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Atividade econômica acima da média nacional coloca Nordeste como melhor região do Brasil para investir

Presidente do Banco do Nordeste ressaltou incremento das contratações no biênio 2023/2024

O panorama econômico brasileiro com menor taxa de desemprego da série histórica, PIB crescendo acima das previsões mais otimistas e inflação controlada tem se apresentado de maneira ainda mais positiva na Região Nordeste. Para o presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, todos os indicadores apontam que em 2025, o volume de negócios na região permanecerá em expansão. A avaliação foi feita nesta quarta-feira (20), em São Paulo, durante o Fórum Cenários para o Brasil e o Nordeste, promovido pela Revista Exame.
 

“O Nordeste vem recebendo muitos recursos por meio do Novo PAC, com 42% dos investimentos, e estamos, ano após ano, ampliando a oferta de crédito produtivo, sob a liderança do presidente Lula. O desemprego caiu a níveis muito baixos, o Brasil saiu do mapa da fome e a atividade econômica está elevada. Tudo isso nos indica que o Nordeste deve crescer cerca de 3% em 2025, mantendo sua trajetória ascendente, superior à média nacional, sendo atualmente uma região com muitas oportunidades de negócios sustentáveis”, afirma Câmara.
 

O evento, que discutiu oportunidades e desafios para a economia do Nordeste, reuniu empresários, especialistas e representantes do setor público. O primeiro painel, “Os cenários para o Brasil e o Nordeste”, contou com a participação do presidente do BNB, Paulo Câmara, do vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, que abordou ações de gestão que estão promovendo o crescimento da economia paraibana, e do diretor do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Aristides Neto, que apresentou estudos e dados macroeconômicos e sociais da região.
 

Paulo Câmara também destacou que esse crescimento do Nordeste se deve à resposta dos estados às políticas públicas do Governo Federal e ao crédito ofertado nos últimos anos para diversas áreas, como agricultura, infraestrutura, indústria e empreendedorismo. “Em termos de oferta de recursos, o BNB aplicou, em 2024, o valor de R$ 61,3 bilhões. No biênio 2023-2024, a média anual chegou perto de R$ 60 bilhões, valor 41% superior à média anual do período de 2019 a 2022″, cita.
 

O seminário também abordou sustentabilidade no painel “Energias renováveis: O Nordeste na vanguarda da transição energética”, com a participação do diretor da ABEEólica, Francisco Silva, da assessora do Ministério da Fazenda e presidente do Conselho de Administração do BNB, Sávia Gavazza, e do diretor do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF), Luiz Alberto Esteves.
 

O superintendente de Agronegócio e Microfinança Rural do BNB, Luiz Sérgio Farias, o economista sênior da Datagro Markets, Bruno de Freitas, a gerente de Planejamento e Negócios do Porto do Itaqui, Luciana Kuzolitz, e o chefe da Embrapa Maranhão, Marco Aurélio Bomfim, participaram da discussão “O lado agro do Nordeste – E seu papel na economia”, setor que tem contribuído substancialmente para o crescimento da região nos últimos anos.
 

Um dos destaques do painel sobre agronegócio foi a meta do Banco do Nordeste de aplicar R$ 21,9 bilhões em crédito rural em 12 meses, durante o atual Plano Safra, que segue até junho de 2026. Atualmente, o banco possui um ativo rural da ordem de R$ 51,2 bilhões, sendo R$ 31 bilhões na agricultura empresarial e R$ 20,2 bilhões na agricultura familiar. Os números destacam a atuação do BNB no financiamento do agronegócio regional, respondendo por 48% do crédito rural contratado em sua área de atuação.

Guará ganha primeiro Zebrinha elétrico do DF para reforçar linhas internas da cidade 

GDF investe na eletrificação do transporte público: sustentabilidade passa a predominar na frota do Distrito Federal | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Foram entregues outros sete novos ônibus com ar-condicionado, acessibilidade e tecnologia sustentável; veículos vão atender passageiros também de Águas Claras, Arniqueira, Ceilândia e Taguatinga

O Distrito Federal ganhou um reforço importante na frota de transporte público nas regiões de Águas Claras, Arniqueira, Ceilândia, Guará e Taguatinga. A vice-governadora Celina Leão entregou, nesta quarta-feira (20), oito novos veículos da empresa Marechal: um ônibus do tipo Padron e sete zebrinhas — entre esses, o primeiro elétrico do DF, que vai reforçar e ampliar as linhas do Guará. 

