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Pesquisadora Nina Santos, participa da mesa “Combate à desinformação e a anticiência” na 5ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia

Debate será realizado em Brasília na sala Carolina Bori, setor de psicologia no Espaço Brasil 21, a partir das 14h

Nesta quinta-feira, a partir das 14h, a pesquisadora e professora de Sorbonne Nina Santos participa da mesa “Combate à desinformação e a anticiência”. O debate tem duração de 1h45min e conta com outros dois palestrantes: João Brant, secretário de Políticas Digitais da Secom, e o deputado federal Orlando Silva.

Na mesa será debatido principalmente a desinformação, com foco em sua utilidade enquanto aparato de influência e engajamento político. O diálogo ocorre na sala Carolina Bori, no setor de psicologia, com capacidade para 150 pessoas. Também é possível acompanhar o evento remotamente por meio do canal do MCTI no Youtube.

Atualmente, Nina Santos é diretora do laboratório independente Aláfia Lab e pesquisadora na UFBA e na Université Panthéon-Assas. Ela também é professora da pós-graduação em Estratégias de Comunicação Digital da FGV e de mestrado em comunicação, sistemas de informação e mídia da Université Sorbonne-Nouvelle. Entre as atividades da pesquisadora, uma linha de estudo importante diz respeito à disseminação de (des)informação nas plataformas digitais e seus impactos políticos. Essa linha de pesquisa se torna cada vez mais relevante, principalmente com eleições marcadas pelo uso das redes sociais como fonte de influência política. Ela também é coordenadora do portal *desinformante, focado no estudo deste fenômeno.

Em seu último dia, a 5° edição da Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia começou na terça. O evento teve a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de pesquisadores de todo o Brasil, buscando fomentar discussões sociais relevantes. Ao todo, são expostas 54 mesas temáticas durante o evento, sendo 18 por dia. Ao longo dos dias, foram trabalhados temas como desenvolvimento científico e tecnológico, rumos da economia brasileira, sustentabilidade e etc.

O portal *desinformante e a busca por informação segura

Com coordenação da pesquisadora baiana, o *desinformante é o primeiro projeto jornalístico multiplataforma brasileiro dedicado exclusivamente a temas ligados ao combate à desinformação.  O portal é uma iniciativa do Aláfia Labe se dedica a produzir informações confiáveis sobre desinformação. Além disso, também se caracteriza como um ambiente de articulação entre diversos atores sociais engajados na construção de um espaço digital democrático.

No mês de junho, o portal lançou uma página nova dedicada às eleições deste ano. A ideia é ter uma cobertura focada em eleições municipais, mas sem perder de vista os fenômenos de desinformação em processos eleitorais pelo mundo. A página tem também uma seção específica sobre IA e desinformação e pode ser acessada pelo link desinformante.com.br/eleicoes-2024/ . 

“Estudar comunicação digital e suas influências políticas é de suma importância para compreendermos os fenômenos que têm surgido nos últimos anos. O *desinformante, por exemplo, é um portal de compartilhamento de conhecimento sobre os processos de disseminação de informações falsas. Precisamos dar uma devida atenção ao ambiente digital. Ele vai muito além do espaço das plataformas, podendo ser um lugar de novas formas de democracia e de empoderamento do cidadão”, explica Santos.

Aparecida de Goiânia ganha novo colégio estadual

Com a inauguração de um colégio em Aparecida de Goiânia, o governador Ronaldo Caiado abriu oficialmente, nesta quinta-feira (1º/08), o segundo semestre letivo na rede estadual de educação. O novo prédio, que demandou investimento de R$ 3,7 milhões do Governo de Goiás, substituiu a antiga estrutura de placas que abrigava Colégio Estadual Santa Fé, no bairro de mesmo nome.

Caiado não escondeu o entusiasmo por mais uma entrega para a educação, reafirmando o compromisso do Governo de Goiás com a modernização e melhoria das condições de ensino.

“Estamos promovendo a maior transformação que Goiás já teve na área da educação, e a população vai sentir a diferença daqui a dez anos”, garantiu o governador. Aos alunos, ele reforçou o apoio do estado e pediu empenho e motivação para construir um futuro profissional brilhante.

A cerimônia teve a participação da coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, do vice-governador Daniel Vilela e da secretária estadual de Educação, Fátima Gavioli, além de gestores, professores, alunos e lideranças políticas.

A primeira-dama Gracinha Caiado reforçou a importância da transformação realizada na área.

