Trinta milhões de pessoas serão beneficiadas nesta etapa
Dinheiro
Instituições financeiras credenciadas pelo Banco Central a realizar operações de crédito começam a oferecer, nesta segunda-feira (17), a renegociação de dívidas para a Faixa 2 do Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes (Desenrola Brasil). Segundo o Ministério da Fazenda, cerca de 30 milhões de brasileiros podem se beneficiar nesta etapa.
A Faixa 2 do programa abrange a população com renda de dois salários mínimos – R$ 2.640 até R$ 20 mil por mês. As dívidas podem ser quitadas nos canais indicados pelos agentes financeiros e poderão ser parceladas, em, no mínimo, 12 prestações. Também é necessário ter sido incluído no cadastro de inadimplentes até 31 de dezembro de 2022.
Nesta fase do programa, também serão perdoadas dívidas bancárias de até R$ 100. Nesse caso, o nome da pessoa será retirado dos cadastros de devedores pelas instituições financeiras. Segundo o Ministério da Fazenda, com essa medida cerca de 1,5 milhão de pessoas deixarão de ter restrições e voltarão a poder ter acesso ao crédito.
Faixa 1
A habilitação de agentes financeiros para a Faixa 1 do Desenrola Brasil também já está disponível. Nesse caso, os agentes financeiros terão de fazer a solicitação na plataforma do Fundo Garantidor de Operações (FGO) Desenrola Brasil e devem cumprir os critérios negociais e tecnológicos previstos no Manual de Procedimentos Operacionais do FGO Desenrola Brasil.
É necessário informar os registros ativos dos inadimplentes no perfil da Faixa 1, e fornecer dados como o número de contrato, a data da negativação e da inserção no cadastro de inadimplência, além dos três dígitos iniciais do número do CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) do devedor.
As pessoas com dívidas até R$5 mil e que tenham renda de até dois salários mínimos, ou sejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), poderão participar do Desenrola Brasil na etapa que terá início em setembro.
Agência é responsável por uma verdadeira transformação no trânsito do município.
Os agentes da Agência Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT) estão recebendo um curso de aperfeiçoamento de primeiros socorros. As aulas ocorrem nesta quinta e sexta-feira (13 e 14 de julho) e são ministradas por socorristas do SAMU.
A Agência é responsável por uma verdadeira transformação no trânsito do município, tendo assegurado diariamente melhorias na sinalização vertical, horizontal, reforçando a fiscalização e demais informações reivindicadas pelos cidadãos. Agora, com a conclusão deste curso, a AMTT terá a oportunidade de realizar os primeiros socorros e auxiliar os acidentados até a chegada do SAMU e do Corpo de Bombeiros.
“Um curso de extrema importância, pois além de orientar o trânsito, sinalizar e fazer o nosso serviço, com esse curso, nossos agentes estarão prontos para darem os primeiros socorros em graves acidentes até a chegada da equipe especializada. Às vezes aqueles minutos podem salvar vidas e isso que queremos fazer sempre”, disse Antonio César de Oliveira, Superintendente da AMTT.
A Prefeitura Municipal de Novo Gama, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, segue trabalhando no Residencial Alvorada com pavimentação asfáltica e as obras no local estão à todo vapor para proporcionar mais qualidade de vida aos moradores do bairro.
A massa asfáltica já está sendo aplicada nas principais ruas e avenidas do bairro e, em breve, mais bairros poderão ser beneficiados com asfalto de qualidade.
Esse e o compromisso do Governo Municipal em fazer de Novo Gama uma cidade modelo.
Estimativa coloca o estado na posição de terceiro maior produtor de grãos do País. Volume recorde tem influência do ganho de produtividade proporcionado por avanços em tecnologia e manejo
As lavouras goianas devem produzir 31,5 milhões de toneladas de grãos na Safra 2022/2023. Divulgado nesta quinta-feira (13/7) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o 10º Levantamento da Safra de Grãos 2022/2023 revisa para cima a estimativa lançada em junho. Com o resultado, Goiás abre vantagem sobre o Rio Grande do Sul na disputa pelo terceiro lugar entre os maiores produtores estaduais de grãos. Na primeira e segunda posições estão Mato Grosso e Paraná, respectivamente.
