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Vinicius Jr. marca, Real Madrid sofre, mas empata com Leipzig e avança às quartas da Champions League

Real Madrid está nas quartas de final da Champions League! Nesta quarta-feira (6), o time merengue empatou em 1 a 1 com o RB Leipzig, no Santiago Bernabéu, no dia em que completa 122 anos.

Vinicius Jr. balançou as redes para a equipe comandada por Ancelotti, que avançou no mata-mata com 2 a 1 no agregado. Orbán descontou para os alemães.

O próximo adversário do Real será definido por sorteio no dia 15 de março.

As quartas da Champions serão disputadas entre 9 e 17 de abril.

A decisão será no dia 1º de junho, no estádio de Wembley, em Londres.

O jogo

Depois de vencer por 1 a 0 na Alemanha com um golaço de Brahim Díaz, o time espanhol entrou em campo nesta quarta com a vantagem do empate.

No 1º tempo, o Real entrou em campo com o regulamento nas mãos e pouco criou. O Leipzig, por sua vez, teve mais posse de bola e desperdiçou boas chances de marcar, principalmente com Openda. Na reta final, os alemães pressionaram e só não balançaram as redes, porque Lunin catou um chute de Xavi Simons.

Para o 2º tempo, Ancelotti tirou Camavinga para a entrada de Rodrygo. A substituição fez efeito nos primeiros minutos e mudou o clima no Bernabéu.

Com o apoio da torcida, o Real foi entrando no jogo. Kroos poderia ter marcado aos 14, mas parou em uma grande defesa de Gulácsi. Na sequência, Rodrygo também botou o goleiro do Leipzig para trabalhar.

Até que aos 19, Vinicius Jr. recebeu um passe açucarado de Bellingham e finalizou no contrapé de Gulácsi para fazer 1 a 0.

Só que a alegria dos espanhóis durou pouco. O Leipzig não sentiu o golpe, foi para cima e deixou tudo igual com Orbán três minutos depois.

O gol colocou fogo na partida, e o time alemão seguiu pressionando para ao menos levar o duelo para a prorrogação.

Nos acréscimos, o Leipzig foi para o tudo ou nada, mas Dani Olmo carimbou a trave.

Marketing político não se ganha no feed. Se ganha no território.

Existe uma geração inteira de profissionais de marketing, autoproclamados estrategistas políticos, convencida de que campanha se resume a hype, CPC e engajamento.

A reunião começa sempre igual. Alguém abre o painel da semana, mostra o alcance, comemora que o custo por clique caiu, destaca o vídeo que performou acima da média. O gráfico sobe para a direita. O time respira aliviado. “Estamos indo bem”.

Depois de algumas campanhas coordenadas, a gente aprende a desconfiar desse momento.

Não porque métrica seja inútil. Mas porque métrica cria uma falsa sensação de controle. E eleição não é um ambiente controlável. Eleição é gente, rotina, território, memória e contexto.

Enquanto a equipe celebra milhões de impressões e comentários, o adversário está na rua. Ele ocupou o bairro certo. Está no ponto de ônibus que o eleitor usa todo dia. Está na rádio local no horário de pico. Está na feira de sábado. Está na conversa da padaria. Ele não tem dashboard bonito para mostrar. Mas tem repetição geográfica forçada. E repetição constrói memória.

Existe uma ilusão perigosa dominando o marketing político moderno: acreditar que estar online substituiu estar no mundo. Que ganhar a internet equivale a ganhar a eleição. Que viralizar significa consolidar voto.

Não significa.

O feed disputa atenção em milissegundos entre meme, escândalo, futebol e entretenimento. Se não performar imediatamente, morre no algoritmo. Já a presença física não precisa performar. Ela simplesmente está. Todos os dias. No mesmo lugar. Para as mesmas pessoas.

Os estrategistas digitais gostam do que é mensurável. CPC, CTR, taxa de retenção, compartilhamento. Tudo rastreável. Tudo comparável. Tudo defensável em reunião. O problema é que voto não é clique. Ele é decisão acumulada ao longo do tempo.

