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Vinicius Jr. marca, Real Madrid sofre, mas empata com Leipzig e avança às quartas da Champions League

Real Madrid está nas quartas de final da Champions League! Nesta quarta-feira (6), o time merengue empatou em 1 a 1 com o RB Leipzig, no Santiago Bernabéu, no dia em que completa 122 anos.

Vinicius Jr. balançou as redes para a equipe comandada por Ancelotti, que avançou no mata-mata com 2 a 1 no agregado. Orbán descontou para os alemães.

O próximo adversário do Real será definido por sorteio no dia 15 de março.

As quartas da Champions serão disputadas entre 9 e 17 de abril.

A decisão será no dia 1º de junho, no estádio de Wembley, em Londres.

O jogo

Depois de vencer por 1 a 0 na Alemanha com um golaço de Brahim Díaz, o time espanhol entrou em campo nesta quarta com a vantagem do empate.

No 1º tempo, o Real entrou em campo com o regulamento nas mãos e pouco criou. O Leipzig, por sua vez, teve mais posse de bola e desperdiçou boas chances de marcar, principalmente com Openda. Na reta final, os alemães pressionaram e só não balançaram as redes, porque Lunin catou um chute de Xavi Simons.

Para o 2º tempo, Ancelotti tirou Camavinga para a entrada de Rodrygo. A substituição fez efeito nos primeiros minutos e mudou o clima no Bernabéu.

Com o apoio da torcida, o Real foi entrando no jogo. Kroos poderia ter marcado aos 14, mas parou em uma grande defesa de Gulácsi. Na sequência, Rodrygo também botou o goleiro do Leipzig para trabalhar.

Até que aos 19, Vinicius Jr. recebeu um passe açucarado de Bellingham e finalizou no contrapé de Gulácsi para fazer 1 a 0.

Só que a alegria dos espanhóis durou pouco. O Leipzig não sentiu o golpe, foi para cima e deixou tudo igual com Orbán três minutos depois.

O gol colocou fogo na partida, e o time alemão seguiu pressionando para ao menos levar o duelo para a prorrogação.

Nos acréscimos, o Leipzig foi para o tudo ou nada, mas Dani Olmo carimbou a trave.

Reputação na Política: o valor das Marcas Humanas

Por Nilson Hashizumi


Durante décadas, a reputação pública foi mediada por estruturas relativamente estáveis.
Jornais, revistas, rádio e televisão operavam como filtros — imperfeitos, mas organizadores — do fluxo de informação.

Esse modelo não desapareceu.
Mas perdeu protagonismo.

A expansão da internet, a popularização das redes sociais e a multiplicação de canais digitais descentralizados redesenharam completamente o ambiente de comunicação. Hoje, qualquer indivíduo pode produzir, distribuir e amplificar narrativas em escala.

Nesse novo ecossistema, influenciadores digitais passaram a ocupar o espaço de formação de opinião. Em muitos casos, com mais alcance e engajamento do que os veículos tradicionais.

O efeito é direto:
a reputação deixou de ser construída por poucos — e passou a ser disputada por muitos.


A promessa da desintermediação trouxe ganhos evidentes.
A comunicação direta encurtou distâncias, reduziu filtros e ampliou a capacidade de conexão entre emissor e público.

Mas não há ganho sem custo.

O mesmo ambiente que permite proximidade impõe exposição permanente.
Vivemos sob lógica de vigilância contínua.

Toda fala pode ser registrada.
Todo gesto pode ser recortado.
Toda ação pode ser reinterpretada.

Não existe mais bastidor protegido.
Não existe mais margem para incoerência silenciosa.

Tudo comunica. E tudo deixa rastro.


A abundância de informação não produziu mais clareza.
Produziu ruído.

O ambiente contemporâneo é marcado pela sobreposição de narrativas, pela circulação de conteúdos fora de contexto e pela presença crescente de informações falsas ou parcialmente verdadeiras.

Estruturas organizadas de distribuição de conteúdo operam com lógica de engajamento contínuo. Em muitos casos, sustentadas por dinâmicas que se aproximam da gamificação — mantendo públicos mobilizados, ativos e permanentemente posicionados.

A polarização intensifica esse cenário.
O conflito passa a ser motor de visibilidade.

Somam-se a isso a negação de dados científicos, o ataque a instituições e a disputa permanente sobre o que é, ou não, fato.

O resultado é profundo:
a confiança deixou de ser um ponto de partida — e passou a ser uma variável instável.


Diante desse ambiente, uma pergunta se impõe:

Se a informação é abundante, disputada e frequentemente distorcida,
o que sustenta a credibilidade?

A resposta é menos complexa do que parece — e mais difícil de executar:

reputação.

Mas não se trata de visibilidade.
Nem de popularidade.
Nem de presença digital.

Reputação é outra coisa.