“A determinação do governador é combater as desigualdades sociais e dar oportunidades para que as pessoas possam ser o que quiserem na vida. Mas a gente só consegue isso com o que há de mais poderoso no mundo, que é educação”, ressaltou a coordenadora do Goiás Social.

“Eu andava pelas escolas estaduais e era um verdadeiro colapso. Os alunos não tinham o menor entusiasmo, a menor disposição de ir para a escola”, comentou o vice-governador Daniel Vilela.

De acordo com a secretária estadual de Educação, Fátima Gavioli, novas inaugurações estão previstas para o município.

“Aparecida tinha 19 escolas de placas. Tinha. Já temos duas obras entregues e até o final deste mandato do governador, em 2026, estarão todas entregues nesse padrão”, garantiu. “Não teremos mais escolas caindo em cima das nossas crianças, e isso é fruto do compromisso com a educação de Goiás”, acrescentou.

Colégio Estadual Santa Fé em Aparecida de Goiânia

As novas instalações do Colégio Estadual Santa Fé proporcionam mais conforto e bem-estar a alunos, professores e servidores. Além de oito salas de aula, todas com ar-condicionado, o prédio tem laboratório de informática, Sala para Atendimento Educacional Especializado (AEE), cozinha, refeitório, área administrativa, pátio coberto multiuso, banheiros, central de prevenção e combate a incêndios e infraestrutura acessível.

A realidade mudou bastante em relação à antiga estrutura, segundo a diretora da unidade, Eliana Cândido.

“Era tão quente que os meninos ficavam vermelhos e o suor escorria”, relatou. “Existe um divisor de águas na educação, antes e após Ronaldo Caiado”, declarou.

Educação em transformação

Desde 2019, o Governo de Goiás já concluiu a substituição de 16 escolas de placas em todo o estado e possui outras 40 obras em andamento. O segundo semestre letivo da rede pública estadual contará com 93 dias de aulas, que se iniciam hoje e vão até 13 de dezembro. Cerca de 470 mil estudantes retornaram às atividades escolares.

Entre os investimentos da atual gestão na área estão a aquisição de chromebooks para todos os estudantes da terceira série do ensino médio e do 9º ano do ensino fundamental, totalizando mais de 140 mil estudantes beneficiados.

O Governo de Goiás também distribuiu uniformes, tênis e kits escolares para todos os estudantes da rede estadual de educação matriculados nos últimos 4 anos. A rede ainda recebeu novos equipamentos para os laboratórios, com destaque para os laboratórios de informática móvel, física e biologia.

As obras de melhorias nas escolas continuam em ritmo acelerado, com 23 obras já concluídas e 21 em andamento. O investimento total em educação já superou os R$ 7 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão apenas para infraestrutura das unidades escolares.

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Detran-DF faz operação contra excesso de barulho

Equipes da fiscalização de trânsito abordaram 210 motocicletas na região do Sol Nascente

Jaqueline Costa

 Na noite dessa quarta-feira (31/7), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), com o apoio da Polícia Militar (PMDF), realizou mais uma edição da Operação Sossego na região do Sol Nascente. Durante a ação foram abordados 210 motociclistas, sendo autuados 13 por dirigir veículo com o escapamento irregular, cinco por não possuírem habilitação, quatro com a CNH vencida há mais de 30 dias, um por dirigir veículo após o consumo de álcool e 15 por infrações diversas. As equipes de fiscalização recolheram seis motocicletas ao depósito.

Operação Sossego

A operação Sossego é uma inciativa do Detran-DF e tem o objetivo de retirar de circulação as motocicletas com descarga livre ou silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante. Segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir o veículo com o escapamento irregular é infração grave e acarreta multa de R$ 195,23, cinco pontos na CNH e retenção do veículo para regularização.

Sesc-DF oferece aula gratuita com chef Leninha Camargo na 504 Sul

Realizado nesta terça-feira (6), no Sesc Alberto Vilardo, evento “Sabores do Quadradinho” também vai contar com feira de produtores locais

Nesta terça-feira (6), o Sesc Alberto Vilardo, localizado na 504 Sul, vai se tornar um verdadeiro oásis gastronômico. Das 10h às 22h, o espaço será palco do “Sesc Cozinha Eficiente Sabores do Quadradinho”, evento que busca fortalecer o trabalho de produtores locais e a gastronomia artesanal do Distrito Federal.

