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Vinicius Jr. marca, Real Madrid sofre, mas empata com Leipzig e avança às quartas da Champions League

Real Madrid está nas quartas de final da Champions League! Nesta quarta-feira (6), o time merengue empatou em 1 a 1 com o RB Leipzig, no Santiago Bernabéu, no dia em que completa 122 anos.

Vinicius Jr. balançou as redes para a equipe comandada por Ancelotti, que avançou no mata-mata com 2 a 1 no agregado. Orbán descontou para os alemães.

O próximo adversário do Real será definido por sorteio no dia 15 de março.

As quartas da Champions serão disputadas entre 9 e 17 de abril.

A decisão será no dia 1º de junho, no estádio de Wembley, em Londres.

O jogo

Depois de vencer por 1 a 0 na Alemanha com um golaço de Brahim Díaz, o time espanhol entrou em campo nesta quarta com a vantagem do empate.

No 1º tempo, o Real entrou em campo com o regulamento nas mãos e pouco criou. O Leipzig, por sua vez, teve mais posse de bola e desperdiçou boas chances de marcar, principalmente com Openda. Na reta final, os alemães pressionaram e só não balançaram as redes, porque Lunin catou um chute de Xavi Simons.

Para o 2º tempo, Ancelotti tirou Camavinga para a entrada de Rodrygo. A substituição fez efeito nos primeiros minutos e mudou o clima no Bernabéu.

Com o apoio da torcida, o Real foi entrando no jogo. Kroos poderia ter marcado aos 14, mas parou em uma grande defesa de Gulácsi. Na sequência, Rodrygo também botou o goleiro do Leipzig para trabalhar.

Até que aos 19, Vinicius Jr. recebeu um passe açucarado de Bellingham e finalizou no contrapé de Gulácsi para fazer 1 a 0.

Só que a alegria dos espanhóis durou pouco. O Leipzig não sentiu o golpe, foi para cima e deixou tudo igual com Orbán três minutos depois.

O gol colocou fogo na partida, e o time alemão seguiu pressionando para ao menos levar o duelo para a prorrogação.

Nos acréscimos, o Leipzig foi para o tudo ou nada, mas Dani Olmo carimbou a trave.

Imigração como força estratégica: por que os EUA seguem crescendo com quem chega de fora

A questão imigratória costuma ser tratada nos Estados Unidos como crise permanente, mas há um ponto que atravessa governos, gerações e ciclos econômicos: a imigração é uma das maiores forças estruturais do país. Em meio ao debate sobre fronteiras, segurança e regras, a realidade mostra que quem chega aos EUA também sustenta setores essenciais, movimenta a economia e reforça a capacidade americana de inovar e competir no cenário global.

Na prática, a imigração funciona como motor de trabalho e produtividade. Do campo às grandes cidades, a presença de imigrantes é decisiva para áreas como agricultura, construção civil, transporte, limpeza urbana, serviços e alimentação. Em momentos de escassez de mão de obra, são essas comunidades que ajudam a manter a máquina econômica girando, reduzindo gargalos e garantindo que cadeias de produção e consumo não parem.

Além disso, o país se fortalece quando transforma diversidade em inovação. Universidades, centros de pesquisa e empresas de tecnologia seguem atraindo talentos do mundo inteiro, muitos deles responsáveis por patentes, startups e avanços científicos que colocam os EUA na dianteira. O argumento é simples: quando o país abre caminhos legais e inteligentes para receber quem quer trabalhar e crescer, ele amplia seu próprio poder econômico e sua liderança internacional.

No campo institucional, a imigração também reforça a imagem histórica dos EUA como uma nação construída por oportunidades. Essa narrativa, que é política e simbólica, continua sendo um ativo estratégico: o país se apresenta como destino de liberdade, mérito e prosperidade, mantendo influência cultural e diplomática. “A América é mais forte quando somos fiéis ao que sempre fomos: um país que cresce com trabalho, coragem e esperança”, disse o presidente Joe Biden ao defender um sistema migratório que una controle e responsabilidade com oportunidades.

O desafio, no entanto, é transformar esse potencial em ordem e segurança. A fronteira precisa de fiscalização eficiente, combate a redes criminosas e regras claras para entrada e permanência. Mas a solução mais eficaz passa por ampliar vias legais, acelerar processos e evitar que o sistema empurre pessoas para a informalidade — cenário que favorece o caos, a exploração e o crime organizado.

