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Sesc e Senac de todo o Brasil trarão diversidade cultural para o Salão Nacional do Turismo

Sesc e Senac estarão presentes em Brasília, entre os dias 15 e 17 de dezembro, para mostrar o potencial turístico e a diversidade cultural brasileira durante o Salão Nacional do Turismo. Organizado pelo Ministério do Turismo (MTur), o evento conta com o apoio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que mobilizou federações de 26 estados e do Distrito Federal para divulgar os atrativos de cada região do país ao público interno e externo.

As unidades do Sesc ficarão responsáveis pela programação cultural e trarão para Brasília artistas que traduzam a identidade de cada povo. Já as unidades do Senac montarão seus estandes com oficinas gastronômicas de pratos típicos de cada região.

Nesta quinta-feira (26), o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, e o ministro do Turismo, Celso Sabino, fizeram uma visita para conhecer as instalações do evento – a Arena BRB, no Estádio Nacional Mané Garrincha, cedido pelo Governo do Distrito Federal (GDF). No local será montada uma estrutura de 25 mil m², que contará com diversos expositores e parceiros de diferentes áreas, como também agricultura familiar e artesanato.

Representando o presidente da CNC, José Roberto Tadros, Aparecido destacou a importância do Salão Nacional do Turismo. ‘Trabalhar pelo desenvolvimento do turismo é também trabalhar pelo crescimento do nosso país. E é isso que os departamentos nacionais e regionais do Sesc e do Senac fazem em todo o Brasil. Temos certeza de que essa parceria com o MTur trará grandes resultados ao concentrar e conectar todos as unidades da Federação na capital federal”, disse o presidente do Sistema Fecomércio-DF.

O ministro ressaltou que o evento será uma vitrine dos atrativos do Brasil. “Será uma ótima oportunidade para mostrar todo o potencial turístico do nosso país, tanto para os turistas internos, quanto para os que vêm de fora conhecer nossas belezas naturais, culturais, gastronômicas, históricas”. Sabino ainda lembrou do potencial do turismo em movimentar a economia local com geração de emprego e renda. “Serão diferentes segmentos turísticos presentes em nossa Feira, o que garante uma movimentação econômica para cidade e para o Brasil”, concluiu.

O diretor geral do Departamento Nacional do Sesc, José Carlos Cirilo, enfatizou a importância para as duas instituições estarem presentes: “O Sesc é pioneiro no turismo social, que democratiza o acesso aos comerciários e desenvolve regiões; o Senac é a força da educação profissional neste setor importante da economia.”

Participaram da visita os diretores regionais do Sesc-DF e Senac-DF, Valcides Araújo e Vítor Corrêa, a chefe de gabinete da Fecomércio-DF, Caetana Franarin, o secretário de Planejamento, Sustentabilidade e Competitividade do MTur, Milton Zuanazzi, e o CEO da Arena BSB, Richard Dubois.

Copom reduz juros básicos da economia para 12,25% ao ano

Queda de 0,5 ponto era esperada pelo mercado financeiro

O comportamento dos preços fez o Banco Central (BC) cortar os juros pela terceira vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 12,25% ao ano. A decisão, anunciada na tarde desta quarta-feira (1º), era esperada pelos analistas financeiros.

Em comunicado, o Copom informou que a economia internacional exige maior atenção e cautela de países emergentes na redução de juros. “O ambiente externo mostra-se adverso, em função da elevação das taxas de juros de prazos mais longos nos Estados Unidos, da resiliência dos núcleos de inflação em níveis ainda elevados em diversos países e de novas tensões geopolíticas”, destacou o comunicado.

Apesar das dificuldades, o texto informou que o Copom continuará a fazer novos cortes de 0,5 ponto nas próximas reuniões. O Copom, no entanto, indicou que poderá mudar o tempo do período de cortes, caso as condições tornem mais difícil reduzir juros.

“A magnitude total do ciclo de flexibilização ao longo do tempo dependerá da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular daquelas de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, ressaltou o texto.

