Início Site

Vinicius Jr. marca, Real Madrid sofre, mas empata com Leipzig e avança às quartas da Champions League

Real Madrid está nas quartas de final da Champions League! Nesta quarta-feira (6), o time merengue empatou em 1 a 1 com o RB Leipzig, no Santiago Bernabéu, no dia em que completa 122 anos.

Vinicius Jr. balançou as redes para a equipe comandada por Ancelotti, que avançou no mata-mata com 2 a 1 no agregado. Orbán descontou para os alemães.

O próximo adversário do Real será definido por sorteio no dia 15 de março.

As quartas da Champions serão disputadas entre 9 e 17 de abril.

A decisão será no dia 1º de junho, no estádio de Wembley, em Londres.

O jogo

Depois de vencer por 1 a 0 na Alemanha com um golaço de Brahim Díaz, o time espanhol entrou em campo nesta quarta com a vantagem do empate.

No 1º tempo, o Real entrou em campo com o regulamento nas mãos e pouco criou. O Leipzig, por sua vez, teve mais posse de bola e desperdiçou boas chances de marcar, principalmente com Openda. Na reta final, os alemães pressionaram e só não balançaram as redes, porque Lunin catou um chute de Xavi Simons.

Para o 2º tempo, Ancelotti tirou Camavinga para a entrada de Rodrygo. A substituição fez efeito nos primeiros minutos e mudou o clima no Bernabéu.

Com o apoio da torcida, o Real foi entrando no jogo. Kroos poderia ter marcado aos 14, mas parou em uma grande defesa de Gulácsi. Na sequência, Rodrygo também botou o goleiro do Leipzig para trabalhar.

Até que aos 19, Vinicius Jr. recebeu um passe açucarado de Bellingham e finalizou no contrapé de Gulácsi para fazer 1 a 0.

Só que a alegria dos espanhóis durou pouco. O Leipzig não sentiu o golpe, foi para cima e deixou tudo igual com Orbán três minutos depois.

O gol colocou fogo na partida, e o time alemão seguiu pressionando para ao menos levar o duelo para a prorrogação.

Nos acréscimos, o Leipzig foi para o tudo ou nada, mas Dani Olmo carimbou a trave.

Nova presidente do IgesDF é aprovada na CLDF

Eliane Souza de Abreu teve o nome aprovado após audiência pública realizada pela Comissão de Saúde da Câmara Legislativa do DF

Uma enfermeira acostumada à rotina intensa de hospitais, UTIs e gestão de crises na saúde pública é a nova presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). No Dia Internacional da Enfermagem, celebrado nesta terça-feira (12), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou o nome de Eliane Souza de Abreu para comandar o instituto responsável pela administração do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Hospital Cidade do Sol (HSol) e 13 unidades de pronto atendimento (UPAs).

A indicação feita pela governadora Celina Leão foi aprovada em plenário durante a tarde, após audiência pública realizada pela Comissão de Saúde da CLDF pela manhã. Participaram da mesa da sessão a presidente da Comissão de Saúde, deputada distrital Dayse Amarilio, além dos deputados distritais Pastor Daniel de Castro e Martins Machado.

Ao longo da audiência, os parlamentares fizeram questionamentos sobre assistência à população, continuidade administrativa, valorização das equipes e estratégias para melhorar os serviços prestados nas unidades administradas pelo instituto.

Entre os temas debatidos, o deputado Pastor Daniel de Castro perguntou quais seriam as principais marcas da futura gestão e o que poderia ser feito para reduzir a constante troca de presidentes e diretores no IgesDF. Em resposta, Eliane afirmou que pretende conduzir uma gestão baseada em governança clínica, presença constante nas unidades e fortalecimento das equipes assistenciais. “A minha gestão será marcada por fazer o que precisa ser feito. Parece simples, mas a saúde pública exige fortalecimento permanente. Eu acredito em uma gestão construída em conjunto, compartilhando métodos e desobstruindo caminhos para que a assistência chegue aonde precisa chegar”, argumenta.

