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20ª Edição do motofest promete reunir milhares de amantes de motos

Tradicional encontro de motociclistas do Entorno do Distrito Federal, o Motofest, está programado para ocorrer no dia 30 de junho, na Praça Central da Etapa A.

O mais tradicional encontro de motociclistas do Entorno do Distrito Federal, o Motofest, está programado para ocorrer no dia 30 de junho. Voltando para a Praça Central da Etapa A, no bairro Valparaizo I, o evento reunirá milhares de amantes de motos e do rock.

Nesta 20ª edição do Motofest, são aguardadas as exposições de centenas de motocicletas, vendas de produtos, foods trucks e apresentações de bandas regionais.

O evento terá a entrada gratuita, e é tradicionalmente organizado pela União dos Motociclistas do Entorno Sul (UMES) em parceria com a Associação dos Músicos e Fazedores de Cultura do Entorno (AMFCULTE), e do Governo Municipal de Valparaíso de Goiás, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Esporte (SMCE).

O Motofest faz parte da programação de aniversário de 29 anos da cidade de Valparaíso de Goiás.

SECOM/PMVG

Homenagens encerram a 5ª Semana Legislativa pela Mulher

Foto: Rinaldo Morelli/ Agência CLDF

Violência contra a mulher e representação política feminina pautaram discursos

A entrega de moções de louvor concluiu a 5ª Semana Legislativa pela Mulher da CLDF, nesta quarta-feira (5). Cada um dos 24 deputados da Câmara Legislativa homenageou três mulheres que se destacaram em diversos campos no DF, como educação, saúde, religião, política, administração pública, segurança, cultura entre outros.

Coordenada pela Escola do Legislativo do Distrito Federal (Elegis), a Semana realizou ações para fortalecer a representação social e política da mulher, bem como a equidade entre os gêneros. À frente da Elegis, Jane Marrocos comemorou que, após os trabalhos, constatou-se um caminho de avanços para as mulheres em diversas esferas. A programação extensa incluiu eventos abertos ao público, como palestras, mesas-redondas, oficinas e audiência pública.

Violência contra a mulher

“Temos que dar oportunidade para que a pauta feminina tenha destaque: a pauta feminina não é só violência”, destacou a deputada Paula Belmonte (Cidadania) ao abrir a cerimônia de encerramento. Sobre o tema, o deputado Rogério Morro da Cruz (PRD) fez um apelo: “Parem de matar nossas mulheres, chega de violência”!

A secretária de Estado da Mulher, Giselle Ferreira, informou que em março e abril de 2024 a Secretaria não registrou feminicídios no DF. Ela lembrou que Brasília foi a primeira unidade da federação a implementar um auxílio financeiro para órfãos do feminicídio. “A gente acha que está distante da gente, mas violência doméstica e feminicídio não escolhem classe social”, alertou.

Na sequência, o distrital Max Maciel (Psol) defendeu que “mulheres cis e trans têm direito de não conviver com nenhum tipo de violência”. Já Fábio Felix (Psol) denunciou que muitas das recomendações que constam no relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do feminicídio, concluída em 2021, não foram implementados pelo Governo do Distrito Federal.

Representação na política

“O grau de participação feminina na política está muito associado ao grau de democracia no país”, comentou Dayse Amarilio (PSB). A parlamentar também lamentou que as mulheres ainda sejam sub-representadas na política nacional.

Destrinchando o assunto, o deputado Roosevelt (PL) contrapôs a realidade brasileira com a do México, onde metade do congresso é composto por mulheres. Além disso, no último domingo (2), o país elegeu a primeira mulher presidente, em uma disputa com duas candidatas à frente.

O pastor Daniel de Castro (PP), por sua vez, ressaltou que as mulheres têm pautado diversas leis da CLDF na legislatura em curso. Também na mesa do evento, Gabriel Magno (PT) pôs o próprio mandato “à disposição para lutar contra o machismo, o patriarcado, a LGBTfobia e o racismo que atinge mulheres”.

Martins Machado (Republicanos) e Pepa (PP) aproveitaram a oportunidade para refletir sobre a força da mulher, enquanto Chico Vigilante (PT) optou por apresentar a trajetória das congratuladas com moções.

Daniela Reis – Agência CLDF

A Assembleia Legislativa fez hoje o lançamento do Arraiá da Alego, que acontece nos próximos dias 26 e 27 de junho

Crédito: Denise Xavier

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), deputado Bruno Peixoto (UB) realizou na manhã desta sexta-feira, 7, o lançamento oficial do Arraiá da Alego 2024, a ser realizado nos dias 26 e 27 de junho. Uma estrutura temática foi montada no saguão principal do Palácio Maguito Vilela e vários servidores da Casa acompanharam o anúncio, que foi feito junto a banda Kinho Barão e o cantor e compositor Paulo Vitor. 

Esse ano, a festa junina da Alego não ocorrerá na sede do Poder Legislativo. O local escolhido foi a Arena Multiplace, localizado na vila Alto da Glória, distante sete quilômetros do Palácio Maguito Vilela. De início, o presidente da Casa explicou a decisão em mudar o local. “O nosso arraiá tomou grandes proporções, com várias atrações. Então, nós optamos por um local maior e que melhor acomoda nossos servidores e seus familiares”, disse.

