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Vinicius Jr. marca, Real Madrid sofre, mas empata com Leipzig e avança às quartas da Champions League

Real Madrid está nas quartas de final da Champions League! Nesta quarta-feira (6), o time merengue empatou em 1 a 1 com o RB Leipzig, no Santiago Bernabéu, no dia em que completa 122 anos.

Vinicius Jr. balançou as redes para a equipe comandada por Ancelotti, que avançou no mata-mata com 2 a 1 no agregado. Orbán descontou para os alemães.

O próximo adversário do Real será definido por sorteio no dia 15 de março.

As quartas da Champions serão disputadas entre 9 e 17 de abril.

A decisão será no dia 1º de junho, no estádio de Wembley, em Londres.

O jogo

Depois de vencer por 1 a 0 na Alemanha com um golaço de Brahim Díaz, o time espanhol entrou em campo nesta quarta com a vantagem do empate.

No 1º tempo, o Real entrou em campo com o regulamento nas mãos e pouco criou. O Leipzig, por sua vez, teve mais posse de bola e desperdiçou boas chances de marcar, principalmente com Openda. Na reta final, os alemães pressionaram e só não balançaram as redes, porque Lunin catou um chute de Xavi Simons.

Para o 2º tempo, Ancelotti tirou Camavinga para a entrada de Rodrygo. A substituição fez efeito nos primeiros minutos e mudou o clima no Bernabéu.

Com o apoio da torcida, o Real foi entrando no jogo. Kroos poderia ter marcado aos 14, mas parou em uma grande defesa de Gulácsi. Na sequência, Rodrygo também botou o goleiro do Leipzig para trabalhar.

Até que aos 19, Vinicius Jr. recebeu um passe açucarado de Bellingham e finalizou no contrapé de Gulácsi para fazer 1 a 0.

Só que a alegria dos espanhóis durou pouco. O Leipzig não sentiu o golpe, foi para cima e deixou tudo igual com Orbán três minutos depois.

O gol colocou fogo na partida, e o time alemão seguiu pressionando para ao menos levar o duelo para a prorrogação.

Nos acréscimos, o Leipzig foi para o tudo ou nada, mas Dani Olmo carimbou a trave.

Goiás tem maior índice de resolução de homicídios do país, diz levantamento

Segundo Instituto Sou da Paz, taxa goiana é de 86%, mais que o dobro da média nacional, que gira em torno de 40%

Goiás alcançou a maior média percentual de esclarecimento de homicídios do Brasil entre 2020 e 2023, com índice de 86% de resolutividade, segundo o estudo Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil, divulgado na quarta-feira (8/7) pelo Instituto Sou da Paz. O estado lidera o ranking nacional, seguido pelo Distrito Federal (81%) e Minas Gerais (75%).

O resultado coloca Goiás acima da média nacional de esclarecimento de homicídios, que ficou em torno de 40% no período analisado. O desempenho goiano também sobressai quando comparado ao de estados de grande relevância nacional. Em São Paulo, a média de esclarecimento no mesmo período foi de 40%, o mesmo patamar nacional. Já o Rio de Janeiro registrou média de 23%, menos de um terço do índice alcançado por Goiás. Na retaguarda, está Rio Grande do Norte (9%).

O levantamento destaca, ainda, fatores associados aos índices. Entre os pontos positivos, o estudo indica que o esclarecimento de homicídios está relacionado à “retirada de armas de fogo de circulação, resposta rápida das polícias e à mitigação das desigualdades estruturais dos territórios”.

Objetivo
Segundo explica o Instituto Sou da Paz em sua publicação, o Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil propõe uma análise nacional para identificar os fatores que influenciam o desempenho investigativo nas diferentes unidades da federação. Para isto, considera aspectos ligados à dinâmica criminal, às condições socioeconômicas, à estrutura institucional das polícias e aos indicadores operacionais das investigações.

