Início Site

Vinicius Jr. marca, Real Madrid sofre, mas empata com Leipzig e avança às quartas da Champions League

Real Madrid está nas quartas de final da Champions League! Nesta quarta-feira (6), o time merengue empatou em 1 a 1 com o RB Leipzig, no Santiago Bernabéu, no dia em que completa 122 anos.

Vinicius Jr. balançou as redes para a equipe comandada por Ancelotti, que avançou no mata-mata com 2 a 1 no agregado. Orbán descontou para os alemães.

O próximo adversário do Real será definido por sorteio no dia 15 de março.

As quartas da Champions serão disputadas entre 9 e 17 de abril.

A decisão será no dia 1º de junho, no estádio de Wembley, em Londres.

O jogo

Depois de vencer por 1 a 0 na Alemanha com um golaço de Brahim Díaz, o time espanhol entrou em campo nesta quarta com a vantagem do empate.

No 1º tempo, o Real entrou em campo com o regulamento nas mãos e pouco criou. O Leipzig, por sua vez, teve mais posse de bola e desperdiçou boas chances de marcar, principalmente com Openda. Na reta final, os alemães pressionaram e só não balançaram as redes, porque Lunin catou um chute de Xavi Simons.

Para o 2º tempo, Ancelotti tirou Camavinga para a entrada de Rodrygo. A substituição fez efeito nos primeiros minutos e mudou o clima no Bernabéu.

Com o apoio da torcida, o Real foi entrando no jogo. Kroos poderia ter marcado aos 14, mas parou em uma grande defesa de Gulácsi. Na sequência, Rodrygo também botou o goleiro do Leipzig para trabalhar.

Até que aos 19, Vinicius Jr. recebeu um passe açucarado de Bellingham e finalizou no contrapé de Gulácsi para fazer 1 a 0.

Só que a alegria dos espanhóis durou pouco. O Leipzig não sentiu o golpe, foi para cima e deixou tudo igual com Orbán três minutos depois.

O gol colocou fogo na partida, e o time alemão seguiu pressionando para ao menos levar o duelo para a prorrogação.

Nos acréscimos, o Leipzig foi para o tudo ou nada, mas Dani Olmo carimbou a trave.

BRB conclui entrega de 152 mil cartões de uniforme escolar e amplia impacto social no DF

Foto: Pedro Oliveira.

O BRB concluiu ontem (21/1) a entrega de 152.868 cartões do Programa Cartão Uniforme Escolar aos estudantes da rede pública do Distrito Federal. O benefício, que garante crédito anual de R$ 282,99 por aluno para compra de uniformes em malharias credenciadas, promove igualdade de acesso, autonomia às famílias e estímulo direto à economia local.

Instituído por lei em outubro de 2025, o programa teve sua primeira etapa executada em 22 pontos de distribuição definidos pela Secretaria de Educação, com apoio da BRB Serviços.

“O Cartão Uniforme Escolar é uma política de dignidade que alivia o orçamento das famílias, fortalece o comércio local e cria um ciclo virtuoso de desenvolvimento. Cada cartão entregue representa uma criança com uniforme completo, mais autoestima e mais permanência na escola. Ao mesmo tempo, representa renda e previsibilidade para costureiras, malharias e pequenos lojistas do DF. Como banco público, nosso compromisso é transformar eficiência operacional em valor social”, afirma Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB.

O crédito é concedido de forma universal, sem critério de renda, e reúne em um único cartão o valor destinado a todos os estudantes sob responsabilidade de uma mesma família. As compras podem ser realizadas em mais de 90 malharias credenciadas, em processo contínuo conduzido pela Sedes-DF. A logística de entrega segue modelo simplificado, com retirada presencial em postos espalhados pelo DF e consulta dos locais no portal GDF Social.

A primeira fase de distribuição iniciou em 22 de dezembro e, embora tenha alcançado a maior parte dos beneficiários, aproximadamente 28% do total de cartões permanece pendente de retirada. Para assegurar que todas as famílias recebam o benefício, está sendo avaliada a prorrogação do calendário, com previsão de retomada das entregas em 2 de fevereiro, por um período estimado de duas semanas. O novo cronograma será divulgado nos canais oficiais da Secretaria de Educação.