Bruno Peixoto também pontuou que este ano será necessário a apresentação de convites individuais para acessar a folia. Assim, ele explicou como funcionará a retirada dos ingressos. “Nós teremos todo um esquema de segurança e não será permitido a entrada sem os convites individuais. E funcionará da seguinte forma, montaremos aqui na sede da Alego um stand para que os servidores e servidoras possam retirar seus ingressos e para seus familiares. Mas atenção, somente os servidores poderão realizar a retirada. Então, essa festa será para cada um de vocês”, disse. O presidente também destacou que cada gabinete receberá 100 ingressos para cada dia da festa.

Atrações

No dia 26 de junho, quarta-feira, a festa terá apresentação dos cantores Gabriel Gava, Tierry, Cíntia Souza, banda Rock 62 e dj Vinicius Cavalcante. Já no dia 27, quinta-feira, a animação fica por conta da dupla Di Paulo e Paulino, banda Casa de Leis e dos djs Jirayauai e Wam Baster. Mas a presidência da Alego ressalta que em ambas as datas haverá atrações surpresas. O acesso ao local será liberado a partir das 18 horas e a programação tem início à 19 horas.Agência Assembleia de Notícias

Parcela de junho do IPVA 2024 vence nesta segunda

Proprietários de veículos devem ficar atentos a calendário de pagamento da sexta parcela do IPVA 2024 (Foto: Denis Marlon)

Começa nesta segunda-feira (10/06) o calendário de vencimento da parcela de junho do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) 2024 em Goiás. Divulgado pela Secretaria da Economia, o cronograma de pagamento da sexta parcela continua até o dia 21 de junho, de acordo com o final de placa do veículo licenciado no estado.

Para veículos com placas de final 1, o pagamento deve ser realizado até esta segunda-feira. Nos dias seguintes vencem as placas com finais 2 (11/06); 3 (12/06); 4 (13/06); 5 (14/06); 6 (17/06); 7 (18/06); 8 (19/06); 9 (20/06) e 0 (21/06). O calendário completo está disponível no site da Secretaria da Economia.

O contribuinte deve gerar o boleto ou o documento único de arrecadação para pagamento diretamente no site do Detran Goiás ou por meio do aplicativo Detran GO ON. O Governo de Goiás ressalta que não envia o boleto para os donos de veículos e não recebe pagamento via Pix.

IPVA 2024 – Cronograma

Iniciado em janeiro, o calendário de parcelamento do IPVA 2024 segue até setembro para as placas finalizadas em 1 e 2. No restante dos casos, a décima e última parcela vence em outubro. Os donos de veículos também têm a opção de quitar o IPVA e o licenciamento anual em cota única, até setembro ou outubro, dependendo do final de placa.

Serviço

Vencimento da sexta parcela do IPVA 2024 em Goiás (junho)

  • Final 1 – 10/6
  • Final 2 – 11/6
  • Final 3 – 12/6
  • Final 4 – 13/6
  • Final 5 – 14/6
  • Final 6 – 17/6
  • Final 7 – 18/6
  • Final 8 – 19/6
  • Final 9 – 20/6
  • Final 0 – 21/6

Secretaria da Economia – Governo de Goiás

Fim de semana no DF tem opções juninas, shows musicais, cinema e muita diversão

O Circula Forrólengo levará a cultura das festas juninas a vários pontos do DF | Foto: Divulgação

Equipamentos públicos estão com várias atividades de cultura e lazer para sexta (7), sábado (8) e domingo (9)

O fim de semana está recheado de opções para quem gosta de frequentar festas juninas. Há muita diversão e lazer também para os fãs de música e cinema. Confira a programação cultural separada pela Agência Brasília para sexta-feira (7), sábado (8) e domingo (9).

Um dos destaques é o 2º Circula Forrólengo, com rodas brincantes em escolas e espaços públicos. Nesta sexta, os integrantes vão realizar apresentações culturais de forró no Restaurante Comunitário do Riacho Fundo II, às 11h; já no sábado, será no CED 1 do Riacho Fundo II, às 15h30, e no domingo, na Feira Permanente do Riacho Fundo, às 11h. Todas com entrada franca.

O tradicional Quito Blues Festival, que há 17 anos é realizado em Quito, no Equador, chega à segunda edição no Brasil. Shows, workshops e exposições com o melhor da temática blues do Brasil e de toda a América do Sul. Neste ano terá ainda mais atrações nacionais e internacionais, performances artísticas variadas, foodtrucks e exposição. O evento está marcado para sexta  e sábado, às 15h, no Espaço Cultural Renato Russo. Os ingressos custam R$ 60 (inteira).

Para quem curte reggae, a banda Natiruts traz a Brasília o show de despedida do grupo, na Arena BRB Mané Garrincha, neste sábado, a partir das 19h. A Secretaria de Turismo do DF (Setur) vai proporcionar acesso aos interessados em curtir essa noite emocionante de forma solidária. Ao doar dois quilos de alimentos não perecíveis, o público ganha um par de ingressos. Para retirar, basta ir à Setur, localizada no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, das 10h às 17h. É possível retirar até dois ingressos por CPF.

