o engajamento com que a população abraçou a iniciativa. “A Câmara é considerada a casa do povo e a população do DF participou ativamente deste processo de ajudar os nossos irmãos do Rio Grande do Sul”, destacou.

A campanha mobilizou até mesmo torcidas rivais de times de futebol, que se reuniram pela causa solidária. Outro suporte veio dos colaboradores da Câmara, que se voluntariaram para promover a triagem e o empacotamento dos donativos.

Daniela Reis – Agência CLDF

GDF firma acordo internacional para ampliar e modernizar tratamento de câncer

O acordo terá como foco as áreas de cuidado, divulgação, pesquisa e educação | Foto: Divulgação

Parceria de cinco anos visa capacitar profissionais de saúde, melhorar diagnósticos e fortalecer a rede pública do Distrito Federal

Por Victor Fuzeira

O Governo do Distrito Federal (GDF) firmou acordo de cooperação internacional com entidades médicas para intercâmbio, treinamento e capacitação dos profissionais da rede pública de saúde e pesquisadores no que há de mais moderno no combate ao câncer do colo de útero e de mama.

 “É uma colaboração crucial para melhorar a detecção precoce e os tratamentos, beneficiando especialmente as nossas mulheres, que concentram 60% dos casos de câncer diagnosticados da capital, com predominância de mama e colo do útero”

Celina Leão, vice-governadora do DF

A parceria, que terá duração de cinco anos, foi selada durante visita da vice-governadora Celina Leão à Global Health Catalyst (GHC) Summit 2024, realizada na Johns Hopkins University, em Washington, nos Estados Unidos. Durante a assinatura do acordo, Celina Leão destacou a importância do acordo para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal.

“Essa parceria vai fortalecer nossa rede de saúde com intercâmbio científico-profissional, além de fornecimento de insumos e equipamentos de última geração para o tratamento do câncer”, afirmou a vice-governadora. “É uma colaboração crucial para melhorar a detecção precoce e os tratamentos, beneficiando especialmente as nossas mulheres, que concentram 60% dos casos de câncer diagnosticados da capital, com predominância de mama e colo do útero.”

Áreas de atuação

O acordo terá como foco as áreas de cuidado, divulgação, pesquisa e educação | Foto: Divulgação

A colaboração se dará em quatro áreas principais de atuação: cuidado, divulgação, pesquisa e educação – personalizadas de acordo com as necessidades de cada colaborador. Na área clínica, o objetivo é ampliar a implementação de testes rápidos de HPV como uma abordagem de rastreamento do câncer cervical, a fim melhorar a detecção precoce e o tratamento de lesões pré-cancerosas.

O método é mais rápido e barato do que o PCR tradicional, permitindo a autocoleta e superando barreiras culturais. Segundo o acordo, os testes também aumentarão a sobrevivência dos pacientes e reduzirão os custos devido à detecção precoce.

Outra proposta da colaboração é ampliar o acesso à mamografia e outras modalidades de imagem para o rastreamento do câncer de mama e garantir infraestrutura adequada para atingir as metas de rastreamento. Na telemedicina, o foco será a criação de um serviço integrado com as instituições de saúde locais, a Universidade de Brasília (UnB) e os profissionais da rede.

No âmbito acadêmico, a parceria busca promover a pesquisa colaborativa e genômica do câncer, medicina de precisão, doenças cardiovasculares e saúde da mulher, para facilitar a pesquisa sobre cânceres relacionados ao HPV e sua prevenção. Serão oferecidos treinamentos em metodologia de pesquisa por meio de cursos e workshops certificados, virtuais ou presenciais.

Há, ainda, a previsão de concessão de bolsas de pesquisa de curto prazo em hospitais afiliados ao GHC, incluindo Harvard, Johns Hopkins, na Universidade da Pensilvânia (UPenn), UPMC Hillman Cancer Center e na UnB.

Global Health Catalyst Summit 

A Global Health Catalyst (GHC) Summit 2024 teve início na sexta-feira (7) e se encerra neste domingo (9), reunindo especialistas, pesquisadores e profissionais da saúde especializados no combate a diferentes tipos de câncer. A conferência global busca catalisar colaborações internacionais de alto impacto para avançar na área da saúde e abordar disparidades de saúde globalmente. 