A taxa está no menor nível desde maio do ano passado, quando estava em 11,75% ao ano. De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto do ano passado a agosto deste ano, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em setembro, o indicador ficou em 0,26% e acumula 5,19% em 12 meses . Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada pelos economistas.

O índice fechou o ano passado acima do teto da meta de inflação. Para 2023, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,75% nem ficar abaixo de 1,75% neste ano.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a estimativa de que o IPCA fecharia 2023 em 5% no cenário base. A projeção, no entanto, pode ser revista para baixo na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de dezembro.

As previsões do mercado estão mais otimistas que as oficiais. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 4,63%, abaixo portanto do teto da meta. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 4,86%.

Crédito mais barato

A redução da taxa Selic ajuda a estimular a economia. Isso porque juros mais baixos barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais baixas dificultam o controle da inflação. No último Relatório de Inflação, o Banco Central aumentou para 2,9% a projeção de crescimento para a economia em 2023.

O mercado projeta crescimento semelhante, principalmente após a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) cresceu 0,9% no segundo trimestre . Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,89% do PIB em 2023.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

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infografia_selic – ArteDJOR

Edição: Marcelo Brandão

Novembro Azul destaca importância de diagnóstico precoce na saúde do homem

Campanha mundial de prevenção às doenças urológicas masculinas alerta para cuidados antecipados no sucesso de tratamentos

A campanha Novembro Azul destaca a prevenção e o diagnóstico precoce de doenças que atingem a população masculina. Numa sociedade ainda marcada pelo machismo e por vários tabus, a detecção antecipada do câncer de próstata segue sendo um desafio, uma vez que a doença não apresenta tantos sintomas. Em alusão à prevenção do câncer, o Palácio do Buriti ficará o mês iluminado de azul.

Quando detectado no início, as chances de cura são de 90%. É preciso, contudo, que os homens estejam atentos aos sinais. Dificuldade de urinar, diminuição do jato de urina, necessidade de urinar mais vezes e sangue na urina são alertas que devem ser investigados.

Segundo dados do Inca, o câncer de próstata é a segunda causa de morte oncológica na população masculina | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A orientação é que, nesses casos, a pessoa procure atendimento médico para aí, sim, proceder à investigação e realizar os exames necessários como o toque retal, que avalia o tamanho, o volume, a textura e a forma da próstata; e o exame de sangue que verifica a dosagem do antígeno prostático específico (PSA), uma proteína produzida pela próstata, disponível na corrente sanguínea e no sêmen.

“Fator genético, envelhecimento, sedentarismo, estresse, falta de exercícios físicos e hábitos de vida ruins são fatores que contribuem para o câncer de próstata. Por isso, buscar consulta com o urologista é de extrema importância”, afirma o coordenador do Ambulatório de Andrologia e Saúde do Homem, localizado no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), Wellington Alves Epaminondas.

Olhar para o todo

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), a doença é a segunda causa de morte oncológica na população masculina. Estima-se 71.730 novos diagnósticos de câncer de próstata por ano no triênio 2023-2025 em todo o Brasil.

Quando detectado no início, as chances de cura são de 90%

Apesar dos números, Epaminondas defende que o homem deve olhar não apenas para o câncer de próstata, mas para a saúde de forma ampla. “O recomendado é que após os 40 anos, a pessoa comece a se cuidar mais e fazer exames de rotina voltados à saúde sexual como um todo”, diz. Isso porque, de acordo com o médico, a andropausa e outras disfunções sexuais têm acometido pacientes cada vez mais jovens.

“É sempre bom fazer verificar as taxas de testosterona produzida, pois a andropausa é justamente a queda desse hormônio”, complementa. Essa diminuição pode ocasionar impotência sexual, redução de libido, perda de massa muscular, dificuldade de concentração e aumento da taxa de mortalidade masculina.

Referência

Hoje, o Hran possui o Ambulatório de Andrologia e Saúde do Homem, uma referência em toda a rede pública. O local é focado no atendimento ao público masculino, e atende pacientes de todo o Distrito Federal, encaminhados via o Complexo Regulador. Mensalmente, são realizadas uma média de 140 consultas.

