Início Site Página 38

Com apoio da Equatorial Goiás, Festival Burger Time 2026 movimenta economia local e elege melhores hamburguerias e pit dogs

Com participação de 41 estabelecimentos, concurso ocorre de 10 a 26 de abril e traz novidades como inscrições gratuitas e premiação em dinheiro

Consolidado no calendário gastronômico goiano, o Festival Burger Time chega à sua 5ª edição em 2026, com o apoio da Equatorial Goiás, reforçando o compromisso da distribuidora com iniciativas que impulsionam a economia local e valorizam o empreendedorismo no estado.

O evento elegerá a melhor hamburgueria e o melhor pit dog, reunindo 41 estabelecimentos participantes de Goiânia e Aparecida de Goiânia (36 hamburguerias e 5 pit dogs). O festival será realizado de 10 a 26 de abril.

Entre as novidades desta edição estão as inscrições gratuitas, realizadas entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026 por meio de chamamento público, e a premiação em dinheiro, que pode chegar a R$ 16 mil para o primeiro lugar. A iniciativa amplia o reconhecimento aos empreendedores e fortalece a cadeia produtiva da gastronomia no Estado.

Para a coordenadora geral do festival, Cynnara Bretas, a novidade representa um avanço importante. “A iniciativa representa um marco na história do festival, que passa a reconhecer financeiramente os estabelecimentos mais bem avaliados pelo público”, afirma.

O executivo de Comunicação da Equatorial Goiás, Laércio Carneiro, destaca que apoiar iniciativas como o Burger Time está alinhado ao papel da companhia no desenvolvimento das regiões onde atua. “A Equatorial Goiás entende que investir em projetos que movimentam a economia local e valorizam pequenos e médios empreendedores também é uma forma de contribuir para o desenvolvimento sustentável do Estado. Estar ao lado de iniciativas como o Festival Burger Time reforça nosso compromisso com as comunidades que atendemos”, ressalta.

Participação e critérios

Em 2026, a escolha dos vencedores nas duas categorias – hamburgueria e pit dog – será feita exclusivamente por votação popular, por meio do site oficial: www.festivalburgertime.com. Não haverá comissão julgadora técnica, e o público será o único responsável por eleger os vencedores.

A votação seguirá cinco critérios objetivos: apresentação, sabor, atendimento, higiene e, como novidade deste ano, também será avaliada a criatividade. A avaliação vai considerar o estabelecimento como um todo, garantindo uma análise completa da experiência oferecida ao consumidor.

Para a coordenadora de Gastronomia do festival, Patricia Garcia, esta edição marca um novo momento. “Mais do que premiar um sanduíche, queremos reconhecer histórias, equipes e negócios que movimentam a economia e fazem parte da identidade cultural de Goiás. A premiação em dinheiro é uma forma concreta de valorizar quem empreende, gera empregos e aposta na qualidade”, destaca.

Premiação em dinheiro

A 5ª edição contará com a seguinte distribuição de premiação para cada categoria:

1º lugar: R$ 16.000,00

2º lugar: R$ 10.800,00

3º lugar: R$ 7.100,00

4º lugar: R$ 4.500,00

5º lugar: R$ 2.700,00

Realização e parceiros

A 5ª edição do Festival Burger Time é realizada com recursos do Programa Goyazes 2025, do Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult Goiás). 

Ficha técnica

5ª edição do Festival Burger Time

Data: 10 a 26 de abril de 2026

Participantes: 41 estabelecimentos (36 hamburguerias e 5 pit dogs)

Mais informações: www.festivalburgertime.com ou pelo Instagram @festivalburgertime

Além do Espectro: campanha usa embalagens de leite para combater desinformação sobre autismo no Brasil

Parceria entre Piracanjuba e Autistas Brasil transforma produto do dia a dia em ferramenta de informação e inclusão para milhões de brasileiros 

Após mobilizar o país com um projeto dedicado à divulgação de pessoas desaparecidas, que gerou grande repercussão positiva, o Grupo Piracanjuba inicia uma nova jornada de impacto na sociedade, ao reconhecer a importância de contribuir com causas sociais e o potencial de suas embalagens como mídia de grande alcance. A partir de abril, mês em que é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2 de abril), às embalagens de leite UHT da empresa passam a estampar mensagens educativas sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), transformando um produto presente no dia a dia dos brasileiros em um meio de informação, empatia e incentivo à inclusão.
 

A ação busca ampliar o acesso à informação confiável e qualificada sobre o tema, ainda considerada uma das principais barreiras para que a sociedade compreenda, acolha e pratique a inclusão de pessoas autistas. A forte distribuição dos produtos potencializa o alcance da iniciativa: hoje, nove em cada dez lares brasileiros têm Piracanjuba em suas casas, ampliando as possibilidades de diálogo em diferentes regiões do país.
 

“Assim como fizemos na campanha Desaparecidos, entendemos que nossas embalagens podem cumprir um papel social importante. Elas chegam diariamente a milhões de pessoas e podem se tornar um canal de informação relevante para temas que precisam de mais visibilidade e compreensão. Queremos transformar esses produtos em fonte de informação, contribuindo para combater estigmas e ampliar o entendimento sobre o autismo”, afirma a diretora de Marketing do Grupo Piracanjuba, Lisiane Campos.
 

Informação para combater mitos 

Na primeira etapa do projeto, as embalagens trarão cinco mensagens diretas, abordando dúvidas frequentes e crenças equivocadas ainda presentes na sociedade. Entre os conteúdos que passam a circular nas caixas de leite, estão: “Autismo não é doença”, “Cada pessoa autista é única”, “Pessoas autistas já nascem autistas”, “O espectro autista é amplo e diverso” e “Crianças autistas precisam de apoio. As mães delas também.”

