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Vinicius Jr. marca, Real Madrid sofre, mas empata com Leipzig e avança às quartas da Champions League

Real Madrid está nas quartas de final da Champions League! Nesta quarta-feira (6), o time merengue empatou em 1 a 1 com o RB Leipzig, no Santiago Bernabéu, no dia em que completa 122 anos.

Vinicius Jr. balançou as redes para a equipe comandada por Ancelotti, que avançou no mata-mata com 2 a 1 no agregado. Orbán descontou para os alemães.

O próximo adversário do Real será definido por sorteio no dia 15 de março.

As quartas da Champions serão disputadas entre 9 e 17 de abril.

A decisão será no dia 1º de junho, no estádio de Wembley, em Londres.

O jogo

Depois de vencer por 1 a 0 na Alemanha com um golaço de Brahim Díaz, o time espanhol entrou em campo nesta quarta com a vantagem do empate.

No 1º tempo, o Real entrou em campo com o regulamento nas mãos e pouco criou. O Leipzig, por sua vez, teve mais posse de bola e desperdiçou boas chances de marcar, principalmente com Openda. Na reta final, os alemães pressionaram e só não balançaram as redes, porque Lunin catou um chute de Xavi Simons.

Para o 2º tempo, Ancelotti tirou Camavinga para a entrada de Rodrygo. A substituição fez efeito nos primeiros minutos e mudou o clima no Bernabéu.

Com o apoio da torcida, o Real foi entrando no jogo. Kroos poderia ter marcado aos 14, mas parou em uma grande defesa de Gulácsi. Na sequência, Rodrygo também botou o goleiro do Leipzig para trabalhar.

Até que aos 19, Vinicius Jr. recebeu um passe açucarado de Bellingham e finalizou no contrapé de Gulácsi para fazer 1 a 0.

Só que a alegria dos espanhóis durou pouco. O Leipzig não sentiu o golpe, foi para cima e deixou tudo igual com Orbán três minutos depois.

O gol colocou fogo na partida, e o time alemão seguiu pressionando para ao menos levar o duelo para a prorrogação.

Nos acréscimos, o Leipzig foi para o tudo ou nada, mas Dani Olmo carimbou a trave.

Profissionalização dos presídios federais tem participação na trajetória legislativa de Fraga

Alberto Fraga ressalta importância histórica da Lei nº 10.693/2003 para a profissionalização do sistema penitenciário federal

O deputado federal Alberto Fraga destaca a importância histórica da Lei nº 10.693/2003, responsável pela criação da carreira de agente penitenciário federal no quadro de pessoal do Ministério da Justiça.

A estrutura inicial previa 500 cargos efetivos, preenchidos mediante concurso público. Os profissionais ficaram responsáveis pela vigilância, custódia, guarda e assistência aos presos mantidos nos estabelecimentos penais administrados pelo governo federal.

Segundo Fraga, a criação de uma carreira especializada tornou-se fundamental para o funcionamento das penitenciárias federais de segurança máxima. Essas unidades recebem presos de elevada periculosidade e lideranças de organizações criminosas.

“Um sistema penitenciário seguro precisa de profissionais concursados, preparados e valorizados. Sem controle dentro dos presídios, o crime organizado continua comandando delitos do lado de fora”, declara Alberto Fraga.

Embora a legislação tenha sido posteriormente substituída durante a reorganização da carreira e a formação da Polícia Penal Federal, Fraga ressalta que a Lei nº 10.693 representou um passo decisivo para a profissionalização da segurança penitenciária no país.

ICL: aprovação do PL 1482 fecha cerco ao furto, roubo, descaminho e receptação ilegal de combustíveis e lubrificantes 

O Instituto Combustível Legal (ICL) considera a aprovação pelo Senado do PL 1482/2019 um avanço decisivo no combate ao crime organizado e às ilegalidades no mercado de combustíveis e lubrificantes. A proposta endurece o tratamento penal para o furto e o roubo de petróleo, derivados, gás natural, etanol, biocombustíveis e lubrificantes retirados de instalações de produção, armazenamento e transporte, incluindo dutos e veículos utilizados nos diferentes modais. O texto também amplia o alcance da legislação sobre crimes contra a ordem econômica para atingir atividades como recebimento, transporte, armazenamento, comercialização e distribuição de produtos de origem ilícita.
 

