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Em São Paulo, Daniel Vilela destaca protagonismo de Goiás em inteligência artificial

Governador ressalta soluções que impulsionam o setor privado e modernizam os serviços públicos, tornando o atendimento ao cidadão mais ágil

O governador Daniel Vilela destacou o protagonismo de Goiás em inteligência artificial durante o AI Brasil Experience 2026, nesta quarta-feira (28/10), em São Paulo. Na ocasião, ressaltou as ações desenvolvidas pelo Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia) da Universidade Federal de Goiás (UFG), o programa IA Contra o Crime, a criação do Pequi Bank e o uso de ferramentas de inteligência artificial no serviço público e no campo.

O Governo de Goiás investiu cerca de R$ 91 milhões no Ceia-UFG, que reúne mais de mil pesquisadores e atende mais de 100 clientes. As soluções desenvolvidas pelo centro já contribuíram para atrair mais de R$ 500 milhões em investimentos privados. As tecnologias resultantes dos projetos são utilizadas por empresas como Google, iFood, Itaú, Natura, Vivo, WEG, Cemig e Volkswagen Caminhões.

Daniel Vilela explicou que os investimentos estaduais foram formalizados por meio de dois convênios: o primeiro, no valor de R$ 13 milhões, e o mais recente, de R$ 78 milhões. O governador também destacou o potencial de ampliação dos resultados alcançados pelo centro. “A gente tem uma expectativa, se seguir a proporção do primeiro convênio, de chegar em R$ 3 bilhões de atração em investimentos, mas somos comedidos. O fato é que estamos apostando e acreditando muito que esse distrito vai consolidar Goiás e a pesquisa de inteligência artificial”, afirmou.

O chefe do Executivo goiano apresentou ainda outras iniciativas de inteligência artificial que contribuem para a modernização dos serviços públicos estaduais. Entre as ações citadas estão o programa IA Contra o Crime, que já contribuiu para a solução de 3 mil crimes; a disponibilização de 20 mil licenças do Google Gemini para atividades governamentais; o uso de ferramentas de inteligência artificial no campo para ampliar a produtividade; e a criação do Pequi Bank, o primeiro banco digital público do Brasil.

“Temos a agenda da transformação digital uma das nossas prioridades para estes próximos quatro anos. Vamos fazer com que todos os serviços do governo estejam na palma da mão do goiano efetivamente. Estamos atuando fortemente para fazer com que o cidadão não perca seu tempo na burocracia e tenha sua vida facilitada”, garantiu Daniel Vilela.

Lançamento
Durante o evento, o Ceia-UFG lançou o Lumi, um novo modelo de linguagem de inteligência artificial (LLM, na sigla em inglês) desenvolvido em português e adaptado à realidade brasileira. A tecnologia foi criada para oferecer às empresas, gratuitamente, uma alternativa às soluções internacionais, permitindo o desenvolvimento de aplicações próprias de inteligência artificial com maior autonomia, flexibilidade e menor dependência de infraestrutura de terceiros.

A proposta do Lumi é ampliar a liberdade das empresas para desenvolver soluções próprias de inteligência artificial, com a possibilidade de utilizar infraestrutura local e reduzir a dependência de serviços internacionais cobrados em moeda estrangeira. “É uma ferramenta para cobrir aquela etapa em que o empreendedor ainda não consegue fluir. Muitas vezes ele tem o know-how, os dados, mas não consegue bancar em dólar as soluções”, explicou o diretor de Inovação do Ceia-UFG, Arlindo Galvão.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, José Frederico Lyra Netto, ressaltou a participação goiana no evento e a atuação do Ceia-UFG no desenvolvimento de soluções de inteligência artificial. “É um evento que tem como principal protagonista o Ceia, que já é o maior centro de aplicação de IA do Brasil e da América Latina. Goiás está na dianteira de IA no Brasil e é um prazer poder ter esse espaço para mostrar o Estado para o Brasil e o mundo”, comemorou.

