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Vinicius Jr. marca, Real Madrid sofre, mas empata com Leipzig e avança às quartas da Champions League

O Real Madrid está nas quartas de final da Champions League! Nesta quarta-feira (6), o time merengue empatou em 1 a 1 com o RB Leipzig, no Santiago Bernabéu, no dia em que completa 122 anos.

Vinicius Jr. balançou as redes para a equipe comandada por Ancelotti, que avançou no mata-mata com 2 a 1 no agregado. Orbán descontou para os alemães.

O próximo adversário do Real será definido por sorteio no dia 15 de março.

As quartas da Champions serão disputadas entre 9 e 17 de abril.

A decisão será no dia 1º de junho, no estádio de Wembley, em Londres.

O jogo

Depois de vencer por 1 a 0 na Alemanha com um golaço de Brahim Díaz, o time espanhol entrou em campo nesta quarta com a vantagem do empate.

No 1º tempo, o Real entrou em campo com o regulamento nas mãos e pouco criou. O Leipzig, por sua vez, teve mais posse de bola e desperdiçou boas chances de marcar, principalmente com Openda. Na reta final, os alemães pressionaram e só não balançaram as redes, porque Lunin catou um chute de Xavi Simons.

Para o 2º tempo, Ancelotti tirou Camavinga para a entrada de Rodrygo. A substituição fez efeito nos primeiros minutos e mudou o clima no Bernabéu.

Com o apoio da torcida, o Real foi entrando no jogo. Kroos poderia ter marcado aos 14, mas parou em uma grande defesa de Gulácsi. Na sequência, Rodrygo também botou o goleiro do Leipzig para trabalhar.

Até que aos 19, Vinicius Jr. recebeu um passe açucarado de Bellingham e finalizou no contrapé de Gulácsi para fazer 1 a 0.

Só que a alegria dos espanhóis durou pouco. O Leipzig não sentiu o golpe, foi para cima e deixou tudo igual com Orbán três minutos depois.

O gol colocou fogo na partida, e o time alemão seguiu pressionando para ao menos levar o duelo para a prorrogação.

Nos acréscimos, o Leipzig foi para o tudo ou nada, mas Dani Olmo carimbou a trave.

Hermeto cresce 30% e ganha força para indicar administrador de Brazlândia

Reeleito com 26.433 votos, deputado se consolida na cidade, onde Iolando, morador da região, não conseguiu novo mandato e deverá perder o comando da administração

Reeleito com 26.433 votos, o deputado distrital Hermeto aparece como o principal cotado para indicar o próximo administrador de Brazlândia. Ele foi bem votado na cidade, e a saída de Iolando da Câmara Legislativa, que não se reelegeu, abriu espaço político na região.

Iolando é morador de Brazlândia e, sem o novo mandato, deverá perder o comando da administração regional. A cadeira passa a ser disputada nos bastidores, e o nome de Hermeto é o que mais cresce nas conversas políticas sobre o tema.

A votação de Hermeto representa um crescimento de 30% no eleitorado em relação à eleição anterior. Na cidade, ele também conta com um grupo político consolidado, o que fortalece sua posição na articulação pela indicação.

Hermeto tem reconhecimento como gestor e um histórico de mudar a realidade das cidades que apadrinha. É esse perfil que sustenta, entre aliados e observadores da política local, a leitura de que ele pode se tornar o futuro padrinho político de Brazlândia.

A escolha dos administradores regionais cabe à governadora Celina Leão.

Pesquisa Igape aponta Celina Leão com 60,7% dos votos válidos no segundo turno no DF

Governadora aparece 21,4 pontos percentuais à frente de Leandro Grass, que registra 39,3%

Pesquisa Igape divulgada nesta sexta-feira (9) aponta a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), com 60,7% dos votos válidos na disputa pelo Governo do Distrito Federal. O candidato do PT, Leandro Grass, aparece com 39,3%.

A diferença entre os dois candidatos é de 21,4 pontos percentuais na corrida pelo Palácio do Buriti.

