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Cansados de esperar, trabalhadores vendem processos trabalhistas

Prevista no Código Civil, a prática é uma alternativa para trabalhadores que esperam há anos pelo dinheiro da indenização em uma ação trabalhista

Quem já não ouviu histórias de trabalhadores que processaram empresas e demoraram anos para receber os valores de uma sentença favorável no Judiciário? Dados oficiais mostram que no Brasil há mais de 10,1 milhões de processos trabalhistas ativos, que passam de R$ 1 trilhão pedidos em ações indenizatórias.

A tramitação do processo dura em média cinco anos. Mas, mesmo após uma sentença favorável em segunda instância, estima-se que seja necessário esperar até três anos para receber o valor determinado em tribunal. O que muita gente não sabe é que existe uma alternativa para que trabalhadores antecipem os valores de uma ação e assim possam atender às necessidades geradas ao longo de uma disputa trabalhista: a venda de processos trabalhistas, a chamada cessão de crédito judicial, prevista no artigo 286 do Código Civil. 

Trata-se de uma alternativa para quem tem processos trabalhistas em andamento e precisa antecipar o recebimento desse valor. A procura dos brasileiros por este serviço vem crescendo. “Muitas pessoas estão com dificuldade para pagar suas contas e até mesmo sobreviver por não conseguirem arcar com itens básicos como alimentação e moradia. Antecipar os valores das ações trabalhistas é uma maneira de ajudá-las”, afirma Herbert Camilo, CEO da Anttecipe. com, empresa que atua no ramo de antecipação do crédito judicial.

Como funciona

A empresa compra os créditos judiciais das pessoas que estão processando, na Justiça do Trabalho, empresas financeiramente sólidas, de médio e grande porte. A ação precisa ter sentença ganha em segunda instância e cada caso é analisado pela Anttecipe.com, que pode pagar até 80% do valor líquido que o reclamante tem direito no processo, em até 24h após a assinatura do contrato. A negociação da venda do processo trabalhista é 100% online. 

Além da demora, muitos brasileiros nestas condições enfrentam outros entraves que podem surgir após anos de disputa judicial, como a falência das empresas processadas, por exemplo, o que impediria o trabalhador de receber seu dinheiro. Ao vender sua ação trabalhista, ele recebe o valor da negociação e fica isento desse risco.

Quem já aderiu a esta opção tem usado o dinheiro para quitar dívidas, cuidar da saúde e até para investir no próprio negócio, por exemplo. “É uma opção de liquidez para o brasileiro que não quer ou não pode esperar. É gratificante receber os depoimentos de pessoas que receberam seu dinheiro de maneira antecipada e puderam quitar suas dívidas e realizar seus sonhos”, diz Denys Paulon, sócio fundador e diretor financeiro e relacionamento com investidor da Anttecipe. com.

Ação trabalhista como garantia de empréstimo

As pessoas que têm processos trabalhistas ativos e estiverem precisando de dinheiro também podem recorrer à Anttecipe.com, que concede o empréstimo pessoal usando a ação trabalhista como garantia para a operação. É uma novidade que ajuda quem não tem bens, como veículos ou imóveis, para oferecer como garantia.

A modalidade é nova no Brasil e foi criada pela Anttecipe.com, que identificou a demanda pelo novo serviço. “Diante das dificuldades econômicas vividas pelas famílias, essa é uma alternativa que pode aliviar a situação de quem precisa pagar dívidas ou até mesmo precisa de recursos para investir em algum negócio. A operação é ágil e em até 24 horas após a assinatura do contrato o dinheiro já fica disponível na conta do cliente”, explica Herbert Camilo, CEO da Anttecipe. com.

Sobre a Anttecipe.com

Anttecipe.com é uma empresa que compra processos trabalhistas (crédito judicial), precatórios e concede empréstimo com processo trabalhista como garantia. É formada por profissionais que atuam há mais de 20 anos no mercado e reúnem expertise nas áreas financeira, operacional, jurídica, customer experience, e-commerce e marketing.

A empresa já atendeu mais de 4.000 clientes e negociou mais de R$180 milhões negociados em créditos judiciais.