As embalagens também trazem um QR Code que direciona para conteúdos aprofundados no site da Autistas Brasil — Associação Nacional para Inclusão das Pessoas Autistas, organização da sociedade civil dedicada à defesa de direitos, à promoção da inclusão e ao fortalecimento da participação das pessoas autistas na construção de políticas públicas. Parceira desde a concepção da iniciativa, a instituição contribuiu com consultoria especializada para orientar a elaboração das mensagens.
 

O presidente da Autistas Brasil, Guilherme de Almeida, destaca a importância de ampliar o acesso à informação de qualidade como ferramenta de transformação social: “Com mais de 60 milhões de embalagens de leite por mês levando informação qualificada e checada a cada canto do Brasil, esperamos alcançar exatamente quem a internet não alcança — famílias que nunca tiveram acesso a uma conversa séria sobre autismo. Quando uma embalagem chega à mesa do café da manhã de uma avó no interior do Maranhão ou de um pai trabalhador no norte de Minas, ela pode ser o primeiro contato genuíno dessa família com informação correta sobre o tema. Nosso objetivo é simples e ambicioso ao mesmo tempo: que ao final de 2026, milhões de brasileiros saibam que autismo não é doença, não tem cura, não é causado por vacina — e que a pessoa autista tem direitos que precisam ser respeitados. Informação qualificada, com alcance nacional, transforma não só opiniões, mas salva vidas”, avalia.
 

Desenvolvida pela Ampfy, a partir de pesquisa aprofundada, escuta ativa e imersão no universo da neurodiversidade, a campanha nasce com o objetivo de contribuir para a educação da sociedade já no ponto de venda, com frases potentes, essenciais e transformadoras para a compreensão do tema.
 

Com base em estudos, entrevistas com representantes da Autistas Brasil e da vivência no evento Diversa Mente, foram criadas mensagens diretas e acessíveis, que esclarecem dúvidas recorrentes e confrontam informações equivocadas ainda presentes no nosso dia a dia. O projeto ganha forma em um layout limpo, gráfico e funcional, pensado para ser compatível com as necessidades de pessoas autistas, favorecendo clareza, leitura e compreensão. Para o logo, foi adotado o símbolo do infinito colorido, novo ícone do autismo, contribuindo também para ampliar o reconhecimento desse símbolo em todo o Brasil.
 

A proposta transforma as embalagens em um canal vivo de informação, aproximando conhecimento da rotina das famílias brasileiras e, ao mesmo tempo, dando visibilidade a iniciativas e organizações dedicadas à inclusão.

A campanha terá alcance nacional e será implementada em fases, evoluindo do impacto inicial dessas mensagens fundamentais para um aprofundamento contínuo do diálogo com a sociedade.
 

“O autismo ainda é muito pouco conhecido e compreendido no Brasil, além de cercado por desinformação, o que dificulta a conscientização e, consequentemente, a inclusão das pessoas autistas no dia a dia. Por isso, essa iniciativa é tão relevante para a nossa sociedade. A Piracanjuba usa sua força de distribuição e alcance para levar conteúdo confiável e essencial sobre o tema, com o respaldo da ONG Autistas Brasil, a centenas de milhões de pessoas, transformando suas embalagens em uma mídia poderosa, capaz de levar conhecimento onde ele muitas vezes não chega.”, comenta Fabio Guima, diretor de criação da Ampfy.
 

Inicialmente, a campanha será aplicada nas embalagens de leite UHT Piracanjuba. Em etapas futuras, a proposta é ampliar o projeto para outras categorias do portfólio, como leite em pó e produtos da marca LeitBom.

Sobre a Autistas Brasil

Organização nacional fundada e liderada por pessoas autistas, a Autistas Brasil atua na formulação de políticas públicas, na incidência jurídica e no desenvolvimento de programas educacionais em larga escala. Nos últimos três anos, suas ações alcançaram mais de 21 mil educadores em todo o país, consolidando a instituição como referência em inclusão, neurodiversidade e direitos humanos.

Informações imprensa: myllena@alterconteudo.com.br

Sobre o Grupo Piracanjuba 

Com raízes no interior de Goiás, o Grupo Piracanjuba faz parte do dia a dia das famílias brasileiras e é reconhecido como um excelente lugar para trabalhar, conforme certificação GPTW 2025, que também conferiu à companhia o selo de Saúde Mental (Great People Mental Health) com duas estrelas, pelo índice de bem-estar emocional acima da média. Reunimos marcas que levam qualidade e inovação à mesa: Piracanjuba, Emana, LeitBom e as licenciadas Almond Breeze (bebidas à base de amêndoas), Ninho e Molico (leite longa vida).  Nosso time conta com mais de 4,6 mil colaboradores, que atuam em dez unidades fabris e 16 postos de resfriamento de leite, garantindo uma capacidade de processamento de mais de 7 milhões de litros de leite por dia. Além disso, investimos em sustentabilidade, com fazendas de eucalipto, e incentivamos o desenvolvimento contínuo por meio de programas de educação.  

      

O grupo Equatorial conquista o 2° lugar nas empresas mais inovadoras no uso de TI do Brasil.

Reconhecimento do IT Forum destaca protagonismo da companhia na transformação digital e uso estratégico da tecnologia

O Grupo Equatorial conquistou o 2º lugar entre as companhias de energia, no ranking das 100 empresas mais inovadoras, promovido pelo IT Forum, em 2025. No recorte setorial, a instituição figura entre as líderes do segmento no uso de TI.

A cerimônia de premiação foi realizada no final de março, no Distrito Itaqui, em Itapevi, no interior de São Paulo, e reuniu representantes das principais empresas do país reconhecidas pelas iniciativas em transformação digital.