A programação do AI Brasil Experience é voltada à aplicação da inteligência artificial em diferentes setores da economia, com destaque para a automação de processos, a inovação e as novas oportunidades de negócios. O evento prevê reunir mais de 12 mil participantes em cerca de 150 palestras, distribuídas em cinco arenas, além de workshops, experiências com robótica e demonstrações tecnológicas.

Foto: Divulgação

Legenda: Governador Daniel Vilela participa, em São Paulo, do AI Brasil Experience 2026, evento dedicado à inteligência artificial que reúne especialistas, pesquisadores e representantes do setor produtivo

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Finados terá reforço de segurança nos cemitérios do DF

Planejamento prevê policiamento, organização do trânsito e apoio aos visitantes na segunda-feira, 2 de novembro.

Os 6 cemitérios do Distrito Federal terão reforço nas ações de segurança e trânsito durante o Dia de Finados, celebrado na segunda-feira, 2 de novembro. O planejamento foi divulgado na quarta-feira, 28 de outubro.

A operação contempla os cemitérios da Asa Sul, Brazlândia, Gama, Planaltina, Sobradinho e Taguatinga. A organização busca atender ao aumento do movimento de visitantes.

Entre as medidas previstas estão policiamento, orientação do fluxo de veículos, auxílio na travessia de pedestres e atendimento emergencial.

A Secretaria de Segurança Pública recomenda que a população programe o deslocamento com antecedência e observe possíveis alterações no trânsito nas proximidades dos cemitérios.

Os visitantes também devem utilizar os estacionamentos permitidos e seguir as orientações dos agentes. O planejamento integrado tem como objetivo facilitar o acesso e reduzir os riscos durante as homenagens.

RenovaDF abre mil vagas para qualificação profissional

Inscrições para o terceiro ciclo de 2026 seguem até 2 de novembro; formação é voltada à manutenção na construção civil.

O RenovaDF está com inscrições abertas para mil vagas no terceiro ciclo de 2026. Os interessados em participar da seleção têm até segunda-feira, 2 de novembro, para se candidatar.

A formação oferecida é de auxiliar de manutenção na área da construção civil. O programa reúne qualificação profissional e atividades práticas relacionadas à recuperação de espaços públicos.

As inscrições começaram em 28 de outubro. A iniciativa busca ampliar as possibilidades de ingresso ou retorno ao mercado de trabalho por meio do desenvolvimento de habilidades profissionais.

Entre os diferenciais do programa está a previsão de apoio financeiro durante a qualificação. O recebimento depende do cumprimento das condições estabelecidas para os participantes.

Segundo o balanço divulgado pelo governo distrital, o RenovaDF já certificou mais de 31 mil pessoas e recuperou 3.150 espaços públicos. Os candidatos devem consultar o edital para conferir os critérios de participação e as etapas da seleção.

TSE afirma que eleições de 2026 ocorreram com normalidade

Presidente do tribunal defende respeito à escolha dos eleitores após questionamentos apresentados por Flávio Bolsonaro.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou na quarta-feira, 28 de outubro, que as eleições de 2026 transcorreram dentro da normalidade. A manifestação reforçou a posição da Justiça Eleitoral sobre a condução da votação.

A declaração foi divulgada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na disputa presidencial, apresentar uma carta com alegações de fraude no pleito.

Ao avaliar o processo, o presidente do TSE destacou o trabalho de servidores, mesários, forças de segurança e demais profissionais envolvidos na organização das eleições.

O ministro também defendeu o respeito à vontade da maioria dos eleitores e afirmou o compromisso da Justiça Eleitoral com os representantes escolhidos nas urnas.

A manifestação institucional se soma ao debate político posterior ao segundo turno. A posição apresentada pelo tribunal é de que o processo eleitoral respeitou as normas legais e constitucionais.

Motta quer votar mudança na eleição de deputados e vereadores

Da Redação

Presidente da Câmara defende sistema distrital misto, com transição em 2030 e implantação definitiva prevista para 2034.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que pretende colocar em votação ainda em 2026 uma proposta para mudar o sistema de eleição de deputados e vereadores. A intenção foi apresentada na quarta-feira, 28 de outubro, após reunião com lideranças partidárias.