Governo de Goiás inaugura Batalhão Maria da Penha no Entorno do DF

Unidade especializada será entregue em Águas Lindas de Goiás e reforça combate à violência contra a mulher na região

A Região Metropolitana do Entorno (RME) está entre os três municípios goianos contemplados, nesta semana, com a instalação de unidades do Batalhão Maria da Penha, iniciativa voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher. Nesta sexta-feira (9/8), o Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP-GO), entrega a unidade em Águas Lindas de Goiás — a primeira do Entorno do Distrito Federal.

A solenidade de inauguração, que também marcará a entrega dos batalhões nas cidades de Goiás e Rio Verde, será realizada em Goiânia. A ação celebra os 19 anos da sanção da Lei Maria da Penha, considerada determinante na proteção dos direitos das mulheres no Brasil.

Para o titular da Secretaria de Estado do Entorno do Distrito Federal (SEDF-GO), Pábio Mossoró, a chegada da unidade em Águas Lindas reforça a segurança pública na região. “O batalhão amplia a segurança das mulheres do Entorno. A SEDF tem atuado em parceria com as forças de segurança e as prefeituras para levar proteção e dignidade às nossas mulheres”, destaca o secretário.

Ações no Entorno
Segundo a comandante do 1º Batalhão Maria da Penha, major Dyrlene Santana, responsável pela coordenação da ação em todo o Estado, a criação da unidade no Entorno representa um avanço na interiorização das políticas públicas de segurança. “O trabalho das Patrulhas Maria da Penha tem garantido acolhimento e proteção efetiva às vítimas. Agora, com esse novo batalhão, ampliamos o alcance da nossa atuação e reforçamos o compromisso com a vida das mulheres”, afirmou.

Atualmente, todas as mulheres com medidas protetivas na região do Entorno já são acompanhadas pelas Patrulhas Maria da Penha. Com a instalação do batalhão, a atuação passa a contar com estrutura permanente, efetivo ampliado, tecnologia e foco exclusivo no combate à violência doméstica. A unidade também será responsável por campanhas educativas, capacitações e ações integradas com órgãos da segurança pública e da assistência social.

A major Karina, que deixou o comando do 17º Batalhão da Polícia Militar em Águas Lindas, assumiu a implantação e a chefia da nova unidade. Ela explica que o foco será na prevenção, no acompanhamento de medidas protetivas e na resposta rápida aos casos de violência doméstica. “Nossa responsabilidade será proteger mulheres vítimas de violência em toda a região do Entorno do Distrito Federal”, frisou.

Goiás mais seguro para Elas
De acordo com o Atlas da Violência 2025, Goiás apresentou a maior redução do país na taxa de homicídios de mulheres na última década — queda de 60,7% no período de 11 anos, passando de 8,4 por 100 mil habitantes em 2013 para 3,3 em 2023.

Além da estrutura policial especializada, o Governo de Goiás mantém programas de apoio como o Goiás por Elas, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), que oferece auxílio financeiro, qualificação profissional e acesso prioritário a políticas públicas voltadas às mulheres.

A Secretaria do Entorno atua como elo entre os municípios da região e o governo estadual, garantindo que essas políticas públicas cheguem com eficiência e capilaridade à população mais vulneráveis.

Fotos: SSP/GO

Legenda: Águas Lindas foi o município escolhido no Entorno do DF para receber uma unidade do Batalhão Maria da Penha para o enfrentamento à violência contra a mulher

Secretaria do Entorno do Distrito Federal – Governo de Goiás

Pequenas empresas na mira da cibersegurança: nova estratégia amplia proteção ao setor

Da Redação

A nova Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber) trouxe uma novidade importante: a inclusão expressa das pequenas e médias empresas (PMEs) como prioridade de proteção e capacitação digital. A medida é vista como um avanço na inclusão digital e na proteção de segmentos que antes estavam vulneráveis a ataques, fraudes e vazamentos de dados.

De acordo com levantamento da Fecomércio-SP, o número de ataques cibernéticos a pequenos negócios cresceu 40% em 12 meses. Com orçamentos reduzidos e pouca capacitação técnica, as PMEs se tornaram alvo fácil de golpistas. A E-Ciber propõe ações como suporte técnico gratuito, capacitação e acesso facilitado a soluções de baixo custo em segurança digital.