“Caminhamos agora para a reta final da Safra 22/23, e o levantamento da Conab confirma a previsão de recorde na produção de grãos em Goiás. Pela primeira vez o Estado deve ultrapassar a barreira de 30 milhões de toneladas de grãos”, comemora o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende. O volume de 31,5 milhões de toneladas de grãos representa um avanço de 9,1% em relação ao volume colhido no ciclo anterior (2021/2022).
Para a superintendente de Produção Rural da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa-GO), Patrícia Honorato, um dos principais motivos para a melhora do desempenho goiano é o crescimento do rendimento médio. O relatório da Conab mostra que, enquanto a área plantada se manteve estável na comparação de um mês para outro, a produtividade foi revisada para cima, passando de 4.391 quilos por hectare para 4.454 quilos por hectare. “Aliado aos investimentos dos produtores goianos em tecnologia e manejo produtivo, para essa safra é importante reiterar as condições climáticas favoráveis, fundamentais aos resultados obtidos”, afirma ela.
Trigo O cenário da triticultura goiana chama atenção. Estimado em 183,9 mil toneladas no último levantamento, em junho, o volume da produção goiana do grão tem agora a perspectiva de chegar a 310,3 mil toneladas em 2023. O avanço é de 68,7% na comparação com a estimativa do mês passado e de 129,9% na comparação com o resultado de 2022. Aqui, mais uma vez, a produtividade faz a diferença: em junho, a estimativa era de 2.299 quilos por hectare; agora, de 3.879 por hectare.
Em Boletim da Safra de Grãos divulgado nesta quinta-feira (13/7), a Conab manifesta expectativa por um “bom rendimento” nas lavouras goianas de trigo, uma vez que “a irrigação propicia condições ambientais favoráveis, além da utilização de cultivares de alto potencial produtivo e de práticas agronômicas eficientes”. A companhia registra que houve “adequada distribuição pluviométrica, particularmente em abril, aliada a temperaturas mais amenas, formando condições climáticas ideais para a fase de enchimento dos grãos e maturação”. Em relação ao trigo de sequeiro, “a produtividade supera as estimativas iniciais”.
Soja e milho Principais produtos da pauta agrícola goiana, a soja e o milho têm projeção de crescimento de 2,0% e 18,9%, respectivamente, na comparação entre o resultado do ciclo anterior com a estimativa para a Safra 22/23. No caso da soja, o 10º Levantamento da Conab aponta para um volume de 17,7 milhões de toneladas (+2,0% em relação à Safra 21/22). Já no caso do milho, a estimativa é de 11,6 milhões de toneladas (+18,9% em relação à Safra 21/22).
A modernização dos serviços executados pelo Parlamento goiano é um dos vários propósitos perseguidos pela 20ª Legislatura da Casa. E uma das formas encontradas para não apenas otimizar os trabalhos e a transparência, mas também economizar recursos e fomentar uma realidade sustentável, é o sistema Alego Digital. Trata-se de um programa que proporciona a tramitação de todos os processos internos do Legislativo estadual de forma on-line. A implantação da plataforma começou ainda na Legislatura passada.
O presidente da Casa, deputado Bruno Peixoto (UB), destaca a relevância do Alego Digital, sobretudo para aprimorar o atendimento aos cidadãos de Goiás. “Estamos trabalhando diuturnamente visando oferecer à nossa população um serviço de qualidade, reduzir custos e transformar essas economias em melhorias para a vida da nossa gente. Esse projeto, que em tão pouco tempo já apresentou resultados positivos, é mais uma das nossas iniciativas e, sem dúvidas, iremos avançar ainda mais”, afirma.
Em 2023, até o final de junho, foram abertos, de forma digital, 6.857 processos administrativos, a maior parte, (1.585 protocolizações), relacionada à área de pessoal, como requerimentos, lotações, certidões, tempo de serviço e férias. Logo em seguida, estão as solicitações gerais de tecnologia da informação, com 1.423 ocorrências.
O módulo de memorandos e ofícios, inaugurado em abril deste ano, já apresentou, em um curto período, resultados altamente positivos. Foram 3.961 memorandos virtuais produzidos até o final de junho.
Com isso, o Alego Digital já pôde evitar o gasto de 346.550 folhas de papel, o que se traduz em uma economia de R$ 554.480,00 para os cofres da Casa. O recurso, revertido em benefícios para a população, equivale a 35 árvores salvas.
