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Vinicius Jr. marca, Real Madrid sofre, mas empata com Leipzig e avança às quartas da Champions League

Real Madrid está nas quartas de final da Champions League! Nesta quarta-feira (6), o time merengue empatou em 1 a 1 com o RB Leipzig, no Santiago Bernabéu, no dia em que completa 122 anos.

Vinicius Jr. balançou as redes para a equipe comandada por Ancelotti, que avançou no mata-mata com 2 a 1 no agregado. Orbán descontou para os alemães.

O próximo adversário do Real será definido por sorteio no dia 15 de março.

As quartas da Champions serão disputadas entre 9 e 17 de abril.

A decisão será no dia 1º de junho, no estádio de Wembley, em Londres.

O jogo

Depois de vencer por 1 a 0 na Alemanha com um golaço de Brahim Díaz, o time espanhol entrou em campo nesta quarta com a vantagem do empate.

No 1º tempo, o Real entrou em campo com o regulamento nas mãos e pouco criou. O Leipzig, por sua vez, teve mais posse de bola e desperdiçou boas chances de marcar, principalmente com Openda. Na reta final, os alemães pressionaram e só não balançaram as redes, porque Lunin catou um chute de Xavi Simons.

Para o 2º tempo, Ancelotti tirou Camavinga para a entrada de Rodrygo. A substituição fez efeito nos primeiros minutos e mudou o clima no Bernabéu.

Com o apoio da torcida, o Real foi entrando no jogo. Kroos poderia ter marcado aos 14, mas parou em uma grande defesa de Gulácsi. Na sequência, Rodrygo também botou o goleiro do Leipzig para trabalhar.

Até que aos 19, Vinicius Jr. recebeu um passe açucarado de Bellingham e finalizou no contrapé de Gulácsi para fazer 1 a 0.

Só que a alegria dos espanhóis durou pouco. O Leipzig não sentiu o golpe, foi para cima e deixou tudo igual com Orbán três minutos depois.

O gol colocou fogo na partida, e o time alemão seguiu pressionando para ao menos levar o duelo para a prorrogação.

Nos acréscimos, o Leipzig foi para o tudo ou nada, mas Dani Olmo carimbou a trave.

HDT-UFNT alerta para avanço da dengue em Araguaína

Médica do hospital universitário orienta população sobre sintomas, hidratação e sinais de agravamento da doença

O aumento dos casos de dengue em Araguaína (TO) tem gerado preocupação entre a população e as autoridades sanitárias. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, Araguaína segue registrando aumento do número de casos confirmados de Dengue, com crescimento de aproximadamente 20% nos casos confirmados em apenas uma semana, passando de 1.751 casos até o último dia 12, para 2.067 até o dia 19 de março.

A médica especialista em Saúde da Família e Comunidade Isabela Macedo, que atua como chefe da Divisão Médica no Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), ressalta que houve aumento de 625% nos registros quando comparados ao mesmo período de janeiro de 2025.“Araguaína tem vivenciado uma epidemia de dengue, com 3.309 casos notificados e três óbitos nesse período. Entre os casos confirmados, 104 apresentam sinais de alarme”, comenta a médica.

Muitas dessas ocorrências foram atendidas pelo HDT-UFNT, referência em doenças infectocontagiosas para toda a região norte do Tocantins, sul do Pará e parte do Maranhão. “A dengue tem provocado aumento expressivo do adoecimento da população de Araguaína, especialmente em períodos de maior circulação do vetor. Esse cenário resulta em grande número de pessoas com febre, dores intensas e outros sintomas que exigem avaliação médica, acompanhamento clínico e, em alguns casos, internação hospitalar”, afirma Isabela.

Elevação da demanda
A especialista explica que, como consequência desses números, ocorre uma sobrecarga significativa nos serviços de saúde, com aumento da procura por atendimentos em unidades básicas, prontos atendimentos e hospitais. “Essa elevação da demanda pressiona a capacidade assistencial, exige reorganização de leitos, ampliação do monitoramento clínico dos pacientes e maior utilização de insumos e recursos da rede de saúde”, contextualiza.

