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Vinicius Jr. marca, Real Madrid sofre, mas empata com Leipzig e avança às quartas da Champions League

O Real Madrid está nas quartas de final da Champions League! Nesta quarta-feira (6), o time merengue empatou em 1 a 1 com o RB Leipzig, no Santiago Bernabéu, no dia em que completa 122 anos.

Vinicius Jr. balançou as redes para a equipe comandada por Ancelotti, que avançou no mata-mata com 2 a 1 no agregado. Orbán descontou para os alemães.

O próximo adversário do Real será definido por sorteio no dia 15 de março.

As quartas da Champions serão disputadas entre 9 e 17 de abril.

A decisão será no dia 1º de junho, no estádio de Wembley, em Londres.

O jogo

Depois de vencer por 1 a 0 na Alemanha com um golaço de Brahim Díaz, o time espanhol entrou em campo nesta quarta com a vantagem do empate.

No 1º tempo, o Real entrou em campo com o regulamento nas mãos e pouco criou. O Leipzig, por sua vez, teve mais posse de bola e desperdiçou boas chances de marcar, principalmente com Openda. Na reta final, os alemães pressionaram e só não balançaram as redes, porque Lunin catou um chute de Xavi Simons.

Para o 2º tempo, Ancelotti tirou Camavinga para a entrada de Rodrygo. A substituição fez efeito nos primeiros minutos e mudou o clima no Bernabéu.

Com o apoio da torcida, o Real foi entrando no jogo. Kroos poderia ter marcado aos 14, mas parou em uma grande defesa de Gulácsi. Na sequência, Rodrygo também botou o goleiro do Leipzig para trabalhar.

Até que aos 19, Vinicius Jr. recebeu um passe açucarado de Bellingham e finalizou no contrapé de Gulácsi para fazer 1 a 0.

Só que a alegria dos espanhóis durou pouco. O Leipzig não sentiu o golpe, foi para cima e deixou tudo igual com Orbán três minutos depois.

O gol colocou fogo na partida, e o time alemão seguiu pressionando para ao menos levar o duelo para a prorrogação.

Nos acréscimos, o Leipzig foi para o tudo ou nada, mas Dani Olmo carimbou a trave.

Hermeto cresce 30% e ganha força para indicar administrador de Brazlândia

Reeleito com 26.433 votos, deputado se consolida na cidade, onde Iolando, morador da região, não conseguiu novo mandato e deverá perder o comando da administração

Reeleito com 26.433 votos, o deputado distrital Hermeto aparece como o principal cotado para indicar o próximo administrador de Brazlândia. Ele foi bem votado na cidade, e a saída de Iolando da Câmara Legislativa, que não se reelegeu, abriu espaço político na região.

Iolando é morador de Brazlândia e, sem o novo mandato, deverá perder o comando da administração regional. A cadeira passa a ser disputada nos bastidores, e o nome de Hermeto é o que mais cresce nas conversas políticas sobre o tema.

A votação de Hermeto representa um crescimento de 30% no eleitorado em relação à eleição anterior. Na cidade, ele também conta com um grupo político consolidado, o que fortalece sua posição na articulação pela indicação.

Hermeto tem reconhecimento como gestor e um histórico de mudar a realidade das cidades que apadrinha. É esse perfil que sustenta, entre aliados e observadores da política local, a leitura de que ele pode se tornar o futuro padrinho político de Brazlândia.

A escolha dos administradores regionais cabe à governadora Celina Leão.

Eduardo Pedrosa mais que dobra votação e conquista terceiro mandato na CLDF

Da Redação

Com 50.833 votos, deputado do União Brasil alcança a segunda maior votação entre os distritais eleitos

Eduardo Pedrosa (União Brasil) foi reeleito deputado distrital nas eleições de domingo (4), com 50.833 votos, e assegurou o terceiro mandato consecutivo na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). O parlamentar obteve a segunda maior votação da disputa, atrás de Max Maciel (PSol).

