A nova rodada da pesquisa Datafolha colocou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva novamente no centro do debate político nacional. Divulgado na sexta-feira, 22 de maio, e com forte repercussão no sábado, 23, o levantamento mostrou que a avaliação negativa da gestão petista segue numericamente à frente da positiva, embora a diferença tenha diminuído em relação a pesquisas anteriores. Segundo os dados publicados, 38% dos entrevistados consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 32% avaliam a administração como ótima ou boa.
O resultado foi recebido pelo Palácio do Planalto como um sinal de recuperação parcial, mas também acendeu o alerta sobre a dificuldade do governo em consolidar uma percepção majoritariamente favorável junto à população. A pesquisa mostra um cenário de país dividido, no qual políticas sociais, economia, custo de vida e disputa eleitoral caminham lado a lado na formação da opinião pública.
No campo político, aliados de Lula passaram a defender que a melhora nos números reflete os efeitos de entregas recentes, viagens aos estados e maior presença do governo em agendas populares. A oposição, por outro lado, explorou o fato de a avaliação negativa ainda superar a positiva, tratando o dado como demonstração de desgaste do presidente em um ano pré-eleitoral decisivo.
A leitura principal é que Lula entra na reta política de 2026 com capacidade de reação, mas sem margem para acomodação. A pesquisa reforça que a disputa pela narrativa sobre economia, saúde, emprego e programas sociais será central para o governo tentar ampliar sua base de apoio e reduzir a resistência em setores que ainda avaliam negativamente sua gestão.