De acordo com a médica, ao apresentar os primeiros sintomas da dengue – como febre, dor no corpo, dor de cabeça e mal-estar – é fundamental procurar atendimento médico, manter boa hidratação, preferencialmente com água, soro de reidratação oral ou líquidos claros, além de repousar e evitar medicamentos que possam aumentar o risco de sangramento, como anti-inflamatórios e ácido acetilsalicílico.

Acompanhamento
Isabela informa que o tratamento da dengue é principalmente de suporte, pois não há medicamento específico contra o vírus. “O manejo consiste em hidratação adequada, repouso e controle da febre e da dor, evitando medicamentos que aumentem o risco de sangramento. Nos casos leves, o acompanhamento pode ser feito de forma ambulatorial. Já nos quadros com sinais de alerta ou complicações, torna-se necessária a internação hospitalar para hidratação venosa e monitoramento clínico, com o objetivo de prevenir agravamento e garantir a recuperação do paciente”, pontua.

O combate à doença exige envolvimento coletivo e medidas contínuas de prevenção. “Se cada um fizer a sua parte, cuidando das suas casas, juntamente com o apoio do município em medidas de prevenção, combate e vigilância, conseguiremos conter a doença”, declara a médica.

Segundo a especialista, o atendimento em uma unidade de saúde deve ser procurado imediatamente após o início dos sintomas, a fim de garantir avaliação médica segura e orientação adequada. “Caso surjam sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos e sonolência excessiva, é preciso procurar atendimento com urgência, pois podem indicar agravamento da doença”, finaliza a especialista.

Indústria cultural deve movimentar R$ 207 bilhões no Brasil, mas barreiras socioeconômicas mantêm talentos da periferia à margem

Segundo dados da PwC Brasil, a indústria de entretenimento e mídia (E&M) projeta crescimento anual de 5,7%, abrangendo segmentos que vão da música às artes cênicas. No entanto, quando se trata de ‘arte’, talentos periféricos ainda enfrentam barreiras de acesso e oportunidades limitadas.

Embora o mercado artístico gere bilhões em receitas por ano no Brasil, o acesso às cadeias de produção seguem restritas para os mesmos. Segundo o último relatório da PWC Brasil, intitulado “Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2022-2026”, a indústria de entretenimento e mídia (E&M) nacional deve escalar em até US$ 39,9 bi em 2026; o que corresponde a injeção de R$ 207 bilhões na moeda local.

Com o ramo cultural em foco, essa cadeia artística espera crescer a uma taxa anual composta de 5,7%, segundo dados da PWC Brasil. A receita, que está dividida entre publicidade, jogos, música, arte cênica e impressos, no entanto, ainda esbarra em gargalos socioeconômicos que dificultam o acesso à formação qualificada, redes de distribuição e oportunidades de visibilidade para os autores.

Afetando principalmente artistas da periferia, que permanecem à margem da injeção econômica do setor, as favelas se veem cada vez mais distante da indústria cultural, mesmo em meio a uma movimentação astronômica nessas localidades. Apesar da movimentação estimada em R$ 300 bi nas favelas, segundo dados do Instituto Data Favela, quando o assunto é ‘arte’, os sonhos ocupam um segundo plano e precisam aguardar oportunidades que às vezes nunca chegam para sair do papel.

Inserido neste cenário, o multiartista baiano, ODILLON, 34, revela que os desafios permanecem enquanto artista independente. Se destacando como o primeiro rapper à vencer o prêmio de Melhor Intérprete Vocal no Festival de Música da Educadora FM, ODILLON é um dos artistas inseridos nas periferias de Salvador“A mudança no meu processo veio após o ‘Boca de Brasa’, que trouxe um amadurecimento da visão profissional do trabalho com arte e cultura. Agora eu tenho esse olhar para lidar com as situações corriqueiras, burocráticas e organizacionais de uma carreira artística”, conta.

A vivência de ODILLON no mercado artístico se assemelha a 24% dos moradores das favelas que almejam “trabalhar com o que gostam”, segundo os dados do “Sonhos da Favela 2026”, do Instituto Data Favela. Apesar do interesse crescente, a transição para a profissionalização ainda é marcada por desigualdades históricas, que limitam o acesso a oportunidades concretas e à inserção efetiva no mercado cultural.