Financiado inicialmente pelo Instituto Radcliffe de Estudos Avançados da Universidade de Harvard, pelo Hospital Brigham and Women’s e pelo Instituto de Câncer Dana-Farber, o GHC estabeleceu inúmeras colaborações para apoiar centros de câncer e treinar profissionais de oncologia em todo o mundo.

Ministério da Cultura e UFCA lançam projeto para valorização dos saberes tradicionais do Cariri Cearense

Foto: Codec Studio

Iniciativa na Chapada do Araripe promove a transmissão de conhecimentos em universidades e escolas e reforça a importância do patrimônio cultural da região

Danças populares, contação de histórias, cordel, rezas, tear e reisado são alguns dos saberes tradicionais transmitidos de geração em geração pelos mestres e mestras da Chapada do Araripe, no Cariri Cearense. Esses guardiões da cultura e seus fazeres vão ser valorizados pelo Ciclo de Saberes dos Mestres e Mestras da Cultura da Chapada do Araripe. O projeto foi lançado pelo Ministério da Cultura (MinC) e a Universidade Federal do Cariri (UFCA), nesta quarta-feira (5), em Crato, no Ceará.
 

O Ciclo de Saberes trata-se de uma pesquisa-ação no campo da cultura com objetivo de promover as artes e ofícios desses mestres e mestras da cultura, por meio de diálogos, cursos, oficinas, aulas e espetáculos em ambientes universitários, escolas da região e nos espaços próprios dos mestres.
 

Em seu discurso, no lançamento da iniciativa, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, falou que o Cariri é um lugar de promoção da alegria, da esperança, da melhora de pensamento e de relação das pessoas e da cultura popular a partir da memória dos mestre e mestras.
 

“Esses mestres trabalham salvaguardando memórias e conhecimentos antigos. Por isso essa necessidade de levar para as universidades e as escolas, e para o contato das novas gerações, esses conhecimentos, a fim de não perder essa linha que nos liga a uma memória ancestral, com a natureza e com tudo que nos forma como seres humanos. Esse projeto dá o devido reconhecimento a esses mestre e mestras”, declarou.
 

E acrescentou. “É na cultura popular que há ensinamento da conexão com a simbologia da natureza, então esse projeto é fundamental e estamos buscando ampliar os investimentos para a cultura popular e fomento nacional”, finalizou.
 

Título de Notório Saber
 

A troca entre saberes tradicionais e acadêmicos contribuem para a valorização do patrimônio material e imaterial do Cariri, bem como da valorização dos saberes tradicionais, como explica Fabiano Piúba, secretário de Formação Cultural, Livro e Leitura do MinC.
 

“Esses senhores e senhoras são guardiões de memórias, de artes e ofícios importantes para a promoção da diversidade cultural brasileira e do nosso patrimônio cultural também: são senhores da ancestralidade. O projeto é uma política de transmissão de saberes, mas também de formação, compreendendo os espaços das universidades, levando em conta que algumas universidades brasileiras têm o título Notório Saber para os mestres da cultura”, explicou.
 

Piúba ainda complementou que o projeto se apresenta como piloto, mas ganhará uma parceria junto ao Ministério da Educação (MEC) visando a promoção da diversidade e da cidadania cultural do país.
 

“O MinC criou uma rede junto ao MEC, que é a rede das Universidades Federais que atuam com o título Notório Saber, para ampliarmos o número de mestres e mestres reconhecidos com essa titulação no Brasil, mas para além do título, ter ciclos de saberes em outros lugares, com parcerias em outras universidades brasileiras”, destacou.
 

De acordo com Tião Soares, diretor de Promoção das Culturas Populares da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC), a cultura é uma política organizadora que impulsiona o conhecimento plural dos conhecimentos tradicionais dentro das universidades e escolas.
 

“A incidência de mestras e mestres nesses espaços é condição imprescindível à uma educação inclusiva, transformadora e transdisciplinar. Assim, o Minc sugere a importância expandir as culturas tradicionais por meio da educação”, declarou.
 

A mestra da cultura, Josenir Lacerda recitou um cordel em sua fala para definir o Ciclo de Saberes dos Mestres e Mestras da Cultura da Chapada do Araripe: “A emoção de manifesta em cada semblante. É tudo tão grandioso que o tempo vira um instante, perante tanta magia. A deusa da poesia, seu sopro de amor garante. Um episódio sublime que vou tentar definir, que já nasceu imenso pela benção de existir. Parcerias e alianças dão o tom da esperança e asas para prosseguir (…)”.
 

