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Brasil e Nigéria visam fortalecer laços comerciais durante Fórum Empresarial em Brasília

Promovido pela ApexBrasil, MDIC e MRE, encontro reunirá autoridades e empresários dos dois países para impulsionar comércio e investimentos bilaterais


O Fórum Empresarial Brasil-Nigéria será realizado na próxima segunda-feira (25), em Brasília-DF, a partir das 13h, na sede do Sebrae Nacional. O evento ocorre na oportunidade da visita oficial do presidente da Nigéria, Bola Tinubu, ao Brasil, e reunirá representantes governamentais e empresariais visando ampliar parcerias estratégicas e diversificar a pauta de comércio entre os dois países.

A iniciativa é promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Ministério das Relações Exteriores da Nigéria e a Comissão para Promoção de Investimentos da Nigéria (NIPC).

Participarão do encontro cerca de 200 empresários e investidores dos dois países, representando setores como agronegócios, aviação, energia, saúde e outros. Estarão presentes o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, a CEO da Nigerian Investment Promotion Commission, Aisha Rimi, e outras autoridades governamentais de ambos os países.

A programação do evento inclui debates e painéis sobre segurança alimentar; novas indústrias e transição energética; parcerias estratégicas e inovação em saúde; e facilitação de comércio e investimentos por meio de financiamento e desenvolvimento empresarial. Haverá ainda anúncios e assinatura de acordos de cooperação e um coquetel de networking após o encerramento.

“Esse encontro faz parte da estratégia do governo federal, do presidente Lula, de fortalecer a cooperação econômica e comercial com a Nigéria, ampliando e diversificando nossas exportações e aproximando o Brasil do continente africano”, afirma Jorge Viana.

“Estamos em sintonia com o continente africano diante de um momento relevante. O Sebrae está com mão forte para construir parcerias com a Nigéria. Os pequenos negócios são aqueles que distribuem a renda e a riqueza. A economia tem que ser sustentável, inovadora e globalizada e, com isso, daremos visibilidade aos pequenos negócios, que correspondem a 95% das empresas brasileiras”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima.

Jornalistas interessados em acompanhar o evento devem realizar o credenciamento neste link.

Retomada do diálogo e cooperação bilateral

A realização deste Fórum é um desdobramento da missão brasileira à Nigéria realizada em junho deste ano, liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. Na ocasião, foram discutidas diversas agendas bilaterais e assinados acordos em áreas estratégicas como defesa, cultura, turismo e energia. O objetivo é transformar laços históricos e culturais em oportunidades econômicas concretas.

Na visita de junho, por exemplo, foi firmado um memorando entre a Polícia Federal brasileira e a Agência Nacional de Aplicação da Lei de Drogas da Nigéria para reforçar o combate ao narcotráfico e ao crime organizado. No campo cultural, foi assinado um acordo de coprodução audiovisual e, na área de turismo, um memorando para programas de intercâmbio, capacitação profissional e atração de investimentos. A cooperação energética também teve destaque na ocasião, abrindo espaço para parcerias em fontes tradicionais e renováveis.

Perfil de comércio e investimentos

A corrente de comércio entre Brasil e Nigéria, que em 2014 chegou a US$ 10 bilhões, está hoje no patamar de US$ 2,1 bilhões. O dado faz parte do estudo Perfil de Comércio e Investimentos Nigéria, publicado pela ApexBrasil em janeiro de 2025. Além do desafio de recuperar o dinamismo comercial, existe também a necessidade de diversificar as exportações brasileiras, hoje concentrada em açúcar e melaços, grupo de produtos que correspondeu a 73,5% das exportações em 2024.

Sendo um dos novos integrantes dos BRICS, com perspectivas de maior abertura comercial e bom retrospecto na importação de aeronaves, o país se posiciona como um mercado estratégico para produtos brasileiros.
O estudo da ApexBrasil destaca 183 oportunidades para as exportações brasileiras na Nigéria nos setores prioritários de combustíveis minerais, máquinas e equipamentos e produtos alimentícios. Acesse o perfil completo aqui.

Ministra Sonia Guajajara assume presidência brasileira do Mecanismo Amazônico dos Povos Indígenas

Presidência e lançamento do MAPI foi anunciada durante a 5a Cúpula de Presidentes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônia e será exercida em conjunto com o movimento indígena brasileiro por meio da COIAB
Durante a 5ª Cúpula de Presidentes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), realizada na quinta-feira (21), em Bogotá, na Colômbia, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, participou do lançamento do Mecanismo Amazônico dos Povos Indígenas (MAPI). No evento, o Brasil assumiu a presidência do primeiro ano do mecanismo junto com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB).

A criação do mecanismo veio de um encaminhamento da reunião da Cúpula de Belém, realizada em 2023, para ser lançado na Cúpula promovida na Capital da Colômbia. Ao longo de dois anos, os países da Bacia Amazônica se reuniram para discutir e definir o formato do mecanismo, com participação e articulação ativas do Ministério dos Povos Indígenas.

Em seu discurso, a ministra Sonia Guajajara celebrou a criação do Mecanismo Amazônico dos Povos Indígenas na OTCA, destacando-o como uma conquista histórica que garante participação e protagonismo indígena nas decisões que os afetam.

“Estamos no Brasil com o primeiro Ministério dos Povos Indígenas. Sabemos que Venezuela também tem um Ministério importante e que Colômbia conduz uma importante mesa de concertação. Já a Bolívia tem um vice-presidente da altura e grandeza de David Choquehuanca e que outros países também têm avançado em políticas que garantam direitos, participação e protagonismo dos povos indígenas em nossos países”, afirmou a ministra.“Mas era necessário garantir este mesmo espaço na OTCA. Os presidentes deram um passo importante na Carta de Belém em 2023. Decidiram por fortalecer a organização e orientaram a construção de um mecanismo com participação paritária. Os Chanceleres transformaram a orientação dos presidentes em resolução e muitos de vocês aqui presente negociaram ao longo de todo este ano de 2025 este texto belíssimo que hoje foi aprovado pelos chanceleres”, acrescentou.

