Serão cinco especializações em quatro regiões administrativas, com 250 vagas. Segunda edição do programa em 2023 está com inscrições abertas até 13 de julho
O QualificaDF, programa de qualificação profissional promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), vem com novidades no 2º Ciclo de 2023, que está com inscrições abertas até 13 de julho. A nova edição proporcionará ainda mais acessibilidade aos candidatos. Serão cinco cursos com a presença de intérpretes em Libras (Língua Brasileira dos Sinais), permitindo o acesso às pessoas surdas, totalizando 250 vagas.
“O QualificaDF tem 50 cursos distintos e a grande novidade é que os candidatos já saberão de antemão quais terão intérpretes em Libras. Essa é uma forma de garantir a inclusão dessa comunidade”, explica a gerente de Qualificação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), Karina Leite.
Os cursos que contarão com o recurso de acessibilidade são: assistente administrativo – carreiras públicas (noturno – Asa Sul), estética facial e corporal – massagem terapêutica (vespertino – Asa Sul), auxiliar de recursos humanos (vespertino – Paranoá), maquiagem e design de sobrancelhas (noturno – Planaltina) e assistente administrativo (noturno – Taguatinga).
Nos ciclos anteriores, os intérpretes eram designados aos cursos de acordo com a demanda dos inscritos. “Uma das dificuldades que a gente tinha era a indicação dos intérpretes por curso. Com a divulgação no edital de convocação de quais cursos contarão com a acessibilidade, isso facilita para o aluno, porque ele já vai saber que terá o intérprete, e também para nós, para sabermos quantos profissionais vamos precisar em cada unidade”, revela a coordenadora geral do QualificaDF, Priscila Silva.
Ampliação do público
Entre o primeiro e o segundo ano do QualificaDF, 34 surdos participaram dos cursos do programa. Assistente administrativo – carreiras públicas e recursos humanos foram os mais cursados pelo público.
O jovem Jhonathan Santos foi um deles. Ele participou do 1º Ciclo de 2023, quando se qualificou em recursos humanos. “Entrei no curso de RH porque percebi que ele poderia me ajudar bastante e a melhorar o meu conhecimento. Agora tenho um diploma e pretendo trabalhar com isso”, conta.
O estudante acredita que a experiência no QualificaDF foi um divisor de águas. “Foi muito bom porque tinha vários surdos e também os ouvintes interagiram bastante. Eles tiveram bastante respeito com a gente. Gostei demais da inclusão. Recomendamos que outras pessoas com deficiência estudem, porque somos vencedores”, afirma.
Para ampliar a participação de surdos e surdas, o 2º Ciclo de 2023 terá um trabalho de divulgação com a comunidade surda, buscando as associações e publicando nas redes sociais materiais acessíveis. “Queremos entender e atender essa comunidade. Ao darmos acessibilidade aos cursos, daremos ao mercado de trabalho também”, destaca a voluntária e intérprete de Libras do QualificaDF, Elaine Campelo.
Ela atua como intérprete desde o primeiro ciclo de 2022 e já esteve nos cursos de assistente administrativo, recursos humanos e maquiagem, todos administrados na unidade de Planaltina.
“Não trabalhamos com vídeos gravados, então tudo vai sendo interpretado em sala de aula. Serve para levarmos o conhecimento até o aluno surdo e também para darmos voz a ele, sendo ponte com os professores e com os colegas de classe. Permitindo a interação, a colocação de opinião e sugestões. Essa participação torna o ambiente enriquecedor”, classifica Elaine.
Além da acessibilidade em Libras nas aulas, os workshops e a formatura do QualificaDF também contam com intérpretes.
Como participar
Os registros de interesse devem ser feitos até 13 de julho pelo site da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet).
A formação é gratuita e tem duração de 240 horas. Quem participa do programa tem direito a um kit educando, com caderno, apostila, caneta, borracha, lápis e pasta; dois uniformes; auxílio-transporte (por meio de emissão de cartão vale-transporte); lanche diário; seguro contra acidentes pessoais; e certificado autenticado.
Podem participar brasileiros natos ou naturalizados e estrangeiros em situação regular a partir de 16 anos, que comprovem residência no Distrito Federal e a escolaridade mínima exigida para cada curso. Caso seja do interesse do candidato, este poderá optar por até duas qualificações.
