O Real Madrid está nas quartas de final da Champions League! Nesta quarta-feira (6), o time merengue empatou em 1 a 1 com o RB Leipzig, no Santiago Bernabéu, no dia em que completa 122 anos.
Vinicius Jr. balançou as redes para a equipe comandada por Ancelotti, que avançou no mata-mata com 2 a 1 no agregado. Orbán descontou para os alemães.
O próximo adversário do Real será definido por sorteio no dia 15 de março.
As quartas da Champions serão disputadas entre 9 e 17 de abril.
A decisão será no dia 1º de junho, no estádio de Wembley, em Londres.
O jogo
Depois de vencer por 1 a 0 na Alemanhacom um golaço de Brahim Díaz, o time espanhol entrou em campo nesta quarta com a vantagem do empate.
No 1º tempo, o Real entrou em campo com o regulamento nas mãos e pouco criou. O Leipzig, por sua vez, teve mais posse de bola e desperdiçou boas chances de marcar, principalmente com Openda. Na reta final, os alemães pressionaram e só não balançaram as redes, porque Lunin catou um chute de Xavi Simons.
Para o 2º tempo, Ancelotti tirou Camavinga para a entrada de Rodrygo. A substituição fez efeito nos primeiros minutos e mudou o clima no Bernabéu.
Com o apoio da torcida, o Real foi entrando no jogo. Kroos poderia ter marcado aos 14, mas parou em uma grande defesa de Gulácsi. Na sequência, Rodrygo também botou o goleiro do Leipzig para trabalhar.
Até que aos 19, Vinicius Jr. recebeu um passe açucarado de Bellingham e finalizou no contrapé de Gulácsi para fazer 1 a 0.
Só que a alegria dos espanhóis durou pouco. O Leipzig não sentiu o golpe, foi para cima e deixou tudo igual com Orbán três minutos depois.
O gol colocou fogo na partida, e o time alemão seguiu pressionando para ao menos levar o duelo para a prorrogação.
Nos acréscimos, o Leipzig foi para o tudo ou nada, mas Dani Olmo carimbou a trave.
Há uma figura nova, e cada vez mais decisiva, no centro das campanhas majoritárias brasileiras. Enquanto o marqueteiro tradicional continua sendo o guardião da emoção e da estética do Horário Eleitoral, um outro profissional passou a operar os bastidores tecnológicos da disputa: o Manager de Marketing e Dados — também chamado de Diretor de Estratégia Digital e Performance. Nas corridas ao Governo do Estado e ao Senado em 2026, ele é, sem exagero, o coração tecnológico da operação.
A diferença de foco é o que define esse cargo. Onde o marketing clássico busca comover, o Manager busca precisão do alvo e velocidade de resposta. Ele não substitui a criatividade: dá a ela endereço, hora certa e comprovação de resultado. Atuando na intersecção entre a narrativa política e a ciência de dados, sua missão pode ser resumida em uma frase — garantir que a mensagem certa chegue ao eleitor certo, no momento exato, dentro dos limites impostos pela Justiça Eleitoral. É desse ponto de equilíbrio, entre ousadia comunicacional e rigor técnico, que nasce a vantagem competitiva de uma campanha moderna.
As obrigações do Manager de Marketing e Dados
O trabalho do Manager se organiza em cinco frentes que, na prática, funcionam de forma simultânea e integrada. A primeira é a gestão da narrativa e a unidade de mensagem. Cabe a ele sincronizar as plataformas, fazendo com que aquilo que o candidato afirma na televisão seja desdobrado e adaptado para as redes sociais sem perder coerência visual nem de discurso. É também o responsável por zelar pelo branding do candidato, mantendo a marca política consistente e resiliente diante dos ataques inevitáveis de um período eleitoral.
A segunda frente é a inteligência de dados e a segmentação. O Manager traduz as pesquisas quantitativas e qualitativas em decisões concretas de comunicação: se a rejeição cresce em determinada região, é ele quem orienta a produção de conteúdo específico para reverter o quadro. Por meio do micro-targeting, segmenta o eleitorado por interesses, dores e localização, extraindo o máximo de alcance útil de cada peça.
Da segmentação decorre naturalmente a terceira frente, a de performance e tráfego pago. É atribuição do Manager alocar as verbas do Fundo Eleitoral em plataformas como Meta, Google e TikTok, sempre perseguindo o menor custo por voto ou por conversão, e submeter cada material a testes A/B para descobrir qual versão gera mais engajamento e compartilhamento orgânico. Nada é veiculado por instinto: tudo é medido, comparado e ajustado.
A quarta frente é a do social listening e da resposta rápida. Com ferramentas de monitoramento em tempo real, o Manager escuta, 24 horas por dia, o que as redes dizem sobre o candidato e seus adversários. É quem detecta um ataque ou uma fake news ainda no início e coordena, do gabinete de crise, a produção imediata dos conteúdos de defesa ou de contra-ataque — muitas vezes em questão de minutos.
A quinta e última frente, cada vez mais sensível, é a governança de IA e o compliance digital. O Manager supervisiona o uso de Inteligência Artificial na criação de conteúdo, assegurando o cumprimento das regras de rotulagem do TSE, e garante que a coleta de dados de apoiadores respeite a LGPD e as normas eleitorais. É a frente que protege a campanha de si mesma.