Guajajara enfatizou a importância de transformar o mecanismo em um espaço real de influência, ressaltando o papel crucial dos povos originários, que registram cerca de 3 milhões de pessoas de mais de 400 povos na Bacia Amazônica, como guardiões do bioma, seus saberes e modos de vida.

Ela ainda conectou a conquista do mecanismo à luta contra as mudanças climáticas, o negacionismo e a violência histórica, posicionando-o como fundamental para evitar o ponto de não retorno ambiental e para promover um futuro com mais direitos e participação indígena em fóruns globais como a COP do Clima e da Biodiversidade.

Formato de governança inédito

A criação do mecanismo foi uma orientação dos chanceleres que compõem a OTCA por meio da Resolução 7 da organização internacional, que estabelece novas diretrizes e metas para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, com foco no alcance desses objetivos até 2030.

Ao longo de todo o primeiro semestre de 2025, representantes dos países membro e organizações indígenas formataram o mecanismo, com participação direta da equipe negociadora brasileira, composta pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB).

Um dos resultados dos debates é o formato de governança inédito, composto de maneira paritária pelos 8 países e 8 organizações indígenas que participam da organização. Com rotatividade de presidência anual entre os países, o MAPI poderá debater temas de relevância para os povos indígenas na região amazônica, incentivando os países e a OTCA a avançarem na garantia de direitos aos povos indígenas.

Outra importante atribuição do mecanismo será a organização do Fórum dos Povos Indígenas e Comunidades Locais e Tradicionais para que estes contribuam com seus conhecimentos tradicionais na formulação de políticas nos âmbitos nacionais e da OTCA.

Com a criação do mecanismo, a ministra Sonia Guajajara acredita que a OTCA avança de forma estrutural para garantir as vozes e a participação indígena nos espaços de decisão das questões amazônicas.

Sicoob e Circuito Sertanejo celebram a união na 70ª Festa do Peão de Barretos

Evento ocorre de 21 a 31 de agosto de 2025 no Parque do Peão, em Barretos (SP)

Agosto 2025 – O Sicoob, patrocinador oficial do Circuito Sertanejo, marca presença em uma das etapas mais tradicionais do calendário cultural brasileiro: a 70ª edição da Festa do Peão de Barretos. O evento, que acontece entre 21 e 31 de agosto no Parque do Peão, em Barretos (SP), é reconhecido como um dos principais palcos da música sertaneja no país e reforça a parceria estratégica entre a instituição financeira cooperativa e a maior plataforma de shows do Brasil.

O patrocínio reforça a estratégia de marketing do Sicoob ao posicionar a marca em um território de forte conexão emocional com o público. A presença no Circuito Sertanejo amplia a visibilidade institucional em escala nacional, com projeção ao lado de grandes marcas e transmissões em canais de prestígio como Globo e Multishow. Segundo levantamento do próprio Circuito, 73% do público reconhece a plataforma como uma vitrine relevante para marcas, e 69% associam sua participação apenas a empresas de qualidade, atributos que fortalecem a imagem institucional do Sicoob em um ambiente de influência e alto impacto.

Experiência de marca e ativações exclusivas

A parceria com o Circuito Sertanejo se desenha em múltiplas frentes: desde pré-venda com benefícios exclusivos para cooperados, até ações de ativação on e offline, presença em mídia de grande alcance e o patrocínio da transmissão dos festivais pela Globo e Multishow.

Ao longo de 2025, o Sicoob esteve presente em grandes etapas do circuito: Expo Londrina, Ribeirão Rodeio Music e Pedro Leopoldo Rodeio Show, consolidando a marca em experiências que unem entretenimento, tradição e proximidade com o público. Agora, no segundo semestre, a jornada continua com a festa de Barretos, seguida do Jaguariúna Rodeo Festival em setembro e encerrando no Caldas Country Festival, em Goiás.

Com este patrocínio, o Sicoob fortalece sua presença no universo do entretenimento como parte de uma estratégia de marketing 360º, feita em conjunto com a Diverti – empresa do Grupo DVT, que une ativação de marca, experiência, mídia e presença digital. A iniciativa reforça o compromisso da instituição em ampliar a força da marca, conectando-se a milhões de brasileiros em momentos de celebração e pertencimento.

Sobre o Circuito Sertanejo

O Circuito Sertanejo é a maior plataforma de shows do Brasil e reúne os seis principais eventos de música sertaneja do país: Expo Londrina, Ribeirão Rodeio Music, Pedro Leopoldo Rodeio Show, Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, Jaguariúna Rodeo Festival e Caldas Country Festival. A iniciativa é fruto das parcerias entre Together – unidade de negócios da Ambev, que atua como facilitadora no mercado de grandes eventos, conectando pessoas, soluções e serviços – e a Diverti – empresa do Grupo DVT com mais de 30 anos de experiência e atuação no entretenimento.

Sobre o Sicoob  
Instituição financeira cooperativa, o Sicoob tem mais de 9 milhões de cooperados e está presente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. Oferece serviços de conta corrente, crédito, investimento, cartões, previdência, consórcio, seguros, cobrança bancária, adquirência de meios eletrônicos de pagamento, dentre outras soluções financeiras. É formado por 326 cooperativas singulares, 14 cooperativas centrais e pelo Centro Cooperativo Sicoob (CCS), que é composto por uma confederação e um banco cooperativo, além de uma processadora e bandeira de cartões, administradora de consórcios, entidade de previdência complementar, seguradora e um instituto voltado para o investimento social. Ocupa a primeira colocação entre as instituições financeiras com maior número de agências no Brasil, com mais de 4, 6 mil pontos de atendimento, e, em mais de 400 municípios, é a única instituição financeira presente. Acesse www.sicoob.com.br para mais informações.
 