O resultado final das inscrições e convocação dos candidatos para início das atividades será divulgado a partir de 14 de julho. A confirmação de matrícula deverá ser feita entre 17 e 21 de julho. As aulas estão previstas para começar em 31 de julho.
Com 1.053.439 habitantes a mais do que em 2010, Goiás chegou a 7.055.228 moradores, segundo dados divulgados na semana passada pelo IBGE. A população do estado era de 6.001.789 pessoas no censo anterior. Entre os mais de 1 milhão e 53 mil novos habitantes em Goiás, 607 mil são das concentrações urbanas de Goiânia e de Brasília – excluindo-se dessa conta a própria Brasília para recortar apenas municípios goianos. Posto de outra forma, 58 em cada 100 novos moradores de Goiás desde 2010 são de Goiânia, dos seus arredores ou do Entorno do Distrito Federal. O conceito de Concentração Urbana é definido como os arranjos populacionais acima de 100 mil habitantes que têm a urbanização como principal processo indutor da integração dos municípios.
Os dados do Censo 2022 foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 28 de junho.
O crescimento populacional anual goiano, 1,36%, foi o quarto maior entre as 27 unidades da federação (UFs) brasileiras no período e fez com que o estado subisse uma posição (de 12º para 11º) na lista dos mais populosos do país. Cresceram mais que Goiás apenas Roraima, Santa Catarina e Mato Grosso. No período, o crescimento acumulado de moradores de Goiás foi de 17,6%, o que se aproxima do triplo do verificado no país como um todo, 6,5%.
O Centro-Oeste continua sendo a região menos populosa do Brasil, com apenas oito de cada 100 brasileiros, mas foi a região que mais cresceu (1,23% ao ano, única taxa anual acima de 1% entre as cinco regiões do país e mais que o dobro da brasileira, 0,52%). Goiás permanece como o estado mais populoso do Centro-Oeste, com 43 de cada 100 habitantes da região, mesma proporção que tinha na década anterior.
Municípios do Entorno crescem mais que Goiânia e Brasília
Como vem se distribuindo o crescimento da população goiana?
“Na Grande Região Centro-Oeste, chama atenção a interiorização do povoamento brasileiro a partir do eixo que se forma em torno de Brasília-Goiânia, fazendo com que Goiás se diferencie nessa região pela densidade atingida pelos municípios da Concentração Urbana formada em torno da capital federal e da capital estadual”, pontua o IBGE na publicação dos primeiros resultados do Censo 2022.
Como destacado, portanto, a taxa de crescimento de Goiás é alta sobretudo em volta de Brasília e de Goiânia, embora os aumentos populacionais de Anápolis, Rio Verde, Jataí e Catalão – municípios que, mesmo não distantes das duas capitais, não integram suas concentrações urbanas, também tenham ficado acima da média goiana.
A Concentração Urbana de Goiânia, com 2.480.667 habitantes, foi a segunda que mais cresceu no país entre o Censo anterior e o atual (1,49% ao ano), e a Concentração Urbana de Brasília, com 3.858.028 residentes, foi a terceira nesse quesito (1,16% anual). Apenas Florianópolis e municípios vizinhos cresceram mais que as duas.
São concentrações, como é de se esperar, com alta densidade populacional – 499 habitantes por km2, a de Goiânia, e 224, a de Brasília. Nos municípios separados de Goiânia e de Aparecida de Goiânia, a densidade é próxima de 2 mil habitantes por km2. Em Goiás, em contraste, é de 20 habitantes por km2; no território nacional, 24.
A Concentração Urbana de Goiânia é a sétima do país em total de municípios, com 15 deles. A de Brasília tem nove (ver todos os municípios das duas concentrações ao final do texto). A de São Paulo, maior do país, reúne 37 municípios.
Cumpre destacar que as capitais, em si, crescem menos que o seu entorno. Isso se aplica também a Goiânia, que apresentou uma taxa de ganho populacional menor que a dos outros 14 municípios da sua Concentração Urbana.
A capital ganhou 135 mil habitantes desde 2010, totalizando 1.437.237 em 2022, um aumento de 10,4% no período, ou 0,83% ao ano. Trata-se de um crescimento alto em âmbito nacional (terceiro maior entre o dos 20 municípios mais populosos do Brasil), mas abaixo daqueles registrados em Goiás e, como mencionado, em volta da cidade.