A futura presidente também destacou que pretende manter uma atuação próxima da rotina hospitalar e dos profissionais da linha de frente. “Enquanto mulher, enfermeira e alguém que conhece o chão da fábrica, acredito em uma gestão corpo a corpo, no fronte. Não se faz gestão apenas atrás de uma mesa ou dentro de um gabinete. É nas unidades que vamos entender o que precisa ser aprimorado e o que deve ser corrigido”, disse.

Questionada pelo deputado Martins Machado sobre como a experiência à frente do Hospital Regional de Santa Maria ajudou na preparação para liderar todo o instituto, Eliane relembrou os desafios enfrentados na unidade e o aprendizado construído na prática da assistência hospitalar. “Santa Maria me fez crescer porque me desafiou muito. Todos os dias eu aceitei o desafio de ser melhor. Tenho profundo respeito por toda a equipe do hospital, que me permitiu construir essa trajetória”, considera.

A indicada também falou sobre a experiência na gestão de UTIs e no enfrentamento de períodos críticos, incluindo a pandemia de covid-19. Segundo ela, a vivência prática ajudou a desenvolver uma visão estratégica voltada para resultados e eficiência operacional. “Aprendi no chão da fábrica que as decisões precisam ser tomadas com análise e observação. Na gestão de UTI, trabalhamos para reduzir infecções, melhorar indicadores e otimizar recursos. São experiências que mostram que é possível alcançar resultados quando existe alinhamento entre equipes, processos e liderança”, explica.

Durante a audiência, Eliane ressaltou ainda a importância da valorização dos profissionais da saúde e do fortalecimento da comunicação interna. “A gente não pode avançar nos processos de gestão e esquecer que quem entrega os resultados são as pessoas. Precisamos desenvolver equipes, compartilhar conhecimento e fortalecer os profissionais que estão na assistência”, esclarece.

Ao final da sessão, Dayse Amarilio destacou a importância de uma liderança baseada em diálogo, pertencimento e transparência. Segundo a parlamentar, “a gestão pública exige líderes capazes de fazer com que as equipes se sintam parte do processo e valorizadas dentro da instituição, especialmente em um ambiente desafiador como a saúde pública”.

Não se faz gestão apenas atrás de uma mesa ou dentro de um gabinete. É nas unidades que vamos entender o que precisa ser aprimorado e o que deve ser corrigido”, destacou a nova presidente do IgesDF

Trajetória na saúde pública

Gestora de saúde com 14 anos de experiência, Eliane Souza de Abreu é reconhecida pela atuação estratégica e inovadora em hospitais de alta complexidade. É mestranda em Gestão da Saúde com foco em Lean Healthcare, possui MBA em Liderança, Inovação e Gestão 4.0 e certificações em excelência operacional, como Lean Six Sigma Black Belt, além de acreditações nacionais e internacionais, entre elas ACSA e ONA.

Ao longo da carreira, ocupou cargos de destaque na área da saúde, como a superintendência do Hospital Regional de Santa Maria, além de atuar como diretora de Assistência e consultora de Gestão por Processos da Mediall Brasil. Também trabalhou na supervisão e coordenação de unidades de terapia intensiva e setores de cuidados críticos em hospitais como Hospital Daher Lago Sul e no Hospital Santa Helena Rede D’Or São Luiz.

A trajetória profissional da nova presidente é marcada pela gestão de equipes multiprofissionais, implantação de indicadores de qualidade, fortalecimento da governança clínica e desenvolvimento de projetos voltados à melhoria contínua, segurança do paciente e eficiência operacional.

“A saúde pública exige coragem, compromisso e capacidade de transformação. É com esse propósito que iniciamos este novo ciclo”’Eliane Souza de Abreu, presidente do IgesDF

Após a aprovação, Eliane afirmou que assume a presidência do instituto com foco no fortalecimento da assistência e na valorização das equipes. “Hoje assumo, com profundo senso de responsabilidade, a presidência do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal. Recebo esta missão com humildade, compromisso público e absoluta consciência da relevância estratégica que o instituto possui para a assistência em saúde da população do Distrito Federal”, disse.