É nesse cenário que ações comunitárias, coletivos artísticos e políticas públicas têm buscado reduzir essa lacuna, oferecendo caminhos para que talentos locais possam

se destacar. Segundo Fernando Guerreiro, Presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Prefeitura de Salvador, essas iniciativas representam a chance de projetar carreiras, fortalecer novos talentos e transformar realidades por meio da arte“O Boca de Brasa tem como objetivo fortalecer artistas da periferia, ampliando sua visibilidade e reconhecendo que é dali que nascem a identidade e os principais movimentos da cultura soteropolitana. O projeto não inventa a roda: ele identifica, apoia e cria condições para que esses artistas mostrem seu trabalho em Salvador, na Bahia, no Brasil e no mundo”, comenta Guerreiro.

Na cidade de Salvador, políticas públicas como o Boca de Brasa já projeta centenas de artistas periféricos, formados nos Polos Criativos Boca de Brasa, para conquistar o mercado regional e nacional das artes. Articulando mais de 2 mil agentes culturais pelos territórios, visibilizados através do Movimento Boca de Brasa, a grade ativa de atividades que movimentam o calendário cultural da cidade é uma das vitrines de maior destaque da cena artística baiana.

Impulsionando a carreira estratégica de nomes como ODILLON, Nega Fyah (escritora do livro “Fyah do Ódio ao Amor”); Andrezza Santos (vencedora do 23º Festival de Música Educadora FM); e o Grupo de Teatro Jaé (composto por cerca de 40 artistas integrantes entre 7 e 80 anos); o Boca de Brasa reforça seu papel como catalisador do ecossistema cultural da cidade.

Após certificar 500 novos artistas através dos ‘Polos Criativos Boca de Brasa’ em 2026, o programa consolida sua atuação ao abrir caminhos de profissionalização e visibilidade de talentos periféricos, fortalecendo a diversidade artística dentro das periferias brasileiras.

Binance Ai Pro: maior exchange de criptomoedas do mundo transforma IA em assistente na rotina negociações 

Focado em eficiência e controle, o Binance Ai Pro integra Claude e ChatGPT para automatizar negociações rotineiras e facilitar a tomada de decisões pelo usuário

A Binance, maior exchange de criptomoedas em volume e número de usuários, anunciou o lançamento do Binance Ai Pro, um agente de IA completo que oferece infraestrutura e suporte para negociação automatizada, permitindo que os usuários configurem suas próprias estratégias enquanto a inteligência artificial auxilia na execução e nas operações rotineiras

O Binance Ai Pro atende à demanda crescente por ferramentas de IA e o uso de criptomoedas para investimentos e outros serviços financeiros. Ainda em versão beta, ele representa a próxima etapa no desenvolvimento contínuo da Binance para aprimorar a experiência do usuário, integrando recursos avançados aos fluxos de trabalho diários do mercado cripto.

Baseado no Binance AI, que está disponível para um grupo limitado de usuários em um lançamento gradual que se iniciou no ano passado, o Binance Ai Pro aprimora ainda mais a experiência de bate-papo com IA, transformando-a em um assistente orientado a fluxos de trabalho. Ele permite que os usuários configurem, testem e implementem seus próprios parâmetros de negociação usando ferramentas LLM (Large Language Models) de terceiros, bem como habilidades de IA para enviar e gerenciar ordens de negociação. 

O Binance Ai Pro, desenvolvido sobre o ecossistema de código aberto OpenClaw, utiliza diversos modelos avançados, incluindo ChatGPT, Claude, Qwen, MiniMax e Kimi. A novidade da Binance permite integrar esses recursos, incluindo as habilidades de IA da própria plataforma, em fluxos de trabalho assistidos para pesquisa, monitoramento e tarefas de negociação. 

A ativação do Binance Ai Pro já está disponível e pode ser feita com um simples clique na plataforma. A versão beta estará disponível inicialmente para um número limitado de usuários, com o cronograma de lançamento exibido na página do produto. 

Usuários elegíveis podem acessar o Binance Ai Pro através do ponto de entrada na barra de navegação superior da página inicial da Binance na web, e usuários do Android também podem ativá-lo na opção do Binance AI, presente no aplicativo Binance. Uma vez ativado e configurado, o Binance Ai Pro fica disponível para o usuário em todas as plataformas (iOS, Android e web). 