O diretor de Tecnologia e Informação da Casa, Fabrício Lopes, também ressalta os efeitos da implantação da plataforma. “A Assembleia Legislativa tem direcionado esforços para promover a modernização aliada à segurança e tecnologia. Combinadas, as iniciativas trazem não só sustentabilidade, mas também economia e rapidez”. Lopes revela que o tempo de tramitação dos processos administrativos diminuiu em 80%.
Isso tudo sem contar que ainda há módulos do programa a serem disponibilizados em breve. Segundo previsão da Diretoria de Tecnologia e Informação, entre as próximas novidades está a primeira fase de liberação do módulo de Processos Legislativos, que deve, no futuro, substituir o Sistema de Gerenciamento de Processos e Documentos (SGPD). Inicialmente, para fins de adaptação, os deputados e suas equipes poderão optar por aderir à apresentação de seus projetos e requerimentos de forma 100% digital ou adotar uma maneira híbrida.
Além disso, ainda para 2023, prevê-se a disponibilização de processos digitalizados dos dossiês de servidores e o envio on-line de atestados médicos. Vale ressaltar, por fim, que a Escola do Legislativo tem promovido cursos para capacitar os servidores e instruir sobre o uso do sistema administrativo Alego Digital.
Mais de 3,6 mil profissionais já começaram a atuar este ano em 2 mil municípios. Em iniciativa inédita, novos editais vão selecionar médicos para Consultórios na Rua e população prisional, além de territórios indígenas
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sanciona, nesta sexta-feira (14), a lei do Programa Mais Médicos. Com o ato, fica instituída a Estratégia Nacional de Formação de Especialistas para a Saúde que deve ampliar em 15 mil o número de médicos atuando na atenção básica do SUS, principalmente em regiões de maior vulnerabilidade. Entre os avanços propostos destaca-se também a prioridade dada à formação dos profissionais com mestrado e especialização, além de benefícios para atuação em locais de difícil provimento e pagamento da dívida do FIES.
O Ministério da Saúde anuncia ainda a abertura de novos editais para profissionais e para adesão de municípios, com iniciativas inéditas como médicos para equipes de Consultório na Rua e população prisional, além de novas vagas para os territórios indígenas. Ao todo, o Mais Médicos terá, até o fim de 2023, 15 mil novos médicos em todo país, totalizando 28 mil profissionais. Assim, a iniciativa do Governo Federal irá resgatar o acesso à saúde para mais de 96 milhões de brasileiros.
Após a retomada do programa e divulgação do primeiro edital com 5.968 vagas, sendo mil vagas inéditas para a Amazônia Legal, o Mais Médicos bateu recorde com mais de 34 mil médicos inscritos – o maior número desde a criação do programa em 2013. Até agora, dos selecionados pelo primeiro edital, 3.620 profissionais já estão atuando em todas as regiões do país, garantindo atendimento médico para mais de 20,5 milhões de brasileiros.
A retomada do programa é fruto da Medida Provisória 1.165, de 2023, que foi aprovada em junho pelo Congresso Federal. Durante a tramitação no legislativo, a MP recebeu diversas contribuições dos parlamentares e passou por amplo debate em quatro Audiências Públicas.
Nesta sexta (14), o presidente Lula também assina um decreto que institui um Grupo de Trabalho Interministerial. O objetivo é discutir, avaliar e propor regras para reservas de vagas aos médicos com deficiência e pertencentes a grupos étnico-raciais. O GT, coordenado pelo Ministério da Saúde, terá a participação dos Ministérios da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos e Cidadania, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e do Planejamento.
Entenda as novas vagas e editais do Mais Médicos
O Ministério da Saúde abriu novos editais de chamamento para profissionais e para adesão de municípios ao programa. São eles:
Para chamamento de profissionais, estão abertas as seleções referentes às vagas no modelo de coparticipação em parceria com municípios. A previsão é que o Ministério da Saúde habilite, pelo menos, 10 mil vagas neste modelo em 2023. Para os profissionais, não há mudanças na forma de seleção ou contratação. O cronograma com todas as etapas e os possíveis municípios de atuação serão divulgados nas próximas semanas.
Em iniciativa inédita, dois editais estão abertos para garantir acesso à saúde para populações mais vulneráveis, como as que são atendidas pelos Consultórios na Rua e pela saúde prisional. Serão 111 novas vagas para profissionais que queiram atuar nos Consultórios na Rua, iniciativa que assegura atendimento médico para população em situação de rua. Outras 145 novas vagas são direcionadas para atuação no sistema de saúde prisional. É a primeira vez que o Mais Médicos destina profissionais para esses serviços. O edital para os gestores locais aderirem à essas vagas também está aberto.