Para isso, o Sesc-DF preparou dois momentos especiais. Durante o dia, uma feirinha recheada de produtos feitos por pequenos empreendedores locais: queijos frescos, compotas, geleias, pães de fermentação natural, biscoitos caseiros, vinhos, cafés e cervejas artesanais. À noite, uma cozinha show conduzida pela chef brasiliense Leninha Camargo.

Orgulho de Sobradinho

A histórica conquista de Caio Bonfim, vencedor da medalha de prata na marcha atlética dos jogos olímpicos de Paris, gerou, além da vibração dos torcedores brasilienses, elogios e reconhecimento na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O Vice-Presidente da Casa, Deputado Distrital Ricardo Vale (PT), propôs moção de louvor ao atleta que é morador de Sobradinho.

Defensor dos esportes, Vale expressou nas redes sociais orgulho pela conquista do jovem e falou da importância do incentivo aos esportistas. “Conheço a família Bonfim e sei do amor e dedicação que todos têm pelo esporte. Treinado por sua mãe, Gianette Bonfim, e com o apoio do professor João Sena, Caio é um verdadeiro exemplo de superação”.

O distrital, que também foi aluno do pai de Caio, destacou que o professor João Sena comanda há anos um projeto que transforma vidas por meio do atletismo, capacitando jovens a se tornarem campeões. O amor pelo esporte é um projeto de vida da família. “Parabéns, Caio, e a toda a família por essa conquista! Valorizar o esporte é essencial para um futuro mais saudável e unido. Orgulho de Sobradinho, de Brasília e do Brasil!”, citou Vale na moção

Gracinha Caiado entrega cartões do Aluguel Social, em Alexânia

Coordenadora do Goiás Social levou benefício de R$ 350 a 360 famílias em vulnerabilidade social da cidade do Entorno do DF

A coordenadora do Goiás Social, primeira-dama Gracinha Caiado, realizou, na tarde desta quinta-feira (01/08), a entrega de cartões do Programa Pra Ter Onde Morar – Aluguel Social a 360 famílias de Alexânia, município do Entorno do Distrito Federal.

Ao fazer a entrega do benefício, Gracinha destacou que cada família atendida receberá R$ 350 durante 18 meses – valor que deve ser usado exclusivamente para locação de moradia. “É um recurso que pode mudar a vida de muitas pessoas porque, junto com o cartão, oferecemos cursos de capacitação e outras ferramentas para ajudar essas pessoas a quebrar o ciclo da pobreza”, destacou a primeira-dama.

Ainda sobre as ações sociais, Gracinha lembrou que as iniciativas que funcionam dentro do programa Goiás Social têm como objetivo proporcionar condições para que as pessoas consigam autonomia. “A minha alegria de fato é ver que a pessoa se tornou independente e que tem renda com o próprio trabalho. É isso que o povo quer: dignidade, orgulho e poder conduzir a própria vida. Nós estamos trabalhando todos os dias para isso, com muita determinação”, completou.

Mostrando como os benefícios sociais oferecidos pela gestão de Caiado podem ajudar na emancipação das famílias em vulnerabilidade social, a atendente de pedágio Ana Cláudia Cordeiro, de 29 anos, que tem duas filhas de oito e dois anos, comemorou o benefício, e já está de olho no que vai fazer com o que sobrar a partir de agora. “Será um dinheiro de grande ajuda. Trabalho, mas nunca sobra dinheiro. Agora com o valor que pagava o aluguel vou poder fazer um curso de técnico de enfermagem”, comemorou.

Criado pela Agência Goiana de Habitação (Agehab), em parceria com a Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), o Programa Pra Ter Onde Morar – Aluguel Social promove transferência de renda, durante 18 meses, a famílias que não possuem imóvel próprio, estão cadastradas no CadÚnico do governo federal e moram no município há pelo menos três anos. Desde sua criação, os cartões do Aluguel Social já beneficiaram 60.723 famílias em Goiás, em 99 municípios, proporcionando-lhes oportunidade de viver com mais dignidade e segurança.

Fotos: Hegon Corrêa

Legenda 1: Coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado entrega 360 cartões do Aluguel Social, em Alexânia

Secretaria de Comunicação – Governo de Goiás

Câmara Legislativa terá Defensoria Pública Mulher

Na manhã desta quinta-feira (1), através de uma ação da Procuradoria Especial da Mulher (PEM), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) deu mais passo importante para implementar a parceria com a Defensoria Pública do DF na implementação de um Núcleo Específico de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres na Casa.