Senador Canedo, por exemplo, integra a Concentração Urbana de Goiânia e teve o maior aumento populacional entre os municípios com mais de 100 mil habitantes do Brasil inteiro – 84,3%, elevando a população de 84 mil para 155 mil pessoas.
Também em volta da capital, Aparecida de Goiânia cresceu 15,8% no período; Trindade, 36,3%; e Goianira, 111,1%. Abadia de Goiás, de menor porte, teve a população quase triplicada (6.876 para 19.128 habitantes).
Crescimento pede respostas rápidas e políticas públicas
Para o deputado Mauro Rubem (PT), o fato de Goiânia crescer menos que o entorno resulta de um plano diretor e de um modelo de ocupação excludentes: “Metade dos lotes regulares estão vazios, o que é estoque para especulação imobiliária. Isso empurra muita gente para Aparecida, Senador Canedo e demais cidades”, afirma, complementando: “Essas pessoas jogadas para os municípios em volta, por sua vez, empurram outras mais para fora ainda, criando uma grande periferia”.
Um problema desse movimento, aponta, é que “não se consegue responder imediatamente” às necessidades de equipamentos e políticas públicas suscitadas pelo rápido crescimento demográfico dos municípios em volta da capital. “As pessoas são expulsas para morar onde não tem escolas. Há um aumento da desigualdade.”
Com base eleitoral em Senador Canelo, o deputado Júlio Pina (Solidariedade) destaca justamente a demanda por escolas estaduais “deste jovem município de 34 anos”. Ele destaca a recente ampliação do colégio estadual João Carneiro dos Santos, que agora comporta 3 mil estudantes. Envolvido com o projeto, o parlamentar destaca a construção de outra escola, hoje em fase licitatória, e o planejamento de uma terceira.
A demanda mais antiga dos canedenses, diz, é um hospital. “Uma cidade com mais de 150 mil habitantes não ter um hospital chega a ser algo vergonhoso. Mas sabemos que para construí-lo começando do zero precisamos de dois, três anos.” A saúde, afirma, ameaça colapsar, precisando de ações rápidas. Em resposta, Pina diz elaborar um projeto para ampliar o hospital Santa Marta, em Goiânia, próximo da divisa com Senador Canedo, a curto prazo “desafogando um pouco” a situação da saúde.
O que mais explica o aumento populacional do município, enumera o deputado, é o fato de ser um polo petroquímico, abrigar grandes condomínios, ser contíguo a Goiânia e ter, como Goiás, uma localização central no país, algo crucial em termos logísticos.
A respeito de Goiânia em si, Mauro Rubem critica a inconclusão do BRT, que prejudica a mobilidade urbana e implica custo de funcionamento da cidade. Diz, ainda, que a rede de saúde não foi ampliada de acordo com a população.
Para Delegado Eduardo Prado (PL), a Concentração Urbana de Goiânia está preparada para crescer e tem como um dos destaques o parque industrial de Aparecida. Não obstante, há desafios, como “o monitoramento dos índices de violência pública e a geração de empregos”. Já o problema do trânsito “vem se arrastando há muito tempo” e poderia ser enfrentado com ciclovia nos pontos de tráfego mais intenso, medida menos poluente, menos demorada e de investimento “menos descomunal” que o metrô.
Sobre as diferenças das Goiânias de 2010 e 2022, ano dos Censos Demográficos aqui contrastados, Prado avalia que “Goiânia investiu em infraestrutura, como a construção e melhorias de estradas, avenidas, pontes e transporte público”, o que melhorou a mobilidade, embora esse ganho seja limitado aumento do total de veículos. Melhorou também, diz, o desenvolvimento urbano, havendo “novas áreas residenciais, comerciais e industriais”, além de terem surgido “novas praças e parques, bem como ganhos no serviço público, como fornecimento de água, eletricidade e saneamento básico”. Falta ainda que esse saneamento chegue às regiões periféricas, ressalva.
De modo geral, conclui, “o legal de Goiânia é que o tempo passa, mas a cidade sempre mantém esse ar interiorano”.
Valparaíso e Águas Lindas crescem mais de 40% desde 2010
Outros municípios goianos com mais de 100 mil habitantes que se destacaram pelas taxas de crescimento de residentes foram Valparaíso de Goiás (49,5% desde o último Censo) e Águas Lindas de Goiás (41,6%), no entorno de Brasília.