O Ministério da Saúde também abriu um edital para atuação nos Distritos Sanitários Indígenas (DSEIS). São 59 vagas abertas para profissionais que queiram atender em territórios indígenas. O objetivo é repor as vagas que não foram preenchidas pela gestão passada e garantir o acesso à saúde para essa população, prioridade do Governo Federal.
Além desses, foi aberto um novo edital para que municípios aderidos ao Programa confirmem 1.232 vagas de reposição de profissionais.
EVOLUÇÃO – Logo no início desta gestão, em fevereiro, o Ministério da Saúde retomou editais que estavam paralisados pela gestão passada, causando desassistência para regiões de maior vulnerabilidade, principalmente nos territórios indígenas. Das 804 novas vagas, 152 profissionais foram direcionados para os DSEIS, sendo 14 deles para o território Yanomami.
Em março, após a retomada oficial do programa, o primeiro edital foi lançado com 5.968 vagas para reposição das vagas que não foram preenchidas nos últimos anos – 45% delas estão em regiões de maior vulnerabilidade. Dessas, mil vagas foram direcionadas para a região da Amazônia Legal. Esse chamamento teve adesão de mais de 99% dos municípios, totalizando 1.994 cidades brasileiras. Após o recorde de inscrições – com 34 mil profissionais interessados, sendo mais de 57% de brasileiros formados no país – 3.620 estão atuando em todo país. Outros 1.109 médicos, que foram selecionados em segunda chamada, devem começar as atividades nos próximos dias e mais 1.239 passarão por acolhimento em agosto.
Em um modelo inédito, o Ministério da Saúde lançou um novo edital com, pelo menos, 10 mil vagas em coparticipação de municípios. Essa fora de contratação garante às prefeituras menor custo, maior agilidade na reposição do profissional e permanência nessas localidades. Neste edital, 2.683 municípios solicitaram 15.838 vagas que serão analisadas de acordo com os critérios já definidos. Dessas cidades, 599 poderão ter profissionais do Mais Médicos pela primeira vez.
Ao todo, até o fim de junho, o provimento no Brasil totalizava 12.856 profissionais atuando em todas as regiões. A expectativa, com as novas vagas, é chegar a mais de 28 mil médicos na Atenção Primária até o fim de 2023.
INCENTIVOS – A retomada do Mais Médicos traz estratégias de incentivos aos profissionais e oportunidades de qualificação durante a atuação no programa. O participante poderá fazer especialização e mestrado em até quatro anos. Os profissionais também passarão a receber benefícios, proporcional ao valor mensal da bolsa, para atuarem nas periferias e regiões de maior vulnerabilidade.
Para apoiar a continuidade das médicas mulheres, também será feita uma compensação para atingir o mesmo valor da bolsa durante o período de seis meses de licença maternidade, complementando o auxílio do INSS. Para os participantes do programa que se tornarem pais, será garantida licença com manutenção de 20 dias
O Mais Médicos também quer atrair os profissionais formados com apoio do Governo Federal. Os beneficiados pelo Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES) que participarem do programa poderão receber incentivos de R$ 238 mil a R$ 475 mil, dependendo da vulnerabilidade do município e a permanência no programa por 48 meses. Assim, o profissional poderá ter auxílio para o pagamento de até 80% do financiamento. Os profissionais também terão benefícios proporcionais ao valor da bolsa pelo tempo de permanência no programa e por atuação em áreas de alta vulnerabilidade. Esses incentivos podem chegar a R$ 120 mil.
Médicos selecionados pelo primeiro edital em atividade por região:
Região
Médicos em atividade
Centro-oeste
274
Nordeste
943
Norte
722
Sudeste
1.056
Sul
625
Total
3620
Edital de coparticipação por região:
Região
Vagas solicitadas
Municípios aderidos
Centro-oeste
1.011
162
Nordeste
4.924
782
Norte
1.417
218
Sudeste
5.966
910
Sul
2.520
611
Total
15.838
2.683
*Edital está em período de recurso. Números consolidados serão divulgados em breve
O projeto conta com uma usina fotovoltaica de solo e três implantadas em telhados em parques ecológicos. Foram investidos R$ 4,1 milhões; a economia será de R$ 1 milhão ao ano
O abastecimento energético da administração pública do Distrito Federal passará em breve por mudanças. Oitenta prédios públicos, entre eles dez escolas, terão a energia gerada por painéis solares instalados na usina de solo do Parque Ecológico de Águas Claras e nos telhados de edificações dos parques do Cortado (Taguatinga), Ezechias Heringer (Guará) e Dom Bosco (Lago Sul).