A partir do indicador de elucidação de homicídios apresentado no relatório ‘Onde Mora a Impunidade?’, busca identificar elementos que tenham impactado significativamente as taxas de esclarecimento dos assassinatos. O documento conclui que bons índices estão associados menos ao volume de recursos, isoladamente, e mais à capacidade de resposta, à circulação reduzida de armas e à atuação articulada diante das desigualdades dos territórios.

Fotos: Secom

Legenda: Estudo mostra Goiás com a melhor taxa de esclarecimento de homicídios do país

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Goiás tem menor taxa de roubo de veículos do país, aponta levantamento

Mapa da Segurança Pública mostra que, em 2025, indicador estadual ficou em 9,40 ocorrências por 100 mil veículos; taxa nacional é de 80,87

Goiás registrou, em 2025, a menor taxa de roubo de veículos entre as 27 Unidades da Federação. O dado consta no Mapa da Segurança Pública 2026, publicado nesta semana pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O indicador estadual ficou em 9,40 ocorrências por 100 mil veículos, ante taxa nacional de 80,87. Na sequência entre os menores índices do país, aparecem Santa Catarina (9,82) e Mato Grosso do Sul (10,42). Pernambuco (304,59) e Rio de Janeiro (305,31) estão na retaguarda.

O relatório, que consolida as estatísticas oficiais de 2025 enviadas pelos estados e pelo Distrito Federal, aponta retração nos três indicadores patrimoniais analisados neste recorte: roubo de veículos, furto de veículos e roubo de carga registraram queda em Goiás na comparação com 2024. O roubo a instituições financeiras permaneceu sem ocorrências no estado pelo quarto ano consecutivo.

Em números absolutos, Goiás passou de 725 roubos de veículos em 2024 para 483 em 2025, redução de 33,38%. A taxa estadual caiu de 14,72 para 9,40 ocorrências por 100 mil veículos no período. No Brasil, foram 104.409 veículos subtraídos com emprego de violência ou grave ameaça em 2025, enquanto ocorreram 126.681 em 2024, queda de 17,58%, equivalente a uma média de 286 ocorrências por dia, segundo o relatório. A retração proporcional registrada em Goiás foi superior à média nacional.

As taxas do levantamento têm como referência a frota de veículos automotores registrada na base da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que corresponde, em Goiás, a cerca de 5,1 milhões de veículos, conforme cálculo derivado dos próprios indicadores do relatório. Na prática, os números de 2025 equivalem a aproximadamente um roubo para cada grupo de 10,6 mil veículos da frota, enquanto a média nacional é de um para cada 1,2 mil veículos. No furto, a proporção goiana foi de cerca de um registro para cada 1,65 mil veículos.

No furto de veículos, Goiás contabilizou 3.115 ocorrências em 2025, enquanto foram registrados 3.583 em 2024, redução de 13,06%. A taxa estadual, de 60,60 furtos por 100 mil veículos, foi a segunda menor do país, atrás apenas de Mato Grosso (58,86). No Brasil, foram 201.699 furtos de veículos em 2025, volume 6,24% inferior aos 215.124 registrados em 2024, com taxa nacional de 156,23 por 100 mil veículos e média aproximada de 553 ocorrências por dia.

No recorte regional, os dois indicadores também recuaram no Centro-Oeste. Os roubos de veículos passaram de 2.838 para 2.080 ocorrências, queda de 26,71%, e os furtos, de 11.669 para 9.453, redução de 18,99%. As taxas goianas ficaram abaixo das médias regionais tanto no roubo de veículos (9,40, e 16,80 no Centro-Oeste) quanto no furto (60,60, e 76,35). Segundo o relatório, o Centro-Oeste registrou a menor taxa de furto de veículos entre as cinco grandes regiões do país.

Outros crimes
No roubo de carga, Goiás passou de 23 ocorrências em 2024 para 10 em 2025, redução de 56,52%. De acordo com o relatório, os principais decréscimos percentuais entre as Unidades da Federação foram registrados no Distrito Federal (-72,22%), no Rio Grande do Norte (-62,86%), em Alagoas (-59,09%) e em Goiás (-56,52%). No recorte nacional, as ocorrências de roubo de carga caíram de 10.288 para 8.570, redução de 16,70%.