Em um recorte apenas com os municípios de mais de 100 mil moradores de todo o país, Valparaíso ficou em 10º lugar nesse indicador, e Águas Lindas, em 17º.
Outras cidades daquela região que tiveram crescimento acima do estadual foram Luziânia, Planaltina e Cidade Ocidental (essa muito acima, 64,1%). Formosa cresceu um pouco abaixo da taxa goiana, e Novo Gama bastante abaixo (9,2%).
A Concentração Urbana de Brasília ganhou 460 mil moradores desde o Censo 2010. Descontado o crescimento da própria Brasília, são 214 mil novos habitantes.
Deputado com base eleitoral no entorno do Distrito Federal, Ricardo Quirino (Republicanos) atribui o crescimento demográfico da região à facilidade de locomoção até Brasília, a uma maior oferta de emprego, à proximidade com o serviço público federal, à expansão de serviços nos municípios e à construção de condomínios. Como parlamentar, sua resposta a esse aumento populacional será dedicar esforços principalmente para a melhoria da infraestrutura local. “O grande desafio será oferecer moradia de qualidade e emprego”, afirma, acrescentando que espera conjugar isso com suas principais bandeiras, que são o esporte e a população idosa.
Também com base no entorno do DF, Wilde Cambão (PSD) ressalta que o aumento populacional registrado na região é algo recorrente em todos os Censos. As pessoas vêm em busca de uma vida melhor em Brasília, diz, mas muitas vezes é no entorno que acabam sendo acolhidas. “Ali elas encontram um lugar para comprar seu lote e constituir sua família. Muitos, inclusive, conseguem uma melhora substancial e acabam convidando outros familiares a fazerem o mesmo, por isso esse volume”, pontua, destacando que um terreno em Brasília pode custar “cem vez mais” que ao redor dela.
Questionado se os municípios estão preparados para este crescimento, o deputado responde que ainda não: “Falta infraestrutura básica. O Estado, no passado, ia lá só para buscar votos. Não existia uma política voltada ao entorno”, afirma. “Hoje, temos investimentos voltados para todas as áreas. Há poucos anos vivíamos em uma das regiões mais violentas do mundo [Águas Lindas]. Atualmente não, temos índices mais baixos do que cidades da Concentração Urbana de Goiânia”.
“Claro”, ressalva Cambão, “que ainda há uma demanda reprimida, não se resolve um problema de 30 anos em 4, mas por meio de políticas públicas que deverão ser prolongadas chegaremos a esse patamar”. A respeito do peso político que o entorno ganha com seu crescimento demográfico, o deputado ressalta que o fato de ser o primeiro líder do governo na Assembleia proveniente da região demonstra isso.
Como no caso de Goiânia, Brasília cresceu menos do que os munícipios que a cercam – 9,5% de população no período, um ganho de 261 mil moradores que elevou o total para 2.817.068.
Isso não significa um baixo crescimento para uma cidade já populosa, inclusive tendo sido o quinto maior entre as 20 maiores cidades do país. Vale observar, ainda, que quatro capitais brasileiras – Salvador, Natal, Belém e Porto Alegre – perderam moradores.
Fora do entorno de Goiânia e Brasília, destacam-se duas concentrações urbanas goianas que estão entre as 20 de maior crescimento populacional do país. Em um destaque do crescimento anual de residentes, o IBGE aponta que a concentração urbana de Catalão cresceu 2,16% anuais entre 2010 e 2022, e a de Rio Verde, 2,07%. Essas taxas foram, respectivamente, a 11ª e a 13ª maior no país. No Centro-Oeste, apenas a concentração urbana de Sinop (MT), na primeira colocação nacional, cresceu mais.
Com base eleitoral em Rio Verde, Lucas do Vale (MDB), filho do atual prefeito do município, Paulo do Vale, destaca que o município, que tem forte vocação para o agronegócio, é responsável por boa parte do PIB goiano (trata-se do 4º maior PIB do estado) e grande parte das exportações estaduais. “A tendência é a de crescer ainda mais, já que cada vez mais novas empresas e indústrias estão se instalando em Rio Verde”, afirma, apontando que o setor produtivo local sempre foi um destaque.
Terceiro município brasileiro menos populoso é goiano
Em termos absolutos, o ganho populacional goianiense é o maior do estado, seguido pelos de Aparecida de Goiânia, Senador Canedo (mais de 70 mil novos moradores cada uma), Águas Lindas de Goiás, Valparaíso de Goiás e Anápolis (mais de 60 mil).