O valor do cargo: papel operativo e competência estratégica
Seria um erro reduzir o Manager de Marketing e Dados a um operador de ferramentas, alguém que apenas aperta botões, sobe anúncios e lê relatórios. Sua importância está justamente em unir, na mesma pessoa, duas naturezas que raramente convivem: a competência operativa, que faz as coisas acontecerem no ritmo implacável de uma campanha, e a competência estratégica, que dá a essas ações um propósito e um destino. É essa combinação que transforma esforço em resultado e movimento em vitória.
No plano operativo, o Manager é o profissional que garante a execução. Numa disputa em que uma crise pode nascer e viralizar antes do almoço, é ele quem sustenta a máquina funcionando: coordena a produção, distribui as peças na hora certa, aciona o gabinete de crise, redireciona verba de um público que não responde para outro que converte e mantém todas as plataformas alinhadas. Sem essa mão firme na operação, a melhor das estratégias morre no papel. O Manager é, nesse sentido, o elo entre a decisão tomada na sala de comando e o eleitor que recebe a mensagem no celular — e é a qualidade desse elo que separa campanhas que reagem tarde daquelas que chegam sempre um passo à frente.
No plano estratégico, seu valor é ainda maior. O Manager não é um técnico que recebe ordens e as cumpre: ele participa da definição dos rumos. Ao ler os dados com profundidade, enxerga tendências antes que se tornem evidentes nas pesquisas, identifica onde o voto está em disputa e recomenda para onde a energia da campanha deve ser dirigida. Ele traduz números em decisões políticas e devolve à coordenação um mapa claro do terreno. É por isso que, nas campanhas mais bem estruturadas, o Manager de Marketing e Dados deixou de ocupar um lugar acessório e passou a sentar-se à mesa das decisões, ao lado do marqueteiro e do estrategista político, com voz igualmente qualificada.
Em síntese, esse profissional vale tanto pela sua capacidade de fazer quanto pela de pensar. Ele é, ao mesmo tempo, o operário e o arquiteto da comunicação digital: executa com a disciplina de quem entende de prazos e ferramentas, e planeja com a visão de quem compreende que cada clique, cada real investido e cada conteúdo publicado precisa servir a um objetivo maior. Investir num Manager competente não é um custo acessório da campanha — é, talvez, o investimento com melhor retorno sobre o voto que uma candidatura pode fazer em 2026.
Características pessoais e perfil profissional
Para assumir uma campanha de estado, ao Governo ou ao Senado, o Manager precisa reunir competências técnicas e comportamentais bastante específicas. A mais fundamental é o pensamento analítico, orientado por dados. Esse profissional não decide por feeling nem por intuição: sente-se à vontade diante de planilhas, dashboards e métricas e, quando os números mostram que um tema não está performando, tem o desapego necessário para mudar de rota na mesma hora.
A ela se soma a agilidade e a resiliência sob pressão. Campanhas majoritárias são ambientes de crise constante, e o Manager precisa manter a calma enquanto coordena respostas a ataques que se espalham em minutos, tomando decisões de peso em prazos curtíssimos. Essa serenidade, porém, só rende frutos quando acompanhada de uma visão holística da comunicação: o digital não é um “puxadinho” da televisão. O perfil ideal entende como a comunicação de massa influencia as redes e vice-versa, integrando as duas frentes sem disputas de ego com o marqueteiro tradicional.
Por fim, e talvez o traço mais inegociável no Brasil, está o rigor ético e a atenção aos detalhes. Um erro de rotulagem de IA ou um impulsionamento irregular pode custar a cassação de um mandato. O Manager precisa ser metódico, revisar cada peça sob a ótica das resoluções do TSE e trabalhar em sintonia fina com o departamento jurídico. Aqui, o cuidado não é burocracia: é sobrevivência da candidatura.
Comparativo de foco: Marketing versus Dados
Para visualizar como essas duas frentes se integram sob o comando do Manager, o quadro abaixo resume onde cada uma coloca a sua ênfase e com quais ferramentas costuma trabalhar:
Frente
Foco Principal
Ferramentas-Chave
Marketing
Narrativa, criatividade e emoção
Adobe Suite, CapCut, IA Generativa
Dados
Precisão, alcance e conversão
Google Analytics, Meta Ads, Social Listening
Integração
Voto e engajamento
CRM Político e Dashboards de BI
Resumindo
O Manager de Marketing e Dados é o responsável por transformar a estratégia política em execução digital precisa e segura.
Suas obrigações vão da gestão da narrativa ao monitoramento de crises e à governança de IA.
Seu valor está em unir papel operativo e competência estratégica — é, ao mesmo tempo, quem executa e quem ajuda a decidir.
O perfil ideal é analítico, ágil e dotado de um rigor ético absoluto, para evitar problemas com a Justiça Eleitoral.
Entidades associativas de marketing político, como o Camping e a Alcateia Política, e empresas especializadas na coleta e interpretação de dados, como a Microtarget e a Quest, reúnem profissionais com esse perfil, capacitados e prontos para atuar na sua campanha em 2026. Procure-os.