“Não podemos permitir que o pequeno empresário brasileiro seja deixado à própria sorte no mundo digital. Essa política é também um gesto de justiça econômica”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Digital, Carla Lima.

O plano também prevê a criação de polos regionais de apoio tecnológico para microempresas, em parceria com Sebrae, universidades e entidades comerciais. O objetivo é descentralizar o conhecimento e garantir que empresas de todos os portes tenham acesso às ferramentas de proteção.

Para empresários como João Furtado, dono de uma loja de autopeças no interior de São Paulo, a medida é um alívio: “Já fui vítima de fraude bancária. Agora, saber que o governo está olhando por nós é um alento”, disse. A expectativa é que o programa comece a ser implementado no segundo semestre de 2025.

Segurança digital: governo lança nova Estratégia Nacional de Cibersegurança

Da Redação

O governo federal publicou nesta semana a nova Estratégia Nacional de Cibersegurança (E-Ciber), estabelecida pelo Decreto nº 12.574/2025. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a defesa digital do país, proteger infraestruturas críticas e promover uma cultura de segurança cibernética entre a população. A estratégia será coordenada pelo Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber) e terá vigência até 2030.

Com quatro eixos principais — proteção social, segurança de infraestruturas, integração público-privada e soberania digital — a nova E-Ciber amplia o escopo de atuação do governo no combate a crimes cibernéticos e vazamentos de dados. O plano prevê campanhas de educação digital, protocolos de resposta a incidentes e estímulo à indústria nacional de tecnologia da informação.

“O Brasil dá um passo firme rumo à soberania digital. Proteger dados é proteger a democracia”, afirmou o ministro-chefe do GSI, general Silva Franco.

Dentre as metas anunciadas, destacam-se a criação de um selo de cibersegurança para empresas, a formação de profissionais especializados e a integração entre agências públicas e universidades. A estratégia também prevê investimentos em tecnologia 5G segura e inteligência artificial aplicada à defesa digital.

A iniciativa foi elogiada por especialistas, que consideram o plano uma resposta necessária ao aumento de ataques cibernéticos contra instituições públicas e empresas privadas. “Estamos falando de uma questão de soberania. O Brasil não pode mais depender de soluções estrangeiras para se proteger”, declarou a pesquisadora Laura Fonseca, da Universidade de Brasília.

Crise diplomática: tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros expõe tensão entre governos

Da Redação

O governo dos Estados Unidos iniciou hoje a cobrança de uma tarifa de 50% sobre diversos produtos brasileiros, atingindo setores como agroindústria, aeronáutica, sucos e carnes. A decisão foi interpretada por analistas como uma resposta indireta à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que mantém fortes ligações com o ex-presidente americano Donald Trump. A medida abala a já fragilizada relação comercial entre os dois países.

O Ministério da Economia brasileiro anunciou a criação de um plano emergencial para mitigar os efeitos das novas tarifas. O pacote deve incluir linhas de crédito específicas, isenção de impostos internos e subsídios temporários para manter a competitividade dos produtos brasileiros no exterior. Segundo técnicos da equipe econômica, a medida busca proteger pequenas e médias empresas exportadoras que dependem do mercado americano.

“Estamos diante de um cenário desafiador, mas a diplomacia brasileira saberá encontrar soluções negociadas para preservar empregos e renda no Brasil”, afirmou o ministro da Economia, Mauro Ribeiro.

Em nota oficial, a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília negou que a medida tenha relação direta com a crise política brasileira, alegando que a política tarifária visa “proteger interesses estratégicos nacionais”. Ainda assim, bastidores diplomáticos indicam desconforto na Casa Branca com a atuação do Supremo Tribunal Federal brasileiro, especialmente no contexto das investigações sobre Bolsonaro.

A crise coloca o Brasil em uma posição delicada no cenário internacional. A expectativa é de que o presidente Lula se manifeste nas próximas horas e convoque reuniões emergenciais com o Itamaraty e representantes da OMC. Parlamentares da base governista cobram uma resposta firme, enquanto setores produtivos pedem moderação para evitar um efeito cascata nas exportações.

Brasília no epicentro: STF decreta prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

Da Redação

O Supremo Tribunal Federal (STF), por decisão do ministro Alexandre de Moraes, decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A medida foi tomada após o descumprimento reiterado de restrições impostas no curso das investigações que envolvem tentativas de golpe de Estado e obstrução da Justiça.