No fim, a imigração não é apenas um problema a ser contido: é uma força a ser organizada. Quando os Estados Unidos investem em controle com inteligência e em legalidade com eficiência, eles protegem o território e, ao mesmo tempo, garantem o que sempre foi sua maior vantagem competitiva: a capacidade de atrair gente disposta a construir futuro. Em um mundo de disputa econômica e tecnológica, essa é uma vantagem que poucos países conseguem sustentar — e que os EUA ainda têm em mãos.

China intensifica ofensiva anticorrupção e mexe no tabuleiro do poder em Pequim

Foto: via REUTERS - Sergei Bobylyov / RFI

Da Redação

Movimento interno no Partido Comunista amplia tensão institucional e projeta impactos sobre defesa e diplomacia.

A política chinesa amanheceu sob forte atenção internacional diante do avanço de investigações internas e ações de controle disciplinar que atingem figuras estratégicas do Estado. O movimento, associado à ofensiva anticorrupção, reforça a lógica de centralização e vigilância interna que marca o governo de Xi Jinping e que, agora, volta a ganhar destaque no noticiário global.

O tema repercute não apenas pela dimensão doméstica, mas pelo alcance geopolítico: mudanças no alto escalão e no ambiente de comando podem interferir diretamente na postura da China em temas sensíveis, como defesa, comércio internacional, tecnologia e disputas estratégicas no Indo-Pacífico. Para analistas, o momento indica uma reorganização de forças dentro do sistema político chinês.

A leitura internacional também aponta que a campanha anticorrupção tem dupla função: combate a práticas ilegais e reforço de disciplina política. Na prática, isso pode significar uma reconfiguração de lealdades, com impactos sobre a estabilidade interna e a imagem externa do país em um cenário de crescente disputa por influência global.

O ambiente econômico, por sua vez, sente reflexos indiretos. O mercado acompanha com cautela sinais de instabilidade política e possíveis alterações em políticas públicas, especialmente em setores estratégicos. A resposta institucional do governo chinês tende a ser firme e centralizada, com controle rigoroso de comunicação e narrativa.

No plano diplomático, o episódio ocorre em um momento de alta sensibilidade, em que a China busca ampliar alianças e, ao mesmo tempo, enfrenta pressões e desconfianças em diferentes regiões. A condução do caso pode influenciar a forma como Pequim projeta poder e administra riscos.

“De acordo com a linha adotada pelo presidente Xi Jinping, o combate à corrupção é apresentado como uma medida essencial para proteger o Estado e fortalecer a governança”, conforme discursos e diretrizes já reiteradas pelo governo em ocasiões anteriores.

Caminhada de Nikolas Ferreira até Brasília vira eixo do debate nacional e pressiona o governo federal nas redes

Da Redação

Mobilização liderada por deputado do PL amplia alcance digital, mobiliza apoiadores e acende reação política em Brasília.

A caminhada liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL) até Brasília entrou no centro do debate político nacional e dominou conversas em redes sociais, grupos de mensagens e portais regionais. O movimento, impulsionado por uma narrativa de mobilização popular e oposição ao governo federal, transformou a chegada à capital em um ato de forte repercussão simbólica e estratégica.

Ao longo do trajeto, a caminhada ganhou musculatura ao incorporar apoiadores de diferentes cidades e lideranças locais, além de atrair cobertura constante de páginas políticas e influenciadores. A presença de bandeiras, discursos e chamadas por “mudança de rumo” consolidou o ato como uma vitrine de engajamento para a direita, especialmente em um ano que já começa a aquecer o ambiente pré-eleitoral.

Em Brasília, o movimento foi interpretado por aliados como demonstração de força e capacidade de mobilização fora das estruturas tradicionais de campanha. Já críticos apontaram que a mobilização busca tensionar o ambiente institucional e ampliar a pressão pública sobre o governo, transformando a capital em palco permanente de disputa política.

Nos bastidores, o episódio também gerou discussões sobre segurança, organização e impactos na rotina urbana, além de alimentar o debate sobre o papel de parlamentares na condução de atos de rua. O ato reforçou, ainda, a tendência de “política em tempo real”, na qual o alcance digital vira ativo de influência e de agenda.