Já para os fãs de rock e MPB, a Concha Acústica vai promover o Verão Monumental Sinfônico com o espetáculo Rita Lee in Concert, sábado, a partir das 19h. O show traz repertório que percorre toda a carreira da eterna rainha do rock, desde Os Mutantes até a parceria com o marido, Roberto de Carvalho. A entrada é gratuita, mas as cortesias precisam ser retiradas na internet.

No Espaço Oscar Niemeyer a opção é a exposição Oratórios de Mim, que chega ao equipamento público neste sábado, das 9h às 18h. A mostra fica disponível até o dia 28 de junho, com entrada gratuita.

Cinema

O documentário ‘Da Bahia para o Brooklyn: Histórias do Caribe’ será exibido no Cine Brasília, nesta sexta (7), às 19h

A parceria entre a organização da sociedade civil Box Cultural e a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec) à frente do Cine Brasília está de volta. Para começar, estará em cartaz a Jornada Bruno Pereira e Dom Phillips, evento do Ministério dos Povos Indígenas. Nesta sexta, será exibido Da Bahia para o Brooklyn: Histórias do Caribe, às 19h. O documentário de Nina Jurna conta a história do Caribe, começando na América do Sul, na Bahia, e terminando no Brooklyn, Nova York.

Seminário debate salvaguarda do patrimônio cultural dos povos indígenas no Mercosul

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Evento integra a programação da 65ª Reunião de Ministros e Altas Autoridades de Cultura do Mercosul

A importância dos conhecimentos tradicionais para o combate às mudanças climáticas. Esse foi um dos temas defendidos, nesta quinta-feira (6), pela secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (MinC), Márcia Rollemberg, no seminário realizado no Paraguai e que integra a programação da 65ª Reunião de Ministros e Altas Autoridades de Cultura do Mercosul, realizada até sexta-feira (7), na cidade de Hernandarias.
 

O país definiu como o eixo temático das atividades de encerramento de sua Presidência Pro Tempore a salvaguarda da diversidade cultural dos povos indígenas ou originários, com ênfase na promoção da cidadania e do respeito aos direitos humanos. Dessa forma, o assunto também se tornou central no seminário organizado pela Comissão de Diversidade Cultural – CDC/Mercosul.
 

Em sua palestra, Márcia lembrou que os povos indígenas e demais comunidades tradicionais, quilombolas e de matriz africana desenvolveram, ao longo de séculos, conhecimentos sobre os ecossistemas que ocupam, incluindo suas plantas, animais e solos. Os seus modos de viver e produzir impõem barreiras contra o desmatamento e favorecem a regeneração florestal. “Por isto, assegurar os direitos culturais e territoriais indígenas é fundamental para o enfrentamento da crise climática, pois o valor dos conhecimentos tradicionais não pode ser subestimado, de modo que os povos tradicionais são fundamentais para encontrar soluções hoje e no futuro”, completou.
 

A secretária destacou ainda algumas políticas desenvolvidas no Brasil que são importantes para os povos indígenas, como a criação do Ministério dos Povos Indígenas, a recriação do Ministério da Cultura e os espaços de participação social. Em relação especificamente ao MinC, citou a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), o Prêmio de Culturas Indígenas e as ações afirmativas presentes nos editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), que reserva 10% das vagas para essa população.
 

“Há muito o que fazer para reparar o que foi feito com os povos originários. Então, temos no Brasil diversas ações, editais específicos, cotas de participação, bonificação ou pontuação extra na avaliação das candidaturas e procedimentos simplificados de inscrição, como inscrição oral, por exemplo”, explicou Márcia.
 

Comissão da Diversidade Cultural
 

Nesta quarta-feira (5), Márcia Rollemberg também participou da reunião da Comissão da Diversidade Cultural, quando foram discutidas as ações que vêm sendo desenvolvidas e continuadas em cada Presidência Pro Tempore.
 

Destacam-se a elaboração da 5ª edição do Caderno da Diversidade Cultural, que terá como tema os Povos Indígenas e tem previsão de publicação em 2025; formas de dar continuidade e ampliar a adesão dos países membros à “Campanha Mercosul Sem Racismo, com Diversidade e Inclusão”, que tem como objetivo principal promover a igualdade de oportunidades para todos e superar as desigualdades étnico-raciais nos países do Mercosul; e a elaboração de uma plataforma virtual para reunir, organizar e divulgar políticas e atividades que promovam a diversidade cultural dos países que integram o Mercosul.

Pontões de cultura fomentados pelo MinC concluem primeira etapa de formação

Foto: Filipe Araújo

Seminário em Brasília reuniu ponteiros, servidores do MinC e pesquisadores do Consórcio Universitário

Durante três dias, os representantes dos pontões de cultura fomentados pelo Ministério da Cultura (MinC) se reuniram, em Brasília, para debater os planos de trabalho e a forma de atuação desses grupos culturais no fortalecimento da Política Nacional Cultura Viva (PNCV). Com a presença de 90 fazedores de cultura de todas as regiões do país, o 1º Seminário de Pontões de Cultura – Política de Base Comunitária Reconstruindo o Brasil, realizado entre os dias 3 e 5 de junho, marcou o início de uma parceria entre o MinC e as instituições selecionadas por meio de um Edital de Chamamento Público para articular e mapear as redes territoriais e temáticas desses espaços.