Para o projeto serão selecionados 40 mestres e mestras. O edital de chamamento dos mestres e mestras estará disponível no site da UFCA a partir do dia 19 de junho de 2024.
 

Silvério de Paiva Freitas Júnior, reitor da Universidade Federal do Cariri (UFCA), expressou em seu discurso que “esse é o início de um projeto que vai fazer a diferença com novas parcerias para atender e acolher os mestres e mestras de forma completa.”
 

O projeto é uma realização do MinC, por meio da Secretaria de Formação Cultural, Livro e Leitura (Sefli) e da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC) com a UFCA, por meio da Pró-Reitoria de Cultura, com apoio institucional Secretaria da Cultura do Ceará (Secult Ceará).
 

Memorando de entendimentos
 

Ainda durante a cerimônia de lançamento do projeto Ciclo de Saberes dos Mestres e Mestras da Cultura da Chapada do Araripe houve a assinatura do Memorando de Entendimento entre MinC, UFCA e Secult Ceará para implementação de políticas públicas de cultura na região do Cariri Cearense, e ações articuladas para formalização do Ciclo de Saberes dos Mestres da Cultura da Chapada do Araripe e suas respectivas parcerias.
 

Entre as ações está o fomento das culturas tradicionais dos mestres, por meio de editais, chamamentos públicos, prêmios, projetos, campanhas e ações integradas entre as áreas da cultura.
 

Durante a solenidade foram realizadas apresentações artísticas e tradicionais. Entre outras lideranças foi registrada a presença de Andrea Vasconcelos, coordenadora do Escritório Estadual do Minc no Ceará.
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Assista aqui o evento de lançamento.

Investimento e seriedade garantem maior agilidade e eficiência no CBMGO


Da Redação

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) ganhou um significativo reforço operacional com a adição de 28 novas viaturas, fruto de um investimento de R$ 12 milhões. Essa iniciativa visa aumentar a agilidade e a eficiência dos serviços prestados à população goiana.

Com a nova frota, os bombeiros poderão responder de forma ainda mais rápida a incidentes em todo o estado, proporcionando suporte médico imediato e o cuidado essencial que os cidadãos de Goiás merecem. Entre os novos veículos e equipamentos especializados estão:

  • Caminhonetes de salvamento
  • Unidades de resgate pré-hospitalar
  • Viaturas de vistoria
  • Caminhões de combate a incêndios florestais
  • Ônibus de transporte de tropa
  • Caminhão baú para transporte de carga
  • Repetidor de sinais digitais transportável

Este investimento demonstra o compromisso do Governo de Goiás com a segurança e o bem-estar da população. Com esses novos recursos, o CBMGO estará melhor equipado para enfrentar diversas situações de emergência, desde salvamentos e resgates até o combate a incêndios florestais.

A modernização e ampliação da frota representam um avanço significativo na capacidade operacional do CBMGO, refletindo a seriedade com que o governo estadual trata a questão da segurança pública. A população goiana pode contar com um serviço de bombeiros ainda mais eficiente e preparado para atender às suas necessidades.

Governo de Goiás: investindo na segurança para proteger quem mais importa.

Miqueias Paz: Um ícone do mimetismo no Brasil

Da Redação

Miqueias Paz é um renomado mímico brasileiro, reconhecido tanto nacional quanto internacionalmente por suas performances expressivas e sua habilidade em contar histórias complexas sem proferir uma única palavra. Nascido no Brasil, Paz dedicou sua vida à arte do mimetismo, um campo que exige não apenas talento natural, mas também anos de prática e aperfeiçoamento contínuo.

Sua carreira começou em Brasília, onde ele rapidamente se destacou por suas apresentações inovadoras. Miqueias desenvolveu um estilo único que mistura técnicas tradicionais de mimetismo com influências contemporâneas, resultando em performances que são tanto emocionantes quanto visualmente cativantes. Ele não só atua em palcos, mas também utiliza espaços públicos, levando sua arte para além dos teatros e alcançando uma audiência mais ampla e diversificada.

Além de suas apresentações, Miqueias Paz é um dedicado educador e defensor da arte do mimetismo. Ele frequentemente realiza workshops e aulas, compartilhando seu conhecimento e paixão com aspirantes a mímicos e atores. Seu compromisso com a educação artística é evidente, pois ele acredita que a arte do mimetismo pode ser uma ferramenta poderosa para a comunicação e a expressão pessoal.

