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Decadência Política: O esgotamento do capital político do presidente

 

*Márcio Coimbra

Lula é classificado como um líder político habilidoso, capaz de governar com facilidade, criar maiorias no parlamento, encantamento nas ruas e condescendência da imprensa. Seu terceiro mandato, entretanto, tem sido diferente. Longe das características que o levaram a deixar o Planalto em 2010 com uma popularidade que beirava os 87%, Lula hoje enfrenta seus mais baixos índices de aprovação, com cerca de 46%, e seu governo tem números ainda piores, de 41%.
 

Fato é que muitos se perguntam se ele perdeu a magia ou a capacidade de mobilizar apoios como no passado. Na verdade, estamos falando sobre uma série de fatores que, somados, provam essa tese. Entretanto, existe um fato que raramente é considerado nessa equação: Lula jamais foi uma figura dotada de uma qualidade ímpar no campo da articulação, mas alguém que tinha, em torno de si, nomes que foram capazes de gerir seu capital político. Longe deles, Lula se tornou um político comum.
 

Neste terceiro mandato, Lula cometeu um dos erros mais prosaicos da política, aquele que mostra a principal fraqueza de um mandatário: cercou-se de pessoas que apenas concordam com tudo que diz e opina, chamados na política americana de “yes man”. Essas pessoas servem apenas para aplaudir, porém jamais para ponderar, opinar, discordar e oferecer visões diferentes. Um erro comum, mas fatal nas esferas de poder.
 

Isso explica a guinada à esquerda depois de uma eleição que venceu pelo centro. Lula poderia ter construído um terceiro mandato de união nacional pelo centro político, algo que certamente redirecionaria o país da polarização em quatro anos. Sua aposta, contudo, foi no sentido oposto, e os resultados começam a ser colhidos em uma onda crescente de impopularidade, que pode levá-lo à primeira derrota eleitoral desde 1998.
 

Justamente pela falta de visões diferentes em torno de si, surgiu, neste mandato, um Lula em estado puro, apresentando um governo datado, ultrapassado, vacilante, fora de foco ou sintonia com as ruas e com os desafios internacionais atuais. Vemos programas serem reeditados, boas ideias desprezadas, um modelo superado de comunicação e uma administração refém de pautas que não dialogam com a sociedade e as demandas dos brasileiros. Lula governa para um país que somente ele acredita que ainda existe.
 

Ao redor de si, o Presidente não possui sequer um dos nomes que estavam na condução da política quando chegou ao Planalto. Alguns se afastaram de sua órbita cotidiana, como Luiz Dulci e Gilberto Carvalho. Muitos foram atingidos pelas operações contra corrupção, como José Dirceu e Antônio Palocci. Houve quem optasse pelo caminho da aposentadoria, como José Genoíno, e alguns faleceram, como Márcio Thomaz Bastos e Luiz Gushiken. Isso significa que todos aqueles nomes influentes e com acesso direto a Lula não circulam mais pelos corredores do Planalto. Hoje, o Presidente é cercado por uma plateia disposta a aplaudir e bajular, em vez de possuir assessores e líderes políticos dispostos a construir e contribuir.
 

Lula é um líder político em decadência, alguém sem o viço de outros tempos, que deixou de cativar, inspirar ou influenciar as pessoas como antes. Talvez seja tarde demais para corrigir esse erro. Hoje, temos um Presidente refém de si mesmo.
 

*Márcio Coimbra é presidente do Instituto Monitor da Democracia e conselheiro da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig). Cientista político, mestre em Ação Política pela Universidad Rey Juan Carlos (2007). Ex-diretor da Apex-Brasil e do Senado Federal.

Taxação de Trump: impactos e estratégias para o agronegócio brasileiro

Foto: REUTERS/Annabelle Gordon

“Uma estratégia essencial é a diversificação de mercados”, diz especialista

A proposta de Donald Trump de taxar produtos importados pode representar um desafio significativo para as exportações do agronegócio brasileiro aos Estados Unidos. O presidente americano já sinalizou medidas protecionistas que podem atingir diretamente as commodities brasileiras, setor que depende fortemente desse mercado.

Segundo Ranieri Genari, advogado especialista em Direito Tributário pelo IBET, membro da Comissão de Direito Tributário da OAB/Ribeirão Preto, consultor tributário na Evoinc, o impacto da taxação dependerá das políticas adotadas pelo Brasil. “As medidas seguirão o princípio da reciprocidade no direito internacional. Ou seja, as taxas aplicadas pelo Brasil às importações americanas influenciarão as tarifas impostas pelo governo dos EUA aos nossos produtos”, explica Genari.