“Ao longo da minha trajetória na gestão hospitalar e na saúde pública, aprendi que liderar é, acima de tudo, servir. Servir às pessoas, fortalecer equipes, valorizar os profissionais da saúde e construir soluções sustentáveis capazes de garantir assistência segura, humanizada, eficiente e resolutiva. Seguiremos trabalhando com diálogo, responsabilidade institucional e foco permanente na melhoria da assistência prestada à população. A saúde pública exige coragem, compromisso e capacidade de transformação. É com esse propósito que iniciamos este novo ciclo”, concluiu Eliane Souza de Abreu.

*Com informações do IgesDF

Lula reforça protagonismo internacional em agenda diplomática estratégica

Da Redação

Governo brasileiro aposta em relações internacionais para ampliar cooperação econômica e política

A agenda internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ganhar destaque nesta semana após encontros diplomáticos considerados estratégicos pelo Palácio do Planalto. O governo federal busca fortalecer a presença do Brasil nas discussões globais e ampliar parcerias econômicas internacionais.

Entre os principais movimentos está a aproximação diplomática com lideranças internacionais em temas ligados à economia, meio ambiente, segurança e comércio exterior. A avaliação do governo é de que o fortalecimento das relações internacionais pode abrir novas oportunidades de investimentos e cooperação para o país.

Nos bastidores políticos, aliados de Lula afirmam que o presidente tenta reposicionar o Brasil como protagonista em agendas multilaterais e negociações globais. A estratégia também busca fortalecer a imagem institucional do país diante da comunidade internacional.

Integrantes do Itamaraty destacam que o Brasil vem retomando participação ativa em fóruns internacionais e ampliando diálogos com diferentes blocos econômicos. O objetivo é garantir maior inserção brasileira nas decisões globais e atrair novos investimentos para setores estratégicos.

Especialistas em relações internacionais avaliam que a diplomacia brasileira vive um momento de reconstrução de protagonismo. Para o governo federal, o fortalecimento da política externa também representa uma ferramenta importante para impulsionar crescimento econômico e estabilidade política interna.

Congresso amplia debates sobre limites institucionais e reformas no Judiciário

Da Redação

Parlamentares defendem mudanças em decisões monocráticas e fortalecem discussões no Senado

O Congresso Nacional intensificou nesta terça-feira as discussões sobre mudanças relacionadas ao funcionamento do Supremo Tribunal Federal. Senadores e deputados defendem propostas voltadas à regulamentação de decisões monocráticas e à revisão de mecanismos institucionais envolvendo a Corte.

A pauta ganhou força após recentes embates políticos e jurídicos envolvendo decisões do STF. Parlamentares da oposição afirmam que o debate busca ampliar o equilíbrio entre os poderes da República e fortalecer o papel do Legislativo dentro da estrutura democrática brasileira.

Nos corredores do Senado Federal, lideranças políticas articulam a construção de consenso para pautar projetos considerados prioritários ainda neste semestre. O tema vem sendo tratado como uma das principais agendas institucionais do momento em Brasília.

O governo federal acompanha a movimentação de perto e trabalha para evitar que o ambiente político se transforme em uma crise institucional mais ampla. A estratégia do Palácio do Planalto é priorizar o diálogo e garantir estabilidade para o andamento das pautas econômicas e sociais.

Analistas avaliam que o debate deve continuar mobilizando diferentes setores políticos e jurídicos do país. A expectativa é de que novas propostas sejam apresentadas nos próximos dias, ampliando ainda mais as discussões sobre o funcionamento das instituições brasileiras.

Movimentações para 2026 já influenciam articulações políticas em Brasília

Da Redação

Lideranças nacionais ampliam alianças e fortalecem estratégias para a próxima disputa presidencial

Embora as eleições presidenciais ainda estejam distantes no calendário oficial, os bastidores políticos de Brasília já vivem intensamente as articulações para 2026. Lideranças da direita e da base governista começaram a ampliar conversas, alianças regionais e construção de narrativas visando a próxima corrida eleitoral.