“O Binance Ai Pro é o próximo passo em nossa abordagem para tornar a IA mais atraente e integrada para os usuários”, afirma Jeff Li, vice-presidente de Produto da Binance. “Consideramos a  IA e as criptomoedas pilares complementares, e nosso foco é aplicar a IA de maneiras que ajudem os usuários a descobrir informações, monitorar os mercados e tomar decisões. Ao lançar a versão beta, estamos buscando feedback dos usuários para aprimorar a experiência e expandir os fluxos de trabalho suportados antes da disponibilidade geral”. 

Após a configuração, o Binance Ai Pro cria e vincula automaticamente uma subconta virtual dedicada, isolada da conta principal do usuário, e a associa a uma chave de API sem permissões de saque ou transferência, ajudando a minimizar riscos e a manter a segregação de fundos. Após os usuários transferirem manualmente fundos de sua conta principal para sua subconta virtual, o Binance Ai Pro pode executar estratégias, negociações ou funções de monitoramento de ativos relacionados. 

A ferramenta é capaz de auxiliar os usuários com ordens de contratos spot, empréstimos alavancados por meio da subconta virtual, análise de preços de mercado de criptomoedas, consultas de distribuição de tokens em endereços de carteira on-chain e execução de estratégias de negociação personalizadas. O Binance Ai Pro fornece infraestrutura de IA como uma ferramenta, enquanto os usuários permanecem responsáveis pelas configurações de estratégia e decisões de negociação. A Binance não fornece conselhos ou estratégias de negociação por meio desse suporte adicional de IA. 

O Binance Ai Pro disponibiliza 5 milhões de créditos mensais para dar suporte às atividades de negociação com inteligência artificial do usuário, por um preço promocional de US$ 9,99 por mês (o preço normal é de US$ 29,99 por mês) durante a fase Beta. O pagamento pode ser feito via Binance Pay, com renovação mensal automática e opção de cancelamento a qualquer momento. Novos usuários recebem um período de teste gratuito de 7 dias, sem custos caso o suporte de negociação com IA seja desativado durante esse período. Quando os créditos mensais de um usuário do Binance Ai Pro se esgotam, o serviço continua funcionando sem restrições de uso, porém com suporte e capacidade de execução reduzidos, embora a intervenção manual do usuário permaneça disponível. A ferramenta volta a operar com suporte e capacidade de execução aprimorados quando os créditos do usuário são renovados no mês seguinte. 

Usuários que optarem por não usar o Binance Ai Pro podem continuar usando o Binance Ai com recursos de IA reduzidos. A Binance incentiva os participantes a compartilhar feedback para ajudar a orientar melhorias antes da disponibilidade mais ampla do serviço.

Mundo entra em nova fase de disputas e alianças redefinem o equilíbrio global

Da Redação

Movimentos estratégicos entre potências indicam reorganização geopolítica e aumentam incertezas

O mapa do poder global está sendo redesenhado diante dos olhos do mundo. Em diferentes continentes, movimentos diplomáticos, econômicos e militares revelam uma disputa silenciosa, mas intensa, por influência e protagonismo.

Grandes potências têm ampliado suas zonas de interesse, firmando alianças estratégicas e reforçando presença em regiões-chave. O que está em jogo não é apenas território, mas controle econômico, tecnológico e político.

Enquanto isso, organismos internacionais tentam conter tensões e mediar conflitos, mas enfrentam limitações diante de interesses cada vez mais assertivos e, muitas vezes, conflitantes.

O cenário aponta para um mundo menos previsível, onde decisões tomadas em gabinetes distantes podem redefinir mercados, fronteiras e relações entre nações.

Brasil vive escalada de tensão política e Congresso assume protagonismo nas decisões

Governo tenta consolidar base aliada enquanto oposição amplia pressão em meio a pautas estratégicas

Nos corredores do Congresso Nacional, o clima já não é mais o mesmo. O que antes era negociação silenciosa, agora se transforma em embate aberto, com discursos mais duros e articulações cada vez mais expostas. O governo federal entra em uma fase decisiva para garantir apoio às suas principais pautas.

De um lado, o Planalto aposta no diálogo e na reconstrução de pontes políticas. De outro, a oposição percebe uma janela de oportunidade para ampliar seu espaço e tensionar votações estratégicas, especialmente em temas que impactam diretamente a economia e a gestão pública.