O ambulatório foi inaugurado em 2021 e realiza a administração de medicamentos e exames como: estudo urodinâmico, dilatação uretral, urofluxometria, retirada de cateter duplo J e biópsia prostática. Além disso, a equipe é composta por dois andrologistas, um endocrinologista e um nutricionista, tendo em vista que alguns pacientes precisam de acompanhamento de outras especialidades por conta de comorbidades como diabetes e hipertensão.

O espaço funciona todas as quartas e quintas-feiras pela manhã para o atendimento de andrologia; na sexta, também pela manhã, ocorrem as consultas de endocrinologia e nutrição. Além disso, a equipe fica disponível mais um dia no qual realizam cirurgias, a depender da disponibilidade de salas e de anestesistas.

Câmara recebe SEPLAD para discutir orçamento de 2024

Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (01), a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) recebeu representantes da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do DF (SEPLAD) para discutir com a pasta o orçamento para 2024 apresentado pelo Executivo. O titular da comissão, deputado Martins Machado (União Brasil), ouviu dos representantes do governo os principais pontos do novo orçamento, em especial a previsão de recursos para as áreas de saúde, educação e segurança pública. O Projeto de Lei Orçamentária 2024 (PLOA), PL nº 613/2023, foi apresentado pelo Executivo à Casa em setembro e deverá ser votado devolvido para sanção pelo governador até 15 de dezembro. O texto apresenta um orçamento total de R$ 61 bi, o que representa um acréscimo de 6,6% com relação ao orçamento de 2023. Desse valor, R$ 37,8 bi são oriundos do tesouro distrital e R$ 23,2 bi virão do fundo constitucional. Destaque para a área de segurança pública, que teve um acréscimo de 5,38% em seu orçamento com relação ao ano anterior, passando de R$ 10,1 para R$ 10,7 bi, lembrando que os recursos para essa área são oriundos integralmente do fundo constitucional. Já a educação, somando-se recursos do tesouro do DF e do fundo constitucional, sofreu um acréscimo de 2,73% em seu orçamento. Em 2023 o valor foi de R$ 12,9 bi e em 2024 passará a ser R$ 13,3 bi. Na saúde, haverá queda de 2,91% dos valores, pois, este ano, foram destinados R$ 11,9 bi para a área e para 2024 estão previstos R$ 11,6 bi. Distritais questionam recursos para saúde e educação O deputado Jorge Vianna (PSD), que também é membro da CEOF, questionou os representantes da SEPLAD sobre os possíveis impactos relacionados à queda de arrecadação para saúde e o modesto acréscimo na educação. O distrital demonstrou preocupação com relação à prestação dos serviços nessas áreas para o ano que vem, alegando que há uma previsão de que a rede pública de ensino receba um grande acréscimo no número de matrículas para 2024 e que o orçamento previsto pode não suportar esse aumento. “Muitos alunos da rede privada estão entrando na rede pública, por vários motivos. Hoje, as pessoas que têm recursos já não veem a escola pública com maus olhos e não têm medo de colocar seus filhos nas escolas do GDF. Vamos ter mais alunos, vamos ter que investir em construção de escolas e em contratação de professores. Se continuar nesse orçamento, talvez tenhamos um colapso já no início do ano que vem”, declarou Vianna. A deputada Paula Belmonte (Cidadania), também integrante da CEOF, foi outra que demonstrou receio com relação ao orçamento, em especial sobre a fatia destinada à educação. A distrital lembrou os efeitos, já para 2024, da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 188 (ADPF 188/STF), julgada pela corte suprema recentemente, que, em linhas gerais, altera a distribuição de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) sobre as cotas destinadas aos estados, DF e municípios. Com a decisão, o DF perderá R$ 855 milhões que seriam destinados à educação distrital. Belmonte cobrou que a proposta apresentada pelo executivo ainda seja esmiuçada pela casa para que se estude ajustes possíveis que garantam a plena efetivação das políticas públicas para 2024. “Nosso gabinete está estudando essa proposta (PLOA) e vamos estar muito atentos para que possamos melhorar cada vez mais o orçamento, em especial no tocante à educação e saúde”, pontuou a distrital. Também demonstrou preocupação com o orçamento da educação o diretor do Sindicato dos Professores (SINPRO), Cleber Soares, que alegou que o governo não tem cumprido os termos pactuados no acordo que suspendeu a greve da categoria este ano. Segundo ele, no orçamento previsto não consta a previsão dos itens acordados entre o GDF e o sindicado. Além disso, ele afirmou que a educação tem uma carência de mais de 8 mil profissionais do magistério, e o orçamento não seria suficiente para suprir essa demanda. O subsecretário de orçamento público da SEPLAD, Luiz Paulo de Carvalho Moraes, explicou que alguns fatores explicam a redução no orçamento da saúde e a leve majoração dos valores previstos para a educação. Ele argumentou que o Fundo Constitucional ficou praticamente estagnado, o que impossibilitou uma previsão mais robusta para essas áreas, uma vez que essa fonte de receita é significativamente importante para custear tanto saúde como educação. O fundo disponível para execução em 2023 foi de R$ 22,9 bi, e a previsão para 2024 é de R$ 23,2 bi, o que representa um acréscimo de 1,31%. Outra variável que impacta no orçamento previsto, segundo a pasta, é a queda de arrecadação proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ligado à venda de combustíveis. Dados Secretaria de Fazenda do Distrito Federal (Sefaz-DF) mostram que este ano o DF arrecadou 11,3% a menos em ICMS com relação a 2022. Martins Machado afirmou que o PLOA continuará sendo debatido no âmbito da CLDF e que a Casa vai discutir os ajustes necessários até a sua votação final, em especial sobre as áreas mais sensíveis, como educação e saúde. “É fundamental que a gente trabalhe o orçamento da saúde. Não adianta a gente construir hospitais, ampliar a estrutura física e não ter pessoal dentro trabalhando. É importante que a gente tenha recursos para que esses profissionais possam desempenhar seu trabalho da melhor maneira possível”, declarou o deputado. A audiência pública teve transmissão pela TV Distrital – canal aberto 9.3 e canais 9 (Vivo) e 11 (Net), além do perfil da YouTube da CLDF. A apresentação realizada pela SEPLAD consta no portal da Casa, na página da CEOF. Christopher Gama - Agência CLDF de Notícias

