A Mostra de Imagem em Movimento – MAPA chega ao Distrito Federal, ocupando os dois andares da Casa de Cultura da América Latina (CAL). Com entrada franca, a mostra permanece em cartaz de segunda à sábado, aberta para visitação entre 10h e 19h.
A última estação da ‘Mostra de Imagem em Movimento – MAPA’ se desloca do eixo Norte–Nordeste e chega até a cidade de Brasília (DF), entre os dias 9 e 31 de julho, para uma programação especial de arte, cultura, poéticas e expressões audiovisuais na Casa de Cultura da América Latina (CAL).
Celebrando a chegada do MAPA em solo brasiliense, a vernissage abre o circuito de videoartes no dia 9 de julho, quinta-feira, reunindo convidados, DJs e o grande público em torno de visitas guiadas, conexões, experiências e diálogos curatoriais.
Exibidas em primeira mão no Distrito Federal, a memória ferroviária será palco de dez obras artísticas, transformando a galeria em um espaço de pensamento coletivo sobre a Estrada de Ferro Carajás (EFC). Com entrada franca, a mostra permanece em cartaz de segunda à sábado, aberta para visitação entre às 10h e 19h.
“Nós oferecemos à infraestrutura da Estrada de Ferro Carajás uma coleção de arte contemporânea que aponta para os principais representantes de sua memória e potência. Formada por artistas entre o Maranhão (MA) e o Pará (PA), cada qual com sua equipe e comunidade; a coleção aponta para questões do presente, passado e futuro por meio de uma linguagem acessível: a videoarte”, diz o coordenador-geral e curador do projeto, João Pacca.
Ocupando simultaneamente os dois andares da CAL, as videoartes são exibidas na Galeria Urucum, em formato original; Galeria de Bolso, reservado às entrevistas, comentários e relação dos artistas com a memória ferroviária; e na Galeria CAL, que contempla as videoinstalações e os desdobramentos das videoartes originais sob paredes e fachadas históricas de São Luís (MA) e Belém (PA).
Por dentro da Galeria Urucum, o público pode acompanhar a exibição de dez curtas: Tudo é correnteza, de Rafa Cardozo; Um Horizonte em Movimento, de Bárbara Savannah; Travessia, de Ícaro Matos; Todo trajeto, também é um rio, de Juruna; Alvorada e Fuga, de Leonardo Venturieri; Uma Casinha no Trilho, de Acaique; História da Terra, de Dinho Araújo, Frágil Dureza, de Inke; Temp(l)o do Rosa Fixado, de Ramusyo Brasil e Sol de Meio Dia, por Silvana Mendes.
Nos demais espaços da mostra (Bolso e CAL), o público mergulha no experimento poético a partir das perspectivas artísticas, que auxiliam a enxergar a ferrovia como uma plataforma de cultura única. Além disso, as galerias aprofundam na experiência das passagens do MAPA por Maranhão e Pará, ao longo de quatro noites, 8 horas de programação e mais de 3,2 mil metros quadrados de arte exibidas através do videomapping – técnica de projeção usada em fachadas históricas.
“O mapping acaba aproximando esse olhar mais genuíno e puro, sem uma crítica muito olhada para a plasticidade do trabalho, mas uma forma de se contemplar ou de absorver o trabalho com sua própria vivência. É meio chocante aquela escala. Assim como o mapping ele abraça o prédio, a pessoa se sente abraçada por aquela imagem grandiosa. Sai de uma coisa muito fechada para algo democrático”, afirma a pintora e artista visual Bárbara Savannah.
Após levar centenas de pessoas às ruas, em uma ocupação inédita nas praças Frei Brandão (Onze Janelas), Nauro Machado e Valdelino Cécio, o MAPA percorre a sua última estação na Casa de Cultura da América Latina (2026), escrevendo um legado ferroviário traduzido em colagens, fotografias, pinturas digitais e videoartes. Além do impacto social e cultural, o MAPA também contribuiu para impulsionar a economia criativa local por meio da contratação de 40 empresas e da participação direta de 230 profissionais, artistas, técnicos, produtores e prestadores de serviço.
“É como se fosse um sonho. Como se estivesse sonhando acordada. Ouvir ecoando pela praça, as pessoas prestando atenção, olhando a catedral, o museu e a casa das onze janelas. Vê aquilo interagindo diretamente com a cidade, com as pessoas. Eu via o ônibus passando e eu ficava, nossa, como será que essa imagem tava ali dentro?”, brinca Rafa Cardozo, artista visual e produtora cultural em Marabá.
Completando um ano desde a sua concepção, o MAPA fortaleceu a rede cultural local, ampliou oportunidades de geração de renda e promoveu a circulação de recursos nos territórios, consolidando a cultura como um vetor de desenvolvimento social, econômico e humano. A comunidade artística do MAPA também se mobilizou em torno de pesquisas, mapeamentos, oficinas de criação e acompanhamento técnico das obras, onde reuniu cerca de 184 inscritos em seu Ano I.
Prestes a sediar uma nova temporada em Brasília, o coordenador-geral do MAPA, João Pacca, explica que o futuro do projeto continua, com novas incorporações à procura de novas produções em contextos próximos e acessíveis a todos. “Eu tenho, para mim, que esta edição do MAPA foi extremamente brilhante. Entender a memória ferroviária não é uma tarefa para a literalidade. A Estrada de Ferro Carajás é gigante, tanto em importância quanto em complexidade. E os artistas que convidamos ao projeto nos trouxeram retóricas absolutamente distintas que nos permite criar uma observação muito rica dessa relíquia cultural que é a ferrovia. Este instrumento de transporte permite a viagem e a comunicação de regiões continentais. São tantos mundos que surgem da nossa experiência que apenas as figuras de linguagem e a poesia conseguem enaltecer ou representar este panorama”, conclui João.
A 1ª edição do MAPA – Mostra de Imagem em Movimento é realizada pela OPACCA Produção de Imagem, com articulação e parceria da Vale, por meio de Recursos para Preservação da Memória Ferroviária (RPMF), e é uma iniciativa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O MAPA tem João Pacca como curador e coordenador geral do projeto, Sylvia Morgado e Eduardo Berardinelli como curadores assistentes. A mostra também recebe a expertise de Koba, Coordenador de Comunicação; Adriele Martins com redação; Studio Cara Brava e Studio Lumen no design. Preto Filho como coordenador de projeto e de produção; Breno Lenhard, produtor técnico; Rodrigo Mazzaro, arquitetura e expografia; o time de Fernanda Junqueira, relacionamento institucional; Edmar Bernardes, gestão financeira; Flávia Junqueira, Jasmine Giovannini, Lygia Peçanha, Breno Andrade e Luana Klautau na produtora executiva e produção local.
SERVIÇO
[Mostra de Imagem em Movimento – MAPA em Brasília]
Quando: de 9 a 31 de julho;
Dias e horários: de segunda à sábado, entre 10h e 19h;
Onde: Casa de Cultura da América Latina (CAL) – SCS Q. 4 SCS BL A Lote 170 – Asa Sul, Brasília – DF;
Gratuito