“Segundo Nikolas Ferreira, a caminhada representa um recado direto de parte da população à classe política e ao governo federal, em defesa de pautas que seus apoiadores consideram urgentes”, registrou o parlamentar em manifestações públicas e postagens sobre o movimento.

Nikolas Ferreira chega a Brasília após caminhada de Minas e transforma ato em recado político no coração do poder

Deputado do PL conclui trajeto iniciado em Paracatu (MG), reúne apoiadores na Praça do Cruzeiro e amplia pressão política com presença de aliados na capital federal.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou neste domingo (25) à Praça do Cruzeiro, no Eixo Monumental, após concluir uma caminhada iniciada em Paracatu (MG). O trajeto, que mobilizou apoiadores ao longo do caminho e ganhou tração nas redes sociais, terminou com concentração em um dos pontos mais simbólicos de Brasília, consolidando o movimento como uma demonstração de força política em pleno centro do poder.

Batizada por aliados como uma “caminhada pela liberdade”, a mobilização foi construída com um objetivo claro: transformar o deslocamento físico em um ato político. Durante os dias de percurso, Nikolas apostou em uma narrativa de enfrentamento institucional, com discursos voltados ao eleitorado conservador e críticas a decisões e ações que, segundo o grupo, representam excessos e desequilíbrios no cenário nacional. O resultado foi uma jornada que deixou de ser apenas simbólica e passou a operar como ferramenta de mobilização.

Na chegada à capital, o ato assumiu um caráter ainda mais estratégico. Brasília é, por definição, o palco da disputa institucional, e a escolha do Eixo Monumental reforçou o recado de que a caminhada tinha destino e alvo: o debate nacional. A presença de manifestantes, parlamentares aliados e lideranças políticas alinhadas ao deputado deu o tom de um evento organizado para produzir repercussão, pressionar o ambiente político e manter a base engajada em um período de alta temperatura entre oposição e governo.

Ao longo do percurso e na reta final em Brasília, a caminhada contou com a participação de apoiadores e de figuras públicas do campo conservador, que se somaram ao movimento em diferentes momentos e reforçaram a convocação para o ato final. Nos bastidores, o evento também elevou o nível de atenção sobre segurança e controle do espaço público, diante do potencial de crescimento da mobilização na Esplanada e no entorno de prédios estratégicos.

Diante da multidão, Nikolas discursou e reforçou a leitura de que a caminhada representa mais do que um protesto: seria um gesto de resistência política. “A gente não veio até aqui por aventura. Viemos porque o Brasil precisa ouvir quem está sendo calado. Essa caminhada é a prova de que o povo não vai se curvar”, afirmou o deputado, em declaração registrada durante a chegada na Praça do Cruzeiro.

Com o encerramento do trajeto em Brasília, a caminhada entra para o repertório de mobilizações que ultrapassam o formato tradicional de manifestação e passam a funcionar como instrumento político contínuo. O movimento amplia o capital simbólico de Nikolas Ferreira, reforça seu protagonismo nacional e evidencia uma estratégia cada vez mais usada por lideranças políticas: ocupar as ruas, dominar a narrativa digital e transformar atos públicos em pressão direta sobre o jogo institucional.

Marcelinho é habilitado e entra na disputa pela Gerência de Cultura de Ceilândia

por Edilayne Costado portal FOCO NACIONAL

Filho da cidade, criado entre ruas de chão batido, referência no esporte, na cultura popular e no trabalho social, Marcelo Rodrigues  — concorre pela primeira vez ao cargo com o objetivo de fortalecer os projetos e a identidade cultural de Ceilândia

Ceilândia tem nome, história e sentimento quando o assunto é cultura. E esse sentimento ganha ainda mais força com a habilitação de Marcelo Rodrigues – Marcelinho  – no processo seletivo para o cargo de Gerente de Cultura de Ceilândia. Pela primeira vez concorrendo à função, Marcelinho entra na disputa trazendo não apenas um currículo consistente, mas uma trajetória profundamente enraizada na cidade que o formou.

Filho de pais nordestinos, Marcelinho cresceu na região da Ceilândia em um período em que as ruas ainda eram de terra e a cidade se construía dia após dia com o esforço coletivo de seu povo. Foi nesse cenário que ele aprendeu, desde cedo, o valor da coletividade, da cultura popular e da resistência que marcam a identidade ceilandense. As quadrilhas juninas, o teatro, a dança, o esporte e os movimentos culturais sempre fizeram parte do seu cotidiano — não apenas como vivência, mas como prática, militância e construção social.