É coerência entre discurso e prática.
É consistência ao longo do tempo.
É trajetória reconhecível.
É previsibilidade de comportamento.
É alinhamento entre valores e decisões.

Reputação não é ferramenta.
Não é peça de comunicação.

É patrimônio.

E, como todo patrimônio, exige construção contínua, manutenção e proteção.


Na política contemporânea, essa construção passa por um conceito central:
o de marca humana.

Não há mais separação sustentável entre pessoa e personagem.
Entre vida privada, atuação profissional e presença pública.

Tudo converge.

A identidade percebida é resultado da soma — e da coerência — entre essas dimensões.

Isso elimina, na prática, a viabilidade de personagens artificiais sustentados no longo prazo.
As inconsistências aparecem.
E, quando aparecem, são amplificadas.

Nesse ambiente, a autenticidade deixa de ser diferencial.
Passa a ser requisito mínimo.

E mais:
a verdade, ainda que imperfeita, tende a ser mais sustentável do que a ficção bem construída.


Se reputação é ativo, ela não pode ser tratada de forma improvisada.

Exige método.

Exige leitura de contexto.
Exige definição clara de posicionamento.
Exige construção de narrativa.
Exige disciplina de presença.
Exige preparação para crise.
Exige alinhamento entre o que se diz, o que se faz e o que se decide.

Não se trata de controlar a percepção — isso já não é possível.
Trata-se de reduzir a distância entre identidade, prática e comunicação.

Reputação se constrói na consistência.
E se destrói na incoerência.


Em ambientes complexos, nenhuma leitura individual é suficiente.

A gestão de reputação exige inteligência ampliada.
Multidisciplinar.
Conectada.

É nesse ponto que modelos baseados em rede ganham relevância.

A integração entre especialistas, a troca constante de análise e a capacidade de leitura coletiva do ambiente permitem decisões mais precisas — e respostas mais rápidas.

Mais do que executar ações, trata-se de interpretar o contexto com profundidade e agir com coerência.


Em um cenário de excesso de informação, disputa narrativa e instabilidade de confiança,
a reputação se consolida como o principal ativo estratégico de agentes públicos e instituições.

Ela não elimina conflitos.
Não impede ataques.
Não produz unanimidade.

Mas estabelece algo fundamental:

um eixo de credibilidade.
Um ponto de ancoragem.

E, no ambiente atual, isso não é detalhe.

É poder.

NILSON HASHIZUMI

Estrategista de marketing político e corporativo, jornalista, fotógrafo, gestor de cultura e preparador de candidatos, grupos e agremiações políticas, com MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político. Co-fundador da Alcateia Política, orientou, coordenou e defendeu candidatos majoritários em São Paulo e Pará e candidatos proporcionais em São Paulo e Minas Gerais. Orientado a resultados, trabalha com visão de processos na gestão da comunicação on e off-line para a construção de reputação, imagem e formação de opinião. Atuou por mais de 30 anos na iniciativa privada, organizações da sociedade civil e entidades de classe antes de atuar em favor de entes políticos. Associado ao CAMP.

https://www.linkedin.com/in/nilsonhashizumi

Acolhimento e geração de renda fortalecem mães em situação de vulnerabilidade no DF

Projetos oferecem orientação, capacitação profissional e apoio a gestantes e mulheres atendidas por programas sociais do GDF

A maternidade costuma ser marcada por descobertas, desafios e transformações. Para muitas mulheres em situação de vulnerabilidade social, no entanto, esse período também pode significar insegurança, medo e falta de apoio. É nesse cenário que as políticas públicas da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) têm feito a diferença ao acolher, orientar e abrir caminhos para que mães reconstruam a vida com mais dignidade, autonomia e esperança.

Entre as iniciativas desenvolvidas pela pasta, o programa Nasce uma Estrela simboliza esse cuidado desde o início da vida. Voltada a gestantes e mães de recém-nascidos em situação de vulnerabilidade, a iniciativa oferece acolhimento humanizado, informação e suporte prático em um dos momentos mais sensíveis da vida de uma mulher.

Executado pela Subsecretaria de Políticas para Crianças e Adolescentes, o curso reúne uma equipe multidisciplinar formada por bombeiros, doulas, enfermeiras, obstetras, pediatras, dentistas e assistentes jurídicos. As participantes recebem orientações sobre amamentação, primeiros socorros, saúde emocional no pós-parto, cuidados com o bebê e direitos das mães, além de uma bolsa com itens essenciais para os primeiros meses da criança.

Desde a criação, em 2024, mais de 3 mil mulheres já foram beneficiadas. Apenas entre janeiro e abril deste ano, foram registrados 388 atendimentos. Moradora de Planaltina, a diarista Vitória Moura, de 24 anos, participou do projeto durante a gravidez do segundo filho.