O cenário revela um Legislativo mais independente, onde cada voto passou a ter peso ampliado e onde acordos são costurados com mais cautela. A política, mais uma vez, deixa de ser bastidor e ganha o centro do palco.

O resultado é um país em constante negociação, onde decisões tomadas em Brasília reverberam diretamente na vida da população e no futuro das políticas públicas.

Daniel Vilela entrega cartões do Aluguel Social e viabiliza acesso à casa própria em Águas Lindas

Governo de Goiás amplia política habitacional no Entorno do DF com auxílio para pagamento de aluguel e acesso à casa própria para famílias em situação de vulnerabilidade social

O vice-governador Daniel Vilela entregou, nesta quarta-feira (18/3), em Águas Lindas, 825 cartões do programa Aluguel Social e 201 unidades habitacionais do programa Pra Ter Onde Morar – Aluguel Nunca Mais para famílias em situação de vulnerabilidade social. A ação reforça a política habitacional do Governo de Goiás com duas frentes complementares: o amparo imediato a quem precisa de apoio para manter a moradia e a conquista da casa própria.

Na solenidade, Daniel destacou o alcance social da iniciativa. “Estamos fazendo a entrega de mais um programa importante, que impacta significativamente na vida das famílias que precisam do apoio financeiro do nosso governo”. O vice-governador destacou ainda que “habitação é dignidade. O governo ajuda a aliviar o peso do aluguel e, ao mesmo tempo, cria condições para que mais pessoas tenham acesso à casa própria, transformando a vida de muitas famílias”.

O Aluguel Social é um programa do Governo de Goiás, coordenado pelo Goiás Social e gerenciado pela Agência Goiana de Habitação (Agehab), que oferece R$ 350 por mês durante até 18 meses a famílias que enfrentam dificuldade para pagar o aluguel. O benefício é voltado a quem vive em situação de vulnerabilidade e atende critérios como inscrição atualizada no CadÚnico e renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa.

Já as 201 moradias entregues em Águas Lindas têm caráter diferenciado dentro da política estadual, por integrarem modalidade voltada ao acesso estruturado à casa própria. Com o Aluguel Nunca Mais, o Governo de Goiás concede um subsídio de até R$ 51,5 mil para abater a entrada ou o financiamento do imóvel, enquanto o restante do valor é financiado pela Caixa Econômica Federal. Para os novos proprietários de Águas Lindas, a parcela mensal do financiamento foi de cerca de R$ 400.

O modelo se soma a outras frentes habitacionais conduzidas pelo Estado, como o próprio Aluguel Social, Casas a Custo Zero e a regularização fundiária, formando uma atuação mais ampla para atender perfis distintos de famílias e reduzir o déficit habitacional em várias regiões goianas.

Dessa forma, o vice-governador ressaltou que Goiás consolidou uma política permanente para a área, com instrumentos voltados a necessidades diferentes. “De um lado, o governo garante suporte a quem precisa reorganizar o orçamento para manter a moradia. De outro, amplia as condições para que mais famílias deixem o aluguel e avancem para a casa própria”.

Também presente ao evento, o presidente da Agehab, Alexandre Baldy, destacou o impacto direto da entrega para os beneficiários. “Muita gente vai entrar hoje em sua tão sonhada casa própria, vai pagar prestação menor do que o aluguel e realizar seu sonho”, afirmou.

Para o prefeito de Águas Lindas, Lucas Antonietti, a política habitacional goiana se tornou referência. “Esse trabalho de habitação do Governo de Goiás é um exemplo para todo o Brasil. Nós sabemos que esse programa do Aluguel Social ajuda muito nos orçamentos das famílias que mais precisam”.

Moradia digna
Com o subsídio habitacional garantido pelo Aluguel Nunca Mais, Aparecida da Conceição Ferreira dos Santos, de 38 anos, conseguiu vencer a principal barreira para sair do aluguel e comprar o próprio imóvel. Técnica de enfermagem, ela conta que o valor exigido na entrada impedia a concretização do plano. “Eu tinha o sonho de comprar um apartamento, mas a maior dificuldade era a entrada. A iniciativa do Governo de Goiás ajudou muito”, afirma.