O modelo discutido é o distrital misto, que combina representantes eleitos em regiões delimitadas com vagas distribuídas por listas partidárias. A proposta prevê uma etapa de transição em 2030 e a implantação definitiva em 2034.

Segundo Motta, as conversas avançaram entre partidos de centro. A próxima etapa será ampliar o diálogo com outras bancadas para construir apoio à mudança.

A discussão envolve as eleições proporcionais, responsáveis pela composição das câmaras municipais, assembleias legislativas e Câmara dos Deputados. As disputas para cargos majoritários não estão incluídas nessa iniciativa.

O presidente da Câmara também pretende conversar com o Senado. A mudança ainda depende da elaboração do texto, de negociação entre os partidos e de aprovação pelo Congresso Nacional.

Fraga aponta segurança como pilar para saúde e educação

Em publicação nas redes sociais, deputado relaciona proteção da população ao funcionamento de serviços essenciais

O deputado federal Alberto Fraga (PL-DF) defendeu a segurança pública como um dos pilares de sustentação da sociedade, ao lado da saúde e da educação. Em publicação no Instagram, o parlamentar apresentou a proteção da população como uma condição importante para que as outras áreas cumpram seu papel. instagram.com

“De que adianta saúde e educação se não há segurança?”, questionou Fraga no texto da postagem. A declaração expressa a avaliação do deputado sobre a relação entre os 3 setores e o peso que atribui ao enfrentamento da violência na organização da vida em sociedade. instagram.com

A abordagem está ligada à trajetória profissional e parlamentar de Fraga. Coronel da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal, ele apresenta a segurança pública entre suas principais áreas de atuação e se identifica no perfil como especialista no tema. instagram.com

Na Câmara dos Deputados, o parlamentar integra a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e a comissão especial responsável pela PEC 18/2025, sobre competências federativas na segurança pública. A participação nesses colegiados situa sua atuação nos debates sobre legislação, responsabilidades dos governos e enfrentamento à criminalidade.

A eleição presidencial acabou: por que a estratégia de marketing político de Lula funcionou em 2026?

Por Edso Panes de Oliveira Filho — para o Blogue da Alcateia Marketing Político.
Análise do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.

A vitória de Lula em 2026 passou por uma mudança de campanha. Depois de terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, o presidente reorganizou sua equipe, intensificou a comunicação digital e transformou apoiadores em participantes da disputa. Nossa avaliação é que essa combinação, associada à defesa da proteção social e a propostas ligadas à vida cotidiana, ajuda a explicar a virada.

A dimensão do movimento aparece nos números. Lula saiu de 45,16% dos votos válidos no primeiro turno para aproximadamente 51,8% no segundo. Entre as duas votações, acrescentou cerca de 10,3 milhões de votos à sua candidatura; Flávio ampliou sua votação em aproximadamente 3,7 milhões. Esse crescimento revela uma capacidade maior de expansão eleitoral, embora os resultados agregados não permitam identificar, sozinhos, de onde veio cada voto. CNN Brasil — crescimento das candidaturas entre os turnos.

Para entender o papel do marketing político nessa vitória, precisamos observar como cada equipe articulou posicionamento, mensagem, distribuição e mobilização. Também precisamos reconhecer que comunicação, avaliação do governo, propostas, alianças e condições de comparecimento às urnas atuam conjuntamente. Nenhum episódio isolado explica toda a eleição.

Flávio começou o segundo turno com uma estratégia competitiva. Sua equipe identificou no endividamento das famílias e nos juros altos uma maneira de transformar insatisfação econômica em voto de oposição. Em 7 de outubro, o marqueteiro Duda Lima anunciou a continuidade desse eixo na propaganda. O coordenador Rogério Marinho também estabeleceu uma concentração territorial da campanha, com prioridade a regiões consideradas promissoras para ampliar votos; Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul foram citados entre os alvos. Metrópoles — prioridades da campanha de Flávio.

Havia coerência nessa escolha: o candidato da oposição procurava responsabilizar o presidente pelas dificuldades financeiras percebidas pela população e apresentar a alternância como solução. A mensagem conectava uma experiência concreta — a dificuldade de pagar as contas — a uma decisão eleitoral.