O novo modelo substitui a antiga distribuição centralizada de uniformes, aumenta a autonomia das famílias, desburocratiza processos e fortalece fornecedores locais. A iniciativa integra a rede de proteção social do DF e se soma a outros benefícios operados pelo BRB, como o Cartão Material Escolar e diversos programas de transferência de renda.

Desde 2019, o BRB já operacionalizou mais de 30 programas sociais, beneficiando centenas de milhares de famílias e movimentando quase R$ 3 bilhões em pagamentos, sendo R$ 722 milhões apenas em 2025, em 2,89 milhões de transações, consolidando-se como o principal agente financeiro das políticas sociais do Distrito Federal.

Além do Imposto: O impacto estratégico da Reforma Tributária na Saúde

A transição para o novo modelo exige mais que ajustes contábeis; demanda governança robusta e atualização tecnológica para mitigar riscos e capturar eficiências

A regulamentação da Reforma Tributária é um marco para mudanças na forma como inúmeros setores serão tributados no Brasil. Na Saúde não será diferente. A substituição de cinco tributos — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — pelo modelo de IVA Dual, composto por Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), simplifica o sistema e altera a lógica fiscal que sustenta a operação de hospitais, clínicas, operadoras e fornecedores de insumos e equipamentos médicos.

Reconhecido como um setor essencial, a saúde passa a ter tratamento diferenciado na nova estrutura, com redução de 60% nas alíquotas aplicadas aos serviços e isenções integrais para uma lista extensa de medicamentos, dispositivos médicos e equipamentos considerados estratégicos. Na prática, a mudança tende a reduzir distorções dessa cadeia, que hoje convive com sobreposição de tributos, regimes distintos e elevada complexidade operacional, fatores que pressionam custos e impactam o acesso da população aos serviços.

Mas o efeito mais profundo da reforma não está apenas nas alíquotas. A introdução da não cumulatividade plena do IVA, prevista na Lei Complementar 214/2025, muda a forma como os créditos tributários poderão ser apropriados e compensados pelas instituições de saúde. Os hospitais passarão a utilizar créditos gerados na aquisição de bens e serviços para abater o IBS e a CBS devidos, exigindo controle rigoroso das operações, atenção às exceções previstas em lei e capacidade de rastreabilidade fiscal ao longo de toda a cadeia.

“Estamos falando de uma mudança que vai muito além do fiscal. A reforma altera a lógica operacional da saúde, porque obriga as instituições a terem domínio preciso sobre suas operações, seus fluxos e seus dados. Sem isso, os benefícios previstos em lei simplesmente não se materializam”, afirma Ramon Martins Maia, Diretor de Produto e Performance da MV.

Outro ponto sensível é a adoção do princípio do destino, que redefine o local de incidência do tributo com base na prestação ou fruição do serviço, e não mais na origem. Em um setor marcado por atendimentos presenciais, serviços realizados fora do estabelecimento e por modalidades remotas, a correta identificação do local da operação, do adquirente e do destinatário passa a ser determinante para evitar erros de apuração e riscos fiscais.

“Na saúde, é comum que o pagador não seja exatamente quem recebe o serviço, especialmente em operações envolvendo SUS, planos de saúde e atendimentos fora do estabelecimento. A reforma exige um nível de controle muito maior sobre essas distinções, o que traz desafios importantes para hospitais e clínicas”, explica o executivo.

Nesse cenário, os sistemas de gestão hospitalar deixam de ser ferramentas administrativas e assumem papel estratégico na adaptação à nova lógica tributária. Serão eles os responsáveis por integrar regras fiscais, operacionais e assistenciais, garantindo o correto enquadramento de serviços, a aplicação dos benefícios previstos nos diversos anexos da legislação e a conformidade com normas que ainda estão em fase de regulamentação.

“A tecnologia passa a ser a espinha dorsal dessa transição. É por meio dos sistemas de gestão que as instituições conseguirão acompanhar as regulamentações, aplicar corretamente as regras do IVA Dual e manter segurança jurídica durante o período de transição”, diz Ramon.