Entre os nomes mais comentados nos bastidores está o senador Flávio Bolsonaro, que vem ganhando espaço dentro do grupo bolsonarista como possível representante do campo conservador na disputa presidencial futura. A movimentação tem provocado debates dentro da própria direita e chamado atenção de lideranças do Centrão.

Enquanto isso, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalham para consolidar entregas do governo federal em áreas consideradas estratégicas, como saúde, infraestrutura, educação e segurança pública. A avaliação interna é de que a agenda administrativa será fundamental para fortalecer a imagem do governo nos próximos anos.

Nos estados, partidos políticos também aceleram definições locais, buscando fortalecer bancadas no Congresso Nacional e ampliar presença regional. O cenário demonstra que a disputa de 2026 já começou de maneira antecipada em diversas frentes políticas.

Especialistas apontam que a tendência é de intensificação da polarização política nos próximos meses. Ainda assim, há expectativa de que temas ligados ao desenvolvimento econômico, geração de emprego e programas sociais tenham peso decisivo no debate eleitoral futuro.

STF mantém protagonismo no cenário político e amplia debate institucional em Brasília

Decisões da Suprema Corte reacendem discussões sobre equilíbrio entre os poderes da República

O cenário político brasileiro voltou a ser impactado por decisões do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira. A atuação do ministro Alexandre de Moraes reacendeu debates no Congresso Nacional sobre os limites institucionais entre Judiciário e Legislativo.

A decisão envolvendo medidas relacionadas aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro gerou forte repercussão nos bastidores de Brasília. Parlamentares da oposição passaram a defender mudanças nas regras que envolvem decisões monocráticas da Corte, enquanto aliados do governo reforçam a necessidade de proteção das instituições democráticas.

Dentro do Congresso, lideranças partidárias articulam propostas que buscam ampliar mecanismos de fiscalização sobre decisões individuais de ministros do STF. O tema deve seguir dominando reuniões políticas ao longo das próximas semanas, especialmente no Senado Federal.

Integrantes do governo federal acompanham o debate com cautela. A orientação no Palácio do Planalto é evitar o agravamento da crise institucional e preservar o diálogo entre os poderes, sobretudo em um momento de importantes votações econômicas e administrativas.

Analistas políticos avaliam que o ambiente em Brasília seguirá marcado por tensão institucional e disputas narrativas. Mesmo assim, interlocutores do governo acreditam que há espaço para construção de consensos que garantam estabilidade política e segurança jurídica.

Governo Federal reforça combate ao crime organizado e amplia estratégia nacional de segurança

Da Redação

Novo plano apresentado pelo presidente Lula aposta em integração entre estados, inteligência e enfrentamento financeiro das facções

O governo federal deu nesta terça-feira um novo passo na estratégia nacional de combate ao crime organizado. Em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou um pacote de medidas voltado ao enfrentamento das facções criminosas, com foco no bloqueio financeiro de organizações ligadas ao tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro.

A proposta prevê a ampliação da integração entre forças estaduais e federais, além do fortalecimento das ações de inteligência da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. O Ministério da Justiça também trabalha na modernização dos sistemas de monitoramento de fronteiras e no endurecimento das ações dentro do sistema prisional brasileiro.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que a segurança pública voltou ao centro das prioridades nacionais. O governo entende que o enfrentamento direto às facções criminosas é uma demanda crescente da população e pode representar um marco importante na reconstrução da sensação de segurança nos estados.

O plano ainda inclui investimentos em tecnologia, monitoramento de movimentações financeiras suspeitas e cooperação internacional para combater rotas do tráfico internacional. A expectativa é de que as primeiras ações sejam colocadas em prática ainda neste semestre.

Aliados do governo afirmam que a iniciativa busca unir repressão qualificada ao crime e fortalecimento das políticas sociais em territórios vulneráveis. A avaliação é de que o combate à violência precisa caminhar junto com oportunidades de educação, emprego e inclusão social.