Flávio também trabalhou para ampliar sua base política. Recebeu apoios de Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Augusto Cury, além de Republicanos, Novo, União Brasil e PP. Tarcísio de Freitas participou ativamente da campanha. Na comunicação, a mobilização incluiu influenciadores e artistas sertanejos. Portanto, seria incorreto descrever sua estratégia como uma operação limitada aos eleitores já convencidos: houve uma tentativa organizada de expansão, com novos aliados e diferentes intermediários entre candidato e público. O Tempo — alianças e mobilização no segundo turno.

Lula enfrentava um problema diferente. Sua campanha precisava reagir ao resultado do primeiro turno e dar aos apoiadores uma forma mais ativa de participação. A resposta envolveu mudanças na organização: Camilo Santana assumiu a coordenação política, Rafael Fonteles passou a coordenar a comunicação e Rui Costa ficou responsável pela agenda. Jovens parlamentares com presença digital foram incorporados. A mudança também apareceu na linguagem: vídeos mais diretos, convocações para conversar com eleitores e ligação entre publicações nas redes e atos nas ruas. Agência Pública — reorganização da campanha após o primeiro turno.

Do ponto de vista técnico, essa foi uma correção relevante. Uma campanha pode ter um candidato conhecido, realizações para apresentar e apoiadores numerosos, mas ainda assim oferecer poucas oportunidades de participação. Ao pedir ações concretas, a comunicação passou a atribuir uma função ao eleitor dentro da disputa.

O canal “Exército do Lula”, comandado por André Janones no WhatsApp, foi a expressão mais visível dessa operação. Já existente antes do primeiro turno, ganhou outra escala e função na etapa final. Os participantes recebiam orientações para compartilhar conteúdos, participar de transmissões, engajar em publicações e comparecer a mobilizações. Na reta final, o canal reunia aproximadamente 10,8 milhões de seguidores. UOL — mobilização digital e virada de Lula.

O valor estratégico estava na coordenação. A equipe e seus aliados conseguiam direcionar a atenção de um contingente expressivo de pessoas para determinada mensagem ou acontecimento. Isso aproximava a comunicação centralizada da campanha da circulação cotidiana de conteúdos entre conhecidos. Pesquisadoras ouvidas pela Agência Pública destacaram justamente a importância desse compartilhamento entre pessoas e do sentimento de protagonismo gerado pelas atividades propostas. Agência Pública — análise de especialistas sobre a mobilização.

Os indicadores digitais registraram uma reação expressiva. Segundo levantamento da HypeAuditor, divulgado pela Exame, Lula acumulou 136,5 milhões de interações no Instagram entre 5 e 18 de outubro, contra 39,4 milhões de Flávio. O adversário, entretanto, preservava maior média de curtidas por publicação: 783 mil, diante de 704 mil de Lula, além de mais publicações de influenciadores mencionando seu nome. Esses números mostram uma disputa com vantagens diferentes conforme o indicador. Interações tampouco equivalem a pessoas únicas ou votos. Exame — comparação do desempenho digital das candidaturas.

A distribuição, porém, precisava de uma mensagem capaz de sustentar o esforço. Nesse ponto, as duas candidaturas apresentavam ofertas reconhecíveis pelo eleitorado. Em pesquisa realizada em 13 e 14 de outubro, o Datafolha identificou mudança e alternância como razões citadas por 41% dos eleitores de Flávio; rejeição ao adversário, ao PT ou à esquerda apareceu em 31%. Entre os eleitores de Lula, proteção social foi mencionada por 48%, seguida de desempenho e legado, com 22%. As respostas admitiam diferentes motivações, sem formar parcelas exclusivas. Datafolha — razões declaradas para escolher cada candidato.

A campanha de Lula encontrou uma oportunidade ao ligar essa identidade social a uma perspectiva de melhoria. A defesa dos benefícios existentes foi acompanhada por temas como descanso, transporte e condições para pequenos negócios. Assim, a continuidade podia ser apresentada também como possibilidade de avanço.