Paz já se apresentou em diversos festivais e eventos internacionais, levando a riqueza cultural do Brasil para públicos ao redor do mundo. Sua habilidade em transmitir emoções e narrativas complexas através de gestos e expressões faciais o tornou uma figura querida tanto por críticos quanto pelo público.

O impacto de Miqueias Paz na cena cultural brasileira é indiscutível. Ele não apenas elevou o perfil do mimetismo no Brasil, mas também inspirou uma nova geração de artistas a explorar e desenvolver essa forma de arte única. Com sua combinação de talento, dedicação e inovação, Miqueias Paz continua a ser uma força vital na comunidade artística, solidificando seu legado como um dos grandes mímicos de nossa era oai_citation:1,Rodrigo Nasser – Interview – Modern Mimes Blog oai_citation:2,Mime Gopi : Biography, Age, Movies, Family, Photos, Latest News – Filmy Focus.

Indústrias culturais, criativas e desafios da inteligência artificial para a cultura são temas de debate entre Brasil e Coreia

Foto: Embaixada do Brasil na Coreia

Missão do MinC na Coreia tem o objetivo de fortalecer o intercâmbio cultural entre os países

O Brasil e a República da Coreia têm 65 anos de relações diplomáticas. Com o objetivo de fortalecer o intercâmbio cultural entre os países, o secretário-Executivo do Ministério da Cultura (MinC), Márcio Tavares, participou de uma série de atividades na capital Seul, entre os dias 3 e 5 de junho.
 

As indústrias criativas da Coreia foram pauta de encontro com o ministro adjunto de Assuntos Culturais Internacionais e Relações Públicas do Ministério da Cultura, Esporte e Turismo, Yong Hoseong. A Coréia tem diversas políticas e ações importantes e estratégicas no ramo das indústrias criativas com reconhecimento internacional.
 

“A Coréia do Sul, com o K-Pop, tem sido cada vez mais fruto, também, do sucesso das suas políticas para a economia criativa. Nós também compartilhamos informações e falamos a respeito da nossa construção da Política Nacional para a Promoção da Economia Criativa. Afinal, o presidente Lula entende a cultura e o desenvolvimento da nossa economia criativa como prioridade. E nós estamos empenhados nessa construção”, afirmou Márcio Tavares.
 

No Brasil, a economia criativa é responsável por 3,11% do PIB e emprega cerca de 7,5 milhões de pessoas nas mais de 130 mil empresas formalizadas no setor.
 

Memorandos de Entendimento
 

Foram tratados durante o encontro dois Memorandos de Entendimento entre os países. O primeiro acordo trata da promoção de intercâmbios culturais e cooperação mais abrangente em áreas como audiovisual, festivais, patrimônio, design, museus, bibliotecas, arquitetura e gastronomia, que deverá ser assinado em breve pelos ministros dos dois países.
 

Já o outro memorando traz o tema dos direitos autorais e inteligência artificial. O assunto foi amplamente conversado entre os representantes dos dois países. “Os coreanos são nossos parceiros em nível global para garantir os direitos culturais. Eles também veem como uma necessidade a proteção dos direitos dos produtores, roteiristas, dos criadores de conteúdo”, explica o secretário Márcio Tavares. A previsão é que esse documento também seja assinado também em 2024.
 

“Além disso, o Ministério da Cultura coreano se colocou à disposição para apoiar a criação de um festival de cinema brasileiro na Coreia”, conclui o secretário.
 

K-Culture
 

Outra agenda de destaque na programação foi a reunião com o diretor da Korea Creative Content Agency (Kocca), Jo Hyun-rae, ex-ministro da Cultura, Esportes e Turismo da Coreia.
 

A Kocca é uma agência governamental de promoção de conteúdo K-Culture, que promove a produção, criação, distribuição e exportação de conteúdo criativo em diversos gêneros, como videogame, música, moda, animação e quadrinhos. Na reunião foi falado sobre os planos de expansão da agência, incluindo a instalação de um escritório no Brasil ainda em 2024.
 

“Conversamos sobre a promoção do conteúdo coreano para que a gente tenha a partir do próximo ano cada vez mais presença de compradores sul-coreanos nos nossos mercados que tem um enorme potencial para que a cultura do nosso país seja cada vez mais apreciada, consumida, valorizada”, explica o secretário do MinC.
 