Moraes afirmou que a decisão tem como objetivo preservar a ordem judicial e a credibilidade institucional do país.

Bolsonaro está proibido de utilizar redes sociais, receber visitas sem autorização judicial e manter qualquer comunicação com investigados no mesmo processo. O ministro autorizou apenas o contato com familiares diretos, como filhos e netos. A medida gerou intensa movimentação política em Brasília e reações divergentes entre parlamentares da base e da oposição.

“Devido ao reiterado descumprimento das restrições impostas, determino a prisão domiciliar imediata, com todas as condições previstas anteriormente mantidas e reforçadas”, afirmou Moraes na decisão.

A defesa de Bolsonaro declarou que vai recorrer, alegando que a medida “fere direitos fundamentais” e representa “um avanço autoritário do Judiciário sobre a esfera política”.

Em contrapartida, parlamentares progressistas afirmam que o STF age dentro dos limites constitucionais e que a decisão contribui para o fortalecimento do Estado Democrático de Direito.

O episódio agrava ainda mais a crise institucional entre os Poderes. Na Câmara dos Deputados, aliados do ex-presidente anunciaram obstrução total das votações, enquanto no Senado, há pressão de alas conservadoras por medidas contra o ministro Moraes. O clima em Brasília é de tensão permanente.

Inaugurada primeira escola pública do Jardins Mangueiral, com investimento de mais de R$ 15 milhões

Vice-Governadora Celina Leão: “A educação é, sem dúvida, uma prioridade no Distrito Federal. Mais do que uma escola, é um espaço de oportunidades, crescimento e cuidado com as nossas crianças." | Fotos: Luh Fiuza/ VGDF

Ir a pé para a escola, acompanhada da mãe, conversando enquanto o cachorro participa da caminhada. Parece cena de filme, mas é a nova realidade de Isabella Bianca da Silva, 13 anos, aluna do oitavo ano, e de tantos outros estudantes e pais que hoje comemoram a chegada do Centro Educacional (CED) Jardins Mangueiral, inaugurado nesta quinta-feira (7) pelo governador Ibaneis Rocha. 

É a primeira instituição de ensino construída do zero e entregue à comunidade na região, que hoje ultrapassa os 20 mil habitantes. Para tirar o projeto do papel, este Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 15,3 milhões. A previsão é que o Jardins Mangueiral ganhe outras três unidades, sendo uma escola classe, um centro de ensino fundamental e um Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi).

“Somos reconhecidos como uma das cidades mais alfabetizadas do Brasil. E nós não vamos parar, vamos continuar investindo. Daqui a uns dias, estaremos aqui novamente para inaugurar o Cepi, que não tinha nessa região. Temos mais duas escolas para entregar aqui e, assim, conseguimos fazer com que todos os moradores possam matricular seus filhos desde a primeira infância até a fase adulta. Isso é um desejo nosso que está se concretizando”, afirmou o governador Ibaneis Rocha. 

Emocionado, o chefe do Executivo destacou que a inauguração é fruto do planejamento feito no início de sua gestão: “Eu estou muito feliz aqui hoje. Foi uma visita bastante emocionante porque vi de perto a alegria das crianças e o carinho delas ao tratar comigo. Eu já estou no sétimo ano de governo, caminhando para o final da minha caminhada no governo e eu vejo a alegria das pessoas quando me recebem. Isso me deixa de coração muito feliz e é sinal da energia positiva que essas crianças passam para a gente”.

A nova escola poderá receber até 1,2 mil alunos, de 6 a 17 anos, distribuídos em 18 salas de aula | Foto: Luh Fiuza/VGDF

A instituição tem capacidade para atender até 1,2 mil alunos em um terreno de quase 6 mil m². O espaço, com 18 salas de aula, foi planejado para acolher estudantes dos 6 aos 17 anos matriculados do primeiro ano do ensino fundamental até o terceiro ano do ensino médio, que agora terão a oportunidade de estudar em uma escola perto de casa.

