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Trabalho escravo: governo inclui 248 empregadores em lista suja

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

Atualização do cadastro teve número recorde de inclusões

 Por Daniella Almeida

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) incluiu, nesta sexta-feira (5), 248 patrões no Cadastro de Empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão. A atualização do documento, conhecido como Lista Suja, ocorre a cada seis meses.

O número representa o maior acréscimo registrado desde a criação da lista. Desses, 43 foram inseridos devido à constatação de práticas de trabalho análogo à escravidão no âmbito doméstico.

As atividades econômicas com maior número de empregadores incluídos na atualização corrente são: trabalho doméstico (43), cultivo de café (27), criação de bovinos (22), produção de carvão (16) e construção civil (12).

Processo

Os empregadores incluídos na Lista Suja foram identificados a partir das ações de fiscalização de auditores do trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que atestaram as condições de trabalho análogo à escravidão. Em geral, essas ações contam com a participação de representantes da Defensoria Pública da União, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e outras forças de segurança.

Durante a ação fiscal da inspeção do trabalho, se encontrados trabalhadores em condição análoga à de escravizados, os auditores lavram autos de infração para cada irregularidade trabalhista descoberta, quando os auditores públicos atestam a existência de graves violações de direitos. O empregador flagrado na prática de irregularidades ainda receberá o auto de infração específico com a caracterização da submissão de trabalhadores a essas condições. Cada auto de infração gera um processo administrativo. Para respondê-los, durante todo o processo, os autuados têm garantidos o contraditório e a ampla defesa.

Por isso, a inclusão de pessoas físicas ou jurídicas no Cadastro de Empregadores ocorre somente após a conclusão do processo administrativo que julga, especificamente, o auto sobre as irregularidades relacionadas ao trabalho análogo à escravidão.

De acordo com o MTE, o nome de cada empregador permanecerá publicado por um período de dois anos na Lista Suja. Por isso, nesta atualização, foram excluídos 50 nomes que já completaram o tempo de publicação estipulado.

Erradicação do trabalho escravo

O MTE afirma que o Brasil continua a ter como prioridade erradicar todas as formas modernas de escravidão e cumprir as metas do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8.7 da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que trata da promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todos.

Denúncias sobre trabalho análogo à escravidão no território brasileiro podem ser feitas anonimamente pelo Sistema Ipê Trabalho Escravo, criado em 2020 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo MTE.

A plataforma digital é exclusiva para receber denúncias deste tipo de exploração da mão-de-obra e sobre a intermediação ilegal de agenciadores de trabalhadores, conhecidos como gatos. A partir do registro dos casos, o MTE organiza a força de trabalho para investigação e para repressão da ocorrência.

Qualquer pessoa pode registrar as denúncias de maneira anônima e segura no Sistema Ipê. Se possível, o denunciante deve prestar o máximo de informações para aumentar as chances de os casos se desdobrarem em operações de fiscalização. São informações consideradas importantes o nome do estabelecimento, local, a quantidade de trabalhadores, os tipos de violações de direitos encontradas, entre outras. O Sistema Ipê tem versões em espanhol, francês e inglês para melhor atender aos trabalhadores migrantes de outras nacionalidades.

Outra via para denunciar violações de direitos humanos é o Disque 100, a central telefônica coordenada pelo Ministério de Direitos Humanos e Cidadania (MDHC). O serviço é gratuito e funciona sete dias por semana, 24 horas por dia. Basta telefonar para o número 100.

Edição: Aline Leal

Caiado investe novamente em reforços na área da educação trazendo mais professores para o Goiás

Da Redação

O governador do Estado de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), tem se mostrado empenhado em melhorar a qualidade da educação ao longo de todo o estado. Cumprindo esse objetivo ele apresenta novas ações em prol do mesmo.

Afirmando seguir com o compromisso com a área, Caiado anunciou a contratação de mais de 300 professores, que foram selecionados por meio de um concurso da Secretaria de Educação do Estado de Goiás.