Na avaliação do ICL, um dos principais benefícios do projeto é permitir que o poder público atue sobre toda a cadeia econômica que sustenta esse tipo de crime, e não apenas sobre quem executa diretamente o furto ou o roubo. Ao alcançar também receptadores, operadores logísticos e estabelecimentos que comercializam ou armazenam combustíveis de origem ilegal, a legislação reduz os espaços para que produtos desviados sejam inseridos no mercado formal e utilizados como fonte de financiamento de organizações criminosas. A proposta também prevê punições mais severas quando as ocorrências provocarem consequências como paralisação de atividades, desabastecimento, incêndios, danos ambientais ou lesões, reforçando a proteção à infraestrutura crítica e à segurança da população.
 

“A aprovação do PL 1482 representa um passo importante para atacar a estrutura econômica que existe por trás do furto e do roubo de combustíveis e lubrificantes. Não basta punir quem perfura um duto ou desvia uma carga; é fundamental atingir também quem recebe, transporta, armazena e comercializa esse produto ilegal. Ao fechar esses canais, o país aumenta o custo da atividade criminosa, protege a infraestrutura de abastecimento e fortalece as empresas que atuam dentro da legalidade”, afirma Emerson Kapaz, presidente do Instituto Combustível Legal.
 

Para o ICL, o avanço da proposta complementa outras iniciativas voltadas ao fortalecimento da fiscalização e ao enfrentamento das fraudes no setor de combustíveis. A combinação de penas mais efetivas, inteligência, integração entre órgãos públicos e fiscalização sobre toda a cadeia de circulação dos produtos cria condições para reduzir a atuação de grupos criminosos, proteger o abastecimento, evitar riscos ambientais e de segurança e promover um ambiente de negócios mais transparente, competitivo e seguro para empresas e consumidores. O PL 1482 altera o Código Penal e a legislação de crimes contra a ordem econômica justamente para ampliar a responsabilização dessas condutas.

Debate esquenta disputa pelo GDF com embates sobre BRB, saúde, Fundo Constitucional e transporte

Da Redação

Celina Leão vira alvo dos adversários enquanto Arruda, Grass, Cappelli, Paula Belmonte e Kiko Caputo confrontam atual gestão e apresentam propostas para o Distrito Federal

O debate promovido pelo Correio Braziliense e pela TV Brasília elevou a temperatura da disputa pelo Governo do Distrito Federal. Durante quase duas horas, Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (Novo) trocaram críticas e apresentaram propostas para áreas como saúde, transporte, economia e segurança.

Por estar à frente do governo, Celina ficou no centro de alguns dos principais confrontos. Arruda questionou a governadora sobre saúde, metrô e a situação do BRB, enquanto Celina rebateu trazendo para o debate a situação jurídica do ex-governador e defendendo as ações realizadas nos primeiros meses de sua administração.

Outro embate de destaque aconteceu entre Celina e Leandro Grass em torno do Fundo Constitucional do Distrito Federal. A candidata afirmou que medidas federais poderiam atingir a previsibilidade dos recursos destinados à capital, enquanto Grass rebateu sustentando que não haverá redução do fundo e direcionou críticas à situação das contas e dos serviços públicos do DF.

Saúde e mobilidade também dominaram a discussão. Ricardo Cappelli apresentou proposta de enfrentamento às filas de consultas, exames e cirurgias e prometeu ampliar a contratação de profissionais. Kiko Caputo criticou a eficiência dos gastos públicos, enquanto Paula Belmonte atacou contratos emergenciais e defendeu mudanças na administração da saúde. No transporte, apareceram propostas envolvendo metrô, BRT, ônibus expressos e tarifa zero.

Depois do encontro, os seis candidatos procuraram reforçar suas próprias leituras sobre o desempenho no palco. Celina defendeu as entregas do governo; Grass sustentou suas críticas ao Fundo Constitucional; Arruda reafirmou que seguirá na disputa; Paula Belmonte destacou a apresentação de propostas; Cappelli buscou reforçar a imagem de renovação; e Caputo voltou a se colocar como alternativa à política tradicional. O debate deixa a corrida pelo Buriti mais aberta para uma fase de confrontos diretos até o primeiro turno de 4 de outubro.