Na ocasião, foi realizada uma visita técnica nas dependências do Legislativo local para apresentar o espaço, alinhar os serviços e discutir a importância do fortalecimento das políticas voltadas para as mulheres de todo território do DF.

Segundo a Procuradora Especial da Mulher da CLDF, deputada Dayse Amarilio (PSB), “esse novo Núcleo da Mulher será essencial para fortalecer os serviços de apoio e proteção às mulheres do Distrito Federal”.

“O Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres na CLDF será um marco para o Distrito Federal, pois além de celeridade, ela dará humanização e acolherá as mulheres que buscam esse atendimento. Outro ponto importante é que esse primeiro espaço está dentro da Câmara Legislativa, lugar de representação do povo do Distrito Federal. Então, é a Casa cumprindo seu papel de representar, legislar e fiscalizar políticas públicas de maneira transversal e integral às mulheres do DF”, diz Dayse.

“Como Procuradora Especial da Mulher, o meu grande sonho é que os serviços se comuniquem, que a mulher seja assistida pelos equipamentos públicos de maneira uniformizada e humanizada. Estamos e iremos continuar trabalhando para que isso aconteça”, diz Dayse.

Participaram da reunião representando a presidência da Casa, a primeira-dama da CLDF, a Sra. Kilse Beatriz Montes; o Defensor Público-Geral, Dr. Celestino Chupel; a Subdefensora Pública Geral, Dra. Emmanuela Saboya; o chefe da Assessoria Especial, Dr. Celso Murilo; a Defensora-Chefe do NUDEM, Dra. Rafael Mitre; a chefe do Cerimonial, a Sra. Janaína Couto; o , Chefe da Unidade de Infraestrutura, o Sr. Murilo Braga Rocha e representantes de setores da Casa.

Legado – À frente da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Legislativa do Distrito Federal desde fevereiro de 2024, Dayse Amarilio destaca o empenho da equipe para ofertar um trabalho de qualidade e que busca ser referência no que tange o atendimento às pautas das mulheres.

“Estamos muito felizes por termos conseguido firmar essa importante parceria. Foi uma solicitação da PEM à Defensoria Pública e à Presidência da Casa, que acolheu prontamente nosso pedido. Nossa intenção é fazer a inauguração do Núcleo durante a primeira Semana de Combate ao Feminicídio da CLDF, que acontecerá entre os dias 17 e 23 de agosto, oriunda de uma lei de nossa autoria, legislação que institui um marco para o Distrito Federal”,, diz a Procuradora.

A distrital reforça que trabalha para deixar um legado, com políticas sólidas e que possam ser continuadas, a exemplo da Lei 7539/24, de sua autoria, que institui o programa “Banco Vermelho”, uma parceria com a associação italiana Stati Generali delle Donne. A norma determina a instalação de bancos da cor vermelha contendo frases de combate ao feminicídio e contatos de emergência para denúncias e suporte à vítima.

Cursos de aperfeiçoamento sobre a temática da violência contra a mulher – É de autoria de Dayse Amarilio a Resolução nº 349/2024. De acordo com a norma, servidores da Câmara Legislativa do Distrito Federal deverão participar, de forma obrigatória, de cursos sobre a temática da violência contra a mulher.

Segundo a parlamentar, é preciso sensibilizar e conscientizar os servidores sobre a temática. “Apenas com informação, conhecimento é que conseguiremos mudar a realidade de violência que assombra as mulheres. Capacitar servidores públicos sobre a temática, torná-los agentes de transformação é de fundamental importância para que consigamos quebrar ciclos e dar início a um caminho de novas práticas e posturas”, diz a parlamentar.

The Smashing Pumpkins inicia turnê pela América Latina em Brasília na arena BRB

Venda geral de ingressos está aberta para o show na Arena BRB Nilson Nelson

Os fãs de rock alternativo já podem se preparar para um dos eventos mais aguardados do ano: a banda The Smashing Pumpkins chega a Brasília no dia 1º de novembro, uma sexta-feira, para uma apresentação imperdível na Arena BRB Nilson Nelson. A turnê “The World Is A Vampire” abrirá sua jornada pela América Latina na capital brasileira, antes de seguir para São Paulo, onde os ingressos já estão esgotados.

A venda geral de ingressos já está disponível no site da Bilheteria Digital e em pontos de venda físicos, oferecendo a oportunidade única de assistir ao vivo uma das formações mais icônicas da banda, composta por Billy Corgan, James Iha e Jimmy Chamberlin.