Reconhecido como presidente do Instituto Ceilândia, entidade que celebrou 21 anos de atuação em outubro de 2025 Marcelinho também é Cidadão Honorário do Distrito Federal, título que simboliza o reconhecimento público pelo impacto de seu trabalho social, cultural, esportivo e de Infraestrutura.

Paralelamente, atua como coordenador da base profissional do Ceilândia Esporte Clube, onde gerencia anualmente mais de 9 mil  jovens atletas em 17 núcleos espalhados em todo Distrito Federal e Águas lindas de Goiás com idades entre 11 e 20 anos. Mais do que formar jogadores, utiliza o esporte como ferramenta de inclusão social, cidadania e transformação de vidas.

Cultura e esporte como instrumentos de transformação

No esporte, Marcelinho construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o futuro da juventude. No Ceilândia Esporte Clube, sua atuação vai além das quatro linhas, conectando disciplina, educação e oportunidade. Já na cultura, seu nome é sinônimo de militância, articulação e defesa das tradições locais.

Com formação e certificação pelo CEAC (Certificado nº 7613), possui ampla experiência em artes cênicas, dança, cultura popular e comunicação educativa. Atuou como Conselheiro de Cultura de Ceilândia, Conselheiro de Cultura do Sol Nascente/Pôr do Sol, integrou o Conselhão e foi representante do Distrito Federal na área de teatro junto à Secretaria de Cultura do DF, participando ativamente da construção de políticas públicas culturais.

Na cultura popular, sua história se confunde com a da Quadrilha Junina Mala Véia, da qual foi presidente. O grupo, com 46 anos de existência, é o campeão brasileiro e tricampeão do Distrito Federal oriundo de Ceilândia, um feito inédito que projetou a cidade em nível nacional. São mais de 25 anos de dedicação direta à valorização das tradições nordestinas e da identidade cultural ceilandense.

Primeira candidatura, movida pelo compromisso com a cidade

Mesmo com uma trajetória consolidada, Marcelinho ressalta que a decisão de concorrer ao cargo nasce de um chamado coletivo e de uma leitura atenta das necessidades atuais da cidade.

“Eu sou fruto de Ceilândia. Cresci vendo essa cidade nascer, se expandir e se reinventar. Tudo o que sou hoje foi construído aqui: nas ruas de Ceilândia , nos campos de futebol, nos ensaios de quadrilha e nos movimentos culturais. Concorrer a esse cargo é uma forma de devolver à cidade tudo o que ela me deu”, afirma.

De forma técnica e objetiva, ele reforça que sua experiência o credencia para o desafio da gestão cultural. “Tenho vivência prática na cultura, no esporte e no social, além de experiência em gestão, conselhos e articulação institucional. Conheço a realidade dos fazedores de cultura e sei como funcionam as políticas públicas culturais. Quero contribuir para fortalecer a identidade de Ceilândia e ampliar as oportunidades para quem vive da cultura”, destaca Marcelinho.

Marcelinho Rodrigues: patrimônio cultural vivo de Ceilândia

🎙️ Apresentação dos candidatos

🗓 4 de fevereiro
⏰ 19h
📌 Centro Cultural de Ceilândia

🗳️ Votação e credenciamento

🗓 5 de fevereiro
⏰ 13h às 18h
📌 Centro Cultural de Ceilândia
📍 Ao lado da Estação do Metrô Ceilândia Norte e da Biblioteca Pública de Ceilândia

📜 Documentação necessária

• RG
• Título de eleitor
• Comprovante de residência
• Portfólio artístico-cultural

📊 Apuração dos votos

🗓 5 de fevereiro, a partir das 18h

Os três candidatos mais votados seguirão para a lista tríplice, que será apresentada ao Administrador Regional de Ceilândia.

Escola de Música celebra encerramento do 47º Curso de Verão com espetáculos

Mais do que técnica, o Civebra reafirmou a função social da EMB na democratização do acesso da cultura, do ensino e da produção musica l Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Com apresentações diárias, edição do Civebra contribuiu para a formação de músicos e promoção da cultura

A música tomou conta do Teatro Levino de Alcântara da Escola de Música de Brasília (EMB) na noite desta sexta-feira (23). Com a casa cheia e uma atmosfera de entusiasmo, a unidade escolar da rede pública de ensino do Distrito Federal celebrou o encerramento da 47ª edição do Curso Internacional de Verão de Brasília (Civebra). O evento, que continua neste sábado (24), às 19h, reuniu apresentações da Banda Sinfônica e um Recital de Canto Erudito, consolidando semanas de intenso aprendizado e troca de experiências.