“A rede de pontões de cultura é uma das estratégias mais importante que estamos iniciando após a reativação da Política Nacional Cultura Viva, que soma 42 pontões num esforço conjunto para que a gente possa nutrir essa política, reativar a nossa rede e as instâncias de participação, como os fóruns, as teias estaduais e a teia nacional. Então, esse é um grande momento da Cultura Viva”, ressaltou a secretária de Cidadania e Diversidade, Márcia Rollemberg.

Além de representantes do Sistema MinC e da Comissão Nacional de Pontos de Cultura (CNPdC), estiveram presentes também os pesquisadores das universidades federais da Bahia (UFBA), do Paraná (UFPR) e Fluminense (UFF), integrantes do Consórcio Universitário que formalizou uma parceria com a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural para contribuir, entre outras ações, com o processo formativo dos pontões e dos agentes culturais. Segundo o diretor da Política Cultura Viva, João Pontes, a metodologia de trabalho está sendo construída de forma participativa com a sociedade civil e o apoio das universidades.

“Os pontões de cultura têm um papel estratégico no processo de retomada, ampliação e fomento à rede nacional desses pontos, especialmente a partir do investimento histórico da Política Nacional Aldir Blanc. Por isso, é importante que tenham uma atuação integrada, desenvolvendo metodologias conjuntas de mapeamento, diagnóstico, formação articulação e mobilização das redes estaduais e temáticas de Pontos de Cultura, inclusive, junto aos quase 600 agentes de Cultura Viva ligados às suas atividades. Foram três dias incríveis de elaboração de estratégias coletivas para reinventar o Brasil a partir da base comunitária!”

A representante do Pontão Paraíba Cultura Viva, Alice Monteiro Lima, destaca que foi aberto um novo canal de diálogo com os ponteiros. “A política de incentivo aos pontões é estratégica e decisiva porque atende a uma demanda muito grande do movimento de pontos de cultura. Ela vem com um novo formato porque está olhando para a gestão compartilhada e trazendo as universidades para dar esse apoio à questão da execução de um metodologia experimentada, observando também a expertise e os know-how dos próprios pontos de cultura e o processo de formação antecipada para ajustar a execução desses planos de trabalho”, observou.

Para o ponteiro Akin Olori de Ogum, do Pontão de Matriz Africana, o encontro possibilitou a integração entre os pontões. “O evento foi bom para entender o que cada pontão está desenvolvendo e como a gente pode potencializar um ao outro e trabalhar em rede, ou seja, como é que a gente vai pode fazer uma parceria”, explicou. A expectativa agora, segundo Akin, é iniciar o projeto cultural. “A gente quer ampliar o que já vinha sendo desenvolvido e tentar recuperar esses últimos anos que fomos parados. Desde a Covid, perdemos alguns mestres e a juventude também se desmobilizou. Estamos encontrando formas de, ao mesmo tempo, atingir as metas estipuladas pelo edital, mas também conseguir trabalhar com a nossa base. O nosso projeto é basicamente estruturado nos terreiros, então cada terreiro vai indicar os jovens que vão compor o agente Cultura Viva e a partir daí vão desenvolver ações integradas na rede e no terreiro onde eles estão. Todas as nossas ações são para uma aproximação intergeracional entre jovens e os mais velhos, sempre pautando a questão da ancestralidade e valorizando os mestres”, completou.


Rede de pontões de cultura

Dos 42 pontões de cultura fomentados, 27 são territoriais e estarão presentes em 22 estados e no Distrito Federal. Somente Alagoas, Mato Grosso, Amazonas e Paraná não tiveram entidades selecionadas no eixo pontão estadual. Em relação à categoria temática, setorial e identitária, 15 pontões vão atuar no desenvolvimento de projetos em áreas como cultura popular e tradicional, diversidade, cultura indígena, cultura de matriz africana, patrimônio e memória, literatura, digital, entre outras.

As iniciativas selecionadas receberão um repasse de R$ 400 mil a R$ 800 mil para a execução de um projeto cultural pelo período de 12 meses. Ao todo, 306 Pontos de Cultura estarão envolvidos nessa estratégia, considerando que cada pontão tem um comitê gestor, além de 586 agentes culturais. Entre as ações a serem desenvolvidas pelos pontões estão as campanhas e as atividades de formação para a Rede Cultura Viva. A estimativa é que sejam ofertadas mais de 19 mil vagas nessas ações.

A representante do Comitê Gestor do Pontão de Cultura Indígena, Susana Caingang, está otimista com a nova estratégia de fomento. “Esse Pontão vai fazer o mapeamento e todo esse trabalho dentro da temática indígena. Então, a gente tem a expectativa de que o pontão consiga reunir ao máximo informações sobre a realidade indígena na questão cultural e que, minimamente, haja uma formação maior junto aos jovens, aos agentes, para que eles possam contribuir futuramente na realidade dos povos indígenas no sentido de acessar os recursos culturais como a Cultura Viva, a Lei Paulo Gustavo e a Política Nacional Aldir Blanc”, disse.


Pontos e pontões de cultura

Os pontões e pontos de Cultura são os principais instrumentos da PNCV. Os pontos de cultura são entidades ou coletivos culturais que desenvolvem e articulam atividades culturais em suas comunidades.