O show em Brasília promete ser uma celebração épica do rock alternativo, com um repertório que se estenderá por duas horas, incluindo clássicos que marcaram a carreira dos Smashing Pumpkins. Canções icônicas como “1979”, “Today”, “Bullet with Butterfly Wings”, “Disarm”, “Tonight, Tonight”, “Zero”, “Perfect”, “Cherub Rock” e “Drown” estão no setlist, garantindo uma experiência inesquecível para os fãs.

A turnê “The World Is A Vampire” não só celebra a rica discografia da banda, mas também traz aos palcos o melhor do rock alternativo mundial, com apresentações energéticas e emotivas. Não perca a chance de ver de perto a performance de Billy Corgan e sua banda, que prometem fazer a Arena BRB tremer com seus grandes sucessos e músicas dos álbuns mais recentes.

Garanta já o seu ingresso no site da Bilheteria Digital ou nos pontos de venda físicos e prepare-se para uma noite memorável ao som dos Smashing Pumpkins.

Fogo na Terra Indígena Raposa Serra do Sol aumentou 157% em 2023 

Fonte: Mapbiomas Fogo • Análise e visualização: InfoAmazonia

 Efeitos do El Niño ocorreram desde junho de 2023, causando seca severa e altas temperaturas. Pesquisadores apontam que o padrão do fogo na Amazônia brasileira mudou no último ano em decorrência da emergência climática e de uma redistribuição dos registros de queimadas devido à redução da devastação da floresta no Arco do Desmatamento. 

Por Jullie Pereira 

O fogo registrado na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, em Roraima, aumentou 157% em 2023, em comparação com o ano anterior. Foram 586 mil hectares queimados, contra 228 mil em 2022, de acordo com análise exclusiva da InfoAmazonia, utilizando os dados de áreas queimadas do MapBiomas Fogo. Segundo cientistas, esse crescimento está relacionado a dois fatores principais: mudanças climáticas e fenômenos como o El Niño e o aquecimento do oceano Atlântico Norte.
 

Em 2019, quando ocorreu o último El Niño, a TI Raposa Serra do Sol teve 214 mil de hectares queimados, ou seja, um aumento de 173% entre um ano de El Niño para outro. “A história é: se não tivesse El Niño, com a diminuição do desmatamento, diminuiria o fogo. Como teve um evento climático extremo, apesar de reduzir a área queimada localmente, não reduziu na Amazônia toda, porque teve uma outra região que foi muito impactada pela seca”, diz Ane Alencar, diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Ipam).

Área queimada na TI Raposa Serra do Sol em 2019 e 2023, anos de El Niño 
 

Alcebias Sapará, vice-presidente da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), explicou que o calor sentido no último verão (setembro de 2023 a março de 2024) na TI Raposa Serra do Sol foi diferente. “Geralmente, não está tão seco assim. Hoje, o verão já seca tudo. Anos atrás, o El Niño não era tão forte assim. Então, tem alguma coisa acontecendo e as pessoas não querem ouvir”, disse.
 

O El Niño é um fenômeno meteorológico que provoca aquecimento anormal e persistente na superfície do Oceano Pacífico na linha do Equador. Essa linha corta a região norte da Amazônia, passando por Amapá, Pará, Amazonas e Roraima, onde está localizada a TI Raposa Serra do Sol.
 

Em 2023, a TI Raposa Serra do Sol, que desde 2019 era a segunda terra indígena mais queimadas da Amazônia, passou para o primeiro lugar. A TI Tumucumaque, no Amapá, apareceu pela primeira vez na terceira posição. E a TI Parque do Araguaia, no Tocantins, em segundo.
 

Área queimada nas três terras indígenas mais afetadas pelo fogo em 2023 
 

Comparação entre os anos de 2019 e 2023, ambos anos de El Niño. Dados estão em hectares.
 

Gráfico: InfoAmazonia Fonte: Mapbiomas Fogo

Aquecimento do Atlântico Norte 
 

O professor Paulo Brando, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, pesquisa fogo na floresta amazônica e explica que vivemos um calor atípico. Além do efeito do El Niño, em 2023 também houve aquecimento do Oceano Atlântico Norte. Os dois fenômenos juntos foram capazes de provocar mudanças drásticas nos ecossistemas por já estarem interagindo com um clima alterado, mais quente.
 

“Existe algo que a gente chama de variabilidade climática, que ocorre a cada 30 anos, as mudanças dos ciclos climáticos. É natural que existam ondas de calor e de seca. Mas, desde os anos 2000, deveríamos estar vivendo um clima seco mais ameno e de repente não é o que está ocorrendo. Isso é assustador”, disse.
 