Secretário do Entorno reforça diálogo institucional em Cidade Ocidental

Em visita à Câmara Municipal, Rafael Lustosa destacou o papel da Secretaria como facilitadora entre o Governo de Goiás e as demandas locais dos vereadores

Dando continuidade à agenda de integração com os municípios da Região Metropolitana do Entorno do Distrito Federal, o secretário do Entorno, Rafael Lustosa, visitou, nesta quarta-feira (07/05), a Câmara Municipal de Cidade Ocidental. O encontro teve como objetivo alinhar prioridades, ouvir demandas locais e fortalecer a presença do Governo de Goiás junto à comunidade.

Recebido pelo presidente da Casa, vereador Zé Divino, e pelos demais parlamentares, o secretário participou da sessão legislativa e destacou que a atuação da Secretaria será pautada pela proximidade com as lideranças municipais.

“Estou à disposição de vocês. Ouvir é um passo fundamental para avançarmos. A Secretaria é a casa do Entorno, e o diálogo institucional é extremamente importante”, afirmou Rafael Lustosa.

Reconhecimento e demandas

A importância da atuação do Estado na região foi destacada pelo vereador Miranda, que relembrou os desafios estruturais enfrentados pelo município.

“Tivemos um crescimento desordenado ao longo dos anos, e isso gerou grandes desafios para a cidade. A presença do Estado, por meio da Secretaria do Entorno, é fundamental para caminhar lado a lado com os municípios”, ressaltou o parlamentar.

No mesmo sentido, o vereador Bispo reforçou o papel das lideranças locais no fortalecimento do desenvolvimento regional.

“Quem conhece a realidade do município é o vereador e o povo. Nós podemos contribuir para a construção e o fortalecimento do nosso Entorno. Conte conosco para estreitar ainda mais esse relacionamento com a Secretaria”, declarou.

O secretário Rafael Lustosa fez questão de enfatizar a característica única da SEDF-GO em relação aos municípios.

“Só no Entorno o município tem uma secretaria de governo exclusiva para atendê-lo. A Secretaria do Entorno está aqui para abrir portas, dialogar, trabalhar pelo desenvolvimento e interceder por essa região tão rica”, completou.

Conquista para o Jardim ABC

Durante a sessão, o vereador Erasmo Carlos destacou um importante avanço na área da educação e formalizou o convite ao secretário para a inauguração da Escola Estadual do Jardim ABC, construída no padrão Século XXI.

“Essa foi uma grande conquista para nossa região. Agradeço ao Governo de Goiás por olhar para o nosso bairro, e será uma honra recebê-lo na inauguração. Desejo sucesso à frente da Secretaria”, afirmou o parlamentar.

Autoridades presentes

A visita institucional também contou com a presença de representantes do Executivo municipal, reforçando a integração entre os poderes. Participaram do encontro o secretário de Governo de Cidade Ocidental, Robson Medeiros, e o secretário municipal de Segurança Pública e Trânsito, Saulo Budin.

Secretaria do Entorno do Distrito Federal | Governo de Goiás

Reputação na Política: o valor das Marcas Humanas

Por Nilson Hashizumi


Durante décadas, a reputação pública foi mediada por estruturas relativamente estáveis.
Jornais, revistas, rádio e televisão operavam como filtros — imperfeitos, mas organizadores — do fluxo de informação.

Esse modelo não desapareceu.
Mas perdeu protagonismo.

A expansão da internet, a popularização das redes sociais e a multiplicação de canais digitais descentralizados redesenharam completamente o ambiente de comunicação. Hoje, qualquer indivíduo pode produzir, distribuir e amplificar narrativas em escala.

Nesse novo ecossistema, influenciadores digitais passaram a ocupar o espaço de formação de opinião. Em muitos casos, com mais alcance e engajamento do que os veículos tradicionais.

O efeito é direto:
a reputação deixou de ser construída por poucos — e passou a ser disputada por muitos.


A promessa da desintermediação trouxe ganhos evidentes.
A comunicação direta encurtou distâncias, reduziu filtros e ampliou a capacidade de conexão entre emissor e público.

Mas não há ganho sem custo.

O mesmo ambiente que permite proximidade impõe exposição permanente.
Vivemos sob lógica de vigilância contínua.

