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Brasil intensifica ações para proteção de crianças e adolescentes na saúde, educação e direitos humanos

Políticas de garantia dos direitos humanos, acesso aos serviços públicos e prevenção da violência contra crianças e adolescentes são exemplos dos avanços do Governo do Brasil na promoção do cuidado integral para este grupo

Desde o início do seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem ressaltado que, para ele, governar é cuidar. Nessa perspectiva, não há desenvolvimento sustentável possível sem que o cuidado com crianças e adolescentes esteja no centro das políticas públicas. Desde 2023, essa prioridade se traduz em avanços na educação, na saúde e no fortalecimento da rede de proteção, com resultados concretos e a adoção de novos instrumentos legais, como a sanção do ECA Digital, que atualiza o Estatuto da Criança e do Adolescente para garantir direitos, segurança e proteção no ambiente virtual.
 

No campo da educação, os programas Pé-de-Meia e Escola em Tempo Integral, implantados nesta gestão, abriram novas e importantes frentes. O primeiro permite que milhões de estudantes do ensino médio de baixa renda possam se manter na escola. O segundo, assegura a ampliação de matrículas em tempo integral (igual ou superior a 7h diárias ou 35h semanais) em todas as etapas e modalidades da educação básica. Os números revelam os avanços do país nesses temas:
 

O Pé-de-Meia foi criado para promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público


PÉ-DE-MEIA – De acordo com o Censo Escolar de 2024, 480 mil jovens deixam o ensino médio da escola pública todos os anos e 68 milhões de brasileiros não terminaram a educação básica. Lançado em novembro de 2023, o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional, na modalidade de poupança, destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público.


Desde o lançamento da medida, 5,7 milhões de adolescentes já foram beneficiados com bolsas de R$ 200 por mês para estudar. Esses estudantes também recebem R$ 1.000 a cada ano concluído do ensino médio; R$ 200, quando se inscrevem para realizar Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de isenção na taxa de inscrição da prova.


PRIMEIRA CONTA – Vítor Monteiro, então estudante do 3º ano do ensino médio em Goiânia, não escondeu a satisfação quando, há um ano, recebeu a primeira parcela do Pé-de-Meia. “Eu nunca tive conta bancária. Nenhuma na minha vida”, ressaltou. A felicidade ao abrir a conta e realizar o primeiro saque de R$ 200 do programa foi contagiante. “Com esse dinheiro aqui eu vou poder ajudar em casa, né? Eu estava pensando em juntar para fazer um concurso público e espero que ajude muito. Valeu, Pé-de-Meia!”, comemorou.


ESCOLA EM TEMPO INTEGRAL – O Programa Escola em Tempo Integral proporciona a ampliação da jornada de tempo na educação integral, com prioridade às escolas que atendem estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica. O Governo do Brasil fornece assistência técnica e financeira para as instituições, considerando propostas pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A política já contabiliza 1,8 milhão de novas matrículas em todas as etapas de ensino. Isso equivale a mais de 46 mil salas de aula, com aumento de matrículas em todas as etapas, com destaque para o Ensino Fundamental, que aumentou 29% de 2022 para 2024.


“Este é um ato de coragem, de cidadania e de respeito ao futuro deste país. O ser humano nasceu para viver em comunidade. A gente precisa voltar a permitir que o humanismo não seja trocado por algoritmo”

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Presidente da República


SEM CELULAR – Ainda no campo educacional, outra medida importantíssima foi a Lei Nº 15.100, sancionada pelo presidente Lula em janeiro deste ano, que restringe o uso de celulares nas escolas. A legislação surgiu em resposta ao debate sobre o uso dos aparelhos no ambiente escolar e os possíveis impactos negativos no aprendizado, na concentração e na saúde mental dos jovens, o que gera preocupação para especialistas, país e à população em geral.


“Este é um ato de coragem, de cidadania e de respeito ao futuro deste país. O ser humano nasceu para viver em comunidade. A gente precisa voltar a permitir que o humanismo não seja trocado por algoritmo”, ressaltou Lula, ao parabenizar, em janeiro, o Congresso Nacional pela aprovação da Lei.


Uma pesquisa realizada pela Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com o Equidade.info, iniciativa do Lemann Center da Stanford Graduate School of Education, publicada em novembro, apontou que mais de 80% dos estudantes brasileiros afirmaram que têm prestado mais atenção nas aulas depois da restrição ao uso de celulares.


O estudo mostra, também, que 77% dos gestores e 65% dos professores relataram diminuição do bullying virtual dentro das escolas. O estudo ouviu 2.840 alunos, 348 professores e 201 gestores em escolas públicas municipais, estaduais e privadas de todas as regiões do país, entre maio e julho de 2025.


GUIA DE TELAS – Outra ação fundamental para a proteção deste grupo foi o lançamento, em março de 2025, do Crianças, Adolescentes e Telas: Guia sobre Uso de Dispositivos Digitais. Trata-se de um protocolo de saúde pública para orientar famílias e escolas sobre os riscos do excesso de exposição digital para o desenvolvimento cognitivo e emocional. O Guia é um documento oficial com análises e recomendações sobre o tema, baseado em evidências científicas e nas melhores práticas internacionais, comprometido com a construção de um ambiente digital mais saudável. Traz, ainda, orientações e ferramentas para lidar com a complexa relação das infâncias e adolescências com o mundo digital. Além disso, o Guia serve de base às políticas públicas nas áreas de saúde, educação, assistência social e proteção.


O trabalho foi coordenado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR), com participação de outros seis ministérios — Casa Civil da Presidência, ministérios da Educação, da Saúde, da Justiça e Segurança Pública, dos Direitos Humanos e da Cidadania, e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
 

Sanção do ECA Digital, em setembro de 2025: regras inéditas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online


“É um equívoco acreditar que as big techs tomarão a iniciativa de se autorregular. Esse equívoco já custou a vida de várias crianças e adolescentes. Vários países avançaram na criação de dispositivos legais para a proteção de crianças e adolescentes no meio digital. O Brasil tem a honra de se juntar a este grupo de países”

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA


ECA DIGITAL – Em outra importante frente, o presidente Lula sancionou, em setembro deste ano, a Lei nº 15.211/2025, que cria o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), com regras inéditas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. “Passados 35 anos desde a sanção do Estatuto da Criança e Adolescente original, o mundo mudou muito. Era preciso modernizar os marcos legais e regulatórios no que diz respeito à proteção de crianças e adolescentes. É inegável a importância das redes digitais. Mas não estão e não podem estar acima da lei”, afirmou o presidente na ocasião.