A medida faz parte do projeto CITinova, parceria do Governo do Distrito Federal (GDF) com o governo federal e com a Organização das Nações Unidas (ONU). Foram investidos R$ 4,1 milhões para a construção das quatro unidades públicas de geração de energia limpa.
“Quando a lei mudou, nós já estávamos atentos à geração distribuída [realizada por fontes renováveis de energia]. Uma usina pública melhora a eficiência energética”, afirma a chefe da Assessoria Estratégica da Secretaria de Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema), Suzzie Valladares. Ela faz referência à Lei nº 6.891, de 2021, que estabelece indicadores e metas progressivas para a administração pública no setor de energia sustentável.
As obras nas quatro instalações já foram finalizadas. A implantação aguarda a formação de convênio com os órgãos que serão beneficiados – as secretarias de Meio Ambiente e Proteção Animal (Sema) e de Educação (SEE), Brasília Ambiental, Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB) e Jardim Botânico de Brasília (JBB) -, os pareceres jurídicos e a vistoria da Neoenergia.
“Isso é extremamente inovador, porque não existe no Brasil nenhuma usina pública de geração de energia. Aqui nós estamos trabalhando para que tenhamos um instrumento que viabilize esse funcionamento”, destaca o secretário de Meio Ambiente e Proteção Animal, Gutemberg Gomes.
No pico de geração mensal, que deve ocorrer no período de seca, quando há menos impedimento à luz solar, os sistemas gerarão 109,77 megawatts (MWh). A maior distribuição será da usina fotovoltaica do Parque Ecológico de Águas Claras. No pico, o local deve gerar 97 MWh. Isso porque o espaço foi construído em uma área de gramado dentro da unidade de conservação sem impedimentos, como árvores ou inclinações, que é o que acontece nas usinas em telhados.
A estimativa é de R$ 1 milhão de economia aos cofres públicos por ano. “O valor que foi investido será retomado em até quatro ou cinco anos. Além disso, os painéis têm vida útil estimada em 25 anos. Então serão 20 anos de economia para o GDF”, estima Suzzie Valladares.
Frequentadora do Parque Ecológico de Águas Claras, a dona de casa Gabriela Valácio, 23 anos, disse que já tinha notado a presença das placas no local. Para ela, a iniciativa é interessante. “Acho muito legal, porque vai poupar gastos do governo”, comenta Gabriela, que é moradora de Vicente Pires.
Pontos de cultivo agrícola dentro das cidades colocam produção mais perto do consumidor e fortalecem os microclimas locais. Capital tem mais de 1.200 propriedades do tipo
Não é somente na zona rural do Distrito Federal que são produzidas as hortaliças e frutas que chegam às mesas de milhares de brasilienses. A agricultura em áreas urbanas tem se destacado com o verde da produção em meio a “selva de pedras”.
Em Brazlândia, em Vicente Pires e na região da Vargem Bonita, que fica no Park Way, pontos de cultivo são encontrados com mais densidade. As plantações nas regiões administrativas, que antes eram colônias agrícolas, permaneceram mesmo com o processo de urbanização, ganhando a tipologia de “agricultura urbana rural remanescente” ou “agricultura de resistência”.
Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) aponta que o Distrito Federal conta com 6.015 pontos de cultivo, dos quais 1.282 estão em áreas urbanas. Durante o estudo, foram encontradas propriedades de 0,5 a 14 hectares, mapeadas por sensoriamento remoto.
São 191 pontos de cultivo no Park Way e 154 em Vicente Pires. Os pesquisadores também visitaram 20 produtores locais para compreender as particularidades de cada área. De acordo com Aline da Nóbrega, coordenadora de Estudos Ambientais do IPEDF, o objetivo da pesquisa é direcionar as tipologias para políticas de ordenamento territorial a fim de que elas sejam incluídas nas diretrizes como uma forma de uso em áreas urbanas.