O resultado representa mais que o dobro dos 22.489 votos recebidos em 2022. Eleito pela primeira vez em 2018, com 12.086 votos, Pedrosa ampliou seu eleitorado nas duas eleições seguintes e chega à legislatura de 2027 a 2030 com seu maior desempenho nas urnas.

Ao celebrar a reeleição, o deputado destacou a responsabilidade de corresponder ao apoio recebido. “A confiança que recebi hoje é um chamado para trabalhar ainda mais”, afirmou. Pedrosa também reiterou o compromisso de ouvir as comunidades e buscar soluções para a população que depende dos serviços públicos.

Empresário, o parlamentar tem entre suas pautas a defesa dos direitos das pessoas com deficiência, o tratamento de doenças raras e o enfrentamento do câncer. Sua atuação também inclui o fortalecimento do setor produtivo e a geração de empregos.

Na Câmara Legislativa, Pedrosa preside a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças e atua em frentes parlamentares relacionadas às suas bandeiras. Com a reeleição, dará continuidade à trajetória iniciada em 2018, agora respaldado por uma votação superior a 50 mil eleitores.

Pepa conquista segundo mandato na CLDF com 29.786 votos

Deputado do PP ficou em 14º lugar na disputa distrital e mantém atuação voltada aos produtores rurais

O deputado distrital Pepa (PP) foi reeleito para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nas eleições de domingo (4), com 29.786 votos. O resultado garantiu ao parlamentar o segundo mandato consecutivo, para a legislatura de 2027 a 2030. Na classificação geral da disputa, ele ficou em 14º lugar entre os candidatos eleitos.

Natural de Várzea do Poço, na Bahia, Pepa construiu sua atuação parlamentar com atenção às demandas do campo. Durante o primeiro mandato, assumiu a presidência da Comissão de Produção Rural e Abastecimento da CLDF, tendo a representação dos interesses dos produtores rurais entre suas principais bandeiras.

A trajetória do deputado na atual legislatura também passou pela articulação entre o Executivo e o Legislativo. Em maio de 2026, Pepa foi escolhido pela governadora Celina Leão (PP) para exercer a liderança do governo na Câmara Legislativa.

Com a renovação do mandato, Pepa integra o grupo de 17 parlamentares reconduzidos à Casa. A composição definida pelas urnas reúne ainda 7 novos deputados, que ocuparão as 24 cadeiras da CLDF no próximo período legislativo.

União Brasil e PP fecham apoio a Flávio Bolsonaro e reforçam disputa contra Lula

Federação abandona neutralidade do primeiro turno e orienta filiados a apoiar o candidato do PL na eleição presidencial

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, anunciou nesta terça-feira (6 de outubro) apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A decisão foi tomada por aclamação em reunião das executivas e bancadas das duas legendas, em Brasília.

O posicionamento altera a estratégia adotada no primeiro turno, quando a federação manteve neutralidade nacional e permitiu que seus integrantes escolhessem diferentes candidaturas. Agora, a orientação é trabalhar pela eleição do senador na disputa contra Lula (PT).

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) participou da reunião e comunicou a definição. Antes da primeira votação, Flávio já havia tentado conquistar o apoio formal das siglas, mas as negociações não resultaram em uma aliança nacional.

A adesão se soma a manifestações de apoio de outras lideranças. Ronaldo Caiado (PSD) anunciou sua posição em favor do candidato do PL durante um evento em Goiânia, enquanto Romeu Zema (Novo) e Michel Temer (MDB) também declararam apoio.

Com a votação marcada para 25 de outubro, a campanha de Flávio busca ampliar sua articulação partidária. A decisão de União Brasil e PP acrescenta à candidatura uma estrutura de lideranças e bancadas para a mobilização nesta etapa da disputa.

O novo eleitor: proposta ou pertencimento?

Por Christian Jauch, estrategista político e eleitoral
Série RAIO-X DO ELEITOR | Artigo 1

As eleições de 2026 oferecem pistas sobre o peso das propostas, dos valores e da identificação na escolha do voto. O desafio é compreender como esses fatores se encontram.