A nova lei estabelece obrigações claras para aplicativos, jogos eletrônicos, redes sociais e serviços digitais, como a adoção de medidas de prevenção por desenho, verificação de idade confiável, ferramentas de supervisão familiar, resposta ágil a conteúdos ilícitos e regras específicas para o tratamento de dados e publicidade dirigida a menores. O descumprimento dessas exigências poderá gerar penalidades às plataformas. “É um equívoco acreditar que as big techs tomarão a iniciativa de se autorregular. Esse equívoco já custou a vida de várias crianças e adolescentes. Vários países avançaram na criação de dispositivos legais para a proteção de crianças e adolescentes no meio digital. O Brasil tem a honra de se juntar a este grupo de países”, ressaltou Lula.


POLÍTICA NACIONAL DA PRIMEIRA INFÂNCIA – O Governo do Brasil lançou, em setembro, a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI). Uma das principais medidas estruturantes para a defesa das crianças, a iniciativa coordena ações intersetoriais na saúde, educação e direitos humanos para crianças de 0 a 6 anos, com vistas a garantir a proteção, o desenvolvimento integral e o pleno exercício dos direitos das crianças.


VIVER COM SAÚDE – O “Viver com Saúde” é um dos eixos da PNIPI, voltado para assegurar a saúde integral das crianças desde a gestação até os nove anos de idade, com foco na nutrição, desenvolvimento e redução da mortalidade, através do SUS (Sistema Único de Saúde). A meta inclui monitoramento da segurança alimentar, vacinação, pré-natal e integração com o Sistema Único de Assistência Social (SUAS).


O Plano de Ação Estratégico da PNIPI para 2025-2026 busca, entre seus principais objetivos, garantir políticas públicas integradas e inclusivas que assegurem o pleno desenvolvimento da primeira infância; além de ampliar e qualificar a oferta de serviços essenciais, com foco nos grupos em situação de vulnerabilidade. O Plano visa, ainda, estruturar sistemas de coleta e análise de informações sobre a infância, respeitando a diversidade e as especificidades regionais; apoiar estados e municípios na execução das políticas, fortalecendo a gestão local; e promover a articulação entre diferentes setores para a proteção integral das crianças.


CRESCER EM PAZ – Outra ação importante foi o lançamento, em abril, do Plano Crescer em Paz, que conta com 45 ações capitaneadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, voltadas à prevenção da violência e à promoção da paz nas escolas e comunidades, unificando protocolos de segurança pública e direitos humanos. As ações têm como finalidade garantir que crianças e adolescentes tenham acesso a direitos e sejam protegidos da violência, do crime e do uso de drogas nos ambientes em que vivem e interagem, inclusive os digitais. Outro objetivo da estratégia é o acolhimento e a recuperação de vítimas, de modo que possam contar com processos de recuperação e reinserção.
 

“Com o novo Pacto, o Governo do Brasil olha com atenção redobrada para esse grupo vulnerável”

Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública


ESCUTA PROTEGIDA – Em outubro de 2025, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, assinou a atualização do Pacto Nacional pela Escuta Protegida. O objetivo da atualização é intensificar as medidas para prevenir a revitimização de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência e consolidar uma rede integrada de proteção. “Com o novo Pacto, o Governo do Brasil olha com atenção redobrada para esse grupo vulnerável”, destacou o ministro.


PROGRAMA CIDADANIA MARAJÓ – As ações implantadas no campo dos direitos humanos em 2025 somam-se a outras, como Programa Cidadania Marajó, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Instituída em maio de 2023, a iniciativa tem como objetivo desenvolver ações para o enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, a promoção de direitos humanos e o acesso a políticas públicas no Arquipélago de Marajó, no estado do Pará.
 

O programa é uma cooperação do Governo do Brasil, com o Governo do Estado do Pará e as prefeituras dos municípios do Arquipélago. Opera de forma integrada com órgãos do Sistema de Justiça, Conselhos Tutelares e Conselhos de Direitos para fortalecer a rede de proteção.
 

PROTEÇÃO INTEGRAL EM DESASTRES – Em novembro deste ano, o Governo do Brasil lançou a versão revisada do Protocolo Nacional para a Proteção Integral a Crianças e Adolescentes em Situação de Riscos e Desastres. O anúncio foi feito durante evento realizado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), na COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), em Belém (PA).
 

O documento, atualizado com apoio técnico do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), amplia as diretrizes estabelecidas desde sua primeira publicação, em 2012, incorporando aprendizados de emergências recentes e alinhando o Brasil aos compromissos internacionais, como a Declaração Intergovernamental sobre Crianças, Adolescentes, Jovens e Mudanças Climáticas (2025).
 

O Protocolo apresenta diretrizes atualizadas de atendimento prioritário a crianças em situações de emergência climática (chuvas, secas e ondas de calor), com foco em resiliência e promoção da saúde mental. Para a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, a atualização do documento reforça o compromisso do Brasil com a proteção integral de crianças e adolescentes: “Porque responde à prioridade absoluta que a nossa Constituição e o Estatuto da Criança e do Adolescente colocam para o nosso país. É nossa responsabilidade, sobre quaisquer circunstâncias, garantir a primazia, a prioridade para as crianças e adolescentes”.
 

Campanha nacional de vacinação para proteção de crianças e adolescentes de até 15 anos de idade, em outubro: mais de 6,8 milhões de doses distribuídas


VACINAÇÃO – O amparo e o zelo às crianças e adolescentes passa, impreterivelmente, pelo fortalecimento das ações de vacinação. Em outubro, o Governo do Brasil, por meio do Ministério da Saúde, lançou a campanha nacional de vacinação para proteção de crianças e adolescentes de até 15 anos de idade. Mais de 6,8 milhões de doses foram distribuídas para a ação, realizada entre os dias 6 e 31 de outubro.


Por meio da Caderneta Digital de Saúde da Criança, pais e responsáveis podem acompanhar a situação vacinal de crianças e adolescentes, com a previsão de próximas doses, receber e alertas e lembretes, além de atualizar informações em tempo real pela Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). “Queremos consolidar de vez o Brasil como o país da vacinação que protege as suas crianças e que as pessoas da sua família, profissionais de saúde e escola, assumam o compromisso de proteger nossas crianças”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.


BOLSA FAMÍLIA – O amparo às crianças e adolescentes também se reflete no Bolsa Família, que nesta gestão ganhou mecanismos de proteção aos mais jovens. O Benefício Primeira Infância assegura adicional de R$ 150 mensais às famílias para cada criança de zero a 6 anos. Já o Benefício Variável Familiar garante um adicional de R$ 50 mensais para cada criança ou adolescente entre 7 e 18 anos incompletos. O programa também assegura um adicional de R$ 50 para gestantes e nutrizes (mães que amamentam), o que reforça o compromisso com o amparo de crianças e adolescentes junto às camadas mais vulneráveis.