Hospitais filantrópicos, por exemplo, poderão se beneficiar de alíquotas reduzidas ou zeradas na aquisição de medicamentos e dispositivos médicos, desde que cumpram requisitos específicos, como a manutenção da Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social (Cebas) e a vinculação das compras às atividades relacionadas ao SUS. Sem processos e sistemas preparados, esses benefícios podem não se concretizar na prática.

Para o setor, a Reforma Tributária representa um avanço relevante ao reconhecer a importância social da saúde e buscar maior racionalidade no sistema fiscal. “O grande desafio agora é transformar uma boa arquitetura legal em ganhos reais para as instituições e, consequentemente, para o paciente. Isso passa por planejamento, informação qualificada e decisões corretas ao longo de toda a transição”, explica Maia.

Janeiro Branco amplia o debate sobre saúde mental no ambiente de trabalho

Babyanny De Souza Barreto, coordenadora de Facilities do Sicoob UniCentro Br – Crédito: Arquivo pessoal/Divulgação

No mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, Sicoob UniCentro Br reforça o cuidado com seus colaboradores ao oferecer atendimento psicológico por meio da plataforma Orienteme e promover palestra online com psicóloga especializada

O debate sobre saúde mental no ambiente de trabalho tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil e no mundo, especialmente em setores marcados por pressão, metas e alta responsabilidade, como o financeiro. Segundo a pesquisa Check-up de Bem-estar 2025, desenvolvida pela Vidalink, o estresse relacionado ao trabalho faz com que 63% dos profissionais sintam ansiedade ou angústia na maior parte dos dias. Já dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho apontam aumento de 134% nos benefícios concedidos no último biênio associados à saúde mental. Inserido nesse contexto, o Sicoob UniCentro Br tem fortalecido iniciativas voltadas ao bem-estar emocional de seus colaboradores, combinando acesso contínuo a atendimento psicológico com ações de conscientização.

No âmbito do Janeiro Branco – campanha nacional dedicada à promoção da saúde mental e emocional –, a cooperativa financeira promoveu uma palestra virtual com a psicóloga da Plataforma de Psicologia Organizacional Orienteme Cleide Fernandes, voltada a ampliar a compreensão dos colaboradores sobre saúde mental e recursos disponíveis. “Nosso objetivo é oferecer aos colaboradores ferramentas práticas para fortalecer foco, presença e autoconsciência, além de habilidades essenciais para quem atua no setor financeiro. Além disso, a palestra integra o calendário contínuo de ações conduzidas pela cooperativa para reforçar que o bem-estar não é uma ação pontual, mas uma cultura que estamos construindo e fortalecendo todos os dias”, ressalta o diretor operacional do Sicoob UniCentro Br, Charles Campanha.

Para a coordenadora de Facilities da cooperativa financeira, Babyanny De Souza Barreto, a ação empreendida pela instituição em virtude do Janeiro Branco, por meio da palestra, é uma forma de desmistificar o preconceito que muitas pessoas carregam em relação ao acompanhamento psicológico e seus benefícios. “É importante que os colaboradores entendam que cuidar da saúde mental é tão essencial quanto cuidar da saúde física. Temos o hábito de realizar check-ups anuais, mas ainda não estamos acostumados a buscar terapia, algo que precisa ser revisto. Vivemos em uma sociedade cada vez mais ansiosa e imediatista, e é fundamental acompanhar esse cenário, compreendendo que o cuidado com a saúde mental exige tempo, constância e entendimento de que tudo faz parte de um processo”, analisa.

Cuidado contínuo

A Plataforma Orienteme é uma ferramenta contratada pelo Sicoob UniCentro Br para disponibilizar terapia online para os funcionários, sendo ofertadas a cada um quatro sessões mensais, conteúdos especializados e possibilidade de incluir dependentes. “Esse modelo não só amplia o acesso, como também atende às exigências NR-1, que reforça a necessidade de monitorar riscos psicossociais e promover ambientes saudáveis”, explica Charles Campanha. Ele avalia que trabalhar em um ambiente de alta responsabilidade aumenta a exposição a riscos psicossociais, que é exatamente o que a Norma Regulamentadora 1 (NR-1) – base da Segurança e Saúde no Trabalho (SST) no Brasil – orienta que seja monitorado e prevenido.