O especialista alerta que, caso sejam criadas barreiras às exportações brasileiras, os efeitos podem ser severos. “A balança comercial pode ser comprometida, afetando diretamente a competitividade do agronegócio. Além disso, com custos de produção atrelados ao dólar, a restrição de mercado impactaria a margem de lucro, dificultando investimentos e até levando à redução da oferta de produtos”, ressalta.

Genari diz que no contexto tributário, é importante destacar que, tecnicamente, o termo correto seria “tributação das importações”, pois envolve não apenas o Imposto de Importação (II), que tem função extrafiscal para equilibrar o mercado nacional, mas também as taxas alfandegárias, que sustentam os serviços de controle aduaneiro.

Reforma e impacto no setor – Outra justificativa apontada pelo governo americano para a possível taxação é a adoção do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) no Brasil, implementado pela Lei Complementar 214/25. Genari, no entanto, destaca que essa justificativa não se sustenta. “O modelo de IVA busca justamente eliminar resíduos tributários ao longo da cadeia produtiva, tributando apenas o valor agregado em cada etapa. O problema real está mais ligado a barreiras alfandegárias e protecionismo de mercado do que a uma mudança no regime fiscal brasileiro”, pontua.

O advogado também observa que, embora o IVA traga mudanças na carga tributária, especialmente na prestação de serviços ao setor agropecuário, a reforma inclui benefícios, como a redução de 60% do imposto sobre insumos agrícolas. “Ainda há incertezas sobre como os custos serão repassados ao produtor, mas atribuir ao IVA a justificativa para novas tarifas americanas não parece condizente com a lógica tributária”, afirma.

Como mitigar impactos – Diante da incerteza sobre as tarifas, empresas do agronegócio podem adotar medidas preventivas. “Uma estratégia essencial é a diversificação de mercados. Buscar novos compradores internacionais reduz a dependência do mercado americano”, sugere Genari. Outra opção viável é o uso de hedge cambial para minimizar perdas financeiras decorrentes da volatilidade do dólar e da possível taxação.

Além disso, a negociação de contratos de venda futura pode ajudar a estruturar operações de forma mais eficiente. “Empresas devem se atentar à precificação, diluindo eventuais custos tarifários. A reestruturação da operação pode minimizar os impactos de novas barreiras comerciais”, recomenda o especialista.

Com a possível volta de Trump ao poder e o aumento do protecionismo nos EUA, o Brasil precisa intensificar as articulações diplomáticas para evitar impactos negativos no agronegócio. “Independentemente de questões ideológicas, o governo brasileiro deve revisar as tributações sobre produtos americanos e utilizar sua capacidade de negociação para garantir melhores condições para nossos exportadores”, conclui Genari.

Fonte: Ranieri Genari, advogado especialista em Direito Tributário pelo IBET, membro da Comissão de Direito Tributário da OAB/Ribeirão Preto, consultor tributário na Evoinc

Presidente do BRB enfatiza inovação e sustentabilidade como fundamentos da economia no Brasil Summit

(crédito: Cadu Ibarra/CB/D.A Press)

Paulo Henrique Costa examina os desafios econômicos e identifica oportunidades para o Brasil em 2025 durante o evento organizado pelo Lide e Correio Braziliense

Na sua participação do Brasil Summit, que ocorreu nesta quarta-feira (12/3) promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide) e pelo Correio Braziliense, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, sublinhou a importância da inovação e da sustentabilidade para fomentar o desenvolvimento econômico do Brasil.

“O desempenho econômico é essencial, mas também precisamos focar na inovação e estar atentos às questões de sustentabilidade”, afirmou Costa, ao analisar o cenário geopolítico global atual, que é marcado por alta inflação e taxas de juros elevadas. Ele mencionou, como exemplo dos obstáculos enfrentados pelo país, a recente imposição de tarifas sobre aço e alumínio pelos Estados Unidos, que foi implementada nesta quarta-feira.