Em dezembro, 8,4 milhões de crianças de zero a seis anos receberam o Benefício Primeira Infância no país, a partir de um investimento de R$ 1,19 bilhão do Governo do Brasil. Já o Benefício Variável Familiar chegou a 14,4 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 626 mil gestantes e 459 mil mil nutrizes. Para esses pagamentos, o investimento superou R$ 717 milhões.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

KPMG: custos, regulação e ESG podem mobilizar seguradoras em 2026 

Entre as seguradoras brasileiras, 78% pretendem reduzir custos, em pelo menos, 10% até 2030, segundo estudo realizado pela KPMG. De acordo com o sócio-líder do segmento de seguros da KPMG no Brasil, André Rocha, a contenção de despesas segue como uma tendência para o próximo ano.

“O setor de seguros continuará buscando alternativas para driblar a alta das taxas de juros e da inflação. Estes desafios impactam os negócios de diversas regiões do país, porém, os obstáculos servem como um incentivo para que as seguradoras inovem. Elas estão transformando os modelos atuais com base no aperfeiçoamento da experiência do cliente, produtos e serviços personalizados e estratégias de crescimento sustentável e lucrativo para ter destaque em 2026”, analisa.

De acordo com o sócio, outros temas podem movimentar o setor no próximo ano, entre eles, estão os seguintes: a agenda da Superintendência de Seguros Privados – SUSEP, destacando os requerimentos ESG a serem observados pelas companhias e a lei 15.040 que estabelece o novo marco legal dos contratos de seguro no Brasil.

“Além do marco regulatório para o setor de seguros, que terá o objetivo de clarificar as obrigações e as relações do cliente com fornecedor no contrato, mirando a competitividade, transparência e fomento dos negócios, é importante que as empresas fiquem atentas ao Open Insurance que pode gerar novos negócios no futuro. Esse ecossistema permitirá que os consumidores de produtos e serviços de seguros, previdência complementar aberta e capitalização compartilhem dados entre as instituições credenciadas, o que fomenta o mercado”, explica.

Outro segmento que poderá movimentar o mercado de seguros no país, de acordo com Rocha, são Associações de Proteção Patrimonial Mutualista, objeto de consulta pública recente. Com mais de três mil associações no Brasil, esse mercado ao migrar ao mercado formal de seguros poderá contribuir significativamente com o aumento da participação do mercado segurador no Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Seguros e ESG:

O sócio também comenta sobre os aspectos ambientais, sociais e de governança (ESG), que podem direcionar as estratégias do setor de seguros devido às mudanças climáticas.

“Durante a COP30, as grandes seguradoras globais debateram sobre como trazer o tema impacto climático para o setor de seguros com o objetivo de prover mais proteção e gerar estratégias de negócio mais sustentáveis. Após o evento, o assunto segue no radar das empresas. Dos danos ambientais que ocorreram na região Sul do país nos últimos anos, estimasse que menos de 10% dos imóveis estivessem protegidos por seguros. Há uma grande parte do mercado para ser atendida, e quem conseguir criar produtos coerentes com a realidade da sociedade poderá ter resultados diferenciados nos próximos anos”, conclui.
Sobre a KPMG

A KPMG é uma rede global de firmas independentes que presta serviços profissionais de auditoria, tributos e consultoria. Está presente em 142 países e territórios, com 275 mil profissionais atuando em firmas-membro em todo o mundo. No Brasil, são mais de cinco mil profissionais, distribuídos em 15 cidades de 10 estados e do Distrito Federal.

Orientada pelo seu propósito de empoderar a mudança, a KPMG é uma empresa referência no segmento em que atua. Compartilha valor e inspira confiança no mercado e nas comunidades há mais de 100 anos, transformando pessoas e empresas e gerando impactos positivos que contribuem para a realização de transições sustentáveis em clientes, governos e sociedade civil.

Férias de fim de ano: apesar de essencial, o seguro-viagem ainda é deixado de lado

Mesmo com alta de 6,73% em setembro, o seguro-viagem segue fora do planejamento de muitos viajantes – entenda benefícios

Com a chegada das férias de fim de ano, aeroportos e rodovias entram em ritmo acelerado. Passagens compradas, hospedagem reservada e roteiros definidos costumam dominar o planejamento. A mala também ganha atenção especial, com itens essenciais cuidadosamente separados — mas um detalhe importante ainda é esquecido por muitos viajantes: o seguro-viagem.
 

Mesmo em viagens curtas ou dentro do próprio país, imprevistos podem transformar momentos de lazer em dor de cabeça. Cancelamentos de passeios, atrasos em transfers, problemas com hospedagem, contratempos com documentação ou pequenas emergências de saúde são exemplos de situações que podem atrapalhar a experiência do viajante — especialmente durante a alta temporada, quando destinos turísticos ficam mais cheios e disputados.
 

É justamente para lidar com essas situações que o seguro-viagem se torna um aliado estratégico, embora ainda seja subestimado por parte dos viajantes. Dados do último boletim da Superintendência de Seguros Privados (Susep) mostram que o produto registrou crescimento nominal de 6,73% em setembro e avanço real de 1,71%, na comparação com o mesmo período de 2024. Entre as principais coberturas estão a assistência médica e hospitalar, atendimento 24 horas, extravio ou danos a bagagem e suporte em casos de necessidade de retorno antecipado. Em viagens ao exterior, a proteção ganha ainda mais relevância, já que os custos com saúde podem ser elevados e, em alguns destinos, a apresentação do seguro é exigida para entrada no país.
 

Segundo Alessandra Monteiro, Diretora Técnica da Corretora de Seguros Bancorbrás, o seguro-viagem deve ser considerado parte do planejamento básico da viagem, assim como passagens e hospedagem. “Ter acesso a uma apólice protege a família de questões muito corriqueiras durante as férias. Entre elas atrasos ou cancelamentos de voos, extravio ou danos a bagagens, e até mesmo funciona como uma mão na roda para emergências médicas ou odontológicas”, descreve a especialista.
 

Muitos viajantes revisam a mala para garantir que nenhum item essencial ficou para trás; o seguro-viagem ainda costuma ser lembrado apenas quando algo sai do planejado — momento em que sua ausência pesa mais do que qualquer item esquecido. Monteiro destaca que, em determinados destinos, o seguro-viagem não é apenas recomendado, mas obrigatório. “Em países da Europa que fazem parte do Espaço Schengen, como Itália e França, a apresentação de seguro é uma exigência para a entrada do viajante. Já em destinos como os Estados Unidos, embora não haja obrigatoriedade formal, os altos custos médicos tornam a contratação indispensável”, alerta a especialista.
 