“Essa é a primeira escola que o Jardins Mangueiral recebe. Os estudantes daqui eram distribuídos em São Sebastião e até mesmo no Plano Piloto. Com mais essa entrega, a gente consegue concentrar tudo aqui. Foram mais de R$ 15 milhões investidos nessa belíssima obra porque esse é o padrão do nosso governo. É uma escola arrojada, bonita e com qualidade para os estudantes”, pontuou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.

 A obra do CED Jardins Mangueiral ficou a cargo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e contou com aporte financeiro do governo federal. “Essa escola é um exemplo de padrão que vamos seguir. Até o final de 2026, vamos entregar outras instituições de ensino iguais a essa, nessa mesma qualidade, porque sabemos a importância que a educação tem para transformar vidas”, defendeu o presidente da Novacap, Fernando Leite.

“A educação é, sem dúvida, uma prioridade no Distrito Federal. Mais do que uma escola, é um espaço de oportunidades, crescimento e cuidado com as nossas crianças. A educação transforma, acolhe e abre caminhos, e é isso que trabalhamos todos os dias para levar à nossa população”, acrescentou a vice-governadora Celina Leão.

Para quem dependia de ônibus escolares e outros meios de transporte, estudar perto de casa, em um prédio novinho em folha, com salas bem-equipadas, biblioteca, quadra coberta e até sala de música, traz mais comodidade e qualidade de vida que refletem em bons resultados dentro de sala de aula.

“Quando cheguei no primeiro dia de aula, o coração acelerou. Eu vi que tinha armário para gente guardar nosso material, igual nos filmes. Os quadros são de vidro, os professores nos receberam com muito carinho. Dá gosto de vir para a escola”, disse emocionada a aluna do nono ano, Julia Beatriz Fernandes Costa, de 14 anos.

A obra também contemplou a construção de um castelo d’água, central de GLP, paraciclos, guarita, estacionamento e uma quadra coberta com 719,64 m², onde há vestiários e depósito.

Para a aluna Evellyn Sousa, de 14 anos, a estrutura da nova escola é diferente de todas as outras pelas quais já passou. “Quando entrei, senti que eu não estava mais nesse mundo”, contou a garota. “A escola é muito nova, tem uma vibe muito bonita. Eles se preocuparam com cada detalhe: as plantas, as luzes. Aqui eu presto mais atenção nas aulas, porque o ambiente faz diferença.”

Já para o aluno do segundo ano do ensino médio, Pedro Ribeiro, 16 anos, o colégio é sinônimo de mais autonomia. “Antes eu dependia dos meus pais para tudo, eles que me levavam e buscavam na escola. Agora eu venho de bicicleta ou de ônibus, e é bem mais rápido. A rotina fica mais fácil, eu chego mais cedo em casa, consigo estudar mais.”

Hoje o CED atende 985 alunos, incluindo 68 com algum tipo de deficiência, que contam com salas e estruturas adaptadas e acessíveis para garantir a inclusão no ambiente escolar. “A escola pública é a que melhor acolhe os alunos com deficiência”, defende o diretor Jardel Câmara.

Para a mãe Andréia Dias Araújo, 40, a segurança é o principal benefício que ganhou após a inauguração do CED Jardins Mangueiral: “A escola tem uma estrutura muito boa, é tudo novo e sem contar a praticidade de ficar próximo de casa onde a gente mora. A minha filha pode ir e voltar da escola sozinha ou de bicicleta. Isso é muito bom porque os pais podem se organizar e ter mais tempo de qualidade também. Então é realmente uma praticidade muito positiva para nós”.

Não são só os alunos e famílias que ganham com o novo espaço. O CED conta com 96 funcionários, entre professores, monitores e funcionários terceirizados. “Essa é uma escola pronta, e a engenharia foi muito feliz. Antes de formar alunos, nós formamos cidadãos. Aqui, a gente consegue dar prosseguimento ao ensino do estudante que sai do ensino fundamental e já entra no médio. Então, nos dá a oportunidade de conhecer, de forma integral, tanto o aluno quanto a sua família”, relatou o diretor Jardel.