Haddad leva segurança para o centro da disputa em São Paulo e mira combate ao poder financeiro do PCC

Da Redação

Petista defende cooperação internacional contra facções, critica debate apenas sobre nomenclatura de terrorismo e intensifica confronto com Tarcísio na área de segurança

Fernando Haddad (PT) colocou a segurança pública entre os principais eixos de sua campanha ao Governo de São Paulo. Depois de dedicar espaço do horário eleitoral ao tema, o candidato ampliou o discurso ao defender uma estratégia voltada à estrutura financeira e operacional das organizações criminosas, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Durante participação no Roda Viva, Haddad afirmou que classificar PCC e Comando Vermelho como “máfia”, “facção” ou organização terrorista é uma questão menor diante da necessidade de combater efetivamente esses grupos. O candidato defendeu cooperação internacional e citou ações contra o financiamento do crime como caminho para atingir estruturas que ultrapassam fronteiras.

A declaração ganhou repercussão após a decisão dos Estados Unidos de enquadrar organizações criminosas brasileiras como terroristas. Haddad argumentou que o PCC possui características diferentes de grupos movidos por motivações ideológicas e sustentou que a prioridade das autoridades deve ser desmontar a capacidade financeira, logística e territorial do crime organizado.

O tema passou também a funcionar como linha direta de confronto com o governador Tarcísio de Freitas. No horário eleitoral, Haddad já havia direcionado críticas à política de segurança do atual governo e apresentado o combate à criminalidade como um direito da população que, em sua avaliação, não pode ser tratado apenas pelo viés partidário.

A movimentação indica que segurança pública tende a ocupar espaço crescente na reta final da eleição paulista. O debate sobre PCC, lavagem de dinheiro, integração policial, policiamento e capacidade investigativa coloca Haddad e Tarcísio diante de um dos temas de maior preocupação do eleitorado e pode se transformar em um dos principais campos de confronto da campanha.

Lula tenta reconstruir ponte com empresariado e disputa espaço econômico com Flávio Bolsonaro4

Da Redação

Presidente ouve cobranças por juros menores, estabilidade e equilíbrio fiscal e promete buscar superávit de R$ 18,6 bilhões em 2027

O jantar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com alguns dos principais empresários e banqueiros do país ganhou um significado que ultrapassa a agenda econômica. A reunião no Palácio da Alvorada passou a ser interpretada também como um movimento para ampliar o diálogo de Lula com o setor privado em meio à disputa presidencial contra Flávio Bolsonaro.

Representantes do setor produtivo levaram ao presidente preocupações relacionadas aos juros elevados, inadimplência, estabilidade institucional, ambiente para investimentos e funcionamento de agências reguladoras. Durante o encontro, Lula reafirmou o compromisso com a autonomia do Banco Central e defendeu o trabalho do presidente da instituição, Gabriel Galípolo.

Um dos compromissos apresentados pelo presidente foi o esforço para alcançar um superávit primário de R$ 18,6 bilhões em 2027. Lula afirmou que pretende buscar redução de despesas para cumprir a meta, ao mesmo tempo em que manteve a defesa dos investimentos e programas sociais como parte da estratégia econômica de seu governo.

A segurança pública também apareceu entre as preocupações levadas pelos empresários. O encontro ocorreu poucos dias depois de Flávio Bolsonaro avançar no diálogo com representantes do mercado financeiro, incluindo lideranças de grandes bancos privados. A aproximação do candidato do PL fez o Palácio do Planalto ampliar sua movimentação junto ao setor empresarial.

Com pouco mais de um mês para o primeiro turno, economia e segurança passam a se encontrar no centro da disputa presidencial. De um lado, Lula tenta reforçar confiança em estabilidade, responsabilidade fiscal e crescimento com políticas sociais. Do outro, Flávio Bolsonaro busca apresentar ao mercado uma agenda de maior controle de despesas. O empresariado, por sua vez, abre diálogo com os dois principais campos da eleição.

PEC da Segurança avança no Senado e endurece regras contra facções e milícias

Da Redação

CCJ aprova texto-base que coloca o SUSP na Constituição, fortalece integração entre forças de segurança e prevê tratamento mais rigoroso para integrantes do crime organizado

A PEC da Segurança Pública deu um passo importante no Senado. A Comissão de Constituição e Justiça aprovou, nesta quarta-feira (2), o texto-base da proposta, colocando novamente no centro da agenda política a integração das forças policiais e o enfrentamento às facções criminosas, milícias e organizações paramilitares.

