Anúncio previsto para 13 de outubro ocorre na reta final da campanha; ampliação do teto de faturamento ainda depende da Câmara.
O governo Lula finalizava, em 12 de outubro, um pacote para microempreendedores individuais e pequenas empresas, com anúncio esperado para o dia seguinte. A apresentação foi programada para menos de 2 semanas antes do segundo turno presidencial, aproximando a agenda econômica do calendário eleitoral.
As iniciativas em discussão incluíam novas linhas de crédito e mecanismos de renegociação de dívidas. Naquela data, os detalhes ainda passavam por ajustes, sem informações suficientes para avaliar o alcance das medidas.
Lula também deveria manifestar apoio ao aumento do limite anual de faturamento do MEI, de R$ 81 mil para R$ 130 mil. A proposta permitiria a contratação de até 2 empregados, mas aguardava votação na Câmara dos Deputados.
O apoio presidencial, portanto, não garantiria a mudança imediata. A ampliação dependia do Congresso, e a reportagem apontava que a análise poderia ocorrer somente depois das eleições.
O pacote colocava o incentivo ao empreendedorismo no discurso de Lula em um momento decisivo da campanha. Para os pequenos negócios, porém, os efeitos concretos dependeriam das regras anunciadas e da implementação das medidas.