Entre as beneficiárias do Aluguel Social, Juliana Barroso, de 41 anos, diz que o auxílio vai abrir espaço no orçamento doméstico e viabilizar novos projetos. “O benefício vai dar um alívio e ajudar bastante nas contas da casa. Com esse dinheiro que vai sobrar, pretendo investir em algum curso, quero melhorar meu futuro”.

Karen Cristina, de 39 anos, também destaca o efeito imediato do programa na rotina da família. “Essa iniciativa do Governo de Goiás veio a calhar, dando um suporte. Esse dinheiro que era gasto com aluguel vai ser usado para alimentação”.

Fotos: Benedito Braga

Legenda: Daniel Vilela entrega 825 cartões do Aluguel Social e 201 moradias em Águas Lindas, ampliando o acesso à habitação para famílias do Entorno

Vice-governadoria – Governo de Goiás

Distrito Federal vive pressão crescente e bastidores políticos ganham intensidade

Cobrança por resultados e articulações internas movimentam cenário político da capital

Da Redação

Em Brasília, não é apenas a política nacional que pulsa. O Distrito Federal vive seus próprios embates, onde demandas da população se cruzam com disputas políticas e interesses institucionais.

Nos bastidores, deputados distritais ampliam sua atuação, pressionando o governo local por respostas mais rápidas em áreas sensíveis como saúde, transporte e segurança. O discurso agora é de entrega e eficiência.

Ao mesmo tempo, o Executivo busca manter estabilidade administrativa sem perder o controle político, equilibrando decisões técnicas com articulações estratégicas.

O resultado é um ambiente mais dinâmico, onde cada movimento político tem impacto direto na vida cotidiana da capital e na percepção da população sobre a gestão pública.

Ronaldo Caiado ganha densidade nacional e tenta ocupar o espaço de principal alternativa da direita fora do clã Bolsonaro

Em Goiás, a notícia política mais relevante no entorno de 24 de março foi o avanço de Ronaldo Caiado no xadrez presidencial da direita. Depois da desistência de Ratinho Jr. da corrida ao Planalto, Caiado passou a ser tratado por interlocutores do PSD e por análises de bastidor como o nome em vantagem dentro do partido para a disputa presidencial. O movimento não significa consenso automático no campo conservador, mas marca uma inflexão: o governador goiano deixou de ser apenas um pré-candidato regionalizado para assumir densidade nacional numa direita que tenta se reorganizar entre o peso do sobrenome Bolsonaro e a necessidade de apresentar alternativas com viabilidade institucional.

As pesquisas divulgadas em 25 de março ajudam a dimensionar esse tabuleiro. A AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio Bolsonaro em situação competitiva contra Lula em cenário de segundo turno, com empate técnico, e também o colocou entre os principais nomes da direita testados no primeiro turno. Caiado aparece nesse mesmo bloco de lideranças competitivas, ainda atrás do bolsonarismo puro no quesito mobilização nacional, mas fortalecido pela mudança interna no PSD e pela saída de outros concorrentes do centro-direita. É por isso que, com rigor factual, o melhor diagnóstico hoje é que Caiado tenta se consolidar como um dos principais nomes da direita — e como a alternativa mais robusta fora da família Bolsonaro.

O que torna o goiano politicamente relevante neste momento é a combinação entre discurso, gestão e oportunidade. Caiado chega a 2026 com o ativo de comandar um estado estratégico, com boa inserção no agronegócio e trânsito crescente em setores conservadores que desejam manter identidade à direita sem depender integralmente dos custos judiciais e das limitações políticas de Jair Bolsonaro. Ao mesmo tempo, o próprio entorno de Flávio Bolsonaro reconhece o peso de Caiado ao tratar o governador como provável nome do PSD e compará-lo em perfil e grau de combatividade. Essa admissão é significativa porque revela que o clã Bolsonaro enxerga em Caiado não um figurante, mas um competidor real por fatias do eleitorado antipetista.