Essa decisão foi tomada com o objetivo não apenas de fortalecer a rede de ensino do estado, mas buscando promover melhorias a partir de outras perspectivas de o que é o ensino. O governador revela que foram aprovados exatamente 315 novos professores para esse novo projeto.

Através de suas redes sociais Ronaldo afirma “Vocês agora são parte determinante da engrenagem do estado-educação. Aqui valorizamos o ensino, oferecemos escolas de qualidade e acreditamos nos nossos profissionais para que tenhamos um futuro ainda mais próspero”.

Inaugurado almoxarifado central em Valparaíso de Goiás

Espaço concentra o estoque e os suprimentos de todas as secretarias municipais, auxiliando nas operações logísticas.

A Secretaria Municipal de Administração inaugurou, na tarde desta quinta-feira (04/04) o almoxarifado central. O espaço é fundamental na esfera pública e chega para suprir as necessidades das demandas de todos os órgãos públicos municipais, com o recebimento, cadastro, armazenamento, contagem, além de saída ou baixa dos bens necessários de cada repartição. Em Valparaíso, o almoxarifado concentrará o estoque e os suprimentos de todas as secretarias municipais, auxiliando nas operações logísticas.

“Inauguramos nesta tarde o nosso almoxarifado central, que será a central de estoque e controle de materiais do município. Sem dúvida esse espaço traz mais praticidade e agilidade na aquisição dos bens de consumo de cerca de 50 órgãos do governo”, afirmou o prefeito Pábio Mossoró.

“Sabemos da importância desse espaço em atender com mais eficiência e rapidez todos os nossos órgãos, contribuindo para que os serviços caminhem e não falte nada nos órgãos”, disse a secretária de Administração, Bonivone Gomes.

Adasa realiza Missa de Páscoa com Dom Marcony

Na manhã desta sexta-feira (05/04), a Adasa realizou uma celebração especial de Páscoa, com missa ministrada pelo Arcebispo Militar do Brasil, Dom Marcony Ferreira, que trouxe uma mensagem de fé e esperança para os servidores, colaboradores e convidados presentes no auditório Humberto Ludovico, na sede da Agência.

Dom Marcony agradeceu a presença de todos neste dia escolhido para lembrarmos a Páscoa. “É muito bom estar com os amigos, estar na Adasa, pois o que nos une é o Senhor! Agradeço imensamente a presença dos senhores e senhoras nas missas que o Senhor nos dá a graça e a possibilidade de aqui, celebrar”, compartilhou.

Durante o ato litúrgico, o arcebispo  destacou o significado da morte e ressurreição de Cristo como um sinal do amor de Deus pela humanidade e um convite à conversão.

Após a palavra, houve o momento da Comunhão.

Em seguida, o diretor-presidente da Adasa, Raimundo Ribeiro, agradeceu a presença de Dom Marcony, que sempre traz palavras de amor e renovação de forças e propósitos para os trabalhadores da Adasa.

“Somos gratos por termos vocês e o Arcebispo Militar do Brasil aqui todos os anos em nossa Missa de Páscoa. É sempre um privilégio ouvir um líder espiritual como Dom Marcony, junto a tantos funcionários dispostos a ouvir. O sentimento é de gratidão pela vida e pela oportunidade”, destacou Ribeiro.

Além de Ribeiro, participaram da solenidade o diretor-presidente do Jardim Botânico, Allan Freire; o coronel da reserva da Polícia Militar do DF, Jair Tedeschi; a secretária geral da Caesb – Grazielle Beserra; além de servidores, colaboradores, familiares e amigos. 

Ao final, Dom Marcony abençoou todos os presentes.

Para acessar todas as fotos da cerimônia, clique aqui.

Final do Candangão BRB 2024 acontece amanhã na Arena BRB

Após quase três meses de disputa entre os maiores times do Distrito Federal, o Candangão BRB chega ao seu último jogo neste sábado, 06/04, entre Capital e Ceilândia. O BRB, pelo terceiro ano consecutivo, é patrocinador máster do campeonato além de ter apoiado diretamente sete times que participaram do torneio, afirmando mais uma vez seu compromisso com o esporte local. Este ano a final acontece na Arena BRB Mané Garrincha, principal estádio do DF, e um dos maiores do Brasil.