Um novo bairro

Hoje com uma escola, Unidade Básica de Saúde e novas moradias, o Jardins Mangueiral cresce e se desenvolve com tantas obras de infraestrutura e modernidade promovidas por este GDF. “Hoje eu tenho tudo na minha porta: transporte, um postinho de saúde maravilhoso e essa escola, que foi um sonho realizado. A segurança do nosso bairro é maravilhosa”, descreveu a estudante Ana Cláudia Pimenta da Silva, de 37 anos, mãe de Isabella Bianca.

Moradora da região há 13 anos, ela lembra da dificuldade que tinha para levar a filha à escola: “Ela estudava no Lago Sul. Saía de casa muito cedo e chegava muito tarde. Era uma hora e meia de transporte. Hoje ela tá aqui em cinco minutos. Acorda mais tarde, toma café da manhã, chega cedo em casa. A gente consegue almoçar juntas. A gente é grata pelo governador, grata pela administração do GDF, porque agora eu tenho paz e a tranquilidade de saber que minha filha está em uma escola como essa”, completou Ana Cláudia.

Segundo o governador Ibaneis Rocha, o compromisso é de que, assim como o Jardins Mangueiral, os novos bairros do Distrito Federal ganhem a infraestrutura necessária para acolher a população: “Nós temos tido um cuidado muito especial com essas novas áreas, como aqui no Mangueiral, que não tinha Unidade Básica de Saúde, e nós entregamos, não tinha mobilidade nem escolas e isso prejudicava quem morava aqui. Então, estamos lançando em todos os outros bairros para que eles já venham com escolas, creches, unidades de saúde e pontos de atendimento do governo”.

Inteligência Artificial avança nas rotinas, mas decisões sem critério acendem alerta

Especialista defende que a era dos agentes autônomos impõe novos debates sobre ética, vieses e responsabilidade social no uso da tecnologia

Ferramentas com inteligência artificial estão cada vez mais presentes na rotina de quem trabalha, estuda ou busca mais tempo para si. Agentes de IA autônomos já são capazes de agendar compromissos, responder mensagens, participar de reuniões, organizar tarefas e até realizar compras com base nos hábitos do usuário. Lucas Reis, doutor em Big Data e especialista na gestão de inteligências artificiais, afirma que o uso dessas ferramentas representa um avanço significativo, mas levanta discussões urgentes sobre responsabilidadecontrole de dados e impactos no comportamento social.

De acordo com o Relatório Anual de Impacto da Tecnologia da Tech.co88% dos líderes empresariais afirmam que a tecnologia aumentou a produtividade em suas empresas nos últimos doze meses. Além disso, 61% dos trabalhadores acreditam que o uso da IA melhorou o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, tornando a execução das tarefas mais eficiente. Apesar dos ganhos, a velocidade da adesão exige uma análise cuidadosa sobre os efeitos que essas escolhas provocam no cotidiano e nas relações humanas.

Para Lucas Reis, estamos vivendo um momento de inflexão. Os agentes de IA têm potencial para aliviar a sobrecarga mentalampliar o tempo disponível para decisões estratégicas e reduzir tarefas repetitivas. No entanto, ele alerta que a discussão não pode se limitar à eficiência. “Quando a inteligência artificial começa a tomar decisões em nosso lugar, surge a necessidade de uma governança mais estruturada. É necessário ter diretrizes e regras bem definidas sobre o que pode e, especialmente, o que não pode ser executado por um agente autônomo.”, afirma.

O especialista reforça que os agentes inteligentes ainda estão em fase de amadurecimento. Para que os ganhos em produtividade e bem-estar se realizem no longo prazo, é preciso mudanças nos processos organizacionais, na mentalidade e na capacitação dos profissionais. Segundo ele, o debate precisa evoluir da ideia de que a tecnologia resolve tudo sozinha para um entendimento de que a tecnologia persegue objetivos definidos por pessoas.

“A inteligência artificial pode, de fato, nos ajudar a viver melhor, mas ela precisa ser usada com intencionalidade e maturidade. Isso demanda desenvolver sistemas responsáveis, com mecanismos de auditoria, políticas públicas atualizadas e um letramento digital que permita às pessoas compreender o fenômeno de maneira plena. A aumenta o impacto das pessoas, o que amplia a responsabilidade de cada ser humano que a utiliza”, conclui.