No caso do roubo a instituições financeiras, Goiás não registrou ocorrências em 2025, repetindo o resultado desde 2022. No Brasil, foram 60 registros no último ano e 104 em 2024, queda de 42,31%. Conforme o relatório, 13 Unidades da Federação ficaram sem ocorrências do crime em 2025: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Sergipe. Na série histórica, o indicador nacional recuou de 271 ocorrências em 2020 para 60 em 2025, retração acumulada de 77,9%, o menor patamar do período analisado.

Fotos: Secom

Legenda: Relatório aponta queda de roubo e furto de veículos, além de roubo de carga em Goiás

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Homenagem ao Mês do Orgulho LGBTI+ ressalta avanços na representatividade e novos desafios – CLDF

Homenagem ao Mês do Orgulho LGBTI+ ressalta avanços na representatividade e novos desafios - CLDF

Homenagem ao Mês do Orgulho LGBTI+ ressalta avanços na representatividade e novos desafios

Sessão solene celebrou o Mês do Orgulho LGBTI+ com homenagens a lideranças, artistas e ativistas e destacou os avanços, desafios e a importância da garantia de direitos

Em homenagem ao Mês do Orgulho LGBTI+, a Câmara Legislativa promoveu sessão solene nesta sexta-feira (26) sob o tema “Orgulho LGBTI+ transformando a História no Distrito Federal”. Durante a cerimônia, que reuniu lideranças políticas, artistas e ativistas, foram entregues moções de louvor a pessoas que se destacaram na defesa e na promoção dos direitos LGBTI+ em Brasília.

>> Confira imagens da sessão

Autor da iniciativa, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF, deputado Fábio Felix (Psol), ressaltou a importância da representatividade na defesa das pautas da causa LGBTI+. Ele lembrou que, foi o primeiro parlamentar assumidamente gay na CLDF, sendo o deputado distrital mais bem votado da história do DF. “Quando ocupamos esses espaços a gente dá um recado de que queremos estar em todos os lugares e que para o armário a gente não vai voltar mais”, afirmou.

Como exemplo dos avanços conquistados, Fábio Felix lembrou a aprovação na CLDF da lei de sua autoria que proíbe a prática de terapias de conversão, popularmente conhecidas como “cura gay”. “Quando a gente convence os inimigos políticos, a gente mostra que conseguiu um feito, a gente conseguiu fazer a diferença”, reforçou.

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

Para a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) a representatividade LGBTI+ é fundamental para a democracia, a liberdade e a cidadania. “É em nome do amor, do afeto, da liberdade e dos direitos que estamos nesta Casa, mais uma vez, comemorando o Dia do Orgulho [LGBTI+] e homenageando quem constrói, em vários espaços, os direitos a serem assegurados a todas as pessoas”, afirmou.

A produtora cultural e artista da cena ballroom Gabrielle Paju defendeu que, quanto mais direitos forem assegurados às pessoas historicamente excluídas, mais forte se torna a democracia brasileira. “Uma democracia verdadeiramente forte é aquela em que a população mais vulnerabilizada não é apenas objeto de políticas públicas, mas protagonista dessa construção”, ressaltou.

Ela também defendeu o fortalecimento da representatividade: “Que possamos seguir construindo um DF e um Brasil onde travestis, pessoas trans, lésbicas, gays e bissexuais não apenas sobrevivam, mas ocupem, plenamente, todos os espaços de poder, cidadania e futuro”.

Segundo a coordenadora da Comissão dos Direitos Humanos da CLDF, Keka Bagno, a comunidade LGBTI+ está cada vez mais disposta a fazer denúncias, o que se deve, também, ao fortalecimento da representatividade: “Tanto no Legislativo, quanto no Executivo e no Judiciário, o que a gente tem de avanço foi por causa da nossa luta, foi porque a gente conquistou. Ninguém deu nada para a gente. Então, é fundamental que a gente ocupe os espaços de denúncias e de visibilidade”, reforçou.