Apesar das dificuldades, Costa realçou as possibilidades de crescimento em áreas estratégicas, incluindo agronegócio, energias renováveis, economia digital, infraestrutura e saneamento. Entretanto, frisou a importância de uma regulação eficiente na Reforma Tributária para assegurar um desenvolvimento equilibrado e sustentável. “Devemos traçar um caminho sustentável na gestão pública, colocando a produção em primeiro lugar”, declarou.

O presidente do BRB também destacou os progressos do sistema financeiro nacional nos últimos anos e elogiou o trabalho de instituições como Febraban e XP Investimentos. No entanto, fez um alerta sobre a necessidade de controlar a inflação e buscar um equilíbrio nas taxas de juros. Ademais, defendeu a Reforma Administrativa como uma ferramenta vital para aumentar a eficiência do Estado e diminuir os entraves burocráticos.

O Brasil Summit acontece no Brasília Palace Hotel, reunindo líderes empresariais, autoridades e especialistas para debater os caminhos da economia brasileira e os desafios da transição energética.

IV Festival Horizonte de Histórias: uma celebração da narrativa oral em Brazlândia, SIA e Estrutural

De 17 de março a 2 de abril, a 4ª edição do Festival Horizonte de Histórias convida a todos a  mergulhar no universo mágico da contação de histórias em Brazlândia, Estrutural e  SIA.

Realizado pelo Grupo Paepalanthus, em parceria com a Coordenação Regional de Ensino – CRE – de Brazlândia, com recursos do Fundo de apoio à cultura do Distrito Federal – FAC-DF, o evento busca resgatar a tradição oral e promover o encontro entre gerações e culturas.

Paepalanthus é uma flor do cerrado que nasce em lugares altos e arenosos, uma sempre viva, e como seu próprio nome diz, permanece sempre florida mesmo depois de seca. E para manter sempre viva a arte de contar histórias, o Grupo Paepalanthus gestou o Festival Horizonte de Histórias, que em sua 4ª edição festeja seus 15 anos de existência, com muitas histórias para contar.

Segundo Aldanei Menegaz, coordenadora do projeto, “o Festival é uma oportunidade para celebrar a arte de contar histórias, pois vivemos em uma época de comunicação rápida e, contando histórias, conseguimos desacelerar o tempo. A humanidade teve uma longa caminhada para chegar até aqui. Somos feitos de narrativas, o mundo é feito de histórias”.

Um oásis de narrativas em meio à era digital – Em um mundo cada vez mais dominado pela tecnologia, o festival oferece um refúgio para  que o público possa reconectar-se com a essência das histórias e refletir sobre seu poder transformador. Através de contos, espetáculos literários, oficinas e rodas de conversa, o evento celebra a diversidade e a riqueza da cultura oral.

Destaques da Programação – Com uma programação rica, diversificada e inclusiva o IV Festival Horizonte de Histórias terá sessões de contos com  24 narradores(as) selecionados(as) por edital e 3 narradores(as) convidados(as), além de 2 espetáculos literários com o Grupo Paepalanthus.

O evento também contará com a residência artística “Palavra: a matéria prima na arte-ofício do contador de histórias”,  ministrada por Warley Goulart, do grupo “Os Tapetes Contadores de Histórias”, do Rio de Janeiro. A residência acontecerá de 18 a 21 de março, na Coordenação Regional de Ensino (CRE) de Brazlândia.

Outras atividades formativas são as oficinas “Leitura com bebês e crianças: compartilhando leituras e multiplicando afetos” – com Ana Neila Torquato, “Caixinhas de guardar o tempo: leituras costurando histórias” – com Alessandra Roscoe e “A leitura imagética em foco” – com Sonia Soares. 

Haverá, ainda, rodas de conversa transmitidas ao vivo no YouTube do Grupo Paepalanthus: 

  • Narrativas orais e as manifestações têxteis”,  com Joana Abreu (UFG), Ângela Barcelos Café (UnB) e Warley Goulart (RJ);
  • “Representatividade e protagonismo de pessoas historicamente excluídas em espaços culturais”, com  Jonathan Andrade, Kamuu Dan Wapichana, Renata Rezende e Warley Goulart;
  • “O papel do contador de histórias na contemporaneidade: fundamentos e caminho iniciático”, com Jorge Marinho (UnDF), Eliana Carneiro (Os Buriti) e Tino Freitas;
  • “Possíveis caminhos de valorização do narrador oral: políticas públicas para o contador de histórias”, com Sissy Faveri, Telma Braga e Tico Magalhães (Grupo Seu Estrelo). 
    Vale destacar que para participar das rodas não há necessidade de inscrições.