O reconhecimento consolida o Grupo Equatorial como uma das principais referências em transformação digital no setor elétrico, evidenciando a capacidade de aliar tecnologia, eficiência operacional e geração de valor para o negócio.

A premiação, que recebeu 351 cases inscritos, avaliou organizações de diferentes setores com base em seis pilares: inovação e originalidade (até 25%), impacto nos resultados de negócio (até 25%), liderança da TI na inovação (até 20%), complexidade e escalabilidade (até 15%), sustentabilidade e responsabilidade social (até 10%) e aderência estratégica (até 5%), totalizando 100% da pontuação.

Para Sergio Araújo, superintendente de Digital, Inovação e Projetos Estratégicos do Grupo Equatorial, “A Equatorial tem se destacado no Brasil pela consistência de sua agenda de inovação, com projetos estratégicos que impulsionam a digitalização das operações, o uso avançado de dados e a aplicação crescente de inteligência artificial para ganho de eficiência, garantia da receita e melhoria da experiência do cliente. Seguimos evoluindo utilizando a inovação como alavanca para sustentabilidade, competitividade e para o desenvolvimento do país.”

Investimentos robustos e foco estratégico

A trajetória que levou o Grupo Equatorial ao topo do ranking é sustentada por investimentos anuais superiores a R$ 400 milhões em inovação, com crescimento contínuo. Atualmente, a companhia conduz mais de 50 projetos estratégicos, estruturados em quatro pilares prioritários, que incluem experiência do cliente, eficiência operacional e segurança, garantia de receitas e transição energética.

Entre as iniciativas de maior relevância está a implementação do ADMS (Advanced Distribution Management System), um dos maiores projetos do mundo voltados à gestão da distribuição de energia elétrica. A tecnologia permite monitoramento em tempo real da operação, contribuindo para maior agilidade na resposta a ocorrências e melhoria na qualidade do serviço prestado.

Cultura de inovação e desenvolvimento de soluções

Reforçando o compromisso com a inovação, o Grupo Equatorial também investe no desenvolvimento de um ecossistema próprio por meio do EQTLab, seu Instituto de Ciência e Tecnologia. Inaugurado em 2023 e sediado em um casarão histórico restaurado em São Luís (MA), o hub atua como um ambiente de conexão entre empresa, startups e universidades.

O espaço tem como missão desenvolver soluções disruptivas com impacto concreto, além de capacitar talentos, gerar propriedade intelectual e fortalecer a cultura de inovação dentro do Grupo.

“A inovação é uma estratégia essencial para ampliarmos nossa eficiência operacional e financeira, elevarmos a satisfação dos clientes e fortalecermos nossa resiliência diante das transformações econômicas, sociais e ambientais”, afirma Mauricio Velloso, diretor de Clientes, Inovação e Serviços do Grupo Equatorial.

Sobre o Prêmio

As 100+ Inovadoras no Uso de TI, realizado anualmente pelo IT Forum, reconhece as empresas que mais se destacam no uso da tecnologia para impulsionar a inovação no Brasil. O ranking final reúne as 100 companhias com melhor desempenho, avaliando tanto a qualidade dos processos quanto a efetividade das práticas adotadas.

Tecnologia aérea amplia ações de monitoramento e fiscalização da Adasa

A Superintendência de Abastecimento de Água e Esgoto (SAE) adquiriu um drone profissional – modelo DJI Mavic 3 Thermal com o objetivo de fortalecer e modernizar as ações de fiscalização, monitoramento e controle das atividades desenvolvidas pelo setor. O equipamento amplia significativamente a capacidade técnica da superintendência, permitindo o acompanhamento em tempo real das áreas fiscalizadas e subsidiando o planejamento de ações mais precisas, eficientes e fundamentadas na análise dos dados gerados.

Equipado com sensores para imagens georreferenciadas em espectros RGB e térmico, seu uso é especialmente relevante para a fiscalização ambiental, uma vez que permite o monitoramento de recursos hídricos, uso do solo, áreas degradadas e obras de abastecimento e esgoto. Seu sensor termal de alta resolução (640×512 pixels) detecta vazamentos, infiltrações, contaminações e falhas operacionais com precisão, permitindo decisões rápidas e redução de perdas hídricas.

As imagens térmicas revelam variações de temperatura em infraestruturas, corpos d’água e captações, identificando influxos subterrâneos, poluição e lançamentos irregulares de esgoto. Complementarmente, gera ortomosaicos e mapeamentos RGB para controle territorial detalhado.

Com autonomia de até 45 minutos em voo (38 em pairado), zoom híbrido de 56x e exibição simultânea de câmeras visual e térmica, o equipamento opera em locais de difícil acesso, garantindo segurança às equipes. Recursos avançados incluem IA para detecção automática de pessoas, veículos e embarcações; medições térmicas por ponto ou área; alertas, paletas e isotermas; além de funcionamento em baixa luminosidade, neblina ou fumaça.

O sistema de evasão omnidirecional de obstáculos e posicionamento GNSS/RTK assegura precisão e eficiência no monitoramento contínuo de adutoras, estações e redes.

Segundo o superintendente Rafael Machado Mello, a aquisição do drone representa um avanço estratégico não apenas para a Superintendência de Abastecimento de Água e Esgoto, mas para toda a atuação integrada da Adasa.

“O uso do drone DJI Mavic 3 Thermal fortalece significativamente as ações de fiscalização da SAE, além de ampliar o apoio às atividades de outras superintendências. Essa tecnologia permite uma atuação mais integrada, fornecendo informações técnicas e imagens qualificadas que auxiliam o monitoramento de recursos hídricos, o controle de usos irregulares, a identificação de impactos ambientais e o acompanhamento de obras e intervenções. Com esse recurso, conseguimos atuar de forma mais rápida, segura e precisa, especialmente em áreas de difícil acesso, aumentando a eficiência das ações regulatórias e fiscalizatórias da Agência como um todo”, explicou. 