A drag queen e comunicadora Pikineia salientou a preocupação com o futuro das pessoas LGBTI+. “Como vai ser a nossa velhice? Eu não estou falando só da saúde mental, da saúde física, estou falando do dia a dia mesmo. Já é difícil para uma pessoa heterossexual, imagina para nós, LGBTs, para pessoas transgênero. Não é fácil. Então, a gente precisa colocar sim a mão na consciência e pensar no amanhã, mas o amanhã a gente precisa fazer hoje”, afirmou.

O presidente do Grupo Estruturação LGBT+ de Brasília, Michel Platini, destacou o simbolismo da própria sessão solene: “Estar aqui nessa tribuna, na Câmara Legislativa da capital do Brasil, falando em nome da comunidade LGBT+, já é, por si só, uma vitória”.

Apesar de reconhecer as conquistas históricas, ele enfatizou que ainda é necessário unir forças por garantias básicas. “Lutar pelo direito de existir, pelo direito de amar, de formar as nossas famílias, pelo direito de andar de mãos dadas, de envelhecer com dignidade como a Pikineia falou, pelo direito de estudar sem violência, de trabalhar sem esconder quem somos, pelo direito de que nenhuma pessoa cresça acreditando que nasceu errada”.

Para o artista visual, cantor e compositor Paulo Amaro a cultura “periférica” e “preta” é, ainda hoje, desprezada. “Ser um artista, bicha, que vem de uma quebrada, é um grande afrontamento ao sistema da arte”, afirmou.

O Mês do Orgulho LGBTI+ é comemorado mundialmente em junho, em alusão ao dia 28 de junho de 1969, quando ocorreu a Revolta de Stonewall. Esse episódio, marcado por uma série de manifestações em Nova York, tornou-se um símbolo histórico da luta pelos direitos da população LGBTI+.

Nova lei redefine área do Polo de Cinema e viabiliza regularização fundiária no DF – CLDF

Nova lei redefine área do Polo de Cinema e viabiliza regularização fundiária no DF - CLDF

Nova lei redefine área do Polo de Cinema e viabiliza regularização fundiária no DF

Nova lei reduz área destinada ao Polo de Cinema e Vídeo no DF e abre caminho para regularização de assentamento em Sobradinho

Foto: Marina Gadelha / SECEC-DF

Revisão do tamanho da área do Polo de Cinema em Sobradinho permitirá regularização da comunidade rural e, ao mesmo tempo, uso para fins audiovisuais

Já está em vigor lei que trata da destinação de área para o Polo de Cinema e Vídeo do Distrito Federal. A norma (LC nº 1.069/2026) foi aprovada pelo plenário da Câmara Legislativa do em abril deste ano e passou a integrar o ordenamento jurídico, alterando a organização territorial da iniciativa e abrindo caminho para a regularização de ocupações na região de Sobradinho.

De autoria conjunta do deputado Wellington Luiz (MDB) e do Poder Executivo, a norma destina uma área de 16 hectares da Fazenda Sobradinho Mogi, pertencente à Terracap, para a implantação do Polo de Cinema e Vídeo do DF. A lei também revoga integralmente a Lei Complementar nº 633/2002, que previa a destinação de uma área de cerca de 400 hectares para o mesmo fim.

A área originalmente destinada ao polo em 2002 foi ocupada por famílias vinculadas ao Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais (PRAT) e nunca chegou a ser utilizada efetivamente como polo de cinema. A gleba compõe atualmente o chamado Assentamento José Wilker.

A redefinição da área, agora em menor extensão (16 hectares), vai permitir a continuidade do processo de regularização da comunidade rural e, ao mesmo tempo, a efetivação de seu uso para fins audiovisuais.