A escolha da cobertura adequada depende do destino, da duração da viagem e do perfil do viajante, incluindo idade e tipo de atividade prevista. Por isso, Monteiro sugere avaliar as opções com antecedência e contratar o seguro antes do embarque.
 

Para mais informações acesse o site ou entre em contato pelo 0800 7070 020.

Policlínica do Gama registra 120 mil atendimentos em dez meses e amplia acesso à saúde especializada

Entre janeiro e outubro deste ano, a Policlínica do Gama alcançou 120 mil atendimentos | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Unidade alcança média de 12 mil atendimentos mensais em 2025, crescimento de 50% em relação aos anos anteriores

Entre janeiro e outubro deste ano, a Policlínica do Gama alcançou 120 mil atendimentos, reunindo todas as especialidades. São cerca de 12 mil pacientes por mês, um aumento de 50% em comparação aos anos anteriores, quando a média mensal girava em torno de oito mil pessoas. A maioria dos serviços foi realizada por técnicos de enfermagem (26,86%), seguidos por profissionais das áreas de fisioterapia (18,93%), enfermagem (12,79%) e fonoaudiologia (7,80%).

A gerente da Atenção Secundária da Policlínica do Gama, Raquel Carneiro, atribui o resultado satisfatório a um conjunto de fatores e ao empenho das equipes. “Abrimos mais serviços, a própria mudança de local, menos faltas dos pacientes, menos absenteísmo dos nossos servidores, tudo reforçou para esse resultado. Para diminuir as faltas dos pacientes, por exemplo, agora conversamos mais por mensagens, com diversas confirmações. Com isso, temos uma comunicação melhor”, comentou.

As melhorias também são sentidas pelos pacientes, como Luiza Lima, 73 anos, que frequenta a unidade há três meses para troca de curativo por conta de uma queimadura na perna. “Aqui, trabalham muito bem. Marquei muitas consultas. Para qualquer coisa que preciso, todos são bem prestativos. O tratamento está sendo muito bom”, elogiou.

Policlínica

A policlínica é uma unidade de saúde especializada, ou seja, os pacientes são encaminhados por meio do Complexo Regulador. O local oferece atendimentos de cardiologia, neurologia, pediatria (geral, reumatologia, pneumologia, alergia, endocrinologia), endocrinologia, dermatologia, geriatria, neurologia, nefrologia, feridas complexas, pé diabético, otorrinolaringologia, ginecologia e reumatologia.

A filha da Tatiane Silva, 36, por exemplo, foi encaminhada para o atendimento com pneumologista após um quadro severo de pneumonia. Na unidade, além da consulta, a pequena Mariana também realizou o teste de alergia. “Todo o atendimento foi feito na policlínica e eu gostei muito. Aqui é rápido, no sentido de chegar e esperar ser chamada, é muito rápido”, comentou a mãe.

Reforma

Inaugurada em dezembro de 2024, a Policlínica do Gama representa um marco na região por ampliar a assistência à população. São 24 consultórios e mais de 13 especialidades atendidas.

O edifício tem três pavimentos, com mais de 2,7 mil m² de área construída. A entrada principal conta com rampa de acessibilidade e os atendimentos ocorrem no primeiro andar, com cada área de especialidade contando com recepção e enfermagem.

Foram aprimorados ainda os banheiros adulto e infantil e um banheiro da família com fraldário. Todo o espaço passou por pintura, troca de piso, iluminação, cadeiras e placas de indicação novas. Outro diferencial é o espaço infantil com bonecas, carrinhos e peças pedagógicas onde as crianças brincam e se entretêm enquanto aguardam consulta.

Além disso, o local inovou com a criação do Ambulatório da Dor. Um espaço dedicado a pessoas que sofrem com dores crônicas, persistentes e debilitantes. A equipe oferece uma abordagem multidisciplinar, com foco em terapias alternativas e não medicamentosas, priorizando a qualidade de vida dos pacientes.

*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

Retrospectiva Cripto 2025: marcos regulatórios, avanços em stablecoins e tokenização reforçam a evolução dos ativos digitais 

Retrospectiva Cripto 2025: marcos regulatórios, avanços em stablecoins e tokenização reforçam a evolução dos ativos digitais 

MB | Mercado Bitcoin destaca os principais momentos do ano, entre eles o avanço das stablecoins, crescimento da tokenização e a chegada das Bitcoin Treasury Companies ao país
 

São Paulo, 26 de dezembro de 2025 – O ano em que o bitcoin voltou a renovar recordes começou com força: logo em janeiro, no dia da posse de Donald Trump, a criptomoeda atingiu US$109 mil. O salto refletiu o clima de euforia que marcou o início de 2025, impulsionado pela aderência do presidente ao universo de ativos digitais. Mas os grandes momentos do setor não pararam por aí. Ao longo do ano, pautas regulatórias avançaram, a adoção de stablecoins e tokenização acelerou, as empresas de tesouraria em Bitcoin ganharam força e o avanço da adoção institucional foi potencializado.
 

Nsse contexto, o MB | Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais líder na América Latina, destaca os acontecimentos que marcaram o ano para o segmento:
 

Um ano em que a regulação saiu do discurso e entrou em jogo
 

No campo regulatório, tanto os Estados Unidos quanto no Brasil importantes avanços ocorreram, impulsionando o mercado rumo a uma maior maturidade. Nos EUA foi aprovado o Genius Act, primeira estrutura legal clara e de grande porte voltada para as stablecoins na história do país. Através dela, o mercado norte-americano passou a contar com um padrão claro para as stablecoins, fomentando esse mercado e acabando com as incertezas jurídicas que afastavam players institucionais.
 

No Brasil, o Banco Central também anunciou sua regulamentação para o setor, um passo aguardado, já que o país é o quinto em adoção de criptoativos no mundo, segundo a Chainalysis. Além de atrair novos investimentos, a medida aumenta a segurança para o investidor e ajuda na integração de cripto ao mercado tradicional. “A proposta estabelece regras e processos definidos, incluindo quem pode operar, como deve fazê-lo e quais os padrões de governança a serem seguidos. São pontos que o Mercado Bitcoin seguia desde sua fundação, mas que nem todos os outros players aderiam”, destaca Rony Szuster, Head de Research do MB | Mercado Bitcoin.
 

Tokenização de ativos: do piloto à escala
 

Muito além das criptomoedas, a digitalização de ativos, que cresce ano após ano, mostrou definitivamente que deixou para trás a fase experimental e já está integrada ao sistema financeiro brasileiro. Segundo o Brazil Tokenization Report 2025, 70% das pessoas entrevistadas afirmam que o setor evoluiu em relação a 2024, impulsionado por casos reais e por uma infraestrutura mais sólida.
 