Segundo Brando, quando há interação entre o aquecimento do Atlântico e do Pacífico, há também uma alta na temperatura da região amazônica, o que é “superperigoso” para a vegetação: “se você muda o clima, você acaba mudando a estrutura daquele ecossistema. Então, essa interação estressa ainda mais o sistema”, completa.
 

O aquecimento dos dois oceanos impede a formação das chuvas, deslocando as nuvens para outras localidades. Os efeitos disso duraram por um ano na Amazônia, entre junho de 2023 e junho de 2024, o que tomou parte da época chuvosa. Com menos chuva, o solo da vegetação ficou ainda mais seco, criando um cenário altamente inflamável.

 

Incêndios florestais atingiram grandes porções de florestas preservadas na Amazônia Foto: Bibiana Garrido/ Ipam

“A gente tem que lembrar que a chuva vai impactar muita coisa, mas, principalmente, ela é armazenada no solo. Então, se você não tem muita chuva na estação chuvosa, o solo permanece seco. É essa seca que vai estressar a vegetação”, diz Brando.

Desmatamento e fogo 
 

Os pesquisadores do Ipam destacam que os padrões de fogo na Amazônia mudaram em termos de localidade, época e tipo de vegetação no ano passado. Em junho deste ano, eles publicaram uma nota técnica indicando que 10,7 milhões de hectares foram queimados na Amazônia de janeiro a dezembro de 2023, um aumento de 36% em relação a 2022. No mesmo período de 2023, os alertas de desmatamento tiveram uma redução de 50%. Ane Alencar explica que, com a redução do desmatamento no bioma, esperava-se que as queimadas também diminuíssem, mas isso não ocorreu.
 

A dinâmica do fogo e do desmatamento na Amazônia em 2022 e 2023 revelam uma série de tendências e padrões diferenciados e preocupantes.

 


Para compreender essa mudança de padrão, os cientistas analisaram a dinâmica do fogo e do desmatamento na Amazônia brasileira em 2022 e 2023. Eles entenderam que o Brasil conseguiu conter o desmatamento na parte mais sensível da Amazônia – 219 municípios de um total de 433 -, o que levou à forte queda na taxa. Essa redução do desmate fez o fogo diminuir especialmente nessas localidades. No entanto, o fogo não diminuiu no restante da Amazônia, com o aumento na área queimada se concentrando mais ao norte da região amazônica.
 

“Teve um ingrediente aí que foi o clima. Ele fez com que a geografia do fogo mudasse. A área queimada mais afetada foi mais ao norte porque nessa região foi onde houve o epicentro da seca. Então, aí tem a relação com o El Niño e o aquecimento do Oceano Atlântico Norte”, explicou Alencar.
 

Além da mudança no padrão regional das queimadas, houve também uma alteração no tipo de vegetação afetada. Normalmente, há uma alta incidência de fogo para limpeza de pastagem, mas em 2023 este tipo de fogo teve uma redução de 50%. Neste ano, a vegetação mais queimada foi a de floresta, que inclui tanto as de terra firme como as alagadas e o mangue, com aumento de 121% na área afetada, e as áreas campestres.
 

“Muitas áreas de campo na Amazônia, as áreas de campinarana, de lavrado, tipo savânica, estão em territórios indígenas. Existe território que queimou toda a área de savana que tem. Como o ano foi muito seco, esse fogo saiu do controle, é difícil controlar o fogo numa área muito longe, muito inflamável. Dentro de uma terra indígena e unidade de conservação, é quase impossível”, diz Alencar.

 

Efeito do El Niño e do aquecimento do Atlântico Norte provocaram seca extrema na Amazônia Foto: Bibiana Garrido/Ipam

Causas e consequências 
 

A TI Raposa Serra do Sol, por exemplo, é cortada por estradas que dão acesso à fronteira de Roraima com a Guiana e a Venezuela. Além disso, possui áreas de praias, cachoeiras e rios. Lideranças indígenas relatam que isso tem provocado invasões territoriais para tráfico de drogas, garimpo e turismo. Na fronteira com a Guiana, a TI enfrenta invasões garimpeiras de balsas que extraem minérios no rio que faz a divisa entre os dois países, resultando em conflitos frequentes com os indígenas da Raposa Serra do Sol. 
 