O texto relatado pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e estabelece maior cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios. A proposta prevê compartilhamento de informações e provas, interoperabilidade entre sistemas e atuação conjunta das forças de segurança contra organizações criminosas.

Outro eixo de forte impacto político é o endurecimento das regras destinadas a líderes e integrantes de facções, milícias e grupos paramilitares. A PEC prevê possibilidade de cumprimento de pena em presídios de segurança máxima, maior restrição à progressão de regime e benefícios, confisco de patrimônio relacionado à atividade criminosa e responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas com essas organizações.

O relatório aprovado, entretanto, alterou pontos do texto que havia saído da Câmara. Uma das mudanças foi a retirada do dispositivo que destinava parte da arrecadação das bets aos fundos de segurança pública. Foi mantida a previsão de destinação de 10% do superávit do Fundo Social do pré-sal para o setor. A CCJ ainda precisa analisar destaques antes de concluir definitivamente essa etapa da votação.

O avanço transforma a segurança pública em uma das principais pautas do esforço concentrado do Congresso às vésperas das eleições. Caso as alterações sejam mantidas nas próximas etapas, o texto aprovado pelo Senado terá de ser novamente analisado pela Câmara antes de uma eventual promulgação.


TSE rejeita punição a Flávio Bolsonaro, mas fixa limites para deepfakes nas eleições de 2026

Da Redação

Decisão por 4 votos a 3 livrou candidato de multa por vídeo de Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial, enquanto Corte estabeleceu critérios que deverão orientar toda a campanha

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomou uma das decisões mais importantes até agora sobre o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026. A Corte rejeitou o pedido de aplicação de multa contra Flávio Bolsonaro (PL) pela divulgação de um vídeo que recriou, por meio de IA, a imagem e a voz do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a convenção nacional do partido.

Por 4 votos a 3, os ministros entenderam que, naquele caso específico, o conteúdo não configurou propaganda eleitoral antecipada. O vídeo foi apresentado durante a convenção partidária de 25 de julho e mostrava uma reprodução digital de Jair Bolsonaro manifestando apoio à candidatura do filho à Presidência. Segundo o entendimento vencedor, não houve pedido explícito de voto nem elementos suficientes para enquadrar a peça como propaganda antecipada.

Apesar de rejeitar a punição, o tribunal estabeleceu uma regra que deverá ter impacto direto sobre o restante da campanha. Por 5 votos a 2, o TSE definiu como deepfake o conteúdo sintético produzido ou manipulado por inteligência artificial que apresente grau de realismo e reproduza ou altere imagem, voz ou manifestação de uma pessoa.

A Corte também delimitou que a proibição eleitoral aos deepfakes depende da caracterização daquele conteúdo como propaganda eleitoral. Na prática, o julgamento cria uma linha jurídica entre conteúdos produzidos por IA e sua utilização especificamente dentro da disputa pelo voto, tornando o contexto da publicação peça fundamental em futuras decisões.

Com a inteligência artificial cada vez mais presente na comunicação política, a decisão passa a servir de referência para candidatos, partidos e equipes de campanha. O julgamento não liberou de forma irrestrita o uso de deepfakes, mas estabeleceu critérios que deverão ser testados ao longo das próximas semanas, principalmente com a intensificação da propaganda eleitoral.

Saneago alerta para uso consciente da água durante período de seca

Companhia dá dicas de como evitar desperdício, com ênfase na época de estiagem e calor

A Saneago faz um alerta para a população usar a água tratada de forma consciente, evitando desperdício, em especial durante o período de seca. Segundo a companhia, as chuvas isoladas e passageiras não significam o fim da estiagem, uma vez que são necessárias precipitações regulares e em quantidade suficiente para recuperar os níveis dos mananciais.

Para 2026, um fator adicional exige atenção: os órgãos oficiais de meteorologia apontam para a formação de um Super El Niño ao longo do segundo semestre. Com isso, as temperaturas no Centro-Oeste devem ficar elevadas e a falta de chuva pode se intensificar. A Saneago reforça que a colaboração da população se torna ainda mais importante, evitando desperdícios e utilizando a água tratada com consciência diante deste cenário climático.