O uso de drones pela Adasa teve início em outubro de 2018, quando foram adquiridos três drones da marca DJI, modelo Phantom 4 Pro, atualmente utilizados pelas equipes de fiscalização. Desde então, a tecnologia tem se consolidado como uma ferramenta estratégica para apoiar as atividades das diversas áreas da Agência.

A utilização desses equipamentos trouxe contribuições relevantes, como o apoio direto às fiscalizações de campo, a elaboração de relatórios técnicos e registros administrativos, além de permitir o acesso a áreas remotas ou de difícil deslocamento, muitas vezes inacessíveis por meios convencionais.

“Nós não somos pessoas do passado, estamos aqui no presente”, diz Eloy Terena sobre valorização da cultura indígena

Em entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, titular dos Povos Indígenas destacou importância da memória indígena e criação dos espaços de representatividade

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, destacou, durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro” nesta quinta-feira, 9 de abril, a importância de respeitar e homenagear os povos indígenas no tempo presente. “Nós não podemos mais entender os povos indígenas como aquelas figuras dos nossos livros de história, no dito descobrimento do Brasil. Nós não somos pessoas que ficaram no passado, nós estamos aqui, no presente.”

“Nós não podemos mais entender os povos indígenas como aquelas figuras dos nossos livros de história, no dito descobrimento do Brasil. Nós não somos pessoas que ficaram no passado, nós estamos aqui, no presente.”
Eloy Terena
Ministro dos Povos Indígenas 

Terena aproveitou a ocasião do 19 de abril, quando é celebrado o Dia dos Povos Indígenas, para relembrar o motivo essencial da mudança de nomenclatura da data comemorativa, que até 2023 chamava-se Dia do Índio. “Parece que é uma simples mudança, mas não. A palavra ‘índio’ tem uma carga colonial muito grande e reforça estereótipos que recaem sobre os indígenas”, disse.
 

“Você ter ali o reconhecimento do nome de ‘povos indígenas’ é você reconhecer que o Brasil tem 391 povos diferentes, 295 línguas indígenas que ainda são faladas neste país. Cada um com seu costume, cultura, forma de organização própria e maneira própria de ver o mundo”, completou o ministro.
 

ABRIL INDÍGENA — Com o objetivo de propor um resgate da memória ancestral do país, o Ministério dos Povos Indígenas lançou a campanha “Brasil Raiz de Verdade: É Indígena o Berço da Nossa Identidade”. A ação de comunicação percorrerá todo o mês de abril e tem o objetivo de conectar o público à ancestralidade indígena, revelar hábitos e saberes de origem indígena muitas vezes desconhecidos e valorizar essa contribuição para a formação da identidade brasileira.
 

Para Eloy Terena, a diversidade indígena precisa ser vista com orgulho pelos brasileiros. “Nós precisamos aprender a conviver com toda essa diversidade e respeitá-la. E essa campanha, essa mensagem do Abril Indígena, vem justamente nesse sentido, para a gente não só reconhecer, mas também valorizar essa raiz dos povos indígenas, porque as raízes do povo brasileiro ainda estão entre nós, nós estamos entre vocês”, ressaltou.
 

Os conteúdos da campanha serão veiculados nas principais plataformas online, trazendo vídeos e postagens em redes sociais que abordam temas como vocabulário de origem indígena, contribuição econômica dos povos indígenas e segurança alimentar. “Nós temos povos nos mais diversos biomas, das mais diversas línguas. Estamos presentes em todos os estados brasileiros, não apenas na Amazônia brasileira”, relembrou o ministro.
 

UNIVERSIDADE — Outro destaque feito pelo titular dos Povos Indígenas foi a criação da Universidade Federal Indígena (Unind), que está em tramitação no Congresso Nacional. Segundo o ministro, este é um dos principais legados que a pasta deseja deixar neste mandato. “Nós temos feito um esforço muito grande, com o Ministério da Educação, de valorizar a cultura indígena contemporânea. Vai ser justamente uma universidade gerida por indígenas e quem vai ganhar com isso é toda a sociedade brasileira, não só os povos indígenas”, declarou.
 

REPRESENTATIVIDADE — Sobre a representatividade indígena nos espaços de decisão pública, Terena disse que atualmente vivemos em um momento simbólico onde candidaturas indígenas estão cada vez mais presentes. “Hoje temos indígenas que são advogados, ministros, deputadas. E nem pelo fato de estarmos ocupando essas instâncias, deixamos de ser indígenas. É importante as pessoas terem essa consciência de que os povos indígenas, quando chegam nesses espaços de decisão, não chegam sozinhos. Eles estão levando consigo uma coletividade”, ressaltou.
 

O ministro completou que esse sentimento coletivo é importante também para os não indígenas, porque levam adiante, além da pauta indígena, a pauta ambiental, a defesa de direitos coletivos e a defesa dos interesses das comunidades periféricas.

EMPREENDEDORISMO — Durante a entrevista, Eloy Terena comentou sobre a importância de se apoiar iniciativas empreendedoras nas comunidades, assim como o turismo indígena, respeitando a territorialidade e a cultura. Ele ressaltou a criação de um projeto, junto ao Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), que oferecerá capacitação e fomento produtivo para as comunidades, fortalecendo o cooperativismo e o empreendedorismo indígena.
 

Sobre o etnoturismo, ou turismo indígena, o ministro destacou o apoio à prática bem gerida, quando se é coordenada pelos povos originários, gerando imersão cultural ao visitante e também retorno econômico para as próprias comunidades indígenas.
 