Sobre o autor
Edson Panes de Oliveira Filho é advogado e estrategista político, especialista em Direito Eleitoral, com MBA em Direito Empresarial, MBA em Gestão de Pessoas e MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político. É proprietário da CRIA Marketing Digital e Político e cofundador da Alcateia Política.
Embora os aportes em inteligência artificial alcancem cifras trilionárias e as expectativas sobre seus impactos econômicos sejam altas, os resultados ainda aparecem de forma marginal. Lucas Reis, PhD e chairman da Zygon, explica por que essa transformação depende de fatores que vão além do avanço tecnológico.
Mesmo com cerca de US$1,6 trilhão investidos globalmente em inteligência artificial desde 2022, os ganhos de produtividade agregada permanecem modestos. O cenário tem despertado a atenção de empresas e especialistas, que buscam entender por que uma das tecnologias mais promissoras da atualidade ainda não conseguiu entregar todo o impacto esperado nos negócios.
Embora a adoção da IA avance em ritmo acelerado, e organizações de diferentes setores ampliem investimentos na tecnologia, os resultados ainda estão distantes das projeções mais otimistas. Estudos apontam que o principal obstáculo não está na capacidade das plataformas de IA, mas na dificuldade das empresas em adaptar processos, desenvolver novas competências e reorganizar a forma como o trabalho é realizado.
Segundo o doutor em Comunicação, especialista em Tecnologia e Inteligência Artificial e chairman da Zygon, Lucas Reis, esse cenário repete um comportamento já observado em outras grandes revoluções tecnológicas. Na avaliação do pesquisador, a inteligência artificial representa uma tecnologia de propósito geral, capaz de transformar diferentes áreas da economia, mas seus efeitos dependem de mudanças estruturais que costumam levar anos para se consolidar. Assim como aconteceu com a eletrificação das indústrias e, posteriormente, com os computadores, a tecnologia chega antes que empresas e pessoas estejam preparadas para extrair todo o seu potencial.
“Existe uma expectativa de que a inteligência artificial, por si só, aumente rapidamente a produtividade das empresas. Mas a história mostra que isso não acontece dessa forma. O verdadeiro ganho depende de investimentos complementares, como o redesenho dos processos, a requalificação das equipes, novos modelos de governança e uma mudança cultural capaz de incorporar a IA à rotina das organizações. Sem essa transformação, a tecnologia dificilmente entregará todo o valor que promete”, afirma.
O desafio é evidenciado por levantamentos internacionais que mostram que, embora a maior parte das empresas já tenha experimentado soluções baseadas em inteligência artificial, poucas conseguiram escalar esses projetos até gerar valor tangível para o negócio. Ao mesmo tempo, as iniciativas de IA têm sido interrompidas por dificuldades relacionadas à gestão de riscos, à ausência de estratégias claras e à falta de integração entre tecnologia e operação. Isso reforça a percepção de que o gargalo atual está na forma como as organizações implementam a inovação, e não na evolução dos modelos de inteligência artificial.
Segundo Lucas Reis, três frentes precisam avançar simultaneamente para que a inteligência artificial produza impactos concretos na produtividade. A primeira é a requalificação dos profissionais, preparando-os para trabalhar em conjunto com agentes inteligentes; a segunda envolve a responsabilização e a governança das decisões automatizadas; e a terceira está relacionada à reorganização do ambiente de trabalho, onde atividades operacionais tendem a ser delegadas aos agentes, enquanto competências humanas, como pensamento crítico, discernimento, relacionamento e responsabilização pelas decisões, tornam-se ainda mais estratégicas. “O desafio das empresas deixou de ser tecnológico. Hoje, ele é organizacional e humano”, destaca.
Pesquisador da aplicação da inteligência artificial nos negócios e chairman da Zygon, Lucas Reis desenvolve estudos sobre os impactos da IA na produtividade, nos modelos de gestão e na transformação do trabalho. Em seu artigo mais recente ‘Por que o investimento em IA (ainda) não gerou ganho de produtividade?’, o especialista analisa por que investimentos bilionários ainda não foram convertidos em ganhos expressivos de desempenho e defende que o momento exige menos preocupação com a velocidade da inovação e mais atenção à capacidade das organizações de adaptar sua cultura, seus processos e suas lideranças para uma nova realidade.
“A inteligência artificial deve reorganizar profundamente o trabalho de conhecimento nos próximos anos, mas essa mudança não acontecerá de forma instantânea. As empresas que começarem a investir em pessoas, processos e cultura estarão mais preparadas para transformar a tecnologia em vantagem competitiva quando essa maturidade chegar. O caminho não é agir com pressa, mas também não é esperar. É construir essa transformação de maneira contínua”, conclui.
Evento será realizado no dia 26 de julho e reúne esporte, conscientização ambiental e solidariedade; serão disponibilizadas 600 vagas gratuitas.
A Prefeitura de Valparaíso de Goiás, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Esporte (SMCE), realiza no próximo dia 26 de julho a 8ª Corrida do Meio Ambiente, um dos eventos esportivos mais tradicionais do calendário municipal. As 600 inscrições gratuitas serão abertas na próxima segunda-feira (13), às 9h.