“Pela nossa história junto ao esporte, seguimos firmes apoiando nosso principal campeonato, em diversas frentes. Foi uma ótima competição para os times e para a torcida, e diversão para as famílias do DF. A Arena BRB como palco é significativo para o que desejamos ao Candangão nos próximos anos: que se fortaleça e seja um dos principais campeonatos regionais do Brasil, valorizando nossa cidade e nosso futebol”, afirma o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

O presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal, Daniel Vasconcelos, destacou o apoio do BRB na temporada: “Estamos presenciando um campeonato surpreendente, com uma final inédita. Os brasilienses amam e apoiam seus times daqui, e o Candangão só tende a crescer em visibilidade e engajamento nos próximos anos. O apoio do BRB tem sido essencial neste processo de reconhecimento nacional do futebol do DF”.

Nesta edição, os finalistas disputam o maior prêmio já oferecido no torneio, no total de R$ 1,5 milhão, sendo R$ 1 milhão para o time campeão, R$ 300 mil para o 2º colocado e R$ 200 mil para o 3º. Além dos prêmios, o patrocínio do Banco viabiliza o pagamento de parte das despesas da competição, conforme estipulado pela Federação de Futebol do Distrito Federal. De 2019 a 2024, o BRB investiu mais de R$ 9 milhões no torneio e nas equipes do Campeonato Candango.

Este será o segundo e último jogo da final do Candangão BRB 2024, que teve empate em 1×1 como resultado no jogo de ida.

Serviço

Campeonato Candangão BRB 2024
Final – Volta
Ceilândia x Capital
Estádio Arena BRB Mané Garrincha
A partir das 15h30

Com informações ASCOM BRB

Vamos relembrar as duas escolas de Novo Gama que foram premiadas por melhores resultados de alfabetização?

Vamos relembrar as duas escolas de Novo Gama que foram premiadas por melhores resultados de alfabetização?

Ao todo, foram mais de 150 escolas premiadas pelo Prêmio LEIA do Estado de Goiás

A rede municipal de educação tem se destacado no cenário educacional do Estado de Goiás, além das reformas, construções e ampliações de unidades escolares para benefício dos alunos, e isso se dá ao compromisso da atual gestão com a educação de nossas crianças e adolescentes.

O Prêmio LEIA foi realizado em 2023 em Anápolis e duas escolas de Novo Gama foram premiadas: Escola Municipal Paulo Freire e Escola Municipal Rachel de Queiroz, que receberam do governo do estado R$ 80 mil reais e o prêmio já foi aplicado em melhorias nas unidades escolares. A premiação vem com o intuito de estimular, ainda mais, a prática pedagógica.



Criado através do Programa AlfaMais Goiás, o prêmio leia é uma ação de incentivo às escolas públicas da rede de ensino municipal que tiveram os melhores resultados em alfabetização, que também faz parte do programa de Alfabetização do Governo de Goiás implementado em regime de cooperação com os municípios. No total, foram mais de 150 escolas premiadas.



Esse é o governo de Novo Gama, trabalhando em conjunto com a secretaria de educação para alcançar mais escolas e fazer da educação das crianças e adolescentes novogamenses uma educação de destaque, promovendo condições para o estudo, garantindo mais conforto, qualidade e avanço educacional.

Atenção à saúde dos pequenos

A obesidade infantil já pode ser considerada uma epidemia mundial de difícil reversão. Começa em casa a prevenção, com hábitos alimentares saudáveis. A Alego analisa propostas para o enfrentamento do problema.

A Semana Estadual de Combate e Prevenção à Obesidade Infantil foi estabelecida pela Lei Estadual nº 20.456, sancionada em 22 de abril de 2019. Advinda do projeto de lei 2263/18, de iniciativa do ex-deputado Simeyzon Silveira (PSD), o dispositivo legal estabelece uma campanha para sensibilizar sobre os riscos da obesidade na infância. 