“Na nossa cooperativa, cuidar das pessoas faz parte do nosso propósito. Sabemos que o setor financeiro exige atenção constante e decisões rápidas, o que reforça a importância de olhar para a saúde mental de forma estratégica”, pontua o diretor. Ele destaca que os impactos da iniciativa são visíveis e que a terapia tem ajudado colaboradores a lidar melhor com desafios emocionais, melhorar a consciência sobre limites e encontrar mais equilíbrio na rotina. “Muitos relatam maior clareza, mais disposição e sensação de acolhimento ao saber que têm suporte profissional à disposição. Além da Orienteme, iniciativas de bem-estar como Wellhub e ginástica laboral contribuem para o cuidado também com a saúde física, combinação que fortalece a energia, reduz tensões e cria um clima organizacional mais leve, colaborativo e humano”, afirma.

Babyanny, por exemplo, conta que faz uso do benefício há quase três anos e observa que buscar o equilíbrio mental é fundamental em todos os aspectos da vida e que ter acesso a esse tipo de apoio reforça a importância de valorizar o nosso bem-estar emocional e de enxergar a saúde mental como uma prioridade. “O acompanhamento nos proporciona uma nova e mais ampla perspectiva para interpretar e lidar com determinadas situações do dia a dia. É gratificante fazer parte de uma organização que valoriza o cuidado com as pessoas e com a saúde, oferecendo um benefício tão importante. Esse acesso demonstra o cuidado e compromisso da empresa com o bem-estar dos colaboradores, o que faz toda a diferença no dia a dia”, finaliza.

Volta às aulas exige atenção às regras de trânsito nas escolas

Ações educativas organizadas pelo Detran-DF estão previstas para ocorrer em diversas unidades de ensino​​​​ | Foto: Divulgação/Detran-DF

Detran-DF intensifica ações educativas e de fiscalização para garantir segurança no entorno das unidades de ensino

As aulas nas escolas particulares já estão de volta, e o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) trabalha para que o ir e vir dos alunos aconteça de forma segura. Para isso, foram instalados diversos painéis de mensagens próximos às unidades de ensino, com alertas sobre a importância de escolher um transporte escolar regularizado e sobre regras básicas de circulação para veículos e pedestres.

Com a volta às aulas, o fluxo de pedestres e de veículos aumenta significativamente, principalmente nos horários de entrada e saída dos estudantes. Por isso, estão programadas atividades educativas na porta das escolas, nas quais educadores de trânsito recebem pais e alunos, entregando material informativo para reforçar as medidas de segurança tanto para quem vai às aulas quanto para quem transporta os estudantes. Travessia na faixa, uso do cinto de segurança ou de dispositivo de retenção adequado à idade da criança, não parar em fila dupla e não bloquear a via são cuidados essenciais destacados pelos educadores.

“Se todos respeitarem as regras de circulação, nossas crianças irão à escola e voltarão para casa em segurança. Para isso, nossas equipes estão trabalhando na orientação de pais, alunos e transportadores, mas também na fiscalização do cumprimento dessas regras. Não podemos permitir que descuidos ou irresponsabilidades coloquem a vida dos alunos em risco”, destaca o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini.

Fiscalização

Ações de policiamento e fiscalização de trânsito também estão programadas para as duas próximas semanas em Pontos de Demonstração (PDs) nas imediações das escolas. Os agentes de trânsito estarão atentos às travessias de pedestres, à fluidez do tráfego e ao embarque e desembarque de passageiros, além do estacionamento de veículos em locais que possam trazer riscos ao trânsito e de outras irregularidades que comprometam a segurança viária.

Além disso, haverá Blitz Escolar para coibir o transporte escolar irregular, com verificação da documentação dos veículos e dos condutores. Quem transporta escolares sem a devida autorização comete infração gravíssima, prevista no inciso XX do artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro, sujeitando-se à multa de R$ 1.467,35 e a sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), além da remoção do veículo ao depósito.

Cronograma

Arte: Detran-DF

No sábado (24), das 12h às 16h, os educadores do Detran-DF também estarão no Venâncio Shopping, no Setor Comercial Sul, para orientar o público sobre comportamentos seguros na volta às aulas. Na próxima semana, a ação no local se repetirá na quinta (29) e na sexta-feira (30), das 11h às 14h.