“Mesmo já sendo mãe, eu ainda tinha muitas inseguranças, porque cada gravidez é diferente. Na minha primeira gestação eu passei por muitas dificuldades e queria aprender mais para não viver os mesmos problemas novamente. No Nasce uma Estrela, encontrei acolhimento, orientação e apoio para passar por esse momento com mais tranquilidade”, relata.

Vitória Moura, diarista atendida pelo Nasce uma Estrela: “Na minha primeira gestação eu passei por muitas dificuldades e queria aprender mais para não viver os mesmos problemas novamente” | Foto: Jhonatan Viera/Sejus-DF

O curso é realizado semanalmente, sempre às sextas-feiras, das 10h às 12h, durante as edições do programa GDF na Sua Porta. As inscrições podem ser feitas previamente por formulário eletrônico ou diretamente no local antes do início das atividades. Mais informações estão disponíveis pelo telefone (61) 98382-0271.

Neste ano, o programa ganhou uma nova etapa: o acompanhamento domiciliar de gestantes e puérperas, com visitas realizadas durante a gravidez e no pós-parto. A medida amplia o cuidado individualizado e fortalece o vínculo com as famílias atendidas.

Autonomia que transforma lares

A possibilidade de gerar renda sem abrir mão do cuidado com os filhos é uma realidade que também vem mudando a vida de muitas mães atendidas pelas políticas da Sejus. É nesse contexto que o Banco de Talentos se consolida como uma ferramenta de transformação social e autonomia financeira.

O projeto atende mulheres em situação de vulnerabilidade social, incluindo participantes acompanhadas pelo programa Direito Delas, da Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), iniciativa voltada ao acolhimento e suporte de mulheres vítimas de violência. A proposta é conectar essas mulheres a oportunidades de empreendedorismo, capacitação e geração de renda, oferecendo oficinas, mentorias, feiras e espaços para comercialização de produtos artesanais.

O Banco de Talentos oferece oficinas, mentorias, feiras e espaços para comercialização de produtos artesanais a mulheres em situação de vulnerabilidade | Foto: Divulgação/Sejus-DF

Desde a criação, em 2019, o Banco de Talentos já realizou 172 feiras e beneficiou 1.658 mulheres. Apenas neste ano, até abril, foram promovidas 16 feiras, com a participação de 211 expositoras.

A artesã Adriana Batista, 42 anos, mãe de dois filhos autistas, encontrou no projeto a oportunidade de unir renda, acolhimento e maternidade. Participante do Banco de Talentos, ela expõe e comercializa os produtos artesanais em espaços organizados pela iniciativa, principalmente na loja Cidadania Criativa, espaço permanente da Sejus na Galeria dos Estados destinado à valorização do empreendedorismo feminino e da economia criativa.

“Esse projeto mudou minha vida porque me permitiu trabalhar sem deixar meus filhos sem os cuidados que eles precisam. Muitas mães não conseguem sair de casa por causa da rotina com os filhos, então essa oportunidade acaba sendo também uma forma de garantir renda e dignidade para várias famílias”, afirma.

Adriana Batista, artesã participante do Banco de Talentos: “Esse projeto mudou minha vida porque me permitiu trabalhar sem deixar meus filhos sem os cuidados que eles precisam” | Foto: Jhonatan Viera/Sejus-DF

A subsecretária de Apoio a Vítimas de Violência da Sejus, Uiara Mendonça, destaca que o Banco de Talentos tem um olhar especial para mulheres que precisam reconstruir a própria trajetória enquanto cuidam dos filhos.

“O programa transforma vidas porque entende a realidade dessas mães. Muitas chegam fragilizadas emocionalmente e sem perspectiva financeira. Quando oferecemos capacitação, oportunidade e acolhimento, estamos fortalecendo não apenas essas mulheres, mas toda a estrutura familiar”, ressalta.

*Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)

Fim da escala 6×1 ganha força política e entra no centro do debate social

Discussão sobre redução da jornada deve mobilizar governo, Congresso, trabalhadores e setor produtivo nas próximas semanas

Há temas que começam como bandeira de movimento social e, aos poucos, atravessam as ruas, chegam às redes sociais, entram no Congresso e se tornam pauta nacional. O fim da escala 6×1 é um desses casos. A proposta, que trata da redução da jornada de trabalho, voltou a ganhar força política e promete movimentar a semana em Brasília.

A comissão especial responsável pelo tema deve seguir ouvindo representantes do governo e de diferentes setores para discutir os impactos econômicos e sociais da mudança. Segundo a Agência Brasil, o parecer da PEC que pede o fim da escala 6×1 tem previsão de votação no dia 26 de maio.

O debate ganhou ainda mais visibilidade no fim de semana, em meio às mensagens de Dia das Mães. O presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, defenderam a proposta em vídeo, associando a redução da jornada à possibilidade de trabalhadores passarem mais tempo com suas famílias, especialmente mulheres que acumulam trabalho formal, cuidados domésticos e maternidade.