A partir dessa data, a Semana de Combate e Prevenção à Obesidade Infantil ficou incluída no calendário oficial do Estado de Goiás, a ser realizada, anualmente, na semana do dia 7 de abril, Dia Mundial da Saúde. Ela tem o objetivo de conscientizar toda a população sobre o assunto, por meio de procedimentos informativos e educativos sobre os problemas causados pela obesidade infantil, suas consequências e formas de evitá-la ou tratá-la. 

No Brasil, o Atlas da Obesidade Infantil e a Organização Mundial da Saúde (OMS) destacam que três a cada 10 crianças, entre cinco e nove anos, estão acima do peso. Dessa forma, a projeção aponta que, até 2030, o País deve ocupar a 5ª posição no ranking de países com o maior número de crianças e adolescentes com obesidade, com poucas chances de reverter essa situação se nada for feito, pois a obesidade infantil já pode ser considerada uma epidemia mundial de difícil reversão, dada a complexidade de seus condicionantes.

Dessa forma, o cenário reflete a necessidade de políticas públicas e de um profundo debate social sobre esta temática específica, a fim de estimular um conjunto de ações de prevenção e tratamento, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de hábitos saudáveis antes mesmo do nascimento. O avanço da obesidade, na última década, parece demonstrar a ineficácia das políticas públicas implementadas no Brasil, muito devido ao déficit de programas de prevenção e tratamento da obesidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Dados de 2022, consolidados pelo DATA SUS, mostram o quadro das crianças brasileiras com relação à obesidade, considerando aquelas menores de 10 anos. Destas, estima-se que 41,81% tenham excesso de peso, 6,02% tenham obesidade e, ainda, 9,62% já tenham a obesidade grave. Preocupada com o quadro, a médica endocrinologista pediátrica e docente do departamento de pediatria da Universidade Federal de Goiás (UFG), Renata Machado Pinto, entende que, “longe de ser apenas uma questão estética, a obesidade é uma importante causa de morbidade que precisa da máxima atenção de toda a sociedade”. 

Mas o que é a obesidade infantil e quais suas implicações?

Conforme explica a especialista, a obesidade é uma doença neurocomportamental que se caracteriza pelo excesso de gordura corporal, na qual há alterações hipotalâmicas nos centros de controle da fome, saciedade e gasto energético. É uma patologia multifatorial decorrente da interação de fatores genéticos e ambientais. Estudos comparando gêmeos idênticos, em ambientes diferentes, mostram que a genética é responsável por cerca de 50% do Índice de Massa Corporal (IMC), mas é importante observar que a maior parte das crianças com obesidade está inserida em famílias com vários membros também obesos, cujos hábitos estão, da mesma maneira, inadequados. 

“O ambiente interfere no risco de desenvolvimento de obesidade desde antes da concepção. São fatores de risco para obesidade pediátrica: obesidade materna e paterna pré-gestacional, grande ganho de peso materno durante a gestação, diabetes mellitus gestacional e tabagismo durante a gravidez. Logo após o nascimento, são fatores de risco para obesidade: prematuridade, baixo peso ou excesso de peso para a idade gestacional, ausência de amamentação nos primeiros 150 dias e alto consumo de proteínas”, revelou a médica.

Ela destaca que fatores de risco para obesidade em idades posteriores incluem: excesso alimentar, preferência por fast-food, excluir o café da manhã, comer na madrugada, excesso de tempo de tela (televisão, computador e celulares), sedentarismo, redução no tempo de sono e menor variabilidade na temperatura ambiente (pelo uso de ar-condicionado e aquecedores), alterações no microbioma (micro-organismos que vivem no corpo humano) e exposição a disruptores endócrinos (substâncias que alteram os hormônios, presentes em plásticos, derivados de petróleo, cosméticos, defensivos agrícolas e outros).