As atividades são gratuitas, mas são necessárias inscrições prévias para oficinas e residência artística, com número limitado de vagas, através do site do evento. 

O evento contempla apresentações para os públicos infantil, juvenil e adultos.

A programação completa está disponível no site do Festival: https://festivalhorizontedehistorias.com/

Serviço:

IV Festival Horizonte de Histórias 
Datas: De 17 de março a 2 de abril de 2025
Local: Diversos espaços culturais em Brazlândia, SIA e Estrutural
Informações: https://festivalhorizontedehistorias.com
Realização e produção: Grupo Paepalanthus
Recursos: Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal – FAC/DF

Contatos:
(61) 98419 9203 – Aldanei Menegaz
(61) 99649 6422 – Simone Carneiro
(61) 99936 7946 – Míriam Rocha
(61) 99981 2421 – Rose Costa
E-mail: paepalanthussempreviva@gmail.com

Assessoria de Imprensa: Ísis Dantas
Contato: (61) 98115-9068 (WhatsApp)
E-mail: isisdantas@gmail.com

Alexandre Padilha anuncia secretariado do Ministério da Saúde

Nova equipe terá paridade de gênero e reforçará programas estratégicos da pasta

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, definiu nesta terça-feira (11) os nomes que irão compor o secretariado da pasta. A nova equipe, formada por quatro homens e quatro mulheres, mantém a paridade de gênero e traz profissionais com experiência na gestão pública e na formulação de políticas para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A Secretaria Executiva será comandada por Adriano Massuda, enquanto Mariângela Simão assume a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Ambos já haviam sido antecipados como parte da equipe. Além deles, Mozart Sales ficará à frente da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, e Ana Luiza Caldas chefiará a Secretaria de Atenção Primária.

A equipe ainda conta com Fernanda De Negri na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde; Felipe Proenço na Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde; Ana Estela Haddad na Secretaria de Informação e Saúde Digital; e Ricardo Weibe Tapeba na Secretaria de Saúde Indígena.

Parte dos novos secretários já tem histórico de colaboração com Padilha, como Mozart Sales e Felipe Proenço, que trabalharam na implementação do programa Mais Médicos. A expectativa é que a equipe atue na expansão do programa Mais Acesso a Especialistas, que busca ampliar a oferta de profissionais especializados no SUS.

Outro destaque é a chegada de Mariângela Simão, ex-diretora geral adjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS) e especialista em acesso a medicamentos. Ana Luiza Caldas, por sua vez, vinha atuando na Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS). Fernanda De Negri, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), reforça a equipe com sua experiência em inovação e desenvolvimento na saúde.

Executiva do SETCEPAR destaca a importância das mulheres no Transporte Rodoviário de Cargas 


Fundado em 1943, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR) é uma das entidades mais tradicionais e influentes do setor em todo o país. Ao longo de sua trajetória, tem atuado na defesa dos interesses do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) e na promoção de iniciativas que impulsionam o desenvolvimento do setor. Entre essas ações, destaca-se o incentivo à maior participação feminina na área, ampliando oportunidades e fortalecendo a diversidade no TRC.
 

Segundo um estudo do Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), a presença de mulheres no Transporte de Cargas vem crescendo nos últimos anos, registrando um aumento de 11% entre 2023 e 2024. Esse avanço também se reflete dentro do próprio SETCEPAR, onde, dos 22 colaboradores, 14 são mulheres e 8 são homens, evidenciando um ambiente mais equilibrado e inclusivo.
 

Para Camila Rangel, gerente executiva do SETCEPAR, esses números demonstram um movimento positivo de transformação dentro do setor. “Nós, mulheres, estamos conquistando cada vez mais espaço, e isso é um reflexo direto da nossa competência e dedicação. Ocupo com muito orgulho uma posição de liderança nesta entidade tão representativa, pois sei que essa conquista simboliza o avanço que temos alcançado.”
 

A executiva destaca que os cargos de liderança estão sendo progressivamente ocupados por mulheres e que essa tendência deve continuar sendo incentivada. Além disso, reforça que o SETCEPAR valoriza todos os seus profissionais, independentemente de gênero, reconhecendo o talento e o comprometimento de cada um.
 