Dos oito novos coletivos, quatro são para reforço da frota da Bacia 4, que compreende todas essas regiões, e quatro vão atender à demanda somente no Guará. Fabricados com a tecnologia Euro 6 – Proconve 8, os veículos reduzem em até 80% a emissão de gases poluentes. Além disso, contam com ar-condicionado, elevador para acessibilidade, câmeras de monitoramento e sistema de GPS.

Durante a entrega dos ônibus, a vice-governadora Celina Leão enfatizou: “O resgate desse grande projeto do Zebrinha, que existia no passado, veio na nossa gestão. Já temos essa modalidade de transporte em várias cidades, e o nosso objetivo é levar para todas as regiões” 

A vice-governadora falou sobre a importância da modernização contínua da frota: “O resgate desse grande projeto do Zebrinha, que existia no passado, veio na nossa gestão. Já temos essa modalidade de transporte em várias cidades, e o nosso objetivo é levar para todas as regiões. Então, é um projeto de mobilidade muito importante que atende a comunidade local”. 

https://youtube.com/watch?v=d2EKH3gxET4%3Frel%3D0

O investimento com os novos veículos vai possibilitar que mais linhas sejam criadas para atender a população do Guará, que hoje conta com mais de 127 mil habitantes. Por lá, serão criadas as linhas 0.010, que fará o percurso entre o Guará I e Guará II, e 0.009, que levará ao Park Shopping e ao Aeroporto de Brasília. Para a primeira, haverá 22 horários diferentes de partida; para a segunda, 12. Ambas saem da rodoviária da cidade. 

“Essa era uma demanda muito antiga da nossa comunidade e hoje se torna realidade. O primeiro Zebrinha elétrico do DF e os novos veículos representam mais conforto, acessibilidade e sustentabilidade para os moradores. É mais uma conquista importante para o Guará e para toda a nossa região”, afirmou o administrador regional do Guará, Artur Nogueira.

Atualmente, dos 3.068 coletivos que operam no Distrito Federal, 514 são da Marechal. O DF mantém uma das frotas mais novas do país, com idade média de 2,8 anos. O secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, reforçou que a renovação faz parte de um conjunto de investimentos na mobilidade.

Leila Soares, que dirige coletivos: “Faz mais de oito anos que eu sou motorista, e a sensação de receber ônibus elétricos é de que terei muito mais conforto” 

“A demanda por transporte público tem crescido, e os números da pré-pandemia já foram recuperados, com Brasília sendo a primeira capital a atingir esse patamar”, afirmou. “Monitoramos constantemente a demanda, pois a mobilidade é essencial. O aumento da frota e a redução do tempo de viagem proporcionam uma melhor qualidade de vida, liberando tempo para os cidadãos. Além dos ônibus, os investimentos em eixos, faixas exclusivas e o BRT Norte — em desenvolvimento —, e a conexão com o BRT Oeste, no Setor Policial-Militar, são obras que contribuem para a melhoria da mobilidade.”

Para quem depende do transporte todos os dias, a novidade foi recebida com entusiasmo — caso da aposentada Maria José do Nascimento, de 61 anos: “Eu acho uma maravilha para a gente, porque dependemos deles para ir a algum lugar. Com esses novos, vai ser ótimo, porque não vamos precisar esperar tanto para outro passar”.

Já a motorista Leila Soares, 42, enfatizou que o veículos novos são sinônimo de mais qualidade no ambiente de trabalho. “Faz mais de oito anos que eu sou motorista, e a sensação de receber ônibus elétricos é de que terei muito mais conforto”, pontuou. “Vai me ajudar no dia a dia, e vai beneficiar muito também os passageiros, que vão se sentir melhor no trajeto.” 

Mobilidade em expansão

“Com os novos veículos, espera-se um aumento de 10% na capacidade, e mais devem ser entregues até o final do ano”Zeno Gonçalves, secretário de Transporte e Mobilidade

O GDF também prepara novas ações para ampliar e modernizar a rede de transporte coletivo. A Semob já lançou o edital para a expansão do BRT Sul em Santa Maria e vai licitar a construção da estação da Estrutural. Além disso, até 2026, serão instalados três mil novos abrigos de ônibus, com investimento de R$ 108 milhões, anunciou Zeno Gonçalves.