Sobre Lucas Reis 

Lucas Reis é Doutor em Big Data aplicado à Comunicação, Pesquisador Associado do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT-DD), Fundador da Zygon Adtech e Digital IsCool. É Vice-Presidente de Operações do IAB Brasil, Presidente da Associação Baiana do Mercado Publicitário (ABMP) e Coordenador do Programa Avançado em Gestão da Comunicação Digital da Escola Aberje. Reconhecido como Líder Empresarial das Américas pelo Departamento de Estado dos EUA, Lucas também é professor na Miami Ad School, Cimatec e Sandbox Escola de Estratégia, e palestrante em eventos como RD Summit, Rio2C, Próxxima, Campus Party, Adtech & Branding, Scream Festival e Harvard Comparative Approaches on Misinformation.

PIX ganha espaço na Europa e desafia hábitos de consumo em Paris

 Meio de pagamento brasileiro começa a ser aceito em boutiques de luxo, mas adesão ainda esbarra na cultura local e na falta de informação sobre taxas

O avanço do turismo brasileiro na Europa e a popularização do Pix — que já representa 39% de todas as transações financeiras no Brasil, segundo o Banco Central — estão estimulando comerciantes europeus a adotarem o sistema como forma de atrair consumidores. Uma das pioneiras nesse movimento é a Fragrance de L’Opéra, boutique de perfumes de luxo localizada a poucos passos da Opéra Garnier, em Paris.

Com uma curadoria focada em perfumaria de nicho, atendimento trilíngue (português, francês e espanhol) e experiência sensorial personalizada, a Fragrance se consolidou nos últimos anos como um verdadeiro “duty free a céu aberto”. A loja é hoje uma das principais referências de compras entre turistas brasileiros na capital francesa, especialmente aqueles que buscam marcas exclusivas, atendimento acolhedor e uma experiência fora do circuito tradicional.

De olho nesse público fiel e cada vez mais exigente, a Fragrance foi uma das primeiras lojas físicas em Paris a aceitar Pix como forma de pagamento, desde 2022. “O brasileiro é um dos turistas mais organizados que temos. A maioria chega com tudo planejado e já usa cartões internacionais como Wise. Quando descobrem que o Pix aqui tem juros e taxas de operação, muitas vezes desistem”, explica Poliana Palhano, gerente da Fragrance e especialista em perfumaria.

Embora o Pix represente uma proposta inovadora de liquidez instantânea e familiaridade para o consumidor brasileiro, a adesão na Europa ainda encontra barreiras. Como o sistema europeu depende de fintechs que operam com juros e taxas de conversão, a promessa de agilidade se torna, na prática, um obstáculo.

“Muita gente pensa que é como no Brasil, com gratuidade. Mas aqui é um serviço prestado por uma empresa. Quando os clientes percebem a cobrança, preferem alternativas como o Wise ou cartões de crédito internacionais”, relata Poliana.

A Fragrance, no entanto, segue apostando na personalização do atendimento como diferencial. Por isso, mesmo quando o Pix não é o meio de pagamento escolhido, a loja continua oferecendo serviços sob medida, consultoria olfativa e uma seleção exclusiva de marcas.

Segundo o Banco Central, o Pix movimentou mais de R$ 24 trilhões em 2024, e o Brasil já lidera globalmente em volume de transações instantâneas. A tendência global também é apontada por um relatório da Capgemini, que prevê que até 2026, 70% das transações financeiras no mundo serão digitais.

Embora a adesão ao Pix ainda seja pontual na Europa, a Fragrance de L’Opéra mostra que o comércio de luxo está atento à digitalização — e ao poder de consumo do brasileiro, que mesmo diante do câmbio desfavorável, segue sendo um dos mais engajados e emocionalmente conectados à experiência de compra.

Sobre Fragrance de L’opéra

Reconhecida como uma das lojas de cosméticos mais procuradas em Paris, a Fragrance de L’Opéra é referência em perfumes de nicho e comerciais, oferecendo uma seleção exclusiva das melhores marcas do mercado. Localizada no coração da cidade, próxima à icônica Ópera Garnier, a perfumaria se destaca por seu atendimento personalizado e curadoria sofisticada, proporcionando aos clientes uma experiência única no universo das fragrâncias.