*Com informações do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF)

GDF entra em rota de cobrança por educação e concursos e amplia pressão social

(crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

Medidas administrativas, ajustes em programas e expectativa por vagas públicas movimentam a agenda política de Brasília.

A agenda do Governo do Distrito Federal voltou a ser pautada por temas de forte apelo social: educação e concursos públicos. Entre ajustes de programas, demandas por ampliação de serviços e expectativa por novas seleções, o debate se intensifica nas redes e nas discussões políticas, refletindo uma cobrança permanente por respostas concretas.

No campo educacional, a pressão envolve desde estrutura escolar até políticas de acesso e permanência, com impacto direto na rotina de estudantes e famílias. O tema ganha força porque educação é uma das áreas mais sensíveis da administração pública, onde qualquer falha vira repercussão imediata e pode se transformar em desgaste institucional.

Já a pauta de concursos se mantém como uma das mais mobilizadoras no DF, onde há grande concentração de servidores e candidatos. A abertura de novas vagas, reestruturações de carreiras e recomposição de quadros são assuntos que mexem com o planejamento do governo e com expectativas de milhares de pessoas que dependem do serviço público como horizonte profissional.

Politicamente, o GDF precisa equilibrar duas pressões: a necessidade de manter responsabilidade fiscal e, ao mesmo tempo, responder à demanda por ampliação de serviços. A equação passa por planejamento, transparência e comunicação institucional eficiente, evitando ruídos que aumentem a insatisfação social.

No cenário atual, educação e concursos se tornam termômetros do governo local. A forma como essas agendas avançarem — com prazos, anúncios e entregas — pode definir o clima político em Brasília nos próximos meses, especialmente em um período de alta cobrança e vigilância pública.

Caso das UTIs no DF pressiona gestão da saúde e acelera apuração policial

Investigação sobre mortes em unidades de terapia intensiva vira tema político e cobra respostas rápidas do sistema público.

A saúde pública do Distrito Federal entrou no radar político com o avanço de investigações sobre mortes em UTIs, tema que ganhou repercussão e ampliou cobranças por transparência e responsabilização. O caso passou a mobilizar autoridades, parlamentares e órgãos de controle, elevando a pressão sobre a gestão e o funcionamento da rede assistencial.

A apuração se tornou um ponto sensível porque envolve a confiança da população no atendimento de alta complexidade. Em Brasília, qualquer crise na saúde rapidamente se transforma em debate institucional, com reflexos diretos na avaliação do governo local e na cobrança por medidas de fiscalização, protocolos mais rígidos e revisão de processos.

Além do aspecto policial, a crise traz um alerta para gargalos estruturais: falta de leitos, sobrecarga de equipes, risco de falhas operacionais e necessidade de gestão integrada entre unidades públicas e privadas conveniadas. O debate não se limita ao caso em si, mas ao modelo de atendimento e às condições de segurança do paciente.

A Secretaria de Saúde do DF, nesse contexto, enfrenta um duplo desafio: assegurar continuidade do atendimento e responder com clareza às demandas de investigação. Em momentos como este, o tempo de resposta institucional se torna determinante para reduzir ruídos, conter desinformação e garantir que a população não fique refém de versões conflitantes.

O episódio reforça que saúde pública é, também, um tema político central no DF. O desfecho da investigação e as providências adotadas podem definir não apenas a responsabilização, mas o rumo de mudanças estruturais que impactam diretamente o cotidiano de milhares de brasilienses.

Governo recompõe orçamento de educação e ciência e mira reconstrução do setor

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Redação

Reforço de verbas para universidades e institutos federais reabre discussão sobre prioridades do Estado e impacto na formação de mão de obra.

O governo federal anunciou a recomposição de recursos destinados à educação e à ciência, com foco em universidades e institutos federais. A medida chega como resposta a pressões históricas do setor acadêmico e a uma demanda crescente por estabilidade orçamentária, especialmente diante do desafio de manter serviços essenciais, pesquisas e projetos de extensão.

A decisão tem forte peso político, porque coloca a educação no centro do discurso institucional do governo. Ao reposicionar o orçamento como ferramenta de reconstrução, o Planalto busca consolidar uma agenda que combina valorização da rede federal, fortalecimento da produção científica e incentivo à inovação, com reflexos diretos na competitividade do país.