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quinta-feira (9/4) a Rádio Band FM (Vitória da Conquista/BA); Correio da Manhã (Rio de Janeiro/RJ); Rádio Bandeirantes (Campinas/SP); Rádio CBN Foz (Foz do Iguaçu/PR); e Rádio Acta (Maceió/AL).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 

Ministério da Saúde amplia atenção básica em São Paulo com novas unidades móveis e foco na saúde do idoso

Por Jayr Hender

Investimento de R$ 1,9 milhão reforça o SUS nos municípios paulistas e amplia o acesso a serviços essenciais

Investimento fortalece a atenção primária

O Ministério da Saúde anunciou um investimento superior a R$ 1,9 milhão para a aquisição de Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) em São Paulo. A medida foi apresentada pelo ministro Alexandre Padilha durante o Congresso do COSEMS/SP, realizado em Santos. Além disso, a iniciativa integra as ações do Novo PAC Saúde, com foco na ampliação do acesso à saúde bucal.

Essas unidades vão atender principalmente regiões vulneráveis e de difícil acesso. Dessa forma, o governo federal busca reduzir desigualdades no atendimento. Ao mesmo tempo, fortalece a presença do SUS nos territórios mais distantes.

Nova caderneta reforça cuidado com a pessoa idosa

Além do investimento em estrutura, o Ministério lançou a Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa. A proposta tem como objetivo orientar a população sobre autocuidado e direitos sociais. Assim, familiares, cuidadores e profissionais de saúde passam a contar com um instrumento mais acessível.

Atualmente, cerca de 70% dos idosos brasileiros dependem exclusivamente do SUS. Por isso, a iniciativa surge como resposta direta ao envelhecimento da população. Também contribui para a promoção de uma longevidade com mais dignidade e equidade.

Recursos ampliam serviços e chegam aos municípios

Na região de Santos, por exemplo, os investimentos do Novo PAC Saúde já ultrapassam R$ 12 milhões. Além disso, foram entregues equipamentos para Unidades Básicas de Saúde e ambulâncias do SAMU 192. Com isso, a rede local ganha mais capacidade de atendimento.

As Unidades Odontológicas Móveis também cumprem papel estratégico. Elas levam serviços a comunidades rurais, quilombolas e áreas periféricas. Dessa maneira, ampliam o alcance das políticas públicas de saúde.

Interlocução fortalece resultados no estado

“O fortalecimento da atenção primária é essencial para garantir um atendimento mais próximo da população. Além disso, essas ações permitem que os municípios avancem com mais estrutura e qualidade no SUS”, destacou Humberto Tobé, que faz parte da equipe do ministro Padilha e atua na interlocução com os municípios paulistas.

Compromisso com a saúde pública e a equidade

Por fim, o conjunto de ações demonstra o compromisso do governo federal com a descentralização da saúde. Ao mesmo tempo, reforça o papel dos municípios na execução das políticas públicas. Dessa forma, o SUS segue como instrumento central na promoção da equidade e no cuidado integral da população.

Governo Lula fortalece democracia e institucionaliza proteção a jornalistas com protocolo nacional inédito

Da Redação

Nova medida assinada no Palácio do Planalto consolida compromisso do Estado brasileiro com a liberdade de imprensa e o direito à informação

No coração do poder político brasileiro, o Palácio do Planalto foi palco, nesta terça-feira (7), de um movimento estratégico do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reforçar um dos pilares da democracia: a liberdade de imprensa. A reportagem do portal Mirante Social acompanhou presencialmente a solenidade que marcou a assinatura do protocolo nacional de investigação de crimes contra jornalistas e comunicadores — uma iniciativa que reposiciona o Brasil no debate global sobre proteção à atividade jornalística.

A medida, conduzida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, não apenas estabelece diretrizes técnicas, mas carrega um forte simbolismo político ao reconhecer que ataques à imprensa são, na essência, ataques diretos à democracia. Em um cenário de crescente tensão institucional e desinformação, o governo federal sinaliza que o direito de informar e ser informado passa a ocupar lugar central na agenda de Estado.

Durante o evento, autoridades reforçaram o caráter estruturante da iniciativa. O protocolo surge como uma resposta concreta à escalada de violência contra profissionais da comunicação e inaugura um novo padrão de atuação no país, integrando forças de segurança, instituições públicas e sociedade civil. A mensagem é clara: o Estado brasileiro assume protagonismo na defesa de quem exerce o jornalismo, atividade essencial para a transparência e o controle social.

Na prática, o instrumento organiza a atuação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), estabelecendo procedimentos que vão desde a proteção imediata das vítimas até a qualificação das investigações. Com foco na responsabilização e no combate à impunidade, o protocolo estrutura-se em quatro eixos — proteção, investigação, preservação de provas e escuta qualificada —, reforçando a necessidade de tratar esses crimes com rigor e sensibilidade institucional.

A construção do documento contou com ampla participação de entidades do setor, como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), além de organizações que atuam na defesa da liberdade de expressão. O alinhamento entre governo e sociedade civil evidencia uma articulação política que busca consolidar garantias duradouras para o exercício da profissão no país.

Outro ponto de destaque da agenda foi o lançamento do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo, iniciativa que reforça o papel estratégico da comunicação na defesa de pautas estruturantes como meio ambiente, povos indígenas e direitos humanos — temas que dialogam diretamente com a agenda internacional do governo Lula.

Ao institucionalizar o protocolo, o Governo Federal não apenas cria um mecanismo de proteção, mas envia um recado político ao país e ao mundo: não há democracia sólida sem imprensa livre. A iniciativa marca um reposicionamento do Brasil no cenário internacional e reafirma o compromisso do atual governo com a reconstrução institucional, a valorização do jornalismo e a defesa inegociável do direito à informação.