“Atualmente, 66 veículos operam as linhas dos Zebrinhas, transportando 15 mil usuários por dia”, contabilizou o gestor. “Com os novos veículos, espera-se um aumento de 10% na capacidade, e mais devem ser entregues até o final do ano. Mas este é o primeiro Zebrinha elétrico, representando uma experiência inicial. A intenção é estender essa iniciativa a outras empresas, visando à transição para veículos elétricos.”

Benefício ambiental

Atualmente, o DF conta com seis veículos elétricos, dois dos quais começaram a circular em 2019 e quatro em 2020 nas linhas que fazem o percurso entre a Esplanada dos Ministérios e a Rodoviária do Plano Piloto e o Setor de Autarquias. 

A iniciativa deste GDF de substituir um ônibus a diesel por um similar elétrico evita a emissão de 63,7 toneladas de CO₂ por ano — o mesmo que um parque com 4.247 árvores conseguiria absorver no mesmo período.

Novas linhas do zebrinha no Guará

0.010 – Guará I e II (QE 38 a 58)
Saindo do Guará I (André Luiz), de segunda a sexta: 5h50, 6h37, 7h24, 8h11, 8h58, 09h45, 10h32, 11h19, 12h06, 12h53, 13h40, 14h27, 15h14, 16h01, 16h48, 17h35, 18h22, 19h09, 19h56 e 20h43.
Frota: 2 miniônibus

0.009 – Guará I e II/Park Shopping/Aeroporto
Saindo do Guará I (André Luiz), de segunda a sexta: 5h50, 6h50, 8h20, 9h20, 10h50, 11h50, 14h30, 15h30, 17h, 18h, 19h30, 20h30.
Frota: 1 miniônibus e 1 midiônibus elétrico

BRB vai comprar Banco Master por R$ 2 bilhões após aval da Câmara Legislativa

Da Redação

Aquisição histórica dobra a carteira de crédito do banco brasiliense e amplia base de clientes para 4 milhões

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou nesta terça-feira (20) o projeto de lei que autoriza o Banco de Brasília (BRB) a adquirir o Banco Master por R$ 2 bilhões.

A operação representa o maior investimento da história do BRB e foi aprovada com 21 votos favoráveis e apenas uma abstenção, em votação realizada em dois turnos e redação final.

Encaminhada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), a proposta permite ao banco público expandir sua atuação nacional.

Com a conclusão da operação, prevista para o fim de 2025, o BRB dobrará sua carteira de crédito — que saltará de R$ 30 bilhões para R$ 60 bilhões — e ampliará sua base para cerca de 4 milhões de clientes.

Segundo o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, a aquisição é um marco estratégico. “Com a compra do Banco Master, o BRB se consolida como um dos principais bancos do país com capital 100% público, com mais capilaridade, mais força e mais presença no mercado financeiro nacional”, afirmou.

O presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), elogiou a operação e convocou a sessão extraordinária que viabilizou a votação ainda durante o recesso parlamentar.

Apesar de críticas da oposição sobre a rapidez da tramitação, a base governista defendeu a medida como essencial para o fortalecimento da economia local e da capacidade de financiamento do banco.

A compra ainda depende de aprovação dos órgãos reguladores, como o Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A expectativa do BRB é de que a integração gere impacto positivo no lucro líquido já nos primeiros anos.

União Progressista sela aliança entre União Brasil e Progressistas no Distrito Federal

(crédito: Mila Ferreira/CB/D.A Press)

Ato de formação da nova federação partidária reforça protagonismo político de Celina Leão e marca reconfiguração no cenário local

A vice-governadora do Distrito Federal e presidenta regional do Progressistas, Celina Leão, participou na tarde do dia 19 de agosto da cerimônia que oficializou a criação da federação partidária União Progressista (UPb), fruto da união entre os partidos União Brasil e Progressistas. O ato, realizado em Brasília, foi descrito por lideranças como um movimento de “maturidade política” com potencial de alterar o equilíbrio de forças no cenário distrital e nacional.

“A constituição desta federação evidencia a maturidade de duas agremiações que, após profícuo e prolongado diálogo, lograram harmonizar seus ideais em torno de um propósito comum”, afirmou Celina Leão, destacando o caráter estratégico da união. Segundo ela, a nova composição surge como “a mais robusta força da cena política pátria”.