Criança tem que ser criança: quais comportamentos os pais devem permitir, proibir e ficar atentos, segundo educadoras

“Adultização infantil” voltou ao debate público depois de vídeo viral do influenciador Felca 

São Paulo, 22 de agosto de 2025 – “É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”, diz o artigo 227 da Constituição brasileira. Já o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seus muitos artigos, garante ao menor o direito de brincar, praticar esportes, divertir-se e de ter preservando sua dignidade, identidade e valores.
 

Mas afinal, o que é ser criança? A viralização de um vídeo do influenciador Felca sobre adultização infantil tomou o noticiário e as rodas de conversa no Brasil nos últimos dias, trazendo à tona importantes discussões: exposição precoce e sem filtro de crianças por adultos; crianças reproduzindo padrões e atitudes de adultos, sexualização de menores e a falta de uma “vivência de criança” desencadeada pelo excesso de telas que a sociedade atual vive.
 

Por que a criança tem que ser criança?
 

De acordo com Audrey Taguti, diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP, a infância é uma fase insubstituível, que deve ser vivida em plenitude para que cada criança desenvolva-se de forma saudável. “No desenvolvimento global do indivíduo, cada degrau é uma fase, e pular etapas faz com que a maturidade não acompanhe o que está sendo vivido”, explica. Para a especialista, a sociedade atual, marcada pela aceleração e pela exposição precoce a estímulos do mundo globalizado, muitas vezes acaba antecipando a primeira infância e impondo experiências que não cabem à idade.
 

Essa distorção se manifesta em diferentes situações: desde o uso de roupas sexualizadas, que para a criança não passam de vestimentas, mas para a sociedade representam uma exposição desnecessária, até a entrega de celulares e acesso irrestrito às redes sociais, que despertam comportamentos incompatíveis com a faixa etária. “Cada fase precisa ser vivida com seus próprios brinquedos, vivências e limites. Quando isso não acontece, etapas ficam inacabadas”, ressalta Audrey. Para ela, cabe às famílias e escolas fortalecer o caráter das crianças por meio de experiências culturais e pedagógicas — como o contato com o folclore e com brinquedos adequados à idade — e adotar a tecnologia de forma responsável, sempre vigiada por adultos, nunca como substituta da vivência infantil.
 

O que a criança pode e não pode fazer?
 

No estágio natural do desenvolvimento, a infância é marcada por momentos de brincadeira livre, experimentação e descobertas. É esperado que a criança explore diferentes tipos de jogos, crie histórias, invente personagens e se envolva em atividades lúdicas que estimulem sua imaginação e criatividade, sempre em um ambiente livre de pressões estéticas ou sociais.
 

“Conviver com crianças de faixa etária aproximada contribui para o desenvolvimento social e emocional, pois é também nesse contexto que elas aprendem a lidar com regras, resolver conflitos e desenvolver habilidades socioemocionais. Além disso, o faz de conta permanece como uma das formas mais ricas de aprendizado: ao simular papéis sociais, a criança ensaia situações da vida real dentro de um universo seguro, ampliando sua compreensão do mundo e de si mesma”, explica Renata Alonso, coordenadora pedagógica de educação infantil na Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo/SP.
 

Em contrapartida, comportamentos que antecipam vivências adultas, como o uso frequente de maquiagem, roupas que sugerem uma sexualização da criança, consumo de conteúdos voltados para adultos ou a adoção de posturas que imitem sensualidade, podem interferir nesse processo e devem ser evitados ou redirecionados pelos pais. “Isso não significa proibir toda forma de expressão, mas sim estabelecer limites claros para que a criança se desenvolva de maneira saudável, respeitando seu tempo e maturidade”, ressalta Renata.
 

Redes sociais e celulares: atenção redobrada
 

O uso precoce e sem supervisão da internet, aplicativos e das redes sociais é um dos principais vetores da adultização infantil. A exposição exagerada, a comparação com padrões irreais e a busca por validação por meio de curtidas e comentários afetam diretamente a autoestima e a saúde mental.
 

“Além de proteger a criança contra conteúdos inapropriados e riscos como cyberbullying e assédio, é papel dos pais orientar e estabelecer regras claras sobre tempo de tela, plataformas permitidas e supervisão constante”, alerta Lena Cypriano, coordenadora pedagógica do colégio Progresso Bilíngue, de Campinas/SP. Ela reforça que o ideal é adiar ao máximo a entrada da criança nas redes e incentivar atividades presenciais, contato com a natureza e brincadeiras que estimulem habilidades reais de convivência.
 

“Muito se discute entre estudiosos em pedagogia a idade ideal para fornecer celulares a crianças, entre os 10 e 14 anos, e sempre com supervisão. Há inclusive países discutindo a proibição total de celulares para crianças e adolescentes, impondo multas para pais, responsáveis e plataformas que não cumprirem. É uma discussão importante, que avançou no Brasil com a proibição dos aparelhos nas escolas, onde temos visto diariamente o efeito positivo nos alunos, com mais concentração durante as aulas”, finaliza.
 

As especialistas
 

Audrey Taguti acumula 41 anos de experiência e trabalho em Educação. É formada em Magistério e Pedagogia, possui pós-graduações em Psicopedagogia e Bilinguismo e é especialista em Alfabetização. É diretora pedagógica do Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP desde a fundação do colégio, em 2000.
 

Lena Cypriano atua há mais de 30 anos na área da Educação. É formada em Pedagogia pela Unicamp e possui especialização em Educação pela Faculdade São Leopoldo Mandic. Com ampla experiência em docência e gestão pedagógica, trabalhou em diferentes segmentos da Educação Básica. Desde 2015, é diretora pedagógica do Colégio Progresso Bilíngue Cambuí, em Campinas/SP.
 