Nos votos totais, Celina Leão registra 55,8% das intenções de voto, enquanto Leandro Grass tem 36,2%. Os eleitores que não souberam ou não quiseram responder somam 8%.

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores do Distrito Federal entre os dias 5 e 7 de outubro. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-00054/2026.

Os votos válidos excluem os votos brancos, nulos e os eleitores que não souberam ou não quiseram responder. A pesquisa representa um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas e não uma previsão do resultado das urnas.

Celina Leão recebe apoio da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia em Ceilândia

Ex-governadora declarou apoio à candidata ao GDF nesta quinta-feira (8) e destacou compromissos com a construção do Hospital do Câncer, do hospital geriátrico e de um Centro de Convivência do Idoso

A candidata à reeleição ao Governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP), recebeu nesta quinta-feira (8), em Ceilândia, o apoio da ex-governadora Maria de Lourdes Abadia (PSD). O anúncio foi feito durante agenda na região, onde Abadia afirmou que a partir de agora apoia Celina em razão dos compromissos assumidos com projetos voltados à saúde e à população idosa.

Celina destacou a relação que mantém com Abadia desde sua passagem pelo Executivo local e afirmou que os compromissos apresentados pela ex-governadora estão alinhados às propostas que pretende implementar no DF.

“Eu estou muito feliz porque eu tive a oportunidade de ser secretária de Estado do governador Roriz e da governadora Maria de Lourdes Abadia, e a gente sabe onde está o coração da governadora Abadia, é em cuidar das pessoas”, afirmou Celina Leão.

A ex-governadora, que foi candidata a deputada federal e a primeira administradora de Ceilândia, apresentou durante sua campanha projetos para a construção do Hospital do Idoso, do Hospital do Câncer e de um Centro de Convivência do Idoso. Segundo ela, recebeu o convite de Celina para integrar a equipe e tirar do papel os projetos de construção.

Entre os compromissos citados por Celina está a construção do Hospital do Câncer, além da criação de um hospital geriátrico no Distrito Federal.

“Nós tivemos uma conversa que os compromissos que ela nos pediu, era muito fácil de acatar. Um deles que nós já estamos tirando do papel agora, que é a assinatura da ordem de serviço da construção imediata do Hospital do Câncer, e ela vai poder participar de toda essa construção e vai ser uma coisa muito linda a gente ter aqui no Distrito Federal o Hospital do Câncer”, concluiu Celina Leão.

A atual chefe do Executivo também afirmou que a criação de um hospital geriátrico já integra seu plano de governo e destacou a necessidade de ampliar o atendimento especializado à população idosa.

“E a segunda já estava no nosso plano de governo, que é a criação do nosso hospital geriátrico aqui do DF, e o nosso compromisso com os nossos idosos.”

Thaís Miranda
Assessoria de imprensa

Celina Leão destaca ações do DF para proteção e autonomia das mulheres

Candidata à reeleição cita ampliação de programas e políticas públicas de proteção de gênero

Proteção contra a violência, atendimento especializado, moradia e autonomia econômica estão entre as políticas públicas destacadas pela candidata à reeleição ao Governo do Distrito Federal, Celina Leão (PP), nesta quinta-feira (8). Entre as iniciativas citadas estão o Viva Flor, o Aluguel Social, as Casas da Mulher Brasileira e o aplicativo Mulher Segura DF.

“Eu saí de 14 equipamentos públicos de atendimento às mulheres e fui para 31. Criei 4 Casas da Mulher Brasileira. Agora temos um aplicativo que junta todos esses programas, que se chama Mulher Segura DF”, pontuou Celina Leão.

Uma das políticas destacadas pela Cândida à reeleição é o Aluguel Social para mulheres vítimas de violência doméstica em situação de extrema vulnerabilidade social e econômica. O benefício é de R$ 600 mensais, pelo período de seis meses, e tem como objetivo garantir condições de moradia para mulheres que precisam deixar o lar ou que não conseguem manter a residência por conta da situação de violência.