Lucas Pavanato recebeu mais de 3 milhões de votos para deputado federal por São Paulo. Erika Hilton ultrapassou 1,5 milhão. Adversários políticos, com posições diferentes sobre temas centrais do debate público, terminaram nas duas primeiras posições da disputa paulista. Os números, publicados pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, colocam uma pergunta diante de quem procura compreender o comportamento eleitoral brasileiro: o que levou tantas pessoas a se reconhecerem nessas candidaturas? [1]

Seria a força das propostas? A exposição nas redes sociais? O posicionamento diante de assuntos que dividem a sociedade? Ou a percepção de que aquelas pessoas representam algo que o eleitor deseja defender?

O primeiro turno das eleições de 2026, realizado em 4 de outubro, permite investigar essas possibilidades. Ainda não oferece uma resposta definitiva. Mas convida a olhar para o voto como uma decisão que pode reunir necessidades concretas, expectativas, valores e sentimentos de pertencimento.

O que significa pertencimento na escolha do voto?

Pertencimento político é a sensação de encontrar representação em um candidato, partido ou grupo. Essa identificação pode nascer de valores compartilhados, de uma experiência de vida, de uma causa ou da oposição a algo considerado injusto ou ameaçador. Ela não exige concordância com todas as propostas.

Um eleitor pode conhecer pouco de um programa de governo e, ainda assim, acreditar que determinado candidato compreende suas preocupações. Outro pode estudar propostas e escolher justamente aquela que expressa sua visão de sociedade. Nos dois casos, identificação e avaliação política podem caminhar juntas.

É por isso que a pergunta do título precisa ser examinada com cuidado. Proposta e pertencimento não são necessariamente alternativas excludentes. A defesa de uma política pública também informa quais problemas o candidato considera importantes e quais pessoas pretende atender.

Para a análise eleitoral, a questão mais produtiva talvez seja investigar quando uma proposta se transforma em identificação. O que faz uma promessa ser percebida como resposta concreta à própria vida, enquanto outra, aparentemente semelhante, passa despercebida?

O que as eleições de 2026 mostram sobre o eleitor brasileiro

Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, e Lula, com 45,16%, conforme a totalização divulgada pela Agência Estado a partir dos dados do TSE. Juntos, concentraram 92,19% dos votos válidos. O espaço eleitoral fora das duas candidaturas permaneceu reduzido. [2]

Essa concentração confirma a força dos principais polos políticos. Não esclarece, sozinha, quanto cada eleitor votou por confiança, avaliação de governo, convicção ideológica ou rejeição ao adversário. O resultado registra a escolha, mas não descreve todo o caminho que levou até ela.

Uma pessoa pode votar para preservar políticas que considera importantes. Outra, para mudar a condução da economia. Há quem procure proteção para valores religiosos ou familiares e quem priorize direitos sociais. Motivos diferentes podem desembocar no mesmo candidato.

O cuidado é especialmente importante quando tentamos definir o perfil do novo eleitor. Não existe um brasileiro único por trás das urnas. Existem pessoas que atribuem pesos diferentes à experiência administrativa, às condições de vida, à confiança e ao posicionamento político.

Chamar esse eleitor de novo é uma provocação para investigar mudanças. Não significa supor que identidade, emoção e pertencimento estavam ausentes das eleições anteriores.

Representar uma causa também pode significar apresentar um projeto

Nas eleições para deputado, a relação entre identidade e proposta aparece de maneira particularmente interessante. Pavanato e Erika Hilton têm posições públicas reconhecíveis e trajetórias com presença digital. Isso facilita identificar suas diferenças. Não permite, porém, reduzir suas votações a uma única motivação.