Presidente da CLDF, Wellington Luiz, autor do Projeto de lei (Carlos Gandra / Agência CLDF)

Em seu projeto, Wellington Luiz justificou a modificação da área destinada ao polo de cinema. “Não se sustenta mais o comando legal de se destinar um total de 400 hectares para a instalação desse complexo de cinema na referida área, impedindo o avanço da política de regularização fundiária no local, a efetiva segurança jurídica e o uso ambientalmente sustentável da terra”, destacou.

No mesmo sentido, o Executivo argumenta que a medida contribui para a garantia dos direitos dos ocupantes. “A nova lei vai viabilizar a continuidade do processo de regularização fundiária em curso”, destaca o projeto do Buriti.

Com a revisão da destinação territorial, a maior parte da área deixa de estar vinculada ao projeto audiovisual, permitindo o avanço de políticas públicas de regularização fundiária para a comunidade instalada no local.

Entre a rejeição e a liderança: quem conseguirá romper a polarização de 2026?

Nilson Hashizumi*

As duas mais recentes pesquisas sobre a sucessão presidencial — Atlas/Bloomberg, realizada em junho, e Meio/Ideia, divulgada em julho — convergem para um mesmo diagnóstico: a eleição de 2026 continua organizada em torno de dois polos. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); de outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL), herdeiro político do capital eleitoral construído pelo bolsonarismo. Apesar das metodologias distintas — recrutamento digital aleatório na Atlas e entrevistas telefônicas na Ideia — ambas revelam que nenhum terceiro nome conseguiu, até agora, romper a lógica da polarização instalada desde a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018.

O paradoxo chama a atenção. Lula e Flávio lideram com relativa folga, mas convivem com elevados índices de rejeição. Isso significa que ambos sustentam suas posições menos pela capacidade de ampliar apoios e mais pela força de eleitorados altamente fidelizados. A polarização continua funcionando como uma barreira de entrada para qualquer candidatura que pretenda construir um caminho alternativo.

É justamente aí que reside a principal dificuldade dos demais postulantes ao Palácio do Planalto. Nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Aécio Neves e outros representantes do campo conservador disputam praticamente o mesmo espaço político e o mesmo eleitorado que, desde 2018, se identifica com o legado de Jair Bolsonaro. Enquanto apresentarem diferenças apenas de estilo, e não de projeto, terão enorme dificuldade para alcançar relevância nacional. Afinal, por que o eleitor escolheria uma versão alternativa quando acredita já possuir um representante legítimo daquele campo?


Mulheres decisivas podem fazer muita diferença

Nesse contexto, o recente afastamento voluntário de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher merece atenção. Independentemente das razões que motivaram sua decisão, sua menor exposição reduz, ao menos temporariamente, uma das principais pontes do bolsonarismo com o eleitorado feminino. Não por acaso, a pesquisa Meio/Ideia destaca que a maior vantagem competitiva de Lula sobre Flávio Bolsonaro está justamente entre as mulheres, segmento que poderá novamente decidir a eleição.

Para o PT, o cenário também impõe desafios. A estratégia de buscar a vitória ainda no primeiro turno parece fazer sentido político. Em um eventual segundo turno, a tendência histórica é que praticamente todas as candidaturas oposicionistas se unam contra o presidente, independentemente das diferenças existentes entre elas. Fechar a disputa na primeira etapa exige ampliar a base para além do eleitorado tradicional da esquerda, reduzir a rejeição ao governo e convencer os indecisos de que a continuidade oferece mais segurança do que a mudança.

Há, contudo, um contingente que pode redefinir completamente a disputa. Somados os eleitores que hoje declaram voto branco, nulo, afirmam que não votariam em ninguém ou simplesmente ainda não sabem em quem votar, forma-se um universo numericamente superior à votação de muitos candidatos que figuram na corrida presidencial. Não se trata de um eleitorado homogêneo.