Deputado Ricardo Vale aciona TCDF e cobra explicações do BRB sobre contrato de R$ 42,6 milhões com o Flamengo

O deputado distrital Ricardo Vale protocolou, nesta quinta-feira (26), duas iniciativas para apurar a legalidade, a transparência e a viabilidade econômica do contrato de patrocínio entre o Banco de Brasília (BRB) e o Clube de Regatas Flamengo.

A principal medida é uma representação ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), com pedido de liminar, solicitando a análise imediata do contrato renovado pelo banco, no valor de R$ 42,6 milhões até março de 2027. O parlamentar pede a suspensão cautelar do acordo até a avaliação de critérios como legalidade, economicidade e interesse público.

Segundo Ricardo Vale, a iniciativa ocorre em meio à grave crise financeira do BRB, após prejuízos bilionários ligados ao Banco Master. “Estamos diante de um banco público em crise que amplia gastos com publicidade de retorno duvidoso. É preciso avaliar se esse contrato atende ao interesse da população”, afirma.

Na representação, o deputado aponta mudanças no modelo do contrato, que deixa de priorizar a marca BRB para promover o banco digital “Nação BRB Fla”, além de mencionar exigências do clube, como pagamento antecipado de parte dos valores.

Pedido de informações

Paralelamente, o parlamentar apresentou requerimento para solicitar ao BRB dados sobre contratos de patrocínio desde 2019, incluindo cópias dos acordos, valores pagos, comprovação das ações publicitárias, retorno financeiro e justificativas para a escolha do Flamengo.

Contexto

O BRB enfrenta dificuldades de liquidez e busca alternativas de capitalização, como o uso de imóveis públicos avaliados em R$ 6,6 bilhões. Diante disso, Ricardo Vale questiona a prioridade dada ao contrato com um clube de fora do Distrito Federal.

Por que o PSD escolheu Caiado e não Eduardo Leite? O que Kassab viu que a maioria não enxergou

Mais do que uma escolha sobre quem parecia ser o melhor candidato, a decisão foi sobre qual nome servia melhor ao projeto do partido.

No dia 30 de março de 2026, Kassab encerrou a disputa interna do PSD e anunciou Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência. Eduardo Leite, que se posicionava como alternativa de centro, foi preterido e Ratinho Junior já havia desistido dias antes.

A reação imediata de boa parte dos analistas foi previsível: “Kassab abandonou o centro”, “o PSD rifou a terceira via”, “Leite foi traído”. Essa leitura não está errada, mas está incompleta. Quem olha apenas para o candidato escolhido não entende a decisão. Para entendê-la, é preciso olhar para o tabuleiro inteiro, e principalmente para o que não aparece no comunicado oficial.

O óbvio que precisa ser dito antes

Vamos ao básico, Eduardo Leite chegou ao PSD em 2025 com um discurso bem construído: centro liberal moderno, gestão técnica, responsabilidade fiscal, distanciamento dos extremos. Tinha aprovação de colunistas, aceno do mercado financeiro e uma fatia específica do eleitorado urbano escolarizado.

O problema é que essa fatia não ganha eleição presidencial no Brasil, não sozinha, não neste cenário.

As pesquisas indicaram, de forma consistente, baixa tração eleitoral para Leite nas simulações de primeiro turno, não rompendo a barreira de um dígito. Seu nome era mais forte nos editoriais do que nas intenções de voto. E esse é o ponto que precisa ser repetido quantas vezes forem necessárias: popularidade editorial e viabilidade eleitoral são coisas completamente diferentes. Candidato que vive de editorial não transfere voto, não puxa bancada, não negocia aliança com peso.

Caiado, por outro lado, trazia musculatura política orgânica. Dois mandatos de governador com boa aprovação, cinco mandatos de deputado federal, um de senador, candidato a presidente em 1989, vínculo direto com o agronegócio, discurso duro em segurança pública e, principalmente, capacidade de dialogar com o eleitorado conservador que move o ponteiro eleitoral no Brasil.

O projeto é o partido, não a Presidência

Kassab não é um idealista, é um dos operadores políticos mais pragmáticos do Brasil. O PSD, sob sua liderança, se construiu como máquina de poder institucional: com mais de 800 prefeitos, três ministérios no governo Lula (Agricultura, Minas e Energia, Pesca), presença em praticamente todos os estados, capilaridade que poucos partidos conseguem replicar.

E há um movimento anterior que poucos observaram: Kassab não chegou a março de 2026 com uma aposta, chegou com opções. Ao atrair três governadores bem avaliados para o PSD (Caiado, Leite e Ratinho Junior), Kassab garantiu que o partido teria opções para qualquer cenário. Não foi acaso, foi uma construção deliberada.

O objetivo central de Kassab com essa candidatura presidencial não é necessariamente ganhar o Planalto. É formar a maior bancada possível no Congresso, ampliar o acesso ao fundo partidário e eleitoral e garantir poder de barganha com qualquer governo que vier. Seja Lula, Flávio, tanto faz, o PSD busca ser indispensável para quem governar.

A escolha por Caiado é cirúrgica nesse sentido: um candidato presidencial à direita puxa votos proporcionais à direita. No Brasil de 2026, onde provavelmente mais uma vez teremos eleições polarizadas, o sentimento anti-PT volta a ser significativo, um candidato conservador no topo da chapa gera mais arrasto eleitoral para deputados e senadores do PSD do que um candidato de centro moderado que buscava espaço nos levantamentos.

Leite no topo da chapa geraria entusiasmo editorial, mas não transferiria votos. Caiado, mesmo sem vencer, funciona como locomotiva proporcional. E quem trabalha com campanha sabe: a bancada que se elege no embalo da cabeça de chapa é o que garante espaço na mesa de negociação pelos próximos quatro anos.