Distritais debateram com membros da pasta os principais pontos da proposta

Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (01), a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) recebeu representantes da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do DF (SEPLAD) para discutir com a pasta o orçamento para 2024 apresentado pelo Executivo. O titular da comissão, deputado Martins Machado (União Brasil), ouviu dos representantes do governo os principais pontos do novo orçamento, em especial a previsão de recursos para as áreas de saúde, educação e segurança pública.

O Projeto de Lei Orçamentária 2024 (PLOA), PL nº 613/2023, foi apresentado pelo Executivo à Casa em setembro e deverá ser votado devolvido para sanção pelo governador até 15 de dezembro. O texto apresenta um orçamento total de R$ 61 bi, o que representa um acréscimo de 6,6% com relação ao orçamento de 2023. Desse valor, R$ 37,8 bi são oriundos do tesouro distrital e R$ 23,2 bi virão do fundo constitucional.

Destaque para a área de segurança pública, que teve um acréscimo de 5,38% em seu orçamento com relação ao ano anterior, passando de R$ 10,1 para R$ 10,7 bi, lembrando que os recursos para essa área são oriundos integralmente do fundo constitucional.

Já a educação, somando-se recursos do tesouro do DF e do fundo constitucional, sofreu um acréscimo de 2,73% em seu orçamento. Em 2023 o valor foi de R$ 12,9 bi e em 2024 passará a ser R$ 13,3 bi. Na saúde, haverá queda de 2,91% dos valores, pois, este ano, foram destinados R$ 11,9 bi para a área e para 2024 estão previstos R$ 11,6 bi.