Na prática, é possível observar essa ascensão em novos entrantes: No Raio-X do Investidor de Ativos Digitais de 2025, o MB identificou um aumento de 12% no número de investidores que aplicavam em ativos tokenizados via Renda Fixa Digital, categoria que ao longo do ano entregou na plataforma uma média de 132% do CDI.
 

Stablecoins ultrapassam Visa e Mastercard enquanto o Brasil acompanha
 

Por outro lado, as stablecoins, já consolidadas no universo dos criptoativos, reforçaram sua relevância diante do mercado tradicional. Os tokens lastreados em moedas fiduciárias ultrapassaram US$311 bilhões em valor de mercado e processaram mais de US$28 trilhões em transações, um volume superior ao movimentado, somados, por Visa e Mastercard. No Brasil, o volume total de stablecoins negociadas triplicou no último ano, segundo dados do MB.
 

O forte crescimento do volume reflete a praticidade que a categoria oferece aos investidores. O especialista faz uma analogia: “É como se elas formassem uma grande rede de PIX global – composta pela blockchain – que permite ao investidor realizar transações 24 horas por dia, sete dias por semana, em poucos segundos e sem depender de janelas bancárias. No modelo tradicional, esse processo poderia levar dias e fazer com que o investidor ainda perdesse potenciais oportunidades, sem falar na burocracia envolvida”.
 

Tesourarias de Bitcoin desembarcam no Brasil
 

As chamadas Bitcoin Treasury Companies também ganharam espaço no debate do setor ao longo do ano, impulsionadas no Brasil pela criação da OranjeBTC, a primeira empresa listada no país com foco em bitcoin como lastro. O movimento trouxe ao país um modelo de operação que vem se expandindo globalmente, especialmente nos Estados Unidos, onde a Strategy detém a maior quantidade de bitcoins em caixa no mundo.
 

E o MB | Mercado Bitcoin aproveitou o marco para utilizar a tokenização de debêntures, antecipando o acesso de investidores à oferta inicial de ações da nova companhia listada. Embora a estratégia de Tesouraria em Bitcoin ainda esteja dando seus primeiros passos no Brasil, ela já nasce com a responsabilidade de aproximar o sistema financeiro tradicional da nova economia digital.
 

O ano em que o institucional chegou
 

O avanço do setor também fez com que investidores institucionais abraçassem as criptomoedas. Grandes companhias do mercado tradicional estão cada vez mais envolvidas no universo cripto. O Morgan Stanley, por exemplo, recomendou pela primeira vez, em 2025, a inclusão de ativos digitais no portfólio de seus clientes.
 

Além disso, a expansão dos ETFs lastreados em criptoativos tem atuado como um importante catalisador da entrada de investidores institucionais no mercado. Esse formato oferece às grandes instituições uma via de acesso ao ecossistema de cripto por meio de um instrumento de investimento tradicional e amplamente familiar. Não por acaso, ao final de 2025, os Estados Unidos aprovaram em larga escala ETFs de diversos criptoativos além de Bitcoin e Ethereum, reforçando o amadurecimento e o interesse institucional no movimento.
 

BTC e ETH impulsionam o ciclo de alta em 2025

Dentro dos recordes do ano, o Bitcoin se destaca por renovar sua máxima histórica em outubro, quando encostou nos US$126 mil. O Ethereum também rompeu uma barreira importante e registrou seu maior preço em quatro anos, superando US$4,9 mil pela primeira vez.
 

Head de Research do MB | Mercado Bitcoin destaca que o segmento já apresentava maturidade e robustez, mas que 2025 serviu tanto para evidenciar essa solidez quanto para consolidar o potencial da indústria cripto, especialmente em países como o Brasil. Ele também projeta os movimentos para o próximo ano e afirma que uma das prioridades da plataforma será fortalecer um ecossistema totalmente integrado, no qual o usuário possa transitar com facilidade entre investimentos, banking e pagamentos. Na visão do especialista, esse caminho deve impulsionar a próxima grande onda de adoção cripto no país.

Pedrosa destaca fiscalização e execução do orçamento ao fazer balanço do mandato

Presidente da Comissão de Orçamento e Finanças da CLDF afirma que orçamento precisa sair do papel e chegar à população

O deputado distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil) fez um balanço do mandato e da atuação ao longo do ano à frente da presidência da Comissão de Orçamento e Finanças (COF) da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Segundo ele, o papel da comissão vai além do debate político e exige acompanhamento técnico permanente, cobrança da execução orçamentária e fiscalização das ações do governo para que os recursos aprovados se transformem em políticas públicas efetivas.

Pedrosa destacou que a rotina da COF envolve responsabilidade direta sobre a aplicação do dinheiro público e o monitoramento das prioridades definidas no orçamento. Para o parlamentar, a atuação da Câmara Legislativa não pode se limitar à aprovação formal das peças orçamentárias.

“O trabalho vai muito além do debate político. A gente tem que deixar claro que participa, porque é parte do trabalho da Câmara Legislativa de fiscalização”, afirmou o deputado.

Orçamento como instrumento de política pública

Ao comentar os desafios da comissão, Pedrosa ressaltou que o orçamento precisa ter impacto concreto na vida da população. Na avaliação dele, não basta que as previsões estejam registradas nos documentos oficiais se não houver execução e acompanhamento dos resultados.

“O orçamento não pode ser simbólico. Ele precisa virar política pública na ponta”, disse, ao defender maior rigor na fiscalização e no acompanhamento técnico das despesas.

O deputado também pontuou que a atuação da COF é estratégica para garantir transparência, eficiência no uso dos recursos e alinhamento entre planejamento e execução. Segundo ele, esse trabalho é fundamental para fortalecer o papel do Legislativo no controle das contas públicas e na defesa do interesse da sociedade do Distrito Federal.

Garagem VW: Gol se despede de 2025, após completar 45 anos

– No apagar das luzes de 2025, relembre os 45 anos do carro mais icônico do Brasil;
 

– Ao longo de sua história no mercado, o modelo superou as 8 milhões de unidades vendidas, sendo o carro mais vendido do Brasil por 27 anos consecutivos;
 

– Versão esportiva do hatch, o Gol GTi, inaugurou a era da injeção eletrônica no País;
 

– E ainda: veja dez coisas que você precisa saber sobre o Gol.

São Bernardo do Campo, 26 de dezembro de 2025 – Apresentado oficialmente à imprensa em 15 de maio de 1980, o Volkswagen Gol é o carro nacional com mais história para contar. Ele foi protagonista, líder de vendas e referência para os concorrentes: o carro mais produzido, vendido e exportado na história do setor automotivo brasileiro. Mas, quem aí lembra do nascimento do Gol?
 