A prova terá largada às 7h, em frente à Praça da Etapa A, com percurso de 6 quilômetros. Para a retirada do kit do atleta, será necessária a doação de 1 kg de alimento não perecível e duas garrafas PET, unindo o incentivo à prática esportiva a ações de solidariedade e conscientização ambiental.
Criada em 2017, a Corrida do Meio Ambiente passou a integrar as comemorações do aniversário de Valparaíso de Goiás e, ao longo dos anos, consolidou-se como um dos principais eventos esportivos do município, reunindo atletas, corredores amadores e famílias em uma programação voltada à promoção da saúde, da qualidade de vida e da preservação ambiental.
Nas últimas edições, a corrida registrou crescimento contínuo de público. Em 2024, centenas de atletas participaram da prova de 5 quilômetros, enquanto, em 2025, a 7ª edição reuniu mais de 600 participantes, entre inscritos e corredores da categoria “pipoca”, reforçando o sucesso e a consolidação do evento no calendário esportivo local.
Neste ano, além da ampliação do percurso para 6 quilômetros, a iniciativa mantém sua proposta de estimular hábitos saudáveis e a consciência ambiental por meio de ações sustentáveis, como a arrecadação de materiais recicláveis e alimentos que serão destinados a ações sociais.
Como participar
As inscrições serão realizadas exclusivamente pela internet, pela plataforma Atletis, e estarão disponíveis a partir das 9h da próxima segunda-feira (13). As vagas são limitadas.
Informações do evento:
Data: 26 de julho de 2026
Horário da largada: 7h
Local: Praça da Etapa A
Percurso: 6 km
Inscrições: gratuitas (600 vagas)
Retirada do kit: mediante entrega de 1 kg de alimento não perecível e 2 garrafas PET.
A Prefeitura convida toda a população a participar da iniciativa, lembrando que a Corrida do Meio Ambiente vai além da competição esportiva: o evento promove a integração da comunidade, incentiva hábitos saudáveis e fortalece o compromisso coletivo com a sustentabilidade e a preservação ambiental.
Pré-candidata pelo Agir, primeira-dama destaca avanços em infraestrutura, educação, gestão pública e fortalecimento dos serviços municipais
A transformação de Novo Gama nos últimos anos é uma das principais vitrines da trajetória pública de Joscilene Mangão. Primeira-dama do município e pré-candidata a deputada estadual em Goiás pelo Agir, ela afirma que a experiência construída na gestão municipal reforça a necessidade de ampliar a representação do Entorno do Distrito Federal no cenário estadual.
Segundo Joscilene, a atual gestão encontrou um município com grandes desafios estruturais, serviços paralisados, dificuldades administrativas e baixa capacidade de investimento. A partir de um trabalho de reorganização, regularização de certidões e planejamento, Novo Gama conseguiu recuperar sua capacidade de buscar recursos e firmar parcerias.
Entre os avanços citados estão a reabertura de serviços como o Vapt Vupt e o Ciretran, além da ampliação da arrecadação municipal, que saiu de cerca de R$ 140 milhões para mais de R$ 360 milhões ao longo de quatro anos. Para Joscilene, esse crescimento permitiu ampliar investimentos e devolver ao município melhores condições de atendimento à população.
Na infraestrutura, a gestão avançou com mais de 140 quilômetros de recapeamento e pavimentação, além da modernização da iluminação pública, com mais de 60% da cidade atendida por lâmpadas de LED. As ações contribuíram para melhorar a mobilidade, a segurança e a qualidade de vida dos moradores.
Na educação, das 36 escolas municipais, 28 foram reconstruídas ou reformadas. O município também entregou novas unidades escolares e retomou obras de creches que estavam paralisadas há mais de dez anos, beneficiando mais de 600 crianças e fortalecendo a rede municipal de ensino.
Joscilene afirma que sua pré-candidatura pelo Agir nasce do desejo de ampliar essa experiência e defender o Entorno do Distrito Federal, região que concentra uma população expressiva e precisa de mais atenção, investimentos e representatividade.
“O Entorno precisa de uma voz ativa, que conheça a realidade das famílias e saiba onde estão as principais necessidades. Quero continuar trabalhando por políticas públicas que cheguem de verdade à vida das pessoas”, declarou Joscilene Mangão.
Segundo Instituto Sou da Paz, taxa goiana é de 86%, mais que o dobro da média nacional, que gira em torno de 40%
Goiás alcançou a maior média percentual de esclarecimento de homicídios do Brasil entre 2020 e 2023, com índice de 86% de resolutividade, segundo o estudo Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil, divulgado na quarta-feira (8/7) pelo Instituto Sou da Paz. O estado lidera o ranking nacional, seguido pelo Distrito Federal (81%) e Minas Gerais (75%).
O resultado coloca Goiás acima da média nacional de esclarecimento de homicídios, que ficou em torno de 40% no período analisado. O desempenho goiano também sobressai quando comparado ao de estados de grande relevância nacional. Em São Paulo, a média de esclarecimento no mesmo período foi de 40%, o mesmo patamar nacional. Já o Rio de Janeiro registrou média de 23%, menos de um terço do índice alcançado por Goiás. Na retaguarda, está Rio Grande do Norte (9%).
O levantamento destaca, ainda, fatores associados aos índices. Entre os pontos positivos, o estudo indica que o esclarecimento de homicídios está relacionado à “retirada de armas de fogo de circulação, resposta rápida das polícias e à mitigação das desigualdades estruturais dos territórios”.