A parceria entre os diretórios locais será conduzida por Celina, à frente dos Progressistas, e por Manoel Arruda, que permanece na presidência do União Brasil no DF. “Permanece o senhor Manoel à frente do União, assim como me mantenho na presidência dos Progressistas. D’ora avante, conduziremos, em estreita colaboração, os trabalhos que visam atender com denodo e responsabilidade os legítimos anseios da cidadania”, declarou a vice-governadora.

Com a formação da UPb, os dois partidos passam a atuar sob um mesmo estatuto e programa partidário, conforme previsto pela legislação eleitoral. A nova federação deverá impactar diretamente as articulações para as eleições municipais de 2026 e reforçar a base de apoio ao governo local.

Deputado Ricardo Vale cria projeto de lei para ampliar participação de artistas locais em eventos do DF

O Projeto de Lei 1849/2025 que altera a Lei nº 4.326/2009, de autoria do deputado Ricardo Vale (PT), foi protocolado nesta segunda-feira (18).

A iniciativa amplia a reserva mínima de participação de músicos e bandas de músicas em shows promovidos ou patrocinados com recursos públicos.

Pela proposta, pelo menos 50% da programação dos eventos deverá ser composta por músicos e artistas do Distrito Federal, um avanço em relação à reserva mínima de 20% prevista atualmente. O texto também estabelece regras de transparência e isonomia para seleção e contratação dos artistas, além da obrigatoriedade de cadastro prévio junto ao órgão responsável pela cultura do DF.

“Precisamos valorizar a produção artística local, fortalecer a cadeia produtiva da música e garantir que os investimentos públicos retornem em forma de geração de trabalho e renda para a população do DF”, destacou o deputado Ricardo Vale.

A iniciativa reforça o compromisso com a valorização da diversidade cultural e o respeito às manifestações regionais.

Assessoria de Comunicação
Deputado Ricardo Vale

Deputado Ricardo Vale cria projeto de lei para ampliar participação de artistas locais em eventos do DF

O Projeto de Lei 1849/2025 que altera a Lei nº 4.326/2009, de autoria do deputado Ricardo Vale (PT), foi protocolado nesta segunda-feira (18).

A iniciativa amplia a reserva mínima de participação de músicos e bandas de músicas em shows promovidos ou patrocinados com recursos públicos.

Pela proposta, pelo menos 50% da programação dos eventos deverá ser composta por músicos e artistas do Distrito Federal, um avanço em relação à reserva mínima de 20% prevista atualmente. O texto também estabelece regras de transparência e isonomia para seleção e contratação dos artistas, além da obrigatoriedade de cadastro prévio junto ao órgão responsável pela cultura do DF.

“Precisamos valorizar a produção artística local, fortalecer a cadeia produtiva da música e garantir que os investimentos públicos retornem em forma de geração de trabalho e renda para a população do DF”, destacou o deputado Ricardo Vale.

A iniciativa reforça o compromisso com a valorização da diversidade cultural e o respeito às manifestações regionais.

Assessoria de Comunicação
Deputado Ricardo Vale

Deputado Pepa parabeniza Planaltina pelos 166 anos no plenário da CLDF

Da Redação

Na tarde desta terça-feira, 19 de agosto de 2025, o deputado Pepa utilizou a tribuna da Câmara Legislativa do Distrito Federal para homenagear a cidade em que reside, Planaltina, que celebra 166 anos de fundação.

Em seu pronunciamento, o parlamentar destacou a riqueza histórica, cultural e espiritual da região, lembrando marcos como a pedra fundamental, o Morro da Capelinha, o Vale do Amanhecer, a Festa do Divino Espírito Santo e a Cruzada Evangelística. Ressaltou ainda o patrimônio arquitetônico dos casarios coloniais da chamada Cidade Acolhedora e a importância da expansão da região norte do DF.

O deputado também fez menção pessoal ao bairro Vila Vicentina, o segundo mais antigo de Planaltina, onde mora desde que chegou ao Distrito Federal. Segundo Pepa, a cidade sempre o recebeu com respeito e acolhimento, motivo pelo qual expressou sua gratidão.