O Distrito Federal também mantém o Programa Viva Flor, voltado a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que estejam em situação de risco extremo. A iniciativa disponibiliza um Dispositivo de Proteção Preventiva que permite o acionamento remoto de socorro e garante atendimento prioritário da Polícia Militar.

“Eu nunca perdi nenhuma mulher monitorada pelo nosso programa Viva Flor”, defendeu Celina Leão.

Na rede de atendimento, o DF conta com quatro Centros Especializados de Atendimento à Mulher. Os espaços oferecem acolhimento e acompanhamento interdisciplinar, incluindo atendimento psicológico, pedagógico, social e orientação jurídica.

Outro equipamento de referência é a Casa da Mulher Brasileira, que funciona 24 horas e reúne serviços de acolhimento, atendimento psicossocial, orientação e alojamento de passagem para mulheres em situação de violência. O espaço ainda oferece capacitação profissional e ações voltadas à autonomia econômica.

Além disso, a política de promoção das mulheres inclui programas voltados à formação de lideranças, às mulheres rurais e à garantia de direitos.

Celina também citou o Mulher Segura DF, aplicativo lançado recentemente para reunir informações e serviços voltados à proteção das mulheres.

Thaís Miranda
Assessoria de imprensa

Eduardo Pedrosa mais que dobra votação e conquista terceiro mandato na CLDF

Da Redação

Com 50.833 votos, deputado do União Brasil alcança a segunda maior votação entre os distritais eleitos

Eduardo Pedrosa (União Brasil) foi reeleito deputado distrital nas eleições de domingo (4), com 50.833 votos, e assegurou o terceiro mandato consecutivo na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O parlamentar obteve a segunda maior votação da disputa, atrás de Max Maciel (PSol).

O resultado representa mais que o dobro dos 22.489 votos recebidos em 2022. Eleito pela primeira vez em 2018, com 12.086 votos, Pedrosa ampliou seu eleitorado nas duas eleições seguintes e chega à legislatura de 2027 a 2030 com seu maior desempenho nas urnas.

Ao celebrar a reeleição, o deputado destacou a responsabilidade de corresponder ao apoio recebido. “A confiança que recebi hoje é um chamado para trabalhar ainda mais”, afirmou. Pedrosa também reiterou o compromisso de ouvir as comunidades e buscar soluções para a população que depende dos serviços públicos.

Empresário, o parlamentar tem entre suas pautas a defesa dos direitos das pessoas com deficiência, o tratamento de doenças raras e o enfrentamento do câncer. Sua atuação também inclui o fortalecimento do setor produtivo e a geração de empregos.

Na Câmara Legislativa, Pedrosa preside a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças e atua em frentes parlamentares relacionadas às suas bandeiras. Com a reeleição, dará continuidade à trajetória iniciada em 2018, agora respaldado por uma votação superior a 50 mil eleitores.

Pepa conquista segundo mandato na CLDF com 29.786 votos

Deputado do PP ficou em 14º lugar na disputa distrital e mantém atuação voltada aos produtores rurais

O deputado distrital Pepa (PP) foi reeleito para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nas eleições de domingo (4), com 29.786 votos. O resultado garantiu ao parlamentar o segundo mandato consecutivo, para a legislatura de 2027 a 2030. Na classificação geral da disputa, ele ficou em 14º lugar entre os candidatos eleitos.

Natural de Várzea do Poço, na Bahia, Pepa construiu sua atuação parlamentar com atenção às demandas do campo. Durante o primeiro mandato, assumiu a presidência da Comissão de Produção Rural e Abastecimento da CLDF, tendo a representação dos interesses dos produtores rurais entre suas principais bandeiras.

A trajetória do deputado na atual legislatura também passou pela articulação entre o Executivo e o Legislativo. Em maio de 2026, Pepa foi escolhido pela governadora Celina Leão (PP) para exercer a liderança do governo na Câmara Legislativa.

Com a renovação do mandato, Pepa integra o grupo de 17 parlamentares reconduzidos à Casa. A composição definida pelas urnas reúne ainda 7 novos deputados, que ocuparão as 24 cadeiras da CLDF no próximo período legislativo.