Engajamento não é lembrança.

Alcance não é familiaridade.

Hype não é confiança.

E confiança é o que decide urna.

Nos últimos anos, a IA virou o novo brinquedo dessa mentalidade. Agora se produz discurso em escala, vídeo em escala, avatar em escala. A campanha parece sofisticada, tecnológica, moderna. Mas, se o eleitor não cruza fisicamente com aquela candidatura no mundo real, o impacto evapora.

IA acelera produção. Não cria vínculo.

Digital amplifica mensagem. Não constrói confiança sozinho.

O algoritmo muda toda semana.

O CEP do eleitor não muda.

Enquanto alguns comemoram milhões de impressões pulverizadas pelo estado inteiro, o adversário está martelando dez mil pessoas. As mesmas dez mil. Toda semana. No mesmo bairro. No mesmo ponto. No mesmo horário. Isso não gera hype. Gera reconhecimento.

E reconhecimento vira voto.

Campanha política não é jogo de explosão. É jogo de repetição. Não se ganha eleição tentando viralizar. Viral é exceção, não estratégia. Depende de sorte, timing e do humor coletivo. Campanha que aposta nisso está apostando em loteria com o dinheiro e a reputação do candidato.

Um dos erros mais comuns que vejo hoje é montar um plano que cabe inteiro dentro de um notebook. Se a estratégia política existe apenas na tela, ela é frágil. Pode gerar barulho. Pode gerar narrativa. Mas não gera presença.

Presença é física. Territorial. Geográfica. É ocupar espaço mental ocupando espaço real.

Campanhas vencedoras entendem o jogo completo. O físico ancora. O digital reforça. A rua cria memória. A tela organiza discurso. Quando isso funciona, o eleitor não sabe dizer onde viu o candidato pela primeira vez. Ele só sente que já conhece.

E o eleitor vota em quem reconhece.

No fim, quando ele entra na cabine, não pergunta quem teve o menor CPC. Pergunta, mesmo sem perceber: “quem eu conheço?”. E conhecer, em política, é ter visto repetidas vezes, no mundo real, no próprio território.

Voto não mora no feed.

Voto mora no território.

E quem ocupa o território, ocupa a urna.



Gabriel Scarpellini é membro fundador da Alcateia Política, é publicitário e especialista em Marketing Político e Comunicação Governamental pelo IDP. Sócio da GAS 360, agência de publicidade, e atua também como consultor em marketing político.

Goiás conquista selo máximo de qualidade em laboratórios da rede pública

A rede estadual de saúde de Goiás consolida-se como referência nacional em segurança diagnóstica. Diversas unidades do Governo de Goiás — entre hospitais estaduais e a rede de hemoterapia — alcançaram classificação máxima no Programa Nacional de Controle de Qualidade (PNCQ), coordenado pela Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC).

O selo representa o mais alto reconhecimento à precisão e à confiabilidade dos exames laboratoriais.

Um dos destaques mais recentes é o Hospital Estadual de Trindade (Hetrin), que obteve 100% de acerto na última avaliação do programa. A unidade, localizada na Região Metropolitana de Goiânia, mantém o selo de excelência pelo quarto ano consecutivo e processa, em média, mais de 16 mil exames por mês nas áreas de Hematologia, Bioquímica e Imunologia.

Desempenho semelhante foi alcançado pela Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos (Rede Hemo). As nove unidades — em Goiânia, Catalão, Rio Verde, Jataí, Quirinópolis, Iporá, Porangatu, Formosa e Ceres — atingiram nota máxima simultaneamente.

O resultado assegura elevado padrão de qualidade na triagem e detecção de doenças como HIV, sífilis e hepatites, reforçando a segurança do sangue e dos hemocomponentes distribuídos às maternidades e hospitais públicos do Estado.

Precisão e capacitação

Goiás conquista selo máximo de qualidade em laboratórios da rede pública
O selo representa o mais alto reconhecimento à precisão e à confiabilidade dos exames laboratoriais (Foto: SES)

O PNCQ avalia não apenas a exatidão técnica dos exames, mas também o cumprimento de protocolos, o controle de processos e a qualificação das equipes.