Outro dado político importante é que Caiado sinaliza estar disposto a transformar pré-candidatura em fato consumado. Segundo a CNN, o governador pretende transmitir o cargo ao vice Daniel Vilela em cerimônia marcada para 31 de março, num gesto lido como preparação concreta para a disputa presidencial. Em política, calendário também comunica. E quando um governador se move para desincompatibilização e reforça agenda nacional após ganhar musculatura partidária, o recado é inequívoco: não se trata mais de ensaio retórico, mas de construção efetiva de candidatura. A aspas que melhor resume o momento não veio do próprio Caiado, mas do diagnóstico de bastidor reproduzido pela cobertura: ele passou a ser visto como o principal nome do PSD para o Planalto.

A partir de Goiás, portanto, a leitura política é clara. Caiado sobe um degrau no jogo presidencial e entra na fase em que precisará provar que consegue ultrapassar sua base regional e converter força partidária em densidade eleitoral nacional. Hoje, o sobrenome Bolsonaro ainda dita o ritmo do campo conservador, sobretudo com Flávio ganhando protagonismo. Mas 24 de março consolidou um fato novo: Caiado não é mais apenas um governador com pretensões nacionais; é um ator que passou a ocupar de forma mais nítida o espaço de alternativa estruturada da direita para 2026. E, para um político do Centro-Oeste, isso já é notícia grande.

Novo Gama acelera agenda de entregas e Carlinhos do Mangão transforma obras em vitrine política no Entorno

Entre as prefeituras do Entorno de Brasília, Novo Gama apareceu com força no noticiário local nesta semana ao concentrar uma sequência de atos administrativos e entregas que reforçam a presença política do prefeito Carlinhos do Mangão. No dia 23, a gestão assinou a ordem de serviço para a revitalização e construção de uma nova praça no canteiro central da cidade. No dia 24, a prefeitura anunciou a entrega de novos veículos para reforçar os serviços públicos e empossou 13 novos guardas civis municipais para ampliar o efetivo de segurança. Em paralelo, a administração vem divulgando o avanço da Casa Lar Esperança, com inauguração prevista para 26 de março, e mantendo no discurso a construção do hospital municipal como obra estruturante da gestão.

O pacote de anúncios ajuda a explicar por que Mangão se consolidou como uma das lideranças mais visíveis do Entorno goiano. A praça do canteiro central foi apresentada como equipamento moderno, acessível e voltado à convivência comunitária, com promessa de preservar integralmente a arborização existente. Já a entrega dos veículos foi associada à ampliação da capacidade operacional do município, sem impacto direto no orçamento local porque a aquisição ocorreu por meio de emendas parlamentares. Na segurança pública, a posse dos 13 novos guardas fortalece um discurso de presença do poder público nas ruas e de resposta prática a uma demanda sensível da população. São obras e atos administrativos distintos, mas conectados por uma mesma estratégia: transformar gestão cotidiana em narrativa permanente de eficiência.

Há também uma inteligência política nessa cadência de entregas. No Entorno do DF, onde o eleitor costuma reagir fortemente a sinais concretos de presença estatal — asfalto, escola, segurança, equipamentos e serviços —, a gestão que consegue materializar ações visíveis ganha vantagem simbólica. Mangão parece compreender esse mecanismo e, por isso, tem apostado em frentes simultâneas: infraestrutura urbana, reforço da frota, ampliação de efetivo, obras sociais e promessa de equipamentos maiores, como hospital e UPA. Em fevereiro, durante a abertura dos trabalhos legislativos, o prefeito voltou a destacar justamente esse cardápio de realizações, mencionando hospital, UPA, moradias populares e investimentos em infraestrutura e educação.

Do ponto de vista institucional, o principal mérito da atual movimentação é a capacidade de ocupar a agenda pública com atos sucessivos e territorializados. Cada entrega fala com um público específico — servidores, moradores, famílias, comerciantes, usuários do transporte, comunidades que demandam mais segurança —, mas todas reforçam a imagem de administração ativa. A prefeitura, por exemplo, apresentou a nova praça como espaço de lazer, descanso, integração social e até sede de atividades culturais, governamentais e religiosas. Já na entrega dos veículos, enfatizou agilidade, eficiência e melhores condições de trabalho. Na posse dos guardas, insistiu na ampliação do patrulhamento e na presença mais intensa nas ruas. São narrativas complementares e politicamente eficazes.