De acordo com a estudiosa, a criança obesa está sujeita a apresentar complicações em diversos órgãos e sistemas: endócrino-metabólicas, cardiovasculares, gastrointestinais, pulmonares, ortopédicas, neurológicas, dermatológicas, renais e psicológicas. Além de comprometer a qualidade de vida, a obesidade se associa a 3,4 milhões de mortes por ano, reduzindo a expectativa de vida não só de adultos, mas também de crianças com obesidade grave.

“Essas comorbidades podem se apresentar ainda na infância: em torno de 60% dos escolares obesos apresentam ao menos um fator de risco cardiovascular (hiperinsulinemia, resistência insulínica, pré-diabetes, diabetes, dislipidemia, hipertensão arterial, doença hepática não alcóolica e fatores pró-trombóticos) e entre 20 a 25% delas têm dois ou mais desses fatores. Sobrepeso e obesidade, na adolescência, são responsáveis por até 20-25% das mortes cardiovasculares nos adultos”, alerta a especialista.

Para piorar ainda mais a situação, a médica revela que, além das questões físicas, a obesidade, na infância, compromete também a saúde mental: crianças e adolescentes obesos possuem sentimentos de solidão e depressão, agressividade, sofrem 3 vezes mais bullying que seus pares de peso típico, entre outros. Tudo isso leva à menor participação escolar, pior performance educacional, culminando em evasão escolar. A obesidade infantil pode, inclusive, impactar o nível educacional e o potencial de renda futura.

Por fim, a endócrino pediatra explica que o tratamento da obesidade infantil, via de regra, requer mudança de hábitos de vida de toda a família, uso de medicamentos para tratar condições associadas à obesidade, como diabetes, alteração de triglicérides e colesterol, compulsão alimentar, transtorno de ansiedade, entre outros. Na grande maioria dos casos, a especialista entende que o ideal é o acompanhamento de uma equipe multiprofissional, para que todo o suporte seja oferecido de maneira adequada.

Quais as melhores formas de prevenção?

A nutricionista Vanessa Mathias Gonzaga e Castro entende que a prevenção da obesidade infantil passa por hábitos saudáveis de toda a sociedade, tendo a família como o ponto central. A prevenção se inicia antes mesmo da gestação, com peso saudável dos pais, passa por uma gravidez saudável, amamentação e desmame adequado. É importante lembrar que uma criança obesa é, antes de tudo, uma criança, e, muitas vezes, ela não tem maturidade suficiente para lidar com mudanças radicais. Por isso, o ideal é que as modificações no cardápio sejam realizadas aos poucos e proporcionem uma experiência prazerosa para a criança.

Entretanto, o ideal, segundo a especialista, é que a família tenha condições de preparar suas refeições em casa, diminuindo a possibilidade de consumo de fast-food e ultraprocessados, e, consequentemente, por meio da redução do consumo de gorduras e açúcares e da oferta de uma boa variedade de frutas, verduras e legumes – alimentos in natura. O momento das refeições também deve ser transformado em um evento agradável, em que haja compartilhamento de boas experiências e histórias. Além dos bons hábitos alimentares, a prática da atividade física, na primeira infância, também pode fazer toda a diferença na prevenção da obesidade infantil. 

Castro orienta que, quando os adultos forem servir as crianças, a quantidade colocada no prato também deve ser uma preocupação. As porções devem ter o tamanho apropriado, uma vez que elas não precisam de tanta comida quanto os adultos. Uma alternativa é servir porções pequenas e deixar a criança pedir mais se ainda estiver com fome. As crianças só devem comer até ficarem satisfeitas, e os adultos não devem forçar para que ela termine tudo que está no prato, devem dar a liberdade para que ela deixe comida no prato quando já estiver saciada.

A nutricionista também alerta que outra importante dica é desencorajar crianças a comerem na frente das telas de TV, computador, tablets ou smartphones. Ela entende que isso pode levar à diminuição da consciência da quantidade de alimento ingerida, já que a criança está atenta a outras coisas e perde a noção daquilo que está ingerindo. Os adultos devem, além disso, evitar esse tipo de comportamento, para dar um bom exemplo aos jovens. O foco é ter uma alimentação saudável, beber bastante água, praticar exercícios e ter um sono adequado, além de manter as crianças em movimento, permitindo exposição mínima por dia aos eletrônicos, de acordo com a faixa etária. 