Já os pontões são entidades de natureza cultural e/ou educativa destinadas à mobilização, à troca de experiências, ao desenvolvimento de ações conjuntas com governos locais e à articulação entre os diferentes pontos de cultura que poderão se agrupar em nível estadual, regional ou por áreas temáticas.

Dessa forma, os pontões se diferenciam dos pontos não pelo tamanho ou volume de recursos, mas pela finalidade. Enquanto os pontos têm o propósito de atuar diretamente com as comunidades e os territórios, os pontões desenvolvem ações em rede junto aos pontos de cultura sem necessariamente ter que atuar em um território específico.

Campanha Cultura Viva 20 anos

No primeiro dia do seminário, a ministra Margareth Menezes lançou a campanha Julho Cultura Viva Pelo Brasil, que celebra o aniversário de 20 anos da Política Nacional Cultura Viva. Também convidou a sociedade civil, o parlamento e os gestores culturais dos entes federados a comporem o calendário nacional de celebração, compartilhando com o MinC as atividades programadas para julho – mês que concentra as datas de constituição e institucionalização da PNCV.

A partir desta sexta-feira (7) estará disponível um formulário de inscrições dessas agendas. O período de cadastramento seguirá até 30 de junho. Em relação ao tipo de atividade, a campanha traz o mote Celebre os 20 anos da Cultura Viva com o que você faz, propondo que os grupos e entidades culturais façam celebrações dentro da sua realidade de atuação.

Inteligência Artificial é destaque no 4º Congresso Brasileiro de Internet: regulação e inovação em pauta

Crédito: adobe firefly

 O evento reuniu importantes stakeholders do setor em debates e painéis sobre o papel da Inteligência Artificial e sua regulamentação no contexto brasileiro 

Brasília, 07 de junho – A quarta edição do Congresso Brasileiro de Internet, organizada pela Associação Brasileira de Internet (Abranet) em parceria com o Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) e a Oficina Consultoria, reuniu líderes e influenciadores-chave do setor para discutir e apresentar estudos sobre o papel da Inteligência Artificial (IA) na sociedade moderna e sua regulamentação no Brasil.

O evento foi aberto pelo ministro Bruno Dantas, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), que destacou a importância de regulamentações sólidas e colaborativas para orientar o desenvolvimento e a implementação da IA no país. “É crucial ter esse movimento de discussões profundas e construtivas sobre o uso ético, transparente e responsável da IA, bem como seus impactos nas diversas esferas da vida pública e privada”, afirmou o ministro Dantas.

Durante sua palestra, o ministro discutiu o controle dos algoritmos e o uso da tecnologia para uma maior eficiência no Estado brasileiro. Ele mencionou a necessidade de investir em tecnologia para aprimorar o trabalho e ressaltou que o TCU já possui quase 200 bases de dados para alimentar sistemas capazes de cruzar informações de vários programas do Governo Federal para fiscalizar eventuais irregularidades. Dantas destacou o sistema Alice, uma importante ferramenta tecnológica para analisar licitações e contratos públicos. “Este sistema faz a leitura do Diário Oficial, identifica cláusulas fora do padrão e já envia os relatórios direto para a auditoria”, explicou.


Para o ministro, os maiores impactos da IA na Administração Pública incluem o reforço da integridade e da governança, a prevenção de irregularidades, o aprimoramento na tomada de decisões e uma maior transparência e confiabilidade nas ações governamentais. “Há também maior eficiência, pois o uso da IA permite a redução de custos operacionais e otimiza processos”, afirmou Dantas.


Consulta Pública sobre Inteligência Artificial no Brasil

Para Carol Conway, presidente da Abranet, sete oitavos do desenvolvimento de um país vêm da inovação. “Por essa razão, o Brasil terá o futuro que quiser e tem de pensar o que se quer da inteligência artificial. Nós, Abranet, com o ITS, lançamos uma consulta pública sobre o que queremos da IA”, disse. O endereço para participação é: Link As contribuições na consulta serão avaliadas, organizadas e encaminhadas ao Congresso Nacional e demais autoridades competentes.

Ela também mencionou o desafio de enfrentar a desinformação usando a Inteligência Artificial, e enfatizou a necessidade de se promover a inovação e o empreendedorismo nesse sentido. Conway ressaltou a importância de fomentar startups, fortalecer a governança e incentivar o desenvolvimento da IA no Brasil.


Ainda na abertura, João Paulo Pieroni, superintendente de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), enfatizou o compromisso da entidade em promover a transformação digital no país, alinhando-se com as políticas industriais recentes que priorizam essa área. Ele destacou que o BNDES retomou sua agenda de inovação no ano anterior e já está apoiando projetos em diversos setores da indústria, incluindo tecnologia de informação e comunicação, por meio de programas como o Mais Inovação, que oferece financiamentos a custos reduzidos. Pieroni explicou que a nova linha de crédito para inteligência artificial faz parte de uma estratégia mais ampla para apoiar o desenvolvimento de tecnologias locais e beneficiar a sociedade brasileira como um todo.