Essa é a força política do tema: ele não se limita a uma conta de horas trabalhadas. A discussão toca em qualidade de vida, saúde mental, convivência familiar, produtividade, renda e organização do setor produtivo. Para quem defende a mudança, o modelo atual é exaustivo e ultrapassado. Para setores empresariais, a preocupação está nos custos e na adaptação das escalas.

No Congresso, a proposta tende a dividir opiniões. Parlamentares ligados ao mundo do trabalho devem usar o tema como vitrine social. Já bancadas mais próximas do setor produtivo devem cobrar estudos de impacto e regras de transição. O governo, por sua vez, tenta se posicionar ao lado da pauta sem ignorar a necessidade de negociação.

Politicamente, a escala 6×1 se tornou um símbolo. Em um país onde milhões de trabalhadores vivem com pouco tempo para descanso, lazer e família, a proposta tem apelo popular imediato. A pergunta que fica para Brasília é se esse apelo será suficiente para vencer resistências econômicas e construir maioria no Congresso.

Movimento autista pede participação na próxima edição de guia oficial do Turismo e critica uso de símbolo rejeitado pela comunidade  

Autistas Brasil enviou ofício ao Ministério do Turismo apontando lacunas conceituais e ausência de participação direta de pessoas autistas na elaboração do documento federal sobre turismo neurodivergente

A Autistas Brasil encaminhou ao Ministério do Turismo um ofício com críticas técnicas e proposta de cooperação institucional para a próxima edição do “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes”, publicado recentemente pelo governo federal em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O documento foi assinado pelo presidente da organização, o pesquisador e doutor em Educação pela Unicamp Guilherme de Almeida.
 

Lançado durante o 10º Salão do Turismo, em Fortaleza, o guia é apontado pelo governo federal como a primeira iniciativa oficial voltada especificamente ao atendimento de turistas neurodivergentes no Brasil. A publicação foi construída a partir de uma pesquisa nacional com 761 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais do setor turístico. Segundo o levantamento, a qualidade do atendimento e a capacitação das equipes aparecem como os principais fatores que impactam a experiência turística desse público.
 

No ofício, a Autistas Brasil reconhece o caráter pioneiro da iniciativa, mas afirma que o material apresenta contradições conceituais e falhas de governança relacionadas à ausência de participação efetiva de pessoas autistas e organizações do movimento na elaboração do conteúdo.
 

“O Guia tem méritos importantes que precisam ser reconhecidos publicamente. Ele desloca o eixo da acessibilidade para neurodivergentes do plano estritamente físico para as dimensões sensorial, comunicacional e atitudinal, e nomeia com clareza o capacitismo no atendimento turístico — algo raramente feito por documentos oficiais do Estado brasileiro”, afirma Guilherme de Almeida.
 

Uso do símbolo do quebra-cabeça é alvo de críticas

Entre os principais pontos levantados pela entidade está a utilização do símbolo do quebra-cabeça como representação do autismo no documento oficial. Segundo a organização, o símbolo é rejeitado há anos por parte significativa da comunidade autista por remeter à ideia de “peça faltante” ou de um “mistério” a ser resolvido.
 

A Autistas Brasil defende o uso do símbolo do infinito — em arco-íris para representar a neurodiversidade e em dourado para o autismo.
 

“Reproduzir o quebra-cabeça em documento oficial do Estado brasileiro, em 2026, é tecnicamente datado e politicamente desalinhado com o próprio movimento que o Guia pretende apoiar”, afirma Guilherme de Almeida.
 

A organização também questiona o que considera uma contradição conceitual do material. Segundo o ofício, embora o glossário do guia apresente inicialmente uma visão afirmativa da neurodiversidade, o texto volta a definir o autismo a partir da lógica de “déficits” prevista na Classificação Internacional de Doenças (CID-11).
 

“Não se sustenta, num mesmo documento, a afirmação da neurodiversidade como diversidade legítima e a manutenção do vocabulário do transtorno e do déficit”, aponta o documento.
 

“Nada sobre nós sem nós”

Outro ponto central do ofício é a crítica à ausência de participação direta de pessoas autistas na coordenação técnica do guia. Segundo a Autistas Brasil, a ficha técnica do documento não apresenta organizações autísticas, representantes do movimento da neurodiversidade ou pessoas com deficiência entre os responsáveis pela elaboração e revisão do material.
 

“A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência tem status constitucional no Brasil e consagra o princípio do protagonismo direto na formulação de políticas públicas. Validação por grupo focal não substitui coautoria. Esse é um ponto que organiza historicamente a luta do movimento: nada sobre nós sem nós”, afirma Guilherme de Almeida.
 