Ao longo de todo o mês de janeiro, a EMB se transformou em um canteiro de obras artísticas, com cursos realizados nos turnos matutino, vespertino e noturno. As atividades foram realizada diariamente, ocupando inclusive os fins de semana, o que reforçou o papel da escola como um polo de efervescência cultural para todo o Distrito Federal.

Mais do que técnica, o Civebra reafirmou a função social da EMB na democratização do acesso da cultura, do ensino e da produção musical. Como unidade da rede pública de ensino, a escola cumpre o papel de oferecer à comunidade não apenas o consumo de cultura, mas a capacidade de produzi-la. Esse movimento é fundamental para o desenvolvimento da economia local, oportunizando que novos talentos se destaquem e se profissionalizem.

Para Jean Figueiredo, servidor da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), o evento já é parte da identidade da cidade. “O Civebra já faz parte do que podemos chamar de patrimônio imaterial de Brasília, sendo o momento em que consolidamos todo o aprendizado desenvolvido pela Escola de Música e reafirmamos sua relevância para a capital. A Secretaria de Educação tem investido profundamente nesse incentivo à musicalização, fruto de um trabalho conjunto entre a equipe gestora, professores e estudantes para oferecer esse fomento à cultura para a sociedade de Brasília em geral”, destacou Jean.

Intercâmbio e vivência prática

Para quem esteve nos palcos, a experiência foi definida como “transformadora”. Luís Mário, músico amador que participou do curso de Big Band, focado em orquestração e arranjos de jazz, ressaltou a ambiente colaborativo e a conexão entre os participantes. “Foi incrível estar em contato com músicos de excelência. Geralmente, o patamar de qualidade eleva todo mundo: todos se ajudam, criando uma conexão muito forte entre os alunos”, relatou o estudante.

A importância da EMB como unidade singular no Distrito Federal também foi destacada por Sandra Cristina de Brito, da coordenadora da Regional de Ensino do Plano Piloto. “É um orgulho para nossa rede. A coordenação procura estar sempre junta, pois sabemos da relevância que a musicalização tem na vida de todo cidadão. Não existe outra escola com esse perfil na nossa região”, afirmou.

O despertar de novos sonhos

Para as famílias, o Civebra é um espaço de inspiração e resgate de esperanças. Wilton César de Santos Moreira acompanhou orgulhoso a apresentação de seu filho, Caio César, estudante regular de percussão erudita na EMB. “É uma satisfação enorme ver meu filho conseguindo alcançar o que ele quer, que é seguir na música. Eu sempre o acompanhei e incentivei desde que ele nasceu”, contou. 

Wilton, que toca cavaquinho de forma amadora e vem de uma família com veia musical, revelou que estar na escola como para a vivência musical despertou um desejo antigo: “Sempre quis estudar na Escola de Música de Brasília, mas pela correria do trabalho nunca consegui. Hoje, pela primeira vez, estou aqui dentro para ver meu filho. Quem sabe isso não abre a minha mente? Ainda estou novo, quem sabe eu não consiga entrar aqui também”, comentou Wilton.

Plateia diversa 

O evento também atraiu quem nunca havia tido contato próximo com uma orquestra. Luiz Eduardo Ribeiro Guerra, espectador que prestigiava o evento pela primeira vez, destacou a importância do apoio governamental. “Gosto de música clássica, bossa nova e blues, mas nunca tinha assistido a uma orquestra presencialmente. No Brasil, o estudo da música ainda é muito desvalorizado, por isso é essencial que existam escolas públicas que ensinem todas as modalidades”, defendeu.

O encerramento do 47º Civebra reafirma o compromisso da SEEDF em investir na cultura como ferramenta de formação integral, provando que a educação musical é uma chave poderosa para transformar trajetórias de vida e fortalecer o patrimônio cultural de Brasília.