Objetivo Segundo explica o Instituto Sou da Paz em sua publicação, o Diagnóstico sobre a Investigação de Homicídios no Brasil propõe uma análise nacional para identificar os fatores que influenciam o desempenho investigativo nas diferentes unidades da federação. Para isto, considera aspectos ligados à dinâmica criminal, às condições socioeconômicas, à estrutura institucional das polícias e aos indicadores operacionais das investigações.
A partir do indicador de elucidação de homicídios apresentado no relatório ‘Onde Mora a Impunidade?’, busca identificar elementos que tenham impactado significativamente as taxas de esclarecimento dos assassinatos. O documento conclui que bons índices estão associados menos ao volume de recursos, isoladamente, e mais à capacidade de resposta, à circulação reduzida de armas e à atuação articulada diante das desigualdades dos territórios.
Fotos: Secom
Legenda: Estudo mostra Goiás com a melhor taxa de esclarecimento de homicídios do país
Mapa da Segurança Pública mostra que, em 2025, indicador estadual ficou em 9,40 ocorrências por 100 mil veículos; taxa nacional é de 80,87
Goiás registrou, em 2025, a menor taxa de roubo de veículos entre as 27 Unidades da Federação. O dado consta no Mapa da Segurança Pública 2026, publicado nesta semana pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O indicador estadual ficou em 9,40 ocorrências por 100 mil veículos, ante taxa nacional de 80,87. Na sequência entre os menores índices do país, aparecem Santa Catarina (9,82) e Mato Grosso do Sul (10,42). Pernambuco (304,59) e Rio de Janeiro (305,31) estão na retaguarda.
O relatório, que consolida as estatísticas oficiais de 2025 enviadas pelos estados e pelo Distrito Federal, aponta retração nos três indicadores patrimoniais analisados neste recorte: roubo de veículos, furto de veículos e roubo de carga registraram queda em Goiás na comparação com 2024. O roubo a instituições financeiras permaneceu sem ocorrências no estado pelo quarto ano consecutivo.
Em números absolutos, Goiás passou de 725 roubos de veículos em 2024 para 483 em 2025, redução de 33,38%. A taxa estadual caiu de 14,72 para 9,40 ocorrências por 100 mil veículos no período. No Brasil, foram 104.409 veículos subtraídos com emprego de violência ou grave ameaça em 2025, enquanto ocorreram 126.681 em 2024, queda de 17,58%, equivalente a uma média de 286 ocorrências por dia, segundo o relatório. A retração proporcional registrada em Goiás foi superior à média nacional.
As taxas do levantamento têm como referência a frota de veículos automotores registrada na base da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), que corresponde, em Goiás, a cerca de 5,1 milhões de veículos, conforme cálculo derivado dos próprios indicadores do relatório. Na prática, os números de 2025 equivalem a aproximadamente um roubo para cada grupo de 10,6 mil veículos da frota, enquanto a média nacional é de um para cada 1,2 mil veículos. No furto, a proporção goiana foi de cerca de um registro para cada 1,65 mil veículos.
No furto de veículos, Goiás contabilizou 3.115 ocorrências em 2025, enquanto foram registrados 3.583 em 2024, redução de 13,06%. A taxa estadual, de 60,60 furtos por 100 mil veículos, foi a segunda menor do país, atrás apenas de Mato Grosso (58,86). No Brasil, foram 201.699 furtos de veículos em 2025, volume 6,24% inferior aos 215.124 registrados em 2024, com taxa nacional de 156,23 por 100 mil veículos e média aproximada de 553 ocorrências por dia.
No recorte regional, os dois indicadores também recuaram no Centro-Oeste. Os roubos de veículos passaram de 2.838 para 2.080 ocorrências, queda de 26,71%, e os furtos, de 11.669 para 9.453, redução de 18,99%. As taxas goianas ficaram abaixo das médias regionais tanto no roubo de veículos (9,40, e 16,80 no Centro-Oeste) quanto no furto (60,60, e 76,35). Segundo o relatório, o Centro-Oeste registrou a menor taxa de furto de veículos entre as cinco grandes regiões do país.
Outros crimes No roubo de carga, Goiás passou de 23 ocorrências em 2024 para 10 em 2025, redução de 56,52%. De acordo com o relatório, os principais decréscimos percentuais entre as Unidades da Federação foram registrados no Distrito Federal (-72,22%), no Rio Grande do Norte (-62,86%), em Alagoas (-59,09%) e em Goiás (-56,52%). No recorte nacional, as ocorrências de roubo de carga caíram de 10.288 para 8.570, redução de 16,70%.
No caso do roubo a instituições financeiras, Goiás não registrou ocorrências em 2025, repetindo o resultado desde 2022. No Brasil, foram 60 registros no último ano e 104 em 2024, queda de 42,31%. Conforme o relatório, 13 Unidades da Federação ficaram sem ocorrências do crime em 2025: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima e Sergipe. Na série histórica, o indicador nacional recuou de 271 ocorrências em 2020 para 60 em 2025, retração acumulada de 77,9%, o menor patamar do período analisado.