Renata Alonso é formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicomotricidade, com mais de 15 anos de experiência em educação bilíngue. Sua grande paixão são as crianças bem pequenas, e seus estudos são voltados à primeira infância, crianças de 0 a 3 anos. Com um olhar atento ao desenvolvimento integral dos pequenos, Renata acredita que essa fase da vida é crucial para a formação de indivíduos seguros, criativos e capazes de se expressar com confiança. Seu trabalho visa proporcionar um ambiente acolhedor e estimulante para o aprendizado, sempre com foco no cuidado e no afeto.
 

7 vantagens para quem vende um processo trabalhista

Saiba como funciona esta prática prevista no Código Civil, uma alternativa para trabalhadores que esperam há anos pelo dinheiro da indenização

Você sabia que é possível vender seu processo trabalhista e receber parte do valor em poucos dias, sem precisar esperar anos pela demora e burocracia da Justiça? O que muitos ainda desconhecem é que o crédito judicial de uma ação é um ativo financeiro, ou seja, pode ser negociado, assim como um imóvel ou um carro. Trata-se de uma alternativa para quem tem processos trabalhistas em andamento e precisa antecipar o recebimento desse valor – a chamada cessão de crédito judicial está prevista no artigo 286 do Código Civil. A seguir, listamos sete benefícios dessa opção prática, segura e legal:

1 – Tempo de espera reduzido

O acesso rápido ao dinheiro é uma grande vantagem da venda de um processo trabalhista, pois a tramitação de uma ação dura em média cinco anos e, mesmo após uma sentença favorável em segunda instância, estima-se que seja necessário esperar até três anos para receber o valor determinado em tribunal. Com a cessão de crédito, o valor negociado pode estar disponível na conta rapidamente.

“Apesar do deságio, o dinheiro chega à mão do trabalhador muito antes do que se ele esperasse que a empresa processada efetivamente realizasse o pagamento do valor determinado pelo juiz. A Anttecipe oferece uma operação ágil e em até 24 horas após a assinatura do contrato o dinheiro já fica disponível na conta do cliente. O pagamento é feito à vista”, explica Herbert Camilo, CEO da Anttecipe.com.

2 – Consulta rápida

Com o número do processo trabalhista e acesso à internet, qualquer pessoa pode saber, em poucos segundos, se sua ação judicial tem potencial de ser comprada por uma empresa de cessão de crédito. Essa agilidade é possível graças ao sistema LawMetrix que usa inteligência artificial e machine learning para realizar a avaliação de forma automática e instantânea.

Para utilizar, basta acessar o site da Anttecipe.com e colocar o número do processo no buscador. Depois de preencher os dados pessoais, o reclamante deverá clicar no botão “consultar gratuitamente” e aguardar alguns instantes para receber a resposta na tela. Isso garante retorno imediato ao reclamante, indicando se o processo pode ser comprado ou não, ou ainda, se é possível obter um empréstimo com a ação trabalhista como garantia, por exemplo. Quando o resultado é positivo para compra, o processo é então encaminhado para a mesa de negociação. Desta forma, o intervalo entre o contato inicial do cliente e o retorno com a proposta ficou muito menor.


3 – Segurança na venda

A venda de uma ação trabalhista é uma decisão que exige total confiança na empresa que irá conduzir o processo. Por isso, a segurança está diretamente ligada à escolha de um serviço especializado, prestado por uma empresa idônea, com experiência comprovada e atuação transparente. Optar por uma empresa com tempo de mercado e reputação consolidada garante que você esteja lidando com profissionais que conhecem os trâmites legais.

Além disso, processos de negociação claros e bem estruturados asseguram que todas as etapas — da avaliação da ação ao recebimento do valor — sejam conduzidas com total transparência, sem surpresas ou cláusulas ocultas.

4 – Viabilização de projetos pessoais

Para quem deseja realizar projetos pessoais, como abrir o próprio negócio e empreender, reformar a casa, investir em um imóvel ou, ainda, sair do endividamento, a venda do processo trabalhista é uma opção de liquidez rápida. Com liberdade para planejar o futuro, o trabalhador garante sua autonomia financeira no curto prazo – afinal, com dinheiro em mãos é possível fazer planejamentos com mais segurança.

5 – Fim dos riscos e burocracias

Ao vender a ação, o trabalhador transfere também os riscos do processo. Além da demora, muitos brasileiros enfrentam outros entraves que podem surgir após anos de disputa judicial, como a falência das empresas processadas, por exemplo, o que impediria o trabalhador de receber seu dinheiro. Ao vender sua ação trabalhista, ele recebe o valor da negociação e fica isento desse risco.

Por conta da lentidão da Justiça brasileira, ao longo do tempo de tramitação de um processo, a empresa processada pode ter problemas financeiros, como nos casos de marcas conhecidas como Polishop, Americanas, Subway e a rede de supermercados Dia. Com o contrato de cessão de crédito assinado, se eventualmente ocorrer algum desfecho não favorável ao processo que resulte em não pagamento ou outras situações de prejuízo, a pessoa não será afetada, pois o risco de insucesso do processo passa a ser da empresa que o comprou.

6 – Decisão independente

O advogado não precisa autorizar a venda do processo, pois a negociação é uma decisão do próprio trabalhador.E, de forma alguma, pode haver qualquer tipo de ameaça que impeça ou iniba o desejo de venda da ação trabalhista. Também é importante lembrar: é proibido que o próprio advogado adquira o crédito do cliente — prática vedada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por questões éticas. Tal conduta configura infração disciplinar, conforme o artigo 34, inciso XX, da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia).

7 – Venda parcial

Não é necessário vender todo o processo. O trabalhador pode optar por negociar apenas uma parte do crédito e continuar aguardando o restante ao final da ação. Isso garante flexibilidade e liberdade para planejar melhor as finanças.

