Entre as privadas, a Fundação é a mais bem posicionada
A Fundação Getulio Vargas é uma das nove instituições brasileiras de ensino listadas entre as 300 melhores do mundo em empregabilidade,segundo relatório do Global Employability University Ranking and Survey (GEURS 2027), produzido pela consultoria francesa Emerging. Entre as instituições brasileiras privadas listadas, é a que teve melhor pontuação. A instituição passa a ocupar a 212ª posição, subindo três posições em relação ao ano anterior.
De acordo com o relatório da consultoria, o Brasil triplicou sua representação. As outras instituições brasileiras ranqueadas foram: USP (89ª), Universidade de Campinas (239ª), Universidade Estadual Paulista (245ª), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (266ª), PUC SP (273ª), PUC RJ (288ª), Universidade Federal de Minas (293ª) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (299ª).A 16ª edição do GEURS aumentou de 250 para 300 o número de instituições avaliadas. A América Latina conta com 21 instituições no Global Employability University Ranking and Survey. De acordo com a entidade, nove das 32 instituições que estreiam no ranking, mais de um quarto do total, são da América Latina. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) é a estreante mais bem posicionada da região, ocupando a 245a posição. A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) retorna ao ranking na 288a posição.
O GEURS combina uma pesquisa mundial com empregadores e um ranking de universidades e instituições de ensino superior com base na empregabilidade de seus graduados. A América Latina é a segunda maior região da pesquisa: participaram 3.321 empregadores verificados de oito países, mais de um em cada cinco dos 15.665 respondentes em todo o mundo.
Os empregadores da região atribuem grande importância à mobilidade social como contribuição das universidades e demonstram ambição em relação à inteligência artificial, mas enfrentam obstáculos organizacionais. Como os demais de todo o mundo, os empregadores latino-americanos valorizam, acima de tudo, a capacidade das universidades de preparar seus graduados para o mercado de trabalho. O que os diferencia é a mobilidade social: 42,1% a consideram um indicador do impacto social de uma universidade, frente a 32,3% no restante do mundo.
A mobilidade social ocupa o segundo lugar entre dez respostas na América Latina, enquanto no restante do mundo aparece em sétimo lugar. Seus vínculos com as universidades também são mais estreitos: 22,8% relatam uma cooperação profunda e estruturada, frente a 17,1% no restante do mundo. Na hora de contratar, os estágios e outras experiências profissionais são os fatores mais importantes (66,6%), assim como no restante do mundo. Os empregadores da região atribuem maior importância do que os de outras regiões à experiência no setor e ao trabalho em equipe, e menor importância aos conhecimentos especializados aprofundados e às habilidades de comunicação.
Os empregadores latino-americanos confiam mais no valor da inteligência artificial (IA) do que os empregadores de outras regiões. Apenas 6,8% não a utilizam, frente a 11,1% no restante do mundo, e uma proporção menor questiona seu retorno sobre o investimento. O que mais procuram nos graduados é a capacidade de colocá-la em prática: a implementação e a integração da IA lideram as competências demandadas (34,1%, frente a 29,7% no restante do mundo).