Toda fala pode ser registrada.
Todo gesto pode ser recortado.
Toda ação pode ser reinterpretada.

Não existe mais bastidor protegido.
Não existe mais margem para incoerência silenciosa.

Tudo comunica. E tudo deixa rastro.


A abundância de informação não produziu mais clareza.
Produziu ruído.

O ambiente contemporâneo é marcado pela sobreposição de narrativas, pela circulação de conteúdos fora de contexto e pela presença crescente de informações falsas ou parcialmente verdadeiras.

Estruturas organizadas de distribuição de conteúdo operam com lógica de engajamento contínuo. Em muitos casos, sustentadas por dinâmicas que se aproximam da gamificação — mantendo públicos mobilizados, ativos e permanentemente posicionados.

A polarização intensifica esse cenário.
O conflito passa a ser motor de visibilidade.

Somam-se a isso a negação de dados científicos, o ataque a instituições e a disputa permanente sobre o que é, ou não, fato.

O resultado é profundo:
a confiança deixou de ser um ponto de partida — e passou a ser uma variável instável.


Diante desse ambiente, uma pergunta se impõe:

Se a informação é abundante, disputada e frequentemente distorcida,
o que sustenta a credibilidade?

A resposta é menos complexa do que parece — e mais difícil de executar:

reputação.

Mas não se trata de visibilidade.
Nem de popularidade.
Nem de presença digital.

Reputação é outra coisa.

É coerência entre discurso e prática.
É consistência ao longo do tempo.
É trajetória reconhecível.
É previsibilidade de comportamento.
É alinhamento entre valores e decisões.

Reputação não é ferramenta.
Não é peça de comunicação.

É patrimônio.

E, como todo patrimônio, exige construção contínua, manutenção e proteção.


Na política contemporânea, essa construção passa por um conceito central:
o de marca humana.

Não há mais separação sustentável entre pessoa e personagem.
Entre vida privada, atuação profissional e presença pública.

Tudo converge.

A identidade percebida é resultado da soma — e da coerência — entre essas dimensões.

Isso elimina, na prática, a viabilidade de personagens artificiais sustentados no longo prazo.
As inconsistências aparecem.
E, quando aparecem, são amplificadas.

Nesse ambiente, a autenticidade deixa de ser diferencial.
Passa a ser requisito mínimo.

E mais:
a verdade, ainda que imperfeita, tende a ser mais sustentável do que a ficção bem construída.


Se reputação é ativo, ela não pode ser tratada de forma improvisada.

Exige método.

Exige leitura de contexto.
Exige definição clara de posicionamento.
Exige construção de narrativa.
Exige disciplina de presença.
Exige preparação para crise.
Exige alinhamento entre o que se diz, o que se faz e o que se decide.

Não se trata de controlar a percepção — isso já não é possível.
Trata-se de reduzir a distância entre identidade, prática e comunicação.

Reputação se constrói na consistência.
E se destrói na incoerência.


Em ambientes complexos, nenhuma leitura individual é suficiente.

A gestão de reputação exige inteligência ampliada.
Multidisciplinar.
Conectada.

É nesse ponto que modelos baseados em rede ganham relevância.

A integração entre especialistas, a troca constante de análise e a capacidade de leitura coletiva do ambiente permitem decisões mais precisas — e respostas mais rápidas.

Mais do que executar ações, trata-se de interpretar o contexto com profundidade e agir com coerência.


Em um cenário de excesso de informação, disputa narrativa e instabilidade de confiança,
a reputação se consolida como o principal ativo estratégico de agentes públicos e instituições.

Ela não elimina conflitos.
Não impede ataques.
Não produz unanimidade.

Mas estabelece algo fundamental:

um eixo de credibilidade.
Um ponto de ancoragem.

E, no ambiente atual, isso não é detalhe.

É poder.