A pauta do trabalho foi especialmente importante nessa construção. Em 16 de outubro, o Congresso promulgou a emenda que encerra a escala 6×1 e reduz progressivamente a jornada máxima para 40 horas semanais, sem redução salarial. Lula participou da cerimônia e associou o descanso à saúde e à convivência familiar. A precisão importa: a emenda foi promulgada pelo Congresso, e seus efeitos seguem um período de transição; a nova jornada ainda não estava sendo usufruída pelo eleitor no momento da votação. Agência Câmara — promulgação e regras de transição.

Em 21 de outubro, o governo acrescentou à agenda a sanção de medidas para microempreendedores individuais e o envio de uma proposta de emenda constitucional para financiar a gratuidade no transporte coletivo. A tarifa zero permanecia uma proposta, e o perdão de dívidas dos MEIs teria efeitos a partir de 2027. Eram iniciativas governamentais com repercussão eleitoral, que precisam ser distinguidas das peças e ações da campanha. Ministério do Empreendedorismo — medidas para MEIs e proposta sobre transporte.

Nossa leitura é que essa agenda ofereceu conteúdo concreto à mobilização. O apoiador tinha argumentos sobre tempo, renda e acesso a serviços para levar às suas conversas. O posicionamento de Lula ganhava, assim, uma conexão entre biografia, proteção social e futuro.

Flávio enfrentou dificuldades para compatibilizar sua promessa de mudança com garantias de continuidade dos benefícios. A CNN relatou que, após declarações de Daniella Marques sobre mudanças no Bolsa Família, a campanha orientou que apenas o candidato tratasse do assunto. A mesma reportagem registrou uma revisão na preparação para o debate da Globo: Duda Lima e Fábio Portela assumiram o treinamento, enquanto aliados defendiam uma postura mais contida após a agressividade demonstrada na Band. CNN Brasil — ajustes de mensagem e preparação para o debate.

Esses episódios expõem dois desafios de marketing político: manter alinhamento entre porta-vozes e conciliar conteúdos que mobilizam a base com comportamentos que transmitam segurança a eleitores menos alinhados. Uma provocação pode render compartilhamentos e, simultaneamente, dificultar a construção de confiança.

No debate final, Lula pressionou Flávio sobre cortes de gastos e proteção social. O candidato do PL reafirmou compromissos com benefícios, reajustes e empresas públicas. Nossa interpretação é que Lula conseguiu, em diferentes momentos, colocar o adversário na posição de explicar quais mudanças faria e quais políticas preservaria. Isso não significa que Flávio pretendesse acabar com os programas: significa que a segurança desses programas se tornou um terreno central da disputa. Poder360 — convergências e compromissos apresentados no debate.

A referência de Flávio aos “nove dedos” também ofereceu uma oportunidade de reposicionamento. Lula respondeu lembrando o acidente sofrido quando trabalhava como torneiro mecânico, e o adversário pediu desculpas. O episódio permitiu ao presidente associar sua história pessoal à experiência dos trabalhadores. Seria precipitado tratá-lo como o momento que decidiu a eleição, mas ele exemplifica como uma provocação pode fortalecer um atributo do oponente. Agência Brasil — relato do último debate.

A comparação técnica das campanhas pode ser organizada desta forma:

DimensãoLulaFlávio Bolsonaro
PosicionamentoProteção social, experiência e ampliação de direitosMudança, oposição ao governo e alívio econômico
MobilizaçãoAtividades coordenadas para apoiadores, conectadas às ruasRede de aliados, influenciadores e lideranças regionais
Mensagem econômicaPreservação de benefícios e melhoria da vida cotidianaDívidas, juros e crítica ao custo de vida
AdaptaçãoReorganização de equipe, linguagem e participaçãoAmpliação de alianças e ajustes de postura
VulnerabilidadeDependência de lideranças digitais e excessos nos ataquesTensões entre agressividade, moderação e garantias sociais

Uma avaliação profissional também exige examinar os limites da comunicação vencedora. Em 14 de outubro, o TSE determinou a retirada de um vídeo de Janones no Instagram que apresentava uma redução das aposentadorias por Flávio como consequência certa, sem fundamento suficiente, segundo a decisão. Esse caso deve ser separado da investigação sobre o canal no WhatsApp: a área técnica informou não ter localizado, nas publicações examinadas entre 2 e 11 de outubro, as afirmações apontadas naquele processo. A vitória eleitoral não elimina a necessidade de precisão nas mensagens. SBT News — decisão sobre o vídeo; Agência Brasil — análise técnica sobre o canal.