A geometria variável: a jogada que poucos entenderam

Kassab disse publicamente, no mesmo dia do anúncio, que espera que quadros do PSD apoiem Lula em alguns estados e Flávio Bolsonaro em outros. Literalmente: “vai ter quem apoia o Lula, vai ter quem apoia o Caiado, vai ter quem apoia o Flávio.”

Mas isso seria desorganização? falta de alinhamento? Não, isso é o que chamo de geometria variável: o partido opera de forma diferente em cada estado conforme o cenário local, mas todas as peças servem ao mesmo objetivo de Kassab: o crescimento do PSD como força institucional.

Com uma leitura rápida de cenário, na Bahia, Ceará, Amazonas e Rio de Janeiro, o PSD tende ao apoio ao governo Lula. Em Goiás, Santa Catarina e Rondônia, está com a oposição. Em São Paulo, Kassab foi secretário de Tarcísio de Freitas até dias antes do anúncio de Caiado.

O partido busca apresentar uma postura de independência, lançando pré-candidato a presidente contra Lula enquanto mantém ministérios no próprio governo Lula. Para quem olha de fora, é contradição. Para quem opera no sistema, é a forma mais eficiente de nunca ficar de fora, independentemente do resultado.

Essa lógica tem uma implicação direta que interessa a qualquer profissional político: quando um partido opera com geometria variável, ele não está sendo incoerente, está buscando maximizar sua posição. Pode-se dizer que é uma lógica arriscada, mas quem tenta ler coerência ideológica num partido que opera por pragmatismo institucional vai errar a análise na maioria das vezes.

Por que Leite não funcionava para o projeto

Eduardo Leite não foi preterido por falta de qualidade ou capacidade. Foi preterido porque o projeto que ele representava não atendia à necessidade do partido neste ciclo.

Leite encarnava a terceira via clássica: moderação, racionalidade, discurso técnico. Historicamente, esse espaço no Brasil é um cemitério eleitoral. Meirelles, Marina Silva, Ciro Gomes, Simone Tebet, todas naufragaram nessa faixa. As pesquisas de 2026 confirmam: o eleitorado está mais cristalizado do que nunca entre os dois polos, e a margem para uma candidatura de centro é estreita.

No fundo, Kassab não abandonou o centro, ele o redefiniu. O centro que Leite representava era o centro liberal de “estilo europeu”: racional, técnico e institucional. O centro que Kassab busca construir com Caiado é outro: é o centro que fala a língua do interior do Brasil, dos setores produtivos, do agronegócio, da segurança pública como prioridade.

Mas a decisão tem camadas que vão além do cenário eleitoral. E são essas camadas que separam a leitura estratégica da leitura de superfície.

O que as entrelinhas nos dizem

1. O peso dos caciques internos

A decisão não foi apenas de Kassab, o Conselho Político do PSD aprovou Caiado por unanimidade. Nesse conselho, pesa o nome de Jorge Bornhausen, ex-governador de Santa Catarina e veterano do antigo PFL. Foi o próprio Bornhausen quem confirmou publicamente a escolha por Caiado antes mesmo do anúncio oficial.

Esse detalhe é relevante: o PSD tem uma ala com DNA de direita, herdeira do PFL, que nunca se sentiu representada pelo projeto de centro liberal que Leite propunha. Caiado é organicamente desse grupo. A unanimidade não foi coincidência, foi alinhamento ideológico interno. E quem trabalha com articulação político partidária sabe que decisão unânime de conselho nunca acontece por acaso, ela é construída antes da votação.

2. Caiado como “escudo” para a relação com o bolsonarismo

Se Flávio Bolsonaro vencer e o PSD não tiver lançado candidato competitivo à direita, o partido entra num eventual governo bolsonarista sem capital político para negociar. Com Caiado, o PSD chega ao segundo turno (ou à composição de governo) com votos transferíveis e pauta programática compatível. Caiado já sinalizou proximidade com bandeiras do campo bolsonarista: anistia, segurança pública, agronegócio, isso não é acidente, é posicionamento para negociação futura.

Na prática: Caiado funciona como uma proteção política. Se Lula vencer, o PSD já tem ministérios e bases nos estados. Se Flávio vencer, o PSD tem Caiado como ponte. Isso não elimina riscos, mas amplia a capacidade de negociação do partido em diferentes cenários.

3. O teste da desincompatibilização

Caiado renunciou ao governo de Goiás no dia seguinte ao anúncio, deixando o cargo para Daniel Vilela (MDB), seu vice. Leite, por outro lado, disse publicamente que só sairia do governo gaúcho para disputar a Presidência, e que, caso não fosse o escolhido, ficaria no RS até o fim do mandato.

Essa diferença comunica mais do que parece. Caiado chegou ao PSD já tendo saído do União Brasil especificamente para disputar a Presidência. Leite mantinha público o seu plano B (ficar no governo). Em política, quem tem plano B transmite menos convicção e convicção é capital eleitoral. Kassab sabe que candidato com saída de emergência sinalizada não gera o mesmo comprometimento de aliados, doadores e estrutura.

4. Fragmentar no primeiro turno para reorganizar no segundo

Este é, provavelmente, o cálculo mais sofisticado de Kassab e do PSD, que entende que a oposição a Lula precisa de mais de um candidato no primeiro turno, não de concentração prematura. Se Flávio for o único nome relevante e perder, a oposição colapsa inteira. Se houver fragmentação controlada (Caiado, Zema, Flávio), a capacidade de levar a eleição para o segundo turno aumenta, porque diferentes candidatos capturam diferentes fatias do eleitorado anti-Lula.

A reorganização acontece depois, com mais poder de barganha para quem sobreviver. A lógica é simples: no primeiro turno você disputa, no segundo turno você negocia. Quem chega ao segundo turno com votos para transferir dita as condições.