“Todas as questões alimentares também podem refletir questões emocionais e o acompanhamento de um psicólogo ou até mesmo psiquiatra pode ser necessário, dependendo de cada caso. É na infância que o indivíduo desenvolve uma ideia de corpo que pode prevalecer por toda a vida, auxiliando na manutenção de um organismo saudável. O que não se pode perder de vista é que as questões alimentares devem ser tratadas assim que forem percebidas, pois elas podem evoluir para compulsões ou transtornos alimentares mais graves. Na Semana Estadual de Combate à Obesidade Infantil, fica o alerta para que todas essas questões sejam discutidas e a sociedade esteja atenta na busca de soluções”, pondera Castro.

Projetos, na Alego, abordam obesidade infantil

Sintonizados com as questões relacionadas à infância, os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) se empenham para promover políticas públicas que contemplem essa temática. Por conta disso, na Alego, tramitam projetos relacionados à obesidade infanto-juvenil que merecem destaque. O primeiro deles é a proposição nº 44/24, que busca incluir o conteúdo de educação alimentar e nutricional na grade escolar da matéria de ciências e biologia no ensino fundamental, nas escolas estaduais do Estado de Goiás, para prevenção e conscientização da obesidade.

De autoria do deputado estadual André do Premium (Avante), a matéria apresenta, em sua justificativa, a determinação de conscientizar a sociedade sobre as razões relacionadas à doença e pretende incentivar os hábitos de uma alimentação saudável no cotidiano dos estudantes goianos, para um aperfeiçoamento da saúde e bem-estar. “A prevenção ainda é a melhor forma de tratar a doença”, destaca o parlamentar.

Já no processo nº 724/23, o deputado Antônio Gomide (PT) busca instituir ações de enfrentamento à obesidade infanto-juvenil, com o intuito de identificar precocemente casos de obesidade e sobrepeso entre crianças e adolescentes, promovendo ações de conscientização, educação alimentar e incentivo à prática de atividades físicas. 

Para tanto, o parlamentar preconiza que a Secretaria Estadual de Educação e Secretaria Estadual de Saúde desenvolva parcerias com os diversos profissionais da saúde – nutricionistas, educadores físicos e psicólogos – para oferecer palestras, suporte e atividades educativas relacionadas à prevenção da obesidade e promoção da saúde nas escolas públicas do Estado.

Diante de um cenário em que cada vez mais crianças entram na composição dos índices de obesidade infantil, o parlamentar entende que a preocupação com a qualidade de vida se justifica, já que a doença promove o desenvolvimento de inúmeras outras enfermidades, tais como: pressão alta, diabetes, problemas nas articulações, dificuldades respiratórias, gota, pedras na vesícula e até algumas formas de câncer. Agência Assembleia de Notícias

Mudança de Especialidades da carreira de Enfermeiro será tema de debate

Na próxima segunda-feira (8), às 16h, a presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), deputada Dayse Amarilio (PSB) realizará na sala de reuniões das comissões da Casa uma audiência pública para debater o Projeto de Lei nº 848/24 – de autoria do Poder Executivo – que possibilita a mudança de especialidade dos servidores da carreira de Enfermeiro do quadro de pessoal do Distrito Federal.

Segundo a parlamentar, que é enfermeira obstetra, esta é uma reivindicação importante por parte da categoria dos Enfermeiros e se justifica pela necessidade de ampliar o quantitativo de profissionais enfermeiros, especialmente nas especialidades de Enfermeiro de Família e Comunidade e de Enfermeiro Obstetra na rede pública de saúde do DF.

Para Dayse, “um projeto desta natureza revela não somente a importância da categoria, bem como permitirá uma administração mais racional e eficiente dos recursos humanos e que contribuirá, necessariamente, para um melhor atendimento da população e melhores condições de trabalho dos profissionais de saúde vinculados ao Distrito Federal”.