Erika, por exemplo, associa a defesa dos direitos da população LGBTQIA+ à discussão sobre o fim da escala de trabalho 6×1. Uma pauta diz respeito a reconhecimento e direitos; a outra trata diretamente do tempo de trabalho e descanso. Ambas podem expressar uma visão de sociedade. [3]

Em Minas Gerais, Ana Elisa, do PT, foi eleita aos 21 anos. Segundo a Agência Brasil, sua campanha combinou atuação nas redes com propostas sobre ensino público, primeiro emprego, transporte universitário, combate ao racismo e jornada de trabalho. O caso impede tratar uma candidatura digital como sinônimo de ausência de conteúdo. [4]

Esses exemplos ajudam a qualificar a reflexão. Uma causa pode ser identificada com determinado campo ideológico e, simultaneamente, envolver consequências práticas. Direitos, segurança, educação e trabalho são assuntos sobre os quais se constroem tanto políticas públicas quanto vínculos de representação.

O que precisa ser investigado é o peso de cada dimensão. Reconhecer a presença da identidade não autoriza concluir que o eleitor deixou de se importar com resultados. Tampouco a existência de propostas comprova que foram elas, isoladamente, que determinaram o voto.

Conhecer um candidato é diferente de confiar nele

Uma das perguntas da comunicação política é como a familiaridade se transforma em confiança. Ver alguém repetidamente pode tornar seu nome conhecido, mas não esclarece se o eleitor o considera preparado, coerente ou próximo de suas preocupações.

A mesma exposição pode gerar admiração, indiferença ou rejeição. Por isso, quantidade de seguidores e visualizações não deve ser tratada automaticamente como intenção de voto. A audiência de um perfil pode incluir adversários, pessoas de outros estados e gente que acompanha uma discussão sem desejar eleger seu protagonista.

Nas redes, um posicionamento público oferece ao eleitor elementos para interpretar o candidato. A maneira como responde a uma crítica, escolhe uma pauta ou trata quem discorda pode participar dessa avaliação. A hipótese é que tais sinais ajudem a construir uma ideia de coerência ao longo do tempo.

Mas essa hipótese precisa de investigação. Seria necessário acompanhar conteúdos, públicos e decisões eleitorais para medir sua influência. Selecionar apenas os influenciadores que venceram deixaria de fora todos aqueles que também tiveram exposição e não conseguiram uma cadeira.

O eleitor pode se identificar e, ainda assim, fazer escolhas diferentes

São Paulo oferece um contraste útil. Tarcísio de Freitas foi reeleito governador com 62,65% dos votos válidos, segundo o TSE. Flávio Bolsonaro recebeu 51,93% para presidente no estado, conforme a cobertura do UOL. As candidaturas tiveram desempenhos diferentes dentro de um campo político próximo. [5], [6]

Essa diferença sugere alcances eleitorais distintos. Não permite calcular diretamente quantas pessoas cruzaram o voto, porque cada disputa tem candidatos e totais de votos válidos próprios. Ainda assim, torna inadequada a ideia de que uma identificação nacional determina automaticamente todas as escolhas.

O eleitor pode atribuir importância à gestão quando escolhe um governador e dar maior peso a valores quando escolhe um deputado. Pode também fazer o contrário. A função do cargo, a experiência com os candidatos e os problemas percebidos podem alterar os critérios de decisão.

Esse comportamento merece ser levado a sério. Antes de classificá-lo como incoerência, cabe perguntar se a pessoa está respondendo a questões diferentes em cada votação. Representação política envolve expectativas que não são iguais para todos os cargos.

Obras, resultados e presença territorial continuam na discussão

Seria precipitado usar as grandes votações de figuras digitais para anunciar o fim do político conhecido por obras, recursos e presença nas cidades. Demonstrar essa transformação exigiria comparar trajetórias, investimentos, bases territoriais e resultados de muitas candidaturas, incluindo as derrotadas.

Uma realização pode ser avaliada pelo benefício que oferece e pelo vínculo que ajuda a construir. Pense em uma família que passou anos esperando atendimento especializado. Se reconhece a atuação de alguém para melhorar esse serviço, pode enxergar simultaneamente uma entrega e um representante de sua necessidade.

O exemplo é hipotético, mas ajuda a entender por que resultado e pertencimento podem se aproximar. O vínculo não depende apenas de discursos sobre valores. Também pode surgir quando uma ação pública faz alguém sentir que sua dificuldade foi compreendida.