Neste encontro o tema da inteligência artificial foi novamente debatido, em especial a questão da legislação. “Esse realmente é um ponto em comum entre os dois países, a preocupação em relação à inteligência artificial e os seus impactos sobre a produção de conteúdos e sobre o trabalho dos fazedores de cultura”, conta o coordenador-Geral de Assuntos Internacionais do MinC, Vinicius Gurtler.
 

“Esse também é um desafio para o Brasil, que busca, inclusive, tratar desse tema no âmbito do G20 deste ano, como um ponto de necessidade e atenção para a gente evoluir”, afirmou Márcio.
 

Também fez parte da agenda um encontro com a diretora do MMCA, um dos principais museus de arte do país, Kim Sunghee. Em seu atual plano de expansão (2022-2024), o MMCA destaca a “sustentabilidade como resposta às mudanças climáticas e avanços tecnológicos”.
 

“Nós nos reunimos com o Museu de Arte Contemporânea e de Arte Moderna da Coreia do Sul, onde nós alinhamos uma parceria com o Instituto Brasileiro de Museus para que a gente tenha cada vez mais também não só presença de circulação dos nossos artistas, mas intercâmbio técnico entre essas instituições”.
 

A agenda em Seul também contemplou o encontro com a embaixadora do Brasil no país, Márcia Donner e a reunião com o diretor do Seoul Design Foundation, Kyung Don Rhee. No primeiro encontro foram tratados os temas da presidência do Brasil no G20 e as oportunidades que se abrem para o relacionamento bilateral entre o Brasil e a Coreia, ambos membros do grupo. Já na segunda reunião foi explorado o potencial do desenvolvimento criativo da Coreia como um modelo e como uma oportunidade para o Brasil desenvolver as suas indústrias criativas.
 

A agenda do secretário teve continuidade na Ásia nesta semana, em visita oficial à China para participar da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, onde também foram abordados temas da cultura e do desenvolvimento de parcerias entre os dois países.

Com o aumento da demanda de passageiros, aeroporto de Aracaju ganha novas instalações

Movimentação de passageiros cresceu 23% no último ano frente ao resultado obtido em 2022 – Foto: Eduardo Freire/AENA

Melhorias incluem ampliação do terminal de embarque, novas pontes para passageiros e modernização do sistema de climatização

Região mais visitada por turistas brasileiros, o Nordeste também é conhecido não apenas por lindas paisagens e belas praias, mas pela excelente infraestrutura que apresenta nos principais cartões postais das cidades: os aeroportos. Para elevar ainda mais a qualidade do serviço, a comodidade e segurança de quem entra e sai da região pelos terminais aeroportuários, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, inaugurou na tarde desta sexta-feira (7) um conjunto de obras no aeroporto internacional de Aracaju, capital sergipana.
 

Com o término das melhorias realizadas no sítio aeroportuário, os turistas agora contam com mais espaço na área de embarque, que passou de 735 m² para 2,2 mil m² e foi transferida para o primeiro piso do terminal. Com o gradativo aumento da demanda de voos e passageiros, o aeródromo agora passa a contar com duas novas pontes de embarques, além da ampliação dos elevadores e a modernização do sistema de climatização, tudo para elevar o conforto e a acessibilidade para os passageiros.
 

O aumento de capacidade operacional está diretamente atrelado à demanda de novos voos e de passageiros em um dos aeroportos que mais cresceram no último ano. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a movimentação de pessoas no aeroporto internacional de Aracaju teve aumento de 23% em 2023 na comparação com o ano anterior, passando de 935 mil para 1,150 milhão de viajantes. O volume é maior, inclusive, do que o total dos valores apurados no período pré-pandemia.
 

Neste ano, a tendência é superar o fluxo de passageiros observado em 2023. De acordo com os dados apurados nos quatro primeiros meses de 2024, o aeroporto teve crescimento de 6,2% nesse item. O número de voos apresentou aumento neste período em comparação com ano passado, foram mais de 3.360 voos contra 2.866, alta de 17,30%.
 

Para o ministro Silvio Costa Filho, a parceria com a iniciativa privada tem ajudado no desenvolvimento e modernização da infraestrutura aeroportuária brasileira. “Ao lado dos nossos parceiros privados, nós trabalhamos muito para que as melhorias fossem entregues o quanto antes. Esse novo empreendimento vai elevar o conforto aos nossos turistas e permitir o aumento de novas operações aéreas. Isso vai elevar o turismo local e proporcionar o aumento do emprego e da renda da população”, destacou.
 