Na avaliação da Alcateia, a estratégia de Lula funcionou porque integrou melhor identidade política, mensagem e participação. A reorganização após o primeiro turno tornou a campanha mais responsiva. A defesa da proteção social ofereceu uma referência reconhecível. As pautas do trabalho e da vida cotidiana deram material à conversa. A operação digital criou oportunidades para que apoiadores participassem da distribuição e da mobilização.

Flávio construiu uma campanha forte, identificou dificuldades econômicas relevantes e ampliou alianças. Seu desafio foi apresentar a mudança como uma alternativa suficientemente segura, enquanto administrava diferentes discursos sobre benefícios e uma postura que oscilava entre confronto e moderação.

Lula conseguiu transformar a reação ao primeiro turno em uma campanha com mais participação e argumentos mais próximos da experiência cotidiana. Consideramos essa articulação uma contribuição importante para a vitória. A conclusão mais sólida, no dia seguinte à eleição, é que sua comunicação ajudou a organizar e ampliar uma força eleitoral — ainda sem ser possível calcular quantos votos cada ação produziu.

Mais de 700 moradias estão aptas para contratação no Minha Casa, Minha Vida Rural

Iniciativa permite a construção ou melhoria de moradias para agricultores familiares, trabalhadores rurais, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais. Foto: Divulgação / Ministério das Cidades

Propostas serão distribuídas entre os estados do Maranhão, Piauí e Rio Grande do Sul. Modalidade do programa habitacional do Governo Federal é voltada às famílias que vivem em áreas rurais

O Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, divulgou uma lista de 716 novas moradias aptas para contratação no âmbito do Minha Casa, Minha Vida Rural. Foram contempladas 16 propostas distribuídas em três estados brasileiros. Do total, 620 moradias serão construídas no Maranhão, 50 no Piauí e 46 no Rio Grande do Sul. A medida foi oficializada pela Portaria MCID nº 1.449 e publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira, 26 de outubro.
 

No Maranhão, serão atendidos os municípios de Aldeias Altas, Caxias, Colinas, Dom Pedro, Matões, Mirador, Olho D’Água Das Cunhas, Olinda Nova Do Maranhão, Penalva e São João Do Soter. No Piauí, o Coivaras foi a cidade contemplada e, no Rio Grande do Sul, Formigueiro.
 

ÁREAS RURAIS — O Minha Casa, Minha Vida Rural é a modalidade do programa habitacional do Governo Federal voltada às famílias que vivem em áreas rurais. A iniciativa permite a construção ou melhoria de moradias e atende, entre outros públicos, agricultores familiares, trabalhadores rurais, comunidades quilombolas e outras comunidades tradicionais.
 

As propostas são apresentadas por entidades públicas ou organizações privadas sem fins lucrativos, e a Caixa Econômica Federal é responsável pela análise e operacionalização das contratações.

3 MILHÕES — O Minha Casa, Minha Vida já ultrapassou 2,7 milhões de moradias contratadas em todo o Brasil. A meta é chegar a 3 milhões de casas até o fim de 2026.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Governo Federal libera R$ 13,6 milhões para ações da Defesa Civil

A maior parte da verba será destinada ao Amazonas, que receberá R$ 8,3 milhões para atender 18 municípios. Foto: Antonio Pereira/Semcom

Recursos serão aplicados na recuperação de cidades afetadas por desastres

O Governo Federal autorizou o repasse de R$ 13,6 milhões para ações de resposta e recuperação em 25 cidades afetadas por desastres. A liberação dos recursos foi oficializada em portarias publicadas no Diário Oficial da União (DOU), nesta segunda-feira (26).
 