*Com informaçôes da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)

Deputado Pepa propõe lei para ampliar oportunidades a mulheres 50+ no mercado de trabalho do DF

Foto: Carlos Gandra/CLDF

Projeto cria diretrizes para combater o etarismo e fortalecer a autonomia econômica de mulheres com mais de 50 anos no Distrito Federal

O deputado Pepa (PP) apresentou o Projeto de Lei nº 224/2023, que estabelece diretrizes para incentivar a inserção e a permanência de mulheres com mais de 50 anos no mercado de trabalho do Distrito Federal. A iniciativa busca enfrentar uma realidade que ainda afeta milhares de profissionais: o fechamento de portas e a redução de oportunidades a partir da idade, mesmo diante de ampla experiência e qualificação.

A proposta reconhece que o etarismo, somado a desigualdades históricas de gênero, gera barreiras adicionais para mulheres maduras que desejam retomar a carreira, mudar de área ou continuar ativas profissionalmente. Ao criar parâmetros para ações de incentivo, o projeto pretende promover mais equidade e garantir que a experiência acumulada por essas mulheres seja valorizada como um ativo para empresas, instituições e para a economia local.

Entre os objetivos do PL 224/2023 estão o fortalecimento da autonomia econômica, a valorização da trajetória profissional e a ampliação da inclusão produtiva. A iniciativa também reforça a importância de políticas públicas que contribuam para reduzir a vulnerabilidade social, oferecendo mais segurança e estabilidade financeira para mulheres que muitas vezes são responsáveis pelo sustento da família.

Para o deputado Pepa, o projeto representa um passo importante para transformar a realidade de quem ainda enfrenta preconceito no momento de buscar uma oportunidade. “Não se trata apenas de abrir uma vaga, mas de garantir dignidade, reconhecimento e condições reais para que essas mulheres possam continuar contribuindo com o seu talento e sua experiência”, destaca o parlamentar.

Com o avanço do debate sobre empregabilidade e envelhecimento ativo, a proposta reforça o compromisso do mandato com a inclusão e o desenvolvimento social no DF. A expectativa é que, ao consolidar diretrizes claras, o projeto contribua para ampliar oportunidades e fortalecer uma cultura de respeito e valorização das mulheres 50+, promovendo um mercado de trabalho mais justo e mais humano.

Deputado Pepa fortalece combate às queimadas com nova lei distrital no DF

Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

Já está em vigor no Distrito Federal a Lei Distrital 7.792/25, uma iniciativa de autoria do deputado Pepa (PP) que estabelece medidas integradas de prevenção e enfrentamento às queimadas anuais. A proposta tem como foco reduzir a incidência dos incêndios e minimizar os impactos ambientais, sociais e econômicos provocados, especialmente durante os períodos de seca.

A legislação prevê uma atuação ampla e coordenada, com ações de educação e conscientização voltadas a comunidades rurais, escolas, empresas e entidades civis. A ideia é reforçar a cultura de prevenção, estimulando práticas responsáveis e alertando sobre os riscos e consequências das queimadas, tanto em áreas urbanas quanto em regiões de vegetação nativa.

Outro ponto central da norma é a criação de um sistema de monitoramento e alerta precoce, que deve utilizar tecnologias como satélites e drones para identificar focos de incêndio com maior rapidez. Com esse mecanismo, o DF passa a contar com uma estratégia mais moderna para antecipar riscos e acelerar a resposta dos órgãos competentes.

A lei também estabelece a necessidade de investimentos em equipamentos e veículos adequados para o combate a incêndios florestais e urbanos, além da formação de brigadas especializadas, com capacitação técnica e fornecimento de equipamentos de proteção individual. Conforme o texto legal, os custos para execução das medidas deverão ser cobertos por dotações orçamentárias próprias da Secretaria de Meio Ambiente, previstas no orçamento vigente.

Para o deputado Pepa, a estruturação de políticas públicas permanentes é essencial para enfrentar um problema que se repete ano após ano no Distrito Federal. “Considerando que as queimadas têm se mostrado um problema recorrente, especialmente em períodos de seca, este programa busca criar uma abordagem proativa e coordenada para enfrentar a questão de maneira eficaz, respeitando as legislações vigentes e aproveitando as boas práticas já estabelecidas. Sua implementação proporcionará um avanço significativo na gestão dos riscos associados às queimadas, promovendo um ambiente mais seguro e saudável para todos os habitantes do Distrito Federal”, destacou o parlamentar.