Tecnologias para Transformação Social


No painel “Tecnologias para Transformação Social”, Malu Gaspar, jornalista e colunista do jornal O Globo, abordou as tecnologias para transformação social, desde o combate à fome até a proteção do meio ambiente. Mariana Caetano do Salva, Edson Leite do Gastronomia Periférica, Denis Minev da Bemol, Patricia Rosa do Pimp My Carroça, Larissa Oliveira do Faça Parte, Joel Rennó Jr., Cofundador & CEO da Horuss AI, e Gabriella Seiler, empreendedora do Centro de Ecossistemas Tropicais no Instituto Serrapilheira, destacaram o uso da Inteligência Artificial para promover o bem-estar social, os direitos humanos, a educação, a inclusão digital e a participação da sociedade nessa tecnologia inovadora, que pode contribuir de forma construtiva para as comunidades.

Tecnologia e Setor Financeiro 


No painel “Tecnologia e Setor Financeiro: Casos Inovadores e o Que Vem Pela Frente”, Otávio Damaso, Diretor de Regulação do Banco Central, falou sobre o “open finance”, enquanto Fábio Araújo discutiu a moeda digital soberana brasileira, o Drex, e sua relação com o Pix, destacando como o Pix abriu o ambiente digital para novas plataformas de serviços financeiros. Gilson Rodrigues apresentou o case do G10 Bank como um ecossistema de banco digital, enquanto Priscila Faro trouxe perspectivas do Mercado Pago.


Regulação da Internet

O tema “Regulação da Internet: O Que Será Que Será” contou com o moderador Julio Wiziack, jornalista da Folha de São Paulo, e os participantes João Brant, titular da Secretaria de Políticas Digitais, Marcelo Bechara, Relações Institucionais do Grupo Globo, Alessandro Molon, da Aliança pela Internet Aberta, Lilian Cintra de Melo, Secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, Igor Luna, da Câmara e-net, e Nilo Pasquale, da ANATEL.

Eles enfatizaram a necessidade de um marco regulatório que promova a inovação, ao mesmo tempo em que protege os direitos individuais e coletivos dos cidadãos. Os painelistas foram unânimes em afirmar que a IA apresenta um vasto potencial para impulsionar a economia, melhorar os serviços públicos e transformar setores inteiros, mas sua implementação requer um cuidadoso equilíbrio entre progresso tecnológico e proteção dos valores fundamentais da sociedade.

O Que Queremos da IA


O encerramento do evento teve o tema “O Que Queremos da IA?”, moderado por Carlos Affonso Souza do ITS. Gabriele Mazzini, coautor da Lei Europeia de Inteligência Artificial pela Comissão Europeia e fellow do MIT, enfatizou que a Inteligência Artificial é uma ferramenta poderosa que pode moldar significativamente nosso futuro. “É fundamental que trabalhemos juntos para garantir que seu impacto seja positivo e equitativo para todos”, afirmou. Também falaram no painel Miriam Wimmer, da ANPD, Victor Fernandes, Conselheiro do CADE, e Henrique de Oliveira Miguel, Secretário de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital – SETAD.


Dora Kaufman, professora da PUC-SP, destacou que a seleção dos temas e dos especialistas para o congresso foi de altíssimo nível, trazendo um vasto repertório de conhecimento. Em sua fala, ela abordou a importância da inteligência artificial sustentável, enfatizando a necessidade de regulamentação e governança adequadas. Kaufman salientou a atenção que deve ser dada aos impactos ambientais da tecnologia e como utilizá-la de forma benéfica para a sociedade. Ela reforçou que é responsabilidade dos governos tratar esses temas com a devida atenção e cuidado.

Segundo Carol Conway, o sucesso do 4º Congresso Brasileiro de Internet reflete o compromisso coletivo de diversos setores da sociedade em promover um debate aberto e construtivo sobre os desafios e oportunidades apresentados pela IA”.

Sobre a Abranet


A Associação Brasileira de Internet (Abranet) é uma entidade sem fins lucrativos que representa empresas provedoras de acesso, conteúdo e serviços na internet no Brasil. A Abranet trabalha para promover o desenvolvimento sustentável do setor de internet no país, defendendo os interesses de seus associados e contribuindo para o avanço da economia digital.

Sobre o ITS


O Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS) é uma organização sem fins lucrativos que promove a reflexão e o debate sobre os impactos sociais, políticos e econômicos das novas tecnologias na sociedade brasileira. O ITS busca desenvolver políticas e estratégias que promovam o uso ético e responsável da tecnologia em benefício do bem comum.

MPor lança ação de conscientização sobre os perigos causados por balões

Objetivo é esclarecer o público dos riscos que a prática ilegal pode acarretar às operações aéreas; Nos últimos 5 anos, foram avistados mais de 4.300 balões nos céus do país

A aviação civil brasileira está entre as cinco nações mais seguras do mundo quando o assunto é segurança operacional, de acordo com a última auditoria realizada pela Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci). No entanto, a soltura de balões, prática ilegal e criminosa, com alto número de incidência nessa época do ano, pode ameaçar o bom desempenho do país na avaliação do órgão internacional e colocar em perigo as operações aéreas.
 