Outras unidades certificadas incluem os Hospitais Estaduais de Santa Helena de Goiás (Herso), que manteve notas superiores a 9 (em escala até 10) ao longo de 2024; de Aparecida de Goiânia (Heapa); de Jataí (HEJ); de Pirenópolis (Heelj); de Anápolis (Heana); além do Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer).

Para o secretário da Saúde, Rasível Santos, a certificação vai além do reconhecimento institucional. “Demonstra nosso compromisso em buscar, continuamente, a melhoria dos serviços e maior segurança para os pacientes”, afirma. Ele destaca ainda o impacto direto na assistência:

“O selo é a comprovação de que nossos laboratórios oferecem resultados confiáveis que permitem diagnósticos precisos e tratamentos seguros”.

A superintendente de Políticas e Atenção Integral à Saúde da SES, Amanda Melo, reforça que o PNCQ posiciona os laboratórios estaduais entre os mais qualificados do País.

“Ele coloca os laboratórios do Governo de Goiás em um seleto grupo de instituições que atendem aos mais altos pré-requisitos exigidos pelo Ministério da Saúde e por órgãos internacionais, garantindo que o cidadão goiano receba um atendimento baseado em dados técnicos indiscutíveis”, destaca Amanda.

SECRETARIA DE AGRICULTURA ENTREGA DE KITS DO PROJETO SEMEAR SOCIAL A PRODUTORES DA AGRICULTURA FAMILIAR

A secretaria de agricultura realizou, nesta quinta-feira (20), na Secretaria Municipal de Agricultura, a entrega oficial de 15 kits de insumos agrícolas destinados a produtores da agricultura familiar do município. A ação integra o Projeto Semear Social, iniciativa do Governo do Estado de Goiás, executada por meio da EMATER Goiás.

O evento contou com a presença de produtores rurais contemplados, equipe técnica da Secretaria de Agricultura, representantes da assistência técnica ee autoridades municipais, reforçando o compromisso conjunto com o fortalecimento do setor produtivo local.

Cada agricultor recebeu um kit composto por 20 kg de sementes de milho variedade, 10 kg de sementes de braquiária, 50 kg de ureia agrícola e 5 kg de condicionador de solo do tipo organomineral. Os insumos serão utilizados no preparo e no desenvolvimento das lavouras, contribuindo para o aumento da produtividade, da renda no campo e da segurança alimentar.

A iniciativa visa fomentar a produção agropecuária no âmbito da agricultura familiar, promovendo melhores condições de trabalho e incentivando o desenvolvimento sustentável no meio rural.

Ministério da Saúde firma acordos na Índia para produzir medicamentos contra o câncer no SUS

Parcerias internacionais preveem transferência de tecnologia e podem movimentar até R$ 10 bilhões em uma década, fortalecendo a produção nacional de tratamentos oncológicos

Durante missão oficial à Índia ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Alexandre Padilha formalizou três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) voltadas à fabricação nacional de medicamentos oncológicos estratégicos para o Sistema Único de Saúde. A assinatura ocorreu em Nova Delhi, no âmbito do Fórum Empresarial Brasil–Índia, e marca um novo passo na política de fortalecimento da indústria farmacêutica brasileira.

Os acordos envolvem a produção dos medicamentos pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe — utilizados no tratamento de câncer de mama, leucemias e câncer de pele. A estimativa é que, apenas no primeiro ano, o investimento do Ministério da Saúde alcance cerca de R$ 722 milhões, podendo chegar a R$ 10 bilhões ao longo de dez anos, a partir do uso do poder de compra do Estado para garantir escala, acesso e previsibilidade ao SUS.

Além da ampliação do acesso a terapias de alta complexidade, os contratos preveem transferência de tecnologia e internalização da produção. A estratégia integra a política de fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com foco na redução da dependência externa, geração de empregos qualificados e ampliação da autonomia sanitária brasileira.