Aparecida de Goiânia continua o segundo município goiano mais populoso, contando agora com 527.550 pessoas; Anápolis o terceiro, com 398.817; Rio Verde o quarto, 225.696. Águas Lindas de Goiás, curiosamente com apenas 25 habitantes a menos, subiu de sexto para quinto município em população, com 225.671 moradores.
Em 2010, eram nove os municípios goianos com mais de 100 mil habitantes, que em 2022 subiram para um total de 15. Caldas novas, com aumento de 39,9% da população, aproximou-se desse total populacional ao totalizar 98.622 moradores.
Goiás tem, por fim, dois dos municípios com menos pessoas em todo o Brasil: Anhanguera é o terceiro menos populoso do país, com 924 moradores (96 a menos do que tinha em 2010), e Lagoa Santa, com 1390 habitantes, é o 19º menos populoso.
Em uma perspectiva mais ampla, exatos cem municípios goianos tinham menos de 5 mil habitantes em 2010, ante 103 em 2022. O total daqueles com menos de 10 mil habitantes, por sua vez, diminuiu, caindo de 155 para 150 dos 246 que há no estado.
Concentração Urbana de Goiânia: Goiânia, Brazabrantes, Nova Veneza, Goianira, Santo Antônio de Goiás, Nerópolis, Bonfinópolis, Caldazinha, Senador Canedo, Aparecida de Goiânia, Hidrolândia, Aragoiânia, Guapó, Abadia de Goiás e Trindade.
Concentração Urbana de Brasília: Brasília, Padre Bernardo, Planaltina, Águas Lindas de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental e Luziânia.
O Projeto de Lei 456/23, apresentado na Câmara Legislativa, visa promover a inclusão das pessoas com o transtorno do espectro autista (TEA) em espaços adaptados nas arenas e estádios, com capacidade igual ou superior a cinco mil pessoas. De acordo com o autor da proposta, Robério Negreiros (PSD, a iniciativa poderá ser um grande passo para a inclusão e a acessibilidade ao reconhecer a importância de tornar esses locais mais acolhedores.
“Muitas vezes, em jogos de futebol, por exemplo, no momento em que uma equipe faz um gol, os sons ficam mais intensos devido aos gritos e maior agitação da torcida, e as pessoas com TEA se assustam e têm a necessidade de se locomover até um lugar mais calmo. Com isso, observa-se que é importante que os estádios e arenas criem um ambiente controlado, mais silencioso e menos movimentado, em que a pessoa com TEA se sinta segura”, explica o distrital.
A proposta considera que as pessoas com TEA possuem maior propensão à hipersensibilidade sensorial a estímulos do ambiente, como sons e luzes, o que pode levar a desconfortos, pânico e até comportamentos agressivos.
De acordo com o projeto, a adaptação dos espaços deverá ser feita por disponibilização de “sala sensorial” e as vagas devem equivaler a, no mínimo, 0,5% do total ofertado às pessoas com deficiência, não excedendo a cinquenta pessoas por sala. Além disso, os responsáveis ou acompanhantes também deverão possuir assentos no mesmo setor.
Ao justificar o projeto, o distrital cita ações de alguns clubes de futebol como Corinthians, Coritiba, Goiás e Londrina, que já construíram camarotes totalmente adaptados em seus estádios. Neles, há atenção nas condições acústicas, térmicas e de iluminação favoráveis para que a pessoa autista se sinta bem. O PL 456/23 ainda tramitará nas comissões da CLDF.
Em defesa dos autistas
A causa dos autistas é uma bandeira antiga do parlamentar. Além dos diversos projetos que tramitam na CLDF, Negreiros é autor de normas como a Lei 5.078/2013, que incluiu o Dia do Autismo no calendário oficial de eventos do DF, comemorado em 9 de outubro; a Lei 6.642/2020, que instituiu a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea); a Lei 6.898/2021, que extinguiu a validade do laudo que atesta o TEA.
Robério também é autor da Lei 5.089/2013, que proíbe que todas as instituições de ensino façam qualquer tipo de cobranças adicionais de estudantes com autismo, bem como alunos com síndrome de Down, transtorno invasivo do desenvolvimento, entre outras síndromes.