Para mostrar o quanto a soltura de balões é nociva ao espaço aéreo e à segurança de passageiros e tripulantes, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) inicia uma campanha educativa para conscientizar a população sobre os riscos que a soltura de balões representa para o modal aéreo e ao meio ambiente. Raquel Nascimento Rocha, Coordenadora de Segurança Operacional e Carga da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), ressalta que a ação pedagógica é fundamental para prevenir acidentes, reduzir as interrupções aéreas, proteger o meio ambiente, fortalecer a segurança pública e esclarecer a população sobre os perigos dessa prática.
 

De acordo com dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão que fiscaliza e apura os incidentes aéreos, nos últimos cinco anos, foram avistados mais de 4.300 balões nos céus das cidades brasileiras. Desse total, 95% estão concentrados nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Nos cinco primeiros meses deste ano foram registradas 186 ocorrências envolvendo balões, 37% delas ocorridas no estado de São Paulo.
 

Raquel acrescenta que o aumento das ocorrências nos últimos anos reforça a necessidade de ações contínuas de conscientização e fiscalização. A Coordenadora explica que a presença de balões no espaço aéreo pode forçar os pilotos a realizarem manobras evasivas repentinas ou mudar suas rotas, o que pode causar atrasos e cancelamentos de voos. “Em casos extremos, pode resultar em acidentes aéreos, colocando em risco a vida de passageiros e da tripulação”, destaca.
 

Ação coordenada
 

O Governo Federal monitora e trabalha para reduzir a prática de soltura de balões no país por meio de uma rede integrada de órgãos, que conta com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), além da Secretaria Nacional de Aviação Civil, do Ministério de Portos e Aeroportos.
 

Penalidades
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Soltar balões é considerada uma prática criminosa, conforme estabelecido no art. 261 do Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei nº 2.848/1940). Colocar em perigo aeronaves ou a navegação aérea pode resultar em reclusão que varia de dois a cinco anos, além de pagamento de multa. Além disso, esta atividade pode ser considerada como crime ambiental, enquadrado no art. 42 da Lei nº 9.605/98, pois pode causar incêndios em áreas florestais e urbanas. Quem vende, transporta ou fabrica balões também está sujeito às penalidades prevista no código penal brasileiro.
 

Confira, a seguir, a entrevista com Raquel Nascimento Rocha sobre os riscos causados por soltura de balões
 

Qual a importância dessa ação de conscientização que está sendo promovida pelo MPOR em parcerias com órgãos da aviação sobre o risco baloeiro?
 

Resposta – Essa ação de conscientização é fundamental para assegurar um ambiente mais seguro e eficiente para aviação, proteger o meio ambiente e garantir o cumprimento das leis, beneficiando toda a sociedade.

A importância da campanha é multifacetada pois tem como objetivo prevenir acidentes, reduzir as interrupções operacionais, proteger o meio ambiente, cumprir a legislação acerca do tema, fortalecer a segurança pública e aumentar o engajamento da população como um todo.
 

Prevenção de Acidentes: Informar a população sobre os riscos que os balões representam para as aeronaves ajuda a prevenir possíveis colisões que podem causar acidentes aéreos, colocando em risco a vida de passageiros e tripulação.
 

Redução de Interrupções Operacionais: Ao diminuir a incidência de balões no espaço aéreo, a conscientização ajuda a manter a fluidez nas operações de voo, evitando manobras evasivas, atrasos e desvios de rotas que impactam negativamente as companhias aéreas e os passageiros.
 

Proteção ao Meio Ambiente: Balões que caem podem causar incêndios florestais e urbanos. A conscientização sobre os riscos ambientais ajuda a proteger a fauna, a flora e as áreas residenciais.
 

Cumprimento da Legislação: A conscientização pretende educar a população acerca das leis que proíbem a soltura de balões e as penalidades associadas, incentivando o respeito às normas e reduzindo a prática ilegal.
 

Fortalecimento da Segurança Pública: As ações de conscientização contribuem para a segurança pública em geral, evitando potenciais emergenciais e alocação de recursos para o combate a incêndios ou resposta a acidentes causados por balões.
 

Engajamento Comunitário: Envolver a comunidade nas campanhas promove um senso de responsabilidade coletiva, incentivando os cidadãos a denunciarem atividades ilegais e colaborando para um ambiente mais seguro para todos.
 

Quais riscos os balões podem causar ao tráfego aéreo de aeronaves? As ocorrências com balões aumentaram na aviação civil nos últimos anos?
 

Resposta – O Risco Baloeiro refere-se aos perigos associados à soltura de balões não tripulados e podem representar sérios riscos à aviação. Quando liberados, eles são incontroláveis e podem atingir altitudes que interferem com as rotas de aeronaves, potencialmente causando colisões ou danos às aeronaves.
 

Uma colisão com um balão pode causar danos significativos a uma aeronave, incluindo danos físicos a componentes críticos como motores, superfícies de controle e fuselagem, comprometendo assim a segurança do voo, além de interferir nos instrumentos de navegação e comunicação das aeronaves, criando desafios adicionais para os pilotos e controladores de tráfego aéreo.
 

A presença de balões no espaço aéreo pode forçar os pilotos a realizarem manobras evasivas repentinas ou mudar suas rotas, o que pode causar atrasos e aumentar o consumo de combustível.
 

Em casos extremos, pode resultar em acidentes aéreos, colocando em risco a vida de passageiros e tripulação. Além disso, balões que caem em áreas residenciais ou florestais podem causar incêndios, representando um risco adicional à segurança pública e ao meio ambiente.
 