Jardim Botânico vai receber novo Empório Rural do GDF

O novo empório rural terá área de 747 m² e poderá abrigar 20 boxes de produtores locais | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Com investimento de mais de R$ 1,4 milhão e composto por 20 boxes, espaço vai ampliar a comercialização da agricultura familiar; projeto segue modelo do Empório do Colorado 

Com o objetivo de ampliar os canais de comercialização e gerar novas oportunidades para os produtores da agricultura familiar, o Governo do Distrito Federal (GDF) implantará mais um empório rural, desta vez no Jardim Botânico. Com investimento superior a R$ 1,4 milhão, as obras estão atualmente na fase de preparo do terreno. O novo equipamento será construído na Rodovia DF-463, no Setor Habitacional Jardins Mangueiral.

A expectativa, segundo o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, é que o novo empório também cumpra o papel de beneficiar produtores das regiões de São Sebastião, Jardim Botânico, Santa Bárbara e Tororó, ao permitir a comercialização direta ao consumidor e reduzir a atuação de intermediários. “Como o espaço será exclusivo para produtores rurais, a iniciativa contribui para aumentar a rentabilidade no campo”, afirma.

A área de 747 m² cedida pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) à Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) segue o mesmo sistema construtivo do Empório Rural do Colorado, na DF-150, que combina madeira tratada e alvenaria, com uso de telhas de material reciclado e estética rural, para preservar a identidade do campo e valorizar os produtos vindos diretamente de homens e mulheres do meio rural.

O espaço será composto por 20 boxes, sendo 18 destinados à exposição e venda de produtos, como queijarias artesanais premiadas, ovos, frutas, legumes, verduras, charcutaria, vinhos, mel e doces, e dois para lanchonetes, o que criará um ambiente adequado para a comercialização de produtos locais.

A gestão do local será feita por associação ou cooperativa, a ser definida por chamamento público, com critérios como quantidade de produtores familiares, prioridade para organizações com maior participação de mulheres e preferência para grupos da própria região.

Rafael Bueno: “Como o espaço será exclusivo para produtores rurais, a iniciativa contribui para aumentar a rentabilidade no campo”

O secretário também afirmou que o GDF já tem recursos garantidos para a construção de mais dois empórios em 2026: um em Brazlândia, em frente à  Associação Rural e Cultural Alexandre Gusmão (Arcag-DF), com foco no morango, produto símbolo da região; e outro no Gama, seguindo o mesmo modelo de diversidade e valorização da produção local.

Impacto

A iniciativa do novo empório atende diretamente às demandas dos produtores rurais das regiões administrativas do Jardim Botânico e de São Sebastião, áreas reconhecidas pela diversidade e qualidade da produção agrícola. A região de São Sebastião é atualmente a maior produtora de orgânicos do Distrito Federal, com 67 produtores certificados, responsáveis pelo cultivo de frutas, hortaliças e ovos orgânicos.

Destacam-se produções consolidadas, como morango orgânico, além do crescimento recente da produção de ovos, cafés especiais e queijos artesanais, integrados à Rota do Queijo. Parte dos produtores da região já participa de programas de compras institucionais, como o Programa Alimenta Brasil (PAB), o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Além disso, os produtos também são comercializados em feiras e por meio de cooperativas locais. Atualmente, a região administrativa de São Sebastião está localizada a cerca de 33 quilômetros da Ceasa-DF, principal centro de comercialização do DF. Essa distância dificulta o escoamento da produção e eleva os custos logísticos, especialmente com transporte e frete, o que impacta diretamente a renda dos agricultores familiares.

Empório do Colorado

Pedro Sena destaca que a abertura do Empório Rural do Grande Colorado consegue atender ao público de Sobradinho, Sobradinho II e Setor de Mansões

O Empório Rural do Colorado, na DF-150,  que se consolidou como um sucesso e se tornou um ponto de encontro da região, foi inaugurado pelo governador Ibaneis Rocha em outubro de 2024. Ele beneficia mais de 40 produtores do Grande Colorado, Sobradinho e região do Lago Oeste, além da população em geral que frequenta a região.

Os produtores antes ocupavam um espaço improvisado e foram despejados por decisão judicial, por estarem em área particular. No empório construído pelo GDF, atendem o público às sextas-feiras, e aos sábados e domingos. Segundo o vice-presidente da Associação dos Permissionários do Empório Colorado (Apec) e produtor rural, Pedro Sena, o novo projeto trouxe melhorias significativas, como boxes maiores, corredores mais largos e melhor circulação, além de um ganho importante em visibilidade.