Organização propõe cooperação técnica ao governo federal

No documento enviado ao Ministério do Turismo, a Autistas Brasil propõe cinco linhas de cooperação institucional para a próxima edição do guia. Entre elas, estão a participação da entidade em regime de coautoria no grupo de trabalho responsável pela revisão do material, a criação de um comitê consultivo permanente ligado à Secretaria Nacional de Políticas de Turismo e o suporte técnico para capacitação de profissionais do setor turístico.
 

A entidade também colocou à disposição o instrumento “Triagem Pedagógica de Barreiras”, desenvolvido pela própria organização, além de solicitar a abertura dos microdados da pesquisa utilizada na elaboração do guia para análise independente.
 

O ofício ainda aponta outras lacunas no documento, como a ausência de recomendações específicas para diferentes perfis neurodivergentes, a falta de articulação com o Cadastur e com legislações relacionadas à acessibilidade, além de críticas à própria diagramação do material, considerada inadequada para pessoas com dislexia.
 

SOBRE A AUTISTAS BRASIL
Organização nacional fundada e liderada por pessoas autistas, a Autistas Brasil atua na formulação de políticas públicas, na incidência jurídica e no desenvolvimento de programas educacionais em larga escala. Nos últimos três anos, suas ações alcançaram mais de 21 mil educadores em todo o país, consolidando a instituição como referência em inclusão, neurodiversidade e direitos humanos.
 

SOBRE O GUILHERME DE ALMEIDA

Guilherme de Almeida é presidente da Autistas Brasil. Doutor e mestre em Educação pela UNICAMP, com pesquisa voltada à justiça neurocognitiva e à autoria epistêmica de pessoas autistas, é também bacharel em Direito pela PUC-PR. Bolsista de excelência acadêmica da CAPES, integra o Stanford Neurodiversity Project e o Comitê dos Direitos das Pessoas com Deficiência do CNJ. Pesquisador do grupo PAIDEIA/UNICAMP, é pessoa autista e atua como autoadvogado na defesa de direitos e inclusão.

Câmara abre semana com pauta pesada sobre IA, transporte público e fertilizantes

Da Redação

Projetos previstos para votação miram crimes digitais contra crianças, mobilidade urbana, agronegócio e transparência nos gastos públicos

A semana começa com a Câmara dos Deputados diante de uma pauta que mistura temas urgentes da vida real com disputas econômicas e sociais de grande impacto. Na mesma fila de votação estão propostas sobre inteligência artificial, transporte coletivo, fertilizantes, concursos públicos e transparência nos gastos federais.

O tema mais sensível é o projeto que endurece o enfrentamento a crimes de pornografia infantil cometidos com uso de inteligência artificial e técnicas de ocultação digital. A discussão chega ao plenário em meio ao avanço de ferramentas capazes de manipular imagens, simular rostos e ampliar riscos para crianças e adolescentes no ambiente virtual.

Esse é um daqueles debates em que a tecnologia corre mais rápido que a lei. Enquanto famílias, escolas e autoridades tentam entender os impactos da inteligência artificial no cotidiano, o Congresso busca atualizar a legislação para impedir que novas ferramentas sejam usadas para violar direitos e produzir crimes ainda mais difíceis de rastrear.

Outro ponto importante da pauta é o marco legal do transporte público coletivo. O tema conversa diretamente com a realidade dos municípios, onde prefeitos convivem com aumento de custos, queda de usuários, pressão por subsídios e cobrança por serviços mais eficientes. Transporte público, nesse caso, não é apenas mobilidade: é acesso ao trabalho, à escola, à saúde e à cidade.

Também está prevista a discussão do Profert, programa de incentivo à indústria de fertilizantes. A proposta tem peso estratégico para o agronegócio e para a política econômica, já que o Brasil ainda depende fortemente da importação de insumos usados na produção agrícola.

A pauta ainda inclui regras para candidatas gestantes em concursos públicos e propostas relacionadas à transparência dos gastos federais. Com isso, a Câmara tenta emplacar uma semana de votações com temas que falam tanto ao eleitor comum quanto a setores organizados da economia.

A leitura política é clara: o presidente da Câmara, Hugo Motta, busca dar ritmo à agenda legislativa e mostrar capacidade de condução em áreas distintas. Para o governo, a semana exigirá articulação. Para a oposição, será oportunidade de marcar posição. Para os municípios, alguns desses projetos podem chegar com efeito direto no caixa, na gestão e na vida da população.

Moraes trava Lei da Dosimetria e reacende queda de braço entre STF, Congresso e oposição

Decisão suspende aplicação da norma que poderia reduzir penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro e recoloca o Supremo no centro da disputa política nacional

Em Brasília, alguns assuntos atravessam o fim de semana e chegam à segunda-feira com força suficiente para pautar toda a semana política. Foi o que aconteceu com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de suspender a aplicação da chamada Lei da Dosimetria em pedidos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A decisão, tomada no sábado, não encerra o debate. Ao contrário: abriu uma nova frente de tensão entre Supremo, Congresso Nacional, oposição e governo. A lei, aprovada pelo Legislativo, passou a ser questionada no STF por ações apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa e pela federação PSOL-Rede. Moraes, relator dos processos, decidiu suspender a aplicação da norma até que a Corte julgue o mérito das ações.