“Esses produtores sofrem a pressão da ocupação urbana. A gente acredita que esse enquadramento tipológico pode auxiliar e dar instrumentos para que eles permaneçam nessas áreas produzindo. Porque, além disso, essa horticultura contribui para o manejo dos solos e o microclima da região”, explicou a pesquisadora.
Produção mais perto
Há 39 anos a produtora rural Marina Teixeira Monteiro de Sousa mora em um desses pontos de cultivo. Com 58 anos de idade, ela é a quarta geração que cuida da plantação de 3,5 hectares em Vicente Pires, que abriga mais de 30 tipos de folhagem como agrião, brócolis, mais de dez tipos de alface, espinafre, repolho, couve e até flores comestíveis.
De acordo com a agricultora, o forte da produção são as feiras, onde as hortaliças são comercializadas, sobretudo em Taguatinga, na Ceasa, na Feira do Produtor e também em alguns mercados. Ela destaca as vantagens de ter a produção tão próxima à cidade.
“Acaba que o custo fica menor, porque não tem o transporte. E você recebe uma verdura de qualidade, fresquinha, colhida na hora. É um diferencial muito grande. A população que está próxima tem aquele contato com a gente nas feiras e sabe a origem daquele produto que está levando”, afirma Marina.
Rogério Vianna, técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), acompanha o trabalho de Marina há anos. Ele comenta que o aumento da agricultura em áreas urbanas é um fenômeno que tem acontecido no DF e no mundo, pois a procura pelo alimento de procedência conhecida e o custo mais baixo valorizam esse tipo de produção.
“Um pé de alface que a gente paga no mercado a R$ 3, R$ 4, por exemplo: mais da metade desse preço é custo de logística. O que foi gasto para embalar, transportar e por aí vai. Às vezes o custo é até maior do que o da própria produção. Por isso o fato de se produzir dentro da cidade barateia muito para o consumidor”, explica o especialista.
Segurança alimentar
Rogério acrescenta que os ambientes de plantação em meio à cidade também são responsáveis pela captação de água da chuva, que infiltra no solo e abastece os mananciais locais, reforçando a parte do estudo sobre a contribuição da produção alimentar para o manejo das áreas de solo exposto e recuperação de áreas degradadas.
Além disso, a pesquisa também avaliou áreas potenciais para produção da agricultura urbana e periurbana no DF, com estimativa de abastecer cerca de 2 milhões de pessoas com hortaliças e 3 milhões com frutíferas, contribuindo para redução da insegurança alimentar.
Foram 10 UBSs construídas nos últimos quatro anos, com capacidade para atender até 184 mil pessoas por mês, e mais de 800 profissionais contratados
A atenção primária à saúde é prioridade no Distrito Federal. O governo tem investido anualmente para aprimorar os atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs): são mais de 170 unidades por toda a capital e outras por construir. A contratação de pessoal e reforço nas equipes de Saúde da Família foi implementado e, atualmente, a cobertura é de 68,9% do território do DF.
As UBSs, dentro das premissas do Sistema Único de Saúde (SUS), devem estar perto da casa do cidadão. E o GDF, nos últimos quatro anos, ampliou essa capilaridade: foram 10 novos postos construídos em nove regiões administrativas diferentes, com capacidade para atender até 184 mil pessoas por mês. Outras seis já têm projeto básico pronto e estão em fase de licitação. Arniqueira, por exemplo, vai receber sua primeira UBS, visto que as duas da região pertencem a Águas Claras.
“O critério usado para se criar uma nova UBS é a vulnerabilidade. Verifica-se também se há grande demanda em uma determinada região por meio dos cadastros das famílias”, explica a coordenadora da atenção primária da Secretaria de Saúde, Fabiana Fonseca. “Aí está a importância dos agentes comunitários de saúde, que são os que fazem esse cadastro”, reforça.
Atualmente, são 618 equipes de Estratégia de Saúde da Família prontas para o atendimento na rede pública do Distrito Federal. Times compostos sempre por um médico e um enfermeiro da família, um técnico de enfermagem e um agente comunitário, profissionais que ingressaram na atenção primária desde 2019.
“São profissionais habilitados para cuidar desde o ‘mamando’ até o ‘caducando’, conforme a gente brinca no dia a dia”, salienta Fabiana. “Por exemplo, se um paciente hipertenso é bem acompanhado pela equipe, se vem com frequência, ele diminui os momentos que agudiza, que fica ruim de saúde. E livra ele de ir parar em um hospital numa situação de emergência”, afirma a médica.