Pequenas mudanças de hábito fazem uma grande diferença, conforme orienta a Saneago. A companhia pede que a rega de jardins seja feita preferencialmente no início da manhã ou no fim da tarde, quando há menor evaporação. Também é importante verificar as instalações internas e corrigir possíveis vazamentos.

Os banhos devem ser mais curtos. A máquina de lavar deve ser ligada apenas quando houver o maior acúmulo de roupas, reaproveitando, sempre que possível, a água da lavagem para outros usos. Nos serviços domésticos, é indicado trocar a mangueira pelo balde e adiar a lavagem de calçadas e carros.

Fotos: Divulgação

Legenda: Chuvas esporádicas não indicam fim da estiagem: Saneago orienta sobre consumo consciente de água durante seca e calor

Saneago – Governo de Goiás

A campanha começou há 15 dias e a primeira sabatina já aconteceu. E agora, qual o caminho será trilhado por cada um ?

Por Edson Panes de Oliveira Filho

Quinze dias de campanha e o primeiro teste sem ilha de edição já passou. De 24 a 29 de agosto, o Jornal Nacional sabatinou, ao vivo e por cerca de 40 minutos, cada um dos seis mais bem colocados na pesquisa Genial/Quaest de 14/8: Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos, Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro e Augusto Cury, nesta ordem, por sorteio. É importante registrar que Marçal não entrou na rodada, por estar com seu registro sub judice. Quem ocupou a sexta cadeira foi Cury.

Para ler a semana sem achismo, o termômetro vem da pesquisa Nexus/BTG (TSE BR-08900/2026), que foi a  campo de 28 a 30/8, com 2.005 entrevistados e margem de erro de 2 pontos percentuais, coletada durante as entrevistas. E ela conta uma história dura: os dois líderes estão consolidados e travados (rejeição perto de 50%, teto curto), e quem tem espaço para crescer é exatamente quem foi mal na TV.

Os âncoras: No 1º turno, Lula 39, Flávio 33, Cury 11, Caiado 5-6, Renan 3, Zema 1-2. Já no 2º turno Lula 46 x Flávio 45; Lula 45 x Caiado 44; Lula 46 x Zema 41; Lula 47 x Renan 38. A Rejeição se aprsenta com Flávio 50, Lula 49, Marçal 47, Zema 41, Renan 40, Caiado 37. Tendo como informação primordial o Teto (“votaria, mas também em outro”), Caiado 32, Zema 30, Marçal 29, Renan 22, Flávio 20, Lula 14. A sabatina foi o teste que separa produto de embalagem. Então, vejamos o desempenho de cada um.

Romeu Zema (Novo). Abriu a série e saiu machucado: divagou na dívida de Minas, foi rebatido com números, defendeu vacina como “escolha individual”, relativizou o 8 de Janeiro e escorregou ao falar de mulheres. O gestor eficiente foi desmentido pelo próprio improviso e ainda entregou munição pronta (privatizar Petrobras). Está em 1%, com 26% de desconhecimento. O movimento: escolher duas bandeiras vendáveis (gastos, segurança), aposentar as tóxicas que só geram rejeição, blindar o flanco feminino e parar de jogar sem preparo factual no formato que não edita. O jogo dele é ocupar o nicho liberal-raiz, não disputar o centro no ao vivo.

Ronaldo Caiado (PSD). O paradoxo da rodada: o melhor case, o pior mensageiro. Tem o maior teto (32%), a menor rejeição (37%) e empata com Lula no 2º turno (45 x 44), mas entregou uma sabatina grosseira (“não estamos em uma banca examinadora”), com cerca de 40 interrupções, evasivas e uma afirmação falsa (Lula “anistiado”). Pior: defendeu anistia a Bolsonaro, contaminando o discurso de alternativa com pauta bolsonarista. Virou chacota, com 25% ainda sem conhecê-lo. O movimento: reposicionar tom com urgência do coronel que interroga ao gestor que entrega, media training pesado, roteiro em cima de duas provas concretas e largar a anistia. Enquanto for pouco conhecido, precisa de repetição controlada, não de improviso. O teto de 32% é ouro que ele está queimando.