“A presença feminina no setor de transporte e nas entidades que o representam é essencial para a construção de um ambiente mais inovador e diverso. Trabalhar com uma equipe composta por mulheres altamente qualificadas fortalece essa mudança de cenário e demonstra que a representatividade feminina na logística e no transporte está crescendo. Nosso compromisso é seguir impulsionando essa participação, abrindo novas oportunidades e inspirando mais mulheres a ocuparem posições estratégicas, queremos que cada vez mais elas sejam protagonistas nesse setor”, conclui Rangel.

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Sobre o Setcepar:

Fundado em 1943, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), entidade que representa as empresas de transportes de carga no estado do Paraná, nasceu visando representar os empresários do setor de transporte rodoviário de cargas da região em variadas atividades, como em negociações coletivas de trabalho e em aproximação com autoridades e com autarquias municipais, estaduais e federais, bem como com a imprensa.

Com 80 anos de história, a entidade hoje representa empresas em 265 cidades do estado, oferecendo aos associados diversos serviços e eventos para fomentar melhorias no transporte rodoviário de cargas local e nacional.

Deputado Pepa quer barrar motoristas de app com condenação por crimes sexuais

Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF

Após o caso brutal de estupro sofrido por uma jovem de 19 anos em um carro de aplicativo no Distrito Federal, o deputado distrital Pepa (PP) apresentou o projeto de lei 1.595/2025 para impedir que motoristas condenados por crimes sexuais ou violência contra a mulher atuem nesse tipo de serviço. A proposta torna obrigatória a consulta periódica à ficha criminal dos condutores cadastrados nas plataformas, garantindo maior segurança para as passageiras.

“É inaceitável que mulheres sigam expostas a esse tipo de risco ao simplesmente pedirem um transporte. A verificação de antecedentes criminais é uma medida básica e urgente para evitar que agressores se aproveitem desse serviço para cometer crimes”, destacou Pepa.

O projeto de lei altera a Lei Distrital nº 7.192/2022, estabelecendo que as empresas operadoras de aplicativos realizem, obrigatoriamente, a checagem da ficha criminal dos motoristas antes do cadastro e a renovem anualmente. Caso o condutor tenha condenação definitiva por crimes contra a dignidade sexual ou violência contra a mulher, ele será impedido de atuar. O descumprimento das regras pode levar a multas e até à suspensão do serviço no DF.

Caso que motivou a proposta

A iniciativa veio após um crime ocorrido em fevereiro deste ano, quando uma jovem foi violentamente atacada por um motorista de aplicativo durante uma corrida entre Samambaia e Ceilândia. O agressor, posteriormente preso, já possuía histórico criminal. O caso escancarou falhas no controle sobre quem pode dirigir nesses serviços e levantou um alerta para a segurança das passageiras.

“A mulher não pode entrar em um carro e se perguntar se vai chegar em casa em segurança. Nosso dever é criar mecanismos eficazes de proteção para garantir que isso não volte a acontecer”, reforçou o deputado.

* Com informações da assessoria de imprensa do deputado Pepa

Alexandre Carreteiro assume liderança unificada da

PepsiCo Cone Sul Alimentos

Alexandre Carreteiro, que atuou como presidente da PepsiCo Brasil Alimentos nos últimos três anos, acaba de ampliar seu escopo e assume a liderança da operação Cone Sul (SoCo) da companhia. Desde o início do ano, o executivo acumula a liderança do negócio de Alimentos no Chile, Argentina, Uruguai e Paraguai, além de seguir à frente do segmento na operação brasileira. Com a nova estrutura, os gestores dos mercados e as equipes de vendas e marketing passam a se reportar diretamente ao executivo brasileiro.
 

Carreteiro terá como foco o fortalecimento da organização, o desenvolvimento das equipes e o crescimento sustentável do negócio, contribuindo decisivamente para o alcance dos objetivos estratégicos da companhia na região sul-americana. A nomeação do cargo ocorre após a decisão de aposentadoria do chileno David Kahn, gerente geral da PepsiCo SoCo. Até o dia 31 de março, os dois dividem o cargo para que a transição ocorra de maneira fluida.

“É uma honra assumir a posição de gerente geral da PepsiCo SoCo Alimentos. O setor está em constante transformação e o Cone Sul tem mercados com enorme potencial. Meu objetivo será fortalecer ainda mais a nossa organização, impulsionar o crescimento do negócio e continuar entregando valor aos consumidores por meio de cada produto do nosso extenso portfólio”, declara Alexandre Carreteiro.