“Parabéns, Planaltina, pelos seus 166 anos. Uma cidade que me acolheu, me respeitou e que segue em constante crescimento, buscando sempre mais saúde, saneamento e qualidade de vida para sua população”, afirmou.

Quer que eu prepare também uma versão bem enxuta e em tom mais emotivo para usar no Instagram do deputado?

Programa Acolher Eles e Elas oferece apoio financeiro e emocional a mais de 180 órfãos de feminicídios

Coordenado pela Secretaria da Mulher (SMDF), o Acolher Eles e Elas oferece um salário mínimo de R$ 1.518 a cada criança ou adolescente que perdeu a mãe para o feminicídio | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Perder a filha para o feminicídio mudou completamente a vida de Sileide Rodrigues da Cruz, 51 anos. O luto pela morte de Milena Rodrigues, assassinada aos 26 anos em janeiro de 2024, veio acompanhado do desafio – financeiro e emocional – de assumir a criação dos quatro netos. Mas, em meio à dificuldade, ela recebeu um amparo: o Programa Acolher Eles e Elas, instituído por este Governo do Distrito Federal (GDF) em 2023.

Cada criança passou a receber um auxílio financeiro mensal e a ter acesso a assistência social e psicológica gratuita, possibilitando a reconstrução da família após a tragédia. “Nada supre a falta que a minha filha faz, nada. Mas [o programa] traz uma qualidade de vida maior para as crianças. Tem sido uma bênção. Eles têm acompanhamento com psicólogos, assistentes sociais, vão para o Centro Olímpico, estudam direitinho”, relata Sileide, que saiu do emprego como operadora de caixa para dar conta da demanda das quatro crianças.

Coordenado pela Secretaria da Mulher (SMDF), o Acolher Eles e Elas oferece um salário mínimo de R$ 1.518 a cada criança ou adolescente que perdeu a mãe para o feminicídio. O objetivo é assegurar que os pequenos cidadãos tenham acesso às necessidades básicas e a uma vida mais digna. Desde 2023, já foram destinados R$ 3,6 milhões à iniciativa e contempladas mais de 190 pessoas, das quais 182 permanecem recebendo o benefício.

“O programa Acolher Eles e Elas representa um compromisso real do Governo do Distrito Federal em cuidar daqueles que mais precisam”, afirma a vice-governadora Celina Leão. “Ao investir em apoio financeiro, emocional e social, estamos não apenas oferecendo uma ajuda imediata, mas também promovendo a reconstrução de vidas e a esperança de um futuro melhor para esses jovens”, reforça.

A iniciativa foi regulamentada pela Lei nº 7.314/2023 e pelo Decreto nº 45.256/2023, tornando o Distrito Federal a primeira unidade da federação a adotar uma política pública específica para órfãos do feminicídio.

“Não gostaríamos que existisse esse programa, porque não gostaríamos de perder nenhuma mulher para o feminicídio. Mas, diante dessa realidade cruel que assola a nossa sociedade, regulamentamos a lei para permitir que o programa permaneça quando não estivermos mais na secretaria, conforme orientação do governador Ibaneis Rocha e da vice-governadora Celina Leão”, explica a secretária da Mulher, Giselle Ferreira.

Rede

Os resultados são frutos de uma força-tarefa deste GDF: a Secretaria de Segurança Pública (SSP) fornece dados dos casos registrados e a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) oferece o suporte emocional por meio do programa Direito Delas.

“Oferecemos apoio jurídico, psicológico e social, fortalecendo a autoestima e a autonomia de órfãos e familiares de vítimas feminicídio todos os meses. É assim que ajudamos a romper ciclos e reconstruir vidas com dignidade”, ressalta a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

Outro parceiro na atenção aos filhos das vítimas do feminicídio é a Defensoria Pública do DF. Segundo a defensora pública Giselle Rodrigues, o órgão trabalha para viabilizar a tutela das crianças e adolescentes de forma adequada e agilizada. “A Defensoria propõe a ação de guarda o mais rápido possível para que essa criança, esse jovem, não fique desassistido, desacolhido. Conversamos com as partes para ver quem tem o melhor perfil para a assistência, uma vez que não é algo passageiro, mas sim pensando que a pessoa escolhida será a guardiã da criança até que ela complete a maioridade”, aponta ela.