Fotos: Secom
Legenda: Relatório aponta queda de roubo e furto de veículos, além de roubo de carga em Goiás
Homenagem ao Mês do Orgulho LGBTI+ ressalta avanços na representatividade e novos desafios
Sessão solene celebrou o Mês do Orgulho LGBTI+ com homenagens a lideranças, artistas e ativistas e destacou os avanços, desafios e a importância da garantia de direitos
Em homenagem ao Mês do Orgulho LGBTI+, a Câmara Legislativa promoveu sessão solene nesta sexta-feira (26) sob o tema “Orgulho LGBTI+ transformando a História no Distrito Federal”. Durante a cerimônia, que reuniu lideranças políticas, artistas e ativistas, foram entregues moções de louvor a pessoas que se destacaram na defesa e na promoção dos direitos LGBTI+ em Brasília.
Autor da iniciativa, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF, deputado Fábio Felix (Psol), ressaltou a importância da representatividade na defesa das pautas da causa LGBTI+. Ele lembrou que, foi o primeiro parlamentar assumidamente gay na CLDF, sendo o deputado distrital mais bem votado da história do DF. “Quando ocupamos esses espaços a gente dá um recado de que queremos estar em todos os lugares e que para o armário a gente não vai voltar mais”, afirmou.
Como exemplo dos avanços conquistados, Fábio Felix lembrou a aprovação na CLDF da lei de sua autoria que proíbe a prática de terapias de conversão, popularmente conhecidas como “cura gay”. “Quando a gente convence os inimigos políticos, a gente mostra que conseguiu um feito, a gente conseguiu fazer a diferença”, reforçou.
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Para a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) a representatividade LGBTI+ é fundamental para a democracia, a liberdade e a cidadania. “É em nome do amor, do afeto, da liberdade e dos direitos que estamos nesta Casa, mais uma vez, comemorando o Dia do Orgulho [LGBTI+] e homenageando quem constrói, em vários espaços, os direitos a serem assegurados a todas as pessoas”, afirmou.
A produtora cultural e artista da cena ballroom Gabrielle Paju defendeu que, quanto mais direitos forem assegurados às pessoas historicamente excluídas, mais forte se torna a democracia brasileira. “Uma democracia verdadeiramente forte é aquela em que a população mais vulnerabilizada não é apenas objeto de políticas públicas, mas protagonista dessa construção”, ressaltou.
Ela também defendeu o fortalecimento da representatividade: “Que possamos seguir construindo um DF e um Brasil onde travestis, pessoas trans, lésbicas, gays e bissexuais não apenas sobrevivam, mas ocupem, plenamente, todos os espaços de poder, cidadania e futuro”.
Segundo a coordenadora da Comissão dos Direitos Humanos da CLDF, Keka Bagno, a comunidade LGBTI+ está cada vez mais disposta a fazer denúncias, o que se deve, também, ao fortalecimento da representatividade: “Tanto no Legislativo, quanto no Executivo e no Judiciário, o que a gente tem de avanço foi por causa da nossa luta, foi porque a gente conquistou. Ninguém deu nada para a gente. Então, é fundamental que a gente ocupe os espaços de denúncias e de visibilidade”, reforçou.
A drag queen e comunicadora Pikineia salientou a preocupação com o futuro das pessoas LGBTI+. “Como vai ser a nossa velhice? Eu não estou falando só da saúde mental, da saúde física, estou falando do dia a dia mesmo. Já é difícil para uma pessoa heterossexual, imagina para nós, LGBTs, para pessoas transgênero. Não é fácil. Então, a gente precisa colocar sim a mão na consciência e pensar no amanhã, mas o amanhã a gente precisa fazer hoje”, afirmou.
O presidente do Grupo Estruturação LGBT+ de Brasília, Michel Platini, destacou o simbolismo da própria sessão solene: “Estar aqui nessa tribuna, na Câmara Legislativa da capital do Brasil, falando em nome da comunidade LGBT+, já é, por si só, uma vitória”.
Apesar de reconhecer as conquistas históricas, ele enfatizou que ainda é necessário unir forças por garantias básicas. “Lutar pelo direito de existir, pelo direito de amar, de formar as nossas famílias, pelo direito de andar de mãos dadas, de envelhecer com dignidade como a Pikineia falou, pelo direito de estudar sem violência, de trabalhar sem esconder quem somos, pelo direito de que nenhuma pessoa cresça acreditando que nasceu errada”.
Para o artista visual, cantor e compositor Paulo Amaro a cultura “periférica” e “preta” é, ainda hoje, desprezada. “Ser um artista, bicha, que vem de uma quebrada, é um grande afrontamento ao sistema da arte”, afirmou.
O Mês do Orgulho LGBTI+ é comemorado mundialmente em junho, em alusão ao dia 28 de junho de 1969, quando ocorreu a Revolta de Stonewall. Esse episódio, marcado por uma série de manifestações em Nova York, tornou-se um símbolo histórico da luta pelos direitos da população LGBTI+.