Distritais questionam recursos para saúde e educação

O deputado Jorge Vianna (PSD), que também é membro da CEOF, questionou os representantes da SEPLAD sobre os possíveis impactos relacionados à queda de arrecadação para saúde e o modesto acréscimo na educação. O distrital demonstrou preocupação com relação à prestação dos serviços nessas áreas para o ano que vem, alegando que há uma previsão de que a rede pública de ensino receba um grande acréscimo no número de matrículas para 2024 e que o orçamento previsto pode não suportar esse aumento.

“Muitos alunos da rede privada estão entrando na rede pública, por vários motivos. Hoje, as pessoas que têm recursos já não veem a escola pública com maus olhos e não têm medo de colocar seus filhos nas escolas do GDF. Vamos ter mais alunos, vamos ter que investir em construção de escolas e em contratação de professores. Se continuar nesse orçamento, talvez tenhamos um colapso já no início do ano que vem”, declarou Vianna.

A deputada Paula Belmonte (Cidadania), também integrante da CEOF, foi outra que demonstrou receio com relação ao orçamento, em especial sobre a fatia destinada à educação. A distrital lembrou os efeitos, já para 2024, da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 188 (ADPF 188/STF), julgada pela corte suprema recentemente, que, em linhas gerais, altera a distribuição de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) sobre as cotas destinadas aos estados, DF e municípios. Com a decisão, o DF perderá R$ 855 milhões que seriam destinados à educação distrital.

Belmonte cobrou que a proposta apresentada pelo executivo ainda seja esmiuçada pela casa para que se estude ajustes possíveis que garantam a plena efetivação das políticas públicas para 2024. “Nosso gabinete está estudando essa proposta (PLOA) e vamos estar muito atentos para que possamos melhorar cada vez mais o orçamento, em especial no tocante à educação e saúde”, pontuou a distrital.

Também demonstrou preocupação com o orçamento da educação o diretor do Sindicato dos Professores (SINPRO), Cleber Soares, que alegou que o governo não tem cumprido os termos pactuados no acordo que suspendeu a greve da categoria este ano. Segundo ele, no orçamento previsto não consta a previsão dos itens acordados entre o GDF e o sindicado. Além disso, ele afirmou que a educação tem uma carência de mais de 8 mil profissionais do magistério, e o orçamento não seria suficiente para suprir essa demanda.

O subsecretário de orçamento público da SEPLAD, Luiz Paulo de Carvalho Moraes, explicou que alguns fatores explicam a redução no orçamento da saúde e a leve majoração dos valores previstos para a educação. Ele argumentou que o Fundo Constitucional ficou praticamente estagnado, o que impossibilitou uma previsão mais robusta para essas áreas, uma vez que essa fonte de receita é significativamente importante para custear tanto saúde como educação. O fundo disponível para execução em 2023 foi de R$ 22,9 bi, e a previsão para 2024 é de R$ 23,2 bi, o que representa um acréscimo de 1,31%.

Outra variável que impacta no orçamento previsto, segundo a pasta, é a queda de arrecadação proveniente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ligado à venda de combustíveis. Dados Secretaria de Fazenda do Distrito Federal (Sefaz-DF) mostram que este ano o DF arrecadou 11,3% a menos em ICMS com relação a 2022.

Martins Machado afirmou que o PLOA continuará sendo debatido no âmbito da CLDF e que a Casa vai discutir os ajustes necessários até a sua votação final, em especial sobre as áreas mais sensíveis, como educação e saúde. “É fundamental que a gente trabalhe o orçamento da saúde. Não adianta a gente construir hospitais, ampliar a estrutura física e não ter pessoal dentro trabalhando. É importante que a gente tenha recursos para que esses profissionais possam desempenhar seu trabalho da melhor maneira possível”, declarou o deputado.

A audiência pública teve transmissão pela TV Distrital – canal aberto 9.3 e canais 9 (Vivo) e 11 (Net), além do perfil da YouTube da CLDF. A apresentação realizada pela SEPLAD consta no portal da Casa, na página da CEOF. 
 