A iniciativa reúne laboratórios públicos e empresas privadas brasileiras e indianas. Entre os parceiros estão a Bahiafarma e a FURP, além de empresas como Bionovis, Biocon e Dr. Reddy’s. A proposta é consolidar cadeias produtivas no país, garantindo estabilidade no fornecimento de medicamentos essenciais e ampliando a capacidade tecnológica nacional.

A agenda bilateral também avançou em outras frentes. Foi prorrogado por mais cinco anos o Memorando de Entendimento entre Brasil e Índia na área da saúde, ampliando a cooperação em vacinas, biofármacos, saúde digital, telessaúde e inteligência artificial aplicada à gestão sanitária. A parceria inclui intercâmbio técnico em áreas como oncologia, diabetes e doenças crônicas.

A Fundação Oswaldo Cruz reforçou o movimento ao firmar memorandos com farmacêuticas indianas para desenvolvimento e produção de medicamentos destinados a doenças raras e infecciosas negligenciadas. Já a Agência Nacional de Vigilância Sanitária ampliou a cooperação regulatória com a autoridade sanitária indiana, abrindo caminho para maior agilidade na análise de medicamentos e no intercâmbio de boas práticas.

O conjunto das medidas consolida a aproximação estratégica entre Brasil e Índia no campo da saúde pública e projeta um cenário em que inovação, produção local e cooperação internacional caminham lado a lado para ampliar o acesso da população brasileira a tratamentos modernos e essenciais.

Na Hora Empresarial registra alta procura e soma quase 3 mil atendimentos em duas semanas

Unidade inaugurada em fevereiro reúne órgãos como Neoenergia, Caesb e Sebrae e facilita abertura e regularização de empresas com atendimento presencial

A empresária Kadima Teixeira saiu de casa para resolver uma questão no cartório e acabou descobrindo um novo serviço para quem empreende. Enquanto estava no Venâncio Shopping, no Setor Comercial Sul, viu a unidade do Na Hora Empresarial, no terceiro andar, e decidiu entrar. Em poucos minutos, conseguiu adiantar a ligação de água da nova loja que está abrindo.

“A água já foi atendida, e agora estou aguardando a Neoenergia. Foi tudo muito rápido. Também achei a escolha do local excelente. É o melhor lugar, perto de tudo”, diz a produtora de eventos.

Kadima ainda compartilhou a descoberta com colegas do setor. “Participo de vários grupos de mensagens com produtores e organizadores de eventos e enviei a novidade. Todos acharam a iniciativa muito boa”, conta.

Inaugurado em 3 de fevereiro pelo governador Ibaneis Rocha, o Na Hora Empresarial tem mais de 500 m². A unidade foi criada para reunir, em um só lugar, serviços essenciais para abertura, regularização e expansão de empresas. O atendimento é presencial e não há necessidade de agendamento.

Alta demanda

“Nosso objetivo é facilitar a vida de quem empreende, reduzir entraves administrativos e criar um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento econômico do DF, com atendimento humanizado e soluções rápidas para o cidadão”Rodrigo Barbosa, subsecretário do Na Hora

Até o dia 18 de fevereiro, foram 2.595 atendimentos realizados. O número chama atenção, principalmente porque a unidade ficou fechada no sábado (14) de Carnaval e só retomou as atividades na Quarta-feira de Cinzas (18), no período da tarde.

Para o subsecretário do Na Hora, Rodrigo Barbosa, o Na Hora Empresarial representa um avanço importante na política de desburocratização do Governo do Distrito Federal.

“Em poucas semanas, estamos chegando a quase 3 mil atendimentos, o que demonstra a alta demanda da população por serviços mais ágeis, integrados e resolutivos. Nosso objetivo é facilitar a vida de quem empreende, reduzir entraves administrativos e criar um ambiente cada vez mais favorável ao desenvolvimento econômico do DF, com atendimento humanizado e soluções rápidas para o cidadão”, afirma.

Segundo a gerente da unidade, Débora Lyra, o retorno dos empresários tem sido muito positivo. “Principalmente, pela estrutura, organização e concentração dos serviços em um só lugar. A localização também é um diferencial. A unidade fica no Plano Piloto, em um ponto de fácil acesso, perto de escritórios e empresas, o que facilita o dia a dia. E o horário acompanha o funcionamento do comércio e dos escritórios”, explica.