Além do suporte financeiro, o Acolher Eles e Elas promove atividades de lazer, com o intuito de oferecer inclusão, bem-estar e fortalecimento dos vínculos afetivos. Os passeios já incluíram visita à Embaixada dos Estados Unidos e ao Funn Festival, além de ida ao cinema. A ação mais recente foi uma sessão gratuita do filme Os Smurfs 2, no Cinesystem Caixa Brasília, com direito a pipoca, refrigerante e docinhos.

Como funciona

Após o registro do feminicídio, a Secretaria da Mulher faz a busca ativa pelos filhos da vítima, sendo responsável pela análise e aprovação dos pedidos de benefício. O primeiro contato pode ser feito pelos telefones (61) 3330-3118 e (61) 3330-3105. Durante esse atendimento inicial, são informados os documentos necessários e agendado o atendimento presencial, feito na sede da pasta, no anexo do Palácio do Buriti.

Após a entrega da documentação e aprovação do cadastro, o responsável legal pela criança ou jovem recebe, em até 30 dias, um cartão-benefício emitido pelo Banco de Brasília (BRB), entregue no endereço indicado.

O benefício é individual e acumulativo, ou seja, cada órfão tem direito ao auxílio, independentemente de outros benefícios já recebidos pela família. A solicitação pode ser feita diretamente pelos responsáveis, sem necessidade de mediação por advogados.

Podem acessar o programa jovens que ficaram órfãos em decorrência de feminicídio; têm menos de 18 anos, ou até 21 anos, se estiverem em situação de vulnerabilidade; residem no Distrito Federal há pelo menos dois anos; e comprovem situação de vulnerabilidade socioeconômica.

GDF anuncia medidas para fortalecer proteção e agilizar investigação de crimes contra mulheres

Foram anunciadas quatro novas medidas voltadas a ampliar a eficiência e a agilidade na investigação de crimes de feminicídio | Foto: Luh Fiuza/VGDF

Reconhecido como referência no enfrentamento à violência doméstica, o Governo do Distrito Federal (GDF) vai fortalecer ainda mais sua rede integrada de proteção às mulheres. A vice-governadora Celina Leão anunciou, nesta sexta-feira (15), quatro novas medidas voltadas a ampliar a eficiência e a agilidade na investigação de crimes de feminicídio, além de oferecer suporte para romper o ciclo de violência sofrido pelas vítimas.

“Nós estamos discutindo uma atualização do protocolo em casos de feminicídio — primeiramente, porque 70% das mulheres que morreram não tinham registro de ocorrência”, afirmou a gestora. “Esse é o primeiro passo para que possamos proteger as mulheres. Temos os outros 30% que foram fruto de estudo: 15% voltaram a se relacionar com os agressores e precisam de uma rede de proteção para que saiam do ciclo de violência; para isso temos programas de qualificação. como RenovaDF e QualificaDF, e 15% tinham medidas protetivas e vieram a óbito.”

A vice-governadora detalhou: “Essas medidas estavam inativas, por isso mudamos a portaria; e, depois disso, não perdemos nenhuma mulher debaixo do programa Viva Flor [dispositivo entregue nas delegacias especializadas que permite o acionamento da polícia em caso de risco da vítima]. Mas precisamos realmente ampliar essa busca por ajuda, e nossos órgãos estão preparados para isso. Não há dúvida de que temos a melhor rede de proteção do Brasil.”

Ações integradas

As ações foram criadas a partir de uma reunião entre a vice-governadora, os secretários da Casa Civil, da Mulher, de Justiça e Cidadania e de Segurança Pública, o delegado-chefe da Polícia Civil, integrantes da  Controladoria-Geral da PCDF e a presidente da Comissão de Prevenção e Combate ao Feminicídio do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT). O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa no Salão Nobre do Palácio do Buriti e destacado pelo secretário-chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. “Daí a importância do papel da imprensa na cobertura e divulgação das informações, para que a gente possa aumentar a conscientização da população e as denúncias dos casos”, disse.

A primeira medida trata da atualização do protocolo de investigação de feminicídio. O objetivo é reforçar pontos que já integram o procedimento, mas para os quais a comissão do MPDTF sugeriu reforço. São eles o feminicídio tentado em razão de casos de lesão corporal ou ameaça grave; suicídio e morte aparente natural das mulheres; desaparecimento de mulheres e feminicídio por discriminação no caso de vítimas transgênero.