Na prática, o reforço financeiro pode destravar despesas de funcionamento, bolsas, manutenção predial e continuidade de projetos que dependem de planejamento anual. Para reitores e gestores, o problema não é apenas o tamanho do orçamento, mas a previsibilidade, que define a capacidade de execução e o ritmo de investimentos em áreas estratégicas.

No Congresso, o tema também movimenta bastidores, já que a recomposição exige articulação política e disputa por espaço dentro das prioridades do Estado. O debate se intensifica em um cenário de restrição fiscal e cobrança por resultados, em que cada rubrica do orçamento vira palco de embates entre diferentes setores.

Com o anúncio, o governo tenta dar um sinal claro: educação e ciência voltam a ser tratadas como política pública estruturante. O desafio, agora, é transformar a recomposição em impacto real na ponta — garantindo que o investimento se converta em formação, pesquisa aplicada e desenvolvimento para a população.

Brasileiros estão mais otimistas com as finanças para 2026, revela TransUnion

  • O estudo mais recente do Consumer Pulse revela a Geração Z como a mais confiante quanto ao futuro financeiro e ao uso do crédito
  • Apesar do otimismo, 64% dos consumidores citam a inflação como sua maior preocupação
  • O acesso ao crédito continua essencial para que as pessoas alcancem uma melhor qualidade de vida

Com a chegada de um novo ano, os brasileiros entram em 2026 com confiança em suas perspectivas financeiras. De acordo com o mais recente Estudo Consumer Pulse conduzido pela TransUnion, empresa global de informação e insights que atua como DataTech, esse otimismo abrange todas as gerações: a Geração Z lidera a tendência, com 76% relatando que suas finanças estavam melhores ou conforme planejado no último ano e 84% estavam otimistas de que melhorariam nos próximos 12 meses. Millennials (70%) e Geração X (65%) também compartilham essa sensação de estabilidade em relação às finanças familiares atuais.

Olhando para frente, 73% de todos os consumidores entrevistados estavam otimistas quanto às finanças familiares nos próximos 12 meses. Esse sentimento positivo é reforçado pelos ganhos recentes – 39% dos entrevistados relataram crescimento de renda nos últimos três meses, e 76% esperam aumentos adicionais no próximo ano.

Apesar do otimismo, principais preocupações financeiras continuam pressionando o planejamento financeiro das famílias. A inflação dos produtos de consumo diário é a maior preocupação (64%), seguida pelas taxas de juros (52%) e pelo emprego (47%). A preocupação com a inflação é consistente entre gerações, mas os Baby Boomers (67%) e pessoas de alta renda (66%) demonstram maior apreensão. Essa preocupação se reflete na percepção do poder de compra: apenas 39% de todos os entrevistados acreditam que sua renda conseguirá acompanhar o aumento da inflação.

Diante dos desafios, os consumidores estão implementando ajustes orçamentários significativos. Quase metade de todos os entrevistados (47%) cortou despesas opcionais nos últimos três meses, reduzindo gastos com jantares fora (66%), entrega de comida (56%) e viagens (54%). Além disso, 21% dos entrevistados também cancelaram ou reduziram gastos com serviços digitais (como TV a cabo e internet).

“Embora o otimismo do consumidor aponte para uma recuperação gradual da confiança, ele vem acompanhado de uma postura mais cautelosa. Os consumidores estão esperançosos, mas atentos aos seus orçamentos, planejando com mais prudência e priorizando escolhas de consumo mais conscientes”, comenta Helena Leite, especialista de mercado do setor bancário da TransUnion Brasil.

Acesso ao crédito e qualidade de vida

O acesso e a importância do crédito na vida das pessoas continuam sendo um pilar central no orçamento de curto e longo prazo das famílias. A maioria dos entrevistados (59%) considera o acesso ao crédito muito importante para alcançar seus objetivos financeiros. Para os mais jovens, que ainda estão começando a construir um patrimônio, esse percentual aumenta para 64% na Geração Z e 61% entre os Millennials. Além disso, 65% de todos os consumidores entrevistados concordam que o crédito lhes proporcionaria novas oportunidades para uma melhor qualidade de vida – como iniciar um negócio, comprar uma casa ou financiar estudos – demonstrando que o crédito é visto como um motor do avanço socioeconômico e da inclusão financeira.