“O espaço anterior ficava entre o Posto Flamingo e o Atacadão, onde se imaginava que haveria boa visibilidade, mas muitas pessoas do Taquari nem conheciam o local. Aqui, graças a Deus, o movimento é muito bom”, relata. Ele também destaca que a divulgação ajudou a atrair público de regiões como Grande Colorado, Sobradinho, Sobradinho II e Setor de Mansões, que antes não frequentavam o espaço. A abertura às sextas-feiras também contribuiu para aumentar o fluxo de clientes, especialmente aqueles que não conseguiam ir aos sábados.

Com mais conforto, visibilidade e movimento, as vendas aumentaram para todos. “Não foi algo como dez vezes mais, mas todo mundo que trabalha sério aqui teve aumento nas vendas. Foi muito bem recebido pela população, que avalia o espaço como ótimo.”

Investimento completo

O Governo do Distrito Federal tem feito um investimento completo na agricultura familiar, desde o apoio inicial ao produtor, com máquinas, adubo e sementes, passando pela assistência técnica e pelo financiamento por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), com juros de apenas 3% ao ano. Além disso, o GDF compra parte da produção para a merenda escolar e cria canais para a comercialização, como os empórios e galpões.

Na prática, o governo acompanha o produtor desde o momento em que ele planta até a venda do produto final. Esse modelo integrado tem fortalecido o setor e explica por que a gestão é hoje bem avaliada na área rural. Segundo o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, produtores relatam que se sentem representados pelo governo, justamente porque as políticas públicas conectam o campo à cidade e criam oportunidades reais de renda e desenvolvimento.

BRB conclui entrega de 152 mil cartões de uniforme escolar e amplia impacto social no DF

Foto: Pedro Oliveira.

O BRB concluiu ontem (21/1) a entrega de 152.868 cartões do Programa Cartão Uniforme Escolar aos estudantes da rede pública do Distrito Federal. O benefício, que garante crédito anual de R$ 282,99 por aluno para compra de uniformes em malharias credenciadas, promove igualdade de acesso, autonomia às famílias e estímulo direto à economia local.

Instituído por lei em outubro de 2025, o programa teve sua primeira etapa executada em 22 pontos de distribuição definidos pela Secretaria de Educação, com apoio da BRB Serviços.

“O Cartão Uniforme Escolar é uma política de dignidade que alivia o orçamento das famílias, fortalece o comércio local e cria um ciclo virtuoso de desenvolvimento. Cada cartão entregue representa uma criança com uniforme completo, mais autoestima e mais permanência na escola. Ao mesmo tempo, representa renda e previsibilidade para costureiras, malharias e pequenos lojistas do DF. Como banco público, nosso compromisso é transformar eficiência operacional em valor social”, afirma Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB.

O crédito é concedido de forma universal, sem critério de renda, e reúne em um único cartão o valor destinado a todos os estudantes sob responsabilidade de uma mesma família. As compras podem ser realizadas em mais de 90 malharias credenciadas, em processo contínuo conduzido pela Sedes-DF. A logística de entrega segue modelo simplificado, com retirada presencial em postos espalhados pelo DF e consulta dos locais no portal GDF Social.

A primeira fase de distribuição iniciou em 22 de dezembro e, embora tenha alcançado a maior parte dos beneficiários, aproximadamente 28% do total de cartões permanece pendente de retirada. Para assegurar que todas as famílias recebam o benefício, está sendo avaliada a prorrogação do calendário, com previsão de retomada das entregas em 2 de fevereiro, por um período estimado de duas semanas. O novo cronograma será divulgado nos canais oficiais da Secretaria de Educação.

O novo modelo substitui a antiga distribuição centralizada de uniformes, aumenta a autonomia das famílias, desburocratiza processos e fortalece fornecedores locais. A iniciativa integra a rede de proteção social do DF e se soma a outros benefícios operados pelo BRB, como o Cartão Material Escolar e diversos programas de transferência de renda.

Desde 2019, o BRB já operacionalizou mais de 30 programas sociais, beneficiando centenas de milhares de famílias e movimentando quase R$ 3 bilhões em pagamentos, sendo R$ 722 milhões apenas em 2025, em 2,89 milhões de transações, consolidando-se como o principal agente financeiro das políticas sociais do Distrito Federal.