Há, contudo, uma distância entre realizar, comunicar e ser reconhecido por uma entrega. Constatar essa distância não significa culpar o eleitor por desconhecer um trabalho. Significa investigar como a informação circula e como a população atribui responsabilidade pelo que melhorou ou deixou de melhorar.

Por outro lado, identificação não é uma garantia permanente. A confiança conquistada por uma causa pode ser questionada quando o comportamento ou a atuação do representante deixa de corresponder à expectativa que ajudou a elegê-lo.

O que essa reflexão acrescenta à estratégia política eleitoral?

Na estratégia política eleitoral, essa discussão pede uma leitura mais completa da relação entre candidato e sociedade. Um inventário de entregas mostra o que foi realizado, mas pode deixar pouco claro qual compromisso dá continuidade àquela atuação. Uma declaração de valores pode ser compreensível e, ainda assim, não explicar como enfrentar problemas reais.

A comunicação política precisa tornar essas relações compreensíveis. Quando alguém fala de segurança, por exemplo, de quais problemas está tratando? Como suas posições se traduzem em decisões? Que experiência ou proposta sustenta o compromisso apresentado?

A mesma exigência vale para liberdade, família, inclusão e justiça social. São palavras que admitem interpretações diferentes. Sem explicação e consequência prática, podem dizer pouco sobre a atuação que se pretende exercer.

Compreender o comportamento eleitoral também requer escuta. As categorias usadas por partidos e profissionais de campanha nem sempre correspondem à maneira como as pessoas organizam suas preocupações. Um assunto tratado como ideológico no debate público pode ser vivido como uma dificuldade cotidiana por quem precisa de uma solução.

Essa leitura não oferece uma fórmula para ganhar eleições. Ela ajuda a formular perguntas melhores sobre confiança, representação e responsabilidade. E evita transformar o eleitor em alguém que responderia sempre ao mesmo estímulo.

Afinal, o eleitor vota em propostas ou em pertencimento?

Os resultados de 2026 permitem observar candidaturas que combinaram causas reconhecíveis, comunicação pública e propostas. Não permitem estabelecer, com os dados aqui examinados, que pertencimento passou a pesar mais do que realizações em todas as escolhas. Essa é uma hipótese a investigar, não uma conclusão pronta.

Para avançar, será necessário ouvir os eleitores, comparar campanhas e observar diferenças entre cargos e territórios. A votação expressiva de um candidato ajuda a escolher onde olhar. Não explica, por si só, por que ele foi escolhido.

Talvez uma parte da resposta esteja na relação entre três perguntas. O que essa pessoa fez? O que pretende fazer? E por que acredito que compreende aquilo que importa para mim?

É possível que o eleitor procure soluções e, ao mesmo tempo, queira se reconhecer em quem as apresenta. A escolha pode carregar uma expectativa de melhoria e uma afirmação sobre valores que deseja ver respeitados.

Quando alguém diz “essa pessoa me representa”, está falando de concordância, confiança, experiência ou esperança? E quanto de cada uma dessas coisas cabe no mesmo voto?

Independentemente das respostas, essa reflexão nos leva a uma ideia: em alguma medida, o eleitor vota em si mesmo.Vota no que acredita, no que precisa, no que teme perder e no futuro que deseja construir. Ao escolher quem o representa, revela também um pouco de quem é e da sociedade em que deseja viver.


Sobre o autor

Christian Jauch é publicitário e estrategista político, com atuação em estratégia política eleitoral, comunicação governamental, marketing político e branding. É autor da série O Raio X do eleitor, dedicada à análise do comportamento eleitoral e da representação política no Brasil. É cofundador da Alcateia Política e membro do CAMP.

Fontes e nota de apuração

Análise elaborada com informações consultadas em 5 de outubro de 2026. Os resultados eleitorais identificam escolhas; as explicações sobre motivação apresentadas no artigo são hipóteses e interpretações, não conclusões de pesquisa individual com eleitores. As contagens citadas não decorrem de auditoria própria dos microdados.