A gama de serviços nos postos é enorme, passando por atendimentos odontológicos, consultas, vacinação, entrega de medicamentos nas farmácias da unidade e outros (veja abaixo).
Uma UBS disputada
Com uma média de 100 atendimentos por dia, a UBS 5, localizada no Arapoanga, é uma referência na região norte do DF. Do momento da abertura, às 8h, até o cair da tarde, o movimento ali é grande, em especial a vacinação, o pré-natal das gestantes e as primeiras consultas dos bebês.
A manicure Jéssica Alves, 31, mãe da pequena Maria Cecília, de 11 meses, fez todo o acompanhamento pré-natal na unidade, teve a bebê no Hospital Regional de Planaltina (HRPL) e já está de volta para as vacinas e consultas. Esta semana, a bebê foi imunizada contra a gripe e recebeu a segunda dose da covid-19. De quebra, a irmã mais velha, Ketley Alves, 12, também foi vacinada contra a influenza.
“Todas as vezes que precisei, ainda que o movimento estivesse grande, nunca fiquei sem atendimento. Precisei me consultar com cardiologista e vim aqui. É muito bom ter isso perto de casa”, ressalta a moça. “Até mesmo o encaminhamento do parto da Maria Cecília foi feito nesta UBS e seguirei trazendo ela para as consultas”, diz.
“A atenção primária tem condições de resolver até 80% dos problemas de saúde de uma pessoa e de sua família”, observa o médico de família e comunidade da UBS do Arapoanga, Arthur Fernandes. “Em relação a esses 20%, que teoricamente sobram, nossas equipes se responsabilizam e cuidam junto, encaminhando esse paciente para outro ponto da rede”, finaliza.
O evento, apoiado pelo SLU, é mais uma iniciativa de valorização dos profissionais do SLU
Neste domingo (16), Brasília conhecerá a miss e o mister gari 2023. Com o objetivo de valorizar os profissionais de limpeza, o concurso contará com a participação de 45 candidatos que concorrerão ao título, no Pavilhão do Parque da Cidade. “Minha expectativa está a mil. É a primeira vez que participo. Com o dia chegando, a ficha vai caindo e o nervosismo batendo”, afirma Tatiane Moreira, uma das candidatas.
Em sua sétima edição, o miss e mister Gari DF 2023 terá 30 mulheres e 15 homens que esbanjarão beleza, carisma e simpatia na passarela. “Eu acredito que sou um dos garis mais bonitos do DF. Apostei no terno para levar a vitória”, diz Lucas Nogueira, um dos candidatos.
A primeira edição do miss gari foi realizada em 2015, em Ceilândia, e contou com a participação de 12 candidatas. Desta vez, o evento teve a inscrição de mais de 600 coletores da limpeza urbana do Distrito Federal. Para a idealizadora do concurso, Maria de Fátima Dias, a iniciativa surgiu com o objetivo de combater o preconceito. “Eu via muito preconceito com os garis e sei que tem muita gente bonita. Nem toda princesa usa sapato de cristal. Muitas estão atrás de vassouras, carrinhos e cones”, enfatiza Fátima.
O evento é realizado com o apoio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), em parceria com as empresas contratadas Valor Ambiental, Sustentare Saneamento e Suma Brasil, além de parceiros na área de eventos de beleza, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio), Receita Federal e órgãos do GDF.
“O Governo do Distrito Federal trabalha para valorizar esses profissionais que cuidam das nossas cidades, para deixá-las mais bonitas e mais saudáveis. Esse concurso é uma grande homenagem aos profissionais da limpeza que merecem respeito e valorização pelo trabalho que fazem”, afirma o diretor-presidente do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Sílvio Vieira.
Telefones celulares, ingressos para o Capital Moto Week, bolsas de estudo integral de ensino, além da tradicional faixa de miss e mister gari 2023 estão entre as premiações,.
Serviço Concurso miss e mister gari 2023 Data: Domingo (16) Horário: 18h Local: Pavilhão do Parque da Cidade Etapas: → Ensaio final no Pavilhão do Parque da Cidade (15/7) → Cabelo e Maquiagem às 9h na sede do Senac no Setor Comercial Sul (16/7)
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