Os componentes climáticos apontados pelos cientistas potencializam o espalhamento do fogo, e os indígenas identificaram que, no ano passado, as queimadas tiveram sua origem principalmente nas estradas. Oficialmente, não é permitido entrar em terras indígenas sem o consentimento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e dos representantes das comunidades. Por isso, aquela região não devia estar sendo usada como trânsito de não indígenas.

 

Vegetação de lavrado, vista na TI Raposa Serra do Sol, é mais seca. Foto: Nailson Wapichana/InfoAmazonia

“Tanto na TI Raposa Serra do Sol quanto na São Marcos, nós temos algumas estradas. Tem a BR-174 e a 433. Geralmente, o fogo parte dessas áreas da BR. A gente não consegue provar se de fato foi intencional, mas como nós temos igarapés que as pessoas param, nós temos alguns banhos, e geralmente partem disso aí. Como há anos não tínhamos um verão tão forte, tinha muita matéria acumulada, esse fogo vai se alastrando por todo o território”, explica Marcelo Macuxi, coordenador da Associação dos Povos Indígenas da Terra São Marcos, território próximo à TI Raposa Serra do Sol.
 

A cientista Erika Berenguer, da Rede Amazônia Sustentável, explica que as estradas e as bordas que ficam ao redor de áreas de campo e floresta são altamente sensíveis ao fogo, e piora em regiões como a da TI Raposa Serra do Sol, formada com grandes áreas de lavrado, um tipo de vegetação que não é florestal e tende a ser mais seca.

“A borda tem vento, tem muita luz solar, a gente vai ter um clima completamente diferente nas bordas. O fogo entra pela borda, que é mais inflamável. Estamos falando de uma localidade que está comida, cheia de buraco, que já foi incendiada outras vezes”, explica a cientista citando a degradação florestal anterior.
 

Os indígenas também explicam que o uso do fogo é uma ferramenta importante na criação dos roçados. No entanto, devido ao calor extremo e à seca severa, ele saiu de controle em alguns casos, espalhando-se rapidamente e atingindo proporções severas.
 

“A gente tem costume de usar fogo na roça de forma controlada, mas esse ano a gente não conseguiu, porque a terra estava mais quente mesmo. Mas a gente se uniu e conseguiu amenizar nesses casos, com apoio do PrevFogo também”, conta o líder Amarildo Macuxi, da TI Raposa Serra do Sol.
 

Em 2023, os meses com maior incidência de queimadas também mudaram. Antes, agosto e setembro eram os meses de pico, mas, no ano passado, os piores meses foram outubro, novembro e dezembro, período em que o El Niño causou maior impacto. Com isso, os indígenas estão perdendo a capacidade de prever as mudanças do tempo. Nos meses em que o fogo controlado era normalmente possível, como em dezembro, no ano passado isso não funcionou, e essas condições não eram previstas.
 

A pesquisadora Alcilene Cardoso, também do Ipam, que atua em comunidades atingidas pelo fogo, explica que as mudanças do clima estão alterando os calendários agrícolas dos indígenas.“Os eventos extremos mexem com todo o cotidiano dessas comunidades, com grandes secas e grandes enchentes, os efeitos sobre o calendário agrícola são muito grandes. O indígena que estava preparado para fazer suas roças no início do inverno amazônico, que geralmente era novembro, hoje não é. Pode ser dezembro, pode ser janeiro. Então, essa sazonalidade está mudando e muda todo ritmo, todo pulso que essas comunidades estão acostumadas”, explica.

Como analisamos o aumento do fogo em terras indígenas? 
 

Nesta reportagem, coletamos e analisamos dados da plataforma MapBiomas Fogo, que mapeia as áreas queimadas no Brasil entre 1985 a 2023. Focamos no período de 2019 a 2023 e cruzamos esses dados com os limites das Terras Indígenas fornecidos pela Funai, identificando assim o aumento do fogo nesses territórios.
 

Para reforçar nosso compromisso com a transparência e garantir a replicabilidade das análises, a InfoAmazonia disponibiliza os dados nesta pasta.

Esta reportagem foi produzida pela Unidade de Geojornalismo InfoAmazonia, com o apoio do Instituto Serrapilheira.

Texto: Jullie Pereira

Análise de dados: Renata Hirota

Visualização de dados: Carolina Passos

Edição: Carolina Dantas

Coordenação de dados: Thays Lavor

Direção editorial: Juliana Mori

Crédito: Jullie Pereira – InfoAmazonia* 

*a autorização para republicação do conteúdo se dá mediante publicação na íntegra, com crédito e redirecionamento (link) para a publicação original. O InfoAmazonia não se responsabiliza por alterações no conteúdo feitas por terceiros. 