  1. TRE-SP: deputados federais eleitos em São Paulo em 2026, com 100% de apuração.
  2. Agência Estado/UOL: totalização presidencial com 100% das seções.
  3. UOL: perfis dos cinco deputados federais mais votados de São Paulo.
  4. Agência Brasil: perfil e propostas de Ana Elisa.
  5. TSE: reeleição de Tarcísio de Freitas, com 100% das urnas apuradas.
  6. UOL: votação presidencial nos estados e redutos dos candidatos.

Mais de 26 mil votos no número 22 chamam atenção após resultado apertado no DF

Registros foram anulados porque o PL não tinha candidato próprio ao governo; Celina Leão disputou pelo PP com o número 11

A disputa pelo Governo do Distrito Federal terminou com um dado que ganhou destaque na apuração: 26.603 eleitores digitaram o número 22 para governador. Como não havia candidatura registrada com essa numeração, os votos foram considerados nulos. Celina Leão (PP), que concorreu com o número 11, recebeu 825.530 votos e encerrou o primeiro turno com 49,93% dos válidos.

O volume de registros no número do PL chamou atenção pela proximidade da governadora com a maioria necessária para vencer na primeira etapa. O partido integrou sua coligação, mas essa participação não alterou o número utilizado pela candidata na urna.

Uma possível confusão entre o número da candidatura e o de uma legenda aliada é uma hipótese. Os registros, porém, não permitem identificar a intenção dos eleitores nem afirmar quantos pretendiam escolher Celina. Também não é possível descartar votos anulados de maneira deliberada.

Caso uma parcela suficiente desses votos tivesse sido destinada à governadora, o resultado poderia ter sido diferente. Esse cenário é hipotético e exigiria recalcular o total de votos válidos, pois os registros deixariam de ser nulos. Portanto, os 26.603 votos não podem ser atribuídos à candidata.

O número inválido mais digitado para governador foi o 00, com 35.811 registros, seguido pelo 22. Ao todo, a eleição no DF contabilizou 89.910 votos nulos, equivalentes a 4,95% da votação, além de 74.774 votos em branco.

Com o resultado oficial, Celina Leão e Leandro Grass (PT) disputarão o segundo turno em 25 de outubro. Grass recebeu 569.930 votos, correspondentes a 34,47% dos válidos. A nova votação definirá quem comandará o Distrito Federal no próximo mandato.

Brasília recebe em outubro a primeira Corrida do Idoso do país, com três etapas voltadas a pessoas com 60 anos ou mais

Programação no Distrito Federal reúne ações voltadas ao envelhecimento ativo, à saúde e à autonomia da população da terceira idade

Outubro é marcado pelas ações de valorização e atenção à população idosa, e Brasília terá uma programação especial voltada à saúde, ao bem-estar e à qualidade de vida de quem tem 60 anos ou mais. A Corrida do Idoso 2026 será realizada pela primeira vez no país e terá três etapas no Distrito Federal, entre outubro e novembro.

As inscrições já estão abertas. As provas serão realizadas no Plano Piloto, em Taguatinga e em Ceilândia, sempre com largada às 7h. A iniciativa pretende estimular a prática regular de atividade física e reforçar a importância de um envelhecimento com autonomia, disposição e participação social.

A primeira etapa será realizada em 11 de outubro, na Esplanada dos Ministérios. No dia 18, o Taguaparque recebe a segunda corrida. A terceira e última etapa está marcada para 1º de novembro, na Praça do Cidadão, em Ceilândia.

A programação ocorre após o Dia do Idoso, celebrado em 1º de outubro, e coloca em evidência temas que fazem parte da rotina de uma população que está vivendo mais e que também busca envelhecer com saúde. A prática de atividades físicas está relacionada à manutenção da mobilidade, da autonomia e da capacidade funcional, além de favorecer o convívio social e uma rotina mais ativa.

A proposta da Corrida do Idoso também abre espaço para discutir o envelhecimento ativo e a importância de criar oportunidades para que a população com 60 anos ou mais permaneça integrada à comunidade.