Nova lei redefine área do Polo de Cinema e viabiliza regularização fundiária no DF
Nova lei reduz área destinada ao Polo de Cinema e Vídeo no DF e abre caminho para regularização de assentamento em Sobradinho
Foto: Marina Gadelha / SECEC-DF
Revisão do tamanho da área do Polo de Cinema em Sobradinho permitirá regularização da comunidade rural e, ao mesmo tempo, uso para fins audiovisuais
Já está em vigor lei que trata da destinação de área para o Polo de Cinema e Vídeo do Distrito Federal. A norma (LC nº 1.069/2026) foi aprovada pelo plenário da Câmara Legislativa do em abril deste ano e passou a integrar o ordenamento jurídico, alterando a organização territorial da iniciativa e abrindo caminho para a regularização de ocupações na região de Sobradinho.
De autoria conjunta do deputado Wellington Luiz (MDB) e do Poder Executivo, a norma destina uma área de 16 hectares da Fazenda Sobradinho Mogi, pertencente à Terracap, para a implantação do Polo de Cinema e Vídeo do DF. A lei também revoga integralmente a Lei Complementar nº 633/2002, que previa a destinação de uma área de cerca de 400 hectares para o mesmo fim.
A área originalmente destinada ao polo em 2002 foi ocupada por famílias vinculadas ao Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais (PRAT) e nunca chegou a ser utilizada efetivamente como polo de cinema. A gleba compõe atualmente o chamado Assentamento José Wilker.
A redefinição da área, agora em menor extensão (16 hectares), vai permitir a continuidade do processo de regularização da comunidade rural e, ao mesmo tempo, a efetivação de seu uso para fins audiovisuais.
Presidente da CLDF, Wellington Luiz, autor do Projeto de lei (Carlos Gandra / Agência CLDF)
Em seu projeto, Wellington Luiz justificou a modificação da área destinada ao polo de cinema. “Não se sustenta mais o comando legal de se destinar um total de 400 hectares para a instalação desse complexo de cinema na referida área, impedindo o avanço da política de regularização fundiária no local, a efetiva segurança jurídica e o uso ambientalmente sustentável da terra”, destacou.
No mesmo sentido, o Executivo argumenta que a medida contribui para a garantia dos direitos dos ocupantes. “A nova lei vai viabilizar a continuidade do processo de regularização fundiária em curso”, destaca o projeto do Buriti.
Com a revisão da destinação territorial, a maior parte da área deixa de estar vinculada ao projeto audiovisual, permitindo o avanço de políticas públicas de regularização fundiária para a comunidade instalada no local.
As duas mais recentes pesquisas sobre a sucessão presidencial — Atlas/Bloomberg, realizada em junho, e Meio/Ideia, divulgada em julho — convergem para um mesmo diagnóstico: a eleição de 2026 continua organizada em torno de dois polos. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); de outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL), herdeiro político do capital eleitoral construído pelo bolsonarismo. Apesar das metodologias distintas — recrutamento digital aleatório na Atlas e entrevistas telefônicas na Ideia — ambas revelam que nenhum terceiro nome conseguiu, até agora, romper a lógica da polarização instalada desde a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018.
O paradoxo chama a atenção. Lula e Flávio lideram com relativa folga, mas convivem com elevados índices de rejeição. Isso significa que ambos sustentam suas posições menos pela capacidade de ampliar apoios e mais pela força de eleitorados altamente fidelizados. A polarização continua funcionando como uma barreira de entrada para qualquer candidatura que pretenda construir um caminho alternativo.
É justamente aí que reside a principal dificuldade dos demais postulantes ao Palácio do Planalto. Nomes como Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Aécio Neves e outros representantes do campo conservador disputam praticamente o mesmo espaço político e o mesmo eleitorado que, desde 2018, se identifica com o legado de Jair Bolsonaro. Enquanto apresentarem diferenças apenas de estilo, e não de projeto, terão enorme dificuldade para alcançar relevância nacional. Afinal, por que o eleitor escolheria uma versão alternativa quando acredita já possuir um representante legítimo daquele campo?
Mulheres decisivas podem fazer muita diferença
Nesse contexto, o recente afastamento voluntário de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher merece atenção. Independentemente das razões que motivaram sua decisão, sua menor exposição reduz, ao menos temporariamente, uma das principais pontes do bolsonarismo com o eleitorado feminino. Não por acaso, a pesquisa Meio/Ideia destaca que a maior vantagem competitiva de Lula sobre Flávio Bolsonaro está justamente entre as mulheres, segmento que poderá novamente decidir a eleição.
Para o PT, o cenário também impõe desafios. A estratégia de buscar a vitória ainda no primeiro turno parece fazer sentido político. Em um eventual segundo turno, a tendência histórica é que praticamente todas as candidaturas oposicionistas se unam contra o presidente, independentemente das diferenças existentes entre elas. Fechar a disputa na primeira etapa exige ampliar a base para além do eleitorado tradicional da esquerda, reduzir a rejeição ao governo e convencer os indecisos de que a continuidade oferece mais segurança do que a mudança.
Há, contudo, um contingente que pode redefinir completamente a disputa. Somados os eleitores que hoje declaram voto branco, nulo, afirmam que não votariam em ninguém ou simplesmente ainda não sabem em quem votar, forma-se um universo numericamente superior à votação de muitos candidatos que figuram na corrida presidencial. Não se trata de um eleitorado homogêneo.