Ali convivem cidadãos desiludidos com a política, eleitores moderados cansados da polarização, jovens que ainda não estabeleceram vínculos partidários e brasileiros que aguardam sinais concretos antes de decidir. Quem conseguir dialogar com esse grupo poderá produzir o maior movimento eleitoral da campanha. Mais do que retirar votos do adversário, a vitória poderá nascer da capacidade de converter a apatia em participação e a dúvida em confiança.

No fim das contas, a eleição de 2026 talvez não seja decidida apenas entre Lula e Flávio Bolsonaro. Ela será decidida pela candidatura que demonstrar maior capacidade de responder às preocupações concretas da sociedade: crescimento econômico, segurança pública, saúde, educação, equilíbrio fiscal, geração de oportunidades e fortalecimento das instituições democráticas. Em um país cansado do conflito permanente, a liderança mais relevante poderá não ser aquela que fala mais alto para sua própria torcida, mas a que conseguir construir confiança junto à minoria silenciosa – mas decisiva – que ainda procura razões para escolher um futuro.

*Nilson Hashizumi é estrategista em marketing político, jornalista e cofundador da Alcateia Política.

Há mais de 30 anos atua na construção de reputações, formação de lideranças e desenvolvimento de estratégias de comunicação política e institucional.

Especialista em campanhas eleitorais e comunicação governamental, defende que confiança não nasce do discurso, mas da coerência entre trajetória, comportamento e entrega pública.

Em tempos de vigilância permanente, sustenta que reputação é o ativo mais valioso — e mais vulnerável — da vida pública. Associado ao CAMP.

CLDF concede Títulos de Cidadão Honorário de Brasília a Celestino Chupel e Jussara de Almeida – CLDF

CLDF concede Títulos de Cidadão Honorário de Brasília a Celestino Chupel e Jussara de Almeida - CLDF

CLDF concede Títulos de Cidadão Honorário de Brasília a Celestino Chupel e Jussara de Almeida

Homenagem é reconhecimento ao defensor público-geral do DF e a uma das principais hematologistas do país

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, na noite da última sexta-feira (26), sessão solene para outorga dos Títulos de Cidadão Honorário de Brasília ao defensor público Celestino Chupel e à médica hematologista Jussara de Almeida. A solenidade ocorreu no Plenário da Casa, por iniciativa do deputado Martins Machado (Republicanos).

Nascida em Uberaba (MG), Jussara de Almeida atuou em unidades de saúde do Distrito Federal, como a Secretaria de Estado da Saúde, o Hospital de Base, o Hospital de Apoio de Brasília e o Hospital Regional da Asa Norte. Atualmente, coordena o Centro Internacional de Treinamento em Hemofilia do Brasil, vinculado à Federação Mundial de Hemofilia, além de integrar órgãos técnicos da área de hematologia e hemoterapia.

Natural de Vacaria (RS), Celestino Chupel ingressou na Defensoria Pública do DF em 2004, onde atuou na coordenação de diferentes núcleos de assistência jurídica, incluindo Defesa da Saúde, Defesa do Consumidor e Infância e Juventude. Desde 2022, exerce o cargo de defensor público-geral do Distrito Federal e, no ano passado, foi nomeado secretário-geral do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege).

Durante a solenidade, o deputado Martins Machado destacou a contribuição dos homenageados para Brasília. O parlamentar afirmou que Jussara se tornou referência na hematologia pelo cuidado dedicado aos pacientes ao longo de décadas e ressaltou que Celestino contribuiu para ampliar o acesso à Justiça por meio do fortalecimento da Defensoria Pública. “Estes títulos são uma forma de que a cidade encontrou de dizer muito obrigado a duas pessoas que escolheram servir, cuidar e fazer a diferença na vida de tantos brasilienses”, declarou.

Hematologista Jussara de Almeira (David Calaça/Agência CLDF)

O presidente da Associação dos Voluntários, Pesquisadores e Portadores de Coagulopatias (Ajude-C), Rômulo Marques, destacou a atuação de Celestino na defesa de direitos e afirmou que o defensor “é a personificação do acesso à justiça”. Sobre Jussara, ressaltou a contribuição da médica para a área de hematologia e lembrou que ela foi responsável pelo credenciamento do primeiro centro internacional de treinamento em hemofilia do Brasil, além de iniciativas que ampliaram as possibilidades de tratamento e qualidade de vida dos pacientes.