União Brasil e PP fecham apoio a Flávio Bolsonaro e reforçam disputa contra Lula

Federação abandona neutralidade do primeiro turno e orienta filiados a apoiar o candidato do PL na eleição presidencial

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, anunciou nesta terça-feira (6 de outubro) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A decisão foi tomada por aclamação em reunião das executivas e bancadas das duas legendas, em Brasília.

O posicionamento altera a estratégia adotada no primeiro turno, quando a federação manteve neutralidade nacional e permitiu que seus integrantes escolhessem diferentes candidaturas. Agora, a orientação é trabalhar pela eleição do senador na disputa contra Lula (PT).

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) participou da reunião e comunicou a definição. Antes da primeira votação, Flávio já havia tentado conquistar o apoio formal das siglas, mas as negociações não resultaram em uma aliança nacional.

A adesão se soma a manifestações de apoio de outras lideranças. Ronaldo Caiado (PSD) anunciou sua posição em favor do candidato do PL durante um evento em Goiânia, enquanto Romeu Zema (Novo) e Michel Temer (MDB) também declararam apoio.

Com a votação marcada para 25 de outubro, a campanha de Flávio busca ampliar sua articulação partidária. A decisão de União Brasil e PP acrescenta à candidatura uma estrutura de lideranças e bancadas para a mobilização nesta etapa da disputa.

Governo de Goiás abre inscrições para mais de 10 mil vagas nos Colégios Militares

Processo seletivo disponibiliza vagas nas 82 unidades dos Colégios Estaduais da Polícia Militar de Goiás; Inscrições serão realizadas pela internet até 30 de outubro

O Governo de Goiás, por meio do Comando de Ensino da Polícia Militar do Estado de Goiás (PM-GO) e da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), abriu as inscrições para preenchimento de mais de 10 mil vagas destinadas ao ingresso de novos alunos nos Colégios Estaduais da Polícia Militar (CEPMGs) no ano letivo de 2027. As oportunidades estão distribuídas pelas 82 unidades da rede em vários municípios do estado. O prazo segue até o dia 30 de outubro.

Ao todo, serão disponibilizadas 10.215 vagas entre as unidades de ensino conforme quantitativos e séries estabelecidos no edital do processo seletivo. As inscrições começaram às 8h do dia 5 de outubro e vão até as 18h de 30 de outubro, sendo realizadas exclusivamente pela internet, por meio do Portal Expresso.

Para participar, o interessado deve abrir o portal, localizar o serviço referente ao processo seletivo dos CEPMGs e acessar o espaço destinado ao sorteio de vagas. A inscrição será efetuada com o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do candidato, sendo permitida uma inscrição por aluno. Pais e responsáveis devem verificar corretamente a unidade escolar e a série pretendidas durante o preenchimento dos dados no sistema.

O sorteio das vagas será realizado de forma digital e ao vivo nos dias 11 e 12 de novembro, das 8h às 16h, na sede da Seduc, com transmissão ao vivo por meio de lives no canal do Comando de Ensino no Instagram. Não será permitido o acesso a candidatos, pais ou responsáveis no local de realização do sorteio. A distribuição das unidades por dia e horário seguirá cronograma específico estabelecido no edital do processo seletivo.

Fotos: Comando de Ensino da PM

Legenda: Governo de Goiás abre inscrições para os Colégios da Polícia Militar em todo o estado

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Após reeleição, Daniel Vilela mantém ritmo de trabalho e acelera projetos estratégicos

Governador trabalha para concluir tratativas do Novo Hugo e anuncia mais câmeras e reforço de efetivo na segurança pública

Continuidade administrativa, aceleração de projetos já estruturados, ampliação de investimentos e ritmo intenso nas entregas do governo. Reeleito no primeiro turno com 59,17% dos votos válidos, o governador Daniel Vilela iniciou a manhã desta segunda-feira (5/10) definindo as prioridades para os próximos dias e a retomada imediata da agenda de governo. Em entrevistas concedidas à CBN Goiânia, TV Anhanguera e GloboNews, ele afirmou que a próxima etapa será marcada pelo avanço de projetos prioritários para Goiás, com atenção especial às áreas de saúde e segurança pública.