Realizada pelo Instituto Brasília World, em parceria com o Ministério do Esporte, a programação terá provas nas três regiões do Distrito Federal. Os participantes poderão retirar os kits nos dois dias que antecedem cada etapa, nos próprios locais das corridas.

Serviço
Corrida do Idoso 2026

Plano Piloto
Data: 11 de outubro
Horário: 7h
Local: Esplanada dos Ministérios
Retirada dos kits: 9 e 10 de outubro

Taguatinga
Data: 18 de outubro
Horário: 7h
Local: Taguaparque
Retirada dos kits: 16 e 17 de outubro

Ceilândia
Data: 1º de novembro
Horário: 7h
Local: Praça do Cidadão
Retirada dos kits: 30 e 31 de outubro

Público: pessoas com 60 anos ou mais
Inscrições: corridadoidoso.com.br
Realização: Instituto Brasília World
Fomento: Ministério do Esporte

Fieg realiza eleição para definir diretoria do quadriênio 2027–2030

Chapa única liderada por André Rocha disputa votação na Casa da Indústria, em Goiânia

A Federação das Indústrias do Estado de Goiás realiza nesta segunda-feira (5) a eleição de sua Diretoria Executiva para o período de 2027 a 2030. A votação está programada das 8h às 17h, na Casa da Indústria, em Goiânia.

Com chapa única, o processo tem como candidato à presidência o empresário André Rocha. A recondução é esperada, mas a confirmação depende da conclusão da votação.

O plano para o próximo mandato inclui ações de competitividade, formação profissional, tecnologia e inovação. A proposta também prevê melhorias nos serviços destinados aos trabalhadores da indústria e suas famílias.

Na educação, estão previstas iniciativas do Sesi e do Senai voltadas à qualificação, robótica e preparação para o Enem. A agenda contempla ainda a continuidade de obras e a modernização da estrutura do Sistema Indústria em Goiás.

Lula amplia votação no DF enquanto perde participação em 25 unidades da Federação

Comparação dos primeiros turnos de 2022 e 2026 mostra crescimento de 26.093 votos na capital

A consolidação da apuração, concluída nesta segunda-feira (5), mostra que Lula ampliou sua votação no Distrito Federal em relação ao primeiro turno de 2022. O presidente recebeu 675.627 votos, contra 649.534 na eleição anterior.

O crescimento foi de 26.093 votos. Sua participação nos votos válidos do DF passou de 36,85% para 38,11%, avanço de 1,26 ponto percentual.

O resultado local contrasta com o desempenho nacional. Lula perdeu participação percentual em 25 das 27 unidades da Federação; as exceções foram o Distrito Federal e o Amapá.

No país, a votação do candidato passou de 57.259.504 para 53.879.538 votos. A comparação ajuda a identificar diferenças regionais, mas não determina o comportamento do eleitorado no segundo turno.

Primeiro turno define 20 governadores e estabelece recorde desde 1990

Da Redação

PL conquista 5 governos estaduais; PSD vence em 4, enquanto PT e Republicanos elegem 3 cada

O balanço divulgado nesta segunda-feira (5) mostra que 20 estados definiram seus governadores no primeiro turno das eleições de 2026. É o maior número da série iniciada em 1990, superando os 18 estados registrados em 2010.

O PL conquistou 5 governos estaduais, seguido pelo PSD, com 4. PT e Republicanos venceram em 3 estados cada, enquanto o PP ficou com 2 governos.

MDB, Podemos e PSDB elegeram 1 governador cada. Entre os resultados estão Daniel Vilela em Goiás, pelo MDB, Tarcísio de Freitas em São Paulo e Cleitinho Azevedo em Minas Gerais, ambos do Republicanos.

As disputas ainda abertas concentram a próxima etapa das campanhas estaduais. Os governadores eleitos assumirão em janeiro de 2027, com responsabilidades sobre saúde, educação, segurança, infraestrutura e outras políticas públicas.