Trajetórias de sucesso

A deputada federal Érika Kokay (PT/DF) também participou da cerimônia e afirmou que os títulos representam trajetórias construídas pelo compromisso com a sociedade. Segundo ela, Jussara representa o cuidado e o humanismo na medicina, enquanto Celestino simboliza a defesa de direitos e a escuta da população.

Ao receber a homenagem, Jussara de Almeida agradeceu o reconhecimento e dedicou o título aos pacientes que acompanharam sua trajetória profissional. “São eles que me ensinam as lições de vida, eles que são professores”, afirmou. A médica também destacou a parceria com Celestino Chupel no atendimento às demandas dos pacientes.

Defensor público-geral do DF, Celestino Chupel (David Calaça/Agência CLDF)

Ao final da sessão, Celestino Chupel afirmou que a honraria representa o trabalho coletivo dos defensores públicos do Distrito Federal. O defensor ressaltou que sua atuação sempre contou com o apoio de colegas e colaboradores e afirmou receber o título como uma nova forma de pertencimento à capital. “Hoje eu tenho a honra de poder dizer que eu tenho uma nova cidadania. Além de gaúcho, eu sou candango e tenho muito orgulho”, declarou.

Aprovada, em segundo turno, proposta que reconhece carreiras como típicas de Estado – CLDF

Aprovada, em segundo turno, proposta que reconhece carreiras como típicas de Estado - CLDF

Aprovada, em segundo turno, proposta que reconhece carreiras como típicas de Estado

A medida abrange as carreiras de Políticas Públicas e Gestão Governamental (PPGG), Defesa do Consumidor, Atividades Jurídicas e Carreira Legislativa. A proposta foi aprovada por 18 votos favoráveis

A Câmara Legislativa aprovou, na manhã desta terça-feira (30), em sessão extraordinária, a Proposta de Emenda à Lei Orgânica (Pelo) nº 20/2026, de autoria do Poder Executivo, que reconhece como típicas de Estado as carreiras de Políticas Públicas e Gestão Governamental (PPGG), Defesa do Consumidor, Atividades Jurídicas e Carreira Legislativa. A proposta foi aprovada por unanimidade, com 18 votos favoráveis.

A proposta já havia sido aprovada em primeiro turno no último dia 9 de junho. Em seguida, foi cumprido o interstício legal de 10 dias para nova apreciação em plenário. Segundo justificativa apresentada pelo Governo do Distrito Federal, a medida consolida, em âmbito distrital, a arquitetura de governança pública já instituída pelo governo, especialmente no que se refere às práticas de planejamento estratégico, gestão de riscos e coordenação de políticas públicas, que pressupõem a existência de corpo técnico permanente e especializado.

Durante o debate em plenário, o deputado Gabriel Magno (PT) destacou a importância da mobilização dos servidores para a aprovação da proposta. “Hoje é um dia histórico para a PPGG, agora precisamos avançar nas nomeações e na reestruturação da carreira para garantir, de fato, que o serviço público chegue na ponta”, afirmou o distrital. O parlamentar também agradeceu a atuação do presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), pela articulação com as categorias e a mediação junto ao Poder Executivo.

Wellington, por sua vez, parabenizou as entidades representativas, os servidores e também a governadora Celina Leão que “junto com esse parlamento buscou o que é melhor para os servidores do Distrito Federal”.

O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) classificou a aprovação como uma grande conquista e parabenizou os servidores do Procon pelo “belo trabalho que vocês têm feito lá”. Já Jorge Vianna (Democrata) afirmou que a carreira PPGG “foi esquecida por muito tempo” e que, com o reconhecimento como carreira típica de Estado, será fortalecida.