Entre as primeiras providências está a conclusão das tratativas para aquisição do prédio que deverá abrigar o Novo Hospital de Urgências de Goiás (Hugo). Daniel adiantou que já tem uma reunião agendada para esta semana com o objetivo de concluir a negociação do imóvel destinado à nova unidade de saúde. “Existem algumas pendências burocráticas que precisam ser resolvidas para que a gente possa já ter um cronograma de transição do atual prédio para o novo”, afirmou.

Na agenda da primeira semana após a vitória nas urnas, o governador incluiu ainda reuniões com secretários para atualizar o andamento de outros projetos estratégicos e definir os próximos passos do fundo imobiliário do Estado, cujo leilão já foi concluído.

Ao tratar das prioridades para o próximo mandato, Daniel reforçou que a continuidade da gestão será pautada pela preservação das conquistas alcançadas e pelo avanço em áreas consideradas essenciais. “A gente fez muito sabendo que nós precisamos fazer muito mais. E é por isso que nós nos candidatamos e recebemos a confiança dos goianos”, destacou.

Mais investimentos em segurança
Daniel destacou a redução dos indicadores criminais em 2026, o fortalecimento da inteligência policial e a ampliação do projeto IA Contra o Crime. Nos próximos meses, mais 5 mil câmeras serão instaladas em pontos estratégicos de Goiás, definidos a partir do mapa de segurança elaborado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-GO). O governador também reafirmou a manutenção da política de tolerância zero contra a criminalidade. “Os goianos podem ter certeza de que Goiás continuará sendo o Estado mais seguro do Brasil”, garantiu.

O governador também ressaltou as ações de enfrentamento às organizações criminosas e de fortalecimento do sistema prisional. Daniel relembrou as novas etapas da Operação Destroyer, deflagradas pela Polícia Civil desde que assumiu o governo e que resultaram na prisão de mais de 250 integrantes de facções criminosas em seis meses, atingindo estruturas financeiras e operacionais desses grupos. “Isso graças a uma inteligência muito forte que nós temos na Polícia Civil e na Polícia Militar, e vamos continuar atuando dessa forma”, afirmou.

Daniel ressaltou ainda o trabalho da Polícia Penal e anunciou reforço no efetivo das forças de segurança. “Chamei recentemente 400 novos policiais e vamos chamar mais 800 até o final do ano”, assegurou.

Reeleito neste domingo (4/10) com mais de 2,1 milhões de votos, Daniel terá como vice-governador o ex-senador Luiz do Carmo (PSD). Ao agradecer a votação, atribuiu o resultado ao reconhecimento do trabalho desenvolvido nos últimos anos, inicialmente sob a liderança de Ronaldo Caiado e, desde abril, sob sua gestão. Daniel também descartou uma reforma imediata no secretariado, demonstrou satisfação com o desempenho da equipe e informou que eventuais mudanças deverão ser avaliadas no próximo ano.

Fotos: André Saddi

Legenda: Após ser reeleito no primeiro turno, Daniel Vilela concede entrevistas e define prioridades para o novo mandato

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

O novo eleitor: proposta ou pertencimento?

Por Christian Jauch, estrategista político e eleitoral
Série RAIO-X DO ELEITOR | Artigo 1

As eleições de 2026 oferecem pistas sobre o peso das propostas, dos valores e da identificação na escolha do voto. O desafio é compreender como esses fatores se encontram.

Lucas Pavanato recebeu mais de 3 milhões de votos para deputado federal por São Paulo. Erika Hilton ultrapassou 1,5 milhão. Adversários políticos, com posições diferentes sobre temas centrais do debate público, terminaram nas duas primeiras posições da disputa paulista. Os números, publicados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, colocam uma pergunta diante de quem procura compreender o comportamento eleitoral brasileiro: o que levou tantas pessoas a se reconhecerem nessas candidaturas? [1]

Seria a força das propostas? A exposição nas redes sociais? O posicionamento diante de assuntos que dividem a sociedade? Ou a percepção de que aquelas pessoas representam algo que o eleitor deseja defender?

O primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro, permite investigar essas possibilidades. Ainda não oferece uma resposta definitiva. Mas convida a olhar para o voto como uma decisão que pode reunir necessidades concretas, expectativas, valores e sentimentos de pertencimento.

O que significa pertencimento na escolha do voto?

Pertencimento político é a sensação de encontrar representação em um candidato, partido ou grupo. Essa identificação pode nascer de valores compartilhados, de uma experiência de vida, de uma causa ou da oposição a algo considerado injusto ou ameaçador. Ela não exige concordância com todas as propostas.

Um eleitor pode conhecer pouco de um programa de governo e, ainda assim, acreditar que determinado candidato compreende suas preocupações. Outro pode estudar propostas e escolher justamente aquela que expressa sua visão de sociedade. Nos dois casos, identificação e avaliação política podem caminhar juntas.

É por isso que a pergunta do título precisa ser examinada com cuidado. Proposta e pertencimento não são necessariamente alternativas excludentes. A defesa de uma política pública também informa quais problemas o candidato considera importantes e quais pessoas pretende atender.

Para a análise eleitoral, a questão mais produtiva talvez seja investigar quando uma proposta se transforma em identificação. O que faz uma promessa ser percebida como resposta concreta à própria vida, enquanto outra, aparentemente semelhante, passa despercebida?

O que as eleições de 2026 mostram sobre o eleitor brasileiro

Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, e Lula, com 45,16%, conforme a totalização divulgada pela Agência Estado a partir dos dados do TSE. Juntos, concentraram 92,19% dos votos válidos. O espaço eleitoral fora das duas candidaturas permaneceu reduzido. [2]

Essa concentração confirma a força dos principais polos políticos. Não esclarece, sozinha, quanto cada eleitor votou por confiança, avaliação de governo, convicção ideológica ou rejeição ao adversário. O resultado registra a escolha, mas não descreve todo o caminho que levou até ela.

Uma pessoa pode votar para preservar políticas que considera importantes. Outra, para mudar a condução da economia. Há quem procure proteção para valores religiosos ou familiares e quem priorize direitos sociais. Motivos diferentes podem desembocar no mesmo candidato.

O cuidado é especialmente importante quando tentamos definir o perfil do novo eleitor. Não existe um brasileiro único por trás das urnas. Existem pessoas que atribuem pesos diferentes à experiência administrativa, às condições de vida, à confiança e ao posicionamento político.

Chamar esse eleitor de novo é uma provocação para investigar mudanças. Não significa supor que identidade, emoção e pertencimento estavam ausentes das eleições anteriores.

Representar uma causa também pode significar apresentar um projeto

Nas eleições para deputado, a relação entre identidade e proposta aparece de maneira particularmente interessante. Pavanato e Erika Hilton têm posições públicas reconhecíveis e trajetórias com presença digital. Isso facilita identificar suas diferenças. Não permite, porém, reduzir suas votações a uma única motivação.

Erika, por exemplo, associa a defesa dos direitos da população LGBTQIA+ à discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Uma pauta diz respeito a reconhecimento e direitos; a outra trata diretamente do tempo de trabalho e descanso. Ambas podem expressar uma visão de sociedade. [3]

Em Minas Gerais, Ana Elisa, do PT, foi eleita aos 21 anos. Segundo a Agência Brasil, sua campanha combinou atuação nas redes com propostas sobre ensino público, primeiro emprego, transporte universitário, combate ao racismo e jornada de trabalho. O caso impede tratar uma candidatura digital como sinônimo de ausência de conteúdo. [4]

Esses exemplos ajudam a qualificar a reflexão. Uma causa pode ser identificada com determinado campo ideológico e, simultaneamente, envolver consequências práticas. Direitos, segurança, educação e trabalho são assuntos sobre os quais se constroem tanto políticas públicas quanto vínculos de representação.