Lançado nas versões básica e L, ambas com motor 1.3l de 42 cv arrefecido a ar – derivado do Fusca -, o Gol se posicionava entre o Brasília e o Passat. Mal havia chegado ao mercado e, já em 1981, as versões S e LS embalavam um novo motor 1.6, também a ar, mas com dupla carburação e 51 cv. No ano seguinte, 1982, o Gol pegou carona na Copa do Mundo de Futebol e, uma nova versão, baseada na luxuosa LS, nascia para se tornar um dos modelos mais raros da família. A sofisticada configuração Copa, em homenagem à edição que foi sediada na Espanha, hoje é um dos modelos mais disputados pelos colecionadores.
 

E por falar em colecionador, quem aí ainda “vira o pescoço” quando passa um Gol GT na rua? Pois bem, a primeira versão esportiva do Gol nasce em 1984, estreando a era de motores de refrigeração líquida – no caso, um 1.8l de 99 cv que, mais tarde, equiparia o Santana. Era o começo de uma dinastia de esportivos nacionais.

O Gol já tinha uma carreira agitada quando, em 1985, tomou emprestada a frente (com faróis maiores e agora acompanhados da luz de direção) do Voyage e da Parati nas versões equipadas com motor arrefecido a água. Em 1986, os motores foram evoluídos e modernizados, nascendo a lenda AP 600 (Alta Performance).
 

O ano de 1987 foi um marco na história do Gol, que recebia sua segunda e mais profunda reestilização ao receber novos faróis, grade e lanternas, além de para-choques mais envolventes e rodas redesenhadas. Um novo esquema de nomenclatura – C, CL e GL – definia os níveis de acabamento e equipamentos, enquanto o GT era sucedido pelo mais apimentado GTS. Com sete anos de vida, o Gol assume a liderança no ranking de vendas.
 

Em outubro de 1988, o Salão do Automóvel revelou o primeiro carro brasileiro equipado com injeção eletrônica. Essa tecnologia estava debaixo do capô do já icônico Volkswagen Gol, nascendo assim a mítica versão esportiva GTi, já como modelo 1989. Dotado de motor 2.0l, dispunha de 120 cv de potência máxima e aceleração de zero a 100 km/h abaixo dos nove segundos, números inigualáveis na categoria.
 

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O Gol atravessa a década de 1990 evoluindo em acabamento interno e design, ao mesmo tempo em que protagoniza o surgimento de uma nova categoria de automóveis: os 1.0l – quem não lembra do Gol 1000? Em 1993, o modelo chega à marca de 1.000.000 de unidades vendidas.
 

O Gol Copa, – olha ele aí outra vez -, reaparece em 1994 homenageando o maior torneio de futebol do mundo, agora sediado pelos EUA. Com um tom de azul similar ao do primeiro Copa e emprestando elementos do GTi, como as lanternas fumê, os faróis de longo alcance e o volante “quatro bolas”, o modelo marca também o adeus da primeira geração – a segunda estreia em setembro e logo ganha o apelido “bolinha”.
 

O esportivo GTI (sim, agora com “i” maiúsculo) mantém sua aura agora com um 2.0l de 16V e 145 cv, importado da Alemanha. Em 1996, o último Gol 1000 “quadrado” deixa a linha de produção e, na virada para os anos 2000, surge o Gol “G3”.
 

Um novo século se abre e o Gol reafirma seu pioneirismo com uma versão 1.0l turbo, de 112 cv e 15,8 kgfm. Logo depois, mais especificamente em 2001, o hatch alcança 3,2 milhões de unidades comercializadas e assim ultrapassa o Fusca.
 

Foi a década do pioneirismo para a linha Gol. Depois do turbo, o pioneiro do total flex, em 2003, o Gol G5 e sua moderna plataforma PQ24 (2008) e o câmbio automatizado i-Motion (2009).
 

Em 2014, após um recorde de 27 anos seguidos no topo do ranking de emplacamentos, o Gol deixa liderança do mercado. Dois anos depois, passa por sua última cirurgia estética e recebe um moderno e econômico motor 1.0l, três-cilindros de 12V (82 cv).
 

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E o Gol na Garagem Volkswagen?
 

São milhares de histórias, dezenas de marcos tecnológicos e de vendas e o Gol segue ainda na vida dos brasileiros, após 45 anos do seu lançamento. Um legado que é contado em partes na Garagem Volkswagen. A primeira versão, com motor 1.3l “a ar”, pintada na cor oficial do lançamento (vermelha) se tornou uma das relíquias mais importantes do acervo. Trata-se do primeiro Gol a obter a “placa preta”, um 1300 L 1980. Adquirido de um colecionador e restaurado pelo departamento de Desenvolvimento do Produto, este exemplar foi o protagonista da “Gol Fest”, celebração dos 30 anos da produção do modelo, realizada no Sambódromo do Anhembi (SP), em 2010.
 

Gol GTI
 

O ano de 1987 foi um marco na história do Gol, que recebia sua segunda e mais profunda reestilização ao receber novos faróis, grade e lanternas, além de para-choques mais envolventes e rodas redesenhadas. Um novo esquema de nomenclatura – C, CL e GL – definia os níveis de acabamento e equipamentos, enquanto o GT era sucedido pelo mais apimentado GTS. Com apenas sete anos de vida, assumia a liderança no ranking de vendas.
 

Mas seu ímpeto não parava aí: no Salão do Automóvel de 1988 estreava a versão GTi e seu 2.0l 8V de 120 cv e 18,4 kgfm de torque – o primeiro com injeção eletrônica a equipar um automóvel nacional. O modelo chegaria às ruas em janeiro redefinindo os conceitos do carro esportivo nacional.
 

Este exemplar 1993 pertenceu à frota de testes da Engenharia e anota apenas 26 mil quilômetros no odômetro.
 

Gol GII
 

Com o Brasil ainda entorpecido pelo tetracampeonato mundial de futebol, a Volkswagen lançou o Gol “GII”, em setembro de 1994. Instantaneamente apelidado de “bolinha”, o novo hatch experimentou nessa fase uma versão GTI com motor importado da Alemanha, uma série especial em homenagem aos Rolling Stones e a primeira carroceria com quatro portas.
 

Antes de sair de linha, um Gol 1999 CL 1.6, na cor Azul Cancun, foi transferido da linha de montagem diretamente para o acervo da empresa. Conta atualmente com aproximadamente 400 quilômetros rodados.
 

