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Copa do Mundo: Equatorial Goiás prepara operação especial para acompanhar aumento de consumo durante os jogos

Plano prevê monitoramento reforçado, integração das equipes operacionais e restrição de desligamentos programados

A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, amanhã (13), promete reunir famílias, amigos e torcedores em frente à televisão em todo o estado. Para acompanhar o aumento da demanda por energia e garantir maior agilidade operacional durante os jogos, a Equatorial Goiás preparou uma operação especial que será adotada ao longo da participação do Brasil na competição.

O plano envolve uma série de ações preventivas e operacionais, incluindo monitoramento intensificado da rede elétrica, restrição de desligamentos programados durante os horários das partidas, mobilização de equipes técnicas de prontidão em todas as regiões do Estado e atuação integrada entre as áreas de operação, tecnologia e telecomunicações.

A estratégia será coordenada pelo Centro de Operações Integradas (COI), responsável pelo acompanhamento em tempo real do sistema elétrico goiano. Durante os jogos, a companhia ampliará o monitoramento dos principais ativos da rede e manterá protocolos específicos para agilizar a resposta em caso de ocorrências.

Segundo o gerente de Operações Integradas da Equatorial Goiás, Vinícyus Lima, o planejamento leva em consideração o comportamento típico observado durante grandes eventos esportivos, quando milhões de pessoas passam a utilizar equipamentos eletrônicos simultaneamente. “Os jogos da Seleção provocam uma mobilização coletiva muito grande. Em poucos minutos, há uma concentração significativa de consumo em residências, bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais. Por isso, realizamos um planejamento prévio para reforçar o monitoramento da rede elétrica e garantir maior agilidade operacional durante as partidas”, explica o gerente.

Além do acompanhamento em tempo real realizado pelo COI, a companhia manterá profissionais de diferentes áreas em regime de prontidão para atuação integrada sempre que necessário. “A operação vai muito além do monitoramento. Estamos mobilizando equipes técnicas em todas as regiões do Estado, reforçando o acompanhamento da rede elétrica em tempo real, restringindo desligamentos programados durante os jogos e mantendo profissionais de diversas áreas em regime de prontidão. É um trabalho preventivo que busca dar mais agilidade à operação justamente em um momento em que milhões de pessoas estarão reunidas acompanhando a Seleção”, destaca Vinícyus.

A Equatorial Goiás também orienta os clientes a adotarem cuidados simples com as instalações elétricas durante as confraternizações e encontros para assistir às partidas, evitando sobrecargas e riscos de acidentes.

Saúde mental em Ribeirão Preto a urgência de fortalecer a rede pública no pós-pandemia

Saúde mental em Ribeirão Preto a urgência de fortalecer a rede pública no pós pandemia

No município de Ribeirão Preto, o debate sobre a saúde mental deixou de ser uma pauta secundária para se tornar uma urgência de gestão que precisa pautar a rede de atenção pública.

Com uma população de 698.642 habitantes (IBGE, 2022), a cidade enfrenta um desafio de escala: embora conte com nove serviços especializados: seis CAPS, dois ambulatórios e um serviço de urgência, a rede atual ainda não atinge a cobertura necessária. De acordo com a literatura internacional, uma cidade deste porte demandaria atendimento para cerca de 70 mil pacientes, um patamar que a estrutura atual ainda busca alcançar.

A recente inauguração, em abril de 2026, do novo CAPS II Centro Sul no bairro Jardim Maria Goretti — resultado da unificação das unidades Sul e Central em uma estrutura mais moderna — é um avanço real, mas deve ser encarada como um ponto de partida, e não de chegada, para suprir os vazios assistenciais da região.

Essa necessidade local reflete um cenário global devastador. A pandemia de Covid-19 deixou uma ferida que não aparece só nas estatísticas: ela se mostra no dia a dia das famílias ribeirão-pretanas, nas crises de ansiedade, na depressão silenciosa e no esgotamento dos trabalhadores.

No primeiro ano da crise sanitária, a prevalência global de ansiedade e depressão subiu 25%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, um estudo com 45.161 adultos revelou que 40,4% relataram tristeza frequente e 52,6% ansiedade durante o período. Em 2024, o país registrou um aumento de 68% nos afastamentos do trabalho por transtornos mentais, totalizando mais de 472 mil casos.

Em Ribeirão Preto, os números confirmam essa pressão: o atendimento em Saúde Mental saltou de 75 mil em 2020 para 209.806 em 2024. Embora expressivo, esse volume se distribui entre pacientes que exigem acompanhamento contínuo, gerando dezenas de consultas e oficinas anuais para cada indivíduo.

O problema central é que o sistema público, já fragilizado, saiu da pandemia sobrecarregado. No estado de São Paulo, os procedimentos clínicos ambulatoriais no SUS saltaram de 2,1 milhões em 2020 para 3,8 milhões em 2024, enquanto as internações subiram de 48 mil para 56 mil. Em Ribeirão Preto, apenas em 2024, foram realizadas cerca de 300 internações psiquiátricas.

É neste contexto que a expansão dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) se torna vital. O Novo PAC Seleções, do Governo Federal, prevê a construção de 130 novos CAPS para responder a esses vazios assistenciais com uma abordagem humanizada.

Defender essa expansão nos territórios não é apenas construir prédios, mas garantir a capacidade pública de oferecer atenção especializada onde o cidadão vive.

Para compreender a eficácia dessa política, é preciso olhar para quem está na ponta. O pesquisador Michael Lipsky conceitua a “burocracia de nível de rua” para explicar que o Estado real se manifesta nas decisões cotidianas dos profissionais da linha de frente: psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais e médicos.

Em Ribeirão Preto e no Brasil, o pós-pandemia tornou esse trabalho ainda mais duro, com equipes sobrecarregadas e limites no atendimento remoto. Quando há estrutura, a discricionariedade do servidor se transforma em cuidado qualificado; sem ela, vira improviso.

Mas onde instalar esses serviços importa tanto quanto instalá-los: refletir sobre o território também é de suma importância. Como defende o geógrafo Milton Santos, o território não é apenas um endereço burocrático, mas o espaço real da vida onde se acumulam desigualdades de renda, mobilidade, moradia, violência e acesso ao Estado.

Na saúde mental, esses elementos influenciam diretamente o quadro clínico. Por isso, levar CAPS para as áreas mais vulneráveis de Ribeirão Preto significa enfrentar a desigualdade socioespacial e aproximar o direito à saúde de quem mais precisa.

Portanto, embora a modernização da rede em Ribeirão Preto seja um passo louvável, prefeitos e gestores da região devem assumir um compromisso que vai além da placa de inauguração.

Não basta abrir portas; é preciso garantir a continuidade do cuidado, a manutenção das equipes, a articulação com a atenção básica e o funcionamento efetivo em rede.

Só assim garantiremos que o cidadão que acessa o SUS encontre uma resposta real ao seu sofrimento, evitando que o atraso no atendimento se transforme em um agravamento irreversível da crise.

Humberto Tobé
Pós-graduado em Gestão da Saúde Pública, é Analista de Gestão no Ministério da Saúde atuando na interlocução com municípios paulistas.

Fatima Christine
Graduada em Economia e Pedagogia, com pós-graduação em Educação Parental e Socioemocional; servidora pública federal da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde.

México x África do Sul tem recorde de vermelhos em abertura de Copa | Ge

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