O que precisa ser investigado é o peso de cada dimensão. Reconhecer a presença da identidade não autoriza concluir que o eleitor deixou de se importar com resultados. Tampouco a existência de propostas comprova que foram elas, isoladamente, que determinaram o voto.

Conhecer um candidato é diferente de confiar nele

Uma das perguntas da comunicação política é como a familiaridade se transforma em confiança. Ver alguém repetidamente pode tornar seu nome conhecido, mas não esclarece se o eleitor o considera preparado, coerente ou próximo de suas preocupações.

A mesma exposição pode gerar admiração, indiferença ou rejeição. Por isso, quantidade de seguidores e visualizações não deve ser tratada automaticamente como intenção de voto. A audiência de um perfil pode incluir adversários, pessoas de outros estados e gente que acompanha uma discussão sem desejar eleger seu protagonista.

Nas redes, um posicionamento público oferece ao eleitor elementos para interpretar o candidato. A maneira como responde a uma crítica, escolhe uma pauta ou trata quem discorda pode participar dessa avaliação. A hipótese é que tais sinais ajudem a construir uma ideia de coerência ao longo do tempo.

Mas essa hipótese precisa de investigação. Seria necessário acompanhar conteúdos, públicos e decisões eleitorais para medir sua influência. Selecionar apenas os influenciadores que venceram deixaria de fora todos aqueles que também tiveram exposição e não conseguiram uma cadeira.

O eleitor pode se identificar e, ainda assim, fazer escolhas diferentes

São Paulo oferece um contraste útil. Tarcísio de Freitas foi reeleito governador com 62,65% dos votos válidos, segundo o TSE. Flávio Bolsonaro recebeu 51,93% para presidente no estado, conforme a cobertura do UOL. As candidaturas tiveram desempenhos diferentes dentro de um campo político próximo. [5], [6]

Essa diferença sugere alcances eleitorais distintos. Não permite calcular diretamente quantas pessoas cruzaram o voto, porque cada disputa tem candidatos e totais de votos válidos próprios. Ainda assim, torna inadequada a ideia de que uma identificação nacional determina automaticamente todas as escolhas.

O eleitor pode atribuir importância à gestão quando escolhe um governador e dar maior peso a valores quando escolhe um deputado. Pode também fazer o contrário. A função do cargo, a experiência com os candidatos e os problemas percebidos podem alterar os critérios de decisão.

Esse comportamento merece ser levado a sério. Antes de classificá-lo como incoerência, cabe perguntar se a pessoa está respondendo a questões diferentes em cada votação. Representação política envolve expectativas que não são iguais para todos os cargos.

Obras, resultados e presença territorial continuam na discussão

Seria precipitado usar as grandes votações de figuras digitais para anunciar o fim do político conhecido por obras, recursos e presença nas cidades. Demonstrar essa transformação exigiria comparar trajetórias, investimentos, bases territoriais e resultados de muitas candidaturas, incluindo as derrotadas.

Uma realização pode ser avaliada pelo benefício que oferece e pelo vínculo que ajuda a construir. Pense em uma família que passou anos esperando atendimento especializado. Se reconhece a atuação de alguém para melhorar esse serviço, pode enxergar simultaneamente uma entrega e um representante de sua necessidade.

O exemplo é hipotético, mas ajuda a entender por que resultado e pertencimento podem se aproximar. O vínculo não depende apenas de discursos sobre valores. Também pode surgir quando uma ação pública faz alguém sentir que sua dificuldade foi compreendida.

Há, contudo, uma distância entre realizar, comunicar e ser reconhecido por uma entrega. Constatar essa distância não significa culpar o eleitor por desconhecer um trabalho. Significa investigar como a informação circula e como a população atribui responsabilidade pelo que melhorou ou deixou de melhorar.

Por outro lado, identificação não é uma garantia permanente. A confiança conquistada por uma causa pode ser questionada quando o comportamento ou a atuação do representante deixa de corresponder à expectativa que ajudou a elegê-lo.