Entretanto, a distrital destaca que infelizmente ainda não temos um grande protagonismo das especialidades não médicas no Brasil. Em contrapartida, “fora do país sabemos da atuação importante das enfermeiras obstetras que fazem todo o pré-natal, como o parto e o puerpério das mulheres de baixo risco – o que facilita principalmente o direito e a garantia de acesso à assistência, que é extremamente qualificada e humanizada”, apontou.

“O projeto que chegou na Casa, graças a uma luta nossa, vai ajudar a suprir o déficit nas especialidades da Enfermagem que não existiam no passado, pois quando a carreira foi criada só tínhamos o Enfermeiro Generalista e o Enfermeiro do Trabalho. Desde então, a legislação nesse sentido nunca foi atualizada, e hoje nós já temos diversas especialidades da Enfermagem, como o Enfermeiro Intensivista, Enfermeiro Pediátrico, Neonatologista, Obstetra como eu sou – além dos especialistas em Saúde da Família. E é muito importante termos uma saúde qualificada para atender as necessidades diversas da assistência à população”, diz Dayse. “O projeto chegou na Casa, iremos discutir e votar nas comissões para que logo ele possa tramitar em plenário. A audiência pública é um importante espaço para o debate e o aprofundamento sobre o texto do projeto antes que ele tramite na Casa. ”, assegura.

Foram convidados para o evento a Secretária de Estado de Saúde, a Dra. Lucilene Florêncio; a Diretora de Enfermagem da SES – DF, a Sra. Gabriela Nolêto Fernandes; Presidente do SindEndermeiro DF, o Sr. Jorge Henrique de Sousa; a Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem de Família e Comunidade – Seção DF, a Sra. Carla Pintas; a Presidente da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras – Seção DF, a Sra. Ana Lígia Sousa; a Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem – Seção DF, a Sra. Karine Rodrigues Afonseca e a Presidente da Liga Nacional da Enfermagem Forense do Brasil, a Sra. Marília Perdigão Freire Ferro.

Serviço:
Audiência Pública para debater Projeto de Lei nº 848/24 (Mudança de Especialidades da carreira de Enfermeiro do DF)
Data: 08//04/2024
Horário: 16h
Local: Sala de reuniões das comissões (TS)
Câmara Legislativa do DF

Entorno leva três prêmios dentro do “Sebrae Prefeitura Empreendedora”

Alexânia, Águas Lindas e Cristalina ganharam em categorias diferentes com projetos principalmente na área do turismo

Os municípios de Alexânia, Águas Lindas e Cristalina, no Entorno do Distrito Federal, estão entre os vencedores goianos na 12ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (4), em um evento no Castro’s Park Hotel, em Goiânia. “Isso é o reflexo do avanço que nossa região teve nos últimos anos com apoio do Governo de Goiás, das prefeituras e entidades fundamentais como o Sebrae”, assinalou Caroline Fleury, secretária de Estado do Entorno do Distrito Federal.

Cristalina teve a experiência “Cristaline-se” no 1º lugar, dentro da categoria “Turismo e identidade territorial”. Com o pódio, Cristalina concorre agora ao Prêmio Nacional que terá os vencedores anunciados em junho, em Brasília. Já Alexânia levou o 2º lugar dentro da categoria “Cidade Empreendedora” com a Feira do Troca e Águas Lindas ficou em 3º na categoria “Sala do Empreendedor”.

“Foram três cidades que estão nessa relação das cidades do Entorno e que fazem parte da região turística Encantos do Planalto Central. Isso traz um gás pra gente continuar a divulgar e a fortalecer os nossos municípios como destinos nacionais e internacionais”, afirmou a secretária de Turismo e Cultura de Cristalina, Luciana Passos.

Para ela, o Prêmio chega em um momento oportuno em que o Entorno desponta por sua identidade territorial. “Estamos muito felizes mesmo, uma felicidade sem fim. Estou extremamente emotiva ainda sobre essa colocação nesse prêmio muito, muito importante para o nosso Estado”, comemorou.