NILSON HASHIZUMI

Estrategista de marketing político e corporativo, jornalista, fotógrafo, gestor de cultura e preparador de candidatos, grupos e agremiações políticas, com MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político. Co-fundador da Alcateia Política, orientou, coordenou e defendeu candidatos majoritários em São Paulo e Pará e candidatos proporcionais em São Paulo e Minas Gerais. Orientado a resultados, trabalha com visão de processos na gestão da comunicação on e off-line para a construção de reputação, imagem e formação de opinião. Atuou por mais de 30 anos na iniciativa privada, organizações da sociedade civil e entidades de classe antes de atuar em favor de entes políticos. Associado ao CAMP.

https://www.linkedin.com/in/nilsonhashizumi

Acolhimento e geração de renda fortalecem mães em situação de vulnerabilidade no DF

Projetos oferecem orientação, capacitação profissional e apoio a gestantes e mulheres atendidas por programas sociais do GDF

A maternidade costuma ser marcada por descobertas, desafios e transformações. Para muitas mulheres em situação de vulnerabilidade social, no entanto, esse período também pode significar insegurança, medo e falta de apoio. É nesse cenário que as políticas públicas da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) têm feito a diferença ao acolher, orientar e abrir caminhos para que mães reconstruam a vida com mais dignidade, autonomia e esperança.

Entre as iniciativas desenvolvidas pela pasta, o programa Nasce uma Estrela simboliza esse cuidado desde o início da vida. Voltada a gestantes e mães de recém-nascidos em situação de vulnerabilidade, a iniciativa oferece acolhimento humanizado, informação e suporte prático em um dos momentos mais sensíveis da vida de uma mulher.

Executado pela Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes, o curso reúne uma equipe multidisciplinar formada por bombeiros, doulas, enfermeiras, obstetras, pediatras, dentistas e assistentes jurídicos. As participantes recebem orientações sobre amamentação, primeiros socorros, saúde emocional no pós-parto, cuidados com o bebê e direitos das mães, além de uma bolsa com itens essenciais para os primeiros meses da criança.

Desde a criação, em 2024, mais de 3 mil mulheres já foram beneficiadas. Apenas entre janeiro e abril deste ano, foram registrados 388 atendimentos. Moradora de Planaltina, a diarista Vitória Moura, de 24 anos, participou do projeto durante a gravidez do segundo filho.

“Mesmo já sendo mãe, eu ainda tinha muitas inseguranças, porque cada gravidez é diferente. Na minha primeira gestação eu passei por muitas dificuldades e queria aprender mais para não viver os mesmos problemas novamente. No Nasce uma Estrela, encontrei acolhimento, orientação e apoio para passar por esse momento com mais tranquilidade”, relata.

Vitória Moura, diarista atendida pelo Nasce uma Estrela: “Na minha primeira gestação eu passei por muitas dificuldades e queria aprender mais para não viver os mesmos problemas novamente” | Foto: Jhonatan Viera/Sejus-DF

O curso é realizado semanalmente, sempre às sextas-feiras, das 10h às 12h, durante as edições do programa GDF na Sua Porta. As inscrições podem ser feitas previamente por formulário eletrônico ou diretamente no local antes do início das atividades. Mais informações estão disponíveis pelo telefone (61) 98382-0271.

Neste ano, o programa ganhou uma nova etapa: o acompanhamento domiciliar de gestantes e puérperas, com visitas realizadas durante a gravidez e no pós-parto. A medida amplia o cuidado individualizado e fortalece o vínculo com as famílias atendidas.

Autonomia que transforma lares

A possibilidade de gerar renda sem abrir mão do cuidado com os filhos é uma realidade que também vem mudando a vida de muitas mães atendidas pelas políticas da Sejus. É nesse contexto que o Banco de Talentos se consolida como uma ferramenta de transformação social e autonomia financeira.

O projeto atende mulheres em situação de vulnerabilidade social, incluindo participantes acompanhadas pelo programa Direito Delas, da Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), iniciativa voltada ao acolhimento e suporte de mulheres vítimas de violência. A proposta é conectar essas mulheres a oportunidades de empreendedorismo, capacitação e geração de renda, oferecendo oficinas, mentorias, feiras e espaços para comercialização de produtos artesanais.