Santiago Yus, diretor presidente da Aena Brasil, explicou que as obras são parte de um pacote de melhorias desenvolvidas nos aeroportos administrados pela concessionária. “Chegamos hoje a um ponto muito importante do nosso projeto no Brasil. Com a inauguração do aeroporto de Aracaju, nós concluímos a etapa de reestruturação dos seis aeroportos que administramos no Nordeste brasileiro desde 2020, dando uma contribuição efetiva para o desenvolvimento turístico e econômico de toda a região”, ressaltou.
 

Novas melhorias
 

Concedido em 2019 pelo Governo Federal, o aeroporto internacional de Aracaju é gerido, desde 2020, pela concessionária espanhola Aena. As obras entregues hoje fazem parte da fase IB do contrato de concessão. Durante essa etapa de melhorias, a Aena investiu R$ 86,6 milhões no sítio aeroportuário.
 

Com esse aporte, a concessionária também executou melhorias no chamado “lado ar” do aeroporto, que engloba pistas de taxiamento, de pouso e decolagem, e pátios de estacionamento de aeronaves. Neste espaço, foram realizadas intervenções para melhorar a segurança operacional. O pátio teve o pavimento recuperado, recebeu torres de LED para iluminação e uma posição adicional.

MinC promove reunião com secretários de cultura dos estados para discutir a construção da Política Nacional de Economia Criativa

Atividade integra o processo de escuta para a criação da iniciativa, que será lançada no G20

O processo de construção da Política Nacional de Economia Criativa foi tema de reunião virtual realizada nesta sexta-feira (7) pelo Ministério da Cultura (MinC). A atividade contou com a participação de integrantes do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura. A Política será lançada em agosto, durante reunião do G20.
 

Na abertura, o secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural, Henilton Menezes, lembrou que já foram realizados outros encontros sobre o assunto com integrantes do Sistema MinC e ministérios parceiros, além de consultas à sociedade civil. “Essa política precisa ser construída por todos nós, para que todos possam se enxergar nela”, pontuou.
 

De acordo com Henilton, a Instrução Normativa que amplia o alcance da Lei Rouanet, publicada nessa quinta-feira (6), agora com a possibilidade de financiamento para desenvolvimento de territórios criativos, é um passo importante. “Nesta semana lançamos o Programa Kariri Criativo, um piloto que dialoga com o desenho da política que estamos desenvolvendo”, afirmou.
 

Consultora responsável pela metodologia para a criação da política, Cláudia Leitão, contextualizou a ação, além de apresentar as etapas do processo de discussão, conceitos, dados da economia criativa brasileira e o cronograma de trabalho. “A construção dessa política é um avanço para uma visão mais regional das políticas culturais”, salientou.
 

“Acreditamos que a economia criativa será um elemento que vai intensificar a força das secretarias de cultura. Ela vai ajudar cada secretaria a chegar ao território. A vida acontece no território, no município”, ressaltou ela na reunião organizada em parceria com o presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, Fabrício Noronha.
 

A elaboração da Política Nacional de Economia Criativa foi uma das propostas finais do eixo 5 da 4ª Conferência Nacional de Cultura (CNC), realizada em março. Na ocasião também foram coletadas junto aos participantes sugestões de propostas para o tema.
 

Para ajudar na formulação, os gestores estaduais de cultura serão consultados e poderão contribuir com a definição da Política Nacional de Economia Criativa.
 

A secretária extraordinária de Cultura do Rio Grande do Norte, Mary Land Brito, enfatizou a importância da participação dos gestores. “Esse processo promove a possibilidade de a gente fazer reflexão sobre o tema, apresentar nossas demandas e o resultado nos ajudará a trilhar vários caminhos na construção dessa política”.
 

Sobre a Política
 

A Política Nacional de Economia Criativa vai orientar a concepção, implementação e monitoramento de programas, projetos e ações que viabilizem o desenvolvimento sustentável no país pela cultura.