Na prática, o movimento impede, por ora, que condenados pelos atos antidemocráticos tenham pedidos de redução de pena analisados com base na nova legislação. Politicamente, a decisão atinge um dos temas mais sensíveis da relação entre o bolsonarismo e o Supremo: a responsabilização pelos ataques às instituições.

A reação da direita veio rapidamente. Pré-candidatos e lideranças oposicionistas criticaram Moraes e passaram a tratar a suspensão como mais um capítulo da disputa entre o Judiciário e o campo conservador. O tema deve ganhar força no Congresso, sobretudo entre parlamentares que defendem a revisão das penas aplicadas aos condenados do 8 de Janeiro.

Mais do que uma decisão jurídica, o caso virou um recado político. O Supremo sinaliza que não permitirá a aplicação automática de uma lei contestada constitucionalmente; o Congresso, por sua vez, vê mais uma de suas decisões submetida ao crivo da Corte. Entre os dois poderes, a oposição tenta transformar o episódio em combustível para mobilização política.

O assunto deve ocupar o centro do debate nacional nos próximos dias. Em um ano de forte disputa institucional, a Lei da Dosimetria deixa de ser apenas uma discussão sobre cálculo de pena e passa a representar algo maior: a batalha pelo controle da narrativa sobre o 8 de Janeiro, seus responsáveis e seus efeitos sobre a democracia brasileira.

Enxergando o Futuro entrega óculos a mais de 500 alunos e reforça cuidado com a aprendizagem em Valparaíso

Nova etapa do programa contemplou estudantes de quatro escolas municipais e destacou a importância da saúde ocular no desempenho escolar

A Prefeitura de Valparaíso de Goiás deu continuidade, nesta quarta-feira, 7 de maio, a mais uma etapa do programa Enxergando o Futuro, iniciativa que tem levado cuidado, inclusão e melhores condições de aprendizagem para estudantes da rede municipal de ensino.

A ação, realizada por meio da Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, contemplou mais de 500 alunos das Escolas Municipais Gilmar de Jesus Cavalcante, Monteiro Lobato, Casinha Feliz e Reino Encantado com a entrega de óculos. Mais do que corrigir a visão, a iniciativa representa um passo importante para garantir que crianças possam acompanhar melhor as aulas, participar das atividades escolares e desenvolver todo o seu potencial.

O programa busca identificar e corrigir precocemente problemas de visão na infância, uma necessidade que muitas vezes passa despercebida dentro da rotina escolar. Dificuldades para enxergar o quadro, ler livros ou realizar atividades simples em sala de aula podem comprometer o desempenho dos alunos, afetar a autoestima e até interferir no comportamento das crianças.

Durante a entrega, a secretária municipal de Saúde, Luciana Mendes, destacou o impacto que a correção visual pode ter na vida de uma criança. Ela compartilhou sua própria experiência ao usar óculos pela primeira vez, ainda na adolescência, e lembrou como esse momento mudou sua percepção sobre cores, formas e detalhes do mundo ao redor.

“Quando usei óculos pela primeira vez, ainda adolescente, percebi cores, formas e detalhes que nunca tinha enxergado de verdade. Imagine o impacto disso para uma criança que está descobrindo o mundo e aprendendo a ler, escrever e interpretar tudo ao seu redor”, afirmou Luciana.

A secretária também reforçou que problemas de visão podem ser confundidos com desatenção ou dificuldade de aprendizagem, quando, na verdade, a criança apenas não consegue enxergar adequadamente. “Uma criança que não consegue enxergar bem o quadro ou ler um livro precisa fazer um esforço muito maior para acompanhar as aulas. Muitas vezes, comportamentos interpretados como desatenção ou hiperatividade podem estar relacionados à baixa visão. Por isso, avaliar a visão é um passo fundamental no processo de aprendizagem”, ressaltou.

Luciana ainda orientou pais e responsáveis sobre a importância do apoio familiar no período de adaptação ao uso dos óculos. Segundo ela, é comum que a criança estranhe o acessório nos primeiros dias, mas o incentivo da família é essencial para que o novo hábito seja incorporado à rotina com naturalidade.

Com mais uma etapa concluída, o Enxergando o Futuro segue fortalecendo a integração entre saúde e educação em Valparaíso. A entrega dos óculos simboliza mais do que uma ação pontual: representa a oportunidade de enxergar melhor a escola, o aprendizado e as possibilidades de futuro.