Renan Santos (Missão). A melhor comunicação, o pior produto. Foi o mais à vontade na TV (nota 2,6, à frente de Zema e Caiado), mas o conteúdo assustou: arma nuclear e “banho de sangue”. Os números o prendem ao nicho e 35% não o conhecem, 3% de intenção, o pior 2º turno (47 x 38), passivo de misoginia. O movimento: aceitar que 2026 não é a Presidência, é a construção de marca e partido. Usar a boa oratória para consolidar e monetizar um núcleo fiel, moderar o indefensável em massa (nuclear e “banho de sangue” fecham o centro e as mulheres) e sair da eleição maior do que entrou.

Lula (PT). Sobreviveu ao pior enquadramento possível: metade da entrevista sobre corrupção (Lulinha/Marcola, INSS, Master). Manteve a calma, controlou a narrativa e colheu elogios por vigor cognitivo (mata o etarismo) e o fato, sublinhado no colunismo, de ser o único a quem não se perguntou sobre democracia. Lidera o 1º turno (39%) e está em todos os cenários de 2º. Mas segue travado: rejeição 49%, teto de 14%. O movimento: virar a chave da defesa para a agenda propositiva, levar de forma controlada o enquadramento “sabatina-interrogatório” como quem foi tratado de réu e tem o que mostrar, blindar corrupção com transparência e mudar o terreno para custo de vida e entregas. A eleição dele é de 2º turno; o jogo é consolidar e mobilizar, não conquistar.

Flávio Bolsonaro (PL). Venceu na bolha, tropeçou fora dela. Cercado pelo Master e por Vorcaro, protagonizou o pior momento da semana, negou e depois confirmou ter pedido dinheiro para o filme sobre o pai, não explicou os US$ 61 milhões no Texas e citou Lula cerca de 17 vezes para escapar. Nas redes, o campo pró venceu em volume; retirados os hiperativos, virou empate. Empata com Lula no 2º turno (45 x 46), mas carrega a maior rejeição do país (50%) e teto de 20%. O movimento: parar de usar Lula como muleta (não amplia), enfrentar o Master com uma versão única e documentada e migrar da herança para a pauta econômica de classe média. Estruturalmente, depende de polarizar para garantir o 2º turno e de consolidar a direita antes que Caiado ou a terceira via o ultrapassem.

Augusto Cury (Avante). O dado que quase ninguém está olhando: 11% de terceira via, num tom de esperança que destoa do ambiente de raiva. Mas a sabatina expôs o risco insegurança, excesso de autoajuda e o segundo maior índice de alegações falsas da rodada (dívida “de R$ 50 mil por criança”, bets, neurodivergência). Sob escrutínio, a marca “coach” desmonta. O movimento: profissionalizar o conteúdo (cada dado errado corrói a autoridade de sábio), converter emoção em proposta verificável e ocupar o vácuo de terceira via que Caiado (autoritário) e Zema (impopular) deixaram aberto. É quem mais tem a ganhar e a perder na reta final.

E o Marçal? Fora do circuito. Enquanto os seis disputavam credibilidade no horário nobre, ele disputava sobrevivência jurídica. Resta-lhe a economia da atenção e a judicialização como narrativa. Mas ficar de fora do debate “sério” reforça o teto baixo (3%, rejeição 47%). Atenção não é legitimidade, e a reta final cobra as duas.

A leitura que fica. A semana passada confirmou a pesquisa e inverteu as expectativas de imagem. Quem tinha fama de gestor (Caiado, Zema) se queimou no improviso; quem tinha comunicação (Renan) travou no conteúdo; quem lidera (Lula) aguentou o pior enquadramento; quem herda (Flávio) escancarou a dependência da bolha; e a terceira via (Cury) provou que existe e que é frágil.

O topo está consolidado, mas a eleição se decide no 2º turno, onde Lula empata tecnicamente com Flávio e com Caiado. O espaço de crescimento está em quem foi mal na TV e converter percepção em intenção virou, para o pelotão de trás, questão de sobrevivência.

Fica ainda o recado de método: a TV ao vivo é implacável com a campanha digital-first. Quem vive de conteúdo editado precisa aprender a jogar onde não há corte na ilha.