“É uma opção de liquidez para o brasileiro que não quer ou não pode esperar. É gratificante receber os depoimentos de pessoas que receberam seu dinheiro de maneira antecipada e puderam quitar suas dívidas e realizar seus sonhos”, afirma Herbert Camilo.

Ambev abre mais de 200 vagas de Trainee e Estágio em busca de jovens talentos


Trainees selecionados participarão de um treinamento completo do negócio que inclui rotações entre unidades, projetos estratégicos e vivência internacional

São Paulo, agosto de 2025 – Chegou a hora de transformar seu sonho profissional em realidade: estão abertas as inscrições para os Programas de Trainee e Estágio Ambev 2026. A companhia busca pessoas que queiram oportunidades de liderança e tenham vontade de assumir desafios de alto impacto que envolvem marcas icônicas e a transformação digital do negócio. As inscrições vão de 18 de agosto a 8 de setembro, no site da Ambev.

“Nossos Programas de Trainee e Estágio são reconhecidas portas de entrada para formar as futuras lideranças da Ambev. Executivos como Fernando Mazzarolo, VP do Zé Delivery, e Paulo Zagman, VP de Logística, entraram como trainees. Os selecionados do Global Trainee terão uma experiência abrangente, que oferece versatilidade para atuar em diferentes áreas e adquirir uma visão 360º do negócio. Tudo isso pensando em candidatos que buscam por desafios de alto impacto, oportunidades de liderança e possibilidades de crescimento de carreira,” afirma João Vitor Marinho, Diretor de Atração e Desenvolvimento de Pessoas da Ambev.

Com duração de 10 meses, o Global Trainee oferece desafios para sair da zona de conforto e grandes oportunidades de gerar valor para o negócio, o que proporciona visibilidade, reconhecimento e crescimento profissional acima da média. O programa prepara talentos para atuar em qualquer área da companhia, por meio de um treinamento 360º, vivências práticas em diferentes unidades de todo o Brasil e uma experiência internacional junto a trainees de todo o mundo. A seleção é aberta a pessoas de todos os cursos, graduadas entre dezembro de 2023 e dezembro de 2025, com no máximo dois anos de experiência em tempo integral após conclusão da primeira graduação. Candidatos devem ter disponibilidade para mobilidade entre estados. Os selecionados terão salários de até R$ 9.000,00.

Já o Programa de Estágio oferece duas trilhas de aprendizado: Business, ideal para perfis interessados no mundo comercial; e Supply, para quem se vê trabalhando em cervejarias, refrigeranteiras, maltarias ou fábricas verticalizadas. Os estagiários selecionados terão a oportunidade de desenvolver um projeto relevante para o negócio e apresentá-lo para as lideranças da companhia. Além disso, a Liga de Estagiários promove protagonismo, desenvolvimento e networking com estagiários de todo o Brasil. Os candidatos devem ter previsão de conclusão da graduação entre dezembro de 2026 e dezembro de 2027 e disponibilidade para trabalho presencial.

“No ano passado, celebramos 25 anos de história e, agora, nos preparamos para construir os próximos 25. Buscamos os talentos que irão escrever as próximas páginas de uma jornada de muito sucesso, com um time de mais de 25 mil pessoas que impulsiona a economia brasileira, gerando quase 1 milhão de empregos diretos, indiretos e induzidos, e contribuindo para um legado de décadas à frente de uma das categorias mais vibrantes e conectadas à cultura do país,” explica Marinho.

Para realizar a inscrição ou obter mais informações sobre os programas, acesse o site.

FGV recebe 2º Seminário de Licenciamento Ambiental para o Setor de Energia 

Voltado à discussão de políticas ambientais aplicadas ao setor energético, encontro acontecerá no Centro Cultural da Fundação

No próximo dia 26 de agosto, o Rio de Janeiro sediará o 2º Seminário de Licenciamento Ambiental para o Setor de Energia, voltado à discussão de políticas ambientais aplicadas ao setor energético. O encontro acontecerá no Centro Cultural da Fundação Getulio Vargas (FGV), das 9h às 18h. O evento reunirá autoridades, agentes públicos e privados, além de especialistas em licenciamento ambiental, para debater temas emergentes e os desafios enfrentados pelo setor.
 

Nesta segunda edição, o seminário propõe o debate sobre a importância do licenciamento ambiental frente à expansão das atividades de exploração e produção de petróleo e gás na margem equatorial brasileira, ressaltando seu papel estratégico no desenvolvimento nacional. As novas fronteiras de geração de energia renovável, como os complexos eólicos offshore e as plataformas de produção de hidrogênio, também ganham espaço na programação, com atenção especial às exigências ambientais que essas tecnologias demandam.
 

Entre os temas de destaque estão a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, os impactos dos eventos climáticos extremos nas infraestruturas de transmissão e os desafios socioambientais enfrentados pela geração hidrelétrica no Brasil.
 

O seminário será dividido em quatro painéis temáticos, permitindo uma análise ampla e integrada das questões ambientais que envolvem o setor de energia. O evento conta com o patrocínio de empresas de destaque no mercado, como Eletrobras, Engie, Ambientare e Dossel, que reforçam seu compromisso com o debate e a construção de soluções sustentáveis para a transição energética.
 

A FGV Energia

A FGV Energia dispõe de um histórico consistente na produção de conhecimento ao setor de energia e clima, sendo parte de uma instituição eleita como o 3º think tank mais importante do mundo e o mais influente da América Latina, segundo o Global Go To Think Tank Index Report. Isso inclui a realização de seminários, participação em consultas públicas, diálogo com stakeholders, consultoria para entidades governamentais e privadas, e a promoção de cursos presenciais e online.
 

Serviço: Evento presencial com vagas limitadas

2º Seminário de Licenciamento Ambiental para o Setor de Energia

Data: 26 de agosto de 2025

Horário: 9h (8h30 – Início do credenciamento) às 18h

Local e Endereço: Centro Cultural da FGV – Acesso pelo Edifício Sede da FGV – Praia de

Botafogo, nº 186 – Botafogo, Rio de Janeiro – RJ

Link de Inscrição: Link

Mais informações no site: Link

PROGRAMAÇÃO

8h30 – 9h – CREDENCIAMENTO
 

9h –9h30

ABERTURA – Carlos Quintella

Claudia Barros – Diretora de Licenciamento Ambiental do Ibama (a confirmar)
Thiago Prado – Presidente, EPE (a confirmar)
 

9h30 – 10h45

PAINEL I: Os Desafios para o licenciamento ambiental para a geração

Especialistas em variáveis socioambientais debaterão os principais desafios do licenciamento ambiental para a geração, em especial as UHEs e as PCHs, e os caminhos para evitar a judicialização e a oneração dos estudos socioambientais.

Moderador: Daniela Garcia Giacobbo – Advogada DGG e professora de Direito Ambiental e Regulatório/Energia

Charles Lenzi – Presidente da ABRAGEL 
Felipe Lavorato – Presidente da AMBIENTARE
Flávia Teixeira – Gerente de Meio Ambiente e Transição Energética Engie
Jader Fernandes – Diretor de Licenciamento Ambiental e Condicionantes da Operação da Eletrobras

Debate – Perguntas da Plateia
 

INTERVALO – 10h45 – 11h
 

11h – 12h15

PAINEL II: O licenciamento ambiental para as eólicas offshore, o hidrogênio de baixo carbono e novas tecnologias

A importância do licenciamento ambiental para a indústria das eólicas offshore, hidrogênio verde e outras tecnologias emergentes, com grande impacto na expansão do SEB, mas que ainda dependem de definições regulatórias e operacionais.

Moderador: Felipe Gonçalves – Superintendente de Pesquisa, FGV Energia

Breno Pantoja – Chefe de Serviço de Estudos e Projetos Estratégicos do Inea
Edisiene Correia – Desenvolvedora de Novos Negócios Shizen Energy Group
Eduardo Wagner – Coordenador de Licenciamento Ambiental de Energia Termelétrica, Nuclear, Eólica e Outras Fontes Renováveis Ibama
Viviane Severiano – Diretora técnica da ERM

Debate – Perguntas da Plateia
 

14h – 15h15

PAINEL III: A variável climática no licenciamento ambiental e o sistema de transmissão

Os impactos dos eventos climáticos no setor elétrico, em especial no segmento de transmissão, na visão de especialistas, que debaterão a sustentabilidade e resiliência climática das redes.

Moderador: Daniela Garcia Giacobbo – Advogada DGG e professora de Direito Ambiental e Regulatório/Energia

Daniel Cavalcanti – Diretor Executivo DOSSEL Ambiental 
Debora Fiaschi – Gerente de Meio Ambiente e Fundiário – Isa Energia
Paula Coutinho de Andrade – Consultora da Sup. de Meio Ambiente da EPE
Vinicius Lameira – Promotor de Justiça do MPRJ e membro da Abrampa
Debate – Perguntas da Plateia
 

15h15 – 15h30 – INTERVALO
 

15h30 – 16h45

PAINEL IV: O licenciamento ambiental para a exploração e produção de P&G na Margem Equatorial

A importância do licenciamento ambiental, na produção e exploração de petróleo e gás, na visão dos agentes econômicos e públicos envolvidos no projeto da margem equatorial, que debaterão as modernas técnicas e a regulação pertinente, indispensáveis ao futuro do setor.

ModeradorFelipe Gonçalves – Superintendente de Pesquisa, FGV Energia

Flaubert Matos – Gerente Executivo da Petrobras (a confirmar)
Itagyba Alvarenga Neto – Coordenador Geral de Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Marinhos e Costeiros do IBAMA
José Alberto Bucheb – Geólogo e Advogado na TAGD Advogados 
Kayo Soares – CEO Arvut

Debate – Perguntas da Plateia
 

16h45 – 17h – Conclusões finais

Seguro agrícola paramétrico será tema de debate em seminário do Instituto de Economia Agrícola

Evento online faz parte do Ciclo de Estudos IEA

O Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, realizará na próxima quarta-feira, 27, às 14h, mais um seminário do seu Ciclo de Estudos em 2025. A palestra “Seguro agrícola paramétrico: inovação a serviço da ampliação da cobertura” será apresentada por Leonardo A. Paixão, cofundador e presidente da seguradora Sombrero Seguros S/A. O evento contará também com a contribuição de Gilson Martins, professor da Universidade Federal do Paraná, como debatedor.

O seguro agrícola paramétrico, baseado em parâmetros de dados públicos e independentes, surge como alternativa inovadora para ampliar a cobertura do seguro rural no Brasil. A palestra abordará seu funcionamento, potencial e vantagens frente aos modelos tradicionais.
 

O seminário é coordenado pela pesquisadora do IEA Terezinha Franca, que atua em políticas agrícolas relacionadas a crédito rural, opções de financiamento agrícola, sistemas de garantia de renda, desenvolvimento rural, agricultura familiar, agroecologia e sistemas agrossilvipastoris e ILPF.
 

Haverá certificado de participação, para aqueles que desejarem, a partir do preenchimento de formulário online no horário do evento.

Ciclo de Seminários Estudos IEA

Além de divulgar os estudos realizados pelos pesquisadores e técnicos do instituto, o Ciclo de Seminários Estudos IEA convida especialistas de outras instituições para abordar tópicos relativos à socioeconomia agrícola. Essa iniciativa visa facilitar a troca de conhecimentos, promover debates e disseminar informações, oferecendo uma plataforma de discussões para diversos públicos interessados.

Sobre o palestrante e o debatedor

Leonardo A. Paixão é cofundador e presidente da seguradora Sombrero Seguros S/A e conselheiro da SERPRO, e Doutor em Direito do Estado (USP).

Gilson Martins é professor da UFPR, Doutor e Especialista em Risco Rural.

Serviço

Ciclo de Seminários Estudos IEA

“Seguro agrícola paramétrico: inovação a serviço da ampliação da cobertura”

Anemia por deficiência de ferro: cuidado adequado é negligenciado no sistema de saúde público

Audiência pública debaterá, na próxima quarta-feira (27), os desafios relacionados às doenças no sangue
no Congresso Nacional


São Paulo, agosto de 2025 – Em 2023, o Ministério da Saúde atualizou dois Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDTs), guias de cuidado, e incorporou uma nova tecnologia no Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de pacientes adultos com anemia por deficiência de ferro,[1] doença que causa a redução da concentração de hemoglobina – proteína responsável por transportar o oxigênio pelo sangue. No entanto, o acesso ao tratamento ainda não é uma realidade para quem precisa.

De acordo com a portaria GM/MS Nº4.228, que dispõe sobre o processo administrativo de incorporação de tecnologias em saúde no SUS, a dispensação deveria acontecer em um prazo não superior a 180 dias, contados da data em que foi protocolado o requerimento, com prorrogação por 90 dias, caso as circunstâncias exigissem. Contudo, dois anos se passaram e o medicamento ainda não é fornecido.

“Em fevereiro deste ano, o órgão técnico do Ministério da Saúde, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), aprovou, depois de uma consulta pública, uma atualização dos PCDTs, no entanto, mesmo depois disso, o acesso via SUS ainda não é uma realidade. O prazo do processo já foi ultrapassado há muito tempo e os pacientes continuam sem acesso a três novas opções de tratamento da anemia por deficiência de ferro (uma por via oral e duas por via intravenosa)”, alerta Rodolfo Delfini Cançado, médico hematologista do Hospital Samaritano e membro do Comitê de Glóbulos Vermelhos e do Ferro da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

O hematologista e hemoterapeuta, Cesar de Almeida Neto, explica que existem diversos tipos de anemia, mas pontua que a anemia ferropriva, causada pela deficiência de ferro no organismo é a mais comum. “Trata-se de uma doença bastante prevalente, que acomete mais de 3 bilhões de pessoas no mundo. As mulheres em idade fértil (a partir da primeira menstruação até 45/50 anos) são uma população de risco. Outros grupos que precisam de um olhar atento, por exemplo, são os idosos e crianças”, ressalta o especialista.

Impacto da falta de cuidado adequado

De acordo com Neto, a falta de tratamento (reposição de ferro intravenoso) pode impactar, de maneira significativa, a vida do paciente. “O indivíduo, quando não é tratado adequadamente, pode ter a sua qualidade de vida bastante afetada. No caso de uma gestante, o bebê pode ter comprometimento na formação e nascer com deficiência de ferro. Já em um paciente cirúrgico, a falta de cuidado adequado pode levar para um maior tempo de internação, gerar mais infecções, maior chance de transfusão de sangue e problema renal. Sem contar o impacto social e na qualidade de vida dos pacientes crônicos – uma vez que a pessoa com a doença (e sem o tratamento) é menos produtiva e pode ter déficit cognitivo”, explica o médico que reforça “por isso, o acesso às novas tecnologias é essencial no enfretamento da anemia por deficiência de ferro”, complementa.

Devido à falta de acesso ao cuidado adequado, não é incomum médicos recorrerem à transfusão de sangue para o tratamento da anemia por deficiência de ferro. No entanto, o especialista reforça que a transfusão de sangue nestes casos é o último recurso – tendo em vista as diretrizes do programa de gerenciamento do sangue do paciente do Ministério da Saúde[2], da sigla, em inglês, Patient Blood Management (PBM) – que preconiza que a decisão de transfusão seja individualizada, considerando o equilíbrio entre riscos e benefícios, o curso clínico do paciente e a viabilidade de alternativas terapêuticas. “No caso da anemia por deficiência de ferro, precisamos evitar as transfusões porque além do sangue ser um recurso finito, já existe tecnologia eficaz para o tratamento da doença”, finaliza o hemoterapeuta.

Audiência pública

O cuidado adequado para doenças do sangue será tema da audiência pública da Comissão de Saúde (CSAÚDE) da Câmara dos Deputados, a ser realizada nesta quarta-feira, 27 de agosto, no Congresso Nacional. Na ocasião, especialistas e representantes de pacientes e do Governo discutirão, entre outros temas, a necessidade do acesso a tratamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A audiência foi solicitada deputada Flávia Morais (PDT/GO).

Sobre a anemia: é um quadro clínico caracterizado pela redução da quantidade de hemoglobina (proteína responsável por transportar o oxigênio dos pulmões para o restante do corpo) no sangue ou pela diminuição do número de glóbulos vermelhos (hemácias). De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a condição clínica é diagnosticada quando os níveis de hemoglobina estão abaixo de 13 g/dL em homens, 12 g/dL em mulheres e 11 g/dL em gestantes. As principais causas da anemia por deficiência de ferro i) são alimentação pobre em ferro – comum em dietas restritivas ou desequilibradas, ii) perdas sanguíneas, como menstruação intensa, sangramentos digestivos (úlcera, gastrite, verminoses), iii) gravidez e lactação – aumentam a necessidade de ferro, iv) crescimento na infância e adolescência – fases de alta demanda nutricional,v) má absorção intestinal – por enfermidades como doença celíaca ou uso crônico de certos medicamentos e vi) bloqueio no metabolismo do ferro, causado pela anemia da inflamação, em pacientes com neoplasias e/ou doenças inflamatórias crônicas. Os principais sintomas da doença são fadiga, fraqueza, falta de ar, tontura, mal-estar, unhas fracas, cabelos quebradiços, palidez (na pele e nas mucosas), fissuras na boca, pernas inquietas, picacismo (transtorno alimentar que leva pessoas a comerem objetos sem qualquer valor nutricional, como giz, sabonete, parede – comum em mulheres grávidas), disfunção cognitiva e taquicardia. O diagnóstico baseia-se em avaliação clínica e exames laboratoriais.