Marcos Rodrigues elogia a praticidade e a celeridade dos órgãos presentes no Na Hora Empresarial

Serviços integrados

O espaço conta com estandes da Polícia Federal, da Neoenergia, da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), do Departamento de Trânsito (Detran-DF), da Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), da Junta Comercial, Industrial e Serviços (Jucis-DF), da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF), do Instituto Brasília Ambiental e do Corpo de Bombeiros Militar.

Os números mostram que a maior demanda nesses primeiros dias esteve concentrada na Polícia Federal, com 2.374 atendimentos. Em seguida aparecem a Neoenergia, com 69, e a Caesb, com 33. Também registraram atendimentos o DF Legal e o Sebrae, com 31 cada; o Detran-DF, com 24; e a Jucis-DF, com 18. Já a Vigilância Sanitária e a Seduh contabilizaram quatro atendimentos cada, e o Brasília Ambiental, três.

Marcos Rodrigues já conhecia a unidade e passou em vários estandes de atendimento. Ele trabalha há 15 anos com regularização imobiliária e expansão de empresas.

“A gente facilita toda essa parte burocrática para os clientes, desde a solicitação até o acompanhamento nos órgãos. Antes, a gente precisava ir ao Na Hora da Rodoviária, que é muito cheio. Aqui ficou bem mais prático. Foi uma mão na roda. Melhora a celeridade, porque a gente resolve tudo mais rápido”, comemora.

Trump eleva o tom contra o Irã e amplia clima de incerteza no oriente médio

declarações do presidente dos Estados Unidos acendem alerta global e reforçam temor de nova escalada geopolítica

O silêncio que pairava sobre os corredores da diplomacia internacional foi quebrado de forma abrupta. Em um pronunciamento direto, carregado de simbolismo e calculado impacto político, o presidente Donald Trump afirmou que o Irã pode enfrentar “surpresas a qualquer momento”, frase que ecoou imediatamente em chancelerias, mercados financeiros e centros militares ao redor do mundo. Mais do que uma simples declaração, o recado soou como um aviso estratégico em meio a um tabuleiro geopolítico já pressionado por conflitos, alianças frágeis e disputas históricas.

A fala ocorre em um contexto de aumento significativo das tensões no Oriente Médio, região que há décadas convive com ciclos de instabilidade, guerras indiretas e disputas por influência. Nos bastidores, cresce a percepção de que os Estados Unidos buscam reforçar sua posição de força diante de Teerã, utilizando a retórica como instrumento de pressão política e psicológica. A mensagem é clara: Washington não pretende assistir passivamente a qualquer movimento que considere uma ameaça aos seus interesses ou aos de seus aliados.

O Irã, por sua vez, reage com cautela, mas sem recuar em seu discurso de soberania. Autoridades iranianas têm reiterado que o país não aceitará intimidações e que responderá a qualquer ação considerada hostil. Esse jogo de palavras, ainda que distante de um confronto declarado, constrói um ambiente onde cada gesto, cada frase e cada movimentação militar ganham peso estratégico.

Especialistas em relações internacionais avaliam que Trump utiliza a comunicação como uma extensão da política externa. Ao lançar frases de impacto, o presidente testa reações, mede forças e reposiciona peças no tabuleiro global. Trata-se de uma estratégia que mistura imprevisibilidade com cálculo político, buscando manter adversários em constante estado de alerta.

Enquanto isso, países da região observam com apreensão. Governos temem que um simples erro de cálculo possa desencadear um conflito de proporções imprevisíveis, afetando rotas comerciais, preços do petróleo e a segurança internacional. A comunidade global acompanha, consciente de que o Oriente Médio já não suporta mais um grande foco de instabilidade.

No centro dessa narrativa está uma disputa que vai além de fronteiras: é uma batalha por influência, poder e narrativa. As palavras de Trump, duras e carregadas de significado, reforçam que o mundo vive um momento de tensão latente, em que a diplomacia caminha lado a lado com a possibilidade real de confronto.