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Gol Endurance
 

A proposta lançada no Salão do Automóvel de 2002 remetia aos feitos automobilísticos dos anos 1960 e tinha como objetivo promover o Gol, em uma grande jogada de marketing: quebrar o recorde mundial de Endurance (longa duração) na categoria. Foram poucos meses de preparação até que a marca fosse alcançada: o Gol estabeleceu, às 12h23 do dia 15 de janeiro de 2003 a marca de 25 mil km rodados.
 

O local para a prova, nomeada Endurance VW, foi o Autódromo Internacional José Carlos Pace, em Interlagos. O trecho definido para o recorde foi o anel externo do circuito, com 3.108 metros de extensão.
 

Três unidades do Gol Power 1.6 foram escolhidas na linha de produção para o desafio. As únicas alterações realizadas foram a instalação de proteção no habitáculo dos veículos (“gaiola” de proteção) e de faróis auxiliares de longo alcance.
 

Foram nove dias de rodagem ininterrupta, durante os quais os carros só paravam para troca de pneus e pastilhas de freios e abastecimento, além de cumprir os períodos de revisão.
 

O primeiro Gol chegou aos nove mil km às 22h30 do dia 9 de janeiro. O segundo, que largou dia 10, estabeleceu a marca de 10 mil km às 17h04 do dia 13 de janeiro, após 3.218 voltas.
 

Após mais de oito mil voltas no circuito, o terceiro Gol chegava à marca de 25 mil km rodados em Interlagos. É esse o modelo exposto na Garagem VW, que está mantido com os adesivos originais do evento. A equipe era composta por 120 pessoas, entre técnicos, pilotos, fiscais e organizadores. Foram selecionados 15 pilotos, rodando cerca de 1h30. Os carros rodavam 24 horas, sempre no limite.
 

Gol GIII
 

Ao somar 3,2 milhões de unidades comercializadas, em 2001, o Gol bateu o recorde de vendas do Fusca. Quase simultaneamente, a versão GTI se aposentava.

Naquele mesmo ano, um Gol GIII equipado com motor 1.0l 16V representou o marco de 10 milhões de Volkswagen produzidos no Brasil. Saiu da linha de montagem direto para a coleção da companhia.
 

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Gol GIV e G5
 

Maior reformulação na linha Gol ocorre em 2008, com o lançamento do G5. Baseado na moderna plataforma PQ25, emprestada do Polo, o hatch passava a contar com motores dispostos transversalmente e não mais longitudinalmente.
 

Antes de se despedir, um Gol GIV 2006, equipado com motor 1.6l, foi guardado para compor o acervo de modelos históricos da Volkswagen do Brasil.
 

Gol Vintage
 

Apresentado como carro-conceito na “Gol Fest”, evento realizado em 2010 que celebrou os 30 anos do modelo, o Gol Vintage foi tão aclamado que acabou virando série limitada.
 

Entre os diferenciais, numeração da unidade no painel, pintura bicolor, rodas exclusivas, faixas laterais com o nome da versão e interior seguindo a mesma temática branca e preta. Uma guitarra Tagima foi desenvolvida especialmente para o carro, dotada de um sistema de pré-amplificação interno que permitia conectá-la ao sistema de som do veículo por meio de uma entrada especial.
 

Em exposição, o conceito do Gol Vintage, zero-quilômetro, deu origem a série limitada.
 

Gol Rallye
 

Os chamados “aventureiros urbanos” viveram seu auge em 2000, e uma das principais expressões dessa categoria foi o Gol Rallye. De perfil off-road, o modelo surgiu em 2004, na terceira geração, foi reeditado em 2007, na quarta, e novamente relançado em 2010, já em sua quinta fase.
 

O apelo aventureiro não era apenas estético: a suspensão fora elevada em 28 milímetros, esticando para 171 milímetros a altura livre do solo, e era acompanhada de novas molas e amortecedores mais firmes.
 

A unidade exposta, que compôs a frota de testes da Engenharia, é de 2011 e registra aproximadamente 88.000 quilômetros.
 

Gol GT Concept
 

Produzido entre 1984 e 1987, quando fora substituído pelo lendário GTS, o GT foi mais do que o primeiro Gol esportivo, ao inaugurar na linha a refrigeração líquida – no caso o 1.8 de 99 cv que logo depois chegaria ao Santana. Formava-se ali a dinastia de hatches esportivos da marca.
 

Pois durante o Salão do Automóvel de 2016, o modelo ganhou uma releitura. Autoria do estúdio de Design da Volkswagen do Brasil, o Gol GT Concept foi o que podemos chamar de “show car”: pintura Cinza Volcano com detalhes vermelhos e teto em preto brilhante, rodas de 18 polegadas, faróis em LED e para-choques envolventes; na cabine, a esportividade estava nos bancos tipo concha, logo “GT” no painel, volante do Golf GTI, pedais e alavanca do câmbio revestidos em alumínio e solteiras das portas alusivas à versão. Foi um dos carros mais badalados no estande da Volkswagen durante o evento.
 

Gol Last Edition

Após 42 anos de produção ininterrupta na fábrica de Taubaté (SP) e depois de criar histórias com brasileiros e latinos de todos os cantos do continente, o Gol chega a sua última versão. Para honrar a despedida do carro mais produzido, vendido e exportado na história do mercado brasileiro, a Volkswagen apresenta a edição limitada Last Edition.
 

Atendimentos na Policlínica do Gama crescem 50% e reforçam assistência à população

A Policlínica do Gama alcançou a marca de 120 mil atendimentos entre janeiro e outubro de 2025, consolidando-se como uma importante referência em saúde especializada para a região. A média mensal chegou a cerca de 12 mil pacientes, número que representa um crescimento de aproximadamente 50% em relação aos anos anteriores, quando o volume girava em torno de oito mil atendimentos por mês.

Os serviços mais realizados no período foram conduzidos por técnicos de enfermagem, seguidos por atendimentos nas áreas de fisioterapia, enfermagem e fonoaudiologia, demonstrando a diversidade de cuidados ofertados pela unidade.

De acordo com a gestão da policlínica, os resultados são reflexo da ampliação dos serviços, da mudança para uma estrutura mais adequada e da melhoria na comunicação com os pacientes. O uso mais frequente de mensagens para confirmação de consultas contribuiu para reduzir faltas e otimizar a agenda, além do maior comprometimento das equipes de trabalho.

Com estrutura superior a 2,7 mil metros quadrados, a Policlínica do Gama conta com 24 consultórios e atende mais de 13 especialidades médicas. Entre elas estão cardiologia, neurologia, pediatria em diferentes áreas, endocrinologia, dermatologia, geriatria, nefrologia, ginecologia, otorrinolaringologia, reumatologia, além de serviços voltados ao tratamento de feridas complexas e pé diabético.