MinC visita espaços culturais atingidos no Rio Grande do Sul

Foto: Carlos Macedo

Como um dos desdobramentos da missão, Ministério articulou, junto à Secretaria do Patrimônio da União uma reunião para busca de uma sede definitiva para a Terreira da Tribo. Espaço histórico destruído pelas enchentes é uma das mais antigas companhias de teatro do estado

Em missão pelo Rio Grande do Sul, o secretário-Executivo adjunto do Ministério da Cultura, Cassius Rosa, visitou, na quarta-feira (5), equipamentos culturais atingidos pelas enchentes em Porto Alegre, dando sequência aos esforços do MinC pela reconstrução do estado e socorro ao setor cultural local.
 

Cassius esteve no Museu do Hip-Hop, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Museu do Trabalhador, no Ponto de Cultura Instituto Cirandar e na sede do grupo teatral Terreira da Tribo, junto da representante do Escritório Estadual do MinC no Rio Grande do Sul, Mari Martinez e da representante da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Karen Lose.
 

“Nesse giro nós pudemos ver uma pequena parte de toda a cadeia da economia da cultura no estado, que foi severamente atingida. Essa vinda do MinC ao Rio Grande do Sul serviu como um momento de acolhimento e de escuta dos movimentos culturais para que a gente possa fazer a formatação final das ações que serão implantadas pelo Governo Federal e pelo Ministério da Cultura nesse momento de reconstrução de todo o estado”, afirmou o secretário.
 

Mari Martinez, disse que as visitas passaram por espaços coletivos e abarcou demandas de pessoas atingidas. “Que com certeza poderão contar com o apoio e com as políticas públicas que o Ministério está construindo. Além da escuta da comunidade cultural atingida aqui no estado. A participação popular é a essência desse plano de reconstrução da cultura do Rio Grande do Sul”.
 

Visitas
 

A sede da Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, tradicional grupo de teatro com mais de 70 anos de atuação, que também se constitui ponto de cultura, teve seu espaço, que era alugado, totalmente destruído pelas enchentes.
 

Como desdobramento da visita, uma primeira ação de suporte ao grupo foi realizada em reunião com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), o ponto de cultura, a Funarte e outras entidades, já no retorno do secretário à Brasília, nesta sexta (7). “O objetivo é encontrar a disponibilidade de uma área que eles possam, não apenas de forma provisória se realocar, mas também buscando um espaço da União que possa ser cedido de forma permanente para o grupo, para que eles possam voltar o quanto antes às suas atividades”.
 

No Museu do Hip-Hop, que tem sido ponto de apoio para as doações, tendo recebido já mais de 20 toneladas de suprimentos vindos de artistas do Hip-Hop, o secretário explicou que o espaço deve constituir, também, um ponto de apoio da cultura para atender os fazedores atingidos. “Também vimos com eles a melhor maneira de atuar nas outras unidades do Museu do Hip-Hop como na cidade de Esteio, que foi totalmente alagado”, explica Cassius.
 

Rafa Rafuagi, diretor da Casa da Cultura Hip-Hop, conta que a casa em Esteio foi a primeira casa da cultura da linguagem no Rio Grande do Sul. Atualmente, ainda é a maior da América Latina em metros quadrados. “A casa, que já chegou a atender 4 mil jovens por ano, alcançou nesse momento o seu pior estado em questão estrutural, porque foi devastada pela enchente de junho do ano passado e dessa vez novamente devastada pela enchente de maio que levou não só a nossa casa como toda a nossa comunidade os mobiliários e a estrutura”.
 

“E, nesse momento, nós estamos fazendo uma agenda de reconstrução da casa junto com parceria aí, buscando parceria de empresas privadas, sociedade civil, o próprio Ministério da Cultura, entendendo que não será possível reconstruir a casa sem apoio e solidariedade de todo o Brasil, dos âmbitos federais, estadual e também municipal”, conclui Rafuagi.
 

O Ponto de Cultura Instituto Cirandar, que atende pessoas em situação de rua e imigrantes, perdeu a sua biblioteca, que é uma parte muito importante da atuação da entidade. O Cirandar também tem sido ponto de apoio à comunidade cultural no estado.
 

No Margs, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, mais de dois metros de água atingiram o espaço subterrâneo e, embora tenha sido feito um trabalho heróico de retirada das peças, gravuras foram atingidas e passam por processo de recuperação.
 

Também o Museu do Trabalhador foi atingido e teve toda parte de oficina, de xilogravura. atingida. Perderam-se conteúdos históricos de mais de 70 anos de atuação desse museu. O teatro também foi totalmente comprometido.