Christopher Gama – Agência CLDF de Notícias

Manzoni promove solenidade em comemoração dos 90 anos da profissão de Engenheiro Agrônomo

Encontro reuniu profissionais e líderes para celebrar a história e planejar o futuro da agricultura no DF e no Brasil
O auditório da Câmara Legislativa recebeu engenheiros agrônomos em uma sessão solene em comemoração dos 90 anos da profissão. Na última segunda-feira (31), profissionais do setor, empresários e legisladores celebraram o aniversário da regulamentação da profissão em cerimônia presidida pelo deputado Thiago Manzoni.


Ao abrir a solenidade para a fala dos componentes de honra, o deputado Thiago Manzoni contou que foi procurado em seu gabinete pelo presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do DF (AEA-DF), Antônio Barreto, que levou a proposta do evento. “O agro brasileiro hoje alimenta pouco mais de um bilhão de pessoas ao redor do mundo e tem a possibilidade de se tornar uma das nações mais ricas por causa do agronegócio. Comemorar esses 90 anos aqui na Câmara Legislativa é muito relevante não só para o DF, mas para o Brasil”, compartilhou Manzoni.
O engenheiro agrônomo e fundador da Embrapa, doutor Eliseu Alves, com 92 anos, abrilhantou o evento com a sua fala relembrando as conquistas dos engenheiros agrônomos no DF e contou da sua constante busca pelo aprimoramento das tecnologias. “Nós tivemos cuidado ao montar a Embrapa. Todo estado tem uma Embrapa, que foi, na minha opinião, um sucesso. O sucesso também é das universidades e, sobretudo, da iniciativa particular. E a glória é a dos engenheiros agrônomos, que transformaram esse Brasil na grande potência de produção de alimentos. Nós estamos vendendo comida para 150 países e somos um dos grandes produtores de alimentos e exportadores e estamos ajudando muita gente a se livrar da fome via mercado internacional”.

Antônio Barreto saudou os presentes e os grandes feitos de profissionais que transformaram a agricultura do Brasil. “Eles transformaram o nosso país. Estamos quase no primeiro mundo. Muito em breve, nas próximas gerações, a gente terá um país onde poderemos dizer com dignidade que aqui ninguém passa fome, que aqui o alimento produzido realmente chega à casa de cada um através da tecnologia, da produção e da transformação.”

O presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF), Fernando Brites, parabenizou a iniciativa da solenidade que considerou de suma importância para o setor produtivo e para o agro.  “Eu gostaria de dizer que o senhor, deputado Manzoni, aqui na Câmara Legislativa, e a nossa deputada federal Bia Kicis, na Câmara Federal, orgulham o setor produtivo e a sociedade de Brasília. Vocês têm posições definidas. A gente sabe exatamente como vocês pensam, de forma coerente, a favor do desenvolvimento social e do crescimento da atividade econômica. A postura de vocês a favor da livre iniciativa ganha relevância quando a gente consegue colocar pessoas de tão expressivo valor num auditório como este. Isso nos enche de esperança”, falou Brites.

Manzoni aproveitou a menção à deputada Bia Kicis e ressaltou que ela é a parlamentar que mais destinou emendas na história para agricultura familiar e mudou a vida de centenas de famílias do Distrito Federal e Entorno. “O Brasil, infelizmente, ainda é um país que trabalha contra os seus empreendedores. Se o Brasil quer avançar, nós precisamos de liberdade econômica, de livre iniciativa, de livre mercado. E eu espero que em muito pouco tempo esse pensamento seja majoritário nas nossas casas de leis para que os nossos parlamentos deixem de atrapalhar e passem a contribuir com o avanço das nossas cidades e do nosso país”, disse Manzoni.

A deputada Bia Kicis contou que durante a primeira campanha eleitoral em que ela participou, em 2018, começou a vivenciar a realidade do agricultor, especialmente do agricultor familiar, e sentiu uma vocação para cuidar do agricultor. “Eu não tinha noção do tamanho do agro no DF e Entorno. Comecei a perceber também as dificuldades enfrentadas pelo pequeno agricultor. Costumamos dizer que o Estado deve permitir que cada um siga o seu caminho sem interferência, mas ele também deve estar presente para ajudar, prestando assistência a quem precisa, a quem está vulnerável. Na minha visão e na do Thiago, o objetivo é que essa assistência seja temporária, permitindo que a pessoa se desenvolva e se torne independente do Estado”.