5. Leite era mais útil no Rio Grande do Sul do que na Presidência

Eduardo Leite tem mandato até janeiro de 2027 e trabalha para eleger Gabriel Souza (MDB) como sucessor. Se Leite saísse para disputar a Presidência com chances mínimas, perderia o governo para o vice e arriscaria enfraquecer seu grupo político no estado.

Para o partido, manter Leite forte no RS rende mais do que uma candidatura presidencial, por sua leitura, fadada ao fracasso. Uma máquina estadual aliada, com governador simpático ao PSD, é ativo permanente. Uma candidatura que termina em quarto lugar no primeiro turno é passivo negociável.

Esse tipo de cálculo é frequentemente ignorado por quem analisa decisão partidária apenas pelo prisma nacional. Mas quem articula poder sabe que a base real de qualquer partido está nos estados, e sacrificar posição estadual por projeção nacional sem viabilidade é erro estratégico básico.

6. O timing revelou tudo

Ratinho Junior era o plano A, liderava as pesquisas, tinha maior densidade interna, e Kassab já havia sinalizado sua pré-candidatura a aliados. Quando Ratinho desistiu em uma segunda-feira, o Conselho Político aprovou Caiado por unanimidade no mesmo dia. Kassab não abriu nova rodada de discussão, não deu tempo para Leite articular apoios internos, não fez consulta ampliada. A velocidade da decisão revela que Caiado sempre foi o plano B. Na prática, Leite parecia ser o plano C ou, no mínimo, um nome que já partia em desvantagem desde o início da disputa: o perfil ideológico do conselho sempre pendeu para a direita, e seu projeto de centro liberal não teve maioria entre os que decidem.

Basta reconhecer o padrão: quando a decisão sai rápido demais para o tamanho da escolha, é porque ela já estava tomada. A formalização é coreografia.

O que essa decisão ensina

Antes de extrair as lições, vale registrar que a decisão também carrega riscos. Ao optar por Caiado, Kassab escolhe um nome mais funcional para determinado campo eleitoral, porém testa a capacidade do PSD de manter coesão interna e de transformar capital regional em tração nacional. Se Caiado não crescer, a operação pode até fortalecer a posição negociadora do partido, mas sem entregar, na mesma medida, resultado eleitoral ou expansão real de influência.

A escolha do PSD é um caso de estudo em estratégia partidária, e vale a pena extrair três lições que se aplicam a qualquer nível de disputa:

Primeira: A decisão de partido não é concurso de mérito, é cálculo de utilidade. O candidato escolhido não precisa ser o melhor, precisa ser o que mais entrega para o projeto institucional. Quem não entende isso vive se frustrando com decisões partidárias que “não fazem sentido”.

Segunda: narrativa pública e lógica interna são coisas distintas. O PSD vendeu publicamente a ideia de que era um partido de centro buscando alternativa à polarização. Internamente, a escolha sempre foi por posicionamento de força, não por coerência discursiva.

Terceira: quem condiciona sua candidatura à aprovação do partido transmite menos força do que quem se apresenta como candidato inevitável. Caiado se colocou como fato consumado, Leite se ofereceu como opção. Na lógica de poder, fatos consumados ganham de opções.

Kassab pode estar errado sobre Caiado vencer a eleição. Mas provavelmente está certo sobre o que essa escolha faz pelo PSD como instituição. E neste jogo, o partido é sempre o ativo principal.

Quando você analisa uma decisão partidária, não pergunte “quem é o melhor candidato?”. Pergunte: “melhor para quê e para quem?” A resposta quase nunca é a que parece.

Minibio:

Michel Lenz: Apaixonado por estratégia, inovação, ideias e projetos, pelos tatames e a filosofia do jiu-jitsu, sua vida é a família (Papai de Alice). Estrategista de Marketing e Comunicação, Secretário de Gestão Estratégica e Inovação em Três de Maio-RS, Fundador e Ex-CEO da IntMark – Inteligência de Marketing, Cofundador da Alcateia Política, Sócio/CMO da #Ninjas! Contabilidade, Professor de Jiu-Jitsu na Union Team. Possui MBA em Marketing Político e Comunicação Governamental, MBA em Gestão de Marketing e Comunicação, Bacharel em Sistemas de Informação. Atua com marketing político desde 2016 com campanhas eleitorais e mandato, como estrategista de campanha, estrategista de marketing e comunicação e coordenador de equipe, além de realizar diagnósticos de presença digital. Acesse: michellenz.com.br

Deputado Pepa mantém tradição e homenageia garis após Via Sacra no Morro da Capelinha

Parlamentar reforça reconhecimento aos trabalhadores da limpeza urbana com gesto simbólico que atravessa sua trajetória pública

O deputado distrital Pepa participou, nesta semana, do tradicional café da manhã oferecido aos garis responsáveis pela limpeza do Morro da Capelinha após a realização da Via Sacra, um dos eventos religiosos mais marcantes do Distrito Federal.

A iniciativa, que já se consolidou como parte do calendário simbólico da região, reforça o reconhecimento ao trabalho desses profissionais, fundamentais para a organização e preservação do espaço após a grande movimentação de fiéis. O gesto evidencia a valorização de quem atua diretamente no cuidado com a cidade.

Segundo o parlamentar, a ação vai além de uma agenda institucional e representa um compromisso construído ao longo dos anos. “Esse é um gesto de respeito e gratidão. São profissionais que trabalham com dedicação e merecem todo o nosso reconhecimento. Essa é uma tradição que carrego comigo há muitos anos, muito antes da vida pública”, destacou Pepa.

Ao manter a iniciativa, o deputado reafirma uma atuação pautada na valorização das pessoas e no reconhecimento de serviços essenciais, fortalecendo o vínculo com a comunidade e destacando a importância de políticas e atitudes que promovam dignidade aos trabalhadores.