* Com informações da assessoria de comunicação do deputado Robério Negreiros
Nesta segunda-feira (03/07), a Superintendência de Resíduos Sólidos (SRS) da Adasa visitou a Unidade de Recebimento de Entulhos (URE) na Estrutural. A ida ao local faz parte de uma agenda técnica de apresentação das instalações à equipe de consultoria contratada pela Agência.
Os consultores realizarão estudos que serão usados no desenvolvimento de norma regulatória para a operação e manutenção de unidades responsáveis pela triagem, tratamento e disposição adequada de entulhos, podas, resíduos volumosos e resíduos da construção civil.
O intuito é fazer um diagnóstico de como essas atividades estão ocorrendo no Distrito Federal e a partir de então verificar a intervenção regulatória necessária para que as instalações operem de maneira mais eficiente, visando o aumento dos índices de reciclagem desses materiais.
Segundo a superintendente Elen dos Santos, o serviço prestado pelos consultores envolve o levantamento de diagnóstico do tratamento desses resíduos, além de trazer conhecimento das boas práticas nacionais e internacionais de gerenciamento adequado dos materiais. “A partir dessa consultoria será possível determinar ações que permitam ampliar o aproveitamento dos resíduos por meio da reciclagem e, por consequência, diminuir a quantidade desses materiais que são aterrados”, aponta.
Para os consultores Henrique Ferreira e Cristiane Pimenta, o projeto tem grande potencial de contribuir na melhoria da qualidade dos serviços de manejo dos resíduos da construção civil e dos entulhos coletados pelo SLU. “É preciso conhecer a realidade para a partir disso entender as demandas e elaborar um projeto exequível”, finaliza Pimenta.
A Adasa já avançou na regulação da prestação dos serviços de coleta, transbordo e disposição final em aterro sanitário. Agora quer avançar nos serviços de triagem e tratamento dos resíduos de limpeza urbana.
O Banco de Brasília (BRB), como sempre, não deixou de participar de grandes e importantes eventos esportivos.
A Arena BRB Mané Garrinha foi a que sediou o jogo entre a seleção Brasileira e o Chile, partida essa que apresentou a melhor audiência do horário em 2023. O jogo ocorreu no último sábado, dia 2 de julho.
Bom, chamar este jogo de partida é um pouco ambíguo, o mais adequado é chamar pelo que foi, uma verdadeira goleada.
O placar final foi de 4 a 0 para a seleção feminina Brasileira. As autoras de tantos gols foram: Gabi Nunes, Duda Sampaio, Luana e Geyse.
A Arena BRB foi completamente tomada por torcedores que ansiosos e eufóricos assistiram ao último jogo que antecedeu a Copa do Mundo, que acontecerá na Austrália e na Nova Zelândia.
O Banco é conhecido por ser um grande incentivador de eventos esportivos, sempre tendo suas instalações como o palco para tantos jogos, competições e eventos. O BRB faz questão de expor essa sua política esportiva.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) sediou alguns eventos marcantes última sexta-feira (30)
Um deles foi a aprovação do projeto de lei que garante infraestrutura mínima para trabalhadores e alunos de autoescolas e o outro foi o lançamento da esperada frente parlamentar para a economia digital e desenvolvimento tecnológico.
A deputada Jane Klebia (MDB), foi quem iniciou a frente, exaltando a importância da valorização da ciência e tecnologia dentro do Poder Legislativo.
Os objetivos da frente são: acompanhar políticas governamentais voltadas para ciência e tecnologia, discutir programas e projetos voltados para a inovação digital, estimular o desenvolvimento de uma economia tecnológica no DF e a promoção de parcerias entre universidades, empresas e outros setores.
Jane disse que. “Essa frente vai ser um instrumento para capitanear diversas iniciativas de investimento em ciência e tecnologia. Recentemente passamos por um susto em relação ao fundo constitucional”.
O projeto aprovado tem um grande peso, pois ele se trata do 1º a determinar a oferta de espaços para o ensino da direção de acordo com os critérios geográficos, além de uma instalação de estrutura mínima para quem fizer uso desses espaços.
Foi destacado pelo Vice-presidente da CLDF que. “É o mínimo de dignidade que queremos para os trabalhadores e alunos. Com toda receita que o processo de habilitação movimenta para o Estado, é justo que seja acompanhado da oferta de equipamentos públicos.