Mais do que um episódio isolado, o discurso revela um cenário em ebulição, onde a política externa norte-americana volta a adotar um tom de confronto aberto. O futuro permanece incerto, mas uma certeza se impõe: cada declaração agora pesa como um movimento decisivo em um jogo que pode redefinir os rumos do Oriente Médio e da ordem internacional.

GDF encaminha projeto de lei à Câmara Legislativa com objetivo de reforçar capital do BRB

O BRB informa que o Governo do Distrito Federal, acionista controlador do Banco de Brasília, encaminhou à Câmara Legislativa do DF (CLDF), projeto de lei solicitando autorização para realização de aporte de capital no Banco. O documento foi protocolado nesta sexta-feira, dia 20.

A proposição legislativa autoriza a recomposição, o reforço e a ampliação do patrimônio líquido, do capital social, bem como a realização de aporte patrimonial de bens, de forma a assegurar a adequada estrutura de capital da instituição.

No âmbito do plano de capital, o pedido de autorização à Câmara Legislativa do Distrito Federal, soma-se a medidas que já estão sendo implementadas pela nova diretoria do BRB para garantir liquidez e fortalecer o capital. O objetivo prioritário é assegurar robustez dos indicadores financeiros do Banco e garantir a continuidade dos serviços prestados à sociedade. Proteger o BRB significa proteger serviços que impactam diariamente na vida de milhões de brasilienses.

A execução da proposta apresentada pelo acionista controlador estará em consonância com as normas do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central. As futuras medidas também devem observar a legislação aplicável às instituições financeiras e às alienações de bens públicos, bem como os princípios de legalidade, eficiência, economicidade, transparência e governança. 

O Banco segue operando normalmente, com solidez, transparência e governança reforçada, mantendo diálogo constante com o Banco Central e demais órgãos de controle. A comunicação com o mercado e com a sociedade seguirá sendo feita de forma transparente, acompanhando o andamento dos trâmites na CLDF e a implementação das demais iniciativas previstas no plano.

Governo de Goiás fortalece rede de proteção e atendimento a mulheres vítimas de violência

Estado amplia serviços especializados, reforça parcerias institucionais e investe em atendimento humanizado nas unidades de saúde

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), tem ampliado e fortalecido a rede de atendimento especializado a mulheres e meninas vítimas de violência sexual. A estruturação da rede envolve serviços hospitalares, parcerias estratégicas e ações permanentes de prevenção e proteção. Atualmente, o Estado conta com três ambulatórios especializados no atendimento, localizados no Hospital Estadual da Mulher (Hemu), no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad) e no Hospital Estadual de Luziânia (HEL). 

 As unidades dispõem de equipe multiprofissional composta por médicos, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e outros profissionais de saúde, assegurando escuta qualificada e atendimento integral. Nos anos de 2024 e 2025, o número total de atendimentos a meninas e mulheres nessas unidades de referências foi de 4.507. Desse total, 1.829 ocorreram nos ambulatórios especializados, demonstrando a consolidação do serviço como porta de entrada qualificada para situações de violência sexual. 

“A rede estadual está estruturada para oferecer um atendimento humanizado, com escuta qualificada e respeito às especificidades de cada mulher. Nosso foco é garantir proteção, cuidado integral e acesso aos direitos assegurados em lei”, destaca a psicóloga Lígia da Fonseca Bernardes, da Coordenação Geral dos Ciclos de Vida e Violências da SES.

Além do ambulatório especializado, o Hemu é referência estadual para a realização de Interrupção Legal de Gestação (ILG), nos casos previstos na legislação brasileira. A lei contempla gravidez resultante de violência sexual, risco de vida para a gestante e casos de anencefalia fetal, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). O atendimento é realizado de forma segura, técnica e humanizada, dentro de protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde. 

 O serviço integra acompanhamento clínico, psicológico e social, fortalecendo a linha de cuidado e oferecendo suporte completo às pacientes. O atendimento ocorre em ambiente protegido, com sigilo e respeito à dignidade das mulheres. “Nosso compromisso é assegurar que essas mulheres sejam acolhidas sem julgamento, com suporte psicológico, social e clínico, dentro de uma linha de cuidado organizada e segura”, reforça Lígia da Fonseca Bernardes.