Collab Stanley 1913 x Messi tem itens esgotados no site oficial da marca poucas horas após lançamento

Segundo drop da collab Stanley 1913 x Messi tem itens esgotados poucas horas após o lançamento – Crédito: Divulgação Stanley 1913

Disponibilizada hoje (22), coleção em azul vibrante celebra origens do atleta e sua performance impecável, unindo design preciso, narrativa cultural e capacidade superior de hidratação

A nova fase da colaboração entre a Stanley 1913 e Leo Messi chegou ao mercado nesta segunda-feira (22) e, poucas horas após o lançamento, já registra grande adesão do público: a Jug Térmica Stanley Flip Straw Messi Blue (1,9L) esgotou rapidamente no site da marca e a Garrafa Térmica Mate System Messi Blue Stanley (1,2L) já aparece com poucas unidades disponíveis – clique aqui para ver a coleção completa e conferir os itens disponíveis no site oficial da Stanley 1913.
 

A aguardada collab dá continuidade ao sucesso da primeira edição da parceria entre a marca global de lifestyle voltada para performance e a marca do lendário atleta internacional, com uma coleção que homenageia as raízes de Messi e sua incansável busca pela excelência.
 

A nova linha traz produtos icônicos com design em azul vibrante e acabamentos premium em dourado. Inspirada pelo mantra de Messi, “Comece cedo, saia por último”, a campanha criativa traz imagens em close da nova coleção durante a blue hour, período do crepúsculo logo antes do nascer do sol e logo após o pôr do sol, quando a luz assume um tom azulado – em uma atmosfera que desperta e alimenta a dedicação daqueles comprometidos com performance superior e conquistas no esporte.
 

Entre os destaques da coleção estão:

  • Quencher Protour Messi Blue Stanley (1,18L) – R$505,00: Uma nova versão do adorado Quencher®, que se tornou um item essencial de hidratação diária no mundo todo. Desenvolvido com base no feedback dos consumidores, o Quencher Protour Messi Blue Stanley é ideal para quem está sempre em movimento – basta levantar o canudo embutido para beber e fechá-lo ao terminar.
     
  • Jug Térmica Stanley Flip Straw Messi Blue (1.9L) – R$529,00: Hidratação prolongada com menos recargas. Beba com rapidez – é só levantar o canudo embutido e manter o foco dentro e fora dos campos.
     
  • Garrafa Térmica Aerolight Flip Straw Messi Blue Stanley (710ml) – R$432,00: Com tecnologia AeroLight™, é 33% mais leve do que a maioria das garrafas de aço inoxidável. O canudo embutido garante hidratação prática e fácil em qualquer lugar.
     
  • Garrafa Térmica Mate System Messi Blue Stanley (1.2L) – R$529,00: Projetado para aproveitar o mate do dia a dia e dar energia aos seus movimentos – assim como Messi. Conta com uma tampa exclusiva, sem necessidade de rosquear, e botão de pressão para fluxo contínuo.
     
  • Cuia Térmica Mate Messi Blue Stanley (236ml) – R$222,00: Com design tradicional em formato de cuia e estrutura em aço inoxidável. A tecnologia de isolamento a vácuo de parede dupla mantém o mate na temperatura ideal, dentro e fora dos campos.
     

O lançamento global da collab aconteceu simultaneamente no site oficial da Stanley 1913 e em pontos de venda selecionados ao redor do mundo. No Brasil, os produtos estão disponíveis no e-commerce da marca, em lojas físicas parceiras e em unidades da Centauro – com alta procura já nas primeiras horas.
 

Messi ao lado da Garrafa Térmica Mate System Messi Blue Stanley (1,2L) – Crédito: Divulgação Stanley 1913

Sobre a Stanley 1913
A Stanley 1913 fabrica, comercializa e vende recipientes inovadores para alimentos e bebidas sob a marca Stanley 1913. Inventada por William Stanley, Jr. em 2 de setembro de 1913 (data oficial da patente), a garrafa térmica totalmente em aço revolucionou a maneira como as pessoas desfrutavam de alimentos e bebidas. Desde então, a marca Stanley 1913 é reconhecida por oferecer recipientes de comida e bebida de qualidade superior para estilos de vida ativos. A marca Stanley 1913 é conhecida pela qualidade de seus produtos de marca. Built for Life®. Para saber mais, acesse www.stanley1913.com.