Em sinal de recuperação e maior estabilidade, o estudo da Consumer Pulse também mostra que a confiança no acesso ao crédito aumentou significativamente. Mais da metade (58%) dos entrevistados relatou ter acesso suficiente a produtos de crédito, um aumento em relação aos 51% registrados no quarto trimestre de 2024. No entanto, há variação conforme o nível de renda: 71% das pessoas de alta renda se sentem bem atendidas, em comparação com apenas 47% dos de renda média. Em geral, 63% dos consumidores acreditam que teriam aprovação de crédito se solicitassem.

“É muito positivo ver que a confiança no acesso ao crédito aumentou. No entanto, a diferença de acesso entre consumidores de alta e média renda mostra que ainda há demanda reprimida por crédito no mercado. Para fechar essa lacuna e promover uma inclusão financeira real é essencial que as instituições utilizem cada vez mais análises de dados positivos e alternativos”, diz Leite, que acrescenta: “Essas informações adicionais, que vão além do histórico de crédito tradicional, são cruciais para oferecer uma avaliação de risco mais precisa e justa, permitindo que mais consumidores das classes média e baixa tenham acesso aos produtos de crédito necessários para alcançar seus objetivos de qualidade de vida”.

Essa confiança e a percepção da importância do crédito se traduzem em expectativas de alta atividade de crédito em 2026. Cerca de 38% das pessoas pretendem solicitar ou refinanciar algum tipo de crédito nos próximos 12 meses. Entre eles, os produtos mais procurados são novos cartões de crédito (38% dos entrevistados), empréstimos pessoais (36%) e aumentos no limite de crédito (30%).

“Os dados são importantes para instituições que oferecem crédito, pois indicam quais produtos estão mais em demanda entre os clientes. Especialmente em relação ao aumento do limite de crédito, as instituições podem avaliar os limites regularmente e fazer ofertas que atendam às necessidades dos clientes antes de recorrerem a outras instituições, garantindo assim a fidelidade dos clientes”, comenta Leite.

Metodologia

A pesquisa Consumer Pulse da TransUnion com 999 adultos foi realizada entre 25 de setembro e 7 de outubro de 2025 pela TransUnion em parceria com o provedor terceirizado de pesquisa Dynata. Adultos com 18 anos ou mais residindo no Brasil foram entrevistados usando um método de pesquisa em painel online em uma combinação de computador, celular e tablet. As perguntas da pesquisa foram aplicadas em inglês e português.
 

Para aumentar a representatividade nos dados demográficos dos moradores, a pesquisa incluiu cotas para equilibrar as respostas de acordo com as dimensões estatísticas do censo de idade, gênero, renda familiar e região. As gerações são descritas nesta pesquisa da seguinte forma: Geração Z (18–28 anos); Millennials (29–44 anos); Geração X (45–60 anos); Baby Boomers (61 anos ou mais).
 

Os resultados desta pesquisa são não ponderados e estatisticamente significativos, com um nível de confiança de 95% dentro de ±3,1 pontos percentuais, com base em uma margem de erro calculada. Note que algumas porcentagens nos gráficos podem não chegar a 100% devido ao arredondamento ou à variedade de respostas aceitas. Para saber mais, acesse o estudo completo aqui.

Sobre a TransUnion

A TransUnion é uma empresa global de informação e insights que oferece confiança para empresas e consumidores alcançarem grandes feitos na economia moderna. Fazemos isso fornecendo uma visão multidimensional de cada pessoa, para que ela seja representada de forma confiável e simétrica no mercado, promovendo maior inclusão financeira. Chamamos isso de Informação para o Bem®.

Por quase 60 anos, a TransUnion vem oferecendo soluções que ajudam a criar oportunidades econômicas, experiências valiosas e empoderamento pessoal. Temos mais de treze mil funcionários em mais de trinta países, incluindo o Brasil. Por meio de aquisições e investimentos em tecnologia, desenvolvemos soluções inovadoras que, globalmente, vão além do nosso reconhecimento como agência de crédito.