Desde a sua chegada na companhia, em 2021, liderou uma equipe de mais de 12 mil funcionários no Brasil, sempre comprometido a fazer do país um mercado com crescimento cada vez mais sustentável. Seu trabalho é pautado pelo estímulo à economia e fomento da agricultura local, além de inovação, apoio à diversidade, inclusão e impacto positivo nas comunidades locais.

Com ampla experiência no setor de alimentos e bebidas, Carreteiro trabalhou em mercados distintos, que incluem Brasil, Caribe, Europa, Ásia e América do Norte. É formado em Administração de Empresas pela Temple University, Filadélfia, e possui MBA Executivo pelo IESE Business School, na Espanha. Além disso, participou do Programa de Desenvolvimento Executivo no IMD, Suíça, e concluiu mestrado em Finanças pela Université Paris IX Dauphine.


Sobre a PepsiCo

Os produtos da PepsiCo são apreciados pelos consumidores mais de um bilhão de vezes por dia em mais de 200 países e territórios em todo o mundo. A PepsiCo gerou mais de US$ 91 bilhões em receita líquida em 2023, impulsionada por um portfólio complementar de bebidas e alimentos convenientes que inclui LAY’S®, DORITOS®, CHEETOS®, GATORADE®, PEPSI®, KERO COCO®, TODDY®, QUAKER®, entre outras. O portfólio de produtos da PepsiCo inclui uma ampla gama de alimentos e bebidas saborosas, incluindo muitas marcas icônicas que geram mais de US$1 bilhão cada em vendas anuais estimadas no varejo.

O pep+ é nossa transformação estratégica de ponta a ponta que coloca a sustentabilidade e o capital humano no centro de como criaremos valor e crescimento, operando dentro dos limites planetários e inspirando mudanças positivas para o planeta e as pessoas. Para obter mais informações, acesse e siga-nos no X (Twitter)InstagramFacebook e LinkedIn @PepsiCo_br.

Ação de Dia da Mulher enaltece força e coragem das valparaisenses

Evento aconteceu na manhã de sábado e contou com várias atrações e serviços

O último sábado foi dia 8 de março, data em que se celebra o Dia Internacional da Mulher. Para comemorar a data, a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Mulher, promoveu uma manhã festiva com vários serviços voltados à comunidade no auditório da Secretaria Municipal de Educação. 

O prefeito Marcus Vinicius e sua esposa, a primeira-dama e secretária de Saúde Luciana Caixeta Mendes estiveram presentes, além de vários secretários e os vereadores Ricardo Viana e Roberto Martins.

No palco principal a programação contou com uma palestra com a psicóloga Taise Moraes, diretora da Escola de Governo, diversas apresentações artísticas, e também um alerta da Sargento Ana, da Patrulha Maria da Penha, que acolhe as mulheres em situação de violência na cidade. 

Além disso, vários espaços estavam dedicados a oferecer serviços para as mulheres:, com cabeleireiras, trancistas, massagistas, cuidados com a pele, maquiagem, varal solidário com roupas para doação, entre vários outros espaços de acolhimento. 

Violência contra a mulher

Em dado momento, durante a cerimônia de abertura do evento, a Secretária da Mulher, professora Elenir, contou que a violência contra a mulher fez parte da sua vida. Ela pediu para sua mãe, que estava na plateia, ficar de pé, e relatou momentos difíceis da família. 

Eu vi essa senhora apanhar várias vezes, protegendo a gente para não apanhar também. E essa mulher completou 67 anos, e aí hoje nós temas a oportunidade de dizer não. Hoje nós temos a oportunidade de ser o que quisermos ser. E mulheres, eu sempre digo, não adianta ter oito de março com todas as reflexões se a gente ficar calada, em silêncio” finalizou a secretária.

Comandante da Patrulha Maria da Penha, Sargento Ana falou sobre o cuidado que a cidade tem com as mulheres vítimas de violência e explicou como a patrulha atua na região. “Eu tenho 1.213 mulheres que são acompanhadas pela minha Patrulha. (…) O meu trabalho é acolher essa mulher, é sentar com ela, é conversar, é oferecer pra ela o que o município tem. Agora nós temos aí a nossa secretária [da mulher], e eu vou ficar atrás dela o tempo todo, e juntas nós cuidamos dessa mulher de verdade!”, finalizou.