Ali convivem cidadãos desiludidos com a política, eleitores moderados cansados da polarização, jovens que ainda não estabeleceram vínculos partidários e brasileiros que aguardam sinais concretos antes de decidir. Quem conseguir dialogar com esse grupo poderá produzir o maior movimento eleitoral da campanha. Mais do que retirar votos do adversário, a vitória poderá nascer da capacidade de converter a apatia em participação e a dúvida em confiança.
No fim das contas, a eleição de 2026 talvez não seja decidida apenas entre Lula e Flávio Bolsonaro. Ela será decidida pela candidatura que demonstrar maior capacidade de responder às preocupações concretas da sociedade: crescimento econômico, segurança pública, saúde, educação, equilíbrio fiscal, geração de oportunidades e fortalecimento das instituições democráticas. Em um país cansado do conflito permanente, a liderança mais relevante poderá não ser aquela que fala mais alto para sua própria torcida, mas a que conseguir construir confiança junto à minoria silenciosa – mas decisiva – que ainda procura razões para escolher um futuro.
*Nilson Hashizumi é estrategista em marketing político, jornalista e cofundador da Alcateia Política.
Há mais de 30 anos atua na construção de reputações, formação de lideranças e desenvolvimento de estratégias de comunicação política e institucional.
Especialista em campanhas eleitorais e comunicação governamental, defende que confiança não nasce do discurso, mas da coerência entre trajetória, comportamento e entrega pública.
Em tempos de vigilância permanente, sustenta que reputação é o ativo mais valioso — e mais vulnerável — da vida pública. Associado ao CAMP.
CLDF concede Títulos de Cidadão Honorário de Brasília a Celestino Chupel e Jussara de Almeida
Homenagem é reconhecimento ao defensor público-geral do DF e a uma das principais hematologistas do país
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realizou, na noite da última sexta-feira (26), sessão solene para outorga dos Títulos de Cidadão Honorário de Brasília ao defensor público Celestino Chupel e à médica hematologista Jussara de Almeida. A solenidade ocorreu no Plenário da Casa, por iniciativa do deputado Martins Machado (Republicanos).
Nascida em Uberaba (MG), Jussara de Almeida atuou em unidades de saúde do Distrito Federal, como a Secretaria de Estado da Saúde, o Hospital de Base, o Hospital de Apoio de Brasília e o Hospital Regional da Asa Norte. Atualmente, coordena o Centro Internacional de Treinamento em Hemofilia do Brasil, vinculado à Federação Mundial de Hemofilia, além de integrar órgãos técnicos da área de hematologia e hemoterapia.
Natural de Vacaria (RS), Celestino Chupel ingressou na Defensoria Pública do DF em 2004, onde atuou na coordenação de diferentes núcleos de assistência jurídica, incluindo Defesa da Saúde, Defesa do Consumidor e Infância e Juventude. Desde 2022, exerce o cargo de defensor público-geral do Distrito Federal e, no ano passado, foi nomeado secretário-geral do Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege).
Durante a solenidade, o deputado Martins Machado destacou a contribuição dos homenageados para Brasília. O parlamentar afirmou que Jussara se tornou referência na hematologia pelo cuidado dedicado aos pacientes ao longo de décadas e ressaltou que Celestino contribuiu para ampliar o acesso à Justiça por meio do fortalecimento da Defensoria Pública. “Estes títulos são uma forma de que a cidade encontrou de dizer muito obrigado a duas pessoas que escolheram servir, cuidar e fazer a diferença na vida de tantos brasilienses”, declarou.
Hematologista Jussara de Almeira (David Calaça/Agência CLDF)
O presidente da Associação dos Voluntários, Pesquisadores e Portadores de Coagulopatias (Ajude-C), Rômulo Marques, destacou a atuação de Celestino na defesa de direitos e afirmou que o defensor “é a personificação do acesso à justiça”. Sobre Jussara, ressaltou a contribuição da médica para a área de hematologia e lembrou que ela foi responsável pelo credenciamento do primeiro centro internacional de treinamento em hemofilia do Brasil, além de iniciativas que ampliaram as possibilidades de tratamento e qualidade de vida dos pacientes.
Trajetórias de sucesso
A deputada federal Érika Kokay (PT/DF) também participou da cerimônia e afirmou que os títulos representam trajetórias construídas pelo compromisso com a sociedade. Segundo ela, Jussara representa o cuidado e o humanismo na medicina, enquanto Celestino simboliza a defesa de direitos e a escuta da população.
Ao receber a homenagem, Jussara de Almeida agradeceu o reconhecimento e dedicou o título aos pacientes que acompanharam sua trajetória profissional. “São eles que me ensinam as lições de vida, eles que são professores”, afirmou. A médica também destacou a parceria com Celestino Chupel no atendimento às demandas dos pacientes.
Defensor público-geral do DF, Celestino Chupel (David Calaça/Agência CLDF)
Ao final da sessão, Celestino Chupel afirmou que a honraria representa o trabalho coletivo dos defensores públicos do Distrito Federal. O defensor ressaltou que sua atuação sempre contou com o apoio de colegas e colaboradores e afirmou receber o título como uma nova forma de pertencimento à capital. “Hoje eu tenho a honra de poder dizer que eu tenho uma nova cidadania. Além de gaúcho, eu sou candango e tenho muito orgulho”, declarou.
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