 Parceira olímpica internacional, Deloitte passa a apoiar Comitê Olímpico do Brasil na área de gestão do capital humano

  • No Brasil, organização apoia o COB por meio de sua frente de serviços consultivos em capital humano;
  • A nível global, a Deloitte também é parceira dos comitês internacionais olímpico e paralímpico, desde Paris 2024 e até Brisbane 2032;
  • Objetivo é gerar impactos que ultrapassem as entidades e apoiem a promoção do espírito olímpico e a transformação de indivíduos e comunidades a partir do esporte.

São Paulo, 22 de agosto de 2025 – Parceiraglobal doscomitês internacionais olímpico e paralímpico,a Deloitte, no Brasil, tornou-se também apoiadora do Comitê Olímpico do Brasil (COB), ao contribuir com serviços consultivos na área de gestão do capital humano. A Deloitte, organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado, considera as parcerias estratégicas para o cumprimento de seu propósito a nível global e local, ao participar ativamente da promoção do espírito olímpico e da transformação a partir do esporte.

“Ao apoiarmos a gestão da maior entidade representativa da prática olímpica no Brasil, acreditamos que, através da capacidade profissional de nossos talentos, ajudamos também a impactar diretamente o desenvolvimento de indivíduos e da sociedade por meio do esporte”, diz Ana Mocny, sócia de Capital Humano da Deloitte Brasil.

“A parceria com a Deloitte representa um avanço relevante na busca por uma gestão cada vez mais moderna, eficiente e alinhada às melhores práticas internacionais. Investir em capital humano e aprimorar nossos processos é essencial para fortalecer a governança do COB na busca por uma Nação Esportiva e um círculo virtuoso de gestão no esporte olímpico no país”, afirma Marco La Porta, Presidente do COB.

Parceria global

Como Worldwide Management Consulting Partner do Comitê Olímpico Internacional (COI) e do Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), a Deloitte destacou uma equipe global com ampla capacidade de gestão e consultoria de negócios para proporcionar um impacto significativo a ambos os comitês, a comitês olímpicos nacionais – como o caso do COB, no Brasil –, aos torcedores e aos atletas que tornam os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos possíveis. A parceria teve início nos Jogos de Paris 2024 e seguirá por todas as edições de verão e de inverno até Brisbane 2032.

A Deloitte também empregará sua experiência em serviços ambientais, sociais e de governança para auxiliar o Movimento Olímpico em desafios críticos identificados na Agenda Olímpica 2020+5 relacionados à governança corporativa, estratégia, sustentabilidade, diversidade, equidade e inclusão e apoio e bem-estar dos atletas. Veja mais detalhes neste link.

Sobre a Deloitte

A Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado, com cerca de 460 mil profissionais em todo o mundo, gerando impactos que realmente importam em mais de 150 países e territórios. Com base nos seus 180 anos de história, oferecemos serviços de auditoria, asseguração, consultoria, impostos e serviços relacionados para quase 90% das empresas da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras organizações. Nossas pessoas proporcionam resultados mensuráveis e duradouros para ajudar a reforçar a confiança pública nos mercados de capitais e permitir aos clientes transformar e prosperar, e lideram o caminho para uma economia mais forte, uma sociedade mais equitativa e um mundo sustentável. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios. Para mais informações, acesse o site.

A Deloitte refere-se a uma ou mais empresas da Deloitte Touche Tohmatsu Limited (“DTTL”), sua rede global de firmas-membro e suas entidades relacionadas (coletivamente, a “organização Deloitte”). A DTTL (também chamada de “Deloitte Global”) e cada uma de suas firmas-membro e entidades relacionadas são legalmente separadas e independentes, que não podem se obrigar ou se vincular mutuamente em relação a terceiros. A DTTL, cada firma-membro da DTTL e cada entidade relacionada são responsáveis apenas por seus próprios atos e omissões, e não entre si. A DTTL não fornece serviços para clientes. Por favor, consulte Deloitte para saber mais.

Sobre o COB

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) é uma organização não governamental, filiada ao Comitê Olímpico Internacional (COI), que trabalha na gestão técnica, administrativa e política do esporte nacional. A missão do COB é desenvolver e representar com excelência o esporte de alto rendimento do Brasil, trabalhando na melhoria de resultados esportivos do Time Brasil, elevando a maturidade de gestão do COB e Confederações filiadas e fortalecendo a imagem do esporte olímpico brasileiro. É dever do COB ainda proteger e promover os valores olímpicos em território nacional.

Ao longo de seus 111 anos de existência (fundado em 8 de junho de 1914), o COB já levou o Brasil à conquista de 170 medalhas em Jogos Olímpicos (40 de ouro, 49 de prata, 81 de bronze) e 38 medalhas em Jogos Olímpicos da Juventude (11 de ouro, 15 de prata e 12 de bronze).

AB Inbev, Airbnb, Alibaba, Allianz, Coca Cola, Deloitte, Omega, P&G, Samsung, TCL e Visa são Patrocinadores Olímpicos Mundiais (programa TOP do Comitê Olímpico Internacional). O COB tem o patrocínio das empresas: CAIXA, Loterias CAIXA, adidas, Vivo, Medley, Neoenergia, Grupo Águia, Mormaii e Max Recovery.

O COB possui também parceria com as Loterias Caixa, que, conforme previsto por lei, repassam 1,7% do valor apostado em todas as loterias federais do país para investimento no esporte olímpico brasileiro.