“O nosso protocolo é pioneiro, foi criado em 2017 e revisado em 2020”, explicou o delegado-chefe da PCDF, José Werick. “Ele serve de modelo para todas as polícias do país. As sugestões do MPDFT já constam nos nossos protocolos de investigação em crimes que envolvem feminicídio, mortes de transgêneros e desaparecimento de mulheres. Vamos construir aqui uma atualização no sentido de avançar para fornecer uma resposta imediata na proteção da mulher.”

O alinhamento será feito por meio de uma câmara técnica permanente, com integrantes do MPDFT e da PCDF.

Acesso à informação

Com o objetivo de ampliar o acesso a informações importantes para a investigação, o GDF fará a regulamentação, por meio de decreto distrital, da Lei Federal nº 13.931/2019, que dispõe sobre a notificação compulsória dos casos de suspeita de violência contra a mulher. O objetivo é garantir que os hospitais públicos e privados forneçam o prontuário das vítimas para que seja possível constatar a tipificação do crime.

O GDF também vai criar o Sistema Único Integrado da Rede de Proteção à Mulher em formato BI (Business Intelligence). A iniciativa será construída por órgãos do governo para coletar, reunir e organizar todas as informações referentes aos casos de violência contra a mulher. A intenção é dar agilidade e auxiliar na tomada rápida de decisões.

Rompimento do ciclo de violência

O último ponto diz respeito ao rompimento do ciclo de violência, com a priorização das vítimas no atendimento psiquiátrico e psicológico na rede pública de saúde do DF. O encaminhamento será feito pela Polícia Civil do DF ou pelas secretarias relacionadas ao tema, a partir da identificação durante os atendimentos e acolhimentos das vítimas.

“Para a mulher que adere à medida protetiva no Distrito Federal, a chance de morrer é muito baixa, é menor do que em um acidente de carro”, pontua o secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury. “O nosso desafio é fazer com que esses 70% [de mulheres que não denunciam] levem a informação ao Estado. Já passaram mais de duas mil mulheres no Viva Flor;  temos neste momento 1,2 mil, e nenhuma delas morreu. Precisamos furar essa bolha, para fazer com que elas sejam ajudadas pelo Estado.”

O governo tem reforçado a campanha para que as mulheres busquem ajuda por meio dos canais de denúncia – 197 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar), 156 opção 6 (Central 156 do GDF), 180 (Central de Atendimento à Mulher) e Maria da Penha Online –, e tem feito estudos para determinar o perfil dos agressores e das vítimas de violência doméstica. As pesquisas são conduzidas pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF).

Confira, abaixo, os espaços especializados em atendimento psicológico disponíveis no DF. 

⇒ Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher, da PCDF
⇒ Programa Direito Delas, da Secretaria de Justiça e Cidadania
⇒ Casa da Mulher Brasileira, em Ceilândia
⇒ Centro de Referência da Mulher Brasileira
⇒ Centro Especializado de Atendimento à Mulher
⇒ Espaços Acolher, vinculados à Secretaria da Mulher. 

Progressistas promoveram limpeza do Lago Paranoá neste sábado (15)

O Partido Progressistas (PP) promoveu, neste sábado (15), o projeto ambiental +Pet do PP. A ação foi realizada na Prainha do Lago Paranoá e reforça o compromisso da agremiação com o meio ambiente por meio de atividades que aliam a conscientização sobre a importância de preservar a natureza com lazer para toda a família.

O evento contou mergulhadores voluntários que retiraram resíduos de dentro do lago. Também houve feira de adoção de pets e doação de mudas nativas do Cerrado, além de palestras educativas e uma programação especial para as crianças. Todo o lixo recolhido foi pesado e destinado corretamente.

Para a presidente do Progressistas do Distrito Federal, a vice-governadora Celina Leão, a preservação ambiental é fundamental para qualidade de vida da população e para as futuras gerações.

“Essa iniciativa significa mais do que uma limpeza no lago, mas um momento de conscientização ambiental e, sobretudo, união para cuidar do nosso Cerrado. Além de ser uma excelente oportunidade de nos aproximarmos dos jovens por meio de ações que promovam um futuro melhor para eles”, destaca Celina.

Durante o evento também foram realizadas 50 filiações de novos integrantes aos quadros progressistas.