Para o secretário de Agricultura do DF, Fernando Antônio Rodriguez, a solenidade trouxe muitas reflexões e, segundo ele, uma questão extremamente importante é a sustentabilidade. “Quando se fala em sustentabilidade, se fala em três pilares: o social, o econômico e o ambiental. Mas não existe sustentabilidade sem tecnologia, e não existe sustentabilidade sem apoio político institucional”.

Além dos nomes citados acima, compuseram a mesa de honra e tiveram a palavra o secretário executivo adjunto, Cleber Oliveira Soares, representando o ministro da Agricultura; o presidente da Emater, Cleison Duval; o vice-presidente da Confederação das Associações dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (CONFAEAB), Francisco das Chagas da Silva Lira; o presidente do CREA-DF, Brasil Américo Louly Campos e o diretor-geral da Mútua-DF, Antônio José Oliveira Lima.

Fotos: Jeremias Alves

Mossoró celebra servidores públicos como pilar do Valparaíso

Da Redação

O prefeito do Valparaíso, Pábio Mossoró (MDB), demonstrou seu profundo apreço pelos servidores públicos em uma emocionante homenagem que abrangeu não apenas sua cidade, mas todos os servidores municipais, estaduais e federais.

Mossoró reconhece que esses servidores são a espinha dorsal da administração pública, movimentando a gestão do país com seu incansável comprometimento. Ele atribui o sucesso da cidade à qualidade de sua administração, que só é possível graças ao esforço dedicado dos servidores locais.

Em um gesto de gratidão, Mossoró estendeu seu reconhecimento a todos os servidores do governo de Valparaíso de Goiás, que recentemente receberam destaque em um ranking nacional de municípios. Ele afirmou em suas redes sociais que essa homenagem é mais do que merecida e ressalta a importância crucial do trabalho desses profissionais na construção de uma comunidade próspera

Caroline Fleury encerra o outubro rosa com compromisso na prevenção do câncer de mama

Da Redação

A Secretária do Entorno do Distrito Federal, Caroline Fleury, finalizou o mês de outubro com um compromisso essencial na prevenção do câncer de mama. 

Participando da 9ª edição da Caminhada Rosa de Águas Lindas, Fleury se uniu a uma ação que visa conscientizar sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama.

A Caminhada Rosa é uma iniciativa realizada em parceria com a prefeitura de Águas Lindas, a Secretaria Municipal da Mulher e a ONG Sarar Mulher. 

O evento tem como objetivo promover a prática do autoexame, um método fundamental para a identificação dos estágios iniciais do câncer de mama.

Caroline Fleury enfatizou a importância da prevenção em suas palavras durante o evento: “Nunca é demais falar sobre prevenção, porque isso é comprovadamente o que salva vidas e evita sofrimentos.” Sua participação na Caminhada Rosa ressalta seu compromisso em promover a conscientização e o cuidado com a saúde das mulheres na região do Entorno do Distrito Federal.

GDF assina pacto de governança da água com a ANA

Nesta terça-feira (31/10), o Governo do Distrito Federal (GDF) deu um importante passo em direção à gestão eficaz dos recursos hídricos e à preservação do meio ambiente, por meio da assinatura do “Pacto pela Governança da Água”, uma iniciativa proposta pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). 

De acordo com o diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, esse acordo de governança entre a União e os estados federativos tem como objetivo reduzir as desigualdades na gestão dos recursos hídricos em todo o país. “Embora o Pacto pela Governança da Água” envolva ações que já são realizadas pela Adasa, em parceria com a ANA, por meio de programas como o PROGESTÃO, o Qualiágua, o Monitor de Secas, o Produtor de Águas, entre outros, o pacto representa um avanço significativo ao elevar a abordagem da questão da água e da segurança hídrica a um nível governamental. O Brasil se beneficia imensamente disso”, destacou.