Ministro saudita apresenta a autoridades brasileiras vantagens de investimento industrial e de mineração na Arábia Saudita

O ministro da Indústria e Recursos Minerais da Arábia Saudita, Bandar Al-Khorayef, e comitiva discutem incentivos industriais com CNI. Foto/Divulgação

 Ministro da Indústria e Recursos Minerais da Arábia Saudita, Bandar Al-Khorayef, durante sua reunião com o presidente da Confederação Nacional da Indústria no Brasil (CNI), Antonio Ricardo Alvarez, realizada em Brasília, na quinta-feira, apresentou os incentivos e as facilidades oferecidos por seu país aos investidores industriais e de mineração. Ele falou também sobre as medidas para facilitar a realização de negócios no ambiente de investimento de ambos os setores, que aumentaram sua competitividade e sua atratividade. O ministro saudita convidou as empresas brasileiras a aproveitar as oportunidades de qualidade oferecidas para 12 setores promissores que fazem parte a Estratégia Industrial Nacional da Arábia Saudita.
 

Na reunião, os participantes discutiram o fortalecimento da cooperação entre o Reino da Arábia Saudita e o Brasil no setor industrial e a identificação dos principais setores com alto potencial de exportação e importação entre os dois países, como petroquímicos, fabricação de alimentos e máquinas e equipamentos. O encontro também explorou oportunidades promissoras para construir parcerias no setor industrial e as fortalezas industriais de ambos os países, que preparam o terreno para desenvolver uma cooperação industrial mútua e para ampliar o acesso dos produtos das duas nações aos mercados globais, com alta qualidade.


Ainda durante a reunião, Al-Khorayef falou sobre a Estratégia Industrial Nacional e os setores específicos que estão no foco dessa iniciativa. Tratou também das oportunidades atraentes nesses setores, apresentando facilidades de investimento, incentivos e mecanismos de apoio disponíveis para investidores industriais.


O ministro mencionou os passos que a Arábia Saudita está tomando para explorar seus recursos minerais e aumentar a contribuição do setor de mineração para diversificar as fontes de renda econômica do país. Isso inclui o lançamento do Programa de Pesquisa Geológica Geral para explorar esses recursos e a alteração da Lei de Investimento de Mineração para melhorar o ambiente de investimento no setor. Ele enfatizou a importância da cooperação com outros países no desenvolvimento do setor de mineração, especialmente o Brasil, devido à sua vasta experiência e a suas altas capacidades no setor.

 

Comitiva saudita em reunião com a ministra da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Luciana Santos. Foto/Divulgação.

Houve ainda uma reunião da autoridade saudita com a ministra da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Luciana Santos, para discutir as últimas tecnologias da chamada quarta revolução industrial e da economia digital, oportunidades para troca de expertise em inovação e desenvolvimento técnico e o fortalecimento de parcerias em tecnologias de manufatura inteligente, incluindo inteligência artificial.
 

Vice-ministro e ministro da Indústria e Recursos Minerais da Arábia Saudita em conversa com a Apex sobre cooperação bilateral no setor mineral (da esquerda para a direita). Foto/Divulgação.


A reunião tratou do papel da automação das instalações industriais na melhoria da eficiência da produção e do fortalecimento da cooperação na economia digital, em tecnologias emergentes e ainda em inovação e na troca de conhecimento digital.


A agenda de Al-Khorayef também contou com um encontro com o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana. Na reunião, foram debatidas maneiras de fortalecer a cooperação bilateral no setor de mineração, oportunidades únicas de investimento na exploração de minerais básicos e preciosos na Arábia Saudita, as vantagens do Programa de Incentivos à Exploração de Mineração, o licenciamento de faixas mineralizadas e a facilitação da realização de negócios no ambiente de investimento em mineração.


As reuniões contaram com a presença do vice-ministro da Indústria e Recursos Minerais para Assuntos Minerais, Khalid Al-Mudaifer, do CEO do Banco Saudita de Exportação e Importação, Saad Al-Khalb, e do embaixador no Brasil das Duas Mesquitas Sagradas, Faisal Ghulam.


As reuniões bilaterais fazem parte da visita oficial atual do Ministro da Indústria e Recursos Minerais ao Brasil e Chile, de 22 a 30 de julho. A visita visa fortalecer os laços bilaterais e atrair investimentos para os setores industriais e de mineração da Arábia Saudita.