A maior parte da verba será destinada ao Amazonas, que receberá R$ 8,3 milhões para atender 18 municípios, incluindo Manaus, Coari, Lábrea e Presidente Figueiredo. O Rio Grande do Sul será contemplado com R$ 3,8 milhões para 4 cidades, com destaque para Eldorado do Sul e Santiago. Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo e Minas Gerais também receberão recursos.
 

Confira a lista completa de municípios.
 

COMO SOLICITAR RECURSOS – Cidades com o reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar ao MIDR recursos para ações de defesa civil. A solicitação pelos municípios em situação de emergência deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
 

Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com o valor a ser liberado.
 

CAPACITAÇÕES DA DEFESA CIVIL NACIONAL – A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos a distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo. Confira neste link a lista completa dos cursos.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

FGV sobe três posições em ranking das melhores instituições de ensino do mundo em empregabilidade

 Entre as privadas, a Fundação é a mais bem posicionada

 A Fundação Getulio Vargas é uma das nove instituições brasileiras de ensino listadas entre as 300 melhores do mundo em empregabilidade,segundo relatório do Global Employability University Ranking and Survey (GEURS 2027), produzido pela consultoria francesa Emerging. Entre as instituições brasileiras privadas listadas, é a que teve melhor pontuação. A instituição passa a ocupar a 212ª posição, subindo três posições em relação ao ano anterior.

De acordo com o relatório da consultoria, o Brasil triplicou sua representação. As outras instituições brasileiras ranqueadas foram: USP (89ª), Universidade de Campinas (239ª), Universidade Estadual Paulista (245ª), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (266ª), PUC SP (273ª), PUC RJ (288ª), Universidade Federal de Minas (293ª) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (299ª).A 16ª edição do GEURS aumentou de 250 para 300 o número de instituições avaliadas. A América Latina conta com 21 instituições no Global Employability University Ranking and Survey. De acordo com a entidade, nove das 32 instituições que estreiam no ranking, mais de um quarto do total, são da América Latina. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) é a estreante mais bem posicionada da região, ocupando a 245a posição. A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) retorna ao ranking na 288a posição.

O GEURS combina uma pesquisa mundial com empregadores e um ranking de universidades e instituições de ensino superior com base na empregabilidade de seus graduados. A América Latina é a segunda maior região da pesquisa: participaram 3.321 empregadores verificados de oito países, mais de um em cada cinco dos 15.665 respondentes em todo o mundo.

Os empregadores da região atribuem grande importância à mobilidade social como contribuição das universidades e demonstram ambição em relação à inteligência artificial, mas enfrentam obstáculos organizacionais. Como os demais de todo o mundo, os empregadores latino-americanos valorizam, acima de tudo, a capacidade das universidades de preparar seus graduados para o mercado de trabalho. O que os diferencia é a mobilidade social: 42,1% a consideram um indicador do impacto social de uma universidade, frente a 32,3% no restante do mundo.

A mobilidade social ocupa o segundo lugar entre dez respostas na América Latina, enquanto no restante do mundo aparece em sétimo lugar. Seus vínculos com as universidades também são mais estreitos: 22,8% relatam uma cooperação profunda e estruturada, frente a 17,1% no restante do mundo. Na hora de contratar, os estágios e outras experiências profissionais são os fatores mais importantes (66,6%), assim como no restante do mundo. Os empregadores da região atribuem maior importância do que os de outras regiões à experiência no setor e ao trabalho em equipe, e menor importância aos conhecimentos especializados aprofundados e às habilidades de comunicação.

Os empregadores latino-americanos confiam mais no valor da inteligência artificial (IA) do que os empregadores de outras regiões. Apenas 6,8% não a utilizam, frente a 11,1% no restante do mundo, e uma proporção menor questiona seu retorno sobre o investimento. O que mais procuram nos graduados é a capacidade de colocá-la em prática: a implementação e a integração da IA lideram as competências demandadas (34,1%, frente a 29,7% no restante do mundo).