Para Ribeiro, a ação evidencia o comprometimento do DF em manter a eficiência na gestão dos recursos hídricos e o foco na preservação ambiental de forma aliada aos esforços nacionais.

“Por isso, quero aproveitar para parabenizar nosso governador, Ibaneis Rocha, por sua visão futurista. Estamos, constantemente, implementando e aprimorando ações em prol da segurança hídrica do DF para as gerações futuras. A União também merece reconhecimento ao envolver todos os entes da federação neste pacto, que contribuirá para a redução das disparidades regulatórias por meio da troca de informações e experiências de cada um. A Adasa com certeza terá muito a contribuir e aprender também”, concluiu.

Assessoria de Comunicação e Imprensa (ACI)
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Mossoró se impressiona com a qualidade do Hospital do Cerrado em Valparaíso

Da Redação

O prefeito de Valparaíso, Pábio Mossoró (MDB), demonstrou seu compromisso contínuo com a saúde da população ao realizar uma visita ao Hospital do Cerrado, localizado no bairro Parque São Bernardo. Essa foi a primeira visita de Mossoró à instituição, que desempenha um papel fundamental no atendimento de saúde na região.

Durante a visita, Mossoró foi recebido pela Diretora Geral do hospital, Suzane Neves, o Diretor Comercial, Dr. Alcides Jr., o renomado Médico Cardiologista e gestor do Grupo Rhei, e o responsável técnico do Hospital do Cerrado, Dr. Vinícius Cavalcante.

O prefeito destacou a qualidade dos serviços prestados pela unidade de saúde, ressaltando que ela está extremamente preparada para a realização de procedimentos de pequena e média complexidade que exigem menor tempo de internação. A infraestrutura da instituição foi projetada para garantir que esses procedimentos sejam realizados com eficiência e segurança.

Mossoró compartilhou suas impressões sobre a visita nas redes sociais, enfatizando a importância do Hospital do Cerrado na comunidade e seu compromisso em apoiar os serviços de saúde de qualidade para os moradores de Valparaíso. A visita ressalta a dedicação do prefeito em monitorar e melhorar as instalações de saúde da cidade para o benefício de todos.

Manzoni entrevista fundadora de associação que dá dignidade e esperança a mulheres presas

Jornada de ressocialização inclui atendimento jurídico, suporte material e apoio emocional

O 19º episódio do podcast “A Direita em Todas as Direções” contou com a participação de Shaila Manzoni, fundadora da A.M.E. (Ame Mulheres Esquecidas). Ao deputado Thiago Manzoni, Shaila contou como um sonho se tornou real e mudou a vida de muitas mulheres.

Shaila conta que a A.M.E começou com uma ideia que Deus colocou em seu coração, que ela deveria amar essas mulheres presas porque elas estavam esquecidas. Só tempos depois, Shaila conseguiu uma forma de visitar os presídios, viu que mais do que liberdade, as mulheres estavam privadas de dignidade e dados mostram que a falta de dignidade está diretamente relacionada à reincidência de presos.

Segundo relatório do DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional), a taxa média de reincidência no Brasil chega a 42%. Em 2021 e 2022, após o início do trabalho da A.M.E., a reincidência na carceragem de Luziânia foi zerada.

A A.M.E. atua na Unidade Prisional Regional Feminina de Luziânia, na Penitenciária Feminina do Distrito Federal (Colmeia) e agora vai atender também a Unidade Prisional Regional Feminina de Formosa. Além de toda a assistência às mulheres nos presídios, quando elas saem, recebem um kit com roupas, um auxílio durante três meses e são encaminhadas para parceiros que oferecem emprego.

O podcast mostra um pouco da história da fundação da A.M.E. e os casos de mulheres que tiveram suas vidas transformadas através do assistencialismo, aliado à pregação da Palavra de Deus. O podcast completo vai ao ar nesta terça-feira (31), às 20h, no link: https://www.youtube.com/watch?v=TGll0jwB0gw&ab_channel=ThiagoManzoni.

Fotos: Jeremias Alves