O que essa reflexão acrescenta à estratégia política eleitoral?

Na estratégia política eleitoral, essa discussão pede uma leitura mais completa da relação entre candidato e sociedade. Um inventário de entregas mostra o que foi realizado, mas pode deixar pouco claro qual compromisso dá continuidade àquela atuação. Uma declaração de valores pode ser compreensível e, ainda assim, não explicar como enfrentar problemas reais.

A comunicação política precisa tornar essas relações compreensíveis. Quando alguém fala de segurança, por exemplo, de quais problemas está tratando? Como suas posições se traduzem em decisões? Que experiência ou proposta sustenta o compromisso apresentado?

A mesma exigência vale para liberdade, família, inclusão e justiça social. São palavras que admitem interpretações diferentes. Sem explicação e consequência prática, podem dizer pouco sobre a atuação que se pretende exercer.

Compreender o comportamento eleitoral também requer escuta. As categorias usadas por partidos e profissionais de campanha nem sempre correspondem à maneira como as pessoas organizam suas preocupações. Um assunto tratado como ideológico no debate público pode ser vivido como uma dificuldade cotidiana por quem precisa de uma solução.

Essa leitura não oferece uma fórmula para ganhar eleições. Ela ajuda a formular perguntas melhores sobre confiança, representação e responsabilidade. E evita transformar o eleitor em alguém que responderia sempre ao mesmo estímulo.

Afinal, o eleitor vota em propostas ou em pertencimento?

Os resultados de 2026 permitem observar candidaturas que combinaram causas reconhecíveis, comunicação pública e propostas. Não permitem estabelecer, com os dados aqui examinados, que pertencimento passou a pesar mais do que realizações em todas as escolhas. Essa é uma hipótese a investigar, não uma conclusão pronta.

Para avançar, será necessário ouvir os eleitores, comparar campanhas e observar diferenças entre cargos e territórios. A votação expressiva de um candidato ajuda a escolher onde olhar. Não explica, por si só, por que ele foi escolhido.

Talvez uma parte da resposta esteja na relação entre três perguntas. O que essa pessoa fez? O que pretende fazer? E por que acredito que compreende aquilo que importa para mim?

É possível que o eleitor procure soluções e, ao mesmo tempo, queira se reconhecer em quem as apresenta. A escolha pode carregar uma expectativa de melhoria e uma afirmação sobre valores que deseja ver respeitados.

Quando alguém diz “essa pessoa me representa”, está falando de concordância, confiança, experiência ou esperança? E quanto de cada uma dessas coisas cabe no mesmo voto?

Independentemente das respostas, essa reflexão nos leva a uma ideia: em alguma medida, o eleitor vota em si mesmo.Vota no que acredita, no que precisa, no que teme perder e no futuro que deseja construir. Ao escolher quem o representa, revela também um pouco de quem é e da sociedade em que deseja viver.


Sobre o autor

Christian Jauch é publicitário e estrategista político, com atuação em estratégia política eleitoral, comunicação governamental, marketing político e branding. É autor da série O Raio X do eleitor, dedicada à análise do comportamento eleitoral e da representação política no Brasil. É cofundador da Alcateia Política e membro do CAMP.

Fontes e nota de apuração

Análise elaborada com informações consultadas em 5 de outubro de 2026. Os resultados eleitorais identificam escolhas; as explicações sobre motivação apresentadas no artigo são hipóteses e interpretações, não conclusões de pesquisa individual com eleitores. As contagens citadas não decorrem de auditoria própria dos microdados.

  1. TRE-SP: deputados federais eleitos em São Paulo em 2026, com 100% de apuração.
  2. Agência Estado/UOL: totalização presidencial com 100% das seções.
  3. UOL: perfis dos cinco deputados federais mais votados de São Paulo.
  4. Agência Brasil: perfil e propostas de Ana Elisa.
  5. TSE: reeleição de Tarcísio de Freitas, com 100% das urnas apuradas.
  6. UOL: votação presidencial nos estados e redutos dos candidatos.