Programa Olhar Cidadão leva consultas e óculos gratuitos para crianças e adolescentes no Guará

Ação na Estação Guará do metrô oferece atendimentos de odontologia e oftalmologia a partir de segunda-feira (11)

Quem passa diariamente pela Estação Guará do metrô vai encontrar, nos próximos dias, mais do que a correria do transporte público. Entre os dias 11 e 22 de maio, o estacionamento da estação, na QE 22, será transformado em um ponto de atendimento gratuito de odontologia e oftalmologia do programa Olhar Cidadão, realizado pelo grupo Líderes do Brasil com apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF).

“Na área odontológica, serão oferecidos serviços básicos, como limpeza e restauração. Já na oftalmologia, serão realizados exames de visão, com fornecimento gratuito de óculos para quem precisar”, explica a técnica socioeducativa da Secretaria de Justiça, Fernanda Elisa Calvet.

As consultas ocorrem de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com atendimento por ordem de chegada. O público-alvo são crianças e adolescentes de 6 a 17 anos.

“A expectativa é que a iniciativa tenha impacto direto na vida dos jovens, especialmente no desempenho escolar, já que problemas de visão podem afetar a concentração e o aprendizado. E os atendimentos odontológicos também contribuem para a saúde e a autoestima”, destaca Calvet.

Atendimento gratuito

 A expectativa é realizar cerca de 320 atendimentos odontológicos e 320 oftalmológicos

A ação contará com dois dentistas e dois oftalmologistas. A expectativa é realizar cerca de 320 atendimentos odontológicos e 320 oftalmológicos. “A Estação Guará do metrô recebe grande circulação de pessoas todos os dias, o que facilita o acesso das famílias aos atendimentos. Uma equipe está percorrendo escolas e ruas da região para divulgar a ação. Além disso, carros de som circulam pelas redondezas para informar a população sobre os serviços disponíveis”, diz a produtora do Grupo Líderes do Brasil, Thayzza D’Avila.

A orientação é que os interessados compareçam ao local acompanhados do responsável legal, levando os documentos da criança ou adolescente e também do responsável. No local, será feita a entrega de senha e o encaminhamento para a triagem.

Saúde Itinerante

Expectativa do projeto é, até junho, atender 5,1 mil crianças a adolescentes de oito regiões administrativas do DF

Esta é a quinta região administrativa a receber o programa. No total, serão oito regiões administrativas contempladas até junho deste ano. A expectativa é alcançar mais de 5,1 mil cidadãos, com prioridade a estudantes da rede pública, famílias em situação de vulnerabilidade social e crianças com dificuldades de aprendizagem, baixa visão ou deficiência.

É possível fazer a inscrição prévia pelo site, informando os dados do responsável e da criança ou adolescente, além de escolher o dia e o turno da consulta. Também há opção de agendamento presencial no local da ação, mediante apresentação de documento com foto. Mais informações estão disponíveis no site do projeto () ou no perfil Olhar Cidadão no Instagram @olharcidadao.df.

Governadora Celina Leão autoriza obra de mais de R$ 7 milhões para nova UBS em Sobradinho

Unidade contará com consultórios, farmácia e salas de vacinação para atender moradores da região 

Moradores da Vila Rabelo, em Sobradinho, terão atendimento de saúde mais próximo de casa com a construção da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) da região. Neste sábado (9), a governadora Celina Leão assinou a ordem de serviço para o início das obras da unidade, que terá investimento de mais de R$ 7,1 milhões. 

Durante a solenidade, a chefe do Executivo destacou que a nova unidade vai garantir atendimento mais perto de casa para os moradores da comunidade, sem a necessidade de deslocamento para outras regiões de Sobradinho.

“É uma demanda muito antiga que nós estamos atendendo, que é a atenção primária. Não adianta termos médicos e equipes completas nas cidades se não tivermos a Unidade Básica de Saúde. Por isso, demos essa ordem de serviço aqui. A saúde pública tem que estar na porta da casa do cidadão”, afirmou Celina Leão.

A UBS será construída na Quadra 01, Área Especial 01, na comunidade Vila Rabelo, seguindo o modelo UBS Modular Tipo I. A estrutura terá capacidade para atender até duas equipes de Saúde da Família, compostas por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitários de saúde. 

O espaço contará com consultórios médicos e de enfermagem, salas de vacinação, curativos, acolhimento e farmácia. A unidade será a porta de entrada do SUS na Vila Rabelo, com foco em prevenção e atenção básica à comunidade local.

Juracy Cavalcante: “Hoje, o nosso foco é investir cada vez mais na atenção básica”

Segundo o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante, a unidade terá capacidade para atender até 4 mil pessoas.  “A atenção primária cria um vínculo com o paciente. Por exemplo, uma pessoa diabética ou hipertensa passa a ser acompanhada pela equipe de Saúde da Família, tanto pelos médicos quanto pela equipe multidisciplinar. Esse vínculo é importante porque fortalece os laços com a comunidade e ajuda a evitar a sobrecarga da atenção secundária. Hoje, o nosso foco é investir cada vez mais na atenção básica”, destacou o secretário. 