O Banco de Talentos oferece oficinas, mentorias, feiras e espaços para comercialização de produtos artesanais a mulheres em situação de vulnerabilidade | Foto: Divulgação/Sejus-DF

Desde a criação, em 2019, o Banco de Talentos já realizou 172 feiras e beneficiou 1.658 mulheres. Apenas neste ano, até abril, foram promovidas 16 feiras, com a participação de 211 expositoras.

A artesã Adriana Batista, 42 anos, mãe de dois filhos autistas, encontrou no projeto a oportunidade de unir renda, acolhimento e maternidade. Participante do Banco de Talentos, ela expõe e comercializa os produtos artesanais em espaços organizados pela iniciativa, principalmente na loja Cidadania Criativa, espaço permanente da Sejus na Galeria dos Estados destinado à valorização do empreendedorismo feminino e da economia criativa.

“Esse projeto mudou minha vida porque me permitiu trabalhar sem deixar meus filhos sem os cuidados que eles precisam. Muitas mães não conseguem sair de casa por causa da rotina com os filhos, então essa oportunidade acaba sendo também uma forma de garantir renda e dignidade para várias famílias”, afirma.

Adriana Batista, artesã participante do Banco de Talentos: “Esse projeto mudou minha vida porque me permitiu trabalhar sem deixar meus filhos sem os cuidados que eles precisam” | Foto: Jhonatan Viera/Sejus-DF

A subsecretária de Apoio a Vítimas de Violência da Sejus, Uiara Mendonça, destaca que o Banco de Talentos tem um olhar especial para mulheres que precisam reconstruir a própria trajetória enquanto cuidam dos filhos.

“O programa transforma vidas porque entende a realidade dessas mães. Muitas chegam fragilizadas emocionalmente e sem perspectiva financeira. Quando oferecemos capacitação, oportunidade e acolhimento, estamos fortalecendo não apenas essas mulheres, mas toda a estrutura familiar”, ressalta.

*Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)

Fim da escala 6×1 ganha força política e entra no centro do debate social

Discussão sobre redução da jornada deve mobilizar governo, Congresso, trabalhadores e setor produtivo nas próximas semanas

Há temas que começam como bandeira de movimento social e, aos poucos, atravessam as ruas, chegam às redes sociais, entram no Congresso e se tornam pauta nacional. O fim da escala 6×1 é um desses casos. A proposta, que trata da redução da jornada de trabalho, voltou a ganhar força política e promete movimentar a semana em Brasília.

A comissão especial responsável pelo tema deve seguir ouvindo representantes do governo e de diferentes setores para discutir os impactos econômicos e sociais da mudança. Segundo a Agência Brasil, o parecer da PEC que pede o fim da escala 6×1 tem previsão de votação no dia 26 de maio.

O debate ganhou ainda mais visibilidade no fim de semana, em meio às mensagens de Dia das Mães. O presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, defenderam a proposta em vídeo, associando a redução da jornada à possibilidade de trabalhadores passarem mais tempo com suas famílias, especialmente mulheres que acumulam trabalho formal, cuidados domésticos e maternidade.

Essa é a força política do tema: ele não se limita a uma conta de horas trabalhadas. A discussão toca em qualidade de vida, saúde mental, convivência familiar, produtividade, renda e organização do setor produtivo. Para quem defende a mudança, o modelo atual é exaustivo e ultrapassado. Para setores empresariais, a preocupação está nos custos e na adaptação das escalas.

No Congresso, a proposta tende a dividir opiniões. Parlamentares ligados ao mundo do trabalho devem usar o tema como vitrine social. Já bancadas mais próximas do setor produtivo devem cobrar estudos de impacto e regras de transição. O governo, por sua vez, tenta se posicionar ao lado da pauta sem ignorar a necessidade de negociação.

Politicamente, a escala 6×1 se tornou um símbolo. Em um país onde milhões de trabalhadores vivem com pouco tempo para descanso, lazer e família, a proposta tem apelo popular imediato. A pergunta que fica para Brasília é se esse apelo será suficiente para vencer resistências econômicas e construir maioria no Congresso.