Pacientes que utilizam a unidade destacam a agilidade e a qualidade do atendimento. Muitos relatam facilidade no agendamento, rapidez no fluxo das consultas e atenção por parte dos profissionais, fatores que contribuem para a continuidade dos tratamentos.

Por ser uma unidade de atenção secundária, o acesso à policlínica ocorre por meio de encaminhamento do sistema de regulação. Além das consultas especializadas, alguns pacientes também realizam exames e procedimentos complementares no próprio local, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras unidades de saúde.

Inaugurada em dezembro de 2024, a atual estrutura da Policlínica do Gama passou por ampla revitalização. O prédio possui três pavimentos, acessibilidade garantida, recepções setorizadas por especialidade e espaços de apoio à enfermagem. Os banheiros foram modernizados, incluindo opções adaptadas para crianças e famílias, e todo o ambiente recebeu melhorias como nova pintura, iluminação, mobiliário e sinalização.

Outro destaque é o espaço infantil, planejado para acolher crianças durante a espera pelas consultas, além da implantação do Ambulatório da Dor. O serviço é voltado ao atendimento de pacientes com dores crônicas, oferecendo acompanhamento multidisciplinar e alternativas terapêuticas que priorizam o bem-estar e a qualidade de vida.

Com números expressivos e estrutura ampliada, a Policlínica do Gama segue fortalecendo o acesso da população a serviços especializados de saúde no Distrito Federal.

Fonte: https://acontecedf.com.br

Registradas 82 infrações de trânsito na véspera de Natal

Fiscalização tem sido rigorosa para garantir a segurança de todos nas vias do DF | Foto: Flávio Maciel/Detran-DF

Ações da Operação Boas Festas foram realizadas em Águas Claras e Sobradinho

Nessa quarta-feira (24), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), com o apoio da Polícia Militar (PMDF), realizou a operação Boas Festas em Águas Claras e Sobradinho. Durante as ações de fiscalização, foram registradas 82 infrações de trânsito, sendo oito por conduzir veículo após o consumo de álcool e 74 por motivos diversos.

Na ação realizada em Sobradinho, agentes do Detran-DF e policiais do 13° Batalhão da PMDF identificaram três veículos com restrição de roubo ou furto, que foram encaminhados à 35ª Delegacia de Polícia. Além disso, um condutor inabilitado foi flagrado transportando substâncias ilícitas no veículo. Ele e o passageiro também foram conduzidos à delegacia.

Infratores contumazes

Durante a operação realizada em Sobradinho, os agentes recolheram uma motocicleta com R$ 10.091,48 em débitos, sendo R$ 9.108,94 referentes a multas de trânsito. O último licenciamento do veículo foi realizado em 2020. Também foi recolhido um automóvel com R$ 9.685,64 em débitos, cujo último licenciamento ocorreu em 2015. O veículo acumula R$ 8.235,76 em multas de trânsito e, no momento da abordagem, era conduzido por um motorista que não possui a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A Operação Boas Festas tem como objetivo reforçar a fiscalização de trânsito durante o período de confraternizações de fim de ano. As ações seguem até 4 de janeiro.

*Com informações do Detran-DF

Segurança Pública do DF vive ano de entregas, valorização histórica e reforço do efetivo

Sandro Avelar: "Valorizar quem está na linha de frente é investir diretamente na segurança da população, e é isso que garante resultados consistentes e um DF cada vez mais seguro" | Fotos: Divulgação/SSP-DF

O combate à violência doméstica também foi um destaque de 2025, com a ampliação do programa Viva Flor

Com políticas estruturantes, investimentos contínuos e reconhecimento efetivo dos profissionais, o GDF consolidou conquistas que fortaleceram as forças de segurança e ampliaram a proteção à população em 2025. 

Para o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, os avanços refletem uma política pública madura, técnica e orientada por dados: “Encerramos 2025 com conquistas históricas: reforçamos o efetivo em níveis inéditos, avançamos na valorização dos nossos profissionais, entregamos estruturas integradas, ampliamos políticas de proteção às mulheres, fortalecemos a produção de dados e transformamos boas práticas em políticas de Estado. Esses avanços só foram possíveis porque trabalhamos com planejamento, integralidade e decisões baseadas em evidências. Valorizar quem está na linha de frente é investir diretamente na segurança da população, e é isso que garante resultados consistentes e um DF cada vez mais seguro”.

Um dos principais marcos do ano foi a nomeação de 2.158 novos profissionais, entre policiais militares, agentes da Polícia Civil, bombeiros militares e policiais penais — mais de duas mil nomeações concentradas somente no mês de dezembro, ampliando significativamente a presença do Estado no território e a capacidade de resposta das corporações.

O reajuste salarial de até 28,40% é um fator de reconhecimento do investimento do GDF na qualidade do serviço prestado à população

A valorização das forças ganhou novo patamar com o reajuste salarial entre 19,60% e 28,40% no acumulado de 2025 e 2026. A medida reconhece o trabalho desempenhado diariamente pelos profissionais e se reflete diretamente na qualidade do serviço prestado à população, fortalecendo a segurança em todo o DF.

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Violência doméstica

O enfrentamento à violência doméstica é uma das pautas prioritárias da segurança pública do DF. Neste ano, o Programa Viva Flor passou a ser implementado também em delegacias circunscricionais, chegando a delegacias de Paranoá, Planaltina, Gama, Santa Maria e Brazlândia. O serviço permite que as vítimas saiam das delegacias já com o dispositivo de proteção e monitoramento, garantindo resposta rápida e mais segurança.

O Programa Viva Flor chegou a delegacias de Paranoá, Planaltina, Gama, Santa Maria e Brazlândia, garantindo resposta rápida e mais segurança

Ainda em 2025, foi publicada a Política Distrital de Atenção Humanizada ao Desaparecimento de Pessoas, transformando boas práticas em política de Estado. O documento define como “pessoa desaparecida” todo ser humano com paradeiro desconhecido, até que localização e identificação sejam confirmadas por meios físicos ou científicos. A política reúne diretrizes de prevenção, enfrentamento, proteção e assistência a familiares, além do uso de tecnologia e integração de dados para dar mais rapidez e eficiência às buscas.

O diálogo institucional também foi fortalecido. A Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) promoveu encontro com representantes da imprensa, destacando o papel do jornalismo na análise e divulgação responsável dos indicadores e na construção da sensação de segurança da população. A participação da imprensa e da população é uma das marcas da segurança pública local. Por meio dos Conselhos de Segurança Comunitário (Consegs), no decorrer de 2025, cerca de 8 mil pessoas participaram das reuniões.

*Com informações da SSP-DF