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São Paulo é líder nacional em startups voltadas ao agro 

Governo do Estado investiu R$ 13,5 milhões em programa exclusivo para startups paulistas, que oferece capacitações, mentorias e uma conexão direta com o mercado

São Paulo possui a maior concentração nacional de startups voltadas para o setor do agronegócio, também conhecidas como as agtechs. De acordo os últimos dados levantados pela Radar Agtech Brasil, em conjunto com a Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens, foram registradas 845 empresas tecnológicas instaladas no estado, com uma participação de 43,2% do total existente no país.

As demais unidades estão localizadas, principalmente, nas regiões Sul e Sudeste, com Rio Grande do Sul (9,9%); Paraná (9,3%); Minas Gerais (8,6%) e Santa Catarina (6,8%), respectivamente. Enquanto no cenário paulista, o município com mais empreendimentos é a cidade de São Paulo, acompanhada de Piracicaba, Ribeirão Preto e Campinas.

Essas agtechs desenvolvem soluções tecnológicas para o agronegócio, que vão desde soluções de softwares de monitoramento, aplicabilidade de ferramentas de automação, inteligência artificial (IA), por exemplo, além de novos modelos de negócios baseados em comercialização, logística e mercado financeiro, entre outros.

Através de uma gestão inovadora com políticas públicas em prol do desenvolvimento sustentável do agro, o Governo de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), possui um programa exclusivo para startups, que oferece capacitações, mentorias e uma conexão direta com o mercado, o AptaHub. Um trabalho em conjunto com a Cietec e coexecução de Wylinka e ImpactHub, com um investimento total de R$13,5 milhões. Com foco no território paulista, em seus primeiros dois anos já atenderam startups de todas as regiões do país.

“A parceria com a iniciativa privada é muito importante e precisamos expandir ainda mais o programa, inaugurando novas unidades em outras regiões do Estado, trazendo mais força e vitalidade para o agro paulista. “A Apta é muito rica, com institutos de pesquisa científica centenários, que desenvolveram o agronegócio brasileiro com transferência de tecnologias e inovações para agricultura e pecuária. Isso começa em ambientes como este”, disse o secretário de Agricultura, Guilherme Piai.

No momento, são sete espaços para o desenvolvimento de startups com foco no agro, em São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas e Santos. Cada um desses ambientes foi projetado para impulsionar a transformação do setor agroalimentar, oferecendo áreas de trabalho colaborativo, espaços para eventos e soluções criativas para fomentar a inovação.

“O programa é uma iniciativa essencial para conectar startups, pesquisadores e grandes empresas, acelerando o desenvolvimento de novas tecnologias sustentáveis. A aproximação com os institutos de pesquisa do AptaHub traz credibilidade e conhecimento técnico, além de abrir oportunidades para parcerias estratégicas que podem transformar a inovação no setor agroindustrial”, destacou a sócia fundadora daNatureza, Patrícia Ponce.

A daNatureza Produtos Biodegradáveis é uma das startups que estão incorporadas na estrutura da AptaHub, na incubadora Cietec em São Paulo. A agtech oferece soluções sustentáveis que reduzem a poluição plástica e promovem a economia circular. A empresa transforma resíduos como folhas, galhos, cascas de café, caroço do açaí, entre outros, em vasos biodegradáveis e compostáveis, que podem ser plantados diretamente no solo, substituindo os tradicionais de plástico.

Para Patrícia Ponce, o surgimento do empreendimento foi pelo fato de ver grandes quantidades de resíduos, sendo descartados sem o aproveitamento. “Como química, sempre acreditei que esses materiais poderiam ter um destino mais sustentável. Hoje, desenvolvemos também caixas para cosméticos sólidos e tubetes de plantio, feitos principalmente com resíduos verdes das podas de árvores das cidades e de empresas de reflorestamento e silvicultura.

O AptaHub conecta empreendedores, startups, pesquisadores e empresas aos sete institutos da Apta – Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Instituto de Zootecnia (IZ) e Apta Regional. “O programa abre a possibilidade de levar o conhecimento e as inovações desenvolvidas pelos institutos da Apta de forma mais consistente para a sociedade. Nosso trabalho é gerar tecnologia, por meio da união de diversos atores, de pesquisadores a investidores. Conseguimos, assim, diminuir o tempo para o desenvolvimento de um produto ou serviço que aumente a competitividade de nosso agronegócio”, afirma o líder de Inovação da Apta, Sérgio Tutui.