No balanço político do Entorno, Novo Gama oferece hoje um exemplo de como obras e entregas podem ser convertidas em ativo de liderança local. Carlinhos do Mangão usa cada ação para sustentar a imagem de prefeito que mantém a máquina em movimento e que busca traduzir gestão em visibilidade pública. A aspas institucional mais fiel a esse momento está no tom geral das próprias publicações oficiais: as medidas servem para ampliar a capacidade de atendimento, valorizar o espaço urbano e reforçar a presença do município nos serviços essenciais. No Entorno, onde a disputa por protagonismo municipal é cada vez mais intensa, essa sequência de entregas coloca Novo Gama no centro do jogo político regional.

Arruda segue inelegível e vende ao eleitor do DF uma candidatura que a Justiça não autorizou

No Distrito Federal, a notícia política que segue produzindo forte repercussão é a tentativa de José Roberto Arruda de se apresentar ao eleitorado como se estivesse pronto para disputar o Governo do DF, apesar de continuar esbarrando em decisões judiciais que mantêm sua inelegibilidade. O dado central é objetivo: em fevereiro, o Conselho da Magistratura do TJDFT negou recurso do ex-governador e manteve condenação por improbidade administrativa, com suspensão dos direitos políticos por 12 anos, além de sanções financeiras expressivas. Não se trata, portanto, de dúvida interpretativa simples, mas de um quadro jurídico concreto que desmente o marketing político montado nas redes e em atos de pré-campanha.

A crítica mais dura que emerge desse cenário não é apenas ao passado de Arruda, já associado pela própria Justiça ao esquema de corrupção da Operação Caixa de Pandora, mas ao esforço atual de embaralhar informação jurídica para produzir aparência de viabilidade eleitoral. O TJDFT registrou que as provas sobre o esquema criminoso instalado em seu governo eram claras e manteve o entendimento de que o recurso apresentado pretendia apenas rediscutir matéria já exaurida. Ainda assim, Arruda passou a divulgar vídeos e argumentos segundo os quais uma alteração legislativa sobre a contagem do prazo de inelegibilidade o tornaria elegível em 2026. A manobra é politicamente conveniente, mas juridicamente precária. E, pior, transfere ao eleitor a conta da desinformação.

Esse ponto fica ainda mais evidente quando se observa o parecer da Procuradoria-Geral da República. A PGR se manifestou no STF pela suspensão dos trechos da lei complementar usados por Arruda como base para sustentar sua suposta elegibilidade, apontando inconstitucionalidade na mudança normativa. A manifestação de Paulo Gonet, embora não decida sozinha o processo, enfraquece frontalmente o discurso de que a candidatura estaria desimpedida. Em termos políticos, isso significa que Arruda não apenas aposta numa tese ainda sub judice; ele aposta numa tese contestada pelo órgão máximo da acusação no país. A aspas mais importante desse embate veio do próprio parecer, ao afirmar que a incidência da nova regra anularia efeitos de decisões subsequentes e igualaria condenados uma vez àqueles atingidos por múltiplas condenações.

Há, portanto, um componente de ilusão deliberada nessa pré-campanha. Quando um político com o histórico de Arruda se apresenta como apto, mesmo com derrotas judiciais recentes, ele não está apenas testando narrativa; está tentando ocupar antecipadamente o imaginário do eleitor com uma candidatura cuja base legal permanece instável e, no estado atual dos autos, desfavorável. A Justiça já proibiu inclusive propaganda antecipada ligada à tentativa de retorno do ex-governador em outros episódios deste início de ano, o que reforça a percepção de que existe uma operação política para normalizar algo que o sistema de controle ainda não validou. A insistência em vender elegibilidade onde há inelegibilidade funciona como propaganda enganosa travestida de estratégia eleitoral.

Num tom crítico, mas fiel aos fatos, a conclusão é simples: Arruda continua tentando se reposicionar como se o passado pudesse ser dissolvido por vídeos, filiações partidárias e interpretação conveniente de lei. Não pode. O que existe hoje, até prova judicial em contrário, é um ex-governador condenado, com direitos políticos suspensos em processo relevante, enfrentando resistência da PGR à tese que invoca para concorrer. Ao eleitor do Distrito Federal, convém menos ouvir slogans de retorno e mais olhar o estado real das decisões. Porque, neste momento, o problema não é apenas Arruda querer voltar. O problema é ele agir publicamente como se já pudesse.