O Prêmio

Goiás foi o estado com maior número de participantes do Centro-Oeste a concorrer dentro da 12ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora. Foram 51 municípios participantes, com 79 projetos em 9 das 10 categorias. Do Entorno, participaram 7 municípios: Águas Lindas, Alexânia, Cidade Ocidental, Cristalina, Formosa, Novo Gama e Valparaíso de Goiás. “Todos os participantes são merecedores do prêmio, já que é nítido o trabalho que vem sendo realizado por cada município. Cada vez mais visitantes estão vindo aproveitar a gastronomia, a religiosidade, cultura, ecoturismo, festas populares e tudo de bom que no Entorno tem”, frisou Fleury

O prêmio do Sebrae tem objetivo de melhorar o ambiente de negócios, fomentar o empreendedorismo e contribuir para o desenvolvimento territorial, reconhecendo a capacidade administrativa de gestores públicos que implementaram projetos com resultados comprovados.

Confira os prêmios para o Entorno:

Categoria “Turismo e Identidade Territorial”
1ºlugar: CRISTALINA
Projeto: Cristaline-se

Categoria “Cidade Empreendedora”
2º lugar: ALEXÂNIA
Projeto: Feira do Troca (Olhos d´Agua)

Categoria “Sala do Empreendedor”
3º lugar: ÁGUAS LINDAS DE GOIÁS
Projeto: Sala do Empreendedor – Seu ambiente de negócios

Secretaria do Entorno do Distrito Federal – Governo de Goiás

Fugitivos de penitenciária federal em Mossoró são recapturados no Pará

Após 50 dias em fuga, eles estavam a 1,6 mil quilômetros do presídio

Os dois presos que escaparam da Penitenciária Federal em Mossoró (RN), em 14 de fevereiro, foram recapturados nesta quinta-feira (4), em Marabá (PA).

Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento foram presos, após 50 dias em fuga, a cerca de 1,6 mil quilômetros de distância do presídio de segurança máxima.

“Na tarde desta quinta-feira, em uma ação conjunta das polícias Federal e Rodoviária Federal, foram presos, em Marabá (PA), os foragidos do Sistema Penitenciário Federal”, informou o ministério, em nota.

Mendonça e Nascimento escaparam da penitenciária na Quarta-feira de Cinzas. A fuga foi a primeira registrada no sistema penitenciário federal desde que este foi criado, em 2006, com o objetivo de isolar lideranças de organizações criminosas e presos de alta periculosidade.

A unidade potiguar estava passando por uma reforma interna. Investigações preliminares indicam que Mendonça e Nascimento usaram ferramentas que encontraram largadas dentro do presídio para abrir o buraco por onde fugiram de suas celas individuais. Quatro dias após a fuga inédita, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva cogitou que os dois detentos teriam recebido algum tipo de ajuda para deixar a unidade, considerada de segurança máxima.

Investigação

Nesta terça-feira (2), após um mês e meio apurando as circunstâncias da fuga, a corregedoria-geral da Secretaria Nacional de Políticas Penais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, informou não ter encontrado qualquer indício de corrupção.

Segundo o ministério, em seu relatório sobre a responsabilidade de servidores da penitenciária, a corregedora-geral, Marlene Rosa, aponta indícios de “falhas” nos procedimentos carcerários de segurança, mas nenhuma evidência de que servidores tenham, intencionalmente, facilitado a fuga.

Ainda de acordo com o ministério, três Processos Administrativos Disciplinares (PADs) já foram instaurados para aprofundar as investigações sobre as falhas identificadas. Dez servidores são alvos desses procedimentos. Outros 17 servidores assinarão Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), se comprometendo com uma série de medidas, como, por exemplo, passar por cursos de reciclagem e não voltarem a cometer as mesmas infrações.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, fará pronunciamento, às 15h, sobre a prisão.

Texto ampliado às 14h34

Edição: Denise Griesinger