Mais reforço na saúde

Nesta semana, a governadora Celina Leão também autorizou a contratação de 164 médicos para reforçar a rede pública de saúde do Distrito Federal. São 114 profissionais temporários para atuação na Estratégia de Saúde da Família, além da nomeação de 45 médicos efetivos e cinco psiquiatras aprovados no concurso vigente. 

A medida foi viabilizada após o remanejamento de cerca de R$ 25 milhões inicialmente destinados às comemorações do aniversário de Brasília para investimentos na saúde pública. Os profissionais serão distribuídos pelas unidades conforme planejamento estratégico da pasta. A medida integra a estratégia do governo de priorizar áreas essenciais diante do cenário orçamentário, direcionando recursos para o atendimento direto à população.

Casos de ‘burnout’ avançam mais de 800% em quatro anos e escancaram crise da saúde mental no trabalho

Segundo Darwin Grein, CEO da Juntxs, a implementação deve focar na reestruturação da cultura organizacional e na capacitação de líderes. 

De acordo com estimativas da Organização Internacional do Trabalho, divulgadas através do relatório O ambiente de trabalho psicossocial”, os riscos psicossociais, anualmente, representam uma perda de 1,37% do PIB global

No Brasil, a crise da saúde mental tem impactado diretamente o lucro das empresas e o equilíbrio dos cofres públicos. Para se ter uma noção, um levantamento recente do Ministério da Previdência Social mostra que os afastamentos por burnout cresceram 823% nos últimos quatro anos, agravando o cenário trabalhista.

Mapeando a saúde mental e os riscos psicossociais para além da ‘ergonomia’ no trabalho, o Brasil está próximo de um avanço histórico no bem-estar do trabalhador. O progresso, contemplado pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), propõe um novo olhar acerca de denúncias antigas, mascaradas nos corredores das empresas.

“Uma vez que o foco da atualização da NR1 é o bem-estar do trabalhador, diretorias C-level, profissionais sêniores e CEOs devem se atentar para os benefícios da inclusão dos fatores psicossociais na aplicação da Norma. Se trabalhado estrategicamente, esse olhar interno pode representar uma redução das faltas (absenteísmo), rotatividade (turnover) e, consequentemente, um aumento na ‘produtividade’ das empresas. Esses benefícios podem reduzir perdas, tanto no setor público, quanto no privado”, comenta o CEO da Juntxs, Darwin Grein, que atua há mais de quinze anos com desenvolvimento humano e organizacional. 

Segundo a ata do Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1, as queixas relacionadas a “excesso de demandas no trabalho (sobrecarga); assédio de qualquer natureza no trabalho; e falta de suporte/apoio no trabalho” passam agora pela identificação de riscos e medidas de prevenção contra danos emocionais

Segundo Darwin, concretizar esse avanço significa a finalização de uma espera de quase meio século, desde a criação da Norma NR-1 em 1978. “Foram necessários 48 anos, aproximadamente, para que as normas de ‘segurança e saúde no trabalho’ (SST) fossem ocupadas pelo escopo dos riscos psicossociais ao trabalhador”, explica.

Apesar dos atrasos na configuração do ‘Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)’, que previu modificações da NR-1 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ainda na portaria 1.419/2024, resta menos de um mês para entrar em vigor as novas regras dos ambientes de trabalho – previstas para dia 26 de maio de 2026

“Em nível operacional, a implementação começa pelo mapeamento das situações de risco no cotidiano das equipes. Isso inclui revisão de cargas de trabalho, análise de jornadas, canais de denúncia e avaliação da qualidade das relações de trabalho. O ponto central, no entanto, é a capacitação das lideranças para identificar sinais de adoecimento emocional e agir preventivamente”, revela. 

À frente da Juntxs, que possui em seu portfólio marcas como Votorantim, Boticário,  Nestlé, Banco Pan, Unilever, entre outros conglomerados, Darwin Grein revela que o desafio das organizações é reestruturar a cultura organizacional. Segundo ele,  metodologias colaborativas e vivenciais de treinamento e desenvolvimento são maneiras de capacitar lideranças, ampliar os canais de comunicação dentro das equipes e apoiar as organizações a evoluírem a partir de suas relações.

Estamos acostumados com desafios corporativos, como o baixo engajamento, dificuldades de integração entre áreas, falhas de comunicação e desalinhamento de lideranças. Esse cenário costuma impactar o resultado final, aumentar os turnovers, gerar conflitos e enfraquecer o clima organizacional. Estamos falando de uma reestruturação da cultura organizacional e das dinâmicas entre os colaboradores. Nesse sentido, a NR-1 funciona como um marco regulatório que orienta essa mudança, ao incorporar de forma mais nítida a prevenção dos riscos psicossociais dentro da gestão de segurança e saúde no trabalho”, conclui.