As estatísticas do Cenipa e da Anac indicam um aumento nos relatórios de avistamentos de balões e incidentes relacionados. Segundo dados do Cenipa, no Brasil, mais de 4.335 balões foram avistados nos céus de grandes cidades, nos últimos 5 anos.
 

Esse aumento das ocorrências nos últimos anos reforça a necessidade de ações contínuas de conscientização e fiscalização.
 

Atualmente, existe algum canal para denunciar quem insiste em soltar balões?
 

Resposta – Qualquer informação sobre a soltura de balões deve ser denunciada no Portal do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, nos canais de comunicação da Anac onde incidentes e ameaças à segurança da aviação podem ser relatados, diretamente à polícia (190), ao Corpo de Bombeiros (193) ou disque denúncia (181) disponível em vários estados.
 

Quais penalidades são imputáveis a quem insiste em soltar balões?
 

Resposta – Com base no ordenamento jurídico atual, a soltura de balões é considerada uma prática ilegal que pode resultar em várias penalidades, pois coloca em risco as aeronaves, dificulta ou até inviabiliza a navegação aérea, conforme estabelecido no art. 261 do Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei nº 2.848/1940). O art. 261 trata da exposição de perigo a embarcações ou aeronaves próprias ou de terceiros, bem como de qualquer ato que dificulte ou impeça a navegação marítima, fluvial ou aérea. Nesse caso, a pena de reclusão varia de dois a cinco anos.
 

Além disso, esta atividade pode ser considerada como crime ambiental, se enquadrado no art. 42 da Lei nº 9.605/98, pois pode causar incêndios em áreas florestais e urbanas.
 

O Governo Federal possui algum grupo para monitorar e reduzir a soltura de balões nos céus do país? Se sim, como ele funciona?
 

Resposta – O Governo Federal, por meio de uma rede integrada de órgãos e iniciativas, monitora ativamente e trabalha para reduzir a prática de soltura de balões no Brasil. Essas ações combinam fiscalização rigorosa, campanhas de conscientização e colaboração com a aviação civil para proteger a segurança aérea, o meio ambiente e a segurança pública.
 

Atualmente a SAC-MPOR coordena o “Subgrupo – Risco Baloeiro”, que tem como objetivo ações diversas para a mitigação do Risco Baloeiro, no âmbito do Grupo Brasileiro de Segurança Operacional de Infraestrutura Aeroportuária (BAIST), um comitê composto por representantes dos Provedores de Serviços de Aviação Civil (PSAC) e outros órgãos que possuem a capacidade de propor e promover melhorias na segurança operacional dos aeroportos brasileiros, com profissionais dedicados à melhoria da segurança operacional da aviação civil brasileira.
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Tecnologia da Arena MRV é destaque em conferência nos EUA

Foto: Pedro Souza/Galo

Em 35 anos, foi a primeira vez que um projeto brasileiro foi apresentado nessa conferência

O plano de tecnologia da Arena MRV foi destaque no evento ‘Cisco Live’, em Las Vegas, nos Estados Unidos, principal conferência de tecnologia da empresa americana, que recebeu um público acima de 40 mil pessoas.
 

Em 35 anos, foi a primeira vez que um projeto brasileiro foi apresentado nessa conferência. O evento também recebeu projetos de bancos e universidades americanas. A Cisco, uma das maiores empresas do ramo de tecnologia do mundo, é a principal fornecedora de soluções tecnológicas da Arena MRV.

O CIO (executivo de tecnologia) do Atlético, Leandro Evangelista, apresentou para o público os resultados obtidos na jornada de conectividade da Massa dentro da Arena MRV. Durante a palestra, ele reforçou que a Casa do Galo foi o primeiro projeto no Brasil e um dos primeiros no mundo a usar solução de wi-fi de alta densidade.

“Hoje já temos um percentual médio de 50% dos torcedores acessando a nossa rede wi-fi em dias de jogos, enquanto a média no mundo é de 25% a 30%”, explica.
 

Leandro Evangelista, CIO do Galo, em conferência da Cisco nos EUA

Foto: Reprodução

Segundo Evangelista, uma das razões de tantos torcedores usarem a rede wi-fi é a deficiência na cobertura de redes móveis, sob responsabilidade das operadoras de telecomunicações. Pensando em atender o torcedor, a Arena MRV, a mais tecnológica da América Latina, tem um projeto próprio para implementar o 4G e 5G no estádio, em parceria com a empresa American Tower.
 

Para garantir a conectividade wi-fi de qualidade, a Arena MRV contratou duas operadoras locais: a Blink e a Sempre Internet, com capacidade do link de 40 Gbps, com abordagem dupla de cada uma das empresas. Atualmente, mais de 800 antenas de internet wi-fi atendem o público na Arena MRV.

Outra razão para que a torcida Atleticana acesse de forma massiva o wi-fi da Arena MRV, é que muitos serviços oferecidos em dias de jogos passam por essa conexão. Com o Super App desenvolvido pelo Galo, os usuários gerenciam não apenas os dados, mas também a experiência de compra nos bares, apresentação do ingresso nas catracas, estacionamento e interação durante os jogos.