A empresa está presente no Brasil desde 2012, com o objetivo de ajudar a melhorar a qualidade de vida das pessoas. Em 2022, após uma década de serviços no mercado doméstico, o Banco Central do Brasil (BC) nos autorizou a operar como um registro central para informações positivas de crédito. A TransUnion cria oportunidades econômicas, empodera consumidores e apoia centenas de milhões de pessoas em segmentos como Serviços Financeiros, Seguros, Telecomunicações, Varejo, Fintechs e Indústrias, oferecendo soluções para automação de decisões, gestão de risco de crédito e prevenção de fraudes.

Goiás inicia pagamento da dívida com a União pelas regras do Propag

Goiás pagou primeira parcela da dívida com União em 15 de janeiro, em condições mais vantajosas para o Estado em relação ao RRF (Foto: Economia-GO)

Novo programa reduz em cerca de R$ 590 milhões o desembolso previsto para 2026 em relação ao RRF

O Estado de Goiás quitou, no dia 15 de janeiro, a primeira parcela da dívida refinanciada com a União após a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). O pagamento inicial somou R$ 12,01 milhões e marca o início da nova fase de gestão do passivo estadual, com condições mais vantajosas em relação ao antigo Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

Além da primeira parcela do Propag, o Estado também retomou, na mesma data, o pagamento dos contratos de dívidas garantidas pela União, cinco ao todo, sendo dois com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e três com a Caixa Econômica Federal, que totalizaram R$ 86 milhões. Esses valores, até então, vinham sendo honrados pela União no âmbito do RRF e ressarcidos parcialmente pelo Estado, conforme percentual previsto na regra de progressão do RRF.


Cálculos da Secretaria da Economia, por meio da Subsecretaria do Tesouro Estadual, indicam que, em 2026, Goiás deverá desembolsar aproximadamente R$ 1,46 bilhão para pagamento do serviço total da dívida pública. O montante representa uma redução de cerca de R$ 590 milhões em relação ao que seria pago caso o Estado tivesse permanecido no RRF, cujo custo anual estimado alcançaria R$ 2,05 bilhões, uma economia de aproximadamente 30%.

A adesão ao Propag foi formalizada em 24 de dezembro de 2025, com a celebração de termo aditivo por meio do qual o Estado refinanciou R$ 20,87 bilhões em contratos de dívidas administradas pela União, previstos nas Leis nº 8.727/1993, nº 9.496/1998 e na Lei Complementar nº 159/2017.


Com o novo acordo, a dívida pública com a União foi renegociada por um prazo de 30 anos, com indexador mais favorável, IPCA acrescido de juro zero, o que reduz o custo financeiro, dá maior previsibilidade fiscal e abre espaço para ampliar investimentos. 

Secretaria da Economia – Governo de Goiás

Groenlândia entra no tabuleiro e Europa reage a pressão dos EUA

Da Redação

Declarações e movimentos estratégicos elevam tensão no Atlântico Norte e reacendem debate sobre soberania, defesa e influência global.

A Groenlândia, território historicamente associado a disputas estratégicas, voltou ao centro do debate internacional e se tornou um dos temas mais sensíveis do dia. A pressão política vinda dos Estados Unidos e as reações europeias elevaram o tom diplomático e trouxeram de volta a discussão sobre presença militar, soberania e controle de rotas no Ártico.

O assunto não é apenas simbólico: envolve interesses militares e econômicos, com impacto direto sobre segurança global e logística internacional. Na prática, o Ártico vem se consolidando como um corredor estratégico, em meio à corrida por influência em áreas ricas em recursos naturais e relevantes para o tráfego global.

A reação europeia mostra que o tema deixou de ser tratado como hipótese distante. O debate agora circula entre chancelerias e organismos de defesa, com atenção especial ao papel da OTAN e à necessidade de posicionamento conjunto dos aliados.

O movimento evidencia uma mudança no centro de gravidade da política internacional: territórios e regiões antes periféricos passam a ser tratados como ativos estratégicos. Isso reorganiza alianças, endurece discursos e pressiona governos a responderem com firmeza para não perderem espaço.

O reflexo chega ao Brasil de forma indireta, mas real. Quanto maior a tensão global, maior a instabilidade em cadeias de comércio e energia, o que afeta exportações, inflação e o ambiente econômico interno.