Estrutura

A SES também trabalha na implantação das Salas Lilás nas unidades estaduais e fomenta a implementação do serviço nos municípios goianos. Atualmente, Goiás conta com quatro Salas Lilás em unidades próprias do Estado e dez distribuídas nos municípios. Esses espaços são estruturados para oferecer acolhimento reservado, garantindo privacidade, escuta qualificada e encaminhamento adequado às vítimas.

Além disso, a SES mantém ainda parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para atuação conjunta nas Salas Lilás instaladas nos Institutos Médicos Legais (IMLs) de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis. A SES disponibiliza profissionais de enfermagem, psicologia e serviço social para atendimento às mulheres que foram encaminhadas aos IMLs para realização de exames periciais. Dessa forma, além do procedimento técnico, as vítimas recebem acolhimento imediato na área da saúde.

Também em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, a SES mantém o Projeto Recomeçar, que tem como objetivo realizar cirurgias reparadoras em mulheres com sequelas decorrentes de violência doméstica e intrafamiliar, promovendo recuperação física e autoestima. Um dos hospitais que executam os procedimentos é o Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG).

A SES integra o Comitê Gestor da Rede de Enfrentamento da Violência contra a Mulher, responsável pela construção do II Plano Estadual de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. O plano contempla ações específicas da área da saúde, com foco em prevenção, atendimento qualificado e fortalecimento da rede intersetorial. Anualmente, o Governo de Goiás realiza campanhas e ações de conscientização voltadas ao enfrentamento das violências contra as mulheres.

A Rede Nascer, política estadual voltada à atenção materno-infantil, também prevê atenção integral e humanizada às gestantes vítimas de violência sexual. A estratégia assegura acompanhamento clínico, psicológico e social, promovendo cuidado contínuo e proteção durante toda a gestação. A iniciativa reforça o compromisso do Estado com a proteção da mulher em situação de vulnerabilidade.

Foto: SES

Avanço das investigações contra corrupção movimenta cenário institucional

Novas fases de operações reacendem debate sobre combate a desvios e transparência

O avanço de investigações envolvendo suspeitas de corrupção em diferentes esferas do poder voltou a movimentar o cenário político brasileiro. Novas fases de operações e desdobramentos judiciais reacenderam o debate sobre integridade pública.

Parlamentares, partidos e lideranças passaram a cobrar medidas mais firmes de controle, fiscalização e responsabilização. Ao mesmo tempo, cresce a pressão por celeridade nos processos.

Especialistas apontam que o fortalecimento das instituições é fundamental para manter a credibilidade democrática e assegurar que denúncias sejam apuradas com rigor técnico.

O governo acompanha os desdobramentos e reforça o discurso de autonomia dos órgãos de controle, evitando interferências.

O tema deve continuar ocupando espaço no noticiário e influenciando diretamente o ambiente político nacional.

Reforma administrativa volta ao centro do debate político

Tema divide governo, oposição e servidores e reacende discussão sobre tamanho do estado

A reforma administrativa voltou a ocupar posição central no debate político nacional. O tema, que esteve adormecido nos últimos anos, retorna à pauta como alternativa para modernizar a máquina pública e aumentar a eficiência do Estado.

De um lado, defensores argumentam que mudanças são necessárias para melhorar a qualidade dos serviços e controlar gastos. Do outro, servidores públicos e entidades representativas veem riscos de precarização e perda de direitos históricos.

O governo tenta construir uma proposta intermediária, que preserve garantias constitucionais e, ao mesmo tempo, promova ajustes em carreiras, critérios de avaliação e progressão funcional.

No Congresso, a matéria desperta interesse, mas também cautela. Parlamentares sabem que qualquer avanço exigirá amplo diálogo e forte articulação política.

A discussão deve se intensificar ao longo do semestre, tornando-se um dos principais testes de capacidade de consenso do atual cenário político.