Além disso, há muitas formas de viabilizar financeiramente essa proposta, como pela cobrança de preço público e a exploração de espaços publicitários ou lanchonetes instaladas”. Ricardo Vale (PT) foi quem propôs o projeto em questão.
O prefeito do Novo Gama, Carlinhos do Mangão (PL), faz questão de não poupar tempo ou dinheiro quando o que está em jogo é a infraestrutura da cidade
Isso se prova com a atual obra do bairro Lunabel, que está reconstruindo o asfalto prejudicado pelas chuvas.
Os tempos chuvosos que se estenderam mais do que o de costume acabaram por danificar as ruas da Quadra 2, do bairro Lunabel 3-B, com isso Mangão e sua equipe logo entraram em ação, as máquinas não param, focadas apenas na reconstrução das ruas e avenidas afetadas.
Como o prefeito busca sempre fazer o trabalho bem-feito, ele vem investindo em material de qualidade para o recapeamento em toda cidade, nessa obra não é diferente, está sendo usado o material conhecido como Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ).
As obras não param! Na manhã de hoje (01), foram iniciadas as obras de recapeamento e pavimentação asfáltica em diversas ruas residenciais do bairro América do Sul.
As obras serão realizadas nas principais ruas e avenidas do bairro, que serão contempladas com asfalto de qualidade CBUQ – Concreto Betuminoso Usinado a Quente, que é o de mais moderno e duradouro do mercado, garantindo a população do residencial mais qualidade de via para o tráfego de pedestres e automóveis.
“O bairro está precisando de um recapeamento há um tempo. Tem algumas ruas que não têm asfalto e esse benefício vai ajudar bastante a população. Eu faço ciclismo e tem muitas pessoas que fazem caminhada aqui por essas ruas, e tem muita gente que vai aproveitar bastante o recapeamento e o asfalto novo”, diz Melissa Lídia dos Santos, moradora há 13 anos do bairro.
Em breve mais bairros serão ser contemplados. Esse é o governo de Novo Gama comprometido com o trabalho, a fim de trazer mais qualidade de vida aos munícipes.
De acordo com o órgão, o objetivo é sinalizar o município, para que haja maior segurança aos motoristas e pedestres.
Após ser recapeada, as avenidas do Parque Esplanada III recebem pinturas da sinalização horizontal. Nestes últimos dias, a Agência Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), órgão do Governo Municipal de Valparaíso de Goiás, realizou o serviço em diversas ruas do bairro, vias estas que possuem um grande fluxo de veículo e pedestres e que cortam importantes pontos da cidade.
A manutenção da sinalização horizontal inclui pinturas de faixas de pedestres, demarcação de vagas, símbolos de orientação de direção e linhas de retenção e de divisão de pista. Todo o serviço segue rigorosamente as normas do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
De acordo com o órgão, o objetivo é sinalizar o município, para que haja maior segurança aos motoristas e pedestres. A AMTT tem como competências implantar, manter e operar o sistema de sinalização, os dispositivos e os equipamentos de controle viário da cidade.
As atividades seguem um cronograma e também irão atender outras avenidas de Valparaíso, que são locais de grande fluxo e que precisam de uma atenção especial da força-tarefa.
O Flamengo está em busca de novos investimentos para fortalecer suas finanças, e nesse sentido, encaminhou a renovação de contrato com o Banco BRB, seu patrocinador master. As duas partes são parceiras desde 2020, e as negociações estão em andamento para o acerto de um novo vínculo, que terá duração de 24 meses, ou seja, dois anos.
A parceria inicial entre Flamengo e Banco BRB foi estabelecida por um período de 36 meses e está prestes a se encerrar no final deste mês. Diante disso, as cláusulas do novo contrato já estão sendo discutidas, e a expectativa é de que a renovação seja anunciada em breve, levando em consideração o prazo de encerramento do contrato atual. Atualmente, o BRB paga cerca de R$ 32 milhões anuais ao Flamengo pelo patrocínio master, porém, os detalhes financeiros do novo acordo ainda não foram divulgados.
Além do patrocínio master, Flamengo e BRB também têm como objetivo uma sociedade no banco digital. Em janeiro deste ano, o Banco Central aprovou essa parceria, e o “Nação BRB FLA” é gerado em conjunto por ambas as partes, com condições igualitárias. Na época, os dirigentes do Rubro-Negro comemoraram a aprovação dessa iniciativa, que visa trazer benefícios tanto para o clube quanto para o banco.
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