Primeiro capítulo encerrado. Cada campanha entregou, sem retoque, a matéria-prima das próximas semanas. Quem lê a sabatina ao lado da pesquisa já sabe quem terá que corrigir a rota, quem vai consolidar e quem está apenas jogando para 2030.

Sobre o autor

Edson Panes de Oliveira Filho é advogado e estrategista político, especialista em Direito Eleitoral, com MBA em Direito Empresarial, MBA em Gestão de Pessoas e MBA em Comunicação Governamental e Marketing Político. É proprietário da CRIA Marketing Digital e Político e cofundador da Alcateia Política.

Rendimento médio no agronegócio de Goiás tem alta de 20,5%

No primeiro trimestre de 2026, rendimento médio chegou a R$ 5.562,92, com acréscimo de R$ 947,23 em relação ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação pelo IPCA

O Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB) divulgou análise sobre o mercado de trabalho no agronegócio de Goiás referente ao primeiro trimestre de 2026. Os dados têm como base, principalmente, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, o rendimento médio mensal habitual das pessoas ocupadas no setor foi de R$ 5.562,92.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, quando o rendimento médio real era de R$ 4.615,69, o indicador teve variação de 20,5%. Em valores, a diferença foi de R$ 947,23, já descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A mudança foi registrada em todos os segmentos analisados. O maior percentual ocorreu nos serviços ligados ao agronegócio, onde o rendimento médio cresceu 33,4%, de R$ 4.228,94 para R$ 5.641,71.

No segmento primário, que reúne as atividades desenvolvidas diretamente na agricultura e pecuária, a oscilação foi de 25,4%, e a renda média chegou a R$ 7.024,59, a maior entre os segmentos. Na agroindústria, a renda passou de R$ 2.521,11 para R$ 3.002,83, alta real de 19,1%. Já entre os trabalhadores das atividades de insumos, o rendimento médio registrou índice 7,7%, alcançando R$ 6.582,56. O crescimento também ocorreu tanto entre trabalhadores formais quanto informais.

Entre os formalizados, a renda média chegou a R$ 7.760,19, alta de 20,8% em um ano. Entre os informais, passou de R$ 3.116,96 para R$ 3.951,32, crescimento de 26,8%. O mercado de trabalho do setor também apresentou aumento da formalização. O número de trabalhadores formais passou de 605,7 mil para 611,7 mil, enquanto o contingente de informais caiu de 480,9 mil para 463,6 mil. Na agroindústria, o número de ocupados com vínculos formais cresceu 7%, com acréscimo de cerca de 10,7 mil trabalhadores.

Outro indicador analisado foi o crescimento do número de empregadores no agronegócio. O contingente passou de 42,5 mil no primeiro trimestre de 2025 para 50,6 mil no mesmo período deste ano, variação de 19,1%, com 8,1 mil empregadores a mais. Também houve variação entre os trabalhadores por conta própria, que chegaram a 194,3 mil, crescimento de 1,4% na comparação anual.

A agroindústria foi o único segmento do agronegócio goiano a ampliar o número total de ocupados no período. O contingente passou de 208,5 mil para 216,5 mil trabalhadores, alta de 3,9% e acréscimo de cerca de 8,1 mil pessoas. O abate e a fabricação de produtos de carne e pescado tiveram aumento de aproximadamente 9,5 mil ocupados. Considerando todas as atividades do agronegócio, a criação de aves também se destacou entre as maiores expansões de mão de obra, com 10,6 mil ocupados a mais em relação ao primeiro trimestre de 2025.

O agronegócio empregava 1,08 milhão de pessoas em Goiás no primeiro trimestre deste ano, equivalente a 28% de toda a população ocupada no estado. Outro movimento registrado no período foi o aumento de trabalhadores com ensino superior: o contingente passou de 256 mil para 271,5 mil pessoas em um ano, crescimento de 6%.

O IMB ressalta que os dados da PNAD Contínua utilizados no levantamento foram reponderados pelo IBGE a partir das projeções populacionais baseadas no Censo Demográfico de 2022. A atualização altera os pesos da amostra e deve ser considerada na comparação dos resultados com levantamentos anteriores.

Fotos: Seapa e CNA

Legenda: Renda média real no agronegócio de Goiás cresceu 20,5% em um ano e chegou a R$ 5,6 mil no primeiro trimestre de 2026

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás